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Aula 01
UFC (Assistente em Administração) Bizu
Estratégico - 2024 (Pós-Edital)
Autor:
Elizabeth Menezes de Pinho Alves,
Glauber Peixoto Macedo Bueno,
Leonardo Mathias, Paulo Júnior,
Talita Corrêa do Nascimento, Hayk
Carvalho Silva, Eduardo Furtado
Gonçalves, Aline Cristine
Rodrigues de Andrade, Marcelo
Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo
Junior
19 de Outubro de 2024
01260021009 - Marlon Moreira da Rosa Nunes
 
 
 1 
 
BIZU ESTRATÉGICO DE LEGISLAÇÃO – 
UFC 
 
Olá, prezado aluno. Tudo certo? 
Neste material, traremos uma seleção de bizus da disciplina de Legislação para o 
concurso do(a) UFC. 
O objetivo é proporcionar uma revisão rápida e de alta qualidade aos alunos por meio 
de tópicos que possuem as maiores chances de incidência em prova. 
Todos os bizus destinam-se a alunos que já estejam na fase bem final de revisão (que 
já estudaram bastante o conteúdo teórico da disciplina e, nos últimos dias, precisam revisar 
por algum material bem curto e objetivo). 
Este bizu foi confeccionado tomando-se como base os livros digitais elaborados pelo 
professor Tiago Zanolla e Antônio Daud, além das atualizações e revisões elaboradas pela 
equipe de professores de Direito Constitucional e Legislação Específica do Estratégia 
Concursos. 
 
 
Hayk Carvalho 
@haykcarvalho 
Leonardo Mathias 
@profleomathias 
 
 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
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 2 
 
 
Apresentação 
 
Antes de começarmos, gostaria de me apresentar. Meu nome é 
Hayk Carvalho Silva, tenho 32 anos e sou natural do Maranhão. Sou 
graduado em Engenharia Cartográfica e de Agrimensura pela UFPI e 
Pós-Graduando em Planejamento e Orçamento Público. 
Atualmente, exerço o cargo de Auditor de Controle Externo no 
Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO). Também fui 
aprovado para os concursos da Controladoria-Geral do Distrito 
Federal (CGDF) e do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). 
Serei o responsável pelo Bizu Estratégico de Legislação e, com ele, pretendo abordar os 
tópicos mais cobrados nessa disciplina, de maneira concisa e objetiva, por meio de uma 
linguagem bem clara! 
Espero que gostem! 
Um grande abraço e bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Elizabeth Menezes de Pinho Alves, Glauber Peixoto Macedo Bueno, Leonardo Mathias, Paulo Júnior, Talita Corrêa do Nascimento, Hayk Carvalho Silva, Eduardo Furtado Gonçalves, Aline Cristine Rodrigues de Andrade, Marcelo Queiroz Ramos, Ney Faria Argolo Junior
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ANÁLISE ESTATÍSTICA 
Pessoal, segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos pela(s) Banca(s) 
FCPC no âmbito da disciplina de Legislação. 
Assunto % de cobrança 
Administração Pública 20,16% 
Direitos e deveres individuais e coletivos 18,32% 
Organização do Estado 12,04% 
Lei nº 8.112/1990 10,73% 
Lei nº 12.527/2011 7,33% 
 
Com essa análise, podemos verificar quais são os temas mais exigidos e, através disso, 
focaremos nos principais pontos em nossa revisão! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Legislação – UFC 
Assunto Bizus Caderno de Questões 
Administração Pública 1 http://questo.es/38x8av 
Lei nº 8.112/1990 2 http://questo.es/h4p8zs 
Organização do Estado 3 http://questo.es/cfvadj 
Direitos e deveres individuais e 
coletivos 
4 http://questo.es/buenn2 
Lei nº 12.527/2011 5 http://questo.es/hd4gip 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Haja vista a escassez de questões elaboradas pela banca FCPC sobre o tema, os bizus foram complementados
com questões de outras bancas. RECOMENDA-SE também a realização de questões no material teórico.
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1. Administração Pública 
 
SENTIDO AMPLO SENTIDO ESTRITO 
Órgãos e entidades que exercem a função 
ADMINISTRATIVA. Órgãos e entidades que exercem a função 
ADMINISTRATIVA. Órgãos políticos, que exercem a função 
POLÍTICA. 
SENTIDO SUBJETIVO (FORMAL ou ORGÂNICO) SENTIDO OBJETIVO (MATERIAL ou FUNCIONAL) 
SUJEITOS que são considerados pelo 
ordenamento jurídico como integrantes da 
Administração. 
Conjunto de atividades relacionadas à função 
administrativa do Estado. 
Órgãos públicos e entidades da Administração 
indireta. 
 Fomento (estímulo à iniciativa privada); 
 Polícia administrativa (poder de polícia); 
 Serviço público (atividades destinadas a 
satisfazer as necessidades da coletividade); 
 Intervenção (regulação e fiscalização 
estatal sobre as atividades econômicas). 
 
 
 
 
 
 
ATUAÇÃO DO ESTADO 
CENTRALIZAÇÃO 
Administração Direta 
Não delegação de 
competências a outra 
entidade 
Órgãos públicos 
DESCENTRALIZAÇÃO 
Administração Indireta 
Entidades com 
personalidade jurídica 
Autarquias, fundações, 
empresas públicas e 
sociedades de 
economia mista 
 Organização da Administração Pública 
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REGIME JURÍDICO DA ADMINISTRAÇÃO REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO 
Conjunto de normas (princípios e regras) às 
quais se submete a Administração Pública. 
Rege as relações em que a Administração atua 
com supremacia perante os administrados. 
Relação vertical e horizontal com os 
administrados. 
Relação vertical com os administrados. 
Engloba o regime de direito público e de direito 
privado. 
Engloba apenas o regime de direito público. 
 
Princípio da supremacia do interesse público e da 
indisponibilidade do interesse público. 
 
 
 
Constam na Constituição Federal de 1988 (CF/88), vejamos: 
 
PRINCÍPIOS COMENTÁRIOS 
LEGALIDADE 
A Administração Pública somente pode fazer o que está expressamente 
previsto em normas jurídicas. 
Os particulares têm maior liberdade de atuação e só não podem fazer o 
que a lei lhes proíbe. 
IMPESSOALIDADE 
(FINALIDADE) 
1. Toda atuação da Administração deve buscar a satisfação do interesse 
público. Quando um ato é praticado com objetivo diverso, é nulo, por 
desvio de finalidade. 
1.1. Sentido amplo: busca o atendimento do interesse público. 
1.2. Sentido estrito: visa atender a finalidade específica prevista em lei 
para o ato administrativo. 
2. Vedação à promoção pessoal. 
3. Isonomia. 
4. Os atos praticados pelo agente público não são imputáveis a ele, mas 
ao órgão ou à entidade em nome do qual ele age. 
MORALIDADEDE 
GRAÇA OU ANISTIA a prática da tortura, o 
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
o terrorismo e os definidos como crimes 
hediondos, por eles respondendo os 
mandantes, os executores e os que, podendo 
evitá-los, se omitirem; 
XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e 
IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, 
civis ou militares, contra a ordem 
constitucional e o Estado Democrático; 
O racismo é punível com a pena de RECLUSÃO. 
Injúria racial é uma espécie de racismo. 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do 
condenado, podendo a obrigação de reparar 
o dano e a decretação do perdimento de 
bens ser, nos termos da lei, estendidas aos 
SUCESSORES e contra eles executadas, até o 
limite do valor do patrimônio transferido; 
Princípio da intranscendência das penas 
(intransmissibilidade das penas ou personalização da 
pena). 
XLVI - a lei regulará a individualização da 
pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
Rol meramente exemplificativo: a lei poderá criar 
novos tipos de penalidade, desde que estas não 
estejam entre aquelas vedadas pelo art. 5º, XLVII. 
XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra 
declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
 
L - às presidiárias serão asseguradas 
condições para que possam PERMANECER 
COM SEUS FILHOS durante o período de 
amamentação; 
XLVIII - a pena será cumprida em 
ESTABELECIMENTOS DISTINTOS, de acordo 
com a natureza do delito, a idade e o sexo do 
 
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apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à 
integridade física e moral; 
LI - nenhum brasileiro será extraditado, 
SALVO o naturalizado, em caso de crime 
comum, praticado antes da naturalização, ou 
de comprovado envolvimento em tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na 
forma da lei; 
LII - NÃO SERÁ CONCEDIDA EXTRADIÇÃO 
de estrangeiro por crime político ou de 
opinião; 
Brasileiro nato não poderá ser extraditado: Vedação 
absoluta. 
 
Brasileiro naturalizado: poderá ser extraditado. 
 Crime comum: praticado antes da 
naturalização; 
 Comprovado envolvimento em tráfico ilícito 
de entorpecentes e drogas afins. 
LIV - ninguém será privado da liberdade ou 
de seus bens sem o devido processo legal; 
 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou 
administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e ampla defesa, 
com os meios e recursos a ela inerentes; 
Entende o STF que a ampla defesa e o contraditório 
não se aplicam na fase do inquérito policial ou civil. 
 
Súmula Vinculante nº 14: É direito do defensor, no 
interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, já documentados em 
procedimento investigatório realizado por órgão com 
competência de polícia judiciária, digam respeito ao 
exercício do direito de defesa. 
 
Súmula Vinculante nº 5: A falta de defesa técnica por 
advogado no processo administrativo disciplinar não 
ofende a Constituição. 
LVI - são INADMISSÍVEIS, no processo, as 
provas obtidas por meios ilícitos; 
Teoria dos Frutos da Árvore Envenenada: uma prova 
ilícita contamina todas as outras que dela derivam 
(ilicitude por derivação). 
 
Todavia, que a presença de provas ilícitas não é 
suficiente para invalidar todo o processo se nele 
existirem outras provas, lícitas e autônomas. 
LVII - ninguém será considerado culpado até 
o trânsito em julgado de sentença penal 
condenatória; 
Princípio da presunção de inocência. 
LVIII - o civilmente identificado não será 
submetido à identificação criminal, SALVO 
nas hipóteses previstas em lei; 
Norma constitucional de eficácia contida: na falta de 
lei dispondo sobre os casos de identificação criminal 
excepcional, esta jamais será exigível. 
LIX - será admitida ação privada nos crimes 
de ação pública, se esta NÃO FOR 
INTENTADA no prazo legal; 
 
LX - a lei só poderá restringir a publicidade 
dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem; 
 
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LXI - NINGUÉM SERÁ PRESO senão em 
flagrante delito ou por ordem escrita e 
fundamentada de autoridade judiciária 
competente, SALVO nos casos de 
transgressão militar ou crime propriamente 
militar, definidos em lei; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela 
mantido, quando a lei ADMITIR a liberdade 
provisória, com ou sem fiança; 
 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local 
onde se encontre serão COMUNICADOS 
IMEDIATAMENTE ao juiz competente e à 
família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus 
direitos, entre os quais o de permanecer 
calado, sendo-lhe assegurada a assistência da 
família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos 
responsáveis por sua prisão ou por seu 
interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será IMEDIATAMENTE 
RELAXADA pela autoridade judiciária; 
Súmula Vinculante nº 11: Só é lícito o uso de algemas 
em caso de resistência e de fundado receio de fuga 
ou de perigo à integridade física própria ou alheia, 
por parte do preso ou de terceiros, justificada a 
excepcionalidade por escrito, sob pena de 
responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente 
ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato 
processual a que se refere sem prejuízo da 
responsabilidade civil do Estado. 
 
A desobediência a essa regra implicará a 
responsabilidade do agente ou da autoridade, bem 
como a nulidade da prisão. 
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, 
SALVO a do responsável pelo 
inadimplemento voluntário e inescusável de 
obrigação alimentícia e a do depositário infiel; 
Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto 
de São José da Costa Rica): somente permite a prisão 
civil por não pagamento de obrigação alimentícia. 
XV - é livre a locomoção no território nacional 
em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, 
nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou 
dele sair com seus bens; 
Em tempos de guerra, a liberdade de entrada, saída 
e permanência no país poderá sofrer duras restrições, 
principalmente no que se refere a estrangeiros. 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica 
integral e gratuita aos que comprovarem 
insuficiência de recursos; 
 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por 
erro judiciário, assim como o que ficar preso 
além do tempo fixado na sentença; 
 
LXXVI - são GRATUITOS para os 
reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de nascimento; 
b) a certidão de óbito; 
 
LXXVII - são GRATUITAS as ações de 
"habeas-corpus" e "habeas-data", e, na 
forma da lei, os atos necessários ao exercício 
da cidadania. 
 
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e 
administrativo, são assegurados a razoável 
Princípio da celeridade processual. 
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duração do processo e os meios que 
garantam a celeridade de sua tramitação. 
LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o 
direito à proteção dos dados pessoais, 
inclusive nos meios digitais. 
 
LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" 
sempre que alguém sofrer ou se achar 
ameaçado de sofrer violência ou coação em 
sua LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO, por 
ilegalidade ou abuso de poder; 
Tem natureza penal, procedimento especial (rito 
sumário), é isento de custas (gratuito) e pode ser 
repressivo (liberatório) ou preventivo (salvo-conduto). 
 
Não pode ser impetrado em favor de pessoa jurídica. 
 
Não há necessidade de advogado para impetração 
dessa ação. 
 
Pode ser concedido de ofício pelo juiz, ou seja, por 
sua iniciativa, sem provocação de terceiros. 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de 
informações relativas à PESSOA DO 
IMPETRANTE, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades 
governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando 
não se prefira fazê-lo por processo 
sigiloso, judicial ou administrativo; 
Tem natureza civil e rito sumário. Trata-se de ação 
personalíssima, que não poderá ser usada para 
garantir acesso a informações de terceiros. 
 
O habeas data é ação gratuita. No entanto, é 
imprescindível a assistência advocatícia, ao contrário 
do “habeas corpus”. 
LXIX ‟ conceder-se-á mandado de segurança 
para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por “habeas corpus” ou habeas 
data, quando o responsável pela ilegalidade 
ou abuso de poder for autoridade pública ou 
agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público; 
Tem natureza civil, rito sumário especial e de caráter 
residual. 
 
Prazo para impetração (DECADENCIAL): 120 dias a 
partir da data em que o interessado tiver 
conhecimento oficial do ato a ser impugnado. 
 
Legitimidade Ativa: 
 Todas as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais 
ou estrangeiras; 
 Universalidades; 
 Órgãos públicos (órgãos de grau superior), na 
defesa de suas prerrogativas e atribuições; 
 Ministério Público. 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode 
ser impetrado por: 
a) partido político com representação no 
Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de 
classe ou associação legalmente 
constituída e em funcionamento há 
Substituição processual: os legitimados não 
necessitam de autorização expressa dos titulares do 
direito de agir. 
 
O STF entende que os direitos defendidos pelas 
entidades da alínea “b” não precisam referir-se a 
TODOS os seus membros. 
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pelo menos um ano, em defesa dos 
interesses de seus membros ou 
associados; 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção 
sempre que a FALTA DE NORMA 
REGULAMENTADORA torne INVIÁVEL o 
exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
Posição Concretista: sempre que estiverem presentes 
os requisitos exigidos constitucionalmente para o 
mandado de injunção, o Judiciário deverá não só 
reconhecer a omissão legislativa, mas também 
possibilitar a efetiva concretização do direito. 
LXXIII - qualquer CIDADÃO é parte legítima 
para propor ação popular que vise a anular 
ato lesivo ao patrimônio público ou de 
entidade de que o Estado participe, à 
moralidade administrativa, ao meio ambiente 
e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o 
autor, SALVO comprovada má-fé, isento de 
custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
Não há foro por prerrogativa de função em ação 
popular. 
§ 1º - As normas definidoras dos direitos e 
garantias fundamentais têm APLICAÇÃO 
IMEDIATA. 
As normas que definem direitos e garantias 
fundamentais devem ser interpretadas de modo a 
terem a maior eficácia possível, mesmo aquelas de 
eficácia limitada. 
§ 2º - Os direitos e garantias expressos nesta 
Constituição não excluem outros decorrentes 
do regime e dos princípios por ela adotados, 
ou dos tratados internacionais em que a 
República Federativa do Brasil seja parte. 
Os direitos e as garantias fundamentais tem 
enumeração aberta (ROL EXEMPLIFICATIVO). 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais 
sobre DIREITOS HUMANOS que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso 
Nacional, em dois turnos, por três quintos dos 
votos dos respectivos membros, serão 
EQUIVALENTES às emendas constitucionais. 
 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de 
Tribunal Penal Internacional a cuja criação 
tenha manifestado adesão. 
 
 
5. Lei nº 12.527/2011 
 
A Lei nº 12.527/2011 veio a regular o direito ao acesso a informações mantidas pela 
Administração, tornando-os transparentes aos administrados, à exceção das hipóteses de 
sigilo previstas em lei. 
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SALVO municípios de até 10.000 habit.
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 danos a terceiros
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Vamos ficando por aqui. 
Esperamos que tenha gostado do nosso Bizu! 
Bons estudos! 
 
 
 
"O sucesso é uma jornada, não um ponto final. Metade do prazer está em percorrer o 
caminho." 
(Gita Bellin) 
 
 
Hayk Carvalho 
@haykcarvalho 
Leonardo Mathias 
@profleomathias 
 
tratamento médico
pesquisas científicas (vedada a identificação)
ordem judicial
defesa de direitos humanos
interesse público e geral preponderante
desnecessário p/
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01260021009 - Marlon Moreira da Rosa NunesImpõe aos agentes públicos a atuação ética e honesta na gestão da coisa 
pública. 
PUBLICIDADE 
1. Exigência de publicação em órgão oficial como requisito de eficácia dos 
atos administrativos gerais: 
1.1. Efeitos externos; 
 Regime Jurídico da Administração x Regime Jurídico-Administrativo 
 Princípios Explícitos da Administração Pública 
É Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da ;
:União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos :
:princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, :
: também, ao seguinte: (...)
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1.2. Onerem o patrimônio público. 
2. Exigência de transparência da Administração em sua atuação, de forma 
a possibilitar o controle pelos administrados. 
 
OBSERVAÇÃO: As informações cujo sigilo seja imprescindível à segurança 
da sociedade e do Estado NÃO PRECISAM ser fornecidas. 
EFICIÊNCIA 
Não basta que os agentes públicos atuem em conformidade com os 
ditames da legalidade. Deve-se buscar a melhoria da qualidade dos 
serviços públicos e a racionalidade dos gastos públicos. 
Foi incluída na CF/88 após a Emenda Constitucional nº 19/1998. 
 
 
 
Serão apresentados os mais importantes, mas lembre-se que existem outros princípios 
implícitos da Administração Pública e, portanto, constam de um ROL EXEMPLIFICATIVO. 
PRINCÍPIOS COMENTÁRIOS 
CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS 
ADMINISTRATIVOS 
(SINDICABILIDADE) 
Sistema inglês de jurisdição única: o Poder Judiciário pode 
efetuar o controle dos atos administrativos. 
Decorre do princípio da inafastabilidade de jurisdição: a lei 
não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça a direito. 
AUTOTUTELA 
A Administração Pública tem competência para controlar seus 
próprios atos, anulando-os (quando ilegais) ou revogando-os 
(por motivo de convênio e oportunidade). 
SEGURANÇA JURÍDICA 
As normas devem ser interpretadas de forma a garantir o 
atendimento do fim público a que se dirigem, VEDADA a 
aplicação retroativa de nova interpretação. 
MOTIVAÇÃO 
Declaração dos motivos: situação de fato ou de direito que 
autoriza a edição do ato. 
RAZOABILIDADE e 
PROPORCIONALIDADE 
Proporcionalidade: adequação entre os meios e os fins 
almejados; caso o ato administrativo não respeite essa 
relação, será desproporcional e, portanto, passível de 
invalidação pelo Poder Judiciário. 
Razoabilidade: adequação, necessidade e proporcionalidade e 
sentido estrito. 
CONTINUIDADE DO SERVIÇO 
PÚBLICO 
Os serviços públicos não podem sofrer solução de 
continuidade, isto é, não podem ser paralisados. 
 
 
 
 Princípios Implícitos da Administração Pública 
 Agentes Públicos 
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==1519f8==
 
 
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Segundo a CF/88 (art. 37, inciso I) os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos 
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em LEI, assim como aos estrangeiros, 
na FORMA DA LEI. 
 
Por sua vez, a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em 
CONCURSO PÚBLICO de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a 
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações 
para CARGO EM COMISSÃO declarado em lei de livre nomeação e exoneração. 
 
O prazo de validade será definido em EDITAL e será de até 2 anos, prorrogável, uma única 
vez, por igual período, a critério da administração. 
 
Ademais, o art. 37, VIII, CF/88, assegura um percentual dos cargos e empregos públicos para 
portadores de deficiência. Por sua vez, a Lei 8.112/1990 garante percentual de até 20%: 
 
 
 
 
CARGOS EM COMISSÃO FUNÇÕES DE CONFIANÇA 
Apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. 
Livre nomeação e exoneração. Todavia, existe previsão em lei de 
um percentual mínimo dos cargos em comissão que devem ser 
ocupados por servidores de carreira. 
Exercidas exclusivamente por 
servidores ocupantes de cargo 
efetivo. 
 
CONTRATAÇÃO 
SEM CONCURSO 
PÚBLICO 
Excepcional 
interesse público 
Temporariedade 
da contratação 
Hipóteses 
expressamente 
previstas em lei 
1 § 2o Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever •
:em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam:
:compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão :
: reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.
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OBSERVAÇÃO: O Supremo Tribunal Federal (STF) considera ofensiva a prática do 
nepotismo, vedando inclusive o “nepotismo cruzado”. 
 
 
 
A remuneração dos servidores públicos e o subsídio somente poderão ser fixados ou 
alterados por LEI ESPECÍFICA, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada 
revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. 
 
ATENÇÃO: É VEDADA a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao 
exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. 
 
Ademais, lembre-se do que dispõe a CF/88 sobre o teto constitucional: 
 
 
TETO REMUNERATÓRIO CARGOS 
Subsídio dos Ministros do STF Todos, em qualquer esfera da Federação 
"A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou
por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de
servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou
assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou,
ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em
qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a
Constituição Federal."
:XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos :
: públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de :
: qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos :
:Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e :
:os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos:
:cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra :
:natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do :
:Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio :
:do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do:
: Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais :
:e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do :
:Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por:
:cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal:
:Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicáveleste limite aos membros do :
: Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
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Subsídio do Prefeito Todos os cargos municipais 
Subsídio do Governador Todos os cargos do Executivo estadual 
Subsídio dos deputados estaduais e distritais Todos os cargos do Legislativo estadual 
Subsídio dos desembargadores do Tribunal de 
Justiça 
Teto obrigatório para os servidores do Judiciário 
estadual (exceto juízes, por determinação do STF*) 
Subsídio dos desembargadores do Tribunal de 
Justiça (até 90,25% do subsídio dos Ministros 
do STF) 
Teto facultativo para os Estados e Distrito Federal 
(não se aplica a deputados estaduais e a distritais, 
nem a vereadores) 
 
OBSERVAÇÃO: No que se refere ao salário dos empregados públicos das empresas públicas 
e sociedades de economia mista e suas subsidiárias, os tetos SÓ SE APLICAM às que 
receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios para 
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. 
 
Além disso, a CF/88 garante que os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder 
Judiciário NÃO PODERÃO SER SUPERIORES aos pagos pelo Poder Executivo. Repisam-se as 
limitações impostas pela CF/88: 
 
 
 
Por fim, fica assegurada a irredutibilidade dos vencimentos dos cargos públicos, conforme 
inciso XV, art. 37, CF/88. 
 
ACUMULAÇÃO DE CARGOS 
Regra 
É vedada a 
acumulação 
remunerada de 
cargos públicos 
Estende-se a 
empregos e 
funções 
Abrange a 
Administração 
Direta e Indireta 
Exceções (compatibilidade 
de horários): 
2 cargos de 
professor 
1 cargo de 
professor e 1 de 
técnico ou 
científico 
2 cargos ou 
empregos 
privativos de 
profissionais de 
saúde 
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão
computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
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Analisando teto constitucional conjuntamente ao acúmulo de cargos, o STF entende que, se 
deve considerar a remuneração de cada cargo, ISOLADAMENTE. 
 
 
Quanto às regras aplicáveis aos servidores públicos da Administração Direta, autárquica e 
fundacional e eventuais mandatos eletivos: 
MANDATO ELETIVO COMENTÁRIOS 
Federal, estadual ou 
distrital. 
Afastamento do cargo, emprego ou função. 
Prefeito 
Afastamento do cargo, emprego ou função e opção pelas vantagens a 
perceber. 
Vereador 
Compatibilidade de horários: perceberá as vantagens de seu cargo, emprego 
ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. 
Incompatibilidade de horários: opção pela vantagens a perceber. 
Em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço 
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento. 
Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados 
como se no exercício estivesse. 
 
Quanto ao regime previdenciário dos servidores públicos: aos titulares de CARGOS 
EFETIVOS da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas 
autarquias e fundações, será o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). 
 
ACUMULAÇÃO DE PROVENTOS DE 
APOSENTADORIA 
Regra 
É vedada a acumulação 
de proventos de 
aposentadoria (RPPS) com 
a remuneração do cargo 
em atividade 
Exceções 
Cargos acumuláveis Cargos eletivos Cargos em comissão 
:Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos :
: efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo :
:ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas,:
:observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial.
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2. Lei nº 8.112/1990 
 
A Lei nº 8.112/1990 dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, 
das autarquias e das fundações públicas federais. Por sua vez, o regime estatutário consiste 
no conjunto de regras que disciplina a relação jurídica existente entre os servidores públicos e 
as pessoas jurídicas de direito público. 
 
 
 
Provimento: ato do poder público que designa a pessoa física para ocupar cargo, emprego 
ou função pública. São suas classificações: 
 Originária: ocorre quando não há relação jurídica entre o ente e o servidor (ingresso 
no serviço público). A NOMEAÇÃO é a única forma de provimento originário. 
 Derivada: ocorre quando já existe vínculo jurídico anterior. 
FORMA CONCEITO 
NOMEAÇÃO 
Designa a forma de ingresso no serviço público. 
 Condição para a investidura (posse e exercício). 
 Refere-se a cargo efetivo ou em comissão. 
 Ato administrativo unilateral (não depende da manifestação do 
nomeado). 
PROMOÇÃO 
Elevação do servidor ao posicionamento imediatamente superior àquele a que 
pertence, na respectiva carreira. 
 A promoção não interrompe o tempo de exercício, que é contado no 
novo posicionamento na carreira a partir da data de publicação do ato 
que promover o servidor. 
READAPTAÇÃO 
Investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades 
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou 
mental, verificada em inspeção médica. 
 Respeitada a habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência 
de vencimentos 
 Se não houver cargo vago, o servidor readaptado exercerá suas 
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. 
REVERSÃO 
Retorno à atividade de servidor aposentado. 
 De ofício: os motivos da aposentadoria deixaram de existir. 
o Ato vinculado; 
 Provimento e Vacância 
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o Independe se estável. 
 A pedido: 
o Solicitação do servidor; 
o Aposentadoria voluntária; 
o Servidor estável, quando em atividade; 
o Aposentadoria tenha ocorrida nos 5 anos anteriores ao pedido; 
o Exista cargo vago; 
o Ato discricionário; 
o Servidor tenha menos de 70 anos. 
APROVEITAMENTO 
Retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante 
aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos 
compatíveis com o anteriormente ocupado. 
REINTEGRAÇÃO 
Reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado ou no 
cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissãoadministrativa ou sentença judicial, transitada em julgado, com ressarcimento 
de todas as vantagens. 
 Caso o cargo tenha sido extinto após a demissão do empregado, após 
a invalidação do seu desligamento este será posto em disponibilidade. 
RECONDUÇÃO 
Retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
 Inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
 Reintegração do anterior ocupante; 
 A pedido, durante o estágio probatório de novo cargo. 
 
 
„ Chamamento para a posse. 
NOMEAÇÃO 
„ Aceitação das atribuições, deveres, responsabilidades e direitos; 
„ 30 dias contados da publicação do ato de provimento; 
„ Não realização: ato tornado sem efeito; 
„ Poderá ocorrer mediante procuração específica; 
„ Requisitos: 
„ Nacionalidade brasileira; 
„ Quitação com as obrigações militares e eleitorais; 
„ Gozo dos direitos políticos; 
„ Idade mínima de 18 anos; 
„ Aptidão física e mental; 
„ Nível de escolaridade exigido para o cargo. 
POSSE 
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O tempo de serviço começa a ser computado a partir do momento em que o servidor entra 
em EXERCÍCIO. 
 
ATENÇÃO: O servidor cumprirá jornada de trabalho fixada em razão das atribuições 
pertinentes ao cargo, respeitada a DURAÇÃO MÁXIMA do trabalho semanal de 40 horas e 
observados o limite máximo de 8 horas diárias. 
 
Noutro giro, aquele que ocupa cargo em comissão ou exerce função de confiança submete-
se ao regime de dedicação integral ao serviço, podendo ser convocado sempre que houver 
interesse da administração. 
 
„ Desempenho das atribuições; 
„ 15 dias contados do ato da posse; 
„ Não realização: servidor exonerado ou ato de designação 
tornado sem efeito para função de confiança. 
EXERCÍCIO 
„ Garantia para desempenhar a função; 
„ 3 anos de efetivo exercício. 
ESTABILIDADE 
„ Caso de servidor que deva ter exercício em outro município em 
razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou 
posto em exercício provisório. Terá, no mínimo, 10 e, no máximo, 
30 dias de prazo, contados da publicação do ato, para a 
retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, 
incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento 
para a nova sede. 
CASO ESPECÍFICO 
 Do Tempo de Serviço 
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Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito 
a estágio probatório por período de 3 anos (EC 19/1998), durante o qual a sua aptidão e 
capacidade serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados os seguintes 
fatores: 
 Assiduidade; 
 Disciplina; 
 Capacidade de iniciativa; 
 Produtividade; e 
 Responsabilidade. 
 
OBSERVAÇÃO: O servidor em estágio probatório PODERÁ EXERCER quaisquer cargos em 
comissão ou funções de confiança. 
 
Por sua vez, estabilidade é a situação adquirida pelo funcionário efetivo, após o transcurso do 
período de estágio probatório, que lhe GARANTE A PERMANÊNCIA NO CARGO, dele só 
podendo ser demitido em virtude de: 
 Sentença judicial transitada em julgado; 
 Decisão em processo administrativo, em que se lhe tenha assegurado ampla defesa; 
CASOS ESPECIAIS 
ESTUDANTE OU 
PARTICIPANTE DE 
BANCA - GECC 
Horário especial Compensação 
de horário 
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA 
Servidor, 
cônjuge, filho 
ou dependente 
Horário especial 
Sem 
compensação 
de horário 
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 Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de LEI 
COMPLEMENTAR, assegurada ampla defesa; 
 No caso previsto no art. 169, §4º da CF/1988, que trata sobre despesas de pessoal. 
 
Adquirirá a estabilidade depois de aprovado em avaliação especial de desempenho no 
serviço público ao completar 3 anos de efetivo exercício no cargo. 
 
OBSERVAÇÕES: 
 Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de 
desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 
 Não preenchido qualquer dos requisitos, o servidor PERDERÁ o cargo. 
 A estabilidade diz respeito ao serviço público e não ao cargo ou função. 
 
 
 
VACÂNCIA 
„ Exoneração: Não é uma penalidade, podendo ocorrer a pedido ou de 
ofício. 
„ Demissão: Penalidade ao servidor efetivo que cometeu falta grave. 
„ Promoção: Servidor promovido deixa vago o cargo inferior. 
„ Readaptação: Servidor readaptado deixa vago o cargo anterior. 
„ Aposentadoria: Em qualquer situação, podendo haver posterior reversão. 
„ Posse em outro cargo inacumulável: O servidor solicita a vacância por ter 
tomado posse em cargo não acumulável. 
„ Falecimento: Causa natural de rompimento do vínculo funcional. 
DESLOCAMENTO 
„ Remoção: deslocamento do servidor para exercer suas atividades em 
outra unidade do mesmo quadro de pessoal. 
„ Com ou sem mudança de sede. 
„ A pedido ou de ofício. 
„ Redistribuição: deslocamento de cargo efetivo, ocupado ou vago, no 
âmbito do quadro geral de pessoal. 
„ Para órgão ou entidade do mesmo Poder. 
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Vencimento: retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em LEI; 
Remuneração: vencimento acrescido das demais vantagens pecuniárias permanentes 
estabelecidas em LEI; 
 Nenhum servidor receberá importância INFERIOR ao salário mínimo legal. 
 Caráter alimentício: IRREDUTÍVEL, salvo por imposição legal ou mandado judicial. 
 
 A remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos 
da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos 
Poderes do Estado, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes 
políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos 
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra 
natureza, NÃO PODERÃO EXCEDER o teto remuneratório fixado pela Constituição 
Federal, EXCLUINDO-SE deste cômputo as parcelas de caráter indenizatório previstas 
em lei, o salário-família e as vantagens previstas no art. 55, I, II, III, IV, X e XI, do 
Estatuto. 
 
Além do vencimento ou remuneração, poderá o servidor perceber as seguintes vantagens 
pecuniárias: 
 Das Vantagens 
i Súmula TCU 249
: É dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebidas, de boa-fé, por
: servidores ativos e inativos, e pensionistas, em virtude de erro escusável de interpretação
= de lei por parte do órgão/entidade,ou por parte de autoridade legalmente investida em
: função de orientação e supervisão, à vista da presunção de legalidade do ato administrativo
: e do caráter alimentar das parcelas salariais.
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GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS e RETRIBUIÇÕES: 
1. Retribuição pelo Exercício de Função de Direção, Chefia ou Assessoramento: ao 
servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de DIREÇÃO, CHEFIA ou 
ASSESSORAMENTO, cargo de provimento em comissão ou de natureza especial é 
devida retribuição pelo seu exercício. 
Ajuda de custo
p/ instalação do servidor que passar a ter exercício
em nova sede, em caráter permanente
valor calculado sobre a remuneração do servidor (MAX. 3 meses)
NÃO ensejam o pagamento
remoção a pedido
mandato eletivo
noção de cônjuge)vedado duplo pagamento (ren
+ despesas de transporte do servidor e de sua
família, como passagem, bagagem e bens pessoais
Indenizações
Diárias
afastamendo da sede em caráter eventual ou
transitório
pousada, alimentação e locomoção urbana
valor calculado por dia de afastamento
pela METADE
NÃO ensejam o pagamento
deslocamento não exigir pernoite fora
União custear, por meio diverso, as despesas
extraordinárias cobertas por diárias
deslocamento=exigência permanente do cargo
mesma região metropolitana
- ressarcimento do servidor
- não compõem a remuneração
salvo pernoite
0^*0
Indenização de transporte
utilização de meio próprio de locomoção para serviços
externos
por opção do servidor e condicionada ao interesse da
administração
valor por dia
Auxílio-moradia
aluguel de moradia ou rede hoteleira
MAX. 25% da remuneração do CC/FC, não superando
25% do subsídio do Min. de Estado
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2. Gratificação Natalina: corresponde a 1/12 da remuneração a que o servidor fizer jus no 
mês de dezembro, por mês de efetivo exercício no respectivo ano. A fração de mês 
trabalhada, caso seja igual ou superior a 15 dias, será considerada como mês integral. 
3. Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Atividades Penosas: fazem jus os 
servidores que trabalhem com HABITUALIDADE em locais insalubres ou em contato 
PERMANENTE com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida. É VEDADO o 
acúmulo, devendo o servidor optar por um deles. 
4. Adicional de horas extras: será remunerado com acréscimo de 50% em relação à hora 
normal de trabalho. Somente será permitido para atender a situações EXCEPCIONAIS 
e TEMPORÁRIAS, respeitado o limite máximo de 2 horas por jornada. 
5. Adicional Noturno: ao servidor que prestar serviço em horário compreendido entre 22 
horas e 5 horas do dia seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25%, (hora de trabalho 
= 52 minutos e 30 segundos). Se houver a realização de serviço extraordinário, o 
acréscimo do adicional noturno incidirá sobre ele. 
6. Adicional de férias: INDEPENDENTEMENTE de solicitação, será pago ao servidor, por 
ocasião das férias, um adicional correspondente a 1/3 da remuneração. 
 
 
 
O funcionário gozará 30 dias de férias por ano, que podem ser ACUMULADAS, até o 
MÁXIMO de 2 períodos. 
 É vedado levar à conta das férias qualquer falta ao trabalho. 
 Somente depois do primeiro ano de exercício, adquirirá o funcionário direito a férias. 
 As férias poderão ser FRACIONADAS até 3 etapas, desde que requeridas e no 
interesse da Administração Pública. 
 
 
 Das Férias 
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Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço: 
 Das Concessões 
120 + 60 dias
GESTANTE e ADOTANTE
5+15 dias
LICENÇA
TRATAMENTO DE SAÚDE DO SERVIDOR
ACIDENTE EM SERVIÇO
família
requisitos
DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA
prazos - a cada 12 meses
até 90 dias (consecutivos ou não)|
sem remuneração
não exercer atividade remunerada
Licenças
AFASTAMENTO DE CÔNJUGE OU COMPANHEIRO
SERVIÇO MILITAR
]SEM remuneração)
JCOM remuneração]
ATIVIDADE POLÍTICA
^Afastamento das atribuições?]
CAPACITAÇÃO
INTERESSES PARTICULARES
da convenção partidária até a véspera do registro da
candidatura
possib. de convocação para reavaliação das condições que
\ ensejaram o afastamento
duração igual à do mandato, podendo ser renovada, no caso de
reeleição
ao final, se não estiver em condições, aposentadoria por
invalidez
PATERNIDADE
do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da
eleição
período computado para aposentadoria e disponibilidade
prazo indeterminado e sem remuneração
\ STJ: ato vinculado
mantida a remuneração
primeiros 30 dias: comp
do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a
Justiça Eleitoral
até o 10° dia seguinte ao das eleições
após cada 5 anos de efetivo exercício
COM remuneração
3 meses
não acumuláveis
, ato discricionário
L
servidor em EProb não faz jus
a partir do Io dia do 9o mês, salvo PREMATURO
ABORTO: 30 dias)
até 3 anos consecutivos
ato discricionário
pode ser interrompida, a qualquer tempo
servidor em EProb não faz jus
retorna em até 30 dias da baixa - sem remuneração
\ considerada como efetivo exercício
regra: perícia oficial
|máximo = 24 meses )
dano físico ou mental, que se relacione, mediata ou
imediatamente, com as atribuições do cargo
agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do
equiparados car9°
í sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa
CÔNJUGE ou COMPANHEIRO
PAIS, MADASTRA ou PADASTRO
FILHOS e ENTEADOS
DEPENDENTE que viva a suas expensas e conste do
assentamento funcional
assistência DIRETA do servidor for indispensável
' não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do
\ cargo ou mediante compensação de horário
]até 60 dias (consecutivos ou não)|
SINDICATO
DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA
SEM remuneração
computada como tempo de serviço, exceto para promoção por
merecimento
servidor em EProb não faz jus
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O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas 
atribuições. As esferas poderão cumular-se, sendo independentes entre si. Assim, pode ser o 
servidor condenado nas três ou em somente uma. Uma não interfere na outra. 
 
EXCEÇÃO: absolvição criminal que negue a existência do fato ou da sua autoria AFASTA a 
responsabilidade civil e administrativa. 
 
 
 Das Responsabilidades 
outro ente federal - inclusive de outro Poder
apenas se for impossível conciliar com o exercício do cargo -inclusive mediante compensação
COM remuneração
prévio exercício do cargo por pelo menos:
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Espécies: 
 Advertência; 
 Suspensão; 
 Demissão; 
 Cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade; 
 Destituição de cargo em comissão 
ou função de confiança. 
 
Na aplicação das penalidades serão 
considerados: 
 Natureza da infração cometida; 
 Gravidade; 
 Danos que dela provierem; 
 Circunstâncias agravantes ou 
atenuantes; 
 Antecedentes funcionais do agente 
público.
 
Advertência: penalidade mais branda que pode ser aplicada ao servidor. Aplicada por 
escrito. 
 
Suspensão: afastamento do servidor do desempenho de suas atividades por determinado 
período de tempo em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação 
 Das Penalidades 
Advertência
•ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe
imediato;
•retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento
ou objeto da repartição;
•recusarfé a documentos públicos;
•opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou
execução de serviço;
•promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
•cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado;
•coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação
profissional ou sindical, ou a partido político;
•manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge,
companheiro ou parente até o segundo grau civil;
•recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado;
•inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma
interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.
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das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita à penalidade de demissão. Não 
excederá 90 dias. 
 
Multa: Quando houver conveniência para o serviço, a pena de suspensão poderá ser 
convertida em multa, na base de cinquenta por cento por dia de vencimento ou 
remuneração, obrigado, neste caso o funcionário a permanecer no serviço. 
 
 
 
Demissão
•crime contra a administração pública;
•abandono de cargo (mais de 30 dias consecutivos);
•inassiduidade habitual (60 dias, interpoladamente, durante 12 meses);
•improbidade administrativa;
•incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
•insubordinação grave em serviço;
•ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa
própria ou de outrem;
•aplicação irregular de dinheiros públicos;
•revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
•lesão aos cofres públicos e dilapidação do património nacional;
•corrupção;
•acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas.
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Cassação de aposentadoria ou disponibilidade: quando o inativo houver praticado, na 
atividade, falta punível com DEMISSÃO. 
 
Destituição de cargo em comissão: será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades 
de SUSPENSÃO e de DEMISSÃO. 
 
A ação disciplinar prescreverá, contados a partir do CONHECIMENTO DO FATO pela 
Administração: 
 
 
ATENÇÃO: A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar INTERROMPE 
a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente. 
 
 
 Processo Administrativo Disciplinar e Sindicância 
Demissão - descumprimento de proibições ]
•valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento
da dignidade da função pública;
•atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo
quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes
até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
•receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em
razão de suas atribuições;
•aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
•praticar usura sob qualquer de suas formas;
•proceder de forma desidiosa;
•utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades
particulares;
•participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada
ou não personificada, exercer o comércio, exceto:
•na qualidade de acionista, cotista ou comanditário.
Prazo Penalidade
180 dias Advertência
2 anos Suspensão
5 anos demais penalidades
Prazos da lei penal
Infrações disciplinares também
tipificadas como crime
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A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é OBRIGADA a promover 
a sua apuração imediata, mediante Sindicância ou Processo Administrativo Disciplinar (PAD), 
assegurada ao acusado ampla defesa. 
 
A Sindicância consiste no procedimento disciplinar que poderá anteceder o processo 
administrativo disciplinar e serve para a apuração da extensão dos fatos apontados como 
irregulares e da extensão da responsabilidade de cada autor. 
 
O prazo para conclusão da sindicância NÃO EXCEDERÁ 30 dias, podendo ser prorrogado 
por igual período, a critério da autoridade superior. 
 
 
O Processo Administrativo Disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de 
servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as 
atribuições do cargo em que se encontre investido. 
 
O prazo para a conclusão do PAD (instauração, inquérito e defesa) NÃO EXCEDERÁ 60 dias, 
contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua 
prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. 
 
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RESUMO: 
 
 
O PAD poderá ser revisto, A QUALQUER TEMPO, a pedido ou de ofício, quando se 
aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a 
inadequação da penalidade aplicada. 
 
A comissão revisora terá 60 dias para a conclusão dos trabalhos e o prazo parajulgamento 
será de 20 dias, contados do recebimento do processo. 
 
ATENÇÃO: Da revisão do processo NÃO PODERÁ resultar agravamento de penalidade. 
comissão
20 dias60 + $0 dias
autoridade
competente
autoridade
competente
para aplicar a
sanção
Sindicância PAD- rito sumário PAD- rito ordinário
Apuração e aplicação de
penalidades de advertência e
suspensão de até 30 dias
Situações de:
Acumulação ilegal de
cargos/empregos públicos
- Abandono de cargo
- Inassiduidade habitual
Demais casos
30 + 30 dias
30+15 dias
5 dias para julgamento
60 + 60 dias
20 dias para julgamento
-
Apresentação de defesa em 5
dias
Apresentação de defesa em
10 ou 20 dias
servidor único ou comissão
comissão de 2 servidores
estáveis
comissão de 3 servidores
estáveis
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3. Organização do Estado 
 
Segundo a CF/88, a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil 
compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos AUTÔNOMOS, 
nos termos desta Constituição. Os Territórios (autarquias territoriais) NÃO SÃO ENTES 
FEDERATIVOS, portanto não possuem autonomia política. 
AUTO-ORGANIZAÇÃO 
Estados auto-organizam-se por meio da elaboração das suas Constituições 
Estaduais. 
AUTOLEGISLAÇÃO Capacidade de os Estados editarem suas próprias leis (leis estaduais). 
AUTOADMINISTRAÇÃO 
Poder que os Estados têm para exercer suas atribuições de natureza 
administrativa, tributária e orçamentária. Os Estados elaboram seus 
próprios orçamentos, arrecadam seus próprios tributos e executam 
políticas públicas, dentro da 
sua esfera de atuação, segundo a repartição constitucional de 
competências. 
AUTOGOVERNO 
Estados têm poder para eleger seus próprios representantes (Governador 
e Deputados Estaduais). 
A soberania é atributo apenas da República Federativa do Brasil (RFB), do Estado federal em seu 
conjunto. A União é quem representa a RFB no plano internacional, mas possui apenas autonomia, 
jamais soberania. 
Brasília é a capital federal. Brasília não é ente federativo e não se confunde com o Distrito Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
j Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o :
: funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de:
:dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse :
:público;
I I
: II - recusar fé aos documentos públicos;
: III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
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Por sua vez, no Distrito Federal NÃO HÁ PREVISÃO constitucional para alteração dos seus 
limites territoriais. Destaca-se ainda que, ao contrário dos Estados-membros, o Distrito 
Federal NÃO PODE SER DIVIDIDO em Municípios. 
 
 
 
ALTERAÇÕES NA 
ESTRUTURA DOS 
ENTES 
Estados/Territórios 
Aprovação da 
população interessada 
(Plebiscito) 
Oitiva das Assembleias 
Legislativas (não 
vinculante) 
Lei Complementar 
Federal 
Municípios 
Aprovação da 
população interessada 
(Plebiscito) 
Estudo de Viabilidade 
Municipal 
Lei Complementar 
Federal 
Lei Ordinária Estadual 
(não vinculante) 
 Repartição de Competências 
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O art. 21 da CF/88 trata das competências exclusivas da União: de natureza administrativa 
(material) e indelegáveis. Não serão replicados todos os incisos, na medida em que basta a 
leitura seca da norma e sua devida memorização. 
 
No art. 22, estão as competências privativas da União: legislativas, isto é, estão relacionadas 
à edição de normas pela União. Diferentemente do art. 21 da CF/88, são delegáveis. 
 
O art. 23 trata de competências comuns a todos os entes federativos. São competências de 
natureza administrativa (material). 
 
O art. 24 trata da chamada competência concorrente, que se caracteriza por ser uma 
competência legislativa. Essa competência é atribuída à União, aos Estados e ao Distrito 
Federal (os Municípios não foram contemplados!). 
 União: limita-se a estabelecer normas gerais. Isso NÃO EXCLUI a competência 
suplementar dos Estados. 
 Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência 
legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. 
 A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a eficácia da lei 
estadual, no que lhe for contrário. 
 
COMPETÊNCIAS DOS ESTADOS E DO DF COMPETÊNCIAS DOS MUNICÍPIOS 
Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante 
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma 
da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua 
regulamentação; 
 
Os Estados organizarão sua Justiça, observados os 
princípios estabelecidos na Constituição. 
 
os Estados poderão instituir regiões metropolitanas, 
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por 
agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a 
organização, o planejamento e a execução de funções 
I - legislar sobre assuntos de interesse 
local; 
II - suplementar a legislação federal e a 
estadual no que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua 
competência, bem como aplicar suas 
rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade 
de prestar contas e publicar balancetes 
nos prazos fixados em lei; 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, 
observada a legislação estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou 
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públicas de interesse comum. São seus requisitos: 
 Lei complementar estadual; 
 Os municípios envolvidos devem ser limítrofes; 
 Finalidade de integrar a organização, o 
planejamento e a execução de funções públicas 
de interesse comum. 
sob regime de concessão ou permissão, 
os serviços públicos de interesse local, 
incluído o de transporte coletivo, que 
tem caráter essencial; 
VI - manter, com a cooperação técnica e 
financeira da União e do Estado, 
programas de educação infantil e de 
ensino fundamental; 
VII - prestar, com a cooperação técnica e 
financeira da União e do Estado, serviços 
de atendimento à saúde da população; 
VIII - promover, no que couber, 
adequado ordenamento territorial, 
mediante planejamento e controle do 
uso, do parcelamento e da ocupação do 
solo urbano; 
IX - promover a proteção do patrimônio 
histórico-cultural local, observada a 
legislação e a ação fiscalizadora federal e 
estadual. 
 
4. Direitos e deveresindividuais e coletivos 
 
Segundo o art. 5º, da CF/88, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade 
do direito à VIDA, à LIBERDADE, à IGUALDADE, à SEGURANÇA e à PROPRIEDADE (VLIPS). 
DIREITOS COMENTÁRIOS 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e 
obrigações, nos termos desta Constituição; 
Princípio da igualdade: determina que se dê 
tratamento igual aos que estão em condições 
equivalentes e desigual aos que estão em condições 
diversas, dentro de suas desigualdades. 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar 
de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
Princípio da legalidade: aplica-se de maneira 
diferenciada aos particulares e ao Poder Público. 
 Particulares: traz a garantia de que só podem 
ser obrigados a agir ou a se omitir por lei. 
Tudo é permitido a eles, portanto, na falta de 
norma legal proibitiva. 
 Poder público: consagra a ideia de que este 
só pode fazer o que é permitido pela lei. 
III - ninguém será submetido a tortura nem a 
tratamento desumano ou degradante; 
 
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IV - é livre a manifestação do pensamento, 
sendo VEDADO o anonimato; 
 INCONSTITUCIONAL: criminalização da 
defesa da legalização das drogas ou de 
qualquer substância entorpecente específica, 
inclusive através de manifestações e eventos 
públicos. 
 Ademais, a defesa da legalização do aborto 
não deve ser considerada incitação à prática 
criminosa. 
 Diploma de jornalismo e de registro 
profissional no Ministério do Trabalho: não é 
condição para o exercício da profissão de 
jornalista. 
V - é assegurado o direito de resposta, 
proporcional ao agravo, além da indenização 
por dano material, moral ou à imagem; 
 Essa resposta deverá ser sempre proporcional 
e se aplica tanto a pessoas físicas quanto a 
pessoas jurídicas ofendidas pela expressão 
indevida de opiniões. 
 As indenizações material, moral e à imagem 
são cumuláveis. 
 O direito à indenização independe de o 
direito à resposta ter sido, ou não, exercido, 
bem como de o dano caracterizar, ou não, 
infração penal. 
VI - é INVIOLÁVEL a liberdade de consciência 
e de crença, sendo assegurado o livre 
exercício dos cultos religiosos e garantida, na 
forma da lei, a proteção aos locais de culto e 
a suas liturgias; 
 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a 
prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de internação 
coletiva; 
 
VIII - ninguém será privado de direitos por 
motivo de crença religiosa ou de convicção 
filosófica ou política, SALVO se as invocar 
para eximir-se de obrigação legal a todos 
imposta e recusar-se a cumprir prestação 
alternativa, fixada em lei; 
Norma constitucional de eficácia contida: todos têm o 
direito de manifestar livremente sua crença religiosa 
e convicções filosóficas e políticas, mas que poderá 
ser restringida pelo legislador. 
IX - é LIVRE a expressão da atividade 
intelectual, artística, científica e de 
comunicação, INDEPENDENTEMENTE de 
censura ou licença; 
É VEDADA a censura. Entretanto, a liberdade de 
expressão é relativa. 
X - são INVIOLÁVEIS a intimidade, a vida 
privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano 
material ou moral decorrente de sua 
O STF considera que, para que haja condenação por 
dano moral, não é necessária ofensa à reputação do 
indivíduo. Assim, a dor de se perder um membro da 
família, por exemplo, pode ensejar indenização por 
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violação; danos morais. 
XI - a casa é asilo INVIOLÁVEL do indivíduo, 
ninguém nela podendo penetrar sem 
consentimento do morador, SALVO em caso 
de flagrante delito ou desastre, ou para 
prestar socorro, ou, DURANTE O DIA, por 
determinação judicial; 
Casa: 
 qualquer compartimento habitado; 
 qualquer aposento ocupado de habitação 
coletiva; e 
 qualquer compartimento privado não aberto 
ao público, onde alguém exerce profissão ou 
atividade pessoal. 
 
O STF considerou válida ordem judicial que 
autorizava o ingresso de autoridade policial no 
estabelecimento profissional, inclusive durante a 
noite, para instalar equipamentos de captação de 
som (“escuta”). 
 
Lei nº 13.869/2019 (Nova Lei de Abuso de 
Autoridade) conceitua “dia”: 5h até as 21h. 
 
A doutrina admite que a força policial, tendo 
ingressado na casa de indivíduo, durante o dia, com 
amparo em ordem judicial, prolongue suas ações 
durante o período noturno. 
XII - é INVIOLÁVEL o sigilo da 
correspondência e das comunicações 
telegráficas, de dados e das comunicações 
telefônicas, SALVO, no último caso, por 
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que 
a lei estabelecer para fins de investigação 
criminal ou instrução processual penal; 
 É possível a gravação telefônica por um dos 
interlocutores sem a autorização judicial, caso 
haja investida criminosa daquele que 
desconhece que a gravação está sendo feita. 
 Segundo o STF, havendo a necessidade de 
coleta de prova via gravação ambiental (sendo 
impossível a apuração do crime por outros 
meios) e havendo ordem judicial nesse 
sentido, é lícita a interceptação telefônica. 
 São ilícitas as provas obtidas por meio de 
interceptação telefônica determinada a partir 
apenas de denúncia anônima, sem 
investigação preliminar. 
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, 
ofício ou profissão, atendidas as qualificações 
profissionais que a lei estabelecer; 
Segundo o dispositivo, inexistente lei que exija 
qualificações para o exercício de determinada 
profissão, qualquer pessoa poderá exercê-la. 
Entretanto, uma vez editada a lei, a profissão só 
poderá ser exercida por quem atender às 
qualificações legais. 
 
A regra é a liberdade. Apenas quando houver 
potencial lesivo na atividade é que pode ser exigida 
inscrição em conselho de fiscalização profissional. 
XIV - é assegurado a todos o acesso à 
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informação e resguardado o sigilo da fonte, 
quando necessário ao exercício profissional; 
XV - é livre a locomoção no território nacional 
em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, 
nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou 
dele sair com seus bens; 
No estado de sítio, por exemplo, pode ser 
determinada às pessoas a obrigação de permanência 
em uma localidade determinada e a suspensão da 
liberdade de reunião. 
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, 
sem armas, em locais abertos ao público, 
INDEPENDENTEMENTE de autorização, 
desde que não frustrem outra reunião 
anteriormente convocada para o mesmo 
local, sendo apenas exigido prévio aviso à 
autoridade competente; 
Com relação ao aviso prévio à autoridade 
competente como pressuposto para o exercício da 
liberdade de reunião, o STF decidiu que basta 
veicular informaçãoque permita ao poder público 
zelar para que seu exercício se dê de forma pacífica 
ou para que não frustre outra reunião no mesmo 
local. 
 
É protegido por mandado de segurança, não por 
habeas corpus. 
XVII - é plena a liberdade de associação para 
fins lícitos, VEDADA a de caráter paramilitar; 
XVIII - a criação de associações e, na forma 
da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de 
autorização, sendo VEDADA a interferência 
estatal em seu funcionamento; 
XIX - as associações só poderão ser 
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas 
atividades suspensas por DECISÃO 
JUDICIAL, exigindo-se, no primeiro caso, o 
trânsito em julgado; 
Requisitos para existência de associação: 
 Pluralidade de pessoas; 
 Estabilidade; 
 Ato de vontade; 
 Independe de aquisição de personalidade 
jurídica. 
 
Para a dissolução compulsória, é necessário trânsito 
em julgado. 
XX - ninguém poderá ser compelido a 
associar-se ou a permanecer associado; 
 
XXI - as entidades associativas, QUANDO 
EXPRESSAMENTE AUTORIZADAS, têm 
legitimidade para representar seus filiados 
judicial ou extrajudicialmente; 
Representação processual: As associações podem, 
desde que expressamente autorizadas, representar 
seus filiados judicial e extrajudicialmente. 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua função 
social; 
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento 
para desapropriação por necessidade ou 
utilidade pública, ou por interesse social, 
mediante justa e prévia indenização em 
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta 
Constituição; 
 
XXV - no caso de iminente perigo público, a 
autoridade competente poderá usar de 
propriedade particular, assegurada ao 
proprietário indenização ulterior, se houver 
 
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dano; 
XXVI - a pequena propriedade rural, assim 
definida em lei, desde que trabalhada pela 
família, NÃO SERÁ OBJETO DE PENHORA 
para pagamento de débitos decorrentes de 
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre 
os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
 
XXVII - aos autores pertence o DIREITO 
EXCLUSIVO de utilização, publicação ou 
reprodução de suas obras, transmissível aos 
herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações 
individuais em obras coletivas e à 
reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades 
desportivas; 
b) o direito de fiscalização do 
aproveitamento econômico das obras 
que criarem ou de que participarem 
aos criadores, aos intérpretes e às 
respectivas representações sindicais e 
associativas; 
 
XXIX - a lei assegurará aos autores de 
inventos industriais privilégio TEMPORÁRIO 
para sua utilização, bem como proteção às 
criações industriais, à propriedade das 
marcas, aos nomes de empresas e a outros 
signos distintivos, tendo em vista o interesse 
social e o desenvolvimento tecnológico e 
econômico do País; 
 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros 
situados no País será regulada pela lei 
brasileira em benefício do cônjuge ou dos 
filhos brasileiros, sempre que não lhes seja 
mais favorável a lei pessoal do "de cujus"; 
 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, 
a defesa do consumidor; 
Norma de eficácia limitada: necessária a edição de lei 
que determine a forma pela qual o Estado fará a 
defesa do consumidor (Código de Defesa do 
Consumidor). 
XXXIII - todos têm direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, 
que serão prestadas no prazo da lei, sob 
pena de responsabilidade, RESSALVADAS 
As informações cujo sigilo seja imprescindível à 
segurança da sociedade e do Estado não devem ser 
fornecidas. Também são imunes ao acesso as 
informações pessoais, protegidas pelo art. 5º, X. 
 
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aquelas cujo sigilo seja imprescindível à 
segurança da sociedade e do Estado; 
No caso de lesão ao direito à informação, o remédio 
constitucional a ser usado pelo particular é o 
mandado de segurança. 
XXXIV ‟ são a todos assegurados, 
INDEPENDENTEMENTE do pagamento de 
taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes 
Públicos em defesa de direitos ou 
contra ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em 
repartições públicas, para defesa de 
direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal; 
Em ambos os casos, assegura-se o não pagamento 
de taxas, por serem ambas as hipóteses essenciais ao 
próprio exercício da cidadania. 
 
Todas as pessoas físicas (brasileiros ou estrangeiros) e 
pessoas jurídicas são legitimadas para peticionar 
administrativamente aos poderes públicos. 
 
O remédio constitucional adequado para proteger os 
direitos de petição e de certidão é o mandado de 
segurança. 
XXXV ‟ a lei NÃO EXCLUIRÁ DA 
APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO lesão 
ou ameaça a direito; 
Exceções (somente é possível acionar o Poder 
Judiciário depois de prévio requerimento 
administrativo): 
 Habeas data; 
 Controvérsias desportivas; 
 reclamação contra o descumprimento de 
súmula vinculante pela Administração Pública; 
 Requerimento judicial de benefício 
previdenciário. 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito 
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa 
julgada; 
 
XXXVII - NÃO HAVERÁ juízo ou tribunal de 
exceção; 
[...] 
LIII - ninguém será processado nem 
sentenciado senão pela autoridade 
competente; 
Princípio do “juízo natural” ou do “juiz natural”: 
garante ao indivíduo que suas ações no Poder 
Judiciário serão apreciadas por um juiz imparcial. 
Ademais, impede a criação de juízos de exceção ou 
“ad hoc”, criados de maneira arbitrária, após o 
acontecimento de um fato. 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, 
com a organização que lhe der a lei, 
assegurados: 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos 
crimes dolosos contra a vida; 
Não é absoluta: não alcança os detentores de foro 
especial por prerrogativa de função previsto na 
Constituição Federal. 
 
No caso de foro especial previsto apenas na 
Constituição Estadual, a lógica é inversa: A 
competência constitucional do Tribunal do Júri 
prevalece sobre o foro por prerrogativa de função 
estabelecido exclusivamente pela Constituição 
estadual. 
XXXIX - NÃO HÁ CRIME sem lei anterior que 
o defina, NEM PENA sem prévia cominação 
legal; 
 
XL - a lei penal não retroagirá, SALVO para 
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beneficiar o réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação 
atentatória dos direitos e liberdades 
fundamentais; 
XLII - a prática do racismo constitui crime 
INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, sujeito à 
pena de reclusão, nos termos da lei; 
XLIII - a lei considerará crimes 
INAFIANÇÁVEIS e INSUSCETÍVEIS

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