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Variáveis que Afetam Exportações e Importações Apresentação Os países adotam diferentes moedas como reflexo de sua soberania econômica e das particularidades das suas economias. Apesar de parecer vantajoso adotar uma única moeda global, as moedas nacionais permitem que cada país mantenha sua própria política monetária, ajustada às suas necessidades internas. Um aspecto relacionado a isso são as taxas de câmbio, que variam diariamente, refletindo a oferta e a demanda de cada moeda no mercado global. Existem dois principais regimes cambiais: o câmbio fixo e o câmbio flutuante. No regime de câmbio fixo, o governo controla o valor de uma moeda em relação à outra, ao passo que, no câmbio flutuante, o valor é determinado livremente pela interação de oferta e demanda no mercado. O tipo de regime cambial adotado e as oscilações na taxa de câmbio afetam diretamente a política econômica, as exportações e as importações do país (Gonçalves, 2017). Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai ver esses conceitos em maior profundidade, reconhecendo a dinâmica das taxas de câmbio e seus impactos nas decisões econômicas e comerciais. Além disso, serão analisadas outras variáveis que influenciam as exportações e importações. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a dinâmica da taxa de câmbio.• Identificar os impactos da flutuação cambial na política econômica do governo.• Apontar as variáveis que afetam as exportações e as importações.• Desafio A teoria das vantagens comparativas de David Ricardo foi um marco na compreensão do comércio exterior, defendendo que cada país deveria focar na produção daquilo em que é mais eficiente. Posteriormente, a teoria moderna, desenvolvida por Bertil Ohlin e Eli Heckscher, trouxe a ideia de que a especialização deveria ser guiada pelos recursos mais abundantes em cada nação (Appleyard et al., 2010). Essas teorias ajudam a entender os fluxos de comércio entre países e o papel da eficiência produtiva. No contexto atual, o comércio exterior não se limita às mercadorias, mas envolve questões mais complexas, como as taxas de câmbio, que influenciam diretamente as transações entre países e refletem os níveis de desenvolvimento econômico e eficiência produtiva de cada nação. Com base nessas informações, imagine a seguinte situação: Considerando a dinâmica do câmbio e as particularidades de cada economia do Mercosul, elabore um relatório que aponte os benefícios e os riscos da implementação de uma moeda única para os países envolvidos, levando em conta aspectos como a eficiência produtiva, a autonomia financeira e as possíveis mudanças nas relações comerciais. Infográfico O sistema de câmbio flutuante é caracterizado pela livre interação entre oferta e demanda no mercado de divisas, em que a cotação da moeda varia conforme o interesse dos agentes econômicos em comprá-la ou vendê-la. Isso significa que neste ambiente fatores como a inflação, a balança comercial e as expectativas econômicas globais influenciam diretamente as flutuações da taxa de câmbio (Assaf Neto, 2021). Esse modelo permite maior flexibilidade para se ajustar a choques econômicos, pois a moeda se valoriza ou desvaloriza conforme a situação econômica do país. Por outro lado, o sistema de câmbio fixo envolve a intervenção do governo ou do Banco Central para manter a moeda nacional atrelada a um valor predeterminado, geralmente em relação a uma moeda forte, como o dólar ou o euro. Para sustentar essa paridade, o governo precisa estar disposto a comprar e a vender grandes quantidades de divisas estrangeiras, o que, muitas vezes, pode exigir a manutenção de reservas internacionais robustas (Assaf Neto, 2021). Esse modelo traz mais previsibilidade às operações econômicas internacionais, mas pode gerar vulnerabilidades, já que o país perde parte de sua autonomia para responder a crises econômicas internas ou externas. Neste Infográfico, você vai ver como as taxas de câmbio são definidas em ambos os regimes, além de entender como os movimentos de oferta e demanda afetam o valor da moeda no sistema flutuante e quais são os mecanismos utilizados pelo governo para manter a paridade no sistema de câmbio fixo. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/b1262091-410d-4fdd-a31f-e260e09d5f84/5375c7bf-d97d-4c6a-acce-65a0c34f52cb.png Conteúdo do livro A taxa de câmbio é um elemento importante na economia global, pois define o valor de uma moeda em relação à outra e influencia as relações comerciais entre as economias. A dinâmica da taxa de câmbio está diretamente ligada à oferta e à demanda de divisas, que podem variar devido a fatores como investimentos estrangeiros, exportações, importações e políticas econômicas. Conforme Rossetti (2016), o regime de câmbio flutuante serve para balizar essas variações, que ocorrem de forma natural no mercado, ao passo que, no câmbio fixo, o governo intervém para manter uma taxa estável, o que gera impactos distintos para a economia. A flutuação cambial tem implicações diretas na política econômica dos governos, afetando tanto o controle da inflação quanto o crescimento econômico. Quando a moeda de um país se desvaloriza, suas exportações tendem a se tornarem mais competitivas no mercado internacional, impulsionando a economia. No entanto, isso também pode aumentar os custos de importação, pressionando a inflação. Por outro lado, a valorização da moeda tende a favorecer a importação de bens mais baratos, mas pode prejudicar a competitividade das exportações. Por isso, os governos, devem ajustar suas políticas monetárias e fiscais de acordo com essas oscilações. Segundo Rossetti (2016, p. 960), “a taxa de câmbio flutuante não é o único instrumento de ajuste dos fluxos externos e de equilíbrio do balanço de pagamentos, tanto em transações correntes, quanto em movimentos de capital: há instrumentos fiscais e administrativos que também podem ser acionados para ajustar os fluxos externos, compatibilizando-os com os demais objetivos da política econômica”. No capítulo Variáveis que afetam exportações e importações, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver como a taxa de câmbio é determinada, quais são os principais impactos das flutuações cambiais sobre a política econômica de um país e quais variáveis influenciam diretamente as exportações e importações. Essa compreensão é fundamental para analisar a competitividade de uma economia no cenário global. Boa leitura. FUNDAMENTOS DE ECONOMIA Rosangela Aparecida da Silva Variáveis que afetam exportações e importações Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: � Reconhecer a dinâmica da taxa de câmbio. � Identificar os impactos da flutuação cambial para a política econômica do governo. � Apontar as variáveis que afetam as exportações e as importações. Introdução Neste capítulo, você vai estudar a dinâmica da taxa de câmbio, desde os regimes cambiais dos países até de que forma se dá a apreciação e a depreciação da moeda estrangeira e o que isso acarreta para a economia do país. Você também vai verificar de que forma o governo pode agir para que a flutuação do câmbio não prejudique muito a estabilidade da oferta de bens e serviços e também a estabilidade monetária do mercado interno. Por fim, você vai estudar quais variáveis, além das taxas de câmbio, afetam o comércio exterior de um país com outros países. Taxa de câmbio Começamos este capítulo com uma indagação: como deve proceder um país que deseja abrir sua economia, ou seja, ter relações internacionais de bens, serviços e outros ativos? Primeiramente, deve-se verificar se existe a possibi- lidade de o país ser beneficiado com esse comércio; em geral, se o país cogita esse empreendimento, é porque essa possibilidade já existe. Quando um paístem relações com outros países, entram em pauta as moedas desses respectivos países. Como fazer comércio com tantas moedas diferentes? É difícil ter que comparar o poder de compra de um país com o de outros países, em termos monetários. Nesse contexto, entra a taxa de câmbio, Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 que nada mais é do que o preço da moeda internacional convertido para a moeda nacional, conforme Samuelson e Nordhaus (2012). Se, por exemplo, um país deseja comprar máquinas da China, seria ne- cessário ter o valor das máquinas em moeda chinesa — o renminbi — para pagar o fabricante. Para convencionar e facilitar o comércio internacional, o mercado exterior estipula o valor das mercadorias em dólares americanos, que é uma moeda de aceitação geral. Além disso, é mais fácil mensurar o valor em uma única moeda na economia, e não em mais de uma, conforme apontam Troster e Mochón (2002). Assim, para comprar máquinas da China, pode-se obter o valor delas em dólares e comparar com os valores ofertados por outras nações, para, assim, fazer uma compra mais racional. Utilizar uma moeda internacional de aceitação geral é recorrente no comércio exterior entre os países, principalmente para que se possa comparar preços em uma mesma moeda. Vejamos um exemplo: suponha que você queira comprar uma máquina da China e que ela valha 200 mil renminbi. Quanto ela valerá em reais? Primeiro, deve-se descobrir quanto vale o dólar na China. Supondo que o dólar na China valha 2 renminbi (1 dólar = 2 renminbi), logo, a máquina custará para você 100.000 dólares. Logo em seguida, verifique o valor do dólar no Brasil. Supondo que 1 dólar valha 3 reais e convertendo os valores, veremos que a máquina da China custará 300 mil reais. Agora, é possível comparar o preço da máquina chinesa com outras similares na- cionais. É importante ressaltar que não contamos aqui os custos de transporte, frete e outros que incidem nos comércios internacional e nacional. A conversão de moedas é facilmente realizada em sites e programas especializados, como no site do Banco Central do Brasil, o órgão que regula o mercado de câmbio no Brasil. Acesse o link a seguir e confira a ferramenta de conversão. https://goo.gl/ynRytT De posse dessas informações, vem a seguinte pergunta: como é determinada a taxa de câmbio dos países? A resposta é que ela depende muito dos regimes cambiais adotados pelos mesmos. Variáveis que afetam exportações e importações2 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Regimes cambiais Os regimes cambiais se referem ao modo como institucionalmente os países interferem ou não em suas taxas de câmbio. Taxa de câmbio fixa De acordo com Dornbusch e Fischer (2009, p. 274), “em um sistema de câmbio fixo, os bancos centrais estrangeiros estão prontos para comprar e vender suas moedas a um preço fixo em termos de dólar”. Para fixar sua taxa de câmbio em moeda estrangeira em 1 por 1, por exemplo, o país deve ter a mesma quantidade de moeda estrangeira, para garantir que seus moradores possam fazer essa conversão, nos casos de realizarem alguma transação com o exterior ou para contratos constitucionalmente estipulados. De acordo com Troster e Mochón (2002), a taxa de câmbio fixa foi muito utilizada na época do padrão ouro, depois da Segunda Guerra Mundial, até 1973. O problema, nesse caso, é que o país que adota o câmbio fixo não pode emitir mais de sua moeda sem ter mais da moeda internacional (ou quantidade em ouro, no caso do padrão ouro), o que limita seu crescimento no comércio de bens e serviços. Assim, o país depende muito do Banco Central Americano (que emite a moeda internacional) para fazer sua política monetária. Países com baixo desenvolvimento tendem a fazer empréstimos envolvendo muito dinheiro internacional para equiparar constantemente o seu dinheiro, o que aumenta a dívida externa. Em períodos de crises internacionais, esses países dependentes não têm a quem recorrer com empréstimos para suplantar o valor da sua moeda, conforme apontam Troster e Mochón (2002). Geralmente, o que faz um país fixar seu câmbio é a pretensão de aparentar uma economia forte — já que seu dinheiro está equiparado à moeda inter- nacionalmente aceita — e, assim, atrair mais investimentos internacionais. 3Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Na América Latina, a Argentina é um exemplo de país que adotou o sistema de câmbio fixo, o que gerou problemas para sua economia. Acesse o link a seguir para ler uma reportagem sobre a crise na Argentina. https://goo.gl/GG8E6y Taxas flutuantes ou flexíveis de câmbio Em um país em que as taxas de câmbio são flutuantes, estas vão ser deter- minadas pela oferta e pela demanda de moeda estrangeira dentro do país, conforme Samuelson e Nordhaus (2012). Nesse sentido, quem traz (oferta) e quem demanda moeda estrangeira no país? De acordo com Troster e Mochón (2002), quando as empresas nacionais vendem (exportam) ainda mais seus bens e serviços, recebem em moeda estrangeira, gerando, assim, mais oferta de moeda dentro do país. Do mesmo modo, quando o país importa mais bens e serviços, precisa de mais dólares (demanda) para pagar as empresas de outros países, tirando moeda estrangeira da economia do país. Outras formas de oferta de moeda estrangeira são os investimentos estran- geiros diretos e indiretos no país via mercado financeiro (bolsas de valores, por exemplo) e os empréstimos de bancos internacionais ou do FMI (Fundo Monetário Internacional). Por outro lado, como formas de sair dinheiro do país, podemos também citar os investimentos no mercado externo, a retirada de investimentos do mercado financeiro, o envio de lucro de empresas estran- geiras, os pagamentos de juros ao FMI, entre outras. Cada país vai ter uma taxa de câmbio diferente, dependendo da quantidade de moeda internacional que tem dentro do país: o país que tem mais moeda internacional tende a ter uma taxa de câmbio menor — cada dólar vale menos em moeda nacional — do que o país que tem menos dólares, se comparado com sua moeda, conforme explicam Samuelson e Nordhaus (2012). Logo, percebe-se que o valor do câmbio no mercado interno, pelo regime de taxas flutuantes ou flexíveis, vai ser determinado pela oscilação da oferta e demanda de moeda estrangeira (divisas) no mercado interno. Variáveis que afetam exportações e importações4 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Quanto mais moeda estrangeira no mercado nacional, menor tende a ser o valor dela em moeda nacional, depreciando essa divisa e apreciando, isto é, valorizando, nossa moeda. Do contrário, quanto menos divisas estrangeiras existem em nosso país, mais apreciada tende a ser a moeda internacional e mais depreciada tende a ser a nossa moeda diante da moeda estrangeira. O mercado de divisas é formado pela oferta e demanda de moeda estrangeira no país quando o regime de taxas de câmbio é flutuante. Em síntese, as quantidades monetárias de entradas e saídas podem ser modificadas no que se refere tanto à oferta quanto à demanda de moeda estrangeira, pelos seguintes fatores: � Níveis de gastos no país e no exterior: por meio, por exemplo, de exportações ou importações e também do turismo interno e externo. � Taxas de juros nacionais e no exterior: vão impulsionar maiores investimentos em produção e/ou mercado financeiro no país e no exterior. � Preços nacionais e preços no exterior: os preços dos produtos em vários países são diferentes; logo, dependendo do preço, mesmo que se tenha uma taxa de câmbio favorável para exportação, o outro país pode ser mais beneficiado com o comércio exterior do que o seu, conforme Troster e Mochón (2002). Convém salientar que, quando o câmbio de um país é fixo, o termo eco- nômico que deve ser utilizado quando o valor da moeda nacional cai em relação à moeda estrangeira é desvalorização; quando ocorre o contrário, emprega-seo termo valorização. Essas denominações ocorrem porque quem está controlando a taxa de câmbio é o governo, e não o mercado, conforme apontam Samuelson e Nordhaus (2012). 5Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Todos os agentes econômicos que mexem com o mercado de câmbio formal devem passar por agências de câmbio autorizadas e regulamentadas pelo Banco Central para adquirir ou vender sua moeda internacional, com o intuito de importar/exportar, aplicar no mercado internacional ou mesmo fazer turismo no exterior. Todas essas transações ficam registradas e devem ser declaradas para fins de impostos específicos. Quer saber mais sobre as possibilidades do mercado do câmbio brasileiro? Acesse o link a seguir. https://goo.gl/fWEMdb Flutuação cambial e suas consequências Supondo agora que estamos diante de uma economia em que há taxas flutuantes de câmbio; se o mercado interno de divisas oscilar demais, como o governo pode ou tende a interferir para não afetar muito a economia nacional? De acordo com Dornbusch e Fischer (2009), os bancos centrais podem atuar, nesse caso, como compradores e vendedores de moedas estrangeiras. Ou seja, eles possuem reservas (estoques de dólares) e podem dispor das mesmas para ofertar e também demandar moeda estrangeira no mercado de câmbio nacional, influenciando e/ou equilibrando o valor dessa moeda na economia interna. Segundo os mesmos autores, quando o governo intervém dessa forma em um mercado de câmbio flutuante, chamamos de flutuação suja ou flutuação administrada, pois, nesse caso, não apenas os agentes tradicionais atuaram comprando e vendendo moedas, mas também o governo. Mas como a taxa de câmbio influencia a economia? Em uma economia aberta, em que pode haver comércio exterior de bens e serviços, o câmbio pode influenciar em tudo. Vamos explicar: mesmo que você não exporte ou importe bens e serviços, sua empresa pode sofrer concorrência de bens importados. Ainda, os bens que você compra dentro do país podem ficar mais caros devido à exportação (a maior oferta externa pode diminuir a oferta interna) e aos preços nos mercados internacionais. No que se refere às importações, quanto menor o câmbio, menor o valor que será pago em moeda nacional. Ou seja, o câmbio baixo com nossa moeda Variáveis que afetam exportações e importações6 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 apreciada favorece quem importa bens e serviços. Sobre as exportações, pode- -se observar o oposto: quanto maior o câmbio, maior tende a ser a quantidade de bens e serviços exportados. Exemplo de exportação e importação com mudanças no câmbio Suponha que o câmbio no Brasil passou de 1 dólar = 2 reais para 1 dólar = 3 reais. Aparentemente a mudança no câmbio não foi tão grande — mas para o comércio internacional do Brasil é. Se um exportador vende uma máquina industrial por 100 mil dólares, esta passará de 200 mil reais para 300 mil reais só com a variação do câmbio. Ou seja, para quem exporta é interessante a apreciação da moeda internacional em reais, pois ganhará mais na última moeda. Já para quem importa, tende a ser ruim: se você paga 100 mil dólares em um carro de luxo vindo dos EUA, por exemplo, convertendo em reais, pagará 300 mil reais, em vez de 200 mil reais (convertido no valor do câmbio anterior). Cabe ao governo, junto à autoridade monetária, verificar se o câmbio está preju- dicando ou favorecendo mais a nossa economia (custo/benefício) e, assim, tomar medidas de controle indireto, como as mencionadas anteriormente, conforme sugerem Troster e Mochón (2002). A balança comercial brasileira — que registra exportações em valores monetários positivamente e importações em valores monetários negativamente — e, por conseguinte, a balança de pagamentos, são altamente influenciadas por oscilações fortes no câmbio. Dessa forma, o governo tende a intervir comprando ou vendendo moeda estrangeira. Contudo, de acordo com Dornbusch e Fischer (2009, p. 275), “[...] se um país apresentar persistentemente déficits no balanço de pagamentos, o banco central ficará, por fim, sem reserva em moeda estrangeira e será incapaz de continuar sua intervenção”. Essa é uma situação perigosa que qualquer país deve evitar, pois ficará fragilizado, podendo causar fuga de capital internacional, o que deve piorar ainda mais a situação desse país. Logo, a intervenção deve ser muito bem calculada e dimensionada. Além de tudo o que vimos, a oscilação da moeda internacional pode afetar fortemente o pagamento dos juros da dívida externa: se a moeda internacio- nal estiver com preço muito alto dentro do país, o governo acaba tendo que pagar em moeda nacional um valor muito alto, conforme apontam Troster e Mochón (2002). 7Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Ainda, quem é primário-exportador e tem sua produção dependente de maquinário externo, se a moeda externa estiver apreciada (com valor alto em reais), pode sofrer ao ter que comprar esse insumo de produção e, por fim, ter um preço maior de venda do bem final produzido, podendo perder em competitividade por preços. Taxa de câmbio e inflação Como mencionamos antes, quando a moeda internacional está com seu preço alto no mercado interno, a tendência é um aumento nas exportações do país, já que o exportador pode conseguir auferir maior renda com as vendas inter- nacionais. Mas será que isso vale para todos os bens e serviços de um país? Bem, isso depende dos preços desses bens e serviços em dólares em relação aos preços e câmbios internacionais. Assim, é necessário encontrar a taxa de câmbio real de cada tipo de bem ou serviço, para que se possa fazer essa comparação de melhora ou não do comércio exterior. Bens nacionais com preços altos relativos aos internacionais podem perder mercado mesmo que a taxa de câmbio esteja favorável a eles. Acesse o site do Ministério da Economia e procure por balanço de pagamentos para ler um informativo atualizado do Governo a respeito do tema. Variáveis que afetam exportações e importações8 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Exemplo de depreciação cambial com inflação Suponha que o Brasil faça comércio internacional com a China. Temos, abaixo, as seguintes informações sobre a confecção de camisas similares em ambos os países e as respectivas taxas de câmbio. � Taxa de câmbio na China: 1 dólar = 2 renminbi. � Taxa de câmbio no Brasil: 1 dólar = 3 reais. � Preço da camisa na China: 40 renminbi, que é igual a 20 dólares. � Preço da camisa no Brasil: 60 reais que é igual a 20 dólares. Avaliação: Veja que, mesmo que a moeda brasileira seja mais depreciada em relação ao dólar, ainda assim não é possível vender para a China, porque o preço em reais é alto. A China vai preferir consumir do seu mercado interno, pois o preço em dólares fica igual ao ser convertido pela sua taxa de câmbio. Uma saída para os exportadores brasileiros seria tentar baixar seus custos para vender em maior quantidade a um preço menor. Nesse caso, por exemplo, se a camisa custar 54 reais, o país poderá vender a mesma a 18 dólares, o que compensará para a China comprar do Brasil, conforme Dornbusch e Fischer (2009). É importante salientar que aqui não consideramos outros custos do comércio exterior, apenas a taxa de câmbio e os preços dos bens analisados. Exportações e importações Além da taxa de câmbio, outros fatores afetam o comércio internacional de um país. São fatores mais setoriais, mas não menos relevantes. Samuelson e Nordhaus (2012) citam alguns: � Diversidade dos recursos naturais: o comércio internacional pode ser impulsionado pela diversidade de fatores de produção encontrada em outros países. Essa diversidade de recursos facilita a produção de bens e serviços diversificados e, talvez, mais acessíveis, em termos monetários. � Diferenças de gostos: as demandas são diferentes em cada país,e pode ser que um país não tenha em abundância o que a sua população deseja, mas outro tenha. Um exemplo relacionado ao Brasil é a venda de carne de aves: a Ásia consome grande parte das partes de cartilagens das aves que os brasileiros desprezam, como os pés e as pernas, pagando preços razoáveis. 9Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 � Diferenças nos custos: esse é um grande argumento do comércio inter- nacional — poder importar um produto com um custo baixo devido ao outro país ter mão de obra barata, ou mesmo porque produz em grande escala, ou, ainda, no caso de países com possibilidades de impostos mais baixos. A mobilidade da produção, com cada parte de um produto sendo montada em um país diferente, por meio de acordos comerciais, pode ser uma vantagem para quem produz em grande escala. Políticas comerciais As políticas comerciais dos países, em geral, têm como intuito fomentar as exportações e reduzir as importações de bens e serviços não necessários de outros países. Claramente, se todos os países pensarem assim, não haveria comércio internacional, visto que todos querem ter a maior vantagem para produzir mais no mercado interno e vender mais. Nesse sentido, como é possível realizar a política comercial entre os países? Em geral, as políticas comerciais são delineadas por meio de: � Acordos multilaterais — geralmente entre vários países de uma região, como um bloco econômico. Assim, os países participantes do bloco podem pagar impostos de importação mais baixos, ou até nulos, de outros países de dentro do bloco, dependendo dos bens e serviços que entraram no acordo. Nesse caso, os países participantes devem ter muita diplomacia e poder político para negociar. Para saber mais sobre o Mercosul — bloco do qual o Brasil participa e é um dos principais líderes —, acesse o link a seguir. https://goo.gl/20TdWM � Acordos bilaterais — acordos entre apenas dois países, em que estes negociam tarifas entre si e beneficiam ambas as produções com alguns tipos de bens e serviços. Nesse caso, a distância geográfica entre os Variáveis que afetam exportações e importações10 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 países às vezes nem importa para um acordo (a menos que o produto seja perecível). A partir desses acordos, os países passam a analisar cada bem e serviço e também cada comprador e vendedor. O Quadro 1 mostra os principais des- tinos das exportações e importações brasileiras em 2017 e 2018, conforme o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Fonte: Adaptado de MDIC ([2019]). País Exportação Importação Jan-Out/2018 Jan-Out/2017 Jan-Out/2018 Jan-Out/2017 Total Geral 199.079.344.901 183.460.822.588 151.443.508.403 125.009.472.673 China 53.246.918.673 41.348.211.649 29.858.960.944 22.604.578.911 Estados Unidos 23.819.205.830 22.229.125.540 23.688.208.951 20.724.893.966 Argentina 13.312.678.088 14.485.395.272 9.153.980.367 7.857.619.400 Países Baixos (Holanda) 9.958.651.249 7.845.801.235 1.399.770.558 1.620.185.501 Chile 5.248.553.093 4.204.317.757 2.894.665.813 2.870.459.543 Espanha 4.314.963.166 3.327.622.137 2.464.408.277 2.351.157.223 Alemanha 4.228.208.689 4.062.278.396 9.031.343.896 7.678.994.605 México 3.763.835.777 3.771.780.764 4.216.457.802 3.345.700.492 Japão 3.583.220.447 4.365.028.304 3.738.052.873 3.114.728.934 Índia 3.391.602.934 3.732.050.747 2.998.206.221 2.345.166.024 Cingapura 3.165.476.408 2.443.980.995 563.456.961 532.151.905 Quadro 1. Principais destinos das exportações e importações brasileiras Percebe-se pelos dados das exportações e importações brasileiras que não necessariamente é preciso estar próximo do país para estabelecer o comércio internacional: a China, o maior comprador e maior vendedor para o Brasil, 11Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 está no continente asiático. A Argentina, terceira maior parceira comercial do Brasil, é a única participante do Mercosul que tem maior comércio com o Brasil. Como foi mencionado antes, as principais políticas comerciais de um país com relação a outros países visam a dificultar a entrada de bens e serviços de outros países e a facilitar as exportações. São elas: � Barreiras tarifárias: referem-se às barreiras diretas à importação de outros países, visto que dificilmente há barreiras à exportação (já que os países, em geral, querem vender mais). As principais barreiras tarifárias são os impostos para importação (que, em geral, são um percentual sobre o preço do bem) e as quotas de importação (que determinam quanto se pode importar de cada bem). Elas dependem do tipo de bem e de onde ele vem, pois, devido aos acordos comerciais, os valores podem variar, conforme Troster e Mochón (2012). � Barreiras não tarifárias: são as mais utilizadas pelos países na atualidade, pois não parecem barreiras, mas, sim, proteção ao mercado consumidor interno do país que está importando. Vão desde barreiras técnicas e sanitárias até barreiras ambientais. Suponha que uma empresa brasileira compre uma máquina da China que custa 100.000 dólares. Essa máquina, para vir para o Brasil da China, tem um imposto de importação sobre o preço do produto de 30% (ad valorem). Sendo assim, vai chegar ao Brasil ao preço de 130.000 dólares. Convertendo de acordo com a taxa de câmbio local de 1 dólar = 3 reais, a empresa vai pagar pela máquina 390.000 reais com o imposto. O imposto cobrado encareceu o produto para diminuir a competitividade dele no país. Nota: aqui não constam valores de frete, seguro e outros valores necessários para se importar algo, apenas taxa de câmbio e imposto de importação, que são fictícios. Variáveis que afetam exportações e importações12 Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 BRASIL. Ministério da Indústria, Comercio Exterior e Serviços. Balança comercial brasi- leira: acumulado do ano. [2019]. Disponível em: . Acesso em: 7 jan. 2019. DORNBUSCH, R.; FISCHER, S. Macroeconomia. 10. ed. Porto Alegre: AMGH, 2009. SAMUELSON, P. A.; NORDHAUS, W. D. Economia. 19. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012. TROSTER, R. L.; MOCHÓN, F. Introdução à economia. São Paulo: Makron Books, 2002. Leituras recomendadas STIGLITZ, J. Introdução à macroeconomia. Rio de Janeiro: Campus, 2003. VASCONCELLOS, M. A. S. Economia: micro e macro. São Paulo: Atlas, 2002. 13Variáveis que afetam exportações e importações Identificação interna do documento SDUU3LEO79-YMMFWK1 Dica do professor A taxa de câmbio é um dos instrumentos de política econômica que influenciam diretamente o crescimento econômico e o controle da inflação. Ela representa o valor de uma moeda em relação à outra e afeta as transações internacionais, como exportações e importações. Conforme Rossetti (2016, p. 959), “as ligações fundamentais entre a taxa de câmbio flexível e o balanço de pagamentos são representadas por movimentos de contração e expansão da procura por divisas”. Assim, os déficits provocam depreciação real da taxa de câmbio e os superávits, apreciação. E o câmbio apreciado ou depreciado reconduziria ao equilíbrio do balanço na totalidade. Porém, essa flexibilidade também implica maior volatilidade, o que pode afetar a estabilidade econômica em momentos de crise. Já o regime de câmbio fixo, em que o governo define e mantém o valor da moeda atrelado a outra moeda forte, como o dólar ou o euro, traz maior previsibilidade e controle sobre a inflação, mas limita a autonomia para responder a mudanças econômicas globais, pois “quando muita gente começa a querer comprar dólares à taxa determinada pelo governo, as reservas de dólares do Banco Central rapidamente se exaurem. Sem dólares para satisfazer a demanda por moeda estrangeira à taxa de câmbio vigente, a promessade que a taxa de câmbio se manterá fixa em um dado patamar perde a validade” (Gonçalves, 2017, p. 233). Assim, a escolha do regime cambial deve considerar os objetivos de política econômica de um país, equilibrando crescimento e estabilidade de preços. Nesta Dica do Professor, você vai ver como o governo pode utilizar diferentes regimes cambiais para promover o crescimento econômico ou controlar a inflação, entendendo as vantagens e os desafios de cada modelo. Além disso, serão abordadas as implicações das flutuações cambiais nas políticas públicas e no comércio internacional. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/547c73da742deca3aa917c9c9d7e6ba9 Exercícios 1) "No Brasil, pós diversas crises cambiais nos anos 1990, o regime de câmbio flutuante ganhou mais e mais adeptos. A sua principal vantagem é que nele a taxa de câmbio sinaliza a produtores e consumidores as mudanças no cenário internacional, levando-os a importar mais quando temos mais condições de exportar e importar menos caso contrário. A taxa de câmbio desempenha um papel importante no sistema de preços, levando a uma alocação eficiente dos recursos na economia” (Gonçalves, 2017, p. 234). Com base no regime de câmbio flutuante no Brasil, analise as afirmações a seguir: I. Uma das vantagens do câmbio flutuante é permitir que a taxa de câmbio se ajuste automaticamente às condições de oferta e demanda, refletindo mudanças no cenário econômico internacional. II. Em um regime de câmbio flutuante, a desvalorização da moeda nacional tende a favorecer as exportações, pois os produtos locais ficam mais competitivos no mercado externo. III. No regime de câmbio flutuante, o Banco Central não intervém no mercado de câmbio, deixando a moeda se ajustar completamente pelas forças de mercado em todos os momentos. IV. O câmbio flutuante ajuda na alocação eficiente de recursos, pois sinaliza a produtores e consumidores as condições externas, influenciando suas decisões de produção e consumo. Está correto o que se afirma em: A) I, II, III e IV. B) I, II e III. C) II, III e IV. D) I, II e IV. E) I, II e III. O câmbio real é uma medida importante para avaliar a competitividade de um país no comércio internacional, pois ajusta a taxa de câmbio nominal às diferenças de preços entre o país e o exterior. Com isso, as variações no câmbio real afetam diretamente as exportações e importações. 2) O Brasil e a China estão envolvidos em comércio internacional, e as informações a seguir são fornecidas para a análise de competitividade de preços: Taxa de câmbio na China: 1 dólar = 2 renminbi Taxa de câmbio no Brasil: 1 dólar = 3 reais Preço de uma camisa na China: 60 renminbi Preço de uma camisa no Brasil: 75 reais Dado que o preço da camisa no Brasil é de 75 reais, e considerando a taxa de câmbio mencionada, qual seria o preço da camisa em dólares no Brasil? A) 25 dólares. B) 20 dólares. C) 30 dólares. D) 35 dólares. E) 40 dólares. 3) O Brasil enfrenta um déficit crescente na balança comercial e está tentando intervir no mercado de câmbio para estabilizar o real. Atualmente, a moeda internacional está se apreciando em relação ao real, o que aumenta o custo das importações e dos juros da dívida externa. Considerando a situação hipotética descrita, o que é mais provável nessa situação? A) A competitividade das exportações brasileiras pode diminuir devido ao aumento dos preços dos insumos importados. B) A balança comercial melhora, pois as exportações aumentam devido à moeda valorizada. C) O custo da dívida externa em reais diminui, tornando mais fácil para o governo pagar a dívida. D) A fuga de capital é evitada, resultando em um aumento das reservas internacionais. E) O preço das exportações brasileiras diminui, tornando os produtos mais atraentes no mercado internacional. 4) Quando a moeda internacional está com um preço alto no mercado interno, há uma tendência geral de aumento nas exportações, pois os exportadores podem obter maior renda com as vendas internacionais. No entanto, essa tendência não se aplica a todos os bens e serviços. O que determina se um bem ou serviço nacional se beneficia do aumento da moeda internacional em termos de exportação? A) A quantidade de bens e serviços que são exportados pelo país. B) O volume de reservas internacionais do país em relação ao país estrangeiro. C) A taxa de câmbio real dos bens ou serviços comparada aos preços internacionais. D) O nível de investimento estrangeiro no país doméstico. E) A taxa de inflação doméstica em relação à inflação internacional. 5) Os regimes cambiais desempenham um papel crucial na determinação da política monetária e na estabilidade econômica de um país. A escolha entre um regime de câmbio fixo e um flutuante pode impactar significativamente a economia, afetando desde o comércio internacional até a inflação e as reservas internacionais. Nesse contexto, analise as afirmações a seguir: I. Em um regime de câmbio fixo, a taxa de câmbio é determinada pelo mercado, e o Banco Central intervém apenas para ajustar a oferta de moeda. II. No regime de câmbio flutuante, o valor da moeda é determinado pela oferta e pela demanda no mercado de câmbio, sem intervenção direta do Banco Central. III. Um regime de câmbio fixo pode ser sustentável a longo prazo se o Banco Central tiver reservas internacionais suficientes para defender a taxa de câmbio estabelecida. IV. Os regimes de câmbio flutuante e de câmbio fixo são mutuamente exclusivos. Um país não pode adotar elementos de ambos simultaneamente. Está correto apenas o que se afirma em: A) I e II. B) II e III. C) I e III. D) II e IV. E) I, II, III e IV. Na prática A taxa de câmbio exerce uma influência fundamental na economia de qualquer país, impactando diretamente o comércio exterior, a inflação e o comportamento dos mercados financeiros. Ela regula o valor da moeda nacional em relação às moedas estrangeiras, como o dólar, considerado a principal moeda de pagamento internacional. As oscilações na taxa de câmbio podem ser causadas por diversos fatores, como variações na oferta e na demanda de divisas, fluxos de capital e políticas econômicas internas e externas A política monetária de curto prazo frequentemente utiliza a taxa de câmbio como uma ferramenta para alcançar objetivos macroeconômicos. Conforme Viceconti e Neves (2013), a intervenção governamental no mercado de divisas pode ajudar a controlar a inflação, estabilizar a balança de pagamentos e atrair investimentos. Além disso, a taxa de juros também desempenha um papel crucial, pois uma elevação nos juros pode atrair capital estrangeiro, aumentando a oferta de divisas e estabilizando o câmbio. Neste Na Prática, você vai ver como, entre 2016 e 2017, o Brasil utilizou a taxa de câmbio e a taxa de juros de forma estratégica para estabilizar sua economia em meio à crise. Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino! Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Impactos das taxas de câmbio sobre as exportações e importações Confira, neste vídeo, como as taxas de câmbio afetam diretamente as exportações e importações de um país ao influenciarem os preços relativos dos bens e dos serviços no mercado internacional. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Moeda dos países – Como realizar a conversão em real? Veja, neste vídeo, um pouco mais sobre a conversão de moeda com base na taxa de câmbio vigente. Essa taxa determina o valor de uma moeda em termos de outra e pode variar diariamente devido a fatores como oferta e demanda, política monetária e condições econômicas globais. A conversão é essencial em operações de comércio internacional, viagens e investimentos estrangeiros. Aponte a câmera para o código e acesse olink do conteúdo ou clique no código para acessar. Taxa de câmbio e exportações líquidas: uma análise para os Estados brasileiros O artigo aborda os aspectos de política cambial no contexto de regime de câmbio flutuante, e como isso impacta as exportações brasileiras, a partir de uma análise empírica das relações de curto e longo prazo entre a taxa de câmbio real e as exportações. Confira. https://www.youtube.com/embed/hKseSyfQjU4?si=x5gK8hkEVv5vgQbM https://www.youtube.com/embed/-7Mbdf1l3sg?si=WyzsL5JAS1UroZDP Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://www.scielo.br/j/neco/a/XLC9VyJz8MHbpjQsXSYM8vh/