Logo Passei Direto
Buscar
Material

Prévia do material em texto

Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário -
Área Judiciária) Direito Processual Civil
Autor:
Ricardo Torques
20 de Maio de 2023
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
Ricardo Torques
Aula 18
Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Mandado de Segurança 5
..............................................................................................................................................................................................2) Ação Popular 40
..............................................................................................................................................................................................3) Ação Civil Pública 66
..............................................................................................................................................................................................4) Habeas Data 81
..............................................................................................................................................................................................5) Mandado de Injunção 90
..............................................................................................................................................................................................6) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - CEBRASPE 97
..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - CONSULPLAN 111
..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - FCC 112
..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - FGV 132
..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - VUNESP 140
..............................................................................................................................................................................................11) Questões Comentadas - Mandado de Segurança - OUTRAS BANCAS 154
..............................................................................................................................................................................................12) Questões Comentadas - Ação Popular - CEBRASPE 170
..............................................................................................................................................................................................13) Questões Comentadas - Ação Popular - FCC 178
..............................................................................................................................................................................................14) Questões Comentadas - Ação Popular - FGV 184
..............................................................................................................................................................................................15) Questões Comentadas - Ação Popular - VUNESP 191
..............................................................................................................................................................................................16) Questões Comentadas - Ação Popular - OUTRAS BANCAS 198
..............................................................................................................................................................................................17) Questões Comentadas - Ação Civil Pública - CEBRASPE 209
..............................................................................................................................................................................................18) Questões Comentadas - Ação Civil Pública - FCC 219
..............................................................................................................................................................................................19) Questões Comentadas - Ação Civil Pública - FGV 221
..............................................................................................................................................................................................20) Questões Comentadas - Ação Civil Pública - VUNESP 230
..............................................................................................................................................................................................21) Questões Comentadas - Ação Civil Pública - OUTRAS BANCAS 236
..............................................................................................................................................................................................22) Questões Comentadas - Mandado de Injunção - CEBRASPE 246
..............................................................................................................................................................................................23) Questões Comentadas - Mandado de Injunção - FGV 249
..............................................................................................................................................................................................24) Questões Comentadas - Mandado de Injunção - VUNESP 250
..............................................................................................................................................................................................25) Questões Comentadas - Mandado de Injunção - OUTRAS BANCAS 253
..............................................................................................................................................................................................26) Lista de Questões - Mandado de Segurança - CEBRASPE 255
..............................................................................................................................................................................................27) Gabarito - Mandado de Segurança - CEBRASPE 260
..............................................................................................................................................................................................28) Lista de Questões - Mandado de Segurança - CONSULPLAN 261
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
2
335
Ricardo Torques
Aula 18
Índice
..............................................................................................................................................................................................29) Gabarito - Mandado de Segurança - CONSULPLAN 262
..............................................................................................................................................................................................30) Lista de Questões - Mandado de Segurança - FCC 263
..............................................................................................................................................................................................31) Gabarito - Mandado de Segurança - FCC 270
..............................................................................................................................................................................................32)e seus agentes não prejudica nem condiciona o julgamento do 
pedido de suspensão a que se refere este artigo. 
§ 4o O presidente do tribunal poderá conferir ao pedido efeito suspensivo liminar se 
constatar, em juízo prévio, a plausibilidade do direito invocado e a urgência na concessão 
da medida. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
30
335
§ 5o As liminares cujo objeto seja idêntico poderão ser suspensas em uma única decisão, 
podendo o presidente do tribunal estender os efeitos da suspensão a liminares 
supervenientes, mediante simples aditamento do pedido original. 
O §1º prevê a possibilidade de haver um novo pedido de suspensão, agora para o presidente do STJ ou do 
STF, caso o primeiro pedido seja indeferido ou reformado pelo colegiado pelo agravo. 
O §3º reafirma que a suspensão e os recursos são institutos autônomos e que um não prejudicará o outro. 
O §5º prevê a possibilidade de suspensão em lote. O presidente do Tribunal poderá, em uma única decisão, 
suspender todas as liminares que possuem objeto idêntico incluindo pedidos futuros. 
Por fim, vamos verificar o conteúdo da súmula 626 do STF que trata dos efeitos da suspensão: 
Súmula 626, STF: “A suspensão da liminar em mandado de segurança, salvo determinação 
em contrário da decisão que a deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão 
definitiva de concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua manutenção pelo 
Supremo Tribunal Federal, desde que o objeto da liminar deferida coincida, total ou 
parcialmente, com o da impetração.” 
Como regra, a suspensão vigora até o trânsito em julgado do mandado de segurança. 
Todo o procedimento que estudamos até o presente é voltado para o trâmite da ação de mandado de 
segurança na primeira instância. Contudo, temos a possibilidade de que o mandado de segurança seja 
ajuizado originariamente perante os tribunais. Nesse caso, competirá ao relator do processo no tribunal 
conduzi-lo até a sessão de julgamento. 
É o que estabelece o art. 16, abaixo citado: 
Art. 16. Nos casos de competência originária dos tribunais, caberá ao RELATOR a instrução 
do processo, sendo assegurada a defesa oral na sessão do julgamento. 
Parágrafo único. Da decisão do relator que conceder ou denegar a medida liminar caberá 
agravo ao órgão competente do tribunal que integre. 
Caso haja liminar concedida pelo relator, caberá agravo interno para reanálise da matéria pelo órgão 
colegiado do tribunal. 
Publicação da sentença ou acórdão 
O art. 17 traz uma regra simples. De acordo com o dispositivo, a secretaria do juízo ou do tribunal deve 
publicar a sentença logo que seja lavrada. Se decorrer mais de 30 dias para a publicação, será considerado 
como acórdão as denominadas notas taquigráficas, ou seja, o registro do julgamento feito na sessão. 
Art. 17. Nas decisões proferidas em mandado de segurança e nos respectivos recursos, 
quando não publicado, no prazo de 30 (TRINTA) DIAS, contado da data do julgamento, o 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
31
335
acórdão será substituído pelas respectivas notas taquigráficas, independentemente de 
revisão. 
Recurso para os tribunais superiores 
Da sentença de primeiro grau, cabe recurso de apelação. 
Quando o processo se inicia perante o tribunal (hipóteses de competência originária), o exercício do duplo 
grau de jurisdição dependerá de recurso para os tribunais superiores. 
Por exemplo, de acórdão em mandado de segurança originariamente distribuído a um TRF ou TJ, caberá 
recurso para o STJ ou STF a depender do caso. Esse recurso poderá ser ordinário, especial ou extraordinário 
conforme as hipóteses de cabimento que estudamos na parte processual de recursos do CPC ou em Direito 
Constitucional, uma vez que essas hipóteses estão disciplinadas na Constituição. 
Para nós interessa compreender que, quando o processo for de competência originária do tribunal, há a 
possibilidade de recurso para o STJ ou para o STF. 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos 
tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e 
recurso ordinário, quando a ordem for denegada. 
Assim, lembre-se: cabe recurso ordinário quando a ordem for denegada. 
Se não couber recurso ordinário, cabe recurso especial ou extraordinário. 
Excepcionalmente, se o mandado de segurança for de competência originária do Supremo Tribunal Federal, 
não cabe nenhum recurso, a não ser agravo interno em face das decisões monocráticas, pois o Supremo é a 
última instância do Poder Judiciário. 
Regras procedimentais específicas 
Estamos nos encaminhando para a parte final do procedimento em mandado de segurança. Para encerrar, 
entretanto, devemos analisar os arts. 19 e 20. 
O primeiro deles disciplina que, se o mandado de segurança for denegado, a parte autora poderá ingressar 
com ação para discutir eventuais prejuízos patrimoniais em face da violação dos seus direitos. Isso ocorre 
porque o mandado de segurança possui um campo de aplicação limitado: trata-se de ação que tem por 
finalidade proteger direitos líquidos e certos. Não tem, como característica principal, buscar a reparação ou 
o ressarcimento em face da prática de algum ato ilícito. 
Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o 
mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os 
respectivos efeitos patrimoniais. 
O art. 20, por sua vez, prevê que os processos de mandado de segurança possuem prioridade processual, a 
não ser que se trate de habeas corpus, cujo trâmite prevalece, inclusive, sobre o mandado de segurança. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
32
335
Art. 20. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade 
sobre todos os atos judiciais, salvo habeas corpus. 
§ 1o Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão que se 
seguir à data em que forem conclusos ao relator. 
§ 2o O prazo para a conclusão dos autos não poderá exceder de 5 (cinco) dias. 
Do dispositivo acima: 
 
Mandado de segurança coletivo 
Ao lado do mandado de segurança individual, temos a possibilidade de impetração coletiva dessa ação 
constitucional. Vimos, anteriormente, que há um rol restrito de pessoas que podem ingressar com o 
mandado de segurança coletivo. 
Conforme vimos, são legitimados: 
 partido político com representação no Congresso Nacional, para defesa dos interesses 
dos filiados ou em defesa da finalidade partidária. 
 organização sindical. 
 entidade de classe. 
 associação, regulamente constituída há mais de 1 ano, para defesa de parte ou de todos 
os seus membros, sem necessidade de concessão de autorização especial para agir. 
Observe-se que o STF possui Súmula que reforça esse entendimento: 
Súmula 629 - A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em 
favor dos associados independe da autorização destes. 
A desnecessidade de autorização decorre do fato de que as entidades de classe têm legitimidade 
extraordinária para ingressar com o mandado de segurança. Essa legitimidade extraordinária implica na 
existência do fenômeno da substituição processual. Na substituição, ao contrário da representação, o 
substituto tem poderes próprios para agir em nome do substituído, independentemente da necessidade de 
autorização. 
• prioridade processual (exceto em relação ao habeas corpus).
• devem ser levados a julgamento na instância superior na primeira sessão seguinte à data
em que forem conclusos.
• o prazo para conclusão não podeexceder a 5 dias.
AÇÕES DE MANDADO DE SEGURANÇA
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
33
335
Isso vem descrito no art. 21, caput, da Lei do Mandado de Segurança: 
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com 
representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a 
seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe 
ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em 
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial. 
O parágrafo único trata dos direitos líquidos e certos que podem ser objeto de tutela no mandado de 
segurança coletivo: 
Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: 
I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza 
indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica básica; 
II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de 
origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos 
associados ou membros do impetrante. 
Aqui temos que ir com calma! 
São três dimensões dos direitos fundamentais. Nos interessa as 2ª e 3ª dimensões, pois se caracterizam por 
possuir uma dimensão coletiva de abrangência, que envolve direitos de grupos de pessoas ou determinadas 
categorias. 
Para a defesa desses direitos foi necessário adequar os sistemas jurídicos tradicionais, o que resultou no 
desenvolvimento dos direitos coletivos. Conclui-se que os conflitos envolvendo direitos econômicos, sociais 
e culturais (de 2ª dimensão) e direitos ao meio ambiente, à paz e ao desenvolvimento (de 3ª dimensão) não 
podem ser solucionados pelas regras jurídicas tradicionais, dada a natureza coletiva que lhes é imanente. 
Feito isso, a doutrina distingue espécies de direitos coletivos. 
Primeiramente, esses direitos (ou interesses), de dimensão coletiva, foram sendo consagrados, sobretudo 
na segunda (direitos sociais, trabalhistas, econômicos, culturais) e na terceira (direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado etc.) dimensões de direitos fundamentais, e podem ser denominados como 
transindividuais, supraindividuais, metaindividuais (ou, simplismente, coletivos em sentido amplo, 
coletivos lato sensu, coletivos em sentido lato), por pertencerem a grupos, classes ou categorias mais ou 
menos extensas de pessoas, por vezes indetermináveis (como a coletividade), e por não serem passíveis de 
apropriação e disposição individuais. 
Assim... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
34
335
 
Vamos analisar, brevemente, cada uma dessas espécies: 
 DIREITOS DIFUSOS 
Os direitos difusos pertencem, a um só tempo, a cada um e a todos que estão numa mesma situação de 
fato. 
O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado é exemplo clássico de direito difuso. É um direito 
que assiste cada ser humano, sem que, porém, o indivíduo possa dele dispor como bem entenda, como se 
fosse um direito subjetivo individual. 
Para fins de prova... 
 
 DIREITOS COLETIVOS EM SENTIDO ESTRITO 
Vamos direto ao conceito: 
 
DIREITOS OU INTERESSES 
COLETIVOS LATU SENSU
Direitos ou Interesses 
Difusos
Direitos ou Interesses 
Coletivos strictu sensu
Direitos Individuais 
Homogêneos
Os interesses ou direitos difusos são os interesses ou direitos 
objetivamente indivisíveis, cujos titulares são pessoas indeterminadas e 
indetermináveis, ligadas entre si por circunstâncias de fato.
Entende-se como interesses ou direitos coletivos stricto sensu os interesses ou 
direitos objetivamente indivisíveis, de que seja titular grupo, classe ou 
categoria de pessoas, ligadas entre si ou com a parte contrária por um vínculo 
jurídico base e, por tal razão, determináveis.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
35
335
 DIREITOS COLETIVOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS 
Os direitos individuais homogêneos são direitos subjetivos individuais com um traço de identidade, de 
homogeneidade, na sua origem. 
Para a prova... 
 
Isso tudo para concluir que essas três categorias de direitos coletivos podem ser defendidas por intermédio 
do mandado de segurança coletivo. 
Assim: 
 
A sentença ou acórdão em mandado de segurança coletivo terá validade circunscrita aos membros ou aos 
grupos de pessoas em favor de quem o legitimado ingressou com a ação. 
Não obstante atingir apenas os substituídos, a parte pode decidir por ingressar com o mandado de segurança 
individual. Contudo, para que a pessoa seja beneficiada pela ação coletiva, deverá requerer a desistência do 
seu mandado de segurança individual no prazo de 30 dias, a contar da ciência da impetração da ação coletiva. 
Veja: 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
§ 1o O mandado de segurança coletivo NÃO induz litispendência para as ações individuais, 
mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não 
requerer a desistência de seu mandado de segurança no PRAZO DE 30 (TRINTA) DIAS a 
contar da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
Para encerrar o art. 22, tínhamos a regra do §2º, que foi declarada inconstitucional pelo Supremo. 
Podem ser entendidos como sendo direitos subjetivos individuais, 
objetivamente divisíveis, cuja defesa judicial é passível de ser feita 
coletivamente, cujos titulares são determináveis e têm em comum a 
origem desses direitos, e cuja defesa judicial convém que seja feita 
coletivamente.
HIPÓTESES DE CABIMENTO DO MANDADO 
DE SEGURANÇA COLETIVO
direitos difusos
direitos coletivos em sentido 
estrito
direitos individuais 
homogêneos
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
36
335
O dispositivo previa que a liminar somente poderia ser concedida após manifestação da parte contrária no 
prazo de 72 horas: 
§ 2o No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a 
audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se 
pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas. 
Houve declaração de inconstitucionalidade porque essa regra limita indevidamente o poder cautelar do juiz, 
quando o mandado de segurança é uma ação que visa justamente a implementação de medida célere. 
Prazo decadencial 
É fundamental que você saiba que o prazo para impetrar mandado de segurança é decadencial. 
Assim, de acordo com o art. 23, abaixo citado, a parte deverá impetrar o mandado de segurança no prazo de 
120 dias, a contar da ciência do ato que gerou a violação ao direito líquido e certo: 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
De acordo com a doutrina: 
A decadência, que é a perda de um direito pelo seu não exercício em um determinado 
prazo fixado, no caso, diz respeito ao direito de a parte valer-se da ação mandamental, ou 
seja, se transcorrido o prazo de 120 dias perderá a parte o direito de impetrar mandado de 
segurança, ficando, todavia, resguardado o direito material da parte, quepoderá utilizar as 
vias ordinárias para perseguir o seu direito. 
HÁ, PORTANTO, PERDA DO DIREITO DE IMPETRAR O MANDADO DE SEGURANÇA, E NÃO PERDA DO 
DIREITO QUE SE PRETENDE VER PROTEGIDO. 
Para a prova... 
 
 
PRAZO PARA O 
MANDADO DE 
SEGURANÇA
é decadencial
de 120 dias, a contar da 
ciência do ato impugnado
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
37
335
Dispositivos Finais 
Em relação aos dispositivos finais da Lei do Mandado de Segurança, façamos algumas rápidas observações: 
Prevê o art. 24 que se aplicam as regras relativas ao litisconsórcio à ação de mandado de segurança, 
atualmente disciplinadas nos arts. 113 e seguintes do CPC: 
Art. 24. Aplicam-se ao mandado de segurança os arts. 46 a 49 da Lei no 5.869, de 11 de 
janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 
Leia o art. 25: 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
De acordo com o dispositivo acima: 
 
Observe-se que os embargos infringentes foram excluídos da sistemática processual pelo CPC e não constam 
mais como um dos recursos do nosso ordenamento. 
O art. 26 tipifica o não cumprimento das ordens emanadas em sede de mandado de segurança como crime 
de desobediência: 
Art. 26. Constitui crime de desobediência, nos termos do art. 330 do Decreto-Lei no 2.848, 
de 7 de dezembro de 1940, o não cumprimento das decisões proferidas em mandado de 
segurança, sem prejuízo das sanções administrativas e da aplicação da Lei no 1.079, de 10 
de abril de 1950, quando cabíveis. 
Em relação ao restante dos dispositivos, a mera leitura é o suficiente para a prova: 
Art. 27. Os regimentos dos tribunais e, no que couber, as leis de organização judiciária 
deverão ser adaptados às disposições desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, 
contado da sua publicação. 
Art. 28. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 29. Revogam-se as Leis nos 1.533, de 31 de dezembro de 1951, 4.166, de 4 de 
dezembro de 1962, 4.348, de 26 de junho de 1964, 5.021, de 9 de junho de 1966; o art. 
NO MANDADO DE SEGURANÇA NÃO CABE
embargos infringentes condenação em honorários
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
38
335
3oda Lei no 6.014, de 27 de dezembro de 1973, o art. 1o da Lei no 6.071, de 3 de julho de 
1974, o art. 12 da Lei no 6.978, de 19 de janeiro de 1982, e o art. 2o da Lei no 9.259, de 9 de 
janeiro de 1996. 
Brasília, 7 de agosto de 2009; 188o da Independência e 121o da República. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
39
335
ESTUDO DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA E DA AÇÃO POPULAR 
Introdução 
Vamos iniciar o estudo desse conteúdo cotejando a Ação Popular com a Ação Civil Pública. A finalidade dessa 
análise é conhecer ambas as ações, deduzindo os aspectos nos quais elas se aproximam e se distanciam. 
Essa análise inicial será importante para que possamos compreender a previsão legal, o fundamento, a 
legitimidade e a natureza dessas ações. 
Inicialmente é importante que você saiba que a ação civil pública está prevista constitucionalmente, na parte 
relativa às funções essenciais à justiça, dentro do assunto “Ministério Público”. Veja o que disciplina o art. 
129, III, da CF: 
Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: 
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público 
e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; 
Note que a CF atrela o exercício da ação civil pública (ACP) às funções institucionais do Ministério Público 
(MP), com a finalidade de proteger: 
• o patrimônio público e social; 
• o meio ambiente; e 
• os interesses difusos e coletivos. 
Já a ação popular (AP) é fundamentada como uma ação constitucional, denominada classicamente como um 
remédio constitucional. Trata-se, portanto, de uma garantia constitucional prevista expressamente no art. 
5º, LXXIII: 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
A ação popular tem por finalidade anular atos lesivos: 
• à moralidade administrativa; 
• ao meio ambiente; e 
• ao patrimônio histórico e cultural. 
Desse modo, comparando ambos os dispositivos, é possível notar que a ACP e a AP podem ser utilizadas 
tanto para a proteção do patrimônio público como para a defesa do meio ambiente. 
Para a prova... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
40
335
 
 
Em relação à legitimidade para a propositura de tais ações, temos uma diferenciação relevante. Da leitura 
dos dispositivos acima, notamos que a ACP poderá ser proposta pelo MP, ao passo que a AP pode ser ajuizada 
por cidadãos. 
Essas são as regras introdutórias que extraímos da leitura dos dispositivos constitucionais, veremos, contudo, 
na sequência, vários outros aspectos, previstos na legislação específica de cada uma das leis que estamos 
estudando. 
Antes de estudar as regras específicas de cada uma dessas ações, vamos tratar, de modo conjunto, dos 
princípios aplicáveis a ambas as ações. 
Princípios 
Como forma de um tópico prévio, vamos analisar os princípios de forma destacada, que podem ser aplicáveis 
tanto à AP como à ACP. 
Antes de iniciarmos a análise de cada um dos princípios, é importante registrar que os princípios processuais 
gerais são aplicáveis também a essas ações específicas. Assim, princípios como o do contraditório e da ampla 
defesa, por exemplo, também informam e disciplinam as leis que analisamos nessa aula. 
Na realidade, esse conjunto de princípios é aplicável às ações coletivas como um todo, entre os quais está a 
ação civil pública e a ação popular. 
Contudo, para fins do nosso estudo, interessa conceituar, de forma objetiva, os princípios específicos que 
conferem autonomia à disciplina. 
FU
N
D
A
M
EN
TO
ACP
patrimônio público e social
meio ambiente
interesses difusos e coletivos
AP
moralidade administrativa
meio ambiente
patrimônio histórico e cultural
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
41
335
Princípio do acesso à justiça 
Aqui, no processo coletivo, esse princípio ganha contornos peculiares, pois o surgimento do processo 
coletivo denota a pretensão de tornar ainda mais acessível a justiça quando há discussão de direitos 
transindividuais, que englobam direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos. 
Princípio da universalidade de jurisdição 
O processo coletivo tem a qualidade de ampliar o número de pessoas abrangidas pelas ações coletivas, com 
vistas a atingir a todos. Nesse contexto, é possível concluir que o processo coletivo constitui um significativo 
ganho para a universalização da jurisdição, na medida em que levou a tutela jurisdicional às massas e aos 
conflitos de massas. 
Princípio da participação no processo e pelo processo 
No direito processual individual temos mais evidente a participação no processo, ou seja, o exercício do 
contraditório. As partes devem ser informadas dos atos processuais. 
Na participação peloprocesso confere-se à parte a prerrogativa de influenciar, por intermédio do processo, 
as decisões e a condução da política. 
No processo coletivo, temos ambos os escopos do processo muito claros. Além da participação no processo 
(com o exercício do contraditório), é significativa a possibilidade de as partes atuarem no sentido de 
influenciar no destino da comunidade e do Estado com o manejo das ações coletivas. 
Essa atuação pelo processo é destacada de duas formas: 
 outorga da legitimidade a sindicatos e associações em geral para a defesa de grandes 
causas e dos conflitos de massa; e 
Ä legitimidade do cidadão para controle da gestão da coisa pública, o que se evidencia 
notadamente na AP. 
Princípio da economia processual 
Sem maiores dificuldades, a economia processual indica a resolução dos conflitos com o mínimo de 
atividades processuais. Evidentemente que, fora o esforço que o processo civil contemporâneo tem com a 
economia processual, no processo coletivo esse princípio é maximizado pela possibilidade de uma única 
ação dar cabo a uma infinidade de ações individuais. 
Princípio do interesse jurisdicional no conhecimento do mérito do 
processo coletivo 
Aqui temos um princípio bastante específico, que remete à necessidade de se abandonar formalismos no 
processo coletivo. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
42
335
Embora a tônica do direito processual individual seja a instrumentalidade das formas, no processo coletivo, 
a busca pelo conhecimento de mérito possui ainda maior relevância de forma que excessos de formalismos 
devem ser abandonados. 
Princípio da máxima prioridade jurisdicional da tutela coletiva 
Defende-se que seja dada máxima prioridade aos processos coletivos por três motivos: 
 
Princípio da disponibilidade motivada da ação coletiva 
Devido à relevância social do objeto do processo coletivo, não é dado às partes a possibilidade de desistir 
sem um justo motivo. Também não poderão abandonar a causa. 
Nesse contexto, a LACP prevê que, no caso de desistência infundada ou abandono da causa, compete a outro 
legitimado ou ao Ministério Público assumir a titularidade da ação. No caso do MP, ele somente poderá 
declinar da ação se tiver motivo para tal. 
Princípio da não taxatividade da ação coletiva 
Informa esse princípio que, dado o atual desenvolvimento do microssistema coletivo, é possível o manejo 
das ações coletivas para a tutela de qualquer interesse difuso ou coletivo. 
Apenas para deixar claro, pela redação originária da LACP, seria admissível a utilização da ação apenas nas 
hipóteses do art. 1º. Esse dispositivo era considerado numerus clausus de forma que a ação coletiva somente 
poderia ser utilizada para a tutela do meio ambiente, do consumidor, de bens e direitos de valor artístico, 
estético, histórico, turístico e paisagístico. 
Com a CF – art. 129, III – houve significativa ampliação do objeto das ações coletivas, o que se consolidou 
com a edição do art. 90, do CDC, que previu expressamente a possibilidade de manejo de ação coletiva 
para a defesa de direito difuso ou coletivo. 
Princípio do máximo benefício da tutela jurisdicional coletiva comum 
De acordo com o princípio, a imutabilidade dos efeitos da sentença de procedência da ação coletiva 
beneficia todas as vítimas abrangidas e, se for o caso, sucessores, para que tenham suas obrigações 
satisfeitas, podendo invocar, liquidar e executar o direito reconhecido em benefício próprio. 
RAZÕES PARA CONFERIR 
PRIORIDADE AOS PROCESSOS 
COLETIVOS
forma de evitar proliferação 
de ações individuais;
forma de afastar indesejável 
efeito das sentença 
individuais conflitantes; e
prevalência do interesse 
social sobre interesses 
individuais.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
43
335
Esse princípio se revela também no instituto do transporte ou extensão in utilibus da coisa julgada, previsto 
no art. 103, 3º, do CDC, que tem por objetivo potencializar os efeitos benéficos da tutela jurisdicional. 
Princípio da máxima amplitude do processo coletivo 
De acordo com o referido princípio, para a defesa de direitos coletivos (difusos, coletivos e individuais 
homogêneos), é possível utilizar todas as espécies de ações, vale dizer, as ações de conhecimento, 
cautelares e executórias. Além disso, as partes podem buscar provimentos de caráter declaratório, 
condenatório, constitutivo ou mandamental, bem como medidas liminares antecipatórias ou cautelares. 
Princípio da obrigatoriedade da execução coletiva pelo Ministério Público 
Aqui temos um princípio específico que prevê que o MP será obrigado a executar o comando sentencial, no 
caso da ACP, com o trânsito em julgado da sentença. 
Já em relação à AP, entende-se que o MP poderá promover, inclusive, a execução provisória. 
Princípio da ampla divulgação da demanda 
Com a finalidade de concentrar a discussão da matéria no bojo da ação coletiva, informa o referido princípio 
que a divulgação da ação coletiva deve ser suficiente para que as vítimas tomem conhecimento a fim de que 
possam se beneficiar da demanda, por extensão in utilibus da coisa julgada coletiva. 
Esse princípio permite que: 
• quem já propôs a ação desista do procedimento individual de forma tempestiva, a fim de se beneficiar 
da decisão coletiva; e 
• quem ainda não ingressou judicialmente, possa fazê-lo. 
Princípio da informação aos órgãos legitimados 
De acordo com o referido princípio, busca-se evitar a proliferação de ações individuais com a comunicação 
de que há uma ação coletiva. 
Princípio da integração 
Esse princípio remete à ideia de que a LACP e a LAP (juntamente com o CDC) constituem um microssistema 
jurídico de proteção aos direitos coletivos, tal como já estudado na aula demonstrativa. 
Finalizamos, com isso, os aspectos gerais. Agora, vamos atacar o conteúdo de cada uma das leis! 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
44
335
==1365fc==
AÇÃO POPULAR 
A ação popular se enquadra dentro do rol de instrumentos de tutela jurisdicional de liberdades públicas1, ou 
seja, um instrumento processual para que tenhamos a tutela de direitos fundamentais. A ação popular, 
portanto, é uma garantia – denominada também como um direito-meio – que propicia ao cidadão a defesa 
judicial de interesses de toda a coletividade. 
Essa ação judicial tem referência na Constituição: 
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
O inc. LXXIII, do art. 5º, da CF, prevê a ação conferindo legitimidade ao cidadão para que a proponha a fim 
de anular atos lesivos ao patrimônio público e violações à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao 
patrimônio coletivo. 
Nota-se, portanto, que essa ação constitucional visa proteger (tutelar) liberdades públicas, interesses da 
coletividade, segundo os propósitos elencados pela nossa Constituição. 
Segundo a doutrina2: 
Trata-se de uma das formas de manifestação da soberania popular (CF, art. 1.°, parágrafo 
único), que permite ao cidadão exercer, de forma direta, uma função fiscalizadora. 
Em síntese... 
 
São apenas alguns conceitos iniciais, contudo, é importante que você já os tenha em mente. 
 
1 CANOTILHO, J. J. Gomes [et. al.] Comentários à Constituição do Brasil. São Paulo: Editora Saraiva, 2013, versão eletrônica. 
2 NOVELINO, Marcelo. Manual de Direito Constitucional, volumeúnico, 9ª edição, rev. e ampl., São Paulo: Editora Método, 
2014, versão eletrônica. 
• ação constitucional
• visa tutelar liberdades públicas (patrimônio público e violações à moralidade e meio
ambiente)
• garantia constitucional (direito meio)
• propiciar uma ação fiscalizadora pelo cidadão das atividades estatais
• cidadão legitimado ativo
AÇÃO POPULAR
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
45
335
Atualmente, além da base constitucional aplicada à ação, temos a Lei nº 4.717/1965, denominada Lei da 
Ação Popular (LAP), que será inteiramente estudada por nós na sequência. 
Natureza Jurídica 
A Ação Popular constitui um instrumento jurídico constitucional para que os cidadãos possam efetuar o 
controle da legalidade e lesividade dos atos em geral. Tem por finalidade assegurar o exercício de um 
governo legal, regular, honesto. 
A depender do ângulo em que a matéria é analisada, podemos vislumbrar espécies distintas quanto à 
natureza da Ação Popular. 
Para o Direito Processual Civil, a AP constitui uma ação especial prescrita na legislação extravagante. 
Para o Direito Constitucional, a AP constitui uma ação constitucional (remédio constitucional), também 
denominada de writ. 
Para o Direito Administrativo, a AP constitui um instrumento disponível ao cidadão para o controle popular 
de ilegalidades e de atos lesivos. 
Não devemos nos preocupar em saber qual é natureza prevalecente, mas em saber que a AP é, ao mesmo 
tempo: 
 
Na evolução do direito brasileiro, a AP esteve prevista, pela primeira vez, na Constituição de 1824. Na 
sucessão das constituições brasileiras tivemos a alternância entre períodos com a previsão expressa e a 
supressão do instrumento processual do texto constitucional. 
Em 1965 foi editada a Lei nº 4.717/1965, atualmente em vigor e denominada de Lei da Ação Popular (LAP). 
NATUREZA DA AP
ação especial
ação constitucional
instrumento para controle popular de 
atos ilegais e lesivos ao patrimônio 
popular
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
46
335
Legitimidade 
A legitimidade constitui um pressuposto processual (ou uma condição para o exercício da ação) por 
intermédio do qual avaliamos se as partes da ação – autores e réus – podem atuar em juízo para postular ou 
para serem demandados em face de uma pretensão processual. Dito de forma simples, para saber se alguém 
é legitimado para a ação popular, devemos investigar se há relação entre a parte autora e a parte ré e o que 
se discute na ação. Se houver relação, há legitimidade, se não houver, a parte será considerada ilegítima, 
não havendo viabilidade de o processo seguir. Assim, caso identificada a ilegitimidade da parte, temos a 
extinção do processo sem análise do mérito. 
Desse modo, a fim de que possamos compreender bem esse instituto na ação popular, vamos dividir o 
estudo em legitimidade ativa e passiva. 
Legitimidade ativa 
De acordo com o inc. LXXIII, do art. 5º, da CF, o cidadão poderá ajuizar a ação popular. Ao se falar em cidadão, 
temos uma restrição na possibilidade de manejo dessa ação constitucional. 
Os direitos e garantias fundamentais previstos no art. 5º aplicam-se a todos que estiverem em nosso 
território. Como você sabe do estudo de Direito Constitucional, os incisos do art. 5º são aplicados, em regra, 
aos brasileiros (natos ou naturalizados), aos estrangeiros que estejam (residentes ou não) e também aos 
apátridas. 
Contudo, essa noção ampla não se aplica à ação popular, que somente pode ser proposta por cidadão. Assim, 
para ajuizar a referida ação é necessário ser brasileiro nato ou naturalizado e estar no pleno gozo dos direitos 
políticos, requisito necessário à cidadania em nosso país. 
Nesse contexto, temos, inclusive, a previsão do art. 1º, §3º, da LAP: 
§ 3º A prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título eleitoral, ou com 
documento que a ele corresponda. 
Portanto, o cidadão, ao ingressar em juízo, deverá efetuar a prova da cidadania com a apresentação do título 
eleitoral ou com a apresentação de algum documento hábil a provar o pleno gozo dos direitos políticos. 
Disso devemos extrair algumas conclusões importantes para a prova: 
 Menores de 16 anos, não podem ser cidadãos, logo, NÃO podem ajuizar ação popular, ainda que 
representados. 
 Menores entre 16 e 18 anos, são eleitores facultativos, logo, podem requerer a inscrição eleitoral. 
Portanto, se inscrito eleitor, TERÁ legitimidade ativa para propor a ação popular. 
Contudo, nesse caso, resta discutir se será necessário atuar em juízo mediante assistência de um 
responsável. A doutrina majoritária entende que a ação popular é um exercício de um direito político. Dessa 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
47
335
forma, ao conceder legitimidade ativa ao relativamente incapaz, o ordenamento jurídico lhe dá 
automaticamente a capacidade de estar em juízo, sem necessidade de assistência. 
 Pessoa jurídica NÃO poderá ajuizar ação popular, pois não é cidadão. 
É o entendimento do STF, por intermédio da Súmula nº 365: 
Súmula 365 STF 
Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. 
 O Ministério Público NÃO poderá ajuizar ação popular, pois não é cidadão. 
Contudo, em relação ao órgão ministerial, dada a sua atribuição constitucional de fiscal da ordem jurídica, 
ele participará da relação processual. Tanto é que o art. 6º, §4º, da LAP, prevê a possibilidade de o MP 
produzir provas e promover a responsabilização civil ou criminal dos réus, caso seja procedente a ação. 
Veja: 
§ 4º O Ministério Público acompanhará a ação, cabendo-lhe apressar a produção da prova 
e promover a responsabilidade, civil ou criminal, dos que nela incidirem, sendo-lhe 
VEDADO, em qualquer hipótese, assumir a defesa do ato impugnado ou dos seus autores. 
Porque é vedada ao MP assumir a defesa do ato impugnado e também dos autores da ação 
popular? 
Por que o MP não é legitimado ativo para a ação popular! 
 O brasileiro equiparado PODERÁ ser legitimado ativo da ação popular. 
De acordo com o art. 12, §1º, da CF, o português, caso haja reciprocidade de interesses por parte de Portugal, 
poderá tornar-se cidadão brasileiro, podendo participar do processo eleitoral, tanto na forma ativa (votando) 
como passiva (sendo votado). 
Desse modo, se tiver título de eleitor e efetuar a prova de reciprocidade, o brasileiro equiparado (também 
conhecido como quase nacional) poderá ajuizar a ação popular. 
Por fim, é importante destacar que o cidadão não atua em juízo na defesa de um interesse apenas próprio 
ou particular. O cidadão atua na defesa um interesse da coletividade, ele se volta contra ato lesivo ao 
patrimônio público ou contra ato violador da modalidade administrativa, do meio ambiente ou do 
patrimônio histórico e cultural. 
Desse modo, temos uma hipótese de substituição processual (legitimação extraordinária). O substituto 
processual é a parte que é autorizada por lei para pleitear, em nome próprio, direito alheio. No caso da ação 
popular, o substituto processual irá pleitear direito de toda a coletividade. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
48
335
Por fim, cite-se, desde já, o §5º, do art. 6º, da LAP, que prevê a possibilidade de qualquer cidadão se habilitar 
como litisconsorte ativo ou como assistente do autor em ação popular em trâmite. Veja: 
§ 5º É facultado a qualquer cidadão habilitar-se como litisconsorte ou assistente do autor 
da ação popular. 
Por exemplo, José ingressacom ação popular contra um ente federado por atos imorais. João, também 
cidadão e também com legitimidade para propor ação, não poderá ajuizar nova ação para discutir o mesmo 
assunto (litispendência), mas poderá ingressar na ação proposta por José como coautor (litisconsorte ativo) 
ou como assistente de José, dado o interesse jurídico na demanda. 
Para a prova... 
 
LEGITIMIDADE ATIVA 
É legitimado: Não tem legitimidade: 
 Cidadão 
 Brasileiro equiparado (ou quase nacional) 
 * prova da reciprocidade 
Ä Maior de 16 e menor de 18, se estiver no 
pleno gozo dos direitos políticos 
 * não necessita de assistência 
Ä Menor de 16 anos 
 Estrangeiros e apátridas, ainda que residentes. 
 Pessoa jurídica 
Ä Ministério Público 
 * atua como fiscal da ordem jurídica 
É hipótese de substituição processual 
Nós vimos que o Ministério Público não tem legitimidade para ajuizar a AP. Essa afirmação está correta. 
Contudo, EXCEPCIONALMENTE é possível que o MP venha assumir uma ação já em trâmite. 
Essa possibilidade poderá ocorrer quando um cidadão ajuíza uma AP, mas, no curso do processo, tem os 
direitos políticos suspensos, perdidos ou sofre o cancelamento do título. Note que haverá um fato 
superveniente, que implica a perda do requisito processual para figurar no polo ativo da ação. 
Em tais situações, o juiz competente pela demanda deverá dar publicidade ao fato, com o objetivo de que 
outros cidadãos possam assumir a titularidade ativa da causa. Se isso não ocorrer, o mesmo magistrado 
deverá intimar o Ministério Público para que assuma a titularidade da AP. 
Portanto, o MP poderá a assumir a titularidade na hipótese de perda da legitimidade da parte 
que originariamente ajuizou a ação e do desinteresse dos demais cidadãos em assumir a 
demanda. 
Note que, dada a autonomia funcional do parquet, constitui uma faculdade a assunção do polo 
ativo da demanda. Vale dizer, o MP não poderia ser obrigado a assumir a Ação Popular! 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
49
335
Agora, veja o dispositivo: 
Art. 9º Se o autor desistir da ação ou der motiva à absolvição da instância, serão 
publicados editais nos prazos e condições previstos no art. 7º, inciso II [editais no prazo de 
30 dias por 3 vezes], ficando assegurado a qualquer cidadão, bem como ao representante 
do Ministério Público, dentro do prazo de 90 (noventa) dias da última publicação feita, 
promover o prosseguimento da ação. 
Assim... 
 
 
Cumpre anotar, ainda, que a propositura da ação pelo cidadão depende da representação da capacidade 
postulatória. Ou seja, à exceção do cidadão advogado, será necessária a contratação de advogado para 
ajuizar a ação. 
Legitimidade passiva 
Podem ser réus na ação popular aqueles que praticarem atos lesivos ao patrimônio público, que violarem a 
moralidade, o meio ambiente ou o patrimônio histórico e cultural. 
O art. 6º, da LAP, fixa o rol de legitimados passivos. Em síntese, a Administração Pública, de uma forma 
geral, direta ou indireta, e pessoas jurídicas que administrarem ou receberem verbas de natureza pública 
podem ser demandas como rés na ação popular. 
Art. 6º A ação será proposta contra as pessoas públicas ou privadas e as entidades 
referidas no art. 1º, contra as autoridades, funcionários ou administradores que 
SE O CIDADÃO PERDER A LEGITIMIDADE ATIVA DA AP (perda da cidadania ou 
absolvição de instância – extinção do processo sem julgamento do mérito):
publicação de até 
3 editais, cada 
com 30 dias
possibilidade de outro cidadão 
assumir a legitimidade ativa da ação
possibilidade de o MP – no termo do 
prazo de 90 dias – assumir a 
titularidade da ação.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
50
335
houverem autorizado, aprovado, ratificado ou praticado o ato impugnado, ou que, por 
omissas, tiverem dado oportunidade à lesão, e contra os beneficiários diretos do mesmo. 
§ 1º Se não houver benefício direto do ato lesivo, ou se for ele indeterminado ou 
desconhecido, a ação será proposta somente contra as outras pessoas indicadas neste 
artigo. 
§ 2º No caso de que trata o inciso II, item "b", do art. 4º, quando o valor real do bem for 
inferior ao da avaliação, citar-se-ão como réus, além das pessoas públicas ou privadas e 
entidades referidas no art. 1º, apenas os responsáveis pela avaliação inexata e os 
beneficiários da mesma. 
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de 
impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, 
DESDE QUE isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante 
legal ou dirigente. 
§§ 4º e 5 [já citados] 
Do dispositivo acima, você deve ter em mente que todos os órgãos públicos integrantes da Administração 
Direta ou Indireta, e também pessoas jurídicas de direito privado que administrem verbas públicas (por 
exemplo, concessionárias, hospital que receba recurso públicos, empresas que recebam recursos de 
licitações públicas para obras e serviço), podem ser demandas na ação popular. 
Com a finalidade de complementar o conteúdo, leia o dispositivo: 
Art. 1º Qualquer cidadão será parte legítima para pleitear a anulação ou a declaração de 
nulidade de atos lesivos ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados, dos 
Municípios, de entidades autárquicas, de sociedades de economia mista (Constituição, art. 
141, § 38), de sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados 
ausentes, de empresas públicas, de serviços sociais autônomos, de instituições ou 
fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com 
mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, de empresas incorporadas 
ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e de quaisquer 
pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. 
§ 1º - Consideram-se patrimônio público para os fins referidos neste artigo, os bens e 
direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico. (Redação dada pela 
Lei nº 6.513, de 1977) 
§ 2º Em se tratando de instituições ou fundações, para cuja criação ou custeio o tesouro 
público concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita ânua, 
bem como de pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas, as conseqüências 
patrimoniais da invalidez dos atos lesivos terão por limite a repercussão deles sobre a 
contribuição dos cofres públicos. 
A partir do dispositivo acima, vamos exemplificar os réus da ação popular: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
51
335
▪ União, estados-membros, Distrito Federal e Municípios; 
▪ autarquias, fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas públicas; 
▪ sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os segurados ausentes; 
▪ serviços sociais autônomos; 
▪ empresas incorporadas ao patrimônio da União, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios, e 
de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos; 
▪ instituições ou fundações para cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra 
com MAIS de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita atual; e 
▪ instituições ou fundações, para cuja criação ou custeio o tesouro público concorra com MENOS de 
cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual, bem como pessoas jurídicas ou entidades 
subvencionadas (as consequências patrimoniais da invalidez dos atos lesivos terão por limite a 
repercussão deles sobre a contribuição dos cofres públicos). 
Em relação às duas últimashipóteses, você deve saber que as instituições ou fundações, em 
relação a quais verbas públicas utilizadas representem menos ou mais de 50% do patrimônio 
ou receita anual, podem ser réus da ação popular. Contudo, no segundo caso, há uma limitação 
da responsabilidade. 
Assim, se a instituição ou se a fundação para a qual verbas públicas tenham concorrido com 
menos de 50% do patrimônio ou da receita anual, a responsabilidade patrimonial ficará limitada à 
repercussão sobre a contribuição pública. 
Para a prova... 
 
LEGITIMIDADE PASSIVA 
 Administração Pública de uma forma geral, direta ou indireta, e pessoas jurídicas que administrarem ou 
receberem verbas de natureza pública podem ser demandas como rés na ação popular. 
 * se o patrimônio público da PJ representar menos de 50% do patrimônio da empresa ou da receita 
anual, a responsabilidade patrimonial é limitada à repercussão sobre a contribuição pública. 
É importante expor, ainda, que a ação popular tem por objeto a prática de atos de caráter administrativo ou 
equiparados quando praticados por pessoas jurídicas que recebem recursos públicos. 
Além disso, esses atos, conforme consta dos dispositivos acima citados, abrangem tanto atos comissivos 
quanto atos omissivos, quando, por dever, o réu deveria ter atuado para evitar a lesão ao patrimônio público, 
histórico ou cultural e do meio ambiente ou a violação da moralidade. 
Para concluir, duas informações relevantes ao objeto da ação popular: 
 Atos de conteúdo jurisdicional não se sujeitam à ação popular. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
52
335
Por exemplo, uma sentença, se imoral, não poderá ensejar uma ação popular. No caso, embora emanada do 
Poder Público em sentido amplo, deverá ser impugnada pela via recursal adequada, como o recurso de 
apelação. 
 Não é possível ajuizar ação popular contra lei em tese. 
Por se tratar de ato tipicamente legislativo – “fazer leis” – não é possível impugná-la por intermédio da ação 
popular. 
Lembre-se de que APENAS ATOS ADMINISTRATIVOS (ou equiparados) são objeto de ação popular. Desse 
modo, não estamos afirmando que atos do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo não possam ser objeto 
de ação popular. Afirma-se que ATOS JURISDICIONAIS e ATOS LEGIFERANTES não podem ser impugnados 
por essa ação constitucional. 
Assim, uma decisão administrativa de determinado tribunal é passível de ação popular. Do mesmo modo, 
uma lei de efeitos concretos (lei de caráter administrativo) editada pelo Poder Legislativo também é passível 
de ação popular. É o exemplo da lei que veda fumar em locais frequentados pelo público. 
Sintetizando tudo... 
 
 
OBJETO DA AÇÃO POPULAR 
São objeto de ação popular: Não podem ser objeto de ação popular: 
 Atos administrativos e equiparados. 
 Atos do Poder Judiciário de caráter 
administrativo. 
 Atos do Poder Legislativo de efeitos 
concretos. 
 Atos jurisdicionais (sentença, acórdão, decisão 
interlocutória) 
 Lei em tese. 
A Administração Pública, portanto, é, em regra, sujeito passivo da AP. Contudo, temos uma situação peculiar 
em termos processuais, que poderá ser cobrada em prova. A Fazenda Pública pode ser litisconsorte ativo do 
autor na AP. Assim, embora seja ré efetivamente, poderá a Fazenda Pública, no exercício de sua função, 
atuar no polo ativo, a fim de buscar o esclarecimento e a responsabilização pelos danos perpetrados. 
É o que se extrai do art. 6º, §3º, da LAP: 
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de 
impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
53
335
desde que isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante 
legal ou dirigente. 
Ademais, com o julgamento de mérito da Ação Popular, a Fazenda Pública poderá promover o cumprimento 
da sentença, ainda que tenha contestado a ação na fase de conhecimento. Confira, nesse sentido, o art. 17, 
da LAP: 
Art. 17. É sempre permitida às pessoas ou entidades referidas no art. 1º, ainda que hajam 
contestado a ação, promover, em qualquer tempo, e no que as beneficiar a execução da 
sentença contra os demais réus. 
Objetivo 
O objetivo é aquilo que se pretende com a ação popular. De acordo com o preceito constitucional que vimos 
no início, a ação popular tem por objetivo anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade da qual o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. 
De acordo com a doutrina3: 
O objetivo é a defesa de interesses difusos, pertencentes à sociedade, por meio da 
invalidação de atos dessa natureza lesivos ao patrimônio público ou de entidade de que o 
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico 
e cultural. 
A ação popular tem por finalidade a tutela de direitos difusos, quais sejam: patrimônio público, moralidade 
administrativa, meio ambiente e patrimônio histórico, artístico e cultural. 
A Ação poderá ser manejada para a tutela dos objetos acima, tanto em caráter preventivo, 
com vistas a inibir ou remover ilícitos, como em caráter ressarcitório, quando as ilegalidades 
ou lesões já tiverem sido perpetradas. 
De toda forma, é fundamental que você compreenda que a AP possui objeto reduzido 
quando comparado com a ACP. Isso porque, em relação à AP, temos apenas a possibilidade 
de tutela de direitos difusos. Ao contrário, além de tutelar os direitos difusos, a ACP presta-se também à 
tutela de direitos coletivos e direitos individuais homogêneos. 
 PATRIMÔNIO PÚBLICO 
Todos os bens móveis ou imóveis são passiveis de serem protegidos ou ressarcidos pela Ação Popular. Nesse 
contexto, por exemplo, eventuais créditos do Poder Público, ações e direitos também podem ser alvo da AP. 
 
3 NOVELINO, Marcelo. Manual de Direito Constitucional, volume único, 9ª edição, rev. e ampl., São Paulo: Editora Método, 
2014, versão eletrônica. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
54
335
Veja o que declara o art. 1º, parágrafo único, da Lei de Ação Popular: 
§ 1º - Consideram-se patrimônio público para os fins referidos neste artigo, os bens e 
direitos de valor econômico, artístico, estético, histórico ou turístico. (Redação dada pela 
Lei nº 6.513, de 1977) 
Pessoas jurídicas de direito privado também podem figurar no polo passivo da Ação Popular quando houver 
dinheiro público envolvido. Esse aspecto é relevante e deve ser bem entendido. Retomando a diferenciação 
do §2º, do artigo primeiro: recebeu dinheiro público poderá ser responsabilizada. 
 
 MORALIDADE ADMINISTRATIVA 
Quanto à moralidade administrativa, não é necessária a ocorrência de dano patrimonial. Se ficar 
caracterizado abuso de direito, desvio de poder ou até mesmo conduta não razoável é possível a utilização 
da Ação Popular para a defesa da moralidade pública. 
E o que seria moralidade administrativa? 
Sem adentrar no estudo de Direito Administrativo (que não é nosso objetivo aqui), devemos compreender 
como moralidade administrativa o conjunto de padrões éticos e de boa-fé que devem ser respeitados no 
trato com a coisa pública. É um conceito jurídico indeterminado, cuja integração não prescinde da atuação 
jurisdicional no caso concreto. 
 MEIO AMBIENTE 
Quanto à tutela do meio ambiente, a Ação Popular poderá ser utilizada para a proteção do meio ambiente 
natural, artístico, artificial e cultural. 
 PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E CULTURAL 
Em relação a esse objeto, devemos destacar a questão do patrimônio cultural. Paraque determinado bem 
imóvel seja considerado patrimônio cultural dependerá de tombamento. 
O tombamento, em linhas gerais, remete à certificação administrativa de que aquele bem, em específico, 
possui valor histórico cultural. Desse modo, questiona-se: 
SE A PESSOA JURÍDICA DE 
DIREITO PRIVADO
tiver 50% ou mais de 
subvenção ou custeio 
público
responderá integralmente, 
se condenada
tiver menos de 50% de 
subvenção ou custeio 
público
a responsabilidade em sede 
de AP é limitada ao 
percentual de patrimônio 
público lesado
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
55
335
Bens culturais não tombados não podem ser objeto de AP? 
Podem sim! Contudo, em relação a bens não tombados, é necessário que a parte, em sede preliminar, 
demonstre que o bem possui valor histórico, ao passo que em relação aos bens já tombados o valor histórico 
é presumido. 
Na sequência, vamos distinguir os conceitos de ato lesivo e ato ilegal. Vimos acima quais são esses “atos” 
impugnáveis. Contudo, não vimos a diferença entre o conceito de lesividade e de ilegalidade. 
Um ato ilegal é aquele que é praticado contrariamente à norma jurídica. Assim, um ato ilegal é aquele que, 
na sua formação, viola algum dos elementos de formação do ato administrativo. 
Por isso, no art. 2º, da LAP, temos a seguinte redação: 
Art. 2º São nulos os atos lesivos ao patrimônio das entidades mencionadas no artigo 
anterior, nos casos de: 
a) incompetência; 
b) vício de forma; 
c) ilegalidade do objeto; 
d) inexistência dos motivos; 
e) desvio de finalidade. 
Parágrafo único. Para a conceituação dos casos de nulidade observar-se-ão as seguintes 
normas: 
a) a incompetência fica caracterizada quando o ato não se incluir nas atribuições legais do 
agente que o praticou; 
b) o vício de forma consiste na omissão ou na observância incompleta ou irregular de 
formalidades indispensáveis à existência ou seriedade do ato; 
c) a ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, 
regulamento ou outro ato normativo; 
d) a inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se 
fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado 
obtido; 
e) o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim diverso 
daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
56
335
Assim, se o ato for praticado por pessoa incompetente, com vício de forma, ilegalidade do objeto, 
inexistência de motivo ou desvio de finalidade, poderá ser atacado por AP. 
Não obstante esse dispositivo, a doutrina entende que, para além das situações de violação dos elementos 
que formam o ato administrativo, também é possível vislumbrar a ilegalidade em outras hipóteses, tais como 
na situação de violação de princípios da Administração, como ocorre no caso de nepotismo, em que o 
princípio da moralidade administrativa é afetado. 
Portanto, atente-se para o fato de que o rol constante do art. 3º é meramente exemplificativo. 
Um ato lesivo, por sua vez, é verificado na dilapidação do patrimônio ou, até mesmo, na imoralidade da 
conduta. Os arts. 3º e 4º demonstram essa ideia de forma exemplificativa. Leia: 
Art. 3º Os atos lesivos ao patrimônio das pessoas de direito público ou privado, ou das 
entidades mencionadas no art. 1º, cujos vícios não se compreendam nas especificações do 
artigo anterior, serão anuláveis, segundo as prescrições legais, enquanto compatíveis com 
a natureza deles. 
Art. 4º São também nulos os seguintes atos ou contratos, praticados ou celebrados por 
quaisquer das pessoas ou entidades referidas no art. 1º. 
I - A admissão ao serviço público remunerado, com desobediência, quanto às condições de 
habilitação, das normas legais, regulamentares ou constantes de instruções gerais. 
II - A operação bancária ou de crédito real, quando: 
a) for realizada com desobediência a normas legais, regulamentares, estatutárias, 
regimentais ou internas; 
b) o valor real do bem dado em hipoteca ou penhor for inferior ao constante de escritura, 
contrato ou avaliação. 
III - A empreitada, a tarefa e a concessão do serviço público, quando: 
a) o respectivo contrato houver sido celebrado sem prévia concorrência pública ou 
administrativa, sem que essa condição seja estabelecida em lei, regulamento ou norma 
geral; 
b) no edital de concorrência forem incluídas cláusulas ou condições, que comprometam o 
seu caráter competitivo; 
c) a concorrência administrativa for processada em condições que impliquem na limitação 
das possibilidades normais de competição. 
IV - As modificações ou vantagens, inclusive prorrogações que forem admitidas, em favor 
do adjudicatário, durante a execução dos contratos de empreitada, tarefa e concessão de 
serviço público, sem que estejam previstas em lei ou nos respectivos instrumentos., 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
57
335
V - A compra e venda de bens móveis ou imóveis, nos casos em que não cabível 
concorrência pública ou administrativa, quando: 
a) for realizada com desobediência a normas legais, regulamentares, ou constantes de 
instruções gerais; 
b) o preço de compra dos bens for superior ao corrente no mercado, na época da operação; 
c) o preço de venda dos bens for inferior ao corrente no mercado, na época da operação. 
VI - A concessão de licença de exportação ou importação, qualquer que seja a sua 
modalidade, quando: 
a) houver sido praticada com violação das normas legais e regulamentares ou de instruções 
e ordens de serviço; 
b) resultar em exceção ou privilégio, em favor de exportador ou importador. 
VII - A operação de redesconto quando sob qualquer aspecto, inclusive o limite de valor, 
desobedecer a normas legais, regulamentares ou constantes de instruções gerais. 
VIII - O empréstimo concedido pelo Banco Central da República, quando: 
a) concedido com desobediência de quaisquer normas legais, regulamentares,, regimentais 
ou constantes de instruções gerias: 
b) o valor dos bens dados em garantia, na época da operação, for inferior ao da avaliação. 
IX - A emissão, quando efetuada sem observância das normas constitucionais, legais e 
regulamentadoras que regem a espécie. 
O art. 4º, acima, traz um rol exemplificativo de atos lesivos que possuem a qualidade de presunção absoluta. 
Vale dizer, é absolutamente presumida a ilegalidade e lesividade, sem a possibilidade de prova em contrário. 
Para encerrar o tópico, questiona-se: 
O ato deve ser ilegal e lesivo, ou basta a configuração de um e de outro? 
O entendimento majoritário da doutrina e da jurisprudência é no sentido de que ambos devem ser 
considerados conjunta e acumuladamente. Assim: 
 
ato ilegal ato lesivo ENSEJA AP
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
58
335
Competência 
No que diz respeito à competência para ajuizar a ação popular, devemos saber, inicialmente, que, ao 
contrário de outras ações, não há a possibilidade de ajuizamento de ação popular perante os tribunais, na 
denominada competência por prerrogativa de função. 
Dito de outro modo, todas as ações se iniciam pelo primeiro grau de jurisdição. Tal como ensina a doutrina4, 
“ainda que se trate de ato praticado pelo Presidente da República, não haverá foro privilegiado, sendo 
competente a justiça federal de primeira instância”. 
Veja a regra de competência do art. 5º, da LAP: 
Art. 5º Conforme a origem do atoimpugnado, é competente para conhecer da ação, 
processá-la e julgá-la o juiz que, de acordo com a organização judiciária de cada Estado, o 
foro para as causas que interessem à União, ao Distrito Federal, ao Estado ou ao 
Município. 
§ 1º Para fins de competência, equiparam-se atos da União, do Distrito Federal, do Estado 
ou dos Municípios os atos das pessoas criadas ou mantidas por essas pessoas jurídicas de 
direito público, bem como os atos das sociedades de que elas sejam acionistas e os das 
pessoas ou entidades por elas subvencionadas ou em relação às quais tenham interesse 
patrimonial. 
§ 2º Quando o pleito interessar simultaneamente à União e a qualquer outra pessoas ou 
entidade, será competente o juiz das causas da União, se houver; quando interessar 
simultaneamente ao Estado e ao Município, será competente o juiz das causas do Estado, 
se houver. 
§ 3º A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações, que forem 
posteriormente intentadas contra as mesmas partes e sob os mesmos fundamentos. 
§ 4º Na defesa do patrimônio público caberá a suspensão liminar do ato lesivo impugnado. 
(Incluído pela Lei nº 6.513, de 1977). 
O que o dispositivo acima explica é que, para a definição da competência para julgamento da ação popular, 
seguiremos as regras tradicionais de distribuição de competência, tendo em vista a esfera administrativa da 
qual decorreu o ato lesivo. 
Por exemplo, se figurar no polo passivo da ação popular algum órgão federal, a ação civil pública será 
ajuizada perante a Justiça Federal, por força do art. 109, da CF. 
 
4 NOVELINO, Marcelo. Manual de Direito Constitucional, volume único, 9ª edição, rev. e ampl., São Paulo: Editora Método, 
2014, versão eletrônica. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
59
335
Portanto, não há nenhuma novidade no que diz respeito à distribuição da competência da ação civil pública. 
Processo 
O art. 7º, da LAP, trata do procedimento. A regra é simples: seguimos o CPC. 
O que o dispositivo abaixo faz, é elencar algumas regras específicas. Veja: 
Art. 7º A ação obedecerá ao procedimento ordinário, previsto no Código de Processo Civil, 
observadas as seguintes normas modificativas: 
I - Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
a) além da citação dos réus, a intimação do representante do Ministério Público; 
b) a requisição, às entidades indicadas na petição inicial, dos documentos que tiverem sido 
referidos pelo autor (art. 1º, § 6º), bem como a de outros que se lhe afigurem necessários 
ao esclarecimento dos fatos, ficando PRAZOS DE 15 (QUINZE) A 30 (TRINTA) DIAS para o 
atendimento. 
§ 1º O representante do Ministério Público providenciará para que as requisições, a que se 
refere o inciso anterior, sejam atendidas dentro dos prazos fixados pelo juiz. 
§ 2º Se os documentos e informações não puderem ser oferecidos nos prazos assinalados, 
o juiz poderá autorizar prorrogação dos mesmos, por prazo razoável. 
II - Quando o autor o preferir, a citação dos beneficiários far-se-á por edital com o prazo 
de 30 (TRINTA) DIAS, afixado na sede do juízo e publicado três vezes no jornal oficial do 
Distrito Federal, ou da Capital do Estado ou Território em que seja ajuizada a ação. A 
publicação será gratuita e deverá iniciar-se no máximo 3 (três) dias após a entrega, na 
repartição competente, sob protocolo, de uma via autenticada do mandado. 
III - Qualquer pessoa, beneficiada ou responsável pelo ato impugnado, cuja existência ou 
identidade se torne conhecida no curso do processo e antes de proferida a sentença final 
de primeira instância, deverá ser citada para a integração do contraditório, sendo-lhe 
restituído o prazo para contestação e produção de provas, salvo, quanto a beneficiário, se 
a citação se houver feito na forma do inciso anterior. 
IV - O prazo de contestação é de 20 (VINTE) DIAS, prorrogáveis por mais 20 (vinte), a 
requerimento do interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental, 
e será comum a todos os interessados, correndo da entrega em cartório do mandado 
cumprido, ou, quando for o caso, do decurso do prazo assinado em edital. 
V - Caso não requerida, até o despacho saneador, a produção de prova testemunhal ou 
pericial, o juiz ordenará vista às partes por 10 (dez) dias, para alegações, sendo-lhe os 
autos conclusos, para sentença, 48 (quarenta e oito) horas após a expiração desse prazo; 
havendo requerimento de prova, o processo tomará o rito ordinário. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
60
335
VI - A sentença, quando não prolatada em audiência de instrução e julgamento, deverá ser 
proferida dentro de 15 (QUINZE) DIAS do recebimento dos autos pelo juiz. 
Parágrafo único. O proferimento da sentença além do prazo estabelecido privará o juiz da 
inclusão em lista de merecimento para promoção, durante 2 (dois) anos, e acarretará a 
perda, para efeito de promoção por antiguidade, de tantos dias quantos forem os do 
retardamento, SALVO motivo justo, declinado nos autos e comprovado perante o órgão 
disciplinar competente. 
 Ao CITAR as partes, o juiz deverá determinar a intimação do Ministério Público. 
O autor poderá preferir a citação por edital dos beneficiários da conduta ilícita, por intermédio de publicação 
com prazo de 30 dias, por três vezes. 
 Ao despachar a petição inicial, além da citação, o Juiz poderá determinar a REQUISIÇÃO de documentos. 
Essa requisição pode decorrer de requerimento da parte autora que não conseguiu obtê-los pela via regular 
ou de ofício pelo próprio magistrado. Para tanto, o juiz irá fixar prazo de 15 a 30 dias para que a repartição 
pública apresente os documentos. 
 Citadas as partes, os réus têm prazo de 20 dias para apresentar contestação. Admite-se, entretanto, a 
prorrogação desse prazo, por mais 20 dias (totalizando 40), quando for difícil a produção da prova 
documental. 
 Após apresentação da contestação, temos o DESPACHO SANEADOR, no qual será determinada a 
PRODUÇÃO DE PROVAS (testemunhal ou pericial). 
 Produzidas as provas, as partes serão intimadas para se manifestarem no prazo de 10 dias, para 
ALEGAÇÕES FINAIS. 
 Na sequência, temos a previsão da prolação de SENTENÇA pelo magistrado. Juntadas as alegações, os 
autos serão conclusos no prazo de 48 horas e a sentença deverá ser lançada do prazo de 15 dias. Se o juiz 
não observar o prazo, sofrerá consequências, a não ser que justifique, no momento da sentença, as razões 
da demora. 
Em síntese: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
61
335
 
Vamos aprofundar um pouco a análise da requisição de documentos. 
Prevê o art. 1º, §4º, da LAP, que antes de ajuizar a ação inicial, a parte interessada poderá requerer 
documentos de órgãos públicos. Esses documentos devem ser fornecidos no prazo de 15 dias, conforme 
estipula o §5º, do art. 1º. 
Em tese, a única forma que temos de negativa para fornecimento dessas informações é nos casos de sigilo. 
Hipótese em que temos a possibilidade da autoridade ou do administrador negar o fornecimento do 
documento. 
Veja: 
§ 4º Para instruir a inicial, o cidadão poderá requerer às entidades, a que se refere este 
artigo, as certidões e informações que julgar necessárias, bastando para isso indicar a 
finalidade das mesmas. 
§ 5º As certidões e informações, a que se refere o parágrafo anterior, deverão ser 
fornecidas dentro de 15 (quinze) dias da entrega, sob recibo, dos respectivos 
requerimentos, e só poderão ser utilizadas para a instrução de ação popular. 
§ 6º Somente nos casos em que o interesse público, devidamente justificado, impuser 
sigilo, poderá ser negadacertidão ou informação. 
§ 7º Ocorrendo a hipótese do parágrafo anterior, a ação poderá ser proposta 
desacompanhada das certidões ou informações negadas, cabendo ao juiz, após apreciar os 
motivos do indeferimento, e salvo em se tratando de razão de segurança nacional, 
requisitar umas e outras; feita a requisição, o processo correrá em segredo de justiça, que 
cessará com o trânsito em julgado de sentença condenatória. 
CITAR partes + intimação do MP + REQUISIÇÃO de documentos (a 
requerimento ou de ofício) – 15 a 30 dias para cumprir.
CONTESTAÇÃO - prazo de 20 dias (prorrogação por mais 20 dias, 
QUANDO difícil a produção da prova documental)
DESPACHO SANEADOR – determinação da PRODUÇÃO DE PROVAS 
(testemunhal ou pericial).
ALEGAÇÕES FINAIS – prazo de 10 dias
SENTENÇA (prazo de 15 dias) – se superior, deve justificar, sob pena 
de responsabilidade.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
62
335
Mesmo assim, em algumas situações, não há a apresentação dos documentos pela repartição pública. Assim, 
quando ajuizar a ação, a parte autora irá requerer ao juiz para que seja determinada a requisição judicial dos 
documentos. 
O art. 8º, da LAP, prevê a aplicação de pena à autoridade ou ao administrador que não atender à requisição 
do juiz para apresentação do documento. Leia: 
Art. 8º Ficará sujeita à pena de desobediência, salvo motivo justo devidamente 
comprovado, a autoridade, o administrador ou o dirigente, que deixar de fornecer, no 
prazo fixado no art. 1º, § 5º, ou naquele que tiver sido estipulado pelo juiz (art. 7º, n. I, letra 
"b"), informações e certidão ou fotocópia de documento necessários à instrução da causa. 
Parágrafo único. O prazo contar-se-á do dia em que entregue, sob recibo, o requerimento 
do interessado ou o ofício de requisição (art. 1º, § 5º, e art. 7º, n. I, letra "b"). 
Em relação à sentença em sede de ação popular, temos alguns dispositivos, cuja leitura é o suficiente para a 
prova: 
Art. 10. As partes só pagarão custas e preparo a final. 
Art. 11. A sentença que, julgando procedente a ação popular, decretar a invalidade do ato 
impugnado, condenará ao pagamento de perdas e danos os responsáveis pela sua prática 
e os beneficiários dele, RESSALVADA a ação regressiva contra os funcionários causadores 
de dano, quando incorrerem em culpa. 
Art. 12. A sentença incluirá sempre, na condenação dos réus, o pagamento, ao autor, das 
custas e demais despesas, judiciais e extrajudiciais, diretamente relacionadas com a ação 
e comprovadas, bem como o dos honorários de advogado. 
Se a parte agir com interesses espúrios no processo, poderá ser condenada a indenizar o dano processual 
causado. Assim, se temerária a ação, o autor sofrerá multa no valor de 10 vezes o montante devido de custas. 
Art. 13. A sentença que, apreciando o fundamento de direito do pedido, julgar a lide 
manifestamente temerária, condenará o autor ao pagamento do décuplo das custas. 
Procedente a ação popular, o magistrado irá apurar o valor na fase de cumprimento de sentença, na forma 
do art. 14, da LAP: 
Art. 14. Se o valor da lesão ficar provado no curso da causa, será indicado na sentença; se 
depender de avaliação ou perícia, será apurado na execução. 
§ 1º Quando a lesão resultar da falta ou isenção de qualquer pagamento, a condenação 
imporá o pagamento devido, com acréscimo de juros de mora e multa legal ou contratual, 
se houver. 
§ 2º Quando a lesão resultar da execução fraudulenta, simulada ou irreal de contratos, a 
condenação versará sobre a reposição do débito, com juros de mora. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
63
335
§ 3º Quando o réu condenado perceber dos cofres públicos, a execução far-se-á por 
desconto em folha até o integral ressarcimento do dano causado, se assim mais convier ao 
interesse público. 
§ 4º A parte condenada a restituir bens ou valores ficará sujeita a seqüestro e penhora, 
desde a prolação da sentença condenatória. 
O art. 15, da LAP, por sua vez, prevê a possibilidade de responsabilização administrativa do servidor que 
tenha praticado os atos irregulares. 
Art. 15. Se, no curso da ação, ficar provada a infringência da lei penal ou a prática de falta 
disciplinar a que a lei comine a pena de demissão ou a de rescisão de contrato de trabalho, 
o juiz, "ex-officio", determinará a remessa de cópia autenticada das peças necessárias às 
autoridades ou aos administradores a quem competir aplicar a sanção. 
O art. 16, da LAP, prevê a obrigatoriedade da execução de sentença que, se não for promovida pela parte 
autora da ação, será obrigatoriamente executada pelo Ministério Público após inércia superior a 60 dias: 
Art. 16. Caso decorridos 60 (sessenta) dias da publicação da sentença condenatória de 
segunda instância, sem que o autor ou terceiro promova a respectiva execução. o 
representante do Ministério Público a promoverá nos 30 (trinta) dias seguintes, sob pena 
de falta grave. 
Na forma do art. 18, da LAP, temos a previsão da coisa julgada “erga omnes” para a sentença em ação 
popular, uma vez que o interesse público tutelado é o da coletividade. 
Art. 18. A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes", exceto no caso de 
haver sido a ação julgada improcedente por deficiência de prova; neste caso, qualquer 
cidadão poderá intentar outra ação com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova. 
O art. 19, da LAP, traz três regras importantes. Atenção! 
 
Confira: 
Art. 19. A sentença que concluir pela carência ou pela improcedência da ação está sujeita 
ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo 
tribunal; da que julgar a ação procedente caberá apelação, com efeito suspensivo (Redação 
dada pela Lei nº 6.014, de 1973). 
Da sentença que implicar a 
extinção sem julgamento de 
mérito ou improcedência, 
haverá DUPLO GRAU DE 
JURISDIÇÃO OBRIGATÓRIO.
Das decisões interlocutórias, 
cabe AGRAVO DE 
INSTRUMENTO.
Da sentença, pode recorrer a 
parte, qualquer outro CIDADÃO 
ou o MINISTÉRIO PÚBLICO.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
64
335
§ 1º Das decisões interlocutórias cabe agravo de instrumento (Redação dada pela Lei nº 
6.014, de 1973). 
§ 2º Das sentenças e decisões proferidas contra o autor da ação e suscetíveis de recurso, 
poderá recorrer qualquer cidadão e também o Ministério Público (Redação dada pela Lei 
nº 6.014, de 1973). 
Disposições Gerais 
Para encerrar, confira o art. 20, cuja leitura é o suficiente para fins de prova: 
Art. 20. Para os fins desta lei, consideram-se entidades autárquicas: 
a) o serviço estatal descentralizado com personalidade jurídica, custeado mediante 
orçamento próprio, independente do orçamento geral; 
b) as pessoas jurídicas especialmente instituídas por lei, para a execução de serviços de 
interesse público ou social, custeados por tributos de qualquer natureza ou por outros 
recursos oriundos do Tesouro Público; 
c) as entidades de direito público ou privado a que a lei tiver atribuído competência para 
receber e aplicar contribuições parafiscais. 
Art. 21. A ação prevista nesta lei prescreve em 5 (cinco) anos. 
Art. 22. Aplicam-se à ação popular as regras do Código de Processo Civil, naquilo em que 
não contrariem os dispositivos desta lei, nem a natureza específica da ação. 
Brasília, 29 de junho de 1965; 144º da Independência e 77º da República. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
65
335
AÇÃO CIVIL PÚBLICA 
Noções gerais e aspectos históricosLista de Questões - Mandado de Segurança - FGV 271
..............................................................................................................................................................................................33) Gabarito - Mandado de Segurança - FGV 274
..............................................................................................................................................................................................34) Lista de Questões - Mandado de Segurança - VUNESP 275
..............................................................................................................................................................................................35) Gabarito - Mandado de Segurança - VUNESP 280
..............................................................................................................................................................................................36) Lista de Questões - Mandado de Segurança - OUTRAS BANCAS 281
..............................................................................................................................................................................................37) Gabarito - Mandado de Segurança - OUTRAS BANCAS 287
..............................................................................................................................................................................................38) Lista de Questões - Ação Popular - CEBRASPE 288
..............................................................................................................................................................................................39) Gabarito - Ação Popular - CEBRASPE 291
..............................................................................................................................................................................................40) Lista de Questões - Ação Popular - FCC 292
..............................................................................................................................................................................................41) Gabarito - Ação Popular - FCC 294
..............................................................................................................................................................................................42) Lista de Questões - Ação Popular - FGV 295
..............................................................................................................................................................................................43) Gabarito - Ação Popular - FGV 298
..............................................................................................................................................................................................44) Lista de Questões - Ação Popular - VUNESP 299
..............................................................................................................................................................................................45) Gabarito - Ação Popular - VUNESP 301
..............................................................................................................................................................................................46) Lista de Questões - Ação Popular - OUTRAS BANCAS 302
..............................................................................................................................................................................................47) Gabarito - Ação Popular - OUTRAS BANCAS 306
..............................................................................................................................................................................................48) Lista de Questões - Ação Civil Pública - CEBRASPE 307
..............................................................................................................................................................................................49) Gabarito - Ação Civil Pública - CEBRASPE 310
..............................................................................................................................................................................................50) Lista de Questões - Ação Civil Pública - FCC 311
..............................................................................................................................................................................................51) Gabarito - Ação Civil Pública - FCC 313
..............................................................................................................................................................................................52) Lista de Questões - Ação Civil Pública - FGV 314
..............................................................................................................................................................................................53) Gabarito - Ação Civil Pública - FGV 318
..............................................................................................................................................................................................54) Lista de Questões - Ação Civil Pública - VUNESP 319
..............................................................................................................................................................................................55) Gabarito - Ação Civil Pública - VUNESP 321
..............................................................................................................................................................................................56) Lista de Questões - Ação Civil Pública - OUTRAS BANCAS 322
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
3
335
Ricardo Torques
Aula 18
Índice
..............................................................................................................................................................................................57) Gabarito - Ação Civil Pública - OUTRAS BANCAS 326
..............................................................................................................................................................................................58) Lista de Questões - Mandado de Injunção - CEBRASPE 327
..............................................................................................................................................................................................59) Gabarito - Mandado de Injunção - CEBRASPE 328
..............................................................................................................................................................................................60) Lista de Questões - Mandado de Injunção - FGV 329
..............................................................................................................................................................................................61) Gabarito - Mandado de Injunção - FGV 330
..............................................................................................................................................................................................62) Lista de Questões - Mandado de Injunção - VUNESP 331
..............................................................................................................................................................................................63) Gabarito - Mandado de Injunção - VUNESP 332
..............................................................................................................................................................................................64) Lista de Questões - Mandado de Injunção - OUTRAS BANCAS 333
..............................................................................................................................................................................................65)A Ação Civil Pública é fruto do desenvolvimento da sociedade de massa, que se caracteriza pela criação de 
padrões de consumo e de hábitos culturais. Dessa realidade decorre, paralelamente, a urbanização, que gera 
novas demandas na sociedade e, também, a ocorrência de graves problemas ambientais. Além disso, nota-
se a fragmentação política com a criação de centros de poder, com destaque para o surgimento de 
associações representativas. 
Essa realidade impõe a necessidade de novos instrumentos jurídicos, inclusive processuais. Nesse contexto, 
como antecedente primário, destaca-se a Lei nº 7.347/1985 – denominada de Lei da Ação Civil Pública – 
criada para propiciar o controle da gestão da coisa pública. 
Essa normativa, juntamente com a influência das class actions e da doutrina italiana sobre a temática, fez 
desenvolver, em nosso ordenamento jurídico, a necessidade de rediscutir o processo tradicional, 
especialmente no que diz respeito à legitimação para agir, aos efeitos da coisa julgada e aos meios específicos 
de tutela jurisdicional. 
Com a edição da Lei nº 7.347/1985 (LACP) e, posteriormente, com a Constituição de 1988, temos a base para 
o surgimento e o desenvolvimento da ACP. Nesse contexto, dada a referência em sede Constitucional (muito 
embora não esteja topografada dentro da parte relativa aos direitos e às garantias individuais) o 
entendimento majoritário da doutrina é no sentido de que a ACP é também uma ação constitucional 
protegida pela regra da cláusula pétrea. 
Após a edição da LACP sucede uma série de atos normativos relevantes que compõem o que conhecemos 
hoje como microssistema de tutela coletiva, a exemplo do CDC, do ECA, da Lei de Improbidade 
Administrativa, entre outros. 
A Constituição Federal teve o papel fundamental de aplicar a gama de possibilidades de manejo de ações 
coletivas em nosso ordenamento, de forma que o entendimento uníssono na doutrina é no sentido de que 
temos um sistema de processo coletivo orientado por preceitos constitucionais e pelas normas da LACP. 
A ACP constitui uma ação de caráter cível (não penal) que tem por finalidade tutelar interesses difusos e 
coletivos. Desse modo, podemos falar em ACP em sentido amplo e em ACP em sentido estrito. 
Como assim? 
Toda vez que estivermos diante de uma ação de caráter cível que possa abranger a tutela de direitos difusos 
ou de direitos coletivos, abre-se caminho para o ajuizamento de ações civis públicas. 
Por exemplo, uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADI) é uma ação civil pública em sentido 
amplo, dado que objetiva proteger um direito difuso. O mesmo ocorre em relação à ação trabalhista de 
dissídio coletivo de greve, que retrata um interesse coletivo levado à discussão judicial. Portanto, é uma ação 
civil pública em sentido amplo. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
66
335
Assim, toda vez que estivermos diante de interesses difusos e coletivos, a tutela respectiva dar-se-á por 
intermédio de uma ação civil pública, ainda que em sentido amplo. 
Veja: 
 
Em rápida síntese, temos: 
DIFUSOS COLETIVOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS 
Transindividual Real 
(material): 
essencialmente coletivo. 
Transindividual Real (material): 
essencialmente coletivo. 
Transindividual artificial (formal): 
Acidentalmente Coletivos 
Objeto Indivisível Objeto Indivisível Objeto divisível 
Titulares agregados por 
circunstâncias de fato 
Titulares agregados por relação 
jurídica entre si ou com a parte 
contrária. 
Titulares agregados por situação em 
comum: de fato ou de direito. 
Indivisibilidade absoluta 
dos titulares. 
Determinabilidade dos titulares 
(indeterminabilidade relativa) 
Determinabilidade dos titulares 
 Recomendabilidade do tratamento 
conjunto (característica apontada pela 
doutrina e jurisprudência). 
 
Portanto, a ação civil pública poderá ser utilizada para a tutela de direitos difusos, coletivos e direitos 
individuais homogêneos. 
Apenas um detalhe... 
Como descrevemos acima, a ação civil pública designa todas as ações não penais de tutelam as espécies de 
direitos acima descritos. Para evitar confusões, a doutrina passou a adotar a expressão “direitos coletivos”, 
a fim de que não ocorra confusão terminológica com a ACP, objeto específico de nosso estudo. 
INTERESSES 
ESSENCIALMENTE 
COLETIVOS x INTERESSES 
ACIDENTALMENTE 
COLETIVOS
Intesse essencialmente 
coletivo
Interesse Difuso
Interesse Coletivo
Interesse acidentalmente 
coletivo
Interesse Individuais 
Homogêneos
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
67
335
Legitimidade 
Ativa 
A legitimação para a ação civil pública é disjuntiva e concorrente. É denominada de concorrente pois 
qualquer pessoa poderá agir em defesa de direito próprio. Por outro lado, denomina-se disjuntiva porque, 
na medida em que uma parte legítima ingressa com a ACP, os demais não poderão mais ingressar em juízo 
com a mesma ação, sob pena de caracterização da litispendência. 
Desse modo, o entendimento predominante na doutrina e na jurisprudência é no sentido de que a 
legitimação para a ACP é extraordinária, dada as peculiaridades que explicamos acima. 
Vamos aprofundar um pouco mais... 
 
No direito processual individual, a legitimação passa pela análise do direito material. Vale dizer, em regra, 
que a pessoa, ao ingressar em juízo, é o titular do direito material. Nesse caso, temos a legitimação ordinária. 
Há, entretanto, situações específicas nas quais quem ingressa em juízo não é o titular do direito material, 
mas processualmente é habilitado a atuar. Em tais situações, temos a legitimação extraordinária. 
Assim: 
 
No caso do processo coletivo, a legitimação É TÃO SOMENTE UMA QUESTÃO PROCESSUAL. Não há como 
identificar (ou delimitar em determinadas situações) o titular do direito material. Por isso, parte da doutrina 
refere que a legitimação na ação coletiva é autônoma em relação ao direito material, o que não se observa 
quando estamos analisando a questão da legitimação no processo individual. 
Em razão disso, na tutela individual, quando a parte atuar em juízo na defesa de direito de outrem, configura-
se a substituição. 
Nesse contexto, na LACP você deve atentar-se ao art. 5º: 
LEGITIMAÇÃO 
ORDINÁRIA 
o titular do direito material é o 
legitimado a ingressar em juízo
LEGITIMAÇÃO 
EXTRAORDINÁRIA
o titular do direito material não é 
a pessoa legitimada a ingressar 
em juízo
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
68
335
Art. 5o Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar: 
I - o Ministério Público; 
II - a Defensoria Pública; 
III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
IV - a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista; 
V - a associação que, concomitantemente: 
a) esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil; 
b) inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao patrimônio público e social, 
ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência, aos direitos 
de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, 
turístico e paisagístico. 
§ 1º O Ministério Público, SE NÃO intervier no processo como parte, ATUARÁ 
obrigatoriamente como fiscal da lei. 
§ 2º Fica facultado ao Poder Público e a outras associações legitimadas nos termos deste 
artigo habilitar-se como litisconsortes de qualquer das partes. 
§ 3º Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada, o 
Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa. 
§ 4.° O requisito da pré-constituiçãopoderá ser dispensado pelo juiz, quando haja 
manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela 
relevância do bem jurídico a ser protegido. 
§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União, do 
Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. 
§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de 
ajustamento de sua conduta às exigências legais, mediante cominações, que terá eficácia 
de título executivo extrajudicial. 
Esse dispositivo é central para o nosso estudo! 
Primeiramente, é fundamental memorizar os legitimados do art. 5º. Para tanto... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
69
335
 
 
Em segundo lugar, o Ministério Público possui atuação destacada em sede de ACP. 
Além da CF explicitar que o ajuizamento de ações civis públicas está dentre as funções institucionais do 
órgão, o MP deve atuar em todos os processos de ACP, mesmo naqueles em que não for parte. Em tais 
situações, o MP atuará como fiscal da lei (custos legis). 
Além do mais, na hipótese de desistência da parte que originariamente ingressou com a ACP, o MP poderá 
assumir a ação como legitimado ativo superveniente. 
Registre-se, ainda, que o MP poderá atuar isoladamente ou de forma conjunta com MPs em litisconsórcio 
ativo, por exemplo, entre o MPU e os MPEs. 
Ademais, o dispositivo deixa claro que o cidadão pode, e o servidor deve, levar a conhecimento do MP 
situações que possam ensejar a propositura da ACP. 
Ainda em relação aos legitimados, é importante destacar que existem alguns órgãos que, embora não 
tenham personalidade jurídica, possuem legitimidade ativa para a o ajuizamento de ACPs, com fundamento 
no art. 82, III, do CDC. É o caso, por exemplo, dos PROCONs que, segundo a doutrina e a jurisprudência, são 
legitimados ativos para ajuizamento de ACP. 
Importante frisar, ainda, que: 
 as agências reguladoras e as agências executivas, na qualidade de autarquias em regime 
especial, detêm legitimidade ativa para a ACP. 
 as organizações sociais, por não constarem do rol do art. 5º, não possuem legitimidade 
para ajuizamento da ACP. 
• Ministério Público
• Defensoria Pública
• União, Estados, DF e Municípios
• autarquias, empresas públicas, fundações ou sociedades de economia mista
• associação constituída há, pelo menos, 1 ano e que tenha, entre suas finalidades, a
proteção ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem
econômica, à livre concorrência, aos direitos de grupos raciais, étnicos ou religiosos ou
ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico
SÃO LEGITIMADOS PARA A ACP
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
70
335
 as organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP), do mesmo modo, não 
possuem legitimidade para a ação que estamos estudando. 
Outra discussão relevante dentro do assunto envolve a questão da pertinência temática para ajuizamento 
da ACP. Em relação às pessoas jurídicas – públicas ou privadas – que podem ingressar com a ação, discute-
se se a entidade somente pode ingressar com a ação quando se relacionar a situações atinentes à atividade-
fim ou em defesa da população que as formam. 
No que diz respeito aos entes da Administração Pública, o entendimento majoritário atualmente é no 
sentido de que é necessário verificar a pertinência temática. 
Portanto, para a prova devemos ter em mente que as entidades da Administração Pública só podem propor 
ACP em defesa de interesses que coincidam com as suas finalidades. 
Em relação às pessoas políticas – como um município ou um estado-membro – devem demonstrar a 
pertinência temática denominada de subjetiva, vale dizer, somente podem propor a ação em defesa da 
população que o formam. Desse modo, não seria admissível o ajuizamento de uma ACP em um determinado 
município para defesa de direitos que envolvem município vizinho. 
Por fim, no que diz respeito aos demais legitimados, a pertinência temática é dita objetiva, ou seja, relaciona-
se com a finalidade institucional do órgão. 
Para a prova... 
 
Notícia de fato que enseja ACP 
Ainda dentro desse tópico, cumpre trazer, de forma destacada, a redação do art. 6º, da LACP. 
Vimos que as pessoas naturais não têm legitimidade para ajuizar a ACP. Contudo, se tiverem ciência podem, 
ou devem, informar às autoridades sobre os fatos ocorridos. Leia com atenção: 
Art. 6º Qualquer pessoa poderá e o servidor público deverá provocar a iniciativa do 
Ministério Público, ministrando-lhe informações sobre fatos que constituam objeto da 
ação civil e indicando-lhe os elementos de convicção. 
Portanto: 
PERTINÊNCIA TEMÁTICA
Administração Pública
defesa de interesses que 
coincidam com suas 
finalidades
Pessoas Políticas
defesa de interesses da 
população que os formam
Demais Legitimados
Defesa de interesses 
relacionados com as 
finalidades institucionais
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
71
335
 
Em sentido semelhante, temos o art. 7º, da LACP, cuja leitura é importante: 
Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos 
que possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para 
as providências cabíveis. 
Finalizamos, assim, os destaques das principais informações relativas à legitimidade ativa. Na sequência, 
veremos as regras relativas à legitimidade passiva nas ACPs. 
Passiva 
No que diz respeito à legitimidade passiva, podem ser demandadas tanto pessoas naturais quanto pessoas 
jurídicas, de direito público ou de direito privado. Além disso, de acordo com a doutrina, pessoas formais, 
como o condomínio ou a massa falida, podem figurar no polo passivo de tais ações. 
Objeto 
No que diz respeito ao objeto da ACP, devemos levar em consideração, em um primeiro momento, a redação 
do art. 1º, da LACP. Confira: 
Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de 
responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: 
l - ao meio-ambiente; 
ll - ao consumidor; 
III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. 
V - por infração da ordem econômica; 
VI - à ordem urbanística. 
VII – à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. 
VIII – ao patrimônio público e social. 
PESSOA NATURAL poderá notificar fatos ao MP
SERVIDOR PÚBLICO deve informar fatos ao MP
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
72
335
Parágrafo único. NÃO será cabível ação civil pública para veicular pretensões que 
envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de 
Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser 
individualmente determinados. 
Para fins de prova... 
 
Esses objetos de tutela por intermédio da ação civil pública podem resultar em uma condenação de natureza 
pecuniária ou, também, conforme consta do art. 3º, da LACP, em uma condenação de obrigação de fazer ou 
não fazer. Veja: 
Art. 3º A ação civil poderá ter por objeto a condenação em dinheiro ou o cumprimento de 
obrigação de fazer ou não fazer. 
Assim, se for o caso de ação cujo objeto seja obrigação de fazer ou não fazer, a sentença determinará o 
cumprimento da obrigação, sob pena de aplicação de multa diária (astreintes) pelonão cumprimento. É o 
que prevê o art. 11, da LACP: 
Art. 11. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, 
o juiz determinará o cumprimento da prestação da atividade devida ou a cessação da 
atividade nociva, sob pena de execução específica, ou de cominação de multa diária, se 
esta for suficiente ou compatível, independentemente de requerimento do autor. 
Na sequência, vamos analisar alguns aspectos pontuais: 
 ACP E PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO 
Tal como na Ação Popular, não há impedimento para que a ACP seja utilizada para a defesa do patrimônio 
público. Temos, nessa hipótese, o concurso de ações versando sobre o mesmo objeto. 
 ACP PARA CONTROLE DE OMISSÕES EM POLÍTICAS PÚBLICAS 
O
B
JE
TO
 D
A
 A
C
P
meio-ambiente
consumidor
bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico
infração da ordem econômica e da economia popular 
ordem urbanística 
honra e dignidade de grupos raciais, étnicos e religiosos
patrimônio público e social
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
73
335
==1365fc==
De acordo com o entendimento do STF, admite-se a utilização da ACP para que o Ministério Público exija a 
consecução de política pública já legislada. O que não é possível é o manejo da ACP para defender 
determinada política pública não regulamentada. 
 ACP NO CONTROLE INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE, DESDE QUE NÃO SEJA O OBJETO PRINCIPAL 
Nada impede que, no bojo de determinada ação civil pública, seja suscitada, em sede preliminar, a 
inconstitucionalidade de determinada lei. Não se admite, por outro lado, que a ação seja utilizada, segundo 
entendimento do STF, como objeto único da demanda. 
 IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DA ACP 
De acordo com o parágrafo único do art. 1º, da LACP, acima citada, não é possível utilizar a ação para alguns 
objetos específicos. 
 
Competência 
O foro competente para propositura da ACP é o local onde ocorreu o dano. De acordo com a literalidade do 
art. 2º, da LACP, trata-se de competência funcional, de natureza absoluta. 
Confira o dispositivo: 
Art. 2º As ações previstas nesta Lei serão propostas no foro do local onde ocorrer o dano, 
cujo juízo terá competência funcional para processar e julgar a causa. 
Parágrafo único. A propositura da ação prevenirá a jurisdição do juízo para todas as ações 
posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto. 
Para a prova... 
 
NÃO SERÁ 
CABÍVEL ACP 
PARA TRATAR DE
tributos
contribuições 
previdenciárias
FGTS 
fundos de 
natureza 
institucional
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
74
335
A competência para a propositura da ACP é funcional e leva em consideração o local de 
ocorrência do dano. 
Tutela provisória 
Na sequência da análise dos dispositivos da LACP, veja o art. 4º: 
Art. 4º Poderá ser ajuizada ação cautelar para os fins desta Lei, objetivando, inclusive, evitar 
dano ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à honra e à 
dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos, à ordem urbanística ou aos bens e 
direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. (Redação dada pela 
Lei nº 13.004, de 2014) 
O dispositivo fala em “ação cautelar”. Compatibilizando com a terminologia do CPC, podemos afirmar que é 
possível a concessão de tutela provisória antecedente de caráter cautelar. 
A finalidade de tal medida envolve ações com caráter preventivo, por intermédio do qual se pretende evitar 
o dano ao patrimônio público e social, ao meio ambiente, ao consumidor, à honra e à dignidade de grupos 
raciais, étnicos e religiosos, à ordem urbanística ou aos bens e direitos de valor artístico, histórico turístico e 
paisagístico. 
É possível, também, que a parte requeira, de forma incidental, a concessão de medida liminar no próprio 
bojo da ação civil pública. Nesse caso, essa medida – por decisão do juiz – poderá ser com ou sem justificação 
prévia. Se for sem justificação prévia, temos uma situação de medida liminar inauditera altera pars (sem a 
oitiva da parte contrária). 
Essa liminar está disciplina no art. 12, da LACP: 
Art. 12. Poderá o juiz conceder mandado liminar, COM OU SEM JUSTIFICAÇÃO PRÉVIA, 
em decisão sujeita a agravo. 
§ 1º A requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada, e para evitar grave 
lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública, poderá o Presidente do 
Tribunal a que competir o conhecimento do respectivo recurso suspender a execução da 
liminar, em decisão fundamentada, da qual caberá agravo para uma das turmas julgadoras, 
NO PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS a partir da publicação do ato. 
§ 2º A multa cominada liminarmente só será exigível do réu após o trânsito em julgado da 
decisão favorável ao autor, mas será devida desde o dia em que se houver configurado o 
descumprimento. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
75
335
Procedimento 
No que diz respeito ao processamento da ação civil pública, vamos começar nossa análise pelo art. 8º, da 
LACP, que trata da instrução da ação civil com certidões e documentos que se encontram perante o Poder 
Público. 
Art. 8º Para instruir a inicial, o interessado poderá requerer às autoridades competentes 
as certidões e informações que julgar necessárias, a serem fornecidas no prazo de 15 
(QUINZE) DIAS. 
§ 1º O Ministério Público poderá instaurar, sob sua presidência, inquérito civil, ou 
requisitar, de qualquer organismo público ou particular, certidões, informações, exames 
ou perícias, no prazo que assinalar, o qual não poderá ser inferior a 10 (DEZ) DIAS ÚTEIS. 
§ 2º Somente nos casos em que a lei impuser sigilo, poderá ser negada certidão ou 
informação, hipótese em que a ação poderá ser proposta desacompanhada daqueles 
documentos, cabendo ao juiz requisitá-los. 
Esse dispositivo é importante porque, na prática, muitas vezes, os órgãos públicos são demandados como 
réus em ações civis públicas. Contudo, esses mesmos órgãos mantêm controle sobre informações centrais 
para o deslinde da ação proposta. 
Desse modo, é natural que não haja interesse em fornecer essas informações, que podem ser decisivas para 
a condenação na ação civil. 
Como o interesse tutelado é público, o art. 8ª, caput, estabelece que a parte poderá requerer essas 
informações à autoridade competente, que terá prazo de 15 dias para o fornecimento. Caso esse prazo não 
seja observado, a parte informará – quando da interposição da ação – a negativa do órgão administrativo 
para que o juiz faça a requisição do documento. 
Isso se aplica como regra. 
Contudo, quando o legitimado é o próprio Ministério Público, o órgão ministerial poderá ajuizar inquérito 
civil para levantar documentos suficientes à formação do convencimento e do ajuizamento da ação civil 
pública. O Ministério Público poderá, ainda, requisitar diretamente os documentos, que devem ser 
encaminhados pela autoridade em prazo não inferior a 10 dias úteis. 
Cuidado: 
 
REQUERIMENTO DE DOCUMENTOS PELOS 
LEGITIMADOS
15 dias
REQUISIÇÃO DE DOCUMENTOS PELO MP
não inferior a 10 dias 
úteis
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
76
335
Importante destacar que o não atendimento à requisição do Ministério Público é crime, conforme prevê o 
art. 10, da LACP: 
Art. 10. Constitui crime, punido com pena de reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, mais multa 
de 10 (dez) a 1.000 (mil) Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional - ORTN, a recusa,o 
retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura da ação civil, 
quando requisitados pelo Ministério Público. 
O art. 9º, por sua vez, trata da promoção do arquivamento dos autos de inquérito civil antecedente à 
propositura da ação. Se o órgão do Ministério Público realizou inquérito e, ao final desse procedimento, 
concluiu não haver fundamento para propor a ação, poderá promover o arquivamento do inquérito. 
Contudo, esse arquivamento dependerá de homologação pelo Conselho Superior do Ministério Público 
(CSMP). Assim, no prazo de três dias, a contar da promoção do inquérito pelo membro do MP, os autos 
devem ser remetidos ao CSMP para homologação. 
Confira: 
Art. 9º Se o órgão do Ministério Público, esgotadas todas as diligências, se convencer da 
inexistência de fundamento para a propositura da ação civil, promoverá o arquivamento 
dos autos do inquérito civil ou das peças informativas, fazendo-o fundamentadamente. 
§ 1º Os autos do inquérito civil ou das peças de informação arquivadas serão remetidos, 
sob pena de se incorrer em falta grave, NO PRAZO DE 3 (TRÊS) DIAS, ao Conselho Superior 
do Ministério Público. 
§ 2º Até que, em sessão do Conselho Superior do Ministério Público, seja homologada ou 
rejeitada a promoção de arquivamento, poderão as associações legitimadas apresentar 
razões escritas ou documentos, que serão juntados aos autos do inquérito ou anexados às 
peças de informação. 
§ 3º A promoção de arquivamento será submetida a exame e deliberação do Conselho 
Superior do Ministério Público, conforme dispuser o seu Regimento. 
§ 4º Deixando o Conselho Superior de homologar a promoção de arquivamento, designará, 
desde logo, outro órgão do Ministério Público para o ajuizamento da ação. 
Condenação em Dinheiro 
O art. 13 trata do produto da condenação em dinheiro. Se ao final da ação civil pública houver condenação 
para indenizar os danos causados, os valores eventualmente arrecadados serão revertidos para fundos 
geridos por conselhos, na forma do dispositivo abaixo. Para fins de prova, a leitura atenta ao dispositivo é o 
suficiente: 
Art. 13. Havendo condenação em dinheiro, a indenização pelo dano causado reverterá a 
um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais de que participarão 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
77
335
necessariamente o Ministério Público e representantes da comunidade, sendo seus 
recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. 
§ 1o. Enquanto o fundo não for regulamentado, o dinheiro ficará depositado em 
estabelecimento oficial de crédito, em conta com correção monetária. 
§ 2o Havendo acordo ou condenação com fundamento em dano causado por ato de 
discriminação étnica nos termos do disposto no art. 1o desta Lei, a prestação em dinheiro 
reverterá diretamente ao fundo de que trata o caput e será utilizada para ações de 
promoção da igualdade étnica, conforme definição do Conselho Nacional de Promoção da 
Igualdade Racial, na hipótese de extensão nacional, ou dos Conselhos de Promoção de 
Igualdade Racial estaduais ou locais, nas hipóteses de danos com extensão regional ou 
local, respectivamente. 
Efeito suspensivo do recurso em ação civil pública 
Outra regra específica na ação civil pública é a que trata do efeito suspensivo dos recursos. 
Em regra, da sentença de primeiro grau cabe recurso de apelação para o tribunal. Esse recurso não possui 
efeito suspensivo e sim efeito devolutivo. Desse modo, apenas devolve-se a matéria para reanálise pelo 
órgão judiciário ad quem, mas a sentença produz efeitos, podendo ser executada. 
O art. 14, da LACP, todavia, prevê a possibilidade de o juiz conceder efeito suspensivo ao recurso DESDE QUE 
seja demonstrada a possibilidade de dano irreparável à parte. 
Art. 14. O juiz poderá conferir efeito suspensivo aos recursos, para evitar dano irreparável 
à parte. 
Execução de sentença 
O cumprimento de sentença condenatória em ação civil pública deve ser promovido pelo próprio legitimado, 
autor da ação. Contudo, caso o legitimado não adote as providências para o cumprimento da sentença, 
temos a possibilidade de execução pelo Ministério Público, em razão da indisponibilidade do interesse 
público. 
Estudamos esse tema no início da aula como o “princípio da obrigatoriedade da execução coletiva pelo 
Ministério Público”. Veja, portanto, a fundamentação legal: 
Art. 15. Decorridos SESSENTA DIAS do trânsito em julgado da sentença condenatória, sem 
que a associação autora lhe promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, 
facultada igual iniciativa aos demais legitimados. (Redação dada pela Lei nº 8.078, de 1990) 
Assim... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
78
335
 
Coisa Julgada Erga Omnes 
A indivisibilidade do objeto na ação civil pública implica dizer que a ameaça ou a lesão ao direito de um de 
seus titulares configura igual ofensa ao direito a toda coletividade. Do mesmo modo, o afastamento da 
ameaça ou a reparação do dano causado a um dos titulares beneficia, igualmente e a um só tempo, todos os 
demais. 
Em razão disso, a indivisibilidade do objeto confere à coisa julgada, em ações coletivas sobre direitos difusos, 
efeitos erga omnes, ou seja, a sentença que versar sobre tais direitos emanará sua eficácia para além das 
partes do processo, beneficiando a todos os que, mesmo não tendo composto um dos polos processuais, 
tiverem ameaçado ou lesado o direito. 
É justamente isso que explicita o art. 16, da LACP: 
Art. 16. A sentença civil fará coisa julgada erga omnes, nos limites da competência 
territorial do órgão prolator, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência 
de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação com idêntico 
fundamento, valendo-se de nova prova. (Redação dada pela Lei nº 9.494, de 10.9.1997) 
Litigância de má-fé 
A litigância de má-fé remete ao estudo do dano processual. 
Se a parte agir com interesses espúrios no processo, poderá ser condenada a indenizar o dano processual 
causado. No contexto do art. 17, da LACP, temos que, se a associação propor uma ação com má-fé, sofrerá 
condenação em honorários advocatícios e em multa no valor de 10 vezes o montante devido de custas, além 
da condenação por perdas e danos. 
Art. 17. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis 
pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios 
e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e 
danos. (Renumerado do Parágrafo Único com nova redação pela Lei nº 8.078, de 1990) 
Dispositivos finais da LACP 
Para encerrar a análise global da legislação, confira os demais dispositivos da LACP, cuja leitura é o suficiente. 
São dispositivos que possuem menor relevância e que dificilmente serão cobrados em prova. 
SE A ASSOCIAÇÃO NÃO PROMOVER A EXECUÇÃO NO PRAZO DE 60 
DIAS, O MP É OBRIGADO A FAZÊ-LO.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
79
335
Art. 18. Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento de custas, emolumentos, 
honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, 
salvo comprovada má-fé, em honorários de advogado, custas e despesas 
processuais. (Redação dada pela Lei nº 8.078, de 1990) 
Art. 19. Aplica-se à ação civil pública, prevista nesta Lei, o Código de Processo Civil, 
aprovado pela Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, naquilo em que não contrarie suas 
disposições. 
Art. 20. O fundo de que trata o art. 13 desta Lei será regulamentado pelo Poder Executivo 
no prazo de 90 (noventa)dias. (Regulamento) 
Art. 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos, coletivos e individuais, no que 
for cabível, os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do 
Consumidor. (Incluído Lei nº 8.078, de 1990) 
Art. 22. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. (Renumerado do art. 21, pela Lei 
nº 8.078, de 1990) 
Art. 23. Revogam-se as disposições em contrário. (Renumerado do art. 22, pela Lei nº 
8.078, de 1990) 
Brasília, em 24 de julho de 1985; 164º da Independência e 97º da República. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
80
335
HABEAS DATA 
Noções Constitucionais 
O histórico do habeas data é o mesmo do mandado de segurança coletivo, vale dizer, é uma ação que surge 
com a CRFB de 1988. 
Em relação à legislação pertinente, devemos citar o art. 5º, LXXII, da CRFB: 
LXXII - conceder-se-á "habeas-data": 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial 
ou administrativo; 
Trata-se, portanto, de uma garantia constitucional de caráter civil e com rito processual específico 
sumarizado, que tem por finalidade reagir contra condutas arbitrárias do Estado no sentido de ocultar 
informações relativas às pessoas em geral. 
Atualmente, toda a regrativa do habeas data envolve a aplicação da Lei nº 9.507/1997, a qual, na sequência, 
passamos a estudar. 
Lei nº 9.507/1997 
O caput do art. 1º trazia o conceito de habeas data, contudo, foi vetado pelo Poder Executivo sob o 
argumento de que a matéria possui delimitação constitucional. 
Portanto, devemos saber que o habeas data poderá ser concedido em duas hipóteses: 
1ª hipótese: para assegurar o conhecimento de informações do impetrante que constam 
em bancos de dados; e 
2ª hipótese: para retificação de dados. 
São essas as duas hipóteses constitucionais de cabimento da ação. 
O parágrafo único do art. 1º explicita o conceito de caráter público. Note que esses dados podem estar, 
segundo a constitucional, armazenados em bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
81
335
Será considerado público todo e qualquer registro ou banco de dados que contenha informações 
transmissíveis a terceiros e que não sejam privativas. Confira: 
Art. 1º (VETADO) 
Parágrafo único. Considera-se de caráter público todo registro ou banco de dados contendo 
informações que sejam ou que possam ser transmitidas a terceiros ou que não sejam de 
uso privativo do órgão ou entidade produtora ou depositária das informações. 
Nos primeiros três artigos, a Lei nº 9.507/1997 fixa alguns parâmetros para o requerimento administrativo 
desses dados e informações pessoais. De acordo com o art. 2º, a entidade que estiver na posse das 
informações deve decidir pela possibilidade, ou não, do fornecimento das informações no prazo de 48 horas, 
que deve ser comunicada ao requerente no prazo de 24 horas. 
Caso não haja fornecimento ou não seja decido no prazo, surge a possibilidade de ajuizamento da ação 
constitucional. 
Veja o dispositivo: 
Art. 2° O requerimento será apresentado ao órgão ou entidade depositária do registro ou 
banco de dados e será deferido ou indeferido no PRAZO DE QUARENTA E OITO HORAS. 
Parágrafo único. A decisão será comunicada ao requerente em VINTE E QUATRO HORAS. 
Deferido o pedido, será marcado dia e hora para que o requerente tome conhecimento das informações. 
Art. 3° Ao deferir o pedido, o depositário do registro ou do banco de dados marcará dia e 
hora para que o requerente tome conhecimento das informações. 
Parágrafo único. (VETADO) 
Se, após analisar as informações prestadas, o interessado constatar alguma inexatidão, poderá solicitar a 
alteração do conteúdo dessas informações no prazo de 10 dias. 
Art. 4° Constatada a inexatidão de qualquer dado a seu respeito, o interessado, em petição 
acompanhada de documentos comprobatórios, poderá requerer sua retificação. 
§ 1° Feita a retificação em, no máximo, DEZ DIAS após a entrada do requerimento, a 
entidade ou órgão depositário do registro ou da informação dará ciência ao interessado. 
§ 2° Ainda que não se constate a inexatidão do dado, se o interessado apresentar 
explicação ou contestação sobre o mesmo, justificando possível pendência sobre o fato 
objeto do dado, tal explicação será anotada no cadastro do interessado. 
Art. 5° (VETADO) 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
82
335
==1365fc==
Art. 6° (VETADO) 
Assim, diante da negativa do órgão responsável pelas informações ou da não retificação dos dados na forma 
administrativa, abre-se espaço para o ajuizamento do habeas data: 
Art. 7° Conceder-se-á habeas data: 
I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, 
constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público; 
II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial 
ou administrativo; 
III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação 
sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável. 
Note que temos mais hipóteses de cabimento quando comparamos com o dispositivo constitucional. 
Assim, para a prova... 
 
Além do pedido para acesso e retificação das informações, o interessado poderá ajuizar a ação de modo que 
a contestação à informação dada ou a explicitação em face das informações registradas possam ser anotadas 
no cadastro do interessado junto a bancos de dados públicos. 
Em relação ao pedido, o art. 8º trata de regras procedimentais, mais especificamente da petição inicial. Em 
face da publicação do CPC, devemos observar os arts. 319 e 321. Além de observar os requisitos 
tradicionalmente exigidos no procedimento comum, a ação deverá observar dois outros requisitos 
específicos, estabelecidos no dispositivo abaixo: 
Art. 8° A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código 
de Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a 
primeira serão reproduzidos por cópia na segunda. 
Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova: 
I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão; 
CABIMENTO 
DO HABEAS 
DATA
para assegurar o conhecimento de informações 
do impetrante que constam em bancos de dados;
para retificação de dados;
para anotação nos assentamentos do interessado 
de contestação/explicação
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
83
335
II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; 
ou 
III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais 
de quinze dias sem decisão. 
Portanto... 
 
Portanto, o autor, além observar os requisitos regulares da petição inicial, deverá apresentar a ação em duas 
vias e trazer prova pré-constituída na negativa administrativa. 
No caso de pedido de acesso às informações, deve informar a negativa de fornecimento. 
Em relação à hipótese em que o autor pede pela retificação, deverá provar a recursa à retificação ou o 
decurso do prazo de 10 dias fixados para que o responsável pela administração do cadastroefetue a 
alteração requerida. 
Por fim, quando o autor pretende a anotação da contestação ou do esclarecimento, deve provar recusa. 
De posse da petição inicial, o juiz competente para julgar a ação deverá agir nos termos do art. 9º: 
Art. 9° Ao despachar a inicial, o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da 
petição, entregando-lhe a segunda via apresentada pelo impetrante, com as cópias dos 
documentos, a fim de que, no PRAZO DE DEZ DIAS, preste as informações que julgar 
necessárias. 
O art. 9º fala em notificação da autoridade coatora a fim de que preste informações no prazo de 10 dias. 
Contudo, como você verá na medida em que evoluirmos com a análise da lei, trata-se de citação, pois essas 
informações a serem prestadas no prazo de 10 dias constituem a própria defesa da entidade. 
Assim, podemos afirmar que o réu será citado para a defesa no prazo de 10 dias. 
Caso, entretanto, o magistrado, antes mesmo de determinar a notificação identifique não se tratar de 
hipótese que enseja a ação constitucional ou se estiver ausente alguns dos requisitos da petição inicial, 
indeferirá liminarmente o pedido, extinguindo-o sem julgamento do mérito. 
É importante que você entenda que essa sentença liminar é proferida antes mesmo da integração do réu à 
lide. 
REQUISITOS DA 
PETIÇÃO INICIAL
requisitos do procedimento 
comum (arts. 319/320 do CPC); e
2 vias
prova pré-constituída da 
negativa, da recusa à retificação 
ou da recusa à anotação
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
84
335
Além disso, cumpre esclarecer que, à luz do CPC, que se aplica subsidiariamente ao procedimento do habeas 
data – em especial em relação à principiologia do atual Código – caso estejam ausentes alguns dos requisitos 
da petição inicial, a fim de observar o princípio da primazia da decisão de mérito, o juiz deverá conceder 
prazo para que a parte possa retificar o erro procedimental. Caso, intimada, não efetue a complementação 
determinada, opera-se o indeferimento liminar. 
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, quando não for o caso de habeas data, ou se 
lhe faltar algum dos requisitos previstos nesta Lei. 
Parágrafo único. Do despacho de indeferimento caberá recurso previsto no art. 15 
[apelação]. 
O art. 11 é singelo e traz a necessidade de juntada do aviso de recebimento aos autos com a finalidade de 
comprovar a notificação da autoridade. 
Art. 11. Feita a notificação, o serventuário em cujo cartório corra o feito, juntará aos autos 
cópia autêntica do ofício endereçado ao coator, bem como a prova da sua entrega a este 
ou da recusa, seja de recebê-lo, seja de dar recibo. 
Com uma citação notificada, a parte ré terá prazo de 10 dias para prestar informações. Note que é um prazo 
reduzido, justamente porque o procedimento do habeas data é sumarizado. 
Decorrido o prazo, com ou sem a prestação das informações, os autos são encaminhados para o Ministério 
Público, o qual deve emitir parecer no prazo de cinco dias, na qualidade de fiscal da ordem jurídica. 
Em seguida, o processo é remetido à conclusão para julgamento, na forma do art. 12 da Lei nº 9.507/1997. 
Note que o juiz deve decidir no prazo de cinco dias. 
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o art. 9°, e ouvido o representante do Ministério 
Público dentro de CINCO DIAS, os autos serão conclusos ao juiz para decisão a ser 
proferida em CINCO DIAS. 
Assim, basicamente temos a seguinte estrutura de procedimento: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
85
335
 
Pergunta: 
Não há instrução? 
Isso mesmo, trata-se de procedimento sumário e especial, que exige que os fatos sejam demonstrados por 
intermédio de provas documentais, visando tornar o procedimento o mais breve possível. 
No art. 13, temos algumas especificações da sentença. Confira: 
Art. 13. Na decisão, se julgar procedente o pedido, o juiz marcará data e horário para que 
o coator: 
I - apresente ao impetrante as informações a seu respeito, constantes de registros ou 
bancos de dadas; ou 
II - apresente em juízo a prova da retificação ou da anotação feita nos assentamentos do 
impetrante. 
Na verdade, a depender da hipótese de cabimento que estudamos acima, temos um direcionamento 
específico para a sentença. 
Se houver negativa, o juiz determinará a apresentação das informações; se houver recusa à retificação, o juiz 
determinará que seja retificada; e se a pretensão for a anotação, determina-se o registro da contestação ou 
o esclarecimento no assentamento. 
Proferida a decisão, temos comunicação do coator, na forma escolhida pelo autor, dentre as hipóteses do 
art. 14, cuja leitura é o suficiente. 
Art. 14. A decisão será comunicada ao coator, por correio, com aviso de recebimento, ou 
por telegrama, radiograma ou telefonema, conforme o requerer o impetrante. 
1) Ajuizamento
2) Notificação
3) Prestar informações (10 dias)
4) Parecer do MP (5 dias)
5) Conclusão
6) Sentença (5 dias)
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
86
335
Parágrafo único. Os originais, no caso de transmissão telegráfica, radiofônica ou telefônica 
deverão ser apresentados à agência expedidora, com a firma do juiz devidamente 
reconhecida. 
Dessa sentença, é cabível recurso de apelação para o Tribunal. Esse recurso terá meramente efeito 
devolutivo, de modo que a sentença poderá ser executada. 
Art. 15. Da sentença que conceder ou negar o habeas data cabe apelação. 
Parágrafo único. Quando a sentença conceder o habeas data, o recurso terá efeito 
meramente devolutivo. 
Pergunta-se: 
Desse modo, não há a possibilidade de concessão de efeito suspensivo? 
Há sim! Efetuada a prova de perigo de dano ou de difícil reparação em face da sentença proferida, o 
recorrente poderá pedir, ao Presidente do Tribunal para o qual o recurso foi dirigido, que haja a concessão 
do efeito suspensivo. 
Concedido tal, enquanto não julgada a ação constitucional, a sentença não produzirá efeitos. Dessa decisão, 
que é uma decisão monocrática proferida por um dos integrante do Tribunal (o Presidente), cabe recurso de 
agravo a fim de que o órgão colegiado delibere definitivamente quanto aos efeitos em que o recurso será 
recebido. 
Art. 16. Quando o habeas data for concedido e o Presidente do Tribunal ao qual competir 
o conhecimento do recurso ordenar ao juiz a suspensão da execução da sentença, desse 
seu ato caberá agravo para o Tribunal a que presida. 
Em relação ao art. 17, a leitura é o suficiente: 
Art. 17. Nos casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos demais Tribunais 
caberá ao relator a instrução do processo. 
O art. 18 traz a regra aplicável aos processos que são extintos sem julgamento do mérito. Vimos acima que, 
se não houver prova documental ou não forem preenchidos os requisitos da petição inicial, o processo será 
extinto sem julgamento do mérito. Nesse caso, conforme o dispositivo abaixo, a parte poderá encontrar 
meios para retificar esses vícios e, novamente, ajuizar a ação. 
Art. 18. O pedido de habeas data poderá ser renovado se a decisão denegatória não lhe 
houver apreciado o mérito. 
Por exemplo, a parte ingressa com o pedido, mas não junta prova documental da recusa administrativa. O 
processo será extinto sem julgamento do mérito. Posteriormente, haverá a obtenção de documentos 
capazes de provar o pedido. Poderá novamente ajuizar a ação de habeas data, pois a sentença anterior 
ocorreu sem o julgamento do mérito. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
87
335
O art. 19estabelece a prioridade para o julgamento. 
Art. 19. Os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos judiciais, 
EXCETO habeas-corpus e mandado de segurança. Na instância superior, deverão ser 
levados a julgamento na primeira sessão que se seguir à data em que, feita a distribuição, 
forem conclusos ao relator. 
Parágrafo único. O prazo para a conclusão não poderá exceder de vinte e quatro horas, a 
contar da distribuição. 
Em relação ao julgamento originário (de processos que começam no tribunal) e em grau de recursos, temos 
que observar o art. 20: 
Art. 20. O julgamento do habeas data compete: 
I - originariamente: 
a) ao Supremo Tribunal Federal, contra atos do Presidente da República, das Mesas da 
Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do 
Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; 
b) ao Superior Tribunal de Justiça, contra atos de Ministro de Estado ou do próprio Tribunal; 
c) aos Tribunais Regionais Federais contra atos do próprio Tribunal ou de juiz federal; 
d) a juiz federal, contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos 
tribunais federais; 
e) a tribunais estaduais, segundo o disposto na Constituição do Estado; 
f) a juiz estadual, nos demais casos; 
II - em grau de recurso: 
a) ao Supremo Tribunal Federal, quando a decisão denegatória for proferida em única 
instância pelos Tribunais Superiores; 
b) ao Superior Tribunal de Justiça, quando a decisão for proferida em única instância pelos 
Tribunais Regionais Federais; 
c) aos Tribunais Regionais Federais, quando a decisão for proferida por juiz federal; 
d) aos Tribunais Estaduais e ao do Distrito Federal e Territórios, conforme dispuserem a 
respectiva Constituição e a lei que organizar a Justiça do Distrito Federal; 
III - mediante recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, nos casos previstos na 
Constituição. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
88
335
O art. 21, por sua vez, estabelece a gratuidade do procedimento de habeas data: 
Art. 21. São gratuitos o procedimento administrativo para acesso a informações e 
retificação de dados e para anotação de justificação, bem como a ação de habeas data. 
Já os arts. 22 e 23, citamos para deixar a legislação completa: 
Art. 22. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 23. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
89
335
MANDADO DE INJUNÇÃO 
O mandado de injunção nasce com a Constituição de 1988. Fazer injunção é colmatar lacunas, de forma que 
o mandado de injunção é a ação que visa preencher vazios deixados pela Constituição. 
No estudo das normas constitucionais, destacamos as normas de eficácia limitada que exigem a edição de 
norma regulamentadora. Esse é o contexto no qual é cabível o mandado de injunção. 
O mandado de injunção está consagrado no inc. LXXI, do art. 5º, da CRFB, não havendo previsão de legislação 
infraconstitucional. 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora 
torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
Atualmente, a regulamentação do mandado de injunção é dada pela Lei nº 13.300/2016, como explicita o 
art. 1º: 
Art. 1º Esta Lei disciplina o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual 
e coletivo, nos termos do inciso LXXI do art. 5º da Constituição Federal. 
O cabimento do mandado de segurança na Lei nº 13.300/2016 segue o padrão descrito na CF: 
Art. 2º Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta total ou parcial de norma 
regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das 
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
Parágrafo único. Considera-se parcial a regulamentação quando forem insuficientes as 
normas editadas pelo órgão legislador competente. 
Lembre-se de que: 
 
CABIMENTO DO MANDADO DE 
INJUNÇÃO
total ou 
parcial
falta de norma 
regulamentadora que 
obste o exercício:
de direitos de liberdade
ou de prerrogativas como 
nacionalidade, soberania 
ou cidadania
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
90
335
O art. 3º trata dos legitimados para ajuizamento do mandado de injunção. Poderão ajuizar a ação tanto 
pessoas naturais (ou físicas) como pessoas jurídicas que sejam titulares de direitos que dependem de 
regulamentação estatal. Caso essa norma regulamentadora possa prejudicar o exercício de direitos, a 
liberdade ou as prerrogativas relacionadas à nacionalidade, à soberania ou à cidadania, admite-se o 
mandado de injunção. 
Art. 3º São legitimados para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas 
naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das 
prerrogativas referidos no art. 2o e, como impetrado, o Poder, o órgão ou a autoridade 
com atribuição para editar a norma regulamentadora. 
Havido o prejuízo, a parte interessada poderá ingressar em juízo. Essa peça inicial deverá, segundo o que 
estabelece o art. 4º, observar: 
 os requisitos estabelecidos pela legislação processual (arts. 319/321, do CPC); 
 a indicação do órgão e da pessoa jurídica respectiva. 
Esses requisitos estão descritos no dispositivo abaixo: 
Art. 4º A petição inicial deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei processual e 
indicará, além do órgão impetrado, a pessoa jurídica que ele integra ou aquela a que está 
vinculado. 
§ 1º Quando não for transmitida por meio eletrônico, a petição inicial e os documentos que 
a instruem serão acompanhados de tantas vias quantos forem os impetrados. 
Além disso, a parte deverá juntar as provas documentais capazes de provar o alegado. Assim, se 
eventualmente a prova estiver em poder da autoridade responsável pela violação do direito ou em poder de 
terceiros, o autor deverá requerê-las. Caso haja negativa da parte contrária, o autor ajuizará a ação e efetuará 
requerimento de requisição judicial. 
Caso deferido o requerimento, o juiz irá ordenar à parte contrária que efetue a juntada dos documentos no 
prazo de 10 dias. 
§ 2º Quando o documento necessário à prova do alegado encontrar-se em repartição ou 
estabelecimento público, em poder de autoridade ou de terceiro, havendo recusa em 
fornecê-lo por certidão, no original, ou em cópia autêntica, será ordenada, a pedido do 
impetrante, a exibição do documento no prazo de 10 (DEZ) DIAS, devendo, nesse caso, ser 
juntada cópia à segunda via da petição. 
§ 3º Se a recusa em fornecer o documento for do impetrado, a ordem será feita no próprio 
instrumento da notificação. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
91
335
De posse da petição inicial, o juiz determinará que a parte notifique o impetrado para prestar informações 
no prazo de 10 dias, além disso, determinará que o órgão de representação judicial seja notificado para que 
possa ingressar no processo e efetuar a defesa da entidade. 
Art. 5º Recebida a petição inicial, será ordenada: 
I - a notificação do impetrado sobre o conteúdo da petição inicial, devendo-lhe ser enviada 
a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 
(dez) dias, preste informações; 
II - a ciência do ajuizamento da ação ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica 
interessada, devendo-lhe ser enviada cópia da petição inicial, para que, querendo,ingresse 
no feito. 
Por exemplo, vamos imaginar a ausência de norma regulamentadora de órgão vinculado ao Estado na área 
de saúde, de responsabilidade do Secretário de Saúde. Caso o Secretário, embora responsável, não edite 
determinada Resolução da Secretaria de Saúde para tratar de questões técnicas e, em face disso, tenhamos 
prejuízo a direitos, revela-se possível utilizar o mandado de injunção. Ajuizada a ação, o magistrado 
determinará a notificação do impetrado (o Secretário de Saúde) para prestar informações no prazo de 10 
dias e, além disso, a ciência da Procuradoria do Estado para que possa efetuar a defesa jurídica do órgão. 
No art. 6º temos a possibilidade de indeferimento inicial da petição de mandado de injunção. Quando se 
tratar de ação manifestamente incabível ou manifestamente improcedente, o juiz poderá, antes mesmo da 
notificação do réu, extinguir a ação sem resolução do mérito. Se essa decisão for dada por tribunal, teremos 
uma decisão monocrática da qual caberá agravo para o órgão colegiado. 
Art. 6º A petição inicial será desde logo indeferida quando a impetração for 
manifestamente incabível ou manifestamente improcedente. 
Parágrafo único. Da decisão de relator que indeferir a petição inicial, caberá agravo, em 5 
(CINCO) DIAS, para o órgão colegiado competente para o julgamento da impetração. 
Caso admissível a ação, o magistrado determinará a prestação de informações no prazo de 10 dias. Decorrido 
o prazo ou prestadas as informações, será determinada a intimação do Ministério Público para que, na 
condição de fiscal da ordem jurídica, emita parecer no prazo de 10 dias. Após, o processo será encaminhado 
para julgamento. 
Art. 7º Findo o prazo para apresentação das informações, será ouvido o Ministério Público, 
que opinará em 10 (DEZ) DIAS, após o que, com ou sem parecer, os autos serão conclusos 
para decisão. 
A sentença, se favorável, obedecerá aos preceitos do art. 8º. Note que essa sentença não é tradicional, tal 
como as sentenças em geral. Na realidade, se procedente, o magistrado estará reconhecendo que o Poder 
Legislativo, ou o Poder Executivo, deixou de cumprir com o seu papel, omitindo-se em relação a assuntos 
que deveria legislar ou regulamentar. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
92
335
Evidentemente que o Poder Judiciário não pode legislar o assunto em sentença, nem obrigar diretamente o 
órgão condenado a fazê-lo. Não obstante, o magistrado tem o dever de dar solução ao caso concreto posto 
em juízo. 
Nesse contexto, se o juiz entender que é caso de mora legislativa, decidirá com a observância de dois 
aspectos: 
 determinar prazo razoável; e 
 estabelecer condições para o exercício do direito até a superveniência da lei. 
Veja: 
Art. 8º Reconhecido o estado de mora legislativa, será deferida a injunção para: 
I - determinar prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma 
regulamentadora; 
II - estabelecer as condições em que se dará o exercício dos direitos, das liberdades ou 
das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado 
promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no 
prazo determinado. 
Parágrafo único. Será dispensada a determinação a que se refere o inciso I do caput 
quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção 
anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma. 
Assim, enquanto não houver a regulamentação pelo órgão efetivamente competente, a parte gozará do 
direito por intermédio da eficácia da sentença. Evidentemente que essa decisão é intrapartes, ou seja, aplica-
se apenas à parte que ingressar em juízo e que obtiver pronunciamento favorável. 
Essa é a regra que consta do art. 9º! 
Fique atento, não obstante a regra, é possível conferir efeitos ultrapartes. 
Art. 9º A decisão terá eficácia subjetiva limitada às partes e produzirá efeitos até o 
advento da norma regulamentadora. 
§ 1º Poderá ser conferida EFICÁCIA ULTRA PARTES OU ERGA OMNES à decisão, quando 
isso for inerente ou indispensável ao exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa 
objeto da impetração. 
§ 2º Transitada em julgado a decisão, seus efeitos poderão ser estendidos aos casos 
análogos por decisão monocrática do relator. 
§ 3º O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a renovação da 
impetração fundada em outros elementos probatórios. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
93
335
==1365fc==
O que o art. 9º estabelece é que é possível estender os efeitos do mandado de injunção individual para além 
das partes. Para tanto, é necessário constatar que seja indispensável ao exercício de direito, à liberdade ou 
à prerrogativa analisada no mandado de injunção. 
O art. 10 trata da ação de revisão em mandado de injunção. A finalidade dessa ação não é desconstituir a 
coisa julgada (por isso não é ação rescisória), mas analisar novamente a aplicabilidade da decisão em razão 
de novas circunstâncias de fato e de direito. 
Nesse contexto, o art. 10, da Lei do Mandado de Injunção, prevê que qualquer interessado poderá requerer 
a revisão da sentença. 
Art. 10. Sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido de 
qualquer interessado, quando sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de 
fato ou de direito. 
Parágrafo único. A ação de revisão observará, no que couber, o procedimento estabelecido 
nesta Lei. 
Caso deferida a proteção pelo mandado de injunção, a sentença produzirá efeitos até a edição da norma 
regulamentadora. Com a edição da norma, discute-se a transição e os efeitos decorrentes. 
Melhor explicando... 
A partir de quando a norma regulamentadora produz efeitos? E se a norma trouxer uma 
situação jurídica mais favorável que a deferida em sentença? E se a norma foi menos 
favorável? 
A ideia é que a sentença perca a eficácia com a edição da norma regulamentadora. Assim, ainda que menos 
benéfica a norma, o que valerá é a norma. Portanto, a regra é que a norma produzirá efeitos ex nunc, ou 
seja, a partir da sua edição. 
Por outro lado, se mais benéfica a norma, ela retroagirá a fim de maximizar os direitos do cidadão ao máximo, 
dentro dos limites estabelecidos pela legislação. 
É isso que temos no art. 11 abaixo: 
Art. 11. A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc em relação 
aos beneficiados por decisão transitada em julgado, salvo se a aplicação da norma editada 
lhes for mais favorável. 
Parágrafo único. Estará prejudicada a impetração se a norma regulamentadora for editada 
antes da decisão, caso em que o processo será extinto sem resolução de mérito. 
Para encerrar a análise do mandado de injunção, vamos falar da ação coletiva de mandado de injunção. 
Assim, tenha em mente que temos a possibilidade de ajuizar a ação individual na forma estudada nos artigos 
acima, ou também, de ajuizar a ação coletiva. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
94
335
O mandado de injunção coletivo envolve situações nas quais a falta de norma regulamentadora prejudica 
não apenas uma pessoa isoladamente, mas uma coletividade de pessoas, delimitada ou não. Vale dizer, 
podemos ter um grupo de pessoas prejudicadas ou um grupo indeterminado de pessoas. Em ambos os casos, 
podemos utilizar o mandado de injunção coletivo. 
Nesse caso, quem ajuizará a ação não será o titular do direito, ou seja, a pessoa que tem sua esfera jurídica 
prejudicada pela ausência da norma regulamentadora. Quem ajuizará a ação são as pessoas autorizadas pelo 
art. 12, da Lei nº 13.300/2016, queatuarão como substituto processual. Confira: 
Art. 12. O mandado de injunção coletivo pode ser promovido: 
I - pelo Ministério Público, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a 
defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais 
indisponíveis; 
II - por partido político com representação no Congresso Nacional, para assegurar o 
exercício de direitos, liberdades e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a 
finalidade partidária; 
III - por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos 1 (um) ano, para assegurar o exercício de direitos, 
liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus membros ou 
associados, na forma de seus estatutos e desde que pertinentes a suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial; 
IV - pela Defensoria Pública, quando a tutela requerida for especialmente relevante para a 
promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos 
necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5o da Constituição Federal. 
Parágrafo único. Os direitos, as liberdades e as prerrogativas protegidos por mandado de 
injunção coletivo são os pertencentes, indistintamente, a uma coletividade indeterminada 
de pessoas ou determinada por grupo, classe ou categoria. 
Podemos sintetizar os legitimados do seguinte modo: 
 
LEGITIMADO (SUBSTITUTO PROCESSUAL) HIPÓTESES DE CABIMENTO 
Ministério Público 
 defesa da ordem jurídica 
 defesa do regime democrático 
Ä defesa dos interesses sociais ou individuais 
indisponíveis. 
Partido Político com representação no CN 
 assegurar o exercício de direitos, liberdades e 
prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a 
finalidade partidária. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
95
335
Organização sindical, entidade de classe ou 
associação (no último caso, constituída há, 
pelo menos, 1 ano) 
 assegurar o exercício de direitos, liberdades e 
prerrogativas em favor da totalidade ou de parte de seus 
membros ou associados. 
* deve observar o que diz o estatuto. 
* pertinentes às finalidades. 
* não é necessária a autorização especial. 
Defensoria Pública 
 defesa de direitos humanos e dos direitos individuais 
e coletivos dos hipossuficientes. 
O art. 13, na sequência, estabelece que o mandado de injunção faz coisa julgada apenas em relação ao grupo 
beneficiado, mas admite que os efeitos sejam estendidos às ultrapartes. 
Art. 13. No mandado de injunção coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente às 
pessoas integrantes da coletividade, do grupo, da classe ou da categoria substituídos pelo 
impetrante, sem prejuízo do disposto nos §§ 1º e 2º do art. 9º. 
Parágrafo único. O mandado de injunção coletivo não induz litispendência em relação aos 
individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante que não 
requerer a desistência da demanda individual no prazo de 30 (trinta) dias a contar da 
ciência comprovada da impetração coletiva. 
Não obstante se trate de ação que visa tutelar interesses da coletividade como um todo, nada impede que a 
parte ingresse em juízo isoladamente. É justamente em razão disso que o parágrafo único estabelece que o 
mandado de injunção coletivo não induz a litispendência. Vale dizer, quem desejar, ainda que haja ação 
coletiva, poderá ajuizar ação individual. 
De todo modo, caso a parte já tenha ajuizado um mandado de injunção individual e, posteriormente, seja 
ajuizada ação coletiva, para que possa se beneficiar da sentença dada na esfera coletiva deverá requerer a 
desistência da ação individual no prazo de 30 dias, a contar da ciência do ajuizamento da ação coletiva. 
Para encerrar a análise da norma, confira os arts. 14 e 15: 
Art. 14. Aplicam-se subsidiariamente ao mandado de injunção as normas do mandado de 
segurança, disciplinado pela Lei no 12.016, de 7 de agosto de 2009, e do Código de Processo 
Civil, instituído pela Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, e pela Lei no 13.105, de 16 de 
março de 2015, observado o disposto em seus arts. 1.045 e 1.046. 
Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
96
335
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (CESPE/PGE-RJ - 2022) No tocante ao sistema recursal brasileiro, julgue os itens a seguir. 
Os recursos ordinários em mandado de segurança, habeas data e mandados de injunção decididos em única 
instância pelos tribunais superiores, quando denegatória a decisão, serão julgados pelo STJ. 
Comentários 
Na verdade, tratando-se de ação constitucional de competência originária de Tribunal Superior, a 
competência será do STF, conforme o art. 102, II, “a”, da Constituição Federal, não do STJ. Assertiva Errada. 
Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, 
cabendo-lhe: 
II - julgar, em recurso ordinário: 
a) o habeas corpus , o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de injunção 
decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão; 
2. (CESPE/TJBA - 2019) De acordo com a Lei n.º 12.016/2009, que dispõe sobre o mandado de 
segurança, se, depois de deferido o pedido liminar, o impetrante criar obstáculos ao normal andamento 
do processo, o juiz deverá 
a) intimar imediatamente o MP para se manifestar sobre a protelação e notificar, posteriormente, a parte 
para praticar o ato necessário, sob pena de multa. 
b) notificar imediatamente a parte para praticar o ato necessário, sob pena de multa. 
c) cassar a medida liminar, desde que assim seja requerido pelo MP. 
d) revogar a decisão liminar, desde que assim seja requerido pela autoridade coatora ou pelo MP. 
e) decretar a perempção da medida liminar, de ofício ou por requerimento do MP. 
Comentários 
A questão traz em seu enunciado a descrição do art. 8º da Lei 12.016 (Lei do Mandado de Segurança): 
Art. 8º. Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a 
requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar 
obstáculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) 
dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
Assim, alternativa E é a correta e gabarito da questão. 
3. (CESPE/MPU - 2018) A respeito de mandado de segurança, ação civil pública, ação de improbidade 
administrativa e reclamação constitucional, julgue os itens que se seguem. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
97
335
De acordo com Superior Tribunal de Justiça, compete à justiça federal processar e julgar mandado de 
segurança que envolva instituição de ensino superior particular, em razão do interesse da União. 
Comentários 
Está correta a assertiva. De fato, o STJ entende que é competência da Justiça Federal. Tal como expressa o 
CC 108.466/RS: 
PROCESSUAL CIVIL. CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. MANDADO DE SEGURANÇA. 
ATO DE DIRETOR DE FACULDADE PRIVADA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Cinge-
se a controvérsia em definir o juízo competente para processar e julgar mandado de 
segurança impetrado contra ato de Diretor de faculdade privada, que impediu a re-
matrícula do impetrante em seu curso de graduação. 2. O Juízo de Direito declinou da 
competência ao argumento de que "tratando-se de mandado de segurança impetrado 
contra ato de Diretor de faculdade particular de ensino, que atua por delegação do Poder 
Público Federal, a competência para o julgamento do writ é da Justiça Federal, nos termos 
do art. 109, inciso VIII, da ConstituiçãoFederal". 3. O Juízo Federal suscitou o presente 
conflito aduzindo que o artigo 2º, da Lei nº 12.016/09 "restringe a atuação da autoridade 
apontada como coatora para que seja considerada como 'federal' aquela autoridade de 
que emanem atos que tenham consequência patrimonial a ser suportada pela União 
Federal ou por entidade por ela controlada". 4. A alteração trazida pela Lei nº 12.016/09 
com relação ao conceito de autoridade federal em nada altera o entendimento há muito 
sedimentado nesta Corte acerca da competência para julgamento de mandado de 
segurança, já que não houve modificação substancial na mens legis. 5. O mero confronto 
dos textos é suficiente para corroborar a assertiva. O artigo 2º da nova lei define 
"autoridade federal" para fins de impetração do mandamus, nos seguintes termos: 
"Considerar-se-á federal a autoridade coatora se as consequências de ordem patrimonial 
do ato contra o qual se requer o mandado houverem de ser suportadas pela União ou 
entidade por ela controlada". 6. Já o artigo 2º da Lei nº 1.533/51 dispunha: "Considerar-se-
á federal a autoridade coatora se as consequências de ordem patrimonial do ato contra o 
qual se requer o mandado houverem de ser suportadas pela União Federal ou pelas 
entidades autárquicas federais". 7. Permanece inalterado o critério definidor da 
competência para o julgamento de mandado de segurança, em que se leva em conta a 
natureza das pessoas envolvidas na relação processual, ratione personae, sendo 
irrelevante, para esse efeito e ressalvadas as exceções mencionadas no texto 
constitucional, a natureza da controvérsia sob o ponto de vista do direito material ou do 
pedido formulado na demanda. 8. Nos processos em que envolvem o ensino superior, são 
possíveis as seguintes conclusões: a) mandado de segurança - a competência será federal 
quando a impetração voltar-se contra ato de dirigente de universidade pública federal ou 
de universidade particular; ao revés, a competência será estadual quando o mandamus for 
impetrado contra dirigentes de universidades públicas estaduais e municipais, 
componentes do sistema estadual de ensino; b) ações de conhecimento, cautelares ou 
quaisquer outras de rito especial que não o mandado de segurança - a competência será 
federal quando a ação indicar no pólo passivo a União Federal ou quaisquer de suas 
autarquias (art. 109, I, da Constituição da República); será de competência estadual, 
entretanto, quando o ajuizamento voltar-se contra entidade estadual, municipal ou contra 
instituição particular de ensino. 9. Na hipótese, cuida-se de mandado se segurança 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
98
335
impetrado por aluno com o fim de efetivar sua re-matrícula na Faculdade de Administração 
da FAGEP/UNOPAR – entidade particular de ensino superior – o que evidencia a 
competência da Justiça Federal. 10. Conflito negativo de competência conhecido para 
declarar a competência do Juízo Federal, o suscitante. 
4. (CESPE/MPU - 2018) A respeito de mandado de segurança, ação civil pública, ação de improbidade 
administrativa e reclamação constitucional, julgue os itens que se seguem. 
Depois ajuizada ação de improbidade administrativa, se o juiz tiver verificado que o processo está em ordem, 
será determinada notificação do requerido para apresentar manifestação por escrito. 
Comentários 
Está correta a assertiva, pois expressa a literalidade do art. 17, §7º, Lei 8.429/1992: 
§ 7º Estando a inicial em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do 
requerido, para oferecer manifestação por escrito, que poderá ser instruída com 
documentos e justificações, dentro do prazo de quinze dias. 
5. (CESPE/MPU - 2018) A respeito de mandado de segurança, ação civil pública, ação de improbidade 
administrativa e reclamação constitucional, julgue os itens que se seguem. 
Conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça, em se tratando de direitos individuais disponíveis, 
o Ministério Público não detém legitimidade para propor ação, a não ser que exista lei específica que autorize 
tal atuação. 
Comentários 
Correta a assertiva, que retrata o entendimento do STJ no REsp 1.681.690, que citamos: 
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL SOB A SISTEMÁTICA DOS 
REPETITIVOS. DEMANDAS DE SAÚDE COM BENEFICIÁRIOS INDIVIDUALIZADOS 
INTERPOSTAS CONTRA ENTES FEDERATIVOS. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 
SUPOSTA AFRONTA AOS DISPOSITIVOS DOS ARTS. 1º, V, E 21 DA LEI N. 7.347/1985, BEM 
COMO AO ART. 6º DO CPC/1973. NÃO OCORRÊNCIA. DIREITO À SAÚDE. DIREITO 
INDIVIDUAL INDISPONÍVEL. ART. 1º DA LEI N. 8.625/1993 (LEI ORGÂNICA NACIONAL DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO). APLICABILIDADE. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 
RECURSO JULGADO SOB A SISTEMÁTICA DO ART. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015, C/C O 
ART. 256-N E SEGUINTES DO REGIMENTO INTERNO DO STJ. 1. Os dispositivos legais, cuja 
aplicação é questionada nos dois recursos especiais e a tramitação se dá pela sistemática 
dos repetitivos (REsp 1.681.690/SP e REsp 1.682.836/SP), terão sua resolução efetivada em 
conjunto, consoante determina a regra processual. 2. A discussão, neste feito, passa ao 
largo de qualquer consideração acerca da legitimidade ministerial para propor demandas, 
quando se tratar de direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, até porque 
inexiste qualquer dúvida da sua legitimidade, nesse particular, seja por parte da legislação 
aplicável à espécie, seja por parte da jurisprudência. De outra parte, a discussão também 
não se refere à legitimidade de o Ministério Público postular em favor de interesses de 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
99
335
==1365fc==
menores, incapazes e de idosos em situação de vulnerabilidade. É que, em tais hipóteses, 
a legitimidade do órgão ministerial decorre da lei, em especial dos seguintes estatutos 
jurídicos: art. 201, VIII, da Lei n. 8.069/1990, e art. 74, II e III, da Lei 10.741/2003. 3. A 
fronteira para se discernir a legitimidade do órgão ministerial diz respeito à disponibilidade, 
ou não, dos direitos individuais vindicados. É que, referindo-se a direitos individuais 
disponíveis e uma vez não havendo uma lei especifica autorizando, de forma excepcional, 
a atuação do Ministério Público (como no caso da Lei n. 8.560/1992), não se pode falar em 
legitimidade de sua atuação. Todavia, se se tratar de direitos ou interesses indisponíveis, a 
legitimidade ministerial já decorreria da redação do próprio art. 1º da Lei n. 8.625/1993 
(Lei Orgânica Nacional do Ministério Público). 4. Com efeito, a disciplina do direito à saúde 
encontra na jurisprudência pátria a correspondência com o próprio direito à vida, de forma 
que a característica da indisponibilidade do direito já decorreria dessa premissa firmada. 5. 
Assim, inexiste violação dos dispositivos do art. 1º, V, e art. 21, da Lei n. 7.347/1985, bem 
como do art. 6º do CPC/1973, já que a atuação do Ministério Público, em demandas de 
saúde, assim como nas relativas à dignidade da pessoa humana, tem assento na 
indisponibilidade do direito individual, com fundamento no art. 1º da Lei n. 8.625/1993 (Lei 
Orgânica Nacional do Ministério Público). 6. Tese jurídica firmada: O Ministério Público é 
parte legítima para pleitear tratamento médico ou entrega de medicamentos nas 
demandas de saúde propostas contra os entes federativos, mesmo quando se tratar de 
feitos contendo beneficiários individualizados, porque se trata de direitos individuais 
indisponíveis, na forma do art. 1º da Lei n. 8.625/1993 (Lei Orgânica Nacional do Ministério 
Público). 7. No caso, o aresto prolatado pelo eg. Tribunal de origem está conforme o 
posicionamento desta Corte Superior, ao considerar a atuação do Ministério Público, por 
versarGabarito - Mandado de Injunção - OUTRAS BANCAS 334
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
4
335
MANDADO DE SEGURANÇA 
Introdução 
O mandado de segurança é uma ação constitucional que visa proteger direito líquido e certo do impetrante, 
contra ilegalidade ou abuso de poder causado pelo Poder Público. 
Atualmente, esse procedimento judicial é tido como garantia fundamental no rol do art. 5º, da CF – mais 
especificamente nos incs. LXIX e LXX – e melhor disciplinado na Lei nº 12.016/2009. 
 
Essas normas estabelecem modalidades de mandado de segurança: 
 QUANTO AO MOMENTO DE IMPETRAÇÃO 
Em relação ao momento de impetração, o mandado de segurança poderá ser ajuizado antes mesmo da 
violação ao direito líquido e certo, hipótese em que será denominado de mandado de segurança preventivo. 
Caso a violação ao direito líquido e certo já tenha ocorrido, o mandado de segurança terá a finalidade de 
reparar os direitos violados. Trata-se, nesse caso, de mandado de segurança reparatório. 
 QUANTO À LEGITIMIDADE PARA IMPETRAÇÃO 
Se a ação constitucional for ajuizada por pessoas individualizadas, denomina-se de mandado de segurança 
individual; ao passo que, se ajuizado por uma entidade coletiva com legitimidade extraordinária, será 
denominado de mandado de segurança coletivo. 
Ao avançarmos com a análise da aula, você verá que a formação de cada uma dessas modalidades de 
mandado de segurança exige um conjunto de requisitos próprios. 
Antes de analisarmos a Lei do Mandado de Segurança, vamos, brevemente, tratar dos dispositivos 
constitucionais. 
Noções Constitucionais 
No âmbito do Texto Constitucional temos dois incisos no art. 5º que trazem as balizas gerais dessa ação 
constitucional. 
De acordo com o inc. LXIX, do art. 5º: 
BASE 
NORMATIVA
art. 5º, LXIX e LXX, da CF
Lei nº 12.016/2009
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
5
335
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, NÃO 
amparado por “habeas-corpus” ou “habeas-data”, quando o responsável pela ilegalidade 
ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público. 
Da rápida leitura desse dispositivo constitucional, você deve extrair duas informações: 
Primeira, o mandado de segurança é uma ação que visa proteger o cidadão contra arbitrariedades estatais. 
Ele tem por finalidade prestigiar o direito líquido e certo contra ilegalidade ou abuso de poder cometido por 
autoridade pública ou por agente de pessoa jurídica que esteja no exercício de atribuições do Poder Público. 
Essa noção de direito líquido e certo dá o tom da medida: o mandado de segurança deve ser uma ação célere. 
Como vamos ver ao longo da aula, essa ideia de celeridade fez com que o STF declarasse a 
inconstitucionalidade de alguns dispositivos da lei, que limitavam o poder de ação do juiz. 
Segunda, o mandado de segurança é uma ação subsidiária. Essa modalidade de ação somente será proposta 
se não for cabível o habeas corpus ou o habeas data. Sem entrar em detalhes (pois não é objeto dessa aula), 
o habeas corpus tem por finalidade proteger o direito de ir e vir e o habeas data tem por finalidade assegurar 
o conhecimento de dados da pessoa impetrante e, também, quando necessário, propiciar a retificação ou a 
complementação dessas informações. 
O inc. LXX, por sua vez, prevê o mandado de segurança coletivo nos seguintes termos: 
LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou 
associados. 
Esse dispositivo, na realidade, não traz o conceito, as características ou os requisitos da forma coletiva da 
ação constitucional do mandado de segurança, ele apenas explicita os legitimados ativos da ação. 
Por ora, basta que saibamos quem são esses legitimados... 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
6
335
 
Não é qualquer partido político que poderá impetrar mandado de segurança coletivo, mas tão somente 
aqueles que tenham eleito, pelo menos, um Deputado Federal ou um Senador da República. Caso tenham 
algum parlamentar eleito no âmbito federal, preencherão o requisito da “representação no Congresso 
Nacional”. 
Além disso, as associações – conceituadas no Código Civil como união de pessoas organizadas por intermédio 
de um estatuto, com objetivo ideal, mas não econômico ou não lucrativo – para terem legitimidade ativa 
para o mandado de segurança coletivo deverão: 
 estar em funcionamento há, pelo menos, um ano; e 
 ajuizar ação para a defesa do interesse dos seus membros. 
Esses são os parâmetros constitucionais do mandado de segurança. Você vai perceber, na medida em que o 
estudo evoluir, que vamos retomar esses conceitos, porém, de forma aprofundada, mais detalhada. 
Neste momento... 
 
 
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – legitimidade ativa
partido político (com 
representação no CN)
organização sindical entidade de classe
associação 
(funcionamento há 1 ano 
e para a defesa dos 
membros)
• FINALIDADE: proteger direito líquido e certo contra ilegalidade ou abuso de poder do
Estado.
• AÇÃO SUBSIDIÁRIA: ajuizável apenas se não couber habeas corpus ou habeas data.
• LEGITIMADOS PARA O MS COLETIVO: a) partido político (com representação no CN); b)
organização sindical; c) entidade de classe; e d) associação (funcionamento há 1 ano e
para a defesa dos membros).
MANDADO DE SEGURANÇA (aspectos constitucionais)
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
7
335
Lei nº 12.016/2009 
A Lei do Mandado de Segurança, que possui 29 artigos, será integralmente analisada por nós! 
Processualmente, essa lei é civil, ou seja, não trata de assuntos penais. Assim, tutela-se o direito líquido e 
certo pelo mandado de segurança ainda que o ato impugnado seja administrativo, tributário, civil, militar, 
policial, eleitoral etc. 
Além disso, a Lei do Mandado de Segurança estabelece um rito processual especial e sumário. 
O art. 1º, caput, repete, em parte, o inc. LXIX, do art. 5º, da CF: 
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, NÃO 
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la 
por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que 
exerça. 
Vamos aprofundar um pouco?! 
Direito Líquido e Certo 
O que devemos compreender como direito líquido e certo? 
De acordo com a doutrina1: 
O direito líquido e certo é aquele que pode ser demonstrado de plano mediante prova pré-
constituída, sem a necessidade de dilação probatória. Trata-se de direito “manifesto na sua 
existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da 
impetração”. 
Do conceito acima podemos extrair que o DIREITO LÍQUIDO E CERTO é aquele que pode ser demonstrado 
de plano, mediante provas pré-constituídas. Dito de outra forma, constitui o direito que não desperta 
dúvidas, que não depende de produção probatória para que seja demonstrado, ou seja, os documentos 
acostados aos autos são capazes de, por si só, deixar inconteste o direito pleiteado pela parte. 
Para a prova... 
 
1 LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 16ª edição, São Paulo: Editora Saraiva S/A, 2012, versãosobre direitos individuais indisponíveis. 8. Recurso especial conhecido e não provido. 
9. Recurso julgado sob a sistemática do art. 1.036 e seguintes do CPC/2015 e art. 256-N e 
seguintes do Regimento Interno deste STJ. 
6. (CESPE/TJ-CE - 2018) Conforme a jurisprudência do STJ e a legislação pertinente, mandado de 
segurança pode ser impetrado 
A) contra ato de gestão comercial praticado por administrador de empresa pública. 
B) por terceiro contra ato judicial, desde que recurso tenha sido previamente interposto. 
C) por qualquer pessoa física ou jurídica, excluídos os órgãos públicos despersonalizados e as universalidades 
legais. 
D) contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista. 
E) contra ato ilegal omissivo sobre relação jurídica de trato sucessivo, no prazo decadencial de cento e vinte 
dias, contados a partir da ciência do ato. 
Comentários 
A questão cobra do candidato conhecimentos acerca do Mandado de Segurança. O Mandado de Segurança, 
como sabemos, é o remédio constitucional apto a proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas 
corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física sofrer 
violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais 
forem as funções que exerça (art. 1º, Lei n. 12.016/09 - LMS). Essa autoridade, de que trata o conceito do 
instituto, deve ser uma autoridade, em regra, pública. Mas isso não basta. É preciso, também, que essa 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
100
335
autoridade esteja exercendo uma atividade pública da qual decorra a violação ou justo receio de sofrê-la. É 
por isso que a LMS ressalva que “não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial 
praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público” (art. 1º, § 2º), ao mesmo tempo em que o enunciado da súmula do STJ 
nº 333 dispõe: “Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de 
economia mista ou empresa pública”. Quer dizer, se a autoridade, ainda que pública, estiver agindo como 
empresário, contra ela não caberá o remédio. Por outro lado, exercendo ela atividade pública, não haverá 
óbice para a impetração, contra ela, da ação mandamental. 
É por isso que está correta a alternativa D, gabarito da questão. 
Vejamos o erro das demais alternativas: 
A alternativa A está incorreta, por contrariar o disposto no art. 1º, § 2º, da LMS, exposto acima. 
A alternativa B está incorreta, por contrariar o disposto no enunciado de súmula do STJ nº 202. Confiram: 
Súmula 202/STJ: A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se 
condiciona a interposição de recurso. 
Mas atenção! O STJ tem decidido que “a impetração de segurança por terceiro, nos moldes da Súmula n. 
202/STJ, fica afastada na hipótese em que a impetrante teve ciência do decisão que lhe prejudicou e não 
utilizou o recurso cabível” (AgRg no RMS 048399/SP, 2015). 
A alternativa C está incorreta. Entes sem personalidade, mas com prerrogativas próprias a defender também 
podem impetrar MS. É o caso, por exemplo da mesa da Câmara dos Vereadores impetrando MS contra 
Prefeito, em razão do não repasse do duodécimo ao Legislativo municipal, como aponta o Prof. João Lordelo. 
A alternativa E está incorreta. No caso de atos omissivos, o termo inicial correrá, se houver prazo legal para 
a manifestação do administrador, do dia seguinte ao fim do prazo. Se não houver prazo legal para a 
manifestação do administrador, entende-se que não corre prazo para a impetração do remédio. 
7. (CESPE/STM - 2018) A respeito da repercussão geral da questão constitucional e do mandado de 
segurança, julgue o item que se segue. 
Situação hipotética: Ao verificar que o impetrante criou obstáculos ao normal andamento do processo, o juiz 
decretou, de ofício, a perempção da liminar concedida. Assertiva: Nessa situação, agiu erroneamente o juiz, 
que violou direito garantido constitucionalmente. 
Comentários 
A assertiva está incorreta, visto que, nesse caso, o juiz agiu corretamente. Vejamos o que dispõe o art. 8º, 
da Lei do Mandado de Segurança: 
Art. 8o Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a 
requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
101
335
obstáculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) 
dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
8. (CESPE/STM - 2018) A respeito da repercussão geral da questão constitucional e do mandado de 
segurança, julgue o item que se segue. 
Situação hipotética: Determinado juiz indeferiu mandado de segurança por verificar que o pedido visava 
impugnar ato praticado pelo presidente do STM, estando tal ato sujeito a recurso administrativo com efeito 
suspensivo. Assertiva: Nessa situação, agiu corretamente o juiz. 
Comentários 
A assertiva está correta, pois é o que dispõe o art. 5º, I, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
9. (CESPE/PGE-PE - 2018) Se determinado indivíduo impetrar mandado de segurança sobre matéria 
trabalhista contra ato de governador de estado, tal mandado deverá ser processado e julgado pelo 
a) tribunal de justiça local. 
b) TRT local. 
c) TRF local. 
d) STJ. 
e) STF. 
Comentários 
A alternativa A é correta e gabarito da questão. A competência para processar e julgar mandado de 
segurança impetrado contra Governador de Estado é do correspondente Tribunal de Justiça, por ser essa 
uma regra de reprodução obrigatória, valendo dizer que as Constituições Estaduais devem reproduzir, para 
o Governador, a regra de competência do mandado de segurança existente para o Presidente da República. 
10. (CESPE/STJ - 2018) A respeito de recursos nos tribunais, meios de impugnação das decisões 
judiciais, processo de execução e mandado de segurança, julgue que os itens a seguir. 
Situação hipotética: uma sociedade empresária impetrou mandado de segurança objetivando a 
compensação de créditos tributários. Ao sentenciar, o magistrado da vara de fazenda pública concedeu a 
segurança pleiteada. Assertiva: Nessa situação, se a fazenda pública apelar da sentença, o recurso terá 
efeito suspensivo. 
Comentários 
A assertiva está correta. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
102
335
O §3º do art. 14 da Lei do Mandado de Segurança prevê que, em regra, a sentença em mandado de segurança 
é executável na pendência do recurso. Isso significa dizer que o recurso tem efeito meramente devolutivo 
(ou seja, não tem efeito suspensivo). 
Isso não acontece, contudo, nas impetrações de segurança em relação aos quais é vedada a concessão de 
medida liminar. As situações nas quais é vedada a concessão de medida liminar estão descritas no §2º do 
art. 7º, que citamos: 
§ 2º Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. 
Logo, no caso de compensação de créditos tributários, além do efeito devolutivo, será efeito suspensivo. 
11. (CESPE/PGE-AM - 2016) Julgue o item subsequente, relativos a ação civil pública, mandado de 
segurançae ação de improbidade administrativa. 
Conforme o entendimento do STJ, é cabível mandado de segurança para convalidar a compensação tributária 
realizada, por conta própria, por um contribuinte. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. De acordo com a súmula nº 460, do STJ, é incabível o mandado de segurança para 
convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
Súmula STF 460 
É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada 
pelo contribuinte. 
12. (CESPE/DPU - 2016) A respeito do mandado de segurança, da ação civil pública e da execução fiscal, 
julgue o item que se segue. 
É cabível a impetração de mandado de segurança enquanto pendente recurso administrativo dotado de 
efeito suspensivo contra ato qualificado como ilegal. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. De acordo com o art. 5º, I, da Lei nº 12.016/09, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução. 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
103
335
Nesse caso, o mandado de segurança não será cabível até o julgamento do recurso administrativo. 
13. (CESPE/DPU - 2016) A respeito do mandado de segurança, da ação civil pública e da execução fiscal, 
julgue o item que se segue. 
É incabível mandado de segurança contra ato de gestão comercial praticado por administrador de 
concessionária de serviços públicos. 
Comentários 
A assertiva está correta, pois reproduz o previsto no §2º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
Como dito em aula, os atos de gestão comercial não representam atos do poder público em si e, por isso, 
não podem ser impugnados por mandado de segurança. 
14. (CESPE/DPE-RN - 2015) A respeito do mandado de segurança coletivo e individual, assinale a opção 
correta. 
a) Para impetrarem mandado de segurança coletivo, as entidades de classe e os sindicatos devem estar em 
funcionamento há pelo menos um ano. 
b) O termo inicial para impetração de mandado de segurança para impugnar critérios de aprovação e 
classificação de concurso público conta-se da publicação do edital de abertura do certame, segundo 
entendimento recente do STF. 
c) No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante 
judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de setenta e duas horas. 
d) O Poder Judiciário não pode controlar a legalidade dos atos administrativos discricionários por meio de 
mandado de segurança. 
e) Não é cabível a impetração de mandado de segurança contra lei em tese, mesmo quando esta for de 
efeitos concretos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Para impetrarem mandado de segurança coletivo, as entidades de classe e os 
sindicatos não precisam estar legalmente constituídos e em funcionamento há, pelo menos, um ano. Apenas 
as associações precisam preencher o requisito da pré-constituição. Vejamos o dispositivo legal, da Lei nº 
12.016/09: 
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com 
representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a 
seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe 
ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em 
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
104
335
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial. 
A alternativa B está incorreta. O termo inicial para impetração de mandado de segurança, a fim de impugnar 
critérios de aprovação e de classificação de concurso público, conta-se do momento em que a cláusula do 
edital causar prejuízo ao candidato. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao art. 22, §2º, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
§ 2o No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a 
audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se 
pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas. 
A alternativa D está incorreta. Os atos discricionários da Administração Pública estão sujeitos ao controle 
pelo Poder Judiciário quanto à legalidade formal e substancial. 
A alternativa E está incorreta. O entendimento atual dos tribunais é no sentido de que é incabível mandado 
de segurança contra lei em tese, exceto se essa lei possui efeitos concretos, caso em que a ação 
constitucional é cabível. 
Essas leis de efeitos concretos, de acordo com a doutrina, são1: 
leis e decretos de efeitos concretos são aqueles ‘que trazem em si mesmos o resultado 
específico pretendido, tais como as leis que aprovam planos de urbanização, as que fixam 
limites territoriais, as que criam municípios ou desmembram distritos, as que concedem 
isenções fiscais; os decretos que desapropriam bens, os que fixam tarifas, os que fazem 
nomeações e outros dessa espécie. Tais leis ou decretos nada têm de normativos; são atos 
de efeitos concretos, revestindo a forma imprópria de lei ou decreto por exigências 
administrativas. Não contém mandamentos genéricos, nem apresentam qualquer regra 
abstrata de conduta; atuam concreta e imediatamente como qualquer ato administrativo 
de efeitos individuais e específicos, razão pela qual se expõem ao ataque pelo mandado de 
segurança. 
Nesse sentido, é o entendimento jurisprudencial2: 
CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. ATO NORMATIVO. 
DECRETO COM EFEITO NORMATIVO: NÃO CABIMENTO DA SEGURANÇA. Decreto n. 99.547, 
de 25.09.90. I. - Se o decreto e, materialmente, ato administrativo, assim de efeitos 
concretos, cabe contra ele mandado de segurança. Todavia, se o decreto tem efeito 
 
1 MEIRELLES, Hely Lopes. Mandado de Segurança. 30ª edição. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2007. p. 41-2. 
2 MS 21274, Rel. Min. Carlos Velloso, Tribunal Pleno, DJ 08/04/1994. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
105
335
normativo, genérico, por isso mesmo sem operatividade imediata, necessitando, para a sua 
individualização, da expedição de ato administrativo, contra ele não cabe mandado de 
segurança. (Súmula 266). 
15. (CESPE/TCE-RN - 2015) A respeito do mandado de segurança, da ação popular, da ação civil pública 
e da ação de improbidade administrativa, julgue o item a seguir. 
Torna-se viável a impetração de mandado de segurança que vise à declaração de inconstitucionalidade de 
dispositivo de decreto que aumentou alíquota de determinado imposto sob o fundamento de ferir o princípio 
da capacidade contributiva. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. A declaração de inconstitucionalidade em mandado de segurança não pode 
figurar como pedido autônomo, ou seja, não pode um mandado de segurança ter como pedido principal a 
declaração de inconstitucionalidade/constitucionalidade de uma lei ou ato normativo. Note que não se trata 
da via processualadequada. 
16. (CESPE/Telebras - 2015) No próximo item é apresentada uma situação hipotética acerca de 
cumprimento de sentença, processo de execução, processo cautelar e mandado de segurança, seguida de 
uma assertiva a ser julgada. 
Clotildes impetrou mandado de segurança contra ato de autoridade federal que lhe contrariou direito 
patrimonial líquido e certo. Após regular processamento, a sentença, sem decidir sobre o mérito, denegou-
lhe a segurança. Nesse caso, não há impedimento para que Clotildes ingresse em juízo com ação própria 
pleiteando o reconhecimento dos direitos objeto da segurança e seus respectivos efeitos patrimoniais. 
Comentários 
A assertiva está correta. Conforme dispõe o art. 19, da Lei nº 12.016/09, não há impedimento para que 
Clotildes ingresse em juízo com ação própria pleiteando o reconhecimento dos direitos objeto da segurança 
e seus respectivos efeitos patrimoniais. 
Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o 
mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os 
respectivos efeitos patrimoniais. 
17. (CESPE/TRF1ªR - 2017) A respeito de mandado de segurança, ação popular, ação civil pública e ação 
de improbidade administrativa, julgue os itens a seguir. 
Situação hipotética: Um juiz de primeiro grau indeferiu petição inicial de mandado de segurança após o autor 
ter apresentado duas emendas previamente rejeitadas. Assertiva: Nessa situação, contra o indeferimento 
poderá o autor interpor agravo de instrumento. 
Comentários 
Conforme prevê o art. 10, § 1º, da Lei nº 12.016/2009, da decisão que indefere a inicial, cabe apelação. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
106
335
§ 1º Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a 
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um 
dos tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que 
integre. 
Portanto, está incorreta a assertiva. 
18. (CESPE/TRE-TO - 2017) Determinado cidadão impetrou, na justiça cível estadual, mandado de 
segurança contra ato do presidente do partido político ao qual é filiado, que lhe teria negado o direito de 
concorrer ao cargo de vereador. Na oportunidade, questionou, ainda, a validade da convenção partidária 
na qual foram escolhidos os candidatos do partido. Ao receber a petição inicial, o juízo declinou sua 
competência para a justiça eleitoral. Posteriormente, o juízo da zona eleitoral, por entender que a matéria 
referente a critérios do partido político para a escolha de candidatos diz respeito à validade de ato interno 
do partido, suscitou conflito de competência por entender que a competência seria do juízo que a havia 
declinado. 
Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta de acordo com a legislação em vigor e com 
a jurisprudência dos tribunais superiores. 
A) O conflito de competência deve ser decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, e a competência para 
exame do mandado de segurança é da justiça eleitoral. 
B) O conflito de competência deve ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal, e a competência para exame 
do mandado de segurança é da justiça estadual. 
C) O conflito de competência deve ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal, e a competência para exame 
do mandado de segurança é da justiça eleitoral. 
D) O conflito de competência não deve ser conhecido porque esse incidente somente pode ser suscitado 
pelas partes ou pelo Ministério Público. 
E) O conflito de competência deve ser decidido pelo Superior Tribunal de Justiça, e a competência para 
exame do mandado de segurança é da justiça estadual. 
Comentários 
De acordo com a situação hipotética, há um conflito de competência entre um juiz estadual e um juiz 
eleitoral. 
Conforme se nota, não há hierarquia entre eles e não há tribunal superior no conflito. Além disso, há um 
questionamento quanto a validade da convenção partidária. 
Desse modo, a competência, para solucionar o conflito, será do STJ e a competência para exame do mandado 
de segurança será da justiça eleitoral. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
19. (CESPE/Prefeitura de Belo Horizonte-MG - 2017) No que se refere a mandado de segurança e ação 
civil pública de responsabilização por ato de improbidade administrativa, assinale a opção correta. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
107
335
a) A desistência do mandado de segurança só será homologada pelo juiz depois de o impetrado manifestar 
concordância. 
b) Mandado de segurança e ação civil pública por improbidade administrativa podem ser ajuizados 
preventivamente. 
c) Se o MP for autor de ação civil pública por ato de improbidade administrativa, a pessoa jurídica de direito 
público interno interessada integrará a lide na condição de litisconsorte passivo do agente público ímprobo. 
d) A extensão subjetiva da coisa julgada em mandado de segurança coletivo varia conforme o resultado da 
lide. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo entendimento do STF, o consentimento do réu não se faz necessário 
para a homologação do pedido de desistência formulado pelo autor em sede de mandado de segurança. 
A alternativa B está incorreta. O ordenamento jurídico admite o ajuizamento de mandado de segurança 
preventivo, porém, não prevê para a ação de improbidade administrativa. 
A alternativa C está incorreta. Em se tratando de ação civil pública de improbidade administrativa, há a 
facultatividade de o ente público integrar o polo passivo da demanda ou migrar para o polo ativo em nome 
do interesse público. 
§ 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de 
impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, 
desde que isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal 
ou dirigente. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o art. 22, da Lei do Mandado de Segurança: 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
20. (CESPE/Prefeitura de Fortaleza-CE - 2017) Julgue o próximo item, a respeito de litisconsórcio, 
intervenção de terceiros e procedimentos especiais previstos no CPC e na legislação extravagante. 
Situação hipotética: Determinado servidor público impetrou mandado de segurança com a finalidade de 
majorar seu vencimento. Após o devido trâmite, foi prolatada sentença concedendo a segurança pleiteada. 
Assertiva: Nesse caso, as parcelas devidas em razão de diferenças salariais entre a data de impetração e a de 
implementação da concessão da segurança deverão ser pagas por meio de precatórios. 
Comentários 
Segundo entendimento do STJ, no mandado de segurança impetrado por servidor público contra a Fazenda 
Pública, as parcelas devidas entre a data de impetração e a de implementação da concessão da segurança 
devem ser pagas por meio de precatórios, e não via folha suplementar. 
Desse modo, a assertiva está correta. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
108
335
21. (CESPE/TRE-PE - 2017) Acerca do prazo decadencial para impetrar mandado de segurança contra a 
redução ilegal de vantagem integrante de remuneração de servidor público e dos efeitos financeiros 
decorrentes de eventual concessão da ordem mandamental, assinale a opção correta de acordo com o 
entendimento do STJ. 
a) O prazo renova-se mês a mês e os efeitos financeiros da concessão da ordem retroagemà data do ato 
impugnado. 
b) O prazo conta-se a partir da redução, não havendo efeitos financeiros retroativos de valores 
eventualmente vencidos, por não haver direito adquirido no regime jurídico. 
c) O prazo conta-se a partir da redução, devendo o impetrante ajuizar nova demanda de natureza 
condenatória para reivindicar os valores vencidos. 
d) O prazo renova-se mês a mês, devendo o impetrante ajuizar nova demanda de natureza condenatória 
para reivindicar os valores vencidos. 
e) O prazo conta-se a partir da redução e os efeitos financeiros da concessão da ordem retroagem à data do 
ato impugnado. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Segundo entendimento do STJ, o prazo decadencial 
para impetrar mandado de segurança contra redução do valor de vantagem integrante de proventos ou de 
remuneração de servidor público renova-se mês a mês. Vejam: 
“O prazo decadencial para impetração de mandado de segurança contra ato omissivo da 
Administração renova-se mês a mês, por envolver obrigação de trato sucessivo” (Tese 11 
do Jurisprudência em Teses do STJ, Edição n. 43) 
22. (CESPE/TCE-SC - 2016) A respeito do mandado de segurança, da ação popular e da ação de 
improbidade administrativa, julgue o item subsequente. 
O recurso contra decisão em mandado de segurança que anule demissão de servidor público poderá ser 
interposto pela autoridade coatora. 
Comentários 
A assertiva está correta, nos termos do art. 14, §2º, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 2º Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A lei permite a interposição de recurso pela autoridade coatora. 
23. (CESPE/TCM-BA - 2018) É possível a utilização de mandado de segurança para impugnar 
a) ato de gestão comercial praticado por empresa pública. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
109
335
b) ato normativo que possua efeitos concretos. 
c) sentença transitada em julgado que tenha sido prolatada por juiz impedido. 
d) ato sujeito a recurso administrativo com efeito suspensivo que não exija caução. 
e) qualquer decisão judicial liminar, desde que demonstrada a urgência do impetrante. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 1º, § 2º, da Lei do Mandado de Segurança, não cabe 
mandado de segurança contra atos de gestão comercial praticado por empresa pública. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Conforme a súmula 266 do STF, não cabe mandado 
de segurança contra lei em tese. Porém, o tratamento dado às leis de efeitos concretos é diverso sendo 
possível a utilização de mandado de segurança. 
As alternativas C, D e E estão incorretas. Vejamos o que prevê o art. 5º, incisos I, II e III, da Lei 12.016/09. 
Vejamos: 
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
110
335
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Quanto ao mandado de segurança, ação popular e ação civil pública, 
julgue o item a seguir. 
No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou 
categoria substituídos pelo impetrante. 
Comentários 
A assertiva está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 22, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
Os limites da coisa julgada no mandado coletivo se restringe aos membros do grupo ou categoria. 
2. (CONSULPLAN/TJ-MG - 2015) Quanto ao mandado de segurança, ação popular e ação civil pública, 
julgue o item a seguir. 
Cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, sociedade de economia mista e concessionárias de serviço público. 
Comentários 
A assertiva está incorreta. Com base no §2º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09, não cabe mandado de segurança 
contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de 
economia mista e de concessionárias de serviço público. 
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la 
por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que 
exerça. 
§ 2º NÃO CABE mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados 
pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
111
335
==1365fc==
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (FCC/CLDF - 2018) Quanto ao mandado de segurança, considere as afirmativas a seguir: 
I. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito, não impedirá que o 
requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
II. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos 
judiciais, inclusive habeas corpus, devendo ser levados a julgamento na primeira sessão que se seguir à data 
em que forem conclusos ao relator. 
III. Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a requerimento do Ministério 
Público quando, concedida a medida, o impetrante criar obstáculo ao normal andamento do processo ou 
deixar de promover, por mais de 3 (três) dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
IV. Nos casos de competência originária dos tribunais, caberá ao relator a instrução do processo, sendo 
assegurada a defesa oral na sessão do julgamento do mérito ou do pedido liminar; da decisão do relator que 
conceder ou denegar a medida liminar caberá apelação ao órgão competente do Tribunal que integre. 
V. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos tribunais cabe recurso 
especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso ordinário, quando a ordem for denegada. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
(A) III, IV e V. 
(B) II, III e IV. 
(C) I e III. 
(D) I, III e V. 
(E) I, II, III e IV. 
Comentários 
A questão cobra do candidato o conhecimento da literalidade de dispositivos da Lei n. 12.016/09, a famosa 
Lei do Mandado de Segurança (LMS). Analisemos cada uma das assertivas: 
A assertiva I está correta, por espelhar a literalidade do art. 19, da LMS. Confiram: 
Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o 
mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os 
respectivos efeitos patrimoniais. 
A assertiva II está incorreta, uma vez que o mandado de segurança e os seus respectivos recursos não terão 
prioridade sobre habeas corpus (art. 20, da LMS): 
Art. 20. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade 
sobre todos os atos judiciais, salvo habeas corpus. 
A assertiva III está correta. De acordo com o art. 8º, da LMS: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira LuizaVieria
112
335
Art. 8o Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a 
requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar 
obstáculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) 
dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
A assertiva IV está incorreta, uma vez que o recurso cabível, nesse caso, será o agravo, e não a apelação (art. 
16, parágrafo único, da LMS): 
Art. 16. Nos casos de competência originária dos tribunais, caberá ao relator a instrução 
do processo, sendo assegurada a defesa oral na sessão do julgamento do mérito ou do 
pedido liminar. 
Parágrafo único. Da decisão do relator que conceder ou denegar a medida liminar caberá 
agravo ao órgão competente do tribunal que integre. 
E assertiva V, por fim, está correta, consistindo na transcrição literal do art. 18, da LMS: 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos 
tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso 
ordinário, quando a ordem for denegada. 
O gabarito da questão, portanto, é a alternativa D. 
2. (FCC/TRE-SP - 2017) Sobre o mandado de segurança, considere: 
I. Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, a utilização do mandado de segurança 
depende do seu ajuizamento conjunto por todas elas, em litisconsórcio ativo. 
II. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 90 dias, contados da ciência, pelo 
interessado, do ato impugnado. 
III. O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá 
impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 dias, 
quando notificado judicialmente. 
IV. É cabível mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
V. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos tribunais cabe recurso 
especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso ordinário, quando a ordem for denegada. 
É correto o que consta APENAS em 
a) I e II. 
b) I e III. 
c) II e IV. 
d) III e V. 
e) IV e V. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
113
335
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. Não se pode negar a uma pessoa o direito de ir a juízo porque outras se recusam a 
fazê-lo. E não se pode obrigar essas outras pessoas a ingressarem com uma ação judicial contra a vontade 
delas. Por isso, o litisconsórcio ativo é sempre facultativo, nunca necessário. O litisconsórcio ativo necessário 
não é admitido pela doutrina processual. 
O item II está incorreto. De acordo com o art. 23, da Lei nº 12.016/09, o prazo decadencial para o ajuizamento 
da ação de mandado de segurança é de 120 dias, e não 90. 
O item III está correto, nos termos do art. 3º, caput, da referida Lei: 
Art. 3o O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de 
terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu 
titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, quando notificado judicialmente. 
O item IV está incorreto. Com base no art. 1, §2º, da Lei nº 12.016/09, a ação de mandado de segurança não 
tem cabimento contra atos de gestão comercial. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
Por fim, o item V está correto, pois é o que dispõe o art. 18, da referida Lei: 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos 
tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso 
ordinário, quando a ordem for denegada. 
Assim, a alternativa D é correta e gabarito da questão. 
3. (FCC/DPE-AM - 2018) A respeito das disposições legais e da jurisprudência dos Tribunais Superiores 
sobre o mandado de segurança, é correto afirmar: 
a) A decisão denegatória da ordem pleiteada em única instância em Tribunal de Justiça desafia recurso de 
apelação. 
b) Após a prestação das informações pela Autoridade Coatora, a desistência do mandado de segurança pelo 
impetrante depende do consentimento da outra parte. 
c) A decisão que denega a ordem por ausência de prova preconstituída do direito líquido e certo faz coisa 
julgada material e impede a postulação da pretensão por via ordinária. 
d) Denegada a ordem pleiteada no mandado de segurança sem resolução do mérito, é possível a 
repropositura de pedido idêntico dentro do prazo decadencial. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
114
335
e) É cabível mandado de segurança contra decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo, desde 
que exista violação a direito líquido e certo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Vejamos o que dispõe o art. 10, §1º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a 
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um 
dos tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que 
integre. 
A alternativa B está incorreta. Segundo o STF, a desistência do mandado de segurança é uma prerrogativa 
de quem o propõe e pode ocorrer a qualquer tempo, sem anuência da parte contrária e independentemente 
de já ter havido decisão de mérito, ainda que favorável ao autor da ação. 
A alternativa C está incorreta. A denegação do mandado de segurança anterior, por ausência de prova pré-
constituída não implica a impossibilidade da renovação do pedido através de nova demanda, porque ausente 
a coisa julgada. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 6º, §6º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 5º, I, da referida Lei, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução. 
4. (FCC/PGE-TO - 2018) Relativamente ao Mandado de Segurança, considere: 
I. Não se concederá mandado de segurança quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo 
com efeito suspensivo, independentemente de caução; também não se concederá mandado de segurança 
de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito devolutivo. 
II. O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá 
impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de trinta 
dias, quando notificado judicialmente. 
III. Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
IV. Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, a impetração do mandado de segurança 
ficará condicionada à formação de litisconsórcio necessário, podendo porém ser ajuizada ação declaratória 
autônoma sem o preenchimento desse requisito. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) II, III e IV. 
b) II e III. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
115
335
c) I e II.d) I e III. 
e) I e IV. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens. 
O item I está incorreto. Vejamos o que dispõe o art. 5º, I e II, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
O item II está correto, pois é o que dispõe o art. 3º, da referida Lei: 
Art. 3o O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de 
terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu 
titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, quando notificado judicialmente. 
O item III está correto, nos termos do art. 1º, §2º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
Por fim, o item IV está incorreto. O §3º, do art. 1º, da referida Lei, estabelece que quando o direito ameaçado 
ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
5. (FCC/SEGEP-MA - 2016) O mandado de segurança 
a) sujeita-se ao prazo prescricional de cento e vinte dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato 
impugnado. 
b) pode substituir ação de cobrança se a dívida for líquida e certa. 
c) coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão 
o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo legal. 
d) poderá ser impetrado contra decisão judicial transitada em julgado, para defesa de direito líquido e certo, 
se não houver fundamento para a ação rescisória. 
e) não poderá ser renovado, ainda que dentro do prazo decadencial, se houver decisão denegatória anterior, 
apreciando lhe ou não mérito. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
116
335
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O que se extingue é o direito de impetrar o mandado de segurança e não a 
pretensão propriamente dita. Portanto, esse prazo é de decadência e não de prescrição. Vejamos o art. 23, 
da Lei nº 12. 016/09. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a súmula nº 269, do STF, o mandado de segurança não é 
substitutivo de ação de cobrança. 
Súmula 269 STF 
O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §1º, do art. 22, da Lei de 
Mandado de Segurança. 
§ 1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, 
mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não 
requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar 
da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
A alternativa D está incorreta. A hipótese descrita não admite a impetração de mandado de segurança. 
Vejamos o art. 5º, da referida lei: 
Art. 5o NÃO se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
A alternativa E está incorreta. Com base no §6º, do art. 6º, da Lei nº 12.016/09, o pedido de mandado pode 
sim ser renovado, desde que dentro do prazo decadencial. 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, 
se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
6. (FCC/PGE-MT - 2016) De acordo com a jurisprudência dominante nos Tribunais Superiores a 
respeito do mandado de segurança e de ações coletivas, 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
117
335
a) o termo inicial do prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança, na hipótese de exclusão 
do candidato do concurso público nas hipóteses em que causa de pedir envolva questionamento de critério 
do edital, é contado a partir da publicação de referido edital. 
b) é competente o Tribunal de Justiça para conhecer de mandado de segurança contra ato do juizado 
especial. 
c) a impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, é condicionada a interposição de recurso. 
d) a legitimidade das associações para representar os interesses dos associados em ações coletivas depende 
de autorização expressa dos associados, salvo no que diz respeito ao mandado de segurança coletivo, que 
independe de autorização. 
e) ajuizada ação coletiva atinente a macro lide geradora de processos multitudinários, não se suspendem as 
ações individuais no aguardo do julgamento da ação coletiva. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo entendimento do STJ, o termo inicial do prazo decadencial para a 
impetração do mandado de segurança é a data em que o candidato toma ciência do ato administrativo que 
determina sua exclusão do certame, e não a da publicação do edital. 
A alternativa B está incorreta. Com base na súmula nº 376, do STJ, compete a turma recursal processar e 
julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a súmula nº 202, do STJ, a impetração de segurança por 
terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece a súmula nº 629, do STF. 
Súmula 629 - A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em 
favor dos associados independe da autorização destes. 
A alternativa E está incorreta. O STJ afirma que, ajuizada a ação coletiva atinente à macro-lide geradora de 
processos multitudinários, admite-se a sustação de ações individuais no aguardo do julgamento da ação 
coletiva. Veja1: 
RECURSO REPETITIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO COLETIVA. MACRO-
LIDE. CORREÇÃO DE SALDOS DE CADERNETAS DE POUPANÇA. 
SUSTAÇÃO DE ANDAMENTO DE AÇÕES INDIVIDUAIS. POSSIBILIDADE. 
1.- Ajuizada ação coletiva atinente a macro-lide geradora de processos multitudinários, 
suspendem-se as ações individuais, no aguardo do julgamento da ação coletiva. 
 
1 REsp 1110549/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/10/2009, DJe 14/12/2009. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
118
335
2.- Entendimento que não nega vigência aos aos arts. 51, IV e § 1º, 103 e 104 do Código de 
Defesa do Consumidor; 122 e 166 do Código Civil; e 2º e 6º do Código de Processo Civil, 
com os quais se harmoniza, atualizando-lhes a interpretação extraída da potencialidade 
desses dispositivos legais ante a diretriz legal resultante do disposto no art. 543-C do 
Código de Processo Civil, com a redação dada pela Lei dos Recursos Repetitivos (Lei n. 
11.672, de 8.5.2008). 
3.- Recurso Especial improvido. 
7. (FCC/Prefeitura de São Luiz-MA - 2016) João impetrou, em primeiro grau de jurisdição, mandado 
de segurança no âmbito do qual requereu a produção de prova testemunhal, deixando de anexar, à petição 
inicial, prova documental de direito líquido e certo. O Juiz indeferiu a petição inicial, por entender não 
estarem presentes os requisitos legais, julgando extinto o processo semresolução de mérito. Contra 
referido ato, João interpôs agravo de instrumento, o qual não foi conhecido, por entender o Tribunal não 
se tratar do recurso adequado. Ainda dentro do prazo decadencial, João impetrou novo mandado de 
segurança, com o mesmo objeto, desta vez suprindo as falhas que levaram ao indeferimento do mandado 
de segurança anterior. Entendendo haver urgência, além de estarem presentes os requisitos legais, o Juiz 
deferiu liminar em favor de João. Contra referida decisão, interpôs-se agravo de instrumento, ao qual não 
foi atribuído efeito suspensivo. De acordo com a Lei nº 12.016/2009, que regulamenta o mandado de 
segurança, é correto afirmar que 
a) não cabe recurso contra a liminar deferida em favor de João, mas, sim, novo mandado de segurança. 
b) seriam cabíveis embargos infringentes, e não agravo, contra a decisão que indeferiu a petição inicial, se o 
mandado de segurança houvesse sido impetrado perante um dos Tribunais. 
c) João não poderia ter impetrado novo mandado de segurança, com o mesmo objeto, ainda que dentro do 
prazo decadencial. 
d) os efeitos da liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação da sentença, devendo ser 
dada prioridade para julgamento do processo. 
e) contra o ato que indefere a petição inicial do mandado de segurança é cabível recurso de agravo de 
instrumento, o qual deveria ter sido conhecido pelo Tribunal. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o §1º, do art. 7º, da Lei nº 12.016/09, caberá agravo de 
instrumento, e não novo mandado de segurança. 
§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo 
de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil. 
A alternativa B está incorreta. Com base no §1º, do art. 10, da Lei de Mandado de Segurança, do ato do 
relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que integre, e não embargos infringentes. Além 
disso, os embargos infringentes foram excluídos da sistemática processual pelo CPC. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
119
335
§ 1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a 
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um 
dos tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que 
integre. 
A alternativa C está incorreta. Ao contrário do que se afirma, João poderia ter renovado, dentro do prazo 
decadencial, o mandado de segurança. Vejamos o §6º, do art. 6º, da referida Lei. 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 7º, §§3º e 4º, da Lei nº 
12.016/09. 
§ 3o Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação 
da sentença. 
§ 4o Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento. 
A alternativa E está incorreta. Segundo o §1º, do art. 10, da Lei de Mandado de Segurança, descrito acima, 
do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação, e não agravo de instrumento. 
8. (FCC/TCM-RJ - 2015) Quanto ao mandado de segurança, tem-se que: 
a) se a segurança for concedida, está sujeita apenas a recurso voluntário da autoridade apontada como 
coatora. 
b) não será concedido quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
c) a sentença que o tenha concedido pode ser executada provisoriamente em qualquer hipótese. 
d) da sentença que o denega cabe apelação, pelo término do processo; da sentença que o concede cabe 
agravo, pelo prosseguimento do feito. 
e) não se concederá a segurança de decisão judicial transitada em julgado, salvo se ultrapassado o prazo para 
ajuizamento de ação rescisória. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Se a segurança for concedida, estará sujeita, obrigatoriamente, ao duplo grau 
de jurisdição, e estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. Vejamos o art. 14, §§1º e 2º, da Lei de 
Mandado de Segurança. 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
120
335
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois está previsto no art. 5º, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
A alternativa C está incorreta. Com base no §3º, do art. 14, da referida Lei, a sentença não pode ser 
executada provisoriamente nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com o art. 14, acima descrito, da sentença, denegando ou 
concedendo o mandado, cabe apelação, e não agravo. 
A alternativa E está incorreta. Segundo o art. 5º, III, mencionado acima, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de decisão judicial transitada em julgado, sem exceções. 
9. (FCC/TCE-CE - 2015) A sentença ou acórdão que denegar a ordem no mandado de segurança: 
a) em nenhuma hipótese produz coisa julgada material. 
b) com ou sem apreciação do mérito, não impede que se busque em ação de procedimento comum a 
satisfação do direito. 
c) condenará o impetrante ao pagamento de custas e honorários advocatícios. 
d) em virtude de ausência de liquidez e certeza do direito, não impede que se busque em ação de 
procedimento comum a satisfação do direito. 
e) impede a renovação do pedido, ainda que dentro do prazo decadencial, tenha ou não a decisão 
denegatória apreciado o mérito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Ao contrário, a sentença que analisar o mérito e fizer cognição plena com a 
negativa da ordem, faz coisa julgada material. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 19, da Lei de Mandado de Segurança, sem apreciação 
do mérito, não impede que se busque, em ação de procedimento comum, a satisfação do direito. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 25, da referida Lei, não cabem, no processo de mandado de 
segurança, a interposição de embargos infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários 
advocatícios, sem prejuízo da aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. Lembre-se de que os 
embargos infringentes não existem mais na sistemática do CPC. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 19, da Lei nº 12.016/09. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
121
335
Art. 19. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o 
mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os 
respectivos efeitos patrimoniais. 
A alternativa E está incorreta. Segundo o §6º, do art. 6º, da referida Lei, o pedido de mandado de segurança 
poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o 
mérito. 
10. (FCC/SEFAZ-PE - 2015) Impetrado mandado de segurança, se o documento necessário à prova do 
direito alegado estiver em poder da autoridade coatora, que se recusa a fornecê-lo, o juiz deverá 
a) encaminhar ofício à autoridadetida como coatora, ordenando a exibição do documento, no prazo de 10 
dias, para posterior expedição do instrumento de notificação. 
b) extinguir o processo sem resolução de mérito, pois o mandado de segurança deve ser instruído com prova 
pré-constituída do direito alegado. 
c) encaminhar ofício à autoridade tida como coatora, solicitando a exibição do documento, no prazo de 10 
dias, para posterior expedição do instrumento de notificação. 
d) suspender o processo até que o impetrante obtenha o documento pelas vias adequadas, respeitado o 
prazo decadencial de 120 dias. 
e) ordenar, no próprio instrumento da notificação, a exibição do documento, marcando, para cumprimento 
da ordem, o prazo de 10 dias. 
Comentários 
De acordo com o art. 6º, §§1º e 2º, da Lei nº 12.016/09, o juiz deverá ordenar, no próprio instrumento da 
notificação, a exibição do documento, marcando, para cumprimento da ordem, o prazo de 10 dias. 
Art. 6o A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei 
processual, será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a 
primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica 
que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. 
§ 1o No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição 
ou estabelecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por 
certidão ou de terceiro, o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse 
documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, 
o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à segunda 
via da petição. 
§ 2o Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-
se-á no próprio instrumento da notificação. 
Dessa forma, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
11. (FCC/CNMP - 2015) Considere: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
122
335
I. O ato administrativo geral, abstrato e impessoal não enseja mandado de segurança. 
II. Controvérsia sobre matéria de direito não impede a concessão de mandado de segurança. 
III. A complexidade dos fatos exclui por si só o caminho do mandado de segurança. 
IV. Cabe a concessão de segurança com base em fundamento de direito não alegado na inicial, por ser 
aplicável o princípio jura novit curia. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
a) I e II. 
b) II e III. 
c) III e IV. 
d) I e IV. 
e) I e III. 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens: 
O item I está correto. Existem atos emanados da própria administração que, em seu conteúdo, por terem 
um caráter geral, abstrato e impessoal, devem ser entendidos como lei de efeitos abstratos, impassível, 
assim, de exame via mandado de segurança. 
O item II está correto, conforme súmula nº 625, do STF. 
Súmula 625 - Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de 
segurança. 
O item III está incorreto. Desde que demonstrado eventual direito líquido e certo, a complexidade dos fatos 
não impede o cabimento do mandado de segurança. 
O item IV está incorreto. No mandado de segurança vige o entendimento de que o juiz não pode decidir a 
causa para além da fundamentação articulada pela parte, de modo que não se aplica o princípio do “jura 
novit cúria”. 
Assim, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
12. (FCC/TRT-6ªR - 2015) NÃO são devidos honorários advocatícios 
a) nos embargos à execução. 
b) nos processos em que a Fazenda Pública for vencedora. 
c) no cumprimento de sentença, em qualquer hipótese, se já tiverem sido arbitrados na ação de 
conhecimento. 
d) no Mandado de Segurança, ainda que o impetrante seja vencedor na impetração. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
123
335
e) em nenhuma espécie de ação cautelar, porque eles serão arbitrados quando da prolação de sentença na 
ação de conhecimento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Com base no art. 85, 1º, do CPC, são devidos honorários advocatícios nos 
embargos à execução. 
Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. 
§ 1o São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, 
provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, 
cumulativamente. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o §3º, do art. 85, do CPC, nas causas em que a Fazenda Pública 
for parte, terá a fixação de honorários. 
§ 3o Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, a fixação dos honorários observará os 
critérios estabelecidos nos incisos I a IV do § 2o e os seguintes percentuais: 
A alternativa C está incorreta. Segundo o §1º, ainda do art. 85, do Novo Código de Processo Civil, são devidos 
honorários advocatícios no cumprimento de sentença. 
§ 1o São devidos honorários advocatícios na reconvenção, no cumprimento de sentença, 
provisório ou definitivo, na execução, resistida ou não, e nos recursos interpostos, 
cumulativamente. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Não cabe pagamento dos honorários advocatícios no 
processo de mandado de segurança. Vejamos o art. 25, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
A alternativa E está incorreta. Conforme jurisprudência do STJ, são devidos honorários advocatícios em 
ações cautelares. 
13. (FCC/PGE-RN - 2014) Julgando ter tido direito líquido e certo ofendido por ato de autoridade, Tício 
impetrou mandado de segurança. Contudo, afirmou, na petição inicial, que a prova do fato dependeria da 
obtenção de documento e que a autoridade coatora estaria se recusando a fornecê-lo. Ao receber a inicial, 
o Juiz deverá 
a) indeferir liminar, se pleiteada, e determinar que a autoridade coatora preste informações, trazendo cópia 
do ato impugnado, no prazo de 15 dias. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
124
335
b) ordenar, preliminarmente, por ofício, que a autoridade imediatamente superior à coatora ordene a 
exibição do documento, em original ou por cópia autenticada, marcando o prazo de 10 dias para 
cumprimento da ordem. 
c) indeferir a petição inicial, porque o mandado de segurança depende de prova pré-constituída de direito 
líquido e certo. 
d) mandar, preliminarmente, emendar a inicial, determinando a juntada de documento comprobatório da 
negativa, por parte da autoridade coatora. 
e) ordenar, preliminarmente, no próprio instrumento de notificação, a exibição do documento, em original 
ou por cópia autenticada, marcando o prazo de 10 dias para cumprimento da ordem. 
Comentários 
Conforme o art. §6º, §§1º e 2º, da Lei nº 12. 016/09, o Juiz deverá ordenar, preliminarmente, no próprio 
instrumento de notificação, a exibição do documento, em original ou por cópia autenticada, marcando o 
prazo de 10 dias para cumprimento da ordem. 
Art. 6o A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei 
processual, será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a 
primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa jurídica 
que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. 
§ 1o No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição ou 
estabelecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por 
certidãoou de terceiro, o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse 
documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, 
o prazo de 10 (dez) dias. O escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à segunda 
via da petição. 
§ 2o Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-
se-á no próprio instrumento da notificação. 
Desse modo, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
14. (FCC/DPE-CE - 2014) Em relação ao mandado de segurança, é correto afirmar: 
a) O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 90 (noventa) dias, contados da 
ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
b) A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, decidindo ou não o mérito da impetração, 
não impedirá que o requerente, por via autônoma, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos 
patrimoniais. 
c) No coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica 
de direito público, bem como do órgão ministerial, ambos a serem ouvidos em 24 horas. 
d) O coletivo induz litispendência para as ações individuais, motivo pelo qual os efeitos da coisa julgada só 
beneficiarão o impetrante a título individual se houver desistência de sua impetração em dez dias, a contar 
da ciência inequívoca da impetração da segurança coletiva. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
125
335
e) No coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos 
pelo impetrante. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 23, da Lei nº 12.016/09, o direito de requerer mandado 
de segurança extinguir-se-á decorridos 120 dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa B está incorreta. Com base no art. 19, da referida Lei, a sentença ou o acórdão que denegar 
mandado de segurança, sem decidir o mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os 
seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
A alternativa C está incorreta. Segundo o §2º, do art. 22, da Lei de Mandado de Segurança, no mandado de 
segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante judicial da pessoa 
jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas. 
A alternativa D está incorreta. O §1º, do art. 22, da Lei nº 12.016/09, estabelece que o mandado de 
segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não 
beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de segurança no 
prazo de 30 dias, a contar da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme o caput, do art. 22, da referida Lei. 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
15. (FCC/MPE-PE - 2014) Em relação ao mandado de segurança, de acordo com a lei que o rege, 
a) a sentença que o conceder sempre poderá ser executada provisoriamente. 
b) não será ele concedido quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito 
suspensivo, independentemente de caução. 
c) não será ele concedido quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso próprio, com ou sem 
efeito suspensivo. 
d) será ele cabível contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas 
públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
e) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, deverão elas impetrá-lo atuando em 
litisconsórcio necessário ativo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Com base no §3º, da Lei nº 12.016/09, a sentença que conceder o mandado 
de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da 
medida liminar. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o art. 5º, I, da Lei de Mandado de 
Segurança. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
126
335
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 5º, II, da referida Lei, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
A alternativa D está incorreta. Segundo o §2º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09, não cabe mandado de 
segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de 
sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
A alternativa E está incorreta. Conforme o §3º, do art. 1º, da referida Lei, quando o direito ameaçado ou 
violado couber a várias pessoas, qualquer uma delas poderá requerer o mandado de segurança. 
16. (FCC/TRT-20ªR - 2016) Cabe mandado de segurança 
a) contra atos de gestão comercial praticados por administradores de empresa pública. 
b) contra decisão judicial contra a qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
c) ainda que escoado o prazo prescricional de 120 dias. 
d) bem caso de violação de direito líquido e certo por ato ilegal de dirigente de pessoa jurídica no exercício 
de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
e) somente se tiver havido violação de direito líquido e certo, não se admitindo que seja apresentado em 
caráter preventivo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 1º, §2º, da Lei nº 12.1016/09, não cabe mandado de segurança 
contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de 
economia mista e de concessionárias de serviço público. 
A alternativa B está incorreta. O art. 5º, II, da referida Lei, estabelece que não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
A alternativa C está incorreta. O prazo dado pela lei para o ajuizamento da ação de mandado de segurança 
é decadencial e não prescricional. Vencido esse prazo, não será mais viável o ajuizamento da ação sob esse 
rito, devendo o interessado propor a ação sob o procedimento comum. 
Vejamos o que dispõe o art. 23, da Lei do Mandado de Segurança: 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A regra é a de que somente as autoridades públicas 
são consideradas legitimadas para figurar no polo passivo da ação de mandado de segurança. A lei que a 
regulamenta, porém, estabelece algumas hipóteses de equiparação, dentre as quais se encontram os 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
127
335
==1365fc==
dirigentes de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público, no que disser respeito a essas 
atribuições. Vejamos o art. 1º, §1º, da referida Lei: 
§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder 
público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 1º, daLei nº 12.016/09, a ação de mandado de segurança 
visa a coibir tanto a lesão ao direito quanto a sua ameaça, caso em que é considerada preventiva. 
Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la 
por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que 
exerça. 
17. (FCC/DPE-PR - 2017) Sobre o Mandado de Segurança, é INCORRETO afirmar: 
a) Compete à turma recursal processar e julgar o Mandado de Segurança contra ato de juizado especial. 
b) A impetração de Mandado de Segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição 
de recurso, ainda que o impetrante tenha ciência da decisão que lhe prejudicou e não tenha utilizado o 
recurso cabível. 
c) Equiparam-se às autoridades coatoras os representantes ou órgãos de partidos políticos e os 
administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas 
naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
d) Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a teoria da encampação no Mandado de 
Segurança tem aplicabilidade nas hipóteses em que atendidos os seguintes pressupostos: subordinação 
hierárquica entre a autoridade efetivamente coatora e a apontada na petição inicial, discussão do mérito nas 
informações e ausência de modificação da competência. 
e) Segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no Mandado de Segurança impetrado pelo 
Ministério Público contra decisão proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como 
litisconsorte passivo. 
Comentários 
A alternativa A está correta, conforme dispõe a súmula nº 376, do STJ: 
Súmula 376 – Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra 
ato de juizado especial. 
A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. A súmula nº 202, do STJ, estabelece que a 
impetração da segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso. No 
entanto, não sendo a ação de mandado de segurança substitutiva de recurso quando este é previsto em lei, 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
128
335
o conteúdo da súmula apenas tem aplicação quando ao terceiro não tiver sido dada ciência da decisão que 
lhe prejudicou. 
A alternativa C está correta, nos termos do art. 1º, §1º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder 
público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
A alternativa D está correta, pois são esses os requisitos estabelecidos pela doutrina e acatados pela 
jurisprudência para que seja possível a utilização da teoria da encampação nas ações de mandado de 
segurança. 
A alternativa E está correta, nos termos da súmula nº 701, do STF: 
Súmula 701 - No mandado de segurança impetrado pelo Ministério Público contra decisão 
proferida em processo penal, é obrigatória a citação do réu como litisconsorte passivo. 
18. (FCC/SEF-SC - 2018) Sobre mandado de segurança, a legislação dispõe: 
a) Não se concederá mandado de segurança, quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo 
com efeito suspensivo, independentemente de caução; de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito 
suspensivo e de decisão judicial transitada em julgado. 
b) Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação, mas a autoridade coatora não tem 
o direito de recorrer. 
c) Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos 
judiciais, civis e penais, sem qualquer exceção. 
d) Será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários e a entrega 
de mercadorias e bens provenientes do exterior. 
e) A legislação proíbe, sem qualquer exceção, impetrar mandado de segurança por telegrama, radiograma, 
fax ou outro meio eletrônico. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme o disposto no art. 5º, da Lei 12.016/09: 
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
129
335
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 14, § 2º, da LMS, é estendido à autoridade coatora o 
direito de recorrer da sentença. 
A alternativa C está incorreta. Baseado no que prevê o art. 20, da Lei do Mandado de Segurança, os processos 
de MS e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos judiciais, salvo habeas corpus. 
A alternativa D está incorreta. Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de 
créditos tributários, e a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. É o que dispõe o art. 7º, § 
2º da Lei 12.016/09. 
19. (FCC/SEAD AP - 2018) Em relação ao mandado de segurança, é correto afirmar: 
a) a sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito, impedirá, 
necessariamente, que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos 
patrimoniais. 
b) o direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos cento e oitenta dias, contados da 
ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
c) se não for o caso de mandado de segurança, ou houver decorrido o prazo legal para sua impetração, a 
petição inicial, por decisão motivada, será desde logo indeferida. 
d) o mandado de segurança pode ser manejado tanto para a impugnação de decisão judicial transitada em 
julgado como para a impugnação de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
e) o pedido de mandado de segurança não admite renovação nem mesmo se deduzido dentro do prazo 
decadencial e a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, com base no art. 10, caput, da Lei 12.016/09: 
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso 
de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido o 
prazo legal para a impetração. 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o disposto no art. 19, da LMS, a sentença ou o acórdão que 
denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, 
pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
A alternativa B está incorreta. Conforme o disposto no art. 23, da Lei do Mandado de Segurança, o direito 
de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 dias, contados da ciência, pelo 
interessado, do ato impugnado. 
A alternativa D está incorreta. O mandado de segurança não pode ser manejado tanto para a impugnação 
de decisão judicial transitada em julgado como para a impugnação de decisão judicial da qual caiba recurso 
com efeito suspensivo. É o que prevê o art. 5º, II e III, da Lei 12.106/09. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
130
335
A alternativa E está incorreta. O art. 6º, § 6 º, da LMS, estabelece que o pedidodigital. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
8
335
 
Quando esse direito líquido e certo for prejudicado por ato ilegal ou abuso de poder praticado por 
autoridade, cabe o mandado de segurança. 
Legitimidade passiva 
Assim, os legitimados passivos – ou seja, quem pode ser impetrado (réu) na ação de mandado de segurança 
– são as autoridades públicas em razão dos atos que possam praticar. 
A expressão “autoridade” é bastante ampla e engloba todas as pessoas que estejam investidas de poder e, 
em razão disso, possam praticar atos ilegais ou abusivos. 
De acordo com o art. 6º, §3º, da Lei do Mandado de Segurança, a autoridade não será somente a pessoa que 
praticou o ato, mas também aquela que detém a competência para ordenar a sua prática. Confira: 
§ 3o Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da 
qual emane a ordem para a sua prática. 
Essa autoridade poderá praticar diretamente o ato ou, em razão do seu poder, poderá determinar que outro 
o faça. Em ambos os casos, a autoridade que possuir poder decisório é que responderá judicialmente ao 
mandado de segurança. 
Além disso, é importante esclarecer que, no ajuizamento da ação, deve ser indicada tanto a autoridade 
coatora como a pessoa jurídica à qual pertence, conforme se extrai do art. 6º, caput. 
Há dúvidas se, efetivamente, há formação de litisconsórcio passivo entre a autoridade coatora e a entidade. 
Autoridade coatora e a entidade são citados como réus, ou apenas a entidade é ré na ação de mandado 
de segurança, muito embora seja necessário indicar a autoridade coatora na petição inicial? 
Veja o que nos ensina a doutrina2: 
Defendemos, assim, ao menos sob o ponto de vista da consequência prática, que, de certa 
forma, a questão foi sanada pela nova disciplina normativa, isso porque o art. 6º traz, em 
seu caput, a existência de que deverá constar, da petição inicial, tanto a autoridade coatora 
quanto a pessoa jurídica, o que não transforma a existência em hipótese de litisconsórcio. 
 
2 JR. GOMES, Luiz Manoel [et. al.]. comentários à Lei do Mandado de Segurança, 4ª edição, rev., atual. e ampl., São Paulo: 
Editora Revista dos Tribunais, 2015, p. 56. 
DIREITO LÍQUIDO E 
CERTO
direito que não gera dúvidas, que pode ser 
demonstrado com os documentos constantes do 
processo, sem a necessidade de instrução probatória.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
9
335
É relevante fundamentar, portanto, porque entendemos ser, a pessoa jurídica, a parte 
passiva. 
A conclusão que nos parece mais acertada é a de que a autoridade pública tem a prerrogativa de presentar 
a pessoa jurídica em juízo. Em geral, essa prerrogativa de agir em nome da pessoa jurídica é deferida apenas 
aos Procuradores, no entanto, por expressa previsão da lei do Mandado de Segurança, a autoridade que 
emitiu o ato também pode agir em nome da pessoa jurídica nessa ação. A autoridade não figura no processo 
como parte, e sim como presentante do Estado. 
Para fins de prova, você irá assinalar, primeiramente, a literalidade do art. 6º, que fala apenas em “indicará”, 
não concluindo tratar-se de litisconsórcio. 
Art. 6o A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei 
processual, será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a 
primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa 
jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. 
Assim... 
 
 
Essas autoridades coatoras podem ser as mais diversas possíveis. Elas podem ser integrantes de órgãos 
municipais, estaduais, federais. Podem integrar o Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário. 
Com o intuito de oferecer um parâmetro para a definição das autoridades que podem praticar abuso de 
direito ou ilegalidade no âmbito federal, temos a previsão do art. 2º: 
Art. 2º Considerar-se-á federal a autoridade coatora se as consequências de ordem 
patrimonial do ato contra o qual se requer o mandado houverem de ser suportadas pela 
União ou entidade por ela controlada. 
Além disso, o §1º, do art. 1º, traz o conceito de autoridade equiparada: 
NA PETIÇÃO INICIAL é obrigatório indicar
autoridade coatora
pessoa jurídica da qual faz 
parte
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
10
335
§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do 
poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
Assim, ainda que não sejam dotados na Constituição ou na legislação infraconstitucional de poderes, serão 
considerados como autoridades – para fins da ação de mandado de segurança –os representantes, ou órgãos 
de partidos políticos, os administradores de autarquias e os dirigentes de pessoas jurídicas, ou pessoas 
naturais, que estejam exercendo atividades de caráter público. 
São três as pessoas, portanto, equiparadas a autoridade: 
 representantes ou órgãos de partidos políticos; 
 administradores de entidades autárquicas; 
 dirigentes de pessoas jurídicas ou pessoas naturais que exerçam atribuições do Poder 
Público. 
Essa equiparação se dá porque essas entidades exercem algumas funções de interesse público, mesmo que 
se tratem de entidades privadas. 
Para encerrar a parte referente à legitimidade passiva, cumpre estudar o §2º, do art. 1º: 
§ 2º NÃO cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
Esse dispositivo exclui do cabimento do mandado de segurança aqueles que praticarem atos de gestão 
comercial. Esse entendimento é relevante no sentido de que atos comerciais praticados por pessoas jurídicas 
de direito privado não fazem uso da supremacia sobre os administrados. Assim, por exemplo, obrigações de 
caráter contratual estão excluídas do âmbito de aplicação do mandado de segurança. 
Ainda no contexto desse dispositivo, cite-se a Súmula STJ 333: 
Súmula STJ 333 
Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade 
de economia mista ou empresa pública. 
Nesse caso, o ato licitatório não é tão somente de gestão, mas envolve o exercício da supremacia do poder 
público na realização de contratações. 
Em síntese... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
11
335
==1365fc==
 
Legitimidade ativa 
Pela legitimidade ativa procura-se saber quem pode ingressar com a ação de mandado de segurança. A 
princípio, toda pessoa – natural ou jurídica, de direito público ou privado – possui legitimidade para ingressar 
em juízo a fim de buscar a proteção de direitos líquidos e certos. 
Didaticamente – à luz do que vimos em relação à parte constitucional da matéria – você deve lembrar que o 
mandado de segurança pode ser individual ou coletivo. 
Será mandado de segurança individual quando uma pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, 
ingressa isoladamente perante o Poder Judiciário com a intenção de tutelar direito líquido certo. Essa é a 
regra geral. 
Contudo, temos também o mandado de segurança coletivo, previsto constitucionalmente, e melhor 
explicitado no art. 21, da Lei do Mandado de Segurança, que passamos a analisar: 
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode serde mandado de segurança 
poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o 
mérito. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
131
335
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (FGV/MPE-RJ - 2016) No que se refere ao mandado de segurança, é INCORRETO afirmar que: 
a) visa a tutelar direito líquido e certo, compreendido como tal aquele que decorre de fatos demonstráveis 
de plano, por meio de prova documental preconstituída; 
b) é via inadequada para fins de impugnação de decisão judicial já transitada em julgado, ainda que esta 
tenha sido proferida em flagrante violação aos princípios constitucionais que regem a Administração Pública; 
c) a concessão da ordem pode dar azo à instauração de execução por quantia certa, abarcando vantagens 
pecuniárias devidas ao impetrante e vencidas a partir da edição do ato estatal impugnado, desde que 
observada a prescrição quinquenal; 
d) a sentença que acolhe o pedido, além de sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório, é impugnável por 
meio de recurso de apelação, interponível pela pessoa jurídica de direito público ou pela própria autoridade 
impetrada; 
e) a sua propositura deve ocorrer no prazo de cento e vinte dias, a partir da ciência, pelo impetrante, do ato 
estatal impugnado. 
Comentários 
A alternativa A está correta. A ação de mandado de segurança não permite a dilação probatória. Dessa 
forma, exige que a prova do direito líquido e certo esteja pré-constituída nos autos. 
A alternativa B está correta. A decisão transitada em julgado é inatacável, exceto em certas hipóteses por 
meio de ação rescisória. Dessa forma, não cabe mandado de segurança nesse caso. Vejamos ao art. 5º, da 
Lei nº 12.016/09: 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
De acordo com o art. 14, §4º, da Lei do Mandado de Segurança, o pagamento de vencimentos e vantagens 
pecuniárias assegurados em sentença concessiva de mandado de segurança a servidor público da 
administração direta ou autárquica federal, estadual e municipal somente será efetuado relativamente às 
prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. Desse modo, é incorreta a alternativa 
C. 
A alternativa D está correta. Da sentença que julga o mandado de segurança cabe apelação, nos termos do 
art. 14, da Lei de Mandado de Segurança. 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
132
335
 
 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A alternativa E está correta, com base no art. 23, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
2. (FGV/TJ-PI - 2015) José impetrou mandado de segurança em face do diretor de uma sociedade 
empresarial privada concessionária de serviço público. Considerando essa hipótese e o disposto na Lei nº 
12.016/2009, é correto afirmar que: 
a) o mandado de segurança deverá ser liminarmente extinto, por não ser cabível a impetração em face de 
diretor de pessoa jurídica de direito privado; 
b) se o direito invocado pelo impetrante couber a várias pessoas, o mandado de segurança deverá ser 
liminarmente extinto, em razão do litisconsórcio ativo necessário; 
c) se o ato atacado for de gestão comercial, o mandado de segurança deverá ser liminarmente extinto, por 
não ser cabível o writ; 
d) o mandado de segurança deverá ser liminarmente extinto, por não figurar no polo passivo também o 
Poder Público concedente; 
e) caso seja cabível recurso administrativo sem efeito suspensivo em face do ato atacado, o mandado de 
segurança deverá ser liminarmente extinto, por não ser cabível o writ. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. É possível o cabimento de mandado de segurança, pois se trata de autoridade 
equiparada à autoridade coatora. Vejamos o art. 1º, §1º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder 
público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
A alternativa B está incorreta. Não existe litisconsórcio ativo necessário nesse caso. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, com base no §2º, do art. 1º, da Lei de Mandado de 
Segurança. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
A alternativa D está incorreta. Não há tal previsão de extinção do mandado de segurança nesse caso. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 5º, da referida Lei, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de recursos com efeito suspensivo, e não sem esse efeito. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
133
335
 
 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução 
3. (FGV/TJ-SC - 2015) É cabível o mandado de segurança contra ato: 
a) de gestão comercial praticado pelos administradores de empresas públicas; 
b) do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 
c) de reitor de universidade particular que nega a matrícula a aluno no período subsequente; 
d) de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
e) de decisão judicial transitada em julgado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09, não caberá mandado 
de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
As alternativas B, D e E estão incorretas, pois dizem respeito às hipóteses descritas no art. 5º, da referida 
Lei, em que não se concederá mandado de segurança. 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
4. (FGV/ALERJ - 2017) No que se refere ao mandado de segurança, é correto afirmar que: 
a) a sentença concessiva da ordem está sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório, podendo ser 
impugnada por recurso de apelação, interponível, inclusive, pela autoridade impetrada; 
b) a inobservância do prazo de cento e vinte dias para a sua impetração importa na decadência, e a sentença 
que a reconhece, após transitar em julgado, impede a formulação do mesmo pedido, amparado na mesma 
causa petendi, ainda que venha a ser adotado o rito comum; 
c) a execução da sentença concessiva da ordem pode abarcar vantagens pecuniárias vencidas no curso da 
demanda, a contar da data da edição do ato impugnado; 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário- Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
134
335
 
 
d) o procedimento do “writ”, diante de seu status constitucional, admite a inspeção judicial, desde que 
imprescindível à comprovação das alegações autorais; 
e) a decisão concessiva da medida liminar, na primeira instância, é impugnável pelo recurso de agravo de 
instrumento, não o sendo, todavia, a decisão que a indefere. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o art. 14, caput e §§ 1º e 2º, da Lei 
nº 12.016/09: 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A alternativa B está incorreta. De fato, a inobservância do prazo de cento e vinte dias para a sua impetração 
importa na decadência. No entanto, o trânsito em julgado da sentença que a reconhece não impede que o 
autor intente, sob os mesmos fundamentos, nova ação, sob o rito comum. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o §4º, do art. 14, da Lei nº 12.016/09, a sentença concessiva 
da ordem somente abarca as vantagens pecuniárias vencidas no curso do processo, ou seja, vencidas após o 
ajuizamento da ação. 
§ 4o O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença 
concessiva de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou 
autárquica federal, estadual e municipal somente será efetuado relativamente às 
prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. 
A alternativa D está incorreta. O rito da ação de mandado de segurança não comporta inspeção judicial, 
devendo o autor embasar o seu pedido em prova pré-constituída. 
A alternativa E está incorreta. Com base no §1º, do art. 7º, da Lei nº 12.016/09, tanto a decisão concessiva, 
quanto a denegatória, da medida liminar requerida, é impugnável mediante agravo de instrumento. 
5. (FGV/TCE-RJ - 2015) O mandado de segurança: 
a) é admissível para cobrança de dívida líquida e certa; 
b) sendo ação constitucional, admite qualquer meio de prova indispensável para a parte demonstrar a 
ilegalidade ou abuso de poder; 
c) pode ser impetrado pelo ofendido, sem necessidade de representação por advogado, à semelhança do 
que ocorre no caso de habeas corpus; 
d) é admissível contra omissão ilegal ou abusiva de autoridade pública ou de agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuição do Poder Público; 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
135
335
 
 
e) não é admissível contra decisão judicial. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O mandado de segurança é admissível para cobrança de direito líquido e certo. 
A alternativa B está incorreta. Direito líquido e certo, não cabe produção de provas. 
A alternativa C está incorreta, pois se trata de ato privativo do advogado. 
A alternativa D é correta e gabarito da questão. Vejamos o que dispõe o art. 5º, LXIX, da CF/88: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou 
abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público; 
A alternativa E está incorreta. O mandado de segurança cabe sobre as decisões judiciais que não tenham 
recurso específico. 
6. (FGV/PGM-Niterói - 2014) Em relação ao mandado de segurança, assinale a afirmativa incorreta. 
a) Visa a tutelar direito líquido e certo, compreendido como tal aquele que decorre de fatos demonstráveis 
de plano, mediante prova documental pré-constituída. 
b) É via incabível para fins de impugnação de decisão judicial já transitada em julgado. 
c) A sentença que acolhe o pedido, além de sujeita ao duplo grau de jurisdição obrigatório, é impugnável por 
meio de recurso de apelação, o qual pode ser interposto pela pessoa jurídica ou pela autoridade impetrada. 
d) A concessão da ordem pode dar azo à instauração de execução por quantia certa, abrangendo vantagens 
pecuniárias devidas ao impetrante e vencidas desde a data do cometimento do ato ilegal pela Administração 
Pública. 
e) O seu ajuizamento deve ocorrer dentro do prazo de cento e vinte dias a partir da ciência, pelo impetrante, 
do ato estatal impugnado. 
Comentários 
A alternativa A está correta. A ação de mandado de segurança não permite a dilação probatória. Dessa 
forma, exige que a prova do direito líquido e certo esteja pré-constituída nos autos. 
A alternativa B está correta. A decisão transitada em julgado é inatacável, exceto em certas hipóteses por 
meio de ação rescisória. Dessa forma, não cabe mandado de segurança nesse caso. Vejamos ao art. 5º, da 
Lei nº 12.016/09: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
136
335
==1365fc==
 
 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
A alternativa C está correta. Da sentença que julga o mandado de segurança cabe apelação, nos termos do 
art. 14, da Lei de Mandado de Segurança: 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 14, §4º, da Lei do Mandado 
de Segurança, o pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença concessiva 
de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou autárquica federal, estadual e 
municipal somente será efetuado relativamente às prestações que se vencerem a contar da data do 
ajuizamento da inicial. 
A alternativa E está correta, com base no art. 23, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
7. (FGV/PGM-Niterói - 2014) Funcionário público impetrou mandado de segurança pleiteando a 
invalidação do ato administrativo que o demitira do serviço público. Tendo o juiz da causa concedido a 
ordem, a pessoa jurídica de direito público, inconformada, interpôs o recurso cabível, ao qual o órgão ad 
quem, por maioria de votos, deu provimento, para julgar improcedente o pedido. 
Para fins de impugnação desse acórdão, será cabível, em tese, o 
a) recurso especial. 
b) mandado de segurança. 
c) agravo interno. 
d) recurso ordinário-constitucional. 
e) recurso de embargos infringentes. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois o recurso especial corresponde ao instrumento 
adequado para impugnar o acórdão proferido, quando o seu conteúdo estiver previsto no art. 105, III, da 
CF/88: 
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
137
335
 
 
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos 
Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e 
Territórios, quando a decisão recorrida: 
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhesvigência; 
b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal; 
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. 
A alternativa B está incorreta. O mandado de segurança tem natureza de ação e não de recurso. 
A alternativa C está incorreta. Conforme prevê a questão o acórdão que deu provimento ao recurso de 
apelação, julgando improcedente o pedido do autor, foi proferido por maioria de votos. Portanto, não é fruto 
de decisão monocrática do relator. 
A alternativa D está incorreta. Se, no caso sob análise, a causa tivesse sido decidida em única instância pelo 
tribunal e se a ordem tivesse sido denegada, o recurso ordinário constitucional teria cabimento. O 
fundamento do não cabimento deste recurso está no art. 18, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos 
tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso 
ordinário, quando a ordem for denegada. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com a Súmula nº 169, do STJ, os embargos infringentes não têm 
cabimento no rito especial da ação de mandado de segurança. 
8. (FGV/TJ-AL - 2018) Quanto ao procedimento do mandado de segurança, é correto afirmar que: 
a) a sentença concessiva da ordem não pode dar azo à instauração de execução por quantia certa; 
b) é admissível o ingresso de litisconsorte ativo, depois de o juiz deferir a liminar; 
c) a eficácia condenatória da sentença concessiva da ordem retroage à data da edição do ato administrativo 
impugnado; 
d) a autoridade impetrada tem legitimidade para interpor recursos; 
e) o acórdão denegatório da ordem, nas hipóteses de competência originária dos tribunais, poderá ser 
impugnado por recurso extraordinário ou especial. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois contraria o disposto no art. 14, §4º, da Lei do Mandado de Segurança: 
§ 4º O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença 
concessiva de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou 
autárquica federal, estadual e municipal somente será efetuado relativamente às 
prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
138
335
 
 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois conforme os termos do art. 14, §2º da LMS é 
estendido à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 10, §2º da Lei 12.016/09, o ingresso do litisconsorte não 
será admitido após o despacho da petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. A eficácia condenatória da sentença concessiva da ordem não retroage a data 
da edição do ato administrativo impugnado. 
A alternativa E está incorreta. O art. 18, da Lei 12.016/09, estabelece que das decisões em mandado de 
segurança proferidas em única instância pelos tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos 
legalmente previstos, e recurso ordinário, quando a ordem for denegada. 
9. (FGV/MPE-RJ - 2018) O mandado de segurança é uma ação: 
a) de execução; 
b) cautelar típica; 
c) cautelar atípica; 
d) de conhecimento, com procedimento especial; 
e) de conhecimento, com procedimento comum. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Por buscar proteger direito líquido e certo o mandado 
de segurança é uma ação de conhecimento. Ele está previsto no art. 5º, LXIX, da CF/88, sendo um remédio 
constitucional ou uma ação com natureza de cláusula pétrea. Não existem dúvidas de que o mandado de 
segurança seja um procedimento especial, no que tange o aspecto processual conforme o disposto no art. 
1º, da Lei 12.016/09: 
Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la 
por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que 
exerça. 
As alternativas A, B e C estão incorretas. O MS não busca executar um título prévio ou visa assegurar a 
obtenção de um direito principal, logo não pode ser uma ação de execução ou uma ação cautelar. 
 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
139
335
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (VUNESP/IMESP - 2019) Frente a determinado ato administrativo, a parte interessada ofereceu o 
recurso administrativo competente, o qual foi recebido com efeito suspensivo, independentemente de 
caução. Nessa hipótese: 
a) Não cabe a impetração de mandado de segurança. 
b) Poderá a parte interessada impetrar mandado de segurança, no prazo de 120 dias contados da prática do 
ato administrativo. 
c) Poderá a parte interessada impetrar mandado de segurança, no prazo de 120 dias contados da 
interposição do recurso administrativo. 
d) Eventual mandado de segurança não comportará a concessão de liminar. 
e) Eventual mandado se segurança somente admitirá liminar se a parte oferecer caução. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é gabarito da questão, pois vai ao encontro da Lei 12.016/09: 
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
Ressalte-se, contudo, que o STF possui súmula no sentido de que a existência de recurso administrativo com 
efeito suspensivo não impede o uso de mandado de segurança contra omissão da autoridade (Súmula 429). 
2. (VUNESP/MP-SP - 2018) Com relação ao Mandado de Segurança, assinale a alternativa correta. 
(A) Os efeitos da coisa julgada do mandado de segurança coletivo beneficiarão o impetrante a título 
individual, independentemente de qualquer providência. 
(B) O mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais. 
(C) O pedido poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver 
apreciado o mérito. 
(D) Cabe contra atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de 
sociedades de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
(E) A denegação da segurança, com análise de mérito, não impede que o requerente, em ação própria, 
pleiteie seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Os efeitos da coisa julgada do mandado de segurança coletivo beneficiarão o 
impetrante a título individual, caso ele desista da ação individual, nos termos do art. 22, § 1º, da Lei n. 
12.016/09 (LMS): 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
140
335
 
 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
§ 1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, 
mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não 
requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar 
da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
A alternativa B está incorreta também. Conforme dispõe o art. 22, § 1º, da LMS (acima), o mandado de 
segurança coletivo NÃO induz litispendência para as ações individuais. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o art. 6º, § 6º, da LMS: 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória NÃO lhe houver apreciadoo mérito. 
A alternativa D está incorreta. O MS NÃO cabe contra atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedades de economia mista e de concessionárias de serviço 
público (art. 1º, § 2º, LMS). 
E a alternativa E está incorreta, também. A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem 
decidir o mérito, não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos 
efeitos patrimoniais (art. 19, da LMS), mas a sentença ou acórdão que denegar a segurança, com análise de 
mérito, impedirá, sim. 
3. (VUNESP/TJ-MT - 2018) Para o Direito brasileiro, a Fazenda Pública, em razão da atividade de tutela 
do interesse público, ostenta condição diferenciada das demais pessoas físicas e jurídicas no processo, 
sendo correto afirmar que 
(A) assim como o Ministério Público e a Defensoria Pública, desfruta de prazo em dobro apenas para recorrer 
e contestar. 
(B) a prerrogativa do prazo em dobro aplica-se no âmbito do Juizado Especial da Fazenda Pública. 
(C) o prazo fixado na Lei de Mandado de Segurança para apresentação de informações da autoridade 
impetrada deve ser contado em dobro. 
(D) o prazo fixado no Código de Processo Civil para impugnação pelo ente público do cumprimento da 
sentença deve ser computado em dobro. 
(E) o prazo para apelação do ente público no Mandado de Segurança será computado em dobro. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O prazo em dobro é para qualquer manifestação, conforme dispõe o art. 186, 
caput: 
Art. 186. A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações 
processuais. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
141
335
 
 
A alternativa B está incorreta. Segundo o art. 7º, da Lei n. 12.153/09, lei dos Juizados Especiais da Fazenda 
Pública: 
Art. 7º Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas 
pessoas jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos, devendo a citação 
para a audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias. 
A alternativa C está incorreta. O prazo em questão é de 10 dias e não deve ser contado em dobro, por ser 
um prazo específico. Lembrem da regra do art. 183, § 2º, do CPC: 
§ 2o Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer, de forma 
expressa, prazo próprio para o ente público. 
A alternativa D está incorreta. O prazo do art. 535 (30 dias) é um prazo específico para a Fazenda Pública e, 
por isso, não deve ser contado em dobro (art. 183, § 2º). 
E a alternativa E, por fim, é a correta, sendo o gabarito da questão. O prazo para a apelação na LMS (Lei n. 
12.016/09) é um prazo genérico e, sendo assim, deve ser contado em dobro quando aplicado à Fazenda. 
4. (VUNESP/PGM-São Bernardo - 2018) De acordo com a Lei no 12.016/2009, que disciplina o 
Mandado de Segurança, assinale a alternativa correta. 
(A) Da decisão concessiva ou denegatória de liminar em Mandado de Segurança caberá agravo retido. 
(B) Da decisão do relator que conceder a segurança caberá Recurso Especial ou Recurso Extraordinário. 
(C) Constatando o relator a falta de algum requisito legal, deverá conceder prazo para que o impetrante a 
emende. 
(D) Não se concederá Mandado de Segurança de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito 
suspensivo, independentemente de caução. 
(E) O ingresso de litisconsorte passivo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Da decisão concessiva ou denegatória de liminar em Mandado de Segurança 
caberá agravo de instrumento, e não agravo retido (art. 7º, § 1º, LMS). 
A alternativa B está incorreta. Da decisão do relator que conceder a segurança caberá agravo (art. 15, LMS). 
A alternativa C está incorreta. Segundo a Lei, a inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, 
quando lhe faltar algum dos requisitos legais (art. 10, caput, da LMS). 
Atenção! Esse dispositivo não está mais alinhado com a nova sistemática processual civil, mas, como o 
examinador perguntou “De acordo com a Lei nº 12.016/09...”, não podemos contrariar a literalidade da Lei. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Segundo o art. 5º, da LMS, não se concederá mandado 
de segurança quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução. Vejamos o dispositivo na íntegra: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
142
335
 
 
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, independentemente 
de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
A alternativa E está incorreta. O que diz a Lei (art. 10, § 2º) é que não será admitido o ingresso de litisconsorte 
ativo após o despacho da petição inicial. 
5. (VUNESP/Prefeitura de Sorocaba - 2018) Suponha que a Associação dos Funcionários Públicos do 
Município ajuizou mandado de segurança contra o Município, a fim de que este reajustasse todos os 
vencimentos dos seus servidores, aplicando o índice de inflação oficial do último ano. O juiz da 1a Vara da 
Fazenda Pública concedeu liminar, inaudita altera pars, determinando o reajuste requerido, bem como o 
imediato pagamento retroativo da diferença não paga, desde o início do presente exercício financeiro. 
Assinale a alternativa que apresenta uma medida judicial cabível e argumentos pertinentes ao caso. 
(A) Pedido de suspensão de segurança perante o Presidente do Tribunal, sob o argumento da ocorrência de 
grave lesão à economia pública, visto que a lei veda a concessão de liminar para concessão de aumento na 
remuneração de servidores públicos, bem como condiciona a medida à prévia audiência do representante 
judicial da pessoa jurídica de direito público. 
(B) Agravo de instrumento, sob o argumento de que somente por ofensa ao princípio da isonomia poderia 
ser dada liminar para concessão de aumento na remuneração de servidores públicos, bem como de que o 
referido aumento somente poderia valer para o exercício financeiro seguinte, em razão da necessidade da 
inserção de tal despesa na lei orçamentária. 
(C) Pedido de suspensão de segurança perante o Presidente do Tribunal, sob o argumento de que somente 
por ofensa ao princípio da isonomia poderia ser dada liminar para concessão de aumento na remuneração 
de servidores públicos, bem como de que o referido aumento somente poderia valer para o exercício 
financeiro seguinte, em razão da necessidade da inserção de tal despesa na lei orçamentária. 
(D) Mandado de segurança contra ato judicial, sob o argumento de que somente por ofensa ao princípio da 
isonomia poderia ser dada liminar para concessão de aumento na remuneração de servidores públicos, bem 
como de que o referido aumento somente poderia valer para o exercício financeiro seguinte, em razão da 
necessidade da inserção de tal despesa na lei orçamentária. 
(E) Correição parcial, perante o Conselho Nacional de Justiça, para revisão do ato jurisdicional em manifesta 
ofensa ao princípio da separação dos poderes, bem como em ofensa à expressa vedação legal, cabendo o 
pedido de liminar para afastamento do magistrado, e aplicação das demais penalidades previstas na Lei 
Orgânica da Magistratura. 
Comentários 
A concessão de segurança é instituto próprio das ações coletivas, estando previsto, no caso do Mandado de 
Segurança, no art. 15, da Lei n. 12.016/09 – LMS. Ela deve ser requerida pela pessoa jurídica de direito público 
interessada ou pelo MP com o objetivo de se suspender os efeitos de liminar oude sentença que, em sede 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
143
335
 
 
de Mandado de Segurança, possa ensejar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança ou à economia públicas. 
Ela deve ser direcionada diretamente ao Presidente do Tribunal a quem caberia conhecer do recurso 
respectivo (à liminar ou à sentença), quem, em decisão fundamentada, deve decidir sobre a execução ou 
sobre a suspensão dessa sentença ou dessa liminar. Como no caso em tela temos uma liminar cujos efeitos 
podem ensejar grave lesão à economia pública, visto que afronta tanto o art. 7º, § 2º, da LMS, quanto o art. 
22, § 2º, da mesma Lei, podemos concluir que será cabível sim o pedido de suspensão de segurança na 
hipótese, estando, por isso, correta a alternativa A, gabarito da questão. 
Confiram os dispositivos citados: 
Art. 15, LMS: 
Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do 
Ministério Público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia 
públicas, o presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso 
suspender, em decisão fundamentada, a execução da liminar e da sentença, dessa decisão 
caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 (cinco) dias, que será levado a 
julgamento na sessão seguinte à sua interposição. 
Art. 7º, § 2º, LMS: 
§ 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. 
Art. 22, § 2º, LMS: 
§ 2o No mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a 
audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se 
pronunciar no prazo de 72 (setenta e duas) horas. 
Observe que, apesar de questão não dizer expressamente que se trata de um mandado de segurança 
coletivo, fica clara essa natureza pelo fato de termos uma associação agindo em defesa de direitos coletivos 
sentido estrito dos seus associados. 
Vejamos as demais alternativas: 
A alternativa B está incorreta. Apesar de ser cabível o agravo de instrumento (art. 7º, § 1º, LMS), o 
argumento está incorreto. Não cabe, nem em defesa do princípio da isonomia, liminar para concessão de 
aumento na remuneração de servidores públicos (art. 7º, § 2º, LMS). 
A alternativa C está incorreta, pelo mesmo argumento exposto no comentário da alternativa B. 
A alternativa D está incorreta, porque além de argumento estar equivocado, não cabe mandado de 
segurança contra decisão judicial passível de recurso com efeito suspensivo (art. 5º, II, LMS). 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
144
335
 
 
E a alternativa E está incorreta, uma vez que totalmente incabível o pedido de correição parcial. 
6. (VUNESP/Prefeitura de Rosana-SP - 2016) Assinale a alternativa correta sobre o mandado de 
segurança, conforme previsões da Lei n° 12.016/2009. 
a) Admite-se o mandado de segurança contra ato da Administração Pública, ainda que caiba recurso 
administrativo com efeito suspensivo e independente da prestação de caução. 
b) É cabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
c) Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista ou de concessionárias de serviço público. 
d) É dispensável a intimação do Ministério Público para que participe do mandado de segurança, salvo 
quando houver interesse inerente à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública. 
e) Denegada a segurança, a sentença estará sujeita ao duplo grau de jurisdição. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 5º, II, da Lei nº 12.016/09, não se concederá mandado de 
segurança quando se tratar de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução ou de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a súmula nº 460, do STJ, é incabível o mandado de segurança 
para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o §2º, do art. 1º, da Lei de Mandado de 
Segurança. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
A alternativa D está incorreta. Conforme o art. 12, da referida Lei, a oitiva do Ministério Público é obrigatória 
no rito da ação de mandado de segurança. 
A alternativa E está incorreta. Com base no art. 14, da Lei nº 12.016/09, da sentença, denegando ou 
concedendo o mandado, cabe apelação. 
7. (VUNESP/Câmara Municipal de Sertãozinho-SP - 2014) Com relação à Lei n.º 12.016/2009, que 
disciplina o mandado de segurança, bem como entendimento jurisprudencial a respeito do tema, assinale 
a alternativa correta. 
a) Em caso de decisão denegatória, o mandado de segurança não poderá ser renovado, ainda que a decisão 
não tenha apreciado o mérito. 
b) É inconstitucional a fixação de prazo decadencial, por lei, para impetração de mandado de segurança. 
c) Concedida ou denegada a segurança, a sentença estará sujeita ao reexame necessário. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
145
335
 
 
d) Cabem embargos infringentes contra o acórdão que, em julgamento de recurso de apelação, reformar, 
por maioria de votos, a sentença de mérito do mandado de segurança. 
e) É obrigatória a intimação do Ministério Público para que participe do mandado de segurança. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. O §6º, do art. 6º, da Lei nº 12.016/09, prevê que o mandado de segurança 
poderá ser renovado, ainda que a decisão não tenha apreciado o mérito. 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
A alternativa B está incorreta. É constitucional a fixação de prazo decadencial para impetração de mandado 
de segurança. Vejamos o art. 23, da Lei de Mandado de Segurança. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o art. 14, §1º, da referida Lei, a sentença estará sujeita, 
obrigatoriamente, ao duplo grau de jurisdição apenas na hipótese de concessão. Não há se falar em mandado 
de segurança, no caso de ser denegada a segurança. 
A alternativa D está incorreta. Com base no art. 25, da Lei nº 12.016/09, não cabem, no processo de 
mandado de segurança, a interposição de embargos infringentes. Aliás, os embargos infringentes não 
encontram mais guarida no direito processual civil, pois não foram previstos no CPC. 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, conforme estabelece o art. 12, da referida Lei. 
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7o desta Lei, o juiz ouvirá 
o representante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo improrrogável de 10 
(dez) dias. 
8. (VUNESP/TJ-PA - 2014) Assinale a alternativacorreta a respeito do processo de Mandado de 
Segurança. 
a) Os honorários advocatícios de sucumbência, quando denegada a segurança, devem ser fixados consoante 
apreciação equitativa do juiz. 
b) A impetração de mandado de segurança por terceiro, contra ato judicial, condiciona-se à interposição de 
recurso. 
c) A sentença que conceder o mandado de segurança não pode ser executada provisoriamente. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
146
335
 
 
d) A liminar para concessão de aumento a servidores públicos depende, além do fundamento relevante, da 
demonstração da urgência da medida e da prestação de caução idônea. 
e) Caduca a medida liminar se o impetrante favorecido deixa de promover, por mais de 3 (três) dias úteis, os 
atos que lhe cumprem. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Segundo o art. 25, da Lei de Mandado de Segurança, não cabem, no processo 
de mandado de segurança, a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios. 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
A alternativa B está incorreta. Com base na súmula nº 202, do STJ, a impetração de segurança por terceiro, 
contra ato judicial, não se condiciona a interposição de recurso. 
SÚMULA 202 - A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se 
condiciona a interposição de recurso. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o §3º, do art. 14, da Lei nº 12.016/09, a sentença que conceder 
o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente. 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
A alternativa D está incorreta. O art. 7º, §2º, da referida Lei, prevê em quais hipóteses não será concedida 
medida liminar. Vejamos: 
§ 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois se refere ao art. 8º, da Lei de Mandado de 
Segurança. 
Art. 8o Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a 
requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar 
obstáculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) 
dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
9. (VUNESP/SAAE-SP - 2014) Com relação ao mandado de segurança, individual ou coletivo, é correto 
afirmar que 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
147
335
 
 
a) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, todas deverão vir a juízo, em litisconsórcio 
necessário, a fim de requerer o mandado de segurança. 
b) a sentença que conceder o mandado fica sujeita ao duplo grau de jurisdição, não podendo, entretanto, 
ser executada provisoriamente. 
c) quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o 
mandado de segurança. 
d) contra o acórdão que conceder ou negar a segurança, nos mandados de competência originária do 
tribunal, cabe recurso ordinário constitucional. 
e) contra a sentença que denegar a segurança, nos mandados de competência originária do primeiro grau, 
cabe recurso ordinário constitucional. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Não existe litisconsórcio necessário nesse caso. Não se pode obrigar uma 
pessoa a ir a juízo. 
A alternativa B está incorreta. Pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a 
concessão da medida liminar. Vejamos o §3º, do art. 14, da Lei nº 12.016/09: 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o §3º, do art. 1º, da referida Lei. 
§ 3o Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá 
requerer o mandado de segurança. 
A alternativa D está incorreta. Caberá recurso ordinário constitucional apenas no caso de segurança 
denegada, conforme estabelece o art. 18, da Lei de Mandado de Segurança. 
Art. 18. Das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos 
tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso 
ordinário, quando a ordem for denegada. 
A alternativa E está incorreta. De acordo com o art. 14, da Lei nº 12.016/09, caberá apelação, e não recurso 
ordinário constitucional. 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
10. (VUNESP/DESENVOLVESP - 2014) Assinale a alternativa correta, no que concerne ao mandado de 
segurança. 
a) É possível renovar o pedido de mandado de segurança dentro do prazo decadencial, se a decisão 
denegatória não tiver apreciado o mérito. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
148
335
 
 
b) É possível o ingresso de litisconsorte ativo após a vinda das informações da autoridade coatora. 
c) Nos termos da Lei do Mandado de Segurança, da sentença concessiva da ordem, não se exige o reexame 
necessário se o valor da causa for inferior a 60 salários- -mínimos. 
d) A participação da autoridade coatora no feito esgota-se com a apresentação das informações, eis que, por 
não possuir capacidade postulatória, não pode interpor recurso. 
e) A sentença concessiva da ordem em mandado de segurança somente pode ser cumprida após o trânsito 
em julgado. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, conforme prevê o §6º, do art. 6º, da Lei nº 12.016/09. 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 10, da Lei de Mandado de Segurança, não é 
possível o ingresso de litisconsorte ativo após a vinda das informações da autoridade coatora. 
§ 2o O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. Com base no §1º, do art. 14, da referida Lei, concedida a segurança, a sentença 
estará sujeita, obrigatoriamente, ao duplo grau de jurisdição. 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
A alternativa D está incorreta. Segundo o §2º, do art. 14, da Lei nº 12.016/09, estende-se à autoridade 
coatora o direito de recorrer. 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
A alternativa E está incorreta. O §3º, do art. 14, da Lei de Mandado de Segurança, estabelece que a sentença 
que conceder o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente. 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
11. (VUNESP/IPSM - 2018) Quanto ao mandado de segurança e os procedimentos do Juizado Especial 
da Fazenda Pública, assinale a alternativa correta. 
a) Incabível mandado de segurança para apreciação de turma recursal. 
b) Mandado de segurança pode ser o substituto do incabível agravo de instrumento. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs- Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
149
335
==1365fc==
 
 
c) Contra decisão da turma recursal que contrariar lei federal é cabível mandado de segurança. 
d) Mandado de segurança pode ser o meio adequado para discutir a competência das turmas recursais. 
e) Compete à turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de juizado especial. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. A súmula nº 376, do STJ, prevê que é cabível apreciação por turma recursal 
de Mandado de Segurança interposto contra decisão de juizado especial. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a súmula nº 267, do STF, não cabe mandado de segurança 
contra ato judicial passível de recurso ou correição. 
A alternativa C está incorreta, pois não cabe mandado de segurança nem recurso especial contra decisão de 
turma recursal. 
A alternativa D está incorreta, segundo a VUNESP essa assertiva está incorreta. Porém, o STJ, afirma que é 
possível impetrar mandado de segurança para fins de controle da competência dos juizados especiais. 
A alternativa E é correta e gabarito da questão, nos termos da súmula nº 376, do STJ: 
Súmula 376 – Compete a turma recursal processar e julgar o mandado de segurança contra 
ato de juizado especial. 
12. (VUNESP/Câmara de Sumaré-SP - 2017) Em mandado de segurança caberá o pagamento 
a) de custas e honorários advocatícios pela parte sucumbente. 
b) de honorários advocatícios, uma vez que não há adiantamento de custas, para a parte sucumbente. 
c) do décuplo das custas adiantadas pelo impetrante, se a segurança for concedida. 
d) de honorários advocatícios apenas se a segurança for concedida. 
e) de custas pelo impetrante se a ordem for denegada. 
Comentários 
De acordo com o art. 25, da Lei nº 12.016/09, não cabe pagamento de honorários advocatícios no Mandado 
de Segurança. 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
Assim, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
13. (VUNESP/Câmara de Cotia-SP - 2017) Assinale a alternativa correta a respeito do mandado de 
segurança. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
150
335
 
 
a) Dentre os legitimados a ajuizar o mandado de segurança estão as Chefias dos Poderes Executivos, o 
espólio, a massa falida e o Ministério Público. 
b) Os representantes de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas não podem figurar 
como sujeitos passivos do mandado de segurança. 
c) Cabe mandado de segurança contra atos de gestão comercial praticados por administradores de empresas 
públicas. 
d) Não cabe desistência do mandado de segurança pelo impetrante depois de proferida decisão de primeira 
instância a ele favorável. 
e) O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por qualquer partido político, mesmo que não 
tenha representação no Congresso Nacional. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o que dispõe o art. 1, da Lei do Mandado de 
Segurança: 
Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não 
amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de 
poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la 
por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que 
exerça. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o §1º, do art. 1º, da referida Lei, equiparam-se às autoridades 
os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. 
A alternativa C está incorreta, pois contraria o disposto no §2º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09: 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
A alternativa D está incorreta. O impetrante pode desistir de mandado de segurança a qualquer tempo, 
ainda que proferida decisão de mérito a ele favorável, e sem anuência da parte contrária. 
A alternativa E está incorreta. O art. 21, da Lei do Mandado de Segurança, estabelece que o mandado de 
segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional. 
14. (VUNESP/Câmara de Cotia-SP - 2017) Sobre o prazo decadencial para a impetração de mandando 
de segurança, que tem por objeto relação de trato sucessivo, 
a) conta-se desde a primeira ameaça ou violação do direito, atingindo as demais prestações. 
b) por serem obrigações continuadas, sob pena da decadência, devem ser impetrados vários mandados para 
cada prestação. 
c) a obrigação é única existindo vários créditos, razão pela qual a decadência não se opera em nenhum 
momento. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
151
335
 
 
d) renova-se mês a mês, para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas 
data. 
e) se inicia com o conhecimento oficial do ato a ser impugnado pelo interessado. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O prazo decadencial para impetrar mandado de 
segurança, quando se trata de objeto de trato sucessivo renova-se mês a mês. Ou seja, se a pretensão 
renova-se mês a mês, o mesmo ocorre com o prazo. Esse entendimento decorre do tipo de relação 
processual. 
15. (VUNESP/CM Itaquaquecetuba - 2018) Assinale a alternativa correta, de acordo com a Lei nº 
12.016/2009. 
a) A parte vencida em Mandado de Segurança poderá ser condenada ao pagamento de honorários 
advocatícios sucumbenciais. 
b) O prazo para impetração de Mandado de Segurança extingue-se em 120 (cento e vinte) dias, contados da 
prática do ato pela autoridade coatora. 
c) Caberá Recurso Ordinário da sentença que denegar a ordem pleiteada no Mandado de Segurança. 
d) Concedida a segurança, a sentença está obrigatoriamente sujeita ao duplo grau de jurisdição. 
e) Verificando que à inicial de Mandado de Segurança falta algum requisito legal, o juiz determinará ao 
impetrante que a emende, sob pena de indeferimento. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. De acordo com o art. 25, da LMS, não cabem, no processo de mandado de 
segurança, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais. 
A alternativa B está incorreta. Conforme o previsto no art. 23, da Leis 12.016/09, o prazo para impetração 
de Mandado de Segurança extingue-se em 120 dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato 
impugnado. 
A alternativa C está incorreta. Com base no art. 14, da LMS, caberá apelação da sentença que denegar a 
ordem pleiteada no Mandado de Segurança. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois é exatamente o que dispõe o art. 14, § 1º da Lei 
do Mandado de Segurança: 
§ 1º Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
A alternativa E está incorreta. Verificando que a inicial de Mandado de Segurança falta algum requisito legal, 
o juiz determinará ao impetrante o indeferimento. É o que estabelece o art. 10, da LMS. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
152
335
 
 
16. (VUNESP/Pref Registro - 2018) De acordo com a Lei do Mandado de Segurança, é correto afirmar 
que 
a) ao despachar a inicial, dentre outras imposições legais, o juiz ordenará que se notifique o coatordo 
conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim 
de que, no prazo de 15 (quinze) dias, preste as informações. 
b) será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários e a entrega 
de mercadorias e bens provenientes do exterior. 
c) da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe agravo por instrumento. 
d) o direito de requerer mandado de segurança extinguir- se-á decorridos 60 (sessenta) dias, contados da 
ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
e) não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários e a 
entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta. Conforme o art. 7º, I, da LMS, ao despachar a inicial, dentre outras imposições 
legais, o juiz ordenará que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via 
apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 dias, preste as informações. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 7º, § 2º, da Lei do Mandado de Segurança, não será 
concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de 
mercadorias e bens provenientes do exterior. 
A alternativa C está incorreta. Com base no previsto no art. 14, da Lei 12.016/09, da sentença, denegando 
ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
A alternativa D está incorreta. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 
dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei do Mandado de 
Segurança: 
§ 2º Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
153
335
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
1. (IBADE/TJRS - 2022) No que concerne ao Mandado de Segurança, é correto afirmar que: 
(A) caberá agravo de instrumento somente à decisão do juiz de primeiro grau que denegar a liminar em sede 
de Mandado de Segurança. 
(B) é cabível medida liminar em sede de Mandado de Segurança, que tenha por objeto a compensação de 
créditos tributários. 
(C) é cabível a impetração de Mandado de Segurança contra decisão judicial transitada em julgado. 
(D) é cabível a impetração de Mandado de Segurança contra decisão judicial que comporta recurso com 
efeito suspensivo. 
(E) não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
Comentários 
A alternativa A é incorreta. Tanto a decisão que concede quanto a que denega a liminar são recorríveis por 
agravo de instrumento, conforme o art. 7º, § 1º, da Lei n. 12.016/2019: 
Art. 7º. [...] 
§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo 
de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil. 
A alternativa B é incorreta. De acordo com o art. 7º, §2º, é vedada a concessão de liminar que tenha por 
objeto a compensação de crédito tributário. Observe-se, no entanto, que esse dispositivo foi declarado 
inconstitucional pelo STF na ADI 4.296: 
Art. 7o [...] 
§ 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. (Vide ADIN 4296) 
A alternativa C é incorreta. Não cabe mandado de segurança contra decisão transitada em julgado: 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
A alternativa D é incorreta. Também não cabe mandado de segurança em face de decisão recorrível por 
recurso com efeito suspensivo: 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
154
335
 
 
Art. 5o Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
A alternativa E é correta e é o gabarito da questão. Os atos de gestão comercial das entidades privadas da 
administração não são considerados como atos administrativos e por isso não cabe mandado de segurança: 
Art. 1º. [...] 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. (Vide ADIN 4296) 
2. (NC-UFPR/ITAIPU BINACIONAL - 2019) Sobre o mandado de segurança e o mandado de segurança 
coletivo, assinale a alternativa correta. 
a) O prazo para impetração de mandado de segurança não se interrompe nem se suspende em virtude de 
interposição de recurso administrativo sem efeito suspensivo. 
b) Será concedido mandado de segurança quando se tratar de decisão judicial da qual caiba recurso com 
efeito suspensivo. 
c) O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político sem representação no 
Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus integrantes ou à finalidade 
partidária. 
d) A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados depende 
da autorização destes. 
e) O mandado de segurança coletivo poderá ser impetrado pela Defensoria Pública, na defesa dos interesses 
dos mais necessitados. 
Comentários 
A alternativa A é a correta e gabarito da questão, pois está de acordo com o entendimento do STJ no sentido 
de que “o prazo decadencial para impetração de mandado de segurança não se suspende nem se interrompe 
com a interposição de pedido de reconsideração na via administrativa ou de recurso administrativo 
desprovido de efeito suspensivo” (Edição nº 91 do Jurisprudência em Teses do STJ). 
A alternativa B está incorreta, porque não é cabível MS nesse caso. Vejamos o dispositivo da Lei 12.016/09: 
Art. 5º Não se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
[...] 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
A assertiva C está errada, porque o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político 
com representação no Congresso Nacional. Ressalte-se, aqui, que partido político com representação no 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
155
335
 
 
Congresso Nacional é aquele com, pelo menos, um representante na Câmara OU no Senado. Ademais, é 
necessário também que a impetração ocorra na defesa de seus interesses legítimos relativos a seus 
integrantes ou à finalidade partidária. 
Art. 5º da CF: [...] 
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou 
associados; 
A assertiva D está incorreta, pois a impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe 
em favor dos associados independe da autorização destes. Neste sentido, estabelece a Lei Lei 12.016/09: 
Art. 21. O mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partidopolítico com 
representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a 
seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe 
ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em 
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial. 
*** 
Súmula 629/STF: A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe 
em favor dos associados independe da autorização destes. 
A alternativa E está errada, pois a jurisprudência que foi adotada pela banca é a de que a Defensoria Pública 
é parte ilegítima para ingressar com mandado de segurança coletivo, uma vez que a entidade não consta no 
rol do artigo 21 da Lei 12.016/09 (neste sentido: TSE – MS 100.250). 
3. (IADES/ALEGO - 2019) Mandado de segurança será concedido para proteger direito líquido e certo, 
não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, 
qualquer pessoa 
a) física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que 
categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Porém, não são considerados autoridades os 
representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas. 
b) física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de administradores de 
empresas públicas no exercício de atos de gestão. 
c) física sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for 
e sejam quais forem as funções que exerça, sendo que as pessoas jurídicas não são titulares do mandado de 
segurança. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
156
335
==1365fc==
 
 
d) física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que 
categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Inclusive, quando o direito ameaçado ou violado 
couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requer o mandado de segurança. 
e) física, exceto os incapazes, ou pessoa jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte 
de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as respectivas funções. 
Comentários 
De acordo com o art. 1º, da Lei 12.016/09, será concedido mandado de segurança para proteger direito 
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso 
de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de 
autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça. Ocorre que, quando se 
tratar de direito ameaçado/violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de 
segurança (art. 1º, §3º, da Lei 12.016/09). 
Dessa forma, a alternativa D é correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos, por oportuno, as demais alternativas. 
A alternativa A está incorreta. A Lei 12.016/09 exige, na impetração do mandado de segurança, a indicação 
tanto da autoridade coatora como da pessoa jurídica a qual está vinculada. A autoridade coatora, segundo a 
dicção legal, é aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da qual emanou a ordem para a sua prática. 
Ocorre que, a lei equipara às autoridades, para fins de impetração, os representantes ou órgãos de partidos 
políticos e os administradres de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as 
pessoas naturais no exercício de atribuições do Poder Público, naquilo que disser respeito a essas atribuições 
(art. 1º, §1º, da Lei 12.016/09). 
A alternativa B está incorreta, umavez que é incabível mandado de segurança contra os atos de gestão 
comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público (art. 1º, §2º, da Lei 12.016/09). 
Faz-se uma observação neste ponto: é necessário distinguir o ato de gestão contra o qual não cabe mandado 
de segurança do ato administrativo propriamente dito (p.e.: decisão em uma licitação), hipótese em que o 
writ é cabível. 
A alternativa C está errada, pois, como já dito inúmeras vezes, as pessoas jurídicas são titulares do mandado 
de segurança (art. 1º, caput, da Lei 12.016/09). 
Os incapazes também podem impetrar mandado de segurança, inclusive, aplica-se em favor dos incapazes o 
regime decadencial protetivo previsto no Código Civil (neste sentido: STF - MS 29.460/DF). Logo, a assertiva 
E está incorreta. 
4. (MPE-SC/MPE-SC - 2016) Nos termos da Lei n.12.016/09 (Mandado de Segurança), o reexame 
necessário é indispensável no mandado de segurança e a sentença que concede o mandado produzirá 
efeitos apenas depois de confirmada pelo tribunal. 
Comentários 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
157
335
 
 
A assertiva está incorreta. O reexame necessário é indispensável. Porém, a sentença que concede o mandado 
de segurança não produzirá efeitos apenas depois de confirmada pelo Tribunal, já que a sentença que 
concede o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for 
concedido o efeito suspensivo ope legis. Vejamos o art. 14, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
5. (MPE-SC/MPE-SC - 2016) É pacífico o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal de que 
é inadmissível a impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional, 
salvo em hipóteses excepcionais em que se verifique ilegalidade ou teratologia, sendo incabível mandado 
de segurança contra decisão que determina a aplicação da sistemática de repercussão geral. 
Comentários 
A assertiva está correta. Conforme jurisprudência do STF, é inadmissível a impetração de mandado de 
segurança para desconstituir ato revestido de conteúdo jurisdicional emanado de Ministro do Supremo 
Tribunal Federal, mormente quando a decisão atacada já transitou em julgado. 
Ademais, a súmula nº 268, do STJ, afirma que não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com 
trânsito em julgado. 
Súmula 268 - Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em 
julgado. 
6. (FEPESE/Prefeitura de Balneário Camboriú-SC - 2015) É correto afirmar sobre o mandado de 
segurança. 
a) Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe recurso ordinário. 
b) O ingresso de litisconsorte ativo poderá ocorrer a qualquer tempo, desde que antes de proferida a 
sentença. 
c) No processo de mandado de segurança a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios não 
poderá exceder a cinco por cento do valor da causa ou do seu proveito econômico. 
d) Devido à natureza dos direitos a serem protegidos, os processos de mandado de segurança e os 
respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos judiciais. 
e) No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente aos membros do grupo 
ou categoria substituídos pelo impetrante. 
Comentários 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
158
335
 
 
A alternativa A está incorreta. Com base no art. 14, da Lei nº 12.016/09, da sentença, denegandoou 
concedendo o mandado, cabe apelação, e não recurso ordinário. 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 10, da referida Lei, o ingresso de litisconsorte 
ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
§ 2o O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
A alternativa C está incorreta. Segundo a Lei de Mandado de Segurança, em seu art. 25, não cabem, no 
processo de mandado de segurança, a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios. 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
A alternativa D está incorreta. O julgamento do mandado de segurança terá prioridade, exceto quanto ao 
habeas corpus. Vejamos o art. 20, da Lei nº 12.016/09: 
Art. 20. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade 
sobre todos os atos judiciais, salvo habeas corpus. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois reproduz o art. 22, da referida Lei. 
Art. 22. No mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada limitadamente 
aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante. 
7. (CAIP-IMES/IPREM - 2015) Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: 
a) coletivos, assim entendidos, os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular categoria de 
pessoas ligadas entre si por uma relação jurídica básica. 
b) individuais heterogêneos, assim entendidos, os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação 
específica da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante. 
c) coletivos, assim entendidos, de natureza divisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas 
entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica comum. 
d) difusos, assim entendidos, os transindividuais, de natureza indivisível, de que seja titular grupo de pessoas 
ligadas com a parte contrária por uma relação jurídica elementar. 
Comentários 
Trata-se de uma questão literal. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
159
335
 
 
Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser coletivos, assim entendidos, os de 
natureza indivisível, de que seja titular categoria de pessoas ligadas entre si por uma relação jurídica básica. 
É o que dispõe o parágrafo único, I, do art. 21, da Lei nº 12.016/09. 
Parágrafo único. Os direitos protegidos pelo mandado de segurança coletivo podem ser: 
I - coletivos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os transindividuais, de natureza 
indivisível, de que seja titular grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte 
contrária por uma relação jurídica básica; 
II - individuais homogêneos, assim entendidos, para efeito desta Lei, os decorrentes de 
origem comum e da atividade ou situação específica da totalidade ou de parte dos 
associados ou membros do impetrante. 
Desse modo, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
8. (FAPEC/MPE-MS - 2015) Quanto ao mandado de segurança, é correto afirmar que: 
a) É cabível contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista ou empresa 
pública. 
b) Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até o trânsito em julgado da 
sentença ou do acórdão que o decidirem. 
c) Pode ser impetrado coletivamente, induzindo litispendência para as ações individuais. 
d) Em determinadas situações, pode substituir a ação popular. 
e) O pedido de reconsideração do ato ilegal protocolado na via administrativa interrompe o prazo 
decadencial para impetração do mandado de segurança. 
Comentários 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão, pois diz respeito à súmula nº 333, do STJ. 
SÚMULA 333 - Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida 
por sociedade de economia mista ou empresa pública. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com o art. 7º, §3º, da Lei nº 12.016/09, os efeitos da medida liminar 
persistirão até a prolação da sentença, e não até o trânsito em julgado da sentença ou do acórdão que os 
decidirem. 
§ 3o Os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até a prolação 
da sentença. 
A alternativa C está incorreta. Segundo o §1º, do art. 22, da Lei de Mandado de Segurança, o mandado de 
segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
160
335
 
 
§ 1o O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, 
mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não 
requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 (trinta) dias a contar 
da ciência comprovada da impetração da segurança coletiva. 
A alternativa D está incorreta. Com base na súmula nº 101, do STF, em nenhuma situação o mandado de 
segurança substitui a ação popular. 
Súmula 101 - O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
A alternativa E está incorreta. Segundo a súmula nº 430, do STF, o pedido de reconsideração na via 
administrativa não interrompe o prazo para impetração do mandado de segurança. 
Súmula 430 - Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para 
o mandado de segurança. 
9. (FUNDATEC/BRDE - 2015) Em relação ao Mandado de Segurança, é correto afirmar que: 
a) A condenação em honorários de sucumbência não fica adstrita aos limites fixados no Código de Processo 
Civil, cabendo ao julgador estabelecer a verba de acordo com as peculiaridades do caso. 
b) A interposição do recurso de embargos infringentes ocorrerá no prazo de quinze dias. 
c) É vedada a concessão de liminar em relação à Fazenda Pública. 
d) Extingue-se o processo se o impetrante não promove, no prazo assinado, a citação do litisconsorte passivo 
necessário. 
e) O Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o prazo decadencial de 120 dias para a 
impetração do Mandado de Segurança, previsto na legislação específica. 
Comentários 
As alternativas A e B estão incorretas. Não cabem interposição de embargos infringentes e condenação ao 
pagamento dos honorários advocatícios no processo de mandado de segurança. Vejamos o art. 25, da Lei nº 
12.016/09: 
Art. 25. Não cabem, no processo de mandado de segurança, a interposição de embargos 
infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios, sem prejuízo da 
aplicação de sanções no caso de litigância de má-fé. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com o §2º, do art. 7º, da referida Lei, dentre as hipóteses em que 
não será concedida medida liminar, não há a vedação a concessão de liminar em relação à Fazenda Pública. 
Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
§ 2o Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
161
335
 
 
equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens 
ou pagamento de qualquer natureza. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Se o autor não indicar corretamente a parte ré na 
ação de mandado de segurança, o juiz determinará prazo para que o vício seja sanado sob pena de extinção 
do processo sem resolução do mérito,impetrado por partido político com 
representação no Congresso Nacional, na defesa de seus interesses legítimos relativos a 
seus integrantes ou à finalidade partidária, ou por organização sindical, entidade de classe 
ou associação legalmente constituída e em funcionamento há, pelo menos, 1 (um) ano, em 
defesa de direitos líquidos e certos da totalidade, ou de parte, dos seus membros ou 
associados, na forma dos seus estatutos e desde que pertinentes às suas finalidades, 
dispensada, para tanto, autorização especial. 
O caput acima pouco difere do entendimento da CF. Na realidade, ele traz mais algumas regras para que 
possamos complementar o rol de legitimados do mandado de segurança coletivo. São essas as regras: 
 o partido político, como vimos, precisa ter representação no Congresso Nacional para 
que possa ingressar com mandado de segurança. Contudo, essas pessoas jurídicas somente 
podem ingressar com mandado de segurança para tutelar interesses relativos aos seus 
integrantes ou à finalidade partidária. 
 em relação às associações, consta do Texto Constitucional, que elas devem estar 
constituídas há mais de um ano e devem buscar proteção na defesa dos interesses de seus 
membros. Além disso, o dispositivo acima citado explicita que as associações podem 
ingressar com mandado de segurança para tutelar o direito de todos ou apenas de parte 
dos associados e, além disso, não é necessária qualquer autorização especial para que os 
direitos dos associados sejam tutelados por intermédio do mandado de segurança. 
• autoridade coatora federal: se a consequência do ato abusivo ou ilegal houver de ser
suportado pela União ou por entidade controlada pela União.
• autoridade equiparada: a) representantes ou órgãos de partidos políticos; b)
administradores de entidades autárquicas; e c) dirigentes de pessoas jurídicas ou
pessoas naturais que exerçam atribuições do Poder Público.
LEGITIMIDADE PASSIVA (quem poderá ser réu em ação de mandado
de segurança)
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
12
335
As entidades que têm poder para ingressar com mandado de segurança coletivo agem na qualidade de 
legitimadas extraordinárias, defendendo o direito de outras pessoas em nome próprio. Não se trata de 
defesa de direito próprio da entidade, o que se daria por meio de mandado de segurança individual. 
Vamos agregar todas essas informações em um quadro-resumo?! 
 
 
Por fim, o §3º, do art. 1º, prevê que, quando o direito violado ou ameaçado envolver várias pessoas, qualquer 
delas poderá requerer o mandado de segurança: 
§ 3º Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá 
requerer o mandado de segurança. 
Não seria razoável forçar um dos titulares do direito a aguardar que os outros ingressassem igualmente em 
juízo, por isso, qualquer um deles pode fazer uso do mandado de segurança. 
Sintetizando... 
 
• constituição regular.
• existência há mais de 1 ano.
• defesa dos interesses dos seus membros.
• pode-se ingressar com o mandado para defesa de parte ou de todos os membros.
• não é necessário obter autorização especial dos membros para tutela coletiva em
mandado de segurança.
LEGITIMIDADE ATIVA DAS ASSOCIAÇÕES
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
13
335
 
Legitimação extraordinária 
A regra nas ações judiciais é que o titular do direito ingresse em juízo para a defesa dos seus interesses. Essa 
regra também se aplica ao mandado de segurança. Assim, o próprio legitimado ordinário – titular do direito 
material – impetra mandado de segurança para a defesa do direito líquido e certo. 
Há, contudo, a possibilidade de que uma pessoa ingresse em juízo para a defesa de interesses de outra 
pessoa. Quando isso ocorrer, haverá substituição processual, hipótese em que a legitimação é 
extraordinária. 
De acordo com a doutrina3: 
Pode-se dizer que há legitimação extraordinária quando há uma dissociação entre a 
legitimação ad causam (titularidade de direito material) e legitimidade ad processum 
(titularidade do processo no que tange à prática dos atos). 
Assim, temos uma dissociação entre o titular do direito material e aquele que exerce o direito de ação. 
 
3 JR. GOMES, Luiz Manoel [et. al.]. Comentários à Lei do Mandado de Segurança, 4ª edição, rev., atual. e ampl., São Paulo: 
Editora Revista dos Tribunais, 2015, p. 68. 
LEGITIMIDADE ATIVA
MS Individual: 
pessoa natural ou jurídica, 
de direito privado ou 
público
MS Coletivo:
partido político com representação no Congresso Nacional, 
para defesa dos interesses dos filiados ou em defesa da 
finalidade partidária
organização sindical
entidade de classe
associação, regulamente constituída há mais de 1 ano, para 
a defesa de parte ou de todos os seus membros, sem 
necessidade de concessão de autorização especial para agir
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
14
335
No mandado de segurança, a legitimação extraordinária é possível na hipótese do art. 3º: 
Art. 3º O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, 
de terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu 
titular não o fizer, no prazo de 30 (TRINTA) DIAS, quando notificado judicialmente. 
Parágrafo único. O exercício do direito previsto no caput deste artigo submete-se ao prazo 
fixado no art. 23 desta Lei, contado da notificação. 
Em termos bem simples: Uma pessoa tem seu direito líquido e certo violado e, em face disso, surge a 
pretensão para que possa, judicialmente, buscar a reparação por intermédio do mandado de segurança. 
Além disso – e aqui está a chave central para que você compreenda o art. 3º - a violação desse direito traz 
consequências a um terceiro. Assim, a violação do direito líquido e certo de determinada pessoa afeta a esfera 
jurídica do terceiro. Dessa forma, se o titular do direito material não ingressar com a ação, o terceiro poderá 
notificá-lo para que entre com a ação. Se mesmo assim o titular do direito não o fizer em 30 dias, o terceiro, 
na qualidade de substitutivo processual, poderá entrar com mandado de segurança em nome do titular do 
direito líquido e certo violado. 
Um exemplo típico dessa situação é em concursos públicos. Pode ser que o primeiro colocado, que deveria 
ser convocado pela Administração no prazo de validade para assumir o cargo, não seja convocado e, por isso, 
tenha seu direito líquido e certo violado. O segundo colocado, verificando que o primeiro colocado está 
inerte, terá direito próprio a ser convocado, caso o primeiro colocado desista de ingressar no cargo público, 
no entanto, essa desistência só será manifestada caso o primeiro colocado já tenha sido convocado. Assim, 
o segundo colocado, vendo que o primeiro permanece inerte, pode ingressar com mandado de segurança 
em favor do primeiro colocado, na qualidade de legitimado extraordinário, a fim de que o primeiro 
convocado seja convocado para ingressar no cargo e, em caso de omissão ou de desistência, o segundo 
convocado terá o direito de ser convocado. 
Observe-se, ainda, que o STJ publicou a Súmula 202: 
Súmula 202 
A impetração de segurança por terceiro, contra ato judicial, não se condiciona a 
interposição de recurso. 
Além disso, lembre-se que nos casos de mandado de segurança coletivo, também há legitimidade 
extraordinária: a entidade que impetra o mandado de segurança coletivo o impetra em benefício de 
terceiros, não em benefício próprio. 
Formas de impetrar o mandado de segurança em situações de urgência 
O art. 4º, da Lei do Mandado de Segurança, é muito simples, pois prevê meios facilitadorespor ausência de pressuposto processual. 
A alternativa E está incorreta. O Supremo Tribunal Federal considerou válido e constitucional o prazo 
decadencial de 120 dias para a impetração do Mandado de Segurança, conforme previsto no art. 23, da Lei 
de Mandado de Segurança. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
10. (MPE-PR/MPE-PR - 2014) Sobre o mandado de segurança, assinale a alternativa incorreta: 
a) É constitucional o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias para a impetração de mandado de 
segurança; 
b) Controvérsia sobre matéria de direito impede concessão de mandado de segurança; 
c) Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o 
mandado de segurança; 
d) Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instrumento; 
e) Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem 
efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
Comentários 
A alternativa A está correta. De fato, é constitucional o prazo decadencial e está previsto no art. 23, da Lei 
nº 12.016/09. Ademais, o STF julgou constitucional o prazo. 
Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento 
e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado. 
A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. De acordo com súmula nº 625, do STF, a controvérsia 
sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. 
Súmula 625 - Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de 
segurança. 
A alternativa C está correta, pois reproduz o §3º, do art. 1º, da Lei de Mandado de Segurança. 
§ 3o Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá 
requerer o mandado de segurança. 
A alternativa D está correta, com base no §1º, do art. 7º, da referida Lei. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
162
335
 
 
§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo 
de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil. 
A alternativa E está correta, conforme estabelece a Súmula nº 405, do STF. 
Súmula 405 - Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do 
agravo dela interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da 
decisão contrária. 
11. (IESES/ TJ-MS - 2014) De acordo com a Lei 12.016 de 2009, que disciplina o Mandado de Segurança 
individual e coletivo, é correto afirmar: 
I. Equiparam-se às autoridades, os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de 
entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de 
atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
II. Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de 
empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. 
III. Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, todas deverão requerer o mandado de 
segurança em litisconsórcio ativo necessário. 
IV. O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de terceiro poderá 
impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 
(trinta) dias, quando notificado judicialmente. 
a) Apenas III e IV estão corretas. 
b) I, II e IV estão corretas. 
c) Apenas II, III e IV estão corretas. 
d) I, II e III estão corretas 
Comentários 
Vamos analisar cada um dos itens: 
O item I está correto, pois está previsto no §1º, do art. 1º, da Lei nº 12.016/09. 
§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os representantes ou órgãos 
de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os 
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder 
público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
O item II está correto, de acordo com o §2º, do art. 1º, da referida Lei. 
§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
163
335
 
 
O item III está incorreto. Ainda conforme a Lei de Mandado de Segurança, em seu art. 1º, §3º, quando o 
direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de 
segurança. 
§ 3o Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, qualquer delas poderá 
requerer o mandado de segurança. 
O item IV está correto, com base no art. 3º, da Lei nº 12.016/09. 
Art. 3o O titular de direito líquido e certo decorrente de direito, em condições idênticas, de 
terceiro poderá impetrar mandado de segurança a favor do direito originário, se o seu 
titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, quando notificado judicialmente. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
12. (FUNDEP/TCE-MG - 2018) No tocante à sujeição dos atos das empresas públicas e sociedades de 
economia mista à ação de mandado de segurança, é correto afirmar: 
a) Seus atos de gestão comercial, praticados por seus administradores, apenas não se sujeitam a mandado 
de segurança coletivo. 
b) Seus atos de gestão comercial, praticados por seus administradores, não se sujeitam a mandado de 
segurança, seja individual ou coletivo. 
c) Seus atos não se sujeitam a mandado de segurança coletivo, apenas. 
d) Seus atos não se sujeitam a mandado de segurança, seja individual ou coletivo. 
e) Seus atos de gestão comercial sujeitam-se a mandado de segurança, individual ou coletivo, caso não 
possam ser impugnados por outra ação judicial. 
Comentários 
As alternativas A e C estão incorretas. Pois os atos de gestão comercial não se sujeitam ao mandado de 
segurança individual. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão, pois é o que dispõe o §2º, do art. 1º, da Lei 12.016/09: 
Art. 1º (...) 
§ 2º Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos 
administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de 
concessionárias de serviço público. 
A alternativa D está incorreta. Somente os atos de gestão comercial não se submetem a mandado de 
segurança. 
A alternativa E está incorreta. Atos de gestão comercial de empresas públicas não se sujeitam a mandado 
de segurança. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
164
335
 
 
13. (IBFC/Advogado da Assistência Social - 2018) A respeito do mandado de segurança, assinale a 
alternativa correta: 
a) O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo decadencial, se a decisão 
denegatória não lhe houver apreciado o mérito 
b) A inicial deve ser apresentada em 3 (três) vias, e deverá indicar, além da autoridade coatora, o ente 
federativo ao qual esta se encontra vinculada ou onde atua como responsável legal 
c) Ao despachar a petição inicial, o juiz deve determinar que se notifique o coator do conteúdo da petição 
inicial, enviando-lhe a segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 30 
(trinta) dias, preste as informações 
d) A pessoa que detém a titularidadede envio e de 
notificação no mandado de segurança quando houver urgência. 
A tendência é que as formas de interposição previstas no caput, do art. 4º, percam espaço para o processo 
eletrônico. No processo eletrônico, o envio é praticamente imediato e muito mais ágil e prático, por exemplo, 
do que o fax. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
15
335
Não obstante, em situações urgentes, o impetrante (quem entra com a ação) poderá enviar a petição inicial 
por: 
 telegrama; 
 radiograma; 
 fax; ou 
 meio eletrônico. 
Nesses casos, a petição e os documentos originais devem ser juntados aos autos no prazo de 5 dias úteis, a 
contar do envio. 
Além disso, de acordo com o §1º, do art. 5º, a própria autoridade coatora poderá ser notificada a prestar 
informações por intermédio de telegrama, de radiograma ou de qualquer outro meio, desde que assegurada 
a autoridade do documento e a imediata ciência pela autoridade. 
Observa-se, ainda, que o art. 205, do CPC73, previa, entre as formas de comunicação urgente de atos 
processuais, a utilização do radiograma (espécie de telegrama enviado via rádio). Contudo, essa modalidade 
foi retirada e não consta no CPC. Entre as possibilidades de comunicação do art. 264, do CPC, está a utilização 
do meio eletrônico, do telefone ou, até mesmo, do telegrama. 
Desse modo, não obstante a previsão na Lei do Mandado de Segurança da utilização do radiograma, 
entendemos que ela não é mais aplicada. Todavia, em uma questão literal de prova, se prevista, você deve 
marcar como correta. 
Confira: 
Art. 4º Em caso de urgência, é permitido, observados os requisitos legais, impetrar 
mandado de segurança por telegrama, radiograma, fax ou outro meio eletrônico de 
autenticidade comprovada. 
§ 1º Poderá o juiz, em caso de urgência, notificar a autoridade por telegrama, radiograma 
ou outro meio que assegure a autenticidade do documento e a imediata ciência pela 
autoridade. 
§ 2º O texto original da petição deverá ser apresentado nos 5 (CINCO) DIAS ÚTEIS 
seguintes. 
§ 3º Para os fins deste artigo, em se tratando de documento eletrônico, serão observadas 
as regras da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 
Não cabimento do mandado de segurança 
Este art. 5º é fundamental para a prova! 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
16
335
 
O dispositivo estabelece situações nas quais não cabe mandado de segurança. São elas: 
Art. 5º NÃO se concederá mandado de segurança quando se tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito suspensivo, 
independentemente de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
Parágrafo único. Vetado 
Vamos analisar brevemente cada uma das hipóteses: 
 Não cabe mandado de segurança contra ato pendente de recurso administrativo com efeito suspensivo. 
Nessa hipótese, se para conceder efeito suspensivo ao ato impugnado for exigida caução, viabiliza-se o 
exercício do mandado de segurança. A exigência de caução não poderá será utilizada como condicionante 
ao efeito suspensivo do recurso administrativo. 
Nesse contexto, cumpre esclarecer que a Súmula nº 373, do STJ, prevê que a caução não poderá ser usada 
como pré-requisito para ajuizamento de mandado de segurança. Veja: 
Súmula STF 373 
É ilegítima a exigência de depósito prévio para admissibilidade de recurso administrativo. 
Se o sujeito dispõe da via do recurso administrativo com efeito suspensivo e não subordinado a caução, não 
pode manejar o mandado de segurança. Contudo, se o efeito suspensivo do recurso fica condicionado à 
prestação de caução, cabe mandado de segurança. 
Veja outro entendimento sumulado do STF que é relevante para esse conteúdo: 
Súmula STF 429 
A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do 
mandado de segurança contra omissão da autoridade. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
17
335
Por fim, sobre o cabimento de mandado de segurança de decisões administrativas, cabe mencionar que o 
STF entende que, em caso de pedido de reconsideração de decisão na via administrativa, o prazo para 
interposição do mandado de segurança não é interrompido. 
Súmula STF 430 
Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado 
de segurança. 
 Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial da qual caiba recurso. 
Aqui a previsão é mais ampla. Se em um processo judicial houver uma decisão judicial que viole direito líquido 
e certo, somente será passível de impetração de mandado de segurança se não couber recurso. 
Caso caiba recurso, a parte, ao invés de impetrar mandado de segurança, deve ingressar com o recurso 
cabível. Isso porque o MS não pode ser utilizado como sucedâneo recursal. Nos termos da Súmula 267 do 
STF: Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. Assim, O mandado 
de segurança somente se revelaria cabível se no ato judicial houvesse teratologia, ilegalidade ou abuso 
flagrante, o que não se verifica na espécie. 
 Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado. 
Quando uma decisão estiver com trânsito em julgado, não será mais admissível qualquer irresignação da 
parte, exceto nas hipóteses da ação rescisória. Dessa forma, não cabe mandado de segurança nesse caso. 
Vejamos, no mesmo sentido, a Súmula do STF: 
Súmula 268 - Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em 
julgado. 
Para a prova... 
 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
18
335
 
Por fim, cumpre mencionar a Súmula nº 460, do STJ: 
Súmula 460 - É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação 
tributária realizada pelo contribuinte. 
Assim, em caso de convalidação da compensação tributária feita pelo contribuinte, não cabe mandado de 
segurança. É a situação do contribuinte que faz a compensação tributária e, após, entra com mandado de 
segurança para que ela seja convalidada pelo poder público. 
Procedimento 
Petição Inicial 
A partir do art. 6º vamos tratar do procedimento do mandado de segurança. Já estudamos parte do caput 
desse dispositivo, agora, vamos completar a análise. Veja: 
Art. 6o A petição inicial, que deverá preencher os requisitos estabelecidos pela lei 
processual, será apresentada em 2 (duas) vias com os documentos que instruírem a 
primeira reproduzidos na segunda e indicará, além da autoridade coatora, a pessoa 
jurídica que esta integra, à qual se acha vinculada ou da qual exerce atribuições. 
Primeiramente você deve saber que a petição inicial de mandado de segurança observa os requisitos 
estabelecidos no CPC, mais especificamente no art. 319, do CPC. 
Além disso, o impetrante deve acostar duas cópias, a primeira – que terá os documentos originais – irá 
compor os autos do processo; a segunda será enviada para notificação da autoridade coatora. 
Como estudado no início, o mandado de segurança depende de prova pré-constituída, de modo que não há 
espaço para produção probatória ao longo do procedimento. Nesse contexto, ao ajuizar a ação, o autor deve 
apresentar todos os documentos capazes de provar a lesão ou a ameaça de lesão a direito líquido e certo. 
Há, entretanto, situações nas quais esses documentos – embora o impetrante tenha ciência da existência 
deles – podem estar em poder do réu ou de terceiros. Quando isso ocorrer, devemos aplicaros §§ abaixo 
descritos: 
NÃO CABE MANDADO DE 
SEGURANÇA CONTRA:
ato pendente de recurso 
administrativo com efeito 
suspensivo
decisão judicial da qual 
caiba recurso
decisão judicial transitada 
em julgado
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
19
335
§ 1o No caso em que o documento necessário à prova do alegado se ache em repartição 
ou estabelecimento público ou em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo por 
certidão ou de terceiro, o juiz ordenará, preliminarmente, por ofício, a exibição desse 
documento em original ou em cópia autêntica e marcará, para o cumprimento da ordem, 
o PRAZO DE 10 (DEZ) DIAS. O escrivão extrairá cópias do documento para juntá-las à 
segunda via da petição. 
§ 2o Se a autoridade que tiver procedido dessa maneira for a própria coatora, a ordem far-
se-á no próprio instrumento da notificação. 
§ 3o Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato impugnado ou da 
qual emane a ordem para a sua prática. 
§ 4o Vetado 
Se os documentos necessários para instruir o mandado de segurança estiverem em repartição, ou em 
estabelecimento público, ou, ainda, em poder de autoridade que se recuse a fornecê-lo, o juiz determinará 
que o documento seja apresentado no prazo de 10 dias. 
A previsão do dispositivo é muito singela, em razão disso, o entendimento da doutrina é no sentido de que 
as regras previstas nos arts. 396 e seguintes, do CPC, que disciplinam a “exibição de documento ou coisa”, 
também se apliquem aqui. 
Vejamos o § 5º, do art. 6º: 
§ 5o DENEGA-SE o mandado de segurança nos casos previstos pelo art. 267 da Lei no 5.869, 
de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 
Além dessa questão dos documentos, o §5º, do art. 6º, trata das hipóteses em que o mandado de segurança 
será denegado, referindo-se ao art. 267, do CPC73. Aqui temos que fazer uma correção e uma adequação 
em face do CPC. 
Primeiro, a denegação refere-se ao julgamento com análise do mérito e, portanto, deveria se referir ao art. 
269, do CPC73. Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, temos uma sentença 
terminativa sem análise da discussão do mérito propriamente. Nesse caso, não há denegação do pedido 
formulado pela parte impetrante. Apenas nas hipóteses de análise do mérito é que o pedido poderá ser 
negado. Essas situações de extinção do processo com a resolução do mérito – previstas no art. 269, do CPC73 
– estão disciplinadas atualmente no art. 487, do CPC. 
Por fim, vejamos o último parágrafo do dispositivo: 
§ 6o O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado dentro do prazo 
decadencial, se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
Além disso, o §6º, do art. 6º, fala da extinção sem julgamento do mérito, que está disciplinado no art. 485, 
do CPC (art. 267, do CPC73). Nesses casos, pelo fato de que a decisão não analisa o pedido da parte, mas 
extingue o processo por questões processuais e impeditivas, nada impede que, superados os obstáculos que 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
20
335
levaram à extinção, a ação seja novamente ajuizada. Evidentemente que esse novo ajuizamento deverá 
observar o prazo decadencial, que é de 120 dias. Assim, se ainda não decaído o direito de ajuizar o mandado 
de segurança em relação àqueles fatos, a parte poderá renovar o pedido. 
Providências iniciais 
Uma vez apresentada a petição e não sendo caso de extinção sem julgamento do mérito (art. 485, do CPC) 
ou de indeferimento liminar, o juiz, a quem foi distribuído o mandado de segurança, deverá: 
 determinar a notificação da autoridade coatora para que preste informações no prazo 
de 10 dias; 
 cientificar o órgão de representação judicial da pessoa jurídica vinculada para integrar 
no feito; e 
 determinar a suspensão liminar do ato que deu origem ao pedido. 
Em relação à suspensão do ato, o art. 7º estabelece que poderá ocorrer se: a) relevante o fundamento 
apresentado pelo impetrante; e b) do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, se for deferida 
apenas ao final do processo. 
Caso concedida a liminar, e a depender das circunstâncias do caso concreto, o magistrado poderá exigir da 
parte impetrante caução a fim de garantir eventual reparação à pessoa jurídica, se o mandado de segurança 
for julgado improcedente. 
Veja: 
Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 
I - que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a segunda via 
apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10 (DEZ) DIAS, 
preste as informações; 
II - que se dê ciência do feito ao órgão de representação judicial da pessoa jurídica 
interessada, enviando-lhe cópia da inicial sem documentos, para que, querendo, ingresse 
no feito; 
III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver fundamento 
relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida, caso seja finalmente 
deferida, sendo facultado exigir do impetrante caução, fiança ou depósito, com o objetivo 
de assegurar o ressarcimento à pessoa jurídica. 
Agregando o art. 6º e o art. 7º, temos... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
21
335
 
 
Na hipótese do inc. III, do art. 7º, temos a decisão liminar que determina a suspensão do ato impugnado 
quando relevantes os fundamentos e houver receio de que o provimento final possa ser ineficaz. Assim, 
quando requerida a medida provisória antecipada, da decisão do juiz – seja pela concessão ou pela 
denegação do pedido liminar –, por se tratar de uma decisão interlocutória, caberá recurso de agravo de 
instrumento, que observará o regramento do CPC, a partir dos arts. 1.015. 
Caso seja deferida a medida liminar, o processo terá tramitação preferencial. 
Os §§ abaixo citados trazem informações importantes: 
§ 1o Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo 
de instrumento, observado o disposto na Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código 
de Processo Civil. 
A decisão que concede ou denega medida liminar é recorrível por agravo de instrumento. 
O § 2º, a seguir, foi declarado inconstitucional: 
§ 2o NÃO será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos 
tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação 
ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de 
vantagens ou pagamento de qualquer natureza. 
O STF declarou a inconstitucionalidade desse parágrafo na ADI 4296. De acordo com o entendimento 
adotado pelo Tribunal, "a cautelaridade do mandado de segurança é ínsita à proteção constitucional ao 
direito líquido e certo e encontra assento na própria Constituição Federal. Em vista disso, não será possível 
a edição de lei ou ato normativo que vede a concessão de medida liminar na via mandamental, sob pena de 
violação à garantia de pleno acesso à jurisdição e à própria defesa do direito líquido e certo protegida pela 
Constituição. Proibições legais que representam óbices absolutos ao poder geral de cautela". 
Quer dizer, a própria natureza do mandado de segurança é a de buscar um provimento judicial célere. Não 
pode uma lei determinar que o juiz está impedido de determinar medida mais célere, quando a Constituição 
determina a existência de um rito mais rápido para o mandado de segurança. 
PRAZO DE 10 
DIAS
para a autoridade/repartição apresentarem 
os documentos requisitados pelo juiz
para a autoridade coatora prestar 
informações
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civilwww.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
22
335
§ 3o Os efeitos da medida liminar, SALVO se revogada ou cassada, persistirão até a 
prolação da sentença. 
§ 4o Deferida a medida liminar, o processo terá prioridade para julgamento. 
O §5º esclarece que devemos observar as regras do CPC em relação às tutelas provisórias, atualmente 
disciplinadas da partir dos arts. 294, do CPC. 
§ 5o As VEDAÇÕES relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo se 
estendem à tutela antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei no 5.869, de 11 
janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 
Em síntese, do que vimos em relação à concessão de liminares em mandado de segurança... 
 
Perempção ou caducidade da medida liminar 
A perempção é instituto de direito processual que, na disciplina do mandado de segurança, assume 
regramento específico. 
No Direito Processual Civil, a perempção é entendida como a perda do direito de ação por desídia do autor 
que deu causa à extinção do processo por três vezes. Aqui, a perempção configura-se mais facilmente. Leia: 
Art. 8o Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a 
requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar 
obstáculo ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) 
dias úteis, os atos e as diligências que lhe cumprirem. 
Primeira informação que você deve levar para a prova: essa perempção ou caducidade da qual falamos no 
art. 8º NÃO SE APLICA À AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA, MAS APENAS À MEDIDA LIMINAR 
CONCEDIDA EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA. 
O dispositivo elenca duas hipóteses em que essa penalidade poderá ocorrer: 
HIPÓTESES DE PEREMPÇÃO/CADUCIDADE DA MEDIDA LIMINAR 
Parte criar obstáculo ao normal andamento do 
processo. 
Parte deixar de promover, por mais de 3 dias úteis, atos 
e diligências que lhe cumprirem. 
• Regra: admissível.
• Requisitos: a) relevância do fundamento; e b) ineficácia da medida, se concedida apenas
ao final.
• Decisão interlocutória: da qual cabe agravo de instrumento, seja concessivo ou negativo.
• Tramitação preferencial: se concedida.
TUTELA PROVISÓRIA ANTECIPADA EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
23
335
Por exemplo, uma vez obtida a liminar, a parte 
impetrante formula incidentes processuais, 
pede prorrogação de prazos, demora a atender 
as determinações judiciais mediante alegações 
diversas. Essa sucessão de atos protelatórios 
poderá configurar a perempção ou caducidade 
da medida liminar. 
Por exemplo, a parte é intimada a se manifestar, no 
prazo de 10 dias, sobre determinado documento que foi 
juntado nos autos. Escoado o prazo e passados mais de 
três dias úteis e a parte não se manifestar, configura-se 
a perempção ou caducidade da medida liminar. 
Para arrematar essas hipóteses, veja o que nos ensina a doutrina4: 
Quanto à decretação da caducidade da medida liminar, esta só poderá ocorrer quando o 
impetrante atuar com evidente propósito protelatório ou deixar de cumprir por mais de 
três dias úteis os atos e as diligências. Assim, se regulamentar intimado para a prática de 
determinado ato, o impetrante deixar de fazê-lo, por mais de três dias úteis, após o prazo 
fixado pelo juiz, deverá ser decretada a caducidade da medida. 
Dever de comunicar ao órgão de representação da pessoa jurídica 
Ainda dentro das regras procedimentais, o art. 9º confere responsabilidade à autoridade coatora para 
comunicar o órgão de representação da pessoa jurídica para acionar os representantes judiciais da pessoa 
jurídica pública a que for subordinada sobre a concessão de medida liminar. 
Assim, recebida a intimação, a autoridade coatora deverá prestar informações ao juízo no prazo de 10 dias 
e, no prazo de 48 horas, deve comunicar o órgão de representação processual da pessoa jurídica. 
É o que temos no art. 9º: 
Art. 9o As autoridades administrativas, no PRAZO DE 48 (QUARENTA E OITO) HORAS da 
notificação da medida liminar, remeterão ao Ministério ou órgão a que se acham 
subordinadas e ao Advogado-Geral da União ou a quem tiver a representação judicial da 
União, do Estado, do Município ou da entidade apontada como coatora cópia autenticada 
do mandado notificatório, assim como indicações e elementos outros necessários às 
providências a serem tomadas para a eventual suspensão da medida e defesa do ato 
apontado como ilegal ou abusivo de poder. 
A finalidade dessa comunicação é propiciar aos órgãos jurídicos responsáveis a defesa processual e a 
interposição de medidas e recursos cabíveis. 
Assim... 
 
4 JR. GOMES, Luiz Manoel [et. al.]. Comentários à Lei do Mandado de Segurança, 4ª edição, rev., atual. e ampl., São Paulo: 
Editora Revista dos Tribunais, 2015, p. 134. 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
24
335
 
 
Indeferimento liminar 
O art. 10, da Lei do Mandado de Segurança, arrola três situações nas quais temos a possibilidade de 
indeferimento liminar da petição. Veja: 
Art. 10. A inicial será desde logo indeferida, por decisão motivada, quando não for o caso 
de mandado de segurança ou lhe faltar algum dos requisitos legais ou quando decorrido 
o prazo legal para a impetração. 
§ 1o Do indeferimento da inicial pelo juiz de primeiro grau caberá apelação e, quando a 
competência para o julgamento do mandado de segurança couber originariamente a um 
dos tribunais, do ato do relator caberá agravo para o órgão competente do tribunal que 
integre. 
§ 2o O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 
São três hipóteses: 
 Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando não for hipótese 
de cabimento da ação. 
Por exemplo, inexistência de violação de direito líquido e certo ou necessidade de produção 
de provas para defesa do direito alegado. 
 Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando faltar algum dos 
requisitos legais da ação. 
 Indefere-se liminarmente a petição de mandado de segurança quando já houver decaído 
o direito de impetrar o mandado (cujo prazo é de 120 dias). 
Dessa decisão podemos ter a interposição de apelação ou de agravo interno. 
PRAZOS DA AUTORIDADE 
COATORA QUANDO NOTIFICADA 
DA IMPETRAÇÃO DO MANDADO 
DE SEGURANÇA
10 dias para prestar informações 
ao juiz
48 horas para comunicar o órgão 
de representação processual da 
pessoa jurídica
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
25
335
Caso a decisão de indeferimento liminar seja proferida pelo juiz de primeiro grau, dessa sentença cabe 
apelação. 
Por outro lado, caso se trate de processo de competência originária dos tribunais (que se inicia diretamente 
no tribunal), contra a decisão monocrática do relator que inadmitiu a petição inicial, é possível interpor 
agravo interno para que a matéria seja reanalisada diretamente pelo tribunal. 
Sigamos! 
Juntada de documentos 
O art. 11 possui menor relevância. Ele prevê que o servidor terá a responsabilidade de juntar aos autos os 
documentos relativos ao mandado de segurança, certificando e informando os fatos ocorridos ao longo do 
trâmite processual. 
Art. 11. Feitas as notificações, o serventuário em cujo cartório corra o feito juntará aos 
autos cópia autêntica dos ofícios endereçados ao coator e ao órgão de representação 
judicial da pessoa jurídica interessada, bem como a prova da entrega a estes ou da sua 
recusa em aceitá-los ou dar recibo e, no caso do art. 4o desta Lei, a comprovação da 
remessa. 
Manifestação do MP e Sentença 
Como vimos no inícioda aula, no mandado de segurança as provas são pré-constituídas, não há instrução 
probatória em juízo, tal como a colheita de testemunhas. 
Nesse contexto, uma vez ultimada a juntada de todos os documentos necessários à análise da efetiva 
violação ou ameaça a direito líquido e certo, os autos serão encaminhados para julgamento. 
Antes disso, prevê o art. 12, da Lei nº 12.016/2009, que o Ministério Público será intimado para apresentar 
parecer com prazo de 10 dias. Apresentado o parecer ou decorrido o prazo, os autos serão encaminhados 
ao gabinete do juiz (conclusos) para julgamento no prazo de 30 dias. 
Art. 12. Findo o prazo a que se refere o inciso I do caput do art. 7o desta Lei, o juiz ouvirá 
o representante do Ministério Público, que opinará, dentro do prazo improrrogável de 
10 (DEZ) DIAS. 
Parágrafo único. Com ou sem o parecer do Ministério Público, os autos serão conclusos ao 
juiz, para a decisão, a qual deverá ser necessariamente proferida em 30 (TRINTA) DIAS. 
Assim... 
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
26
335
 
 
Intimação da sentença 
Lavrada a sentença, em razão da urgência, admite-se a utilização de meios ágeis de comunicação de atos 
processuais, a fim de dar cumprimento à decisão. 
Art. 13. Concedido o mandado, o juiz transmitirá em ofício, por intermédio do oficial do 
juízo, ou pelo correio, mediante correspondência com aviso de recebimento, o inteiro teor 
da sentença à autoridade coatora e à pessoa jurídica interessada. 
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o juiz observar o disposto no art. 4o desta 
Lei. 
Importante registrar, ainda, o entendimento sumulado do STF no sentido de que, havendo denegação do 
mandado de segurança pela sentença ou no julgamento do agravo de instrumento, a liminar, eventualmente 
concedida, ficará sem efeito. 
Veja: 
Súmula STF 405 
Denegado o mandado de segurança pela sentença, ou no julgamento do agravo dela 
interposto, fica sem efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão contrária. 
Recurso 
Como vimos, há a possibilidade de interposição de dois recursos: 
PRAZO PARA PARECER DO 
MP
10 dias
PRAZO PARA SENTENÇA
30 dias
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
27
335
 
No art. 14 temos outra possibilidade de cabimento do recurso de apelação: 
Art. 14. Da sentença, denegando ou concedendo o mandado, cabe apelação. 
§ 1o Concedida a segurança, a sentença estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de 
jurisdição. 
§ 2o Estende-se à autoridade coatora o direito de recorrer. 
§ 3o A sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada 
provisoriamente, SALVO nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar. 
§ 4o O pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias assegurados em sentença 
concessiva de mandado de segurança a servidor público da administração direta ou 
autárquica federal, estadual e municipal somente será efetuado relativamente às 
prestações que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial. 
Assim, da decisão final do mandado de segurança há a possibilidade de recurso de apelação pela parte 
vencida. 
E quando a sentença de mandado de segurança for positiva, ou seja, quando “concedida a segurança”, o 
processo será necessariamente encaminhado ao tribunal para análise. Trata-se do duplo grau de jurisdição 
obrigatório (ou remessa necessária). 
Além disso, de acordo com o §2º acima, a autoridade coatora poderá recorrer da decisão. 
Ainda que interposto o recurso, admite-se a execução provisória conforme prevê o §3º prevê. Isso quer dizer 
que o recurso não será recebido no efeito suspensivo. Perceba que o §3º traz como exceções os casos em 
que for vedada a concessão da medida liminar, porém o §2º do art. 7º da Lei do Mandado de Segurança que 
trazia a vedação de liminar foi declarado inconstitucional não havendo mais as hipóteses de proibição de 
concessão de medida liminar. Assim, a execução provisória é possível em qualquer situação. Veja um trecho 
da decisão do STF: 
recurso de agravo 
de instrumento
da decisão interlocutória que analisa o pedido 
liminar
recurso de 
apelação
da decisão que indefere liminarmente a petição 
de mandado de segurança
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
28
335
É inconstitucional ato normativo que vede ou condicione a concessão de medida liminar 
na via mandamental5. 
Prolatada a sentença, a parte vencida poderá recorrer, apresentando o recurso de apelação. Esse recurso de 
apelação tem por finalidade enviar o processo para que seja novamente analisado pelo tribunal, devido à 
existência do princípio do duplo grau de jurisdição. Tecnicamente se fala que o recurso devolve a matéria 
para nova análise pelo tribunal. Trata-se, portanto, do efeito devolutivo, que é comum a todos os recursos 
de apelação, inclusive aqueles em face de sentença em mandado de segurança. 
Para fins da Lei do Mandado de Segurança, a apelação não terá efeito suspensivo. Ou seja, ainda que 
tenhamos recurso, a parte que impetrou a ação e venceu poderá executar a sentença, não obstante haja 
recurso pendente de julgamento. Fala-se, nesse caso, que o cumprimento da sentença é provisório. 
Resumindo todas essas informações, para a prova... 
 
 
Vamos aprofundar um pouco mais... 
 
5 STF. Plenário. ADI 4296/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, redator do acórdão Min. Alexandre de Moraes 
julgado em 9/6/2021 (Info 1021). 
EFEITO DA APELAÇÃO EM MANDADO DE 
SEGURANÇA
Devolutivo: todos os recursos possuem.
Ricardo Torques
Aula 18
TJs - Curso Regular (Analista Judiciário - Área Judiciária) Direito Processual Civil
www.estrategiaconcursos.com.br
39471799600 - Naldira Luiza Vieria
29
335
 
Há a possibilidade, contudo, de haver a suspensão da ordem pelo Presidente do Tribunal. Esse instituto não 
possui natureza recursal tratando-se de instrumento jurídico-político. 
Apenas o Ministério Público e as pessoas jurídicas de direito público podem requerer ao Presidente do 
Tribunal e apenas para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas. Não há prazo 
previsto na lei, por isso tão logo se perceba o risco deve ser feito o pedido de suspensão. 
O Presidente do Tribunal analisará a questão e havendo o risco suspenderá a liminar ou a decisão ou o 
acórdão. 
Nesse sentido, veja o que disciplina o art. 15: 
Art. 15. Quando, a requerimento de pessoa jurídica de direito público interessada ou do 
Ministério Público e para evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia 
públicas, o presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso 
suspender, em decisão fundamentada, a execução da liminar e da sentença, dessa decisão 
caberá agravo, sem efeito suspensivo, no prazo de 5 (CINCO) DIAS, que será levado a 
julgamento na sessão seguinte à sua interposição. 
Dessa decisão – que é uma decisão interlocutória, pois não põe fim ao processo - cabe agravo, no prazo de 
5 dias, sem efeito suspensivo e que será levado a julgamento na sessão seguinte. 
Na sequência, leia com atenção os demais §§, do art. 15: 
§ 1o Indeferido o pedido de suspensão ou provido o agravo a que se refere o caput deste 
artigo, caberá novo pedido de suspensão ao presidente do tribunal competente para 
conhecer de eventual recurso especial ou extraordinário. 
§ 2o É cabível também o pedido de suspensão a que se refere o § 1o deste artigo, quando 
negado provimento a agravo de instrumento interposto contra a liminar a que se refere 
este artigo. 
§ 3o A interposição de agravo de instrumento contra liminar concedida nas ações movidas 
contra o poder público

Mais conteúdos dessa disciplina