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Simulado teoria literária 3

Revisão de simulado de Teoria Literária com questões objetivas que cobrem Platão (teoria das ideias, mimeses, trechos da República), interpretação de textos e discussão sobre perspectiva literária (Iser/Bernardo).

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Questões resolvidas

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02/12/2024 20:53:50 1/4
REVISÃO DE SIMULADO
Nome:
DÉBORA OLIVEIRA ARAÚJO
Disciplina:
Teoria Literária
Respostas corretas são marcadas em amarelo X Respostas marcardas por você.
Questão
001 As formas existem separadamente dos seres humanos e dos objetos particulares, e
podem ser “recolhidos” apenas nas mentes de alguns indivíduos pouco talentosos e
bem treinados. Uma vez que esses especialistas encontram e conhecem essas formas,
tornam-se autoridades infalíveis sobre tudo.
(Dave Robison & Judy Groves, Entendendo Platão: um guia ilustrado. São Paulo, Leya,
2013, p. 65)
Para Platão, quem seriam os possuidores das mentes capazes de atingir o mundo das
formas ou ideias?
A) Os soldados.
B) Os poetas.
X C) Os filósofos.
D) O homem comum.
E) Os matemáticos.
Questão
002 (Colégio Pedro II – 2016 - adaptado) – Então, tomemos dessas pluralidades a que
quiseres; a seguinte, por exemplo, se estiveres de acordo: leitos há muitos, e também
mesas. – Como não? – Porém para todos esses móveis só há duas ideias: a ideia do leito
e a ideia da mesa. – Certo. – Costumamos, também, dizer que os obreiros desses
móveis têm em mira a ideia segundo a qual um deles apronta leitos e outros as mesas
de que nos servimos, e assim para tudo o mais. Porém a ideia em si mesma, o obreiro
não fabrica. Como o poderia?
(PLATÃO. A República – livro X. In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos.
Curitiba: SEED, 2009. p. 553)
O trecho citado, retirado do Livro X da República de Platão, expressa 
A) a crítica à imitação como afastamento da verdade em três graus.
B) um caso tipificado de contemplação das formas pela experiência.
C) Um elogio à imitação como forma exemplar de contemplação do real.
D) o reconhecimento da forma de leito e de cadeira por reminiscência.
X E) uma explicação do uno e do múltiplo pressupondo a teoria das ideias.
Questão
003 (Enade 2008)
E dir-se-á o mesmo do justo e do injusto, do bom e do mau e de todas as ideias: cada
uma, de per si, é uma, mas, devido ao fato de aparecerem em combinação com ações,
corpos, e umas com as outras, cada uma delas se manifesta em toda a parte e
aparenta ser múltipla.
Platão, República V. 476a. Fundação Calouste Gulbenkian.
A partir desse texto, assinale a opção correta. 
A) As aparências combinam-se umas com as outras em toda a parte.
B) Ações e corpos manifestam-se em combinação uns com os outros.
C) Cada ideia é múltipla, manifestando-se em combinação em toda a parte.
D) Cada uma das ideias em toda a parte manifesta ser uma.
X E) Cada ideia é uma, mas aparenta ser múltipla.
02/12/2024 20:53:50 2/4
Questão
004 Por isto, Wolfgang Iser reconhece a necessidade da literatura neste efeito de
perspectiva, vale dizer, na sua propriedade de obrigar o leitor, ao identificar-se com um
personagem, ou com o narrador, a olhar-se, e ao mundo por um ângulo novo, por um
ângulo inusitado – por uma nova perspectiva. As consequências estéticas, psicológicas
e éticas desta perspectivação podem ser radicais, obrigando-nos não só a
compreendermos que a realidade, em última instância, nos é inacessível – só temos
acesso, no máximo, à sua sombra. A realidade nos é inacessível porque ela engloba
tudo o que existe e todas as perspectivas possíveis.
(BERNARDO, Gustavo. O conceito de Literatura. In: JOBIM, José Luís (Org.) Introdução
aos termos Literários. Rio de Janeiro: Eduerj, 1999).
Ao dizer que a realidade nos é inacessível, que apenas acessamos a sua sombra,
Gustavo Bernardo refere-se
A) à teoria da contingência platônica.
B) à mimeses aristotélica.
X C) à teoria da ideia platônica.
D) à ideia de peripécia e catarse.
E) ao mito grego de Narciso.
Questão
005 (Colégio Pedro II – 2016 -adaptado) A arte de imitar está muito afastada da verdade,
sendo que por isso mesmo dá a impressão de poder fazer tudo, por só atingir parte
mínima de cada coisa, simples simulacro. O pintor, digamos, é capaz de pintar um
sapateiro, um carpinteiro ou qualquer outro artesão, sem conhecer absolutamente nada
das respectivas profissões. No entanto, se for bom pintor, com o retrato de um
carpinteiro, mostrado de longe, conseguirá enganar pelo menos crianças ou pessoas
simples e levá-las a imaginar que se trata de um carpinteiro de verdade.
(PLATÃO. A República (Livro X). In: MARÇAL, Jairo (org.). Antologia de textos filosóficos.
Curitiba: SEED, 2009. p. 558.)
Sobre a relação entre arte e verdade, assinale a alternativa correta, segundo o
pensamento platônico.
X A) As obras de arte estão distanciadas três graus da realidade, e, por isso, estão muito
distantes da representação da verdade
B) As obras de arte são necessárias para uma aproximação da verdade, mas apenas no
âmbito privado, negando dessa forma, sua função na cidade e, portanto, deveriam ser
excluídas.
C) A arte imitativa é positiva porque permite ao fruidor através da mimese escapar do real
e vivenciar experiências que jamais vivenciaria se não fosse pela arte.
D) Existe um valor positivo da arte imitativa, mas no âmbito da cidade ela era corrosiva,
pois, em relação à verdade, desloca a atenção que a política necessitava
E) Não poderíamos nos aproximar da verdade por meio das obras de arte, uma vez que
elas apresentam somente uma representação das ideias
Questão
006 Os seres humanos são como prisioneiros. Quando olham para o mundo material, tudo o
que veem é uma disposição enganosa de sombras e cópias. Os poucos que
“escaparam” dessa visão ingênua o fizeram devido ao seu conhecimento e matemática
pura e geometria. E as formas perfeitas só podem ser “vistas” mentalmente porque são
iluminadas pela Forma primária da “Bondade em si” – tão brilhante quanto o sol.
(Dave Robison & Judy Groves, Entendendo Platão: um guia ilustrado. São Paulo, Leya,
2013)
Sobre o mito da caverna é correto afirmar:
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X A) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz.
Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era distorcido assim
como as sombras projetadas na parece.
B) As sombras não distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da
luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era o das sombras
projetadas na parece.
C) As sombras representam a silhueta dos objetos de acordo com a posição e projeção da
luz. Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens era correspondente ao real
fora da caverna.
D) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz.
Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham era como as sombras
projetadas na parece.
E) As sombras distorcem a forma dos objetos de acordo com a posição e projeção da luz.
Portanto, o conhecimento do mundo que esses homens tinham podia ser recuperado,
sem perdas, pelas sombras projetadas na parece.
Questão
007 (INSTITUTO AOCP - 2019 - adaptado) O Mito da Caverna, de Platão, estabelece uma
relação interna ou intrínseca entre paideia (educação) e aletheia (verdade): a filosofia é
educação ou pedagogia para a verdade. Sobre o Mito da Caverna e o conceito de
verdade em Platão, assinale a alternativa INCORRETA. 
A) A relação entre paideia e aletheia é proposta pelo mito com a analogia entre os olhos
do corpo e os olhos do espírito quando passam da obscuridade à luz: assim como os
primeiros ficam ofuscados pela luminosidade do Sol, também o espírito sofre um
ofuscamento no primeiro contato com a luz da ideia do Bem, que ilumina o mundo das
ideias.
X B) Platão abandonou o antigo conceito de verdade, isto é, a evidência como adequação
entre a ideia e o intelecto, o inteligível e a inteligência, obtida apenas pelas operações
da própria alma e o substituiu por aquele em que o próprio ser se manifesta no mundo
e ao mundo.
C) O Mito da Caverna preserva o antigo sentido da aletheia como não esquecimento e não
ocultamento da realidade, pois aletheia é o que é arrancado do esquecimento e do
ocultamento da realidade, fazendo-se visível para o espírito, embora invisível para o
corpo.
D) A trajetória realizada pelo prisioneiro é a descrição da essência dohomem (um ser
dotado de corpo e alma) e sua destinação verdadeira (o conhecimento intelectual das
ideias). Essa destinação é seu destino: o homem está destinado à razão e à verdade.
E) É uma alegoria retirada de “A República” de Platão, que fala sobre o conhecimento
verdadeiro e o governo político.
Questão
008 Que a poesia assumiu desde cedo propensão educativa, prova-o o fato de Psístrato,
modernizador da sociedade ateniense durante o século VI a.C., ter organizado os
concursos de declamação das epopeias: com isso, reconheceu que elas ofereciam ao
povo padrões de identificação, imprescindíveis para ele se perceber como uma
comunidade, detentora tanto de um passado comum, quanto de uma promessa de
futuro, constituindo uma história que integrava os vários grupos étnicos, geográficose
linguísticos da Grécia. (Regina Zilberman. Sim, a Literatura educa. In: Literatura e
Pedagogia, 1990, p. 12)
Com é passível de perceber no trecho acima de Regina Zilberman, a literatura tinha
uma “propensão educativa” na Grécia antiga. É justamente por isso que acaba
rechaçada por Platão.
02/12/2024 20:53:50 4/4
A) Por ser corresponder ao discurso filosófico e se aproximar das formas ideais não podia
ser boa fonte de conhecimento e ensino.
B) Por ser não corresponder a verdade das formas ideais mesmo que afastada apenas uma
vez dessas.
C) Por ser demasiadamente realista e chocar os aprendizes não podia ser boa fonte de
conhecimento e ensino.
X D) Por não corresponder a verdade das formas ideais não podia ser boa fonte de
conhecimento e ensino.
E) Por ser demasiadamente imagética e não chocar os aprendizes não podia ser boa fonte
de conhecimento e ensino.

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