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Clinica de aves
Oral
• Gavagem por meio de sonda (fluido,
fármaco e alimento)
• Utiliza-se sonda de metal com extremidade
arredondada
• Sonda-se o animal a partir da cavidade
oral até o inglúvio , a posição da sonsa deve
ser lateralizada para conseguir entrar no
esôfago, sempre da direita para a esquerda
(da perspectiva do veterinário) Acoplar a
sonda à seringa e então administrar o
alimento
Subcutânea
• É feita no dorso, interior das asas e prega
inguinal.
• Utilizada principalmente para fluidoterapia
• Não administrar muito fluido (50ml/kg) e se
possível administrar aquecido
• Utilizadas geralmente agulhas 20x5
Muscular
• É feita na musculatura peitoral
• Não é necessário arrancar as penas,
basta abri-las que teremos uma área
própria para aplicação.
Método mais seguro: dividir a musculatura
em 3 pedaços. E aplicar do terço médio, pois
no primeiro terço, se a ave se mexer,
podemos atingir o inglúvio. E no terço final, se
algo der errado, podemos atingir as alças
intestinais.
Intraóssea
• É feita em ossos medulares (ulna ou
tibiotarso)
• Ocorre mais em casos de emergência,
com animais hipotensos, onde é preciso
estabilizar o animal rapidamente, para depois
pegarmos outra via de acesso menos dolorosa
• Veia ulnar ou braquial na asa
• Veia jugular – direita mais calibrosa que a
esquerda
• Coletar 1% do peso vivo do animal
• Realizar pressão interdigital pois aves
possuem a pele fina, e por isso possuem
facilidade de extravasamento do sangue
• Armazenar em tubo EDTA (diferente de
repteis e algumas espécies como corvos e
avestruzes)
• Após isso, os sangue deve ser avaliado
manualmente, pois aves possuem células
nucleadas que atrapalham o processamento em
maquinas.
• Além disso, todas os leucócitos também
possuem uma morfologia diferente
- Heterófilos – correspondem aos neutrófilos
- Trombócitos – correspondem as plaquetas
• Aves não fazem a conversão de
biliverdina em bilirrubina. e por isso não são
capazes de apresentar icterícia. Sendo
assim, o plasma amarelado pode
significar dietas ricas em betacaroteno
• Aplicar com a agulha a 45º, sem inseri-la
por completo
• Em animais grandes, podemos entrar com
a agulha a 90º
Vias de administração
• Dobrar joelho  palpar a entrada do
tibiotarso  introduzir neste espaço até
penetrar
Vias de coleta
Clinica de aves
• Nome, espécie e sexo
• Exposição a doença infecciosa
• Exposição a toxinas (exposição ou ingestão
de tinta de gaiola/parede, inseticidas, produtos
de limpeza, plantas, fumaça de cigarro,
medicamentos, ingestão de metais, gás
liberado pelas panelas de teflon)
• Ambiente onde vive (gaiola, solto)
• Práticas de manejo
• Praticas de higiene
• Dieta (ração, mix de sementes, petiscos e
frutas, além da quantidade diária)
• Estado reprodutivo
• Contactantes
• Enfermidades anteriores
Inspeção à distancia
• Antes de tocar de fato o animal, devemos
realizar a inspeção a distancia
• Postura
• Estado de alerta (animais no fundo da gaiola,
com olhos fechados representam quadro de
urgência, pois não conseguem subir no alto do
poleiro, que é onde ela fica normalmente
• Equilíbrio (ave precisando se apoiar com o
bico na gaiola)
• Sinais respiratórios (bico aberto, ou bico
fechado com penas eriçadas e meneio de
cauda (cauda balançando) – indicam esforço
respiratório)
• Penas arrepiadas
• Fezes e urina
• Poleiros (sempre em 180º)
• Comedouros e bebedouros no alto
• Higiene
Exame físico
• Estado nutricional (se mede através do
escore corporal - palpação da musculatura
peitoral: palpar a quilha preenchida pela
musculatura)
• Hidratação (avalia-se através da enoftalmia)
• Temperatura (medida na cloaca, mas não
utilizada em todas as espécies - ideal 41-43ºC)
• Empenamento (apteria, penas alinhadas e
sem presença de ectoparasitas)
• Cavidades (oral, cloaca, ouvido, narinas e
coana)
• Membros (palpação)
• Bico - hiper crescimento pode indicar
alterações hepáticas ou hipovitaminose A,
vírus ou sarnas
• Pesagem
• Exame radiográfico e ultrassonografia (ascite)
• Perfis hematológicos e perfis bioquímicos
• Coproparasitológico
• Exame de Gram (triagem, candidíase)
• Cultura bacteriana e antibiograma
• Exames de biologia molecular (clamidiose,
poliomavírus, bornavírus, circovírus)
• Necropsia e histopatologia
Exame físico
Anamnese
Apteria – equivalente a alopecia em mamíferos, significa
ausência de penas
Exames complementares
Gram positivas (roxas) são geralmente benéficas, compondo
90% das bactérias encontradas em situações fisiológicas –
coradas Gram negativas (rosas) são patogênicas em sua
maioria (Salmonela, Escherichia coli)