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BASES NEUROBIOLOGICAS E 
PSICOFARMACOLOGIA DO TRANSTORNO DO 
DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE 
 
 
2 
SUMÁRIO 
NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................................................... 3 
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4 
2. BASES NEUROBIOLOGICAS E PSICOFARMACOLOGIA DO TRANSTORNO DO 
DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE ............................................................................... 6 
Critérios diagnósticos do DSM-5 para TDAH ................................................................. 10 
 ....................................................................................................................................................... 12 
Outras considerações diagnósticas .................................................................................. 12 
Drogas estimulantes............................................................................................................... 14 
Fármacos não estimulantes ................................................................................................. 16 
Controle do comportamento ................................................................................................ 16 
REFERÊNCIA ..................................................................................................................................... 20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em 
atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com 
isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível 
superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no 
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de 
promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem 
patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras 
normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e 
eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. 
Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de 
cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do 
serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
Distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade é considerado um distúrbio de 
neurodesenvolvimento. Distúrbios de neurodesenvolvimento são condições 
neurológicas que aparecem precocemente na infância, geralmente antes da idade 
escolar, e prejudicam o desenvolvimento do funcionamento pessoal, social, 
acadêmico e/ou profissional. Normalmente envolvem dificuldades na aquisição, 
retenção ou aplicação de habilidades ou conjuntos de informações específicas. 
Distúrbios de neurodesenvolvimento podem envolver distúrbios de atenção, memória, 
percepção, linguagem, solução de problemas ou interação social. Outros distúrbios 
de neurodesenvolvimento comuns incluem distúrbios do espectro do 
autismo, distúrbios de aprendizagem (p. ex., dislexia) e deficiência intelectual. 
Alguns especialistas anteriormente consideravam TDAH um transtorno de 
comportamento provavelmente porque transtornos comportamentais comórbidos, 
particularmente o transtorno opositivo-desafiador e o transtorno de conduta, são 
comuns. 
TDAH afeta cerca de 8 a 11% das crianças em idade escolar (1). Entretanto, 
muitos especialistas acreditam que o TDAH é superdiagnosticado, em grande parte 
porque os critérios são aplicados de forma imprecisa. De acordo com o Diagnostic and 
Statistical Manual of Mental Disorders, 5ª edição (DSM-5), há 3 tipos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/dislexia
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/defici%C3%AAncia-intelectual
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtorno-desafiador-opositivo-tdo
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/dist%C3%BArbios-de-conduta
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtorno-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-hiperatividade-tda-tdah#v38407989_pt
 
5 
 
 
 
 
 Desatenção predominante 
 Hiperatividade/impulsividade 
predominante 
 Combinado 
 
No geral, o TDAH é cerca de duas 
vezes mais comum em meninos, embora 
os índices variam de acordo com o tipo. O tipo predominantemente 
hiperativo/impulsivo ocorre 2 a 9 vezes mais entre os meninos, embora o tipo 
predominantemente desatento ocorra com igual frequência em ambos os sexos. 
TDAH não tem uma única causa específica conhecida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. BASES NEUROBIOLOGICAS E PSICOFARMACOLOGIA DO 
TRANSTORNO DO DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE 
 
O TDAH não tem uma causa única específica. Potenciais causas do TDAH 
incluem fatores genéticos, bioquímicos, sensório-motores, fisiológicos e 
comportamentais. Alguns fatores de risco incluem baixo pesoexemplo: manipular 
objetos, controlar os movimentos, 
aprender, raciocinar e também 
coordenar as funções dos órgãos, glândulas e obter as sensações internas e externas 
em relação ao organismo (Silva, 1991). 
As células que formam este sistema existem em bilhões, e são chamadas de 
neurônios. Os neurônios se comunicam entre si através de impulsos nervosos 
captados pelos sentidos do corpo. Esta função de passar e receber informação é 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem#v26289139_pt
 
8 
chamada de Sinapse. Para que tais impulsos consigam passar de um neurônio para 
outro, faz-se necessário a liberação de substâncias químicas que estimulam ou inibem 
o neurônio receptor. 
Essas sustâncias químicas, formadas e enviadas pelos neurônios, recebem o 
nome de neurotransmissores. (ANDRADE et al, 2003) Os neurotransmissores são 
mensageiros químicos que por meio dos neurônios enviam e permitem a comunicação 
entre o cérebro e as demais partes do corpo, portanto a atuação correta dos 
neurotransmissores é essencial para as tarefas básicas do nosso organismo, tais 
como: a contração muscular, o palpitar do coração, o respirar dos pulmões entre 
outras funções (BISCAINO et al, 2016). 
A hiperatividade em adultos 
geralmente se manifesta como 
agitação e inquietação, no lugar da 
clara hiperatividade motora que 
ocorre em crianças pequenas. 
Adultos com TDAH tendem a ter 
maior risco de desemprego, menor 
realização educacional e maiores 
taxas de uso abusivo de substâncias 
e criminalidade. Acidentes e 
violações de trânsito são mais comuns. 
TDAH pode ser mais difícil de diagnosticar durante a vida adulta. Os sintomas 
podem ser semelhantes aos de transtornos do humor, transtornos de ansiedade, 
e transtornos por uso abusivo de substâncias. Como autorrelatos dos sintomas na 
infância podem não ser confiáveis, os médicos talvez precisem rever os registros 
escolares ou entrevistar os familiares para confirmar a existência de manifestações 
antes dos 12 anos. 
Adultos com TDAH podem se beneficiar dos mesmos tipos de fármacos 
estimulantes usados pelas crianças com TDAH. Eles também podem se beneficiar 
do aconselhamento para melhorar o manejo do tempo e outras habilidades de 
enfrentamento. O início ocorre geralmente antes dos 4 anos e invariavelmente antes 
dos 12. O pico para o diagnóstico fica entre 8 e 10 anos, entretanto os que 
apresentam déficit de atenção predominante só são diagnosticados após a 
adolescência. 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-do-humor/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-do-humor
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-relacionados-ao-uso-de-subst%C3%A2ncias/transtornos-por-uso-de-subst%C3%A2ncias
 
9 
Os sinais e sintomas centrais da TDAH envolvem: 
 Desatenção; 
 Impulsividade; 
 Hiperatividade. 
A desatenção tende a aparecer quando a criança está envolvida em tarefas 
que necessitam vigilância, reação rápida, investigação visual e perceptiva e atenção 
sistemática e constante. 
Impulsividade refere-se a ações precipitadas com o potencial de um 
desfecho negativo (p. ex., em crianças, atravessar a rua sem olhar; em adolescentes 
e adultos, abandonar de repente a escola ou o trabalho sem pensar nas 
consequências). 
A hiperatividade envolve atividade motora excessiva. Crianças, especialmente as 
mais pequenas, podem ter problemas para permanecer sentadas calmamente 
quando for esperado que o façam (p. ex., na escola ou igreja). Pacientes mais velhos 
podem ser simplesmente agitados, inquietos ou falantes—às vezes ao ponto de 
fazer com que as outras pessoas se sintam cansadas só de observá-los. 
A desatenção e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades 
acadêmicas e estratégias de pensamento e raciocínio, motivação escolar e 
exigências sociais. Crianças com déficit de atenção predominante tendem a desistir 
diante de situações que exigem desempenho contínuo para complementação de 
tarefas. 
Em geral, cerca de 20 a 
60% das crianças com TDAH têm 
déficits de aprendizagem, mas 
alguma disfunção escolar ocorre 
na maioria das crianças com 
TDAH decorrente de falta de 
atenção (o que resulta em perda 
de detalhes) e impulsividade (o 
que resulta em respostas sem 
pensar na pergunta). 
A história do comportamento pode revelar baixa tolerância para frustrações, 
discordâncias, temperamento teimoso, agressividade, habilidades sociais 
 
10 
deficientes e relacionamentos com seus pares, distúrbios do sono, ansiedade, 
disforia, depressão, temperamento indeciso. 
Embora não haja exame físico ou laboratorial específico associado ao TDAH, 
os sinais e sintomas podem incluir 
 Incoordenação motora, postura desajeitada; 
 Disfunções neurológicas leves não localizadas; 
 Disfunções de percepção motora; 
 Critérios clínicos com base no DSM-5. 
O diagnóstico do TDAH é clínico e se baseia em avaliações médicas, 
desenvolvi mentais, educacionais e psicológicas abrangentes (ver também a diretriz 
prática da American Academy of Pediatrics [clinical practice guideline] para o 
diagnóstico, avaliação e tratamento do transtorno de déficit de 
atenção/hiperatividade em crianças e adolescentes). 
 
Critérios diagnósticos do DSM-5 para TDAH 
 
Os critérios diagnósticos do DSM-5 incluem 9 sinais e sintomas de 
desatenção e 9 de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico que usa esses 
critérios requer que ≥ 6 sinais e sintomas de pelo menos um grupo. Além disso, é 
necessário que os sintomas: 
 Estejam presentes muitas vezes por ≥ 6 meses; 
 Sejam mais pronunciados do que o esperado para o nível de 
desenvolvimento da criança; 
 Ocorram em pelo menos 2 situações (p. ex., casa e escola); 
 Estejam presentes antes dos 12 anos de idade (pelo menos alguns 
sintomas); 
 Interfiram em sua capacidade funcional em casa, na escola ou no 
trabalho. 
 
Sintomas de desatenção: 
 
 Não presta atenção a detalhes ou comete erros descuidados em 
trabalhos escolares ou outras atividades; 
http://pediatrics.aappublications.org/content/128/5/1007.full?sid=48d9b1c0-dff6-452b-a6e5-165776059663
 
11 
 Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas na escola ou durante 
jogos; 
 Não parece prestar atenção quando abordado diretamente; 
 Não acompanha instruções e não completa tarefas; 
 Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades; 
 Evita, não gosta ou é relutante no envolvimento em tarefas que 
requerem manutenção do esforço mental durante longo período de 
tempo; 
 Frequentemente perde objetos necessários para tarefas ou atividades 
escolares; 
 Distrai-se facilmente; 
 É esquecido nas atividades diárias. 
 
Sintomas de hiperatividade e impulsividade: 
 
 Movimenta ou torce mãos e pés com frequência; 
 Frequentemente movimenta-se pela sala de aula ou outros locais; 
 Corre e faz escaladas com frequência excessiva quando esse tipo de 
atividade é inapropriado; 
 Tem dificuldades de brincar tranquilamente; 
 Frequentemente movimenta-se e age como se estivesse "ligada na 
tomada"; 
 Costuma falar demais; 
 Frequentemente responde às perguntas de modo abrupto, antes mesmo 
que elas sejam completadas;; 
 Frequentemente tem dificuldade de aguardar sua vez; 
 Frequentemente interrompe os outros ou se intromete. 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outras considerações diagnósticas 
 
A diferenciação entre TDAH e outras condições podem ser desafiadora. O 
diagnóstico em excesso deve ser evitado, e outras condições devem ser 
identificadas com precisão. Muitos sinais de TDAH expressos no período da pré-
escola podem refletir um problema decomunicação que também ocorre em outras 
disfunções do neurodesenvolvimento (p. ex., doenças do espectro autista) ou em 
certos distúrbios de aprendizado, ansiedade, depressão ou distúrbios de 
comportamento (p. ex., distúrbios de conduta). 
O médico precisa observar se a criança está distraída por fatores externos 
(i.e., ocorrências no ambiente) ou por fatores internos (i.e., pensamentos, 
ansiedades, preocupações). Entretanto, no período da infância tardia, os sinais do 
TDAH tornam-se mais qualitativamente distintos; crianças com o tipo 
hiperativo/impulsivo ou o tipo combinado frequentemente exibem continuamente 
movimentos motores persistentes dos membros inferiores (p. ex., movimentos 
desorientados e contorção das mãos), falar compulsivamente e aparente falta de 
atenção com o ambiente. Crianças com o tipo predominantemente desatento podem 
não ter sinais físicos. 
A avaliação médica tem por foco a identificação de condições que possam 
contribuir potencialmente e sejam tratáveis, ou identificar sinais e sintomas que 
possam piorar. A avaliação deve incluir pesquisar a história de exposição pré-natal 
(p. ex., fármacos, álcool, tabaco), complicações ou infecções perinatais, infecções 
do SNC, traumatismo cranioencefálico, doença cardíaca, respiração durante o sono, 
falta de apetite e/ou alimentação seletiva e história familiar de TDAH. 
A avaliação do desenvolvimento focaliza o início e a evolução dos sinais e 
sintomas. A avaliação inclui a verificação dos marcos de desenvolvimento, 
O diagnóstico do tipo desatenção predominante exige ≥ de 6 sinais e 
sintomas de desatenção. O diagnóstico do tipo hiperativo/impulsivo exige 
≥ 6 sinais e sintomas de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico do 
tipo combinado requer ≥ 6 sinais e sintomas de cada critério de 
desatenção e hiperatividade/impulsividade. 
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtornos-depressivos-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/preocupa%C3%A7%C3%B5es-e-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia/vis%C3%A3o-geral-dos-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/preocupa%C3%A7%C3%B5es-e-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia/vis%C3%A3o-geral-dos-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia
https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/dist%C3%BArbios-de-conduta
 
13 
particularmente marcos da linguagem e o uso de escalas de avaliação específicas 
do TDAH (p. ex., Vanderbilt Assessment Scale, Conners Comprehensive Behavior 
Rating Scale, ADHD Rating Scale IV). Observar que as escalas não devem ser 
usadas isoladamente para fazer um diagnóstico. 
A avaliação educacional documenta sinais e sintomas centrais que possam 
envolver a revisão de registros educacionais e o uso de escalas de avaliação. 
Entretanto, estas escalas, isoladamente, não conseguem distinguir TDAH de outros 
distúrbios do desenvolvimento ou de comportamento. 
As tradicionais salas de aula e atividades acadêmicas exacerbam os sinais e 
sintomas da criança DDAH não tratada ou inadequadamente tratada. A imaturidade 
social e emocional pode ser persistente. A má aceitação pelos pares e a solidão 
tendem a aumentar com a idade e com a exposição dos sintomas. O TDAH pode 
levar a uso abusivo de substâncias se aquele não for identificado e tratado 
adequadamente porque muitos adolescentes e adultos com TDAH se automedicam 
tanto com substâncias legais (p. ex., cafeína) quanto ilegais (p. ex., cocaína). 
Embora os sinais e sintomas da hiperatividade tendam a diminuir com a idade, 
adolescentes e adultos podem exteriorizar dificuldades residuais. Indicadores de 
maus resultados no adolescente e adultíssimo incluem: 
 Coexistência de pouca inteligência 
 Agressividade 
 Problemas sociais e de relacionamento 
 Problemas psicopatológicos dos pais 
Os problemas entre os adolescentes e adultos se manifestam 
predominantemente como deficiências acadêmicas, baixa autoestima e dificuldades 
para assimilar um comportamento social adequado. Adolescentes e adultos que 
apresentam DDAH predominantemente impulsivo podem ter incidência aumentada 
de distúrbios de personalidade e comportamento antissocial, podem continuar a 
exteriorizar impulsividade, agitação e deficientes habilidades sociais. Pessoas 
portadoras de TDAH parecem ajustar-se melhor no trabalho do que em situações 
acadêmicas e caseiras, particularmente se encontrarem trabalho que não exige 
atenção para realizar. 
 
 
 
https://www.nichq.org/sites/default/files/resource-file/NICHQ_Vanderbilt_Assessment_Scales.pdf
 
14 
Tratamento 
 
 Terapia comportamental 
 Terapia medicamentosa com estimulantes como metilfenidato ou 
dextroanfetamina (em preparações de curta e longa ação) 
Estudos randomizados e controlados mostram que somente a terapia 
comportamental é menos eficiente do que a terapia somente com fármacos para 
crianças em idade escolar, mas a terapia comportamental e de combinação é 
recomendada para crianças menores. Embora a correção das diferenças 
neurofisiológicas de base, em pacientes com TDAH, não ocorra com fármacos, estes 
são eficientes no alívio dos sintomas do TDAH e permitem a participação em 
atividades anteriormente inacessíveis por causa da atenção deficiente e 
impulsividade. Os fármacos interrompem o ciclo do comportamento inapropriado, 
melhorando a conduta e intervenções acadêmicas, motivação e autoestima. 
O tratamento do TDAH em adultos segue princípios semelhantes, mas a 
seleção e dosagem farmacológicas são determinadas individualmente, dependendo 
de outras doenças médicas. 
 
Drogas estimulantes 
 
Os mais largamente utilizados são os sais de metilfenidato e anfetamina. As 
respostas são muito variáveis e as doses dependem da gravidade do 
comportamento e da tolerância ao fármaco. A dose é ajustada na quantidade e 
frequência até atingir a resposta ótima. 
A dose inicial do metilfenidato é de 0,3 mg/kg uma vez/dia VO, (forma de 
liberação rápida), sendo aumentada toda semana para aproximadamente 3 
vezes/dia ou a cada 4 h. A dose pode ser aumentada se ela foi inadequada, mas é 
bem tolerada. A maioria das crianças atingem um equilíbrio ótimo entre os efeitos 
benéficos e adversos nas doses entre 0,3 e 0,6 mg/kg. O isômero dentro do 
metilfenidato é a porção ativa e está disponível para prescrição na metade da dose. 
 
 
 
 
 
15 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma vez alcançada a dose ideal, uma dose equivalente do mesmo fármaco é 
substituída por uma forma de longa ação para evitar a necessidade de administrar o 
fármaco na escola. As preparações de longa ação incluem comprimidos de liberação 
lenta, cápsulas bifásicas contendo o equivalente de 2 doses e pílulas de liberação 
osmótica, adesivos trans dérmicos que permitem uma cobertura de até 12 h. 
Preparações líquidas de ação curta e prolongada estão agora disponíveis. 
Preparações dentro puras (p. ex., dextrometilfenidato) são muitas vezes utilizadas 
para minimizar efeitos adversos como ansiedade; as doses normalmente são 
metade daquelas das preparações mistas. Preparações pró-fármacos também são 
às vezes usadas devido à sua liberação mais harmoniosa, maior duração de ação, 
menor quantidade de efeitos adversos e menor potencial de uso abusivo. O 
aprendizado melhora com doses baixas, mas o comportamento requer dosesmais 
altas. 
Os esquemas das doses dos fármacos estimulantes podem ser ajustados 
para cobrir dias e horários especiais (p. ex., horário de escola e das tarefas 
escolares). Drogas recreativas podem se experimentadas nos fins de semana, 
feriados ou durante férias escolares de verão. Por outro lado, para garantir a 
confiabilidade das observações são recomendados períodos de administração de 
placebo (5 a 10 dias), para determinar se a medicação é ainda necessária. 
Os efeitos colaterais mais comuns são 
 Distúrbios do sono (p. ex., insônia) 
 Depressão 
 Cefaleia 
 Dor de estômago 
 Perda de apetite 
A dose usual da dextroanfetamina (sozinha ou associada a anfetamina 
racêmica) é de 0,15 a 0,2 mg/kg, uma vez/dia VO, que pode ser 
aumentada para 2 ou 3 vezes/dia ou a cada 4 h. Doses individuais na 
faixa de 0,15 a 0,4 mg/kg são geralmente eficazes. As doses devem ser 
tituladas para evitar efeitos adversos. Em geral, as doses de 
dextroanfetamina são cerca de dois terços das doses de metilfenidato. 
 
16 
 Taquicardia e elevação da pressão arterial e frequência cardíaca 
Alguns estudos mostraram diminuição da velocidade de crescimento durante 
2 anos de uso da medicação, mas os resultados não foram consistentes e não está 
claro se este déficit persiste durante períodos mais longos de tratamento. Alguns 
pacientes mais sensíveis ao fármaco ficam ou muito estimulados ou desanimados, 
o que pode ser resolvido com diminuição das doses ou uma medicação diferente. 
 
Fármacos não estimulantes 
 
Atomoxetina, um inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina, também é 
utilizado. O fármaco é eficaz, mas os dados são ambíguos quanto à sua eficácia em 
comparação os fármacos estimulantes. Algumas crianças apresentam náuseas, 
sedação, irritabilidade, crises de birra; raramente toxicidade hepática e ideação 
suicida. A dose inicial é de 0,5 mg/kg VO, uma vez/dia, titulada semanalmente para 
1,2 a 1,4 mg/kg, uma vez/dia. Sua longa meia-vida permite o uso de uma dose única 
diária, mas requer uso continuado para ser eficaz. A máxima dose diária 
recomendada é de 100 mg. 
Antidepressivos como a bupropiona, agonistas alfa-2 como a clonidina e 
guanfacina e outras medicações psicoativas são às vezes utilizadas no caso de os 
estimulantes serem ineficazes ou apresentarem efeitos colaterais inaceitáveis, 
porém são menos eficientes e não são recomendados como fármacos de primeira 
linha. Algumas vezes esses fármacos são utilizados em combinação a estimulantes 
para alcançar efeitos sinérgicos; é essencial monitorar atentamente se há efeitos 
adversos. 
 
Controle do comportamento 
 
Aconselhamento, incluindo terapia comportamental cognitiva (p. ex., fixando 
objetivos, autovigilância, estabelecendo modelos, papel a ser desempenhado), é 
geralmente eficiente e ajuda a criança a entender o DDAH. Organização e rotina são 
essenciais. 
O comportamento na sala de aula melhora com o controle do barulho no 
ambiente e estimulação visual, duração apropriada de tarefas, novidades, 
treinamento e proximidade com o professor. 
 
17 
Quando em casa as dificuldades persistem, os pais devem ser encorajados a 
pedir assistência profissional e treinamento em técnicas de controle 
comportamental. Além disso, incentivos e recompensas simbólicas reforçam as 
condutas e são geralmente eficientes. No ambiente de casa, as crianças portadoras 
de DDAH com predomínio da hiperatividade e mau controle dos impulsos são 
ajudadas quando o ambiente é organizado, as técnicas dos pais são firmes e os 
limites são bem definidos. 
Restrições dietéticas, tratamento multivitamina do uso de antioxidantes, ou 
outros compostos, intervenções nutricionais e bioquímicas (p. ex., administração de 
produtos químicos) não têm o menor efeito. A biorretroação pode ser útil em alguns 
casos, mas não é recomendada rotineiramente porque faltam evidências de 
benefícios sustentáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O TDAH trata-se de alterações no funcionamento do sistema neurobiológico 
cerebral, especificamente no lobo frontal onde atuam os neurotransmissores, por 
causa disto deve-se entender que a necessidade de se conhecer o que acontece e 
como os neurotransmissores se articulam em indivíduos portadores desse transtorno 
é de extrema relevância, vez que nos dias de hoje muitos são os alunos 
diagnosticados com TDAH, sendo esses tratados com um uso desenfreado de 
O TDAH envolve desatenção, hiperatividade/impulsividade, ou uma 
combinação; ele normalmente aparece antes dos 12 anos, inclusive 
na idade pré-escolar. 
A causa é desconhecida, mas há vários fatores de risco suspeitos. 
Diagnosticar utilizando critérios clínicos e manter-se em alerta para 
outras doenças que podem inicialmente se manifestar de forma 
semelhante (p. ex., doenças do espectro do autismo, certos distúrbios 
de aprendizagem ou comportamento, ansiedade, depressão). 
As manifestações tendem a diminuir com a idade, mas adolescentes 
e adultos podem ter dificuldades residuais. 
Tratar com fármacos estimulantes e terapia cognitivo-
comportamental; somente terapia comportamental pode ser 
apropriada para crianças em idade pré-escolar. 
 
18 
medicamentos, portanto justifica-se a precisão da abordagem deste assunto para se 
pesquisar uma outra forma de tratamento (COUTO. et al, 2010). 
Sabendo que o TDAH é um transtorno multifatorial, ou seja, resulta de vários 
fatores ambientais e genéticos para manifestar seus quadros clínicos, esse presente 
trabalho visa compreender o funcionamento dos neurotransmissores no sistema 
cerebral, levando assim a uma das possíveis causas desse transtorno. A região frontal 
orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em relação a outros animais, e 
essa região é responsável pela capacidade de autocontrole e atenção. 
A esse respeito Parker (2007) diz: 
 
“... produção da fala, iniciação de movimentos e aspectos da “personalidade” 
estão baseadas neste lobo.” (p.76) Marcadores biológicos não podem serem 
diagnósticos para tal transtorno, mas estudos mostram que crianças com 
TDAH apresentam volume encefálico reduzido e um possível atraso na 
maturação cortical no sentido póstero-anterior (SHAFFER. et. al, 2014). 
 
Imagens de ressonância magnética, demonstrou uma diminuição de atividade 
neural na região frontal, córtex singular anterior e nos gânglios da base. A diminuição 
da atividade neural nas regiões específicas do cérebro altera a liberação da dopamina 
e noradrenalina que são responsáveis por transmitir mensagens entre as células 
cerebrais. 
Alguns trabalhos defendem que no TDAH existe uma disfunção da 
neurotransmissão dopaminérgica na área frontal, regiões subcríticas e a 
região límbica cerebral, tais alterações resultam na impulsividade do paciente 
(COUTO et. al, 2010). 
 
Quando diagnosticado com tal transtorno, faz-se necessário a utilização de 
uma abordagem múltipla envolvendo intervenção psicossociais e 
psicofarmacológicas. No âmbito psicossocial, deve-se trazer informações claras e 
precisas a família, treinando os pais, quando necessário, a manejar os sintomas dos 
filhos. No âmbito escolar, rotinas diárias consistentes, entre outras estratégias, ajudam 
com que essas crianças mantenham o controle emocional. (ROHDE. et. al, 2000). 
Já no âmbito psicofarmacológico, a utilização de medicamentos, estimula o 
sistema nervoso central (SNC), a produzir neurotransmissores em partes especificas 
do cérebro, proporcionando à espera do amadurecimento de tais partes, sendo assim 
não há cura, mas sim uma melhora em adequar-se ao ambiente, conseguindo 
aumentar o rendimento escolar e a melhorar as relações interpessoais (COUTO et. al, 
2010). Além do tratamento farmacológico, existe outros tratamentos alternativos, 
 
19 
como por exemplo prática de exercícios físicos, acupuntura, massagens relaxantes, 
tais tratamentos não mostram comprovação de sua eficácia, sendo assim um 
complementoao tratamento farmacológico. 
Conclui-se que o TDAH ocorre quando há uma diminuição de atividade na 
região frontal do cérebro, sendo essa diminuição causada pela falta de 
neurotransmissores tais como a dopamina e noradrenalina, e/ou quando não há o 
amadurecimento do cérebro. Esse atraso no amadurecimento cerebral gera no 
paciente um descontrole biológico causando desatenção, hiperatividade e 
impulsividade. E, afim de melhorar a qualidade de vida desse paciente faz-se 
necessário utilizar de tratamentos psicossociais, psicofarmacológicos e alternativos 
quando os responsáveis pela criança julgarem necessário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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