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RESUMO DE SILVESTRES A2 
CLÍNICA DAS AVES 
 
DISTÚRBIOS DO EMPENAMENTO 
CIRCOVÍRUS 
Doença do bico e da pena, ocorre + comumente em psitacídeos do velho mundo. 
• Hiperaguda - Comum em neonatos e jovens, pode causar pneumonia, enterite, 
perda de peso e morte. 
• Aguda - “Muda –francesa” troca de penas de jovens para adultos, pode causar 
paralisia do inglúvio, diarreia e morte. Nesta fase o vírus pode afetar o sistema 
imunológico. 
• Crônica – Comum em aves adultas acima de 3 anos. Pode causar distúrbios do 
empenamento, crescimento do bico e ulcerações em cavidade oral 
TRATAMENTO: NÃO EXISTE 
DIAGNÓSTICO: sorológico, histopatológico, PCR. 
 
ESTEREOTIPIAS 
Comum em psitacídeos, animais que vivem em grupo ou em forrageamento o dia 
inteiro. Podem ser causadas por erro de manejo. 
Podem ser provocadas por: Stress, falta de estímulo e perda. 
 
DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS 
Podem ser causadas por: deficiência de proteína, lisina e outros aminoácidos. 
• Penas azuis ou verdes = ficam amarelas ou enegrecidas 
• Penas negras = esbranquiçadas 
• Ocorre descamação do bico e empenamento deficiente 
TRATAMENTO: FORNECER ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. ADAPTAÇÃO GRADUAL DA 
DIETA. 
 
 
 
PODODERMATITES 
Causa lesões inflamatórias na superfície plantar desses animais. 
Causas: 
• Principalmente erro no manejo, umidade do solo e poleiro, obesidade, falta de 
higiene nas gaiolas, superlotação 
• Evitar poleiros inadequados -Correto o pé cobrir 2/3 do poleiro 
• Aves que vivem no chão - Adequar o substrato do piso 
Há aves que não devem andar muito; colocar a alimentação próximo ao local onde ele 
está adaptado, evitar que o animal ande muito para buscar o alimento. 
Tratamento: Debridar a ferida: em caso de lesões necróticas, fibroses e cáseos 
 Usar antibióticos (avaliando cultura e antibiograma), Analgésicos e botas protetoras 
*se não tratar pode causar osteomielite. 
 
Bouba (Poxvírus) 
Doença viral que afeta aves de todas as idades, é altamente contagiosa, pode afetar 
aves domésticas e silvestres 
• Forma cutânea: Hipertrofia proliferativa do epitélio (áreas apteríginas) = 
nódulos na pele – principalmente nas pálpebras, bicos... EM REGIOES QUE NÃO 
POSSUEM PENAS 
• Forma diftérica (Menos comum): Lesões pseudomembranosas na cavidade 
oral 
Diagnóstico: Sinais clínicos, confirmação com histopatológico, onde são identificados 
corpúsculo de Bollinger e PCR das lesões. 
Diagnostico diferenciais: Tricomoníase e Candidíase. 
Tratamento: Não existe cura, apenas tratamento de suporte. Vírus (terapia suporte) e 
Túia - extrato de uma planta (nas lesões) 
Controle: Vacina (vírus atenuado) (EM ANIMAIS DE PRODUÇÃO) 
 
DOENÇA PARASITÁRIA (KNEMIDOKOPTES SP.) 
Sarna escavadora (LOCALIZADA) 
• Causa hiperqueratose, geralmente descamativa 
• Lesões em bico e unhas (esfarelando), crescimento excessivo de ambos 
• Animal fica sem se alimentar devido as lesões e pode vir a óbito. 
Diagnóstico: Raspado de pele, lâmina e microscópio 
Tratamento: Ivermectina tópica, limpeza de todo ambiente; lavar poleiro, bebedouro, 
gaiola... 
Diagnóstico diferencial: Doença do bico e pena. Sarna não provoca distúrbio de penas. 
 
PATOLOGIAS DO SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO 
Paramixovírus - Doença de Newcastle (Notificação obrigatória) 
Causa: 
• Geralmente morte súbita 
• Opistótomo 
• Torcicolo, tremores, paralisia 
• Sinais respiratório e/ou gastrointestinal. 
Diagnóstico: sorológico e PCR 
Controle: vacinação aves de produção - grandes planteis. 
NUTRICIONAL 
• Osteodistrofia 
• acomete principalmente aves jovens; comum em rapinantes devido a 
alimentação inadequada. 
HIPERPARATIREOIDISMO NUTRICIONAL SECUNDÁRIO – 
• Desbalanço de cálcio e fósforo (2:1) 
• Desmineralização óssea rápida e progressiva 
FRATURAS EM OSSOS LONGOS OU ENVERGADURAS 
 
 
DEFORMIDADE DE MEMBROS 
• Genética 
• Hábitos inadequados. (splay leg) 
 
GOTA VISCERAL OU ARTICULAR (metabólica). 
• Relacionada a alimentação com níveis de proteína alto. 
• Dificuldade para excretar, acumulo de ácido úrico na corrente sanguínea que se 
solidifica e se acumula em alguns órgãos. 
• Deposito de ácido úrico (areia), nas articulações. 
Tratamento paliativo: fluidoterapia e manejo alimentar 
 
PATOLOGIAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS: 
CLAMIDIOSE 
Patologia do sistema respiratório infecto contagiosa (principal zoonose de origem 
aviária). 
• Bactéria intracelular obrigatória 
• Duas formas: infectante e a celular 
➢ Corpúsculo elementar (infectante) 
➢ Corpúsculo reticular (presente dentro da célula) – forma ativa (replicação) 
MECANISMO DE INFECÇÃO: 
• Eliminação do corpúsculo elementar (forma infectante) – Fezes, respiratório > 
Penetra na célula quando outros animais inalam esse corpúsculo 
➢ corpúsculo reticular 
➢ Replicação: fissão binária - no sist. respiratório e digestório; neste momento 
sem bactéria, só depois que ela faz a lise celular e depois libera corpúsculo 
elementar. Quando está se reproduzindo ela não infecta. 
Sempre fazer a coleta segmentada (3d) 
 
SINUSITE 
Acúmulo de secreção que leva a edema do seio infraorbitário. 
Sinais clínicos: 
• Espirro 
• Tosse 
• Conjuntivite 
• Dispneia 
• Diarreia 
4 apresentações clínicas: Superaguda, Aguda, Crônica e Inaparente 
Gera Psitacose (zoonose) PNEUMONIA – atípica 
TRATAMENTO - Doxiciclina 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAIS: Micoplasmose (sinais muito parecidos), tratamento 
diferente: Tilosina, enrofloxacina e azitromicina 
DIAGNÓSTICO: Coleta seriada de fezes ou swab coana, orofaringe e cloaca. 
. PCR 
 
ASPERGILOSE (ZOONOSE) 
causada por fungos. 
Afeta: Traqueia distal, siringe, brônquios primários, sacos aéreos e pulmões 
Sinais clínicos: 
• Dispneia, respiração ruidosa, e alteração de voz. 
• Gera aerossaculites. (saco aéreo fica espesso). 
Diagnostico: suspeita clínica, endoscopia e coleta de material, radiografia padrão 
locular 
Tratamento: cetaconazol, itraconazol, clotrimazol (nebulização) 
 
DOENÇAS DO TRATO GASTRO INTESTINAL 
TRICOMONÍASE (protozoário) 
• Transmissão direta (alimentação com pombos) 
• Coloniza trato gastrointestinal anterior 
• Placas amareladas sobre a língua e faringe, pode acometer ingluvio, esôfago e 
até intestino 
Diagnostico: exame direto – swab das lesões/lâmina contendo solução salina 
Tratamento: metronidazol e limpeza da cavidade oral com cotonete clorexidine. 
 
Candidíase (leveduras 
• Acomete o trato gastrointestinal anterior 
• Aspecto leitoso na mucosa oral e formação de placas 
SINAIS CLÍNICOS: regurgitação, anorexia, inapetência, diarreia. PODE VIR A ÓBITO 
DIAGNOSTICO: Citologia e cultura 
TRATAMENTO: nistatina local e fluconazol oral. 
 
COCCIDIOSE (protozoário) 
SINAIS CLÍNICOS: diarreia, emagrecimento, fezes com sangue ou escura. 
DIAGNÓSTICO: coproparasitologico 
TRATAMENTO: sulfacloropirazina, toltrazuril, diclazuril 
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: megabacteriose, candidíase, tricomoníase 
 
Botulismo (toxina da bactéria) 
• Doença paralitica afeta aves e mamíferos, causada pela ingestão da toxina 
• Presente em águas paradas rasas, paradas ou que correm lentamente: 
➢ Altas temperaturas 
➢ Matéria orgânica em decomposição 
➢ Criam um ambiente anaeróbico rico em nutrientes 
Sinais clínicos: paralisia flácida, ataxia e pescoço flexível, a morte por parada 
respiratória, parada cardíaca ou afogamento. 
DIAGNÓSTICO: inoculação em camundongo 
TRATAMENTO: suporte, fluidoterapia oral e parenteral, carvão ativado 
CONTROLE: manejo do ambiente, retirar carcaças, drenar a água parada 
............................................................................................................................................ 
ANATOMIA DOS REPTEIS 
Classe Reptilia 
Ordem testudines > Quelônios 
Podem ser: 
• Terrestres: jabuti: casco alto e pesado, patas em formato cilíndrico 
• Aquáticos: tartaruga: casco leve e hidrodinâmico, patas em formato de 
remos• Semi aquáticos: cagados: casco achatado, patas com membranas 
interdigitais 
 
• Quelônios não possuem dentes, mas placas queratinizadas: bico córneo, são 
envolvidos por um casco: carapaça e plastrão. O corpo é recoberto por escamas 
epidérmicas queratinizadas. 
 
 
ORDEM SQUAMATA (SERPENTES, IGUANAS, TEÍUS, ANFISBENA).... 
• Alguns são desprovidos de membros 
• Possuem hábitos terrestres, semi aquaticos, arborícolas, planadores e até 
subterrâneo 
• O corpo é recoberto por escamas epidérmicas queratinizados. 
 
ORDEM CROCODILIA (JACARÉS, CROCODILOS E GAVIAIS) 
Crocodilos e jacarés não conseguem visualizar os dentes inferiores 
• Possuem crânio alongado, robusto e reforçado. 
• O corpo é recoberto por escamas e placas dérmicas. 
 
ORDEM SPHENODONTA 
• Conhecidos como tuataras. Apenas duas espécies vivas 
• São repteis semelhantes aos lagartos, que vivem em tocas e medem cerca de 
66cm. São considerados fosseis vivos 
 
ANATOMIA DOS REPTEIS 
PELE 
• Extremamente queratinizada (adaptação para reter água) 
• Rígida, parece úmida, mas é muito seca 
• Não possuem glândula sudoríparas nem sebáceas 
• A pele está em constante muda na maioria dos repteis 
• Os que não fazem a troca contínua realizam em épocas especificas e é possível 
identificar essa troca = chamada de ECDÍASE 
➢ Serpentes trocam a pele inteira 
➢ Lagartos trocam a pele aos poucos (gecko) 
• Hormônio responsável: tiroxina - deficiência faz disecdise (retenção de pele) 
• Pele é queratina = proteína - portanto, deficiência proteica pode provocar 
disecdise: (erro de manejo) 
• Desidratação é o principal fator que causa disecdise 
3 CAUSAS DA DISECDISE: DEFICIÊNCIA DE TIROXINA, DEFICIÊNCIA PROTEICA E 
DESIDRATAÇÃO. 
Temperaturas altas geram stress e desregula a taxa metabólica. 
Animais em cativeiro, sem enriquecimento dificulta troca de pele e sobrepele 
 
MEMBROS 
PENTADÁCTILOS (5 DEDOS) – alguns são adaptados para o nado. 
ÁPODES – sem membros. 
• Algumas espécies possuem glândulas para marcação de território = para 
disseminação do feromônio. Através de poros femorais (DESENVOLVIDAS NOS 
MACHOS NA MATURIDADE SEXUAL) iguanas, geckos, pogonas 
• Iguanas – possuem prega gular grande, machos com cristas grandes. 
COMO DIFERENCIAR ESTAS ESPÉCIES? 
➢ Cristas 
➢ prega gular 
 
CLOACA 
• Repteis não possuem pênis, vagina e nem ânus 
• Abertura única chamada de fenda cloacal 
• Assim como nas aves na cloaca desemboca intestino, ureteres e sist 
reprodutor (ducto deferente ou oviduto) 
• Dividida em coprodeu, urodeu e proctodeu. 
 
CABEÇA 
• Cavidade oral, narinas, olhos, ouvido externo (membrana timpânica 
queratinizada) 
• Serpentes não possuem pálpebra nem ouvido externo (não escutam) 
• Tem uma escama modificada chamada de lente 
• Tem glândula lacrimais que mantem a córnea lubrificada 
• O ducto lacrimal desemboca na cavidade oral 
• Jabuti não possui ducto lacrimal 
ABERTURAS NATURAIS 
• TERCEIRO OLHO/ OLHO PARIETAL 
➢ Responsável pela captação de luz 
➢ Vai levar até o hipotálamo 
➢ Produção de hormônios sexuais 
➢ Fotoperíodo 
 
 
 
CAVIDADE ORAL 
• As serpentes assim como as aves possuem coana 
➢ O ar passa da narina direto para cavidade oral 
➢ A glote desloca para frente durante a alimentação de grandes presas. 
• Possuem 2 ramos da mandíbula independente 
• Não possui articulação temporomandibular 
• Osso quadrado 
• Não possui sínfise mentoriana, tem um ligamento: garante a mobilidade para 
alimentação 
 
Órgão vomeronasal – responsável pela captação de odores (as cobras que tem esse 
órgão) 
Língua bífeda – capta as particular levando até este órgão ------------------------------------ 
Termorreceptores - fossetas loreais. Em cobras: capazes de detectar a diferença de 
calor a 5m de distância 
Fossetas/escamas labiais – presentes em Pitons, não é tão eficiente como nos 
viperídeos. Possuem a mesma função de detecção de mudança de temperatura 
 
 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
• Curto e simples (espécies carnívoras) 
• Grande: colón e ceco em espécies herbívoras 
• 
LÍNGUA - Varia conforme a espécie. 
➢ Bífida (serpente e alguns lagartos) 
➢ Projeção viscosa na ponta (camaleão) 
➢ Espessa (quelônios) 
➢ Presa no espaço intermandibular, quase imóvel (crocodilianos) 
 
DENTIÇÃO 
• Os acrodontes são encontrados em alguns lagartos, como os camaleões, e são 
dentes fundidos na crista do osso da mandíbula e maxila 
• Os pleurodontes aderem ao periósteo na face medial da mandíbula e do 
maxilar, sendo vistos nas serpentes e em alguns lagartos como as iguanas 
• Os tecodontes são dentes que surgem de alvéolos presentes nos ossos do 
crânio, sem os ligamentos periodontais, encontrados apenas nos crocodilianos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dentição das serpentes 
As serpentes podem ter quatro tipos de dentição, que permitem diferenciar as 
espécies peçonhentas das não-peçonhentas: 
• Áglifa: As serpentes áglifas não têm presas, ou seja, todos os seus dentes são 
iguais e maciços, sem sulcos ou canais para a passagem de peçonha. A jiboia é 
um exemplo de serpente áglifa. 
• Opistóglifa: As serpentes opistóglifas têm presas na região posterior da boca, 
com canais para a passagem de peçonha. 
• Proteróglifa: As serpentes proteróglifas têm presas na parte anterior do maxilar 
superior, com canais para a passagem de peçonha. A cobra-coral é um exemplo 
de serpente proteróglifa. 
• Solenóglifa: As serpentes solenóglifas têm dentes longos, móveis e caniculados, 
localizados na parte anterior da boca, que se projetam quando a serpente abre 
a boca. As jararacas, cascavéis e surucucus são exemplos de serpentes 
solenóglifas. 
 
Sistema reprodutor masculino – testículos intracavitários 
Órgão copulatório 
• Serpentes e lagartos: 2 hemipênis (extracloacais) 
• Quelônios: Falo reprodutivo (único, intracloacal) 
• Crocodilianos: falo reprodutivo (único, intracloacal) 
• OBS: São apenas órgãos copulatórios, não tem uretra. O espermatozóide 
escorre pelo sulco presentes nos órgãos 
 
 
 
Sistema reprodutor feminino 
• Ovários estão na região dorsal da cavidade celomática. Geralmente com dois 
ovidutos - com exceção de algumas serpentes. Função do oviduto - - secreção 
de albumina, proteína e cálcio, para a formação da casca dos ovos 
• Nos répteis vivíparos: útero espesso e muscular 
• Algumas espécies podem estocar espermatozoides - Assim o acasalamento 
acontece numa estação e a reprodução em outra. Esse armazenamento pode 
ficar por alguns meses ou até 6 anos 
• Os répteis podem ser ovíparos, vivíparos ou ovovivíparo: 
➢ Ovovivíparo as fêmeas carregam os ovos dentro delas e, quando a casca 
está prestes a ser quebrada, elas o colocam para fora. 
➢ Répteis vivíparos ficam mais vulneráveis 
• Algumas espécies possuem cuidado materno. 
• A temperatura de incubação pode determinar o sexo dos répteis 
➢ Em crocodilianos e lagartos: Temp + produzem machos e Temp - fêmeas 
➢ /Em quelônios: Temperaturas + produzem fêmeas e Temperaturas mais 
baixas produzem machos. 
➢ Em serpentes o sexo é definido por genética 
➢ Nos répteis: Fêmeas heterozigotas (ZW) e Machos homozigotos (ZZ) 
 
FISIOLOGIA DOS RÉPTEIS 
 
• São animais ectotérmicos, ou seja, não produzem a sua própria temperatura. 
• Por isso a sua taxa metabólica basal é baixa em relação as aves e mamíferos. A 
energia estocada serve para manter o metabolismo. 
• Fazem regulação da temperatura pelo ambiente, de acordo com a 
necessidade. 
• A temperatura influência nas enzimas de catabolização e consequentemente no 
metabolismo. Portanto cada espécie possui a sua temperatura especificas. 
Temperaturas altas - causam desnaturação das enzimas e proteínas. Leva a óbito 
Temperaturas baixas - influenciam no metabolismo e os animais entram em 
hibernação. Queda do metabolismo. 
• Oferecer ambiente com meia sombra para que o animal não fique exposto 
muito tempo ao sol. Evitar o risco de hipertermia e estresse metabólico.• O frio tende a reduzir a atividade metabólica de forma gradativa e reversível, 
sendo mais tolerado pelos répteis; 
• O calor tende a causar efeitos abruptos e irreversíveis 
 
ZOTC – Zona de operação térmica crítica 
Refere-se ao intervalo de temperaturas em que o animal 
consegue realizar suas atividades vitais de forma eficiente. 
ZCT – Zona Crítica de tolerância 
Indica os limites extremos de temperatura que o organismo 
pode suportar antes de ocorrer disfunção grave ou até morte. 
 
ANFÍBIOS X REPTEIS 
ANFÍBIOS 
pele sem escamas, fina e úmidas. (desidratam com + facilidade), não possuem garras. 
Dependem da água, reprodução é externa. O macho abraça a fêmea estimulando a 
ovulação e seus ovos são liberados, logo após o macho libera os espermatozoides que 
irão fecundar esses ovos. 
REPTEIS 
possuem escamas 
Reprodução interna. Produzem o ovo calcário (evita a perda de água e serve de 
proteção). Esse ovo possui microporos que permite a troca gasosa. Se reproduzem fora 
da água 
 
OS RÉPTEIS POSSUEM 3 TIPOS DE OVOS 
➢ Casca solida calcáreo (jabuti e jacaré) 
➢ Coriáceo – só a membrana interna. Animal escolhe ambiente mais 
úmido para fazer. O oxigênio passa por difusão simples. 
➢ Ovos que se desenvolvem dentro do animal. Não tem casca 
 
• O vitelo (gema) é o responsável por fornecer todos os nutrientes para o 
embrião 
• O ovo não possui tudo o que o embrião precisa para desenvolver!! O 
oxigênio dele é captado do ambiente para nutrir o embrião, pela casca. Por 
isso a casca é toda porosa; 
Membrana coriônica - trocas gasosas 
Membrana Alantóide - armazena os resíduos metabólicos. (ácido úrico)! 
 
 
SISTEMA CIRCULATÓRIO 
Coração é tricavitário (apenas nos crocodilianos é tetracavitário) – apenas 1 
ventrículo, com subcâmaras. 
Todos possuem sistema circulatório fechado. Nos quelônios, escamados e rincocéfalos 
há uma circulação dupla e incompleta, misturando o sangue venoso com o arterial mas 
não mistura tanto devido à pressão das subcâmaras. Somente não acontece essa 
mistura com os crocodilianos. 
 
• Tricavitário 
• Possui dupla circulação 
• É incompleto 
• Possui um único ventrículo: cava venosa, cava arteriosa e cava pulmonar. A 
posição das subcâmaras faz diferença de pressão 
• Cavas = Possuem subcâmaras – septos dentro da cavidade 
CORPO → ÁTRIO DIREITO → CAVA VENOSA → CAVA PULMONAR → ÁTRIO ESQUERDO 
→ CAVA ARTERIAL → CAVA VENOSA → CORPO 
 
SISTEMA RESPIRATÓRIO 
• Os anéis traqueais dos quelônios são completos (cuidado ao entubar) Os 
outros répteis possuem anel traqueal incompleto 
• O parênquima pulmonar é simples - Formato de saco - Presença de favéolos 
(alvéolos semelhantes aos favos de mel) pulmonares ((unidades reptilianas de 
trocas gasosas)) – não fazem expansão do ar, fazem apenas a troca gasosa por 
difusão simples. A capacidade dessa troca é menor, devido ao seu metabolismo 
ser menor. 
• Quelônios - A ventilação é ativa por meio da musculatura (ventilação ativa) – 
Não possuem diafragma. 
• Troca gasosa dos anfíbios – ocorre por difusão simples quando o oxigênio 
passa pela pele que é fina (através dos vasos). 
 
 
 
 
• Ventilação extra pulmonar das tartarugas – faz a troca pulmonar até as forças 
se igualarem, após, ocorre a troca de oxigênio pela cloaca quando animal está 
em apneia e entra em shunt cardíaco (Hipóxia e aumento da pressão 
intrapulmonar). (neste caso deve-se ventilar o animal, pois ele vai entrar em 
apneia) 
• Cuidado com a anestesia – devido ao relaxamento muscular o animal para de 
respirar e entra em apneia e com isto o animal entra shunt. Neste caso a 
respiração não passará pelo pulmão, portanto a anestesia inalatória não surtirá 
efeito (não passará pelo pulmão). 
Animal hiperventilado também faz shunt 
SHUNT: em répteis não crocodilianos, o shunt é um desvio sanguíneo intracardíaco da 
direita para a esquerda (DSIc D-E). Ele ocorre quando o ventrículo está parcialmente 
dividido, permitindo que o sangue venoso, pobre em oxigênio, recircule no circuito 
sistêmico. O shunt pode ser controlado e variar de acordo com o estado fisiológico do 
animal. 
 
 
 
PULMÃO 
Unicameral - primitivo, não possui subcameral. Comum em serpentes e lagartos. 
Paucicameral- parcialmente dividido em sub câmaras. Presente em iguanas e 
camaleões. 
Multicameral – evoluído, divido em câmaras. Possuem brônquios e respiração mais 
eficiente. Presente em animais que fazem shunt (quelônios e crocodilianos) 
 
SERPENTES 
• Algumas espécies de serpentes possuem apenas 1 pulmão funcional 
➢ Viperídeos (família Viperidae) – Direito 
➢ Colubrídeos (família Colubridae) - Funcional direito e esquerdo 
vestigial 
 
• As espécies mais primitivas possuem os 2 pulmões 
➢ Jibóia, sucuri, pithon - Os dois ativos, direito é maior 
• Possuem sacos aéreos que armazenam o ar. Nas serpentes aquáticas vai até a 
cloaca – Que favorece a sua flutuação na água 
 
CROCODILIANOS 
• Possuem um pseudo diafragma – favorece a expansão do pulmão 
• Pulmões do tipo multicameral 
• Possui um septo caudal ao pulmão 
• Possui musculatura diafragmática 
 
LAGARTOS 
 Todos os três tipos pulmonares são encontrados nos lagartos: 
• Pulmão unicameral, paucicameral e multicameral 
• Respiram pelos movimentos da musculatura intercostal, peitoral e abdominal 
 
MEDICINA DOS RÉPTEIS 
Emergência – maiores ocorrências ocorrem por erro de manejo!!! 
• colocar o animal em ambiente com temperatura e umidade controladas. O 
principal cuidado inicial deve ser o aquecimento, para estabilizar as funções. 
Não adianta medicar o animal antes de reestabelecer as suas funções. 
• Medicações, alimentação e fluidoterapias enterais possuem pouco efeito 
 
Diagnóstico 
Exame clínico 
• Histórico e anamnese 
• Auscultação 
• Percussão 
• Palpação 
• Inspeção 
 
Histórico e anamnese 
nome comum e científico, Identificação, Idade, Origem (cativeiro, nacional, importado, 
selvagem), Instalações que vive (tipo, iluminação, aquecimento, substrato, abrigos 
etc.), Dieta, Fornecimento de água, doenças e outros detalhes 
Informar ao tutor sobre o risco de zoonoses – importância na saúde pública. 
 
 
ALOJAMENTOS ADEQUADOS 
 
JABUTIS 
• Os quelônios terrestres gostam de recintos espaçosos para poderem caminhar 
• Preferencialmente devem ser mantidos em recintos externos 
• Plantas, verificar se não são tóxicas para o animal caso sejam ingeridas; (cuidado 
em ambientes *quintais que possam ter plantas tóxicas) 
• Substrato deve ser de areia ou terra fofa com folhiço (galhos, folhas), para futuras 
desovas 
• Sempre fornecer água 
• Fornecer o alimento em potes e não diretamente no chão 
 
CÁGADOS 
• Animais semiaquáticos, preferencialmente mantidos em recintos externos, 
com tanques espaçosos. 
 
CROCODILIANOS 
• Mantidos em recintos externos, com uma grande parte de água e também 
uma parte de terra. A presença de folhiço é importante para as desovas. 
 
Serpentes 
As cobras também são melhores mantidas em recintos internos, apesar de recintos 
externos com aquecimento funcionarem bem. Alguns exemplos: 
• Terrários de plástico com tampa 
• Aquário com tampa de tela; preferencialmente terrários com a abertura na 
frente para facilitar o manejo e evitar acidentes. 
• Caixa de madeira com tela nas laterais e na superfície; e porta de vidro (alto, 
indicado para espécies arborícolas) 
 Aquecimento – fornecer ambiente com meia sombra para que o animal tenha opção 
para o seu conforto. 
Lâmpadas UVB são necessárias para a síntese de vitamina D3 e a absorção de cálcio, as 
lâmpadas de aquecimento são projetadas para manter o ambiente térmico adequado 
para as serpentes. 
 
Lagartos 
• Os recintos para lagartos devem obedecer ao tipo de habitat destes (conhecer 
a espécie para fornecer o ambiente apropriado para cada uma delas) ex: para 
espécies arborícolas é aconselhável uma boa altura, e para os outros, uma 
considerável largura.• Estes animais podem ser mantidos em viveiros internos, onde há um melhor 
controle da temperatura, ou recintos externos com bom sistema de 
aquecimento. 
Devem possuir: 
➢ Plantas e concentração de substrato para futura desova 
➢ Recipiente com água 
➢ Tela para proteção 
 
DE MODO GERAL: 
• Vitamina D3. Esta é sintetizada na pele dos répteis, sempre que tenham uma 
correta exposição à radiação UVB. Por isso é tão importante esta iluminação 
especial no terrário. 
• A absorção de vitamina D3 pelos répteis pode ser comprometida devido à 
falta de exposição aos raios solares e à dieta limitada que têm vivendo em 
terrário. A vitamina D é metabolizada no fígado e nos rins, e é utilizada pelo 
corpo em diversas funções, como no sistema muscular, ósseo e imunológico. 
*A LUZ ARTIFICIAL NÃO SUBSTITUI A LUZ NATURAL* 
A luz UVB deve ser adequada para cada espécie. 
Dieta 
Alimento vivo, no chão, sobre algum recipiente, cortado, inteiro, como é conservado? 
• Evitar fornecer alimento no chão devido a deposição do mesmo no trato 
gastrointestinal e com isso causar irritação. 
• Dependendo de a espécie fornecer o alimento cortado e/ou descascado 
• Fornecimento de água sempre 
 
 Qual a proporção de alimento que o jabuti precisa? 
São onívoros: 
• 85% vegetais (folhas) 
• 10% frutas e legumes (cozidos) 
• 5% proteína animal 
Fornecer diversidade na alimentação para o animal não enjoar. 
 
Lagartos - onde base de proteína animal é de insetos (nível de proteína baixo) 
• Sempre é importante suplementar com D3 ou apenas cálcio (depende da 
situação) - polvilhar na alimentação. 
• Níveis de cálcio baixo na alimentação pode causar Osteodistrofia. 
Bebês e juvenis: 75% de insetos e 25% de vegetais; comem a cada 24 ou 48h. 
Adultos: 75% de vegetais e 25% de insetos. 4 insetos por refeição em 2 ou 3 vezes por 
semana 
 
 
Peso – Pesar no primeiro momento e nas revisões. Fazer o acompanhamento da 
pesagem (MONITORAR) 
 
Frequência cardíaca – Realizar a ausculta quando possível (dependendo da espécie). 
Jabutis – pulso (cabeça) 
 
Palpação – limitada em alguns casos. 
Femoral, vesícula urinária em jabutis. 
 
 
PRINCIPAIS LOCAIS DE COLETA DOS RÉPTEIS 
Em animais selvagens, sem tutor, sem histórico e que haja suspeita clínica, servem 
também como monitoração do ecossistema. A obtenção das amostras deve seguir 
algumas etapas e regras: 
• Escolha do local de colheita de acordo com cada espécie 
• Volume do sangue desejado 
• Tamanho do animal (1% do peso vivo) 
• Condições físicas do paciente 
• Preferências do profissional. 
 
Introduzir a agulha, puxando o embolo ao mesmo tempo 
SÍTIOS DE COLHEITA: 
IGUANA 
Veia ventral da cauda, em decúbito dorsal, introduzindo no ângulo de 45 graus. 
 
COBRAS 
Veia lateral. (não coletar na ventral da cauda da jiboia = dura) 
 
CROCODILIANOS 
Introduzir a agulha na região do ceio occipital, atras da placa dérmica, introduzir a 
agulha no ângulo de 90 graus. 
 
JABUTIS 
Jugular, preferencialmente do lado direito. 
Obs: O método menos eficiente é a via enteral 
 
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PRINCIPAIS DOENÇAS NOS RÉPTEIS 
 
NUTRICIONAIS 
OSTEODISTROFIA 
Fatores: 
• Deficiência prolongada de cálcio ou Vitamina D; (D3- vitamina ativa que 
permite a absorção de cálcio no intestino e que é ativada pelos raios UVB) 
• Alimentação inadequada relação Ca:P/ 2:1; ideal. 
• Patologias que envolvam órgãos relacionados ao metabolismo do Ca 
 
 
HIPERPARATIREOIDISMO NUTRICIONAL SECUNDÁRIO: 
Resposta do organismo que provoca uma excessiva produção de PTH (parato 
hormônio). 
Reabsorção óssea, resultando em: Osteomalácia nos adultos 
 Raquitismo nos jovens. 
SINTOMAS: 
• Aumento do volume dos ossos e articulações 
• Fraturas em galho verde ou completas 
• Deformações ósseas 
• Perda de dentes 
• Paraplegia (coluna com má formação ocasionando compressão na nervura – 
animal com dificuldade de andar) 
• Anorexia – a dor dificulta a alimentação. 
 
Deficiência de Vitamina A 
• Infecções respiratórias 
• Queda da reprodução 
• Metaplasia escamosa, Blefarite (inchaço nos olhos). Substituição do tecido por 
queratina. 
 
Tratamento: Vitamina A. 
 
 
DESIDRATAÇÃO 
QUELÔNIOS E LAGARTOS: apresentam a mucosa oral seca e olhos fundos 
SERPENTES: Perda da elasticidade da pele aspecto “seca” e “pregueado”, escamas 
eriçadas e foscas. + quantidade de pregas quando o animal se dobra. 
• Elevação dos valores do hematócrito (acima de 50%) 
• Aumento dos níveis de ácido úrico (normal: 10 à 12 mg/dl). 
 
 
 
FLUIDOTERAPIA - Vias de administração 
• Enteral (PO) através de sonda gástrica 
• Endovenosa (EV); veia jugular 
• Via subcutânea (SC) 
• Via intracelomática (IC) 
• Via intraóssea(IO). 
 
DOENÇAS NÃO INFECCIOSAS 
DISECDISE (retenção de pele) 
Causas: 
• Desidratação 
• Desnutrição 
• Ambiental 
• Parasitas 
• Lesões extensas 
Serpentes fazem troca de pele e troca da lente ocular, observar se as lentes saíram. 
Observar se há sobreposição de pele, dependendo da quantidade de pele o animal 
faz vaso constrição e pode vir a óbito. 
Fornecer o ambiente adequado para o animal realizar a troca. 
Tratamento: colocar água morna no ambiente do animal para auxiliar no 
desprendimento. 
 
PROLAPSO DE PÊNIS 
As causas do prolapso peniano são multifatoriais e incluem: 
• Traumas 
• Separação forçada durante a copulação 
• Infecção 
• Inflamação 
• Hiperparatireoidismo nutricional secundário 
• Causas neurológicas envolvendo o músculo peniano ou o esfíncter cloacal 
• Parasitismo intestinal e impactação cloacal devido a corpos estranhos ou uratos 
 
Tratamento: 
• Redução do edema 
• Analgesia 
• Bloqueio local 
• Reposição para cavidade – através de anestesia peridural (lidocaína) 
• Bolsa de Tabaco (7 dias) 
• AINES… 
• Quando necrosado: amputação – cuidado com os corpos cavernosos, pois são 
muito vascularizados. 
 
PROLAPSO DE OVIDUTO 
Causas: 
• Retenção de ovos 
• Condições que levem ao tenesmo (vontade constante de evacuar) 
• Litíase vesical (pedra na bexiga) 
• Infecções parasitárias, bacterianas ou fúngicas 
• Constipação (corpo estranho) 
• Defeitos neurológicos nos músculos do esfíncter cloacal. 
• Ambientes inadequados 
• Deficiência de cálcio 
• Ovos grandes 
• Infecções no oviduto 
 
RETENÇÃO DE OVOS EM QUELÔNIOS 
Principal causa: erro de manejo e ambiente inadequado 
• Oferecer o ambiente adequado é fundamental. Terra, folhas e substratos 
Exame radiológico para saber o tamanho do forame 
Tratamento: 
• Ocitocina – aplicação de 5-10 UI/Kg – estimula a passagem. 
➢ Animais ectotérmicos tem metabolismo baixo, então demoram para 
responder. Aguardar e realizar novamente a medicação se necessário. 
 
Cirurgia de plastrotomia para retirada de ovos. 
• Oviduto necrosou = amputação. 
• Oviduto não necrosou = reposicionamento do oviduto para cavidade. 
Fratura de carapaça 
Principal causa: Erro de manejo – atropelamento 
Tratamento: 
• Analgesia 
• Estabilização 
• Antibióticos 
• Fluidoterapia 
• Limpeza e curativos a cada 24h 
• Fechar com resina após 30 dias sem infecção - Nunca fechar sem ter a certeza 
de não haver risco de infecção. 
 
Corpo estranho 
Tratamento: 
• Hidratação 
• Óleo mineral 
• Se não tiver obstruído usar procinético (medicamento para estimular a 
motilidade do trato gastro intestinal) 
• em caso de obstrução realizar cirurgia para retirada do corpo estranho 
(preferencialmente endoscopia) 
 
Queimaduras 
Cuidados: 
• Pode ocorrer infecção ou sepse 
• Lesões renais devido a mioglobina e desidratação (perda de placa dérmica gera 
perda de água). 
Tratamento: 
• Reidratação 
• Antibioticoterapia 
• Curativo local (sulfadiazina de prata ou nitrofurazona)• Restauração da carapaça e do plastrão quando possível. 
 
Obs: 
- A radiografia é o exame de predileção para diagnóstico de répteis 
– Grande parte das doenças são causadas por erro de manejo, nutricional e fatores 
ambientais (fraturas, queimaduras, corpo estranho e infecções) 
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CÁLCULO DA LIDOCAÍNA PARA PROLAPSO DE PÊNIS E OVIDUTO 
• Mede-se o casco desde a parte cranial até a caudal. Ex: 30cm de casco 
Para cada 5cm de casco = 30:5= 6. 
 
Parte caudal: 0,1 de lidocaína (anestesia local) Ex: prolapso de pênis. 
Ex: 6 x 0,1 = 0,6 de lidocaína. 
 
Parte cranial: 0,2 de lidocaína (anestesia local) Ex: prolapso de oviduto. 
Ex: 6 x 0,2 = 1,2 de lidocaína. 
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ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 
5 tipos de enriquecimento: 
• FÍSICO: A modificação do ambiente físico do animal. Criação de esconderijos, 
áreas pra escalar, piscinas, plataformas, vegetação, estruturas que simulam seu 
habitat natural ou proporcionam oportunidades de exploração e atividade 
física. 
• ALIMENTAR: Estimula o comportamento de busca por alimento. Esconder a 
comida no recinto, fornecendo alimentos de difícil acesso ou variando a dieta 
do animal. Esse enriquecimento incentiva o uso das habilidades de caça, 
forrageamento ou mastigação, assim como fariam na natureza. 
• COGNITIVO: Estimula a inteligência e habilidades de resolução de problemas 
dos animais. Quebra cabeças, desafios de alimentação que exijam raciocínio, 
habilidades manuais para obter comida, ou até interação com tratadores em 
atividades de treinamento positivo. 
• SENSORIAL: Estimula os sentidos do animal, como: olfato, audição, visão e tato. 
O uso de cheiro de outros animais, sons de ambientes naturais, luzes e texturas 
diferentes no ambiente, esses estímulos podem manter o animal alerta e 
engajado. Aguçando a curiosidade e exploração. 
• SOCIAL: Promove interação social entre indivíduos da mesma ou diferentes 
espécies. Pode ser feito introduzindo novos indivíduos, promovendo interações 
em grupos ou através da socialização com humanos, quando apropriado. 
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ABCDE DO TRAUMA 
• ESTABILIZAR O ANIMAL, EXAME FÍSICO 
• AVALIAR SIST CIRCULATORIO E RESPIRATORIO 
• GLICEMIA E TEMPERATURA 
• FLUIDOTERAPIA – Ringer com lactato (INFUSÃO CONTINUA) 
• REALIZAR EXAMES COMPLEMENTARES – RAIO x.