Prévia do material em texto
FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO LARISSA ALVES BESSADO REQUALIFICAÇÃO URBANA COM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL Circularis SÃO PAULO 2024 LARISSA ALVES BESSADO REQUALIFICAÇÃO URBANA COM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL Circularis Trabalho Final de Graduação apresentado à banca examinadora do FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO como requisito parcial a obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo. Orientador: TIAGO AZZI COLLET E SILVA SÃO PAULO 2024 Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte. Alves Bessado, Larissa Requalificação Urbana com Habitação de Interesse Social - Circularis São Paulo. FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO, 2024. 36 Páginas Orientador: Tiago Azzi. Monografia (Trabalho Final de Graduação) FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO. Curso de Arquitetura e Urbanismo. São Paulo, 2024. 1. Habitação de Interesse Social; 2. Requalificação Urbana; 3. Penha-Guaiaúna. I Azzi Collet e Silva, Tiago; II. FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO; III Curso de Arquitetura e Urbanismo. LARISSA ALVES BESSADO REQUALIFICAÇÃO URBANA COM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL Circularis Trabalho Final de Graduação apresentado à Banca Examinadora do FIAM FAAM CENTRO UNIVERSITÁRIO como requisito parcial a obtenção do título de Bacharel, em Arquitetura e Urbanismo. Data de aprovação: ____/____/________. Banca examinadora: ______________________ Prof: Tiago Azzi Collet e Silva FIAMFAAM – Orientador ______________________ Prof: Braz Casagrande Professor(a) Convidado(a) Interno(a) ______________________ Prof: Alexandre Augusto Martins Professor(a) Convidado(a) Externo(a) são paulo 2024 AGRADECIMENTOS Dedico este trabalho a todos àqueles que me fizeram, de alguma forma, chegar até aqui. Agradeço a Deus, por sempre me iluminar e me dar forças para lutar. Eu sei que peço mais do que agradeço, mas ainda estou aprendendo a lidar com isso. Obrigada por sempre me proteger. Agradeço aos meus amigos, em especial à Wisla Alves e Yuri Golise. Obrigada por terem me ajudado a formar o trio de ouro da turma. Nunca vou esquecer das nossas ligações no meio da madrugada. Também agradeço às minhas amigas: Ângela, Camila, Juliana, Tailane e Thamyris por terem feito meus dias, ou melhor, noites, mais leves e felizes. Agradecimento especial ao “Bonde das Amadas”, minhas amigas: Karen, Luana, Mayara, Nicole, Vanessa e Wellyna. Vocês foram a luz que me ajudaram a sair da depressão em 2019. Obrigada por ainda serem a calmaria que meu coração precisa. Ao meu professor de matemática no fundamental, Edvelton. O senhor me fez amar matemática, e sem seu apoio eu não teria conseguido minha primeira profissionalização técnica. O senhor já não está mais entre nós, mas ainda há aqui uma aluna que adorava a sua matéria. Agradeço ao meu professor de Biologia no Ensino Médio, Marco. Faz anos que não nos falamos, mas se não fosse pelo senhor eu não teria descoberto minha paixão pela arquitetura no meio de vários jalecos brancos, Erlenmeyers e Buretas. Aos professores, que estão na instituição e os que já partiram. Cada um de vocês me ensinou uma lição valiosa, sobre a Arquitetura e também sobre a vida. Em especial, dedico aos professores André Ventura e Tiago Azzi, e a professora Laura, vocês me inspiram a ser uma profissional responsável e que ama estudar (e os desafios que vêm junto). Agradeço ao meu antigo supervisor no trabalho, André. Você me ensinou o que é perseverança, e me ensinou que eu posso ser muito mais se me esforçar. Ao meu antigo conselheiro durante as viagens atrás de escritórios, Helton. Você nem imagina o quanto seus conselhos ainda ecoam na minha mente. Ao meu antigo coordenador de obras, Weverton. Você acreditou em mim quando nem eu mesma acreditava, sua dedicação e motivação me inspiram. Por último, mas não menos importante, gostaria de agradecer à minha mãe. A mulher mais guerreira e forte que já tive o prazer de conviver. A senhora me ensinou que independente do que somos ou de onde nascemos, devemos sempre ser humildes, e essa é a qualidade que mais prezo e mais luto para não perder ou esquecer: humildade acima de tudo. “Arquitetura é tentar tornar o mundo um pouco mais parecido com os nossos sonhos. “ Bjarke Ingels, Arquiteto e fundador do BIG SUMÁRIO INTRODUÇÃO ....................................................................................................6 1 TEMA E CONTEXTUALIZAÇÃO ...............................................................10 1.1 Justificativa do tema contextualização: REQUALIFICAÇÃO URBANA E HABIITAÇÃO SOCIAL.....................................................................................................10 1.2 Análise urbana………………………..............................................12 1.2.1 Região ……………….…….……….....................……..........12 1.2.2 Bairro…....…………….................................................…....14 1.2.3 Entorno imediato ………….................................……….17 1.3 Análise do terreno/ÁREA/EDIFICAÇÃO.................…..…...........19 1.4 Diretrizes de Intervenção.....................................…..…..............19 2 O PROJETO………..…….……………..…………........…................…….….22 2.1 programa arquitetônico..........................................................23 2.1.1 Estudos de caso...............................................................23 2.1.2 programa..........................................................................30 REFERÊNCIAS.......................................................................................................33 INTRODUÇÃO Este Trabalho Final de Graduação apresenta o projeto referente à disciplina de TFG II do curso de Arquitetura e Urbanismo da Fiam Faam Centro Universitário. A questão habitacional é um problema que assola o mundo inteiro. Segundo um estudo do WRI ROSS Centro para Cidades Sustentáveis, 330 milhões de famílias em todo o mundo vivem em moradias precárias e insalubres, podendo este número aumentar para 1,6 bilhão até 2025. De acordo com Ani Dasgupta, diretor global do WRI ROSS Centro para Cidades Sustentáveis Conforme citação de Ani Dasgupta, diretor global do WRI “(...) investir em habitação acessível é uma das melhores maneiras de orientar o rápido crescimento das cidades no sul global e levar mais qualidade de vida para os moradores (...)”. Dentro deste universo de moradias precárias, o trabalho traz um enfoque na cidade de São Paulo, mais precisamente na Zona Leste de São Paulo, que enfrenta significativas questões sociais e urbanas que exigem análises amplas para chegar a um consenso. Dentro da Zona Leste, o foco de pesquisa é centrado no bairro da Guaiaúna, no distrito Penha, onde é marcado por altos índices de vulnerabilidade socioeconômica, carece de infraestrutura adequada e serviços essenciais, refletindo as complexas questões sociais e urbanas. Nesse contexto, a área de intervenção escolhida esta locada na Rua Ingu, Guaiaúna, e caracteriza-se pela falta de infraestrutura adequada, serviços essenciais e espaços públicos de qualidade. Nesta conjuntura, a requalificação urbana emerge como uma estratégia fundamental para a transformação desse território, definindo-se como um processo que visa revitalizar e reestruturar espaços urbanos deteriorados, promovendo melhorias na infraestrutura, na acessibilidade e na qualidade de vida dos moradores. Dentro deste contexto, é iniciado o processo de idealização de um projeto de habitação que leve em consideração as melhorias necessárias para a população, visando a Sustentabilidade e a Qualidade de Vida daqueles que a usufruirão. A Habitação de Interesse Social (HIS) refere-se a projetos habitacionais voltadospara a população de baixa renda, que pretende garantir o direito à moradia digna e acessível. Esta abordagem não apenas busca atender à necessidade de habitação, mas também fomentar a inclusão social e a coesão comunitária. Este trabalho propõe uma intervenção focada na Requalificação Urbana da Rua Ingu através da HIS, afim de melhorar as condições habitacionais e revitalizar o tecido urbano, criando um ambiente que estimule a convivência, o lazer e o desenvolvimento social e cultural. A estrutura deste trabalho foi pensada apar de explorar profundamente o tema da Requalificação Urbana e da Habitação de Interesse Social. No primeiro capítulo, será realizada uma contextualização abrangente, definindo e discutindo os conceitos de Requalificação Urbana e Habitação de Interesse Social, além da relação para com a outra. Este capítulo abordará também a importância de integrar aspectos como lazer, cultura e meio ambiente, pontos chaves que se destacam como problemática na região escolhida como foco de projeto, destacando como esses elementos são cruciais para o desenvolvimento sustentável da localidade, destacando exemplos da região escolhida como estudo do projeto. A análise da realidade da Rua Ingu, e suas proximidades, como instrumento de projeto, revelará a necessidade de intervenções que promovam não apenas a melhoria física dos espaços, mas também a ressignificação das relações sociais, culturais e de lazer, elementos essenciais para a reconstrução de laços entre os habitantes. O segundo capítulo será subdividido em quatro partes, oferecendo uma visão detalhada do processo de concepção do projeto. Inicialmente, serão apresentados os estudos de caso que serviram de embasamento e similaridade com o tema para a formulação do programa, permitindo uma reflexão sobre soluções já aplicadas em contextos semelhantes. A seguir, serão discutidos o partido arquitetônico adotado, que busca atender às necessidades específicas da comunidade, e os materiais e sistemas estruturais escolhidos, evidenciando a preocupação com a sustentabilidade e a viabilidade econômica do projeto. A finalização do capítulo culminará na apresentação das peças gráficas que ilustram o projeto arquitetônico, urbano e paisagístico, oferecendo uma representação visual das intervenções propostas. Essa estrutura não apenas busca expor soluções práticas, mas também pretende inspirar um novo olhar sobre a requalificação urbana como uma ferramenta de transformação social, reafirmando a habitação digna e o espaço urbano como pilares fundamentais para o desenvolvimento das comunidades. capítulo 1 1.1 contextualização: REQUALIFICAÇÃO URBANA E HABITAÇÃO SOCIAL No Brasil, a pobreza e a desigualdade social obrigam muitas famílias a viverem em situação desoladora e a ocuparem habitações nas quais a precariedade impera em detrimento ao conforto e bem-estar. Atualmente, cerca de 5,1 milhões de famílias encontram-se em situação instável de moradia, saúde e segurança (Censo Demográfico de 2010 pelo IBGE). e entende-se, neste projeto, que isso se deu pela exacerbada expansão do bairro escolhido como escopo de pesquisa, pelo difícil acesso, relacionado às questões econômicas, às habitações dignas e pelo consequente surgimento de grandes agrupamentos que concentram moradias irregulares. A Rua Ingu, situada no bairro da Guaiaúna, no distrito da Penha em São Paulo, ilustra as complexas dinâmicas sociais e urbanas que marcam as áreas periféricas da capital. Fundado em 1667 pelo padre Jacinto Nunes Siqueira, o distrito começou a se desenvolver ao redor da Igreja Nossa Senhora da Penha, e ao longo do tempo, especialmente a partir da década de 1920, viu um aumento considerável na população devido à melhoria da mobilidade. No entanto, esse crescimento foi acompanhado por um fenômeno preocupante: a ocupação desordenada, resultando em uma realidade marcada pelo trabalho informal e por condições habitacionais precárias. Em um contexto em que 23,9% dos habitantes se identificam como pretos e pardos e onde 6,6% dos domicílios estão em assentamentos informais (Segundo dados da pesquisa "Mapa da Desigualdade", da Rede Nossa São Paulo), a necessidade de Requalificação Urbana, focada na Habitação Social, se torna ainda mais urgente. A região da Penha possui um alto índice de desenvolvimento socioeconômico e transporte, incluindo acesso à Linha 3-Vermelha do Metrô, e uma variedade de opções de transporte público. O entorno a qual foi escolhido este projeto enfrenta desafios significativos. Enquanto o bairro abriga uma relativa quantidade de comércio, como shopping, supermercados e o Mercado Municipal, referenciados pelos habitantes da Zona Leste da capital, que aproveitam datas comemorativas e fins de semana para usufruir do comércio, lazer e cultura da região. A área de intervenção é predominantemente residencial, não havendo um equilíbrio entre residência-comércio-lazer, assim carecendo de equipamentos dos dois últimos citados, em especial. Além do tradicional Clube Esportivo da Penha e do Centro Cultural de mesmo nome, e que abriga uma biblioteca e o Teatro Martins Penna, a área de intervenção não possui nenhum espaço de lazer ou cultura nas proximidades, refletindo a carência de recursos em uma região marcada pelo descaso. A questão das áreas verdes na região é igualmente complexa. Embora o Parque Linear Tiquatira, localizado na Avenida Governador Carvalho Pinto, ofereça uma opção de lazer com uma pista multiuso e ciclovia, a concentração de áreas verdes nas proximidades do projeto é desordenada e malconservada. As praças que deveriam servir como espaços de convivência frequentemente se transformam em depósitos de lixo e entulho, refletindo a falta de cuidado e atenção, por parte das autoridades públicas, e a situação de vulnerabilidade da população residente. As ruas, repletas de lixo a céu aberto, evidenciam ainda mais a precariedade das condições de vida. Adicionalmente, um condomínio de classe média baixa localizado nas imediações do projeto destaca-se em meio a um entorno dominado por moradias irregulares e precárias. Esse “vizinho” ao projeto de intervenção, propôs uma solução básica para os principais dilemas das arquiteturas na sociedade: criar um espaço autossuficiente para que os moradores não necessitem sair de casa para ocasiões básicas. O edifício ligeiramente mais alto que a maioria dos vizinhos, possui diversas soluções dentro de si mesma, como academia própria e playground. Entretanto, a autossuficiência causa o afastamento dos moradores para com o externo, e somando ao fato da região ser predominantemente residencial de até dois pavimentos, causa uma dicotomia entre o edifício e o entorno. Outro problemático presente no edifício “vizinho” é a classe social escolhida para representar sua moradia: a classe média baixa. Apesar de não ser um afastamento altamente agravante, o fato de a região somar em sua maioria classes baixas e muito baixas, é um dilema atual. Apesar de carecerem de infraestrutura adequada, também enfrentam sérios problemas de saneamento básico, sendo a área vulnerável a inundações devido à proximidade com o Rio Aricanduva. Nesse cenário, a proposta de Requalificação Urbana com foco em Habitação de Interesse Social busca não apenas suprir a demanda por moradia digna, mas também transformar a área de intervenção em um espaço que promova a qualidade de vida, o bem-estar e a inclusão social, criando um ambiente urbano mais saudável e acessível para todos os moradores. 1.2 Análise urbana 1.2.1 Região O terreno escolhido para o projeto se situa no bairro Guaiaúna, no distrito da Penha, zona leste de São Paulo. A região da Penha está inserida em um contexto territorial estratégico dentro do município, funcionando como um ponto de convergência entre áreas periféricas e o centro expandido da cidade. A proximidade com importantes eixos rodoviários, como a Radial Leste e a Marginal Tietê, além de estações de trem e metrô da Linha Vermelha, posiciona a região como um polo de mobilidade relevante,facilitando o deslocamento dos habitantes para diversas localidades da capital. O território também é marcado por uma mescla de ocupações, combinando áreas residenciais densamente povoadas com setores comerciais e industriais que moldam sua paisagem urbana. Em termos socioeconômicos, a Penha apresenta uma diversidade de perfis, com bairros que vão de classe média consolidada até áreas com menores índices de desenvolvimento, refletindo uma heterogeneidade que escancara ao mesmo tempo o crescimento e a desigualdade social. Essa variação socioeconômica impacta diretamente as demandas por serviços e infraestrutura, exigindo uma gestão pública que atenda tanto a expansão comercial quanto as necessidades de moradia e serviços essenciais para a população de baixa renda. No entanto, a oferta de serviços, comércio e educação de qualidade, bem como a infraestrutura de saúde, são relativamente equilibradas em comparação com outras áreas da cidade. O meio ambiente é um componente importante na análise urbana do Distrito Penha, com destaque para o Parque Ecológico do Tietê, que não só oferece um espaço de preservação ambiental, como também atua muito intencionalmente como área de lazer e convívio social. O verde disponível contribui para a melhoria da qualidade ambiental local, embora haja desafios no que diz respeito à preservação e à integração desses espaços com a malha urbana mais densa. Culturalmente, a Penha é uma das regiões que mais carrega uma forte identidade histórica dentre todas na capital metropolitana, sendo uma das regiões mais antigas da cidade. A presença de espaços culturais, como o Santuário de Nossa Senhora da Penha e o Centro Cultural próximo à paróquia, reforça a importância da região como polo de lazer e cultura. Esses equipamentos, junto a eventos e tradições locais, desempenham papel essencial na promoção da coesão social e no fortalecimento da identidade comunitária. Figura 1: Imagem da região da Penha, em São Paulo 1.2.2 Bairro O projeto se apresenta, especificamente, entre a Rua Ingu (sem número), e a Rua Alfredo de Franco (sem número), possui características urbanas típicas de uma área predominantemente residencial inserida em um contexto de transição entre regiões de menor e maior densidade. O território ao redor da área de intervenção é caracterizada pela proximidade com importantes vias arteriais, como a Avenida Condessa Elizabeth Robiano (antiga Tiquatira), que conecta o bairro à Marginal Tietê e à Radial Leste. Além disso, também está muito próxima ao Viaduto Engenheiro Alberto Badra, que conecta uma das principais vias de acesso para quem vem da Rodovia Fernão Dias. Do ponto de vista socioeconômico, a área reflete uma certa disparidade em relação ao desenvolvimento da região do Distrito da Penha como um todo, especialmente na oferta de serviços públicos e na carência de infraestrutura social. Formado majoritariamente por moradias de classe média, baixa e muito baixa, há uma evidente falta de políticas públicas voltadas para o fomento de moradias populares e de incentivo ao desenvolvimento econômico da área, o que limita as oportunidades de crescimento socioeconômico e contribui para a manutenção de índices de vulnerabilidade social nas imediações. O meio ambiente no bairro contrasta com a região pertencente, tendo como sua principal disparidade o tempo de percurso para habitantes de baixa renda à principal área ambiental da região, o Parque Ecológico do Tietê. Figura 2: Imagem demonstrativa do distanciamento entre a área de intervenção e o Parque Ecológico do Tietê A riqueza ambiental da região contrasta com a situação precária de algumas praças e espaços públicos nas imediações da área do projeto, onde a falta de manutenção adequada é evidente. Figura 3: Imagem da Praça Padre Juan Carlo Guardiola Praças e pequenos espaços de convivência que deveriam funcionar como complementos ao ambiente natural da área enfrentam problemas recorrentes, como acúmulo de lixo e degradação da infraestrutura. Esses locais, muitas vezes negligenciados pela gestão pública, tornam-se pontos de descarte irregular de resíduos, o que compromete a qualidade de vida dos moradores e agrava questões ambientais. O lixo acumulado, além de poluir visualmente o espaço urbano, contribui para o acúmulo de doenças, tornando-se um problema de saúde pública. Figura 4: Imagem da Rua Tiquiá, próxima à Praça da figura anterior A falta de cuidados com esses espaços verdes menores não apenas prejudica a estética urbana, mas também limita o potencial de uso comunitário desses locais, que poderiam ser importantes pontos de convivência social, forçando essas áreas a se tornarem vazios urbanos, locais próprios para a insegurança da população, uso de drogas e etc. Esse contraste entre a riqueza ambiental do entorno e a negligência com as praças locais revela a necessidade urgente de políticas de manutenção contínua e conscientização ambiental, com o objetivo de preservar tanto o meio ambiente quanto a qualidade de vida dos moradores da região e, especificamente, das proximidades da área de intervenção. vincular as imagens no texto para exemplificar melhor o que foi falado. 1.2.3 Entorno imediato O entorno imediato do projeto apresenta características bem definidas em relação ao uso e ocupação do solo, gabarito de altura e massa arbórea. Figura 5: Mapa de uso do uso do entorno imediato Citando o estudo do uso e ocupação do solo, a área é predominantemente residencial, com poucas seções dedicadas ao comércio. A maioria dos comércios localiza-se em vias de baixo acesso, enquanto nas áreas internas prevalecem moradias, resultando em uma exacerbada concentração de moradias de alta concentração de habitantes. O comércio, embora de baixa quantidade, não apresenta demanda significativa a ponto de suprir as necessidades básicas do alto índice de moradias, visto que nenhum dos presentes é de caráter de compra de consumo básico (mercado ou semelhantes). Em relação ao gabarito de altura, há uma predominância de residências de baixo porte, com edificações variando entre 1 e 3 pavimentos. No entanto, há uma exceção importante: um edifício com mais de 10 andares vizinho ao projeto de intervenção, criando um contraste na paisagem urbana, demonstrando a desigualdade social entre as classes média e baixa predominantes na região. Outro ponto a se destacar: residências de baixa renda, em geral, possuem menor número de pavimentos, enquanto moradias de classe média tendem a ter uma volumetria maior, com mais pavimentos, o que gera uma certa variação nas alturas das edificações e reflete a diversidade social da área. Figura 6: Mapas de cheios e vazios e gabarito de altura do entorno imediatoDIAGRAMA DIAGRAMA Quanto à massa arbórea, embora exista uma quantidade considerável de vegetação nas vias públicas e em alguns lotes privados, seu estado de conservação é precário. As árvores, em sua maioria de médio e grande porte, mostram sinais evidentes de degradação, um grave índice de falta de manutenção. Além disso, é comum encontrar lixo espalhado em áreas verdes e canteiros, o que reforça a percepção de abandono e falta de cuidados adequados com a vegetação local. O potencial paisagístico e ambiental da massa arbórea é relevante e promissor, mas sua condição atual compromete a qualidade ambiental do entorno. Figura 7: Imagens demonstrativas de pontos de risco no entorno da área de intervenção 1.3 Análise do terreno A figura 08 apresenta o entorno imediato por foto satélite, no qual podemos perceber as áreas verdes, e os gabaritos. O terreno do projeto tem área de 18.750 m2 aproximadamente, pegando o lote vazio entre a Rua Ingu e a Rua Doutor Ismael Dias, além do lote que representa o que hoje é a Praça Júlio Botelho. Também é dado como parte do escopo de projeto a primária parte regular do Viaduto Engenheiro Alberto Badra. Figura 8: Entorno imediato com foco na área de intervenção Com relação aos índices urbanísticos, é possível demonstrar os parâmetros, segundo a legislação presente no Plano Diretor. Por se tratarde uma Zona Especial de Interesse Social, é o ambiente perfeito para a implantação de uma Habitação de Interesse Social como escopo principal de projeto, sendo possível ser implementados inúmeras soluções de intervenção. Figura 9: Índices urbanísticos do projeto Por fim, com relação ao posicionamento solar, seguindo a figura 10, percebe-se a influência do edifício maior no projeto em si, sendo influenciado principalmente nos horários da manhã, onde as sombras começam a ser projetadas. Por se tratar de uma edificação muito alta, é preciso ser pensado a planificação das edificações na área de maior peso construtivo, com o intuito de melhor aproveitamento das fachadas leste e norte. Figura 10: Mapeamento de índice solar seguindo os solstícios de verão e inverno capítulo 2 2.1 Programa arquitetônico 2.1.1 Estudos de caso Antes de apresentar o programa, é necessário contextualizá-lo. Apresente os estudos de caso analisados e que serviram de base para o projeto proposto no TFG. É relevante apresentar também as plantas/cortes setorizados e uma análise dos projetos selecionados. Com o intuito de chegar ao projeto de pesquisa proposto com grande embasamento, uma pesquisa através do tema visou examinar e contextualizar dois casos bem estruturados de arquitetura habitacional social na cidade de São Paulo, com o objetivo de analisar as soluções projetuais e os impactos urbanísticos promovidos por esses empreendimentos. Os estudos de caso escolhidos para esta análise são o Conjunto Habitacional Jardim Edite, localizado na Zona Sul de São Paulo, e o Conjunto Residencial Comandante Taylor, também situado no município de são paulo. Esses conjuntos habitacionais foram desenvolvidos como resposta à necessidade de promover habitação social de qualidade às áreas urbanas densamente ocupadas, onde a escassez de moradias e a ocupação irregular geram grandes desafios socioeconômicos, ambientais e espaciais. Tais empreendimentos se destacam pela capacidade de integrar, de forma articulada, soluções arquitetônicas que promovem qualidade de vida para os moradores e mitigam o déficit habitacional, promovendo, simultaneamente, a revitalização e integração com o entorno. 2.1.1.1 CONJUNTO HABITACIONAL JARDIM EDITE – SÃO PAULO, SP Figura 10: Vista do Conjunto Habitacional Jardim Edite O Conjunto Habitacional Jardim Edite, situa-se onde anteriormente ficava a favela Jardim Edite. Ressignificando a moradia enquanto reafirma a permanência dos moradores de baixa renda provenientes da antiga favela, o complexo está inserido em um bairro nobre da cidade de São Paulo e, para fazer a integração entre o conjunto com seus vizinhos da alta classe o projeto articulou a verticalização do programa de moradia a um embasamento constituído por três equipamentos públicos – restaurante escola, unidade básica de saúde e creche – orientados tanto para a comunidade moradora como para o público das empresas próximas, inserindo o Conjunto na economia e no cotidiano da região. O terreno está inserido em uma Zona de Interesse Scial, podendo ter sido construído até 4 vezes a área de seu terreno, entretanto por escolhas projetuais, os arquitetos definiram o desenvolvimento de uma proposta que se relacionasse de igual para igual com os edifícios ao redor. Figura 11: O programa configura-se em três torres (T1,T2 e T3) e duas lâminas (L1 e L2), além disso também se encontra o Restaurante-Escola (A), a Unidade Básica de Saúde (B) e a creche (C) – Desenhos de Renata Coradin As 252 unidades habitacionais de aproximadamente 50 m2, se encontram com elementos integratórios adjacentes: uma ubs de 1300 m2 e um restaurante escola de 850 m2. O pavimento de cobertura desses equipamentos, como um térreo elevado do condomínio residencial, interliga todos os edifícios habitacionais em cada quadra, conferindo à convivência dos moradores uma adequada reserva em meio à escala metropolitana da área circundante. = Figura 12: Tabela e Gráfico demonstrando a setorização do Conjunto A proposta arquitetônica do Jardim Edite incorporou diretrizes que promovem a qualidade de vida dos moradores, como a oferta de unidades habitacionais com ventilação e iluminação natural adequada, além da inclusão de áreas verdes e espaços coletivos que favorecem o convívio social e promovem a sensação de segurança e pertencimento. Figura 13: Setorização do programa -– Desenhos de Renata Coradin Em termos ambientais, o Conjunto também representa uma importante contribuição. A presença de áreas verdes e de infraestrutura sustentável reduz os impactos ambientais típicos de áreas urbanas densas, colaborando para a melhoria da qualidade do ar e para a diminuição do efeito de ilhas de calor. A integração de soluções arquitetônicas sustentáveis, como o aproveitamento da luz natural, o uso de materiais locais e a instalação de sistemas de captação de água pluvial, reflete uma preocupação com a sustentabilidade, que contribui tanto para a preservação ambiental quanto para a redução de custos operacionais para os moradores. 2.1.1.2 ConJUNTO RESIDENCIAL COMANDANTE TAYLOR – SÃO PAULO, SP Figura 14: Vista do Conjunto Residencial Comandante Taylor - O Conjunto Residencial Comandante Taylor está inserido onde antes fora uma empresa de terraplanagem, foi desapropriado pela Prefeitura de São Paulo para a construção da edificação. Figura 15: O programa organiza-se a partir de blocos divididos de A a X, além de um Centro Comunitário (1), um Centro de Atividades para Idosos (2) e um Playground (3) - – Desenhos de Renata Coradin A região de Heliópolis apresenta inúmeras intervenções, entretanto o Conjunto Residencial Comandante Taylor se destaca, em especial por sua configuração diferenciada. O conjunto é composto por 421 unidades habitacionais, com 2 matrizes diferentes de planta das unidades e área privativa variável de 48 a 50 m². Catorze destas unidades atenderão ao programa especialmente dedicado a idosos que vivem sozinhos, com 29 m² de área privativa com sala-quarto, banheiro, cozinha e área de serviço. Figura 16: Tabela e Gráfico demonstrando a setorização do Conjunto As áreas não residenciais foram decididas e reaproveitadas a partir dos canteiros e edificações da antiga empresa de terraplanagem, o que auxiliou o embasamento do programa e do planejamento da construção do edifício. Figura 17: Setorização do programa em planta – Desenhos de Renata Coradin O projeto do Conjunto Comandante Taylor buscou abordar as necessidades habitacionais de forma holística, priorizando o bem-estar dos residentes e incentivando a convivência comunitária. Com unidades habitacionais projetadas para otimizar ventilação, iluminação natural e conforto térmico, o conjunto fornece condições adequadas de habitação que impactam positivamente na saúde e na qualidade de vida dos usuários. Além disso, o complexo residencial é dotado de áreas comuns e espaços verdes que incentivam o convívio social e a criação de vínculos comunitários, elementos essenciais para a construção de um ambiente urbano saudável e integrado. 2.1.2 programa A crescente urbanização das cidades brasileiras, acompanhada pela alta densidade populacional e pela desigualdade socioeconômica, gerou uma série de áreas urbanas subutilizadas, caracterizadas pela escassez de infraestrutura básica, como comércio, serviços e áreas de lazer. Estas regiões, geralmente habitadas por populações de baixa renda, enfrentam uma precariedade habitacional e urbana que impacta diretamente a qualidade de vida dos moradores, limitando seu acesso a bens, serviços e oportunidades. Frente a essa situação, o projeto de Requalificação Urbana aliada à Habitação de Interesse Social têm ganhado destaque como alternativas para a reorganização e a valorização desses espaços, promovendo inclusão social e melhorando a experiência urbana. Neste contexto, o programa deste projeto de conclusão propõe um Conjunto Habitacional de Interesse Social que integra o desenvolvimento habitacional com a requalificação urbana, sabendo as incongruênciasde infraestrutura local e promovendo uma ocupação mais equilibrada e sustentável. A proposta contempla não apenas unidades habitacionais com qualidade de design e funcionalidade, com ventilação e iluminação natural adequadas, mas também um conjunto de serviços e espaços públicos que correspondem às demandas dos moradores e fomentam a integração dos habitantes com o entorno. A inserção de comércios, unidades de serviços públicos, e áreas de lazer e convivência no mesmo complexo habitacional busca criar um ambiente autossuficiente, porém diferenciando-se de seu “vizinho”, não sendo um polo fechado e isolado, mas que reúna é integre a população, sendo ela moradora local ou não. Além das residências, o projeto propõe a instalação de um espaço de uso misto no térreo, com áreas comerciais que possam abrigar pequenos comerciantes, padarias, farmácias e outros estabelecimentos que atendam às necessidades básicas da população. Ao mesmo tempo, são previstas áreas destinadas a serviços comunitários e espaços públicos, como quadras e praças, que incentivem a convivência e ofereçam alternativas de lazer e de socialização. O projeto visa, assim, não apenas prover habitação, mas consolidar um ambiente urbano capaz de oferecer condições dignas de vida, potencializando o desenvolvimento social e econômico local e ampliando as oportunidades para os moradores. Em comparação com as unidades habitacionais Jardim Edite e Comandante Taylor, observam-se similaridades e especificidades que destacam o papel dos projetos de habitação social como instrumentos de requalificação urbana, em especial o aspecto social, como cerne principal a melhora na qualidade de vida da população e a preservação do meio ambiente. No Conjunto Habitacional Jardim Edite, o tópico foi realizado em uma área central, previamente ocupada por moradias informais, onde o projeto focou na reintegração dos moradores ao espaço urbano consolidado, promovendo inclusão social e evitando deslocamentos para a periferia. O Conjunto conta com unidades habitacionais que priorizam o conforto ambiental e espaços de convivência, contribuindo para a qualidade de vida dos residentes e para a revitalização da área. Seguindo o mesmo princípio, o Conjunto Residencial Comandante Taylor também incorporou estratégias que visam o bem-estar dos moradores, com áreas comuns e unidades bem projetadas, e destaca-se pelo uso de práticas de construção sustentável e pelo incentivo ao convívio social. Contudo, a proposta atual diferencia-se ao incluir uma infraestrutura mais ampla de comércio e serviços diretamente no complexo habitacional, em resposta a uma demanda específica da região de implementação, caracterizada pela ausência de serviços essenciais e de espaços de lazer. Ao criar um ambiente de uso misto, esta proposta procura não só oferecer habitação, mas também prover uma infraestrutura urbana que atenda às necessidades dos moradores e que tenha potencial para dinamizar a economia local. Essa abordagem amplia a função do conjunto habitacional, transformando-o em um polo multifuncional que beneficia tanto os residentes quanto a comunidade do entorno, promovendo uma ocupação urbana mais eficiente e integrada. Figura 18: Tabela demonstrando a setorização do Projeto. Mm 2.2 Partido arquitetônico O projeto tem como premissa a de implementar um sistema sustentável e econômico, que leve conforto e qualidade de vida não só para os moradores, mas àqueles que usufruirão do espaço público como um todo. A implantação do conjunto habitacional foi estrategicamente planejada para responder às contrariedades do entorno, já citadas no capítulo anterior e utilizar ao máximo o terreno envoltório. A principal entrada foi posicionada na Praça Júlio Botelho, área degradada e subutilizada, que será revitalizada como ponto central de convívio. Esse acesso promove uma conexão direta entre o espaço público e os usos comerciais, sendo a porta para o mercado, as lojas e o parque. Um segundo acesso, localizado na Rua Ingu, foi projetado exclusivamente para os moradores, garantindo privacidade e controle dos fluxos internos. A organização programática do projeto foi estruturada de forma vertical, com dois tipos de edificações que dialogam entre si e com o entorno. 2.2.1. Unidade Habitacional 01 - Edifício Circulari Composta por três torres circulares idênticas, o Edifício Circular possui uma forma ambígua e diferenciada, abrigando 321 unidades habitacionais de 50 m² cada, projetadas para otimizar a funcionalidade dos espaços internos e atender às necessidades habitacionais de maneira eficiente. A estrutura adota a alvenaria convencional para as paredes externas e internas, pilares de 30 x 60 cm e lajes nervuradas, que possibilitam vencer os vãos e criar ambientes internos amplos e flexíveis. O uso de lajes nervuradas também contribui para a leveza estrutural e eficiência construtiva. As unidades habitacionais possuem sala de estar, dormitórios com varandas integradas, cozinha, banheiro e área de serviço. As varandas foram projetadas para maximizar a entrada de luz natural e promover ventilação cruzada, melhorando o conforto térmico e reduzindo a necessidade de iluminação artificial. As Áreas molhadas, como banheiros e cozinhas, foram equipadas com shafts para instalações hidráulicas e elétricas, centralizando os sistemas prediais e facilitando a manutenção. As torres circulares foram posicionadas de forma a minimizar as sombras projetadas e maximizar o aproveitamento da ventilação e iluminação naturais. Áreas verdes e ajardinadas ao redor das torres oferecem espaços de convivência e lazer para os moradores. Além disso, a área de térreo residencial do Edifício Circulare possui um sistema viário próprio, com faixa de pedestres para evitar acidentes provenientes da entrada de veículos. 2.2.2. Unidade Habitacional 02 – Edifício ∞: O Edifício Infinito é composto por duas lâminas sinuosas, totalizando 33 unidades habitacionais de 60 m². O térreo abriga 22 unidades comerciais, integrando a proposta de usos mistos do projeto. Seu formato singular se juntam e se moldam um com o outro, formando unidos o símbolo do infinito. As unidades possuem um dormitório, sala de estar, cozinha, banheiro, área de serviço e uma varanda contínua, que percorre toda a fachada principal. Essa varanda funciona como uma extensão dos ambientes internos e oferece proteção solar, iluminação natural uniforme e ventilação cruzada eficiente. Seguindo a lógica das torres circulares, o edifício utiliza alvenaria convencional, pilares de 30 x 60 cm e lajes nervuradas, garantindo fluidez e estética ao projeto. Unidades Comerciais: O térreo foi projetado para acomodar 22 unidades comerciais de 80 m² cada, destinadas a diversos tipos de serviços e comércios, como lojas de artigos diversos, farmácia, restaurantes, lavanderia, pet shop e academia. A diversidade comercial foi planejada para atender às necessidades diárias dos moradores e além, ajudando a fomentar o comércio local, por essa razão as unidades comerciais não possuem marcas ou representantes, são formadas por profissionais pequenos, não estabelecidos em franquias. O formato dos edifícios cria áreas de convivência abertas e dinâmicas entre as lâminas, promovendo integração social e interação funcional com o entorno urbano, as áreas de lazer e esporte em especial. A disposição sinuosa favorece a circulação de pedestres e proporciona uma experiência espacial única para os moradores e visitantes. 2.3 Características Construtivas: Materiais e estrutura Do ponto de vista construtivo, o projeto utiliza uma estrutura de concreto pré-moldado, escolhida pela sua eficiência e sustentabilidade. Os pilares retangulares e circulares no mercado térreo vencem grandes vãos, criando ambientes amplos e multifuncionais. As lajes nervuradas complementam o sistema estrutural, assegurando leveza e economia de materiais. O projeto como um todo adota uma estrutura de concreto pré-moldado, projetada para integrar funcionalidade, eficiência construtivae sustentabilidade, elementos fundamentais ao partido arquitetônico da área de intervenção. O sistema estrutural foi desenvolvido com pilares de seção retangular, medindo 30 x 60 cm, e pilares circulares no térreo do Edifício Circulare. Estes últimos desempenham um papel duplo: suportam vãos de até 12 metros, proporcionando grandes áreas livres essenciais para as funções comerciais e de lazer, e agregar uma estética diferenciada que reflete o dinamismo e a fluidez buscados no conjunto arquitetônico. As lajes nervuradas, utilizadas tanto nos pavimentos residenciais quanto nos comerciais, foram escolhidas por sua eficiência estrutural. Este tipo de laje permite vencer grandes vãos sem a necessidade de apoios intermediários, reduzindo o peso da estrutura e aumentando a flexibilidade na organização interna dos ambientes. Nas áreas comerciais do térreo, essa solução cria espaços amplos e adaptáveis, enquanto, nos pavimentos superiores, possibilita plantas habitacionais otimizadas e funcionais, atendendo às diferentes demandas de uso do edifício. A alvenaria convencional em concreto foi empregada nas paredes externas e internas, assegurando a agilidade e a compatibilidade com o sistema de concreto pré-moldado. Essa escolha também contribui para a racionalização dos processos construtivos e para a viabilidade econômica do projeto. Nas áreas molhadas, como banheiros, cozinhas e áreas de serviço, a implantação de shafts centralizados para as instalações hidráulicas e elétricas facilita o acesso para manutenções, reduzindo intervenções na estrutura e melhorando a eficiência operacional do edifício. A relação entre a estrutura e o partido arquitetônico é evidente em cada detalhe do projeto. Nos edifícios circulares, o sistema estrutural é crucial para a distribuição uniforme de cargas, permitindo uma planta que favorece a ventilação cruzada e a iluminação natural. Essa configuração promove o conforto térmico e a sustentabilidade ambiental, ao mesmo tempo que dialoga com a estética moderna e funcional, com um estilo nunca visto nesse modelo antes. Já no Edifício Infinito, o desafio estrutural decorrente da geometria sinuosa foi resolvido com a integração estratégica de pilares e lajes nervuradas, permitindo a criação de espaços abertos no térreo sem comprometer a estabilidade do conjunto. Esse bloco abriga tanto as unidades habitacionais quanto as comerciais, o que demandou um sistema que oferecesse flexibilidade para diferentes usos. A organização vertical e a disposição espacial fluida tornam a estrutura uma extensão natural do partido arquitetônico, enfatizando a integração entre os espaços privados e públicos. Porém, o formato de “S” ou “~” não foi pensado dessa forma apenas por sua disposição fluida. Os edifícios estão dispostos no restante do terreno até a extinta ligação da Rua Alfredo de Franco por umas razão: seu formato sinuoso consegue integrar o espaço comercial com o espaço público, gerando pequenas praças em seu intermédio que se ligam diretamente às lojas do Edifício que está a sua frente. Por fim, o sistema estrutural não é apenas um componente técnico do projeto, mas um elemento que suporta e reforça as intenções arquitetônicas e urbanísticas. Ele assegura a funcionalidade dos espaços, a sustentabilidade do conjunto e a qualidade formal do empreendimento, contribuindo para a criação de um ambiente integrado, eficiente e visualmente impactante. A materialidade e a estrutura dos edifícios foram concebidas de maneira detalhada para atender a critérios conceituais, funcionais e estéticos, integrando sustentabilidade, conforto ambiental e diálogo com o entorno. Ambas as edificações refletem escolhas arquitetônicas conscientes, baseadas nas demandas climáticas locais e nas funções específicas de cada espaço. No Edifício Circulare, a materialidade do térreo, destinado ao mercado, utiliza predominantemente cobogós de cerâmica na composição da fachada, além dos vidros presentes nas portas de entrada ao mercado. Esse elemento construtivo foi escolhido por suas propriedades termodinâmicas, permitindo ventilação cruzada e entrada de luz natural de forma controlada. O cobogó desempenha uma função híbrida: técnica, ao contribuir para o conforto térmico, e estética, ao criar uma identidade visual que remete à tradição arquitetônica de regiões tropicais, onde esse material é amplamente aplicado. Nos andares residenciais, a fachada ganha complexidade ao incorporar diferentes materiais de forma estratégica. As áreas de alvenaria são revestidas com brises verticais de madeira reflorestada, que desempenham um papel estético. Esse material, além de promover conforto térmico, está alinhado a práticas sustentáveis, uma vez que a madeira reflorestada é um recurso renovável que reduz o impacto ambiental. A composição das varandas é complementada por guarda-corpos em vidro transparente, que proporcionam continuidade visual entre o interior das unidades habitacionais e o entorno, promovendo maior integração com a paisagem e contribuindo para a leveza visual da edificação. Um destaque singular do Edifício Circulare é a presença de janelões do tipo maxim-ar, que se estende verticalmente, quase completamente do piso ao teto. Esse elemento arquitetônico foi introduzido para maximizar a entrada de luz natural e a ventilação dos ambientes internos, sendo uma solução funcional que também agrega valor estético à fachada. A abertura para o lado externo amplia a eficiência da ventilação cruzada, reforçando o desempenho térmico do edifício, enquanto sua dimensão confere uma estética contemporânea e imponente. No Edifício Infinito, a materialidade reflete um equilíbrio entre solidez no térreo e leveza nos pavimentos superiores, reforçando a hierarquia visual e funcional da edificação. No térreo, o revestimento em pedra natural reutilizada durante a construção do edifício foi escolhido por sua durabilidade, resistência e capacidade de criar uma base visual robusta. Além de atender às demandas estruturais e estéticas, a pedra natural estabelece uma relação simbólica com o entorno, remetendo a materiais de origem local e trazendo uma textura que enriquece a percepção tátil e visual do edifício. Nos andares residenciais, a estratégia de materialidade envolve a aplicação de acabamento em pintura natural nas áreas de alvenaria. Essa escolha reflete uma abordagem minimalista, que privilegia a pedra natural como ponto chave. O uso da pintura natural também possibilita a adoção de cores neutras e claras, otimizando o desempenho térmico por meio da redução da absorção de calor. Assim como no Edifício Circulare, as varandas são delimitadas por guarda-corpos em vidro, que promovem transparência, ampliam a integração visual com o entorno e reforçam a sensação de leveza na composição arquitetônica. Ambos os edifícios foram projetados com ênfase na eficiência climática e na sustentabilidade, utilizando materiais que não apenas cumprem funções estéticas e estruturais, mas também contribuem para o desempenho térmico e energético. A escolha de elementos como madeira reflorestada, cobogós de cerâmica reutilizada, pedra natural reciclada e vidro demonstra um compromisso com práticas arquitetônicas que equilibram inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Além disso, a composição das fachadas, com sua variação de materiais e elementos, reflete uma preocupação direta com o público, o bem estar daqueles que irão usufruir dos espaços. Essas soluções materializam princípios fundamentais da arquitetura contemporânea, onde funcionalidade, estética e sustentabilidade convergem em projetos que atendem tanto às necessidades do presente quanto às expectativas futuras de eficiência e integração ambiental. PEÇAS GRÁFICAS 2 REQUALIFICAÇÃO URBANA CONSIDERAÇÕES FINAIS Este trabalho final de graduação buscou entender, compreender e olhar através do comum para as populações mais carentes. Ao projetaralgo tão significativo, academicamente falando, foi possível perceber as nuances, dificuldades e particularidades necessárias para se efetuar um projeto. Para além dos fins acadêmicos, vale citar que o presente trabalho também parte de um pensamento a muito idealizado: o querer projetar e o querer dar aos menos abastados a oportunidade de ter qualidade de vida e usufruir de espaços que originalmente não pertenciam ou não eram lhes dado afora do trabalho. Como visto ao longo desta monografia, a questão habitacional aos mais pobres não é manejado da maneira adequada, ou pelo menos, a mais puro projetar para dar qualidade de vida aos moradores. Frente a isso, é papel da arquitetura coexistir para todos os indivíduos, independente da cor, sexualidade, gênero e classe social, e é dever do arquiteto desenvolver os projetos que promovam qualidade de vida e especialmente sustentabilidade. Em tempos mais antigos, era comum questionar a importância e a necessidade do estudo e implementação do Urbanismo conjuntamente com a Arquitetura. A alguns anos esse questionamento parou de fazer sentido para a comunidade e passou a ser uma necessidade, visto às mudanças climáticas e mudanças geopolíticas que vêm se agravando nas últimas décadas. Por essa razão, este trabalho foi pensado para unir a Arquitetura e o Urbanismo, o projetar com o sustentável, com o intuito de melhorar a qualidade de vida da sociedade. Por fim, é inquestionável a importância e a necessidade que o arquiteto urbanista tem de estudar. O mundo vem se desenvolvendo rápido, seja para o bem ou para o mau, fato é que o tempo não para, as necessidades não param, o desenvolvimento não para, e isso é o que deve ser o motor condutor do arquiteto urbanista. REFERÊNCIAS CARVALHO, P, José. Sistema Modular: Habitacional amovível de baixo custo. Portugal, Maio 2012. Dissertação. Acessado em: 14 de Maio 2024. Disponível em: https://comum.rcaap.pt/handle/10400.26/8807 CORADIN, F, Renata. Habitar Social: A produção contemporânea na cidade de São Paulo. São Paulo, 2014. Dissertação. Acessado em: 10 Out. 2024. CHING, F. D. K. Arquitetura de Interiores Ilustrada. 4 ed. Porto Alegre: Bookman, 2019. DELAQUA, Victor. Habitação de Interesse Social Sustentável / 24.7 arquitetura design; 15 Set 2013. ArchDaily Brasil. Acessado em 14 Mar 2024. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-141035/habitacao-de-interesse-social-sustentavel-slash-24-dot-7-arquitetura-design Equipe Revista Prefeitos de São Paulo; 15 Dez 2021. Revista Prefeitos de São Paulo. Acessado em 01 Dez 2024. Disponível em: https://www.revistaprefeitosdesaopaulo.com.br/centro-cultural-penha-instala-estatua-em-homenagem-a-itamar-assumpcao/ JALICO. Conheça a história da Penha. 16 Jul 2019. Acessado em 10 Out 2024. Jalico Empreendimentos. Disponível em: https://www.jalico.com.br/blog/bairros/conheca-a-historia-da-penha/ MOREIRA, Susanna. O que é Habitação de Interesse Social?. 10 Out 2020. ArchDaily Brasil. Acessado em 14 Out. 2024. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/925932/o-que-e-habitacao-de-interesse-social PORTO, Ana Carla. Ecodesign Aplicado às Habitações de Interesse Social. Dez. 2020. Acessado em 14 Mar 2024. Disponível em: https://even3.blob.core.windows.net/anais/501043.pdf RIBAS, Daniela. Um em cada cinco brasileiros mora em habitação precária, como casas de madeira e sem banheiro. 12 de novembro de 2020. Jornal OGlobo. Acessado em 24 de Out. de 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/um-em-cada-cinco-brasileiros-mora-em-habitacao-precaria-como-casas-de-madeira-ou-sem-banheiro-24741245 SÁTYRO, M. Doralice. A periferização e a fragmentação da cidade: loteamentos fechados, conjuntos habitacionais populares e loteamentos irregulares na cidade de Campina Grande-PB, Brasil. João Pessoa-PB, Brasil. 2009. Acessado em 15 de Out. 2024. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/35945954/Doralice_Maia-_Periferizacao_e_Fragmentacao_CG_GEOCRITICA_2010_2-libre. SILVEIRA, Daniel. Brasil tem mais de 5,1 milhões de domicílios em situação precária, aponta IBGE. Rio de Janeiro: G1, 2020. Acessado em 24 de Abril 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/05/19/brasil-tem-mais-de-51-milhoes-de-domicilios-em-situacao-precaria-aponta-ibge.gh image2.png image3.png image4.jpg image5.jpeg image6.jpeg image7.png image8.png image9.jpg image10.png image11.png image12.png image13.jpeg image14.png image15.png image16.png image17.jpeg image18.jpg image19.png image20.jpeg image21.png image22.emf SETOR AMBIENTE ÁREA (m²) QTD. (un.) SUBTOTAL (m²) Diretor 15,72 1 15,72 Sala de reuniões 18,66 1 18,66 Hall de Atendimento 112,96 1 112,96 Área de alimentação 75,00 2 150 Cozinha 52,88 2 105,76 Sanitários 32,96 4 131,84 Vestiários 38,60 2 77,2 Salas 72,45 20 1449 Depósito / Despensa 13,88 2 27,76 Descarte de resíduos 14,58 1 14,58 Recepção 737,00 1 737 Farmácia 45,92 1 45,92 Vacinação 43,76 1 43,76 Almoxarifado 17,76 1 17,76 Administração 31,84 2 63,68 Sala de reuniões 36,79 2 73,58 Consultórios 51,84 20 1036,8 Espera 747,76 2 1495,52 Vestiários 32,86 2 65,712 Sanitários 51,84 4 207,36 Serviço de apoio 645,92 1 645,92 Depósito 31,84 2 63,68 Cozinha 51,03 1 51,03 Despensa 29,16 1 29,16 Recepção 11,25 1 11,25 Depósito 11,88 1 11,88 Secretaria 25,66 1 25,66 Refeitório 435,52 1 435,52 Cantina 34,77 1 34,77 Pátio Coberto 979,20 1 979,2 Espaço de Convivência 890,00 1 890 Salas de aula 65,45 20 1309 Sanitários 52,88 4 211,52 Berçario 304,80 2 609,6 Vestiários 43,40 2 86,8 Área Social 32,00 20 640 Área Íntima 29,70 20 594 Área de Serviço 14,78 20 295,6 Área Social 25,13 16 402,08 Área Íntima 27,63 16 442,08 Área de Serviço 12,95 16 207,2 Área Social 26,13 16 418,08 Área Íntima 27,40 16 438,4 Área de Serviço 9,33 16 149,28 Área Social 22,77 20 455,4 Área Íntima 26,35 20 527 Área de Serviço 12,88 20 257,6 Área Social 27,13 12 325,56 Área Íntima 27,63 12 331,56 Área de Serviço 12,95 12 155,4 Pátios 4905,00 1 4905 Circulação horizontal e vertical3864,40 1 3864,4 Total 25694,20 100,00% 4,09% 3,91% 4,83% 3,16% 34,13% 1051,36 1005,76 1240,00 812,52 8769,40 T i p o 2 A - T o r r e T i p o 3 A - L â m i n a 1 T i p o 3 B - L â m i n a 2 T i p o 4 D - L â m i n a C i r c u l a ç ã o SUBTOTAL (%) R e s t a u r a n t e - E s c o l a U B S C r e c h e T i p o 1 - T o r r e 2103,48 4496,69 4685,39 1529,60 8,19% 17,50% 18,24% 5,95% image23.png image24.png image25.png image26.emf SETOR AMBIENTE ÁREA (m²) QTD. (un.) SUBTOTAL (m²) L a z e r Playground 132,00 1 132 132,00 0,45% Recepção 25,60 1 25,6 Quadra 45,92 1 45,92 Salas culturais 83,76 1 83,76 Almoxarifado 17,50 1 17,5 Administração 21,90 1 21,9 Sala de reuniões 35,56 1 35,56 Cozinha 65,00 15 975 Refeitório 45,67 1 45,67 Vestiários 42,86 2 85,712 Sanitários 51,67 2 103,34 Depósito 21,84 1 21,84 Cozinha 53,00 1 53 Despensa 30,16 1 30,16 Recepção 15,56 1 15,56 Depósito 15,12 1 15,12 Secretaria 35,12 1 35,12 Refeitório 155,52 1 155,52 Cantina 23,56 1 23,56 Pátio Coberto 179,20 1 179,2 Espaço de Convivência 100,00 1 100 Salas de acolhimento 44,78 8 358,24 Sanitários 34,96 2 69,92 Salas de atendimento 65,00 2 130 Vestiários 34,40 2 68,8 Área Social 25,49 252 6423,48 Área Íntima 21,31 252 5370,12 Área de Serviço 6,82 252 1718,64 Área Social 26,00 40 1040 Área Íntima 26,90 40 1076 Área de Serviço 10,80 40 432 Área Social 26,13 2 52,26 Área Íntima 25,40 2 50,8 Área de Serviço 10,36 2 20,72 Área Social 25,67 1 25,67 Área Íntima 26,83 1 26,83 Área de Serviço 11,55 1 11,55 Área Social 26,73 52 1389,96 Área Íntima 27,65 52 1437,8 Área de Serviço 12,66 52 658,32 Área Social 27,90 12 334,8 Área Íntima 27,65 12 331,8 Área de Serviço 12,92 12 155,04 Área Social 24,56 6 147,36 ÁreaÍntima 28,63 6 171,78 Área de Serviço 12,80 6 76,8 Área Social 25,77 7 180,39 Área Íntima 27,97 7 195,79 Área de Serviço 12,34 7 86,38 Pátios 759,30 1 759,3 Circulação horizontal e vertical4302,40 1 4302,4 Total 29303,99 100,00% 1,58% 17,27% 0,42% 0,22% 11,90% 2,80% 1,35% T i p o 2 D C i r c u l a ç ã o 1461,80 1234,20 13512,24 2548,00 123,78 64,05 3486,08 821,64 395,94 462,56 5061,70 T i p o 1 C T i p o 1 F T i p o 2 A T i p o 2 B T i p o 2 C SUBTOTAL (%) C e n t r o C o m u n i t á r i o C e n t r o d e A t i v i d a d e s p a r a I d o s o s T i p o 1 A T i p o 1 B 4,99% 4,21% 46,11% 8,70% image27.png image28.emf SETOR AMBIENTE ÁREA (m²) QTD. (un.) SUBTOTAL (m²) Playground 80,00 1 80 80,00 0,14% Área de esportes 350,00 1 350 350,00 0,61% Área de convívio 450,00 1 450 450,00 0,78% Passagem 800,00 1 800 Praça 1200,00 1 1200 Área de descanso 85,00 2 170 Sanitários 30,00 1 30 Vegetação 2000,00 1 2000 Loja de roupas 80,00 1 80 Lanchonete 80,00 1 80 Loja de calçados 80,00 1 80 Café 80,00 1 80 Restaurante 80,00 1 80 Supermercado 1500,00 1 1500 Padaria 80,00 1 80 Loja de jogos 80,00 1 80 Sorveteria 80,00 1 80 Açougue 80,00 1 80 Loja de móveis 80,00 1 80 Farmácia 80,00 1 80 Petshop 80,00 1 80 Perfumaria 80,00 1 80 Cafeteria 80,00 1 80 Bicicletaria 80,00 1 80 Loja de artigos esportivos 80,00 1 80 Loja de instrumentos musicais 80,00 1 80 Loja de materiais de construção 80,00 1 80 Bar 80,00 1 80 Academia de crossfit 80,00 1 80 Salão de beleza e estética 80,00 1 80 Sanitários 80,00 1 80 Guarita 40,00 3 120 Vestiários 10,00 22 220 Térreo livre 300,00 1 300 Bicicletário 30,00 1 30 Estacionamento 200,00 1 200 Área Social 20,00 321 6420 Área Íntima 20,00 321 6420 Área de Serviço 11,00 321 3531 Área Social 30,00 33 990 Área Íntima 20,00 33 660 Área de Serviço 12,00 33 396 Espaços livres 1250,00 1 1250 Salas técnicas 60,00 7 420 Cozinha comunitária 80,00 1 80 Lavanderia comunitária 80,00 1 80 Doca 80,00 3 240 Coleta de lixo 70,00 1 70 Reciclagem 70,00 1 70 Reservatório de água 100,00 7 700 Circulação horizontal e vertical 3000,00 5 15000 Total 57702,00 100,00% 28,37% 3,55% 31,73% T ip o 1 T ip o 2 C ir cu la çã o e S a la s 5585,00 4130,00 16371,00 2046,00 18310,00 SUBTOTAL (%) L a ze r In te g ra çõ e s e m e lh o ri a s C o m é rc io s e S e rv iç o s 9,68% 7,16% image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image1.png