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Criatividade, Modelos Mentais e Inovação Professor: Renato Almada Alonso 2020 Objetivo da Web Unidades 01 a 04: AULA 01- A importância da Inovação Concebido na última década do século XX pela OCDE, o manual de Oslo se tornou referência internacional para terminologias e procedimentos para coleta e interpretação de dados sobre inovação. O manual conceitua inovação como: a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas. (OCDE, 2005, p.55). “Inovação é quando as pessoas compram o seu produto e ele ajuda a transformar os velhos hábitos em novos padrões.” ART FRY – INVENTOR DO POST IT FONTE: https://exame.abril.com.br/tecnologia/inventor-conta-historia-por-tras-do-lendario-post-it/ AULA 01- A importância da Inovação Por que é preciso inovar? Custos operacionais Ganhar mercado Atração de bons profissionais Melhorar as relações internas e externas Aumento da competitividade Geração de Valor Sustentável AULA 01- A importância da Inovação AULA 01- A importância da Inovação Elementos fundamentais de competitividade: • Market share: utilizado como medida indireta da competitividade de uma empresa ou de uma linha de produtos. • Ação empresarial com vistas a diminuir o risco da inovação: pesquisa de mercado para localizar as demandas do público-alvo e desenvolver novas ofertas de produtos e serviços com base nessa demanda. • Há outras considerações que devem ser levadas em conta pela liderança para se alcançar os objetivos traçados, tais como o bem-estar dos colaboradores, a saúde ocupacional, as políticas de equidade de gênero, a redução da pegada de carbono, etc. AULA 01- A importância da Inovação Certo ou errado? Não é ser melhor que os concorrentes, mas tornar esses concorrentes irrelevantes. Deve ter foco excessivo nas inovações incrementais. A invenção tem que ter, necessariamente, relevância econômica. Inovações podem ser criações inéditas para o mundo, mas também podem ser inéditas apenas para a empresa que as implementa. Invenção e inovação são a mesma coisa. AULA 01- A importância da Inovação Certo ou errado? Não é ser melhor que os concorrentes, mas tornar esses concorrentes irrelevantes. Deve ter foco excessivo nas inovações incrementais. O risco do foco excessivo nas inovações incrementais, que visam ao aumento de eficiência operacional, é acreditar que esse tipo de inovação atende plenamente às demandas do mercado A invenção tem que ter, necessariamente, relevância econômica. A invenção não tem, necessariamente, relevância econômica, mas uma inovação de sucesso com certeza alcançou mercado e gera resultado. Inovações podem ser criações inéditas para o mundo, mas também podem ser inéditas apenas para a empresa que as implementa. Invenção e inovação são a mesma coisa. Inventar significa trazer para o mundo físico um conceito até então abstrato, ao passo que inovar significa gerar valor por meio de novos produtos, serviços, processos ou modelos de negócio. AULA 02- Gestão da Inovação Problemas enfrentados na gestão da inovação Dificuldade de criar insights sobre o público-alvo; Grande espaço de tempo entre a ideia e o produto/serviço lançado no mercado; Falta de coordenação interna para fazer a inovação acontecer; Dificuldade de selecionar projetos que vão compor o portfólio de inovação da companhia; Foco estratégico centrado na eficiência operacional; Acesso a fontes de financiamento para os projetos de inovação. AULA 02- Gestão da Inovação Não havendo fórmula pronta para inovar, as evidências sugerem que as empresas que têm sucesso nessa área sistematizam o conhecimento sobre o tema seguindo alguns princípios básicos. Vamos chamar essa sistematização de macroprocesso da inovação. Esse macroprocesso visa à renovação do estoque de conhecimento da empresa e sua utilização a favor dos clientes. Somente por meio da entrega sólida, sustentável e constantemente renovada de valor para os clientes é que se alcançam patamares de excelência. AULA 02- Gestão da Inovação AULA 02- Gestão da Inovação Gestão estratégica da inovação O que se pretende resolver? O conhecimento do mercado e as capacidades específicas da empresa devem ser a plataforma sobre a qual as inovações de maior impacto serão desenvolvidas. A estratégia da organização, que congrega suas aspirações de longo prazo, devem orientar a aquisição e o acúmulo de conhecimento. A estratégia de inovação deve ser orientada para o mercado (inclusive, o governo e a sociedade), de modo a não somente se adaptar às mudanças do ambiente, mas também para se antecipar a elas. AULA 02- Gestão da Inovação Exercício: Leia o texto destacado e reflita: Qual o papel do RH nesses componentes? (AULA 02 – PÁGINAS 32 E 33) Os componentes da organização inovadora podem variar muito, conforme o segmento: vão desde aqueles que demandam sintonia com valores sociais, tais como moda e educação, até aqueles que são essencialmente derivados do avanço tecnológico, como geração e transmissão de energia elétrica. Apesar dessas diferenças, podemos sintetizar sete componentes comuns das organizações inovadoras (TIDD; BESSANT; PAVITT, 2008; KOULOPOULOS, 2011): 1. Cultura voltada para inovação, que incentiva a tomada cautelosa, porém corajosa, de risco e premia o compartilhamento de conhecimento, celebrando o novo. 2. Liderança comprometida, que comunica com palavras e ações o intento estratégico de inovar constantemente, em busca da excelência. 3. Estrutura organizacional que facilita a fluência de ideias e a colaboração entre atividades funcionais distintas (marketing, gestão de pessoas, manufatura, etc.). Há um balanço adequado entre comando e controle (estrutura tradicional, baseada em hierarquia) e um modelo mais orgânico (em que os grupos de trabalho se formam e se dissipam com base em projetos estratégicos. 4. Massa crítica de indivíduos-chave para inovação nas diversas áreas da companhia, responsáveis por disseminar a cultura de inovação e acelerar as iniciativas na sua esfera de influência. 5. Contínuo desenvolvimento pessoal e organizacional em busca de patamares cada vez mais altos de excelência operacional (fazer muito bem aquilo que fazemos hoje, com alta qualidade e custos operacionais tão reduzidos quanto possível), sem que se perca de vista a capacidade de criar o futuro esperado. 6. Comunicação extensiva em todos os níveis da organização, facilitando o alinhamento das questões estratégicas. Apesar de ser uma tarefa grandiosa para o público da organização, os esforços Gestão da não devem se restringir ao campo interno, mas também à cadeia de valor da organização, ou seja, seus fornecedores, clientes imediatos e consumidores. 7. Foco externo, como forma de capturar tendências ainda pouco articuladas e partir na frente da concorrência no desenvolvimento de inovações radicais que, apesar de carregarem alto risco, são as que têm maior potencial de geração de riqueza. O foco externo se materializa pela excelente capacidade de networking, e do corpo técnico e da liderança da companhia em particular. AULA 03- Contexto para a Inovação A empresa que está empenhada em atividades inovadoras deve, segundo essa premissa, estar atenta não somente aos novos produtos, serviços, processos ou modelos de negócio que poderá implementar, mas também a como se organizar para fazê-lo de forma eficaz e continuada; à liderança, mola propulsora do potencial criativo da equipe; e à autonomia dos agentes criativos da companhia e seu entorno. AULA 03- Contexto para a Inovação A estrutura organizacional de uma companhia compreende o modo como a autoridade é distribuída, desde o nível operacional até o nível estratégico. Resulta da combinação entre a própria definição do que a organização se propõe a entregar de valor para os seus clientes e a maneira defazê-lo. Segundo Vasconcellos (1989), as variáveis fundamentais da estrutura são: Complexidade: quantidade de níveis horizontais e verticais; Formalização: grau de aderência esperada aos procedimentos; Grau de centralização: como os processos de tomada de decisão estão concentrados em determinados agentes ou distribuídos pela hierarquia; Tamanho: quantidade de colaboradores e sua distribuição geográfica. AULA 03- Contexto para a Inovação O que são os intraempreendedores? Empreendedores internos (pessoas que atuma dentro do ambiente da organização) e buscam meios de desenvolver ideias criativas e gerar valor econômico no processo de inovação Benefícios do incentivo do intraempreendedorismo: Facilitar o processo de desenvolvimento de novos produtos e serviços e ajudar a organização a expandir seu raio de ação, atingindo novos públicos e novos mercados. Fomentar uma força de trabalho que estb constantemente engajada em construir vantagens competitivas em relação a concorrÊncia. Promover um clima laboral que celebra a experimentação e atrai profissionais automotivados e com perfil de executores. Facilitar o aprendizado organizacional, ou seja, a forma como a empresa constrói, complementa e organiza o conhecimento que lhe serve de base para a operação lucrativa, social e ambientalmente responsável. AULA 03- Contexto para a Inovação Adaptando o conceito de Chiavenato (2007), podemos entender o intraempreendedor como um indivíduo que tem quatro características fundamentais: Carinhoso Conhecimentos de informática Busca de autorrealização Paciência Disposição para assumir riscos controlados Delega desafios Preocupação com o bem estar dos stakeholder Autoconfiança Excelente domínio técnico de pelo menos um campo de conhecimento relevante para o negócio que está desenvolvendo. AULA 03- Contexto para a Inovação Adaptando o conceito de Chiavenato (2007), podemos entender o intraempreendedor como um indivíduo que tem quatro características fundamentais: busca de autorrealização disposição para assumir riscos controlados autoconfiança excelente domínio técnico de pelo menos um campo de conhecimento relevante para o negócio que está desenvolvendo. AULA 03- Contexto para a Inovação A liderança e o desenvolvimento de intraempreededores Identifica interesses pessoais e busca alinhá-los às demandas do negócio para desenvolver produtos e serviços que sejam, ao mesmo tempo, individualmente desafiadores e tenham valor para a organização. Facilita o engajamento dos seus colaboradores, promovendo um clima de colaboração interna que vise intensificar a capacidade de criação. Oferece meios e tempo para que o autodesenvolvimento seja de fato implementado. Alinhamento dos anseios estratégicos da organização e dos intraempreendedores. AULA 04- Criatividade e Inovação: Conceitos básicos AULA 04- Criatividade e Inovação: Conceitos básicos Alguns mitos sobre a criatividade nas organizações Os criativos são pessoas excêntricas, ‘loucas’, diferentes. As equipes criativas são mais difíceis de serem gerenciadas do que equipes operacionais. Os indivíduos mais jovens são mais criativos do que os mais maduros. AULA 04- Criatividade e Inovação: Conceitos básicos As variáveis que moldam o planejamento da inovação resultam de quatro grandes campos de força aos quais a organização está sujeita: 1. Perspectiva interna: constatação ou melhor estimativa possível de como a organização vai responder às demandas do mercado. 2. Demandas de mercado: as condições socioeconômicas da organização no momento da tomada de decisão de investimentos em inovação e a disposição momentânea para tomada de risco. 3. Cultura corporativa: aspirações dos principais clientes (já manifestadas ou veladas). 4. Capacidade de realização: como os colaboradores costumam reagir à introdução de novas ideias e práticas gerenciais (abertos e apoiadores das mudanças ou resistentes e desconfiados sobre as reais motivações da liderança). EMBARALHEI AS RESPOSTAS. VOCÊ CONSEGUE ACERTÁ-LAS? AULA 04- Criatividade e Inovação: Conceitos básicos As variáveis que moldam o planejamento da inovação resultam de quatro grandes campos de força aos quais a organização está sujeita: 1. Perspectiva interna: as condições socioeconômicas da organização no momento da tomada de decisão de investimentos em inovação e a disposição momentânea para tomada de risco. 2. Demandas de mercado: aspirações dos principais clientes (já manifestadas ou veladas). 3. Cultura corporativa: como os colaboradores costumam reagir à introdução de novas ideias e práticas gerenciais (abertos e apoiadores das mudanças ou resistentes e desconfiados sobre as reais motivações da liderança). 4. Capacidade de realização: constatação ou melhor estimativa possível de como a organização vai responder às demandas do mercado. Muito obrigado! image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image1.jpeg