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RESUMO DE SILVESTRES A2 CLÍNICA DAS AVES DISTÚRBIOS DO EMPENAMENTO CIRCOVÍRUS Doença do bico e da pena, ocorre + comumente em psitacídeos do velho mundo. • Hiperaguda - Comum em neonatos e jovens, pode causar pneumonia, enterite, perda de peso e morte. • Aguda - “Muda –francesa” troca de penas de jovens para adultos, pode causar paralisia do inglúvio, diarreia e morte. Nesta fase o vírus pode afetar o sistema imunológico. • Crônica – Comum em aves adultas acima de 3 anos. Pode causar distúrbios do empenamento, crescimento do bico e ulcerações em cavidade oral TRATAMENTO: NÃO EXISTE DIAGNÓSTICO: sorológico, histopatológico, PCR. ESTEREOTIPIAS Comum em psitacídeos, animais que vivem em grupo ou em forrageamento o dia inteiro. Podem ser causadas por erro de manejo. Podem ser provocadas por: Stress, falta de estímulo e perda. DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS Podem ser causadas por: deficiência de proteína, lisina e outros aminoácidos. • Penas azuis ou verdes = ficam amarelas ou enegrecidas • Penas negras = esbranquiçadas • Ocorre descamação do bico e empenamento deficiente TRATAMENTO: FORNECER ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. ADAPTAÇÃO GRADUAL DA DIETA. PODODERMATITES Causa lesões inflamatórias na superfície plantar desses animais. Causas: • Principalmente erro no manejo, umidade do solo e poleiro, obesidade, falta de higiene nas gaiolas, superlotação • Evitar poleiros inadequados -Correto o pé cobrir 2/3 do poleiro • Aves que vivem no chão - Adequar o substrato do piso Há aves que não devem andar muito; colocar a alimentação próximo ao local onde ele está adaptado, evitar que o animal ande muito para buscar o alimento. Tratamento: Debridar a ferida: em caso de lesões necróticas, fibroses e cáseos Usar antibióticos (avaliando cultura e antibiograma), Analgésicos e botas protetoras *se não tratar pode causar osteomielite. Bouba (Poxvírus) Doença viral que afeta aves de todas as idades, é altamente contagiosa, pode afetar aves domésticas e silvestres • Forma cutânea: Hipertrofia proliferativa do epitélio (áreas apteríginas) = nódulos na pele – principalmente nas pálpebras, bicos... EM REGIOES QUE NÃO POSSUEM PENAS • Forma diftérica (Menos comum): Lesões pseudomembranosas na cavidade oral Diagnóstico: Sinais clínicos, confirmação com histopatológico, onde são identificados corpúsculo de Bollinger e PCR das lesões. Diagnostico diferenciais: Tricomoníase e Candidíase. Tratamento: Não existe cura, apenas tratamento de suporte. Vírus (terapia suporte) e Túia - extrato de uma planta (nas lesões) Controle: Vacina (vírus atenuado) (EM ANIMAIS DE PRODUÇÃO) DOENÇA PARASITÁRIA (KNEMIDOKOPTES SP.) Sarna escavadora (LOCALIZADA) • Causa hiperqueratose, geralmente descamativa • Lesões em bico e unhas (esfarelando), crescimento excessivo de ambos • Animal fica sem se alimentar devido as lesões e pode vir a óbito. Diagnóstico: Raspado de pele, lâmina e microscópio Tratamento: Ivermectina tópica, limpeza de todo ambiente; lavar poleiro, bebedouro, gaiola... Diagnóstico diferencial: Doença do bico e pena. Sarna não provoca distúrbio de penas. PATOLOGIAS DO SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Paramixovírus - Doença de Newcastle (Notificação obrigatória) Causa: • Geralmente morte súbita • Opistótomo • Torcicolo, tremores, paralisia • Sinais respiratório e/ou gastrointestinal. Diagnóstico: sorológico e PCR Controle: vacinação aves de produção - grandes planteis. NUTRICIONAL • Osteodistrofia • acomete principalmente aves jovens; comum em rapinantes devido a alimentação inadequada. HIPERPARATIREOIDISMO NUTRICIONAL SECUNDÁRIO – • Desbalanço de cálcio e fósforo (2:1) • Desmineralização óssea rápida e progressiva FRATURAS EM OSSOS LONGOS OU ENVERGADURAS DEFORMIDADE DE MEMBROS • Genética • Hábitos inadequados. (splay leg) GOTA VISCERAL OU ARTICULAR (metabólica). • Relacionada a alimentação com níveis de proteína alto. • Dificuldade para excretar, acumulo de ácido úrico na corrente sanguínea que se solidifica e se acumula em alguns órgãos. • Deposito de ácido úrico (areia), nas articulações. Tratamento paliativo: fluidoterapia e manejo alimentar PATOLOGIAS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO DOENÇAS INFECTOCONTAGIOSAS: CLAMIDIOSE Patologia do sistema respiratório infecto contagiosa (principal zoonose de origem aviária). • Bactéria intracelular obrigatória • Duas formas: infectante e a celular ➢ Corpúsculo elementar (infectante) ➢ Corpúsculo reticular (presente dentro da célula) – forma ativa (replicação) MECANISMO DE INFECÇÃO: • Eliminação do corpúsculo elementar (forma infectante) – Fezes, respiratório > Penetra na célula quando outros animais inalam esse corpúsculo ➢ corpúsculo reticular ➢ Replicação: fissão binária - no sist. respiratório e digestório; neste momento sem bactéria, só depois que ela faz a lise celular e depois libera corpúsculo elementar. Quando está se reproduzindo ela não infecta. Sempre fazer a coleta segmentada (3d) SINUSITE Acúmulo de secreção que leva a edema do seio infraorbitário. Sinais clínicos: • Espirro • Tosse • Conjuntivite • Dispneia • Diarreia 4 apresentações clínicas: Superaguda, Aguda, Crônica e Inaparente Gera Psitacose (zoonose) PNEUMONIA – atípica TRATAMENTO - Doxiciclina DIAGNÓSTICO DIFERENCIAIS: Micoplasmose (sinais muito parecidos), tratamento diferente: Tilosina, enrofloxacina e azitromicina DIAGNÓSTICO: Coleta seriada de fezes ou swab coana, orofaringe e cloaca. . PCR ASPERGILOSE (ZOONOSE) causada por fungos. Afeta: Traqueia distal, siringe, brônquios primários, sacos aéreos e pulmões Sinais clínicos: • Dispneia, respiração ruidosa, e alteração de voz. • Gera aerossaculites. (saco aéreo fica espesso). Diagnostico: suspeita clínica, endoscopia e coleta de material, radiografia padrão locular Tratamento: cetaconazol, itraconazol, clotrimazol (nebulização) DOENÇAS DO TRATO GASTRO INTESTINAL TRICOMONÍASE (protozoário) • Transmissão direta (alimentação com pombos) • Coloniza trato gastrointestinal anterior • Placas amareladas sobre a língua e faringe, pode acometer ingluvio, esôfago e até intestino Diagnostico: exame direto – swab das lesões/lâmina contendo solução salina Tratamento: metronidazol e limpeza da cavidade oral com cotonete clorexidine. Candidíase (leveduras • Acomete o trato gastrointestinal anterior • Aspecto leitoso na mucosa oral e formação de placas SINAIS CLÍNICOS: regurgitação, anorexia, inapetência, diarreia. PODE VIR A ÓBITO DIAGNOSTICO: Citologia e cultura TRATAMENTO: nistatina local e fluconazol oral. COCCIDIOSE (protozoário) SINAIS CLÍNICOS: diarreia, emagrecimento, fezes com sangue ou escura. DIAGNÓSTICO: coproparasitologico TRATAMENTO: sulfacloropirazina, toltrazuril, diclazuril DIAGNOSTICO DIFERENCIAL: megabacteriose, candidíase, tricomoníase Botulismo (toxina da bactéria) • Doença paralitica afeta aves e mamíferos, causada pela ingestão da toxina • Presente em águas paradas rasas, paradas ou que correm lentamente: ➢ Altas temperaturas ➢ Matéria orgânica em decomposição ➢ Criam um ambiente anaeróbico rico em nutrientes Sinais clínicos: paralisia flácida, ataxia e pescoço flexível, a morte por parada respiratória, parada cardíaca ou afogamento. DIAGNÓSTICO: inoculação em camundongo TRATAMENTO: suporte, fluidoterapia oral e parenteral, carvão ativado CONTROLE: manejo do ambiente, retirar carcaças, drenar a água parada ............................................................................................................................................ ANATOMIA DOS REPTEIS Classe Reptilia Ordem testudines > Quelônios Podem ser: • Terrestres: jabuti: casco alto e pesado, patas em formato cilíndrico • Aquáticos: tartaruga: casco leve e hidrodinâmico, patas em formato de remos• Semi aquáticos: cagados: casco achatado, patas com membranas interdigitais • Quelônios não possuem dentes, mas placas queratinizadas: bico córneo, são envolvidos por um casco: carapaça e plastrão. O corpo é recoberto por escamas epidérmicas queratinizadas. ORDEM SQUAMATA (SERPENTES, IGUANAS, TEÍUS, ANFISBENA).... • Alguns são desprovidos de membros • Possuem hábitos terrestres, semi aquaticos, arborícolas, planadores e até subterrâneo • O corpo é recoberto por escamas epidérmicas queratinizados. ORDEM CROCODILIA (JACARÉS, CROCODILOS E GAVIAIS) Crocodilos e jacarés não conseguem visualizar os dentes inferiores • Possuem crânio alongado, robusto e reforçado. • O corpo é recoberto por escamas e placas dérmicas. ORDEM SPHENODONTA • Conhecidos como tuataras. Apenas duas espécies vivas • São repteis semelhantes aos lagartos, que vivem em tocas e medem cerca de 66cm. São considerados fosseis vivos ANATOMIA DOS REPTEIS PELE • Extremamente queratinizada (adaptação para reter água) • Rígida, parece úmida, mas é muito seca • Não possuem glândula sudoríparas nem sebáceas • A pele está em constante muda na maioria dos repteis • Os que não fazem a troca contínua realizam em épocas especificas e é possível identificar essa troca = chamada de ECDÍASE ➢ Serpentes trocam a pele inteira ➢ Lagartos trocam a pele aos poucos (gecko) • Hormônio responsável: tiroxina - deficiência faz disecdise (retenção de pele) • Pele é queratina = proteína - portanto, deficiência proteica pode provocar disecdise: (erro de manejo) • Desidratação é o principal fator que causa disecdise 3 CAUSAS DA DISECDISE: DEFICIÊNCIA DE TIROXINA, DEFICIÊNCIA PROTEICA E DESIDRATAÇÃO. Temperaturas altas geram stress e desregula a taxa metabólica. Animais em cativeiro, sem enriquecimento dificulta troca de pele e sobrepele MEMBROS PENTADÁCTILOS (5 DEDOS) – alguns são adaptados para o nado. ÁPODES – sem membros. • Algumas espécies possuem glândulas para marcação de território = para disseminação do feromônio. Através de poros femorais (DESENVOLVIDAS NOS MACHOS NA MATURIDADE SEXUAL) iguanas, geckos, pogonas • Iguanas – possuem prega gular grande, machos com cristas grandes. COMO DIFERENCIAR ESTAS ESPÉCIES? ➢ Cristas ➢ prega gular CLOACA • Repteis não possuem pênis, vagina e nem ânus • Abertura única chamada de fenda cloacal • Assim como nas aves na cloaca desemboca intestino, ureteres e sist reprodutor (ducto deferente ou oviduto) • Dividida em coprodeu, urodeu e proctodeu. CABEÇA • Cavidade oral, narinas, olhos, ouvido externo (membrana timpânica queratinizada) • Serpentes não possuem pálpebra nem ouvido externo (não escutam) • Tem uma escama modificada chamada de lente • Tem glândula lacrimais que mantem a córnea lubrificada • O ducto lacrimal desemboca na cavidade oral • Jabuti não possui ducto lacrimal ABERTURAS NATURAIS • TERCEIRO OLHO/ OLHO PARIETAL ➢ Responsável pela captação de luz ➢ Vai levar até o hipotálamo ➢ Produção de hormônios sexuais ➢ Fotoperíodo CAVIDADE ORAL • As serpentes assim como as aves possuem coana ➢ O ar passa da narina direto para cavidade oral ➢ A glote desloca para frente durante a alimentação de grandes presas. • Possuem 2 ramos da mandíbula independente • Não possui articulação temporomandibular • Osso quadrado • Não possui sínfise mentoriana, tem um ligamento: garante a mobilidade para alimentação Órgão vomeronasal – responsável pela captação de odores (as cobras que tem esse órgão) Língua bífeda – capta as particular levando até este órgão ------------------------------------ Termorreceptores - fossetas loreais. Em cobras: capazes de detectar a diferença de calor a 5m de distância Fossetas/escamas labiais – presentes em Pitons, não é tão eficiente como nos viperídeos. Possuem a mesma função de detecção de mudança de temperatura SISTEMA DIGESTÓRIO • Curto e simples (espécies carnívoras) • Grande: colón e ceco em espécies herbívoras • LÍNGUA - Varia conforme a espécie. ➢ Bífida (serpente e alguns lagartos) ➢ Projeção viscosa na ponta (camaleão) ➢ Espessa (quelônios) ➢ Presa no espaço intermandibular, quase imóvel (crocodilianos) DENTIÇÃO • Os acrodontes são encontrados em alguns lagartos, como os camaleões, e são dentes fundidos na crista do osso da mandíbula e maxila • Os pleurodontes aderem ao periósteo na face medial da mandíbula e do maxilar, sendo vistos nas serpentes e em alguns lagartos como as iguanas • Os tecodontes são dentes que surgem de alvéolos presentes nos ossos do crânio, sem os ligamentos periodontais, encontrados apenas nos crocodilianos. Dentição das serpentes As serpentes podem ter quatro tipos de dentição, que permitem diferenciar as espécies peçonhentas das não-peçonhentas: • Áglifa: As serpentes áglifas não têm presas, ou seja, todos os seus dentes são iguais e maciços, sem sulcos ou canais para a passagem de peçonha. A jiboia é um exemplo de serpente áglifa. • Opistóglifa: As serpentes opistóglifas têm presas na região posterior da boca, com canais para a passagem de peçonha. • Proteróglifa: As serpentes proteróglifas têm presas na parte anterior do maxilar superior, com canais para a passagem de peçonha. A cobra-coral é um exemplo de serpente proteróglifa. • Solenóglifa: As serpentes solenóglifas têm dentes longos, móveis e caniculados, localizados na parte anterior da boca, que se projetam quando a serpente abre a boca. As jararacas, cascavéis e surucucus são exemplos de serpentes solenóglifas. Sistema reprodutor masculino – testículos intracavitários Órgão copulatório • Serpentes e lagartos: 2 hemipênis (extracloacais) • Quelônios: Falo reprodutivo (único, intracloacal) • Crocodilianos: falo reprodutivo (único, intracloacal) • OBS: São apenas órgãos copulatórios, não tem uretra. O espermatozóide escorre pelo sulco presentes nos órgãos Sistema reprodutor feminino • Ovários estão na região dorsal da cavidade celomática. Geralmente com dois ovidutos - com exceção de algumas serpentes. Função do oviduto - - secreção de albumina, proteína e cálcio, para a formação da casca dos ovos • Nos répteis vivíparos: útero espesso e muscular • Algumas espécies podem estocar espermatozoides - Assim o acasalamento acontece numa estação e a reprodução em outra. Esse armazenamento pode ficar por alguns meses ou até 6 anos • Os répteis podem ser ovíparos, vivíparos ou ovovivíparo: ➢ Ovovivíparo as fêmeas carregam os ovos dentro delas e, quando a casca está prestes a ser quebrada, elas o colocam para fora. ➢ Répteis vivíparos ficam mais vulneráveis • Algumas espécies possuem cuidado materno. • A temperatura de incubação pode determinar o sexo dos répteis ➢ Em crocodilianos e lagartos: Temp + produzem machos e Temp - fêmeas ➢ /Em quelônios: Temperaturas + produzem fêmeas e Temperaturas mais baixas produzem machos. ➢ Em serpentes o sexo é definido por genética ➢ Nos répteis: Fêmeas heterozigotas (ZW) e Machos homozigotos (ZZ) FISIOLOGIA DOS RÉPTEIS • São animais ectotérmicos, ou seja, não produzem a sua própria temperatura. • Por isso a sua taxa metabólica basal é baixa em relação as aves e mamíferos. A energia estocada serve para manter o metabolismo. • Fazem regulação da temperatura pelo ambiente, de acordo com a necessidade. • A temperatura influência nas enzimas de catabolização e consequentemente no metabolismo. Portanto cada espécie possui a sua temperatura especificas. Temperaturas altas - causam desnaturação das enzimas e proteínas. Leva a óbito Temperaturas baixas - influenciam no metabolismo e os animais entram em hibernação. Queda do metabolismo. • Oferecer ambiente com meia sombra para que o animal não fique exposto muito tempo ao sol. Evitar o risco de hipertermia e estresse metabólico.• O frio tende a reduzir a atividade metabólica de forma gradativa e reversível, sendo mais tolerado pelos répteis; • O calor tende a causar efeitos abruptos e irreversíveis ZOTC – Zona de operação térmica crítica Refere-se ao intervalo de temperaturas em que o animal consegue realizar suas atividades vitais de forma eficiente. ZCT – Zona Crítica de tolerância Indica os limites extremos de temperatura que o organismo pode suportar antes de ocorrer disfunção grave ou até morte. ANFÍBIOS X REPTEIS ANFÍBIOS pele sem escamas, fina e úmidas. (desidratam com + facilidade), não possuem garras. Dependem da água, reprodução é externa. O macho abraça a fêmea estimulando a ovulação e seus ovos são liberados, logo após o macho libera os espermatozoides que irão fecundar esses ovos. REPTEIS possuem escamas Reprodução interna. Produzem o ovo calcário (evita a perda de água e serve de proteção). Esse ovo possui microporos que permite a troca gasosa. Se reproduzem fora da água OS RÉPTEIS POSSUEM 3 TIPOS DE OVOS ➢ Casca solida calcáreo (jabuti e jacaré) ➢ Coriáceo – só a membrana interna. Animal escolhe ambiente mais úmido para fazer. O oxigênio passa por difusão simples. ➢ Ovos que se desenvolvem dentro do animal. Não tem casca • O vitelo (gema) é o responsável por fornecer todos os nutrientes para o embrião • O ovo não possui tudo o que o embrião precisa para desenvolver!! O oxigênio dele é captado do ambiente para nutrir o embrião, pela casca. Por isso a casca é toda porosa; Membrana coriônica - trocas gasosas Membrana Alantóide - armazena os resíduos metabólicos. (ácido úrico)! SISTEMA CIRCULATÓRIO Coração é tricavitário (apenas nos crocodilianos é tetracavitário) – apenas 1 ventrículo, com subcâmaras. Todos possuem sistema circulatório fechado. Nos quelônios, escamados e rincocéfalos há uma circulação dupla e incompleta, misturando o sangue venoso com o arterial mas não mistura tanto devido à pressão das subcâmaras. Somente não acontece essa mistura com os crocodilianos. • Tricavitário • Possui dupla circulação • É incompleto • Possui um único ventrículo: cava venosa, cava arteriosa e cava pulmonar. A posição das subcâmaras faz diferença de pressão • Cavas = Possuem subcâmaras – septos dentro da cavidade CORPO → ÁTRIO DIREITO → CAVA VENOSA → CAVA PULMONAR → ÁTRIO ESQUERDO → CAVA ARTERIAL → CAVA VENOSA → CORPO SISTEMA RESPIRATÓRIO • Os anéis traqueais dos quelônios são completos (cuidado ao entubar) Os outros répteis possuem anel traqueal incompleto • O parênquima pulmonar é simples - Formato de saco - Presença de favéolos (alvéolos semelhantes aos favos de mel) pulmonares ((unidades reptilianas de trocas gasosas)) – não fazem expansão do ar, fazem apenas a troca gasosa por difusão simples. A capacidade dessa troca é menor, devido ao seu metabolismo ser menor. • Quelônios - A ventilação é ativa por meio da musculatura (ventilação ativa) – Não possuem diafragma. • Troca gasosa dos anfíbios – ocorre por difusão simples quando o oxigênio passa pela pele que é fina (através dos vasos). • Ventilação extra pulmonar das tartarugas – faz a troca pulmonar até as forças se igualarem, após, ocorre a troca de oxigênio pela cloaca quando animal está em apneia e entra em shunt cardíaco (Hipóxia e aumento da pressão intrapulmonar). (neste caso deve-se ventilar o animal, pois ele vai entrar em apneia) • Cuidado com a anestesia – devido ao relaxamento muscular o animal para de respirar e entra em apneia e com isto o animal entra shunt. Neste caso a respiração não passará pelo pulmão, portanto a anestesia inalatória não surtirá efeito (não passará pelo pulmão). Animal hiperventilado também faz shunt SHUNT: em répteis não crocodilianos, o shunt é um desvio sanguíneo intracardíaco da direita para a esquerda (DSIc D-E). Ele ocorre quando o ventrículo está parcialmente dividido, permitindo que o sangue venoso, pobre em oxigênio, recircule no circuito sistêmico. O shunt pode ser controlado e variar de acordo com o estado fisiológico do animal. PULMÃO Unicameral - primitivo, não possui subcameral. Comum em serpentes e lagartos. Paucicameral- parcialmente dividido em sub câmaras. Presente em iguanas e camaleões. Multicameral – evoluído, divido em câmaras. Possuem brônquios e respiração mais eficiente. Presente em animais que fazem shunt (quelônios e crocodilianos) SERPENTES • Algumas espécies de serpentes possuem apenas 1 pulmão funcional ➢ Viperídeos (família Viperidae) – Direito ➢ Colubrídeos (família Colubridae) - Funcional direito e esquerdo vestigial • As espécies mais primitivas possuem os 2 pulmões ➢ Jibóia, sucuri, pithon - Os dois ativos, direito é maior • Possuem sacos aéreos que armazenam o ar. Nas serpentes aquáticas vai até a cloaca – Que favorece a sua flutuação na água CROCODILIANOS • Possuem um pseudo diafragma – favorece a expansão do pulmão • Pulmões do tipo multicameral • Possui um septo caudal ao pulmão • Possui musculatura diafragmática LAGARTOS Todos os três tipos pulmonares são encontrados nos lagartos: • Pulmão unicameral, paucicameral e multicameral • Respiram pelos movimentos da musculatura intercostal, peitoral e abdominal MEDICINA DOS RÉPTEIS Emergência – maiores ocorrências ocorrem por erro de manejo!!! • colocar o animal em ambiente com temperatura e umidade controladas. O principal cuidado inicial deve ser o aquecimento, para estabilizar as funções. Não adianta medicar o animal antes de reestabelecer as suas funções. • Medicações, alimentação e fluidoterapias enterais possuem pouco efeito Diagnóstico Exame clínico • Histórico e anamnese • Auscultação • Percussão • Palpação • Inspeção Histórico e anamnese nome comum e científico, Identificação, Idade, Origem (cativeiro, nacional, importado, selvagem), Instalações que vive (tipo, iluminação, aquecimento, substrato, abrigos etc.), Dieta, Fornecimento de água, doenças e outros detalhes Informar ao tutor sobre o risco de zoonoses – importância na saúde pública. ALOJAMENTOS ADEQUADOS JABUTIS • Os quelônios terrestres gostam de recintos espaçosos para poderem caminhar • Preferencialmente devem ser mantidos em recintos externos • Plantas, verificar se não são tóxicas para o animal caso sejam ingeridas; (cuidado em ambientes *quintais que possam ter plantas tóxicas) • Substrato deve ser de areia ou terra fofa com folhiço (galhos, folhas), para futuras desovas • Sempre fornecer água • Fornecer o alimento em potes e não diretamente no chão CÁGADOS • Animais semiaquáticos, preferencialmente mantidos em recintos externos, com tanques espaçosos. CROCODILIANOS • Mantidos em recintos externos, com uma grande parte de água e também uma parte de terra. A presença de folhiço é importante para as desovas. Serpentes As cobras também são melhores mantidas em recintos internos, apesar de recintos externos com aquecimento funcionarem bem. Alguns exemplos: • Terrários de plástico com tampa • Aquário com tampa de tela; preferencialmente terrários com a abertura na frente para facilitar o manejo e evitar acidentes. • Caixa de madeira com tela nas laterais e na superfície; e porta de vidro (alto, indicado para espécies arborícolas) Aquecimento – fornecer ambiente com meia sombra para que o animal tenha opção para o seu conforto. Lâmpadas UVB são necessárias para a síntese de vitamina D3 e a absorção de cálcio, as lâmpadas de aquecimento são projetadas para manter o ambiente térmico adequado para as serpentes. Lagartos • Os recintos para lagartos devem obedecer ao tipo de habitat destes (conhecer a espécie para fornecer o ambiente apropriado para cada uma delas) ex: para espécies arborícolas é aconselhável uma boa altura, e para os outros, uma considerável largura.• Estes animais podem ser mantidos em viveiros internos, onde há um melhor controle da temperatura, ou recintos externos com bom sistema de aquecimento. Devem possuir: ➢ Plantas e concentração de substrato para futura desova ➢ Recipiente com água ➢ Tela para proteção DE MODO GERAL: • Vitamina D3. Esta é sintetizada na pele dos répteis, sempre que tenham uma correta exposição à radiação UVB. Por isso é tão importante esta iluminação especial no terrário. • A absorção de vitamina D3 pelos répteis pode ser comprometida devido à falta de exposição aos raios solares e à dieta limitada que têm vivendo em terrário. A vitamina D é metabolizada no fígado e nos rins, e é utilizada pelo corpo em diversas funções, como no sistema muscular, ósseo e imunológico. *A LUZ ARTIFICIAL NÃO SUBSTITUI A LUZ NATURAL* A luz UVB deve ser adequada para cada espécie. Dieta Alimento vivo, no chão, sobre algum recipiente, cortado, inteiro, como é conservado? • Evitar fornecer alimento no chão devido a deposição do mesmo no trato gastrointestinal e com isso causar irritação. • Dependendo de a espécie fornecer o alimento cortado e/ou descascado • Fornecimento de água sempre Qual a proporção de alimento que o jabuti precisa? São onívoros: • 85% vegetais (folhas) • 10% frutas e legumes (cozidos) • 5% proteína animal Fornecer diversidade na alimentação para o animal não enjoar. Lagartos - onde base de proteína animal é de insetos (nível de proteína baixo) • Sempre é importante suplementar com D3 ou apenas cálcio (depende da situação) - polvilhar na alimentação. • Níveis de cálcio baixo na alimentação pode causar Osteodistrofia. Bebês e juvenis: 75% de insetos e 25% de vegetais; comem a cada 24 ou 48h. Adultos: 75% de vegetais e 25% de insetos. 4 insetos por refeição em 2 ou 3 vezes por semana Peso – Pesar no primeiro momento e nas revisões. Fazer o acompanhamento da pesagem (MONITORAR) Frequência cardíaca – Realizar a ausculta quando possível (dependendo da espécie). Jabutis – pulso (cabeça) Palpação – limitada em alguns casos. Femoral, vesícula urinária em jabutis. PRINCIPAIS LOCAIS DE COLETA DOS RÉPTEIS Em animais selvagens, sem tutor, sem histórico e que haja suspeita clínica, servem também como monitoração do ecossistema. A obtenção das amostras deve seguir algumas etapas e regras: • Escolha do local de colheita de acordo com cada espécie • Volume do sangue desejado • Tamanho do animal (1% do peso vivo) • Condições físicas do paciente • Preferências do profissional. Introduzir a agulha, puxando o embolo ao mesmo tempo SÍTIOS DE COLHEITA: IGUANA Veia ventral da cauda, em decúbito dorsal, introduzindo no ângulo de 45 graus. COBRAS Veia lateral. (não coletar na ventral da cauda da jiboia = dura) CROCODILIANOS Introduzir a agulha na região do ceio occipital, atras da placa dérmica, introduzir a agulha no ângulo de 90 graus. JABUTIS Jugular, preferencialmente do lado direito. Obs: O método menos eficiente é a via enteral ............................................................................................................................. ....... PRINCIPAIS DOENÇAS NOS RÉPTEIS NUTRICIONAIS OSTEODISTROFIA Fatores: • Deficiência prolongada de cálcio ou Vitamina D; (D3- vitamina ativa que permite a absorção de cálcio no intestino e que é ativada pelos raios UVB) • Alimentação inadequada relação Ca:P/ 2:1; ideal. • Patologias que envolvam órgãos relacionados ao metabolismo do Ca HIPERPARATIREOIDISMO NUTRICIONAL SECUNDÁRIO: Resposta do organismo que provoca uma excessiva produção de PTH (parato hormônio). Reabsorção óssea, resultando em: Osteomalácia nos adultos Raquitismo nos jovens. SINTOMAS: • Aumento do volume dos ossos e articulações • Fraturas em galho verde ou completas • Deformações ósseas • Perda de dentes • Paraplegia (coluna com má formação ocasionando compressão na nervura – animal com dificuldade de andar) • Anorexia – a dor dificulta a alimentação. Deficiência de Vitamina A • Infecções respiratórias • Queda da reprodução • Metaplasia escamosa, Blefarite (inchaço nos olhos). Substituição do tecido por queratina. Tratamento: Vitamina A. DESIDRATAÇÃO QUELÔNIOS E LAGARTOS: apresentam a mucosa oral seca e olhos fundos SERPENTES: Perda da elasticidade da pele aspecto “seca” e “pregueado”, escamas eriçadas e foscas. + quantidade de pregas quando o animal se dobra. • Elevação dos valores do hematócrito (acima de 50%) • Aumento dos níveis de ácido úrico (normal: 10 à 12 mg/dl). FLUIDOTERAPIA - Vias de administração • Enteral (PO) através de sonda gástrica • Endovenosa (EV); veia jugular • Via subcutânea (SC) • Via intracelomática (IC) • Via intraóssea(IO). DOENÇAS NÃO INFECCIOSAS DISECDISE (retenção de pele) Causas: • Desidratação • Desnutrição • Ambiental • Parasitas • Lesões extensas Serpentes fazem troca de pele e troca da lente ocular, observar se as lentes saíram. Observar se há sobreposição de pele, dependendo da quantidade de pele o animal faz vaso constrição e pode vir a óbito. Fornecer o ambiente adequado para o animal realizar a troca. Tratamento: colocar água morna no ambiente do animal para auxiliar no desprendimento. PROLAPSO DE PÊNIS As causas do prolapso peniano são multifatoriais e incluem: • Traumas • Separação forçada durante a copulação • Infecção • Inflamação • Hiperparatireoidismo nutricional secundário • Causas neurológicas envolvendo o músculo peniano ou o esfíncter cloacal • Parasitismo intestinal e impactação cloacal devido a corpos estranhos ou uratos Tratamento: • Redução do edema • Analgesia • Bloqueio local • Reposição para cavidade – através de anestesia peridural (lidocaína) • Bolsa de Tabaco (7 dias) • AINES… • Quando necrosado: amputação – cuidado com os corpos cavernosos, pois são muito vascularizados. PROLAPSO DE OVIDUTO Causas: • Retenção de ovos • Condições que levem ao tenesmo (vontade constante de evacuar) • Litíase vesical (pedra na bexiga) • Infecções parasitárias, bacterianas ou fúngicas • Constipação (corpo estranho) • Defeitos neurológicos nos músculos do esfíncter cloacal. • Ambientes inadequados • Deficiência de cálcio • Ovos grandes • Infecções no oviduto RETENÇÃO DE OVOS EM QUELÔNIOS Principal causa: erro de manejo e ambiente inadequado • Oferecer o ambiente adequado é fundamental. Terra, folhas e substratos Exame radiológico para saber o tamanho do forame Tratamento: • Ocitocina – aplicação de 5-10 UI/Kg – estimula a passagem. ➢ Animais ectotérmicos tem metabolismo baixo, então demoram para responder. Aguardar e realizar novamente a medicação se necessário. Cirurgia de plastrotomia para retirada de ovos. • Oviduto necrosou = amputação. • Oviduto não necrosou = reposicionamento do oviduto para cavidade. Fratura de carapaça Principal causa: Erro de manejo – atropelamento Tratamento: • Analgesia • Estabilização • Antibióticos • Fluidoterapia • Limpeza e curativos a cada 24h • Fechar com resina após 30 dias sem infecção - Nunca fechar sem ter a certeza de não haver risco de infecção. Corpo estranho Tratamento: • Hidratação • Óleo mineral • Se não tiver obstruído usar procinético (medicamento para estimular a motilidade do trato gastro intestinal) • em caso de obstrução realizar cirurgia para retirada do corpo estranho (preferencialmente endoscopia) Queimaduras Cuidados: • Pode ocorrer infecção ou sepse • Lesões renais devido a mioglobina e desidratação (perda de placa dérmica gera perda de água). Tratamento: • Reidratação • Antibioticoterapia • Curativo local (sulfadiazina de prata ou nitrofurazona)• Restauração da carapaça e do plastrão quando possível. Obs: - A radiografia é o exame de predileção para diagnóstico de répteis – Grande parte das doenças são causadas por erro de manejo, nutricional e fatores ambientais (fraturas, queimaduras, corpo estranho e infecções) .......................................................................................................................................................................... CÁLCULO DA LIDOCAÍNA PARA PROLAPSO DE PÊNIS E OVIDUTO • Mede-se o casco desde a parte cranial até a caudal. Ex: 30cm de casco Para cada 5cm de casco = 30:5= 6. Parte caudal: 0,1 de lidocaína (anestesia local) Ex: prolapso de pênis. Ex: 6 x 0,1 = 0,6 de lidocaína. Parte cranial: 0,2 de lidocaína (anestesia local) Ex: prolapso de oviduto. Ex: 6 x 0,2 = 1,2 de lidocaína. ............................................................................................................................................ ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 5 tipos de enriquecimento: • FÍSICO: A modificação do ambiente físico do animal. Criação de esconderijos, áreas pra escalar, piscinas, plataformas, vegetação, estruturas que simulam seu habitat natural ou proporcionam oportunidades de exploração e atividade física. • ALIMENTAR: Estimula o comportamento de busca por alimento. Esconder a comida no recinto, fornecendo alimentos de difícil acesso ou variando a dieta do animal. Esse enriquecimento incentiva o uso das habilidades de caça, forrageamento ou mastigação, assim como fariam na natureza. • COGNITIVO: Estimula a inteligência e habilidades de resolução de problemas dos animais. Quebra cabeças, desafios de alimentação que exijam raciocínio, habilidades manuais para obter comida, ou até interação com tratadores em atividades de treinamento positivo. • SENSORIAL: Estimula os sentidos do animal, como: olfato, audição, visão e tato. O uso de cheiro de outros animais, sons de ambientes naturais, luzes e texturas diferentes no ambiente, esses estímulos podem manter o animal alerta e engajado. Aguçando a curiosidade e exploração. • SOCIAL: Promove interação social entre indivíduos da mesma ou diferentes espécies. Pode ser feito introduzindo novos indivíduos, promovendo interações em grupos ou através da socialização com humanos, quando apropriado. ................................................................................................................................................................... ABCDE DO TRAUMA • ESTABILIZAR O ANIMAL, EXAME FÍSICO • AVALIAR SIST CIRCULATORIO E RESPIRATORIO • GLICEMIA E TEMPERATURA • FLUIDOTERAPIA – Ringer com lactato (INFUSÃO CONTINUA) • REALIZAR EXAMES COMPLEMENTARES – RAIO x.