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UNIVERSIDADE PITAGÓRAS UNOPAR ANHANGUERA Licenciatura em Pedagogia JÉSSICA GOMES DOS SANTOS MELO FERREIRA RELATÓRIO DO ESTÁGIO GESTÃO ESCOLAR Cariacica-Es 2024 JÉSSICA GOMES DOS SANTOS MELO FERREIRA RELATÓRIO DO ESTÁGIO GESTÃO ESCOLAR Relatório apresentado à Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera, como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de Gestão Escolar do curso de Pedagogia. Cariacica-Es 2024 SUMÁRIO RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 4 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 5 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 6 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 7 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 8 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 9 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 10 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 11 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 12 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR 13 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 14 RELATO DA OBSERVAÇÃO 15 PLANOS DE AULA 16 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE aula AO PROFESSOR 16 RELATO DA REGÊNCIA 18 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR 19 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA 20 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO 20 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA 21 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR ......22 PLANO DE AÇÃO 23 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR 24 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 25 CONSIDERAÇÕES FINAIS 26 REFERÊNCIAS 27 INTRODUÇÃO Este relatório trata do Estágio Curricular Supervisionado na Gestão Educacional, que teve início no período de agosto a setembro de 2024, totalizando 100 horas. O relatório foi elaborado com base nos resultados obtidos por meio das observações, participação em reuniões pedagógicas e intervenções em sala de aula junto à pedagoga. Foi analisado qual é o papel do coordenador pedagógico e quais atividades ele desenvolve no ambiente escolar. O estágio em gestão me permitiu identificar as responsabilidades da Diretoria da escola no cotidiano escolar e compreender como funciona o processo administrativo na organização de documentos, além de perceber os aspectos diários dos professores e gestores e o processo de gestão pedagógica. Durante o período de estágio, pude observar as diferentes atribuições desempenhadas pelos professores, pela gestora e pela equipe pedagógica em seu cotidiano. Tudo começa com o atendimento aos professores e a recepção dos alunos. Além disso, é possível participar da entrada e recepção dos alunos, da elaboração do cronograma da escola e até mesmo da Semana das Crianças, onde é possível interagir diretamente com os alunos.. 1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS Já o papel do pedagogo, Libâneo (2004 p. 221) afirma que é: “Planejar, coordenar, gerir e acompanhar e avaliar todas as atividades pedagógico-didáticas e curriculares da escola e da sala de aula, visando atingir níveis satisfatórios de qualidade cognitiva e operativa das aprendizagens dos alunos”. Dentre as principais atividades do Pedagogo, a elaboração do Projeto Político Pedagógico é uma das mais importantes. Todavia, vale considerar que está elaboração não acontece de maneira fragmentada dos demais sujeitos que constituem a escola. O projeto político pedagógico ordena as atividades pedagógicas, curriculares e organizativas da escola e o pedagogo é o responsável em fazer a articulação das ações pedagógico-didáticas e curriculares. Carece ainda de aprofundamento nos cursos de graduação o papel do pedagogo em espaços não escolares. Os estudos de Libâneo (2010) possibilitam o interesse em conhecer esses outros espaços para além da escola, pois também são espaços educativos. Essa inquietação, então motivou o desenvolvimento desta pesquisa que, embora sintetizada, alicerçou condições ímpares para discussão dessas áreas. Corroborando Libâneo (2010), a educação está presente na vida do sujeito, portanto, o profissional educador necessita desenvolver a atividade pedagógica múltipla no meio social. Após a Lei n. 5.540 de 1968, a faculdade de Pedagogia ganha novos espaços de atuação. Segundo [o Parecer do Conselho Nacional de Educação, o objetivo central do curso de Pedagogia hoje é: ...] a formação de profissionais capazes em exercer a docência na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas para a formação de professores, assim como para a participação no planejamento, gestão e avaliação de estabelecimentos de ensino, de sistemas educativos escolares, bem como organização e desenvolvimento de programas o escolares (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2005, p.5). Na ideia de Libâneo (2010, p. 31), há três vertentes para a educação: a formal, a não formal e a informal. A primeira é relativa à transmissão de conhecimento científico sistematizada em espaços escolares ou extraescolares. Já a educação não formal também é sistematizada, porém, de forma menos intencional; é o caso de atividades culturais, de recreação, ou ainda aquelas desenvolvidas em lugares extraclasse que subsidiam ou medeiam o ato educativo, os quais podem ser organizações não governamentais (ONGs) ou mesmo hospitais. E a educação informal é a transmissão de conhecimento sem conexão com nenhuma instituição de ensino, pode se dar na mídia, n a família ou na própria reflexão de ações vivenciadas. O conhecimento da Pedagogia, seu entendimento enquanto instrumento e enquanto ciência, se faz necessário para que se compreenda, também, sua aplicabilidade e especificidades. Libâneo (2004), assim define Pedagogia: A meu ver, a Pedagogia ocupa-se do fato, dos processos educativos, métodos, maneiras de ensinar, mas antes disso, ela tem um significado bem mais amplo, bem mais globalizante. Ela é um campo de conhecimentos sobre a problemática educativa na sua totalidade e historicamente e, ao mesmo tempo, uma diretriz orientadora da ação educativa (LIBÂNEO, 2004, p.29-30 Conforme Libâneo (2004) quem está à frente da gestão escolar necessita ter autoridade para dirigir ações e delegar responsabilidade, além de acompanhar o processo pedagógico e tomar decisões, ou seja, encontrar a medida mais adequada para determinadas situações, de modo a encontrar soluções diante a s adversidades. Assim, cabe ao pedagogo orientar e mediar o trabalho pedagógico desenvolvido na instituição de ensino. 2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) O PPP é um documento que deve ser elaborado por cada instituição de ensino para orientar os trabalhos durante o ano letivo. Precisa ter o caráter de um documento formal, mas também deve ser acessível a todos os membros da comunidade escolar. Em linhas gerais, ele determina quais são os grandes objetivos da escola, quais competencias ela deve desenvolver nos alunos e quais procedimentos irá realizar. Além do projeto, o PPP tem mais duas dimensões: Dimensões Politica onde se refere a comunidade escolara e a Dimensão Pedagógica que esta relacionada à aprendizagem propriamente dita; essas tres dimensões são indissociáveis. Esse documento é muito importante para o espaço escolar pois nele estão contidas todas as informacões da escola,sua história, organização, corpo docente, currículo, metodologias de ensino, estratégias e planejamento de ensino. E a identidadeda unidade escolar deve ser preservada no processo podem fazer um mapeamento da comunidade e das particularidades locais para estabelecer um novo projeto político pedagógico, incluindo o pensamento na mobilidade dos alunos, a arquitetura do entorno e também possibilidades de visitação aos museus, teatros e outros passeios culturais que agregam no desenvolvimento dos alunos. Sendo assim é possível apreciar a intenção da Base Nacional Comum Curricular e fazer o projeto político pedagógico eficiente e coerente com o que é permitido. 3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE Nesse âmbito sentamos com o professor regente de sala e o mesmo apresentou seu plano de trabalho, onde pude conhecer de perto a organização de seu trabalho, das fontes que o fundamenta (dimensão legal e conceitual) e dos métodos de ensino em sala. O Plano de Trabalho Docente - PTD é um instrumento que o professor utiliza para organizar as aulas a serem ministradas em uma determinada turma durante um tempo letivo (mensal, bimestral, semestral ou anual). Na Dimensão Legal, o Plano de Trabalho Docente deve estar em consonância com alguns documentos legais que o rege, sendo eles (BNCC, LDB, Estatuto do Magistério) e na Dimensão Conceitual embora não haja um modelo pre definido, existem alguns elementos que nele devem ser contemplados (Periodicidade, conteúdos estruturantes, básicos e específicos, justificativa, encaminhamentos metodológicos, recursos didáticos, avaliação e referências bibliográficas. Pois este é um documento elaborado por cada professor e, portanto, individual, pois ainda que os conteúdos da PPC (Proposta Pedagógica curricular) sejam os mesmos para os professores da mesma disciplina e da mesma escola, cada professor possui uma maneira de trabalhar. Assim, é no PTD (Plano de Trabalho Docente) que o professor vai definir a abordagem que fará de determinado conteúdo, como fará, com quais recursos, quando fará e como se dará a verificação da aprendizagem por parte dos alunos. É nele que se registra o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer. Nesse sentido, pode-se dizer que o PTD é a sistematização das decisões tomadas pelo professor. Ao elaborar o PTD o professor traça uma direção para o seu trabalho em sala de aula, estabelece objetivos e estratégias para o alcance dos mesmos. Infelizmente em muitas escolas, essa elaboração ocorre desvinculada da realidade escolar, em discordâncias muitas vezes com o Projeto Político Pedagógico e com o Regimento Escolar, em alguns casos vem sendo visto e produzido como uma forma de cumprimento de normas burocráticas. Desta forma, o plano de trabalho docente é de responsabilidade do professor, e deve ser pensado como um instrumento que visa dar novo significado ao ensino aprendizagem no ambiente escolar. As possibilidades de planejar ou “fechar‟ as condições do tipo de prática que se realizará ocorrem quando o professor planeja ou elabora sua ação e quando escolhe as tarefas que se executarão depois na prática. 4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA Para principiar as atividades de planejamento, tivemos que analisar os materiais didáticos da escola. A professora regente do EMEF “Virgílio Francisco Schwab”, junto com a coordenadora e pedagógica, apresentaram os materiais disponíveis na escola. Na escola em questão existem uma biblioteca com diversos livro de leitura literária e de pesquisa, nesse mesmo ambiente um computador de uso da responsável pelo recinto, que não é uma bibliotecária, mas um agente administrativo efetivo. O ambiente é de boa iluminação e arejado, contendo ar condicionado. Em outro local, a coordenadora apresentou a sala de tecnologia, onde contém dezoito computadores em condições de uso, todos com acesso à internet que podem ser usados perante planejamento e horas marcadas antecipadamente e agendadas. Neste local há um agente administrativo capacitado para auxiliar o trabalho pedagógico junto do professor, caso este necessite. Na escola também há na sala da coordenação livros de pesquisa para apoio do professor na hora de seu planejamento, além de computadores que podem ser usados para esse fim. O ambiente escolar é amplo, podendo o professor não só apensa utilizar a sala de aula para ministrar suas aulas, como tem a alternativa de escolher outros locais como debaixo de árvores (onde tem bancos fixados debaixo das árvores), refeitório com as mesas e como citado (Laboratório de Tecnologia e biblioteca). No laboratório de Informática há uma lousas branca, mas tem a possibilidade do professor planejar aulas com data show (deixando citado antecipadamente em seu planejamento e agendando com a coordenadora pedagógica). Há também dois notebooks para uso dos professores em conjunto com o data show. Para planejamento, os professores contam com computadores e internet livre, tempo de (um terço) horas atividades para isso, sendo metade em ambiente escolar e outra metade em casa. 5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC Os temas transversais são constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) e compreendem seis áreas: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade), Orientação Sexual (Corpo: Matriz da sexualidade, relações de gênero, prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis), Meio Ambiente (Os ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental) , Saúde (autocuidado, vida coletiva), Pluralidade Cultural (Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser Humano como agente social e produtor de cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania) e Trabalho e Consumo (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente e Saúde; Consumo, Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas; Direitos Humanos, Cidadania). Podemos também trabalhar temas locais como: Trabalho , Orientação para o Trânsito, etc. Tema: Educação inclusiva. Objetivo: Buscar através da leitura de textos atividades que facilitem a inclusão e o entendimento sobre diferentes patologias; Avaliação: A partir de duplas os alunos irão ler o texto e entrar em um debate, e, os pontos serão dados para a participação. Os estudos transversais são utilizados para orientar ou corrigir as determinadas características de uma doença em algum grupo, estudo este que é dinâmico pois oscila ao decorrer do tempo em diferentes espaços e determina por qual fator a exposição está em decorrência. Os temas transversais são importantes porque estão presentes em todos os aspectos da vida e, portanto, devem ser abordados de forma integral. São eles que promovem o diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento e permitem que o indivíduo construa um pensamento crítico sobre a realidade. É por meio dos temas transversais BNCC que o educando aprende a lidar com situações cotidianas, a compreender o mundo que o rodeia e a se posicionar de forma ética e responsável frente às questões sociais. Além disso, eles são fundamentais para o desenvolvimento da autonomia e da cidadania, pois favorecem o diálogo, a cooperação e o respeito às diferenças A inclusão de temas transversais sistematizados em um conjunto de conteúdos considerados fundamentais para a sociedade surgiu na reestruturação do sistema escolar espanhol em 1989, com o objetivo de tentar diminuir a distância entre o desenvolvimento tecnológico e o da cidadania. Moraes (2000) expõe que, as reformas curriculares nas escolas vêm acontecendo com maior velocidade em outros países. Estes, dentre outros, vêm demonstrando ao longo destas últimas décadas, a preocupação em delinearem currículos nacionais e de ins¹erirem no currículo da escola fundamental os Temas Transversais. 6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 1- Nome completo do professor regente. Ana Cláudia dos santos Borges de Almeida 2- Ano em que concluiu a graduação.2013 3- Possui curso de especialização? Área do curso de especialização. Sim, educação especial educação inclusiva, e Gestão Escolar4- Participa de cursos de capacitação ou formação continuada? Citar os últimos cursos realizados. Sim, educação para inclusão nas escolas atualizadas; ABNCC na prática. Neurologia da educação. 5- Rotina de trabalho nas aulas. Preparação da sala de aula, seja por livros, vídeos e demais forma de aula, organização do ambiente da sala ou quadra, disponibilizar materiais que vai ser usada na aula, em seguida é promovida a roda para a apresentação da rotina. 6- Costuma desenvolver atividades voltadas para temas específicos, como “cultura afro-brasileira e africana” e “cultura indígena”, em sala de aula? É usado todos os tipos de atividades que seja construtiva para a turma onde abrange todos os tipos de descendência. o conteúdo é encaixado dentro da grade curricular da educação física, aulas teóricas apresentavam teoricamente e em seguida colocava em pratica o conteúdo em quadra ou de forma de conversa. 7- Recebe materiais de apoio enviados pela Secretaria Estadual de Educação ou Secretaria Municipal de Educação para trabalhar os temas citados? Relacionar os materiais. Sim 8- Como trabalha os temas contemporâneos transversais nas aulas? Sim, pois se adaptar as aulas práticas para que todos possam participar procurando se encaixada na grade curricular da educação física, sempre incluindo o esporte adaptados para que todos possam ter o conhecimento, a experiência da vigência, enfatizando sempre a importância da inclusão, onde se busca diariamente colocar no meio social aqueles alunos com mais dificuldades. 7- RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE No EMEF “Virgílio Francisco Schwab”, a coordenadora pedagógica e o diretor Josué Samora de Souza reúnem os professores para definir os temas de formação para cada mês. Ela conta que, ao receber críticas sobre os assuntos abordados nas reuniões, decidiu propor a construção coletiva da pauta para atender às necessidades reais da equipe. O momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser de tal modo concreto que se confunda com a prática. Um segundo ponto que destaco foi o pouco preparo do professor da disciplina de estágio. Recordo que seu discurso para conosco, professores em formação inicial, era baseado no medo e no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento dos grandes obstáculos que estávamos prestes a experimentar. Não recordo de termos feito leituras e discussões sobre os aspectos políticos e ideológicos que mantinham e mantêm a educação básica em um patamar de dificuldades estruturais. Também não recordo de termos discutido sobre o papel do professor no sistema educacional. Eu, particularmente, tinha a impressão de que o sucesso ou o fracasso em uma sala de aula se devia exclusivamente à minha conduta, ao meu desempenho, uma representação de professor muito limitada e ainda, infelizmente, bastante presente. Com isso, eles têm a possibilidade de vivenciar a prática educacional na escola pública com bastante antecedência, tendo mais oportunidade de discutir e refletir sobre os aspectos inerentes a essa prática ao longo do curso. Acredito que os gestores devem atuar como um modelo para o resto da escola. Se eu quero que os docentes façam seu trabalho a partir das necessidades das crianças, eu como coordenadora também devo fazer o planejamento escutando as demandas do grupo. 8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS Diferentemente das matérias obrigatórias, os conteúdos abordados pelos temas transversais não se dividem em ciclos, podendo ser tratados em qualquer etapa do trabalho pedagógico. O MEC tem como ideia central que eles sejam abordados de modo coordenado e interdisciplinar, visando que os estudantes tenham uma percepção clara da importância destes assuntos dentro do contexto social contemporâneo. Os temas transversais na escola visam mostrar que as disciplinas não são isoladas e que existem relações com a organização social e o que se aprende na escola. A conjuntura sociocultural e educacional contemporânea aponta a atenção para a análise e construção de oportunidades de formação e desenvolvimento de competências transversais na educação escolar. É conveniente, portanto, que no processo de formação em todas as disciplinas escolares e em todas as idades e atividades cognitivas, as decisões para a concepção de um ambiente educacional adequado sejam sistematizadas e especificadas de forma a garantir que os conhecimentos e habilidades possam ser continuamente reagrupados de acordo com o contexto. Por outras palavras, estas competências e os conhecimentos em que assentam, devem constituir o alicerce de competências transversais que podem ser aplicadas independentemente da idade e das atividades. Tecnologias invariantes para o desenvolvimento de competências transversais está também relacionada com a coordenação de uma variedade de abordagens, princípios e condições de ensino de forma a proporcionar eficácia quando essas tecnologias são especificamente aplicadas como variantes. Isso cria a necessidade de uma interpretação didática dos meios de desenvolvimento de competências transversais. Além disso, impõe-se a necessidade de melhorar a preparação e qualificação especial dos professores para conceber um ambiente educacional que garanta a realização de competências transversais como resultado educacional. Isso, por sua vez, impõe alguns novos requisitos ao sistema de educação escolar como um todo. Diferentemente das matérias obrigatórias, os conteúdos abordados pelos temas transversais não se dividem em ciclos, podendo ser tratados em q temas transversais na escola visam mostrar que as disciplinas não são isoladas e que existem relações com a organização social e o que se aprende na escola. Qualquer etapa do trabalho pedagógico. O MEC tem como ideia central que eles sejam abordados de modo coordenado e interdisciplinar, visando que os estudantes tenham uma percepção clara da importância destes assuntos dentro do contexto social contemporâneo. conjuntura sociocultural e educacional contemporânea aponta a atenção para a análise e construção de oportunidades de formação e desenvolvimento de competências transversais na educação escolar. É conveniente, portanto, que no processo de formação em todas as disciplinas escolares e em todas as idades e atividades cognitivas, as decisões para a concepção de um ambiente educacional adequado sejam sistematizadas e especificadas de forma a garantir que os conhecimentos e habilidades possam ser continuamente reagrupados de acordo com o contexto. Tecnologias invariantes para o desenvolvimento de competências transversais está também relacionada com a coordenação de uma variedade de abordagens, princípios e condições de ensino de forma a proporcionar eficácia quando essas tecnologias são especificamente aplicadas como variantes. Isso cria a necessidade de uma interpretação didática dos meios de desenvolvimento de competências transversais. Além disso, impõe-se a necessidade de melhorar a preparação e qualificação especial dos professores para conceber um ambiente educacional que garanta a realização de competências transversais como resultado educacional.Isso, por sua vez, impõe alguns novos requisitos ao sistema de educação escolar como um todo. 9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA A implantação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) em uma escola é um processo complexo que envolve diversas etapas e demanda o envolvimento de toda a equipe escolar, incluindo gestores, coordenadores pedagógicos, professores e demais profissionais que atuam na escola. O primeiro passo para a implantação da BNCC é a compreensão do que é essa base curricular e quais são seus objetivos. A BNCC é um documento que estabelece os conhecimentos, competências e habilidades que todos os alunos brasileiros devemdesenvolver ao longo da educação básica, que abrange a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio. A partir desse entendimento, a escola deve se organizar para adequar seu currículo às diretrizes da BNCC. O segundo passo é a análise do currículo da escola em relação à BNCC, identificando as lacunas e as possibilidades de adequação. Nessa etapa, é importante que a equipe escolar se aproprie da BNCC e entenda como ela pode ser aplicada na prática. É fundamental que sejam realizadas ações de formação continuada para os professores e demais profissionais da escola, de modo a capacitá-los para a implementação da BNCC. O terceiro passo é a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, de modo a garantir que ele esteja alinhado com a BNCC. É importante que a escola defina quais são as competências e habilidades que seus alunos devem desenvolver e como elas serão trabalhadas em cada etapa da educação básica. O quarto passo é a elaboração de um plano de ação para a implantação da BNCC, que deve contemplar as mudanças necessárias no currículo da escola, a formação dos professores, a revisão do PPP e a definição das estratégias de avaliação. Por fim, é importante que a escola monitore constantemente o processo de implantação da BNCC, avaliando seus resultados e promovendo os ajustes necessários. A BNCC é um documento vivo, que está em constante atualização, e a escola deve estar preparada para acompanhar essas mudanças e incorporá-las ao seu projeto educativo. 10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR No decorrer do ano letivo, nos momentos de hora-atividade, percebemos a necessidade de estudar e discutir sobre a função e o objetivo dos instrumentos de avaliação utilizados no processo avaliativo do ensino-aprendizagem. Dentro desse contexto, procuramos refletir sobre os instrumentos de avaliação, tema já inserido numa discussão maior, gerada da necessidade apresentada pelos professores. Assim, foi agendado um encontro de formação para discutir qual a função e os critérios de cada instrumento de avaliação. Nossa proposta inicial foi definir a palavra “avaliação”. Apresentamos a função da avaliação segundo Luckesi, autor que diz que a avaliação integra o processo de ensino-aprendizagem como um todo. Assim, não podemos continuar a tratá-la como um elemento à parte, nem apenas com vistas à classificação de nossos alunos. Concluímos que o professor que deseja superar o problema da avaliação precisa partir de uma autocrítica, rever a sua metodologia de ensino, assim como alterar a sua postura diante dos resultados da avaliação. Após o debate inicial, solicitamos aos professores que trouxessem um modelo de avaliação que já fora utilizado, e propomos que, em duplas, realizassem uma análise do instrumento, levando em consideração os seguintes itens: · Citar um exemplo de aplicação em sala de aula (definição); · Citar as as dificuldades encontradas (ex.: adequação linguística) e exemplos do aprendizado proporcionado a esse instrumento (as vantagens e as desvantagens); · Pontuar se o instrumento possibilitou alcançar os objetivos propostos pelos professores (função): · Indicar momentos mais adequados para aplicar o instrumento avaliativo, ou seja, Como? Quando? Por quê? · Apresentar a função do instrumento avaliado (diagnóstica, formativa, classificatória); · Como utilizar as informações da avaliação. Os instrumentos analisados e apresentados foram: autoavaliação, prova dissertativa, prova objetiva, seminário, trabalho em grupo, relatório individual, produção de vídeo, entrevista e mapa conceitual. Após a análise dos dados coletados, o grupo concluiu que cada disciplina apresenta particularidades e diferentes maneiras de avaliar. Todos concordaram que é melhor mesclar todos os instrumentos de avaliação, adaptando-os às necessidades, à realidade de cada turma e aos objetivos de cada educador. O material produzido pelos professores foi digitado, sendo impressa uma cópia para cada docente participante da oficina. Abaixo, como exemplo, citamos uma das análises realizadas pelos docentes. Na maioria dos casos os profissionais da área da educação até tem uma visão diferenciada sobre a questão da avaliação, mas em função do sistema educacional acabam tendo que se adequar a ele, levando muitos professores a deixarem de lado a avaliação qualitativa. Assim, de acordo com Moretto esse sistema de prova é uma questão cultural, pois segundo ele: “Avaliar a aprendizagem tem um sentido amplo. A avaliação é feita de formas diversas, com instrumentos variados, sendo o mais comum deles, em nossa cultura, a prova escrita. Por esse motivo em lugar de apregoarmos os malefícios da prova e levantarmos a bandeira de uma avaliação sem provas, procuramos seguir o principio: se tivermos de elaborar provas, que sejam bem feitas, atingindo seu real objetivo, que é verificar se houve aprendizagem significativa de conteúdos relevantes”. 11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA Primeiro, a estrutura curricular se transforma. Tanto para refletir sobre a prática quanto para aprender a lidar com temas recorrentes da pré- adolescência e da adolescência - como a sexualidade, os conflitos e as dúvidas sobre a carreira -, a equipe precisa do apoio da coordenação pedagógica. Nas séries iniciais, há apenas um professor responsável por praticamente todas as aulas de uma turma e que, por causa disso, fica mais tempo na escola. Já nos anos finais, o horário se fragmenta. Cada disciplina tem um titular, geralmente cumprindo carga horária reduzida, o que dificulta a presença de toda a equipe nos encontros formativos. O perfil dos profissionais muda nas séries mais avançadas. Os polivalentes são substituídos por especialistas e, para o coordenador, isso pode ser um problema se ele se sentir constrangido para dar orientação pedagógica a quem tem formação específica - o que, veremos mais adiante, pode ser superado com o conhecimento que ele vai procurar ter sobre as didáticas específicas Como eixo unificador, em torno do qual organizam-se as disciplinas, devendo ser trabalhados de modo coordenado e não como um assunto descontextualizado nas aulas. O que importa é que os alunos possam construir significados e conferir sentido àquilo que aprendem. Quando focamos no tema transversal Trabalho e Consumo, poderemos enfatizar a informação das relações de trabalho em várias épocas e a sua dimensão histórica, assim como comparar diversas modalidades de trabalho, como o comunitário, a escravidão, a exploração, o trabalho livre, o assalariado. Poderemos também analisar a influência da publicidade na vida das pessoas, enfocando a Industria Cultural. Refletir como a propaganda dissemina atitudes de vida, padrões de beleza e condutas que manifestam valores e expectativas. Analisar criticamente o anseio de consumo e a autêntica necessidade de adquirir produtos e serviços. Para inspirar e auxiliar a organização desse encontro e de outras formações que podem acontecer ao longo do ano sobre o tema, o material traz um passo a passo de atividades, tempo estimado para realização de cada uma delas, dicas e arquivos de apoio, como PDFs e Power Points, para utilização com a equipe. O material é completo e dá instruções claras para introduzir as discussões na escola. As orientações também incentivam o registro das discussões para que as redes organizem as informações de maneira a circular entre as escolas e redes. a Base é um documento complexo, obrigatório e que exige o entendimento dos professores para sua aplicação. As discussões devem se estender e aprofundar ao longo de todo o ano para que a transposição para a sala de aula favoreça a aprendizagem dos estudantes. 12 RELATO DA OBSERVAÇÃO Penso que o vínculo entre universidade e escola ainda precisa ser fortalecido por meio do reconhecimento de todos os atores sociais envolvidos no processo de formação de professores. Pelo que tenho observado até o momento, o professor de escola (supervisor de estágio) não se configura como um interlocutorrelevante para a construção das reflexões dos professores estagiários, pois, enquanto tal, não tenho participado do processo de leitura e reelaboração do relatório de estágio. Além disso, tenho tido pouca participação na avaliação do professor estagiário junto ao professor orientador e, até o momento, não tenho recebido um retorno sobre a avaliação e reflexão que o professor estagiário construiu sobre sua experiência na escola quando este finda o período de estágio. Nesse sentido, entendo que a formação do professor estagiário não é feita de forma colaborativa entre todos os atores do processo. Há, a meu ver, um distanciamento entre o trabalho do professor orientador e o trabalho do supervisor de estágio, que, de certa forma, pode ser interpretado como uma separação dos domínios dos saberes teórico e prático. 13 PLANOS DE AULA Eu me sinto uma educadora e uma inovadora também, e acredito que seja esse o meu papel na parceria entre a escola e a universidade. Como "educadora", no sentido de contribuir ativamente para a formação de professores e gestores, embora eu reconheça que há limitações no meu espaço de interlocução nesse processo de formação, como eu já mencionei. Como "inovadora", no sentido de refletir sobre minha própria atuação como professora quando observo novas ideias, novas formas e estratégias de ensino e aprendizagem, novas reflexões trazidas pelos professores e gestores em formação que ajudam a "inovar", "transformar", "reformular" e repensar as minhas próprias práticas.. É um movimento dialético a relação escola-universidade. Relações de horizontalidade e de respeito entre os atores do processo de estágio são muito importantes para que as problematizações e necessárias reflexões sobre o processo de aprendizagem ocorram da melhor forma possível. Acredito que o engajamento por parte de todos os envolvidos também seja uma característica que deva estar no cerne dessa relação escola-universidade. Tal atitude deve nos colocar como atores, de fato, dos processos e atividades nos quais atuamos, exigindo de nós uma postura ativa no enfrentamento e na proposição de soluções para os problemas e desafios encontrados na prática de aprendizagem. 14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR Organização: Principalmente para professores que lecionam em mais de uma sala, é essencial que eles aprendam a serem organizados. Uma boa organização no planejamento da aula e nos trabalhos é uma das características mais importantes em educadores que querem atingir suas metas e conseguir bons resultados. Preparação: Não é difícil perceber quando o professor não planejou a aula e está improvisando. Alunos que sentem que não houve preparação para a aula não confiam no conteúdo dado e dificilmente prestam atenção. Por isso, é essencial que professores tenham conhecimentos em pedagogia, planejamento de aulas e administração de conteúdos. Compromisso: Se o professor não se compromete a dar uma boa aula, dificilmente elas serão boas mesmo. Educadores devem estar comprometidos com o seu dever e seus objetivos. Ouvir: Uma das principais características dos bons professores é saber ouvir os seus alunos. Tanto para perguntas e dúvidas, mas também para as críticas construtivas que surgirem. Além disso, eles devem estar dispostos a lidar com discussões em sala de aula e entender as suas opiniões. Adaptação: Nem sempre o plano de aulas funcionará. Caso os resultados não sejam satisfatórios, é essencial que o professor entenda o que deu errado e faça as adaptações necessárias. Cada sala possui um “perfil” diferente e aulas totalmente iguais não darão os mesmos resultados em cada classe. Ficou evidente que o conhecimento da concepção da aprendizagem e proposta de ensino da escola é item indispensável para construir o plano de trabalho docente, mas que este ainda não está bem claro para a maioria dos professores. Estas e outras dificuldades como escassez de tempo para preparação das aulas, a carga horária do professor com excesso de aulas, número de colégios que necessitam percorrer, diversidade de disciplina para completar a carga horária e ainda o excesso de conteúdos são fatores que impedem a construção adequada de seu planejamento, sendo esta ainda uma grande dificuldade a ser enfrentada e superada no âmbito escolar. O diálogo, as atitudes em sala de aula e fora dela, a indicação de bibliografia, o compartilhamento das dificuldades por ora encontradas na prática docente, o ensejo a reflexões sobre essas dificuldades, entre outras, são as maneiras com que busco compartilhar minhas experiências com os professores em formação inicial. Penso que uma atitude colaborativa e franca entre os atores do processo seja fundamental, pois abre espaço para a exposição, problematização e reflexão sobre aspectos teórico-práticos com os quais nos deparamos cotidianamente em sala de aula. ( 4 ) 15 RELATO DA REGÊNCIA Os estudos realizados permitiram a compreensão do trabalho docente entendendo o papel do professor como um mediador do conhecimento, na busca da superação dos conhecimentos espontâneos propiciando a reflexão, produção do conhecimento científico e um olhar crítico que visa um trabalho desafiador para o aluno. Diante disso, apresentam-se pressupostos teóricos, filosóficos e metodológicos do fazer docente, bem como uma análise sobre avaliação e castigo trazendo reflexões sobre o processo construtivo dos saberem profissionais e cognitivos. Assim, os relatos de experiências vivenciadas contidas neste trabalho contribuem para estudos futuros na prática de ensino. Pautando-se nas diretrizes do curso e atendendo os pressupostos legais e pedagógicos, o estágio organizou-se em duas etapas: a de observação participativa, em que foi possível conhecer e analisar a prática docente, percebendo as situações diversas presentes no cotidiano escolar, o funcionamento da rotina, entre outros aspectos pertinentes ao papel do professor, pedagogo e membros escolares. Já a regência foi o 3 momento em que, após árduo trabalho de planejamento, pudemos vivenciar o fazer docente, possibilitando, assim, que tivéssemos uma visão geral da forma como é processado o trabalho do professor. No fazer docente, a ação do educador deve responder a diferentes necessidades apresentadas pela realidade social e educacional. Para isso, a formação de um docente deve ter como finalidade a consciência crítica da educação e o papel exercido por ela na sociedade. A unidade teoria-prática não deve perder de foco a visão da totalidade da prática pedagógica. A experiência em sala de aula deve trazer uma alternativa de possibilidade de o acadêmico desenvolver a sua “práxis”, que é criada na medida em que a vinculação entre o pensar e o agir, pressupõe então ação inventiva, baseada de forma única em pressupostos teóricos que alcancem a realidade do fazer docente, para então construir a sua prática pedagógica. O diálogo prévio sobre os poucos problemas observados em sala de aula nos possibilitou refletir sobre como agir na regência das aulas. Portanto, o diálogo entre nós e a reflexão, antes e após cada regência, foi objeto principal para criação da nossa práxis, através desta avaliação contínua do nosso fazer docente, organizando e reorganizando as nossas próprias atividades e adaptando os planos no decorrer da regência, o que nos possibilitou um enorme crescimento enquanto professores. Recorrendo muitas vezes às teorias, verificávamos as pequenas mudanças que alimentaram o nosso processo de avanço. No ambiente escolar, a avaliação tem como principal enfoque verificar se o processo de ensino-aprendizagem está de acordo com os seus princípios educativos e também para perceber se o objetivo está sendo atingido. Portanto, não deve ser uma ferramenta meramente técnica, pois está inserida na escola e assim considera as relações sete sociais existentes. Para isso, a avaliação deve ocorrer não só com o aluno, mas sim com todos que fazem parte do contexto escolar, repensando e melhorando suas ações enquanto sujeitos inseridos no processo educativo. 16 RELATO DA ANÁLISEDO REGIMENTO ESCOLAR O conjunto de regras que define a organização administrativa da escola, o regimento escolar define os direitos e deveres de todos no âmbito escolar horários de chegadas e saídas dos alunos por exemplo, o documento é obrigatório e deve ser de conhecimento de todos, sendo um manual prático das escolas pública e privada, sua elaboração deve incluir a participação de todos os membros da comunidade escolar. Diferente do Projeto Político Pedagógico (PPP) o regimento escolar define as bases legais de funcionamento da escola, o (PPP) traz as estratégias para o desenvolvimento do processo. Entre os aspectos que contemplam o regime escolar, a importância de estar de acordo com a proposta democrática da escola para possibilitar a qualidade do ensino, a valorização e a participação da comunidade. O regimento escolar é o documento que normatiza o funcionamento pedagógico e administrativo das instituições de ensino, orientando o desenvolvimento do trabalho a ser desenvolvido no ambiente escolar. Ele é a “lei da escola”, pois regula o funcionamento da instituição de ensino. Dessa forma o regimento escolar disciplina toda a organização e funcionamento da escola, definindo-a como instituição educativa. O regimento escolar deve conter informações sobre estrutura, organização e funcionamento da escola, funcionando com um dos documentos norteadores (assim como o PPP) para que cada um saiba como proceder, em cada situação no dia a dia escolar. Deve ser considerado aspectos legislativos de acordo com sua aplicação no país, estado e município, levando em consideração os princípios voltados pela Secretaria de Estado da Educação, estes constituem a base para promover a discussão, a reflexão e a tomada de decisão pelos membros da escola. O regimento escolar deve ser pautado em uma gestão de participação efetiva de professores, pais, alunos e comunidade de forma democrática, que resulte em um ensino de qualidade, valor, fortalecimento e autonomia pedagógica e valorizando a participação da comunidade escolar que está presente através dos órgãos colegiados. 17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA No dia 18 do mês deagos de 2024 uma entrevista com o gestor escolar, que atua como diretor no EMEF “Virgílio Francisco Schwab”,, possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia, no ano de 2009, especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com ênfase em Educação Inclusiva. O mesmo possui 10 anos de experiência na área da educação. No decorrer do tempo referente a atuação profissional, o educador participou de cursos de aperfeiçoamento em bem-estar no contexto escolar, higiene, controle de qualidade de alimentos, primeiros socorros, entre outros. Sua percepção enquanto educadora abrange a ideia de um ambiente escolar acolhedor, em que a rotina envolve a possibilidade de acolher todos os alunos e suas respectivas famílias. A respeito da função enquanto diretora da escola e suas principais atribuições, busca estabelecer e aplicar uma gestão democrática e participativa além de manter a escola limpa organizada com os equipamentos funcionado, mantém a escola dentro das normas do sistema educacional, cuidar das finanças, presta conta a comunidade, além de manter um bom relacionamento entre os membros da escola, conduz a comunidade na elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP), acompanha o avanço no aprendizado do aluno, por isso, a educadora sempre está em delegar as funções para uma gestão eficiente e democrática. Quanto ao atendimento a os alunos e a os docentes, sendo essas tarefas de extrema importância e de grande desafio, a educadora busca promover a valorização do corpo docente, manter os alunos motivados são questões a serem trabalhadas diariamente com muito empenho, auxiliar na solução de problemas, estimulara qualificação do professor, reuniões com o corpo docente com coordenação pedagógica a direção discute estratégia educacionais, que entre suas demandas está o bom relacionamento entre os membros da escola. 18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO O papel do diretor da escola não se resume a ser um líder do tipo autoritário que age sozinho. Ele estabelece e promove uma gestão participativa e democrática, sendo assim toda comunidade escolar deve ser convocada, alunos, professores, funcionário, pais, responsáveis e familiares. A gestão escolar precisa desenvolver um bom vínculo com todos que fazem parte da instituição, a fim de que uma gestão democrática e participativa seja vivenciada, ele tem a missão de estabelecer bons relacionamentos e envolver todos os grupos que fazem parte desse ambiente. É fundamental saber orientar, ouvir e motivar os colaboradores, quando for a hora de chamar atenção de alguém é necessário muito cuidado, para que entendam e não levem para o lado pessoal. Uma boa ferramenta de comunicação também ajuda no relacionamento. A gestão escolar deve acompanhar, supervisionar e orientar sua equipe colaboradora, o diretor também é responsável por mostrar que as tecnologias não podem ser dissociadas do processo de ensino. O gestor pode liderar ações na escola para que a tecnologia seja agregada as técnicas de ensino. O diretor exerce uma importante função no cotidiano escolar. Entre suas obrigações é possível destacar a rotina administrativa e financeiro, o trabalho em prol do desenvolvimento pedagógico, a coordenação do corpo docente e até a integração família-escola. Seu papel corresponde ao de um líder, podendo influenciar a todos de forma positiva ou negativa, ele é de extrema importância no dia a dia de uma instituição de ensino. Ele deve desenvolver suas habilidades constantemente, com o objetivo de favorecer a qualidade da educação oferecida pela escola, assim como estimular as equipes que nela trabalham e a integração entre todos, inclusive pais e responsáveis. 19 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA No dia 18 de agosto de 2024 realizei a entrevista com o gestor (diretor) da escola. Atualmente o diretor está com cinco anos de atuação frente a direção pedagógica da instituição. Durante a entrevista ela afirma que a relação com o ambiente de trabalho é boa, pois na sua concepção há mais pontos positivos do que negativos frente ao ambiente de trabalho. Quanto a rotina ela assegura que na maioria das vezes é bem agitada, há muitas demandas de documentos, acompanhamento das atividades pedagógicas e atendimentos das famílias. Um exemplo é o Projeto Político e Pedagógico que foi elaborado em uma ação conjunto com a comunidade escolar. A escola desenvolve projetos junto aos professores, para avanço na aprendizagem dos educandos. Geralmente os conselhos de classes dão realizados por meio de uma reunião pedagógica com tosos os professores da escola, juntamente com a coordenadora pedagógica e a diretora ao final de cada bimestre. A escola tem conselho escolar, que é composto por um presidente, um vice- presidente, primeiro e segundo secretário e primeiro e segundo tesoureiro. No processo de tomada de decisões, a instituição prima pela gestão democrática com a participação de todos. Geralmente os pais participam do conselho, das reuniões pedagógicas, sempre que são convidados e, também, participam dos projetos que envolvem toda a comunidade escolar. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada, e eu, Ana Cláudia dos santos Borges de Almeida, lavro a pretente ata. 20 RELATOS DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR A Equipe Pedagógica é responsável pela coordenação das ações didático- pedagógicas, que acontecem na instituição escolar. É um trabalho de liderança que ajuda a escola a desempenhar melhor o seu processo de ensino-aprendizagem, em função de uma educação eficaz oferecida aos alunos. O PPP é considerado como o elemento de maior importância do sistema educacional, no sentido de atuar como uma base para o desenvolvimento de práticas pedagógicas. Diante disso, é função dos educadores compreender as minúcias presentes no PPP, para que a Proposta Curricular seja direcionada, resultando emuma aprendizagem mais significativa aos alunos, de uma forma geral. É preciso de organização e orientação com a equipe pedagógica, utilizando como referência o PPP e a BNCC. Utiliza-se a proposta curricular para estabelecer como se ensina e quais a maneira de avaliação, bem como a organização do tempo e espaço na sala de aula. A equipe administrativa tem como principal objetivo garantir a manutenção do espaço físico e do patrimônio da escola. Isso é necessário, pois, para conseguir ter um ensino de qualidade é preciso utilizar os recursos disponíveis da melhor maneira possível. Então, cabe a diretores, mantenedores e aos colaboradores trabalhar com essa gestão, pois o sucesso e a sustentabilidade da escola estão associados diretamente à gestão da instituição. É importante lembrar que toda a atuação da gestão administrativa e suas estratégias já devem estar presentes no Projeto Político e Pedagógico (PPP) e também no Regimento Escolar da instituição. De modo que a equipe administrativa é a organização, direção e manutenção dos recursos da escola para, assim, produzir os melhores resultados no processo de ensino e aprendizagem. Ou seja, ela é a administração da escola de modo geral e a responsável por manter tudo funcionado. Observando o ambiente de ensino conseguimos identificar a grande importância de umas gestões profissionais de qualidade, por tratar das ferramentas necessárias para uma boa pratica docente. 21 PLANO DE AÇÃO Tema: Evasão Escolar na Educação Fundamental e Educação Infantil Nome da escola: EMEF “Virgílio Francisco Schwab” Diretor: Josué Samora de Souza Objetivo geral: Diagnosticar, entender e buscar possíveis soluções para diminuir os índices de evasão escolar. Objetivos específicos: Conhecer as causas da evasão escolar; Desenvolver diferentes métodos de ensino para motivar e fazer com que o aluno na escola ou retorne a mesma. Procedimentos: Organizar as cadeiras em círculo no pátio da escola; Apresentação do estagiário (a) Conscientizar o público alvo sobre a importância dos estudos; Explicar as ações capazes de combater a evasão; Apresentar vídeo motivacional (a luta contra a evasão escolar). Estratégias: Estratégias podem pensadas e adotadas reverter o quadro do desinteresse dos alunos, por exemplo. O ambiente escolar deve ser acolhedor, um espaço onde os alunos possam e expressar, experimentar suas habilidades e aprender. É essencial que os departamentos da escola se unam para identificar os pontos que precisam ser melhorados. Avaliação: Será realizada a partir do alcance ou não dos objetivos, sob olhar da equipe técnica, decentes, alunos e familiares, no uso do discurso verbal bem como de dados quantitativos sobre frequência e permanência do aluno na escola, de modo disciplinar baseada na gestão democrática onde haverá a participação de todos que fazem parte do contexto escolar. 22- RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR A ideia da gestão democrática do ensino é considerada uma inovação da Constituição Brasileira de 1988, que a incorporou como um princípio do ensino público na forma da lei. Essa ideia surgiu como proposta no contexto da transição democrática e na contestação das práticas de gestão escolar dominantes sob o regime militar e na luta pela construção de uma nova escola. Isto é, de uma escola aberta à participação popular e comprometida com seus interesses históricos, com vistas a mudanças sociais duradouras e significativas para esse segmento. O plano de ação conscientizar que ainda falta a participação da família dos alunos com a escola por meio da criação do plano de ação, a escola pode desempenha uma melhor visão para ingressar a comunidade escolar cada fez mais na educação escolar das crianças do ensino infantil e do ensino fundamental e médio, promovendo uma educação de qualidade para todos os seus alunos e professores juntamente com o gestor e a equipe pedagógica. 23- VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO Eu, Jéssica Gomes Dos Santos Melo Ferreira, RA.. matriculado no 5° semestre do Curso de Pedagogia da modalidade a Distância da Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera realizei as atividades de estágio Curricular Supervisionado em Gestão Escolar na EMEF “Virgílio Francisco Schwab”, cumprindo as atividades e a carga horária previstas no respectivo Plano de Trabalho. ___________________________ Assinatura do(a) Estagiário(a) ___________________________ Assinatura Supervisor de Campo CONSIDERAÇÕES FINAIS A atuação do pedagogo vai além de realizar atividades individuais, sendo uma profissão diversificada que requer competência e comprometimento para uma execução eficiente. Durante o estágio em Gestão, pude acompanhar a rotina da coordenação pedagógica e, ao mesmo tempo, desenvolver um trabalho de intervenção através da elaboração de um plano de ação com foco no tema da evasão escolar, que impede o desenvolvimento do aluno e a colaboração coletiva. Essa ação permitiu-me conhecer uma das atribuições do pedagogo e criar estratégias que pudessem contribuir para a permanência do aluno na escola. O Estagio Supervisionado na Gestão educacional me proporcionou uma experiência muito válida, foi possível pensar e repensar a pratica pedagógica. Foi clara a contribuição que essa experiência trouxe, pois por meio e através dele foi possível identificar novas estratégias para solucionar problemas que talvez imaginasse não encontrar na área profissional. É pelo estagio que se desenvolve uma maneira mais eficaz o raciocínio, a capacidade e o espirito crítico. Além da autonomia para investigação das atividades desenvolvidas no campo de trabalho, sendo uma oportunidade para a escolha da área de atuação do futuro profissional. O trabalho realizado permitiu concluir que o conhecimento das áreas de atuação do pedagogo deve ser apresentado ao aluno durante seu processo de formação por meio a disciplina de estagio voltado para o campo de atuação do mesmo. Este momento serve também para o estudante se identificar com o curso que escolheu antes de se inserir no mercado de trabalho. Para trabalhar como tal o pedagogo precisa ter conhecimento da instituição na qual desenvolverá suas atividades bem como um domínio da teoria estudada. Refletir sobre o pedagogo implica explorar sua formação e identidade. Não é suficiente que outras pessoas lhe digam suas funções se ele não for capaz de compreender sua função global e de se reconhecer como tal. Em geral, fiquei bastante satisfeita com minha experiência de estágio. Tive a oportunidade de aprender muito e também de refletir sobre o que já havia aprendido. Conheci novas abordagens para me relacionar com as pessoas no ambiente de trabalho, visando sempre aprimorar meu desempenho. Acredito que durante esse período de estágio, pude amadurecer tanto profissional quanto pessoalmente, o que certamente será de extrema importância para o meu futuro. REFERÊNCIA BERNADO, Elisangela da Silva; BORDE, Amanda Moreira; CERQUEIRA, Leonardo Meirelles. Gestão escolar e democratização da escola. RPGE - Revista online de Política e Gestão Educacional. Araraquara, v. 22, n. esp.1, p. 31-48, mar., 2018. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, MEC/SEB, 2017. BRASIL. Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia. Brasília: MEC, 2005. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. image1.png image2.png