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REVISÃO ENEM 2024 
 
PROFESSOR PAULO RICARDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H23 – Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público alvo, 
pela análise dos procedimentos argumentativos utilizados. 
 
 
Campanha publicitária 
 
O enunciado da questão quer o objetivo da campanha: 
 
1. Identificar o público alvo 
2. Lembrar o papel das publicidades 
3. Lembrar verbos – chave: estimular, conscientizar, convencer, alertar, persuadir... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
 
 
Campanhas publicitárias podem evidenciar problemas sociais. O cartaz tem como finalidade 
 
A) alertar os homens agressores sobre as consequências de seus atos. 
B) conscientizar a população sobre a necessidade de denunciar a violência doméstica. 
C) instruir as mulheres sobre o que fazer em casos de agressão. 
D) despertar nas crianças a capacidade de reconhecer atos de violência doméstica. 
E) exigir das autoridades ações preventivas contra a violência doméstica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
 
 
Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais 
o da violência sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para 
 
A) informar crianças vítimas de abuso sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para 
erradicá-la. 
B) denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na 
cadeia. 
C) dar a devida dimensão do que é abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da 
denúncia. 
D) destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado 
dos responsáveis nesse período. 
E) chamar a atenção para o fato de o abuso infantil ocorrer durante o sono, sendo confundido por 
algumas crianças com um pesadelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H24 - Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do 
público, tais como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras. 
 
Campanha publicitária 
 
O enunciado da questão quer a estratégia utilizada na campanha: 
 
1. Atentar para metáforas, ironias, ambiguidades, intertextualidades 
2. Levar em consideração textos verbais e não verbais 
3. Levar em consideração o nível de linguagem (culto/coloquial...) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
 
 
Utilização de determinadas variedades linguísticas em campanhas educativas tem a função de 
atingir o público-alvo de forma mais direta e eficaz. No caso desse texto, identifica-se essa estratégia 
pelo(a) 
 
A) discurso formal da língua portuguesa. 
B) registro padrão próprio da língua escrita. 
C) seleção lexical restrita à esfera da medicina. 
D) fidelidade ao jargão da linguagem publicitária. 
E) uso de marcas linguísticas típicas da oralidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H18 – Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a 
organização e estruturação de textos de diferentes gêneros e tipos. 
 
Tipos de textos 
 
1. Narrativo 
 
• Conta uma história – tem personagens, tempo e espaço. 
• Costuma apresentar a progressão temática por meio de verbos e pronomes. 
• No Enem, os gêneros textuais narrativos mais comuns são crônicas e contos. 
 
2. Descritivo 
 
• Descreve uma pessoa, um objeto, um local, um acontecimento. 
• Apresenta muitos substantivos e adjetivos. 
• Divide-se em descritivos objetivos e descritivos subjetivos. 
• No Enem, os gêneros textuais descritivos mais comuns são poesias e biografias. 
 
3. Dissertativo argumentativo 
 
• Aborda determinado assunto, apresentando argumentos em defesa de um ponto de vista. 
• No Enem, os gêneros textuais argumentativos mais comuns são artigos e resenhas. 
 
4. Dissertativo expositivo 
 
• Aborda determinado assunto sem argumentação a favor de uma tese. 
• No Enem, o gênero textual expositivo mais comum é a notícia. 
 
5. Injuntivo 
 
• Objetiva ensinar ou instruir. Também pode ter a finalidade de levar o leitor a uma ação. 
• No Enem, o gênero textual injuntivo mais comum é a publicidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
PRIMA JULIETA 
Prima Julieta irradiava um fascínio singular. Era a feminilidade em pessoa. Quando a conheci, 
sendo ainda garoto e já sensibilíssimo ao charme feminino, teria ela uns trinta ou trinta e dois anos 
de idade. 
Apenas pelo seu andar percebia-se que era uma deusa, diz Virgílio de outra mulher. Prima 
julieta caminhava em ritmo lento, agitando a cabeça para trás, remando os belos braços brancos. A 
cabeleira loura incluía reflexos metálicos. Ancas poderosas. Os olhos de um verde azulado 
borboleteavam. A voz rouca e ácida, em dois planos: voz de pessoa da alta sociedade. 
MENDES, M. A idade de serrote. Rio de Janeiro: sabiá, 1968. 
 
Entre os elementos constitutivos dos gêneros, está o modo como se organiza a própria composição 
textual, tendo-se em vista o objetivo de seu autor: narrar, descrever, argumentar, explicar, instruir. 
No trecho, reconhece-se uma sequência textual 
 
A) explicativa, em que se expõe informações objetivas referentes à prima Julieta. 
B) instrucional, em que se ensina o comportamento feminino, inspirado em prima Julieta. 
C) narrativa, em que se contam fatos que, no decorrer do tempo, envolvem prima Julieta. 
D) descritiva, em que se constrói a imagem de prima Julieta a partir do que os sentidos do enunciado 
captam. 
E) argumentativa, em que se defende a opinião do enunciador sobre prima Julieta, buscando-se a 
adesão do leitor a essas ideias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e 
passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele. 
O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, 
tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando 
o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela 
controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me 
comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, 
até que ele dizia, vermelho: 
- Cale-se ou expulso a senhora da sala. Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me 
mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se 
tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Não o 
amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente 
proteger um adulto, com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros 
tão curvos. 
LISPECTOR, C. Os desastres de Sofia. In: A legião estrangeira. São Paulo: Ática, 1997. 
 
Entre os elementos constitutivos dos gêneros está a sua própria estrutura composicional, que pode 
apresentar um ou mais tipos textuais, considerando-se o objetivo do autor. Nesse fragmento, a 
sequência textual que caracteriza o gênero conto é a 
 
A) expositiva, em que se apresentam as razões da atitude provocativa da aluna. 
B) injuntiva, em que se busca demonstrar uma ordem dada pelo professor à aluna. 
C) descritiva, em que se constrói a imagem do professor com base nos sentidos da narradora. 
D) argumentativa, em que se defende a opinião da enunciadora sobre o personagem-professor. 
E) narrativa, em que se contam fatos ocorridos com o professor e a aluna em certo tempo e lugar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GÊNEROS TEXTUAIS mais comuns no Enem 
 
1. Resenha – Texto que apresenta síntese crítica de uma obra. 
 
2. Notícia – Texto que expõeum fato / um acontecimento; texto expositivo; impessoal. 
 
3. Poesia – Texto em versos; linguagem poética – presença de metáforas; preocupação com a 
estética do texto (predomínio da função poética da linguagem). 
 
4. Publicidade – Texto injuntivo que objetiva, comumente, levar o receptor a uma ação; predomínio 
da função conativa da linguagem. 
 
5. Crônica – Texto que mistura narração com trechos reflexivos, às vezes até argumentativos. Texto 
“leve”, com marcas de coloquialidade. Aborda assuntos do cotidiano. 
 
6. Conto – Texto literário curto, de caráter narrativo, com início, meio e fim. Apresenta poucos 
personagens, que atuam num espaço reduzido. 
 
7. Charge / Tirinha – Texto humorístico. No Enem, seu objetivo é apresentar uma crítica social, 
principalmente no campo político. Nesses textos, o humor costuma ser construído na parte final, 
onde há uma quebra de expectativa elaborada pelo leitor. O desfecho é inesperado. Em geral, as 
estratégias utilizadas para atingir o humor (a quebra de expectativa) são paródias, 
ambiguidades, ironias e caricaturas (exageros). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
RECLAME 
Se o mundo não vai bem 
a seus olhos, use lentes 
... ou transforme o mundo. 
ótica olho vivo 
agradece a preferência. 
CHACAL. Disponível em: www.escritas.org. Acesso em: 14 ago. 2014. 
 
Os gêneros podem ser híbridos, mesclando características de diferentes composições textuais que 
circulam socialmente. Nesse poema, o autor preservou, do gênero publicitário, a seguinte 
característica: 
 
A) Extensão do texto. 
B) Emprego da injunção. 
C) Apresentação do título. 
D) Disposição das palavras. 
E) Pontuação dos períodos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.escritas.org/
ENEM 
O EXERCÍCIO DA CRÔNICA 
Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de 
um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, 
criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se diante de sua 
máquina, acende um cigarro, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato 
qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas 
artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. 
MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991. 
 
Nesse trecho, Vinícios de Moraes exercita a crônica para pensá-la como gênero e prática. Do ponto 
de vista dele, cabe ao cronista 
 
A) criar fatos com a imaginação. 
B) reproduzir as notícias dos jornais. 
C) escrever em linguagem coloquial. 
D) construir personagens verossímeis. 
E) ressignificar o cotidiano pela escrita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
CARROÇA SEM CAVALO 
Conta-se que, em noites frias de inverno, descia um forte nevoeiro trazido pelo mar e, nessa 
noite, ouviam-se muitos barulhos estranhos. Os moradores da cidade de São Francisco, que é a 
cidade mais antiga de Santa Catarina, eram acordados de madrugada com um barulho perturbador. 
Ao abrirem a janela de casa, os moradores assustavam-se com a cena: viam uma carroça andando 
sem cavalo e sem ninguém puxando... Andava sozinha! Na carroça, havia objetos barulhentos, 
como panelas, bules, inclusive alguns objetos amarrados do lado de fora da carroça. O medo 
dominou a pequena cidade. Conta-se ainda que um carroceiro foi morto a coices pelo seu cavalo, 
por maltratar o animal. Nas noites de manifestação da assombração, a carroça saía de um nevoeiro, 
assustava a população e, depois de um tempo, voltava a desaparecer no nevoeiro. 
Disponível em; www.gazetaonline.com.br. Acesso em: 12 dez, 2017 (adaptado). 
 
Considerando-se que os diversos gêneros que circulam na sociedade cumprem uma função social 
específica, esse texto tem por função 
 
A) abordar histórias reais. 
B) informar acontecimentos. 
C) questionar crenças populares. 
D) narrar histórias do imaginário social. 
E) situar fatos de interesse da sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.gazetaonline.com.br/
H1 – Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de 
caracterização dos sistemas de comunicação. 
 
Principais recursos expressivos: 
 
1. Repetição de palavras ou expressões – o objetivo, normalmente, é dar ênfase à ideia central 
do texto. 
 
2. Quebra de expectativa – o objetivo, em geral, é provocar humor. É corriqueiro em textos 
humorísticos. 
 
3. Variedade linguística em desacordo com situação de uso – via de regra, tem por finalidade 
o humor. 
 
4. Intertextualidade – promove diálogo entre textos. 
 
5. Figuras de linguagem – geralmente o uso de ironia, que ajuda na formação da crítica pretendida 
pelo autor. 
 
6. Neologismo – palavra “nova” inventada pelo autor. 
 
7. Exemplificação – tem por finalidade reforçar a argumentação do autor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
A tentação é comer direto da fonte. A tentação é comer direto na lei. E o castigo é não querer 
mais parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível. 
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. 
 
O romance a Paixão Segundo G. H. é a tentativa de dar forma ao inenarrável, esbarrando a 
todo momento no limite intransponível das palavras. Tal paradoxo, vale dizer, é o que funda toda 
literatura clariciana. 
ROSENBAUM, Y. No território das pulsões. In: Clarice Lispector. Cadernos de Literatura Brasileira. Instituto Moreira Salles. Edição Especial, 
cadernos 17 e 18, dez 2004, p. 266. 
 
A repetição de palavras é um dos traços constantes na obra de Clarice Lispector e remete à 
impossibilidade de descrever a experiência vivida. A repetição de “comer”, no trecho citado, sugere 
 
A) união de significados contrários realizados para reforçar o sentido da palavra. 
B) realce de significado obtido pela gradação de diferentes expressões articuladas em sequência. 
C) ausência de significação em consequência do acréscimo de novas expressões relacionadas em 
cadeia. 
D) equívoco no emprego do verbo em consequência do acúmulo de significados relacionados em 
sequência. 
E) uniformidade de sentido expressa pela impossibilidade de transformação do significado 
denotativo do verbo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
DÚVIDA 
Dois compadres viajavam de carro por uma estrada de fazenda quando um bicho cruzou a 
frente do carro. Um dos compadres falou: 
- Passou um largato ali! 
O outro perguntou: 
- Lagarto ou largato? 
O primeiro respondeu: 
- Num sei não, o bicho passou muito rápido. 
Piadas coloridas. Rio de Janeiro: Gênero, 2006. 
 
Na piada, a quebra de expectativa contribui para produzir o efeito de humor. Esse efeito ocorre 
porque um dos personagens 
 
A) reconhece a espécie do animal avistado. 
B) tem dúvida sobre a pronúncia do nome do réptil. 
C) desconsidera o conteúdo linguístico da pergunta. 
D) constata o fato de um bicho cruzar a frente do carro. 
E) apresenta duas possibilidades de sentido para a mesma palavra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Prezada senhorita, 
Tenho a honra de comunicar a V. S. que resolvi, de acordo com o que foi conversado com seu 
ilustre progenitor, o tabelião juramentado Francisco Guedes, estabelecido à Rua da Praia, número 
632, dar por encerrados nossos entendimentos de noivados. Como passei a ser o contabilista-chefe 
dos Armazéns Penalva, conceituada firma desta praça, não me restará, em face dos novos e 
pesados encargos, tempo útil para os deveres conjugais. 
Outrossim, participo que vou continuar trabalhando no varejo da mancebia, como vinha 
fazendo desde que me formei em contabilidade em 17 de maio de 1932, em solenidade presidida 
pelo Exmo. Sr. Presidentedo Estado e outras autoridades civis e militares, bem assim como 
representantes da Associação dos Varejistas e da Sociedade cultural e Recreativa José de Alencar. 
Sem mais, creia-me de V. S. patrício e admirador, 
Sabugosa de Castro 
CARVALHO, J. C. Amor de contabilista. In: Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. 
 
A exploração da variação linguística é um elemento que pode provocar situações cômicas. Nesse 
texto, o tom de humor decorre da incompatibilidade entre 
 
A) o objetivo de informar e a escolha do gênero textual. 
B) a linguagem empregada e os papéis sociais dos interlocutores. 
C) o emprego de expressões antigas e a temática desenvolvida no texto. 
D) as formas de tratamento utilizadas e as exigências estruturais da carta. 
E) o rigor quanto aos aspectos formais do texto e a profissão do remetente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Primeiro surgiu o homem nu de cabeça baixa. Deus veio num raio. Então apareceram os bichos 
que comiam os homens. E se fez o fogo, as especiarias, a roupa, a espada e o dever. Em seguida 
se criou a filosofia, que explicava como não fazer o que não devia ser feito. Então surgiram os 
números racionais e a História, organizando os eventos sem sentido. A fome desde sempre, das 
coisas e das pessoas. Foram inventados o calmante e o estimulante. E alguém apagou a luz. E 
cada um se vira como pode, arrancando as cascas das feridas que alcança. 
BONASSI, F. 15 cenas do descobrimento de Brasis. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores contos do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 
 
A narrativa enxuta e dinâmica de Fernando Bonassi configura um painel evolutivo da história da 
humanidade. Nele, a projeção do olhar contemporâneo manifesta uma percepção que 
 
A) recorre à tradição bíblica como fonte de inspiração para a humanidade. 
B) desconstrói o discurso da filosofia a fim de questionar o conceito de dever. 
C) resgata a metodologia da história para denunciar as atitudes irracionais. 
D) transita entre o humor e a ironia para celebrar o caos da vida cotidiana. 
E) satiriza a matemática e a medicina para desmistificar o saber científico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
 
 
O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal 
reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma-padrão da língua, esse uso é inadequado, 
pois 
 
A) contraria o uso previsto para o registro oral da língua. 
B) contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto. 
C) gera inadequação na concordância com o verbo. 
D) gera ambiguidade na leitura do texto. 
E) apresenta dupla marcação de sujeito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H19 – Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de 
interlocução. 
 
 
 
FUNÇÕES DA LINGUAGEM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FUNÇÃO DA LINGUAGEM diz respeito à intenção da linguagem e à maneira como ela se relaciona 
com os elementos da comunicação 
 
São 6 as funções de linguagem. 
 
1. REFERENCIAL – relacionada ao referente, ao contexto, ao assunto. 
2. EMOTIVA – relacionada ao emissor (enunciador). 
3. FÁTICA – relacionada ao canal de comunicação. 
4. CONATIVA – relacionada ao receptor. 
5. METALINGUÍSTICA – relacionada ao código. 
6. POÉTICA – relacionada à mensagem. 
 
Obs.: Não confundir com figuras de linguagem (metáfora, metonímia, hipérbole...) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
aniversário (s.m.) 
 
é o dia em que recebo o maior número de ligações no meu 
celular. é sinônimo de doce. é festejar o próprio ser. é receber os 
abraços mais gostosos. é um bolo de chocolate vegano 
(obrigado, mãe). é quando eu esqueço o que não importa. é o 
dia em que eu me dou folga das folgas que a vida não me dá. é 
quando seus amigos se juntam para comprar a nova coleção de 
livros do Harry Potter para você (valeu, galera)! é a felicidade 
fazendo visita. 
 
é um balão imaginário que tem gosto de amor e cheirinho de 
infância. 
DOEDERLEIN, J. Olivro dos ressignificados. São Paulo: Parábola, 2017. 
 
Nessa simulação de verbete de dicionário, não há a predominância da função metalinguística da 
linguagem, como seria de se esperar. Identificam-se elementos que subvertem o gênero por meio 
da incorporação marcante de características da função 
 
A) conativa, como em “(valeu, galera)!”. 
B) referencial, como em “é festejar o próprio ser.” 
C) poética, como em “é a felicidade fazendo vista.” 
D) emotiva, como em “é quando eu esqueço o que não importa.” 
E) fática, como em “é o dia que (sic) recebo o maior número de ligações no meu celular.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
PEQUENO CONCERTO QUE VIROU CANÇÃO 
Não, não há por que mentir ou esconder 
A dor que foi maior do que é capaz meu coração 
Não, nem há por que seguir cantando só para explicar 
Não vai nunca entender de amor quem nunca soube amar 
Ah, eu vou voltar pra mim 
Seguir sozinho assim 
Até me consumir ou consumir toda essa dor 
Até sentir de novo o coração capaz de amor 
VANDRÉ, G. Disponível em http://www.letras.com.br. Acesso em 29 jun. 2011. 
 
Na canção de Geraldo Vandré, tem-se a manifestação da função poética da linguagem, que é 
percebida na elaboração artística e criativa da mensagem, por meio de combinações sonoras e 
rítmicas. Pela análise do texto, entretanto, percebe-se, também, a presença marcante da função 
emotiva ou expressiva, por meio da qual o emissor 
 
A) imprime à canção as marcas de sua atitude pessoal, seus sentimentos. 
B) transmite informações objetivas sobre o tema de que trata a canção. 
C) busca persuadir o receptor da canção a adotar um certo comportamento. 
D) procura explicar a própria linguagem que utiliza para construir a canção. 
E) objetiva verificar ou fortalecer a eficiência da mensagem veiculada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.letras.com.br/
ENEM 
EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS 
Expressões idiomáticas ou idiomatismo são expressões que se caracterizam por não identificar 
seu significado através de suas palavras individuais ou no sentido literal. Não é possível traduzi-las 
em outra língua e se originam de gírias e culturas de cada região. Nas diversas regiões do país, há 
várias expressões idiomáticas que integram os chamados dialetos. 
Disponível em www.brasilescola.com. Acesso em 24 abr. 2010. (adaptado) 
 
O texto esclarece o leitor sobre as expressões idiomáticas, utilizando-se de um recurso 
metalinguístico que se caracteriza por 
 
A) influenciar o leitor sobre atitudes a serem tomadas em relação ao preconceito contra os falantes 
que utilizam expressões idiomáticas. 
B) externar atitudes preconceituosas em relação às classes menos favorecidas que utilizam 
expressões idiomáticas. 
C) divulgar as várias expressões idiomáticas existentes e controlar a atenção do interlocutor, 
ativando o canal de comunicação entre ambos. 
D) definir o que são expressões idiomáticas e como elas fazem parte do cotidiano do falante 
pertencente a grupos regionais diferentes. 
E) preocupar-se em elaborar esteticamente os sentidos das expressões idiomáticas existentes em 
regiões distintas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.brasilescola.com/
H25 – Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam 
as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro. 
 
H26 – Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social. 
 
H27 – Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações 
de comunicação. 
 
 
 
 
 
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 
 
Variante social 
 
Neste caso, há a influência de questões como classe social, hábitos culturais,círculos de 
amizades, entre outros. A gíria e o jargão profissional configuram os melhores exemplos da variante 
social, pois são códigos usados – e muitas vezes criados – por um determinado grupo reunido por 
interesses que podem ser os mais diversos. 
 
Variações socioculturais mais comuns: 
 
a) Troca do L pelo R – broco (bloco) 
b) Troca do LH pelo I – muié (mulher) 
c) Paroxitonização de proparoxítonas – arve (árvore) 
d) Economia na concordância – as casa, passou os anos 
e) Desnasalização – garage (garagem), pastage (pastagem) 
f) Uso do pronome reto no lugar do oblíquo – eu vi ela 
g) Eliminação de erres finais – vou saí, vou te pagá 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As mina pira no carnaval; engravida na primavera, e os mano some. 
 
As meninas não se cuidam quando fazem sexo no carnaval, acabam engravidando e são 
abandonadas pelo pai da criança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Irerê, meu passarinho do sertão do Cariri, 
Irerê, meu companheiro, 
Cadê viola? Cadê meu bem? Cadê Maria? 
Ai triste sorte a do violeiro cantadô! 
Ah! Sem a viola em que cantava o seu amô, 
Ah! Seu assobio é tua flauta de irerê: 
Que tua flauta do sertão quando assobia, 
Ah! A gente sofre sem querê! 
Ah! Teu canto chega lá no fundo do sertão, 
Ah! Como uma brisa amolecendo o coração, 
Ah! Ah! 
Irerê, solta teu canto! 
Canta mais! Canta mais! 
Prá alembrá o Cariri! 
VILLA-LOBOS, H. Bachianas Brasileiras n.5 para soprano e oito violentos(1938-1945). Disponível em: http://euterpe.blog.br. Acesso em 23 abril 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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VARIANTE REGIONAL/GEOGRÁFICA 
 
É a variante influenciada pelo espaço geográfico do falante e que, em um país de proporções 
continentais como o Brasil, torna-se ainda mais sensível aos conhecedores do idioma. As principais 
marcas de variantes regionais são o sotaque, fenômeno fonético de especificidade de pronúncia 
(por exemplo pastel, que no RJ é pronunciado “paxtel”), e o vocabulário, que pode trazer 
expressões específicas (vide uso de trem pelos mineiros, que significa “bagagem”) ou variações na 
nomenclatura dos mais variados itens (aipim, no sul = macaxeira, no nordeste = mandioca, no 
centro-oeste). No Nordeste, passar dificuldade é “comer água”; avexado é “apressado”. No Rio 
Grande do Sul, cachorro é “cusco”. Em Portugal, criança é “puto”; cueca é “calcinha”. 
Cabe ressaltar também que as diferenças entre a Língua Portuguesa falada no Brasil e demais 
países lusófonos também se configuram como variações regionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OUTRA DO ANALISTA DE BAGÉ 
Existem muitas histórias sobre o analista de Bagé, mas não sei se todas são verdadeiras. 
Seus métodos são certamente pouco ortodoxos, embora ele mesmo se descreva como "freudiano 
barbaridade". E parece que dão certo, pois sua clientela aumenta. Foi ele que desenvolveu a terapia 
do joelhaço. 
Diz que quando recebe um paciente novo no seu consultório a primeira coisa que o 
analista de Bagé faz é lhe dar um joelhaço. Em paciente homem, claro, pois em mulher, segundo 
ele, "só se bate pra descarregá energia". Depois do joelhaço o paciente é levado, dobrado ao meio, 
para o divã coberto com um pelego. 
- Te abanca, índio velho, que tá incluído no preço. 
- Ai - diz o paciente. 
- Toma um mate? 
- Na-não... - geme o paciente. 
- Respira fundo, tchê. Enche o bucho que passa. 
O paciente respira fundo. O analista de Bagé pergunta: 
- Agora, qual é o causo? 
Luis Fernando Verissimo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
MANDIOCA – MAIS UM PRESENTE DA AMAZÔNIA 
Aipim, castelinha, macaxeira, maniva, maniveira. As designações da Manihot utilissima podem 
variar de região, no Brasil, mas uma delas deve ser levada em conta em todo território nacional: 
pão-de-pobre – e por motivos óbvios. 
Rica em fécula, a mandioca – uma planta rústica e nativa da Amazônia disseminada no mundo 
inteiro, especialmente pelos colonizadores portugueses – é a base de sustento de muitos brasileiros 
e o único alimento disponível para mais de 600 milhões de pessoas em vários pontos do planeta, e 
em particular em algumas regiões da África. 
O melhor do Globo Rural. Fev. 2005 (fragmento). 
 
De acordo com o texto, há no Brasil uma variedade de nomes para a Manihot utilissima, nome 
científico da mandioca. Esse fenômeno revela que 
 
A) existem variedades regionais para nomear uma mesma espécie de planta. 
B) mandioca é nome específico para a espécie existente na região amazônica. 
C) “pão-de-pobre” é designação específica para a planta da região amazônica. 
D) os nomes designam espécies diferentes da planta, conforme a região. 
E) a planta é nomeada conforme as particularidades que apresenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
ASSUM PRETO 
Tudo em vorta é só beleza 
Sol de abril e a mata em frô 
Mas assum preto, cego dos óio 
Num vendo a luz, ai, canta de dor 
 
Tarvez por ignorança 
Ou mardade das pió 
Furaro os óio do assum preto 
Pra ele assim, ai, cantá mio 
 
Assum preto veve sorto 
Mas num pode avuá 
Mil veiz a sina de uma gaiola 
Desde que o céu, ai, pudesse oiá 
GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em: www.luizgonzaga.mus.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (fragmento). 
 
As marcas da variedade linguística registradas pelos compositores de Assum preto resultam da 
aplicação de um conjunto de princípios ou regras gerais que alteram a pronúncia, a morfologia, a 
sintaxe ou o léxico. No texto, é resultado de uma mesma regra a 
 
A) pronúncia das palavras “vorta” e “veve”. 
B) pronúncia das palavras “tarvez” e “sorto”. 
C) flexão verbal encontrada em “furaro” e “cantá”. 
D) redundância nas expressões “cego dos óio” e “mata em frô”. 
E) pronúncia das palavras “ignorança” e “avuá”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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H20 – Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e 
da identidade nacional. 
 
 
 
 
 
 
 
PATRIMÔNIO LINGUÍSTICO E CULTURAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Patrimônio cultural são bens de natureza material e imaterial, portadores de referência à identidade 
e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. 
 
Assim, ao nosso patrimônio linguístico, por exemplo, pertencem expressões de origem portuguesa, 
africana, italiana, árabe, indígena, entre outras. 
 
São, portanto, elementos formadores de nossa memória cultural e de nossa identidade como povo. 
 
No Enem, memória e identidade estão intimamente ligados. 
 
Em questões do Enem, é comum a apresentação de textos que tratam dos seguintes assuntos: 
 
1. Escravidão – violência contra os negros e o poder de resistência deles. 
2. Palavras de origem africana. 
3. Palavras de origem indígena. 
4. Imigrantes. 
5. Significado de palavras ou expressões aleatórias. 
 
Em questões que cobrem essa habilidade, fique atento a alternativas que citem: 
 
1. Formação de nossa identidade. 
2. Formação de nossa memória cultural (conhecimento de nossa história). 
3. Formação de nosso patrimônio linguístico e cultural (contribuições linguísticas e culturais). 
4. Inventário (levantamento) de nosso patrimônio linguístico e cultural – material e imaterial. 
5. Diversidade linguística e cultural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
A forte presença de palavras indígenas e africanas e de termos trazidos pelos imigrantes a 
partir do século XIX é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o português de Portugal. 
Mas, olhando para a história dos empréstimos que o português brasileirorecebeu de línguas 
europeias a partir do século XX, outra diferença também aparece: com a vinda ao Brasil da família 
real portuguesa (1808) e, particularmente, com a Independência, Portugal deixou de ser o 
intermediário obrigatório da assimilação desses empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram 
a divergir, não só por terem sofrido influências diferentes, mas também pela maneira como reagiram 
a elas. 
ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006. 
 
Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, são importantes na constituição do 
português do Brasil porque 
 
A) deixaram marcas da história vivida pela nação, como a colonização e a imigração. 
B) transformaram em um só idioma línguas diferentes, como as africanas, as indígenas e as 
europeias. 
C) promoveram uma língua acessível a falantes de origens distintas, como o africano, o indígena e 
o europeu. 
D) guardaram uma relação de identidade entre os falantes do português do Brasil e os do português 
do Portugal. 
E) tornaram a língua do Brasil mais complexa do que as línguas de outros países que também 
tiveram colonização portuguesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Quer evitar pesadelos? Então não durma de barriga para cima. Este é o conselho de quem 
garante ter sido atacado pela Pisadeira. A meliante costuma agir em São Paulo e Minas Gerais. 
Suas vítimas preferidas são aquelas que comeram de mais antes de dormir. Desce do telhado – seu 
esconderijo usual – e pisa com muita força no peito e na barriga do incauto adormecido, provocando 
os pesadelos. Há controvérsias sobre sua aparência. De acordo com alguns, é uma mulher bem 
gorda. Já o escritor Cornélio Pires forneceu a seguinte descrição da malfeitora: “Essa é ua muié 
muito magra, que tem os dedos cumprido e seco cum cada unhão! Tem as perna curta, cabelo 
desgadeiado, quexo revirado pra riba e nari magro munto arcado; sobranceia cerrado e zoio 
aceso...” Pelo sim, pelo não, caro amigo... barriga para baixo e bons sonhos. 
Almanaque de Cultura Popular. Ano 10, out. 2008, nº114. 
 
Considerando-se que as variedades linguísticas existentes no Brasil constituem patrimônio cultural, 
a descrição da personagem lendária, Pisadeira, nas palavras do escritor Cornélio Pires, 
 
A) mostra hábitos linguísticos atribuídos à personagem lendária. 
B) ironiza vocabulário usado no registro escrito de descrição de personagens. 
C) associa a aparência desagradável da personagem ao desprestígio da cultura brasileira. 
D) sugere críticas ao tema da superstição como integrante da cultura de comunidades interioranas. 
E) valoriza a memória e as identidades nacionais pelo registro escrito de variedades linguísticas 
pouco prestigiadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H9 – Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de 
necessidades cotidianas de um grupo social. 
 
H10 – Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das 
necessidades cinestésicas. 
 
H11 – Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os 
limites de desempenho e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos. 
 
 
 
PRÁTICAS CORPORAIS E A LINGUAGEM DO CORPO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
H9 – Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de 
necessidades cotidianas de um grupo social. 
 
Indica a importância das manifestações corporais na relação com a sociedade, as quais influenciam 
e são influenciadas pela cultura: brincadeiras e jogos, esportes, ginástica, danças, lutas e esportes 
de aventura. 
 
 
H10 – Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das 
necessidades cinestésicas. 
 
O Enem quer que o candidato compreenda a importância da atividade física para o cuidado com a 
saúde e para a promoção da qualidade de vida. Aqui o sedentarismo, a preocupação exagerada 
com a estética têm presença constante nas provas. 
 
 
H11 – Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os 
limites de desempenho e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos. 
 
O Enem quer que a linguagem corporal seja entendida como fator importante de interação social 
nas atividades cotidianas, em qualquer que seja o grupo social. Aqui entram questões ligadas aos 
esportes, à diversidade sociocultural, às questões de gênero, por exemplo. Além disso, nessa 
habilidade, manifestações artísticas e lúdicas, como dança, brincadeiras, folclore, também 
aparecem relacionadas a práticas corporais. 
 
Essas três habilidades estão resumidas na competência 3: 
 
Compreender e usar a linguagem corporal como relevante para a própria vida, integradora social e 
formadora da identidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. SAÚDE 
 
A. Exercícios físicos – devem adequar-se ao gênero e à idade dos praticantes; devem-se respeitar 
os limites físicos (aptidão física). 
B. Saúde e estética – preocupar-se exageradamente com a estética do corpo não é bem visto pelo 
Enem. 
C. Levando em conta a competência 3, o mais importante é o valor da linguagem corporal como 
manifestação de expressão individual e artística, além de manifestação causadora de integração 
social. 
D. Visão ampliada de saúde – a saúde depende de fatores sociais e econômicos. 
 
2. INCLUSÃO SOCIAL 
 
Práticas corporais são fatores relevantes de inclusão social; democratização de atividades físicas, 
democratização de espaços e condições para essas atividades são preocupações do Enem. 
 
3. IDENTIDADE SOCIAL 
 
Para o Enem, a linguagem do corpo reafirma a identidade social: na dança, o frevo, entre ouros 
fatores, reafirma a identidade pernambucana; no futebol, o grenal afirma a identidade gaúcha. Estes 
são alguns exemplos de como a banca relaciona práticas corporais com identidade social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
O debate sobre o conceito de saúde refere-se à importância de minimizar a simplificação que 
abrange o entendimento do senso comum sobre esse fenômeno. É possível entendê-lo de modo 
reducionista, tão somente, à luz dos pressupostos biológicos e das associações estatísticas 
presentes nos estudos epidemiológicos. Os problemas que daí decorrem são: a) o foco centra-se 
na doença; b) a culpabilização do indivíduo frente à sua própria doença; c) a crença na possibilidade 
de resolução do problema encerrando-se uma suposta causa, a qual recai no processo de 
medicalização; d) a naturalização da doença; e) o ceticismo em relação à contribuição de diferentes 
saberes para auxiliar na compreensão dos fenômenos relacionados à saúde. 
BAGRICHEVSKY, M. et al. Considerações teóricas acerca das questões relacionadas à promoção da saúde. In. BAGRICHEVSKY, M.; PALMA, A.; 
ESTEVÃO, A. (Org.). A saúde em debate na educação física. Blumenau: Edibes, 2003. 
 
O texto apresenta uma reflexão crítica sobre o conceito de saúde, que deve ser entendida mediante 
 
A) dados estatísticos presentes em estudos epidemiológicos. 
B) pressupostos relacionados à ausência de doenças nos indivíduos. 
C) responsabilização dos indivíduos pela adoção de hábitos saudáveis. 
D) intervenção da medicina nos diferentes processos que acometem a saúde. 
E) compreensão dos fenômenos socias, políticos e econômicos relacionados à saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Aptidão física é a capacidade de realizar as tarefas do dia a dia com o mínimo de fadiga e 
desconforto. E isso é obtido a partir da constituição física, incluída aí a herança genética. Ter aptidão 
física é estar com o coração, pulmões, vasos sanguíneos e músculos prontos para suportar, sem 
problemas, as atividades que o corpo realiza. Trata-se de uma condição relativa e mutável, que 
pode sermelhorada e ampliada conforme o interesse de cada um. Um artista de circo precisa de 
aptidão para pedalar com o monociclo na corda bamba sem cair; alguém na plateia pode querer 
apenas acompanhar sua turma em um passeio de bicicleta até uma cachoeira. Ou seja, é você 
quem decide quão apto quer estar para suas atividades. 
SABA, F. Mexa-se: atividade física, saúde e bem-estar. São Paulo: Phorte, 2008. 
 
A busca por uma melhoria da qualidade de vida exige que as pessoas procurem por um 
aprimoramento da sua aptidão física, e para isso é necessário que 
 
A) sejam incorporadas as atividades cotidianas de trabalho a séries de exercício físico. 
B) sejam adotados horários fixos para a execução de exercícios corporais, além da genética 
apropriada. 
C) haja dedicação predominante à prática de exercícios de musculação em relação aos exercícios 
aeróbicos. 
D) haja estímulos ao indivíduo para o desempenho de atividades consonantes com suas 
necessidades e capacidades físicas. 
E) tenham prioridade, no programa de treinamento, as modalidades esportivas de caráter individual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
No Brasil, a origem do funk e do hip-hop remota aos anos 1970, quando da proliferação dos 
chamados “bailes black” nas periferias dos grandes centros urbanos. Embalados pela black music 
americana, milhares de jovens encontravam nos bailes de final de semana uma alternativa de lazer 
antes inexistente. Em cidades como o Rio de Janeiro ou São Paulo, formavam-se equipes de som 
que promoviam bailes onde foi se disseminando um estilo que buscava a valorização da cultura 
negra, tanto na música como nas roupas e nos penteados. No Rio de Janeiro ficou conhecido como 
“Black Rio”. A indústria fonográfica descobriu o filão e, lançando discos de “equipe” com as músicas 
de sucesso nos bailes, difundia a moda pelo restante do país. 
DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005. 
 
A presença da cultura hip-hop no Brasil caracteriza-se como uma forma de 
 
A) lazer gerada pela diversidade de práticas artísticas nas periferias urbanas. 
B) entretenimento inventada pela indústria fonográfica nacional. 
C) subversão de sua proposta original já nos primeiros bailes. 
D) afirmação de identidade dos jovens que a praticam. 
E) reprodução da cultura musical norte-americana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Buscar melhorar as habilidades de movimento, encarar as dificuldades que se apresentam em 
um jogo, propor-se a correr o risco de ganhar ou de perder são requisitos que tornam um jogador 
mais hábil a cada dia e um ser humano mais competente. Saber lidar com o erro e a derrota como 
processo de evolução para vencer e atingir metas é outro fator positivo da competição esportiva. Ao 
participar de um jogo acontece de se errar em arremesso, um chute a gol, um passe ao colega, mas 
pode-se dizer que é possível crescer através das falhas e da derrota, com as quais se aprende a 
superar as decorações e tirar proveito do erro como aprendizado para novas tentativas. 
BREGOLATO, R. A. Cultura corporal de esporte. São Paulo: Ícone, 2007 (adaptado). 
 
O esporte é um fenômeno social que pode ser praticado nos mais variados contextos. O texto o 
apresenta como uma forma de manifestação da atividade física que 
 
A) direciona para os riscos resultantes das situações vivenciadas no jogo, tendo em vista a 
necessidade de vitória. 
B) visa à performance e ao rendimento, pois exige resultados cada vez melhores dos atletas nele 
envolvidos. 
C) valoriza os princípios de educação, colaboração e autonomia, numa perspectiva de crescimento 
pessoal. 
D) prioriza o espetáculo e o rendimento na competição esportiva, como processo de melhoria das 
habilidades. 
E) retrata a importância de vencer em uma situação de competição, como forma de aprimorar o 
aprendizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
CONCEITOS E IMPORTÂNCIAS DAS LUTAS 
Antes de se tornarem esportes, as lutas ou as artes marciais tiveram duas conotações 
principais: eram praticadas com o objetivo guerreiro ou tinham um apelo filosófico como concepção 
de vida bastante significativo. 
Atualmente, nos deparamos com a grande expansão das artes marciais em nível mundial. As 
raízes orientais foram se disseminando, ora pela necessidade de luta pela sobrevivência ou para a 
“defesa pessoal”, ora pela possibilidade de ter as artes marciais como própria filosofia de vida. 
CARREIRO, E. A. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008 (fragmento). 
 
Um dos problemas da violência que está presente principalmente nos grandes centros urbanos são 
as brigas e os enfrentamentos de torcidas organizadas, além da formação de gangues, que se 
apropriam de gestos das lutas, resultando, muitas vezes, em fatalidades. Portanto, o verdadeiro 
objetivo da aprendizagem desses movimentos foi mal compreendido, afinal as lutas 
 
A) se tornaram um esporte, mas eram praticadas com o objetivo guerreiro a fim de garantir a 
sobrevivência. 
B) apresentam a possibilidade de desenvolver o autocontrole, o respeito ao outro e a formação do 
caráter. 
C) possuem como objetivo principal a “defesa pessoal” por meio de golpes agressivos sobre o 
adversário. 
D) sofreram transformações em seus princípios filosóficos em razão de sua disseminação pelo 
mundo. 
E) se disseminaram pela necessidade de luta pela sobrevivência ou como filosofia pessoal de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prática corporal focada no esporte 
 
No Enem, o esporte costuma estar sob a ótica: 
 
1. do lazer (ludicidade, divertimento, entretenimento, “fair play”, respeito ao adversário). 
2. da saúde. 
3. da inclusão social. 
 
O esporte como competição: 
 
O que o legitima como competição (jogos esportivos) são os seguintes fatores: 
 
A. regras predeterminadas 
B. juiz 
C. padronização de equipamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS POÉTICOS 
 
 
 
 
 
 
 
Este bloco final é dedicado àquelas questões que exigem interpretação de poemas e prosas 
poéticas. Por isso, não deve ser entendido como atividade que depende necessariamente de 
conhecimentos de literatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Interpretação de poemas: 
 
1. Analisar a fonte / autor / período literário 
2. Colocar, sempre que possível, os versos em ordem sintática direta e transformá-los em frase (às 
vezes a soma de dois ou mais versos constitui uma frase de sentido completo). 
3. Prestar atenção às expressões / ideias repetidas no texto. 
4. Focar nos articuladores adversativos. 
5. Dar especial importância à última estrofe do poema (grande chance de nela estar a ideia principal 
do autor). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
RETRATO DE HOMEM 
A paisagem estrita 
ao apuro do muro 
feito vértebra a vértebra 
e escuro. 
 
A geração dos pelos 
sobre a casca e os rostos 
em seus diques de sombra 
repostos. 
 
Os poços com seu lodo 
de ira e de tensão: 
entre cimento e fronte 
- um vão. 
 
As setas se atiram 
às margens de ninguém, 
ilesas a si mesmas 
retêm. 
 
Compassos de evasão 
entre falange e rua 
sondando a solitude 
nua. 
 
E na armadura de coisa 
salobra, um só segredo: 
a polpa toda é fruição 
de medo. 
ARAÚJO, L. C. Cantochão. Belo Horizonte: Imprensa Publicações – Governo do Estado de Minas Gerais, 1967. 
 
No poema, a descrição lírica do objeto representado é orientada por um olhar que 
 
A) desvela sentimentos de vazio e angústia sob a aparente austeridade. 
B) expressa desilusão, ante a possibilidade de superação do sofrimento. 
C) contrapõe a fragilidade emocional ao uso desmedido da força física. 
D) associa a incomunicabilidadeemocional às determinações culturais. 
E) privilegia imagens relacionadas à exposição do dinamismo urbano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
As montanhas correm agora, lá fora, umas atrás das outras, hostis e espectrais, desertas de 
vontades novas que as humanizem, esquecidas já dos antigos homens lendários que as povoaram 
e dominaram. 
Carregam nos seus dorsos poderosos as pequenas cidades decadentes, como uma doença 
aviltante e tenaz, que se aninhou para sempre em suas dobras. Não podendo matá-las de todo ou 
arrancá-las de si e vencer, elas resignam-se e as ocultam com sua vegetação escura e densa, que 
lhes serve de coberta, e resguardam o seu sonho imperial de ferro e ouro. 
PENNA, C. Fronteira. Rio de Janeiro: Artium, 2001. 
 
As soluções de linguagem encontradas pelo narrador projetam uma perspectiva lírica da paisagem 
contemplada. Essa projeção alinha-se ao poético na medida em que 
 
A) explora a identidade entre o homem e a natureza. 
B) reveste o inanimado de vitalidade e ressentimento. 
C) congela no tempo a prosperidade de antigas cidades. 
D) destaca a estética das formas e das cores da paisagem. 
E) captura o sentido da ruína causada pela extração mineral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Sou uma pobre e velha mulher, 
Muito ignorante, que nem sabe ler. 
Mostraram-me na igreja da minha terra 
Um Paraíso com harpas pintado 
E o Inferno onde fervem almas danadas, 
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra. 
VILLON, F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC, 1999. 
 
Os versos do poeta francês Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos 
medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de 
 
A) refinar o gosto dos cristãos. 
B) incorporar ideais heréticos. 
C) educar os fiéis através do olhar. 
D) divulgar a genialidade dos artistas católicos. 
E) valorizar esteticamente os templos religiosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
LISONGEIA [SIC] OUTRA VEZ IMPACIENTE 
A RETENÇÃO DE SUA MESMA DESGRAÇA... 
 
Discreta e formosíssima Maria, 
Enquanto estamos vendo claramente 
Na vossa ardente vista o sol ardente, 
E na rosada face a Aurora fria: 
 
Enquanto pois produz, enquanto cria 
Essa esfera gentil, mina excelente 
No cabelo o metal mais reluzente, 
E na boca a mais fina pedraria: 
 
Gozai, gozai da flor da formosura, 
Antes que o frio da madura idade 
Tronco deixe despido, o que é verdura. 
 
Que passado o Zenith da mocidade, 
Sem a noite encontrar da sepultura, 
É cada dia ocaso de beldade. 
CUNHA, H. P. Convivência maneirista e barroca na obra de Gregório de Matos. 
 In: Origens de Literatura Brasileira. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1979. P. 90. 
 
O Barroco é um movimento complexo, considerado como a arte dos contrastes. O poema de 
Gregório de Matos, que revela características do Barroco brasileiro, é uma espécie de livre-tradução 
de um poema de Luís de Góngora, importante poeta espanhol do século XVII. 
 
Fruto de sua época, o poema de Gregório de Matos destaca 
 
A) a regular alternância temática entre versos pares e ímpares. 
B) o contraste entre a beleza física da mulher e a religiosidade do poeta. 
C) o pesar pela transitoriedade da juventude e a certeza da morte ou da velhice. 
D) o uso de antítese para distinguir o que é terreno e o que é espiritual na mulher. 
E) a concepção de amor que se transforma em tormento da alma e do corpo do eu lírico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENEM 
Quando Deus redimiu da tirania 
Da mão do Faraó endurecido 
O povo Hebreu amado, e esclarecido, 
Páscoa ficou da redenção o dia. 
 
Páscoa de flores, dia de alegria 
Àquele Povo foi tão afligido 
O dia, em que por Deus foi redimido; 
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia. 
 
Pois mandado pela alta Majestade 
Nos remiu de tão triste cativeiro, 
Nos livrou de tão vil calamidade. 
 
Quem pode ser senão um verdadeiro 
Deus, que veio estirpar desta cidade 
O Faraó do povo brasileiro. 
Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006. 
 
Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o 
soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por 
 
A) visão cética sobre as relações sociais. 
B) preocupação com a identidade brasileira. 
C) crítica velada à forma de governo vigente. 
D) reflexão sobre os dogmas do cristianismo. 
E) questionamento das práticas pagãs na Bahia.

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