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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PROCESSUAL 
DO TRABALHO
Mandado de Segurança e Ação Civil 
Pública
Livro Eletrônico
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Mandado de Segurança e Ação Civil Pública ...................................................................................................4
1. Mandado de Segurança ............................................................................................................................................4
1.1. Competência ................................................................................................................................................................6
1.2. Mandado de Segurança na Fase de Execução do Processo Trabalhista .................................7
1.3. Mandado de Segurança contra Decisão Interlocutória .....................................................................8
1.4. Procedimento .......................................................................................................................................................... 10
1.5. Casos em que Não Cabe Mandado de Segurança ................................................................................12
1.6. Recorribilidade ........................................................................................................................................................14
1.7. Prazo para Impetração .......................................................................................................................................18
1.8. Mandado de Segurança Coletivo ..................................................................................................................18
2. Ação Civil Pública .................................................................................................................................................... 24
2.1. Competência ............................................................................................................................................................27
2.2. Legitimidade ...........................................................................................................................................................27
2.3. Litispendência entre Ação Civil Pública e Ação Individual? ....................................................... 29
2.4. Prescrição ................................................................................................................................................................30
2.5. Efeitos da Decisão em Ação Civil Pública .............................................................................................30
Resumo ...............................................................................................................................................................................33
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................40
Gabarito ..............................................................................................................................................................................57
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................58
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
ApresentAção
Olá, para quem está cada dia mais próxima(o) da aprovação!
Não sei para você, mas, para mim, na época em que fazia concursos, final de ano era si-
nônimo de angústia e incerteza. Havia uma sensação de que passou um ano e as coisas não 
deram certo. E não sabia se dariam certo no ano seguinte.
Hoje, olhando aqui de longe, vejo que tudo naquele tempo estava acontecendo exatamente 
como deveria ser. Eu não via, mas estava tudo no seu devido lugar. A aprovação é construída 
dia após dia. E, quando menos se espera, deu certo! Porque é assim que acontece... Parece 
que nunca vai dar certo. Até que dá! A aprovação chega para quem tem constância e confiança.
Se você está sofrendo do mesmo mal, saiba que o final de ano sem a sonhada aprovação 
não quer dizer que não deu certo; só significa que você está seguindo o caminho, e cada dia 
mais próxima(o) à chegada.
Para mim, começou a dar certo quando substituí a angústia pela confiança. Ah, como eu 
gostaria de ter feito isso antes. Embora eu não possa voltar no tempo, me alegro em saber que 
posso te ajudar com a minha experiência. Então vai aqui algo que eu gostaria de ter ouvido 
mais cedo: não se angustie, olhe para o alto e tenha a certeza de que vai dar certo. Já deu certo.
Abraços.
Priscila
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Priscila Margarido
MANDADO DE SEGURANÇA E AÇÃO CIVIL PÚBLICA
1. MAndAdo de segurAnçA
O mandado de segurança (MS) é uma ação constitucional, pois sua previsão consta de 
forma expressa na Constituição Federal.
Dispõe o inciso LXIX do art. 5º da CF/1988:
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;
Da leitura do dispositivo acima já é possível retirar as informações mais importantes so-
bre o mandado de segurança: tem por finalidade proteger direito líquido e certo ameaçado ou 
violado por ato de autoridade pública (ou pessoa que esteja exercendo atribuição do Poder 
Público), praticado com ilegalidade ou abuso de poder.
A previsão do mandado de segurança, então, encontra assento constitucional. Mas quem 
esmiúça mesmo o procedimento a ser seguido no mandado de segurança é a Lei n. 12.016/2009 
(Lei do Mandado de Segurança), que prevê no art. 1º:
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pes-
soa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja 
de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.
§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de parti-
dos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas 
jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser 
respeito a essas atribuições.
§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos admi-
nistradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço 
público.
§ 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer 
o mandado de segurança.
O que é o direito líquido e certo, mencionado tanto na CF quanto na Lei do Mandado de 
Segurança?con-
corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio-
nais do Trabalho.
IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
Obs.: � A sede do TRT é a capital do estado. E no TRT 15 a sede é Campinas.
2.2. legitiMidAde
Quanto à legitimidade para ajuizar a ação civil pública, prevê o art. 5º da Lei n. 7.347/1985:
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:
I – o Ministério Público;
II – a Defensoria Pública;
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;
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V – a associação que, concomitantemente:
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio 
ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como 
fiscal da lei.
§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo 
habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes.
§ 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministé-
rio Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa.
§ 4º O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interes-
se social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico 
a ser protegido.
§ 5º Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Fe-
deral e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.
§ 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento 
de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo 
extrajudicial.
O dispositivo é complementado pelo art. 82 da Lei n. 8.070/90 (Código de Defesa do 
Consumidor):
Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente:
I – o Ministério Público,
II – a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
III – as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade 
jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código;
V – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins 
institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autoriza-
ção assemblear.
§ 1º O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 
e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do 
dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
Quanto à legitimidade, é importante mencionar que no caso de direito difuso ou coletivo, a 
legitimidade é exclusiva dos entes mencionados acima (art. 5º da Lei n. 7.347/85 e art. 82 do 
CDC). Já em relação aos direitos individuais homogêneos, a legitimidade dos referidos entes 
ocorre na forma de substituição processual, pois o direito que eles defendem não lhes perten-
cem, mas sim a sujeitos individuais que podem, se quiserem, ajuizar ações individuais.
Na Justiça do Trabalho, a ação civil pública acaba sendo interposta, na grande maioria das 
vezes, pelo Ministério Público do Trabalho e pelos sindicatos.
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Existe uma discussão quanto à legitimidade do MPT para ajuizar ação civil pública em defesa 
de direitos individuais homogêneos. Isso porque o inciso III, do art. 129, da CF, estabelece que 
o Ministério Público possui legitimidade para
promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do 
meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.
Assim, parte da doutrina diz que o MPT deverá defender apenas direitos difusos e coletivos, 
e que isso prestigia a defesa dos direitos individuais homogêneos mediante atuação dos sin-
dicatos. No entanto, a doutrina majoritária entende que é atribuição do MPT, sim, a defesa de 
direitos individuais homogêneos, pois ao falar em outros interesses difusos e coletivos, a CF 
não excluiu a defesa dos direitos individuais homogêneos.
2.3. litispendênCiA entre Ação Civil públiCA e Ação individuAl?
O fato de ter sido ajuizada uma ação buscando a defesa do interesse transindividual não 
impede a propositura de ação individual.
Dispõe o art. 104 da Lei n. 8.078/90:
Art. 104. As ações coletivas, previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. 81, não induzem 
litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes 
a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais, 
se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias, a contar da ciência nos autos do ajuiza-
mento da ação coletiva.
Portanto, não há litispendência entre ações coletivas e individuais. E nem poderia ter, né? 
Afinal, para que se configure a litispendência é necessário que haja as mesmas partes, o mes-
mo pedido e a mesma causa de pedir. E esses elementos não são totalmente coincidentes 
entre ações coletivas e ações individuais.
Contudo, deve ser observado o seguinte: quando se tratar de direito coletivo e individual 
homogêneo, o titular individual do direito somente se beneficiará de eventual decisão de pro-
cedência da ação coletiva se requerer a suspensão da ação individual no prazo de 30 dias a 
contar da ciência de que tramita ação de natureza coletiva.
Se o autor da ação individual não se manifestar nos 30 dias, ou se manifestar dizendo que 
não tem interesse na suspensão, não se beneficiará da decisão futuramente dada na ação de 
natureza transindividual e sua ação individual continuará correndo.
Portanto, se o autor optar pela suspensão, ele somente pode ser beneficiado pela ação 
coletiva e não prejudicado (é o que a doutrina chama de extensão subjetiva do julgado secun-
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dum eventum litis, ou seja, para saber se a decisão se estende àquele que suspendeu a ação 
individual ou não, depende do resultado da lide).
E se o autor requerer a suspensão e, depois, a ação coletiva for julgada improcedente ou 
extinta sem julgamento do mérito? Aí basta pedir o prosseguimento da ação individual e se-
gue o baile.
Agora, se o autor segue com a demanda individual e depois ela é julgadaimprocedente, ele 
não se beneficiará de decisão favorável em ação coletiva.
2.4. presCrição
Os direitos difusos e coletivos são imprescritíveis (basta pensar nos exemplos que vimos 
no começo do estudo da matéria).
EXEMPLO
Se, por exemplo, o ambiente da empresa está totalmente prejudicial à saúde há 30 anos, não 
se pode dizer que os entes legitimados não possam entrar com ação porque ocorreu prescri-
ção. Isso seria permitir que o dano à saúde se perpetue, o que é inadmissível. Portanto, direitos 
difusos e coletivos são imprescritíveis.
Já os direitos individuais homogêneos estão sujeitos à prescrição. E, quando se tratar de 
matéria trabalhista, será aplicada a prescrição trabalhista: 5 anos durante a vigência do contra-
to e 2 anos após a extinção do contrato.
2.5. eFeitos dA deCisão eM Ação Civil públiCA
A condenação na ação que tutele direito difuso e coletivo é sempre uma obrigação de fazer 
ou não fazer (ex. adequar o meio ambiente do trabalho) e pode haver, também, condenação 
ao pagamento de indenização. Essa indenização será revertida ao FAT (Fundo de Amparo ao 
Trabalhador), conforme determina o art. 13 da Lei n. 7.347/85.
Quanto à abrangência da decisão, estabelece o art. 103 do CDC:
Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a sentença fará coisa julgada:
I – erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese 
em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de 
nova prova, na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. 81;
II – ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo improcedência por insufici-
ência de provas, nos termos do inciso anterior, quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do 
parágrafo único do art. 81;
III – erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus 
sucessores, na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. 81.
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§ 1º Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos 
individuais dos integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe.
§ 2º Na hipótese prevista no inciso III, em caso de improcedência do pedido, os interessados que 
não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título 
individual.
§ 3º Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13 da Lei n. 7.347, de 
24 de julho de 1985, não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos, 
propostas individualmente ou na forma prevista neste código, mas, se procedente o pedido, benefi-
ciarão as vítimas e seus sucessores, que poderão proceder à liquidação e à execução, nos termos 
dos arts. 96 a 99.
§ 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória.
Aqui é importante fazer uma observação: o art. 16 da Lei n. 7.347/85 dispõe que a coisa 
julgada só terá efeito erga omnes nos limites da competência do órgão prolator da decisão. 
Assim, por exemplo, se a situação danosa abrange Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a de-
cisão foi proferida pelo TRT24 (MS), em ação civil pública, não produziria efeitos no TRT 23 
(Mato Grosso). Isso não faz sentido e a doutrina e a jurisprudência têm afastado essa parte do 
dispositivo, aplicando integralmente o art. 103 do CDC (citado acima).
Em resumo, ficam assim os efeitos da coisa julgada:
• Direitos difusos: coisa julgada erga omnes (atinge todo mundo); exceto se o pedido for 
julgado improcedente por falta de provas (nesse caso, qualquer legitimado pode entrar 
com nova ação).
Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não 
caberá nova ação, pois a matéria terá sido suficientemente analisada e decidida.
• Direitos coletivos: coisa julgada ultra partes: atinge apenas o grupo ou categoria envolvi-
do. Da mesma forma que nos direitos difusos, se o pedido for julgado improcedente por 
falta de provas, qualquer legitimado poderá entrar com nova ação. Se a ação for julgada 
improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação.
• Direitos individuais homogêneos: coisa julgada erga omnes, mas apenas em caso de 
procedência do pedido (porque aí beneficiará a todas as vítimas e sucessores) (coisa 
julgada secundum eventum litis). Se o pedido for julgado improcedente por qualquer 
motivo (inclusive insuficiência de provas), fará coisa julgada apenas para os legitimados 
para a ação civil coletiva, mas não para terceiros.
Por fim, vale lembrar que a coisa julgada na ação civil pública não impede o ajuizamento de 
ação individual. Exceção  no caso de direito individual homogêneo, aquele que tiver figurado 
como litisconsorte na ação coletiva não poderá propor ação individual.
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Obs.: � Muitas vezes veremos a ação civil pública e ação coletiva sendo utilizadas como sinô-
nimos. Mas, a rigor, a ação coletiva é destinada à defesa de direitos individuais homo-
gêneos e ação civil pública é utilizada para tutelar direitos difusos e coletivos.
Ação Civil 
Pública
Direitos difusos Coisa julgada “erga omnes”. 
Exceção: improcedência por 
falta de provas.
Coisa julgada “ultra partes”. 
Exceção: improcedência por 
falta de provas.
Coisa julgada “erga 
omnes” em caso de 
procedência.
Direitos 
coletivos
Direitos 
individuais 
homogêneos
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RESUMO
Mandado de Segurança
É uma ação constitucional, pois sua previsão consta de forma expressa na Constituição 
Federal (art. 5º, LXIX, da CF/1988. Seu procedimento está previsto na Lei n. 12.016/2009 (Lei 
do Mandado de Segurança), que prevê no art. 1º:
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pes-
soa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja 
de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça.
§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos de parti-
dos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas 
jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser 
respeito a essas atribuições.
§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos admi-
nistradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço 
público.
§ 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer 
o mandado de segurança.A prova exigida no mandado de segurança deve ser documental e pré-constituída. O que 
pode ser discutido é o direito, e não os fatos. Não é possível dilação probatória no mandado de 
segurança, de sorte que se houver fatos controvertidos que precisem ser apurados, não será 
possível a utilização do MS (Súmula n. 415 do TST)
A CF e a Lei 12.016 falam que o mandado de segurança é cabível contra ato de autorida-
de. É importante mencionar que não se trata apenas de ato de autoridade judiciária, mas, por 
exemplo, ato de auditor-fiscal do trabalho, membro do Ministério Público do Trabalho etc.
Não cabe o jus postulandi no mandado de segurança.
De acordo com Supremo Tribunal Federal, não cabem honorários advocatícios no manda-
do de segurança (Súmula 512 do STF).
Competência
De acordo com o inciso IV do art. 114 da CF, compete à Justiça do Trabalho julgar:
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver 
matéria sujeita à sua jurisdição.
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Portanto, o mandado de segurança será impetrado na Justiça do Trabalho quando a ma-
téria for sujeita à jurisdição trabalhista, ou seja, quando se tratar de uma daquelas matérias 
elencadas no art. 114 da CF (ex. quando envolver relação de trabalho, representação sindical, 
direito de greve etc.).
O mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho também quando se 
tratar de matéria administrativa interna ao órgão jurisdicional trabalhista (ex. O TRT julga man-
dado de segurança contra ato de seu Presidente, em questão administrativa).
Em regra, a competência funcional é da Vara do Trabalho do foro de domicílio da autorida-
de coatora (do órgão ao qual o agente que praticou o ato é vinculado).
Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência 
será do TRT. Da mesma forma, se o ato questionado for de desembargador do TRT, a compe-
tência também será do TRT. Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a 
competência será do TST.
Mandado de segurança na fase de execução do processo trabalhista
O mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando houver deci-
são de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrível por meio 
de agravo de petição.
Quando for cabível o agravo de petição, ele deve delimitar a matéria controvertida e, em 
relação ao que não houver discordância, segue a execução. E esse prosseguimento da execu-
ção não fere nenhum direito líquido e certo do executado, não cabendo, portanto, mandado de 
segurança (Súmula n. 416 do TST).
Mandado de segurança contra decisão interlocutória
O mandado de segurança é uma alternativa diante de decisão interlocutória que viole direi-
to líquido e certo da parte.
De acordo com a Súmula 414/TST, se o juiz conceder ou negar tutela provisória na senten-
ça, não cabe MS, pois da sentença cabe recurso ordinário. Agora, se o juiz conceder ou negar 
tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso ordinário da decisão, uma vez que se 
trata de decisão interlocutória. Então, como não há recurso, a parte poderá se valer do manda-
do de segurança.
Procedimento: o procedimento a ser seguido é o da lei especial do mandado de segurança, 
não se aplicando a CLT.
De acordo com o artigo 7º da Lei n. 12.016/2009, a autoridade coatora (chamada impetra-
da) terá o prazo de 10 dias para responder.
Não se aplicam os efeitos da revelia em sede de mandado de segurança.
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Em todos os mandados de segurança de competência da Justiça do Trabalho é necessária 
a manifestação do MPT.
Casos em que não cabe mandado de segurança
O art. 5º estabelece os casos em que não é cabível mandado de segurança:
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau-
ção;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Quando não cabe mais nenhum recurso e a decisão transita em julgado, a única medida 
possível é a ação rescisória. Não é possível, portanto, o mandado de segurança.
A decisão que homologa acordo é irrecorrível e a única coisa cabível é a ação rescisória. 
Não cabe mandado de segurança.
E se o juiz, ao contrário, não homologa o acordo? Homologar ou não o acordo é uma fa-
culdade do juiz, portanto, não há como se falar em violação de direito líquido e certo (Súmu-
la 418/TST).
Por fim, a Súmula n. 417 do TST traz mais uma situação em que não será cabível mandado 
de segurança: quando houver determinação de penhora em dinheiro do executado.
Recorribilidade: os Regimentos Internos dos Tribunais normalmente preveem que contra a 
decisão do relator no Mandado de Segurança, concedendo ou negando a liminar, caberá agra-
vo regimental.
Da decisão do juiz do trabalho que defere ou indefere liminar em mandado de segurança 
antes da sentença (decisão interlocutória, portanto) caberá outro MS para discutir a liminar.
Quando à decisão de mérito, o recurso cabível contra sentença de juiz do trabalho que julga 
o mandado de segurança é o recurso ordinário para o TRT.
Da decisão originária do Tribunal Regional do Trabalho caberá recurso ordinário para o TST 
(Súmula n. 201 do TST).
Se a segurança for concedida, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição (ou seja, haverá a remessa de ofício à instância superior, ainda que não haja recurso 
da autoridade coatora).
Prazo para impetração: O art. 23, da Lei n. 12.016/2009, estabelece que:
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) 
dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado.
O prazo de 120 dias é contado em dias corridos.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Mandado de segurança coletivo
O mandado de segurança coletivo é utilizado quando há violação a direito líquido e certo 
de uma coletividade.
Ação Civil Pública
A ação civil pública é uma ação especial, prevista na Lei n. 7.347/85, que objetiva proteger 
os direitos transindividuais (que são direitos não apenas de um indivíduo, mas de uma coletivi-
dade. Podem ser direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos).
Quem define o que são direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos é o art. 81 da 
Lei n. 8.078/90:
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em 
juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
I – interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível,de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias 
de fato;
II – interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou 
com a parte contrária por uma relação jurídica base;
III – interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem 
comum.
A natureza jurídica da ação civil pública é condenatória, pois a ação é utilizada para conde-
nar aquele que lesiona interesse que transcende o aspecto individual a reparar a lesão cometi-
da, por meio de obrigação de fazer, não fazer e pagar.
A ação civil pública também pode ser ajuizada com a finalidade exclusiva de
Na esfera trabalhista, a ação civil pública seguirá o rito ordinário, pois a lei da ação civil 
pública não traz nenhum rito especial. Assim, todo o desenrolar da ação, inclusive quanto aos 
recursos e irrecorribilidade das decisões interlocutórias será o que temos estudado para todas 
as ações trabalhistas.
Entretanto, se a ação civil pública for de natureza cautelar (ajuizada com a finalidade de 
prevenir ou evitar o dano), será seguido o procedimento cautelar do CPC.
Se a ação civil pública envolver matéria trabalhista (ou seja, alguns dos assuntos do art. 
114 da CF/1988), a competência será da Justiça do Trabalho. Será ajuizada no primeiro grau 
(Vara do Trabalho).
Quanto à competência, é de extrema importância a OJ 130 da SDI-2, do TST:
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano.
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con-
corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio-
nais do Trabalho.
IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
Quanto à legitimidade para ajuizar a ação civil pública, prevê o art. 5º da Lei n. 7.347/85:
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:
I – o Ministério Público;
II – a Defensoria Pública;
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;
V – a associação que, concomitantemente:
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio 
ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como 
fiscal da lei.
§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo 
habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes.
§ 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o Ministé-
rio Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa.
§ 4º O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interes-
se social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico 
a ser protegido.
§ 5º Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do Distrito Fe-
deral e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei.
§ 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento 
de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo 
extrajudicial.
O dispositivo é complementado pelo art. 82 da Lei n. 8.070/90 (Código de Defesa do 
Consumidor):
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados concorrentemente:
I – o Ministério Público,
II – a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
III – as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que sem personalidade 
jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código;
V – as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins 
institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autoriza-
ção assemblear.
§ 1º O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 
e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do 
dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
Quanto à legitimidade, é importante mencionar que no caso de direito difuso ou coletivo, a 
legitimidade é exclusiva dos entes mencionados acima (art. 5º da Lei n. 7.347/85 e art. 82 do 
CDC). Já em relação aos direitos individuais homogêneos, a legitimidade dos referidos entes 
ocorre na forma de substituição processual, pois o direito que eles defendem não lhes perten-
cem, mas sim a sujeitos individuais que podem, se quiserem, ajuizar ações individuais.
O fato de ter sido ajuizada uma ação buscando a defesa do interesse transindividual não 
impede a propositura de ação individual.
Contudo, deve ser observado o seguinte: quando se tratar de direito coletivo e individual 
homogêneo, o titular individual do direito somente se beneficiará de eventual decisão de pro-
cedência da ação coletiva se requerer a suspensão da ação individual no prazo de 30 dias a 
contar da ciência de que tramita ação de natureza coletiva.
Se o autor da ação individual não se manifestar nos 30 dias, ou se manifestar dizendo que 
não tem interesse na suspensão, não se beneficiará da decisão futuramente dada na ação de 
natureza transindividual e sua ação individual continuará correndo.
Os direitos difusos e coletivos são imprescritíveis. Já os direitos individuais homogêneos 
estão sujeitos à prescrição.
Quanto à abrangência da decisão, tem-se o seguinte:
• Direitos difusos: coisa julgada erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente 
por falta de provas (nesse caso, qualquer legitimado pode entrar com nova ação).
Se a ação for julgada improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não 
caberá nova ação, pois a matéria terá sido suficientemente analisada e decidida.
• Direitos coletivos: coisa julgada ultra partes: atinge apenas o grupo ou categoria envolvi-
do. Da mesma forma que nos direitos difusos, se o pedido for julgado improcedente por 
falta de provas, qualquer legitimado poderá entrar com nova ação. Se a ação for julgada 
improcedente por outro motivo que não seja ausência de provas, não caberá nova ação.
• Direitos individuais homogêneos: coisa julgada erga omnes, mas apenasem caso de 
procedência do pedido (porque aí beneficiará a todas as vítimas e sucessores) (coisa 
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Priscila Margarido
julgada secundum eventum litis). Se o pedido for julgado improcedente por qualquer 
motivo (inclusive insuficiência de provas), fará coisa julgada apenas para os legitimados 
para a ação civil coletiva, mas não para terceiros.
Por fim, vale lembrar que a coisa julgada na ação civil pública não impede o ajuizamento de 
ação individual. Exceção  no caso de direito individual homogêneo, aquele que tiver figurado 
como litisconsorte na ação coletiva não poderá propor ação individual.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CEBRASPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021) A respeito do mandado de se-
gurança na justiça do trabalho e das ações rescisórias, assinale a opção correta.
a) É cabível mandado de segurança quando as partes formularem pedido de homologação de 
acordo judicial e o juiz não o homologar.
b) Não fere o direito líquido e certo da parte o prosseguimento da execução trabalhista no que 
diz respeito aos valores e tópicos não impugnados no agravo de petição.
c) Não caberá mandado de segurança quando a tutela provisória for indeferida antes da sen-
tença, uma vez que existe recurso próprio para impugnar tal decisão.
d) No caso de uma ação rescisória contra decisão proferida em processo do trabalho em que 
o sindicato tenha atuado como substituto processual, todos os empregados substituídos de-
verão figurar como o polo passivo da ação rescisória.
e) A sentença normativa transitada em julgado em tempo posterior à sentença rescindenda é 
considerada como prova nova para efeitos de viabilizar a desconstituição do julgado.
002. (CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO/2021) É cabível a 
impetração de mandado de segurança quando empresa e empregado pactuam acordo e o juiz 
não o homologa.
003. (QUADRIX/CRF-RS/ADVOGADO/2017) Segundo entendimento sumulado do TST (Sú-
mula 201), da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, em mandado de segurança, cabe:
a) recurso ordinário.
b) recurso de revista.
c) recurso especial.
d) agravo regimental.
e) apelação.
004. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão 
do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível 
de reforma mediante recurso.
Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimen-
to jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte.
A empresa ALFA poderá impetrar novo mandado de segurança para impugnar a decisão do TRT.
005. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do 
tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais.
A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotéti-
ca e tendo em vista as normas celetistas e o entendimento jurisprudencial do TST, julgue o 
item seguinte.
Compete ao TRT processar e julgar mandado de segurança quando o próprio tribunal figura 
como autoridade coatora.
006. (CESPE/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em rela-
ção ao dissídio coletivo, à ação rescisória e ao mandado de segurança na justiça do trabalho, 
julgue o item a seguir.
Decisão judicial que determinar o bloqueio de numerário existente em conta-salário para sa-
tisfação de crédito trabalhista ofenderá direito líquido e certo e autorizará a impetração de 
mandado de segurança.
007. (VUNESP/PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2016) O duplo grau de jurisdição obrigatório
a) aplica-se à Justiça do Trabalho, nas hipóteses de condenação da Fazenda Pública, indepen-
dentemente de condição.
b) não se aplica à Justiça do Trabalho desde a promulgação da atual Constituição da República.
c) só é admitido na Justiça do Trabalho se houver recurso voluntário da parte prejudicada.
d) aplica-se em mandado de segurança, apenas na hipótese em que a parte prejudicada pela 
concessão da ordem for pessoa jurídica de direito público.
e) aplica-se em qualquer situação de decisão proferida em ação rescisória ou mandado de 
segurança.
008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) 
À luz da jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a 
respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo.
Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da qual fora 
empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da necessidade de 
perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou que a empresa fizesse 
um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários periciais. Assertiva: Nessa situ-
ação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial de exigência do depósito.
009. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, 
não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por 
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. No 
processo do trabalho, de acordo com o entendimento pacificado pelo TST,
a) fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não 
especificados no agravo de petição.
b) constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que de-
tentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a 
ele imputada.
c) em execução definitiva, tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados 
em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja discordância do credor.
d) fere direito líquido e certo a concessão de liminarobstativa de transferência de empregado.
e) existe direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela juris-
dicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo nos casos 
de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente 
sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade 
provisória prevista em norma coletiva.
010. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Órgão de fiscalização das relações de trabalho impôs a certa empresa públi-
ca estadual multa pecuniária por descumprimento de normas de proteção à saúde e à seguran-
ça dos trabalhadores. Após esgotada a discussão do ato punitivo na instância administrativa, 
a empresa impetrou mandado de segurança perante a Justiça do Trabalho, visando afastar a 
penalidade imposta, sob o argumento de que, por integrar a Administração pública, a empresa 
não estaria sujeita a essas normas, ainda que seus empregados sejam contratados pelo regi-
me jurídico trabalhista. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o mandado de seguran-
ça foi impetrado perante a justiça
a) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, mas 
o argumento de mérito invocado pela impetrante é incompatível com a Constituição Federal.
b) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, que 
sustenta argumento de mérito compatível com a Constituição Federal.
c) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, 
uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, 
apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser compatível com a Constitui-
ção Federal.
d) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, 
uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, sen-
do incompatível com a Constituição Federal o argumento de mérito invocado pela impetrante.
e) incompetente, uma vez que a ação deveria ser proposta perante a Justiça Estadual, mas o 
ato impugnado é passível de ser objeto de mandado de segurança, apesar do argumento de 
mérito invocado pela impetrante ser incompatível com a Constituição Federal.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
011. (CEBRASPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Com relação ao 
processo do trabalho, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Um tribunal regional do trabalho indeferiu mandado de segurança impetra-
do por uma sociedade de economia mista. Assertiva: Nessa situação, o processo deverá ser 
encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para que este proceda ao reexame necessário 
do mandado.
012. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) De acordo com entendimento su-
mulado pelo TST sobre o cabimento do mandado de segurança e de recurso ordinário diante 
da concessão ou indeferimento de tutela provisória no processo do trabalho, é correto afirmar 
que a impetração de mandado de segurança
a) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe requerimento de efeito 
suspensivo ao recurso ordinário.
b) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário des-
sa decisão.
c) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
d) é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Não cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
e) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
013. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) Na 
Justiça do Trabalho, o mandado de segurança
a) é cabível apenas contra atos judiciais, cuja competência originária é dos tribunais.
b) é cabível contra a decisão de não processar o recurso ordinário regularmente interposto.
c) pode ser utilizado para pleitear verbas trabalhistas sonegadas pelo empregador público.
d) é incabível contra a antecipação de tutela concedida na sentença.
e) tem o prazo de impetração contado em dias úteis.
014. (CEBRASPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) Em relação aos recursos no 
processo do trabalho, à execução trabalhista e ao mandado de segurança na justiça do traba-
lho, julgue o item que se segue à luz do entendimento do TST.
A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu-
rança, admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante.
015. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Confor-
me disposição expressa na CLT, os empregados e os empregadores poderão reclamar pesso-
almente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Diante 
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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desse preceito normativo, e considerando a jurisprudência uniforme do TST, o recurso ou a 
ação em que se admite o jus postulandi das partes na Justiça do Trabalho é:
a) mandado de segurança;
b) ação cautelar;
c) recurso ordinário adesivo;
d) recurso de revista;
e) ação rescisória.
016. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Acerca da jurisprudência sumulada do 
Tribunal Superior do Trabalho sobre o mandado de segurança, assinale a alternativa CORRETA:
a) A tutela provisória concedida em sentença também comporta impugnação por intermédio 
de mandado de segurança.
b) A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obtenção 
de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao juízo de primeiro 
grau, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil.
c) A superveniência da sentença, nos autos originários, não faz perder o objeto do mandado de 
segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
d) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu-
telável pela via do mandado de segurança.
e) Não respondida.
017. (FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Em uma reclamatória 
trabalhista, concedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da sentença, de acordo com 
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, é CORRETO afirmar que
a) cabe a impetração de mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
b) é própria a interposição de agravo retido, por se tratar de decisão interlocutória.
c) é oportuna a apresentação de protesto antipreclusivo, considerando a inexistência de recur-
so próprio.
d) é cabível a interposição de recurso ordinário, considerando que a decisão recorrida é termi-
nativa do feito.
e) é incabível a manifestação de inconformidade por qualquer medida processual, já que as 
decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do trabalho.
018. (QUADRIX/CFO-DF/PROCURADOR JURÍDICO/2017) A respeito do processo do traba-
lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue.
Caberá reexame necessário em mandado de segurança quando o prejudicado pela ordemfor 
pessoa jurídica de direito privado se a matéria decidida for de natureza administrativa.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
019. (VUNESP/CRBIO – 1ª REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO/2017) A antecipação de tute-
la concedida por juiz do trabalho é passível de impugnação por
a) mandado de segurança, desde que anterior à sentença.
b) agravo de instrumento.
c) correição parcial, desde que se trate de error in judicando.
d) mandado de segurança em qualquer circunstância.
e) pedido de revisão.
020. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2016) Sobre os procedimentos especiais de ação rescisória e mandado de seguran-
ça, segundo entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,
a) no caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe a impe-
tração do mandado de segurança, em face da existência de recurso próprio.
b) não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em di-
nheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gradação 
prevista no Código de Processo Civil.
c) fere direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segurança o prossegui-
mento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição.
d) a ação rescisória calcada em violação de lei também admite reexame de fatos e provas do 
processo que originou a decisão rescindenda.
e) é documento novo apto a viabilizar a desconstituição de julgado a sentença normativa pro-
ferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda.
021. (CEBRASPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) De acordo com o entendi-
mento sumulado do TST, julgue o item a seguir.
Em dissídio coletivo, se opera tão somente coisa julgada formal. Assim, o mandado de se-
gurança e a ação rescisória são os meios adequados para se atacar cláusula reformada em 
sentença normativa modificada em grau de recurso.
022. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito do 
jus postulandi na justiça do trabalho e do cabimento do mandado de segurança no processo 
do trabalho, julgue o item que se segue.
Cabe a impetração de mandado de segurança ao tribunal contra decisão de juiz que, em um 
processo trabalhista, não tenha homologado acordo firmado entre as partes.
023. (TRT – 22ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Relativamente ao mandado de seguran-
ça, é INCORRETO afirmar:
a) não cabe na execução trabalhista;
b) não cabe em caso de homologação de acordo, por se tratar de faculdade do juiz;
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
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c) não cabe a concessão de prazo para a juntada de documento indispensável, quando este 
não tiver instruído a petição inicial;
d) não cabe, em regra, contra atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público;
e) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá re-
querer o mandado de segurança.
024. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA – TRABALHISTA/2013) Sobre o mandado de 
segurança, pode-se afirmar que:
a) as varas do trabalho e os juízes investidos de jurisdição trabalhista não têm competência 
para julgar mandado de segurança.
b) aos Tribunais Regionais do Trabalho compete o julgamento de mandado de segurança im-
petrado contra seus próprios atos administrativos.
c) a antecipação da tutela concedida na sentença comporta impugnação pela via do mandado 
de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
d) se a petição inicial do mandado de segurança não vier instruída com a prova documental 
pré-constituída, o juiz designará prazo para emenda, sob pena de indeferimento da inicial.
025. (TRT – 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Acerca do Mandado de 
Segurança, considere as assertivas abaixo e, assinale, a seguir, a alternativa correta, conside-
rando o entendimento jurisprudencial consagrado pelo Tribunal Superior do Trabalho a respei-
to do tema:
I – Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou 
novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à 
parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor 
recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside-
rado deserto.
II – Cabe mandado de segurança contra antecipação de tutela deferida em sentença trabalhis-
ta, quando os efeitos puderem causar manifesto prejuízo à parte ou estiver em conflito com 
Súmula do Tribunal Superior do Trabalho;
III – Considerando o amplo poder diretivo concedido ao Magistrado Trabalhista, é possível a 
ele, com suporte subsidiário no Art. 284 do CPC, determinar a emenda à inicial de Mandado de 
Segurança, para que a parte apresente documentos adicionais necessários à demonstração 
da prova pré-constituída.
IV – Não cabe Mandado de Segurança contra indeferimento de processamento de recurso ad-
ministrativo em face de multa aplicada pela fiscalização do trabalho, tendo em vista a previsão 
legal específica no Art. 636, § 1º da CLT, que exige o depósito recursal pertinente.
V – Em mandado de segurança, somente cabe remessa ex officio se, na relação processual, 
figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado 
pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administrativa.
a) apenas as assertivas I, II e IV estão corretas;
b) apenas as assertivas I e V estão corretas;
c) todas as assertivas estão corretas;
d) todas as assertivas estão incorretas;
e) apenas as assertivas III, IV e V estão corretas.
026. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Falidora Fortuna 
ingressou com reclamação trabalhista contra o Restaurante Panela Velha Ltda., que foi julgada 
parcialmente procedente. Na execução, as partes protocolaram petição de acordo, dando ple-
na quitação quanto ao objeto da ação e requerendo a sua homologação pelo Juízo. Entretanto, 
o Juízo denegou a homologação do acordo por entender que a referida composição era lesiva 
aos interesses da autora, determinando o prosseguimento da execução. Diante da recusa à 
homologação do acordo
a) as partes devem impetrar Mandado de Segurança, eis que se trata de decisão interlocutória.
b) inexiste direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança.
c) é cabível a interposição de Recurso Ordinário.
d) é cabível a interposição de Agravo de Petição.
e) é cabível a apresentação de exceção de pré-executividade.
027. (TRT – 8ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015)Sobre o processamento 
e julgamento do mandado de segurança, segundo a jurisprudência consolidada do Tribunal 
Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar que:
a) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante re-
curso próprio, ainda que com efeito diferido.
b) A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Traba-
lho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação legal e 
divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro grosseiro, 
insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face do disposto no 
art. 895, “b”, da CLT.
c) Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança.
d) Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou 
novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à 
parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor 
recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside-
rado deserto.
e) É cabível mandado de segurança para impugnar antecipação de tutela concedida em sen-
tença de conhecimento.
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028. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Em ação trabalhista ajuizada, foi con-
cedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da realização de audiência. De acordo com a 
jurisprudência uniforme do TST, assinale a alternativa CORRETA que contenha a medida que 
pode ser adotada pelo réu:
a) Interpor imediatamente recurso ordinário e ação cautelar visando conferir efeito suspensivo 
ao recurso.
b) Impetrar mandado de segurança, demonstrando por meio de prova pré-constituída que não 
se fazem presentes os requisitos previstos em lei para a antecipação da tutela.
c) Interpor agravo de instrumento por se tratar de decisão interlocutória, cumulado com pedido 
de efeito suspensivo ao recurso.
d) Como a tutela antecipada permite o cumprimento imediato da decisão, o recurso cabível é 
o previsto para a fase de execução, ou seja, o agravo de petição.
e) Não respondida.
029. (FUNIVERSA/UEG/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – DIREITO/2015) Con-
forme o entendimento do TST acerca do mandado de segurança, assinale a alternativa correta.
a) Cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado.
b) No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe a im-
petração do mandado de segurança.
c) A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário.
d) O ius postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às varas do trabalho 
e aos tribunais regionais do trabalho e alcança o mandado de segurança, desde que este seja 
impetrado perante vara do trabalho ou tribunal regional do trabalho.
e) Fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro 
do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exequendo.
030. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o mandado de se-
gurança, à luz da jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguin-
tes proposições:
I – Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso de 
revista, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
II – Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado.
III – Aplica-se a alçada em mandado de segurança.
IV – O juiz deve assinalar prazo de 10 (dez) dias para regularização, caso o impetrante não ins-
trua petição inicial com toda a prova documental indispensável ao exame do pleito.
V – Embora o agravo de petição deva delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto 
de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) Somente as proposições II e V estão corretas.
b) Somente as proposições II e IV estão corretas.
c) Somente as proposições I e V estão corretas.
d) Somente as proposições III e IV estão corretas.
e) Todas as proposições estão corretas.
031. (TRT – 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considere as assertivas 
abaixo sobre ação civil pública na Justiça do Trabalho.
I – A competência para a ação civil pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de 
abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, 
a competência será de qualquer das Varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a 
Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente 
para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho, 
ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despachada.
III – Na Justiça do Trabalho, os sindicatos e o Ministério Público têm competência para a 
propositura de ação civil pública, sendo vedada sua atuação em litisconsórcio na hipótese de 
defesa de interesses difusos.
Quais são corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
032. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Em relação à com-
petência para julgar ação civil pública na Justiça do Trabalho, e com base no entendimento do 
TST (súmulas e orientações jurisprudenciais), é correto afirmar:
a) Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será de 
qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer.
b) Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo Tribunal 
Regional, além destas é competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do respec-
tivo tribunal Regional.
c) Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tribunais 
Regionais do Trabalho.
d) No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competência se 
fixa por aquele que primeiro tiver despachado.
e) No caso de dano de extensão suprarregional, a competência é de qualquer das Varas da 
sede dos Tribunais Regionais com jurisdição nas regiões atingidas.
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033. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Marque a alternativa INCORRETA so-
bre competência para processamento e julgamento da ação civil pública:
a) A competência fixa-se pela extensão do dano.
b) Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma 
das Varas do Trabalho da capital do Estado.
c) Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional,há competência concorrente 
das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho.
d) Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
e) Não respondida.
034. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS – CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) A res-
peito das ações civis admissíveis no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Conforme jurisprudência consolidada do TST, não é cabível mandado de segurança para cas-
sar liminar concedida em ação civil pública.
035. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) Em razão de um mesmo fato que ocasionou 
danos a interesses difusos de trabalhadores exclusivamente nas cidades de Campinas, San-
tos e São Paulo, o sindicato, ao tomar conhecimento, resolve ajuizar ação civil pública. Nessa 
hipótese, à luz da atual redação da OJ 130 da SDI – II do TST, a ação deverá ser endereçada
a) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região, por se tratar de dissídio coletivo.
b) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região ou ao Tribunal Regional do Trabalho da 
15.ª Região.
c) a uma das varas do trabalho localizadas em Campinas, Santos ou São Paulo.
d) exclusivamente a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo.
e) tanto a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo quanto na cidade 
de Campinas.
036. (OBJETIVA/SAMAE DE JAGUARIAÍVA-PR/ADVOGADO/2016) Em conformidade com 
LEITE, analisar a sentença abaixo:
O MPT pode ajuizar ação civil pública visando limitar o poder de comando do empregador, 
quando este ofende os direitos de liberdade do trabalhador, como a liberdade de pensamento 
(v.g., proibindo-o de expor suas opiniões ideológicas), ou em situações nas quais o empre-
gador desrespeita a dignidade do trabalhador, obrigando-o, por exemplo, à vistoria ou revista 
íntima (1ª parte). A Justiça do Trabalho tem competência para processar e julgar ações que 
veiculam declaração de nulidade de contratações temporárias nos entes públicos que adota-
ram regime jurídico administrativo ou institucional para tais contratações, em consonância 
com o entendimento do STF (2ª parte).
A sentença está:
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
037. (QUADRIX/CRO-GO/ADVOGADO/2021) Considerando a jurisprudência do Superior Tri-
bunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, julgue o item quanto aos reflexos processuais 
da natureza jurídica dos conselhos profissionais.
Os conselhos profissionais ostentam legitimidade ampla e irrestrita para a propositura de ação 
civil pública.
038. (TRT – 14ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Leia as proposições a seguir e marque 
a resposta correta:
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de 
abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, 
a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho das 
localidades atingidas.
II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente 
para a Ação Civil Pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho 
distintos.
III – O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para a execu-
ção, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos 
decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir.
IV – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições 
fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previden-
ciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de 
acordo homologado, que integrem o salário de contribuição.
a) Apenas as proposições I e III estão incorretas.
b) Apenas as proposições II e III estão incorretas.
c) Apenas as proposições III e IV estão incorretas.
d) Apenas as proposições I e IV estão incorretas.
e) Todas as proposições estão incorretas.
039. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2013) Em relação à ação civil pública traba-
lhista, conforme o CDC e a jurisprudência dominante do TST, analise as proposições abaixo:
I – A Vara do Trabalho de Brasília tem competência concorrente para a solução de demandas 
sobre danos de âmbito suprarregional, somente nas hipóteses em que o dano alcance a área 
de sua jurisdição.
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II – O sindicato tem ampla legitimidade ativa para postular a tutela inibitória relativa a direitos 
difusos e coletivos, mesmo aqueles desvinculados de interesses da categoria que representa.
III – Os pedidos relativos a interesses difusos julgados improcedentes, por ausência de prova, 
produzem coisa julgada material com efeito erga omnes.
IV – É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais individuais 
e coletivos.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) As assertivas II e III estão incorretas;
b) As assertivas I e IV estão incorretas;
c) As assertivas I e III estão incorretas;
d) As assertivas II e IV estão incorretas;
e) Não respondida.
040. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Em relação à Ação Civil Pública, assinale 
a alternativa correta:
a) É cabível na hipótese de danos morais e patrimoniais causados a qualquer interesse difuso 
ou coletivo, inclusive em se tratando de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
b) Pode ser proposta pelo Ministério Público, quando os fatos objeto da ação, chegaram ao 
seu conhecimento por juízes e tribunais, no exercício de suas funções, ou por qualquer pessoa.
c) Será instruída por certidões e informações, que não podem ser negadas pela autoridade 
competente.
d) Em que for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, terá os seus diretores 
subsidiariamente responsáveis pelas condenações impostas.
e) Deve ser proposta no Tribunal Regional do Trabalho competente para julgar a matéria 
discutida.
041. (TRT – 15ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) A ação civil pública atende a exigência 
atual de coletivização do processo em contraposição à tendência tradicional individualista do 
direito processual comum, realizando os princípios da acessibilidade coletiva e da efetividade 
do processo. A esse respeito, é incorreto afirmar:
a) a ação civil pública presta-se a tutelar Interesses difusos, coletivos e individuais homogêne-
os, sendo que parte da doutrina estabelece uma diferenciação entre a ação civil pública stricto 
sertsu, que seria destinada aos interesses difusos e coletivos, e a ação coletiva, voltada aos 
interesses individuais homogêneos;
b) os interesses difusos são aqueles de natureza ‘transindividual, indeterminados, indivisíveis, 
de interesse de um grupo de pessoas, não havendo entre elas vínculo jurídico ou fático bem 
definido; os interesses coletivos, por sua vez, são transindividuais, determinados ou determi-
náveis, indivisíveis e interligados por uma relação jurídica de interesse do grupo; os interesses 
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individuais homogêneos, por fim, são caracterizados por possuírem a identificação de seu titu-
lar, sendo divisível o seu objeto, possuindo origem comum;
c) a competência para a apreciação das ações civis públicas é definida pelo local do dano, sen-
do entendimento majoritário do TST que, havendo dano de abrangência regional, que atinge ci-
dades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer 
das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho 
distintos, ao passo que, em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há com-
petência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais 
Regionais do Trabalho;
d) a legitimidade ativa ad causam para a ação civil pública não é taxativa, pertencendo, entre 
outros, ao Ministério Público, à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos 
órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, destinados à defesa de direitos metaindi-
viduais, como também às associações constituídas há pelo menos um ano, tendo entre seus 
fins a defesa de interesses metaindividuais;
e) na ação civil pública voltada à tutela de interesses difusos, a sentença de procedência gera 
efeitos vinculantes “erga omnes”.
042. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2011/ADAPTADA) Tem legitimidade para pro-
por a Ação Civil Pública, segundo previsão expressa na Lei 7.347, de 1985:
a) Apenas o Ministério Público.
b) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios, as autarquias, as empresas públicas, as fundações, as sociedades de economia 
mista e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e 
que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, 
à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos 
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
c) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios, as autarquias, as fundações e a associação que esteja constituída há pelo menos 
um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção 
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de 
grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico.
d) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, as autarquias, as fundações e a asso-
ciação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre 
suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econô-
mica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
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e) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública e a associação que esteja constituída há 
pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, 
a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos 
direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, 
turístico e paisagístico.
043. (TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Quanto ao regramento 
legal da ação civil pública, assinale a alternativa FALSA:
a) Tem legitimidade para propor a ação civil pública, dentre outros, a Defensoria Pública, autar-
quia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista.
b) O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente 
como fiscal da lei.
c) Todos os legitimados à propositura da ação poderão tomar dos interessados compromisso 
de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia 
de título executivo extrajudicial.
d) Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a as-
sociação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual 
iniciativa aos demais legitimados.
e) Na ação coletiva em que se deduza pretensão referente a direitos ou interesses individuais 
homogêneos haverá a formação de coisa julgada erga omnes, apenas no caso de procedência 
do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, sendo que, em caso de improce-
dência do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes 
poderão propor ação de indenização a título individual.
044. (TRT – 3ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2014) É correto afirmar em matéria de Manda-
do de Segurança, a partir das súmulas do TST:
a) Não se aplica a alçada em mandado de segurança.
b) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu-
telável pela via do mandado de segurança.
c) Da decisão de TRT em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para 
o TST, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
d) A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de 
segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar).
e) Todas as opções estão corretas.
045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) De acordo com a Súmula 201 do TST, da de-
cisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança, cabe
a) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho.
b) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
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c) recurso de revista, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
d) apelação, no prazo de 15 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
e) agravo regimental, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho.
046. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) A empresa J. Confecções Ltda. foi citada para com-
parecer a uma audiência em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada e, simulta-
neamente, cientificada do deferimento da reintegração da obreira, em sede de tutela antecipa-
da. Inconformada contra a decisão, a empresa impetrou mandado de segurança, cujo mérito 
foi apreciado e concedida a ordem, neutralizando assim a decisão de 1º grau.
O juiz, ao ser cientificado da decisão do writ, dela resolveu recorrer, apresentando a peça per-
tinente no prazo legal.
Diante da situação retratada e da norma de regência, assinale a afirmativa correta.
a) É possível o juiz, na condição de autoridade coatora, recorrer da decisão, conforme previ-
são em Lei.
b) Houve típico erro judiciário, pois não caberia mandado de segurança, já que as decisões inter-
locutórias na Justiça do Trabalho são irrecorríveis, de modo que nada poderia fazer a empresa.
c) Não sendo o juizA definição mais conhecida é aquela feita por Hely Lopes Meirelles:
Direito líquido e certo é o que se apresenta manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão 
e apto a ser exercido no momento da impetração.
Por outras palavras, o direito invocado, para ser amparável por mandado de segurança, há de vir 
expresso em norma legal e trazer em si todos os requisitos e condições de sua explicação ao impe-
trante: se sua existência for duvidosa; se sua extensão ainda não estiver delimitada, se seu exercício 
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depender de situações e fato ainda indeterminados, não rende ensejo à segurança embora possa 
ser defendido por outros meios judiciais.
O direito líquido e certo deve ser demonstrado já na impetração do mandado de seguran-
ça (na verdade, a situação fática que leve à aplicação do direito pleiteado é que deve estar 
demonstrada de plano. Portanto, a prova do direito líquido e certo se refere aos fatos e não 
propriamente ao direito). A prova exigida no mandado de segurança deve ser documental e 
pré-constituída. O que pode ser discutido é o direito, e não os fatos. Não é possível dilação pro-
batória no mandado de segurança, de sorte que se houver fatos controvertidos que precisem 
ser apurados, não será possível a utilização do MS.
De acordo com a Súmula n. 625 do STF, é possível discussão sobre o direito (mas não so-
bre os fatos):
Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança.
Em relação à proibição de dilação probatória no mandado de segurança e necessidade de 
prova documental já pré-constituída, dispõe a Súmula 415 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO 
CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE.
Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 
321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do 
“mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação.
O referido artigo 321 do CPC trata da emenda à inicial. E, como disposto na Súmula n. 415, 
não haverá prazo de emenda à inicial para juntada de documento indispensável à propositura 
do MS. Ou este documento vem já na inicial, ou o MS nem segue.
Só haverá interesse para impetração do mandado de segurança quando houver violação 
concreta da lei, não sendo cabível mandado de segurança para discutir lei em tese. Diz a Sú-
mula n. 266 do STF:
Não cabe mandado de segurança contra lei em tese.
A CF e a Lei n. 12.016 falam que o mandado de segurança é cabível contra ato de autorida-
de. É importante mencionar que não se trata apenas de ato de autoridade judiciária, mas, por 
exemplo, ato de auditor-fiscal do trabalho, membro do Ministério Público do Trabalho etc.
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Como já vimos em outras aulas, não cabe o jus postulandi no mandado de segurança. Você se 
recorda do que é o jus postulandi? É a possibilidade de empregado e empregador demandarem 
na Justiça do Trabalho sem a representação por um advogado. Isso não se aplica no caso de 
MS, uma vez que o MS é uma ação bem específica e que exige conhecimento jurídico mais 
aprofundado. Nesse sentido, a Súmula 425 do TST:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
De acordo com Supremo Tribunal Federal, não cabem honorários advocatícios no mandado 
de segurança (Súmula n. 512 do STF). Qual o sentido? Nenhum. Se é indispensável a repre-
sentação por advogado para impetração de mandado de segurança na JT, não faz sentido 
que não haja condenação ao pagamento de honorários advocatícios. Mas é esse o entendi-
mento do STF.
1.1. CoMpetênCiA
Quando o mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho? De acordo 
com o inciso IV do art. 114 da CF, compete à Justiça do Trabalho julgar:
IV – os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver 
matéria sujeita à sua jurisdição.
Portanto, o mandado de segurança será impetrado na Justiça do Trabalho quando a ma-
téria for sujeita à jurisdição trabalhista, ou seja, quando se tratar de uma daquelas matérias 
elencadas no art. 114 da CF (ex. quando envolver relação de trabalho, representação sindical, 
direito de greve etc.).
EXEMPLO
O auditor-fiscal do trabalho aplica uma multa na empresa, sob a justificativa de que o emprega-
dor está permitindo que empregados não vacinados contra a covid entrem no local de trabalho. 
O empregador entende que o ato dessa autoridade é ilegal, por contrariar a Portaria n. 620 do 
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Ministério do Trabalho e Previdência, e, ainda, ofende seu direito líquido e certo à livre adminis-
tração de sua empresa. Neste caso, caberá mandado de segurança a ser impetrado na Justiça 
do Trabalho (na Vara do Trabalho).
O mandado de segurança será de competência da Justiça do Trabalho também quando se 
tratar de matéria administrativa interna ao órgão jurisdicional trabalhista (ex. O TRT julga man-
dado de segurança contra ato de seu Presidente, em questão administrativa).
Bom, determinado que a competência será da Justiça do Trabalho (ou seja, fixada a com-
petência material), o passo seguinte é saber em qual instância será impetrado o mandado de 
segurança (competência funcional), bem como a localidade. E, para isso, é preciso identificar 
a autoridade coatora e sua sede funcional.
Em regra, a competência funcional é da Vara do Trabalho do foro de domicílio da autoridade 
coatora. Naquele exemplo acima (da multa aplicada pelo auditor do trabalho) a competência 
seria da Vara do Trabalho do local onde o auditor (autoridade coatora) tem seu domicílio (do-
micílio funcional, que seria o local onde se situa o órgão ao qual a autoridade está diretamente 
vinculada. Assim, não importa onde o auditor mora, mas onde se situa o órgão em nome do 
qual ele age. Isso porque a autoridade coatora não é o agente, mas o órgão).
Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência 
será do TRT. Da mesma forma, se o ato questionado for de desembargador do TRT, a compe-
tência também será do TRT.
Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a competência será do TST.
DICA
A nossa ideia é sempre pensar que a impetração deva ser pe-
rante autoridade superior, né? Mas pense que o mandado de 
segurança é muito educado e resolve os problemas dentro de 
casa mesmo. Rsrs. O ato é de desembargador do TRT? Deixe 
que o próprio TRT resolva (por decisão colegiada). Oparte nem interessado, mas apenas autoridade supostamente coatora, não 
poderá recorrer da decisão, inclusive por inexistir previsão legal para tanto.
d) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao órgão que apreciar o mandado de seguran-
ça verificar, à luz do caso concreto, pela legitimidade ou não do magistrado como recorrente.
e) O mandado de segurança é cabível, mas deveria ser impetrado perante a Vara do Trabalho, 
pois com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho é no juízo de 1º grau que essa 
ação é proposta, sob pena de supressão de instância.
047. (CEBRASPE/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de segurança no 
processo do trabalho, julgue os próximos itens.
Se o juiz do trabalho antecipar a tutela antes de proferir a sentença, será possível a impetração 
de mandado de segurança.
048. (CEBRASPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de seguran-
ça no processo do trabalho, julgue os próximos itens.
Se, após pactuarem acordo em processo trabalhista, as partes requererem, em conjunto, ho-
mologação judicial do acordo, e isso não for feito pelo juiz, caberá a impetração de mandado 
de segurança, já que, em tal situação, não há previsão de cabimento de recurso específico.
049. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2013) Com relação ao Mandado de Segurança, considere:
I – Caberá ao Tribunal Regional do Trabalho competente o julgamento do mandado de segu-
rança quando a autoridade coatora for juiz de direito investido na jurisdição trabalhista.
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II – É incabível mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado.
III – O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 180 dias contados 
da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (prazo decadencial).
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) II e III.
e) I e II.
050. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2013) Deisy ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa “AXZ Ltda”, reque-
rendo a rescisão indireta de seu contrato de trabalho. As partes celebraram acordo através de 
petição conjunta, assinada pelos advogados de ambas as partes com poderes para transigir. 
No entanto, o magistrado não homologou o acordo sob o fundamento de que as partes pre-
tendiam o recebimento ilegal de seguro-desemprego e saque indevido de FGTS. Neste caso, a 
decisão do magistrado de homologar ou não o referido acordo.
a) deverá ser objeto de agravo de instrumento, interposto no prazo de oito dias a contar da 
publicação da referida decisão.
b) violou direito líquido e certo das partes, que deverão impetrar mandado de segurança con-
junto, figurando ambas no polo ativo do mandado.
c) violou direito líquido e certo das partes, devendo cada parte impetrar mandado de segurança 
separadamente.
d) possui vício porque no caso de acordo celebrado em reclamação trabalhista que vise a res-
cisão indireta de contrato de trabalho é obrigatória a assinatura das partes em conjunto com 
os seus advogados.
e) constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado 
de segurança.
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GABARITO
1. b
2. E
3. a
4. E
5. C
6. C
7. d
8. C
9. b
10. a
11. E
12. d
13. d
14. E
15. c
16. d
17. a
18. C
19. a
20. b
21. E
22. E
23. a
24. b
25. b
26. b
27. e
28. b
29. c
30. a
31. a
32. e
33. b
34. E
35. c
36. b
37. E
38. a
39. a
40. b
41. d
42. b
43. c
44. e
45. b
46. a
47. C
48. E
49. e
50. e
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GABARITO COMENTADO
001. (CEBRASPE/PGE-PB/PROCURADOR DO ESTADO/2021) A respeito do mandado de se-
gurança na justiça do trabalho e das ações rescisórias, assinale a opção correta.
a) É cabível mandado de segurança quando as partes formularem pedido de homologação de 
acordo judicial e o juiz não o homologar.
b) Não fere o direito líquido e certo da parte o prosseguimento da execução trabalhista no que 
diz respeito aos valores e tópicos não impugnados no agravo de petição.
c) Não caberá mandado de segurança quando a tutela provisória for indeferida antes da sen-
tença, uma vez que existe recurso próprio para impugnar tal decisão.
d) No caso de uma ação rescisória contra decisão proferida em processo do trabalho em que 
o sindicato tenha atuado como substituto processual, todos os empregados substituídos de-
verão figurar como o polo passivo da ação rescisória.
e) A sentença normativa transitada em julgado em tempo posterior à sentença rescindenda é 
considerada como prova nova para efeitos de viabilizar a desconstituição do julgado.
a) Errada. Súmula n. 418 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
b) Certa. Súmula n. 416 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. 
CABIMENTO
Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de 
discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
c) Errada. Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
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ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
d) Errada. Relembrando matéria da aula passada. Súmula n. 406 do TST:
AÇÃO RESCISÓRIA. LITISCONSÓRCIO. NECESSÁRIO NO POLO PASSIVO E FACULTA-
TIVO NO ATIVO. INEXISTENTE QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS PELO SINDICATO
I – O litisconsórcio,na ação rescisória, é necessário em relação ao polo passivo da 
demanda, porque supõe uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite 
solução díspar para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do objeto. Já em relação 
ao polo ativo, o litisconsórcio é facultativo, uma vez que a aglutinação de autores se faz 
por conveniência e não pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não se 
pode condicionar o exercício do direito individual de um dos litigantes no processo origi-
nário à anuência dos demais para retomar a lide.
II – O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação trabalhista, em cujos autos 
fora proferida a decisão rescindenda, possui legitimidade para figurar como réu na ação 
rescisória, sendo descabida a exigência de citação de todos os empregados substituídos, 
porquanto inexistente litisconsórcio passivo necessário.
e) Errada. Recordar é viver (e ser aprovado em concurso!): Súmula n. 402 do TST
AÇÃO RESCISÓRIA. PROVA NOVA. DISSÍDIO COLETIVO. SENTENÇA NORMATIVA
I – Sob a vigência do CPC de 2015 (art. 966, inciso VII), para efeito de ação rescisória, 
considera-se prova nova a cronologicamente velha, já existente ao tempo do trânsito em 
julgado da decisão rescindenda, mas ignorada pelo interessado ou de impossível utiliza-
ção, à época, no processo.
II – Não é prova nova apta a viabilizar a desconstituição de julgado:
a) sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença res-
cindenda; b) sentença normativa preexistente à sentença rescindenda, mas não exibida 
no processo principal, em virtude de negligência da parte, quando podia e deveria louvar-
-se de documento já existente e não ignorado quando emitida a decisão rescindenda.
Letra b.
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002. (CEBRASPE/PG-DF/ANALISTA JURÍDICO – DIREITO E LEGISLAÇÃO/2021) É cabível a 
impetração de mandado de segurança quando empresa e empregado pactuam acordo e o juiz 
não o homologa.
Como vimos na questão acima, a resposta está na Súmula 418 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Errado.
003. (QUADRIX/CRF-RS/ADVOGADO/2017) Segundo entendimento sumulado do TST (Sú-
mula 201), da decisão do Tribunal Regional do Trabalho, em mandado de segurança, cabe:
a) recurso ordinário.
b) recurso de revista.
c) recurso especial.
d) agravo regimental.
e) apelação.
Súmula n. 201 do TST
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso 
ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação 
para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
Letra a.
004. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão 
do tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais. A decisão é passível 
de reforma mediante recurso.
Considerando essa situação hipotética e tendo em vista as normas celetistas e o entendimen-
to jurisprudencial do TST, julgue o item seguinte.
A empresa ALFA poderá impetrar novo mandado de segurança para impugnar a decisão do TRT.
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A decisão do TRT é recorrível por meio de recurso ordinário para o TST (Súmula 201, citada na 
questão anterior). Portanto, se há recurso cabível, não pode ser utilizado o mandado de segu-
rança. Nesse sentido, a OJ 92 da SDI-2 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante 
recurso próprio, ainda que com efeito diferido.
No mesmo sentido a Súmula n. 267 do STF:
Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição.
Errado.
005. (CEBRASPE/CODEVASF/ASSESSOR JURÍDICO – DIREITO/2021) A empresa pública 
ALFA impetrou mandado de segurança em lide de competência originária de tribunal regional 
do trabalho (TRT) em face de decisão do próprio TRT. Houve procedência parcial na decisão do 
tribunal, além de condenação recíproca em honorários sucumbenciais.
A decisão é passível de reforma mediante recurso. Considerando essa situação hipotéti-
ca e tendo em vista as normas celetistas e o entendimento jurisprudencial do TST, julgue o 
item seguinte.
Compete ao TRT processar e julgar mandado de segurança quando o próprio tribunal figura 
como autoridade coatora.
Se o mandado de segurança for impetrado contra ato de juiz do trabalho, a competência 
será do TRT.
Se o ato questionado for de desembargador do TRT, a competência também será do próprio TRT.
Art. 678. Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete:
I – ao Tribunal Pleno, especialmente:
a) processar, conciliar e julgar originariamente os dissídios coletivos;
b) processar e julgar originariamente:
1) as revisões de sentenças normativas;
2) a extensão das decisões proferidas em dissídios coletivos;
3) os mandados de segurança;
(...)
Se o ato impugnado tiver sido praticado por ministro do TST, a competência será do TST.
Certo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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006. (CESPE/PREFEITURA DE MANAUS-AM/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) Em rela-
ção ao dissídio coletivo, à ação rescisória e ao mandado de segurança na justiça do trabalho, 
julgue o item a seguir.
Decisão judicial que determinar o bloqueio de numerário existente em conta-salário para sa-
tisfação de crédito trabalhista ofenderá direito líquido e certo e autorizará a impetração de 
mandado de segurança.
Esta questão é muito polêmica e a coloquei aqui para que possamos discutir o assunto.
Já adianto que o gabarito trouxe a questão como correta baseado, sem sombra de dúvidas, na 
OJ 153 da SDI-2, do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES EXIS-
TENTES EM CONTA SALÁRIO. ART. 649, IV, DO CPC DE 1973. ILEGALIDADE. (atualizada 
em decorrência do CPC de 2015)
Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente 
em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a deter-
minado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação 
ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma imperativa que não 
admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC de 
1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito 
trabalhista.
Ocorre que essa OJ foi atualizada em 2015 (como você pode observar na própriaredação da 
OJ), para deixar claro que a vedação ao bloqueio se refere ao CPC/73.
A partir do CPC de 2015 passou a ser possível penhorar conta salário para pagamento de crédi-
to alimentício INDEPENDENTEMENTE DE SUA ORIGEM (art. 833, § 2º, CPC/2015), o que inclui 
as verbas trabalhistas.
Portanto, hoje é possível a penhora de salário para pagamento de dívida trabalhista. É claro 
que essa penhora somente poderá recair sobre percentual do salário que não comprometa a 
subsistência digna do devedor e de sua família.
Como essa penhora, hoje, é prevista em lei, não há ofensa a direito líquido e certo do executado 
e, portanto, não cabe mandado de segurança.
Assim, a questão elaborada em 2018, para ser considerada correta, deveria ter feito menção 
expressa ao CPC de 1973, da mesma forma que consta na OJ 153. Contudo, não houve essa 
especificação e, mesmo assim, a questão foi considerada correta. Questão claramente passí-
vel de recurso.
Certo.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
007. (VUNESP /PREFEITURA DE PRESIDENTE PRUDENTE-SP/PROCURADOR MUNICI-
PAL/2016) O duplo grau de jurisdição obrigatório
a) aplica-se à Justiça do Trabalho, nas hipóteses de condenação da Fazenda Pública, indepen-
dentemente de condição.
b) não se aplica à Justiça do Trabalho desde a promulgação da atual Constituição da República.
c) só é admitido na Justiça do Trabalho se houver recurso voluntário da parte prejudicada.
d) aplica-se em mandado de segurança, apenas na hipótese em que a parte prejudicada pela 
concessão da ordem for pessoa jurídica de direito público.
e) aplica-se em qualquer situação de decisão proferida em ação rescisória ou mandado de 
segurança.
a) Errada. Está correto que se aplica à Justiça do Trabalho nas hipóteses de condenação da 
Fazenda Pública. Mas não é independentemente de condição. Como se pode ver na Súmula 
303/TST (transcrita ao final do exercício), há condições para que ocorra o reexame necessário.
b) Errada. O duplo grau de jurisdição obrigatório é aplicado à Justiça do Trabalho. Em relação 
ao mandado de segurança, encontra previsão expressa no art. 14 da Lei n. 12.016/2009.
c) Errada. Ainda que não haja recurso voluntário da parte prejudicada, haverá reexame de ofí-
cio (ou duplo grau de jurisdição obrigatório) quando a decisão for contrária à Fazenda Pública, 
salvo as exceções previstas em lei.
d) Certa. Dispõe o art. 14 da Lei n. 12.016/2009:
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
§ 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição. 
(...)
e) Errada. Não é em toda situação de decisão proferida em ação rescisória que se aplica o du-
plo grau de jurisdição. Existem exceções, conforme se extrai da Súmula 303, III, do TST:
FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO.
I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da 
Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con-
denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para 
a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) 
salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun-
dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 
(cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun-
dações de direito público.
II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em:
a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho;
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho 
em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun-
ção de competência;
d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.
III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está 
sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, 
exceto nas hipóteses dos incisos anteriores. (ex-OJ n. 71 da SBDI-1 – inserida em 
03.06.1996)
IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro-
cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela conces-
são da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante 
e terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria admi-
nistrativa. (ex-OJs n.s 72 e 73 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 25.11.1996 e 
03.06.1996).
Quanto ao mandado de segurança, só haverá o duplo grau necessário quando for concedida a 
segurança.
Letra d.
008. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) 
À luz da jurisprudência consolidada do Tribunal Superior do Trabalho, julgue o próximo item, a 
respeito de mandado de segurança e dissídio coletivo.
Situação hipotética: Pedro ajuizou reclamação trabalhista pedindo que a empresa da qual fora 
empregado fosse condenada a pagar-lhe adicional de insalubridade. Diante da necessidade de 
perícia para caracterizar e classificar a insalubridade, o juiz determinou que a empresa fizesse 
um depósito prévio para garantir o pagamento dos honorários periciais. Assertiva: Nessa situ-
ação, admite-se mandado de segurança contra o ato judicial de exigência do depósito.
De acordo com o § 3º, do art. 790-B, da CLT (introduzido na CLT pela reforma trabalhista), “O 
juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias”. Portanto, ao fazer 
essa exigência, o juiz violou o direito líquido e certo da parte de ter realizada a perícia sem que 
seja necessário o depósito prévio. Desse modo, cabe mandado de segurança.
Mesmo antes da reforma trabalhista este entendimento já estava assentado na OJ 98, da 
SDI-2, do TST:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
MANDADO DE SEGURANÇA. CABÍVEL PARA ATACAR EXIGÊNCIA DE DEPÓSITO PRÉVIO 
DE HONORÁRIOS PERICIAIS
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a 
incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança 
visando à realização da perícia, independentemente do depósito.
Certo.
009. (FCC /TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, 
não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrerviolação ou houver justo receio de sofrê-la por 
parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. No 
processo do trabalho, de acordo com o entendimento pacificado pelo TST,
a) fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não 
especificados no agravo de petição.
b) constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que de-
tentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta grave a 
ele imputada.
c) em execução definitiva, tem o executado direito líquido e certo a que os valores penhorados 
em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja discordância do credor.
d) fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de empregado.
e) existe direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela juris-
dicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo nos casos 
de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente 
sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabilidade 
provisória prevista em norma coletiva.
a) Errada. NÃO fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e 
valores não especificados no agravo de petição. Súmula n. 416 do TST.
b) Certa. Estudamos isso na aula de procedimentos especiais (no tópico inquérito judicial para 
apuração de falta grave).
OJ 137 da SDI-II do TST.
MANDADO DE SEGURANÇA. DIRIGENTE SINDICAL. ART. 494 DA CLT. APLICÁVEL
Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que 
detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta 
grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT.
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Priscila Margarido
c) Errada. Em execução definitiva, NÃO tem o executado direito líquido e certo a que os valores 
penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio banco, ainda que haja SE HOUVER 
discordância do credor.
Súmula n. 417 do TST
MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO (alterado o item I, atualizado o 
item II e cancelado o item III, modulando-se os efeitos da presente redação de forma a 
atingir unicamente as penhoras em dinheiro em execução provisória efetivadas a partir 
de 18.03.2016, data de vigência do CPC de 2015) – Res. 212/2016, DEJT divulgado em 
20, 21 e 22.09.2016
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em 
dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra-
dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973).
II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito 
líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio 
banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC 
de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000).
d) Errada. NÃO fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de 
empregado.
OJ 67 da SDI-2 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSFERÊNCIA. ART. 659, IX, DA CLT
Não fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de 
empregado, em face da previsão do inciso IX do art. 659 da CLT.
Explicando a OJ: se o juiz deferir liminar para que o empregado não seja transferido até de-
cisão final do processo, o empregador não terá nenhum direito líquido e certo amparado por 
mandado de segurança. Cabe ao empregador aguardar o desfecho do processo.
Nesse caso, como no caso de liminar para determinar a reintegração do empregado, o empre-
gador não tem direito líquido e certo violado, pois ele não sofre prejuízo. Ele é obrigado a pagar 
o salário, mas, em contrapartida, está contando com a força de trabalho daquele empregado.
e) Errada. existe INEXISTE direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, anteci-
pando a tutela jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do pro-
cesso nos casos de anistiado pela Lei n. 8.878/1994, aposentado, integrante de comissão de 
fábrica, dirigente sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor 
de estabilidade provisória prevista em norma coletiva.
OJ 142 da SDI-2, do TST:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA
Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela 
jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, 
quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de 
anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente 
sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili-
dade provisória prevista em norma coletiva.
Letra b.
010. (FCC/TRT – 15ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2018) Órgão de fiscalização das relações de trabalho impôs a certa empresa públi-
ca estadual multa pecuniária por descumprimento de normas de proteção à saúde e à seguran-
ça dos trabalhadores. Após esgotada a discussão do ato punitivo na instância administrativa, 
a empresa impetrou mandado de segurança perante a Justiça do Trabalho, visando afastar a 
penalidade imposta, sob o argumento de que, por integrar a Administração pública, a empresa 
não estaria sujeita a essas normas, ainda que seus empregados sejam contratados pelo regi-
me jurídico trabalhista. Nessa situação, à luz da Constituição Federal, o mandado de seguran-
ça foi impetrado perante a justiça
a) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, mas 
o argumento de mérito invocado pela impetrante é incompatível com a Constituição Federal.
b) competente, sendo o ato impugnado passível de ser objeto de mandado de segurança, que 
sustenta argumento de mérito compatível com a Constituição Federal.
c) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, 
uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, 
apesar do argumento de mérito invocado pela impetrante ser compatível com a Constitui-
ção Federal.
d) competente, mas o ato impugnado não é passível de ser objeto de mandado de segurança, 
uma vez que essa ação não admite a apreciação judicial da legalidade da multa pecuniária, sen-
do incompatível com a Constituição Federal o argumento de mérito invocado pela impetrante.
e) incompetente, uma vez que a ação deveria ser proposta perante a Justiça Estadual, mas o 
ato impugnado é passível de ser objeto de mandado de segurança, apesar do argumento de 
mérito invocado pela impetrante ser incompatível com a Constituição Federal.
A Justiça competente é a Justiça do Trabalho, uma vez que está sendo discutida matéria tra-
balhista sujeita à sua jurisdição (Art. 114, CF), qual seja, saúde e segurança dos trabalhadores 
celetistas.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O argumento da empresa, no sentido de que “por integrar a Administração pública, a empresa 
não estaria sujeita a essas normas”, é contrário à Constituição Federal, pois viola o princípio da 
isonomia. Todos os empregados devem ter assegurado o direito à saúde e segurança no tra-
balho. O empregador, ainda que seja empresa pública, não pode alegar que não está obrigado 
a respeitar as normas e que tem liberdade para violar o bem mais caro do der humano, que 
é a saúde.
Letra a.
011. (CEBRASPE/EMAP/ANALISTA PORTUÁRIO – ÁREA JURÍDICA/2018) Com relação ao 
processo do trabalho, julgue o seguinte item.
Situação hipotética: Um tribunal regional do trabalho indeferiu mandado de segurança impetra-
do por uma sociedade de economia mista. Assertiva: Nessa situação, o processo deverá ser 
encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para que este proceda ao reexame necessário 
do mandado.
Só há necessidade de duplo grau de jurisdição obrigatório quando a segurança é concedida. 
Dispõe o § 1º do art. 14 da Lei n. 12.016/2009:
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
§ 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição.
Errado.
012. (FCC/TST/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2017) De acordo com entendimento su-
mulado pelo TST sobre o cabimento do mandado de segurança e de recurso ordinário diante 
da concessão ou indeferimento de tutela provisória no processo do trabalho, é correto afirmar 
que a impetração de mandado de segurança
a) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe requerimento de efeito 
suspensivo ao recurso ordinário.
b) é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário des-
sa decisão.
c) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
d) é cabível se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Não cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
e) não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. Não cabe recurso ordinário 
dessa decisão.
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Priscila Margarido
A súmula mencionada no enunciado é a Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
a) Errada. NÃO é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença, pois da sentença 
cabe recurso ordinário, então a tutela será discutida no recurso ordinário, não havendo necessi-
dade de impetrar MS. Não cabe CABE requerimento de efeito suspensivo ao recurso ordinário.
b) Errada. NÃO é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença. CABE recurso ordiná-
rio dessa decisão e, justamente por isso, não existe necessidade de impetrar MS.
c) Errada. não é cabível É CABÍVEL se o juiz conceder tutela provisória antes da sentença. Cabe 
NÃO CABE recurso ordinário dessa decisão.
Se o juiz conceder tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso ordinário da deci-
são. Isso porque o recurso ordinário é cabível para atacar sentença. E, além disso, no processo 
do trabalho as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. Então, como não há recur-
so, a parte poderá se valer do mandado de segurança.
d) Certa.
e) Errada. Não é cabível se o juiz conceder tutela provisória na sentença (ATÉ AQUI, OK). Não 
cabe CABE recurso ordinário dessa decisão (justamente por haver recurso próprio – recurso 
ordinário – é que não cabe a impetração do MS).
Letra d.
013. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2017) Na 
Justiça do Trabalho, o mandado de segurança
a) é cabível apenas contra atos judiciais, cuja competência originária é dos tribunais.
b) é cabível contra a decisão de não processar o recurso ordinário regularmente interposto.
c) pode ser utilizado para pleitear verbas trabalhistas sonegadas pelo empregador público.
d) é incabível contra a antecipação de tutela concedida na sentença.
e) tem o prazo de impetração contado em dias úteis.
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a) Errada. É cabível contra atos judiciais em geral e não apenas quando a competência origi-
nária for dos tribunais (a competência originária pode ser de juiz do trabalho ou dos tribunais). 
Além disso, é cabível também contra atos administrativos.
b) Errada. Contra a decisão que não admite o recurso ordinário é cabível agravo de instrumen-
to. E, portanto, se há um recurso próprio, não se pode utilizar o mandado de segurança.
c) Errada. Para pleitear verbas trabalhistas deve ser ajuizada reclamação trabalhista comum. 
Não importa que se trate de empregador público. O mandado de segurança será utilizado ape-
nas quando tiver sido violado direito líquido e certo, e, ainda, desde que não demande dilação 
probatória (a prova deve ser documental e pré-constituída). O mandado de segurança não pode 
ser utilizado para simples cobrança de verbas trabalhistas.
d) Certa. Contra a antecipação de tutela concedida na sentença, o que é cabível é o recurso 
ordinário. (Súmula 414/TST).
e) Errada. No mandado de segurança, o prazo deve ser contado em dias corridos. Isso porque 
os prazos contados em dias úteis são os prazos processuais, ou seja, aqueles atos praticados 
dentro de um processo que já existe. Antes da impetração do MS não existe processo ainda 
(é com a impetração que o processo começa), então o prazo para entrar com o MS é de 120 
dias corridos.
Letra d.
014. (CEBRASPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2017) Em relação aos recursos no 
processo do trabalho, à execução trabalhista e ao mandado de segurança na justiça do traba-
lho, julgue o item que se segue à luz do entendimento do TST.
A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu-
rança, admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante.
A tutela provisória concedida na sentença pode ser impugnada pela via do mandado de segu-
rança POR MEIO DE RECURSO ORDINÁRIO (que é o recurso cabível contra sentença no proces-
so dotrabalho), admitindo-se a obtenção do efeito suspensivo por requerimento do impetrante.
Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
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ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
Errado.
015. (FGV /TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2017) Confor-
me disposição expressa na CLT, os empregados e os empregadores poderão reclamar pesso-
almente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. Diante 
desse preceito normativo, e considerando a jurisprudência uniforme do TST, o recurso ou a 
ação em que se admite o jus postulandi das partes na Justiça do Trabalho é:
a) mandado de segurança;
b) ação cautelar;
c) recurso ordinário adesivo;
d) recurso de revista;
e) ação rescisória.
O recurso que pode ser interposto pela própria parte (sem necessidade de estar representada 
por advogado), no exercício do jus postulandi, é o recurso ordinário no TRT (só existe jus pos-
tulandi na Vara do Trabalho e no TRT. Não é cabível no TST).
O recurso adesivo é apenas uma forma de interposição de outro recurso. No caso da questão, 
o recurso ordinário adesivo é, na essência, um recurso ordinário, sendo possível, portanto, que 
a parte o interponha diretamente (sem advogado). A Súmula 425 do TST estabelece os casos 
em que não cabe o jus postulandi:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
Hoje, como estamos estudando o mandado de segurança, é importante fixar que ele não pode 
ser impetrado diretamente pela parte, sendo necessária a representação por advogado. Isso 
porque se trata de uma ação especial e que deve preencher requisitos bem específicos (por 
exemplo, a demonstração de plano do direito líquido e certo violado), os quais são de difícil 
compreensão por quem não tenha conhecimentos jurídicos.
Letra c.
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016. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2017) Acerca da jurisprudência sumu-
lada do Tribunal Superior do Trabalho sobre o mandado de segurança, assinale a alternati-
va CORRETA:
a) A tutela provisória concedida em sentença também comporta impugnação por intermédio 
de mandado de segurança.
b) A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obtenção 
de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao juízo de primeiro 
grau, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil.
c) A superveniência da sentença, nos autos originários, não faz perder o objeto do mandado de 
segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
d) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu-
telável pela via do mandado de segurança.
e) Não respondida.
a) Errada. A tutela provisória concedida em sentença pode ser impugnada por meio de recurso 
ordinário. Isso porque o recurso ordinário é o recurso cabível contra sentença no processo do 
trabalho, para discutir qualquer matéria decidida em sentença (portanto, se a tutela antecipada 
foi incluída na sentença, ela também será discutida por meio de recurso ordinário). (Súmula 
414/TST). Sempre que houver recurso próprio, não será cabível mandado de segurança.
b) Errada. A tutela provisória concedida em sentença não comporta questionamento pela via 
do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário (ATÉ AQUI, TUDO 
CERTO). É admissível a obtenção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requeri-
mento dirigido ao juízo de primeiro grau AO RELATOR OU PRESIDENTE OU VICE-PRESIDENTE 
DO TRIBUNAL RECORRIDO, por aplicação subsidiária do Código de Processo Civil. (Quem vai 
analisar o recurso é o TRT, então é no TRT que deve ser pedido o efeito suspensivo).
Item I da Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
(...)
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Priscila Margarido
c) Errada. A superveniência da sentença, nos autos originários, não FAZ perder o objeto do 
mandado de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória 
(Como a sentença confirma ou cassa os efeitos da tutela provisória, não faz mais sentido o 
mandado de segurança que discutia a tutela. A discussão, agora, se volta para a sentença).
Item III da Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
(...)
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
d) Certa. Súmula n. 418/TST.
Letra d.
017. (FMP CONCURSOS/PGE-AC/PROCURADOR DO ESTADO/2017) Em uma reclamatória 
trabalhista, concedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da sentença, de acordo com 
entendimento sumulado pelo Tribunal Superior do Trabalho, é CORRETO afirmar que
a) cabe a impetração de mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
b) é própria a interposição de agravo retido, por se tratar de decisão interlocutória.
c) é oportuna a apresentação de protesto antipreclusivo,considerando a inexistência de recur-
so próprio.
d) é cabível a interposição de recurso ordinário, considerando que a decisão recorrida é termi-
nativa do feito.
e) é incabível a manifestação de inconformidade por qualquer medida processual, já que as 
decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do trabalho.
a) Certa. Súmula n. 114, II, TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
(...)
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (...)
b) Errada. Agravo retido é o recurso trabalhista típico da execução no processo do trabalho. 
Não é cabível contra decisão interlocutória. Em regra, as decisões interlocutórias são irrecor-
ríveis no processo do trabalho. Contudo, sempre que essa decisão interlocutória violar direito 
líquido e certo da parte, será cabível mandado de segurança.
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c) Errada. Realmente não há recurso próprio; então utiliza-se o mandado de segurança (o man-
dado se segurança, no processo do trabalho, funciona como um sucedâneo recursal, ou seja, 
se não há recurso próprio, tenta-se o mandado de segurança).
d) Errada. Só é cabível a interposição de recurso ordinário quando a tutela antecipada houver 
sido decidida na sentença (Súmula n. 414, I, TST). A decisão que defere ou indefere tutela an-
tecipada não é terminativa do feito; trata-se de mera decisão interlocutória.
e) Errada. Embora a regra seja a de que as decisões interlocutórias são irrecorríveis no proces-
so do trabalho, o TST já fixou o entendimento de que quando for concedida ou indeferida tutela 
antecipada antes da sentença, é cabível mandado de segurança.
Pode-se dizer que, em regra, as decisões interlocutórias são irrecorríveis no processo do traba-
lho. Contudo, sempre que essa decisão interlocutória violar direito líquido e certo da parte, será 
cabível mandado de segurança.
Letra a.
018. (QUADRIX/CFO-DF/PROCURADOR JURÍDICO/2017) A respeito do processo do traba-
lho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue.
Caberá reexame necessário em mandado de segurança quando o prejudicado pela ordem for 
pessoa jurídica de direito privado se a matéria decidida for de natureza administrativa.
É exatamente o que diz o item IV da Súmula n. 303 do TST:
FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO
I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da 
Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con-
denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para 
a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) 
salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun-
dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 
(cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun-
dações de direito público.
II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em:
a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho 
em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun-
ção de competência;
d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.
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III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita 
ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas 
hipóteses dos incisos anteriores.
IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro-
cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão 
da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e ter-
ceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administra-
tiva.
Certo.
019. (VUNESP/CRBIO – 1ª REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO/2017) A antecipação de tute-
la concedida por juiz do trabalho é passível de impugnação por
a) mandado de segurança, desde que anterior à sentença.
b) agravo de instrumento.
c) correição parcial, desde que se trate de error in judicando.
d) mandado de segurança em qualquer circunstância.
e) pedido de revisão.
a) Certa. Se a antecipação de tutela for concedida antes da sentença, será uma decisão interlo-
cutória. E, como você já sabe, contra decisão interlocutória não cabe recurso imediato. Se não 
há recurso específico, pode ser impetrado o mandado de segurança (Súmula n. 414, I/TST).
b) Errada. A antecipação de tutela poderá ser questionada por mandado de segurança (se for 
proferida antes da sentença) ou por recurso ordinário (se for proferida na sentença). O agravo 
de instrumento, no processo do trabalho, não serve para impugnar decisão que deu ou indefe-
riu tutela antecipada; mas para destrancar recurso não admitido.
c) Errada. A correição parcial é cabível quando o ato do juiz tumultuar o processo e desde que 
não caiba nenhum recurso específico.
d) Errada. O mandado de segurança não será cabível em qualquer circunstância. Para saber se 
cabe o mandado de segurança ou não, é necessário saber o momento em que foi proferida a 
decisão sobre a tutela antecipada. Se for antes da sentença, caberá o mandado de segurança. 
Mas, se for na sentença, será cabível recurso ordinário (Súmula 414/TST).
e) Errada. O pedido de revisão serve para impugnar o valor da causa fixado pelo Juiz nas recla-
mações trabalhistas (art. 2º, § 2º, Lei n. 5.584/70).
Letra a.
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020. (FCC/TRT – 20ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2016) Sobre os procedimentos especiais de ação rescisória e mandado de seguran-
ça, segundo entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,
a) no caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe a impe-
tração do mandado de segurança, em face da existência de recurso próprio.
b) não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em di-
nheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gradação 
prevista no Código de Processo Civil.
c) fere direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segurança o prossegui-
mento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agravo de petição.
d) a ação rescisória calcada emviolação de lei também admite reexame de fatos e provas do 
processo que originou a decisão rescindenda.
e) é documento novo apto a viabilizar a desconstituição de julgado a sentença normativa pro-
ferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença rescindenda.
a) Errada. No caso da tutela antecipada ou liminar ser concedida antes da sentença, não cabe 
CABE a impetração do mandado de segurança, em face da existência INEXISTÊNCIA de recur-
so próprio (Súmula 414/TST).
b) Certa. Súmula n. 417 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em 
dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra-
dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973).
II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito 
líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio 
banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC 
de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000).
c) Errada. Fere NÃO FERE direito líquido e certo que pode ser atacado por mandado de segu-
rança o prosseguimento da execução quanto aos tópicos e valores não especificados no agra-
vo de petição. Súmula n. 416 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. 
CABIMENTO
Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de 
discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
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d) Errada. A ação rescisória calcada em violação de lei também admite NÃO ADMITE reexame 
de fatos e provas do processo que originou a decisão rescindenda. Súmula n. 410 do TST:
AÇÃO RESCISÓRIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INVIABILIDADE
A ação rescisória calcada em violação de lei não admite reexame de fatos e provas do 
processo que originou a decisão rescindenda.
Lembrando que não é qualquer ação rescisória que não poderá analisar fatos e provas. Mas 
apenas a ação rescisória que seja ajuizada com base em violação manifesta à lei (ou seja, com 
base no inciso V, do art. 966, do CPC). Se entrou com base nesse dispositivo, é para discutir 
apenas a violação à lei; e não para rediscutir fatos e provas.
e) Errada. É documento novo NÃO É DOCUMENTO NOVO apto a viabilizar a desconstituição de 
julgado a sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença 
rescindenda. Súmula n. 402 do TST:
AÇÃO RESCISÓRIA. PROVA NOVA. DISSÍDIO COLETIVO. SENTENÇA NORMATIVA
I – Sob a vigência do CPC de 2015 (art. 966, inciso VII), para efeito de ação rescisória, 
considera-se prova nova a cronologicamente velha, já existente ao tempo do trânsito em 
julgado da decisão rescindenda, mas ignorada pelo interessado ou de impossível utiliza-
ção, à época, no processo.
II – Não é prova nova apta a viabilizar a desconstituição de julgado:
a) sentença normativa proferida ou transitada em julgado posteriormente à sentença 
rescindenda;
b) sentença normativa preexistente à sentença rescindenda, mas não exibida no pro-
cesso principal, em virtude de negligência da parte, quando podia e deveria louvar-se de 
documento já existente e não ignorado quando emitida a decisão rescindenda.
Lembrando que não há a ação rescisória preventiva. Portanto, só poderá ser ajuizada depois 
do trânsito em julgado da decisão que se pretende desconstituir por meio de ação rescisória.
Letra b.
021. (CEBRASPE/FUNPRESP-JUD/ANALISTA – DIREITO/2016) De acordo com o entendi-
mento sumulado do TST, julgue o item a seguir.
Em dissídio coletivo, se opera tão somente coisa julgada formal. Assim, o mandado de se-
gurança e a ação rescisória são os meios adequados para se atacar cláusula reformada em 
sentença normativa modificada em grau de recurso.
Bastava conhecer a ação rescisória para acertar esta questão. Lembra que na aula sobre ação 
rescisória foi dito várias vezes que só cabe ação rescisória de decisão de mérito? Portanto, 
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apenas se houver coisa julgada material (e não apenas formal) é que caberá ação rescisória. 
Lembrando que coisa julgada material é quando houve decisão de mérito transitada em julgado.
Sabendo isso, você já acertaria a questão. Mas vamos analisá-la integralmente.
Diz a Súmula 397 do TST:
AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 966, IV, DO CPC DE 2015. ART. 485, IV, DO CPC DE 1973. AÇÃO 
DE CUMPRIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA EMANADA DE SENTENÇA NORMATIVA 
MODIFICADA EM GRAU DE RECURSO. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE MANDADO DE 
SEGURANÇA.
Não procede ação rescisória calcada em ofensa à coisa julgada perpetrada por decisão 
proferida em ação de cumprimento, em face de a sentença normativa, na qual se louvava, 
ter sido modificada em grau de recurso, porque em dissídio coletivo somente se consubs-
tancia coisa julgada formal. Assim, os meios processuais aptos a atacarem a execução 
da cláusula reformada são a exceção de pré-executividade e o mandado de segurança, no 
caso de descumprimento do art. 514 do CPC de 2015 (art. 572 do CPC de 1973).
Da sentença normativa (que é a decisão proferida em dissídio coletivo) cabe ação de cum-
primento (para dar efetividade à sentença normativa) mesmo antes do trânsito em julgado 
da referida sentença. Pois bem. Se a parte entra com ação de cumprimento antes do trânsito 
em julgado para exigir que seja cumprida uma cláusula da sentença normativa, e depois essa 
sentença normativa é reformada, a exigência da cláusula passou a violar direito líquido e certo 
da parte contrária, sendo cabível o mandado de segurança contra a execução dessa cláusula.
Errado.
022. (CEBRASPE/FUNPRESP-EXE/ESPECIALISTA – ÁREA JURÍDICA/2016) A respeito do 
jus postulandi na justiça do trabalho e do cabimento do mandado de segurança no processo 
do trabalho, julgue o item que se segue.
Cabe a impetração de mandado de segurança ao tribunal contra decisão de juiz que, em um 
processo trabalhista, não tenha homologado acordo firmado entre as partes.
Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, portanto, não há como se falar em viola-
ção de direito líquido e certo (as partes não têm direito líquido e certo a essa homologação). 
Se o juiz entender, por exemplo, que o acordo celebrado entre as partes é fraudulento, não o 
homologará.
Diz a Súmula 418 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Errado.
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023. (TRT – 22ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Relativamenteao mandado de seguran-
ça, é INCORRETO afirmar:
a) não cabe na execução trabalhista;
b) não cabe em caso de homologação de acordo, por se tratar de faculdade do juiz;
c) não cabe a concessão de prazo para a juntada de documento indispensável, quando este 
não tiver instruído a petição inicial;
d) não cabe, em regra, contra atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público;
e) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá re-
querer o mandado de segurança.
a) Errada. O mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando houver 
decisão de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrível por 
meio de agravo de petição.
b) Certa. Súmula n. 418/TST.
c) Certa. Súmula n. 415 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO 
CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE.
Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 
321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do 
“mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação.
d) Certa. É exatamente o que diz o § 2º, do art. 1º, da Lei n. 12.016/09.
A explicação é que quando o administrador de empresa pública, sociedade de economia mista 
ou concessionária de serviço público pratica um ato de gestão comercial, está, na verdade, 
exercendo uma atividade de natureza privada. E, portanto, se o ato tem natureza privada, não 
cabe mandado de segurança, pois o administrador não estará agindo como autoridade pública 
ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público (art. 5º, LXIX, CF).
e) Certa. É exatamente o que diz o § 3º do art. 1º da Lei n. 12.016/09.
Letra a.
024. (CEPUERJ/UERJ/RESIDÊNCIA JURÍDICA – TRABALHISTA/2013) Sobre o mandado 
de segurança, pode-se afirmar que:
a) as varas do trabalho e os juízes investidos de jurisdição trabalhista não têm competência 
para julgar mandado de segurança.
b) aos Tribunais Regionais do Trabalho compete o julgamento de mandado de segurança im-
petrado contra seus próprios atos administrativos.
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c) a antecipação da tutela concedida na sentença comporta impugnação pela via do mandado 
de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
d) se a petição inicial do mandado de segurança não vier instruída com a prova documental 
pré-constituída, o juiz designará prazo para emenda, sob pena de indeferimento da inicial.
a) Errada. Se o auditor-fiscal do trabalho praticar uma ilegalidade contra um empregador, por 
exemplo, caberá mandado de segurança na vara do trabalho.
b) Certa. Há essa previsão no inciso VI do art. 21 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LC 
n. 35/79).
Art. 21. Compete aos Tribunais, privativamente:
(...)
VI – julgar, originariamente, os mandados de segurança contra seus atos, os dos respectivos Presi-
dentes e os de suas Câmaras, Turmas ou Seções.
c) Errada. Se a antecipação da tutela for concedida na sentença, caberá recurso ordinário. Se, 
no entanto, for concedida antes da sentença, comportará impugnação pela via do mandado de 
segurança, em face da inexistência de recurso próprio. (Súmula n. 414/TST).
d) Errada. A petição inicial do mandado de segurança deve vir instruída com a prova documen-
tal pré-constituída, não havendo prazo para emenda. Súmula 415 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO 
CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE.
Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 
321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do 
“mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação.
Letra b.
025. (TRT– 21ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Acerca do Mandado de 
Segurança, considere as assertivas abaixo e, assinale, a seguir, a alternativa correta, conside-
rando o entendimento jurisprudencial consagrado pelo Tribunal Superior do Trabalho a respei-
to do tema:
I – Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou 
novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à 
parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor 
recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside-
rado deserto.
II – Cabe mandado de segurança contra antecipação de tutela deferida em sentença trabalhis-
ta, quando os efeitos puderem causar manifesto prejuízo à parte ou estiver em conflito com 
Súmula do Tribunal Superior do Trabalho;
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III – Considerando o amplo poder diretivo concedido ao Magistrado Trabalhista, é possível a 
ele, com suporte subsidiário no Art. 284 do CPC, determinar a emenda à inicial de Mandado de 
Segurança, para que a parte apresente documentos adicionais necessários à demonstração 
da prova pré-constituída.
IV – Não cabe Mandado de Segurança contra indeferimento de processamento de recurso ad-
ministrativo em face de multa aplicada pela fiscalização do trabalho, tendo em vista a previsão 
legal específica no Art. 636, § 1º da CLT, que exige o depósito recursal pertinente.
V – Em mandado de segurança, somente cabe remessa ex officio se, na relação processual, 
figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela concessão da ordem. 
Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e terceiro interessado 
pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria administrativa.
a) apenas as assertivas I, II e IV estão corretas;
b) apenas as assertivas I e V estão corretas;
c) todas as assertivas estão corretas;
d) todas as assertivas estão incorretas;
e) apenas as assertivas III, IV e V estão corretas.
I – Certa. É exatamente o que diz a OJ 88 da SDI-2, do TST.
II – Errada. No caso, será cabível recurso ordinário (Súmula n. 414/TST).
III – Errada. A prova pré-constituída é essencial para a impetração do mandado de segurança e 
deve ser demonstrada de plano, não cabendo prazo para que seja feita essa emenda. (Súmula 
n. 415 do TST).
IV – Errada. A Súmula n. 424 do TST diz que:
RECURSO ADMINISTRATIVO. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE. DEPÓSITO PRÉVIO 
DA MULTA ADMINISTRATIVA. NÃO RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO § 1º 
DO ART. 636 DA CLT.
O § 1º do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor 
da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admis-
sibilidade de recurso administrativo, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 
1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º.
Se não é mais cabível a exigência do depósito prévio do valor da multa para que ela possa ser 
discutida, fazer essa exigência viola direito líquido e certo daquele que se insurge contra a mul-
ta aplicada, sendo cabível, portanto, mandado desegurança.
V – Certa. É exatamente o que diz o item III da Súmula n. 303, do TST.
Letra b.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
026. (FCC/TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Falidora Fortuna 
ingressou com reclamação trabalhista contra o Restaurante Panela Velha Ltda., que foi julgada 
parcialmente procedente. Na execução, as partes protocolaram petição de acordo, dando ple-
na quitação quanto ao objeto da ação e requerendo a sua homologação pelo Juízo. Entretanto, 
o Juízo denegou a homologação do acordo por entender que a referida composição era lesiva 
aos interesses da autora, determinando o prosseguimento da execução. Diante da recusa à 
homologação do acordo
a) as partes devem impetrar Mandado de Segurança, eis que se trata de decisão interlocutória.
b) inexiste direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança.
c) é cabível a interposição de Recurso Ordinário.
d) é cabível a interposição de Agravo de Petição.
e) é cabível a apresentação de exceção de pré-executividade.
Como vimos várias vezes aqui, a homologação do acordo é uma faculdade do juiz e não um 
direito líquido e certo das partes. Nesse sentido, Súmula 418/TST:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Letra b.
027. (TRT – 8ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o processamento 
e julgamento do mandado de segurança, segundo a jurisprudência consolidada do Tribunal 
Superior do Trabalho, é INCORRETO afirmar que:
a) Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante re-
curso próprio, ainda que com efeito diferido.
b) A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Traba-
lho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação legal e 
divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro grosseiro, 
insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face do disposto no 
art. 895, “b”, da CLT.
c) Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança.
d) Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbitrou 
novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que cabia à 
parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na inicial, interpor 
recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o recurso ser conside-
rado deserto.
e) É cabível mandado de segurança para impugnar antecipação de tutela concedida em sen-
tença de conhecimento.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) Certa. OJ 92 da SDI-2 do TST.
b) Certa. OJ 152 da SDI-2 do TST.
c) Certa. OJ 99 da SDI-2 do TST.
d) Certa. OJ 88 da SDI-2 do TST.
e) Errada. Se a tutela foi concedida em sentença, o que cabe é recurso ordinário (Súmula 
n. 414/TST).
Letra e.
028. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Em ação trabalhista ajuizada, foi con-
cedida a antecipação dos efeitos da tutela antes da realização de audiência. De acordo com a 
jurisprudência uniforme do TST, assinale a alternativa CORRETA que contenha a medida que 
pode ser adotada pelo réu:
a) Interpor imediatamente recurso ordinário e ação cautelar visando conferir efeito suspensivo 
ao recurso.
b) Impetrar mandado de segurança, demonstrando por meio de prova pré-constituída que não 
se fazem presentes os requisitos previstos em lei para a antecipação da tutela.
c) Interpor agravo de instrumento por se tratar de decisão interlocutória, cumulado com pedido 
de efeito suspensivo ao recurso.
d) Como a tutela antecipada permite o cumprimento imediato da decisão, o recurso cabível é 
o previsto para a fase de execução, ou seja, o agravo de petição.
e) Não respondida.
a) Errada. Se a tutela foi concedida antes da audiência, é óbvio que foi concedida, também, 
antes da sentença (se não teve nem audiência, é certo que não tem sentença). E, se a tutela é 
concedida em qualquer momento anterior à sentença, o que cabe é o mandado de segurança 
e não o recurso ordinário.
b) Certa.
c) Errada. É verdade que se trata de decisão interlocutória. Contudo, na Justiça do Trabalho 
não cabe agravo de instrumento contra decisão interlocutória (as decisões interlocutórias são 
irrecorríveis de imediato). E, se não há recurso, a única coisa que pode ser usada é o mandado 
de segurança.
d) Errada. Mesma explicação da alternativa “a”: se a tutela antecipada foi concedida antes da 
sentença, o que cabe é o mandado de segurança.
Letra b.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
029. (FUNIVERSA/UEG/ANALISTA DE GESTÃO ADMINISTRATIVA – DIREITO/2015) Con-
forme o entendimento do TST acerca do mandado de segurança, assinale a alternativa correta.
a) Cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado.
b) No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe a im-
petração do mandado de segurança.
c) A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário.
d) O ius postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às varas do trabalho 
e aos tribunais regionais do trabalho e alcança o mandado de segurança, desde que este seja 
impetrado perante vara do trabalho ou tribunal regional do trabalho.
e) Fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em dinheiro 
do executado, em execução definitiva, para garantir crédito exequendo.
a) Errada. Dispõe o art. 5º da Lei n. 12.016/09:
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau-
ção;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
Contra decisão judicial transitada em julgado só cabe ação rescisória.
b) Errada. No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, não cabe 
CABE a impetração do mandado de segurança. (Súmula 414/TST).
c) Certa. Súmula n. 414/TST.
d) Errada. O ius postulandi das partes NÃO alcança o mandado de segurança. Como o manda-
do de segurança é uma ação que exige conhecimentos especiais (conhecimento jurídico sobre 
o cabimento e requisitos do MS), deve ser interposto por meio de advogado.
e) Errada. Súmula n. 417 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em 
dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra-
dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPCato é de 
ministro do TST? O próprio TST resolve.
1.2. MAndAdo de segurAnçA nA FAse de exeCução do proCesso 
trAbAlhistA
Aqui temos uma peculiaridade na Justiça do Trabalho: a jurisprudência firmou o entendi-
mento de que o mandado de segurança pode ser utilizado na execução trabalhista quando 
houver decisão de juiz do trabalho que viole direito e líquido e certo da parte e não seja recorrí-
vel por meio de agravo de petição.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Como veremos na aula sobre recursos, o recurso típico da fase de execução é o agravo 
de petição. Todavia, se a decisão (em fase de execução) viola algum direito líquido e certo 
da parte, mas, no caso, não é cabível agravo de petição, a parte pode se valer do mandado de 
segurança.
Quando for cabível o agravo de petição, ele deve delimitar a matéria controvertida e, em 
relação ao que não houver discordância, segue a execução. E esse prosseguimento da execu-
ção não fere nenhum direito líquido e certo do executado, não cabendo, portanto, mandado de 
segurança para tentar frear a execução da parte incontroversa. Dispõe a Súmula n. 416 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. 
CABIMENTO
Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de 
discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
1.3. MAndAdo de segurAnçA ContrA deCisão interloCutóriA
Já vimos algumas vezes, ao longo das aulas, que no processo do trabalho não cabe recur-
so contra decisão interlocutória, né? E aí o mandado de segurança entra como uma alternativa 
diante de decisão interlocutória que viole direito líquido e certo da parte.
EXEMPLO
O juiz indefere antecipação de tutela para que o empregado estável retorne imediatamente ao 
trabalho (trata-se de uma decisão interlocutória). O empregado entende que foi violado direito 
líquido e certo à garantia de trabalho durante o período de estabilidade e pode impetrar man-
dado de segurança.
Nesse caso, foi cabível o mandado de segurança porque se trata de uma decisão interlo-
cutória e, no processo do trabalho, não há nenhum recurso próprio para se recorrer de decisão 
interlocutória. Então, o mandado de segurança, diante de uma decisão interlocutória que viole 
direito líquido e certo da parte, acaba sendo utilizado como “sucedâneo recursal”. Isso quer di-
zer que o MS acaba sendo utilizado para substituir, para fazer frente a falta de recurso próprio.
Aproveitando o gancho do exemplo, vamos estudar mais uma OJ acerca do mandado de 
segurança. Se o juiz tivesse antecipado a tutela para reintegrar o empregado, o empregador po-
deria entrar com mandado de segurança contra essa decisão que determinou a reintegração? 
Não. É isso que prevê a OJ 142 da SDI-2, do TST:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA
Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela 
jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, 
quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de 
anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente 
sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili-
dade provisória prevista em norma coletiva.
Nesse caso, o empregador não tem direito líquido e certo violado, pois ele não sofre pre-
juízo. Ele é obrigado a pagar o salário, mas, em contrapartida, está contando com a força de 
trabalho daquele empregado. Portanto, não há direito líquido e certo violado que autorize o 
empregador a entrar com MS.
Ainda tratando especificadamente de tutela antecipada, é preciso estudar a Súmula n. 
414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
De acordo com a Súmula 414, se o juiz conceder ou negar tutela provisória na sentença, 
não cabe MS, pois da sentença cabe recurso ordinário. Assim, a tutela será discutida no recur-
so ordinário, não havendo necessidade de impetrar MS.
Agora, se o juiz conceder ou negar tutela antecipada antes da sentença, não caberá recurso 
ordinário da decisão. Isso porque o recurso ordinário é cabível para atacar sentença e ainda 
não há sentença. A decisão que concede ou indefere tutela antes da sentença é uma decisão 
interlocutória e, portanto, não há recurso próprio. Então, como não há recurso, a parte poderá 
se valer do mandado de segurança.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O PULO DO GATO
Vou fazer um quadro esquematizado aqui, para que você tente pensar as situações e memori-
ze a Súmula 414/TST (que cai demais em concurso):
SITUAÇÃO MEDIDA CABÍVEL
Autor pediu tutela antecipada. Juiz deferiu na 
sentença Recurso ordinário da parte contrária
Autor pediu tutela antecipada. Juiz deferiu 
antes sentença Mandado de segurança da parte contrária
Autor pediu tutela antecipada. Juiz indeferiu 
na sentença Recurso ordinário do autor
Autor pediu tutela antecipada. Juiz indeferiu 
antes sentença Mandado de segurança do autor
Autor pediu tutela antecipada para ser 
reintegrado ao empego. Juiz deferiu na 
sentença
Recurso ordinário da parte contrária
Autor pediu tutela antecipada para ser 
reintegrado ao empego. Juiz indeferiu na 
sentença
Recurso ordinário do autor
Autor pediu tutela antecipada para ser 
reintegrado ao empego. Juiz indeferiu antes 
da sentença
Mandado de segurança do autor
Autor pediu tutela antecipada para ser 
reintegrado ao empego. Juiz deferiu antes da 
sentença
Não há nenhuma medida que a parte 
contrária possa intentar. Não cabe mandado 
de segurança.
1.4. proCediMento
O procedimento a ser seguido é o da lei especial do mandado de segurança, não se apli-
cando a CLT.
Prevê o art. 6º da Lei n. 12.016/2009:
Art. 6º A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual, será 
apresentada em 2 (duas)de 1973).
II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito 
líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio 
banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC 
de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000).
Letra c.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
030. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Sobre o mandado de se-
gurança, à luz da jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguin-
tes proposições:
I – Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso de 
revista, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
II – Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado.
III – Aplica-se a alçada em mandado de segurança.
IV – O juiz deve assinalar prazo de 10 (dez) dias para regularização, caso o impetrante não ins-
trua petição inicial com toda a prova documental indispensável ao exame do pleito.
V – Embora o agravo de petição deva delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto 
de discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
a) Somente as proposições II e V estão corretas.
b) Somente as proposições II e IV estão corretas.
c) Somente as proposições I e V estão corretas.
d) Somente as proposições III e IV estão corretas.
e) Todas as proposições estão corretas.
I – Errada. Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe 
recurso de revista RECURSO ORDINÁRIO, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior 
do Trabalho.
Súmula n. 201 do TST:
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso 
ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação 
para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
II – Certa. Art. 5º, III, da Lei n. 12.016/09.
III – Errada. NÃO se aplica a alçada em mandado de segurança.
Súmula n. 365 do TST:
ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA
Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança.
IV – Errada. A prova pré-constituída é essencial para a impetração do mandado de segurança e 
deve ser demonstrada de plano, não cabendo prazo para que seja feita essa emenda (Súmula 
n. 415 do TST).
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
V – Certa. Dispõe a Súmula n. 416 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. 
CABIMENTO
Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de 
discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
Letra a.
031. (TRT – 4ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2016) Considere as assertivas 
abaixo sobre ação civil pública na Justiça do Trabalho.
I – A competência para a ação civil pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de 
abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, 
a competência será de qualquer das Varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a 
Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente 
para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho, 
ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despachada.
III – Na Justiça do Trabalho, os sindicatos e o Ministério Público têm competência para a 
propositura de ação civil pública, sendo vedada sua atuação em litisconsórcio na hipótese de 
defesa de interesses difusos.
Quais são corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) I, II e III.
I – Certa. É exatamente o que diz o item I da OJ 130 da SDI-2, do TST.
II – Errada. Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con-
corrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do 
Trabalho (ATÉ AQUI, OK), ficando prevento o Juízo a que a primeira ação houver sido despacha-
da DISTRIBUÍDA. (O QUE IMPORTA É A DATA DA DISTRIBUIÇÃO E NÃO O DESPACHO).
OJ 130 da SDI-2, do TST:
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano.
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con-
corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio-
nais do Trabalho.
IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
III – Errada. A legitimidade está prevista no art. 5º da Lei n. 7.347/85. Já a possibilidade de 
atuação do MP e dos sindicatos, como litisconsortes, está disposta de forma expressa no § 2º:
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:
I – o Ministério Público;
II – a Defensoria Pública;
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;
V – a associação que, concomitantemente:
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio 
ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
§ 1º O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como 
fiscal da lei.
§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste artigo 
habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes.
Letra a.
032. (FCC/TRT – 1ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2015) Em relação à com-
petência para julgar ação civil pública na Justiça do Trabalho, e com base no entendimento do 
TST (súmulas e orientações jurisprudenciais), é correto afirmar:
a) Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será de 
qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer.
b) Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo Tribunal 
Regional, além destasé competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do respec-
tivo tribunal Regional.
c) Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tribunais 
Regionais do Trabalho.
d) No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competência se 
fixa por aquele que primeiro tiver despachado.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
e) No caso de dano de extensão suprarregional, a competência é de qualquer das Varas da 
sede dos Tribunais Regionais com jurisdição nas regiões atingidas.
a) Errada. Se o dano alegado na inicial possuir abrangência suprarregional, a competência será 
de qualquer das Varas do Trabalho das cidades onde o dano ocorrer DAS SEDES DOS TRIBU-
NAIS REGIONAIS DO TRABALHO. (Item III, da OJ 130, da SDI-2/TST). (Lembrando que a sede 
do TRT é a capital do estado e, no caso do TRT 15, a sede é Campinas).
b) Errada. Se o dano for limitado à jurisdição de duas Varas contíguas, vinculadas ao mesmo 
Tribunal Regional, além destas é competente também, em qualquer caso, as Varas da sede do 
respectivo tribunal Regional, A COMPETÊNCIA SERÁ DE QUALQUER DAS VARAS DAS LOCALI-
DADES ATINGIDAS. (Item II, da OJ 130, da SDI-2/TST) (no caso de dano regional, se a capital 
não foi atingida, a Vara do Trabalho da capital não será competente para ação civil pública. A 
competência será apenas das localidades atingidas).
c) Errada. Se o dano for de extensão nacional a competência originária é de qualquer dos Tri-
bunais Regionais do Trabalho CONCORRENTE PARA A AÇÃO CIVIL PÚBLICA SERÁ DAS VARAS 
DO TRABALHO DAS SEDES DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO. (Item III, da OJ 130, da 
SDI-2/TST). (Não é de qualquer TRT, mas apenas daqueles TRTs onde houver ocorrido o dano. 
A OJ fala em “sede do TRT”. Como vimos, a sede é a capital do estado. O dano precisa ter ocor-
rido na capital? Não. Por exemplo, se o dano atingiu o interior do Paraná e o interior de Santa 
Catarina, haverá concorrência entre as Varas do Trabalho de Curitiba e as Varas do Trabalho 
de Florianópolis).
d) Errada. No caso do ajuizamento de duas ações idênticas, em juízos diferentes, a competên-
cia se fixa por aquele que primeiro tiver despachado AO LOCAL EM QUE A PRIMEIRA AÇÃO 
HOUVER SIDO DISTRIBUÍDA (item IV, da OJ 130, da SDI-2/TST).
e) Certa. Será caso de competência concorrente, como previsto na OJ 130 da SDI-2/TST.
Letra e.
033. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2015) Marque a alternativa INCORRETA so-
bre competência para processamento e julgamento da ação civil pública:
a) A competência fixa-se pela extensão do dano.
b) Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência é de uma 
das Varas do Trabalho da capital do Estado.
c) Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente 
das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho.
d) Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
e) Não respondida.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) Certa. Item I da OJ 130 da SDI-2 do TST.
b) Errada. Se a extensão do dano a ser reparado limitar-se ao âmbito regional, a competência 
é de uma das Varas do Trabalho da capital do Estado DE QUALQUER DAS VARAS DAS LOCALI-
DADES ATINGIDAS. (Item II, da OJ 130, da SDI-2, do TST).
c) Certa. Item III da OJ 130 da SDI-2 do TST.
d) Certa. Item IV da OJ 130 da SDI-2 do TST).
Como você certamente percebeu, a resolução da questão exigia, mais uma vez, o conhecimen-
to da OJ 130 da SDI-2, do TST. Essa OJ é o ponto mais cobrado em concursos, quando o tema 
é ação civil pública. Então vamos lê-la novamente (a repetição é a chave da memorização ):
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano.
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con-
corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio-
nais do Trabalho.
IV – Estará prevento o juízo a que a primeira ação houver sido distribuída.
Letra b.
034. (CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS – CONSULTOR LEGISLATIVO/2014) A res-
peito das ações civis admissíveis no processo do trabalho, julgue o item a seguir.
Conforme jurisprudência consolidada do TST, não é cabível mandado de segurança para cas-
sar liminar concedida em ação civil pública.
A OJ 58, da SDI-2, do TST, estabelece que é cabível, sim, mandado de segurança para cassar 
liminar concedida em ação civil pública.
A decisão que concede liminar em ação civil pública é uma decisão interlocutória e, portanto, 
não há recurso imediato no processo do trabalho. Assim, por não haver recurso próprio, será 
possível a utilização do mandado de segurança se houver violação a direito líquido e certo.
Se a liminar for concedida na sentença, caberá recurso ordinário e não mandado de segurança.
Dispõe a OJ 58:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
MANDADO DE SEGURANÇA PARA CASSAR LIMINAR CONCEDIDA EM AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA. CABÍVEL
É cabível o mandado de segurança visando a cassar liminar concedida em ação civil 
pública.
Errado.
035. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) Em razão de um mesmo fato que ocasionou 
danos a interesses difusos de trabalhadores exclusivamente nas cidades de Campinas, San-
tos e São Paulo, o sindicato, ao tomar conhecimento, resolve ajuizar ação civil pública. Nessa 
hipótese, à luz da atual redação da OJ 130 da SDI – II do TST, a ação deverá ser endereçada
a) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região, por se tratar de dissídio coletivo.
b) ao Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região ou ao Tribunal Regional do Trabalho da 
15.ª Região.
c) a uma das varas do trabalho localizadas em Campinas, Santos ou São Paulo.
d) exclusivamente a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo.
e) tanto a uma das varas do trabalho localizadas na Capital de São Paulo quanto na cidade 
de Campinas.
Para resolver a questão é preciso, em primeiro lugar, ter conhecimento do seguinte: Campi-
nas, Santos e São Paulo são cidades localizadas no estado de São Paulo. Até aí, ok, né? Mas 
elas não pertencem todas ao mesmo TRT. Como já estudamos, o estado de São Paulo possui 
dois TRTs. O TRT-2 e o TRT-15. O TRT da 2ª Região tem sede em São Paulo e abrange, além da 
grande São Paulo (que inclui Guarulhos, Barueri, e todo o entorno), a baixada santista e o ABC 
Paulista. Já o TRT da15ª Região tem sede em Campinas e abrange todo o interior do estado 
de São Paulo.
Portanto, na questão, temos o seguinte:
Campinas  TRT-15.
São Paulo e Santos  TRT-2.
Embora existam dois tribunais atingidos, o estado é o mesmo (SP). Então o dano é de abran-
gência regional, uma vez que está concentrado na região do estado de São Paulo.
E sobre dano de abrangência regional, diz o item II da OJ 130:
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
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Se a competência será de qualquer das varas das localidades atingidas (ainda que vinculadas 
a TRTs diferentes), pode-se dizer que a competência será tanto do TRT 2 (nas Varas do Traba-
lho de São Paulo e de Santos) como do TRT 15 (nas Varas do Trabalho de Campinas).
Essa questão nos dá o melhor exemplo de aplicação prática do final do item II (“ainda que vin-
culadas a TRTs diferentes”). Um dano regional atingir dois TRTs só ocorrerá no caso do estado 
de SP (por possuir dois TRTs).
Anotado isso, vamos às alternativas:
a) Errada. A competência será do primeiro grau, e está inserida tanto no âmbito do TRT 2 (nas 
VTs de São Paulo e Campinas), quanto no TRT 15 (VTs de Campinas).
b) Errada. A competência será do primeiro grau. A alternativa correta é a letra c por estabelecer 
quais são as Varas do Trabalho competentes. Mas essas varas estão inseridas no Tribunal Re-
gional do Trabalho da 2.ª Região e no Tribunal Regional do Trabalho da 15.ª Região. Portanto, 
até daria, a princípio, para entender que a alternativa b também estava correta. Mas, comparan-
do com a letra c, percebemos que a alternativa c é muito mais específica e, ainda, não causa 
a ambiguidade que causa a alternativa b (ao falar em “Tribunal”, nos deixa na dúvida se está 
falando em uma ação ajuizada diretamente no Tribunal, ou seja, diretamente no 2º grau; ou se 
está falando apenas em abrangência do Tribunal).
c) Certa.
d) Errada. A competência será da capital do estado quando o dano for de abrangência suprar-
regional (mais de um estado) ou nacional (o país todo). No caso em estudo, o dano foi regional 
(apenas no estado de SP).
e) Errada. Faltou falar de uma das varas do trabalho localizadas em Santos.
Letra c.
036. (OBJETIVA/SAMAE DE JAGUARIAÍVA-PR/ADVOGADO/2016) Em conformidade com 
LEITE, analisar a sentença abaixo:
O MPT pode ajuizar ação civil pública visando limitar o poder de comando do empregador, quan-
do este ofende os direitos de liberdade do trabalhador, como a liberdade de pensamento (v.g., 
proibindo-o de expor suas opiniões ideológicas), ou em situações nas quais o empregador des-
respeita a dignidade do trabalhador, obrigando-o, por exemplo, à vistoria ou revista íntima (1ª 
parte). A Justiça do Trabalho tem competência para processar e julgar ações que veiculam de-
claração de nulidade de contratações temporárias nos entes públicos que adotaram regime jurí-
dico administrativo ou institucional para tais contratações, em consonância com o entendimento 
do STF (2ª parte).
A sentença está:
a) Totalmente correta.
b) Correta somente em sua 1ª parte.
c) Correta somente em sua 2ª parte.
d) Totalmente incorreta.
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A 1ª parte está correta, pois o MPT tem legitimidade para defender direito que interesse à co-
letividade de trabalhadores.
No entanto, a 2ª parte está errada. Como já estudamos, se o vínculo entre o servidor e a admi-
nistração pública for estatutário, a competência para julgamento da demanda será da justiça 
comum e não da Justiça do Trabalho. Por outro lado, se o vínculo for de natureza celetis-
ta, a competência será da Justiça do Trabalho. No caso de contratação temporária, a regra 
se mantém.
O exercício falou expressamente em vínculo “jurídico administrativo ou institucional”, ou seja, 
vínculo estatutário. Assim, a competência é da Justiça Comum.
Veja um julgado recente do STF:
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E DIREITO TRABALHISTA. AGRAVO INTERNO EM 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM PARA 
JULGAR CAUSA INSTAURADA ENTRE O PODER PÚBLICO E SERVIDOR CONTRATADO 
SEM CONCURSO PÚBLICO, APÓS CONSTITUIÇÃO DE 1988.
1. Recurso extraordinário proposto contra decisão que reconheceu a competência da Jus-
tiça do Trabalho para julgar causa discutindo verbas trabalhistas de servidor contratado 
pelo Município de Demerval Lobão, no estado do Piauí, para exercer a função de zelador, 
sem prévio concurso público, após a Constituição de 1988.
2. Na ADI 3.395-MC, esta Corte entendeu que a competência para julgar causas instaura-
das entre o Poder Público e seus servidores, com vínculo estatutário ou jurídico-adminis-
trativo, é da Justiça comum.
3. A existência de Lei Municipal que disciplina o vínculo havido entre as partes implica 
dizer que a relação tem caráter jurídico-administrativo. Assim, eventual nulidade desse 
vínculo e suas consequências devem ser apreciadas pela Justiça Comum. Precedentes.
4. É incontroverso nos autos o estabelecimento, pelo Município de Demerval Lobão, de 
regime jurídico único para a contratação de servidores, não havendo necessidade de se 
reanalisar fatos e provas
5. Agravo interno e recurso extraordinário julgados procedentes, a fim de reconhecer 
a incompetência da Justiça do Trabalho e determinar a remessa dos autos à Justiça 
comum.
(ARE 1179455 AgR, Relator(a): ROSA WEBER, Relator(a) p/ Acórdão: ROBERTO BARROSO, 
Primeira Turma, julgado em 05/05/2020, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 
14-09-2020 PUBLIC 15-09-2020)
Letra b.
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037. (QUADRIX/CRO-GO/ADVOGADO/2021) Considerando a jurisprudência do Superior Tri-
bunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, julgue o item quanto aos reflexos processuais 
da natureza jurídica dos conselhos profissionais.
Os conselhos profissionais ostentam legitimidade ampla e irrestrita para a propositura de ação 
civil pública.
Embora essa questão tenha sido cobrada na parte de processo do trabalho, não está direta-
mente ligada à ação civil pública na Justiça do Trabalho. Trata-se de entendimento do STJ e do 
STF, aplicável às ações civis públicas interpostas também na justiça comum.
Mas achei importante trazer a questão pela relevância do tema.
A primeira coisa a se saber é que o conselho profissional é uma autarquia. Então está enqua-
drado no inciso IV do art. 5º da Lei n. 7.347/85:
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:
I – o Ministério Público;
II – a Defensoria Pública;
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
IV – a autarquia, empresa pública, fundaçãoou sociedade de economia mista;
V – a associação que, concomitantemente:
(...)
Portanto, o conselho profissional, por ser autarquia, pode entrar com ACP. Contudo, essa legi-
timidade não é ampla e irrestrita. O STJ e STF exigem uma coisa chamada “pertinência temáti-
ca”. Isso quer dizer que o conselho só tem legitimidade para defender, por meio de ACP, alguma 
questão ligada à área de atuação do conselho. Por exemplo, o CRM (Conselho Regional de Me-
dicina) não tem legitimidade para ajuizar ação civil pública que visa discutir a reimplantação do 
voto impresso. O assunto, neste caso, não tem nada a ver com a área de atuação do conselho.
Trago aqui um julgado do STJ sobre a questão:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONSELHO REGIONAL DE 
ENFERMAGEM – COREN. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM.
1. Trata-se na origem de Apelação interposta pelo Conselho Regional de Enfermagem e 
pelo Ministério Público Federal contra sentença nos autos da Ação Civil Pública que foi 
extinta sem resolução do mérito, sob o fundamento de carência a ação.
2. O art. 5º da Lei 7.347/85 elencou o rol dos legitimados concorrentes para a defesa 
daqueles direitos, nos quais se incluem as autarquias, em cuja categoria estão os Con-
selhos profissionais, uma vez que ostentam natureza autárquica, conforme decidido 
pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 1.717/DF. Contudo, devem ter correlação entre a 
parte que detém legitimidade e o objeto da ação.
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3. In casu, pretende o Conselho Regional de Enfermagem “vedar a prática de atos priva-
tivos de enfermeiro por outros profissionais de enfermagem e especialmente, compelir 
para a promoção de regular contratação/manutenção de profissional enfermeiro durante 
todo o período de funcionamento das unidades de saúde do município Recorrido” (fl. 247, 
e-STJ).
4. Recursos Especiais providos. (REsp 1388792/SE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, 
SEGUNDA TURMA, julgado em 06/05/2014, DJe 18/06/2014)
Todavia, existe uma exceção importante: a OAB não tem essa limitação temática, tendo a 
incumbência de defender qualquer interesse da sociedade. Confira a seguinte notícia do STJ:
10/11/2017 07:58
OAB tem legitimidade para propor ação civil pública em defesa de consumidor
Em decisão unânime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a 
legitimidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para propor ação civil pública “não 
está sujeita à exigência da pertinência temática no tocante à jurisdição coletiva, deven-
do-lhe ser reconhecida aptidão genérica para atuar em prol desses interesses supraindi-
viduais”.
O caso envolveu uma ação civil pública ajuizada pela OAB do Ceará contra instituições 
bancárias, sob o fundamento de que as empresas adotam sistema de atendimento que 
busca, mediante redução do número de caixas e agências, maximizar lucros, acarretando 
o aumento do tempo de espera de consumidores nas filas.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) entendeu que a OAB não tem legitimi-
dade ativa para ajuizar ação civil pública tendente a discutir matéria restrita aos direitos 
dos consumidores, uma vez que o tema não está incluso em sua finalidade institucional 
de defesa da classe profissional dos advogados.
Prerrogativa constitucional
No STJ, o relator, ministro Luis Felipe Salomão, votou pela reforma do acórdão. Ele citou 
o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que OAB é um serviço público 
independente, não se sujeitando à administração pública direta e indireta, nem se equipa-
rando às autarquias especiais e demais conselhos de classe.
O ministro citou ainda o artigo 105 do regulamento geral do estatuto da OAB, que estabe-
lece que compete ao conselho seccional ajuizar ação civil pública para defesa de interes-
ses difusos de caráter geral, coletivos e individuais homogêneos. Salomão acrescentou 
que a atribuição das seccionais não se limita à esfera local de atuação.
“É prerrogativa da entidade proteger os direitos fundamentais de toda a coletividade, 
defender a ordem jurídica e velar pelos direitos difusos de expressão social, como sói os 
consumidores (em sentido amplo, independentemente se se trata de profissional advo-
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gado), estando inserida, portanto, dentro de sua representatividade adequada a harmoni-
zação destes interesses e a finalidade institucional da OAB”, disse o ministro.
Como o recurso da OAB não foi conhecido pelo TRF5, a turma determinou o retorno do 
processo para novo julgamento.
Errado.
038. (TRT – 14ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Leia as proposições a seguir e marque 
a resposta correta:
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso de dano de 
abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, 
a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho das 
localidades atingidas.
II – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência concorrente 
para a Ação Civil Pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho 
distintos.
III – O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para a execu-
ção, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos 
decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir.
IV – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições 
fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previden-
ciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de 
acordo homologado, que integrem o salário de contribuição.
a) Apenas as proposições I e III estão incorretas.
b) Apenas as proposições II e III estão incorretas.
c) Apenas as proposições III e IV estão incorretas.
d) Apenas as proposições I e IV estão incorretas.
e) Todas as proposições estão incorretas.
Mais uma vez a resposta estava, quase toda, na OJ 130, da SDI-2/TST:
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano.
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
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III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência con-
corrente para a Ação Civil Pública das varas do trabalho das sedes dos Tribunais Regio-
nais do Trabalho.
IV – Estará prevento o juízo a quea primeira ação houver sido distribuída.
I – Errado. A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano. Em caso 
de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara 
do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das sedes dos Tribunais Regionais do 
Trabalho DAS LOCALIDADES ATINGIDAS.
Está errado falar em “varas das sedes dos TRTs”. Quando o dano é apenas regional, a compe-
tência será da VT da localidade onde ocorreu o dano (e não da capital).
II – Certo. Item II da OJ 130. Aqui, sim, se fala em “Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais 
Regionais do Trabalho”, uma vez que se está tratando de dano suprarregional ou nacional.
III – Errado. O art. 114 da Constituição Federal atribui à Justiça do Trabalho competência para 
a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no seu art. 195, I, a, e II, e seus acrés-
cimos decorrentes das decisões, de qualquer natureza, que proferir.
O erro está na afirmação “de qualquer natureza”. Na Justiça do Trabalho são executadas ape-
nas as contribuições decorrentes de sentença condenatória a obrigação de pagar proferida 
pela própria JT, e valores de acordo homologado na JT. Diz o item I da Súmula n. 368 do TST:
DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. IMPOSTO DE RENDA. COMPETÊNCIA. RESPONSABI-
LIDADE PELO RECOLHIMENTO. FORMA DE CÁLCULO. FATO GERADOR
I – A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições 
fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições pre-
videnciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, 
objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição.
IV – Certo. É exatamente o que diz o item I da Súmula 368 do TST. Estudamos isso na aula de 
competência.
Letra a.
039. (MPT/MPT/PROCURADOR DO TRABALHO/2013) Em relação à ação civil pública traba-
lhista, conforme o CDC e a jurisprudência dominante do TST, analise as proposições abaixo:
I – A Vara do Trabalho de Brasília tem competência concorrente para a solução de demandas 
sobre danos de âmbito suprarregional, somente nas hipóteses em que o dano alcance a área 
de sua jurisdição.
II – O sindicato tem ampla legitimidade ativa para postular a tutela inibitória relativa a direitos 
difusos e coletivos, mesmo aqueles desvinculados de interesses da categoria que representa.
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III – Os pedidos relativos a interesses difusos julgados improcedentes, por ausência de prova, 
produzem coisa julgada material com efeito erga omnes.
IV – É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais individuais 
e coletivos.
Assinale a alternativa CORRETA:
a) As assertivas II e III estão incorretas;
b) As assertivas I e IV estão incorretas;
c) As assertivas I e III estão incorretas;
d) As assertivas II e IV estão incorretas;
e) Não respondida.
I – Certo. OJ 130, da SDI-2/TST. Se o dano é suprarregional, a competência é das varas do tra-
balho das sedes dos Tribunais Regionais do Trabalho abrangidos pelo dano. Portanto, as varas 
do trabalho de Brasília somente terão competência para julgar a ACP se o dano se estender 
também pela área de jurisdição abrangida pelo TRT-10 (Brasília e Acre).
II – Errado. O sindicato somente tem legitimidade para defesa de interesses diretamente liga-
dos à categoria que representa (é a chamada pertinência temática) (lembrando que a matéria 
está explicada na questão 37).
III – Errado. Quando o pedido relativo a interesses difusos for julgado improcedente, por ausên-
cia de prova, somente se produzirá coisa julgada secundum eventum probationis, com efeito 
inter partes. Isso significa que não fará coisa julgada para os outros legitimados, os quais, se 
dispuserem de alguma outra prova, poderão entrar com nova ação civil pública.
IV – Certo. É possível a cumulação objetiva de pedidos de indenização por danos morais indivi-
duais e coletivos, uma vez que os destinatários são diferentes. Os danos morais individuais são 
destinados a indenizar a pessoa que sofreu o dano diretamente. Nesse caso, o lesado pode ser 
individualizado e a extensão do dano pode ser medida. Já o dano moral coletivo se destina a 
reparar a coletividade, que não pode ser considerada individualmente. Trata-se de uma parcela 
da população atingida e que não pode ter o dano em relação a cada pessoa individualizado. 
A indenização devida a título de dano moral coletivo é revertida a uma obra de assistência, a 
algum fundo com destinação social etc., e não diretamente às pessoas que integrem a parcela 
da população lesada.
Letra a.
040. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) Em relação à Ação Civil Pública, assinale 
a alternativa correta:
a) É cabível na hipótese de danos morais e patrimoniais causados a qualquer interesse difuso 
ou coletivo, inclusive em se tratando de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
b) Pode ser proposta pelo Ministério Público, quando os fatos objeto da ação, chegaram ao 
seu conhecimento por juízes e tribunais, no exercício de suas funções, ou por qualquer pessoa.
c) Será instruída por certidões e informações, que não podem ser negadas pela autoridade 
competente.
d) Em que for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, terá os seus diretores 
subsidiariamente responsáveis pelas condenações impostas.
e) Deve ser proposta no Tribunal Regional do Trabalho competente para julgar a matéria 
discutida.
a) Errada. NÃO é cabível para pleitear Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Isso 
está expresso no parágrafo único do art. 1º da Lei n. 7.347/85:
Art. 1º (...)
Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, 
contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS ou outros fundos 
de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados.
b) Certa. Dispõem os arts. 6º e 7º da Lei n. 7.347/85:
Art. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do Ministério Públi-
co, ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da ação civil e indicando-lhe os 
elementos de convicção.
Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que 
possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providên-
cias cabíveis.
c) Errada. Se a lei impuser sigilo sobre a informação contida na certidão ou informação requeri-
da, poderá ser negado seu fornecimento, de acordo com o § 2º do art. 8º da Lei n. 7.347/1985:
Art. 8º Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes as certi-
dões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 1º O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou requisitar, de qual-
quer organismo público ou particular, certidões, informações, exames ou perícias, no prazo que 
assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 (dez) dias úteis.
§ 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo, poderá ser negada certidão ou informação,hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles documentos, cabendo ao 
juiz requisitá-los.
d) Errada. Se for reconhecida a litigância de má fé da associação autora, os diretores terão 
responsabilidade SOLIDÁRIA e não subsidiária pela condenação imposta.
Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela pro-
positura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das 
custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.
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Priscila Margarido
e) Errada. A competência é definida pela extensão do dano (OJ 130, SDI-2/TST) e será ajuizada 
na Vara do Trabalho e não diretamente no Tribunal Regional do Trabalho.
Letra b.
041. (TRT – 15ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2013) A ação civil pública atende a exigência 
atual de coletivização do processo em contraposição à tendência tradicional individualista do 
direito processual comum, realizando os princípios da acessibilidade coletiva e da efetividade 
do processo. A esse respeito, é incorreto afirmar:
a) a ação civil pública presta-se a tutelar Interesses difusos, coletivos e individuais homogêne-
os, sendo que parte da doutrina estabelece uma diferenciação entre a ação civil pública stricto 
sertsu, que seria destinada aos interesses difusos e coletivos, e a ação coletiva, voltada aos 
interesses individuais homogêneos;
b) os interesses difusos são aqueles de natureza ‘transindividual, indeterminados, indivisíveis, 
de interesse de um grupo de pessoas, não havendo entre elas vínculo jurídico ou fático bem 
definido; os interesses coletivos, por sua vez, são transindividuais, determinados ou determi-
náveis, indivisíveis e interligados por uma relação jurídica de interesse do grupo; os interesses 
individuais homogêneos, por fim, são caracterizados por possuírem a identificação de seu titu-
lar, sendo divisível o seu objeto, possuindo origem comum;
c) a competência para a apreciação das ações civis públicas é definida pelo local do dano, sen-
do entendimento majoritário do TST que, havendo dano de abrangência regional, que atinge ci-
dades sujeitas à jurisdição de mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer 
das varas das localidades atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho 
distintos, ao passo que, em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há com-
petência concorrente para a ação civil pública das Varas do Trabalho das sedes dos Tribunais 
Regionais do Trabalho;
d) a legitimidade ativa ad causam para a ação civil pública não é taxativa, pertencendo, entre 
outros, ao Ministério Público, à União, aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios e aos 
órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, destinados à defesa de direitos metaindi-
viduais, como também às associações constituídas há pelo menos um ano, tendo entre seus 
fins a defesa de interesses metaindividuais;
e) na ação civil pública voltada à tutela de interesses difusos, a sentença de procedência gera 
efeitos vinculantes “erga omnes”.
a) Certa.
b) Certa.
c) Certa. OJ 130 da SDI-2/TST.
d) Errada.
e) Certa. Art. 103, I, do CDC:
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Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a sentença fará coisa julgada:
I – erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese 
em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de 
nova prova, na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. 81;
(...)
Letra d.
042. (TRT – 2ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2011/ADAPTADA) Tem legitimidade para pro-
por a Ação Civil Pública, segundo previsão expressa na Lei 7.347, de 1985:
a) Apenas o Ministério Público.
b) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios, as autarquias, as empresas públicas, as fundações, as sociedades de economia 
mista e a associação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e 
que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, 
à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos 
ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
c) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União, os Estados, o Distrito Federal, os 
Municípios, as autarquias, as fundações e a associação que esteja constituída há pelo menos 
um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção 
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de 
grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico.
d) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública, as autarquias, as fundações e a asso-
ciação que esteja constituída há pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre 
suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econô-
mica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio 
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
e) Apenas o Ministério Público, a Defensoria Pública e a associação que esteja constituída há 
pelo menos um ano nos termos da lei civil e que inclua, entre suas finalidades institucionais, 
a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos 
direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, 
turístico e paisagístico.
a) Errada. Não é apenas o Ministério Público. O Ministério Público é realmente o que mais atua 
em ACP, mas não é o único legitimado.
b) Certa. É isso que dispõe o art. 5º, da Lei 7.347/85:
Art. 5º Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:
I – o Ministério Público;
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II – a Defensoria Pública;
III – a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
IV – a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;
V – a associação que, concomitantemente:
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, ao meio 
ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, 
étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.
c) Errada. Não falou das empresas públicas nem das sociedades de economia mista.
d) Errada. Não falou da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nem das empresas públi-
cas e sociedades de economia mista.
e)Errada. Não falou da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nem das autarquias, fun-
dações, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Letra b.
043. (TRT – 23ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Quanto ao regramento 
legal da ação civil pública, assinale a alternativa FALSA:
a) Tem legitimidade para propor a ação civil pública, dentre outros, a Defensoria Pública, autar-
quia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista.
b) O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente 
como fiscal da lei.
c) Todos os legitimados à propositura da ação poderão tomar dos interessados compromisso 
de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia 
de título executivo extrajudicial.
d) Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem que a as-
sociação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual 
iniciativa aos demais legitimados.
e) Na ação coletiva em que se deduza pretensão referente a direitos ou interesses individuais 
homogêneos haverá a formação de coisa julgada erga omnes, apenas no caso de procedência 
do pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, sendo que, em caso de improce-
dência do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes 
poderão propor ação de indenização a título individual.
a) Certa. Art. 5º da Lei n. 7.347/85.
b) Certa. É exatamente o que diz o § 1º do art. 5º da Lei n. 7.347/1985.
c) Errada. Não são todos os legitimados à propositura da ação civil pública que poderão tomar 
dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante 
cominações (associação, por exemplo, não pode). Apenas os órgãos públicos é que podem 
adotar tal conduta:
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Art. 5º (...)
§ 6º Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento 
de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia de título executivo 
extrajudicial.
d) Certa. É exatamente o que diz o art. 15 da Lei n. 7.347/1985.
e) Certa. Art. 103, III e § 2º, CDC.
Letra c.
044. (TRT – 3ª REGIÃO/JUIZ DO TRABALHO/2014) É correto afirmar em matéria de Manda-
do de Segurança, a partir das súmulas do TST:
a) Não se aplica a alçada em mandado de segurança.
b) A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tu-
telável pela via do mandado de segurança.
c) Da decisão de TRT em mandado de segurança cabe recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para 
o TST, e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
d) A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado de 
segurança que impugnava a concessão da tutela antecipada (ou liminar).
e) Todas as opções estão corretas.
a) Certa. Súmula n. 365 do TST:
ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA
Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança.
A ação rescisória e o mandado se segurança seguem seus ritos próprios, independentemente 
do valor da causa (não se fala em rito sumário, sumaríssimo).
b) Certa. Súmula n. 418 do TST.
c) Certa. Súmula n. 201 do TST.
d) Certa. É exatamente o que diz o item III da Súmula n. 414 do TST.
Letra e.
045. (VUNESP/UNICAMP/PROCURADOR/2014) De acordo com a Súmula 201 do TST, da de-
cisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança, cabe
a) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho.
b) recurso ordinário, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
c) recurso de revista, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
d) apelação, no prazo de 15 dias, para o Tribunal Superior do Trabalho.
e) agravo regimental, no prazo de 8 dias, para o Tribunal Regional do Trabalho.
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Dispõe a referida Súmula n. 201 do TST:
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso 
ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação 
para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
Letra b.
046. (FGV/CONDER/ADVOGADO/2013) A empresa J. Confecções Ltda. foi citada para com-
parecer a uma audiência em reclamação trabalhista movida por uma ex-empregada e, simulta-
neamente, cientificada do deferimento da reintegração da obreira, em sede de tutela antecipa-
da. Inconformada contra a decisão, a empresa impetrou mandado de segurança, cujo mérito 
foi apreciado e concedida a ordem, neutralizando assim a decisão de 1º grau.
O juiz, ao ser cientificado da decisão do writ, dela resolveu recorrer, apresentando a peça per-
tinente no prazo legal.
Diante da situação retratada e da norma de regência, assinale a afirmativa correta.
a) É possível o juiz, na condição de autoridade coatora, recorrer da decisão, conforme previ-
são em Lei.
b) Houve típico erro judiciário, pois não caberia mandado de segurança, já que as decisões inter-
locutórias na Justiça do Trabalho são irrecorríveis, de modo que nada poderia fazer a empresa.
c) Não sendo o juiz parte nem interessado, mas apenas autoridade supostamente coatora, não 
poderá recorrer da decisão, inclusive por inexistir previsão legal para tanto.
d) Uma vez que a Lei é omissa a respeito, caberá ao órgão que apreciar o mandado de seguran-
ça verificar, à luz do caso concreto, pela legitimidade ou não do magistrado como recorrente.
e) O mandado de segurança é cabível, mas deveria ser impetrado perante a Vara do Trabalho, 
pois com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho é no juízo de 1º grau que essa 
ação é proposta, sob pena de supressão de instância.
a) Certa. É esquisito, mas está certo. Prevê o § 2º do art. 14 da Lei n. 12.016/2009:
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
(...)
§ 2º Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer.
O juiz, ao ser apontado como autoridade coatora, pode recorrer.
b) Errada. Mas não tão errado assim. Essa alternativa está bem esquisita. Realmente não seria 
caso de mandado de segurança na hipótese (então, nesta parte a alternativa me parece corre-
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ta). Já vimos que a decisão interlocutória é irrecorrível e, portanto, não cabe recurso. Contudo, 
se houver violação a direito líquido e certo, cabe MS. Mas aqui havia um detalhe: o empregador 
impetrou MS contra decisão que determinou a reintegração ao emprego e a OJ 142 da SDI-2, 
do TST, diz que não há direito líquido e certo que autorize a impetração de MS contra decisão 
que defere reintegração em sede de tutela antecipada. Resumindo:entendo que não era caso 
mesmo de MS (como reconheceu a questão), mas me parece que a alternativa está errada pelo 
seguinte  o erro de julgamento está no acolhimento do MS quando a OJ diz expressamente 
que não há direito líquido e certo na hipótese; e não no fato de não ser possível recorrer de 
decisão interlocutória (sim, ela é irrecorrível, mas cabe MS quando houver violação a direito 
líquido e certo).
c) Errada. Há previsão legal de possibilidade de recurso por parte da autoridade coatora (§ 2º 
do art. 14 da Lei n. 12.016/2009).
d) Errada. A Lei NÃO é omissa a respeito. Há previsão expressa acerca da possibilidade de 
recurso por parte da autoridade coatora.
e) Errada. Se o mandado de segurança é impetrado contra ato do juiz do trabalho, não pode ser 
julgado no 1º grau. Assim, a impetração correta é perante o TRT.
Letra a.
047. (CEBRASPE/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de segurança no 
processo do trabalho, julgue os próximos itens.
Se o juiz do trabalho antecipar a tutela antes de proferir a sentença, será possível a impetração 
de mandado de segurança.
Súmula n. 414 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
Certo.
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048. (CEBRASPE/PG-DF/PROCURADOR/2013) No que diz respeito ao mandado de seguran-
ça no processo do trabalho, julgue os próximos itens.
Se, após pactuarem acordo em processo trabalhista, as partes requererem, em conjunto, ho-
mologação judicial do acordo, e isso não for feito pelo juiz, caberá a impetração de mandado 
de segurança, já que, em tal situação, não há previsão de cabimento de recurso específico.
Não é cabível mandado de segurança contra decisão que não homologa acordo uma vez que 
a homologação é faculdade do juiz, não havendo direito líquido e certo a essa homologação.
Súmula n. 418:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Errado.
049. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2013) Com relação ao Mandado de Segurança, considere:
I – Caberá ao Tribunal Regional do Trabalho competente o julgamento do mandado de segu-
rança quando a autoridade coatora for juiz de direito investido na jurisdição trabalhista.
II – É incabível mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado.
III – O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 180 dias contados 
da ciência, pelo interessado, do ato impugnado (prazo decadencial).
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) II.
c) I e III.
d) II e III.
e) I e II.
I – Certo.
II – Certo. No caso, será cabível apenas ação rescisória.
III – Errado. São 120 dias.
Letra e.
050. (FCC/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2013) Deisy ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa “AXZ Ltda”, reque-
rendo a rescisão indireta de seu contrato de trabalho. As partes celebraram acordo através de 
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petição conjunta, assinada pelos advogados de ambas as partes com poderes para transigir. 
No entanto, o magistrado não homologou o acordo sob o fundamento de que as partes pre-
tendiam o recebimento ilegal de seguro-desemprego e saque indevido de FGTS. Neste caso, a 
decisão do magistrado de homologar ou não o referido acordo.
a) deverá ser objeto de agravo de instrumento, interposto no prazo de oito dias a contar da 
publicação da referida decisão.
b) violou direito líquido e certo das partes, que deverão impetrar mandado de segurança con-
junto, figurando ambas no polo ativo do mandado.
c) violou direito líquido e certo das partes, devendo cada parte impetrar mandado de segurança 
separadamente.
d) possui vício porque no caso de acordo celebrado em reclamação trabalhista que vise a res-
cisão indireta de contrato de trabalho é obrigatória a assinatura das partes em conjunto com 
os seus advogados.
e) constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado 
de segurança.
Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, não cabendo MS e nenhum outro recurso.
Súmula n. 418:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Letra e.
Priscila Margarido
Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (2005). Pós-graduação em Direito do Trabalho 
e Processo do Trabalho pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal 
(Uniderp). Juíza do Trabalho – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região –, ocupando o cargo de 
Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 24ª Região. Professora universitária da 
Faculdade Unigran Capital. Autora do livro A Vaga é Sua, sobre como se preparar para concursos.
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	Apresentação
	Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
	1. Mandado de Segurança
	1.1. Competência
	1.2. Mandado de Segurança na Fase de Execução do Processo Trabalhista
	1.3. Mandado de Segurança contra Decisão Interlocutória
	1.4. Procedimento
	1.5. Casos em que Não Cabe Mandado de Segurança
	1.6. Recorribilidade
	1.7. Prazo para Impetração
	1.8. Mandado de Segurança Coletivo
	2. Ação Civil Pública
	2.1. Competência
	2.2. Legitimidade
	2.3. Litispendência entre Ação Civil Pública e Ação Individual?
	2.4. Prescrição
	2.5. Efeitos da Decisão em Ação Civil Pública
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 107:vias com os documentos que instruírem a primeira reproduzidos na se-
gunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica que esta integra, à qual se acha 
vinculada ou da qual exerce atribuições.
§ 1º No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou estabe-
lecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por certidão ou de terceiro, 
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o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse documento em original ou em cópia 
autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairá 
cópias do documento para juntá-las à segunda via da petição.
§ 2º Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-se-á no 
próprio instrumento da notificação.
§ 3º Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual ema-
ne a ordem para a sua prática.
§ 4º (VETADO)
§ 5º Denega-se o mandado de segurança nos casos previstos pelo art. 267 da Lei n. 5.869, 
de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil.
§ 6º O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, 
se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito.
No entanto, quanto às custas, aplica-se o sistema da CLT. Estabelece a OJ 148 da 
SDI-2 do TST:
CUSTAS. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. EXIGÊNCIA DO PAGA-
MENTO
É responsabilidade da parte, para interpor recurso ordinário em mandado de segurança, 
a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal, sob pena de 
deserção.
De acordo com o artigo 7º da Lei n. 12.016/2009, a autoridade coatora (chamada impetra-
da) terá o prazo de 10 dias para responder.
Não se aplicam os efeitos da revelia em sede de mandado de segurança. Isso porque o man-
dado de segurança é utilizado para proteger direito líquido e certo que deve ser mostrado na 
inicial por meio de prova documental pré-constituída. Se o impetrante não juntar essa prova e 
o impetrado não responder, não se considerará, só por causa da inércia do impetrado, que tudo 
o que foi alegado na inicial é verdadeiro.
O órgão julgador poderá, de ofício ou a requerimento do impetrante, conceder liminar antes 
da oitiva do impetrado, para suspender o ato impugnado quando o fundamento for relevante 
ou houver perigo de a medida resultar ineficaz se não for concedida imediatamente (são os 
famosos fumu boni iuris e periculum in mora).
Prevê o referido artigo 7º:
Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
I – que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada 
com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (dez) dias, preste as informações;
II – que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica interessada, 
enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse no feito;
III – que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento relevante e do 
ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente deferida, sendo faculta-
do exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à 
pessoa jurídica.
§ 1º Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instru-
mento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil.
§ 2º Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributá-
rios, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação 
de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de 
qualquer natureza.
§ 3º Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sen-
tença.
§ 4º Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento.
§ 5º As vedações relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo se estendem à 
tutela antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei n. 5.869, de 11 janeiro de 1973 – Código 
de Processo Civil.
Em todos os mandados de segurança da competência da Justiça do Trabalho é necessária a 
manifestação do Ministério Público do Trabalho.
1.5. CAsos eM que não CAbe MAndAdo de segurAnçA
O art. 5º estabelece os casos em que não é cabível mandado de segurança:
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar:
I – de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de cau-
ção;
II – de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo;
III – de decisão judicial transitada em julgado.
No mesmo sentido do dispositivo, estabelece a OJ 99 da SDI-2 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. ESGOTAMENTO DE TODAS AS VIAS PROCESSUAIS DISPO-
NÍVEIS. TRÂNSITO EM JULGADO FORMAL. DESCABIMENTO
Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança.
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O mandado se segurança não pode ser utilizado como mais um recurso depois de esgota-
dos todos os recursos possíveis. Não é essa a função do MS.
Quando não cabe mais nenhum recurso e a decisão transita em julgado, a única medida 
possível, como vimos na aula passada, é a ação rescisória. Não é possível, portanto, o manda-
do de segurança.
O inciso II do art. 7º diz que não cabe mandado de segurança quando a decisão possa 
ser impugnada por meio de recurso com efeito suspensivo. A razão disso é que se a parte já 
tem um recurso com efeito suspensivo para utilizar, não está ocorrendo violação imediata ao 
direito (o efeito suspensivo impede a prática de atos até a decisão final) e não há necessidade 
de utilizar mandado de segurança. Acontece que esse inciso só tem aplicação integral lá no 
processo civil.
No processo do trabalho, todos os recursos têm apenas efeito devolutivo e não têm efeito 
suspensivo (diferente do processo civil, onde, em regra, os recursos são dotados de efeito 
suspensivo). Portanto, se formos aplicar o inciso II ao processo do trabalho da mesma forma 
que é aplicado ao processo civil, o que ocorreria seria o seguinte: qualquer decisão no proces-
so do trabalho poderia ser objeto de mandado de segurança (se nenhum recurso tem efeito 
suspensivo, sempre caberia mandado de segurança das decisões da JT, pois o recurso não 
seria suficiente para inibir a violação ao direito). Isso contrariaria todo a base principiológica 
sobre a qual o processo do trabalho foi construído, especialmente os princípios da celeridade 
e simplicidade.
Na prática, o que se aplica é o seguinte: não cabe mandado de segurançaquando a lei pro-
cessual trabalhista tiver previsão de recurso próprio (mesmo não havendo efeito suspensivo 
no recurso).
Nesse sentido, a OJ 92 da SDI-2 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante 
recurso próprio, ainda que com efeito diferido.
No mesmo sentido a Súmula n. 267 do STF:
Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição.
Dentro deste tópico, é importante falarmos, ainda, sobre o acordo. Você se lembra de que 
vimos na aula passada que a decisão que homologa acordo é irrecorrível? Pois bem. Se a de-
cisão é irrecorrível, a única coisa cabível é a ação rescisória. Portanto, não cabe mandado de 
segurança.
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E se o juiz, ao contrário, não homologa o acordo? Aí caberia mandado de segurança? Tam-
bém não. Homologar ou não o acordo é uma faculdade do juiz, portanto, não há como se falar 
em violação de direito líquido e certo (as partes não têm direito líquido e certo a essa homolo-
gação). Diz a referida Súmula 418:
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Desse modo, podemos dizer que há mais um caso em que não cabe mandado de seguran-
ça: da decisão do juiz que homologa ou não homologa acordo.
Por fim, a Súmula n. 417 do TST traz mais uma situação em que não será cabível mandado 
de segurança (essa Súmula é cobrada com frequência em provas):
MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em 
dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra-
dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973).
II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito 
líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio 
banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC 
de 1973). (ex-OJ n. 61 da SBDI-2 – inserida em 20.09.2000).
Portanto, da decisão que determina a penhora em dinheiro não cabe MS.
1.6. reCorribilidAde
O que acontece quando o juiz concede ou denega a liminar requerida no mandado de se-
gurança? No processo civil, caberá agravo de instrumento (isso está expresso no inciso II do 
art. 1.015 do CPC).
E no processo do trabalho? No processo do trabalho, como você certamente já sabe, as 
decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. Então como fica?
Vamos começar pelo segundo grau e depois voltamos para o primeiro: Os Regimentos 
Internos dos Tribunais normalmente preveem que contra a decisão do relator no Mandado de 
Segurança, concedendo ou negando a liminar, caberá agravo regimental.
Bom, estabelecido o que ocorre no segundo grau, voltemos ao primeiro: se o juiz do traba-
lho defere ou indefere medida liminar no mandado de segurança, cabe algum recurso? Não, 
porque as decisões interlocutórias, no processo do trabalho, são irrecorríveis de imediato, e 
não há previsão de agravo regimental para o primeiro grau.
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Já vimos acima que se a decisão que defere ou indefere liminar for dada na sentença, cabe 
recurso ordinário. Isso vale aqui também para o mandado de segurança. Se o juiz defere ou 
indefere liminar na própria sentença do MS, cabe recurso ordinário.
Mas e se a decisão foi dada antes da sentença (decisão interlocutória, portanto)? Se fosse 
numa reclamação trabalhista ordinária, caberia mandado de segurança como vimos há pouco. 
Mas e se se tratar de liminar concedida ou negada em MS? Caberá outro MS para discutir a 
liminar? Sim.
Agora vamos ler a OJ 140 da SDI-2 do TST:
MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA LIMINAR, CONCEDIDA OU DENEGADA EM OUTRA 
SEGURANÇA. INCABÍVEL. (ART. 8º DA LEI N. 1.533/51)
Não cabe mandado de segurança para impugnar despacho que acolheu ou indeferiu limi-
nar em outro mandado de segurança.
Agora ficou tudo confuso? Calma aí que eu te explico: essa OJ 140 se refere apenas ao 
segundo grau (TRT), onde há recurso específico previsto em regimento interno, que é o agravo 
regimental. Se há previsão de agravo regimental, não cabe outro mandado de segurança para 
discutir a liminar. Quando essa OJ foi criada, as Varas do Trabalho ainda não tinham compe-
tência para analisar MS (a competência era exclusiva do 2º grau). Como a EC45/04 ampliou a 
competência da Justiça do Trabalho, muitas matérias passaram a ser de competência da Jus-
tiça Trabalhista (como, por exemplo, a discussão sobre multas aplicadas por auditor-fiscal do 
trabalho) e, com isso, passou-se a ter mandados de segurança impetrados no 1º grau (Vara do 
Trabalho). E, no 1º grau não há agravo regimental, razão pela qual será cabível outro MS para 
discutir decisão interlocutória que defere ou indefere liminar em MS.
A OJ 140 não faz essa especificação. Ela deveria ter sido atualizada (para fazer a especifi-
cação), mas não foi. Então, se cair em prova o texto literal da OJ, marque a alternativa como 
certa. Mas, é importante que você saiba a explicação acima para analisar adequadamente as 
situações.
Bom, o que vimos até aqui foram os meios de impugnação da decisão que concede ou 
nega liminar em mandado de segurança. Agora veremos quais os recursos cabíveis da decisão 
que julga o mérito do mandado de segurança.
Acerca dos recursos, dispõe o art. 14 da Lei n. 12.016/2009:
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação.
§ 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição.
§ 2º Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer.
§ 3º A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo 
nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar.
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§ 4º O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença concessiva 
de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou autárquica federal, esta-
dual e municipal somente será efetuado relativamente às prestações que se vencerem a contar da 
data do ajuizamento da inicial.
Embora o caput do artigo fale em “apelação”, no processo do trabalho o recurso cabível 
contra sentença de juiz do trabalho que julga o mérito do mandado de segurança é o recurso 
ordinário (o recurso ordinário é similar à apelação no processo civil) para o TRT.
Da decisão originária do Tribunal Regional do Trabalho caberá recurso ordinário para o TST. 
Nesse sentido, a Súmula n. 201 do TST:
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA
Da decisãode Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso 
ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação 
para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
Há uma informação muito importante no § 1º do art. 14 da Lei n. 12.016/09: Se a seguran-
ça for concedida, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição (ou 
seja, haverá a remessa de ofício à instância superior, ainda que não haja recurso da autoridade 
coatora). É isso que diz a lei.
Temos uma Súmula do TST tratando do assunto, nos seguintes termos:
Súmula n. 303 do TST
FAZENDA PÚBLICA. REEXAME NECESSÁRIO.
I – Em dissídio individual, está sujeita ao reexame necessário, mesmo na vigência da 
Constituição Federal de 1988, decisão contrária à Fazenda Pública, salvo quando a con-
denação não ultrapassar o valor correspondente a: a) 1.000 (mil) salários mínimos para 
a União e as respectivas autarquias e fundações de direito público; b) 500 (quinhentos) 
salários mínimos para os Estados, o Distrito Federal, as respectivas autarquias e fun-
dações de direito público e os Municípios que constituam capitais dos Estados; c) 100 
(cem) salários mínimos para todos os demais Municípios e respectivas autarquias e fun-
dações de direito público.
II – Também não se sujeita ao duplo grau de jurisdição a decisão fundada em:
a) súmula ou orientação jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Tribunal Superior do Trabalho 
em julgamento de recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assun-
ção de competência;
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d) entendimento coincidente com orientação vinculante firmada no âmbito administrativo 
do próprio ente público, consolidada em manifestação, parecer ou súmula administrativa.
III – Em ação rescisória, a decisão proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho está sujeita 
ao duplo grau de jurisdição obrigatório quando desfavorável ao ente público, exceto nas 
hipóteses dos incisos anteriores. (ex-OJ n. 71 da SBDI-1 – inserida em 03.06.1996)
IV – Em mandado de segurança, somente cabe reexame necessário se, na relação pro-
cessual, figurar pessoa jurídica de direito público como parte prejudicada pela conces-
são da ordem. Tal situação não ocorre na hipótese de figurar no feito como impetrante e 
terceiro interessado pessoa de direito privado, ressalvada a hipótese de matéria admi-
nistrativa. (ex-OJs n.s 72 e 73 da SBDI-1 – inseridas, respectivamente, em 25.11.1996 e 
03.06.1996).
O item IV da Súmula é anterior à Lei n. 12.016/09. De acordo com o referido item, não há 
necessidade de remessa de ofício quando o prejudicado pela ordem for pessoa jurídica de 
direito privado, exceto se se tratar de matéria administrativa (se a matéria for administrativa, 
deverá haver o reexame necessário). Contudo, entendo que esse item acaba não tendo mais 
aplicação prática, pois a lei do MS dispõe expressamente que sempre que for concedida a or-
dem, deverá haver a remessa de ofício (não importa quem seja a autoridade prejudicada ou a 
matéria). De todo modo, trouxe a Súmula aqui para análise porque ela continua sendo cobrada 
em provas.
Mandado de 
Segurança
Não é cabível se 
houver recurso 
próprio
Não pode ser 
impetrado contra 
coisa julgada
Utilizado como 
sucedâneo recursal 
na Justiça do 
Trabalho
Cabíveis contra decisão 
interlocutória que viole 
direito líquido e certo
Demonstrado 
na inicial 
(prova pré-
constitucional)
Direito líquido 
e certo
Se refere 
aos fatos
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
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1.7. prAzo pArA iMpetrAção
O art. 23, da Lei n. 12.016/2009, estabelece que:
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) 
dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado.
Esse prazo de 120 dias se refere ao mandado de segurança repressivo (aquele utilizado 
para cessar uma violação que já está acontecendo). A partir de quando se teve ciência do ato 
que lesa direito, há 120 dias para impetrar mandado de segurança.
O prazo de 120 dias é contado em dias corridos. O que se contam em dias úteis são os 
prazos processuais (prazos que correm dentro de um processo) e, antes da impetração do MS, 
não se tem um processo ainda.
E se o mandado de segurança for preventivo (que é aquele impetrado com o intuito de evi-
tar lesão a direito)? Não há prazo para impetração.
1.8. MAndAdo de segurAnçA Coletivo
O mandado de segurança coletivo é utilizado quando há violação a direito líquido e certo 
de uma coletividade.
Está previsto no inciso LXX do art. 5º da CF/1988:
(...)
LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funciona-
mento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
Por sua vez, dispõe o art. 21 da Lei n. 12.016/2009:
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representa-
ção no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou 
à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente 
constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de direitos líquidos e certos 
da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou associados, na forma dos seus estatutos e desde 
que pertinentes às suas finalidades, dispensada, para tanto, autorização especial.
Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser:
I – coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza indivisível, de 
que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma 
relação jurídica básica;
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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II – individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de origem co-
mum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros 
do impetrante.
No mandado de segurança coletivo, a coisa julgada está definida no art. 22 da Lei n. 
12.016/2009:
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos mem-
bros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.
§ 1º O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os 
efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistên-
cia de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar da ciência comprovada daimpetração da segurança coletiva.
§ 2º No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do 
representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 
(setenta e duas) horas.
Veja que não existem grandes diferenças entre o mandado de segurança na Justiça Co-
mum e o mandado de segurança impetrado na Justiça Trabalhista. Praticamente tudo aquilo 
que você estudou sobre mandado de segurança no processo civil pode ser utilizado no pro-
cesso do trabalho, com as observações que foram trazidas aqui no material. No entanto, é de 
extrema (extremíssima!) importância a leitura das Súmulas e OJs colocadas logo abaixo. Da 
mesma forma que no tema “ação rescisória”, também o mandado de segurança na Justiça 
do Trabalho é tratado de maneira extensa por meio de Súmulas e OJs, sendo imprescindível a 
leitura. Vamos a elas:
Súmulas do TST
Súmula n. 33
MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO
Não cabe mandado de segurança de decisão judicial transitada em julgado.
Súmula n. 201
RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA
Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso 
ordinário, no prazo de 8 (oito) dias, para o Tribunal Superior do Trabalho, e igual dilação 
para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.
Súmula n. 365
ALÇADA. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA
Não se aplica a alçada em ação rescisória e em mandado de segurança.
Súmula n. 397
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Mandado de Segurança e Ação Civil Pública
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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AÇÃO RESCISÓRIA. ART. 966, IV, DO CPC DE 2015. ART. 485, IV, DO CPC DE 1973. AÇÃO 
DE CUMPRIMENTO. OFENSA À COISA JULGADA EMANADA DE SENTENÇA NORMATIVA 
MODIFICADA EM GRAU DE RECURSO. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE MANDADO DE 
SEGURANÇA.
Não procede ação rescisória calcada em ofensa à coisa julgada perpetrada por decisão 
proferida em ação de cumprimento, em face de a sentença normativa, na qual se louvava, 
ter sido modificada em grau de recurso, porque em dissídio coletivo somente se consubs-
tancia coisa julgada formal. Assim, os meios processuais aptos a atacarem a execução 
da cláusula reformada são a exceção de pré-executividade e o mandado de segurança, no 
caso de descumprimento do art. 514 do CPC de 2015 (art. 572 do CPC de 1973).
Súmula n. 414
MANDADO DE SEGURANÇA. TUTELA PROVISÓRIA CONCEDIDA ANTES OU NA SEN-
TENÇA
I – A tutela provisória concedida na sentença não comporta impugnação pela via do man-
dado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. É admissível a obten-
ção de efeito suspensivo ao recurso ordinário mediante requerimento dirigido ao tribunal, 
ao relator ou ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, por aplicação sub-
sidiária ao processo do trabalho do artigo 1.029, § 5º, do CPC de 2015.
II – No caso de a tutela provisória haver sido concedida ou indeferida antes da sentença, 
cabe mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio.
III – A superveniência da sentença, nos autos originários, faz perder o objeto do mandado 
de segurança que impugnava a concessão ou o indeferimento da tutela provisória.
Súmula n. 415
MANDADO DE SEGURANÇA. PETIÇÃO INICIAL. ART. 321 DO CPC DE 2015. ART. 284 DO 
CPC DE 1973. INAPLICABILIDADE.
Exigindo o mandado de segurança prova documental pré-constituída, inaplicável o art. 
321 do CPC de 2015 (art. 284 do CPC de 1973) quando verificada, na petição inicial do 
“mandamus”, a ausência de documento indispensável ou de sua autenticação.
Súmula n. 416
MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. LEI N. 8.432/1992. ART. 897, § 1º, DA CLT. 
CABIMENTO
Devendo o agravo de petição delimitar justificadamente a matéria e os valores objeto de 
discordância, não fere direito líquido e certo o prosseguimento da execução quanto aos 
tópicos e valores não especificados no agravo.
Súmula n. 417
MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA EM DINHEIRO
I – Não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina penhora em 
dinheiro do executado para garantir crédito exequendo, pois é prioritária e obedece à gra-
dação prevista no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do CPC de 1973).
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II – Havendo discordância do credor, em execução definitiva, não tem o executado direito 
líquido e certo a que os valores penhorados em dinheiro fiquem depositados no próprio 
banco, ainda que atenda aos requisitos do art. 840, I, do CPC de 2015 (art. 666, I, do CPC 
de 1973).
Súmula n. 418
MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO
A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo 
tutelável pela via do mandado de segurança.
Súmula n. 425
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
OJs da SDI-2 do TST
53. MANDADO DE SEGURANÇA. COOPERATIVA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL. LEI 
N. 5.764/71, ART. 76. INAPLICÁVEL. NÃO SUSPENDE A EXECUÇÃO
A liquidação extrajudicial de sociedade cooperativa não suspende a execução dos crédi-
tos trabalhistas existentes contra ela.
54. MANDADO DE SEGURANÇA. EMBARGOS DE TERCEIRO. CUMULAÇÃO. PENHORA. 
INCABÍVEL (atualizada em decorrência do CPC de 2015) –
Ajuizados embargos de terceiro (art. 674 do CPC de 2015 – art. 1.046 do CPC de 1973) 
para pleitear a desconstituição da penhora, é incabível mandado de segurança com a 
mesma finalidade.
56. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. PENDÊNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁ-
RIO
Não há direito líquido e certo à execução definitiva na pendência de recurso extraordiná-
rio, ou de agravo de instrumento visando a destrancá-lo.
57. MANDADO DE SEGURANÇA. INSS. TEMPO DE SERVIÇO. AVERBAÇÃO E/OU RECO-
NHECIMENTO
Conceder-se-á mandado de segurança para impugnar ato que determina ao INSS o reco-
nhecimento e/ou averbação de tempo de serviço.
59. MANDADO DE SEGURANÇA. PENHORA. CARTA DE FIANÇA BANCÁRIA. SEGURO-
-GARANTIA JUDICIAL
A carta de fiança bancária e o seguro-garantia judicial, desde que em valor não inferior 
ao do débito em execução, acrescido de trinta por cento, equivalem a dinheiro para efeito 
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da gradação dos bens penhoráveis, estabelecida no art. 835 do CPC de 2015 (art. 655 do 
CPC de 1973).
63. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO. AÇÃO CAUTELAR
Comporta a impetração de mandado de segurança o deferimento de reintegração no 
emprego em ação cautelar.
64. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA
Não fere direito líquido e certo a concessão de tutela antecipada para reintegração de 
empregado protegido por estabilidadeprovisória decorrente de lei ou norma coletiva.
65. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA. DIRI-
GENTE SINDICAL
Ressalvada a hipótese do art. 494 da CLT, não fere direito líquido e certo a determinação 
liminar de reintegração no emprego de dirigente sindical, em face da previsão do inciso X 
do art. 659 da CLT.
66. MANDADO DE SEGURANÇA. SENTENÇA HOMOLOGATÓRIA DE ADJUDICAÇÃO. 
INCABÍVEL
I – Sob a égide do CPC de 1973 é incabível o mandado de segurança contra sentença 
homologatória de adjudicação, uma vez que existe meio próprio para impugnar o ato judi-
cial, consistente nos embargos à adjudicação (CPC de 1973, art. 746).
II – Na vigência do CPC de 2015 também não cabe mandado de segurança, pois o ato 
judicial pode ser impugnado por simples petição, na forma do artigo 877, caput, do CPC 
de 2015.
67. MANDADO DE SEGURANÇA. TRANSFERÊNCIA. ART. 659, IX, DA CLT
Não fere direito líquido e certo a concessão de liminar obstativa de transferência de 
empregado, em face da previsão do inciso IX do art. 659 da CLT.
88. MANDADO DE SEGURANÇA. VALOR DA CAUSA. CUSTAS PROCESSUAIS. CABI-
MENTO
Incabível a impetração de mandado de segurança contra ato judicial que, de ofício, arbi-
trou novo valor à causa, acarretando a majoração das custas processuais, uma vez que 
cabia à parte, após recolher as custas, calculadas com base no valor dado à causa na 
inicial, interpor recurso ordinário e, posteriormente, agravo de instrumento no caso de o 
recurso ser considerado deserto.
91. MANDADO DE SEGURANÇA. AUTENTICAÇÃO DE CÓPIAS PELAS SECRETARIAS 
DOS TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO. REQUERIMENTO INDEFERIDO. ART. 789, § 
9º, DA CLT
Não sendo a parte beneficiária da assistência judiciária gratuita, inexiste direito líquido 
e certo à autenticação, pelas Secretarias dos Tribunais, de peças extraídas do processo 
principal, para formação do agravo de instrumento.
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92. MANDADO DE SEGURANÇA. EXISTÊNCIA DE RECURSO PRÓPRIO
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial passível de reforma mediante 
recurso próprio, ainda que com efeito diferido.
98. MANDADO DE SEGURANÇA. CABÍVEL PARA ATACAR EXIGÊNCIA DE DEPÓSITO 
PRÉVIO DE HONORÁRIOS PERICIAIS
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a 
incompatibilidade com o processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança 
visando à realização da perícia, independentemente do depósito.
99. MANDADO DE SEGURANÇA. ESGOTAMENTO DE TODAS AS VIAS PROCESSUAIS 
DISPONÍVEIS. TRÂNSITO EM JULGADO FORMAL. DESCABIMENTO
Esgotadas as vias recursais existentes, não cabe mandado de segurança.
100. RECURSO ORDINÁRIO PARA O TST. DECISÃO DE TRT PROFERIDA EM AGRAVO 
REGIMENTAL CONTRA LIMINAR EM AÇÃO CAUTELAR OU EM MANDADO DE SEGU-
RANÇA. INCABÍVEL
Não cabe recurso ordinário para o TST de decisão proferida pelo Tribunal Regional do 
Trabalho em agravo regimental interposto contra despacho que concede ou não liminar 
em ação cautelar ou em mandado de segurança, uma vez que o processo ainda pende de 
decisão definitiva do Tribunal “a quo”.
127. MANDADO DE SEGURANÇA. DECADÊNCIA. CONTAGEM. EFETIVO ATO COATOR
Na contagem do prazo decadencial para ajuizamento de mandado de segurança, o efetivo 
ato coator é o primeiro em que se firmou a tese hostilizada e não aquele que a ratificou.
137. MANDADO DE SEGURANÇA. DIRIGENTE SINDICAL. ART. 494 DA CLT. APLICÁVEL
Constitui direito líquido e certo do empregador a suspensão do empregado, ainda que 
detentor de estabilidade sindical, até a decisão final do inquérito em que se apure a falta 
grave a ele imputada, na forma do art. 494, caput e parágrafo único, da CLT.
140. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA LIMINAR, CONCEDIDA OU DENEGADA EM 
OUTRA SEGURANÇA. INCABÍVEL. (ART. 8º DA LEI N. 1.533/51)
Não cabe mandado de segurança para impugnar despacho que acolheu ou indeferiu limi-
nar em outro mandado de segurança.
142. MANDADO DE SEGURANÇA. REINTEGRAÇÃO LIMINARMENTE CONCEDIDA
Inexiste direito líquido e certo a ser oposto contra ato de Juiz que, antecipando a tutela 
jurisdicional, determina a reintegração do empregado até a decisão final do processo, 
quando demonstrada a razoabilidade do direito subjetivo material, como nos casos de 
anistiado pela Lei n. 8.878/94, aposentado, integrante de comissão de fábrica, dirigente 
sindical, portador de doença profissional, portador de vírus HIV ou detentor de estabili-
dade provisória prevista em norma coletiva.
144. MANDADO DE SEGURANÇA. PROIBIÇÃO DE PRÁTICA DE ATOS FUTUROS. SEN-
TENÇA GENÉRICA. EVENTO FUTURO. INCABÍVEL
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O mandado de segurança não se presta à obtenção de uma sentença genérica, aplicável 
a eventos futuros, cuja ocorrência é incerta.
148. CUSTAS. MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO. EXIGÊNCIA DO 
PAGAMENTO
É responsabilidade da parte, para interpor recurso ordinário em mandado de segurança, 
a comprovação do recolhimento das custas processuais no prazo recursal, sob pena de 
deserção. (ex-OJ n. 29 – inserida em 20.09.00)
151. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA. PROCURAÇÃO. PODERES ESPE-
CÍFICOS PARA AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. IRREGULARIDADE DE 
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. FASE RECURSAL. VÍCIO PROCESSUAL SANÁVEL.
A procuração outorgada com poderes específicos para ajuizamento de reclamação tra-
balhista não autoriza a propositura de ação rescisória e mandado de segurança. Cons-
tatado, todavia, o defeito de representação processual na fase recursal, cumpre ao rela-
tor ou ao tribunal conceder prazo de 5 (cinco) dias para a regularização, nos termos da 
Súmula n. 383, item II, do TST.
152. AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO DE REVISTA DE ACÓR-
DÃO REGIONAL QUE JULGA AÇÃO RESCISÓRIA OU MANDADO DE SEGURANÇA. PRIN-
CÍPIO DA FUNGIBILIDADE. INAPLICABILIDADE. ERRO GROSSEIRO NA INTERPOSIÇÃO 
DO RECURSO.
A interposição de recurso de revista de decisão definitiva de Tribunal Regional do Tra-
balho em ação rescisória ou em mandado de segurança, com fundamento em violação 
legal e divergência jurisprudencial e remissão expressa ao art. 896 da CLT, configura erro 
grosseiro, insuscetível de autorizar o seu recebimento como recurso ordinário, em face 
do disposto no art. 895, “b”, da CLT.
153. MANDADO DE SEGURANÇA. EXECUÇÃO. ORDEM DE PENHORA SOBRE VALORES 
EXISTENTES EM CONTA SALÁRIO. ART. 649, IV, DO CPC DE 1973. ILEGALIDADE.
Ofende direito líquido e certo decisão que determina o bloqueio de numerário existente 
em conta salário, para satisfação de crédito trabalhista, ainda que seja limitado a deter-
minado percentual dos valores recebidos ou a valor revertido para fundo de aplicação 
ou poupança, visto que o art. 649, IV, do CPC de 1973 contém norma imperativa que não 
admite interpretação ampliativa, sendo a exceção prevista no art. 649, § 2º, do CPC de 
1973 espécie e não gênero de crédito de natureza alimentícia, não englobando o crédito 
trabalhista.
2. Ação Civil públiCA
A ação civil pública é uma ação especial, prevista na Lei n. 7.347/1985, que objetiva pro-
teger os direitos transindividuais (que são direitos não apenas de um indivíduo, mas de uma 
coletividade. Podem ser direitos difusos, coletivos ou individuaishomogêneos).
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Quem define o que são direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos é o art. 81 da 
Lei n. 8.078/1990:
Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em 
juízo individualmente, ou a título coletivo.
Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:
I – interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias 
de fato;
II – interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, 
de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou 
com a parte contrária por uma relação jurídica base;
III – interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem 
comum.
Vamos ver exemplos trabalhistas de cada um desses direitos transindividuais para facilitar 
a compreensão.
• Direito difuso  Se houver greve em serviço essencial (ex. greve em hospitais), os afe-
tados não serão apenas os que se ligam por uma relação trabalhista (empresa X traba-
lhadores), mas sim toda a coletividade indeterminada que depende daquele serviço. O 
direito de acesso ao serviço é indivisível (todos precisam do acesso total; não posso di-
vidir esse direito em cotas) e as pessoas que são titulares do direito estão ligadas entre 
si por circunstâncias de fato (no exemplo, estão ligadas pelo fato de estarem doentes e 
precisarem do serviço).
O que caracteriza o direito como difuso é o fato de que eu não consigo determinar de ma-
neira precisa quem são as pessoas afetadas (no exemplo dado, é qualquer pessoa que precise 
ou venha a precisar do atendimento à saúde) e não há nenhuma ligação jurídica entre essas 
pessoas; coincidindo apenas os fatos que as ligam (no exemplo, elas têm em comum apenas 
o fato de terem direito ao acesso à saúde e precisarem fazer uso desse direito).
• Direito coletivo  Se uma determinada empresa utiliza produto tóxico, sem a adoção 
das medidas adequadas, e coloca em risco todos os 50 trabalhadores que ali laboram, 
há violação de um direito coletivo. Aqui está sendo afetado um grupo de pessoas. Há 
uma soma de direitos individuais afetados, mas que é também o direito de uma coleti-
vidade. No caso, é possível determinar quem são os afetados e eles estão ligados entre 
si e com a parte contrária (empregador) por uma relação jurídica base (relação de em-
pego).
Aqui, há direito coletivo à exigência de um ambiente de trabalho adequado, com a adoção 
de medidas que vedem o contato com o produto tóxico ou mesmo a substituição de tal produ-
to por outro que não cause danos à saúde.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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• Direito individual homogêneo  para exemplificar um direito individual homogêneo da 
esfera trabalhista, podemos utilizar o mesmo exemplo acima. Mas ao invés de se pedir 
a adoção das medidas adequadas para que o meio ambiente do trabalho se torne ade-
quado, será pedido adicional de insalubridade para os trabalhadores afetados.
Aqui se trata de direitos que têm origem comum (exposição ao produto indevido no am-
biente de trabalho da empresa); os titulares são determinados e o interesse é divisível (cada 
um dos empregados envolvidos receberá adicional de insalubridade).
A natureza jurídica da ação civil pública é condenatória, pois a ação é utilizada para conde-
nar aquele que lesiona interesse que transcende o aspecto individual a reparar a lesão cometi-
da, por meio de obrigação de fazer, não fazer e pagar.
A ação civil pública também pode ser ajuizada com a finalidade exclusiva de prevenir ou 
evitar o dano.
EXEMPLO
Ação civil pública ajuizada para evitar dano: determinada empresa não está pagando os direi-
tos trabalhistas dos empregados e está fazendo venda de diversos bens de seu patrimônio. O 
Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar ação civil pública pedindo o bloqueio de trans-
ferência dos bens da empresa (houve aí, a defesa de interesse coletivo). Assim, quando os 
empregados forem ajuizar ação individual pleiteando seus direitos, haverá patrimônio para 
arcar com o crédito do trabalhador.
Na esfera trabalhista, a ação civil pública seguirá o rito ordinário, pois a lei da ação civil 
pública não traz nenhum rito especial. Assim, todo o desenrolar da ação, inclusive quanto aos 
recursos e irrecorribilidade das decisões interlocutórias será o que temos estudado para todas 
as ações trabalhistas.
Entretanto, se a ação civil pública for de natureza cautelar (ajuizada com a finalidade de 
prevenir ou evitar o dano), será seguido o procedimento cautelar do CPC.
Embora seja seguido o procedimento da CLT (e do CPC quando for natureza cautelar), há uma 
especificidade a ser observada  na ação civil pública não há adiantamento de custas ou 
despesas processuais e a associação autora só será condenada a pagar custas ou honorários 
advocatícios se tiver agido de má-fé. Se a ação for julgada improcedente, mas não houver liti-
gância de má-fé, a associação autora não terá de pagar custas e honorários advocatícios. Isso 
está previsto no art. 18 da Lei n. 7.347/85 e tem por finalidade incentivar as associações na 
defesa de direitos transindividuais.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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2.1. CoMpetênCiA
Se a ação civil pública envolver matéria trabalhista (ou seja, alguns dos assuntos do art. 
114 da CF/1988), a competência será da Justiça do Trabalho.
E onde ajuíza, no primeiro ou no segundo grau de jurisdição? A ação civil pública é uma 
ação que segue o rito ordinário normalmente, lembra? Então ela será ajuizada no primeiro grau 
(Vara do Trabalho).
O PULO DO GATO
Ainda estudaremos dissídio coletivo, que é uma ação proposta diretamente no 2º grau e tem 
por objetivo criar novas regras para reger determinada categoria. Isso não se confunde com 
ação civil pública na defesa de direitos coletivos, difusos ou individuais homogêneos. A ação 
civil pública não objetiva criar novas regras, mas sim aplicar o direito já existente. E é proposta 
no 1º grau.
Quanto à competência, é de extrema importância a OJ 130 da SDI-2, do TST:
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA. LOCAL DO DANO. LEI N. 7.347/1985, ART. 2º. 
CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, ART. 93
I – A competência para a Ação Civil Pública fixa-se pela extensão do dano.
II – Em caso de dano de abrangência regional, que atinja cidades sujeitas à jurisdição de 
mais de uma Vara do Trabalho, a competência será de qualquer das varas das localidades 
atingidas, ainda que vinculadas a Tribunais Regionais do Trabalho distintos.
III – Em caso de dano de abrangência suprarregional ou nacional, há competência

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