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Clínica Cirúrgica Rony Costa de Almeida Médico pela Universidade Federal de São João del-Rei Cirurgião Geral pelo Instituto Mário Penna/Hospital Luxemburgo Professor de Técnica Cirúrgica da PUC Minas – Contagem Professor de Clínica Cirúrgica da PUC Minas – Contagem Preceptor de Urgência e Emergência da PUC Minas - Contagem Nutrição do paciente cirúrgico Introdução Desnutrição: estado em que a deficiência, o excesso ou desequilíbrio de energia, de proteína e de outros nutrientes causam efeitos adversos mensuráveis na estrutura tecidual ou corporal, função orgânica e evolução clínica Introdução Doenças primárias (câncer, trauma, queimadura grave...) Comorbidades associadas (DM, obesidade, insuficiência renal...) Alcoolismo Infecção Extremos de idade Cirurgias/ REMIT Desnutrição pré-operatória é um fator independente de risco de maior morbidade e mortalidade pós-operatória Falta de consciência do cirurgião/médico assistente Intolerância à dieta hospitalar Jejum para exames e procedimentos Introdução Epidemiologia No Brasil: 50% dos pacientes internados com desnutrição moderada a grave Desnutrição primária: respondendo a 15% na admissão Trauma predomina em jovens sem desnutrição prévia, porém na internação identificado 60% de traumatizados desnutridos Desnutrição decorrente de complicações pós-operatórias Repercussões da desnutrição Manifestações mais evidentes quando a perda involuntária de peso ultrapassa 10% Perda de peso de 15% não intencional, em 6 meses, sinaliza desnutrição grave Perda de massa muscular, redução de funções respiratórias e cardíacas, diminuição dos processos digestivos, maior permeabilidade intestinal, atraso na cicatrização de feridas, queda de imunidade... Avaliação Nutricional Iniciada no pré-operatório Grau de comprometimento nutricional Necessidade de intervenção Planejamento nutricional pré, peri e pós-operatório Avaliação Nutricional Avaliação Subjetiva Global Perda de peso Modificação da ingesta alimentar Funcionalidade Sintomas Estresse metabólico Edema ... ASG tem correspondência clínica significante com o grau de complicações pós-operatórias Não requer instrumentos especiais Avaliação Nutricional: ASG Avaliação Nutricional: ASG Avaliação Nutricional Medidas antropométricas Bioimpedância elétrica Medidas laboratoriais Energia Estimar o gasto energético Objetivo no pré-operatório: Energia na quantidade necessária para restaurar as condições mínimas para garantir coagulação, inflamação, cicatrização... Benignas: 3 semanas Malignas: 7-10 dias Não se pretende mudanças objetivas nos parâmetros da avaiação nutricional Energia Pós-operatório de cirurgias eletivas sem complicações: 25 kcal/kg/dia: mais graves 30 kcal/kg/dia: menos graves Deve-se evitar a hiperalimentação, principalmente em doentes críticos Ministrada como carboidratos ou lípedes Proteínas Pré-operatório: 1 g/kg/dia Após trauma/cirurgia: Até 2 g/kg/dia Em média 1,5 g/kg/dia Terapia Nutricional Vias de acesso nutricional Oral Enteral Parenteral Mista Via digestiva é a preferencial, se disponível Não se usa terapia nutricional em contextos de instabilidade hemodinâmica importante Terapia Nutricional: Enteral Administração de dieta por sondas ou ostomias Diferentes formulações de dietas Oligoméricas, normo/hiper/hipocalóricas, para DRC, DM... Densidade calórica: 1-2kcal/ml Administrada intermitente ou contínua Complicações: Mecânicas: obstrução do dispositivo TGI: estase, distensão abdominal, vômito, diarreia Pneumonia aspirativa Terapia Nutricional: Parenteral Administração venosa de solução nutricional estéril Impossibilidade parcial ou total de utilizar o TGI Formulações padronizadas ou individualizadas Acesso venoso central ou periférico Uso exclusivo para a NPT Complicações Relacionadas ao cateter Metabólicas Terapia Nutricional: Síndrome de Realimentação Série de alterações metabólicas e eletrolíticas que ocorrem como resultado da reintrodução e/ou do aumento da oferta calórica após um período de ingestão energética diminuída ou ausente American Society for Parenteral and Enteral Nutrition (ASPEN) define como “redução mensurável nos níveis de um ou qualquer combinação de fósforo, potássio e/ou magnésio, ou a manifestação de deficiência de tiamina, desenvolvendo-se logo (horas a dias) após o início do fornecimento de calorias a um indivíduo que foi exposto a um período substancial de desnutrição”. SAD, Matheus Horta et al. Manejo nutricional em pacientes com risco de síndrome de realimentação. BRASPEN Journal, 2019. https://nutritotal.com.br/pro/quais-as-consequaancias-do-consumo-excessivo-do-fa-sforo/ https://nutritotal.com.br/pro/material/funcoes-de-nutrientes-potassio/ https://nutritotal.com.br/pro/qual-a-importancia-do-magnesio-para-a-saude/ https://nutritotal.com.br/pro/a-avaliaa-a-o-subjetiva-global-asg-a-um-bom-ma-todo-para-deteca-a-o-de-desnutria-a-o-na-populaa-a-o/ http://arquivos.braspen.org/journal/out-dez-2019/artigos/18-Sindrome-de-realimentacao.pdf Terapia Nutricional: Síndrome de Realimentação Monitorização metabólica: não existe exame padrão-ouro Manifestações clínicas: Ausentes: SR iminente Presente: SR manifesta Fisiopatologia pouco conhecida Mudança de estado catabólico para anabólico Potencialmente letal SAD, Matheus Horta et al. Manejo nutricional em pacientes com risco de síndrome de realimentação. BRASPEN Journal, 2019. http://arquivos.braspen.org/journal/out-dez-2019/artigos/18-Sindrome-de-realimentacao.pdf Dúvidas Slide 1: Clínica Cirúrgica Slide 2: Nutrição do paciente cirúrgico Slide 3: Introdução Slide 4: Introdução Slide 5: Slide 6: Epidemiologia Slide 7: Repercussões da desnutrição Slide 8: Avaliação Nutricional Slide 9: Avaliação Nutricional Slide 10: Avaliação Nutricional: ASG Slide 11: Avaliação Nutricional: ASG Slide 12: Avaliação Nutricional Slide 13: Energia Slide 14: Energia Slide 15: Proteínas Slide 16: Terapia Nutricional Slide 17: Terapia Nutricional: Enteral Slide 18: Terapia Nutricional: Parenteral Slide 19: Terapia Nutricional: Síndrome de Realimentação Slide 20: Terapia Nutricional: Síndrome de Realimentação Slide 21: Dúvidas