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CARREIRAS POLICIASCARREIRAS POLICIAS @MARCELOMAPAS ARTS. 312 A 334-A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 SUMÁRIO Introdução................................................................................................................................................................03 Funcionário público...............................................................................................................................................03 Peculato....................................................................................................................................................................07 Livro ou Documento..............................................................................................................................................07 Verbas ou Rendas Públicas................................................................................................................................08 Conclusão (art. 316).............................................................................................................................................08 Excesso De Exação..............................................................................................................................................08 Corrupção Passiva (art. 317)............................................................................................................................09 Facilitação de Contrabando...............................................................................................................................09 Prevaricação (ART. 319).....................................................................................................................................10 Condescendência criminosa.............................................................................................................................11 Advocacia administrativa...................................................................................................................................11 Violência arbitrária (art. 322)............................................................................................................................11 Abandono de função (art. 323).........................................................................................................................11 Exercício funcional ilegalmente........................................................................................................................12 Violação de sigilo funcional................................................................................................................................12 Violação do sigilo de proposta..........................................................................................................................12 Resistência (art. 329)..........................................................................................................................................13 desobediência (art. 330)....................................................................................................................................13 Desacato (art. 331)..............................................................................................................................................13 Tráfico de Influência (art. 332).........................................................................................................................14 Corrupção ativa (art. 333)..................................................................................................................................14 Corrupção ativa (art. 333)..................................................................................................................................15 Descaminho (art. 334).........................................................................................................................................15 Contrabando (art. 334-A)...................................................................................................................................16 Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 No art. 327, caput, do CP, há a figura do funcionário público. O Código Penal adotou um conceito ampliativo de funcionário público para fins penais, ou seja, todo aquele que exerce função pública é funcionário público. O simples fato de o réu exercer um mandato popular não é suficiente para fazer incidir a causa de aumento do art. 327, § 2º, do CP. É necessário que ele ocupe uma posição de superior hierárquico. STF. Plenário. Inq 3983/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 02 e 03/03/2016 (Info 816). CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INTRODUÇÃO FUNCIONÁRIO PÚBLICO Devemos começar este tema explicando o conceito de CRIMES FUNCIONAIS: São os crimes praticados por funcionário público no exercício da função pública ou em razão dela. Os crimes funcionais são classificados como Funcionais próprios ou Funcionais impróprios. Os crimes FUNCIONAIS PRÓPRIOS são aqueles em que se não tiver funcionário público, haverá fato atípico. Os crimes FUNCIONAIS IMPRÓPRIOS são aqueles em que a ausência de funcionário público acarreta a desclassificação do fato para outro crime. FUNÇÃO PÚBLICA X MÚNUS PÚBLICO O múnus público é o encargo atribuído pela lei a determinadas pessoas. Ex.: O tutor, o curador, etc.Quem exerce um múnus público NÃO pratica crime funcional. FUNCIONÁRIO PÚBLICO POR EQUIPARAÇÃO - (ART. 327, §1º, DO CP) A) Pessoas que exercem cargo, emprego ou função em ENTIDADE PARAESTATAL; B) Pessoas que trabalham para EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração (contratos e convênios administrativos). CAUSAS DE AUMENTO DA PENA - (ART. 327, §2º, DO CP) Nos crimes funcionais incidirá a majorante quando o funcionário público exercer: A) Cargos comissionados; B) Funções de direção ou assessoramento. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PECULATO PECULATO PRÓPRIO - se divide em duas modalidades: PECULATO APROPRIAÇÃO - (art. 312, caput, 1ª parte) APROPRIAR-SE o funcionário público de: dinheiro, valor;ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo. PECULATO-DESVIO - (ART. 312, CAPUT, 2ª PARTE). DESVIAR, o funcionário público, em proveito próprio ou alheio: dinheiro, valor; ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo. Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. PECULATO PRÓPRIO - se divide em duas modalidades: “Apropriar-se” é se comportar como dono do objeto material. “Desviar” é conferir ao bem destino diverso do devido. STJ já se pronunciou no sentido de que o fomento econômico de candidatura à reeleição por Governador do Estado com o patrimônio de empresas estatais configura o crime de peculato- desvio. STJ. 5a Turma. REsp 1776680-MG, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 11/02/2020 (Info 666). PECULATO PECULATO FURTO (ART. 312, § 1º) Se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o SUBTRAI, ou CONCORRE PARA QUE SEJA SUBTRAÍDO, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. “Subtrair”, o funcionário público é o executor direto da subtração. “Concorrer para a subtração”, o funcionário público não subtrai, diretamente, o objeto material. Mas o funcionário colabora dolosamente para que terceira pessoa subtraia o bem. Ex.: O promotor de justiça entregou sua chave da sede do MP para que seu amigo joão entrasse e furtasse um computador da sala de seu colega. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Para o STF (HC 108.433 AgR/MG, j. 25/06/2013) e o STJ (94.168/MG, j.01/04/2008) AFASTA-SEO PECULATO quando o funcionário público faz uso momentâneo de coisa não consumível, sem a intenção de incorporá-la ao próprio patrimônio. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PECULATO PECULATO SUJEITOS DO CRIME - ATIVO: Trata- se de é crime próprio, pois só pode ser praticado por funcionário público. IMPORTANTE: A condição de funcionário público é elementar do peculato, razão pela qual comunica- se a todos os que tenham concorrido de qualquer modo para o crime, mesmo os particulares. PASSIVO: é o Estado, e a entidade de direito público ou o particular prejudicado pela conduta criminosa. A AÇÃO PENAL É PÚBLICA INCONDICIONADA. PECULATO DE USO Ocorre quando o funcionário público se apropria, desvia ou subtrai bem móvel, público ou particular, que se encontra sob a custódia da Administração Pública, para posteriormente restituí-lo. Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. REQUISITOS: a) Conduta culposa do funcionário público; b) Prática de crime doloso por terceiro, aproveitando-se da facilidade proporcionada pela conduta culposa do funcionário público. Ex.: O funcionário público responsável pelo fechamento da prefeitura, com pressa de ir embora, esquece de trancar a porta. Um particular se aproveita da facilidade, entra na repartição e subtrai vários bens. A reparação do dano no peculato culposo, SE PRECEDE à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe É POSTERIOR, reduz de metade a pena imposta. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Somente poderá ser praticado pelo funcionário público autorizado, ou seja, aquele que estiver lotado na repartição encarregada de cuidar dos sistemas informatizados ou banco de dados da Administração Pública. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PECULATO PECULATO Importante: a reparação do dano deve ser completa e não exclui eventual sanção administrativa contra o funcionário público. APROPRIAR-SE de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por ERRO de outrem: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa. Ex.: O funcionário público atende em sua sala uma pessoa querendo pagar um débito, e recebe o valor do pagamento - e se apropria do valor recebido, mesmo sabendo que a pessoa deveria pagar a dívida em outro setor. INSERIR ou FACILITAR, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, ALTERAR ou EXCLUIR indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem OU para causar dano: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. ATENÇÃO: Aqui existe elemento subjetivo específico, que consiste em obter vantagem indevida para si ou para outrem, ou para causar dano. Este tipo penal possui semelhança com a “falsidade ideológica”, pois o sistema é verdadeiro e a falsidade recairá sobre os dados inseridos. Ação Pública Incondicionada. MODIFICAR ou ALTERAR, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. Não há exigência para que seja funcionário público autorizado, se trata de funcionário no sentido amplo, conceito do art. 327 do CP. Não há elemento subjetivo específico, ou seja, não tem um objetivo especial. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Se o sujeito ativo for servidor em exercício junto à repartição fiscal ou tributária, o extravio de livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento por ele causado configurará o crime do art. 3o, I, da Lei 8.137/90. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PECULATO Este tipo penal possui semelhança com a “falsidade material”, pois é o próprio sistema que será alterado indevidamente. A AÇÃO PENAL É PÚBLICA INCONDICIONADA. Causa de aumento - As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. EXTRAVIAR livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; SONEGÁ-LO ou INUTILIZÁ-LO, total ou parcialmente: Pena - reclusão, de um a quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave. LIVRO OU DOCUMENTO A Ação penal é pública incondicionada. LIVRO OU DOCUMENTO PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE: Autos judiciais ou documentos de valor probatório, cuja inutilização ou sonegação seja praticada por advogado ou procurador que os recebera nesta qualidade, o crime será o do art. 356 do CP. VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS DAR às verbas ou rendas públicas APLICAÇÃO DIVERSA da estabelecida em lei: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa Em razão da pena cominada, admite-se a transação penal e a suspensão condicional do processo (Lei 9.099/95). Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VERBAS OU RENDAS PÚBLICAS PECULATO: O sujeito desvia o dinheiro, valor ou outro bem móvel em proveito próprio ou alheio, satisfazendo interesses particulares. DESVIO DE VERBAS OU RENDAS: O sujeito emprega o dinheiro em benefício da própria Administração Pública. SÚMULA 209, STJ: COMPETE A JUSTIÇA ESTADUAL PROCESSAR E JULGAR PREFEITO POR DESVIO DE VERBA TRANSFERIDA E INCORPORADA AO PATRIMÔNIO MUNICIPAL. CONCUSSÃO (ART. 316) Exigir, PARA si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Trata-se de uma forma especial de extorsão, executada por funcionário público. A conduta típica ocorre quando O AGENTE EXIGE, ou seja, o agente ordena, de forma intimidativa ou coativa, a vantagem que almeja e a que não faz jus do particular ofendido. Vantagem indevida: a lei buscou incriminar qualquer tipo de proveito proibido, ainda que não econômico e patrimonial. CONCUSSÃO (ART. 316) ATENÇÃO: o STF e o STJ decidiram que o fato de o crime de concussão ter sido cometido por policial civil autoriza a exasperação da pena. (HC 132.990/PE, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 25/08/2016), (HC 163.392/SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, DJe 30/03/2015). EXCESSO DE EXAÇÃO Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. Quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. PERCEBA QUE O AGENTE NÃO BUSCA VANTAGEM PARA SI OU PARA TERCEIRO, NAS CONDUTAS DO TIPO ELE TEM EM VISTA RECOLHER AOS COFRES PÚBLICOS, SEJA EXIGINDO QUANDO NÃO É DEVIDO SEJA COBRANDO DE MANEIRA EQUIVOCADA. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EXCESSO DE EXAÇÃO FORMA QUALIFICADA Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa. Diferentemente da figura anterior, o tributo, após exigido indevidamente, é direcionado para o próprio funcionário ou para terceiro. CORRUPÇÃO PASSIVA (ART. 317) SOLICITAR ou RECEBER, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou ACEITAR PROMESSA de tal vantagem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. PRÓPRIA IMPRÓPRIA o funcionário público negocia com o particular um ato ilícito. Ex.: O promotor de justiça recebe dinheiro para não denunciar determinada pessoa. o funcionário público negocia com o particular um ato lícito. Ex.: O delegado de polícia que recebe dinheiro para investigar com detalhes determinada infração penal. CORRUPÇÃO PASSIVA (ART. 317) A CORRUPÇÃO PASSIVA NÃO PRESSUPÕE NECESSARIAMENTE A OCORRÊNCIA DE CORRUPÇÃO ATIVA, NEM O CONTRÁRIO. AMBOSSÃO CRIMES AUTÔNOMOS E INDEPENDENTES. ANTECEDENTE Quando a vantagem indevida é entregue ou prometida ao funcionário público em razão de uma ação ou omissão futura. SUBSEQUENTE É aquela que a recompensa está relacionada com um comportamento passado/já acontecido. CAUSA DE AUMENTO - A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Se a facilitação acontecer por funcionário público que NÃO tenha o dever de impedir, este irá responder pelo próprio crime de descaminho ou de contrabando. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho (art. 334): Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. O sujeito ativo do delito é o funcionário público que tenha o dever de impedir a prática do contrabando ou descaminho PREVARICAÇÃO (ART. 319) Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. PREVARICAÇÃO (ART. 319) Além disto, para ser autor do crime de prevaricação, o funcionário deve ser competente para a prática do ato de ofício e estar no exercício de suas funções. Nesta FIGURA TÍPICA SE EXIGE O DOLO ESPECIAL DO AGENTE, O SUJEITO ATIVO coloca o seu interesse particular acima do interesse público. PREVARICAÇÃO ESPECIAL OU IMPRÓPRIA (ART. 319-A) O sujeito ativo não pode ser qualquer funcionário público, mas aquele que, no exercício das suas funções, tem o dever de evitar o acesso do preso aos aparelhos de comunicação proibidos. O preso surpreendido com o aparelho pratica falta grave e está sujeito à sanção disciplinar - (art. 50, VII, da LEP). Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (ART. 320) CONDESCENDÊNCIA CRIMINOSA Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa A conduta criminosa punível é a de tolerar o funcionário público a prática, por parte de seu subordinado, de infração administrativa ou penal, no exercício do cargo, deixando de responsabilizá-lo ou, faltando-lhe tal atribuição, não comunicando a violação à autoridade competente para aplicar a sanção. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA (ART. 321) Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário: Pena - detenção, de um a três meses, ou multa. “Patrocinar” significa defender, pleitear, advogar junto a companheiros ou superiores hierárquicos o interesse particular. ADVOCACIA ADMINISTRATIVA (ART. 321) Não basta que o agente seja funcionário público, é indispensável que pratique a ação aproveitando-se das facilidades que sua qualidade de funcionário lhe proporciona. SE O INTERESSE É ILEGÍTIMO: PENA - DETENÇÃO, DE TRÊS MESES A UM ANO, ALÉM DA MULTA VIOLÊNCIA ARBITRÁRIA (ART. 322) Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la: Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência Este tipo abrange somente a VIOLÊNCIA FÍSICA, ou seja, LESÃO CORPORAL ou VIA DE FATOS. E deve ser também VIOLÊNCIA INJUSTIFICADA. ABANDONO DE FUNÇÃO (ART. 323) Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. O bem jurídico tutelado é o BOM DESENVOLVIMENTO da atividade administrativa. Nos casos de GREVE LÍCITA, ESTADO DE NECESSIDADE, E FORÇA MAIOR, NÃO haverá a incidência deste crime. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita, mediante atribuição, fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública; II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ABANDONO DE FUNÇÃO (ART. 323) § 1º - Se do fato resulta prejuízo público: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa. § 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira: Pena - detenção, de um a três anos, e multa. EXERCÍCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercê-la, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa. Para se configurar este tipo penal, o funcionário público deve ser comunicado por autoridade superior e pessoalmente que foi demitido. VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL (ART. 325) VIOLAÇÃO DE SIGILO FUNCIONAL (ART. 325) Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. VIOLAÇÃO DO SIGILO DE PROPOSTA DE CONCORRÊNCIA (ART. 326) Devassar o sigilo de proposta de concorrência pública, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena - Detenção, de três meses a um ano, e multa. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CONCURSO DE CRIMES - As penas são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à violência. DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR USURPAÇÃO DE FUNÇÃO RESISTÊNCIA (ART. 329) Usurpar o exercício de função pública: Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa. CONDUTA USURPAR: ASSUMIR, DESEMPENHAR, EXERCER indevidamente a atividade pública. QUALIFICADORA - Se do fato o agente aufere vantagem: Pena - reclusão, de dois a cinco anos, e multa. Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio: Pena - detenção, de dois meses a dois anos. TRATA-SE DE CRIME FORMAL, se consuma com o emprego da violência ou ameaça, ainda que não consiga evitar a execução do ato QUALIFICADORA - Se o ato, em razão da resistência, não se executa: Pena - reclusão, de um a três anos. DESOBEDIÊNCIA (ART. 330) Desobedecer a ordem legal de funcionário público: Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa. CUIDADO! OS crimes de resistência e de desobediência são muito parecidos. Na desobediência basta que que o indivíduo não cumpra a ordem, de maneira pacifica. Na resistência é necessário que haja violência ou ameaça. DEVE HAVER UMA ORDEM LEGAL, emitida por funcionário competente. O descumprimento de mero pedido ou solicitação é fato atípico. DESACATO (ART. 331) Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela: Pena - detenção, de seis meses a dois anos, ou multa DESACATAR significa OFENDER, HUMILHAR, DESPRETIGIAR o funcionário público. Para a configuração do tipo, é essencial que a ofensa aconteça na presença do funcionário público ofendido. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com- 13837774465 Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. Note que o verbo “dar” e “entregar” não compõem o tipo, logo, o particular não pratica este crime ao realizar estas condutas. PARTICULAR oferece vantagem indevida a funcionário público e este não aceita Haverá apenas o crime de corrupção ativa FUNCIONÁRIO solicita vantagem indevida do particular e este entrega Há somente corrupção passiva DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR DESACATO (ART. 331) Trata-se de CRIME DE FORMA LIVRE, pode ser praticado por qualquer meio de execução: agressão física, ameaça, gritos, xingamentos, gestos, Etc. Caso o desacato seja praticado como forma de resistência, será por ele absorvido, em razão da consunção. TRÁFICO DE INFLUÊNCIA (ART. 332) Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. Aqui o sujeito ativo se utiliza de fraude, como a mentira, para enganar a vítima, dizendo-lhe que irá influenciar o funcionário público a realizar alguma ação, mas na verdade não o faz, diz isso apenas para receber a vantagem. IMPORTANTE - Se a influência do agente for sobre juiz, jurado, órgão do MP, funcionário da justiça, perito, tradutor ou intérprete, ou testemunha, o crime será o do art. 357 do CP - exploração de prestígio. Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário. Trata-se de crime doloso, não existindo a forma culposa. Além disto, é necessário o dolo específico, de obtenção de vantagem para si ou para outrem CORRUPÇÃO ATIVA (ART. 333) CONDUTAS PROMETER OFERECER OU SEJA, é possível que haja a corrupção passiva sem a corrupção ativa, e vice-versa. É necessário que o funcionário seja competente, tenha atribuição para a prática do ato solicitado. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CORRUPÇÃO ATIVA (ART. 333) DOLO ESPECÍFICO - a vantagem deve ser com o intuito de obrigar o funcionário a fazer ou deixar de fazer ou retardar ato de ofício. Entregar algo ou algum valor por agradecimento ou reconhecimento, NÃO irá configurar este crime. Causa de aumento de pena - Parágrafo único - A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional. DESCAMINHO (ART. 334) Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. A intenção do agente neste tipo penal é de burlar a legislação tributária, não pagando direito ou imposto devido pelas entradas ou saídas de mercadorias. Nas situações de imunidade tributária, não será caracterizado este delito, por exemplo, em relação a livros (art. 150, III, “d”, da Constituição Federal). Incorre na mesma pena quem: DESCAMINHO (ART. 334) I - pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei; II - pratica fato assimilado, em lei especial, a descaminho; III - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação fraudulenta por parte de outrem; IV - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos. A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Importar ou exportar mercadoria proibida: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 ( cinco) anos. IMPORTAÇÃO - Quando a pessoa traz para o brasil mercadoria proibida; EXPORTAÇÃO - Quando a pessoa manda para fora do brasil mercadoria proibida. DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR DESCAMINHO (ART. 334) Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em sidências. Compete a Justiça Federal o julgamento dos crimes de contrabando e descaminho, ainda que inexistentes indícios de transnacionalidade da conduta (STJ, Info. 635) Aplica-se ao crime de descaminho o PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, tendo como teto o valor de 20 mil reais (posição pacífica do STF e STJ). CONTRABANDO (ART. 334-A) CONTRABANDO (ART. 334-A) CONSUMAÇÃO: Passagem pelos órgãos alfandegários: com a transposição da barreira fiscal. Passagem por meios ocultos/clandestinos: com a transposição das fronteiras do país. Por navio ou avião: necessário que atraque ou pouse em território nacional. I - pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando; II - importa ou exporta clandestinamente mercadoria que dependa de registro, análise ou autorização de órgão público competente; III - reinsere no território nacional mercadoria brasileira destinada à exportação; IV - vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira; V - adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria proibida pela lei brasileira. Equipara-se às atividades comerciais, para os efeitos deste artigo, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino de mercadorias estrangeiras, inclusive o exercido em residências. A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. É INAPLICÁVEL O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA AO CRIME DE CONTRABANDO Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465