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SISTEMAS DE TRANSPORTE: PORTOS, AEROPORTOS E FERROVIAS
D A T A 1 4 / 1 1 / 2 0 2 2
S E T O R D E M A R K E T I N G
G R U P O S E R E D U C A C I O N A L
S E T O R C U R S O D E E N G E N H A R I A C I V I L
A P R E S E N T A Ç Ã O :
▪ Sabe–se que perdas anuais na produção agrícola brasileira devido às dificuldades de transporte 
atingem milhões de toneladas.
▪ Tais atividades estão diretamente ligadas à engenharia de transportes e inseridas em um sistema 
de gestão de infraestrutura. Neste sistema geralmente os recursos são bastante inferiores às 
necessidades. Dessa forma é fundamental otimizar o funcionamento de tal sistema e para tal há 
que se ter um esforço na formação de profissionais voltados a atuação na engenharia de 
transportes.
Introdução – Engenharia de Transportes
▪O modal AÉREO oferece rapidez e conforto;
▪O modal RODOVIÁRIO permite o transporte porta-a-porta;
▪O modal FERROVIÁRIO desloca grandes quantidades de mercadorias com velocidades
razoáveis;
▪O modal HIDRO deslocamento (menor custo) intercontinental.
Comparação das Modalidades de 
Transporte
▪Os modais HIDROVIÁRIOS são, por natureza, adequados para o transporte de cargas 
grandes e pesadas a longas distâncias, e que podem permanecer longo tempo sendo 
transportadas (pois as velocidades de operação são, em geral, baixas). As cargas que 
se adaptam bem a essas condições são combustíveis líquidos, carvão, cereais, 
minérios, fertilizantes etc., para as quais o tempo de transporte não é problema.
https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-
modais-de-transportes-no-brasi.html
https://www.ilos.com.br/web/tag/matriz-de-transportes/
ferrovia
D A T A
▪ O engenheiro inglês Richard Trevithick construiu em 1803 um veículo a vapor similar a uma locomotiva, que pesava 5 
toneladas e atingia 5 km/h.
▪ George Stephenson foi o verdadeiro criador da tração a vapor em estrada de ferro. O primeiro a compreender o
princípio de aderência de rodas lisas sobre uma superfície também lisa.
▪ A partir de 1840, houve uma expansão a construção ferroviária na Inglaterra, fundamental para o crescimento 
tecnológico que consolidou aquele país como potência econômica mundial a partir da Revolução Industrial.
▪ O sucesso inglês despertou o interesse do 
governo imperial brasileiro, que elaborou uma lei 
em outubro de 1835 incentivando a construção 
de estradas de ferro. 
1854, foi inaugurada a primeira linha ferroviária do Brasil, 
ligando o Porto de Mauá (Baía da Guanabara) a Petrópolis, 
na Vila do Fragoso
Com 14,5 km de extensão, puxado pela locomotiva 
"Baronesa", o primeiro trem a circular no Brasil fazia a 
ligação entre a capital e Petrópolis, cidade serrana onde a 
corte despachava no verão e para onde convergia a nobreza 
carioca (tão útil quanto as ferrovias inglesas...).
CONTATO METAL-METAL
▪ A interação veículo-via se dá pelo contato direto das rodas metálicas do trem com os trilhos, que também são metálicos. 
Isto provoca um desgaste considerável dessas partes devido a grande magnitude da carga que solicita as rodas. Apesar da 
pequena resistência ao desgaste, esta alta solicitação faz com que este tipo de interação veículo-via seja o mais adequado.
EIXOS GUIADOS
▪ Diferentemente dos outros meios de transporte, o sistema ferroviário não possui mobilidade quanto à direção do veículo. 
Seu trajeto é guiado pelos trilhos.
CARACTERÍSTICAS DA FERROVIA
BITOLA
▪ A distância entre os trilhos é uma característica da via e é denominada bitola. Uma via, entretanto, pode ter 
mais de um tipo de bitola, permitindo que seja utilizada por mais de um tipo de trem.
▪ Padronizou-se no mundo bitolas de 1.0 m, 1.435 m e 1.6 m. A tolerância no tamanho da bitola varia em função do 
país, da organização ferroviária e da velocidade da via.
aeroportos
D A T A
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1902925/mod_res
ource/content/1/Aulas%201.pdf
Aeroporto Recife
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1902925/mod_res
ource/content/1/Aulas%201.pdf
Componente Físico do Sistema
hidrovia
D A T A
▪O sistema aquaviário é um sistema de transporte 
de passageiros ou de cargas efetuado através de 
hidrovias que conectam respectivos terminais, 
por meio de embarcações tais como, barcos, 
navios e balsas. As hidrovias podem ser 
implantadas em mares, rios, canais e lagos.
▪Para que ocorra o transporte marítimo ou fluvial as seguintes técnicas são empregas:
- Construção das embarcações;
- Condução das embarcações;
- Aproveitamento, adaptação e construção de vias navegáveis.
▪A Engenharia Civil se faz presente e necessária, no entanto, no aproveitamento, 
adaptação e construção de vias navegáveis, ou seja, viabilizando a navegação em 
determinado trecho ou região. Entendendo aqui navegação com um significado 
restrito às técnicas de melhoramento, construção, conservação, aparelhagem e 
exploração comercial das vias navegáveis e dos portos.
▪ Embora a navegação tenha sido fundamental no processo de desenvolvimento do homem ao longo do 
tempo, convém lembrar que as hidrovias, sempre necessitaram de obras para a sua plena utilização. 
▪ No Brasil, a primeira obra desta natureza que se tem notícia é o canal entre Macaé e Campos (RJ), de 
1844, no qual foi construída a primeira eclusa do país, para vencer um desnível de pouco mais de 1 
metro. Hoje já temos eclusas bem mais arrojadas, como a de Sobradinho, vencendo um desnível 
superior a 30 metros.
Sistema Fluvial
O seu percurso, com uma largura média de 15 metros, 
estendia-se por 106 quilômetros
▪A rede hidroviária brasileira, com mais de 40.000 km de extensão, ainda hoje 
apresenta enorme potencial de utilização.
▪Os estados que tem um relevo muito acentuado próximo à costa (da Bahia à Santa 
Catarina), embora possuindo grandes portos marítimos, não conseguiram fazer uma 
ligação entre as hidrovias interiores e a costa, o que fez com que a navegação interior 
não tivesse grande desenvolvimento. 
D A T A
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UNIDADE II
A Q U A V I Á R I O
APRESENTAÇÃO:
Tipo de transportes
D A T A
Esse veículo dispõe de grandes escotilhas 
que cobrem os porões, local no qual os 
produtos são armazenados. São 
necessários terminais portuários 
especiais para este tipo de cargas.
São destinados ao transporte de gases liquefeitos 
(GPL, GNL, etileno, amônia, propileno, entre outros).
Roll on-Roll off.
https://petroleohoje.editorabrasilenerg
ia.com.br/shell-recebe-mais-um-
navio-tanque-para-o-brasil/
O navio tanque é o projetado para 
o transporte de substâncias 
líquidas.
https://www.transportesenegocios.pt/tag/navios-gaseiros/
São destinados ao transporte de 
gases liquefeitos (GPL, GNL, 
etileno, amônia, propileno, entre 
outros).
Os navios porta-contêineres se 
tornaram a principal forma de 
transporte de produtos 
manufaturados em todo o mundo. 
https://www.transportabrasil.com.br/2019/12/conheca-o-
maior-navio-cargueiro-do-mundo/
Exclusivo para o transporte de petróleo 
e seus derivados, por medidas de 
segurança não podendo ser utilizado 
para acondicionar outros tipos de 
líquidos. 
https://opetroleo.com.br/teekay-desenvolve-navio-petroleiro-com-
dois-combustiveis/
Ro-Ro é a sigla utilizada 
para definir os navios para 
cargas Roll on-Roll off.
https://tsl-log.com.br/o-que-e-um-embarque-roro/
Infraestrutura
D A T A
Berço – É local de 
atracação de navios e de 
movimentação das cargas a 
serem embarcadas ou 
descarregadas no porto.
https://industriahoje.com.br/cobertura-de-bercos-amplia-produtividade-aponta-pesquisa
Cais – trata-se de uma 
estrutura ou região paralela 
à água, com o objetivo de 
as embarcações atracarem 
e as pessoas trabalharem.
https://agenciapara.com.br/noticia/34867/
Dolfins - são estruturas que apoiam os navegantes nas operações de 
acostagem de embarcações. Tem duas funções associadas, uma é sua 
aplicação como cais de atracaçãoe também para proteção de estruturas 
como pilares de pontes laterais aos vãos de navegação e eclusas.
https://agenciapara.com.br/noticia/17523/
https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/noticias/dnit-
conclui-protecao-de-pilar-em-ponte-sobre-o-rio-
paraguai-na-br-262-ms
https://pt.wikipedia.org/wiki/Enrocamento
Enrocamento - conjunto de 
blocos de pedra ou de outro 
material (p.ex., cimento), 
lançados uns sobre os outros 
dentro da água para servir 
como lastro para fundação de 
obra hidráulica ou, quando 
aflorado à superfície ou muito 
extenso, como quebra-mar ou 
proteção contra a erosão das 
ondas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_de_Suape
A estrutura portuária
São processos de armazenagem, 
transporte de mercadorias, 
embalagens e acondicionamentos. 
Atualmente, os portos contam 
com recursos tecnológicos que 
contribuem para agilizar todas 
essas atividades, facilitando o 
embarque e o desembarque da 
carga.
Molhe - paredão nos portos 
marítimos, a modo de cais, 
destinado a proteger das 
vagas do mar as 
embarcações, podendo dispor 
de berços para atracação; 
quebra-mar.
https://www.flickr.com/photos/pacgov/5979480448
https://www.agenciainfra.com/blog/depois-de-30-anos-de-obra-eclusa-de-
tucurui-alaga-e-pedral-do-lourenco-so-comeca-em-2021/
Uma eclusa é uma obra de 
engenharia hidráulica que permite 
que barcos subam ou desçam os 
rios ou mares em locais onde há 
desníveis (barragem, quedas de 
água ou 
corredeiras). Eclusas funcionam 
como degraus ou elevadores para 
navios: há duas comportas 
separando os dois níveis do rio.
Uma via navegável é projetada considerando o 
projeto de batimetria e o projeto geométrico do 
traçado, e considerando uma embarcação tipo.
As intervenções, canalizações 
e aumento das profundidades 
são alcançadas por 
melhoramento como 
dragagem e derrocamento.
canais
D A T A
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Profundidade mínima
Atender ao calado máximo das 
embarcações. Um acréscimo 
ao calado máximo para garantir 
boas condições de escoamento 
entre o fundo do casco e do 
canal. 
Fundo de areia ou argila ~0,30
Fundo em rocha ~0,50
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Largura mínima
Condição mínimas de 
segurança e mobilidade. 
Medida em relação ao pé das encostas 
laterais ou da faixa correspondente a maior 
profundidade (talvegue). 
Fatores a considerar: Direção e velocidade 
das correntes; Cruzamentos e ultrapassagens 
das embarcações; Ventos; Lamina d’água 
abaixo da quilha (fundo da embarcação); 
Grau de confinamento; Geologia da calha; 
Alinhamento do canal (talvegue) 
(embarcação sempre navega no eixo).
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Rotina de cálculo para canais fluviais
a) Embarcação – tipo;
b) Largura mínima do canal;
c) Vão livre;
d) Altura livre sob pontes e sob interferências;
e) Profundidade Mínima;
f) Área mínima da seção transversal; 
g) Velocidade máxima das águas;
h) Raios mínimos de curvatura e sobrelargura.
Canais curvos
Calcula-se uma sobrelargura que deve ser somada a largura do canal reto
Lc = L + SL
SL– largura extra ou sobrelargura
L – Largura
Lc – Largura mínima do canal curvo
R - Raio
Canais com cruzamento e ultrapassagem
6b≤ L ≤ 7b
Canais sem cruzamento e ultrapassagens
3b ≤ L ≤ 4b
SL=L²/8R 
Classificação da curva:
Se R50
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