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Aula 8- PIS e COFINS 
Já estudamos sobre o IPI e sobre o ICMS. Nessa aula estudaremos sobre dois outros tributos 
incidentes sobre vendas, o Programa de Integração Social (PIS) e a COFINS (Contribuição para 
Financiamento da Seguridade Social). 
Portanto, os objetivos da aula são: 
 Adquirir conhecimento sobre o PIS e a COFINS; 
 Estabelecer quando estes tributos se aplicam; 
 Determinar a contabilização correta na DRE e no Balanço Patrimonial. 
Esses tributos são calculados de modo semelhante. 
Em primeiro lugar, são tributos indiretos, que incidem sobre a venda de mercadorias. Ainda, são 
tributos “por dentro”, uma vez que estão incluídos na base de cálculo. 
Além disso, esses tributos podem ser cumulativos, que incidem em todas as etapas intermediárias 
dos processos de produção e comercialização, ou não cumulativos, quando não incidem sobre o 
mesmo tributo pago ou recolhido anteriormente na etapa posterior ao processo de produção. 
As empresas tributadas pelo lucro presumido ou com seu lucro arbitrado devem calcular o PIS e a 
COFINS com base na regra cumulativa, utilizando as alíquotas de 0,065% para o PIS e de 3,00 para a 
COFINS. Além disso, a legislação efetua distinção de acordo com o setor de atividade. 
Já as empresas tributadas pelo lucro real devem utilizar o método não- cumulativo, utilizando as 
alíquotas de 1,65% para o PIS e de R$7,6% para a COFINS. 
Para ilustrar a diferença entre a tributação cumulativa e não cumulativa vamos ver um exemplo do 
livro Manual de Contabilidade Tributária (Pegas, 2018). 
O exemplo supõe a existência de uma cadeia produtiva com três empresas, dos setores primário, 
secundário e terciário. A comparação é feita entre a COFINS e o ICMS. 
No exemplo: 
 A Cia Bélgica é empresa fabricante; 
 A Cia Turquia é empresa atacadista; e 
 A Cia Senegal é empresa varejista 
Os fatos que acontecem são os seguintes: 
1.A Cia Bélgica industrializa um produto e vende para a Cia Turquia por R$300. 
2.A Cia Turquia compra o produto da Cia Bélgica por R$300 e revende para a Cia Senegal por R$400. 
3.A Cia Senegal compra o produto da Cia Bélgica e revende para o consumidor final pelo preço de 
R$500. 
Consideramos a alíquota de 18% para o ICMS e de 3% pra a COFINS. Além disso, o ICMS é não 
cumulativo, enquanto a COFINS é cumulativa. 
Deste modo, temos que: 
 
Portanto, o ICMS incidiu apenas pela diferença. Já a COFINS incidiu sempre pelo valor total. 
Os valores dos tributos são os seguintes: 
 
Os exemplos e casos que nós estudaremos consideram o PIS e o COFINS de modo cumulativo. 
Programa de Integração Social (PIS) 
O PIS é um tributo que incide sobre as vendas de empresas comerciais e industriais. Existem 
diferentes modalidades de contribuição do PIS, sendo que nas empresas comerciais, ele deve ser 
calculado aplicando-se um percentual sobre a receita bruta ajustada. 
O PIS é destinado a promover a integração do empregado na vida e no desenvolvimento das 
empresas. As contribuições para o PIS financiam o programa de seguro- desemprego e o abono de 
um salário mínimo anual aos empregados que recebem até dois salários mínimos mensais de 
empregadores contribuintes do programa. 
Contribuintes do PIS 
Os contribuintes do programa são as pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são 
equiparadas pela legislação do imposto de renda, sendo que não são consideradas as microempresas 
e as empresas de pequeno porte que optam pelo sistema integrado de pagamento de impostos e 
contribuições (Simples). 
Microempresa (ME) é a pessoa jurídica que obtém faturamento igual ou maior a R$360.000,00 ao 
ano. Já empresa de pequeno porte (EPP), é a pessoa jurídica que obtém faturamento bruto anual 
superior a R$360.000 e igual ou menor a R$3.600.000. 
Incidência do PIS 
A base de cálculo do PIS é a receita bruta apurada pela empresa, deduzida de alguns itens, tais como 
o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as vendas canceladas e os descontos incondicionais. 
ICMS COFINS
Cia Belgica 300 x 18% 300x 3%
Cia Turquia (400x 18%) - (300x 18%) 400 x 3%
Cia Senegal (500x 18%) - (400x 18%) 500 x 3%
Total recolhido 90 36
ICMS COFINS
Cia Belgica 54 9
Cia Turquia 18 12
Cia Senegal 18 15
Total recolhido 90 36
Exemplo 
Uma empresa vende R$20.000 em mercadorias, com um desconto comercial de 10% sobre o preço 
de venda. A empresa recebe devoluções no valor de R$1.500. 
A base de cálculo para o cálculo do PIS é a seguinte: 
 
Alíquota do PIS 
Na nossa aula, vamos considerar a alíquota do PIS sobre o faturamento de 0,65% sobre a base de 
cálculo. Essa é alíquota usada quando o tributo é cumulativo. 
Exemplo 
No exemplo anterior, o PIS sobre o faturamento a recolher seria de R$16.500 x 0,65%= R$107,25. 
Evidenciação do PIS nas Demonstrações Contábeis 
Demonstração do Resultado do Exercício 
Na DRE, o valor do PIS é uma dedução da receita bruta, assim como os outros tributos estudados. 
Balanço Patrimonial 
No balanço patrimonial, a incidência do PIS gera um passivo, uma vez que representa o tributo a ser 
pago. 
Considerando a base de cálculo anterior, o seguinte lançamento deve ser feito na incidência do PIS: 
D- PIS sobre Faturamento R$107,25 
C- PIS a recolher R$107,25 
 
A conta “PIS sobre Faturamento” é redutora da Receita Bruta de Venda na DRE. 
Por sua vez, a conta “PIS a recolher” é contabilizada como passivo circulante, no Balanço Patrimonial. 
Exemplo: 
Uma empresa apresentava o seguinte Balanço Patrimonial: 
 
A empresa vende todo o estoque à vista por R$18.000. 
Receita bruta de venda 20.000 
Descontos incondicionais 2.000- 
Devoluções 1.500- 
Base de cálculo para PIS 16.500 
Patrimônio Líquido
Ativo Circulante Capital Social 37.000 
Disponibilidades 25.000 
Estoque 12.000 
Ativo Total 37.000 Passivo + PL 37.000 
Ativo
A base de cálculo é de R$18.000, enquanto a alíquota do PIS é de 0,65%. 
Portanto, o PIS sobre o faturamento a recolher é de R$18.000 x 0,65%= R$117,00. 
Considerando apenas a incidência do PIS e de nenhum outro imposto, em primeiro lugar, a venda da 
mercadoria gera os seguintes lançamentos: 
D- Disponibilidades R$18.000 
C- Receita bruta de vendas R$18.000 
 
Além disso, deve-se contabilizar o PIS a recolher, do seguinte modo: 
D- PIS sobre faturamento R$117 
C- PIS a recolher R$117 
 
Ainda, deve-se reconhecer a baixa das mercadorias vendidas, que gera os seguintes lançamentos: 
D- Custo das Mercadorias Vendidas R$12.000 
C- Estoque R$12.000 
 
A DRE depois da venda é a seguinte: 
 
 
 
Já o balanço patrimonial é este: 
 
 
 
Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) 
A COFINS incide sobre as vendas de empresas comerciais. Assim como acontece com o PIS, o valor 
destinado à COFINS é uma dedução da receita bruta de vendas, a ser deduzida na DRE, para 
obtenção da receita líquida de vendas. 
Contribuintes da COFINS 
Assim como os contribuintes do PIS, os contribuintes da COFINS são as pessoas jurídicas de direito 
privado e as que lhes são equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as empresas 
Receita bruta de vendas 18.000 
Deduções da receita bruta:
 PIS sobre o faturamento 117- 
Receita líquida de vendas 17.883 
Custo das Mercadorias Vendidas 12.000- 
Lucro Bruto 5.883 
Ativo Circulante Passivo Circulante 117 
Disponibilidades 43.000 PIS a recolher 117 
Patrimônio Líquido 42.883 
Capital Social 37.000 
Lucro Acumulado 5.883 
Ativo Total 43.000 Passivo + PL 43.000 
Ativo Passivo
prestadoras de serviços. No entanto, as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) 
que optam pelo sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições (Simples) não são 
contribuintes da COFINS. 
Incidência da COFINS 
Assim como a base de cálculo do PIS, a base de cálculo da COFINS é a receita bruta apurada pela 
empresa, deduzida de alguns itens, tais como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),as 
vendas canceladas e os descontos incondicionais. 
Alíquota da COFINS 
A alíquota da COFINS sobre o faturamento é de 3% sobre a base de cálculo. 
No exemplo anterior, a COFINS sobre o faturamento a recolher seria de R$16.500 x 3,00%= R$495. 
Evidenciação da COFINS nas Demonstrações Contábeis 
A contabilização da COFINS é semelhante à contabilização do PIS. 
No exemplo anterior, onde o valor da COFINS é de R$495, o seguinte lançamento deve ser feito: 
D- COFINS R$495 
C- COFINS a recolher R$495 
Na DRE de uma empresa comercial, o valor relativo à COFINS sobre vendas é redutor da receita, 
assim como os outros tributos que estudamos. 
Já a conta “COFINS a recolher” é contabilizada como passivo circulante, no Balanço Patrimonial. 
Exemplo- COFINS 
Uma empresa apresenta o seguinte Balanço Patrimonial: 
 
A empresa vendeu metade de seu estoque por R$20.000 à vista. 
A base de cálculo é de R$20.000, enquanto a alíquota da COFINS é de 3,0%. 
Portanto, a COFINS a recolher é de R$20.000 x 3%= R$600. 
Considerando apenas a incidência da COFINS e de nenhum outro imposto, a venda da mercadoria 
gera os seguintes lançamentos: 
D- Disponibilidades R$20.000 
C- Receita bruta de vendas R$20.000 
Patrimônio Líquido
Ativo Circulante Capital Social 80.000 
Disponibilidades 50.000 
Estoque 30.000 
Ativo Total 80.000 Passivo + PL 80.000 
Ativo
 
Já a incidência da COFINS sobre a receita bruta gera os seguintes lançamentos: 
D- Cofins R$600 
C- Cofins a recolher R$600 
Observa que a Cofins considera a base de cálculo de R$20.000. Portanto, é de R$20.000 x 3,00%= 
R$600. 
 
Ainda, deve-se reconhecer a baixa das mercadorias vendidas, que representa metade do estoque 
total e gera os seguintes lançamentos: 
D- Custo das Mercadorias Vendidas R$15.000 
C- Estoque R$15.000 
 
A DRE depois da venda é a seguinte: 
 
 
 
Já o balanço patrimonial é este: 
 
 
 
Como metade do estoque foi vendida, o saldo do estoque é de R$15.000, ou seja, R$30.000/2. 
 
Já o saldo da conta disponibilidades é calculado do seguinte modo: 
 
 
Exemplo- PIS e COFINS 
 
Vamos agora estudar um exemplo onde há a incidência do PIS e da COFINS simultaneamente. 
 
Uma empresa apresenta o seguinte Balanço Patrimonial: 
DRE
Receita bruta de vendas 20.000 
Deduções da receita bruta:
 PIS sobre o faturamento 600- 
Receita líquida de vendas 19.400 
Custo das Mercadorias Vendidas 15.000- 
Lucro Bruto 4.400 
Ativo Circulante Passivo Circulante 600 
Disponibilidades 70.000 COFINS a recolher 600 
Estoque 15.000 Patrimônio Líquido 84.400 
Capital Social 80.000 
Lucro Acumulado 4.400 
Ativo Total 85.000 Passivo + PL 85.000 
Ativo Passivo
Disponibilidades
saldo inicial 50.000 
venda à vista 20.000 
saldo final 70.000 
 
A empresa vendeu todo o seu estoque por R$30.000 para recebimento em 90 dias. 
A base de cálculo é de R$30.000. A alíquota do PIS é de 0,65%, enquanto a alíquota da COFINS é de 
3,0%. 
Portanto, o PIS a recolher é de R$30.000x 0,65%= R$195. 
Já a COFINS a recolher é de R$30.000 x 3%= R$900. 
Considerando a incidência dos dois tributos, a venda da mercadoria gera os seguintes lançamentos: 
D- Clientes (90 dias) R$30.000 
C- Receita bruta de vendas R$30.000 
 
A incidência do PIS sobre a receita bruta gera os seguintes lançamentos: 
D- PIS sobre o faturamento R$195 
C- PIS a recolher R$195 
 
Já a incidência da COFINS sobre a receita bruta gera os seguintes lançamentos: 
D- Cofins R$900 
C- Cofins a recolher R$900 
 
Ainda, deve-se reconhecer a baixa das mercadorias vendidas, que gera os seguintes lançamentos: 
D- Custo das Mercadorias Vendidas R$10.000 
C- Estoque R$10.000 
 
A DRE depois da venda é a seguinte: 
 
 
 
Já o balanço patrimonial é este: 
 
Patrimônio Líquido
Ativo Circulante Capital Social 50.000 
Disponibilidades 40.000 
Estoque 10.000 
Ativo Total 50.000 Passivo + PL 50.000 
Ativo
Receita Bruta de vendas 30.000 
Deduções da receita bruta:
 PIS (0,65%) 195- 
 COFINS (3,0%) 900- 
Receita Líquida de vendas 28.905 
Custo das mercadorias vendidas 10.000- 
Lucro Bruto 18.905 
 
 
Exemplo- PIS e COFINS e outras deduções da receita bruta 
 
Agora vamos estudar um exemplo onde há outras deduções da receita bruta. 
 
Uma empresa apresenta o seguinte balanço patrimonial: 
 
A empresa vendeu à vista R$10.000 de seu estoque por R$30.000. No entanto, 10% foram 
devolvidos. Além disso, a empresa concedeu abatimento de 20% sobre o valor total. 
Primeiro vamos fazer os lançamentos contábeis: 
D- Disponibilidades R$30.000 
C- Receita Bruta R$30.000 
 
D- Devolução de Vendas R$3.000 
C- Disponibilidades R$3.000 
Observe que a devolução de vendas é de R$10.000 x 10%. 
 
D- Abatimentos sobre Vendas R$6.000 
C- Disponibilidades R$6.000 
Observe que os abatimentos são de R$30.000 x 20%. 
 
A base de cálculo é de R$30.000- R$3.000- R$6.000= R$21.000. 
 
Precisamos, também, considerar a incidência do PIS e da Cofins, do seguinte modo: 
D- PIS sobre vendas R$137 
C- PIS a recolher R$137 
O PIS é de R$21.000 x 0,65%= R$136,50. 
 
D- cofins sobre vendas R$630 
C- cofins a recolher R$630 
O Cofins é de R$21.000 x 3,00%= R$630. 
 
Ativo Circulante Passivo Circulante 1.095 
Disponibilidades 40.000 PIS a recolher 195 
Clientes (90 dias) 30.000 COFINS a recolher 900 
Patrimônio Líquido 68.905 
Capital Social 50.000 
Lucro Acumulado 18.905 
Ativo Total 70.000 Passivo + PL 70.000 
Ativo Passivo
Patrimônio Líquido
Ativo Circulante Capital Social 60.000 
Disponibilidades 20.000 
Estoque 40.000 
Ativo Total 60.000 Passivo + PL 60.000 
Ativo
Ainda, precisamos baixar o estoque, considerando que R$10.000 foram inicialmente vendidos e 
houve devolução de R$1.000. 
D- CMV R$9.000 
C- Estoque R$9.000 
 
A DRE depois da venda é a seguinte: 
 
Já o balanço patrimonial é o seguinte: 
 
Exemplo- cálculo do custo das mercadorias vendidas 
Vamos agora resolver uma questão de concurso sobre o assunto, que trata também do cálculo do 
custo das mercadorias vendidas. 
A questão é de 2017, do concurso de UPENET/ IAUPE: 
O enunciado da questão é o seguinte: 
Uma determinada empresa, nas operações com mercadorias, apresentou os seguintes saldos nas 
contas que se seguem: 
 ✓ Estoque de Mercadorias = R$ 6.000,00 
 ✓ Compras de Mercadorias = R$ 9.450,00 
 ✓ Compras Anuladas = R$ 450,00 
 ✓ Vendas de Mercadorias = R$ 31.000,00 
Receita Bruta de Venda 30.000 
Deduções da receita
 Devoluções 3.000- 
 Abatimentos 6.000- 
 PIS 136,5- 
 COFINS 630- 
Receita Líquida 20.233,50 
CMV 9.000- 
Lucro Bruto 11.233,5 
Ativo Circulante Passivo Circulante 766,5 
Disponibilidades 41.000 PIS a recolher 136,5 
Estoque 31.000 COFINS a recolher 630,0 
Patrimônio Líquido 71.233,5 
Capital Social 60.000,0 
Lucro Acumulado 11.233,5 
Ativo Total 72.000 Passivo + PL 72.000,0 
Ativo Passivo
 ✓ ICMS sobre Vendas = R$ 5.580,00 
 ✓ PIS sobre Faturamento = R$ 201,00 
 ✓ COFINS = R$ 930,00 
 ✓ Vendas Anuladas = R$ 300,00 
 ✓ Descontos Incondicionais Obtidos = R$ 750,00 
Sabendo-se que, em 31 de dezembro, o inventário físico foi realizado e apresentou um saldo de R$ 
10.500,00. Assinale a alternativa que indica o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) e o Resultado 
da Conta Mercadorias (RCM). 
a) CMV = R$ 9.330,00 e RCM = R$ 16.489,00 
b) CMV = R$ 16.650,00 e RCM = R$ 7.339,00 
c) CMV = R$ 10.650,00 e RCM = R$ 13.339,00 
d) CMV = R$ 3.750,00 e RCM = R$ 20.239,00 
e) CMV = R$ 6.150,00 e RCM = R$ 17.839,00 
Quando a questão pede o Resultado da Conta Mercadorias,ela quer a apuração do Lucro Bruto. 
Para resolver a questão, primeiro vamos lembrar que o CMV= Estoque inicial + compras – Estoque 
final. 
Os dados da questão nos informam que o estoque inicial é de R$6.000. 
 A empresa comprou R$9.450 em mercadorias e anulou R$450 destas vendas. Além disso, obteve um 
desconto de R$750. Deste modo, compras= R$9.450-R$450-R$750= R$8.250. 
No final do período, o estoque era de R$10.500. 
Portanto: 
Estoque inicial= R$6.000; Compras= R$8.250 e Estoque final= R$10.500 
CMV= R$6.000+ R$8.250- R$10.500= R$3.750. 
Já para obtermos o resultado, ou lucro bruto, precisamos dos seguintes dados: 
Receita Bruta de vendas= R$31.000 
Vendas anuladas= R$300 
Impostos incidentes sobre vendas: 
 ICMS sobre Vendas = R$ 5.580,00 
 PIS sobre Faturamento = R$ 201,00 
 COFINS = R$ 930,00 
A receita líquida de venda é obtida do seguinte modo: 
 
Já o lucro bruto é obtido deduzindo- se da receita líquida o custo das mercadorias vendidas. 
Portanto: 
 
Assim: CMV= R$3.750 e RCM= R$20.239 (letra D) 
 
Referências utilizadas na aula: 
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Contabilidade Comercial, 9ª edição. Ed. Atlas: São Paulo, 
2010. 
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens; SANTOS, Ariovaldo do. Manual de 
Contabilidade Societária, 3ª edição. Ed. Atlas: São Paulo, 2018. 
PÊGAS, Paulo Henrique. Manual de Contabilidade Tributária, 8ª edição. Ed. Freitas Bastos: Rio de 
Janeiro, 2018. 
SOUZA, Acilon Batista. Contabilidade de Empresas Comerciais. Ed. Atlas: São Paulo, 2002. 
SZUSTER, Natan; CARDOSO, Ricardo Lopes; SZUSTER, Fortunée Rechtman; SZUSTER, Fernanda 
Rechtman; SZUSTER, Flávia Rechtman. Contabilidade Geral. 4ª edição. Ed. Atlas: São Paulo, 2013 
 
Receita bruta de vendas 31.000 
Deduções da receita bruta:
 Vendas anuladas 300- 
 ICMS sobre vendas 5.580- 
 PIS sobre faturamento 201- 
 COFINS 930- 
Receita líquida de vendas 23.989 
Receita líquida de vendas 23.989 
CMV 3.750- 
Lucro Bruto 20.239

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