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1 BASES NEUROBIOLOGICAS E PSICOFARMACOLOGIA DO TRANSTORNO DO DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE 2 SUMÁRIO NOSSA HISTÓRIA ..................................................................................................................................... 3 1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 4 2. BASES NEUROBIOLOGICAS E PSICOFARMACOLOGIA DO TRANSTORNO DO DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE ............................................................................... 6 Critérios diagnósticos do DSM-5 para TDAH ................................................................. 10 ....................................................................................................................................................... 12 Outras considerações diagnósticas .................................................................................. 12 Drogas estimulantes............................................................................................................... 14 Fármacos não estimulantes ................................................................................................. 16 Controle do comportamento ................................................................................................ 16 REFERÊNCIA ..................................................................................................................................... 20 3 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 4 1. INTRODUÇÃO Distúrbio de déficit de atenção/hiperatividade é considerado um distúrbio de neurodesenvolvimento. Distúrbios de neurodesenvolvimento são condições neurológicas que aparecem precocemente na infância, geralmente antes da idade escolar, e prejudicam o desenvolvimento do funcionamento pessoal, social, acadêmico e/ou profissional. Normalmente envolvem dificuldades na aquisição, retenção ou aplicação de habilidades ou conjuntos de informações específicas. Distúrbios de neurodesenvolvimento podem envolver distúrbios de atenção, memória, percepção, linguagem, solução de problemas ou interação social. Outros distúrbios de neurodesenvolvimento comuns incluem distúrbios do espectro do autismo, distúrbios de aprendizagem (p. ex., dislexia) e deficiência intelectual. Alguns especialistas anteriormente consideravam TDAH um transtorno de comportamento provavelmente porque transtornos comportamentais comórbidos, particularmente o transtorno opositivo-desafiador e o transtorno de conduta, são comuns. TDAH afeta cerca de 8 a 11% das crianças em idade escolar (1). Entretanto, muitos especialistas acreditam que o TDAH é superdiagnosticado, em grande parte porque os critérios são aplicados de forma imprecisa. De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5ª edição (DSM-5), há 3 tipos: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/dislexia https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/defici%C3%AAncia-intelectual https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtorno-desafiador-opositivo-tdo https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/dist%C3%BArbios-de-conduta https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtorno-de-d%C3%A9ficit-de-aten%C3%A7%C3%A3o-hiperatividade-tda-tdah#v38407989_pt 5 Desatenção predominante Hiperatividade/impulsividade predominante Combinado No geral, o TDAH é cerca de duas vezes mais comum em meninos, embora os índices variam de acordo com o tipo. O tipo predominantemente hiperativo/impulsivo ocorre 2 a 9 vezes mais entre os meninos, embora o tipo predominantemente desatento ocorra com igual frequência em ambos os sexos. TDAH não tem uma única causa específica conhecida. 6 2. BASES NEUROBIOLOGICAS E PSICOFARMACOLOGIA DO TRANSTORNO DO DEFICIT DE ATENÇAO E HIPERATIVIDADE O TDAH não tem uma causa única específica. Potenciais causas do TDAH incluem fatores genéticos, bioquímicos, sensório-motores, fisiológicos e comportamentais. Alguns fatores de risco incluem baixo pesoexemplo: manipular objetos, controlar os movimentos, aprender, raciocinar e também coordenar as funções dos órgãos, glândulas e obter as sensações internas e externas em relação ao organismo (Silva, 1991). As células que formam este sistema existem em bilhões, e são chamadas de neurônios. Os neurônios se comunicam entre si através de impulsos nervosos captados pelos sentidos do corpo. Esta função de passar e receber informação é https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem#v26289139_pt 8 chamada de Sinapse. Para que tais impulsos consigam passar de um neurônio para outro, faz-se necessário a liberação de substâncias químicas que estimulam ou inibem o neurônio receptor. Essas sustâncias químicas, formadas e enviadas pelos neurônios, recebem o nome de neurotransmissores. (ANDRADE et al, 2003) Os neurotransmissores são mensageiros químicos que por meio dos neurônios enviam e permitem a comunicação entre o cérebro e as demais partes do corpo, portanto a atuação correta dos neurotransmissores é essencial para as tarefas básicas do nosso organismo, tais como: a contração muscular, o palpitar do coração, o respirar dos pulmões entre outras funções (BISCAINO et al, 2016). A hiperatividade em adultos geralmente se manifesta como agitação e inquietação, no lugar da clara hiperatividade motora que ocorre em crianças pequenas. Adultos com TDAH tendem a ter maior risco de desemprego, menor realização educacional e maiores taxas de uso abusivo de substâncias e criminalidade. Acidentes e violações de trânsito são mais comuns. TDAH pode ser mais difícil de diagnosticar durante a vida adulta. Os sintomas podem ser semelhantes aos de transtornos do humor, transtornos de ansiedade, e transtornos por uso abusivo de substâncias. Como autorrelatos dos sintomas na infância podem não ser confiáveis, os médicos talvez precisem rever os registros escolares ou entrevistar os familiares para confirmar a existência de manifestações antes dos 12 anos. Adultos com TDAH podem se beneficiar dos mesmos tipos de fármacos estimulantes usados pelas crianças com TDAH. Eles também podem se beneficiar do aconselhamento para melhorar o manejo do tempo e outras habilidades de enfrentamento. O início ocorre geralmente antes dos 4 anos e invariavelmente antes dos 12. O pico para o diagnóstico fica entre 8 e 10 anos, entretanto os que apresentam déficit de atenção predominante só são diagnosticados após a adolescência. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-do-humor/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-do-humor https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-relacionados-ao-uso-de-subst%C3%A2ncias/transtornos-por-uso-de-subst%C3%A2ncias 9 Os sinais e sintomas centrais da TDAH envolvem: Desatenção; Impulsividade; Hiperatividade. A desatenção tende a aparecer quando a criança está envolvida em tarefas que necessitam vigilância, reação rápida, investigação visual e perceptiva e atenção sistemática e constante. Impulsividade refere-se a ações precipitadas com o potencial de um desfecho negativo (p. ex., em crianças, atravessar a rua sem olhar; em adolescentes e adultos, abandonar de repente a escola ou o trabalho sem pensar nas consequências). A hiperatividade envolve atividade motora excessiva. Crianças, especialmente as mais pequenas, podem ter problemas para permanecer sentadas calmamente quando for esperado que o façam (p. ex., na escola ou igreja). Pacientes mais velhos podem ser simplesmente agitados, inquietos ou falantes—às vezes ao ponto de fazer com que as outras pessoas se sintam cansadas só de observá-los. A desatenção e a impulsividade impedem o desenvolvimento de habilidades acadêmicas e estratégias de pensamento e raciocínio, motivação escolar e exigências sociais. Crianças com déficit de atenção predominante tendem a desistir diante de situações que exigem desempenho contínuo para complementação de tarefas. Em geral, cerca de 20 a 60% das crianças com TDAH têm déficits de aprendizagem, mas alguma disfunção escolar ocorre na maioria das crianças com TDAH decorrente de falta de atenção (o que resulta em perda de detalhes) e impulsividade (o que resulta em respostas sem pensar na pergunta). A história do comportamento pode revelar baixa tolerância para frustrações, discordâncias, temperamento teimoso, agressividade, habilidades sociais 10 deficientes e relacionamentos com seus pares, distúrbios do sono, ansiedade, disforia, depressão, temperamento indeciso. Embora não haja exame físico ou laboratorial específico associado ao TDAH, os sinais e sintomas podem incluir Incoordenação motora, postura desajeitada; Disfunções neurológicas leves não localizadas; Disfunções de percepção motora; Critérios clínicos com base no DSM-5. O diagnóstico do TDAH é clínico e se baseia em avaliações médicas, desenvolvi mentais, educacionais e psicológicas abrangentes (ver também a diretriz prática da American Academy of Pediatrics [clinical practice guideline] para o diagnóstico, avaliação e tratamento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade em crianças e adolescentes). Critérios diagnósticos do DSM-5 para TDAH Os critérios diagnósticos do DSM-5 incluem 9 sinais e sintomas de desatenção e 9 de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico que usa esses critérios requer que ≥ 6 sinais e sintomas de pelo menos um grupo. Além disso, é necessário que os sintomas: Estejam presentes muitas vezes por ≥ 6 meses; Sejam mais pronunciados do que o esperado para o nível de desenvolvimento da criança; Ocorram em pelo menos 2 situações (p. ex., casa e escola); Estejam presentes antes dos 12 anos de idade (pelo menos alguns sintomas); Interfiram em sua capacidade funcional em casa, na escola ou no trabalho. Sintomas de desatenção: Não presta atenção a detalhes ou comete erros descuidados em trabalhos escolares ou outras atividades; http://pediatrics.aappublications.org/content/128/5/1007.full?sid=48d9b1c0-dff6-452b-a6e5-165776059663 11 Tem dificuldade de manter a atenção em tarefas na escola ou durante jogos; Não parece prestar atenção quando abordado diretamente; Não acompanha instruções e não completa tarefas; Tem dificuldade para organizar tarefas e atividades; Evita, não gosta ou é relutante no envolvimento em tarefas que requerem manutenção do esforço mental durante longo período de tempo; Frequentemente perde objetos necessários para tarefas ou atividades escolares; Distrai-se facilmente; É esquecido nas atividades diárias. Sintomas de hiperatividade e impulsividade: Movimenta ou torce mãos e pés com frequência; Frequentemente movimenta-se pela sala de aula ou outros locais; Corre e faz escaladas com frequência excessiva quando esse tipo de atividade é inapropriado; Tem dificuldades de brincar tranquilamente; Frequentemente movimenta-se e age como se estivesse "ligada na tomada"; Costuma falar demais; Frequentemente responde às perguntas de modo abrupto, antes mesmo que elas sejam completadas;; Frequentemente tem dificuldade de aguardar sua vez; Frequentemente interrompe os outros ou se intromete. 12 Outras considerações diagnósticas A diferenciação entre TDAH e outras condições podem ser desafiadora. O diagnóstico em excesso deve ser evitado, e outras condições devem ser identificadas com precisão. Muitos sinais de TDAH expressos no período da pré- escola podem refletir um problema decomunicação que também ocorre em outras disfunções do neurodesenvolvimento (p. ex., doenças do espectro autista) ou em certos distúrbios de aprendizado, ansiedade, depressão ou distúrbios de comportamento (p. ex., distúrbios de conduta). O médico precisa observar se a criança está distraída por fatores externos (i.e., ocorrências no ambiente) ou por fatores internos (i.e., pensamentos, ansiedades, preocupações). Entretanto, no período da infância tardia, os sinais do TDAH tornam-se mais qualitativamente distintos; crianças com o tipo hiperativo/impulsivo ou o tipo combinado frequentemente exibem continuamente movimentos motores persistentes dos membros inferiores (p. ex., movimentos desorientados e contorção das mãos), falar compulsivamente e aparente falta de atenção com o ambiente. Crianças com o tipo predominantemente desatento podem não ter sinais físicos. A avaliação médica tem por foco a identificação de condições que possam contribuir potencialmente e sejam tratáveis, ou identificar sinais e sintomas que possam piorar. A avaliação deve incluir pesquisar a história de exposição pré-natal (p. ex., fármacos, álcool, tabaco), complicações ou infecções perinatais, infecções do SNC, traumatismo cranioencefálico, doença cardíaca, respiração durante o sono, falta de apetite e/ou alimentação seletiva e história familiar de TDAH. A avaliação do desenvolvimento focaliza o início e a evolução dos sinais e sintomas. A avaliação inclui a verificação dos marcos de desenvolvimento, O diagnóstico do tipo desatenção predominante exige ≥ de 6 sinais e sintomas de desatenção. O diagnóstico do tipo hiperativo/impulsivo exige ≥ 6 sinais e sintomas de hiperatividade e impulsividade. O diagnóstico do tipo combinado requer ≥ 6 sinais e sintomas de cada critério de desatenção e hiperatividade/impulsividade. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/transtornos-do-espectro-autista https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/dist%C3%BArbios-de-aprendizagem-e-desenvolvimento/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-aprendizagem https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/transtornos-depressivos-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/preocupa%C3%A7%C3%B5es-e-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia/vis%C3%A3o-geral-dos-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/preocupa%C3%A7%C3%B5es-e-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia/vis%C3%A3o-geral-dos-problemas-de-comportamento-na-inf%C3%A2ncia https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/pediatria/transtornos-mentais-em-crian%C3%A7as-e-adolescentes/dist%C3%BArbios-de-conduta 13 particularmente marcos da linguagem e o uso de escalas de avaliação específicas do TDAH (p. ex., Vanderbilt Assessment Scale, Conners Comprehensive Behavior Rating Scale, ADHD Rating Scale IV). Observar que as escalas não devem ser usadas isoladamente para fazer um diagnóstico. A avaliação educacional documenta sinais e sintomas centrais que possam envolver a revisão de registros educacionais e o uso de escalas de avaliação. Entretanto, estas escalas, isoladamente, não conseguem distinguir TDAH de outros distúrbios do desenvolvimento ou de comportamento. As tradicionais salas de aula e atividades acadêmicas exacerbam os sinais e sintomas da criança DDAH não tratada ou inadequadamente tratada. A imaturidade social e emocional pode ser persistente. A má aceitação pelos pares e a solidão tendem a aumentar com a idade e com a exposição dos sintomas. O TDAH pode levar a uso abusivo de substâncias se aquele não for identificado e tratado adequadamente porque muitos adolescentes e adultos com TDAH se automedicam tanto com substâncias legais (p. ex., cafeína) quanto ilegais (p. ex., cocaína). Embora os sinais e sintomas da hiperatividade tendam a diminuir com a idade, adolescentes e adultos podem exteriorizar dificuldades residuais. Indicadores de maus resultados no adolescente e adultíssimo incluem: Coexistência de pouca inteligência Agressividade Problemas sociais e de relacionamento Problemas psicopatológicos dos pais Os problemas entre os adolescentes e adultos se manifestam predominantemente como deficiências acadêmicas, baixa autoestima e dificuldades para assimilar um comportamento social adequado. Adolescentes e adultos que apresentam DDAH predominantemente impulsivo podem ter incidência aumentada de distúrbios de personalidade e comportamento antissocial, podem continuar a exteriorizar impulsividade, agitação e deficientes habilidades sociais. Pessoas portadoras de TDAH parecem ajustar-se melhor no trabalho do que em situações acadêmicas e caseiras, particularmente se encontrarem trabalho que não exige atenção para realizar. https://www.nichq.org/sites/default/files/resource-file/NICHQ_Vanderbilt_Assessment_Scales.pdf 14 Tratamento Terapia comportamental Terapia medicamentosa com estimulantes como metilfenidato ou dextroanfetamina (em preparações de curta e longa ação) Estudos randomizados e controlados mostram que somente a terapia comportamental é menos eficiente do que a terapia somente com fármacos para crianças em idade escolar, mas a terapia comportamental e de combinação é recomendada para crianças menores. Embora a correção das diferenças neurofisiológicas de base, em pacientes com TDAH, não ocorra com fármacos, estes são eficientes no alívio dos sintomas do TDAH e permitem a participação em atividades anteriormente inacessíveis por causa da atenção deficiente e impulsividade. Os fármacos interrompem o ciclo do comportamento inapropriado, melhorando a conduta e intervenções acadêmicas, motivação e autoestima. O tratamento do TDAH em adultos segue princípios semelhantes, mas a seleção e dosagem farmacológicas são determinadas individualmente, dependendo de outras doenças médicas. Drogas estimulantes Os mais largamente utilizados são os sais de metilfenidato e anfetamina. As respostas são muito variáveis e as doses dependem da gravidade do comportamento e da tolerância ao fármaco. A dose é ajustada na quantidade e frequência até atingir a resposta ótima. A dose inicial do metilfenidato é de 0,3 mg/kg uma vez/dia VO, (forma de liberação rápida), sendo aumentada toda semana para aproximadamente 3 vezes/dia ou a cada 4 h. A dose pode ser aumentada se ela foi inadequada, mas é bem tolerada. A maioria das crianças atingem um equilíbrio ótimo entre os efeitos benéficos e adversos nas doses entre 0,3 e 0,6 mg/kg. O isômero dentro do metilfenidato é a porção ativa e está disponível para prescrição na metade da dose. 15 Uma vez alcançada a dose ideal, uma dose equivalente do mesmo fármaco é substituída por uma forma de longa ação para evitar a necessidade de administrar o fármaco na escola. As preparações de longa ação incluem comprimidos de liberação lenta, cápsulas bifásicas contendo o equivalente de 2 doses e pílulas de liberação osmótica, adesivos trans dérmicos que permitem uma cobertura de até 12 h. Preparações líquidas de ação curta e prolongada estão agora disponíveis. Preparações dentro puras (p. ex., dextrometilfenidato) são muitas vezes utilizadas para minimizar efeitos adversos como ansiedade; as doses normalmente são metade daquelas das preparações mistas. Preparações pró-fármacos também são às vezes usadas devido à sua liberação mais harmoniosa, maior duração de ação, menor quantidade de efeitos adversos e menor potencial de uso abusivo. O aprendizado melhora com doses baixas, mas o comportamento requer dosesmais altas. Os esquemas das doses dos fármacos estimulantes podem ser ajustados para cobrir dias e horários especiais (p. ex., horário de escola e das tarefas escolares). Drogas recreativas podem se experimentadas nos fins de semana, feriados ou durante férias escolares de verão. Por outro lado, para garantir a confiabilidade das observações são recomendados períodos de administração de placebo (5 a 10 dias), para determinar se a medicação é ainda necessária. Os efeitos colaterais mais comuns são Distúrbios do sono (p. ex., insônia) Depressão Cefaleia Dor de estômago Perda de apetite A dose usual da dextroanfetamina (sozinha ou associada a anfetamina racêmica) é de 0,15 a 0,2 mg/kg, uma vez/dia VO, que pode ser aumentada para 2 ou 3 vezes/dia ou a cada 4 h. Doses individuais na faixa de 0,15 a 0,4 mg/kg são geralmente eficazes. As doses devem ser tituladas para evitar efeitos adversos. Em geral, as doses de dextroanfetamina são cerca de dois terços das doses de metilfenidato. 16 Taquicardia e elevação da pressão arterial e frequência cardíaca Alguns estudos mostraram diminuição da velocidade de crescimento durante 2 anos de uso da medicação, mas os resultados não foram consistentes e não está claro se este déficit persiste durante períodos mais longos de tratamento. Alguns pacientes mais sensíveis ao fármaco ficam ou muito estimulados ou desanimados, o que pode ser resolvido com diminuição das doses ou uma medicação diferente. Fármacos não estimulantes Atomoxetina, um inibidor seletivo da recaptação da noradrenalina, também é utilizado. O fármaco é eficaz, mas os dados são ambíguos quanto à sua eficácia em comparação os fármacos estimulantes. Algumas crianças apresentam náuseas, sedação, irritabilidade, crises de birra; raramente toxicidade hepática e ideação suicida. A dose inicial é de 0,5 mg/kg VO, uma vez/dia, titulada semanalmente para 1,2 a 1,4 mg/kg, uma vez/dia. Sua longa meia-vida permite o uso de uma dose única diária, mas requer uso continuado para ser eficaz. A máxima dose diária recomendada é de 100 mg. Antidepressivos como a bupropiona, agonistas alfa-2 como a clonidina e guanfacina e outras medicações psicoativas são às vezes utilizadas no caso de os estimulantes serem ineficazes ou apresentarem efeitos colaterais inaceitáveis, porém são menos eficientes e não são recomendados como fármacos de primeira linha. Algumas vezes esses fármacos são utilizados em combinação a estimulantes para alcançar efeitos sinérgicos; é essencial monitorar atentamente se há efeitos adversos. Controle do comportamento Aconselhamento, incluindo terapia comportamental cognitiva (p. ex., fixando objetivos, autovigilância, estabelecendo modelos, papel a ser desempenhado), é geralmente eficiente e ajuda a criança a entender o DDAH. Organização e rotina são essenciais. O comportamento na sala de aula melhora com o controle do barulho no ambiente e estimulação visual, duração apropriada de tarefas, novidades, treinamento e proximidade com o professor. 17 Quando em casa as dificuldades persistem, os pais devem ser encorajados a pedir assistência profissional e treinamento em técnicas de controle comportamental. Além disso, incentivos e recompensas simbólicas reforçam as condutas e são geralmente eficientes. No ambiente de casa, as crianças portadoras de DDAH com predomínio da hiperatividade e mau controle dos impulsos são ajudadas quando o ambiente é organizado, as técnicas dos pais são firmes e os limites são bem definidos. Restrições dietéticas, tratamento multivitamina do uso de antioxidantes, ou outros compostos, intervenções nutricionais e bioquímicas (p. ex., administração de produtos químicos) não têm o menor efeito. A biorretroação pode ser útil em alguns casos, mas não é recomendada rotineiramente porque faltam evidências de benefícios sustentáveis. O TDAH trata-se de alterações no funcionamento do sistema neurobiológico cerebral, especificamente no lobo frontal onde atuam os neurotransmissores, por causa disto deve-se entender que a necessidade de se conhecer o que acontece e como os neurotransmissores se articulam em indivíduos portadores desse transtorno é de extrema relevância, vez que nos dias de hoje muitos são os alunos diagnosticados com TDAH, sendo esses tratados com um uso desenfreado de O TDAH envolve desatenção, hiperatividade/impulsividade, ou uma combinação; ele normalmente aparece antes dos 12 anos, inclusive na idade pré-escolar. A causa é desconhecida, mas há vários fatores de risco suspeitos. Diagnosticar utilizando critérios clínicos e manter-se em alerta para outras doenças que podem inicialmente se manifestar de forma semelhante (p. ex., doenças do espectro do autismo, certos distúrbios de aprendizagem ou comportamento, ansiedade, depressão). As manifestações tendem a diminuir com a idade, mas adolescentes e adultos podem ter dificuldades residuais. Tratar com fármacos estimulantes e terapia cognitivo- comportamental; somente terapia comportamental pode ser apropriada para crianças em idade pré-escolar. 18 medicamentos, portanto justifica-se a precisão da abordagem deste assunto para se pesquisar uma outra forma de tratamento (COUTO. et al, 2010). Sabendo que o TDAH é um transtorno multifatorial, ou seja, resulta de vários fatores ambientais e genéticos para manifestar seus quadros clínicos, esse presente trabalho visa compreender o funcionamento dos neurotransmissores no sistema cerebral, levando assim a uma das possíveis causas desse transtorno. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em relação a outros animais, e essa região é responsável pela capacidade de autocontrole e atenção. A esse respeito Parker (2007) diz: “... produção da fala, iniciação de movimentos e aspectos da “personalidade” estão baseadas neste lobo.” (p.76) Marcadores biológicos não podem serem diagnósticos para tal transtorno, mas estudos mostram que crianças com TDAH apresentam volume encefálico reduzido e um possível atraso na maturação cortical no sentido póstero-anterior (SHAFFER. et. al, 2014). Imagens de ressonância magnética, demonstrou uma diminuição de atividade neural na região frontal, córtex singular anterior e nos gânglios da base. A diminuição da atividade neural nas regiões específicas do cérebro altera a liberação da dopamina e noradrenalina que são responsáveis por transmitir mensagens entre as células cerebrais. Alguns trabalhos defendem que no TDAH existe uma disfunção da neurotransmissão dopaminérgica na área frontal, regiões subcríticas e a região límbica cerebral, tais alterações resultam na impulsividade do paciente (COUTO et. al, 2010). Quando diagnosticado com tal transtorno, faz-se necessário a utilização de uma abordagem múltipla envolvendo intervenção psicossociais e psicofarmacológicas. No âmbito psicossocial, deve-se trazer informações claras e precisas a família, treinando os pais, quando necessário, a manejar os sintomas dos filhos. No âmbito escolar, rotinas diárias consistentes, entre outras estratégias, ajudam com que essas crianças mantenham o controle emocional. (ROHDE. et. al, 2000). Já no âmbito psicofarmacológico, a utilização de medicamentos, estimula o sistema nervoso central (SNC), a produzir neurotransmissores em partes especificas do cérebro, proporcionando à espera do amadurecimento de tais partes, sendo assim não há cura, mas sim uma melhora em adequar-se ao ambiente, conseguindo aumentar o rendimento escolar e a melhorar as relações interpessoais (COUTO et. al, 2010). Além do tratamento farmacológico, existe outros tratamentos alternativos, 19 como por exemplo prática de exercícios físicos, acupuntura, massagens relaxantes, tais tratamentos não mostram comprovação de sua eficácia, sendo assim um complementoao tratamento farmacológico. Conclui-se que o TDAH ocorre quando há uma diminuição de atividade na região frontal do cérebro, sendo essa diminuição causada pela falta de neurotransmissores tais como a dopamina e noradrenalina, e/ou quando não há o amadurecimento do cérebro. Esse atraso no amadurecimento cerebral gera no paciente um descontrole biológico causando desatenção, hiperatividade e impulsividade. E, afim de melhorar a qualidade de vida desse paciente faz-se necessário utilizar de tratamentos psicossociais, psicofarmacológicos e alternativos quando os responsáveis pela criança julgarem necessário. 20 REFERÊNCIA Froehlich TE, Lanphear BP, Epstein JN, et al: Prevalence, recognition, and treatment of attention-deficit/hyperactivity disorder in a national sample of US children. Arch Pediatr Adolesc Med 161(9):857–864, 2007. doi: 10.1001/archpedi.161.9.857. COUTO, Taciana de Souza; DE MELO-JUNIOR, Mario Ribeiro; DE ARAUJO GOMES, Cláudia Roberta. Aspectos neurobiológicos do transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH): uma revisão. Ciênc. cogn., Rio de Janeiro , v. 15, n. 1, p. 241- 251, abr. 2010 . Disponível em . acesso em 05 maio 2018. BISCAINO, Lucca Corcini; GARZELLA, Milena Huber; KAPP, Edea Maria Zanatta; HORSZCZARUK, Sandra Marisa. 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