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PROTOCOLO ANESTESICO 
1- Avaliação Pré-anestésica 
2- Medicação Pré-anestésica 
3- Indução anestésica 
4- Manutenção anestésica 
5- Recuperação anestésica 
 
AVALAÇÃO PRÉ – ANESTÉSICA (planejamento adequado) 
Objetivos 
• Planejar a anestesia 
• Escolher o protocolo anestésico 
• Estimar o risco anestésico cirúrgico – SEMPRE ter o termo de risco cirúrgico 
 
AVALIAÇÃO PRÉ- ANESTÉSICA: 
• Identificação do animal 
• Anamnese 
• Exame físico 
• Exames complementares 
 
IDENTIFICAÇÃO 
• ESPÉCIE 
➢ Mamífero? 
➢ Fisiologia respiratória, cardiovascular 
➢ Contenção 
➢ Decúbito? (Animais grandes tem maior dificuldade de decúbito 
(hiperventilam) e fazem atelectasia) 
➢ Perdem muito calor? (animais menores perdem mais temperatura) 
➢ Acesso venoso? (diferença de local (equinos - jugular) (cães – veia 
cefálica, safena lateral, femoral, jugular e pode variar dependendo 
da raça e dificuldade) (coelhos – na orelha) 
 
RAÇA 
• Galgos 
➢ Constituição esguia e pouco tecido adiposo 
➢ Recuperação prolongada após o emprego de tiopental ou propofol 
(doses repetidas) 
• Braquicefálicos 
➢ Pequeno diâmetro da faringe/laringe 
➢ Excesso dos tecidos moles (palato mole mais proeminente) 
Esperar o movimento de deglutição para extubar 
 
• TEMPERAMENTO 
➢ Em animais dóceis a sedação tende a ser + leve 
➢ Animais temperamentais + sedação e consequentemente + risco 
 
• IDADE 
Analisar se já possuem alguma comorbidade 
➢ Capacidade de metabolizar fármacos 
➢ Compensar alterações de pressão e frequências cardíaca e 
respiratória 
➢ Manutenção da temperatura corporal 
 
• SEXO 
➢ Não altera as respostas anestésicas 
➢ Fêmeas no cio – Maior risco de hemorragia intraoperatória 
 
ESTADO REPRODUTIVO 
Gestantes 
Alterações orgânicas importantes: 
➢ Podem estar mais anêmicas 
➢ Endócrinas 
➢ Aumento do volume abdominal (fetal/uterino) 
 
ANAMNESE 
Sempre dosar a glicerina antes do procedimento 
Jejum (em casos de não jejum pode broncoaspirar) 
EM EMERGÊNCIA – NÃO TEM JEJUM 
• Entubar o paciente em pé (esfinge) e extubar em pé também 
Pequenos animais: 
• 6 a 8 horas de jejum alimentar e 2 horas de jejum hídrico 
• Neonatos com menos de 8 semanas – NÃO é necessário! 
 
SISTEMAS E POSSIVEIS ALTERAÇÕES 
• Respiratório (tosse, dispnéia, secreções) 
• Endócrino (diabetes, hipo ou hipertireoidismo, hiperadreno) 
• SNC (convulsões, epilepsia) 
• Digestório (vômitos, diarreias) 
• Cardiovascular (tosse, cansaço fácil, ascite, síncope) 
• Hematológico (transfusões recentes, anemias) 
 
INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA 
Procurar saber se o paciente toma vasodilatores ou outros como: 
• Inibidores de ECA 
• Bloqueadores dos canais de cálcio 
• Betabloqueadores 
• Digitálicos 
• Diuréticos 
• Barbitúricos 
• Antibióticos 
• Antagonistas dos receptores H2 
• Aminofilina 
 
EXAME FÍSICO 
Sempre realizar a Ausculta 
• Peso 
• Constituição física 
• Estado nutricional 
• Avaliar os sistemas 
• Dor – 5 sinal vital 
 
EXAMES COMPLEMENTARES 
Exames laboratoriais 
• Hemograma, bioquímica, urinálise testes endócrinos, hemogasometria, 
outros. 
 
Exame de imagens 
• Radiografias, ultrassonografia, ECO, tomografia, ressonância, outros 
 
Após o exame, o estado clínico do paciente deve ser classificado e registrado 
segundo o seu estado geral de saúde de acordo com a classificação da ASA 
I – Aparentemente hígido 
II – Doença sistêmica leve 
III – Doença sistêmica moderada 
IV – Doença sistêmica grave 
V – Moribundos sem expectativa de sobrevivência, com ou sem cirurgia nas 24h 
E – Emergência (deverá ser acrescentada no estado físico do paciente) I - V 
Avaliar o Histórico de anestesias e saber se já ocorreu intercorrências 
 
ALEM DISSO: 
RISCO ANESTÉSICO CIRÚRGICO 
Devemos analisar 3 fatores: 
PACIENTE: 
• O estado físico dele 
• A possibilidade ou não de expor ao procedimento nas suas melhores 
condições 
 
ANESTESIA: 
• Seleção da técnica e agentes 
• Duração da anestesia 
• Monitoração 
• Experiência do anestesista 
 
CIRURGIA: 
• Local e extensão da cirurgia 
• Emergências 
• Habilidade de equipe cirúrgica 
• Instalações do centro cirúrgico 
• Cirurgião: hábil, com conhecimento anatômico, que tome decisões de 
forma rápida e experiente 
 
-----------------------------//-------------------------------------------//---------------------------- 
 MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTESICA - MPA 
Tem como maior objetivo reduzir a dose necessária de anestésico 
OBJETIVOS 
• Promover sedação e relaxamento muscular 
• Diminuir secreções das vias aéreas e salivação 
• Suprimir ou prevenir vômito e regurgitação 
• Diminuir reflexos autonômicos (origem simpática ou parassimpática) 
• Promover indução e uma recuperação suave da anestesia 
• Potencializar a ação dos anestésicos (injetáveis e ou inalatórios) 
 
COMO ESCOLHER A MPA 
• Espécie, idade e temperamento 
• Estado sistêmico, presença e grau de dor 
• Grau de sedação requerido 
• Tipo e duração do procedimento e experiência do profissional 
Alguns pontos importantes: 
✓ Animais muito jovens ou muito idosos são mais sensíveis 
✓ Tomar cuidado com animais cardiopatas, pois alguns anestésicos 
promovem alterações cardiovasculares (xilazina) (agonistas a2-
adrenérgicos) 
✓ A xilazina pode ser usada em bovinos e pequenos ruminantes e 
cachorros jovens 
✓ Os fenotiazínicos em gatos promove uma sedação leve 
 
FÁRMACOS UTILIZADOS NA MPA 
• Fenotiazínicos: Acepromazina, Clorpromazina, Levonepromazina 
• Benzodiazepínicos: Diazepam, Midazolam, Zolazepam 
• Agonistas a2-adrenérgicos: Xilazina, Romifidina, Detomidina, 
Medetomidina e dexmedetomidina 
• Opioides: Morfina, Metadona, Meperidina, Fentanil, Butorfanol, Nalbufina 
e Tramadol 
 
FENOTIAZÍNICOS (não são analgésicos) 
• Tranquilizantes: efeito ansiolítico, sem causar perda ou redução da 
consciência 
• NÃO POSSUEM EFEITOS ANALGÉSICOS!! Potencializam os efeitos 
analgésicos de outros fármacos 
• Potencializam os agentes analgésicos (intravenosos ou inalatórios) 
• Ações: anti-histamínicos(tratam reações alérgicas , anticolinérgicos, anti-
serotoninérgicos (tratamento emético, depressivo), antiespasmódicos 
• NÃO INDICADOS EM ANIMAIS HIPOTENSOS, HIPOTERMICOS E 
CLINICAMENTE INSTAVEIS. 
 
AÇÃO NOS SISTEMAS 
• Tranquilização sem efeitos hipnóticos (Antagonismo Dopaminérgico) 
• Causa: 
• Bloqueio dos receptores a-adrenérgicos – vasodilatação periférica (causa 
queda da temperatura, possibilidade de hipotensão e hipotermia) e efeito 
antiarritmogênico (arritmias ventriculares) 
• Diminuição das secreções das vias aéreas e alterações na frequência 
respiratória pouco relevantes 
• Efeito antiemético, também diminuem a secreção salivar. 
 
USO CLÍNICO 
• Tranquilização e sedação de animais saudáveis 
• Atenção a possibilidade de hipotensão e hipotermia 
• Não utilizar em cirurgias esplênicas pois com o uso dele o baço 
sequestra hemácias, então não faz sentido usá-lo!!!!!! 
• Utilizar doses baixas em braquicefálicos – são + predispostos a 
bradiarritmias (dose para usar: 0,05mg/Kg) 
 
Acepromazina ---- 0,03 a 0,1 mg/Kg – IV, IM, SC (cães e gatos) 
Não ultrapassar a dose total de 3mg – Maior sensibilidade observada em cães 
de grande massa corpórea 
 
BENZODIAZEPÍNICOS (não são analgésicos) 
• Potencializa GABA – principal neurotransmissor inibitório do sistema 
nervoso 
• NÃO USAR EM GESTANTES. 
• USAR EM ANIMAIS GRAVES 
• EM ANIMAIS COM BAIXA ALBUMINA = CUIDADO POIS PODE CAUSAR 
DEPRESSÃO SNC. 
 
 OS BZD POTENCIALIZAM A AÇÃO DO GABA!!! 
 
• São sedativos, hipnóticos, anticonvulsionantes, miorrelaxantes 
• + lipossolúveis – atravessam as barreiras hematoencefálica e placentária 
com facilidade 
• Alta ligação a proteínas 
• Biotransformação: sistema microssomal hepático 
• Eliminação: renal (conjugado com ácido glicurônico) 
 
AÇÃO NOS SISTEMAS 
• Depressão do sistema límbico e aumento da carga GABAérgico central 
•Produzem efeitos cardiovasculares de pouca importância 
• Produzem efeitos respiratórios de pouca importância 
 
USO CLÍNICO 
• Não é um sedativo confiável em cães, gatos e equinos saudáveis – 
Excitação paradoxa 
• Sedativo mais confiável em animais idosos e debilitados!!!!!!!! 
• Anticonvulsionante 
• Condutor – associado a outros fármacos na indução anestésica 
 
Diazepam – 0,2 a 0,5 mg/Kg – IV, IM, SC 
Midazolam – 0,2 a 0,5 mg/Kg – IV, IM, SC 
Proteção cardíaca e tem antagonista 
 
Antagonista Benzodiazepínico: 
• Flumazenil: 0,05 mg/Kg – IV 
 
AGONISTAS a2-ARENÉRGICOS (analgésico) 
• São Sedativos, miorrelaxantes (relaxante muscular) e analgésicos 
• Mecanismo de ação: estimulação de receptores a2-adrenérgicos no SNC e 
SNP 
• + Potente: dexmedetomidina 
• - Potente: xilazina 
• Xilazina, detomidina, romifidina, medetomidina, dexmedetomidina – 
diferem quanto a seletividade de ação no receptor adrenérgico (a1 ou a2) 
• Causa hipertensão e bradicardia – Animais saudáveis compensam, 
animais cardipatas e hipotensos não compensam 
• Evitar utilizar em gestantes, contrai a musculatura do útero. 
• Cuidado ao utilizar em animais hepatopatas, tem dificuldade na 
eliminação do fármaco. 
AÇÃO NOS SISTEMAS 
• Estimulação dos receptores a2 adrenérgicos no sistema nervoso central e 
periférico 
• Hipertensão arterial (fase inicial), Diminuição do tônus simpático e Queda 
da frequência cardíaca e débito cardíaco 
• Pode causar depressão respiratória (dose-dependente) e diminuição da 
frequência respiratória e volume corrente 
• Redução da motilidade do TGI e Vômito em cães e gatos 
 
Sistema reprodutivo 
• Contração da musculatura lisa do útero – aumento da pressão intrauterina 
• Diminuição do fluxo sanguíneo uterino 
Sistema Endócrino 
• Inibem a liberação de insulina (hiperglicemia) 
USO CLÍNICO 
• Pequenos e grandes animais, animais silvestres (captura) 
• Indicada em animais saudáveis 
• Em associação a outros fármacos – procedimentos cirúrgicos de curta 
duração 
• Auxiliar na fase de recuperação anestésica 
 
Xilazina – 0,2 a 1mg – via IM ou IV 
 
Antagonista: 
Loimbina (xilazina) , Tolazolina, Atipamezol (dex) – IV, IM 
 
OPIÓIDES (analgésico) 
 
Conceitos 
• Afinidade: capacidade dos fármacos se ligarem a seus sítios receptores 
• Atividade: capacidade de causar ação na célula que reside o seu receptor 
• Potência: associada a afinidade pelo receptor 
• Eficácia: define as propriedades analgésicas de um opioide. A intensidade 
da analgesia é diretamente proporcional a eficácia do fármaco 
• Agonistas puros/totais: Alta afinidade e atividade – resposta máxima 
• Agonista parcial: Afinidade por todos. Atividade em um receptor, e pouca 
ou nenhuma em outro. 
• Antagonista: Afinidade por todos sem atividade 
Os opioides exercem seus efeitos por atuarem em receptores específicos – 
receptores opioides: u, k,ô, nociceptina 
Agonistas totais: Morfina, Meperidina, Metadona, Fentanil, Aifentanil, 
Remifentanil 
Agonistas parciais: Buprenorfina 
Agonistas Antagonistas: Butorfanol, Nalbufina 
Antagonistas: Naloxona 
 
AÇÃO NOS SISTEMAS 
• Estabilidade cardiovascular, Bradicardia (aumento do tônus vagal) e 
Liberação de histamina, que causa vasodilatação e queda da pressão 
arterial 
• Depressão respiratória 
• Vômito, defecação, constipação (agonistas totais por períodos 
prolongados) 
• Retenção urinária (normalmente em pequenos animais) 
 
 
MORFINA 
• Analgesia dose dependente, quanto maior a dose maior o alívio da dor 
• Liberação de histamina (se administrada via intravenosa rápida) 
• Duração de ação: 2 a 4 horas 
• Pode causa vômito 
• Constipação e retenção urinária – Se o uso for prolongado 
 
METADONA 
• Analgesia dose dependente 
• Potência similar da morfina 
• Não induz vômito 
• Não induz liberação de histamina 
• Duração de ação: 2 a 6 horas 
 
MEPERIDINA 
• Analgesia dose dependente 
• Potência 10x menor que a da morfina 
• Liberação de histamina (se por via intravenosa rápida) 
• Duração de ação: 1 a 2 horas 
• Não induz vômito 
 
 
FENTANIL 
• Analgesia dose dependente 
• 100 a 200x mais potente que a morfina 
• Não induz liberação de histamina, nem vômito 
• Duração de ação: 20 a 30 minutos (IV) 
• Coindutor (pode ser usado na fase de indução anestésica) 
• Analgesia no pós-operatório: IC (infusão contínua) ou adesivos 
transdérmicos 
 
BUTORFANOL 
• Potência 5x maior que a morfina 
• Eficácia analgésica limitada – efeito teto (a partir de certa dose, o aumento 
de quantidade deste, não resulta em aumento adicional do efeito 
analgésico) 
• Menor incidência de efeitos colaterais (Depressão respiratória e 
constipação) 
• Reversor disforia/excitação e depressão respiratória causada pelos 
agonistas totais 
• Analgesia discreta: duração de 1 a 2 horas 
 
NALBUFINA 
• Se assemelha clinicamente ao butorfanol (Duração de ação + prolongada) 
• Analgesia suave acompanhada de sedação 
• Menor incidência de efeitos colaterais (depressão respiratória e 
constipação) 
• Reversor disforia/excitação e depressão respiratória, por agonistas totais 
 
BUPRENORFINA 
• Potência analgésica 30x maior que a morfina 
• Período de latência longa e duração prolongada 
• Menor tendência a causar efeitos colaterais 
• Duração de ação: 8 horas 
• Analgesia pós-operatória – efeito teto 
 
NALOXONA 
• Antagonista competitivo de TODOS os receptores opioides 
• Reverte todos os efeitos – inclusive os indesejáveis!!!! 
 
 
 
ANESTÉSICOS GERAIS 
Tiopental 
• Barbitúrico (Deprime o SNC) 
• Ação ultra curta (10 a 20 s) além de rápida redistribuição e retenção 
na gordura corpórea. 
• Administrar somente via Intravenosa (IV) solução alcalina (pH 10) 
• Causa depressão respiratória e cardiovascular (dose dependente). 
• Causa arritmias cardíacas (associados, principalmente com 
xilazina, holotano e adrenalina). 
• Não indicado para pacientes recém-nascidos. 
• Com MPA de 7 a 12,5 mg / Sem MPA 20 a 25 mg 
 
Propofol 
• pH entre 7 a 8,5 
• Administrar via IV (dor a aplicação) e não esquecer de homogeneizar 
antes de administrar. 
• Alta ligação a proteínas (96% a 98%), logo se o paciente tiver 
hipocalemia não irá deixar muito fármaco livre e isso causará 
depressão. 
• Metabolização: hepática e extra-hepática 
• Eliminação: renal 
• GATOS TEM MENOS CAPACIDADE DE BIOTRANSFORMAÇÃO 
• Usar a menor dose possível 
• Pode causar apneia, depressão cardiovascular 
• Cesárea: + indicada, causa depressão nos fetos mas nada 
significativo, e causa menos que o tiopental. 
Etomidato 
• pH 6,9 
• Pode causar: dor no local da injeção, tromboflebite (trombose 
em veia superficial e gera uma reação inflamatória), mioclonias 
(espasmo, tremor), náuseas, vomito e causa pobre 
miorelaxamento. 
• SEMPRE associar com benzodiazepínico (midazolam) ou 
fentanil (+ indicado em cesáreas). 
• Ligação a proteínas: 65% a 75% (+ indicado que o propofol para 
animais com hipocalemia. 
• Excreção renal (75%) 
• Suprime a adrenal = usar um boulos só. 
• Indicado para pacientes: hepatopatas, com problemas 
cardiovascular e respiratório, cirrose também. (não causa 
depressão). Indicado também para pacientes traumatizados , 
com doenças graves do miocárdio, instabilidade cardiovascular 
e lesões intracranianas. 
 
 
 
RESUMO ANESTESICOS GERAIS INJETAVEIS 
• Tiopental = Indicado para indução e curta manutenção 
(acumula, então é indicado 2 boulos no mínimo). 
• Propofol = Indicado para indução e manutenção. 
• Etomidato = Indicado para indução. 
NÃO TEM ANTAGONISTA. 
 
RESUMO INDUÇÃO 
➢ Propofol (IV) 
➢ Tiopental (IV) 
➢ Etomidato (IV) 
➢ Cetamina (dissociativo) (IM/SC/IV) 
 
ANESTESICOS INALATORIOS 
Todos são anestésicos gerais. 
Não é indicado utilizar para indução, apenas para manutenção. 
Sempre entubar o paciente e colocar no oxigênio. 
Vantagens: + maior controle do plano anestésico, recuperação 
anestésica + rápida. 
Desvantagens: necessário aparelhos específicos,treinamento 
profissional e poluição ambiental. 
 
Isoflurano 
• Causa depressão hemodinâmica/respiratória. 
• - PA e + FC para compensar. 
• Indicado para procedimentos + longos 
Sevoflurano 
• Indução e recuperação + rápidas 
• Procedimento curta duração 
 
 
 
ANESTESICOS INALATÓRIOS RESUMO 
• Isoflurano = indicado para manutenção. 
• Sevoflurano = indicado para manutenção. Realizar indução 
com qualquer um, de acordo com o paciente. 
NÃO TEM ANTAGONISTA. 
 
ANESTESICOS DISSOCIATIVOS INJETAVEIS 
Podem causar: catalepsia (fica imóvel), olhos abertos, nistagmo 
(movimento involuntário do olho, de um lado para o outro, 
rapidamente) 
Tem a presença de reflexo laríngeo e faríngeo. 
Secreção salivar intensa 
Provoca analgesia e alucinações ao despertar. 
NUNCA ADMINISTRAR DE FORMA ISOLADA. 
 
Cetamina 
• pH 3,5 
• Administrar IM ou IV. 
• Elevada lipossolubilidade. 
• Pode causar hipoxia fetal por – fluxo sanguíneo 
 
RESUMO 
• Cetamina = indicado para indução e curta manutenção. 
• Tiletamina = indicado para indução e curta manutenção. 
Para animais agressivos. 
NÃO TEM ANTAGONISTA. 
 
RESUMO GERAL DE MANUTENÇÃO 
➢ Anestesias inalatórias 
o Isoflurano (em caso de cesária + 
recomendado pois tem baixo impacto 
no metabolismo fetal) 
o Sevoflurano 
➢ Anestesias intravenosas 
o Propofol (infusão continua) - em caso de 
cesária é recomendado pois possui 
indução rápida e mínima depressão 
fetal) 
o Propofol (boulos) 
o Dissociativas (cetamina e tiletamina) 
 
 
 
 
 
➢ Não fazer em animais hipotensos isoflurano e sevoflurano 
➢ Cuidados pós-operatórios podemos usar opióides 
➢ Midazolam, além de produzir proteção cardíaca, possui 
antagonista (Flumazenil) 
➢ Metadona é uma boa escolha pois não induz vômito 
➢ Morfina em gato, pode causar excitação, depressão 
respiratória, êmese e náuseas 
 
 
 
 
 
------------------------------------------------------------------------------ 
QUESTÃO DE PROVA: 
 
Bradicardia em gato = - 100 
Bradicardia em cães grandes = - 60 
Bradicardia em cães pequenos = - 70 
 
Bradicardia e pressão arterial 
FC baixa + pressão arterial boa = não trata 
FC baixa + pressão arterial baixa = Débito baixo – tratar com atropina 
FC aumentada + pressão arterial aumentada = Avaliar os reflexos do paciente, se 
mexe? Tá acordado? Tá em plano? Possui dor? – analgesia 
Débito cardíaco = FC x resistência vascular 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROTOCOLOS NA PRÁTICA 
ANIMAL HIGIDO/SAUDAVEL 
Protocolo Anestésico para Cão Hígido 
1. MPA (medicação pré-anestésica) 
➢ Metadona (opióide): Tem analgesia preventiva e diminui a dose de 
anestésicos. 
➢ Acepromazina (fenotiazínico): Sedação leve e tranquilização, reduz o 
estresse e facilita a indução. Não ultrapassar dose máxima de 3mg, se o 
paciente for braquicefálico não ultrapassar de 0,05mg/Kg 
2. Indução: 
➢ Propofol: Indução rápida e segura, com mínima excitação. Administre 
lentamente até o efeito desejado. 
3. Manutenção: 
➢ Isoflurano ou Sevoflurano: Ideal para manter a anestesia, pois permite 
ajustes rápidos na profundidade anestésica e tem baixo impacto 
cardiovascular. 
4. Analgesia: 
➢ Meloxicam (AINE) Para controle da dor no pós-operatório e inflamação. 
➢ Lidocaína (Bloqueio local (Opcional)): diretamente na área cirúrgica para 
analgesia local adicional. 
5. Recuperação: 
➢ Descontinuar os anestésicos inalatórios no final da cirurgia e continuar 
monitorando até o retorno completo da consciência. 
➢ Aquecimento externo: Evitar hipotermia, usando cobertores ou fontes de 
calor. 
➢ Administração de antagonistas (se necessário): pode-se usar antagonistas 
como naloxona (para opioides) ou flumazenil (para benzodiazepínicos). 
6. Pós-operatório: 
➢ Tramadol (Analgésicos): Para garantir o conforto no pós-operatório. 
➢ Antibióticos (se necessário): Dependendo da cirurgia, pode ser indicada 
uma dose profilática de antibióticos. 
 
 
 
 
ANIMAL HIPOTENSO 
 
1. MPA (Medicação pré-anestésica) 
➢ Metadona (opióide): Fornece boa analgesia sem causar grande depressão 
cardiovascular. 
➢ Midazolam (benzodiazepínico): Para sedação leve, sem causar hipotensão. 
Os benzodiazepínicos são preferidos por terem pouco impacto na pressão 
arterial. 
➢ Maropitant (antiemético): Para reduzir o risco de vômitos e melhorar o 
bem-estar no pós-operatório. 
2. Indução: 
➢ Etomidato + midazolam: Agente de indução ideal para animais com 
hipotensão ou doenças cardíacas, tem efeito mínimo na pressão arterial e 
no débito cardíaco. 
3. Manutenção: 
Isoflurano ou Sevoflurano: Use a menor concentração possível para evitar 
hipotensão adicional, pois anestésicos inalatórios podem reduzir a pressão 
arterial. Monitore de perto para ajustes finos. 
4. Analgesia: 
➢ Anestesia Epidural (Lidocaína + Opioide): Se possível, realizar bloqueio 
regional para minimizar o uso de anestésicos sistêmicos e reduzir a 
necessidade de analgésicos que possam causar hipotensão. 
➢ Meloxicam: Se apropriado e se a função renal estiver preservada, os AINEs 
podem ser usados no pós-operatório para analgesia adicional. 
5. Recuperação: 
➢ Aquecimento externo: Evitar hipotermia, que pode exacerbar a hipotensão, 
usando cobertores térmicos ou colchões aquecidos. 
➢ Administração de antagonistas (se necessário):naloxona (para opioides) ou 
flumazenil (para benzodiazepínicos). 
6. Pós-operatório: 
➢ Tramadol: Para controle da dor no pós-operatório, sem causar grandes 
alterações hemodinâmicas. 
 
ANIMAL GESTANTE PARA CESAREA 
1. MPA (Medicação pré-anestésica) 
➢ Metadona (opióide): Oferece analgesia eficaz e segura, sem causar grande 
depressão respiratória nos fetos. Além disso, a metadona tem um efeito 
menor sobre a circulação uteroplacentária em comparação com outros 
opioides. 
➢ Maropitant (antiemético): Reduz o risco de náuseas e vômitos, o que é 
importante para prevenir aspiração. 
➢ Atropina (anticolinérgico): Para prevenir bradicardia associada ao uso de 
opioides, além de contrabalancear o aumento do tônus vagal que pode 
ocorrer durante a manipulação uterina. 
2. Indução: 
➢ Propofol: É o agente de indução preferido, pois permite um início rápido de 
anestesia com mínima passagem para os fetos. 
3. Manutenção: 
➢ Isoflurano ou Sevoflurano: São os mais indicados, têm rápido ajuste da 
profundidade anestésica e menor impacto nos fetos quando comparados a 
outros anestésicos. Têm efeitos mínimos sobre a circulação uterina. 
4. Recuperação: 
➢ Descontinuação dos anestésicos inalatórios: No final da cirurgia, 
interromper o uso de anestésicos inalatórios para promover uma rápida 
recuperação. 
➢ Aquecimento externo: Use cobertores térmicos ou colchões aquecidos 
para evitar hipotermia na mãe durante a recuperação. 
➢ Ventilação assistida (se necessário): Se houver depressão respiratória 
excessiva ou sedação prolongada, pode-se usar antagonistas para reverter 
os efeitos de opioides, como naloxona. 
5. Pós-operatório: 
➢ Tramadol (Analgésicos): Para manter a analgesia no pós-operatório sem 
afetar a lactação ou a interação com os filhotes. 
➢ Meloxicam: Pode ser administrado no pós-operatório, com cautela em 
relação à função renal e hepática. 
Minimizar o tempo anestésico: A cirurgia deve ser realizada o mais rápido 
possível após a indução para reduzir o risco de depressão fetal. 
Garantir que a mãe esteja estável para cuidar dos filhotes: A recuperação da 
mãe deve ser monitorada cuidadosamente para garantir que ela possa cuidar 
adequadamente dos recém-nascidos logo após o parto. 
ANIMAL CARDIOPATA PARA CASTRAÇÃO 
1. Avaliação Pré-Anestésica: 
➢ Exames complementares: Avaliar eletrocardiograma (ECG), 
ecocardiograma e radiografia torácica para determinar o grau da 
cardiopatia. 
➢ Medicações pré-existentes: Se o animal estiver tomando medicamentos 
para o coração (diuréticos, inibidores da ECA, betabloqueadores, etc.), 
manter as medicações até o dia da cirurgia, a menos que especificado o 
contrário pelo cardiologistaveterinário. 
2. MPA: 
➢ Metadona (Opioide): Boa escolha para analgesia, pois tem impacto 
mínimo sobre a pressão arterial e o ritmo cardíaco. 
➢ Midazolam (Benzodiazepínico): Agente sedativo de escolha, pois tem 
pouco impacto sobre o sistema cardiovascular e promove sedação leve 
➢ Maropitant: Previne náuseas e vômitos e melhora o conforto pós-
operatório. 
Evitar agentes: como acepromazina, que podem causar vasodilatação e 
hipotensão significativa, devem ser evitados. 
3. Indução: 
➢ Etomidato: É a melhor escolha para indução em animais cardiopatas, pois 
tem efeito mínimo sobre a função cardiovascular. 
Intubação rápida: Deve ser realizada assim que o animal estiver em plano 
anestésico adequado. 
4. Manutenção: 
➢ Isoflurano ou Sevoflurano: Ambos são seguros, com menor efeito sobre o 
sistema cardiovascular, devem ser usados na menor concentração 
possível para evitar depressão do miocárdio e vasodilatação. 
5. Recuperação: 
➢ A recuperação deve ser suave, evitando estímulos que possam estressar o 
animal ou comprometer a função cardiovascular. 
➢ Descontinuar agentes inalatórios assim que o procedimento terminar para 
permitir uma rápida recuperação. 
➢ Fluidos de manutenção: Continuar com fluidos IV conforme necessário, 
ajustando conforme o estado hemodinâmico. 
➢ Aquecimento externo: Manter o animal aquecido durante a recuperação 
para evitar hipotermia, que pode agravar problemas cardiovasculares. 
 
6. Pós-operatório: 
➢ Tramadol: Para analgesia pós-operatória, sem impacto significativo na 
função cardíaca. 
➢ Meloxicam: Pode ser administrado com cautela, monitorando a função 
renal e hepática. 
Manter o monitoramento cardíaco: Continue monitorando o ritmo cardíaco e a 
pressão arterial até que o animal esteja completamente recuperado.