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Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Unidade 1 Fundamentos de Processos Administrativos Aula 1 Fundamentos dos processos administrativos Videoaula: Fundamentos de Processos Administrativos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, este vídeo abordará os principais conceitos e aplicações dos processos administrativos e da relação com a estrutura organizacional das empresas. Você terá a oportunidade de compreender como esses conceitos são importantes para a e�ciência e e�cácia de uma empresa, e como as diversas teorias da administração evoluíram e se desenvolveram ao longo do tempo. Não perca essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Ponto de Partida Olá estudante, boas-vindas à aula que trata dos fundamentos da administração, processos administrativos e estrutura organizacional. Estudar esses conceitos é fundamental para quem deseja entender como as organizações funcionam e quais são as funções dos gerentes à frente de suas equipes. Durante a aula, você terá a oportunidade de compreender como os processos administrativos são importantes para a e�ciência e e�cácia de uma empresa, bem como os diversos tipos de estruturas organizacionais existentes, e como elas in�uenciam o desempenho da equipe. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Não perca essa chance de aprimorar seus conhecimentos a �m de se preparar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Bons estudos! Vamos Começar! A administração é uma área do conhecimento que teve início no �nal do século XIX, com a Revolução Industrial, quando as empresas começaram a buscar métodos mais e�cientes para gerir seus negócios e como uma resposta à necessidade de gestão e�ciente das empresas e organizações (Maximiano, 2012). A partir do início do século XX, surgiram os primeiros estudos e teorias tratando da administração, que buscavam entender as práticas e processos adotados pelas empresas. O objetivo era torná-los mais e�cientes, e�cazes e adaptáveis às necessidades do ecossistema da empresa (Maximiano, 2012). Uma das primeiras teorias da administração foi proposta por Frederick Winslow Taylor, conhecido como o pai da administração cientí�ca. Em sua obra ele defendia a ideia de que as empresas deveriam adotar uma abordagem mais cientí�ca na gestão de suas atividades, visando à melhoria contínua dos processos e da produtividade (Maximiano, 2012). Outra teoria importante foi a Teoria Clássica da Administração, desenvolvida por Henri Fayol, cuja ênfase foi baseada na estrutura organizacional e propôs as funções administrativas para alcançar a e�ciência e a e�cácia nas empresas (Maximiano, 2012). Fayol também foi o primeiro autor a criar e de�nir as funções básicas do administrador a partir do acrônimo POCCC, que representa os cinco processos administrativos fundamentais: planejamento, organização, coordenação, controle e comando (Maximiano, 2012). De acordo com Maximiano (2012): O planejamento envolve a de�nição de metas e objetivos, bem como a formulação de estratégias e planos para alcançá-los. Já a organização envolve a estruturação dos recursos disponíveis, como pessoas, informações, materiais e equipamentos, de maneira e�ciente e e�caz para atingir os objetivos estabelecidos. A coordenação refere-se à integração e harmonização das atividades e esforços dos membros da equipe para alcançar os objetivos organizacionais. O controle refere-se ao acompanhamento e monitoramento das atividades para garantir que elas estejam sendo executadas conforme planejado. Por �m, o comando está relacionado à autoridade e responsabilidade de liderança. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Atrelado ao POCCC, Fayol defendeu a importância da estrutura organizacional para a e�ciência de uma organização, enfatizando a necessidade de uma divisão clara de trabalho, estabelecimento de autoridade e responsabilidade, criação de unidades organizacionais, de�nição de hierarquia e estabelecimento de linhas de comunicação adequadas (Maximiano, 2012). Os estudos de Fayol também estão direcionados à departamentalização, nos quais ele defendia que as organizações devem ser divididas em departamentos com base em funções ou atividades semelhantes, dada a importância do agrupamento das tarefas em unidades organizacionais distintas para promover a e�ciência e e�cácia. Já a Teoria das Relações Humanas, desenvolvida por Elton Mayo, defendia a importância das relações interpessoais e da motivação dos colaboradores para melhorar as condições de trabalho e a motivação humana das empresas. Segundo ele, a satisfação dos funcionários era fundamental para o desempenho da equipe e para a produtividade da organização (Maximiano, 2012). Com o passar do tempo, outras teorias da administração foram surgindo, como a Teoria da Contingência, a Teoria da Administração Participativa e a Teoria da Administração por Objetivos (APO), entre outras. Cada uma dessas teorias trazia uma nova abordagem e uma visão diferente da gestão empresarial, enfatizando aspectos especí�cos que eram considerados importantes em determinado contexto. Nesse sentido, é possível compreender a relação das correntes do pensamento da administração de empresas com os processos administrativos, que são as principais funções desempenhadas pelos gerentes no exercício de suas atividades, pois fornecem conhecimentos e ferramentas para orientar as ações dos gerentes no dia a dia das empresas (Maximiano, 2012; Chiavenato 2014). Chiavenato (2014) explica que, atualmente, a administração é vista como uma ciência multidisciplinar, que utiliza conhecimentos de diversas áreas, como a psicologia, a sociologia, a economia e a engenharia. Isso permite que os gestores tenham uma visão mais ampla e integrada dos processos e práticas empresariais, levando em consideração as mudanças constantes do mercado e do ambiente empresarial. Siga em Frente... A relação entre os fundamentos da administração e os processos administrativos é muito importante para a gestão e�ciente e e�caz de empresas e organizações. Para entender essa relação, é preciso mergulhar no POCCC, na estrutura organizacional e nas funções do gerente (Chiavenato, 2014). Em relação ao POCCC, as de�nições a seguir são do autor Chiavenato (2014). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL O planejamento consiste no processo de de�nição dos objetivos e metas da empresa, bem como nos recursos necessários para alcançá-los. Ele envolve a análise do ambiente interno e externo da organização, a identi�cação das oportunidades e ameaças, o estabelecimento de estratégias e planos de ação, entre outros aspectos. A organização engloba a estruturação da empresa, envolvendo a de�nição das tarefas e responsabilidades de cada colaborador, a alocação de recursos e a criação de mecanismos de coordenação e comunicação, e está relacionada com as estruturas organizacionais. A coordenação é o processo de harmonização das atividades da empresa, visando à integração dos esforços e à maximização dos resultados, e envolve a de�nição de processos e procedimentos, a delegação de responsabilidades, a gestão de con�itos e a promoção de um ambiente de trabalho saudável e produtivo. O controle é o processo de monitoramento e avaliação do desempenho da empresa, visando à identi�cação de possíveis desvios e à correção de rumos. Isso envolve o estabelecimento de indicadores de desempenho, a mensuração dos resultados e a implementação de ações corretivas. Já o comando se refere à função de liderança e autoridade dentro de uma organização. O comando é responsável por orientar e direcionar os esforços dos membros da equipe em direção aos objetivos organizacionais. Neste contexto doconcluídas, atingirão uma meta organizacional. Processos falhos ou caóticos e com uma gestão ine�ciente afetam o ambiente empresarial, resultando em um ou mais destes cenários (Lage Júnior, 2016): Desperdício de tempo; Desperdício de recursos; Perda de dados e consequente gestão ine�ciente da informação; Funcionários desmotivados. As organizações podem melhorar seus processos aplicando o gerenciamento de processos de negócios e mantendo todas as operações funcionando de maneira otimizada. Outro ponto importante é que o gerenciamento de processos de negócios permite ajustar os processos de acordo com os desejos e necessidades dos clientes, contribuindo para a construção de um relacionamento que gera satisfação e permite aumentar o retorno para a empresa em questão. O gerenciamento de processos é uma abordagem sistemática para garantir que processos de negócios e�cazes e e�cientes estejam em vigor. É uma metodologia utilizada para alinhar processos de negócios com objetivos estratégicos. Em contraste com o gerenciamento de projetos, que é focado em um único projeto, o gerenciamento de processos aborda processos repetitivos realizados regularmente. Ele analisa todos os processos de negócios, individualmente e como um todo, para criar uma organização mais e�ciente. Ele analisa os sistemas atuais, identi�ca gargalos e identi�ca áreas de melhoria. Siga em Frente... A gestão e�ciente de processos empresariais é uma abordagem holística que se concentra em gerenciar, melhorar e otimizar o processo de negócios, e conta com um ciclo composto por seis Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL fases distintas (Catena, 2012): 1. Planejamento e alinhamento estratégico Compreensão profunda de como os processos estão alinhados com a cadeia de valor, envolvendo per�l da organização, identi�cação dos processos primários, de gerenciamento e de suporte, observação dos principais indicadores de desempenho, e preparação para a análise do processo. Processos primários são as principais operações de uma organização que trazem valor diretamente para os clientes – projeto, criação e venda de produtos ou serviços aos clientes. 2. Análise de processo Observação qualitativa ou quantitativa de como o processo é praticado. Essa análise inclui entrevistar os executores do processo, analisar a documentação disponível e chegar a um quadro completo de como os processos estão sendo executados. 3. Projeto de processo As observações da análise do processo (gargalos e atrasos, por exemplo) são utilizadas nessa etapa. A questão importante a ser respondida é se o processo deve ser mantido ou redesenhado para corrigir os problemas identi�cados. Uma vez concluída a modelagem do processo, novos procedimentos precisam ser aprovados. Um plano de implantação é criado para garantir que os executores de processo relevantes sejam treinados para que as mudanças e transições sejam suaves. 4. Implementação do processo Quando se trata de implementar o novo desenho de processo, existem duas formas de execução: implementação sistêmica e não sistêmica. A primeira usa software ou ferramentas especí�cas para implementação, e a última, não. A escolha entre os dois tipos depende da natureza do processo de negócios e dos recursos disponíveis para a organização. No entanto, o objetivo continua o mesmo – colocar em prática o �uxo de trabalho desenhado na etapa anterior. 5. Monitoramento de processos Nesta etapa, os indicadores-chave previamente identi�cados são monitorados para garantir que o processo esteja alinhado com os objetivos globais da organização. Alguns indicadores comuns que são monitorados incluem duração do processo, custo do processo, capacidade ou quanto o processo pode produzir e erros ou problemas que afetam negativamente a satisfação do cliente. As informações obtidas durante o monitoramento do processo ajudarão a avaliar se o processo precisa de alguma alteração ou ajuste e se o processo redesenhado está atendendo às metas e objetivos. �. Re�namento do processo No estágio de re�namento, faz-se um esforço para fechar a lacuna entre o desempenho atual e o processo modelado com mudanças cuidadosamente medidas. Esse ciclo de vida é baseado na noção de melhoria contínua do processo. O ciclo se repete à medida que a organização tenta melhorar o desempenho e impulsionar o crescimento. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Vamos Exercitar? No mundo dos negócios, tempo é dinheiro. Vale focar qualquer processo que possa economizar tempo, reduzir erros e aumentar a produtividade. Pode ser desa�ador mudar os processos estabelecidos, mas os benefícios valem o esforço. Processos otimizados permitem que as empresas operem com mais e�ciência, forneçam melhores serviços e aumentem os lucros. Otimizar seus processos nesta era de competição e disrupção digital pode ajudar sua organização a se manter à frente. Exemplos de gerenciamento de processos em tempo real: Departamento de RH Integração de novos funcionários com vários trâmites podendo ser preenchidos, enviados e armazenados eletronicamente. Logística Processos gerenciados de maneira correta permitem otimizar as diferentes rotinas de uma extensa cadeia de valor, proporcionando redução de custos e um serviço de maior qualidade e mais rápido para seus clientes. Permite integrar rapidamente áreas como RH, atendimento, �nanças, produção e controle de qualidade Bancos Uma gestão de processos de negócios bem-estruturada automatiza diferentes procedimentos, permitindo aos bancos focarem análises qualitativas que minimizam o risco de inadimplência. Seguradoras A gestão de processos melhora a conformidade regulatória geral das seguradoras. Ele reduz o erro humano e evita a perda de dados por meio do gerenciamento adequado da documentação. Ele também garante que a empresa seja capaz de cumprir os regulamentos estaduais e federais mais recentes. Comércio varejista Permite operações centradas no cliente, uni�cando todos os sistemas e departamentos para um �uxo de trabalho suave que garante que todas as necessidades do cliente sejam atendidas. Também identi�ca gargalos na jornada do comprador para que todo o processo de compra seja aprimorado. Benefícios da gestão de processos empresariais Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Reestrutura as operações emaranhadas em �uxos de trabalho suaves, simpli�cando as operações e melhorando a agilidade dos negócios. Garante que os recursos e o capital sejam utilizados adequadamente. Também melhora os processos de negócios e as condições de trabalho para aumentar a produtividade geral. Ao de�nir claramente as responsabilidades, exige maior responsabilidade, minimizando os riscos devido a erro humano, e reduz as ine�ciências. A gestão de processos empresariais ajuda a detectar ine�ciências, para que sejam corrigidas, além de rastrear o uso de recursos. Com menos ine�ciência e utilização adequada dos recursos, pode reduzir custos e despesas. Identi�ca e elimina gargalos ou redundâncias nos processos, resultando em melhores resultados do processo. Melhora a colaboração e as conexões entre os processos principais, estratégicos e de gerenciamento, levando a melhores resultados e maior produtividade. Simpli�ca as atividades para melhorar a e�ciência e a produtividade do processo, resultando em maior economia de tempo, recursos e dinheiro. Reduz o risco, evitando erros e retrabalho, por meio de um melhor gerenciamento de processos que melhora a qualidade geral dos produtos e resultados. Ajuda as organizações a se manterem competitivas, permitindo que funcionem de maneira mais tranquila e forneçam melhores resultados em um mercado dinâmico e em evolução. Saiba mais A transformação digital atualmente é a verdadeira mudança dos processos operacionais e dos modelos de negócios por meio da adoção de tecnologias digitais, resultando no rompimento de fronteiras geográ�cas, na simpli�caçãoe agilidade dos processos corporativos e na inovação que permite superar as expectativas dos clientes, pelo foco nas diferentes experiências vivenciadas durante o processo de contato e posterior aquisição de produtos e serviços. Uma das grandes transformações da empresa do século XXI advém do fato de que o digital não é mais apenas parte da empresa – neste momento, digital passa a estar no centro de tudo. A tecnologia é compreendida com a principal ferramenta para tornar o desempenho das organizações melhor e com um grau de alcance inimaginável, que altera estruturas, recursos e relações com o cliente. Os principais impactos da transformação digital podem ser listados: Redesenho das ações empresariais com vistas a integrar ainda mais o digital. Volume cada vez maior, de informações. Mudança do comportamento do cliente, cada vez mais digitalizado e cuja jornada de compra já se dá em sua imensa maioria de forma digital. Foco cada vez maior na experiência do cliente em função da automação crescente de serviços e produtos. Expansão das tecnologias, maior acesso das pessoas à internet e consequente automação de dados. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Decisões importantes tomadas com base em dados e análises a partir do Big data e do data driven. Internet das coisas, fornecendo conexões de inúmeras interfaces, gerando uma capacidade de coleta e análise das informações e ações de resposta em tempo real. Usuários com acesso imediato à escala real de objetos a partir da realidade virtual e aumentada, possibilitando a solução para diferentes questões do varejo. Inteligência arti�cial e seus algoritmos presentes na agricultura de precisão, na área de investimentos �nanceiros, na área jurídica, na medicina e em tantas outras, permitindo a customização de funções a partir de máquinas que aprendem. Inteligência de mercado, que permite analisar erros e acertos das decisões empresariais, bem como acompanhar o cliente a partir da identi�cação de padrões de comportamento Automação do universo do marketing, que permite personalizar o atendimento, oferecer serviços sob medida e tornar muito melhor a experiência do cliente. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é uma instituição que tem como objetivo fomentar o empreendedorismo apoiando as empresas de pequeno porte. No Portal Sebrae podem ser encontrados diferentes materiais como artigos, estudos e guias para a excelência empresarial. No caso da transformação digital, vale conferir o estudo “Tendências da Transformação Digital”. Neste documento são apresentados vários casos de diferentes empresas e suas estratégias para a transformação digital. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. LAGE JUNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. Aula 2 Mapeamento de processos Videoaula: Mapeamento de processos http://www.sebrae.com.br/ https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/Cartilha_Tendencias_Digital.pdf Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante, neste vídeo você verá que os mapas de processos mostram a relação entre as etapas necessárias para concluir um produto ou serviço e podem ser expressos como �uxogramas ou como símbolos. Os mapas de processos de negócios estão relacionados às atividades de negócios, �nalidade, padrões de sucesso, funções e responsabilidades e quando e onde ocorrerão diferentes etapas, promovendo a transparência não só para quem está dentro da empresa, mas também para todos os grupos de interesse envolvidos (stakeholders). Neste vídeo, você verá também outros exemplos que auxiliam no mapeamento de processos, como o diagrama de Ishikawa e o diagrama de Gantt, bem como questões ligadas à identi�cação de gargalos e otimização de cadeia de valor. Ponto de Partida No centro de todos os negócios estão os processos. Quer se trate de integração de funcionários ou ordens de compra, os dados precisam se mover pelo escritório em uma determinada sequência para serem concluídos. E se fosse solicitado aos membros de sua equipe desenhar o �uxo exato do processo, como seria? É aqui que entra o mapeamento de processos de negócios. O mapeamento de processos de negócios é uma técnica poderosa no gerenciamento de processos de negócios para representar visualmente as etapas do processo, mostrando como este deve funcionar do início até o seu �nal. Com essa técnica, os processos de negócios são de�nidos visualmente para que todos os envolvidos em sua organização possam entender e aderir ao funcionamento adequado. Vamos Começar! Um mapa de processo é uma ferramenta de planejamento e gerenciamento que descreve visualmente o �uxo de trabalho. Os mapas de processos mostram uma série de eventos que produzem um resultado. Um mapa de processo também é chamado de �uxograma, �uxograma de processo, grá�co de processo, grá�co de processo funcional, �uxograma funcional, modelo de processo, diagrama de �uxo de trabalho, diagrama de �uxo de negócios ou diagrama de �uxo de processo. Ele mostra quem e o que está envolvido em um processo, e pode ser usado em Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL qualquer negócio ou organização para revelar áreas em que um processo deve ser melhorado (Catena, 2012). O objetivo do mapeamento de processos é que organizações e empresas melhorem a e�ciência. Os mapas de processo fornecem informações de um processo, ajudam as equipes a debater ideias para melhoria do processo, aumentam a comunicação e fornecem documentação do processo. O mapeamento de processos identi�cará gargalos, repetições e atrasos. Eles ajudam a de�nir os limites do processo, a propriedade do processo, as responsabilidades do processo e as medidas de e�cácia ou métricas do processo (Catena, 2012). Os processos são compostos de tarefas individuais e setoriais que devem ser executadas em uma sequência especí�ca para concluir um item. Ao mapear processos de negócios, identi�ca-se claramente cada etapa do processo, garantindo que todos saibam em que ponto uma tarefa termina e outra começa. Uma ferramenta de mapeamento de processos de�nirá cada tarefa dentro da sequência de todo o processo, além dos prazos necessários para a execução dessas ações. É o �uxograma, geralmente usado para modelagem de processos de negócios, podendo geralmente ser feito em qualquer meio, desde um pedaço de papel a um quadro branco. No entanto, a modelagem de processos de negócios é sempre feita em algum tipo de software, para criar um modelo digital que possa ser automatizado. O mapeamento de processos de negócios é uma parte essencial da administração de um negócio e�ciente. Sem uma representação visual de como os processos previsíveis são executados em sua empresa, os funcionários passam a trabalhar de maneira incerta e tendem a cometer erros em relação à escolha das melhores práticas. Se não for de�nido claramente um processo de negócios por meio do mapeamento, cada departamento e cada indivíduo terá que criar sua própria sequência e atribuição. Isso pode gerar uma grande confusão. Além de identi�car as áreas que estão causando ine�ciências, o mapeamento de processos de negócios é uma ótima ferramenta para detectar possíveis riscos causados por processos que deixam a empresa aberta a problemas jurídicos ou de saúde e segurança Outras ferramentas importantes são o diagrama de Ishikawa, usado para mostrar os fatores causais que entram em algum resultado �nal, geralmente relacionado a um problema de produção ou design; o diagrama de Gantt, uma representação grá�ca comumente usada de um cronograma de projeto, um tipo de grá�code barras que mostra as datas de início e término dos elementos de um projeto, como recursos, planejamento e dependências; e o �uxograma, um diagrama que descreve um processo, amplamente utilizado em vários campos para documentar, estudar, planejar, melhorar e comunicar processos frequentemente complexos em diagramas claros e fáceis de entender. Essas ferramentas auxiliam a otimizar a cadeia de valor, que refere-se ao processo no qual as empresas recebem matérias-primas, agregam valor a elas por meio da produção, manufatura e Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL outros processos para criar um produto acabado e, em seguida, vender o produto acabado aos consumidores. Siga em Frente... O mapeamento de processos permite solidi�car ideias e agilizar processos por meio da comunicação visual das etapas necessárias para executar uma ideia. O mapeamento de processos destaca o desperdício, agiliza os processos de trabalho e desenvolve o entendimento, permitindo que os detalhes importantes de um processo sejam comunicados visualmente – em vez de escritos e lidos em instruções extensas – por meio de ferramentas como os �uxogramas, os quais permitem uma visão mais direcionada (Catena, 2012). Outro ponto importante é que o mapeamento de processos mostra conexões e sequências detalhadas, ajudando na compreensão de características importantes de um processo, permitindo que sejam produzidos dados úteis para a solução de problemas. Os �uxos de trabalho são especialmente úteis para equipes e departamentos. Quando usados corretamente, eles fornecem a clareza de que a sua equipe precisa para atingir suas metas mais rapidamente. É possível criar um �uxo de trabalho e�caz para uma iniciativa com cronograma de�nido e que tem uma meta �nal, como no caso de uma campanha de marketing, programas de integração de novos funcionários e aquisições, bem como para processos recorrentes e trabalhos perenes, como calendários de conteúdo, solicitações de TI e monitoramento de bugs. Os principais tipos de mapas de processos de negócios são: �uxogramas, diagramas de raia e mapeamento de �uxo de valor (Laje Júnior, 2016). Fluxogramas são ilustrações grá�cas do seu processo. Três tipos de �uxogramas são populares: �uxogramas de cima para baixo, �uxogramas de implementação e �uxogramas detalhados. Os �uxogramas de cima para baixo mostram as etapas de um processo, agrupando-as em um único �uxo. Os �uxogramas de implantação são �uxogramas de cima para baixo expandido para incluir quem está executando cada tarefa. Os �uxogramas detalhados são uma expansão dos �uxogramas descendentes e de implementação, mostrando o máximo de detalhes possível (Laje Júnior, 2016). Outras ferramentas importantes são o diagrama de Ishikawa ou diagrama de espinha de peixe, e o grá�co de Gantt (Laje Júnior, 2016). O diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito (espinha de peixe), é uma ferramenta usada para identi�car as causas raiz de um problema (Laje Junior, 2016). O grá�co de Gantt é uma ferramenta de gerenciamento de projetos que ilustra o trabalho concluído durante um período em relação ao tempo planejado para o trabalho. Um grá�co de Gantt pode incluir as datas de início e término de tarefas, marcos, dependências entre tarefas, responsáveis e muito mais (Laje Júnior, 2016). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Cada negócio e cada cadeia de valor é única. Suas operações podem abranger toda a cadeia de suprimentos ou podem representar apenas uma etapa na jornada das matérias-primas até o cliente �nal. Cada cadeia de valor conta também com alguns gargalos. Um gargalo é qualquer estágio de trabalho dentro de um projeto que paralisa e atrasa as tarefas e dependências subsequentes. Gargalos no gerenciamento de processos reduzem o ritmo e a capacidade do �uxo de trabalho. A melhor maneira de identi�car gargalos em sua cadeia de valor é ter uma visão clara de suas operações. Isso pode ser alcançado modelando seus processos de negócios em um diagrama de �uxo de trabalho. Ter um diagrama visual do �uxo de informações coloca as ações no contexto de suas operações comerciais. Depois de ter um modelo de processo, as partes interessadas podem usar isso como um único ponto de verdade para identi�car onde estão os gargalos e exatamente o que está impedindo a execução. Resolver todos os gargalos pode aumentar a visibilidade da cadeia de valor e, consequentemente, permitir um cenário claro de tomada de decisão para os executivos (Laje Júnior, 2016). Vamos Exercitar? Os principais elementos do mapeamento de processos incluem ações, etapas de atividades, pontos de decisão, funções, entradas/saídas, pessoas envolvidas, medições de processos e tempo necessário. Os símbolos básicos são usados em um mapa de processo para descrever os principais elementos do processo. Cada elemento do processo é representado por um símbolo especí�co, como uma seta, um círculo, um losango, uma caixa, uma forma oval ou um retângulo. Esses símbolos vêm da linguagem de modelagem uni�cada, ou UML, que é um padrão internacional para desenhar mapas de processo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 1 | Exemplos de diagrama de �uxo. Fonte: Freepik. O mapeamento de processos tornou-se simpli�cado por causa de softwares que fornecem uma melhor compreensão dos processos. Os mapas de processo podem ser criados em programas comuns como Microsoft Word, PowerPoint ou Excel, mas existem outros programas mais customizados para a criação de um mapa de processo. O mapeamento de processos consiste em comunicar o processo a outras pessoas para alcançar os objetivos de gerenciamento. Saber como mapear um processo ajudará a empresa a construir uma comunicação e uma compreensão mais fortes em sua organização. Etapa 1: Mapear o processo a ser avaliado. Identi�car e nomear o processo em questão que será avaliado. Etapa 2: Analisar com a equipe os pontos centrais do mapeamento. De�nir o grau de detalhamento e as funções e cronograma inicial. Etapa 3: Delimitação. De�nir as fronteiras de início e término do processo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Etapa 4: Estabelecer as etapas do processo. Descrição detalhada das fases do processo. Etapa 5: Desenho do �uxograma. O mapa de processo contará com um �uxograma composto por vários símbolos como retângulos que sinalizam ações que devem ser realizadas; elipses que apontam para começo ou término de um processo; setas que sinalizam a direção a ser tomada; diamantes que apontam processos decisórios etc. Figura 2 | Exemplo de linha do tempo. Fonte: Freepik. Etapa 6: Conclusão do �uxograma. Revisão das informações relevantes contidas no �uxograma para as diferentes partes interessadas. O principal objetivo do mapeamento de processos de negócios é ajudar as organizações a se tornarem mais e�cientes e e�cazes na realização de uma tarefa ou objetivo especí�co. Ele faz isso fornecendo mais transparência em torno da tomada de decisões e do �uxo do processo, o Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL que, por sua vez, ajuda a identi�car redundâncias e gargalos dentro do processo e entre os processos. Como os mapas de processo utilizam sinais e símbolos visuais, eles facilitam a comunicação de um processo para um público amplo. Isso pode levar a um maior envolvimento, pois a documentação de formato longo pode ser mais tediosa para os proprietários criarem e para os usuários �nais consumirem. Também há o mapeamento do �uxo de valor, o qual demonstra o estado atual e ajuda a projetar o estado futuro de um processo, com foco em levar produtos e serviços desde o início até a conclusão. Outras duas ferramentas importantes são os diagramas de Ishikawa e Gantt. Um diagrama de Ishikawa é projetado para mostrar as causas potenciais de um evento ou processo especí�co. Já o diagrama de Gantt, comumente usado no gerenciamento de projetos, é uma das formas mais popularese úteis de mostrar atividades (tarefas ou eventos) exibidas em relação ao tempo. À esquerda do grá�co está uma lista das atividades, e no topo está uma escala de tempo adequada. Cada atividade é representada por uma barra; a posição e o comprimento da barra re�etem a data de início, duração e data �nal da atividade. Essa ferramenta permite também identi�car os eventuais gargalos e pontos críticos. Saiba mais O mapeamento de processos de negócios é uma maneira de visualizar o que uma empresa faz, levando em consideração funções, responsabilidades e padrões. A modelagem de processos de negócios leva isso um passo adiante, fornecendo uma maneira visual de entender, analisar e melhorar um método atual de trabalho. Há uma série de razões pelas quais as organizações mapeiam seus processos: Conformidade com a ISO 9001 - Esse conjunto de padrões é voltado para garantir que as organizações atendam às necessidades dos clientes e, ao mesmo tempo, cumpram os regulamentos governamentais relativos a um produto. Conformidade com a Lei Sarbanes-Oxley de 2002, também conhecida como Lei de Reforma da Contabilidade das Empresas Públicas e Lei de Proteção ao Investidor de 2002, Sarbox ou SOX. É uma lei federal que exige visibilidade e divulgação adequada de questões de conformidade para todas as empresas de capital aberto, a �m de garantir que os controles adequados sejam implementados. A documentação do processo é um componente-chave do cumprimento da lei. Integração de novos funcionários - Ter um conjunto de processos documentados para que os novos funcionários sigam pode reduzir o tempo de treinamento, colocar menos pressão sobre os outros membros da equipe e ajudar a garantir a consistência e a continuidade da produção. Comunicar processos a outros - Às vezes é necessário ser capaz de mostrar um processo para os outros. A estrutura visual de um mapa de processos de negócios facilita a Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL compreensão do processo sem ter que ler (e tentar compreender) uma longa descrição narrativa. Audições internas - Certi�que-se de que o trabalho seja feito de acordo com os padrões e políticas da empresa. Melhoria e reengenharia de processos - Depois que um processo é documentado e compreendido, ele pode ser analisado para melhorar a e�ciência. A indicação a seguir é da ferramenta “Redesenho de processos: crie �uxos de trabalho e�cientes” desenvolvida pela Endeavour e que permite a avaliação e reestruturação de processos nas empresas. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. LAGE JUNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. Aula 3 Gestão estratégica de processos Videoaula: Gestão estratégica de processos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, neste vídeo você verá temas importantes ligados à gestão estratégica de processos e como questões como a melhoria contínua, a inovação, a e�ciência e a e�cácia são importantes para que a empresa atinja seus objetivos e maximize seus resultados. Note bem que não existem receitas pré-fabricadas ou fórmulas mágicas. É fundamental estudar o mercado e ser capaz de identi�car os desejos e necessidades do cliente para obter os melhores resultados. https://images.endeavor.org.br/uploads/2018/03/Endeavor-Ferramenta-Red.-de-Proces-v4.pdf?_ga=2.198727535.1395865603.1683774161-971751142.1682816565&_gac=1.89708265.1682817231.Cj0KCQjwgLOiBhC7ARIsAIeetVAAJCf2a0Ydvd4RaJ1ICblJ03DOjulEpSCkj8aExPOmCHZmqgJHaPsaAtCOEALw_wcB https://images.endeavor.org.br/uploads/2018/03/Endeavor-Ferramenta-Red.-de-Proces-v4.pdf?_ga=2.198727535.1395865603.1683774161-971751142.1682816565&_gac=1.89708265.1682817231.Cj0KCQjwgLOiBhC7ARIsAIeetVAAJCf2a0Ydvd4RaJ1ICblJ03DOjulEpSCkj8aExPOmCHZmqgJHaPsaAtCOEALw_wcB Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Ponto de Partida Nesta aula, você aprenderá conceitos importantes como melhoria contínua, inovação e reengenharia de processos, além de e�ciência e e�cácia em processos O ambiente competitivo moderno requer uma abordagem iterativa para o gerenciamento estratégico, no qual a execução informa o planejamento e o planejamento orienta a execução. Também engloba questões essenciais ligadas à inovação e reengenharia, tendo como norte a e�ciência e a e�cácia. Para tornar o gerenciamento estratégico tangível, é útil aplicar um processo: o gerenciamento estratégico estruturado de processos. Esse processo descreve as etapas, em ordem, que uma organização deve executar para descobrir aonde deseja chegar, como chegará lá e se está obtendo sucesso ou não. Vamos Começar! Um processo de melhoria contínua é um ciclo contínuo e incremental de melhoria de produtos, serviços e processos. É uma abordagem estruturada para a melhoria contínua que as organizações podem usar para identi�car, de�nir, implementar, medir e analisar a e�cácia da mudança (Catena, 2012). Os processos de melhoria contínua permitem que as organizações assumam um compromisso contínuo com a mudança que aumenta a e�ciência, a qualidade do produto e do serviço e a satisfação do cliente de forma mais consistente. Essa melhoria contínua e iterativa anda de mãos dadas com a inovação. Algumas das empresas mais inovadoras e bem-sucedidas são aquelas que contam com modelos de melhoria contínua para re�nar seus produtos e processos ao longo do tempo. Os processos de melhoria contínua são mais do que apenas e�ciência. Quando totalmente adotada em uma organização, a melhoria contínua gera uma cultura de inovação e propriedade que fornece uma vantagem competitiva e impulsiona o crescimento e o sucesso contínuos. A implementação de um processo de melhoria contínua oferece inúmeros benefícios: Maior e�ciência e produtividade: com processos de negócios otimizados, sua organização pode fazer mais com menos, reduzindo custos operacionais e melhorando a lucratividade. Experiência superior do cliente: leva a melhores produtos e serviços e mantém as necessidades de seus clientes em mente. Ao se comprometer com uma cultura de melhoria contínua, você pode encantar os clientes com atualizações constantes, em vez de correr atrás quando algo dá errado. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Uma força de trabalho mais engajada e capacitada: oferece oportunidades de aprendizado e crescimento contínuos para indivíduos e equipes. Trabalhar em conjunto para identi�car áreas de melhoria contínua leva ao desenvolvimento de novas habilidades e conhecimentos, o que fortalece sua força de trabalho e melhora a experiência do funcionário. Agilidade e resiliência: uma cultura de empresa comprometida com a melhoria contínua signi�ca que a �exibilidade é incorporada à maneira como sua organização opera. Isso torna mais fácil responder às mudanças nas necessidades dos clientes, manter a conformidade com os regulamentos e se adaptar às tendências do mercado. Vantagens competitivas: concentrar-se em como melhorar consistentemente os resultados leva a produtos, serviços e processos mais inovadores, que superam os concorrentes e posicionam sua organização como líder no mercado. Nesse ambiente em permanente transformação, cada vez mais esse processo de melhoria contínua precisa conduzir à inovação. A gestão da inovação é o processo de levar ideias inovadoras desde a sua criação até a implementação. A capacidade de inovação de uma empresa reside nesse sistema e, quando feito com sucesso, pode resultar em qualquer coisa, desde um novo produto que quebre recordes até uma maneira revolucionária de atender às necessidades do cliente. A reengenharia de processos de negócios é o redesenho radical dos processos de negócios para alcançar melhorias drásticasna produtividade, tempos de ciclo, qualidade e satisfação de funcionários e clientes. As empresas começam avaliando o trabalho que precisa ser feito para entregar valor ao cliente. Técnicas como mineração de processos (a análise de logs de eventos de sistemas de informação) podem ajudar a descobrir, monitorar e melhorar os processos. Então se decide como fazer o trabalho – ou se ele deve ser feito. Repensar as funções de terceiros ou terceirização também é um componente crucial da reengenharia de processos de negócios. A e�ciência e a e�cácia são importantes para produzir um trabalho de alta qualidade rapidamente e manter a produtividade. Embora esses termos tenham signi�cados semelhantes, existem algumas diferenças entre eles. Ser e�caz signi�ca que se é capaz de produzir um resultado de sucesso, permitindo que se forneça maior valor aos clientes ou clientes. Funcionários altamente e�cazes continuamente obtêm resultados satisfatórios e atingem os objetivos da empresa. A e�cácia também pode incluir a capacidade de realizar uma tarefa usando recursos limitados (Catena, 2012). Ser e�ciente signi�ca produzir um resultado pretendido que minimize o tempo, os recursos e o esforço necessários para uma tarefa. Funcionários altamente e�cientes podem otimizar a forma como gastam seu tempo para realizar uma tarefa da melhor maneira possível, permitindo que superem as expectativas. Por exemplo, um gerente de projeto pode descobrir uma maneira de automatizar processos rotineiros, o que pode economizar mais de uma hora por dia para sua equipe, ajudando a aumentar a e�ciência no local de trabalho (Catena, 2012). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Siga em Frente... O processo de melhoria contínua é um esforço contínuo para melhorar produtos, serviços ou processos. É uma abordagem sistemática para planejar, sequenciar e implementar esforços de melhoria, fornecendo uma linguagem e metodologia comuns que permitem a compreensão do processo de melhoria, estando sempre está vinculado às próprias metas e prioridades de cada organização (Lage Júnior, 2016). A implementação de um processo de melhoria contínua em uma organização deve ser uma prática constante, e tem como principais benefícios: Aumentar a produtividade; Melhorar o trabalho em equipe e e�ciência; Garantir maior agilidade; Aumentar a satisfação do cliente; Aumentar o lucro. A inovação estratégica é o processo de uma organização de reinventar ou redesenhar sua estratégia corporativa para impulsionar o crescimento dos negócios, gerar valor para a empresa e seus clientes e criar vantagem competitiva. Esse tipo de inovação é essencial para que as organizações se adaptem à velocidade das mudanças tecnológicas (Catena, 2012). As empresas que empregam inovação estratégica não precisam necessariamente fazer alterações nos bens e serviços que vendem a seus clientes, nem nas tecnologias que suportam esses produtos, para serem bem-sucedidas. A inovação estratégica geralmente se refere a projetos de inovação que ocorrem no nível executivo. As estratégias corporativas inovadoras podem incluir as seguintes considerações: quais serviços ou produtos precisam ser reinventados ou desenvolvidos; em quais mercados competir; quais modelos de negócios desenvolver; como otimizar processos de negócios; como expandir a base de clientes; como posicionar a marca da empresa em relação aos clientes-alvo; como tornar a cadeia de abastecimento e a cadeia de valor mais e�cientes; e estratégia de entrada no mercado (Catena, 2012). A reengenharia de processos de negócios é o redesenho radical dos processos de negócios para alcançar melhorias drásticas na produtividade, tempos de ciclo, qualidade e satisfação de funcionários e clientes. As empresas começam avaliando o trabalho que precisa ser feito para entregar valor ao cliente. Técnicas como mineração de processos (a análise de logs de eventos de sistemas de informação) podem ajudar a descobrir, monitorar e melhorar os processos. Então decide-se como fazer o trabalho, ou se ele deve ser feito. Repensar as funções de terceiros ou terceirização também é um componente crucial da reengenharia de processos de negócios (Lage Júnior, 2016). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Vamos Exercitar? E�ciência é fazer as coisas da maneira certa, enquanto e�cácia é fazer as coisas certas. Algo é e�caz se produz o resultado pretendido, ao passo que é e�ciente se funciona com o menor uso de recursos. É possível ser e�caz sem ser e�ciente, e vice-versa (Catena, 2012). A e�ciência é orientada a processos (melhores métodos possíveis com menos recursos desperdiçados), melhorando o �uxo de trabalho atual (orientado para o presente). Além disso, é mensurável e sensível ao tempo, principalmente preocupada com mecanismos internos (usando recursos mínimos da empresa para retorno máximo) Já a e�cácia é orientada para objetivos (melhor resultado possível, independentemente dos recursos utilizados), melhorando a qualidade do trabalho (orientado para o futuro), sendo difícil de medir e preocupada principalmente com resultados externos (posição competitiva no mercado). A e�ciência e a e�cácia são necessárias para que uma equipe realmente excepcional funcione. Uma equipe e�ciente que não é e�caz consegue realizar o trabalho com rapidez, mas pode acabar priorizando as iniciativas erradas; já uma equipe e�caz que não é e�ciente pode realizar o trabalho certo, mas não na velocidade ideal (Catena, 2012). Muitas vezes a priorização equivocada pode demandar uma iniciativa de mudança drástica, conhecida como a reengenharia de processos de negócios, que tem como objetivo reorientar os valores da empresa para as necessidades do cliente e eliminar o trabalho de baixo valor, além de simpli�car e padronizar o trabalho excessivamente complexo, automatizando o trabalho repetitivo, reorganizando um negócio em equipes multifuncionais com responsabilidade de ponta a ponta, tendo como foco a inovação. Embora o processo possa ser desajeitado no início, à medida que os gerentes de inovação ajustam os elementos para facilitar as operações e facilitar o �uxo de ideias, eventualmente, um programa de gerenciamento de inovação bem executado pode produzir inúmeros benefícios para uma empresa, como processos e�cientes e simpli�cados para lançar novos produtos, serviços e iniciativas, melhoria no ambiente de uma equipe criativa que gera mais ideias, uma postura de empresa �exível e voltada para o futuro, mais adequada para lidar com as novas tendências do setor, e produtos de alta qualidade e vanguarda que lideram a concorrência. A reengenharia de processos de negócios é uma iniciativa de mudança drástica que contém sete etapas principais: Reorientar os valores da empresa para as necessidades do cliente e eliminar o trabalho de baixo valor; Simpli�car e padronizar o trabalho excessivamente complexo, e automatizar o trabalho repetitivo; Habilitar processos com sistemas e dados modernos; Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Localizar o trabalho no ambiente mais e�ciente e e�caz; Reorganizar um negócio em equipes multifuncionais com responsabilidade de ponta a ponta por um processo; Repensar questões básicas organizacionais e de pessoas; Determinar papéis apropriados para terceiros ou terceirizados, focando no ponto em que eles realmente agregam valor. A melhoria contínua é o processo de fazer pequenas mudanças incrementais que se somam a resultados signi�cativos com base na observação deliberada dos processos atuais. Também conhecido como kaizen, o método de melhoria contínua teve origem no Japão. Atualmente, é adotado por empresas em todo o mundo como uma forma de alcançar a excelência operacional. A ideia principal por trás da melhoria contínua é que nenhum processo é perfeito e sempre há espaço para melhorias. O objetivo é espremer o desperdício, otimizar recursos e capacitar os funcionários a fazerem mudanças que melhorem os resultados da empresa.A melhoria contínua às vezes é chamada de ciclo PDCA, que signi�ca Plan-Do-Check-Act. E estes são os quatro estágios da melhoria contínua: Plano: brainstorming e planejamento. Identi�car uma oportunidade de melhoria e montar um plano de ação para a gestão. Fazer: testar soluções. Depois de identi�car uma oportunidade e determinar a melhor forma de abordá-la por meio da mudança, implementar essa mudança em pequena escala. Check: veri�cando a e�cácia. A mudança funcionou? É necessário saber antes de podermos aplicá-lo em toda a organização. Agir: implementando a solução. Depois de con�rmar que sua solução é e�caz, é hora de implantá-la em toda a organização para colher os benefícios. Saiba mais Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Inovação é a prática sistemática de desenvolver e comercializar produtos e serviços inovadores para adoção pelos clientes. A inovação empresarial é o processo de fazer algo novo ou melhorado que atenda melhor a um negócio. Isso pode incluir um novo produto ou serviço, uma melhoria no �uxo de trabalho ou qualquer outra coisa que melhore os negócios de uma nova maneira. Em seu nível mais básico, a inovação está surgindo com uma nova maneira de fazer as coisas. Quando se trata de inovação empresarial, essas novas formas de fazer as coisas são introduzidas com o objetivo de gerar mais receita para a empresa. Além dessa de�nição básica, a inovação empresarial é um conceito geral que pode ser aplicado a muitos produtos, serviços, esforços e políticas diferentes. Pode incluir novos produtos que atenderão melhor aos clientes ou um novo programa que ajudará os funcionários a se comunicarem melhor acerca dos projetos nos quais estão trabalhando. Existem quatro tipos diferentes de inovação: Inovação de produto, que se refere a produtos novos ou signi�cativamente melhorados. A inovação pode incluir a fabricação do mesmo produto com componentes melhores ou um novo produto mais fácil de usar. Inovação de processo, que se refere a novas maneiras pelas quais uma empresa pode entregar seu produto ou serviço. Isso pode incluir mudanças em técnicas, equipamentos ou software. Inovação de marketing, que tem a ver com a forma como o produto ou serviço aparece para os clientes. Inclui novas embalagens ou campanhas publicitárias, mas também alterações de preços. Inovação organizacional, que se refere a grandes mudanças que uma empresa pode realizar para melhorar o desempenho. Isso pode ser uma mudança interna nas práticas de negócios, ou uma mudança externa nas relações de negócios com outras entidades. Conheça mais ferramentas de inovação. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/a36463047c11566616e5350f6efeaf3f/$File/5624.pdf Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Aula 4 Ferramentas e técnicas de monitoramento e avaliação de processos Videoaula: Ferramentas e técnicas de monitoramento e avaliação de processos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, neste vídeo você verá que a melhoria contínua é o processo de fazer pequenas mudanças incrementais que se somam a resultados signi�cativos com base na observação deliberada dos processos atuais. Também serão abordadas questões ligadas ao processo de monitoramento e avaliação, pois organizações em todo o mundo contam com estratégias para medir o sucesso de suas iniciativas, processos e operações, gerar indicadores de desempenho e gerenciar os riscos em seus negócios. Para um negócio, a avaliação e gestão de riscos é a melhor forma de se preparar para eventualidades que possam atrapalhar o progresso e o crescimento. Quando uma empresa avalia seu plano para lidar com ameaças potenciais e, em seguida, desenvolve estruturas para enfrentá-las, aumenta suas chances de se tornar uma organização de sucesso. Ponto de Partida O monitoramento e a avaliação de processos são usados para medir o progresso. É importante porque permite que se identi�que possíveis problemas, diminuindo a possibilidade de riscos. Nesta aula, você verá questões ligadas ao processo de monitoramento e avaliação, o qual envolve coleta, análise e uso sistemáticos de informações para avaliar a e�cácia e o impacto do programa. O processo geralmente inclui várias etapas, como de�nição de análise de necessidades, design de projeto, seleção de indicadores, coleta e análise de dados e uso dos resultados para informar a tomada de decisões e melhorar a implementação. Em geral, o processo de monitoramento e avaliação é essencial para garantir que os programas e projetos alcancem os objetivos pretendidos e tenham um impacto positivo. Ao investir em capacitação, engajamento de partes interessadas e indicadores padronizados, as organizações podem Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL aprimorar sua capacidade de realizar atividades e�cazes de monitoramento e avaliação e tomar decisões assertivas. Vamos Começar! Monitoramento e avaliação é o processo de coleta regular de dados para identi�car sucessos, desa�os e áreas de melhoria. Com esse processo, uma equipe é capaz de medir o progresso e a e�cácia de qualquer projeto em que esteja trabalhando. Esse processo de monitoramento é contínuo, o que ajuda as equipes a se manterem no caminho certo e fazerem os ajustes necessários. A avaliação permite que as organizações aprendam com as experiências, entendam o que funciona e o que não funciona e tomem decisões em relação ao futuro. Em última análise, o monitoramento e a avaliação são fundamentais para qualquer projeto bem-sucedido. Envolvem o estabelecimento de metas e objetivos para medir o progresso e acompanhar o desempenho. (Lage Júnior, 2016). A implementação de um sistema e�caz de monitoramento pode ser uma tarefa desa�adora, pois requer tempo e recursos signi�cativos, e muito mais. O processo de monitoramento consiste em desenvolver os critérios para o que é avaliado. Isso é seguido pela coleta de dados das avaliações resultantes e pela identi�cação de planos de ação apropriados para resolver quaisquer problemas identi�cados. Por �m, um ciclo de feedback e�caz deve ser criado para garantir que quaisquer alterações feitas sejam efetivamente implementadas a longo prazo e monitoradas continuamente (Lage Júnior, 2016). As organizações devem estar cientes de que seus sistemas de monitoramento e avaliação devem atender às suas necessidades especí�cas e ser claramente compreendidos pelas partes interessadas. Garantir que esses sistemas sejam adaptados a uma determinada organização muitas vezes pode ser um desa�o, mas é essencial para garantir a precisão dos resultados. Para garantir que o monitoramento atenda a esses requisitos, as organizações devem consultar as partes interessadas durante o processo, a �m de que tenham uma visão completa. Da mesma forma, o “monitoramento” é essencial ao avaliar um programa ou sistema para avaliar com precisão seu impacto, assim como para gerar indicadores e�cientes e gerir riscos. As estruturas de gerenciamento de riscos são adaptadas para fazer mais do que apenas apontar os riscos existentes. Uma boa estrutura de gerenciamento de riscos também deve calcular as incertezas e prever sua in�uência em um negócio. Consequentemente, o resultado é uma escolha entre aceitar riscos ou rejeitá-los. A aceitação ou rejeição de riscos depende dos níveis de tolerância que um negócio já de�niu para si. Caso uma empresa estabeleça o gerenciamento de riscos como um processo disciplinado e contínuo, com o objetivo de identi�car e resolver riscos, as estruturasde gerenciamento de riscos podem ser usadas para dar suporte a outros sistemas de mitigação de riscos. Eles incluem Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL planejamento, organização, controle de custos e orçamento. Nesse caso, o negócio não costuma ter muitas surpresas, pois o foco está na gestão proativa de riscos. Os indicadores-chave de desempenho são uma medida quanti�cável de desempenho ao longo do tempo para um objetivo especí�co. Fornecem parâmetros para a de�nição das metas para as equipes atingirem, marcos para avaliar o progresso e insights que ajudam as pessoas em toda a organização a tomar melhores decisões. De �nanças e RH a marketing e vendas, os principais indicadores de desempenho ajudam todas as áreas da empresa a avançar no nível estratégico. Siga em Frente... Monitoramento e avaliação são componentes essenciais do gerenciamento de processos e são compostos por fases importantes, a saber (Lage Júnior, 2016): 1. Análise de necessidades: deve ser de�nir claramente o problema ou desa�o que precisa ser monitorado. 2. Concepção do projeto de monitoramento e avaliação: o desenho do projeto é um componente crítico de qualquer projeto de desenvolvimento. É um processo que planeja e permite a coleta, análise e interpretação sistemática de dados para avaliar o desempenho de um projeto e seu impacto na população-alvo pretendida. É essencial para a implementação bem-sucedida de um programa, pois ajuda a identi�car lacunas, áreas de melhoria e áreas de sucesso, bem como identi�car quaisquer riscos ou desa�os potenciais. 3. Identi�cação das partes interessadas e bene�ciários: a identi�cação das partes interessadas e bene�ciários é uma parte fundamental do processo de monitoramento e avaliação. Envolve a identi�cação de indivíduos ou grupos de pessoas que têm interesse no sucesso do processo. Isso inclui aqueles que têm o poder de in�uenciar o resultado. 4. De�nindo a lógica: de�nir a lógica do processo de monitoramento e avaliação é uma etapa crucial para garantir seu sucesso. A lógica do projeto deve ser de�nida para determinar o que precisa ser avaliado e como deve ser monitorado. 5. Mapeamento dos indicadores: uma vez estabelecida a lógica, os indicadores devem ser mapeados para as atividades para que o progresso possa ser monitorado e avaliado. O mapeamento dos indicadores é um processo de identi�cação e de�nição dos principais indicadores de desempenho que medem o andamento de um projeto ou programa. �. Coleta de dados: o processo de avaliação começa com a coleta de dados, como feedback dos bene�ciários e métricas de desempenho. Essas informações são então analisadas para determinar o quão bem uma organização está cumprindo seus objetivos. 7. Análise de dados: em seguida, os dados são analisados para identi�car áreas de melhoria e de�nir metas para o sucesso futuro. Esta é uma parte essencial do processo de avaliação, pois ajuda a identi�car áreas de pontos fortes e fracos. Concluída a análise, é hora de de�nir metas para fazer melhorias nas áreas que precisam ser trabalhadas. O processo de avaliação deve então ser repetido regularmente para medir o progresso e ajustar as metas conforme necessário. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL �. Desenho dos indicadores e seleção das ferramentas: depois de ter seus indicadores delineados e especi�cados no tempo, bem como planos claros para seu programa, pode-se começar a projetar indicadores. Em geral, projetar instrumentos e selecionar ferramentas para avaliação de processo é um processo complexo que requer consideração cuidadosa dos objetivos do programa, métodos de coleta de dados, con�abilidade e validade, viabilidade, custo e considerações éticas. Ao levar esses fatores em consideração, os avaliadores podem coletar dados de alta qualidade que podem ser usados para melhorar a implementação do programa e alcançar os objetivos do programa. Vamos Exercitar? Os principais indicadores de desempenho referem-se a um conjunto de medidas quanti�cáveis usadas para avaliar o desempenho geral de longo prazo de uma empresa. Ajudam a determinar as conquistas estratégicas, �nanceiras e operacionais de uma empresa, especialmente em comparação com outras empresas do mesmo setor. Exemplos de métricas de desempenho do processo incluem (Lage Júnior, 2016): E�ciência da produção: tempo de produção de cada estágio dividido pelo tempo total de processamento. Tempo total do ciclo: quantidade total de tempo necessária para concluir um processo do início ao �m. Isso pode ser convertido em tempo de ciclo médio se a administração desejar analisar um processo durante um período. Rendimento: número de unidades produzidas dividido pelo tempo de produção por unidade, medindo a velocidade do processo de fabricação. Taxa de erro: número total de erros dividido pelo número total de unidades produzidas. Uma empresa que se esforça para reduzir o desperdício pode entender melhor o número de itens que falham nos testes de controle de qualidade. Taxa de qualidade: concentra nos itens positivos produzidos em vez dos negativos. Ao dividir as unidades bem-sucedidas concluídas pelo número total de unidades produzidas, essa porcentagem informa à administração sua taxa de sucesso no atendimento aos padrões de qualidade. Os pro�ssionais que trabalham com gestão de risco atualmente enfrentam um nível de escrutínio sem precedentes. Os gerentes de risco não são apenas responsáveis por proteger e proteger suas organizações, mas também devem fornecer evidências de que seus programas de gerenciamento de risco são realmente e�cazes no gerenciamento de riscos. No mínimo, os gerentes de risco devem provar que estão atendendo às expectativas não apenas dos reguladores, examinadores e seu conselho de administração, mas também de seus clientes, investidores, colegas de trabalho e comunidades. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Estamos vivendo em uma era de transparência em que o público tem o poder de impactar a reputação de uma empresa. Sem métricas signi�cativas, é improvável que seja demonstrado o grau em que os riscos não identi�cados anteriormente foram mitigados. Ao analisar a avaliação de riscos e os indicadores de desempenho em conjunto e por um longo período, podem ser identi�cados desvios reais ou prováveis de um determinado padrão ou meta, melhorando a compreensão de sua empresa acerca da probabilidade de atingir seus objetivos estratégicos. As organizações precisam de uma compreensão mais holística de como as métricas de negócios das quais dependem diariamente estão vinculadas ao risco. Se um risco ou atividade mudar, as organizações não têm como saber se – e como – a mudança afetará suas métricas. Por meio de avaliações de risco e vinculando riscos a atividades, as organizações podem começar a priorizar as atividades que mais precisam de monitoramento. As avaliações de risco regulares permitem a detecção de níveis de ameaça crescentes e riscos potencialmente emergentes antes que eles se materializem. Seguir esse processo impedirá que as métricas de negócios sejam empurradas para fora dos limites de tolerância. Saiba mais Balanced scorecard Um balanced scorecard é uma estrutura de planejamento estratégico que as empresas usam para atribuir prioridade a seus produtos, projetos e serviços, comunicar suas metas ou objetivos, e planejar suas atividades rotineiras. O scorecard permite que as empresas monitorem e meçam o sucesso de suas estratégias para determinar o desempenho delas. Funciona como um relatório estruturado que mede o desempenho da gestão da empresa. A equipe de gestão pode ser avaliada em relação aos indicadores-chave de desempenho (KPIs) para mostrar suas contribuições para a estratégia e alcance das metas estabelecidas. O sucesso é medido em relação aos objetivos ou metas especi�cados para determinar a taxa na qual o negócio está crescendo e como ele se compara a seus concorrentes. Quatro perspectivas do balanced scorecard Aseguir estão as principais áreas nas quais um balanced scorecard se concentra: 1. Perspectivas �nanceiras Sob a perspectiva �nanceira, o objetivo de uma empresa é garantir o retorno dos investimentos realizados e gerenciar os principais riscos envolvidos na condução do negócio. Os objetivos podem ser alcançados satisfazendo às necessidades de todos os Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL atores envolvidos com o negócio, como acionistas, clientes e fornecedores. Os acionistas são parte integrante do negócio, pois são os provedores de capital; eles devem �car satisfeitos quando a empresa alcança o sucesso �nanceiro. Eles querem ter certeza de que a empresa está continuamente gerando receita e que a organização atinge metas como melhorar a lucratividade e desenvolver novas fontes de receita. As medidas tomadas para atingir essas metas podem incluir a introdução de novos produtos e serviços, melhorar a proposta de valor da empresa e reduzir os custos de fazer negócios. 2. Perspectiva do cliente A perspectiva do cliente monitora como a entidade está fornecendo valor a seus clientes, e determina o nível de satisfação do cliente com os produtos ou serviços da empresa. A satisfação do cliente é um indicador do sucesso da empresa. A forma como uma empresa trata seus clientes obviamente pode afetar sua lucratividade. O balanced scorecard considera a reputação da empresa em relação aos seus concorrentes. Como os clientes veem sua empresa em relação aos concorrentes? Ele permite que a organização saia de sua zona de conforto para se ver do ponto de vista do cliente, e não apenas de uma perspectiva interna. Algumas das estratégias que uma empresa pode focar para melhorar sua reputação entre os clientes incluem melhorar a qualidade do produto, melhorar a experiência de compra do cliente e ajustar os preços de seus principais produtos e serviços. 3. Perspectiva dos processos internos de negócios Os processos internos de uma empresa determinam o desempenho da entidade. Um balanced scorecard coloca em perspectiva as medidas e os objetivos que podem ajudar o negócio a funcionar de forma mais e�caz. Além disso, o scorecard ajuda a avaliar os produtos ou serviços da empresa e determinar se eles estão de acordo com os padrões desejados pelos clientes. Uma parte fundamental dessa perspectiva é tentar responder à pergunta: “Em que somos bons?” A resposta a essa pergunta pode ajudar a empresa a formular estratégias de marketing e buscar inovações que levem à criação de novas e melhores formas de atender as necessidades dos clientes. 4. Perspectiva da capacidade organizacional A capacidade organizacional é importante para otimizar metas e objetivos com resultados favoráveis. O pessoal dos departamentos da organização deve demonstrar alto desempenho em termos de liderança, cultura da entidade, aplicação de conhecimento e conjunto de habilidades. É necessária uma infraestrutura adequada para que a organização entregue de acordo com as expectativas da gestão. Por exemplo, a organização deve usar a tecnologia mais recente para automatizar atividades e garantir um bom �uxo de atividades. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. Aula 5 Gestão de Processos Empresariais Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, apresentaremos alguns dos temas que tratamos na Unidade 2. Entre eles, retornaremos a conceitos básicos da gestão de processos. Falaremos também de algumas ferramentas que são bastante utilizadas nas empresas atualmente. Você conhecerá os benefícios da melhoria contínua, e a relevância dos indicadores de desempenho. Ponto de Chegada A gestão de processos empresariais consiste na prática de modelar, analisar e otimizar processos de negócios de ponta a ponta para ajudar a atingir os objetivos empresariais, também melhorando a experiência do cliente. Por meio da gestão de processos é possível identi�car oportunidades para melhorar a e�ciência, possibilidades de redução dos custos e dos erros, minimizando ou mesmo extinguindo práticas desnecessárias – o que contribui para analisar e melhorar o desempenho, oportunizando mais competitividade para a empresa. Há três tipos de gerenciamento de processos: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 1 | Gerenciamento de processos. Fonte: adaptada de Lage Júnior (2016). Catena (2012) nos ensina que a gestão e�ciente de processos empresariais é uma abordagem holística que se concentra em gerenciar, melhorar e otimizar o processo de negócios e conta com um ciclo composto por seis fases distintas, conforme mostra a �gura a seguir: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Ciclo gestão e�ciente de processos. Fonte: adaptada de Catena (2012). Vamos entender melhor o mapeamento de processos, que mostra como cada uma das etapas deve funcionar. Para isso, utiliza-se o mapa de processo, que vai descrever visualmente como o �uxo de trabalho deve acontecer. Esse mapa também é chamado de �uxograma e grá�co de processo. Quando se realiza o mapeamento dos processos, é possível identi�car claramente cada uma das etapas do processo e, dessa forma, cada um dos colaboradores envolvidos saberá exatamente em que ponto inicia e �naliza suas atividades. Também é uma excelente forma de analisar e veri�car se existe algum problema ou algum gargalo em uma das etapas do processo e que esteja prejudicando seu desempenho. Pode-se utilizar o diagrama de Ishikawa para análise dos processos e para identi�car a(s) causa(s) raiz de determinado problema. Então, quem está preocupado com a gestão da qualidade nos processos precisa conhecer essa ferramenta, que foi criada em 1943 pelo engenheiro Kaoru Ishikawa. Pode-se contar com diagrama de Gantt, que costuma ser usado para o gerenciamento do projeto. É preciso, também, estar atento aos gargalos do processo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Atualmente é possível fazer o mapeamento de processos com a ajuda de softwares. E os mapas de processo podem ser feitos em Word, Power Point ou Excel. Saber mapear um processo ajudará a empresa a construir uma comunicação e uma compreensão mais fortes em sua organização. Na �gura a seguir, você conhecerá o passo a passo. Figura 3 | Passos para o mapeamento de processo. Fonte: elaborada pela autora. Quando pensamos em processos, falamos de melhoria contínua, pois poderá ser uma vantagem competitiva para a empresa. Na Figura 4 você conhecerá os benefícios de um programa de melhoria contínua. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 4 | Benefícios da melhoria contínua. Fonte: elaborada pela autora. Outro fator crucial é o monitoramento e a avaliação dos processos, que são fundamentais para qualquer projeto bem-sucedido. Envolvem o estabelecimento de metas e objetivos para medir o progresso e acompanhar o desempenho (Lage Júnior, 2016). Alguns exemplos do uso de indicadores são: para mensurar a e�ciência da produção, o tempo total do ciclo, o rendimento, a taxa de erro e a taxa de qualidade. Você pode, inclusive, criar o seu próprio indicador para usar no trabalho. E então, o que acha de praticar e pensar em algum indicador que possa mensurar as atividades que você realiza? É Hora de Praticar! Nas aulas, você deve ter percebido que a gestão de processos tem um papel extremamente relevante. Se você observar, toda e qualquer empresa tem processos (pode ser que alguma empresa não se dê conta disso, mas os processos,sim, existem). Também é importante ressaltar que todo departamento tem processos – na verdade, são formados por eles. Todas as atividades que realizamos na empresa, de certa forma, fazem parte de algum processo. Os processos acontecem tanto na parte operacional quanto na alta administração. Maria Luiza sempre quis ser empreendedora. Era seu sonho e, atualmente, ela tem um pequeno restaurante, que serve comida caseira, e os clientes adoram. Ela preza muito pela qualidade e está tentando trabalhar a mudança de mindset (mentalidade) dos seus colaboradores, pois ela acredita que somente dessa maneira conseguirá êxito. Ela acredita que deve sempre priorizar a melhoria contínua. Entretanto, Maria Luiza tem observado que o número de clientes diminuiu, mas ela não sabe exatamente o que aconteceu. Você conhece Maria Luiza desde a infância, já que vocês foram vizinhos. Como ela sabe que você está estudando, pediu algumas dicas a respeito do que fazer para que os clientes voltem a almoçar no seu restaurante. Ela também quer implementar a melhoria contínua. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Você precisará re�etir a respeito de algumas questões: Quais orientações você daria a Maria Luiza? Qual ou quais ferramentas você recomendaria a ela? Lembre-se: Maria Luiza não conhece nada de gestão de processos, então você precisará ter um pouco de paciência. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. , Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Unidade 3 Comunicação Empresarial Aula 1 Fundamentos da comunicação empresarial Videoaula: Fundamentos da Comunicação Empresarial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo você vai aprender o que é a comunicação empresarial e qual a sua importância atualmente. Você observará que fazem parte da comunicação empresarial as seguintes comunicações: institucional, interna, administrativa e mercadológica. Cada uma delas tem um público-alvo e objetivos especí�cos. Você verá o que é o processo de comunicação e entenderá a importância de cada um de seus elementos. Também conhecerá as barreiras da comunicação, e será convidado a re�etir a respeito das consequências dessas barreiras, e como minimizá-las. Ponto de Partida Olá, estudante! Boas-vindas à Unidade 3 da disciplina Processos Administrativos e Comunicação Empresarial. Nosso foco será a comunicação empresarial. Nesta aula, vamos falar brevemente do histórico da comunicação empresarial no Brasil, do conceito e da composição da comunicação empresarial, além dos elementos da comunicação empresarial, que também podem ser vistos como processo da comunicação. Vamos entendê-lo melhor e re�etir a respeito da importância do entendimento que as outras pessoas têm da mensagem que comunicamos. Veremos as principais barreiras da comunicação, e você será convidado a re�etir a respeito das maneiras de minimizá-las, a �m de que a comunicação seja bem-sucedida. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Vamos Começar! A comunicação empresarial começou a ser estruturada no Brasil somente na década de 1960. Era a época do regime militar, bastante autoritário, e que �scalizava o que era relacionado à comunicação. Na empresa, a comunicação basicamente acontecia dos níveis mais altos para o “chão de fábrica”, e tinha como objetivo apenas comunicar os colaboradores a respeito de alguma informação relevante da presidência, ou proporcionar integração aos colaboradores. Não havia um pro�ssional exclusivo, dedicado à comunicação; os comunicados eram preparados pelos patrões. Nessa época, utilizava-se as seguintes ferramentas: boletins, revistas, murais e jornal (Pimentel; Rodrigues, 2018). Em 1967, com a criação da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) é que a comunicação passou a ser vista de uma maneira diferente. Entretanto, foi apenas na década de 1980 que a comunicação começou a ser tratada de forma mais integrada, crescendo a procura pelos pro�ssionais de relações públicas, assessorias de imprensa e publicidade e propaganda. A partir dos anos 2000 a comunicação começa a se transformar (assim como praticamente tudo o que conhecemos). Com a chegada da internet e das redes sociais, inicia-se uma nova e diferente maneira de se relacionar com os públicos de interesse (Pimentel; Rodrigues, 2018). Se antes o consumidor tinha uma voz completamente passiva, uma vez que apenas recebia informações das empresas, atualmente o consumidor tem voz ativa, já que pode entrar em contato diretamente com as marcas que admira, e pode explanar sua insatisfação com alguma experiência que teve, por exemplo, em uma compra frustrada. Ferreira e Malheiros (2016) nos ensinam que a comunicação empresarial se trata de uma atividade estratégica e sistêmica, cujo objetivo é criar, manter ou melhorar a imagem da empresa para o seus stakeholders – tanto externos, que são clientes, fornecedores, comunidade, imprensa, comunidade acadêmica, sindicatos e governo, quanto internos, os proprietários, gestores e colaboradores. Toda comunicação envolve cinco elementos, que juntos são também conhecidos como processo da comunicação, e que você vai conhecer na Figura 1: Figura 1 | Processo da Comunicação. Fonte: adaptada de Rothmann e Cooper (2017). Vamos conhecer com mais detalhes cada um dos elementos. Emissor (fonte): é o início, já que representa aquele que envia ou tem a intenção de enviar alguma informação. Pode ser uma pessoa, um grupo de pessoas, a empresa. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Codi�cação: é a linguagem que será usada para transmitir a informação. É fundamental que o receptor conheça o código utilizado, que poderá ser verbal ou não verbal, como linguagem escrita ou oral, gestos, sons, imagens e libras. Mensagem: representa o conteúdo que será transmitido. Inclui-se as mensagens verbais e não verbais, mas também as virtuais, auditivas e audiovisuais. Canal: é por meio do canal que a mensagem será veiculada para chegar até o receptor. Alguns exemplos são internet, televisão, rádio, telefone, reuniões, informativos e anúncios publicitários. É muito importante que o emissor escolha o canal mais assertivo, de acordo a seu público-alvo. Decodi�cação: toda mensagem é codi�cada por meio de uma linguagem, e precisará ser decodi�cada (traduzida). Receptor: é quem vai receber a mensagem. Pode ser uma única pessoa, um grupo de pessoas ou uma instituição. Percebe a importância de você, como emissor, conhecer o seu receptor? Isso é fundamental para que a mensagem seja compreendida de forma adequada. Siga em Frente... Alguns autores consideram comunicação organizacional, comunicação empresarial e comunicação corporativa termos sinônimos, e costumam usá-los indistintamente para caracterizar todo trabalho de comunicação feito pelas organizações (Kunsch, 2003 apud Pimentel; Rodrigues, 2018; Ferreira; Malheiros, 2016). A comunicação empresarial é dividida conforme mostra a Figura 2: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Composiçãoda comunicação organizacional. Fonte: adaptada de Kunsch (2019). Ferreira e Malheiros (2016) dizem ainda que a comunicação pode ser interna, quando tem como foco o público interno da empresa, que pode ser formado pelos colaboradores e acionistas, por exemplo, e é externa quando o foco é se comunicar com o público externo e garantir este que tenha uma boa imagem da empresa. Fazendo a correlação com a proposta de Kunsch (2019) apresentada na Figura 2, a comunicação interna e administrativa tem o público interno como alvo, e a comunicação institucional e mercadológica tem foco no público externo. Aguiar et at. (2019) nos ensinam que no momento de de�nição das ferramentas e técnicas que deverão ser utilizadas, é fundamental que se analise o per�l do público-alvo. Se comunicação interna, deve-se levar em consideração nível hierárquico, escolaridade, uso da informação, a cultura organizacional e a verba disponível para as ações. As ferramentas podem ser: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Informacionais: quando há a �nalidade apenas de informar, não abrindo espaço para outras contribuições. Relacionais: há possibilidade de diálogo e troca de informações, uma vez que o objetivo é construir e manter um bom relacionamento entre os envolvidos. Para o processo de comunicação �car completo, há ainda dois elementos: feedback ou retroação e o ruído (Chiavenato, 2021). Vamos entendê-los melhor: Feedback ou retroação: mostra se a mensagem foi de fato compreendida corretamente. Ruído: trata-se de tudo aquilo que pode prejudicar o entendimento da mensagem. Da mesma maneira, para a comunicação externa é preciso analisar de fato quem é o público-alvo da mensagem, para planejá-la da melhor maneira possível, de modo que a mensagem seja compreendida adequadamente. Vejamos a respeito dos ruídos, que também podem ser classi�cados como barreiras na comunicação. Pimentel e Rodrigues (2018) mostram que há alguns tipos de barreiras, conforme mostra a Figura 3: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Barreiras da comunicação. Fonte: adaptada de Pimentel e Rodrigues (2018). Além desses, há diversos outros motivos que podem trazer algum tipo de ruído na comunicação, por exemplo: falta de cooperação e de espírito de equipe, omissões várias, distância física, con�itos nas relações interpessoais, sobrecarga de informações e de trabalho (Pimentel; Rodrigues, 2018). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E você, já vivenciou ou presenciou alguém com problemas por conta de alguma dessas barreiras de comunicação? Vamos Exercitar? Você deve ter observado que a comunicação empresarial envolve toda forma de comunicação das empresas, sejam elas públicas ou privadas. É imprescindível entender que a comunicação empresarial contempla as comunicações institucional, interna, administrativa e mercadológica, e que elas devem estar em sinergia uma com a outra, formando o que chamamos de comunicação integrada. Ou seja, para que a comunicação empresarial seja de fato estratégica e ajude no alcance dos objetivos institucionais, é fundamental que ela seja planejada em conjunto. Imagine que uma determinada empresa que produz alimentos lance uma nova embalagem para um de seus principais produtos. Com essa embalagem, o produto ocupará menos espaço nas prateleiras dos mercados, consequentemente, será mais fácil para o consumidor armazenar o produto em sua dispensa. O mais interessante é que a quantidade do produto continuará a mesma. A intenção também é que essa nova embalagem chame mais atenção do que as embalagens dos produtos concorrentes. Essa nova embalagem deverá ser um marco na história da empresa, que posteriormente deverá repaginar todos os seus produtos com essa nova roupagem (Pimentel; Rodrigues, 2018). Você consegue imaginar o impacto dessa decisão na comunicação estratégica da empresa? A empresa deverá informar seus clientes a respeito da mudança da embalagem, precisará informar também seus colaboradores, a imprensa e a agência de publicidade, por exemplo. Esses stakeholders estão, de certa maneira, envolvidos no processo de comercialização do produto, então, precisam ser comunicados, assim como os acionistas, que estão diretamente envolvidos com os lucros da empresa (Pimentel; Rodrigues, 2018). Os colaboradores da produção precisam saber dessa mudança, pois talvez precisem fazer alguma calibragem no maquinário, para que não sobre e não falte matéria-prima. Os colaboradores do administrativo precisarão saber da mudança para checarem qual a melhor matéria-prima a ser adquirida. Pense no colaborador descobrindo a mudança da embalagem somente no supermercado: como o produto ocupará menos espaço nas gôndolas, os varejistas também precisarão ser avisados a respeito da mudança da embalagem. Os responsáveis pelo novo design da embalagem deverão entender a razão da mudança, para que de fato criem algo de acordo com o esperado. Esse serviço pode ser feito por algum colaborador ou com a contratação de pro�ssionais especializados no assunto. Os responsáveis pela divulgação do produto precisam ser avisados também, a�nal, deverão pensar em uma campanha que informe aos consumidores que o produto e a quantidade são os mesmos, apenas a embalagem foi modi�cada. Dessa maneira, evita-se uma crise ou problemas de relacionamento com os clientes, que podem se sentir enganados (Pimentel; Rodrigues, 2018). Organizar um evento com Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL formadores de opinião ou in�uenciadores digitais pode ajudar a promover o produto com sua nova embalagem. Percebeu a quantidade de stakeholders envolvidos? E a importância de cada um deles ser comunicado a respeito da mudança da embalagem? Dessa maneira, pensamos a comunicação de forma integrada e estratégica. Saiba mais A cultura organizacional in�uencia e muito a comunicação. No capítulo Capítulo 2, p. 35–42, você vai descobrir o conceito de cultura, e qual o impacto no estilo de comunicação. A transformação digital tem feito grandes revoluções na nossa rotina, não é mesmo? Nesta reportagem, você entenderá do que se trata a transformação digital e de que maneira nos impacta. Ao fazer a leitura, tente re�etir a respeito da forma como você se comunica, e a maneira como a comunicação é vista na empresa em que você trabalha. De que forma a transformação digital se faz presente no seu dia, enquanto consumidor? Quando pensamos no processo da comunicação e em como podemos melhorar nossa maneira de se comunicar, é relevante entendermos melhor a respeito da comunicação verbal e não verbal. Nesta reportagem, você encontrará os conceitos e um breve trecho a respeito da comunicação verbal e não verbal no home o�ce. Referências AGUIAR, F. R. de et al. Comunicação Interna. Porto Alegre: Sagah, 2019. CHIAVENATO, I. Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso nas organizações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021. FERREIRA, P. I.; MALHEIROS, G. Comunicação Empresarial: planejamento, aplicação e resultados. São Paulo: Atlas, 2016. KUNSCH, M. M. K. Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2019. PIMENTEL, M. de O.; RODRIGUES, F. C. Em Pauta: manual prático da comunicação organizacional. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2018. (Série Excelência em Jornalismo). ROTHMANN, I.; COOPER, C. L. Fundamentos da Psicologia Organizacional e do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597007268/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:2 https://www.news.ifood.com.br/comunicacao-digital/ https://www.voitto.com.br/blog/artigo/comunicacao-verbal-e-nao-verbal Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Aula 2 Comunicação interna Videoaula: Comunicação Interna Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo.POCCC, Chiavenato (2014) explica a importância da função do gerente, que está relacionada à gestão desses processos e à coordenação da equipe. Um gerente deve ter conhecimentos e habilidades para liderar equipes, tomar decisões estratégicas, gerenciar projetos e processos, e promover a e�ciência e e�cácia da empresa. Por isso, a articulação entre o POCCC e funções gerenciais deve ser bem orquestrada, o que passa justamente pelo aprofundamento da compreensão dos aspectos importantes da estrutura empresarial. A respeito da estrutura empresarial, Chiavenato (2014) explica que consiste no conjunto de cargos, funções e responsabilidades que compõem uma organização, sendo importante destacar a importância da de�nição para que haja uma clara divisão de responsabilidades e hierarquia. Nesse sentido, o autor destaca quatro tipos de estruturas: Funcional: modelo mais comum de estrutura empresarial. Nesse modelo, os funcionários são agrupados de acordo com a função ou área em que trabalham, como �nanças, marketing, recursos humanos. Matricial: estrutura híbrida que combina aspectos da estrutura funcional e da estrutura de projetos, usada principalmente para projetos que exigem a colaboração de diferentes áreas da empresa. Hierárquica: a empresa é estruturada como uma pirâmide hierárquica, com um CEO no topo e uma hierarquia clara de cargos abaixo dele. Rede: usado por empresas que dependem fortemente de parcerias externas, como empresas de tecnologia. Nessa estrutura, as equipes trabalham de maneira colaborativa, conectadas por redes de comunicação. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Em suma, enquanto os processos administrativos fornecem as diretrizes e as etapas para o gerenciamento e�caz das atividades organizacionais, a estrutura organizacional fornece o arcabouço para a implementação desses processos e, se alinhadas, contribuem para a e�ciência, a coordenação e o controle dentro da organização. Vamos Exercitar? Quando se trata de processos administrativos, Scatena (2012) explica que é importante considerar a forma como as atividades são organizadas e gerenciadas em uma empresa. O processo administrativo proporciona uma abordagem sistemática para o gerenciamento das atividades, com o intuito de alcançar os objetivos da empresa de forma e�ciente e e�caz. Isso é especialmente importante em um mercado cada vez mais competitivo, em que as empresas precisam ser ágeis e e�cientes para se manterem competitivas. Por exemplo, imagine uma empresa de tecnologia que desenvolve softwares para clientes corporativos. Nesse caso, a empresa precisa garantir que suas atividades sejam gerenciadas de forma e�ciente, para que o produto �nal seja entregue dentro do prazo e atenda às necessidades do cliente. A aplicação dos processos administrativos nesse contexto pode incluir a de�nição de planos de projeto, alocação de recursos, monitoramento e controle do progresso do projeto e ações corretivas para garantir que o projeto seja entregue dentro do prazo e dentro do orçamento previsto. Nesse sentido, Chiavenato (2014) pondera as diferenças entre o plano e o planejamento. O plano é um documento ou um conjunto de diretrizes que descreve os passos especí�cos que devem ser seguidos para alcançar um objetivo ou resolver um problema. Já o planejamento é o processo de pensar antecipadamente e tomar decisões acerca das ações a serem realizadas para alcançar um objetivo especí�co, e envolve uma abordagem mais ampla e estratégica, que abrange a de�nição de metas, a análise do ambiente, a identi�cação de recursos necessários e a escolha das melhores alternativas para atingir essas metas. E para uma empresa atingir metas e objetivos, é fundamental compreender os desdobramentos do planejamento no ecossistema empresarial em quatro aspectos: Orientação: fornece uma orientação clara para a organização. Ao estabelecer metas e objetivos, identi�car as ações necessárias e determinar os recursos necessários, o planejamento fornece uma direção para todos os membros da organização. Coerência: ajuda a garantir que as atividades da organização sejam consistentes e alinhadas com os objetivos estabelecidos, e permite a identi�cação de possíveis con�itos ou sobreposições de tarefas, facilitando a coordenação entre diferentes departamentos e unidades. Isso promove a e�ciência e evita desperdícios de recursos. Antecipação: permite que a organização antecipe e se prepare para possíveis obstáculos ou mudanças no ambiente. Ao analisar o ambiente externo e interno, a organização pode identi�car tendências, ameaças e oportunidades, e planejar medidas adequadas para lidar Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL com essas situações. Isso ajuda a minimizar riscos e a aproveitar melhor as oportunidades. Controle: fornece um padrão para avaliar e controlar o desempenho da organização. Os planos estabelecem metas e indicadores de desempenho que podem ser monitorados e avaliados ao longo do tempo. Isso permite que a organização identi�que desvios e tome medidas corretivas para garantir que os objetivos sejam alcançados. No mais, o planejamento adequado permite que a empresa cresça de forma mais sustentável, garantindo que as atividades da empresa estejam alinhadas com os objetivos estratégicos. Em resumo, tanto os processos administrativos quanto os planos são importantes para o desempenho organizacional. A aplicação desses conceitos pode melhorar a e�ciência e e�cácia da empresa, facilitar a comunicação interna e externa, e melhorar a tomada de decisões. Portanto, é essencial que as empresas estejam atentas a esses conceitos e os apliquem de forma adequada para alcançar o sucesso empresarial. Saiba mais O livro Ferramentas para a moderna gestão empresarial ajudará você a entender como as principais teorias da administração geral contribuem para a implantação de um modelo de gestão organizacional descomplicado e de fácil assimilação. Por isso, vale a pena conferir. Referências CAMERON, K. S.; QUINN, R. E. Diagnosing and Changing Organizational Culture: Based on the Competing Values Framework. 3. ed. New York City, USA: Wiley, 2011. CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. MARIO, C. Missão, visão e valores – de�nindo sua empresa. Disponível em: https://administradores.com.br/artigos/missao-visao-e-valores-de�nindo-sua-empresa. Administradores, 6 jan. 2017. Acesso em: 1 maio 2023. MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2012. SCATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6047. Acesso em: 1 maio 2023. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6047 https://administradores.com.br/artigos/missao-visao-e-valores-definindo-sua-empresa https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/6047 Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Aula 2 Planejamento estratégico, tático e operacional Videoaula: Planejamento estratégico. tático e operacional Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Caro estudante, esta videoaula abordará os principais conceitos e aplicações do planejamento estratégico, tático e operacional. Você terá a oportunidade de compreender os principais conceitos dos três níveis de planejamento empresarial, e os tipos de planos que envolvem esse ecossistema. Não perca essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Ponto de Partida Olá, estudante, convidamos você a explorar o tema deste bloco, o qual abordará as especi�cidades do planejamento e hierarquia empresarial. Estudar as particularidades dos níveis estratégico,Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo você vai conhecer um pouco mais da comunicação interna e da comunicação administrativa. Falaremos brevemente de �uxos administrativos, �uxos e redes de comunicação. Você conhecerá também as etapas do planejamento da comunicação interna e as características de cada uma delas. Ponto de Partida Olá, estudante! Boas-vindas a mais uma aula da disciplina Processos Administrativos e Comunicação Empresarial. Nesta aula, falaremos da comunicação voltada ao público interno, que contempla a comunicação interna e a comunicação administrativa. Podemos dizer que a comunicação interna pode ser vista como um dos pilares da empresa, pois é por meio dela que a empresa conseguirá manter seus processos organizados e promover engajamento dos colaboradores. Mas, para que isso de fato aconteça, é fundamental que a empresa tenha um planejamento de comunicação interna estruturado (Sebrae, 2023). Nesta aula você conhecerá alguns elementos da comunicação administrativa, que tem a �nalidade de organizar os �uxos de comunicação e o alinhamento em relação aos procedimentos e a comunicação interna como �o condutor que auxilia no alinhamento da comunicação geral da empresa. Vamos Começar! Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL A comunicação interna tem como �nalidade proporcionar o alinhamento entre o público interno da empresa, que podemos elencar como os colaboradores e mesmo os acionistas. (Ferreira; Malheiros, 2016). Os prestadores de serviços, independentemente se permanentes ou temporários, jovens aprendizes, estagiários e trainees, também devem ser considerados público interno. Ainda, há algumas empresas que consideram os familiares de seu público-alvo nas ações de comunicação interna, isso porque exercem um grande poder de in�uência (Schmitz, 2020). Tavares (2010) acredita que a comunicação pode ser considerada a base para qualquer processo administrativo, portanto, a comunicação administrativa é usada para propagar os processos e procedimentos da empresa para os colaboradores. A comunicação administrativa diz respeito a normas, regulamentos e manuais que a empresa tem, os quais devem guiar e orientar os colaboradores em relação às suas atividades na empresa e aos processos (Pimentel; Rodrigues, 2018). Na Figura 1, você verá a composição da comunicação administrativa: Figura 1 | Comunicação administrativa Comunicação administrativa Fluxos administrativos Descendente Ascendente Lateral Transversal Circular Níveis Intrapessoal Interpessoal Organizacional Tecnológico Redes de comunicação Formal Informal Fonte: adaptada de Lupetti (2012). Vamos entender mais cada uma delas. Os �uxos administrativos dizem respeito à maneira com a qual as informações serão transmitidas, e podem ser: Descendente ou vertical: a comunicação tem como emissor os níveis hierárquicos mais altos, por exemplo, uma mensagem enviada pela diretoria. Pode ocorrer por meio de reuniões, e-mail, telefonema, manuais de políticas e procedimentos, vídeo. O conteúdo dessas mensagens geralmente dá direcionamento aos demais níveis (tático, operacional) e Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL instruções a respeito de como realizar uma atividade especí�ca, por exemplo (Leal, 2019; Chiavenato, 2022). Ascendente: quando o emissor da mensagem é o nível hierárquico da base, ou seja, os operacionais. Por exemplo, quando um colaborador que tem o cargo de assistente ou analista observa um problema e relata a seu gestor, assim como quando tem uma sugestão de melhoria (Chiavenato, 2022). Lateral ou horizontal: ocorre quando a comunicação é entre colaboradores do mesmo nível hierárquico. É bastante importante que se invista neste �uxo, porque ajudará a manter um bom ambiente de trabalho, favorecendo, ainda, a inovação. Exige transparência nas comunicações (Leal, 2019). Transversal ou longitudinal: permite uma gestão participativa, dando oportunidade para que todos os colaboradores participem independentemente do cargo que ocupa (Leal, 2019). Circular: geralmente é o que ocorre nas organizações mais informais, e praticamente envolve todos os níveis (Leal, 2019). Geber (2020) nos mostra que os níveis de comunicação podem ser: Intrapessoal: diz respeito ao universo cognitivo individual, ou seja, é o que se passa dentro de nós. Interpessoal: trata-se da comunicação entre duas ou mais pessoas. Organizacional: relaciona-se à comunicação que acontece dentro das empresas, por meio dos �uxos de trabalho e setores. Tecnológico: está relacionado ao uso dos programas, dados, equipamentos e informações. Já as redes de comunicação podem ser formais, quando é documentada, como uma ata, um e- mail ou um ofício, ou informais, que trazem a informalidade como característica principal, por exemplo, as conversas que acontecem fora do ambiente de trabalho, as fofocas, as festas, os encontros (Tavares, 2010). O planejamento de comunicação interna deve estar alinhado ao planejamento estratégico da empresa. É por meio dele que serão de�nidas as mensagens a serem trabalhadas, considerando as necessidades do público-alvo em questão. Na Figura 2 você conhecerá as quatro etapas relevantes: Figura 2 | Etapas para o planejamento da comunicação interna. Fonte: adaptada de Ferreira e Malheiros (2019). Siga em Frente... Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Vamos entender melhor cada uma das etapas do planejamento da comunicação interna: Diagnóstico: a primeira ação a ser tomada é identi�car o cenário atual da empresa. É preciso responder alguns questionamentos: Qual é o negócio da empresa? A empresa está vivenciando algum momento de crise? Existe alguma preocupação advinda dos colaboradores? É muito importante também ouvir os colaboradores em cada um dos níveis (operacional, tático e estratégico) para compreender as preocupações, os anseios e as dúvidas. Uma boa maneira de fazer isso é por meio de pesquisas e nos momentos de feedback – a depender do quão aberto os gestores e empresa forem. De�nições: momento em que o processo de comunicação começará a tomar forma, a ser de fato planejado. Nessa etapa é preciso: Envolver a liderança: essa parte é fundamental. São raríssimos os exemplos de processos de comunicação que deram certo e não tiveram o engajamento da liderança. Determinar as possíveis soluções para a comunicação. Reproduzir com detalhes as mensagens que se pretende veicular. Fazer o mapeamento dos públicos. Organizar a maneira como a mensagem será disponibilizada, ou seja, escolher os canais e as ferramentas que serão utilizadas. Faz parte do planejamento de�nir as ferramentas ou meios de comunicação interna a serem utilizadas. Na Figura 3 vamos conhecer algumas das principais ferramentas. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Ferramentas de comunicação interna. Fonte: adaptada de Rocha e Goldschmidt (2010) apud Aguiar et al. (2019), Ferreira e Malheiros (2019) e Schmitz (2020). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Plano de Comunicação: é o instrumento da gestão do processo de comunicação. Nesse momento, deve-se pensar em: De�nição dos objetivos: o que se quer comunicar? Qual a razão dessa comunicação ser importante? Estratégias de comunicação: quais serão os recursos necessários? E de que maneira serão utilizados? Segmentação de públicos: é preciso estudar o público-alvo. Quais se almeja alcançar? Quais são as características fundamentais de cada um desses públicos? Prazos: quando as ações terão início? É importante pensar em um cronograma de ações. resultados esperados: o que se espera efetivamente da ação. Avaliação de resultados: somente conseguimos avaliar algo a partir do momento que fazemos o acompanhamento. De que maneira se medirá se os objetivos estão sendo alcançados ou não? Quando a empresa tem um processo formalpara a comunicação interna, a possibilidade de disseminação de boatos ou fake news diminui consideravelmente. Pimentel e Rodrigues (2018) reforçam ainda que, para a implantação ou mesmo a reformulação de um plano de comunicação interno, é primordial que a empresa faça a pesquisa de campo, a tabulação desses dados, elabore e faça a leitura dos dados, pense nas estratégias efetivas para a comunicação e faça a implementação das ideias e projetos, mas, também, que se proporcione treinamento e capacitação, quando necessário, para ocorra tudo conforme o planejado e todos possam se comunicar – possam ouvir e ser ouvidos de forma adequada. Vamos Exercitar? Imagine que você esteja trabalhando há cinco anos em uma empresa, e descobre que ela lançou um produto inovador que está sendo muito bem aceito pelos consumidores. Entretanto, você só descobriu esse lançamento porque um colega comprou o produto e achou incrível, e foi pedir mais informações desse produto para você. Ou, então, você descobre que a empresa em que trabalha encerrou as atividades porque você foi trabalhar normalmente, mas a empresa estava fechada. Esses dois exemplos parecem um tanto quanto exagerados, não é? Pois bem, e deveriam ser mesmo. Entretanto, isso acontece muito. Há casos em que o colaborador não sabe exatamente qual é o portfólio de produtos que a empresa oferta, ou seja, ele não tem ideia de todos os produtos e serviços que a empresa em quede ele trabalha oferece. Essa é uma das atribuições da comunicação interna: fazer com que o colaborador conheça a empresa, saiba minimamente o que ela oferece. O colaborador deve ser visto como o primeiro cliente da empresa. Essa ação simples faz com que os colaboradores se sintam parte do processo, se sintam valorizados. Por exemplo, na Fiat os colaboradores são os primeiros a fazerem o test drive nos lançamentos da marca – eles têm a oportunidade de conhecer o carro antes de todo mundo. E podem mesmo adquirir o produto. O que muitas empresas esquecem é que, além de ser colaborador – isto é, de fazer parte do público interno da empresa –, essa pessoa é cliente também. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Algo simples que faz diferença é um cumprimento – bom dia, boa tarde. Somos todos diferentes e temos que respeitar essas diferenças, mas o cliente vai entender que o colaborador está com algum problema pessoal, ou que ele “não funciona bem de manhã?”. É importante cuidar da sua comunicação verbal e da não verbal. Algumas empresas têm o costume de fazer reuniões semanais com a equipe. Esse é o momento de conversar, esclarecer dúvidas, compartilhar preocupações e anseios; é uma ação interessante para minimizar a incidência de ruídos e boatos. A transparência deve fazer parte da cultura organizacional, pois de nada adianta fazer reuniões semanais com as equipes e não saber de nada, deixando os colaboradores mais receosos e com mais dúvidas ainda. E na sua empresa, quais são as melhores práticas? Saiba mais Um tema bastante relevante quando pensamos na comunicação interna é o convívio das diversas gerações em um mesmo ambiente de trabalho. Nesta reportagem, você conhecerá as principais características de cada uma das gerações e alguns dos desa�os enfrentados pelas empresas, inclusive quanto à comunicação. Os boatos inevitavelmente ocorrerão na empresa, é, portanto, muito importante que se esteja atento para evitar que eles se propaguem e causem prejuízos. Na reportagem, você conhecerá um pouco mais acerca de ruídos e boatos. Impossível falar em comunicação interna e não se lembrar do endomarketing. Na reportagem você conhecerá o que é e qual a importância. Referências AGUIAR, F. R. de et al. Comunicação Interna. Porto Alegre: Sagah, 2019. CHIAVENATO, I. Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso nas organizações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2021. FERREIRA, P. I.; MALHEIROS, G. Comunicação Empresarial: planejamento, aplicação e resultados. São Paulo: Atlas, 2016. GEBER, C. O. Comunicação Organizacional. Curitiba: Contentus, 2020. LUPETTI, M. Gestão Estratégica da Comunicação Mercadológica: planejamento. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012. https://www.zendesk.com.br/blog/geracoes-no-mercado-de-trabalho/ https://www.mundorh.com.br/ruidos-e-fofocas-como-evitar-que-se-espalhem-na-sua-empresa/#:~:text=1)%20identificar%20sua%20fonte%20de,ainda%20mais%20l%C3%ADderes%20e%20liderados https://www.pontotel.com.br/endomarketing/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL PIMENTEL, M. de O.; RODRIGUES, F. C. Em Pauta: manual prático da comunicação organizacional. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2018. (Série Excelência em Jornalismo). SCHMITZ, A. Manual de Comunicação Organizacional. Florianópolis: Combook, 2020. SEBRAE. Boas práticas de comunicação interna e as ferramentas mais utilizadas. Sebrae, 2 mar. 2023. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/boas-praticas-da- comunicacao-interna-e-as-ferramentas-mais- utilizadas,46f1aefeb53a6810VgnVCM1000001b00320aRCRD. Acesso em: 29 jun. 2023. TAVARES, M. Comunicação Empresarial e Planos de Comunicação: integrando teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. TERRA, C.; DREYER, B. M.; RAPOSO, J. F. Comunicação Organizacional: práticas, desa�os e perspectivas digitais. São Paulo: Summus, 2021. Aula 3 Comunicação externa Videoaula: Comunicação externa Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo você vai conhecer as comunicações institucional e mercadológica, que são voltadas para o público externo da empresa, e as ferramentas utilizadas. Falaremos também do planejamento da comunicação externa, e você verá alguns exemplos de comunicação que têm como foco o público externo. Ponto de Partida Olá, estudante! Boas-vindas a mais uma aula da disciplina Processos Administrativos e Comunicação Empresarial. Nesta aula, falaremos da comunicação com foco no público externo, https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/boas-praticas-da-comunicacao-interna-e-as-ferramentas-mais-utilizadas,46f1aefeb53a6810VgnVCM1000001b00320aRCRD https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/boas-praticas-da-comunicacao-interna-e-as-ferramentas-mais-utilizadas,46f1aefeb53a6810VgnVCM1000001b00320aRCRD https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/boas-praticas-da-comunicacao-interna-e-as-ferramentas-mais-utilizadas,46f1aefeb53a6810VgnVCM1000001b00320aRCRD Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL e para tal abordaremos a comunicação institucional e a comunicação mercadológica. Você conhecerá as ferramentas utilizadas para a comunicação mercadológica e institucional. Vamos Começar! A comunicação externa é aquela direcionada ao público externo. Podemos dizer que tanto a comunicação institucional quanto a comunicação mercadológica atendem a esses stakeholders, os objetivos são diferentes, mas o público pode ser o mesmo em algumas ações. Mais do que criar valor para os clientes, as empresas precisam utilizar a promoção para comunicar esse valor, de modo que todos compreendam. No marketing, a promoção é um dos famosos 4 Ps (produto, preço, praça e promoção), e pelo composto da promoção – também chamado de composto da comunicação de marketing – as empresas promoverão os produtos e serviços para os consumidores, comunicarão valor, construirão e manterão um relacionamento (Kotler; Armstrong, 2023). A comunicação mercadológica abrange toda a comunicação que alcance algum dos objetivos do marketing (Lupetti, 2014). Na Figura 1, você conhecerá as principais ferramentas de promoção. Figura 1 | Ferramentas de promoção. Fonte: adaptada de Kotler e Armstrong (2023). Vamos entender um pouco mais cada uma delas: Propaganda: toda e qualquer forma paga para apresentar os produtos e serviços é uma maneira de divulgação,com o objetivo de informar os consumidores a respeito do produto Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL e estimulá-los a comprar. Por exemplo: anúncios, outdoors, busdoor e impressos (Las Casas, 2019). Promoção de vendas: são os incentivos de curto prazo, e são usados com o objetivo de estimular a compra ou venda dos produtos e serviços. Por exemplo: preços promocionais (leve 3 e pague 2), amostras, concursos, prêmios, brindes, recompensas (Las Casas, 2019). Venda pessoal: é a apresentação pessoal feita pela força de vendas da empresa. Exemplos: vendedores e consultores de vendas. A �nalidade, além de conseguir vendas, é estimular o relacionamento com os clientes (Las Casas, 2019; Kotler; Armstrong, 2023). Marketing direto e digital: podemos de�nir o marketing digital como ações que são empreendidas com os consumidores. Alguns exemplos são a mala direta, o telemarketing e as televendas (Las Casas, 2019). Relações públicas (RP): trata-se de atividades que têm a intenção de engajar os stakeholders da empresa e, dessa maneira, construir e manter um excelente relacionamento com cada um deles (Kotler; Armstrong, 2023). Ao tratar de RP, podemos nos lembrar da comunicação institucional. Seu objetivo principal é zelar pela imagem da empresa – entre as responsabilidades estão construir e fazer a manutenção da identidade corporativa da empresa, levando em consideração a missão, visão e valores da empresa. A comunicação institucional visa obter a con�ança, a simpatia e a credibilidade junto aos stakeholders. Na Figura 2 você conhecerá a sua composição. Figura 2 | Comunicação institucional Identidade e imagem corporativa Propaganda institucional Jornalismo empresarial Assessoria de imprensa Editoração multimídia Marketing social Marketing cultural Relações públicas Fonte: adaptada de Kunsch (2019). Vamos a mais detalhes: Identidade e imagem corporativa: a identidade é a “real personalidade” da empresa, e se caracteriza pelos comportamentos. A imagem, por sua vez, é percepção que os stakeholders têm a respeito da empresa, considerando os seus comportamentos (Lupetti, 2014). Propaganda institucional: é por meio da propaganda que a empresa mostrará o seu posicionamento. Jornalismo empresarial: quando um pro�ssional especializado faz coberturas jornalísticas das ações realizadas na empresa e na sequência, faz a divulgação aos públicos interno e externo (Sebrae, 2019). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Assessoria de imprensa: contribui para que a empresa alcance maior visibilidade. Contribui para a formação e manutenção da imagem da empresa (Lupetti, 2014). Editoração multimídia: são os responsáveis por produzir os sites, correio eletrônico, intranet, vídeos digitais e outros (Lupetti, 2014). Marketing social e cultural: quando a empresa apoia alguma causa social e tenta conscientizar os stakeholders de um modo geral. Exemplo: as campanhas de prevenção ao alcoolismo, ao câncer de mama e ao suicídio. E, também, no cultural, quando a empresa patrocina algumas atividades. Relações públicas: deverá dar suporte e contribuir para todas as atuações citadas, uma vez que as atividades do RP estão direta ou indiretamente relacionadas a todos os stakeholders. Assim, é preciso conhecer os consumidores, para que as ações realizadas sejam melhores (Lupetti, 2014). Siga em Frente... Você observou que a comunicação externa deve se preocupar com cada um dos stakeholders, porque, de modo geral, o objetivo é que a mensagem a ser transmitida chegue corretamente ao público-alvo e ajude a empresa a fortalecer a sua imagem. Ferreira e Malheiros (2019) nos ensinam que a comunicação externa deve pensar em: Compreender as tendências sociais; Ter um bom relacionamento com os stakeholders; Planejar novos produtos; Criar eventos e projetos sociais; Fortalecer a imagem da empresa. Assim como no planejamento da comunicação interna, é fundamental conhecer cada um dos stakeholders com os quais se fará a interação, para que, dessa maneira, as escolhas sejam mais acertadas e a mensagem seja compreendida adequadamente (Ferreira; Malheiros, 2016). O plano de comunicação para o público externo precisa ter algumas informações, como quem é exatamente o público-alvo, quais são as mensagens que se deve disponibilizar, qual ou quais serão os veículos de comunicação, em qual é o momento as mensagens serão compartilhadas e, por �m, quais os resultados que se espera alcançar (Ferreira; Malheiros, 2016). Esse processo se inicia no diagnóstico. Vamos conhecer com mais detalhes a seguir. Diagnóstico: deve-se conhecer a fundo a empresa e, se possível, descobrir de que maneira o público externo a enxerga. Nesse momento, a preocupação deverá ser compreender a empresa e suas necessidades de comunicação. Qual o negócio da empresa? Qual sua missão e visão? Há mensagens importantes que devem ser divulgadas? Quais? Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL De�nições: esse é o momento em que se começa a planejar o processo de comunicação externa. Pensar a respeito das melhores soluções de comunicação. Fazer um mapeamento dos públicos. Descrever com detalhes a mensagem que será veiculada para cada um dos públicos. Estruturar de que maneira as mensagens deverão ser transmitidas. Plano de comunicação: é fundamental que haja um planejamento. O plano é o instrumento da gestão do processo de comunicação, e basicamente é o mesmo da comunicação interna. Deve conter as seguintes informações: o que se pretende comunicar? Qual a importância? Quais os meios de comunicação que serão utilizados? Quem é o público-alvo (governo, consumidor, imprensa)? Quais serão os prazos? Quais resultados estão sendo esperados? E como serão mensurados? Avaliação: a ideia é medir os resultados. É preciso buscar maneiras de checar se os objetivos planejados foram alcançados. Deve-se pensar na comunicação de forma integrada, para que haja coerência entre as comunicações. Argentini (2014 apud Rocha e Trevisan, 2018, p. 38) apresenta um modelo que você verá na Figura 3: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Planejamento estratégico da comunicação organizacional. Fonte: adaptada de Trevisan e Rocha (2018). Rocha e Trevisan (2016) sugerem que o planejamento seja dividido em três etapas: pré-plano, plano e o pós-plano. Na Figura 4, você poderá conhecer mais detalhes de cada um. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 4 | Etapas do planejamento – comunicação integrada. Fonte: adaptada de Rocha e Trevisan (2016). Vamos Exercitar? Talvez a comunicação externa seja mais fácil para conseguirmos visualizar, a�nal, fazemos parte do público-alvo, ou seja, todos os esforços de comunicação mercadológica são direcionados para nós, consumidores e clientes. Um exemplo de marketing social é a campanha “Papai Noel dos Correios”, que tem como �nalidade proporcionar um Natal mais alegre para algumas crianças. As crianças escrevem uma cartinha para o Papai Noel na intenção de receber um presente; algumas detalham o presente que gostariam de ganhar, outras não. Essas cartinhas �cam disponíveis nos Correios por um período para quem quiser “adotar” uma cartinha e comprar o presente para a criança. Há muitas histórias bastante comoventes. Outro exemplo de ações de promoção de vendas que as empresas fazem para incentivar o consumo são aquelas em que o cliente leva três produtos da marca e paga apenas dois, por exemplo, e para isso, no �nal da compra, ele precisa colocar o cupom, digamos, “leve 3”. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 5 | Exemplo de promoção de vendas. Fonte: Beleza na web. Outro exemplo de promoção de vendas é o desconto, conforme você pode ver na Figura 6. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 6 | Exemplo – Desconto. Fonte: Beleza na web. Há, também, propagandas que se destacampela originalidade. Um exemplo são as campanhas de �nal de ano do banco Itaú. Em 2021, a campanha feita com a pequena Alice e com a atriz veterana Fernanda Montenegro trazia uma mensagem simples, mas profunda, com foco na esperança. A campanha recebeu o prêmio de melhor comercial do Brasil, além de ter tido 4,5 milhões de views orgânicos e mais de 165 mil compartilhamentos em somente quatro dias (Meio & Mensagem, 2022). Já em 2022, o Itaú trouxe novamente a menina Aline (Figura), além de Fernanda Montenegro e outros “embaixadores”, como o apresentador Marcos Mion e seu �lho, Romeo, e os cantores Ludmilla e João Gomes. Dessa vez, o foco foi no respeito. Figura 7 | Alice – Campanha de �nal de ano Itaú. Fonte: Meio & Mensagem (2022, [s. p.]. Há também alguns jingles que são marcantes. Talvez você nunca tenha visto o comercial do Big Mac, do McDonald’s, mas certamente conhece o jingle. Saiba mais O planejamento da comunicação deve ser pensado de forma estratégia, para que a comunicação alcance seu objetivo. Na leitura indicada (Cap. 2, p. 43–46), você verá o exemplo da marca Lacta https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL quando pensou sua estratégia de reposicionamento. Referências FERREIRA, P. I.; MALHEIROS, G. Comunicação Empresarial: planejamento, aplicação e resultados. São Paulo: Atlas, 2016. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 18. ed. Porto Alegre: Bookman, 2023. KUNSCH, M. M. K. Gestão estratégica em comunicação organizacional e relações públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2019. LAS CASAS, A. D. Administração de Marketing. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2019. LUPETTI, M. Gestão estratégica da comunicação mercadológica: planejamento. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2014. MEIO & MENSAGEM. Fim de ano do Itaú tem volta da menina Alice e Fernanda Montenegro. Meio & Mensagem, 23 dez. 2022. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/campanha-itau. Acesso em: 4 jul. 2023. ROCHA, M.; TREVISAN, N. Comunicação Integrada de Marketing. São Paulo: Saraiva Educação, 2018. SEBRAE. O jornalismo no ambiente empresarial. Sebrae, 11 dez. 2019. Disponível em: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ap/artigos/o-jornalismo-no-ambiente- empresarial,4f8b517d36bcf510VgnVCM1000004c00210aRCRD. Acesso em: 30 jun. 2023. Aula 4 Gerenciamento de crises na comunicação empresarial Videoaula: Gerenciamento de Crises na Comunicação Empresarial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/campanha-itau https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ap/artigos/o-jornalismo-no-ambiente-empresarial,4f8b517d36bcf510VgnVCM1000004c00210aRCRD https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ap/artigos/o-jornalismo-no-ambiente-empresarial,4f8b517d36bcf510VgnVCM1000004c00210aRCRD Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo você vai aprender o que é uma crise, e estudará a respeito da prevenção. Não é possível pensar em gestão de crises sem abordar as ações preventivas que podem ser feitas – alguns autores dizem que grande parte das crises são previsíveis. Falaremos também a respeito do comitê de crises e da importância da comunicação diante do contexto da crise. Ponto de Partida Olá, estudante, boas-vindas a mais uma aula da Unidade 3 da disciplina Processos Administrativos e Comunicação Empresarial. Inevitavelmente todos passarão por alguma crise, sejam empresas ou pessoas físicas. Todos estamos sujeitos a ela. A grande questão – e o que de fato fará a diferença – é a forma como se lidará com a situação, para que os possíveis prejuízos sejam minimizados, e a imagem (a reputação) não seja afetada. Nesta aula, você vai aprender os principais conceitos relacionados ao gerenciamento de crises e verá o papel da comunicação no gerenciamento dessas crises. Para �nalizar, você vai entender de que maneira é possível lidar com crises na comunicação empresarial. Vamos Começar! Vamos iniciar entendendo o conceito de crise, que tem origem no grego krisis e signi�ca “momento de decisão, de mudança súbita”. Esse termo foi utilizado inicialmente na medicina quando, no agravamento de doenças, era necessário fazer a mudança no tratamento (Indriunas, 2020, p. 11). Podemos dizer que a crise se trata de “uma ruptura com a normalidade da organização; uma ameaça real ao negócio, à reputação e ao futuro de uma corporação ou de um governo” (Forni, 2022, p. 7). Geralmente, as crises causam uma frustração nos stakeholders e podem exigir muita energia para que de fato sejam gerenciadas. Nesse momento, é necessário diferenciar emergência de crise. A emergência se caracteriza por um acontecimento fora do comum, alguma exceção que precisa de uma decisão naquele exato momento, e que pode interromper momentaneamente as operações da empresa, como alguma falha que ocasiona a parada repentina de alguma operação rotineira da empresa, um acidente Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL técnico, um descontentamento de colaboradores. Já a crise tem proporção e intensidade maiores, o que gera pressão da mídia, de ativistas, da �scalização e de outros agentes, a depender do tipo de crise (Forni, 2022). Vamos conhecer na Figura 1 a origem das crises: Figura 1 | Origem das crises. Fonte: adaptada de Delgado e Mendes (2021). Desastres naturais: quando não há ação humana envolvida, mas que gera impacto. Ações e/ou omissões: quando a ação ou mesmo a falta dela pode causar impactos. Con�itos humanos e/ou políticos: quando advêm, por exemplo, de algum escândalo que envolve um político. As crises podem ser classi�cadas como leves ou graves. Serão consideradas leves quando não causam grande mobilização da sociedade ou dos próprios envolvidos, e geralmente têm uma rápida resolução. Já as crises graves podem acometer inúmeras pessoas, sejam elas colaboradores da empresa ou da comunidade de um modo geral. Costuma ser de grandes proporções e sua resolução não é tão rápida (Delgado; Mendes, 2021). Exemplo são desastres naturais, acidentes industriais e ataques terroristas (Forni, 2022). É fundamental compreender a classi�cação e os tipos de crises, porque essas informações ajudam na decisão em relação às estratégias a serem utilizadas para sua resolução (Delgado; Mendes, 2021). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL As crises podem acontecer em qualquer área, e é fundamental ter um olhar voltado à comunicação, porque “sem se comunicar, nenhuma crise pode ser bem solucionada ou, ao menos, amenizada” (Indriunas, 2020, p. 8). Quando se compreende de fato a gravidade de uma crise para a empresa, �ca evidente a importância da comunicação, tanto para trabalhar com a prevenção como para a solução, ajudando a empresa a não perder o controle da situação (Indriunas, 2020). A transparência é fundamental. Não só em momentos de crise, mas sempre e diante de qualquer situação deve-se manter um relacionamento honesto com a imprensa – e com os demais stakeholders. É preciso se posicionar, com clareza e agilidade; portanto, o porta-voz deve estar preparado para lidar com situações adversas, e precisa comunicar com clareza os problemas que a empresa está enfrentando, assim como as ações que estão sendo tomadas para que tal situação seja resolvida, ou os impactos minimizados (Pimentel; Rodrigues, 2018). Siga em Frente... Como já vimos a respeito da crise e da importância da comunicação nesse contexto, vamos entender o que é a gestão da crise. Forni (2022) diz que se trata de ações pensadas para evitar as crises ou, ainda, para minimizar os impactos causados. Antes da década de 1980, a gestão de crises se concentrava em pensar nas ações para minimizar os impactos da crise após sua ocorrência. Após a décadade 1990, depois de algumas crises corporativas terem ocorrido, os estudos a esse respeito ampliaram-se, e desde então de�ne-se que a gestão de crises é todo um processo que deve começar antes mesmo de a crise acontecer, por meio de ações para preveni-las e contê-las. Conclui-se que durante a ocorrência da crise é o pior de todos os momentos para tentar gerenciá-la (Forni, 2022). A palavra de ordem é prevenção: é preciso pensar na prevenção da crise se preparando da melhor maneira caso o ela aconteça, minimizando os impactos negativos, caso haja, e protegendo a empresa e seus diversos stakeholders de possíveis danos. Esse é resumidamente o processo de gestão de crise proposto por Forni (2022). Os comitês ou gabinetes de crise devem ser criados antes da ocorrência de uma crise, justamente porque o papel desse comitê é estar preparado para o caso de acontecer alguma eventualidade. O comitê deve nortear a empresa e, dependendo do que foi delegado a ele pela diretoria, este comitê tem até mesmo o poder de decisão nas ações a serem tomadas, no caso de haver alguma eventualidade. Entretanto, o comitê sempre buscará agir em consenso a respeito do que deverá ser feito. A criação de comitês foi um aprendizado que veio dos norte-americanos, com crises pelas quais passaram algumas multinacionais. O comitê é bastante importante sobretudo porque o gerenciamento de uma crise não deve ser feito isoladamente apenas por uma pessoa, ou pela diretoria; de certa forma, o comitê é o responsável por operacionalizar toda a gestão de crise. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Esse comitê deve ter entre 5 e 12 colaboradores que conheçam bastante a empresa, que tenham treinamento em media training, com habilidades para uma boa comunicação e poder de decisão nas situações mais desa�adoras, com pressão e estresse (Forni, 2022). Vamos Exercitar? Um dos exemplos que se tornou simbólico é o da Johnson & Johnson, que �cou marcado tanto pela repercussão extremamente negativa como pela rápida resolução. Na década de 1980, cápsulas do medicamento Tylenol foram envenenadas, o que causou a morte de sete pessoas nos EUA, con�gurando-se como uma crise grave? Para administrar essa crise, a empresa foi transparente com seus stakeholders. A situação foi amplamente divulgada, a empresa aconselhou que os produtos não fossem comprados – inclusive cerca de 31 milhões de comprimidos foram retirados do mercado –, foi dada a opção de troca aos consumidores e, para aqueles que optassem por voltar a consumir o produto, foram oferecidos descontos. O estoque foi reposto após as cápsulas passarem por testes. Foram gastos milhões com toda a campanha e ações para minimizar os impactos à marca (Forni, 2022). Figura 2 | Comprimidos (ilustrativo). Fonte: Unsplash. Outro exemplo de crise aconteceu no Brasil foi em 2018, quando os caminhoneiros entraram em greve causando uma paralisação em diversos setores da economia. Além da crise ocasionada Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL pelas reivindicações dos caminhoneiros – e que foi tratada pelos representantes da categoria em conjunto com o governo –, a paralisação também trouxe prejuízo para toda uma cadeia, e impactou diretamente as empresas, que tiveram problemas para receber matérias-primas e disponibilizar seus produtos. Aumento de preços devido à escassez de alguns itens, falta de combustível e preços exorbitantes foram algumas entre inúmeras outras consequências que cada uma das empresas precisou administrar e solucionar de acordo as suas convicções e estratégias (Forni, 2022). “(Re)avaliar atitudes, manter canais de comunicação abertos e ser honestos são estratégias para vencer crise ou, ao menos, superá-la da maneira mais elegante e sensata possível” (Pimentel; Rodrigues, 2018). Pimentel e Rodrigues (2018) indicam alguns aprendizados que devem ser considerados: Cuide do lado emocional: é preciso cautela e deve-se seguir as orientações que constam nos manuais de crise. Escolha uma pessoa para ser o porta-voz para falar com a imprensa da melhor maneira possível. Geralmente, nas empresas pequenas, quando acontece alguma situação, os donos podem se exceder ao tentar responder. É preciso atenção com a maneira como de se posicionar. Peça desculpas e assuma a responsabilidade: não terceirize a culpa. Por exemplo, ainda que o problema ou o erro tenha sido cometido por parceiros de negócio ou fornecedores, a empresa deve assumir a responsabilidade pela contratação deles. E o mais importante: é preciso sempre trabalhar na prevenção da crise. Todo o planejamento deve ser feito antes da crise acontecer. Durante uma crise não é momento de ter que pensar estrategicamente em como agir – por isso a importância do mapeamento dos riscos: prevenção é a melhor forma de fazer gestão. Saiba mais Fazer a gestão de crise é extremamente desa�ador. Há diversos tipos de crises; algumas de resolução mais simples, outras com vítimas fatais. Na leitura indicada, o autor aborda o tema “Como Responder a Temas Negativos” e um desses temas é “Quando há vítimas”. Já no 24º capítulo, o autor traz re�exões a respeito das fake news, que infelizmente têm se tornado cada vez mais frequentes em nosso cotidiano. Indicação de leitura: Cap. 14. Páginas 145–154; Cap. 24. Páginas 241–251. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788597022971/epubcfi/6/2[%3Bvnd.vst.idref%3Dcover]!/4/2/2%4051:1 Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Media Training tem a função de capacitar os porta-vozes e executivos para se relacionar com a imprensa. O texto indicado (Cap. 6. Páginas 215–226) mostra como funciona a mídia, e como o responsável por essa área pode e deve se comportar em uma entrevista – inclusive diante de uma pergunta constrangedora, por exemplo. O Institute for Crisis Management (IMC) disponibiliza anualmente seu relatório de crises. No relatório de 2021, foram 16 categorias analisadas, dentre elas “catástrofes”, “denúncias”, “ativismo social” e “demissões de executivos”. Referências DELGADO, E. C. P.; MENDES, G. S. Gestão de Imagem e Personal Branding. Curitiba: InterSaberes, 2021. FORNI, J. J. Gestão de Crises e Comunicação: o que gestores e pro�ssionais de comunicação precisam saber para enfrentar crises corporativas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2022. INDRIUNAS, L. Prevenção e Gestão de Crises: preparando empresas para os desa�os da comunicação. São Paulo: Senac São Paulo, 2020. (Série Universitária). PIMENTEL, M. de O.; RODRIGUES, F. C. Em Pauta: manual prático da comunicação organizacional. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2018. Aula 5 Comunicação Empresarial Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Olá, estudante! Neste vídeo vamos relembrar os temas mais relevantes da disciplina Comunicação Empresarial. Veremos a comunicação institucional, a comunicação interna, a https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/163844/pdf/0?code=kIY/lleJsqyNanl0TM7Adiw3Um/BwGMC0GwEEtJeXCotj7XY7dHhl8ncdmY/ctgQXIdr7fZ4CrujUH3XIRhrMA== https://crisisconsultant.com/icm-annual-crisis-report/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL comunicação administrativa e a comunicação mercadológica, além de ferramentas utilizadas para cada uma delas. Para �nalizar, veremos brevemente a gestão de crises. Ponto de Chegada A comunicação empresarial começou a ser estruturada no Brasil apenas na década de 1960 – em 1967 foi criada a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) –, mas foi apenas nos anos 2000 que a comunicação passou a ser vista de uma forma mais integrada e estratégica. Para que a comunicação seja efetiva, é preciso conhecer a importância dos elementos da comunicação, que você verá na Figura 1. Figura 1 | Elementos da comunicação. Fonte: adaptada deRothmann e Cooper (2017). Alguns autores consideram a comunicação organizacional, a comunicação empresarial e a comunicação corporativa sinônimos, e os termos costumam ser usados indistintamente no Brasil para caracterizar todo trabalho de comunicação feito pelas organizações (Kunsch, 2003 apud Pimentel; Rodrigues, 2018; Ferreira; Malheiros, 2016). A comunicação empresarial envolve toda forma de comunicação das empresas, seja ela pública ou privada. A comunicação empresarial contempla as comunicações institucional, interna, administrativa e mercadológica, conforme você pode ver na Figura 2. Elas devem ser interdependentes, formando o que chamamos de comunicação integrada, ou seja, para que a comunicação empresarial seja de fato estratégica e ajude no alcance dos objetivos institucionais é fundamental que elas sejam planejadas em conjunto. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Comunicação empresarial. Fonte: adaptada de Kunsch (2019). Tavares (2010) acredita que a comunicação pode ser considerada a base para qualquer processo administrativo, portanto, a comunicação administrativa é usada para propagar os processos e procedimentos da empresa para os colaboradores. A comunicação administrativa diz respeito a normas, regulamentos e manuais que a empresa segue. Estes devem guiar e orientar os colaboradores em relação às suas atividades e processos na empresa (Pimentel; Rodrigues, 2018). Na Figura 3, você verá a composição da comunicação administrativa: Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Comunicação administrativa. Fonte: adaptada de Lupetti (2012). A comunicação interna tem como �nalidade proporcionar o alinhamento entre o público interno da empresa, que são os colaboradores e mesmo os acionistas (Ferreira; Malheiros, 2016). Os prestadores de serviços, independentemente se permanentes ou temporários, jovens aprendizes, estagiários e trainees também devem ser considerados público interno. Ainda, há algumas empresas que consideram os familiares de seu público-alvo nas ações de comunicação interna, porque exercem in�uência (Schmitz, 2020). Na Figura 4 você verá algumas ferramentas que podem ser usadas na comunicação interna. Figura 4 | Comunicação interna. Fonte: adaptada de Rocha e Goldschmidt (2010) apud Aguiar et al. (2019), Ferreira e Malheiros (2019) e Schmitz (2020). A comunicação externa é a direcionada ao público externo. Podemos dizer que tanto a comunicação institucional quanto a comunicação mercadológica atendem a esses stakeholders Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL – os objetivos são diferentes, mas o público pode ser o mesmo em algumas ações. No marketing, a promoção é um dos famosos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), e por meio do composto da promoção – também chamado de composto da comunicação de marketing – as empresas promovem os produtos e serviços para os consumidores, comunicam valor, constroem e mantêm um relacionamento com eles (Kotler; Armstrong, 2023). A comunicação mercadológica abrange toda a comunicação que alcance algum dos objetivos do marketing (Lupetti, 2014). Na Figura 5, você conhecerá as principais ferramentas de promoção. Figura 5 | Comunicação mercadológica: ferramentas de promoção. Fonte: adaptada de Kotler e Armstrong (2023). A comunicação institucional tem como um de seus objetivos zelar pela imagem da empresa, e entre as responsabilidades estão construir e fazer a manutenção da identidade corporativa da empresa, levando em consideração sua a missão, visão e valores. A comunicação institucional visa obter a con�ança, a simpatia e a credibilidade dos stakeholders. Na Figura 6 você conhecerá a sua composição. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 6 | Comunicação institucional. Fonte: adaptada de Kunsch (2019). E, assim, �nalizamos nossa revisão. É Hora de Praticar! A comunicação é fundamental, e é necessário que as empresas se organizem e se planejem para usá-la da maneira mais assertiva possível. Para que de fato a comunicação alcance os objetivos estratégicos e seja verdadeiramente assertiva, é necessário que as faces da comunicação empresarial – institucional, interna, administrativa e mercadológica – estejam alinhadas entre si e com os objetivos estratégicos da empresa. Imagine que você tenha sido contratado para trabalhar na área de comunicação de uma empresa de médio porte que faz prestação de serviços para outras empresas. Alguns dos principais serviços oferecidos são limpeza e jardinagem. A empresa conta com cerca de 100 colaboradores diretos, divididos entre administrativos e operacional, e alguns deles �cam todo o tempo nos clientes. Atualmente, a empresa não tem �uxo de�nido para as atividades que são realizadas. É feito um treinamento quando os colaboradores são contratados, mas, no geral, não há um padrão estabelecido. Também não existe planejamento a respeito da comunicação interna, nenhuma Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL das ferramentas não são usadas, não há um mural. Os clientes chegam até a empresa por meio de indicação, uma vez que não há ação mercadológica para atrair ou manter os clientes. Você deverá estruturar o departamento de comunicação da empresa. Quais seriam as suas ações ou recomendações? Considerando o descritivo, a empresa não conta com ação formal alguma que esteja relacionada à comunicação. Re�ita a respeito de planejamento estratégico e objetivos. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Fonte: elaborada pela autora. AGUIAR, F. R. de. et al. Comunicação Interna. Porto Alegre: Sagah, 2019. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL FERREIRA, P. I.; MALHEIROS, G. Comunicação Empresarial: planejamento, aplicação e resultados. São Paulo: Atlas, 2016. KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. 18. ed. Porto Alegre: Bookman, 2023. KUNSCH, M. M. K. Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas. São Caetano do Sul: Difusão, 2019. LUPETTI, M. Gestão Estratégica da Comunicação Mercadológica: planejamento. 2. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012. PIMENTEL, M. de O.; RODRIGUES, F. C. Em Pauta: manual prático da comunicação organizacional. 2. ed. Curitiba: InterSaberes, 2018. (Série Excelência em Jornalismo). ROTHMANN, I.; COOPER, C. L. Fundamentos da Psicologia Organizacional e do Trabalho. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. SCHMITZ, A. Manual de Comunicação Organizacional. Florianópolis: Combook, 2020. TAVARES, M. Comunicação Empresarial e Planos de Comunicação: integrando teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. , Unidade 4 Tecnologia e Inovação em Processos Administrativos e na Comunicação Empresarial Aula 1 Tecnologia e automação de processos administrativos Videoaula: Tecnologia e automação de processos administrativos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, assista ao vídeo a seguir, que aborda em detalhes como os sistemas de ERP e CRM são estruturados, e no qual você verá os programas mais conhecidos no mercado. Você encontrará informações valiosas que podem contribuir para o seu conhecimento e desenvolvimento acadêmico e pro�ssional. Não deixe de assistir até o �nal para aproveitar ao máximo todo o conteúdo disponível. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Ponto de Partida Nesta aulaveremos a importância das tecnologias no processo de automatização de um escritório e as principais ferramentas disponíveis para esse �m, como ERP e CRM. Em um mundo cada vez mais tecnológico, é fundamental usar ferramentas que auxiliam a lidar com informações de maneira ágil e e�ciente. Discutiremos como essas ferramentas podem contribuir para o sucesso de um negócio e como tal aprendizado pode contribuir para o desenvolvimento de sua carreira. Será uma oportunidade para conhecer e explorar algumas das principais ferramentas disponíveis e entender como elas podem ser aplicadas em diferentes contextos. Aproveite ao máximo as informações compartilhadas e incorpore as ferramentas apresentadas em seu dia a dia pro�ssional. Lembre-se de que cada aula é uma oportunidade para aprender coisas novas e se desenvolver. Cada momento que você investe no aprendizado em suas aulas é um passo em direção ao seu sucesso acadêmico e pro�ssional. Vamos Começar! A tecnologia é amplamente utilizada em nossas vidas, tanto pessoal quanto pro�ssionalmente, tornando-se uma realidade inescapável. Segundo Cohen (2017), “Inovação signi�ca que as empresas não podem �car paradas quando as tecnologias e as preferências dos consumidores estão mudando.” A atual sociedade depende do uso de tecnologias para exercer suas atividades cotidianas, o que exige que empresas busquem tecnologias para ajudar no dia a dia de seus processos. A automação de processos tem se tornado uma importante estratégia para aumentar a produtividade e a e�ciência nas empresas; podemos observar que as indústrias vêm cada vez mais buscando automatizar suas linhas de produção. No entanto, sabemos que uma empresa não é só produção, existem também as demandas administrativas, e automatizar um escritório pode ser uma excelente estratégia para as empresas. A automação de um escritório implica a aplicação de tecnologias e inovações, principalmente softwares, com o objetivo de executar tarefas rotineiras de forma automatizada, liberando tempo para outras atividades e tarefas. Entretanto, a simples adoção de ferramentas de automação não é su�ciente para garantir o sucesso do processo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL É fundamental que o escritório avalie e adapte seus processos, criando �uxos organizados e estratégicos e, somente após esta fase, busque as ferramentas adequadas que possam atender às necessidades e per�s especí�cos do negócio. Normalmente, as empresas empregam automação de processos para otimizar operações e custos e maximizar ações e resultados de recursos humanos (Santos; Pereira; Vasconcelos, 2020). A automação de um escritório propicia uma série de benefícios para a empresa, como melhoria da precisão dos dados, facilidade na organização das atividades, redução dos custos, maior clareza e agilidade das informações, e padronização de operações, entre outros benefícios. Existem vários softwares para automatização dos processos de escritórios, como SCM (gestão da cadeia de abastecimento) e TPS (sistema de processamento de transações), e entre eles vamos destacar dois: CRM e ERP. Figura 1 | ERP. Fonte: Freepik. ERP vem do termo em inglês Enterprise Resource Planning, que tem como tradução literal planejamento de recursos empresariais. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Esse tipo de sistema foi desenvolvido ao longo de mais de um século, inicialmente de forma isolada. O engenheiro Ford Whitman Harris criou o modelo EOQ (Economic Order Quantity) para programar a produção e, posteriormente, a empresa Black & Decker utilizou um sistema semelhante para planejar as necessidades de materiais, denominado MRP (Material Requirements Planning). Em 1983, surgiu uma nova metodologia chamada MRP II (Manufacturing Resource Planning). Com o passar dos anos, as ferramentas evoluíram, e segundo Ptak e Schragenheim, o sistema ERP (Enterprise Resource Planning) surgiu nos anos 1990 (Ptak; Schragenheim, 2003). Figura 2 | CRM. Fonte: Freepik. A tradução para o português do termo em inglês Customer Relationship Management é gestão de relacionamento com o cliente. Atualmente, as empresas utilizam o CRM para manter e estreitar seus relacionamentos com seus clientes, o CRM permite saber mais a respeito do per�l de cada um deles, ampliando a venda, o que consequentemente pode aumentar o lucro de forma simultânea. Todo negócio para ter sucesso deve ter como base um plano, um projeto, e segundo Catena (2012), "A gestão de projetos é uma abordagem que busca garantir que os projetos da empresa sejam concluídos dentro do prazo e do orçamento previstos, e que atinjam os objetivos Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL de�nidos" (p. 209). E um bom projeto, para qualquer negócio, precisa de vendas, e venda precisa de cliente; dessa forma, incluir o uso de um CRM no projeto da empresa se torna essencial. A implementação de ferramentas estratégicas em um ambiente de escritório automatizado pode proporcionar benefícios signi�cativos para a gestão de projetos em uma empresa, tornando-a mais e�caz, e�ciente e harmoniosa. Siga em Frente... Compreendendo que a automação de um escritório por meio da aplicação de tecnologias desempenha um papel crucial na otimização e e�ciência operacional de um empreendimento, é de suma importância adquirir um conhecimento aprofundado acerca das ferramentas a serem adotadas nesse processo. É notável que a seleção de qualquer ferramenta acarretará adaptações no ambiente de escritório. Nesse sentido, é pertinente apresentar os objetivos e as funcionalidades dos sistemas ERP e CRM. ERP O principal objetivo de um sistema integrado de gestão empresarial (ERP) é reunir e integrar os diversos setores da empresa, bem como comunicar-se com parceiros, clientes e fornecedores. A concentração de informações em uma única plataforma possibilita aos gestores tomadas de decisões mais precisas e assertivas, reduzindo custos e aumentando o lucro, que é o objetivo primordial de qualquer empreendimento. O uso adequado de um sistema de ERP pode viabilizar ações mais rápidas em todos os setores da empresa, uma vez que muitos procedimentos são repetitivos e demandam a coleta de informações de diversos lançamentos. Diante do cenário em que todos os departamentos dependem uns dos outros, o uso de um ERP torna-se primordial, pois permite o acesso a dados e análises con�áveis. O sistema de ERP reúne informações de todos os setores, possibilitando a geração de relatórios de informações cruzadas, a �m de criar planos e projetos mais assertivos e ter clareza no andamento da companhia. O sistema de ERP é geralmente composto por módulos ou partes de gestão, cada um contendo informações de diferentes departamentos ou áreas de uma empresa, como logística, �nanceiro e vendas, entre outros. Todos os módulos estão conectados a um mesmo banco de dados, o que possibilita a integração e o cruzamento de informações. A adoção de um sistema ERP pode trazer diversas vantagens, como maior produtividade, insights embasados em relatórios, agilidade na emissão de relatórios e diminuição de riscos. CRM Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL De acordo com Kotler (2010), conhecer o cliente provém da interação, da relação e do comportamento que ele manifesta, que inclui a compra, o atendimento e o que faz com que ele retorne para novas compras. Diante dessa a�rmação de Kotler, entendemos que conhecer o cliente se torna essencial para um bom relacionamento e planejamento de qualquer negócio. O CRM, ou Customer Relationship Management, é um sistema que além de conter dados do per�l dos clientes, tem o objetivo de registrar todas as interações realizadas com os clientes, a �m de aprimorar o relacionamento com eles e obter informações precisas e ágeis para a tomada de decisões assertivas nas ações de marketing, publicidade, propaganda e vendas. Ao registrar todas as interações com o cliente, o CRM permite que a empresao trate de forma personalizada, oferecendo um atendimento diferenciado e valorizando a relação com o cliente. Com um relatório gerado pelo sistema, é possível atender diversos clientes, sabendo quais informações já foram coletadas de cada um deles. O uso do CRM não se limita apenas a melhorar o relacionamento com os clientes, mas também pode ser uma ferramenta útil na distribuição de clientes dentro da empresa, permitindo a criação de ações personalizadas para cada um ou grupo. Entre as ações que podem ser aprimoradas com a utilização do CRM, destacam-se: direcionamento para os vendedores ou áreas corretas, segmentação por regiões ou cidades, identi�cação da etapa do cliente em um funil de vendas, identi�cação de oportunidades de negócios, e organização e controle do processo comercial. Tanto para o CRM quanto para o ERP, há disponibilidade de sistemas físicos e em nuvem. Os sistemas físicos são instalados em máquinas ou servidores próprios, enquanto os sistemas em nuvem, que vêm sendo amplamente adotados, dispensam a necessidade de instalação em computadores locais e permitem acesso remoto de qualquer lugar. Há ainda a opção de sistemas híbridos, que exigem instalação local, mas também utilizam serviços em nuvem para backups e acessos remotos. Vamos Exercitar? Como você já conheceu o conceito de automatização de escritório, ERP e CRM e a vantagem do uso das ferramentas, examinaremos exemplos de como uma automatização implementada pode contribuir para o sucesso de uma empresa. Quanto às tecnologias em processos de automação de escritório consideremos, por exemplo, um cenário em que você seja responsável por gerenciar uma grande indústria de alimentos. Nesse contexto, focalizaremos nossa análise na contratação de um novo colaborador. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Embora a contratação de um funcionário pareça simples à primeira vista, o processo envolve várias tarefas e múltiplos processos, além de envolver diversos departamentos, já que o novo contratado deverá passar por treinamentos e integração. O processo de contratação de um funcionário envolve uma série de etapas, como: 1. Captação de candidatos. 2. Controle das etapas do processo de recrutamento. 3. Registro de dados pessoais. 4. Organização de treinamentos/integração. 5. Designação de mentores/treinadores. �. Liberação de acessos aos sistemas. Assim, ao automatizar esse processo, haverá um aumento na e�ciência e centralização de todas as etapas em um só lugar, proporcionando uma visibilidade do status do processo para todos os envolvidos. Exemplo de ERP e CRM: Em empresas de diversos setores, é essencial dispor de informações precisas e em tempo real, para competir e prosperar no mercado. Para avaliar seu desempenho, muitas empresas utilizam análises de EBITDA e/ou DRE, que são ferramentas que consolidam informações de vários setores e fornecem uma visão dos custos e lucros da empresa em determinado período. Sem um bom ERP, reunir as informações dos setores para análise seria uma tarefa árdua e demandaria muito tempo dos gestores de cada departamento. O ERP também ajuda a resolver problemas especí�cos em cada setor. Na produção, por exemplo, o sistema poderá fornecer dados para a previsão de insumos, pois a falta de alguma matéria- prima na produção pode acarretar grandes prejuízos para a empresa, como a perda de vendas e até mesmo de clientes. Além do controle de estoque, o ERP também pode ajudar na administração de pessoal, controlando horas extras, por exemplo. Após a indústria gerir bem seus funcionários e produção, é fundamental ter uma equipe comercial bem-organizada e uma equipe de marketing bem-informada para o planejamento de ações e promoções futuras. Nesse momento, torna-se necessário o uso de um sistema de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) que se integre ao ERP. Nos últimos anos, o mercado passou por transformações signi�cativas, especialmente no que se refere ao varejo. É possível observar que as vendas não são mais restritas a canais físicos, e cada vez mais o e-commerce tem se fundido com outros canais. Nesse sentido, a capacidade de oferecer opções diferenciadas de venda e envio de produtos depende da existência de dados integrados. Nesse contexto, um sistema ERP unido a um CRM pode ajudar a área de vendas a Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL reduzir a desistência de compras, melhorar conversões de sites e redes sociais, aumentar o ticket médio dos pedidos e aumentar o retorno do cliente. No que se refere à venda por atacado, o CRM pode auxiliar no relacionamento com o cliente, mantendo registros de todas as negociações e interações realizadas com cada um. Além disso, é possível ter acesso a todos os dados importantes e relevantes do cliente, permitindo que cada vendedor atenda vários clientes e direcione produtos e serviços que sejam adequados a cada cliente e, ainda assim, ter informações precisas e atualizadas de cada um, gerando um relacionamento mais próximo e individualizado. Saiba mais Veja, a seguir, os ERP e CRM mais usados. Nos sites destes sistemas, constam várias informações e artigo que ajudarão você. Bitrix 24. Bling. Salesforce. SAP. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. COHEN, W. A. Peter Druker: melhores práticas. Como aplicar os métodos de gestão do maior consultor de todos os tempos para alavancar os resultados do seu negócio. São Paulo: Autêntica Business, 2017. KOTLER, P. Marketing 3.0: As forças que estão de�nindo o novo marketing centrado no ser humano. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. PTAK, C. A.; SCHRAGENHEIM, E. ERP: Tools, Techniques, and Applications for Integrating the Supply Chain. Boca Raton: CRC Press, 2013. https://www.bitrix24.com.br/ https://bling.com.br/ https://www.salesforce.com/br/ https://www.sap.com/brazil/index.html Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL SANTOS, F.; PEREIRA, R.; VASCONCELOS, J. B. Toward robotic process automation implementation: an end-to-end perspective. Business Process Management Journal, v. 26, n. 2, p. 405–420, 2020. Aula 2 Inovação em processos administrativos Videoaula: Inovação em processos administrativos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, este vídeo é dedicado à temática da inovação em processos administrativos, abordando especi�camente a gestão ágil de projetos e o design thinking. Assista atentamente ao conteúdo apresentado, que aborda de forma detalhada e visual as aplicações dessas metodologias e conceitos. Você encontrará informações valiosas, capazes de contribuir signi�cativamente para o seu crescimento e desenvolvimento tanto no âmbito acadêmico quanto pro�ssional. No vídeo, exploraremos em profundidade os princípios e práticas fundamentais da gestão ágil de projetos e do design thinking, destacando suas vantagens e a forma como podem ser efetivamente aplicados no contexto dos processos administrativos. Além disso, serão compartilhados exemplos práticos e casos de sucesso que ilustram a e�cácia dessas abordagens, proporcionando uma compreensão mais clara e uma visão mais abrangente de sua relevância. Ponto de Partida Nos últimos anos, tem havido um crescente reconhecimento da importância da inovação nos processos administrativos como um meio para as empresas se destacarem em seus respectivos mercados. Nesse contexto, é crucial que os gestores estejam atentos às dinâmicas competitivas e se esforcem para implementar melhorias em suas organizações. Para isso, é altamente Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIALrecomendável que essas melhorias sejam embasadas em metodologias modernas, testadas e comprovadas, como é o caso das metodologias de gestão ágil de projetos e design thinking, que serão abordadas nesta aula. Esta aula ajudará você a criar estratégias de implementação dessas metodologias, bem como suas principais características e benefícios. Esperamos que você aproveite ao máximo as informações compartilhadas durante a aula e se sinta capacitado para incorporar as ferramentas e técnicas apresentadas em seu cotidiano pro�ssional. Vamos iniciar? Bons estudos. Vamos Começar! No contexto da globalização e da era digital, as empresas e negócios enfrentam uma concorrência acirrada no mercado. Nesse cenário, é fundamental que as organizações estejam atentas a novas formas de gerir seus empreendimentos. Uma das principais soluções está na inovação do próprio negócio, e essa inovação deve começar pela administração da empresa. A inovação diz respeito ao processo de introduzir algo novo ou fazer melhorias signi�cativas em produtos, serviços, processos ou modelos de negócios existentes. Conforme a�rmou Drucker (2016), todo empresário bem-sucedido que ele conheceu tinha certas semelhanças que estavam ligadas à prática sistemática da inovação. Toda empresa, independentemente do seu tamanho, é composta por processos que são responsáveis pelos resultados alcançados. Portanto, se uma empresa deseja e precisa mudar, é essencial que ela inicie a transformação pelos processos administrativos. A inovação de processos administrativos pode ser de�nida como um conjunto de ações baseado nas mudanças que ocorrem nas etapas dos produtos ou serviços de uma empresa. A inovação de processos administrativos traz vários benefícios, como o aumento de produtividade e a redução de custos. Ela observa as necessidades do negócio e implementa as mudanças necessárias para transformar o ambiente organizacional da empresa. A partir de tal contexto, há diferentes formas de inovar, seja no produto ou nos processos, e para inovar nos processos administrativos, é necessário utilizar metodologias e ferramentas como a gestão ágil de projetos e o design thinking. Metodologias ágeis são de�nidas como processos aplicados ao desenvolvimento de software de maneira a permitir que eles sejam iterativos, incrementais, auto-organizados e emergentes (Lindvall et al., 2002). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Quanto à gestão ágil de projetos, consiste em um conjunto de técnicas que visam otimizar o processo de entrega de um projeto, tornando-o mais rápido e e�caz. Nessa abordagem, o trabalho é realizado em ciclos curtos e pacotes de entregas, e as características principais incluem: Adaptação: em vez de trabalhar com um planejamento rígido, o planejamento é feito ao longo do processo, ou seja, vai se adaptando conforme o andamento das etapas. Pacotes de entregas: na organização do projeto, são criados pacotes para serem entregues, os quais são detalhados e preparados. Transparência: dá visibilidade às ocorrências e aos problemas, discutindo de forma coletiva a �m de identi�car soluções mais rapidamente. Por sua vez, o design thinking é uma abordagem que busca resolver problemas e criar soluções inovadoras, colocando o indivíduo ou o cliente no centro do processo. Essa metodologia utiliza habilidades e técnicas do design para explorar e desenvolver soluções criativas centradas no ser humano. "O Design Thinking se baseia na capacidade de ser intuitivo, reconhecer padrões, desenvolver ideias que tenham um signi�cado emocional além do funcional e nos expressar por meio de mídias além de palavras ou símbolos" (Brown, 2010). Hebert (1969) já destacava a importância de utilizar o design como forma de pensamento, mas foi David Kelley, professor da Universidade de Stanford, e seu colega Tim Brown, que cunharam o termo "design thinking" no livro Design Thinking – Uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Siga em Frente... Conforme previamente discutido, é evidente o considerável crescimento de empresas que adotam práticas inovadoras em seus processos. Diante dessa constatação, torna-se essencial que os gestores demonstrem uma percepção aguçada em relação à concorrência e empreendam esforços para implementar tais melhorias em seus negócios. Ao fazer isso, poderão obter benefícios signi�cativos, como a redução de custos e a inovação de produtos, além do aumento da rentabilidade e do poder competitivo. No entanto, é importante ressaltar que a implementação da inovação em processos administrativos não é uma tarefa trivial. Essas transformações ocorrem em um nível estrutural e exigem um alto nível de esforço e comprometimento por parte de todos os envolvidos. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Dessa forma, é crucial observar alguns pontos relevantes no contexto da implementação da inovação em processos administrativos: Análise diagnóstica: fazer a identi�cação e a análise minuciosa dos principais pontos positivos e negativos dos processos vigentes. Adesão metodológica: fazer uma cuidadosa seleção do método a ser implementado, como o design thinking ou a gestão de projetos ágeis, levando em consideração a a�nidade da equipe com a metodologia escolhida. Expectativas da equipe: estabelecer um alinhamento com todos os membros envolvidos, de�nindo de forma clara as metas e objetivos desejados, bem como garantindo o comprometimento individual de cada um. Documentação: registrar minuciosamente todas as etapas do processo, desde o início até a conclusão, com o propósito de documentar e preservar informações relevantes para futuras implementações ou modi�cações. Adoção de tecnologia: procurar usar tecnologias que possam otimizar a e�ciência dos processos, selecionando aquelas que se adequem adequadamente às necessidades do projeto. No contexto da adoção de tecnologias e metodologias, a incorporação da gestão ágil de projetos e do design thinking emerge como uma necessidade crucial. Gestão ágil de projetos No âmbito da gestão ágil, é possível empregar diversas metodologias que contribuirão para a otimização dos processos organizacionais. Essas metodologias você vê a seguir. Scrum Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 1 | Scrum. Fonte: Freepik. Scrum é uma metodologia colaborativa que enfatiza a participação e o envolvimento de todos os interessados no projeto. Essa abordagem ágil de projetos baseia-se na divisão do trabalho em iterações denominadas "sprints", nas quais as atividades do projeto são realizadas por meio de ciclos menores, com prazos prede�nidos para sua conclusão. Kanban Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Kamban. Fonte: Freepik. É uma ferramenta de gestão visual que, embora simples, revela-se poderosa em sua aplicação. Sua principal característica consiste na utilização de um quadro, geralmente dividido em três colunas: "a fazer", "fazendo" e "feito". Sob cada uma dessas colunas, são posicionados post-its (em versões manuais) ou cards (em versões digitais), que representam as tarefas a serem feitas. À medida que as atividades progridem, os cards ou post-its são movidos ao longo do quadro, re�etindo seu respectivo estado de conclusão. Lean Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Metodologia Lean. Fonte: Freepik. A metodologia Lean, por sua vez, tem como objetivo otimizar o processo de um projeto ao minimizar o desperdício e concentrar-se exclusivamente nas atividades necessárias. Design thinking O design thinking, como discutido anteriormente, apresenta uma abordagem diferenciada para a concepção de processos e projetos, semelhante à forma como o design grá�co considera diversos aspectos e detalhes. Essa metodologia sugere que apliquemos a mesma mentalidade para a estruturação dos processos de um negócio. Para uma aplicação e�caz dessa metodologia, sugere-se a sequência de etapasa seguir: Imersão e empatia: nessa fase, realiza-se uma pesquisa aprofundada para obter dados internos e externos da empresa. De�nição do problema: após a coleta de dados, é crucial re�nar e de�nir claramente o problema com base nas informações levantadas. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Geração de ideias: nessa etapa, busca-se gerar muitas ideias e soluções. Técnicas de brainstorming podem ser aplicadas para explorar todas as possibilidades e estimular a criatividade. Implantação: chega o momento de implementar as ideias levantadas. Essa etapa envolve a seleção das soluções mais promissoras e a elaboração de planos concretos para sua implementação. Vamos Exercitar? A aplicação da inovação em processos administrativos engloba a adoção de novas ideias, tecnologias e abordagens para aprimorar a e�ciência, a produtividade e a qualidade dos processos em uma organização. Nesse sentido, o uso do design thinking e da gestão ágil de projetos pode ser exempli�cado como formas de realizar essa inovação. A administração de uma empresa envolve a gestão de diversos processos e projetos, além da análise de diversos fatores, como concorrência, evolução do mercado e modernização de processos. Para você, como gestor de um negócio, é essencial estar atento às melhorias disponíveis no mercado que possam contribuir para tornar o negócio mais produtivo e rentável. Dessa forma, a inovação deve fazer parte da rotina empresarial e qualquer gestor. É necessário, portanto, analisar como é possível remodelar o negócio periodicamente, buscando, assim, uma vantagem competitiva e a não estagnação. Para isso, pode-se usar a metodologia do design thinking para analisar e de�nir quais melhorias podem e devem ser implementadas na empresa. Essa metodologia nos leva a pensar de forma diferenciada acerca dos processos e projetos, assim como ocorre no design grá�co, considerando diversos aspectos e detalhes de um projeto. Essa abordagem sugere que apliquemos a mesma mentalidade para a estruturação dos processos e projetos de um negócio. Uma vez de�nidas as ações de mudanças necessárias e desejadas, é preciso criar um projeto para implementá-las, e a gestão ágil de projetos pode ser empregada nesse contexto. Para uma aplicação e�ciente dessa abordagem, alguns passos são indicados. Primeiramente, é fundamental documentar o planejado, ou seja, estabelecer as metas e objetivos do projeto e criar um escopo. Em seguida, é necessário escolher as ferramentas e metodologias adequadas, como o Scrum, Kanban e Lean, de�nindo quais serão utilizadas no projeto. Lembrando que podem ser aplicadas mais que uma metodologia no mesmo projeto. Por exemplo, podemos utilizar a metodologia Lean para pensar como otimizar ao máximo os processos, eliminando etapas, ou agrupando pacotes de entregas, depois usar o Kanban para gerir etapas do projeto e suas movimentações, e em cada etapa, nas quais possivelmente há várias entregas, utilizar o Scrum. Outro passo relevante é treinar e orientar os envolvidos, alinhando todos os participantes internos e externos da empresa e fornecendo o devido treinamento das ferramentas e métodos que serão utilizados, design thinking e/ou gestão de projetos ágeis. Além disso, é essencial Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL implantar o projeto, acompanhar seu desenvolvimento e realizar ajustes quando necessário, pois é comum que um projeto demande alterações ao longo do tempo. Por �m, é importante colher os resultados alcançados. É fundamental ressaltar que, além das tecnologias empregadas, é a ideia por trás dessas abordagens que precisa ser adotada. A inovação não se restringe apenas às ferramentas utilizadas, mas sim à mentalidade de buscar constantemente melhorias nos processos administrativos e na disposição para experimentar novas abordagens. Saiba mais A seguir, indicamos materiais, de acordo com o tema, que você encontra em nossa biblioteca. Criatividade e Inovação. Gestão da Inovação. Empreendedorismo e inovação. Conheça o site da ferramenta gratuita Trello, com a qual você consegue visualizar a gestão de projetos pela metodologia Kanban. Referências BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o �m das velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. DRUCKER, P. Inovação e Espírito Empreendedor: Práticas e Princípios. São Paulo: Cengage Learning, 2016. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. LINDVALL, M. et al. Empirical �ndings in agile methods. Proceedings of Extreme Programming and agile methods XP/Agile Universe, p. 197–207, 2002. PTAK, C. A.; SCHRAGENHEIM, E. ERP: Tools, Techniques, and Applications for Integrating the Supply Chain. Boca Raton: CRC Press, 2019. http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/6087052854aa8872fb666a27 http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/608704d854aa8872fc616e46 http://biblioteca-virtual.com/detalhes/ebook/6087058854aa8872fb666ca7 Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL SIMON, H. A. The Science of the Arti�cial. Cambridge: Mit Press, 1996. Aula 3 Tecnologia e comunicação empresarial Videoaula: Tecnologia e comunicação empresarial Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, este vídeo trata do tema central de nosso estudo: tecnologias da informação e comunicação (TIC), comunicação e gestão de mudanças, e mídias sociais. Assista atentamente ao conteúdo apresentado, uma vez que por meio de recursos visuais, será demonstrada a importância desse tema e dos benefícios decorrentes de sua implementação. Você encontrará informações valiosas, capazes de contribuir signi�cativamente para seu crescimento e desenvolvimento, tanto no âmbito acadêmico como no pro�ssional. No decorrer do vídeo, serão explorados em profundidade os princípios e práticas fundamentais das TIC, de comunicação, gestão de mudanças e mídias sociais, além de sua efetiva aplicação no contexto dos processos administrativos. Exemplos práticos serão compartilhados, ilustrando a e�cácia dessas abordagens e proporcionando uma compreensão clara e uma visão abrangente de sua relevância. Bons estudos! Ponto de Partida Olá, estudante! Esta aula aborda as tecnologias da informação e comunicação (TIC), comunicação e gestão de mudança, e mídias sociais. Exploraremos a importância desses conceitos no contexto empresarial e as oportunidades que surgem a partir de sua implementação. Veremos como as TIC revolucionaram a forma como nos comunicamos e como as empresas podem se adaptar às mudanças para se manterem competitivas. Além disso, discutiremos a relevância das mídias sociais como ferramentas de interação e engajamento com clientes, fornecedores e funcionários. Prepare-se para uma jornada de aprendizado a respeito desses temas essenciais para o sucesso organizacional. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Vamos Começar! Ao longo dos últimos anos, tem sido amplamente reconhecida a evolução do mundo, principalmente no contexto das transformações digitais. A partir do �nal da década de 60, a gama de serviços de informação e comunicação disponíveis para consumidores residenciais e usuários comerciais nas nações que contam com tecnologia avançada vem crescendo incessantemente. O futuro desses serviços dependerá das interações estratégicas e estruturais de �rmas especializadas em conteúdo, condutores e componentes (Dholakia; Mundorf; Dholakia, 1997). Os avanços tecnológicos têm permeado todas as áreas empresariais, incluindo a comunicação, tornando-se um tema de relevância inquestionável. Nesse sentido, é de suma importância que ostático e operacional trará uma visão ímpar para sua formação pro�ssional e acadêmica a respeito dos processos administrativos e da comunicação empresarial. Independentemente do porte ou setor da empresa, é de fundamental importância entender essas diferenças com o intuito de exercer o seu trabalho de maneira correta e de acordo com as necessidades da organização. Portanto, não perca a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para um futuro de sucesso. Bons estudos! Vamos Começar! O planejamento empresarial é um processo fundamental para o sucesso de qualquer organização, independentemente do seu tamanho ou setor de atuação, e ajuda a de�nir objetivos e metas e criar estratégias para alcançá-los, levando em consideração as mudanças do mercado e do ambiente empresarial (Jones; George, 2011). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Nesse sentido, Chiavenato (2014) destaca que existem três tipos principais de planejamento empresarial: estratégico, tático e operacional. Cada tipo de planejamento desempenha um papel especí�co na de�nição de metas, estratégias e táticas para garantir a e�cácia da estratégia empresarial, conforme mostrado na Figura 1. Figura 1 | Relação dos planos estratégico, tático e operacional com a hierarquia organizacional. Fonte: adaptada de Chiavenato (2014). A hierarquia empresarial está diretamente relacionada a esses planos, pois cada nível hierárquico tem suas próprias responsabilidades na de�nição e implementação dos planos. A alta administração é responsável pelo plano estratégico, os gerentes de nível médio pelo plano tático, e os supervisores e funcionários operacionais pelo plano operacional. Esses planos se interligam, formando uma estrutura de planejamento integrada que permite a coordenação e a consecução dos objetivos organizacionais em todos os níveis hierárquicos (Chiavenato, 2014). O planejamento estratégico ou institucional é o processo de de�nição da direção geral da empresa, seus objetivos e metas a longo prazo, e as principais estratégias para alcançá-las. O Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL planejamento estratégico é realizado pela alta administração e geralmente abrange um período de 3 a 5 anos, dependendo do porte e setor da empresa. O objetivo do planejamento estratégico é garantir a perenidade, a sustentabilidade e o crescimento da empresa a longo prazo, levando em consideração os desa�os e oportunidades do mercado a partir da visão, missão, valores e diretrizes propostas pela empresa, bem como a identi�cação dos principais riscos e oportunidades existentes no mercado (Chiavenato, 2014). O planejamento tático ou intermediário é a etapa seguinte à de�nição do planejamento estratégico. De fato, é o desdobramento do planejamento estratégico, e busca de�nir planos e táticas para alcançar as metas de curto prazo e apoiar a estratégia empresarial de longo prazo. É geralmente conduzido pelos gerentes de nível intermediário e abrange um período de 1 a 3 anos, dependendo do porte e setor da empresa. O objetivo do planejamento tático é implementar e ajustar a estratégia empresarial, adaptando-se a mudanças no mercado e identi�cando oportunidades para a empresa, visando garantir que as metas estratégicas sejam alcançadas de forma e�ciente (Chiavenato, 2014). Já o planejamento operacional é a execução de planos e tarefas especí�cas para alcançar as metas de curto prazo de�nidas no planejamento tático. É realizado pelos gerentes de nível operacional e envolve a alocação de recursos e a gestão das operações diárias. O objetivo do planejamento operacional é garantir que as atividades da empresa estejam alinhadas com a estratégia empresarial e que os objetivos de curto prazo sejam alcançados (Chiavenato, 2014). Todas as etapas do planejamento devem estar interligados e trabalhar em conjunto para garantir o cumprimento da estratégia empresarial. Importante ressaltar que o planejamento estratégico fornece a direção geral da empresa, o planejamento tático transforma a estratégia em ações especí�cas, e o planejamento operacional executa essas ações no cotidiano da empresa. Um dos principais benefícios do planejamento empresarial é que ele permite que as empresas sejam mais ágeis e respondam às mudanças do mercado de forma mais e�caz. Quando uma empresa tem um planejamento estratégico sólido, ela é capaz de antecipar mudanças no mercado e se adaptar rapidamente para se manter à frente da concorrência. Outro benefício do planejamento empresarial é que ele ajuda a empresa a usar seus recursos de forma mais e�ciente. Com um planejamento sólido, a empresa é capaz de identi�car quais recursos são necessários para alcançar seus objetivos e onde eles devem ser alocados para obter o máximo impacto. Siga em Frente... O planejamento empresarial é uma prática essencial para o sucesso de qualquer organização. Cada nível tem seu próprio conjunto de planos que são importantes para alcançar os objetivos gerais da empresa. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Nesse sentido, é importante destacar a relação do planejamento empresarial com a hierarquia organizacional. No planejamento estratégico, o nível mais alto de planejamento empresarial envolve a de�nição dos objetivos gerais da empresa e a criação de estratégias para alcançá-los, identi�cando as oportunidades, ameaças, forças e fragilidades internas desenvolvido pelos executivos de alto nível (Chiavenato, 2014). Já nos níveis tático, desenvolvido pelos gerentes de níveis intermediários, e operacional, desenvolvido pelos supervisores e gerentes de nível operacional, os planos estão alinhados em diferentes níveis hierárquicos e contribuem para o alcance dos objetivos organizacionais em todos os níveis da empresa. Planos de nível tático De acordo com Chiavenato (2014, p. 165), os principais planos do nível tático são: Plano �nanceiro: o plano �nanceiro é responsável por estabelecer as projeções �nanceiras da empresa, incluindo a previsão de receitas e despesas, o orçamento de capital, a gestão de �uxo de caixa, a análise de rentabilidade e as metas �nanceiras. Plano de vendas: o plano de vendas é um documento que de�ne as estratégias de vendas da empresa, incluindo as metas de vendas e as táticas para alcançá-las. Ele também inclui a de�nição do processo de vendas e o treinamento da equipe de vendas. Plano de marketing: o plano de marketing é responsável por de�nir a estratégia de marketing da empresa, incluindo a análise do mercado, a de�nição do público-alvo, o posicionamento da marca, o mix de marketing, as táticas de promoção e as metas de vendas. Plano de recursos humanos: o plano de recursos humanos é um documento que de�ne as estratégias de gerenciamento de recursos humanos da empresa, incluindo a contratação, treinamento, desenvolvimento de funcionários, políticas e práticas de remuneração, benefícios e avaliação de desempenho. Planos de nível operacional Os planos que envolvem o planejamento operacional estão ligados à implementação das estratégias de�nidas no planejamento estratégico e que se desdobram no planejamento tático, transformando-as em ações concretas e diárias. Por isso, o planejamento operacional é importante para garantir que as atividades diárias da organização estejam alinhadas aos objetivos de longo prazo (Chiavenato, 2014). Um dos planos essenciais do nível operacional é o plano de ações. Trata-se de um documento que descreve as atividades diárias que precisam ser realizadas para alcançar os objetivos de�nidos nos níveis estratégico e tático, e inclui a de�nição de tarefas especí�cas, prazos e responsabilidades, garantindo que as atividades diárias da organização estejam alinhadas aos objetivos de longo prazo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Há também o plano de controle, um documento que descreve as medidas que serão adotadas para monitorar e avaliar o desempenho da organização, e inclui a de�nição de indicadores de desempenho,administradores adquiram conhecimento e se dediquem ao estudo das tecnologias da informação e comunicação (TIC). O termo TIC é empregado para designar um conjunto de recursos, dispositivos e serviços que desempenham o papel de mediadores e facilitadores no processo de comunicação. Essas tecnologias englobam uma ampla gama de ferramentas, que utilizam tanto o hardware quanto o software, bem como a internet, aplicativos e outros recursos. O conceito de TIC abrange tanto os meios de comunicação tradicionais quanto as tecnologias digitais emergentes, como a internet das coisas (IoT) e inteligência arti�cial (IA). Essas tecnologias são empregadas para coletar, processar e apresentar informações de maneira e�ciente. É importante ressaltar que as TIC exercem um impacto signi�cativo em diversos setores da sociedade, como educação, negócios, saúde e entretenimento. Isso se deve ao fato de que elas facilitam o acesso à informação, aprimoram os processos de comunicação e automatizam atividades. A evolução tecnológica e digital está provocando transformações signi�cativas no mundo, impulsionando as empresas a reconhecerem a importância de investir nesse domínio, a �m de manterem-se atualizadas no mercado e aprimorarem a e�ciência de suas comunicações. Diante dessas informações, torna-se imprescindível que as organizações desenvolvam um plano de adaptação, iniciando um processo de gestão de mudança em sua estrutura. Nesse contexto, emerge um conceito de relevância a ser abordado: a comunicação e a gestão de mudança. A comunicação e a gestão de mudança são conceitos interligados que desempenham papéis essenciais em qualquer organização que busca prosperar e se adaptar em um mercado dinâmico e em constante evolução. A gestão de mudança refere-se ao processo de planejar, organizar e controlar as atividades relacionadas à mudança dentro de uma organização. Tal processo envolve a identi�cação das Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL necessidades de mudança, bem como o desenvolvimento de estratégias para sua implementação. Por sua vez, a comunicação pode ser de�nida como o processo de transmitir informações, ideias, pensamentos e sentimentos de uma pessoa para outra. A comunicação desempenha um papel crucial na gestão de mudança, permitindo a disseminação e�caz de informações acerca da mudança planejada, seus objetivos e benefícios para todas as partes interessadas envolvidas. Portanto, ao considerar um processo de gestão de mudança e a implementação de TIC em uma empresa, é fundamental abordar o tema das mídias sociais. Segundo um estudo publicado no site Forbes, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de consumo de redes sociais, com mais de 131,5 milhões de usuários conectados no país (Pacete, 2023). Diante dessa informação, toda empresa deve incluir em seu plano de comunicação a atuação nas mídias sociais. As mídias sociais são plataformas on-line que permitem às pessoas se conectarem, compartilharem conteúdo, se comunicarem e interagirem umas com as outras. Elas englobam sites e aplicativos como Facebook, Instagram, LinkedIn e YouTube, entre outros. Siga em Frente... A integração e promoção da comunicação entre pessoas por meio das tecnologias da informação e comunicação (TIC) desempenham um papel fundamental no desenvolvimento empresarial. Como demonstrado anteriormente, as mídias sociais são uma das principais aplicações das TIC, tendo grande importância na vida e rotina das pessoas. As TIC fornecem ferramentas e tecnologias que permitem a existência das mídias sociais, possibilitando a conexão e interação das pessoas em uma escala global. Para entender melhor, as mídias sociais são plataformas on-line que permitem que os usuários criem, compartilhem e interajam com o conteúdo gerado. Essas plataformas incluem redes sociais, como Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn e TikTok, além de outras plataformas como blogs, sites e fóruns. É importante destacar que cada rede social tem uma estratégia de público especí�ca, com características distintas e focos diversos, como as redes sociais voltadas para pro�ssionais (como o LinkedIn) ou plataformas mais focadas em vídeos (como o TikTok). As mídias sociais são regidas por algoritmos, que são responsáveis por apresentar aos usuários conteúdos relevantes ou não, de acordo com a estratégia de seu criador. Por isso, é fundamental ter em mente a importância da compreensão das particularidades e estratégias de cada Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL plataforma de mídia social para alcançar um melhor aproveitamento das ferramentas e tecnologias disponíveis. A implementação das tecnologias da informação e comunicação (TIC) em um negócio requer uma abordagem estratégica e planejamento, uma vez que a comunicação é um componente crítico em uma empresa. Portanto, é crucial que a implantação das TIC passe por um processo adequado de gestão de mudança, que envolve a atenção às etapas descritas a seguir: 1. Avaliar as mudanças necessárias, compreendendo a razão pela qual a mudança é necessária e analisando a situação atual. 2. Desenvolver uma visão compartilhada da comunicação desejada na organização e comunicá-la a todos os envolvidos, destacando os benefícios da mudança. 3. Envolver todas as partes interessadas e sujeitas à mudança, ouvindo suas opiniões e preocupações para obter apoio e minimizar resistências. Além disso, é importante comunicar de forma clara, aberta e consistente durante todo o processo de gestão mudança, adaptando a comunicação para atender às necessidades do público-alvo. Os envolvidos devem receber treinamento adequado a respeito das TIC integradas, e a colaboração deve ser encorajada para o compartilhamento de ideias entre os membros da equipe. É crucial estabelecer métricas e indicadores de desempenho para monitorar o progresso da implementação da gestão de mudança na comunicação, analisando regularmente os resultados e ajustando a abordagem conforme necessária. A avaliação dos recursos necessários também como hardware e software, bem como a análise da infraestrutura existente da empresa, é fundamental para um planejamento em comunicação adequado. Por �m, é importante lembrar que a gestão de mudança na comunicação é um processo contínuo. À medida que a organização evolui e conforme as necessidades mudam, é crucial estar aberto às novas mudanças e ajustar a abordagem de acordo com as necessidades. Vamos Exercitar? Conforme já estudo, as tecnologias da informação e comunicação (TIC) têm se tornado cada vez mais relevantes para as empresas de todos os setores, inclusive o comércio, permitindo uma gestão mais e�ciente dos processos e informações, e a criação de novas formas de comunicação e interação com funcionários, clientes e fornecedores. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Para aprofundar seu conhecimento, vamos exempli�car a aplicação das TIC em uma empresa de comércio de roupas, a �m de enfrentar os desa�os relacionados à competitividade no mercado. Vamos supor que você, como gestor, decidiu que as TIC seriam uma ferramenta fundamental para a implementação de um processo de mudança visando à melhoria desses aspectos de comunicação. Seguindo uma proposta de processo de gestão de mudança, foram identi�cadas as mudanças necessárias e todas as partes interessadas foram envolvidas. Após análise interna das etapas propostas para um bom processo de gestão de mudanças, a empresa decidiu implementar as alterações que seguem na estratégia de comunicação: Em primeiro lugar, foi adotado um software de gestão integrada, um ERP, a �m de gerenciar melhor os processos internos, como controle de estoque, gestão de vendas e �nanceiro. Com essa ferramenta, a empresa passa a ter informações mais precisas e em tempo real, o que facilitará a tomada de decisão e otimizará os processos internos. Em seguida, a empresa criou uma loja virtual conectada a um CRM, permitindo a expansão do alcance de seus produtospara clientes em todo o país. O CRM também possibilitará que a empresa conheça melhor o comportamento dos clientes e seus interesses, por meio do registro de dados como histórico de compras e tempo de permanência na loja virtual, além de permitir a criação de per�s individuais de seus clientes, com informações como histórico de compras, preferências e necessidades. Finalmente, foi determinado que a empresa investiria em uma estratégia de mídias sociais, visando à interação com seus clientes e à obtenção de feedbacks e sugestões de melhoria, além da criação de campanhas de marketing digital, como promoções exclusivas para seguidores. Em resumo, a aplicação das TIC em uma empresa de comércio pode trazer inúmeros benefícios, desde a otimização dos processos internos até a criação de um canal de comunicação direto com os clientes. No caso da empresa de roupas em questão, a implementação de um software de gestão integrada ERP, uma loja virtual, uma estratégia de mídias sociais e um CRM foram fundamentais para a gestão da mudança e a melhoria da competitividade da empresa. Durante a aula, exploramos a aplicação das tecnologias da informação e comunicação (TIC), a gestão de mudanças e o uso de mídias sociais, em um contexto comercial. É importante ressaltar que essas implementações não se limitam ao comércio, mas podem ser adotadas em diversos tipos de empresas, como indústrias, �ntechs e setor �nanceiro, para oferecer soluções de automação, segurança de dados, sistemas de pagamento eletrônico, entre outras possibilidades. Como gestor, é fundamental estar atento ao mercado e às constantes evoluções tecnológicas, a �m de identi�car oportunidades e aplicar soluções tecnológicas de forma estratégica e alinhada aos objetivos organizacionais. Saiba mais Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Para você aprofundar seus estudos nos temas tratados, veja, a seguir, a indicação de alguns materiais. Este artigo traz dados acerca das redes sociais no Brasil. Já este livro aborda a importância da comunicação e da transformação digital dos negócios. KOTLER, P. Marketing 4.0: do tradicional ao digital. São Paulo: Sextante, 2017. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. DHOLAKIA, N.; MUNDORF, N.; DHOLAKIA, R. R. Novos serviços de informação e comunicação: um quadro de referência estratégico. Ciência da Informação, v. 26, n. 3, 1997. DOI: 10.18225/ci.inf..v26i3.763. Disponível em: https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/763. Acesso em: 22 ago. 2023. GABRIEL, M. SEM e SEO: dominando o marketing da busca. São Paulo: Novatec, 2009. GABRIEL, M. Marketing na era digital: conceitos, plataformas e estratégias. São Paulo: Novatec, 2010. KOTLER, P. Marketing 4.0: do tradicional ao digital. São Paulo: Sextante, 2017. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. PACETE, L. G. Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais em todo o mundo. Forbes, 9 mar. 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais- que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/. Acesso em: 10 maio 2023. Aula 4 Inovação em comunicação empresarial Videoaula: Inovação em comunicação empresarial https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/763 https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, neste vídeo você terá informações que tratam da inovação aplicada à comunicação empresarial, do uso da tecnologia para atendimento ao cliente, e da análise dos processos administrativos e na comunicação empresarial para melhorar a e�cácia das campanhas publicitárias. Você verá como funcionam as tecnologias em campanhas de comunicação empresarial, e encontrará informações valiosas que podem contribuir para o seu conhecimento e desenvolvimento acadêmico e pro�ssional. Não deixe de assistir até o �nal para aproveitar ao máximo todo o conteúdo disponível. Ponto de Partida A comunicação empresarial desempenha um papel crucial na construção da imagem e reputação das organizações. Por meio da inovação, da tecnologia e da análise, as empresas podem aprimorar suas campanhas publicitárias, melhorando a e�cácia na comunicação. Nesta aula, exploraremos a importância da comunicação empresarial e sua relação com a inovação aplicada à comunicação, o uso da tecnologia no atendimento ao cliente e a análise de campanha publicitárias. Além disso, abordaremos a necessidade de estratégias adequadas para alcançar os públicos-alvo nas mídias sociais, destacando a importância do uso de ferramentas de análise para o sucesso das campanhas. Vamos Começar! A inovação aplicada à comunicação empresarial refere-se ao processo de identi�cação, desenvolvimento e implementação de novas abordagens, estratégias e tecnologias que aprimoram a forma como uma empresa se comunica interna e externamente. Esse conceito envolve uma busca constante por maneiras mais e�cientes, e�cazes e criativas de transmitir informações, engajar públicos-alvo e promover interações signi�cativas. Segundo Nassar (200-, p. 122) em seu livro "Tudo é comunicação", a comunicação empresarial moderna e excelente tem como um de seus principais atributos o monitoramento dos ambientes nos quais a empresa se insere, visando detectar ameaças e oportunidades. Portanto, a inovação na comunicação empresarial também requer uma mentalidade aberta e receptiva a novas ideias, estimulando a colaboração entre equipes para experimentação e uma disposição para se adaptar às mudanças no mercado e às preferências do público. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL O objetivo principal da inovação aplicada à comunicação empresarial é melhorar a e�cácia das mensagens transmitidas, fortalecer o relacionamento com clientes, colaboradores e outros stakeholders, além de impulsionar o crescimento e a competitividade da empresa no mercado. Essa inovação pode abranger diversas áreas, desde o uso de novas tecnologias para análise de dados até a criação de conteúdos e formatos de comunicação diferenciados, como vídeos interativos, realidade aumentada ou transmissões ao vivo. No atendimento ao cliente, as novas tecnologias desempenham um papel crucial ao aprimorar a experiência do cliente e automatizar o atendimento. As ferramentas tecnológicas, como chatbots, assistentes virtuais, sistemas CRM e software de suporte ao cliente, agilizam a interação e fornecem respostas rápidas e precisas. Além disso, as plataformas de atendimento permitem que os clientes escolham o canal de comunicação mais conveniente, como chat online, e-mail, redes sociais e aplicativos de mensagens. Isso melhora a �exibilidade e a conveniência para os clientes. A análise de dados e métricas é outra aplicação importante, visando aprimorar as campanhas publicitárias e otimizar estratégias para alcançar resultados mais e�cazes. A análise nesse contexto envolve a coleta de dados relevantes relacionados às campanhas publicitárias, como alcance, impressões, cliques, taxas de conversão e engajamento nas redes sociais, entre outros indicadores-chave de desempenho (KPIs). Essas métricas são analisadas e interpretadas para compreender o impacto das campanhas e obter insights sobre o comportamento do público-alvo. Nassar (2006, p.122) também destaca em seu livro Tudo é comunicação outro atributoimportante da comunicação empresarial moderna, que é “a seleção de mídias adequadas que alcancem os públicos estratégicos." Por meio da análise dos dados, é possível identi�car quais estratégias e canais de comunicação estão obtendo melhores resultados, quais segmentos de público estão respondendo de forma mais positiva e quais ações estão gerando maior engajamento. Essas informações permitem que as empresas ajustem suas campanhas, otimizem seus investimentos e esforços. Siga em Frente... Quando se discute aprimorar a comunicação empresarial, é fundamental considerar a existência de múltiplos públicos a serem abordados. É de extrema importância de�nir o público-alvo desejado ou estabelecer uma estratégia ou plano de ação. Ao tratar de empresas, distinguem-se os públicos internos e externos, os quais podem ser subdivididos em setores internos, como �nanceiro, logística e comercial, e públicos externos, incluindo clientes, fornecedores e o público em geral. Assim, a de�nição do público-alvo desejado é crucial na elaboração de uma estratégia de comunicação empresarial. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL O uso da tecnologia para aprimorar a comunicação empresarial e também para analisar os processos administrativos pode e deve ser aplicado a qualquer público e em qualquer setor. Conforme mencionado em aulas anteriores, a tecnologia é uma ferramenta fundamental para que as empresas se mantenham competitivas, pois a tecnologia ajuda na percepção e assertividade do andamento dos processos de um escritório e de uma empresa. No âmbito do atendimento ao cliente, é possível identi�car diversas ferramentas tecnológicas que desempenham um papel signi�cativo no aprimoramento do relacionamento entre a empresa e seus clientes. Exemplos dessas ferramentas incluem chats, WhatsApp, e-mails e sistemas de autoatendimento, que já representam formas de inovação e interação que vão além do atendimento presencial ou telefônico convencional. Contudo, é importante reconhecer que a tecnologia está em constante evolução, demandando a adoção de novas tecnologias que possibilitem melhorias ainda mais signi�cativas no atendimento e no relacionamento com os clientes. Vamos ver, a seguir, algumas tecnologias que podemos utilizar. Chatbot É um programa desenvolvido para interagir com usuários de forma automatizada e simular uma conversa humana. Também conhecidos como assistentes virtuais, os chatbots podem ser projetados para funcionar por meio de texto, voz ou ambos, dependendo da plataforma em que são implementados. Eles são capazes de receber perguntas e fornecer respostas adequadas, as quais podem ser pré-programadas com base em uma lista de perguntas frequentes. Os chatbots têm se tornado cada vez mais so�sticados e são uma solução e�ciente para automatizar interações repetitivas e simples, melhorar a experiência do cliente e fornecer suporte rápido e e�ciente 24 horas por dia. Inteligência arti�cial O site Zendesk publicou uma pesquisa em seu site que no qual a�rma que “63% dos negócios já adotaram a inteligência arti�cial e aumentaram seus lucros.” (Silva, 2023). A inteligência arti�cial (IA) é um campo da ciência da computação que se concentra no desenvolvimento de programas capazes de realizar tarefas que que simulam a inteligência humana. Ela busca criar algoritmos que possam raciocinar, entender, tomar decisões e resolver problemas de forma autônoma, identi�cando padrões, fazendo previsões e tomando decisões. Machine learning Machine learning (aprendizado de máquina) é uma parte da inteligência arti�cial que se concentra no desenvolvimento de programas que permitem que os computadores aprendam e tomem decisões sem serem explicitamente programados, em vez de seguirem instruções especí�cas. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Aprimorar a comunicação com o cliente abrange não apenas a interação no atendimento, mas também se estende à comunicação empresarial prévia à conversão do indivíduo em cliente. Esse contexto inclui a análise de campanhas publicitárias como um elemento fundamental. A análise criteriosa das campanhas publicitárias é de suma importância, e para tal, diversas ferramentas analíticas podem ser empregadas, como Semrush e RD Station. No contexto das mídias sociais, é importante destacar que cada plataforma oferece relatórios de analytics especí�cos para monitorar e avaliar o desempenho das campanhas. Por exemplo, o Google disponibiliza o Google Analytics e o Google AdWords, enquanto a Meta (representada pelo Facebook e Instagram) oferece o Facebook Insights. Além dos relatórios fornecidos pelas próprias plataformas, existem no mercado diversas ferramentas que visam à integração e consolidação dos dados provenientes de múltiplas mídias sociais, bem como a geração de relatórios comparativos da concorrência. Entre essas ferramentas, destacam-se exemplos como RD Station e Semrush. O importante para uma empresa que busca tecnologias no atendimento ao cliente é saber que a combinação de tecnologias em um projeto é que possibilitará o sucesso nesta implantação. Por isso, é fundamental que a implantação de tecnologias passe por estudo e planejamento. Vamos Exercitar? Por meio da aplicação inovadora de estratégias de comunicação, do uso de tecnologia para o atendimento ao cliente e da análise dos processos administrativos, as empresas têm a oportunidade de aprimorar a e�cácia de suas campanhas publicitárias. Neste contexto, exploraremos a aplicação e a relação desses conceitos e ferramentas, enfatizando sua importância na comunicação empresarial. Atualmente, as empresas que desejam alcançar seus públicos-alvo devem estar presentes no mundo digital, incluindo as mídias sociais. O CRM é uma ferramenta crucial para o atendimento e relacionamento com os clientes. No entanto, toda empresa precisa considerar a manutenção de sua carteira de clientes existentes, bem como a aquisição de novos clientes. Para isso, é necessário desenvolver ações e campanhas publicitárias nos locais em que os clientes estão presentes, como as redes sociais. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo site Forbes (Pacete, 2023), o Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais do mundo, com 131,5 milhões de pessoas conectadas. Estar presente nas redes sociais não se resume apenas a ter um per�l e fazer postagens frequentes. É necessário ter uma estratégia bem de�nida e realizar análises constantes. É preciso, também, criar um plano e um projeto para que os clientes captados resultem em conversões. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Dentro de plataformas como o Google e o Meta, é possível criar públicos-alvo especí�cos para direcionar as ações publicitárias, segmentando por região (cidade, estado), gênero (masculino, feminino etc.), interesses e outras combinações relevantes. Toda campanha deve direcionar o potencial cliente (lead) para uma página ou um link no qual, dentro do projeto, esse usuário será conduzido ou atendido em novas etapas até a conclusão da compra. Esse link pode ser um site, uma landing page, uma ferramenta de chat ou mesmo o WhatsApp, que tem sido amplamente usado pelas empresas. Suponhamos que após a captação do lead, quando ele interage com a publicação, ele seja direcionado para o WhatsApp. Nesse caso, podemos usar duas tecnologias principais: o chatbot combinado com um programa de inteligência comercial. Por meio dessa junção de tecnologias – WhatsApp, chatbot e inteligência arti�cial –, a empresa consegue conduzir o usuário de forma autônoma até um determinado estágio da interação. Por exemplo, por meio de uma conversa preestabelecida, o cliente pode fornecer ao chatbot as primeiras informações, como nome, telefone e e-mail, além de poder esclarecer dúvidas acerca da empresa e/ou produtos/serviços. Conforme a interação avança, o cliente é conduzido por um sistema de inteligência arti�cial até que seja transferido para um atendimento humano. Nesse caso, a inteligência arti�cialpode indicar o melhor agente humano para dar continuidade à jornada desse lead. É importante destacar que nesse processo estamos construindo um funil de vendas, que é um método de acompanhamento do usuário até que ele se torne um cliente ou atinja a meta estabelecida pela campanha. Durante todo o processo da campanha, certamente ocorrerão diversas interações diferentes, como usuários que não clicam, usuários que desistem no caminho, alguns que apenas visualizam a publicidade e outros. Todos esses dados são extremamente importantes para a análise do retorno dessa campanha. Portanto, o uso de ferramentas de análise é essencial para a adequação da campanha. Por exemplo, no meio da campanha, é possível alterar o público-alvo ao perceber que um percentual signi�cativo dos leads convertidos tem mais de 30 anos de idade, enquanto a campanha tinha como foco pessoas a partir dos 18 anos. Com base nessa informação, o gestor pode ajustar a con�guração e direcionar a campanha apenas para maiores de 25 anos, uma vez que o retorno de usuários mais jovens é baixo, o que acaba gerando um custo que poderia ser melhor aplicado. Essas e outras informações a respeito da campanha podem ser acompanhadas nas próprias mídias utilizadas ou por meio de ferramentas externas que fornecem dados cruzados em tempo real. Saiba mais Caro estudante, as ferramentas de análise são essenciais para um bom trabalho e o alcance de resultados satisfatórios. A seguir, indicamos duas, para que você aprofunde seus estudos. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL RD Station. Semrush. Referências CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. NASSAR, P. Tudo é Comunicação. São Paulo: Lazuli, 2006. PACETE, L. G. Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais em todo o mundo. Forbes, 9 mar. 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais- que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/. Acesso em: 10 maio 2023. SILVA, D. da. Qual a importância da tecnologia no atendimento ao cliente? 6 tipos para aplicar hoje! Blog da Zendesk, 13 dez. 2022. Disponível em: https://www.zendesk.com.br/blog/tecnologia-no-atendimento-ao-cliente/. Acesso em: 18 maio 2023. Aula 5 Encerramento da Unidade Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, neste vídeo você terá uma revisão abrangente de todo o conteúdo estudado nesta unidade. Abordaremos o impacto positivo que pequenas mudanças podem trazer para a sua https://www.rdstation.com/ https://www.semrush.com/ https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ https://www.zendesk.com.br/blog/tecnologia-no-atendimento-ao-cliente/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL organização ao aprimorar a e�ciência e a colaboração entre equipes, por meio da incorporação de inovação e tecnologia na gestão de processos administrativos e na otimização da comunicação empresarial. Além disso, exploraremos a utilização de diversas ferramentas e suas interconexões, proporcionando insights a respeito de suas possibilidades de aplicação. Aproveite a oportunidade de ampliar seu conhecimento nesta área assistindo ao vídeo. Ponto de Chegada De acordo com Peter Drucker (2019), "a coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não está sendo dito". Essa a�rmação ressalta a relevância da comunicação empresarial, que vai além de simplesmente expressar ou informar os envolvidos acerca de determinado assunto. Em uma empresa, não é su�ciente apenas oferecer produtos aos clientes ou informar os colaboradores a respeito dos novos passos da organização. Cada ação de comunicação deve ser cuidadosamente planejada e estruturada visando alcançar os objetivos do projeto em questão. Uma comunicação bem elaborada e organizada permite que processos e projetos ocorram de forma assertiva e tranquila, reduzindo ruídos e falhas nos processos. Por essa razão, a atenção constante à comunicação é uma parte fundamental de uma gestão e�caz. Felizmente, existem muitos recursos disponíveis para empresas de todos os portes desenvolverem um sistema de comunicação bem-sucedido. A utilização de novas tecnologias pode tornar os processos administrativos mais e�cientes e lucrativos. A automação de escritórios, por exemplo, permite que os pro�ssionais dediquem seu tempo a novas atividades, enquanto softwares como ERP e CRM fornecem aos gestores uma visão clara do andamento do negócio, facilitando e agilizando as tomadas de decisões. Uma das decisões cruciais em relação à comunicação é a escolha dos veículos de mídia social. De acordo com uma pesquisa do Portal Forbes (Pacete, 2023), o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de consumo de redes sociais, com mais de 131,5 milhões de usuários conectados no país. Diante dessas informações, torna-se inevitável a presença das empresas nas redes sociais. Para essa ação, é necessário estruturar um projeto, recomendando-se, mais uma vez, a utilização de tecnologias e metodologias inovadoras, como o design thinking e a gestão ágil de projetos. Esse planejamento e implementação de tecnologias e ferramentas possibilitarão que a empresa passe por um processo de mudança, o qual deve ser feito de forma planejada e cautelosa. Todos esses processos de mudanças e implementações de ferramentas estudados podem ser aplicados de uma só vez, por etapas ou de acordo com a demanda. É importante ressaltar que todo o processo começa com a mudança de mentalidade dos gestores, que devem apresentar a ideia e convencer os envolvidos na empresa de que as implementações são necessárias e Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL bené�cas. Assim como a implantação de campanhas publicitárias, por exemplo, todos esses processos requerem revisões e análises contínuas do andamento, além das adequações que precisam ser implementadas. Em resumo, a comunicação empresarial e�caz é um pilar fundamental para o sucesso das empresas. Ela vai além da mera transmissão de informações e envolve a compreensão do que não é dito explicitamente. A utilização de tecnologias e metodologias inovadoras, aliada a uma abordagem planejada e cautelosa, pode impulsionar a e�ciência dos processos e o alcance dos objetivos organizacionais. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudo de caso: loja de revenda de produtos de decoração. Situação-problema: melhoria das vendas digitais em uma loja de revenda de produtos de decoração devido à preferência dos clientes por compras em lojas virtuais. Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha para uma empresa de revenda de produtos para decoração, e se vê diante da seguinte situação. A loja de revenda de produtos de decoração SuperDecor é uma empresa estabelecida há mais de uma década, conhecida por oferecer uma ampla variedade de itens decorativos para ambientes residenciais e comerciais. Com uma loja física bem-sucedida, a SuperDecor conquistou uma base �el de clientes, mas nos últimos anos a empresa enfrentou um desa�o signi�cativo devido à crescente preferência dos clientes por compras em lojas virtuais, principalmente após a pandemia de covid-19. Percebendo essa mudança no comportamento de compra, você, como gestor da SuperDecor, reconheceua necessidade de aprimorar sua presença digital e otimizar suas vendas on-line para continuar atraindo e atendendo seus clientes. Analisando os últimos relatórios, você observou um declínio gradual nas vendas em sua loja física, enquanto as vendas on-line tiveram um crescimento moderado, mas não su�ciente para compensar a perda. A empresa fez pesquisas e interações com seus clientes, que revelaram que a comodidade e a conveniência de comprar produtos de decoração on-line são fatores decisivos para a mudança de comportamento. Os clientes expressaram a preferência por explorar uma ampla variedade de produtos, comparar preços e fazer compras no conforto de suas casas, o que as lojas virtuais oferecem. Foi observado também que o número de clientes novos estava muito baixo. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Após estudos e conversas com sua equipe, considerando que a empresa não poderia no momento contratar novos colaboradores, e que há atividades que ainda são feitas em planilhas, foram proposto os seguintes objetivos. Otimizar, por meio da tecnologia, as equipes existentes – administrativas e comerciais – para que se dediquem aos novos processos. Aumentar a visibilidade on-line da SuperDecor, fortalecendo sua presença nas redes sociais e otimizando seu site para alcançar novos clientes. Criar canais de atendimentos mais dinâmicos e acessíveis aos clientes ativos, gerando uma recompra. Buscar novos canais digitais de comunicação com clientes. Melhorar a comunicação interna da equipe quando no andamento dos processos. Vamos re�etir a respeito da empresa que você está gerindo. Trata-se de uma empresa do ramo de decoração que foi impactada, assim como outras muitas empresas, durante a pandemia. Porém, ao analisarmos o segmento da SuperDecor, é importante observar que houve um impacto ainda maior, pois, devido às pessoas estarem reclusas em suas casas, elas passaram a dar mais atenção a pequenos reparos e melhorias do lar. Observamos, nessa época, um aumento nas vendas de materiais de construção e, consequentemente, um aumento nas vendas de artigos de decoração. Assim, podemos analisar que a empresa não conseguiu aproveitar bem esse momento e, além de perder clientes, não estava estruturada para o mercado digital. Diante dessas informações, é importante entender como é a cultura da empresa. A análise de algumas questões pode ajudar: Como é a mentalidade da equipe da empresa? Existe uma cultura moderna? Inovadora? Como os funcionários lidam com a tecnologia? Todos esses dados são importantes para que o processo de inovação e mudança possa acontecer da melhor forma possível. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL CATENA, M. I. C. Ferramentas para a moderna gestão empresarial: teoria, implementação e prática [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL DRUKER, P. O gestor e�caz. São Paulo: Actual, 2019. LAGE JÚNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. PACETE, L. G. Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais em todo o mundo. Forbes, 9 mar. 2023. Disponível em: https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais- que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/. Acesso em: 10 maio 2023. https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/ https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/03/brasil-e-o-terceiro-pais-que-mais-consome-redes-sociais-em-todo-o-mundo/a de�nição de metas e o estabelecimento de um sistema de monitoramento e avaliação, garantindo que a organização esteja progredindo em direção aos seus objetivos de longo prazo. Outro plano relevante é o plano de produção, um documento que descreve as atividades relacionadas à produção de bens ou serviços, e inclui a de�nição de processos produtivos, a programação de produção e a gestão de estoques. O plano de manutenção é outro documento importante, pois descreve as atividades relacionadas à manutenção da infraestrutura e equipamentos da organização, e inclui a de�nição de procedimentos de manutenção preventiva e corretiva, a programação de manutenção e a gestão de estoques de peças e componentes. Por �m, é importante destacar que há outros planos táticos e operacionais que podem contribuir com o planejamento empresarial. Entretanto, a aplicabilidade dos planos dependerá exclusivamente do alinhamento estratégico e das necessidades organizacionais. Vamos Exercitar? No contexto organizacional, é importante destacar a organização da ação empresarial nos três níveis, estratégico, tático e empresarial, e o impacto no dia a dia do administrador. Nesse sentido, é valido salientar que a abrangência dos planos estratégico, tático e operacional está relacionada diretamente com a estrutura hierárquica de uma empresa, que pode variar de acordo com o tamanho, a complexidade e o setor de atuação, e cada um desses níveis desempenha funções especí�cas e tem responsabilidades distintas. O nível estratégico, o mais elevado de planejamento, tem um impacto signi�cativo na estrutura hierárquica, é desenvolvido pela alta administração e de�ne a direção e os objetivos gerais da organização a longo prazo. Nesse sentido, o plano estratégico in�uencia a estrutura hierárquica, pois pode exigir a criação de novos departamentos ou a reorganização de funções existentes para garantir que a empresa esteja preparada para alcançar suas metas estratégicas. Além disso, o plano estratégico determina as principais prioridades da organização, o que pode afetar a alocação de recursos e a distribuição de autoridade e responsabilidade entre os diferentes níveis hierárquicos. No nível tático, a preocupação está relacionada à implementação do plano estratégico, e há um impacto intermediário na estrutura hierárquica, pois ele se concentra nas ações especí�cas necessárias para atingir os objetivos estratégicos. O plano tático, nos níveis intermediários de gerência, desempenha um papel importante na estrutura hierárquica, pois de�ne as responsabilidades de cada equipe ou departamento e determina as atividades diárias e os prazos Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL a serem cumpridos, o que afeta a distribuição de responsabilidades e a comunicação dentro da hierarquia empresarial. Isso pode resultar em mudanças na estrutura hierárquica, como a criação de novos cargos ou a rede�nição de funções existentes para melhor atender às necessidades da organização. No nível operacional, os impactos estão diretamente ligados às atividades diárias e à estrutura hierárquica da empresa, pois se concentram nas ações necessárias para atingir as metas especí�cas de cada departamento ou equipe. O plano operacional in�uencia a estrutura hierárquica, pois de�ne as atribuições e as responsabilidades de cada membro da equipe, bem como os �uxos de comunicação e tomada de decisão. Chiavenato (2014) sintetiza a relação da organização da ação empresarial nos três níveis da empresa: Quadro 1 | Organização da ação empresarial Níveis Organização Conteúdo Institucional Desenho organizacional Superestrutura da empresa Formato organizacional e processos de comportamento. Intermediário Desenho departamental Agrupamento de unidades em subsistemas, como departamento ou divisões. Operacional Modelagem do trabalho Estrutura das posições e das atividades do cargo. Fonte: adaptado de Chiavenato (2014). Em suma, o nível estratégico se preocupa com desenho organizacional, ou seja, olha para o todo (estrutura, organograma e a�ns); já o nível tático tem o viés departamental e o foco no detalhamento de alocação dos recursos da empresa e funcionamento departamental; por �m, o nível tático tem a responsabilidade de de�nir cargos e tarefas (Chiavenato, 2014). É importante ressaltar que os planejamentos estratégico, tático e operacional têm um impacto signi�cativo na hierarquia organizacional de uma empresa, pois in�uenciam o todo e orientam como a empresa de�ne e implementa suas estratégias, objetivos e tarefas. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E quando essa relação do planejamento e hierarquia é bem orquestrada, proporciona um aumento na motivação, engajamento e satisfação dos membros da equipe. Saiba mais As organizações contemporâneas prezam por inovação constante, esforços de pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos. Nesse sentido, uma dica interessante e que contribui com o trabalho colaborativo é o software livre Miro. Trata-se de um programa de colaboração que oferece diversas funcionalidades para equipes trabalharem de forma conjunta e visual. Ele permite a criação de quadros interativos, nos quais é possível adicionar post-its, desenhos, imagens e notas, e permite a realização de brainstorming, a criação de diagramas, a colaboração em tempo real e a integração com outras ferramentas, facilitando a comunicação, a organização de ideias e a colaboração em projetos, e tornando o trabalho em equipe mais e�ciente e produtivo. Referências BARROS NETO, J. P. de (org.). Administração: fundamentos da administração: empreendedora e competitiva. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Administração contemporânea. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011. MAXIMIANO, A. C. A. Fundamentos de administração: introdução à teoria geral e aos processos da administração. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2014. Aula 3 Implementação e controle de processos administrativos Videoaula: Implementação e Controle dos Processos Administrativos Este conteúdo é um vídeo! https://miro.com/app/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, esta videoaula abordará os principais conceitos e aplicações do planejamento estratégico empresarial. Nesse sentido, você terá a oportunidade de compreender os principais conceitos de estratégia empresarial, as etapas e a importância da execução e do controle que envolvem uma estratégia empresarial. Não perca essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Ponto de Partida Estudante, convidamos você a explorar o tema deste bloco, cuja abordagem será o planejamento empresarial. Em um mundo em constante metamorfose, o planejamento estratégico é uma ferramenta essencial para as empresas que desejam se destacar em um mercado competitivo. Por isso, o conteúdo vai propiciar a você a oportunidade de mergulhar no mundo do planejamento estratégico, entender como ele pode impactar positivamente uma empresa e explorar todas as etapas do processo de construção de um plano estratégico sólido e e�caz. Portanto, não perca a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para um futuro de sucesso. Bons estudos! Vamos Começar! Não é de hoje que a palavra “estratégia” é usada pelas pessoas e pelas organizações. Praticamente todos os dias esse termo é utilizado para justi�car decisões no âmbito corporativo, dada a relevância do tema neste contexto. Nesse sentido, é necessário destacar três fatores essenciais na estratégia empresarial. O primeiro é saber analisar as circunstâncias, os riscos, as causas e consequências do ambiente. Outroponto importante é a análise dos recursos disponíveis, principalmente os humanos, pro�ssionais capazes de enxergar a solução dos problemas. E o terceiro é a liderança, cujo papel é fundamental nas tomadas de decisão (Chiavenato, 2014). Mas esses pontos são apenas as pontas desse iceberg chamado estratégia. A etimologia – área que estuda a origem das palavras – indica que a palavra estratégia vem do grego stratègos. Separando as palavras, temos a palavra stratos, que signi�ca “exército”, e palavra ago, que signi�ca “liderança” (Chiavenato, 2014). O planejamento estratégico empresarial é um processo crucial para o sucesso e a sustentabilidade de uma organização. Trata-se de um conjunto de ações que visa estabelecer a Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL direção, os objetivos e as estratégias da empresa, alinhando-as com as demandas do mercado e do ambiente empresarial (Chiavenato, 2014). Nesse sentido, a Figura 1 mostra esse conjunto de ações relacionadas no processo do planejamento estratégico. Figura 1 | Etapas do planejamento estratégico. Fonte: adaptada de Chiavenato (2014). É importante destacar que o planejamento estratégico é ferramenta essencial para as empresas, independentemente do seu porte ou setor de atuação, e permite que os gestores e líderes organizacionais de�nam uma visão de longo prazo, identi�quem os objetivos-chave e determinem as melhores estratégias para alcançá-los (Chiavenato, 2014). Para compreender esse contexto, é necessário pontuar os principais conceitos das perspectivas do pensamento estratégico: a clássica, evolucionária, processual e sistêmica (Whittington, 2002). A perspectiva clássica é representada por estudiosos como Alfred Sloan (1875–1966), Igor Ansoff (1918–2002), Alfred Chandler (1918–2007) e Michael Porter. Esses autores defendem que a estratégia a partir da maximização dos lucros e como obter vantagem competitiva em relação à concorrência e prevê um processo linear e aplicável principalmente em mercados estáveis, com planejamento a longo prazo (Whittington, 2002). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Já a perspectiva estratégica evolucionária busca a maximização dos lucros, e que as organizações têm capacidade limitada para interagir com o ambiente externo; assim, precisa compreender que esse ambiente caótico e cheio de instabilidades deve levá-la a ampliar a capacidade de inovação e �car atenta à imprevisibilidade do cenário externo (Whittington, 2002). A perspectiva estratégica processual tem como base duas premissas interessantes e fundamentais para seu entendimento. A primeira envolve a limitação humana, que entende que o ser humano tem capacidade cognitiva limitada e, portanto, não consegue desenvolver um certo número de atividades combinadas e sequenciais. A segunda, por sua vez, trata da complexidade organizacional, e interage com o ecossistema da empresa (pessoas, cultura e clima organizacionais, a política interna e mercado) (Whittington, 2002). Por �m, a abordagem da perspectiva sistêmica privilegia principalmente as questões externas do ponto de vista sociológico, ou seja, aspectos que vão além do controle da organização, em que todas as pessoas da sociedade fazem parte da organização: colaboradores, fornecedores, clientes, parceiros de negócios e até as esferas governamentais municipal, estadual e federal (WHITTINGTON, 2002). É importante ressaltar que a estratégia empresarial é um campo rico a ser explorado e, portanto, é fundamental entender esses conceitos para, posteriormente, colocá-los em prática no dia a dia da organização. Siga em Frente... O planejamento é o processo gerencial usado para desenvolver e manter um conjunto de objetivos de longo prazo para a organização, com o olhar voltado para o futuro e funcionando como uma bússola para a organização frente a um contexto previamente conhecido (Mintzberg; Ahlstrand; Lampel, 2010; Chiavenato, 2014). Para entender as etapas do planejamento estratégico, antes de tudo, é essencial entendermos o ciclo estratégico, cujo processo é composto por três premissas: formulação da estratégia, execução da estratégia e acompanhamento e controle, conforme mostrado na Figura 2. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Ciclo da estratégia. Fonte: adaptada de Chiavenato (2014). Com base neste contexto, é possível descortinar as etapas do planejamento estratégico, conforme Chiavenato (2014) explica: Etapa 1 – Construção da visão estratégica: é a ação inicial. Para saber aonde se quer chegar, é necessário ter uma visão de futuro. Por isso, é necessário descrever onde a empresa deseja estar a longo prazo e como deseja ser reconhecida no mercado, inspirando e orientando a de�nição dos objetivos e a tomada de decisões estratégicas. Neste processo, deve ser declarada a missão da empresa, ou seja, a sua razão de ser. Ela descreve a �nalidade da organização, o que ela faz, para quem e como o faz, e a base para a de�nição dos valores e princípios que norteiam as atividades da empresa e guiam o comportamento e as decisões estratégicas. Eles re�etem a cultura organizacional e estabelecem a ética, a transparência e a responsabilidade como fundamentais para as operações empresariais. Etapa 2 – Delineação dos objetivos: são metas especí�cas e mensuráveis que a organização busca alcançar para concretizar sua visão. Elas devem ser claras, realistas e alinhadas com a missão da empresa. Os objetivos podem ser relacionados a diferentes áreas, como �nanceira, operacional, marketing e recursos humanos. Etapa 3 – Análise de cenário: o cenário organizacional pode ser analisado a partir de duas visões ambientais: o ambiente interno e o ambiente externo. O gestor deve ter Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL competências necessárias para administrar a estratégia, alocar e ajustar os recursos disponibilizados e atrelá-los aos objetivos traçados no planejamento. Essa relação de competências, recursos e planejamento é chamada de gestão estratégica. Etapa 4 – Elaboração das estratégias: as estratégias são os planos de ação para alcançar os objetivos estabelecidos, e envolvem a alocação de recursos, a de�nição de iniciativas e a escolha das melhores abordagens para superar desa�os e aproveitar oportunidades. As estratégias devem ser �exíveis e adaptáveis às mudanças do ambiente empresarial. Etapa 5 – Implementação: a implementação do planejamento estratégico requer o envolvimento e a colaboração de toda a organização. É fundamental que todos os colaboradores compreendam a estratégia, conheçam suas responsabilidades e contribuam ativamente para a sua execução. Etapa 6 – Controle: o controle regular do progresso e a avaliação dos resultados são essenciais para garantir que o planejamento esteja de acordo com os objetivos traçados pela organização. Para garantir que todas as etapas sejam cumpridas, é necessário monitorar. Para isso, os indicadores de desempenho possibilitam medir o progresso em relação aos objetivos estabelecidos, pois permitem monitorar o desempenho da empresa e identi�car áreas que necessitam de ajustes ou melhorias. Neste contexto, é possível perceber quão importante é o planejamento estratégico empresarial, pois permite que as empresas se adaptem às mudanças, aproveitem oportunidades e alcancem resultados consistentes com seus objetivos e propósitos. Vamos Exercitar? O planejamento estratégico dispõe de algumas metodologias e ferramentas que contribuem para elaboração de um planejamento conciso e coerente com as necessidades das organizações. Uma metodologia que contribui com a de�nição dos objetivos estratégicos são os Objectives and Key Results (OKRs) que, em português, signi�ca objetivos e resultados-chave. Trata-se de uma metodologia de gestão e de�nição de metas que tem sido amplamente utilizada por empresas e organizações para impulsionar o desempenho e alinhar as equipes em direção a objetivos claros, ambiciosos, desa�adores e inspiradoresque a empresa ou equipe deseja alcançar em um determinado período (Niven; Lamorte, 2016). Para avaliar cenário de uma organização, a análise SWOT é uma ferramenta de gestão amplamente usada para avaliar a posição estratégica de uma empresa, e deriva de quatro componentes principais da análise: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), conforme mostrado na Figura 3. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 3 | Matriz SWOT. Fonte: adaptada de Chiavenato (2014). A origem da análise SWOT remonta a década de 1960. Albert Humphrey, um consultor de gestão da empresa de pesquisa de mercado Stanford Research Institute, liderou um projeto para descobrir por que as empresas planejadas ou propostas falhavam. Humphrey e sua equipe realizaram um estudo que envolveu a coleta e a análise de dados de várias empresas e organizações. A partir desse estudo, eles desenvolveram a análise SWOT como uma ferramenta para avaliar o ambiente interno e externo de uma empresa (Lucca, 2013). A análise SWOT é baseada em uma abordagem de dois fatores – internos e externos – e ajuda a empresa a desenvolver estratégias para maximizar suas forças, minimizar suas fraquezas, aproveitar as oportunidades e se proteger contra as ameaças, buscando um posicionamento estratégico mais favorável. Colaborando com a fase de análise, a Figura 4 traz o Modelo das Cinco Forças de Porter, uma estrutura analítica que permite analisar a competitividade de um setor ou indústria. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 4 | Modelo das Cinco Forças de Porter. Fonte: adaptada de Porter (1999). Em suma, o Modelo das Cinco Forças é usado para entender a dinâmica competitiva de um setor e auxiliar na identi�cação de oportunidades e desa�os, e ajuda as empresas a desenvolverem estratégias para se posicionar de forma competitiva e maximizar sua vantagem competitiva. Após a de�nição dos objetivos, a análise de cenário e a formulação da estratégia, é hora de partir para a execução do planejamento estratégico, uma etapa crucial para transformar as estratégias em ações concretas e garantir que os objetivos organizacionais sejam alcançados. E uma das metodologias mais completas e utilizadas pelas empresas é o Balanced Scorecard (BSC), mostrado na Figura 5, que, além de contribuir na execução, auxilia no controle e monitoramento (Kaplan; Norton, 2004; Sparanno, 2012). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 5 | Balanced Scorecard (BSC). Fonte: adaptada de Norton e Kaplan (2004). Desenvolvido por Kaplan e Norton (2004) no �nal da década de 1980, trata-se de uma metodologia que inclui a de�nição de indicadores e metas estratégicas, a elaboração de mapas estratégicos, o alinhamento das atividades com os objetivos estratégicos e o monitoramento contínuo do desempenho organizacional. É importante ressaltar que todas as etapas do planejamento estratégico são essenciais para transformar a estratégia em resultados concretos, e a utilização das ferramentas e tecnologias corretas facilita o monitoramento e permite ajustes quando necessário. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Saiba mais Na gestão contemporânea, é válido estar munido de ferramentas de planejamento estratégico que contribuam no acompanhamento, controle das ações estratégicas e tomadas de decisão. Neste sentido, o software livre Trello é uma ótima opção para auxiliar o gerenciamento de projetos baseado em quadros virtuais. Projetado para acompanhar e organizar tarefas, projetos e �uxos de trabalho de forma visual e colaborativa, o Trello permite que você organize suas tarefas e projetos de forma visual, utilizando um sistema de listas e cartões, e ajuda a manter o controle sobre as atividades, compartilhar informações com a equipe e garantir que todos estejam alinhados em relação ao progresso do projeto. Referências CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. JONES, G. R.; GEORGE, J. M. Administração contemporânea. 4. ed. Porto Alegre: AMGH, 2011. KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. Mapas estratégicos: convertendo ativos intangíveis em resultados tangíveis. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. LUCCA, G. Gestão estratégica balanceada. São Paulo: Atlas, 2013. MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safari de Estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2010. NIVEN, P. R.; LAMORTE, B. Objectives and Key Results: Driving Focus, Alignment, and Engagement with OKRs. [S. l.]: Wiley, 2016. PORTER, M. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. 17. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999. SPARANO, T. et al. Incrementando a estratégia: uma abordagem do Balanced Scorecard [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2012. WHITTINGTON, R. O que é estratégia. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. Aula 4 Cultura organizacional https://trello.com/pt-BR/login Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Videoaula: Cultura Organizacional Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, esta videoaula abordará os principais conceitos e aplicações da identidade organizacional, cultura organizacional, liderança e gestão de pessoas. Você terá a oportunidade de compreender a importância da identidade e da cultura na gestão empresarial e o papel da liderança na condução do ativo mais importante em uma empresa: as pessoas. Portanto, não perca essa oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para atuar em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. Ponto de Partida Estudante, convidamos você a explorar o tema deste bloco, que abordará a identidade e cultura organizacional, e a liderança e gestão de pessoas. Estudar esses conceitos proporcionará uma visão diferenciada e o entendimento necessário dos aspectos tangíveis e intangíveis da cultura empresarial e a relevância da gestão de pessoas nos processos administrativos e na comunicação no âmbito empresarial. Independentemente do porte ou setor da empresa, é relevante entender essas correlações que permeiam a gestão empresarial para tomadas de decisão, gestão de clima e a�ns. Portanto, não perca a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos e se preparar para um futuro de sucesso. Bons estudos! Vamos Começar! A identidade organizacional é fundamental no desenvolvimento de uma empresa e envolve a de�nição clara de sua missão, visão e valores, conceitos essenciais para estabelecer a direção estratégica da organização e moldar sua cultura corporativa (Mario, 2017). De início, é necessário explicar a missão de uma empresa, pois representa o propósito central e a razão de sua existência. Ela responde à pergunta: "Por que estamos aqui?". A missão de�ne o que a empresa faz, para quem ela oferece seus produtos ou serviços e qual valor ela busca entregar (Chiavenato, 2014). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Já a visão de futuro trata-se de uma representação futura da empresa, pois descreve a imagem que a organização busca alcançar a longo prazo e responde à pergunta: "Aonde queremos chegar?". A visão deve ser ambiciosa, inspiradora e desa�adora, motivando os colaboradores a trabalharem em prol de um objetivo maior (Chiavenato, 2014). Os valores, por sua vez, são princípios éticos e crenças fundamentais que guiam o comportamento e as decisões de uma organização. Eles representam o conjunto de normas e padrões pelos quais a empresa se orienta, re�etindo sua cultura e identidade (Chiavenato, 2014). É interessante (e relevante) destacar que missão, visão e valores são interdependentes e se complementam no desenvolvimento da identidade organizacional, e devem estar previstosno planejamento organizacional, conforme mostrado na Figura 1. Figura 1 | Alinhamento organizacional. Fonte: adaptada de Chiavenato (2014). Também é importante salientar que missão, visão e valores não são meramente de palavras bonitas para serem impressas em folhetos institucionais; os conceitos devem ser vivenciados e re�etidos no cotidiano da empresa e se tornar parte da cultura organizacional, sendo conduzidos pela liderança. Nesse sentido, é válido explicar que a cultura organizacional se refere aos valores, crenças, normas e comportamentos compartilhados por todos os membros de uma organização (Chiavenato, 2014). Uma cultura organizacional consolidada deve orientar o comportamento dos colaboradores e estabelecer diretrizes claras acerca de como as coisas são feitas na empresa, pois cria um ambiente no qual os funcionários se sentem engajados, valorizados e motivados. Uma cultura positiva e saudável promove a inovação, a colaboração, a transparência e a busca pela excelência (Chiavenato, 2014). Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL E o papel da liderança é crucial na manutenção da cultura organizacional, pois ela é responsável por modelar os valores e comportamentos esperados, servindo como exemplo para os demais membros da equipe. Deve comunicar de forma clara a visão, missão e valores da empresa e garantir que todos estejam alinhados e trabalhem em prol dos mesmos objetivos (Chiavenato, 2014). Aliado ao papel motivacional, a liderança deve se acercar de um sistema de gestão de pessoas que seja capaz de desenvolver e capacitar colaboradores a �m de criar um ambiente de con�ança, encorajar a participação ativa, ouvir as ideias e opiniões dos membros da equipe, motivar, inspirar e reconhecer o trabalho de cada indivíduo, propiciando, assim, o chamado “senso de propósito e pertencimento” (Chiavenato, 2014). Por �m, uma cultura organizacional forte aliada a uma boa liderança mantém o equilíbrio da identidade organizacional, atrai talentos, aumenta a retenção de funcionários, melhora a produtividade e a satisfação no trabalho, além de impactar positivamente os resultados �nanceiros. Siga em Frente... A liderança desempenha um papel fundamental na condução das pessoas, na gestão do clima e da cultura organizacional da empresa. O líder é responsável por orientar a equipe, motivar e engajar os colaboradores, e criar um ambiente de trabalho positivo e produtivo, além de de�nir e manter a cultura organizacional da empresa (Chiavenato, 2014). A liderança tem a capacidade de in�uenciar a cultura organizacional de diversas maneiras. Em primeiro lugar, o líder deve estar alinhado com a cultura e os valores da empresa. A cultura organizacional deve ser claramente de�nida e comunicada, e o líder deve ser o primeiro a seguir esses valores e comportamentos. Isso é importante para que os colaboradores tenham um exemplo a seguir e se sintam motivados a agir de acordo com a cultura da empresa. Além disso, o líder também é responsável por garantir que a cultura organizacional seja transmitida de forma efetiva aos colaboradores. Isso pode ser feito com ações concretas, como treinamentos e workshops, mas também por meio do exemplo do líder e da maneira como ele conduz a equipe. Quando o líder mostra comprometimento e adesão aos valores da empresa, os colaboradores tendem a seguir o mesmo comportamento. A liderança também tem um papel importante na gestão do clima organizacional da empresa. O clima organizacional se refere à atmosfera geral do ambiente de trabalho, incluindo a relação entre os colaboradores, a comunicação, a con�ança e a motivação. Um clima positivo pode ajudar a melhorar a produtividade, reduzir o absenteísmo e o turnover, e aumentar o engajamento e a satisfação dos colaboradores. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL O líder deve ser capaz de criar um ambiente de trabalho saudável e positivo, promovendo a comunicação aberta e a colaboração entre os colaboradores. Ele deve ser capaz de identi�car e resolver con�itos de maneira efetiva, promover a transparência e a honestidade, e incentivar o trabalho em equipe. Além disso, o líder deve estar sempre atento ao clima organizacional, avaliando o que está funcionando e o que precisa ser melhorado. A liderança também é responsável por conduzir as pessoas e garantir que elas estejam se desenvolvendo e crescendo pro�ssionalmente. Isso inclui a identi�cação de talentos e potenciais dentro da equipe, a de�nição de objetivos e metas claras, e o fornecimento de feedback e orientação. Quando os colaboradores se sentem apoiados e incentivados a se desenvolver, eles tendem a ser mais engajados e produtivos (Maximiano, 2012). Outro papel relevante da liderança está na gestão da diversidade e inclusão na empresa. É responsabilidade do líder garantir que a empresa seja um ambiente inclusivo e que promova a diversidade. Isso inclui a contratação de pessoas com diferentes origens, habilidades e experiências, bem como a promoção de uma cultura que valorize a diversidade e a inclusão. Em suma, a liderança desempenha um papel fundamental na condução das pessoas, na gestão do clima e da cultura organizacional da empresa. É importante que os líderes estejam alinhados com a cultura e os valores da empresa, e sejam capazes de transmitir essa cultura de maneira efetiva aos colaboradores. Vamos Exercitar? A cultura organizacional desempenha um papel fundamental no funcionamento e no desempenho das empresas. Nesse sentido, Cameron e Quinn (2011) desenvolveram um dos instrumentos mais conhecidos e utilizados, o Organizational Culture Assessment Instrument (OCAI) ou Instrumento de Avaliação de Cultura Organizacional. Esse modelo categoriza as culturas organizacionais em quatro tipos principais: clã, adhocracia, mercado e hierarquia, conforme mostrado na Figura 2. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura 2 | Organizational Culture Assessment Instrument (OCAI). Fonte: adaptada de Cameron e Quinn (2011). A cultura do clã enfatiza a colaboração, a participação e o desenvolvimento das pessoas. As organizações com essa cultura são como famílias, em que os colaboradores se preocupam com o bem-estar uns dos outros e valorizam a coesão, a harmonia, a lealdade e a longevidade dos colaboradores. A cultura da adhocracia é caracterizada pela inovação, �exibilidade e empreendedorismo. Organizações com essa cultura são ágeis, adaptáveis e buscam constantemente a criatividade e a experimentação. Os colaboradores são encorajados a assumir riscos calculados, a desa�ar o status quo e a buscar soluções inovadoras. A comunicação é aberta e �uida, as equipes são multidisciplinares e a hierarquia é �exível. A cultura de mercado é orientada para resultados e competitividade. Nessas organizações, a ênfase está na conquista de metas, no desempenho individual e na e�ciência. O ambiente de trabalho é orientado para a competição, com foco em alcançar vantagens competitivas e obter resultados tangíveis. A tomada de decisão é baseada em análises de dados e no retorno �nanceiro. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL A cultura da hierarquia é baseada em estruturas e processos formais. Essas organizações são caracterizadas por uma cadeia de comando clara, com papéis e responsabilidades bem de�nidos. As decisões são tomadas no topo da hierarquia, e a comunicação �ui principalmente de cima para baixo. A estabilidade e a previsibilidade são valorizadas, e as regras e regulamentos são seguidos de perto. É importante ressaltar que uma organização pode apresentar características de mais de uma cultura. Nesse caso, ocorre a formação de subculturas organizacionais. As subculturas são grupos ou departamentos dentro de uma organização que desenvolvem características culturais próprias, mas que também compartilham certos elementos da cultura organizacional mais ampla, e podem surgir devido a diferenças geográ�cas, funcionais, demográ�cas ou de valores.Nesse sentido, a liderança tem o poder de in�uenciar a subcultura dentro da organização. Por exemplo, líderes de diferentes departamentos podem desempenhar um papel importante na criação de uma subcultura que re�ita as necessidades e particularidades de suas equipes. Eles podem estabelecer normas e valores especí�cos para seus grupos, desde que estejam alinhados com a cultura organizacional mais ampla. A gestão de pessoas também desempenha um papel signi�cativo na gestão da cultura e subcultura organizacional, pois apoiam a liderança na contratação de talentos que estejam alinhados com os valores da empresa e que tenham o potencial de se adaptar à cultura organizacional existente. Além disso, a gestão de pessoas é responsável por criar políticas, práticas e programas que incentivem e reforcem a cultura organizacional desejada, o que pode incluir programas de treinamento e desenvolvimento que abordem os valores e comportamentos esperados, sistemas de reconhecimento e recompensa que reforcem a cultura, bem como canais de comunicação que promovam a transparência e o alinhamento com os valores da empresa. É importante destacar que a liderança e a gestão de pessoas devem trabalhar em conjunto para garantir a gestão e�caz da cultura e subcultura organizacional, a �m de sustentarem a missão, visão e valores, a base da cultura organizacional. Saiba mais Um dos grandes desa�os da gestão contemporânea é gerenciar o clima e a cultura organizacional das empresas. Nesse sentido, o Organizational Culture Assessment Instrument (OCAI), desenvolvido por Cameron e Quinn, ajuda o gestor na avaliação e compreensão da cultura organizacional de uma empresa e permite mapear a cultura atual e a cultura desejada, destacando as diferenças e fornecendo insights para a gestão da mudança cultural. É uma ferramenta valiosa para entender a dinâmica cultural da organização e orientar ações para alinhar a cultura com os objetivos estratégicos da empresa. https://www.ocai-online.com/ Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Referências CAMERON, K. S.; QUINN, R. E. Diagnosing and Changing Organizational Culture: Based on the Competing Values Framework. 3. ed. New York City, USA: Wiley, 2011. CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. MARIO, C. Missão, visão e valores – de�nindo sua empresa. Disponível em: https://administradores.com.br/artigos/missao-visao-e-valores-de�nindo-sua-empresa. Administradores, 6 jan. 2017. Acesso em: 10 maio 2023. MAXIMIANO, A. C. A. Teoria geral da administração. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2012. Aula 5 Fundamentos de Processos Administrativos Vídeo Aula Encerramento Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Neste vídeo, revisaremos todos os tópicos abordados durante nossos estudos acerca dos fundamentos da administração, da in�uência da hierarquia no planejamento empresarial, da importância da liderança na gestão da empresa e da cultura organizacional. Portanto, reforçamos o convite para mergulhar neste universo de aprendizado e conhecimento a respeito da administração de empresas. Bons estudos! Ponto de Chegada Na contemporaneidade, as organizações do trabalho enfrentam uma série de desa�os que exigem uma abordagem estratégica por parte dos gestores. O ambiente empresarial está em constante mudança, impulsionado por avanços tecnológicos, globalização e uma crescente https://administradores.com.br/artigos/missao-visao-e-valores-definindo-sua-empresa Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL demanda por inovação. Nesse contexto, os gestores desempenham um papel fundamental na condução das organizações, enfrentando desa�os relacionados ao planejamento estratégico empresarial, hierarquia organizacional, cultura organizacional, liderança e gestão de pessoas (Maximiano, 2012). Chiavenato (2014) explica que o planejamento estratégico empresarial se tornou uma ferramenta essencial para o sucesso das organizações na contemporaneidade. Os gestores devem ser capazes de analisar o ambiente externo e o interno, identi�car oportunidades e ameaças, de�nir metas claras e elaborar planos de ação e�cazes. Além disso, é importante que os gestores estejam preparados para revisar e ajustar o planejamento estratégico conforme necessário, à medida que surgem novas tendências e desa�os. Lage Junior (2016) pondera que outro desa�o enfrentado pelos gestores é a gestão da hierarquia organizacional. Nas organizações modernas, a hierarquia tradicional está sendo substituída por estruturas mais horizontais e colaborativas. Os gestores devem ser capazes de lidar com equipes multidisciplinares, promover a comunicação e a colaboração entre diferentes níveis hierárquicos e incentivar a participação ativa dos funcionários. A cultura organizacional também é um fator essencial a ser considerado pelos gestores, a�nal, representa os valores, as crenças e os comportamentos compartilhados dentro da organização. Os gestores precisam ser capazes de promover uma cultura que favoreça a inovação, o aprendizado contínuo e a adaptação às mudanças. Além disso, eles devem estar atentos às necessidades e expectativas dos funcionários, buscando criar um ambiente de trabalho saudável e motivador (Cameron; Quinn, 2011). Kanaane (2017) explica que liderança é um elemento fundamental no enfrentamento dos desa�os contemporâneos das organizações do trabalho. Os gestores devem ser líderes e�cazes, capazes de inspirar e motivar suas equipes, visionários, comunicadores habilidosos e bons ouvintes. A liderança transformacional, que incentiva a inovação e a criatividade, é especialmente relevante no contexto atual. Além disso, os gestores devem ser capazes de lidar com con�itos e crises de forma adequada, promovendo a resolução de problemas e a construção de relacionamentos positivos. Atrelada ao processo de liderança, a gestão de pessoas é um dos desa�os mais críticos enfrentados pelos gestores. Atrair, desenvolver e reter talentos quali�cados é essencial para o sucesso das organizações. Os gestores devem ser capazes de identi�car as habilidades e competências necessárias, proporcionar treinamento e desenvolvimento adequados, promover um ambiente de trabalho inclusivo e diversi�cado, e reconhecer e recompensar o desempenho de seus funcionários. Além disso, eles devem ser capazes de lidar com questões relacionadas à saúde e ao bem-estar dos colaboradores, buscando equilibrar as demandas do trabalho com a qualidade de vida (Chiavenato, 2014). Por isso, os gestores enfrentam diversos desa�os na contemporaneidade das organizações do trabalho e devem adotar uma abordagem estratégica em relação ao planejamento empresarial, Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL adaptar-se às mudanças na hierarquia organizacional, promover uma cultura organizacional saudável, exercer uma liderança e�caz e gerir as pessoas de maneira adequada. Superar esses desa�os exige habilidades de gestão sólidas, adaptabilidade e uma visão de futuro. Os gestores que conseguem enfrentar esses desa�os de forma e�caz estarão bem- posicionados para impulsionar o sucesso e a sustentabilidade de suas organizações. É Hora de Praticar! Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. João é um empresário e tem uma rede de restaurantes de comida típica mineira chamada "Cumpadi & Cumadi". O negócio foi fundado há 10 anos em um pequeno salão próximo de sua casa, com forte apelo daquela boa comida mineira, bom atendimento e preço competitivo. João rapidamente conseguiu expandir o negócio e, atualmente, tem mais de cinco restaurantes espalhados nas zonas periféricas de uma grande metrópole brasileira.Entretanto, apesar da maturidade adquirida e o ótimo faro para conduzir sua empresa, João começou a perceber que estava “perdendo a mão” do negócio, principalmente no aculturamento empresarial, pois ele ainda mantém as raízes do empreendedor tradicional, pouco preocupado com os processos de gestão, porém, preocupado com o bem-estar dos seus colaboradores. Nesse sentido, você, o gerente geral recém-contratado para ser o braço direito do João, resolveu realizar uma pesquisa de cultura organizacional baseado no método Organizational Culture Assessment Instrument (OCAI) aprendido durante suas aulas. Na aplicação da pesquisa, cujo resultado apontou uma cultura fortemente hierárquica, os colaboradores sinalizaram cinco pontos críticos, a saber: Falta de reconhecimento aos mais antigos de empresa; In�exibilidade de alguns gerentes; Inde�nição de papéis e responsabilidades; Ausência de políticas e normas que dinamizem o trabalho no dia a dia; Programa de treinamentos. É interessante ressaltar que, apesar dos pontos mencionados, os colaboradores mostraram respeito ao proprietário e carinho à empresa, e enfatizaram que o problema não é salário ou benefícios. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Surpreso por sua proatividade – e mais ainda pelos resultados –, João propôs um desa�o para você ajudá-lo a reorganizar a empresa nos cinco pontos críticos apontados pela pesquisa, bem como para ajustar o modelo de cultura organizacional e da pesquisa. Por isso, sua tarefa será reorganizar um planejamento estratégico de reestruturação da cultura organizacional de acordo com o modelo apresentado em aula. Ao �nal, faça uma apresentação executiva de até 10 slides para explicar os pormenores da sua proposta de melhoria. Boa sorte e mão na massa! Os gestores enfrentam diversos desa�os na contemporaneidade das organizações do trabalho e, por isso, devem adotar uma abordagem estratégica em relação ao planejamento empresarial, adaptar-se às mudanças na hierarquia organizacional, promover uma cultura organizacional saudável, exercer uma liderança e�caz e gerir as pessoas de maneira adequada. Superar esses desa�os exige habilidades de gestão sólidas, adaptabilidade e uma visão de futuro. Os gestores que conseguem enfrentar esses desa�os de forma e�caz estarão bem-posicionados para impulsionar o sucesso e a sustentabilidade de suas organizações. Olá estudante, chegamos ao encerramento da unidade! Vamos realizar a experiência presencial que irá consolidar os conhecimentos adquiridos? É a oportunidade perfeita para aplicar, na prática, o que foi aprendido em sua disciplina. Vamos transformar teoria em vivência e tornar esta etapa ainda mais signi�cativa. Não perca essa chance única de colocar em prática o conhecimento adquirido. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL Figura | Infográ�co com o resumo da unidade. Fonte: elaborada pelo autor. Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL CAMERON, K. S.; QUINN, R. E. Diagnosing and Changing Organizational Culture: Based on the Competing Values Framework. 3. ed. New York City, USA: Wiley, 2011. CHIAVENATO, I. Administração: teoria, processo e prática. 5. ed. Barueri, SP: Manole, 2014. KANAANE, R. Comportamento humano nas organizações: o desa�o dos líderes no relacionamento intergeracional. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017. LAGE JUNIOR, M. Mapeamento de processos de gestão empresarial [livro eletrônico]. Curitiba: InterSaberes, 2016. , Unidade 2 Gestão de Processos Empresariais Aula 1 Conceitos sobre gestão de processos Videoaula: Conceitos sobre gestão de processos Este conteúdo é um vídeo! Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo computador ou pelo aplicativo. Você pode baixar os vídeos direto no aplicativo para assistir mesmo sem conexão à internet. Estudante, um dos maiores desa�os das empresas contemporâneas envolve a gestão dos processos empresariais. Neste vídeo, você verá como esse gerenciamento, quando feito de maneira e�ciente, é fundamental, seja qual for o tamanho da organização. A gestão de processos empresariais melhora a e�ciência e a e�cácia, e garante a efetividade das corporações e sua de�nição correta, tende a solucionar eventuais gargalos, reduzindo custos e melhorando a qualidade de produtos e serviços, sempre com foco no cliente. Ponto de Partida Olá, estudante! Nesta aula você conhecerá o importante universo da gestão de processos, que permeia toda o universo empresarial e que precisa ser constantemente avaliado para evitar Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL desperdício de recursos, e para que o cliente seja cada vez mais bem atendido. A gestão de processos empresariais consiste na prática de modelar, analisar e otimizar processos de negócios de ponta a ponta, para ajudar a atingir suas metas estratégicas empresariais, melhorando a experiência do cliente. Um processo de negócios é um conjunto de atividades que ajudam uma empresa a atingir um objetivo especí�co. A partir da gestão de processos empresariais é possível avaliar seus processos existentes para encontrar maneiras de melhorar a e�ciência e reduzir custos e erros, eliminando práticas de gerenciamento de �uxo de trabalho desnecessárias e otimizando as operações de negócios, para oferecer melhores produtos e serviços aos clientes. Essa é uma área fundamental para o gestor contemporâneo, pois envolve análise, modelagem para melhorias dos processos com foco na sua implementação ideal, monitoramento e automatização, com vistas a otimizar os processos, permitindo que a empresa evolua continuamente. Bons estudos! Vamos Começar! Com a gestão de processos, a empresa pode de�nir, analisar, otimizar, monitorar e controlar seus processos de negócios para melhorar seu desempenho e gerar competitividade. Gerenciar processos no âmbito de negócios é um grande desa�o na maioria das organizações, independentemente do tamanho do negócio. Consiste em uma combinação de ferramentas e soluções que ajudam as organizações a obterem agilidade por meio da automação, gerenciamento e otimização de processos. Tem como objetivos principais impulsionar a melhoria contínua, o desenvolvimento e a e�ciência operacional, usando uma abordagem de modelo holístico e analisando, otimizando e melhorando os processos de negócios como um todo para ajudar a atingir as metas estratégicas de negócios, como a melhoria de sua estrutura de experiência do cliente (Lage Júnior, 2016). Existem três tipos principais de gerenciamento de processos de negócios: centrado na integração, centrado no ser humano e centrado no documento (Lage Júnior, 2016). Centrado na integração: concentra-se em processos que não exigem muito envolvimento humano, como o gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM). Centrado no ser humano: esse tipo gira em torno do envolvimento humano, em que normalmente aprovações são necessárias. Centrado em documento: gira em torno de um documento especí�co, como um contrato. Quando as empresas compram um produto ou serviço, ele precisa passar por diferentes Disciplina PROCESSOS ADMINISTRATIVOS E COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL formulários e rodadas de aprovação para desenvolver um acordo entre o cliente e o fornecedor. Muito se fala acerca de processos de negócios, mas ainda há muita confusão a respeito deles. Um processo de negócio consiste em um conjunto de atividades executadas para atingir um objetivo organizacional. A execução e�ciente e simpli�cada dos processos de negócios contribui diretamente para o sucesso das operações e crescimento dos negócios. A gestão e�ciente de processos de negócios engloba seis etapas distintas: planejamento e alinhamento estratégico, análise de processo, projeto de processo, implementação de processo, monitoramento de processos e re�namento de processos (Lage Júnior, 2016). Um processo de negócios também pode ser de�nido em termos simples como um conjunto de ações que, uma vez