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GO SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO Abortamento: interrupção da gestação antes de 20-22 semanas e/ou até 500g. Tipos: ameaça (sangramento mas USG normal), retido (não está evoluindo ou não apareceu batimento), incompleto (sangra bastante, colo aberto), completo (sangrou e endométrio já ficou 25% do diâmetro total do saco gestacional CONDUTA nos abortamentos: o Gerais Avaliar a estabilidade hemodinâmica Fazer tipagem sanguínea Outros exames: Sorologia para HIV e sífilis; Sorologia para hepatites Avaliar administração de imunoglobulina anti-D; Se pai for Rh positivo e mãe Rh negativo Orientar contracepção e acolher as pacientes. o Ameaça Vigilância clínica Orientações gerais o Retido Conduta expectante; Esperar a eliminação em até 28 dias. Conduta ativa: Misoprostol + curetagem ou AMIU (aspiração manual intrauterina) *Pacientes com IG >12 semanas, há o risco da presença de espículas ósseas. Dessa forma, deve-se eliminar o produto conceptual antes de curetar / aspirar, pelo alto risco de perfuração intrauterina. o Incompleto Curetagem ou AMIU o Completo Não há necessidade de conduta expectante ou curetagem Seriar betaHCG – se não houver material para anatomopatológico o Infectado Esvaziamento + antibioticoterapia: Gentamicina + ampicilina + (clindamicina ou metronidazol), por 48 horas Medidas para sepse, se necessário ABORTAMENTO DE REPETIÇÃO o Define-se por 2 ou + abortos consecutivos confirmados Acomete 1/200 casais Exige investigação o Propedêutica: Realizar cariótipo do casal Investigar doenças sistêmicas/metabólicas; Glicemia de jejum; TSH Obesidade o Conduta: Avaliar hábitos e vícios Realizar a avaliação anatômica: USG transvaginal + HSC (histeroscopia) ou HSG (histerossalpingografia); RNM (ressonância magnética) de pelve Investigar Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAAF): Anticorpos anti-cardiolipina + anti-B2- glicoproteína-1 + anticoagulante lúpico; Em caso de alterações de alguns dos exames – repetir a dosagem em, pelo menos, 12 semanas. o Incompetência istmo cervical (IIC): É um quadro com dilatação indolor e recorrente do colo uterino Pode provocar abortos tardios GESTAÇÃO ECTÓPICA Definição: o Dá-se pela implantação ou desenvolvimento do ovo fora da cavidade uterina. Fatores de risco: o Antecedente de gravidez ectópica o DIP o Cirurgia tubária o Infertilidade o Endometriose – pela distorção de arquitetura da tuba uterina o Uso de DIU o Contracepção de emergência o Tabagismo Quadro clínico: o Tríade: dor + atraso menstrual + sangramento vaginal (em geral, de pequena quantidade) Diagnóstico: o Atraso menstrual de 5 semanas – é esperado encontra o saco gestacional na cavidade uterina o BetaHCG > 2000 mUI/mL: provavelmente há imagem na cavidade uterina! (Se não há imagem, deve-se atentar para pesquisar em outros lugares.) Em 48hrs espera-se que os níveis de betaHCG tenham dobrado! Gravidez ectópica não é sinônimo de gestação tubária! Manejo: o Quanto mais precoce o diagnóstico, menos mórbido é o tratamento. o Condutas: Paciente com betaHCG positivo e dor abdominal? - Dosar betaHCG quantitativo. BetaHCG 2000 mUI/mL, sem SG intraútero: - Achar e tratar gestação Avaliar estabilidade hemodinâmica da paciente. o Tratamento expectante: Quando posso fazer? Gestação ectópica íntegra de até 4cm (ou 5cm) Ausência de BCF Líquido livre à pelve BetaHCGtecaluteínicos; É uma resposta ao hiperestímulo ovariano por altas doses de hCG com efeito de LH-like; Não são exclusivos da doença trofoblástica gestacional; Regridem espontaneamente; O procedimento cirúrgico somente está indicado nos casos de abdome agudo associado. Náuseas e vômitos Hipertireoidismo Pré-eclâmpsia precoce (16cm) Conduta cirúrgica: Pacientes >40 anos e com prole constituída. o Seguimento clínico da Mola Hidatiforme: Dosagem semanal/quinzenal de betaHCG Após 3 valores normais (negativos) – dosar mensalmente por 6 meses *Contracepção! ACOH é o ideal! Gravidez somente se 6 meses de betaHCG negativo!* o Progressão para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG) Quando suspeito de neoplasia? Elevação de betaHCG (maior ou igual 10%) e, 4 ou + aferições em mais de 3 semanas: dias 1, 7, 14 e 21. Para tais casos, é importante repetir o exame físico e ginecológico, USG transvaginal e radiografia de tórax. Diagnóstico de coriocarcinoma. ATENÇÃO! Se coriocarcinoma ou metástase pulmonar: proceder com ressonância magnética de sistema nervoso central e abdome. Tratamento: NTG não metastática: 1. Quimioterapia na primigesta x Histerectomia na multípara 2. No coriocarcinoma, pode ser necessário quimioterapia complementar além da histerectomia NTG metastática: 1. Quimioterapia +/- radioterapia 2. Não biopsiar metástase vaginal: há risco de sangramento volumoso Cuidados pós tratamento: Gestação somente após 12 meses de betaHCG negativo! Quimioterapia – utilizar metotrexato ou actinomicina D.