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CARREIRAS POLICIASCARREIRAS POLICIAS
@MARCELOMAPAS
ARTS. 312 A 334-A
 ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
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SUMÁRIO
Introdução................................................................................................................................................................03
Funcionário público...............................................................................................................................................03
Peculato....................................................................................................................................................................07
Livro ou Documento..............................................................................................................................................07
Verbas ou Rendas Públicas................................................................................................................................08
Conclusão (art. 316).............................................................................................................................................08
 Excesso De Exação..............................................................................................................................................08
Corrupção Passiva (art. 317)............................................................................................................................09
Facilitação de Contrabando...............................................................................................................................09
Prevaricação (ART. 319).....................................................................................................................................10
Condescendência criminosa.............................................................................................................................11
Advocacia administrativa...................................................................................................................................11
Violência arbitrária (art. 322)............................................................................................................................11
Abandono de função (art. 323).........................................................................................................................11
Exercício funcional ilegalmente........................................................................................................................12
Violação de sigilo funcional................................................................................................................................12
Violação do sigilo de proposta..........................................................................................................................12
Resistência (art. 329)..........................................................................................................................................13
desobediência (art. 330)....................................................................................................................................13
Desacato (art. 331)..............................................................................................................................................13
Tráfico de Influência (art. 332).........................................................................................................................14
Corrupção ativa (art. 333)..................................................................................................................................14
Corrupção ativa (art. 333)..................................................................................................................................15
Descaminho (art. 334).........................................................................................................................................15
Contrabando (art. 334-A)...................................................................................................................................16
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No art. 327, caput, do CP, há a figura do
funcionário público. O Código Penal
adotou um conceito ampliativo de
funcionário público para fins penais, ou
seja, todo aquele que exerce função
pública é funcionário público.
O simples fato de o réu exercer um
mandato popular não é suficiente
para fazer incidir a causa de
aumento do art. 327, § 2º, do CP. É
necessário que ele ocupe uma
posição de superior hierárquico.
STF. Plenário. Inq 3983/DF, Rel.
Min. Teori Zavascki, julgado em
02 e 03/03/2016 (Info 816).
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
INTRODUÇÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Devemos começar este tema
explicando o conceito de CRIMES
FUNCIONAIS: São os crimes praticados
por funcionário público no exercício da
função pública ou em razão dela.
Os crimes funcionais são
classificados como Funcionais
próprios ou Funcionais impróprios.
Os crimes FUNCIONAIS
PRÓPRIOS são aqueles
em que se não tiver
funcionário público,
haverá fato atípico.
Os crimes FUNCIONAIS
IMPRÓPRIOS são
aqueles em que a
ausência de funcionário
público acarreta a
desclassificação do fato
para outro crime.
FUNÇÃO PÚBLICA X MÚNUS PÚBLICO
O múnus público é o encargo atribuído
pela lei a determinadas pessoas. Ex.:
O tutor, o curador, etc.Quem exerce
um múnus público NÃO pratica
crime funcional.
FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR
EQUIPARAÇÃO - (ART. 327, §1º, DO CP)
A) Pessoas que exercem cargo,
emprego ou função em ENTIDADE
PARAESTATAL;
B) Pessoas que trabalham para
EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO
contratada ou conveniada para a
execução de atividade típica da
Administração (contratos e convênios
administrativos).
CAUSAS DE AUMENTO DA PENA -
(ART. 327, §2º, DO CP)
Nos crimes funcionais incidirá a
majorante quando o funcionário
público exercer:
A) Cargos comissionados;
B) Funções de direção ou assessoramento.
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PECULATO
PECULATO PRÓPRIO - se divide em
duas modalidades:
PECULATO APROPRIAÇÃO - (art.
312, caput, 1ª parte)
APROPRIAR-SE o
funcionário público
de: dinheiro, valor;ou
qualquer outro bem
móvel, público ou
particular, de que
tem a posse em
razão do cargo.
PECULATO-DESVIO - (ART. 312,
CAPUT, 2ª PARTE).
DESVIAR, o funcionário público, em
proveito próprio ou alheio: dinheiro,
valor; ou qualquer outro bem móvel,
público ou particular, de que tem a
posse em razão do cargo. Pena -
reclusão, de dois a doze anos, e multa.
PECULATO PRÓPRIO - se divide em
duas modalidades:
“Apropriar-se” é se comportar
como dono do objeto material.
“Desviar” é conferir ao bem
destino diverso do devido.
STJ já se pronunciou no sentido de
que o fomento econômico de
candidatura à reeleição por
Governador do Estado com o
patrimônio de empresas estatais
configura o crime de peculato-
desvio. STJ. 5a Turma. REsp
1776680-MG, Rel. Min. Jorge Mussi,
julgado em 11/02/2020 (Info 666).
PECULATO
PECULATO FURTO (ART. 312, § 1º)
Se o funcionário público, embora não
tendo a posse do dinheiro, valor ou
bem, o SUBTRAI, ou CONCORRE PARA
QUE SEJA SUBTRAÍDO, em proveito
próprio ou alheio, valendo-se de
facilidade que lhe proporciona a
qualidade de funcionário. Pena -
reclusão, de dois a doze anos, e multa.
“Subtrair”, o funcionário público é o
executor direto da subtração.
“Concorrer para a
subtração”, o
funcionário público
não subtrai,
diretamente, o objeto
material. Mas o
funcionário colabora
dolosamente para que
terceira pessoa
subtraia o bem.
Ex.: O promotor de justiça entregou
sua chave da sede do MP para que seu
amigo joão entrasse e furtasse um
computador da sala de seu colega.
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Para o STF (HC 108.433 AgR/MG, j.
25/06/2013) e o STJ (94.168/MG,
j.01/04/2008) AFASTA-SEO
PECULATO quando o funcionário
público faz uso momentâneo de coisa
não consumível, sem a intenção de
incorporá-la ao próprio patrimônio. 
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PECULATO PECULATO
SUJEITOS DO CRIME - ATIVO: Trata-
se de é crime próprio, pois só pode ser
praticado por funcionário público. 
IMPORTANTE: A condição de
funcionário público é elementar do
peculato, razão pela qual comunica-
se a todos os que tenham
concorrido de qualquer modo para o
crime, mesmo os particulares.
PASSIVO: é o Estado,
e a entidade de
direito público ou o
particular prejudicado
pela conduta
criminosa.
A AÇÃO PENAL É
PÚBLICA
INCONDICIONADA.
PECULATO DE USO 
Ocorre quando o funcionário público
se apropria, desvia ou subtrai bem
móvel, público ou particular, que se
encontra sob a custódia da
Administração Pública, para
posteriormente restituí-lo.
Se o funcionário concorre
culposamente para o crime de
outrem: Pena - detenção, de três
meses a um ano.
REQUISITOS: 
a) Conduta culposa do
funcionário público;
b) Prática de crime
doloso por terceiro,
aproveitando-se da
facilidade
proporcionada pela
conduta culposa do
funcionário público.
Ex.: O funcionário público
responsável pelo fechamento da
prefeitura, com pressa de ir embora,
esquece de trancar a porta. Um
particular se aproveita da
facilidade, entra na repartição e
subtrai vários bens.
A reparação do dano no peculato
culposo, SE PRECEDE à sentença
irrecorrível, extingue a
punibilidade; se lhe É POSTERIOR,
reduz de metade a pena imposta.
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Somente poderá ser praticado pelo
funcionário público autorizado, ou
seja, aquele que estiver lotado na
repartição encarregada de cuidar dos
sistemas informatizados ou banco de
dados da Administração Pública.
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PECULATO PECULATO
Importante: a reparação do dano
deve ser completa e não exclui
eventual sanção administrativa
contra o funcionário público.
APROPRIAR-SE de dinheiro ou
qualquer utilidade que, no exercício do
cargo, recebeu por ERRO de outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro
anos, e multa.
Ex.: O funcionário
público atende em sua
sala uma pessoa
querendo pagar um
débito, e recebe o valor
do pagamento - e se
apropria do valor
recebido, mesmo
sabendo que a pessoa
deveria pagar a dívida
em outro setor.
INSERIR ou FACILITAR, o funcionário
autorizado, a inserção de dados
falsos, ALTERAR ou EXCLUIR
indevidamente dados corretos nos
sistemas informatizados ou bancos de
dados da Administração Pública com o
fim de obter vantagem indevida para
si ou para outrem OU para causar
dano: Pena – reclusão, de 2 (dois) a
12 (doze) anos, e multa.
ATENÇÃO: Aqui existe
elemento subjetivo
específico, que
consiste em obter
vantagem indevida
para si ou para outrem,
ou para causar dano. 
Este tipo penal possui semelhança
com a “falsidade ideológica”, pois o
sistema é verdadeiro e a falsidade
recairá sobre os dados inseridos.
Ação Pública Incondicionada.
MODIFICAR ou ALTERAR, o funcionário,
sistema de informações ou programa
de informática sem autorização ou
solicitação de autoridade
competente: Pena – detenção, de 3
(três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Não há exigência para que seja
funcionário público autorizado, se
trata de funcionário no sentido
amplo, conceito do art. 327 do CP. 
Não há elemento subjetivo
específico, ou seja, não tem um
objetivo especial.
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Se o sujeito ativo for servidor em
exercício junto à repartição fiscal ou
tributária, o extravio de livro oficial,
processo fiscal ou qualquer documento
por ele causado configurará o crime do
art. 3o, I, da Lei 8.137/90.
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PECULATO
Este tipo penal
possui semelhança
com a “falsidade
material”, pois é o
próprio sistema que
será alterado
indevidamente.
A AÇÃO PENAL É PÚBLICA
INCONDICIONADA.
Causa de aumento - As penas são
aumentadas de um terço até a metade
se da modificação ou alteração resulta
dano para a Administração Pública ou
para o administrado.
EXTRAVIAR livro oficial ou qualquer
documento, de que tem a guarda em
razão do cargo; SONEGÁ-LO ou
INUTILIZÁ-LO, total ou parcialmente: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, se
o fato não constitui crime mais grave.
LIVRO OU DOCUMENTO 
A Ação penal é pública
incondicionada.
LIVRO OU DOCUMENTO 
PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE:
Autos judiciais ou documentos de
valor probatório, cuja inutilização
ou sonegação seja praticada por
advogado ou procurador que os
recebera nesta qualidade, o crime
será o do art. 356 do CP.
VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS
DAR às verbas ou
rendas públicas
APLICAÇÃO DIVERSA
da estabelecida em
lei: Pena - detenção,
de um a três meses,
ou multa
Em razão da pena cominada,
admite-se a transação penal e a
suspensão condicional do processo
(Lei 9.099/95).
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS
PECULATO: O sujeito
desvia o dinheiro,
valor ou outro bem
móvel em proveito
próprio ou alheio,
satisfazendo
interesses
particulares.
DESVIO DE VERBAS OU RENDAS:
O sujeito emprega o dinheiro em
benefício da própria
Administração Pública.
SÚMULA 209, STJ: COMPETE A
JUSTIÇA ESTADUAL PROCESSAR E
JULGAR PREFEITO POR DESVIO DE
VERBA TRANSFERIDA E INCORPORADA
AO PATRIMÔNIO MUNICIPAL.
CONCUSSÃO (ART. 316)
Exigir, PARA si ou para outrem,
direta ou indiretamente, ainda que
fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem
indevida: Pena - reclusão, de 2
(dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Trata-se de uma forma especial de
extorsão, executada por funcionário
público. A conduta típica ocorre
quando O AGENTE EXIGE, ou seja, o
agente ordena, de forma intimidativa
ou coativa, a vantagem que almeja e a
que não faz jus do particular ofendido.
Vantagem indevida: a
lei buscou incriminar
qualquer tipo de
proveito proibido, ainda
que não econômico e
patrimonial.
CONCUSSÃO (ART. 316)
ATENÇÃO: o STF e o STJ decidiram
que o fato de o crime de concussão
ter sido cometido por policial civil
autoriza a exasperação da pena. (HC
132.990/PE, Rel. Min. Luiz Fux, DJe
25/08/2016), (HC 163.392/SP, Rel. Min.
Gurgel de Faria, DJe 30/03/2015).
EXCESSO DE EXAÇÃO 
Se o funcionário exige tributo ou
contribuição social que sabe ou
deveria saber indevido. Pena -
reclusão, de 3 (três) a 8 (oito)
anos, e multa.
Quando devido, emprega
na cobrança meio
vexatório ou gravoso,
que a lei não autoriza:
Pena - reclusão, de 3
(três) a 8 (oito) anos, e
multa.
PERCEBA QUE O AGENTE NÃO
BUSCA VANTAGEM PARA SI OU
PARA TERCEIRO, NAS CONDUTAS
DO TIPO ELE TEM EM VISTA
RECOLHER AOS COFRES PÚBLICOS,
SEJA EXIGINDO QUANDO NÃO É
DEVIDO SEJA COBRANDO DE
MANEIRA EQUIVOCADA.
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
EXCESSO DE EXAÇÃO 
FORMA QUALIFICADA 
Se o funcionário desvia, em proveito
próprio ou de outrem, o que recebeu
indevidamente para recolher aos
cofres públicos: Pena - reclusão, de
dois a doze anos, e multa.
Diferentemente da
figura anterior, o
tributo, após exigido
indevidamente, é
direcionado para o
próprio funcionário
ou para terceiro.
CORRUPÇÃO PASSIVA (ART. 317)
SOLICITAR ou RECEBER, para si ou
para outrem, direta ou indiretamente,
ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela,
vantagem indevida, ou ACEITAR
PROMESSA de tal vantagem: Pena –
reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e
multa.
 PRÓPRIA IMPRÓPRIA
o funcionário
público negocia
com o particular
um ato ilícito.
Ex.: O promotor de
justiça recebe
dinheiro para não
denunciar
determinada
pessoa.
o funcionário
público negocia
com o particular
um ato lícito.
Ex.: O delegado de
polícia que recebe
dinheiro para
investigar com
detalhes
determinada
infração penal.
CORRUPÇÃO PASSIVA (ART. 317)
A CORRUPÇÃO PASSIVA NÃO
PRESSUPÕE NECESSARIAMENTE A
OCORRÊNCIA DE CORRUPÇÃO
ATIVA, NEM O CONTRÁRIO. AMBOSSÃO CRIMES AUTÔNOMOS E
INDEPENDENTES.
ANTECEDENTE
Quando a vantagem indevida é
entregue ou prometida ao funcionário
público em razão de uma ação ou
omissão futura.
 SUBSEQUENTE
É aquela que a recompensa está
relacionada com um comportamento
passado/já acontecido.
CAUSA DE AUMENTO -
A pena é aumentada
de um terço, se, em
consequência da
vantagem ou
promessa, o
funcionário retarda ou
deixa de praticar
qualquer ato de ofício
ou o pratica
infringindo dever
funcional.
CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA
Se o funcionário pratica, deixa de praticar
ou retarda ato de ofício, com infração de
dever funcional, cedendo a pedido ou
influência de outrem: Pena - detenção, de
três meses a um ano, ou multa.
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Se a facilitação acontecer por
funcionário público que NÃO tenha o
dever de impedir, este irá responder
pelo próprio crime de descaminho ou
de contrabando.
Deixar o Diretor de Penitenciária
e/ou agente público, de cumprir seu
dever de vedar ao preso o acesso a
aparelho telefônico, de rádio ou
similar, que permita a comunicação
com outros presos ou com o
ambiente externo: Pena: detenção,
de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO 
Facilitar, com
infração de dever
funcional, a prática
de contrabando ou
descaminho (art.
334): Pena - reclusão,
de 3 (três) a 8 (oito)
anos, e multa.
O sujeito ativo do delito é o
funcionário público que tenha o
dever de impedir a prática do
contrabando ou descaminho
PREVARICAÇÃO (ART. 319)
Retardar ou deixar de praticar,
indevidamente, ato de ofício, ou
praticá-lo contra disposição expressa
de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal: Pena - detenção,
de três meses a um ano, e multa.
PREVARICAÇÃO (ART. 319)
Além disto, para ser autor do crime
de prevaricação, o funcionário
deve ser competente para a
prática do ato de ofício e estar no
exercício de suas funções.
Nesta FIGURA
TÍPICA SE EXIGE O
DOLO ESPECIAL DO
AGENTE, O
SUJEITO ATIVO
coloca o seu
interesse particular
acima do interesse
público.
PREVARICAÇÃO ESPECIAL OU
IMPRÓPRIA (ART. 319-A)
O sujeito ativo não
pode ser qualquer
funcionário público,
mas aquele que, no
exercício das suas
funções, tem o dever
de evitar o acesso do
preso aos aparelhos de
comunicação proibidos.
O preso surpreendido com o
aparelho pratica falta grave e está
sujeito à sanção disciplinar - (art.
50, VII, da LEP).
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
(ART. 320)
CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA
Deixar o funcionário, por
indulgência, de
responsabilizar
subordinado que
cometeu infração no
exercício do cargo ou,
quando lhe falte
competência, não levar
o fato ao conhecimento
da autoridade
competente: Pena -
detenção, de quinze dias
a um mês, ou multa
A conduta criminosa punível é a de
tolerar o funcionário público a
prática, por parte de seu
subordinado, de infração
administrativa ou penal, no exercício
do cargo, deixando de responsabilizá-lo
ou, faltando-lhe tal atribuição, não
comunicando a violação à autoridade
competente para aplicar a sanção.
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
 (ART. 321)
Patrocinar, direta ou indiretamente,
interesse privado perante a
administração pública, valendo-se da
qualidade de funcionário: Pena -
detenção, de um a três meses, ou multa.
“Patrocinar” significa defender,
pleitear, advogar junto a
companheiros ou superiores
hierárquicos o interesse particular.
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
 (ART. 321)
Não basta que o agente seja
funcionário público, é indispensável
que pratique a ação aproveitando-se
das facilidades que sua qualidade de
funcionário lhe proporciona.
SE O INTERESSE É ILEGÍTIMO: PENA -
DETENÇÃO, DE TRÊS MESES A UM
ANO, ALÉM DA MULTA
VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA (ART. 322)
Praticar violência, no exercício de função
ou a pretexto de exercê-la: Pena -
detenção, de seis meses a três anos,
além da pena correspondente à violência
Este tipo abrange
somente a
VIOLÊNCIA FÍSICA,
ou seja, LESÃO
CORPORAL ou VIA
DE FATOS.
E deve ser também VIOLÊNCIA
INJUSTIFICADA.
ABANDONO DE FUNÇÃO (ART. 323)
Abandonar cargo público, fora dos casos
permitidos em lei: Pena - detenção, de
quinze dias a um mês, ou multa.
O bem jurídico tutelado é o BOM
DESENVOLVIMENTO da atividade
administrativa. Nos casos de GREVE
LÍCITA, ESTADO DE NECESSIDADE, E
FORÇA MAIOR, NÃO haverá a
incidência deste crime.
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Revelar fato de que tem ciência em
razão do cargo e que deva permanecer
em segredo, ou facilitar-lhe a
revelação: Pena - detenção, de seis
meses a dois anos, ou multa, se o fato
não constitui crime mais grave.
Nas mesmas penas deste artigo
incorre quem:
I – permite ou facilita, mediante
atribuição, fornecimento e empréstimo
de senha ou qualquer outra forma, o
acesso de pessoas não autorizadas a
sistemas de informações ou banco de
dados da Administração Pública;
II – se utiliza, indevidamente, do acesso
restrito.
CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
ABANDONO DE FUNÇÃO (ART. 323)
§ 1º - Se do fato resulta prejuízo
público: Pena - detenção, de três
meses a um ano, e multa. 
§ 2º - Se o fato ocorre em lugar
compreendido na faixa de
fronteira: Pena - detenção, de um a
três anos, e multa.
EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE 
Entrar no exercício de
função pública antes de
satisfeitas as exigências
legais, ou continuar a
exercê-la, sem autorização,
depois de saber oficialmente
que foi exonerado, removido,
substituído ou suspenso:
Pena - detenção, de quinze
dias a um mês, ou multa.
Para se configurar este tipo penal, o
funcionário público deve ser
comunicado por autoridade superior e
pessoalmente que foi demitido.
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
 (ART. 325)
VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL
 (ART. 325)
Se da ação ou omissão
resulta dano à
Administração Pública
ou a outrem: Pena –
reclusão, de 2 (dois) a 6
(seis) anos, e multa.
VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA
DE CONCORRÊNCIA (ART. 326)
Devassar o sigilo de proposta de
concorrência pública, ou
proporcionar a terceiro o ensejo de
devassá-lo: Pena - Detenção, de
três meses a um ano, e multa.
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CONCURSO DE CRIMES - As penas são
aplicáveis sem prejuízo das
correspondentes à violência.
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR
USURPAÇÃO DE FUNÇÃO
RESISTÊNCIA (ART. 329)
Usurpar o exercício de função
pública: Pena - detenção, de três
meses a dois anos, e multa.
CONDUTA
USURPAR:
ASSUMIR,
DESEMPENHAR,
EXERCER
indevidamente a
atividade pública.
QUALIFICADORA - Se do fato o agente
aufere vantagem: Pena - reclusão, de
dois a cinco anos, e multa.
Opor-se à execução de ato legal,
mediante violência ou ameaça a
funcionário competente para
executá-lo ou a quem lhe esteja
prestando auxílio: Pena - detenção, de
dois meses a dois anos.
TRATA-SE DE CRIME FORMAL, se
consuma com o emprego da violência
ou ameaça, ainda que não consiga
evitar a execução do ato
QUALIFICADORA - Se o ato, em razão da
resistência, não se executa: Pena -
reclusão, de um a três anos.
DESOBEDIÊNCIA (ART. 330)
Desobedecer a ordem legal de
funcionário público: Pena - detenção, de
quinze dias a seis meses, e multa.
CUIDADO! OS
crimes de
resistência e de
desobediência são
muito parecidos. 
Na desobediência
basta que que o
indivíduo não
cumpra a ordem, de
maneira pacifica.
Na resistência
é necessário
que haja
violência ou
ameaça.
DEVE HAVER UMA ORDEM LEGAL,
emitida por funcionário competente. O
descumprimento de mero pedido ou
solicitação é fato atípico.
DESACATO (ART. 331)
Desacatar funcionário público no
exercício da função ou em razão
dela: Pena - detenção, de seis
meses a dois anos, ou multa
DESACATAR significa OFENDER,
HUMILHAR, DESPRETIGIAR o
funcionário público.
Para a configuração do
tipo, é essencial que a
ofensa aconteça na
presença do
funcionário público
ofendido.
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Oferecer ou prometer vantagem
indevida a funcionário público, para
determiná-lo a praticar, omitir ou
retardar ato de ofício: Pena – reclusão,
de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Note que o verbo “dar” e
“entregar” não compõem o tipo,
logo, o particular não pratica este
crime ao realizar estas condutas.
PARTICULAR
oferece vantagem
indevida a
funcionário público
e este não aceita
Haverá apenas o
crime de
corrupção ativa
FUNCIONÁRIO
solicita vantagem 
indevida do
particular e este
entrega
Há somente
corrupção passiva
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR
DESACATO (ART. 331)
Trata-se de CRIME DE FORMA LIVRE,
pode ser praticado por qualquer meio
de execução: agressão física, ameaça,
gritos, xingamentos, gestos, Etc.
Caso o desacato seja praticado como
forma de resistência, será por ele
absorvido, em razão da consunção.
TRÁFICO DE INFLUÊNCIA (ART. 332)
Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si
ou para outrem, vantagem ou promessa
de vantagem, a pretexto de influir em ato
praticado por funcionário público no
exercício da função: Pena - reclusão, de 2
(dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Aqui o sujeito ativo se
utiliza de fraude, como a
mentira, para enganar a
vítima, dizendo-lhe que irá
influenciar o funcionário
público a realizar alguma
ação, mas na verdade não
o faz, diz isso apenas para
receber a vantagem.
IMPORTANTE - Se a influência do
agente for sobre juiz, jurado, órgão do
MP, funcionário da justiça, perito,
tradutor ou intérprete, ou
testemunha, o crime será o do art. 357
do CP - exploração de prestígio.
Parágrafo único - A pena é aumentada
da metade, se o agente alega ou
insinua que a vantagem é também
destinada ao funcionário. Trata-se de
crime doloso, não existindo a forma
culposa. Além disto, é necessário o dolo
específico, de obtenção de vantagem
para si ou para outrem
CORRUPÇÃO ATIVA (ART. 333)
CONDUTAS
 PROMETER
OFERECER
OU SEJA, é possível
que haja a corrupção
passiva sem a
corrupção ativa, e
vice-versa.
É necessário que o funcionário seja
competente, tenha atribuição para a
prática do ato solicitado.
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DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR
CORRUPÇÃO ATIVA (ART. 333)
DOLO ESPECÍFICO - a vantagem deve
ser com o intuito de obrigar o funcionário
a fazer ou deixar de fazer ou retardar ato
de ofício.
Entregar algo ou algum valor por
agradecimento ou reconhecimento,
NÃO irá configurar este crime.
Causa de aumento de
pena - Parágrafo único
- A pena é aumentada
de um terço, se, em
razão da vantagem ou
promessa, o
funcionário retarda
ou omite ato de
ofício, ou o pratica
infringindo dever
funcional.
DESCAMINHO (ART. 334)
Iludir, no todo ou em parte, o
pagamento de direito ou imposto
devido pela entrada, pela saída ou
pelo consumo de mercadoria. Pena -
reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.
A intenção do agente neste tipo
penal é de burlar a legislação
tributária, não pagando direito ou
imposto devido pelas entradas ou
saídas de mercadorias.
Nas situações de imunidade tributária, não
será caracterizado este delito, por
exemplo, em relação a livros (art. 150, III,
“d”, da Constituição Federal).
Incorre na mesma pena
quem:
DESCAMINHO (ART. 334)
I - pratica navegação
de cabotagem, fora dos
casos permitidos em
lei;
II - pratica fato
assimilado, em lei
especial, a
descaminho;
III - vende, expõe à venda, mantém em
depósito ou, de qualquer forma, utiliza em
proveito próprio ou alheio, no exercício de
atividade comercial ou industrial,
mercadoria de procedência
estrangeira que introduziu
clandestinamente no País ou importou
fraudulentamente ou que sabe ser
produto de introdução clandestina no
território nacional ou de importação
fraudulenta por parte de outrem;
IV - adquire, recebe ou oculta, em
proveito próprio ou alheio, no exercício
de atividade comercial ou industrial,
mercadoria de procedência estrangeira,
desacompanhada de documentação
legal ou acompanhada de documentos
que sabe serem falsos.
 A pena aplica-se em dobro se o crime
de descaminho é praticado em
transporte aéreo, marítimo ou fluvial.
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Importar ou exportar mercadoria
proibida: Pena - reclusão, de 2 (dois) a
5 ( cinco) anos.
IMPORTAÇÃO - Quando a pessoa traz
para o brasil mercadoria proibida;
EXPORTAÇÃO - Quando a pessoa
manda para fora do brasil mercadoria
proibida.
DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR
DESCAMINHO (ART. 334)
Equipara-se às atividades
comerciais, para os efeitos deste
artigo, qualquer forma de comércio
irregular ou clandestino de
mercadorias estrangeiras, inclusive
o exercido em sidências.
Compete a Justiça Federal o
julgamento dos crimes de contrabando
e descaminho, ainda que inexistentes
indícios de transnacionalidade da
conduta (STJ, Info. 635) 
Aplica-se ao crime de descaminho o
PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA,
tendo como teto o valor de 20 mil
reais (posição pacífica do STF e STJ). 
CONTRABANDO (ART. 334-A)
CONTRABANDO (ART. 334-A)
CONSUMAÇÃO:
Passagem pelos órgãos alfandegários:
com a transposição da barreira fiscal. 
Passagem por meios
ocultos/clandestinos: com a
transposição das fronteiras do país. 
Por navio ou avião: necessário que
atraque ou pouse em território nacional. 
I - pratica fato assimilado, em lei
especial, a contrabando;
II - importa ou exporta
clandestinamente mercadoria que
dependa de registro, análise ou
autorização de órgão público
competente;
III - reinsere no território nacional
mercadoria brasileira destinada à
exportação;
IV - vende, expõe à venda, mantém em
depósito ou, de qualquer forma, utiliza
em proveito próprio ou alheio, no
exercício de atividade comercial ou
industrial, mercadoria proibida pela lei
brasileira;
V - adquire, recebe ou oculta, em
proveito próprio ou alheio, no exercício
de atividade comercial ou industrial,
mercadoria proibida pela lei brasileira.
Equipara-se às atividades comerciais, para
os efeitos deste artigo, qualquer forma de
comércio irregular ou clandestino de
mercadorias estrangeiras, inclusive o
exercido em residências.
A pena aplica-se em dobro se o crime de
contrabando é praticado em transporte
aéreo, marítimo ou fluvial.
É INAPLICÁVEL O PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA AO CRIME DE
CONTRABANDO
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