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FRUTICULTURA - P1 Importância, aspectos socioeconômicos e tendências - Prof. Carlos ❖ Introdução: A fruticultura é uma importante atividade agrícola no Brasil, caracterizada pelo cultivo de diversas espécies de frutas em diferentes regiões do país. Este resumo destaca os principais conceitos, a importância econômica e social, as espécies mais cultivadas, os pólos de produção, a importação e exportação o de frutas brasileiras, bem como o mercado de frutas processadas. ❖ Conceitos Fundamentais: A fruticultura é o ramo da agricultura que se dedica ao cultivo de árvores frutíferas e a produção de frutas. Engloba técnicas de cultivo, manejo, colheita, pós-colheita e comercialização das frutas. ❖ Importância Econômica e Social: A fruticultura brasileira desempenha um papel crucial na economia do país, gerando empregos, renda e divisas. Além disso, contribui para a segurança alimentar e a nutrição da população, fornecendo uma ampla variedade de alimentos saudáveis e nutritivos. ❖ Espécies mais cultivadas: O Brasil é um país rico em biodiversidade, o que se reflete na diversidade de frutas cultivadas. Algumas das espécies mais cultivadas incluem a banana, a laranja, a maçã, o abacaxi, a uva, o melão, a manga, o maracujá e o morango. ❖ Polos de Produção: A produção de frutas no Brasil está concentrada em diversas regiões do país, cada uma com suas características climáticas e geográficas favoráveis ao cultivo de determinadas espécies. Destacam-se pólos de produção como o Vale do São Francisco, no Nordeste, conhecido pela produção de uvas e mangas, é o Sul do país, reconhecido pela produção de uvas, maçãs e pêssegos. ❖ Importação e Exportação: O Brasil é um importante player no mercado internacional de frutas, sendo um dos principais exportadores mundiais de frutas tropicais, como a banana, o abacaxi e o mamão. Além disso, importa algumas espécies de frutas para atender a demanda interna durante determinadas épocas do ano, como pêssego e maçã. ❖ Mercado de Frutas Processadas: O mercado de frutas processadas, especialmente na forma de sucos, desempenha um papel significativo na indústria de alimentos no Brasil. O país é um dos maiores produtores e exportadores de suco de laranja, além de contar com uma variedade de sucos de outras frutas. ❖ Conclusão: A fruticultura brasileira é uma atividade agrícola de grande importância econômica e social, contribuindo para o desenvolvimento do país, a geração de empregos e a oferta de alimentos saudáveis. O setor enfrenta desafios, mas também apresenta oportunidades de crescimento e inovação, garantindo seu papel fundamental na agricultura brasileira. Classificação quanto ao clima e melhoramento das frutíferas - Prof. Carlos Fruteiras tropicais: Temperatura média anual > 22ºC, especialmente na faixa de 30ºC. Temperaturas elevadas constantes. Água constante. Sensíveis a baixas temperaturas. Exemplos: Abacaxizeiro, bananeira, cajueiro, goiabeira, mangueira, mamoeiro, maracujazeiro. Apresentam crescimento quase contínuo, com vários “surtos de crescimento” durante o ano e possuem folhas persistentes (não caem no inverno). Geada x Neve: A neve surge nas nuvens, quando o vapor d’água das grandes altitudes se transforma em cristais de gelo, já a geada é formada no chão e não no céu, quando o vapor d’água próximo ao solo congela. Fruteiras subtropicais: Temperatura média anual entre 15 - 22ºC. Surtos de crescimento durante o ano. Pouca necessidade de frio. Podem ter folhas caducas. Caquizeiro e figueira são resistentes a geadas. Exemplos de subtropicais: Abacateiro, citros, caquizeiro, figueira, jabuticabeira. Fruteiras temperadas: Temperatura média anual entre 5 - 15ºC. Um único surto de crescimento; Período de repouso (Dormência) Exemplos de temperadas: Ameixeira, macieira, pereira, pessegueiro, videira. Caracterizam-se pela queda das folhas no final do ciclo e, consequente, entrada em dormência no inverno, com drástica redução de suas atividades metabólicas. Para que estas plantas iniciem um novo ciclo vegetativo na primavera, é necessária a sua exposição a certo período de baixas temperaturas. O efeito da temperatura para quebra de dormência tem efeito positivo na faixa entre 0ºC e 15 ºC, máxima próxima de 7 ºC, e com valores negativos crescentes acima de 15 -18 ºC. A ação contínua de baixas temperaturas por um determinado período irá levá-la a planta sair da dormência. A hora de frio ou unidade de frio contabiliza, em horas, quando a temperatura do ar é igual ou inferior a 7.2 ºC. Utilizada para determinar a quebra de dormência de frutíferas e cada uma das variedades Classificação quanto ao hábito vegetativo: Arbóreas – grande porte e tronco lenhoso. Arbustivas – porte médio e caule menos resistente Trepadeiras –caule sarmentoso e provido de gavinhas Herbáceas – porte baixo, rasteiras ou com pseudo-caule Melhoramento genético de fruteiras: Maçã Por muito tempo, diversas espécies de frutas, legumes e verduras só podiam ser consumidas no Brasil se fossem importadas de outros países, o que encarece os produtos. A maçã era importada, e foi somente com o melhoramento genético, que ela passou a ser cultivada e comercializada no Brasil. O melhoramento começou entre as décadas de 1930 e 1940, desenvolvido pelo agricultor paulista Albin Bruckner, que, a partir de +1.000 sementes da fruta importadas da Europa, selecionou em 1949 um cultivar ao qual deu o nome de Brasil, posteriormente batizado de Bruckner do Brasil. Em 1947, o engenheiro agrônomo Orlando Regitano iniciou um programa de melhoramento de fruteiras de clima temperado do qual resultou a obtenção da cultivar de macieira Rainha, lançada em 1975. Os primeiros trabalhos de melhoramento visavam selecionar cultivares adaptadas às condições brasileiras, entre elas Baixa Necessidade de Frio (BNF) e resistência à sarna; Pessegueiro Há relatos de que o naturalista francês Auguste Saint-Hilaire, durante sua visita à Pelotas/RS, em setembro de 1820, faz menção ao cultivo de pessegueiro e outras frutas. Ambrósio Perret, imigrante francês, introduziu e testou diversas cultivares oriundas da Europa, Estados Unidos, Japão e Austrália. Seu viveiro, de mesmo nome e muito conhecido na época, já comercializa sementes e mudas em 1938. As frutíferas de clima temperado começaram a ganhar lugar de destaque na agricultura brasileira, graças aos resultados experimentais de pesquisas consolidadas após os anos de 1930 no IAC. Antes de 1950, as pesquisas com essas culturas se baseavam, em geral, na introdução de cultivares de várias procedências, verificando-se suas características e comportamento ecofisiológico frente ao clima de inverno ameno dos estados do sudeste e sul brasileiro. Destaque também para a produção precoce de pêssegos de mesa; Clima favorável (ausência de geadas tardias); Uso de tecnologias complementares como quebra de dormência artificial e uso de irrigação Colheita em período favorável. Planejamento e instalação de pomares - Prof. Mateus – Escolha do Local: Clima Solo Topografia/Exposição do terreno Mercado de interesse/Qualidade dos frutos Copa/Porta-enxerto – Implantação Elementos meteorológicos ● Radiação Solar ● Temperatura: Acúmulo de temperatura altas (GDA), acúmulo de temperatura baixas (HF), ocorrência de geadas, orvalho/molhamento foliar ● Umidade ● Precipitações ● Ventos Quebra-ventos • Danos: Quebra de ramos. Queda de frutos e lesões: “rameado” SOLOS Ampla adaptação – Bem drenados* – Profundidade efetiva – Fertilidade Exposição do terreno Escolha do local – Exposição aos raios solares (N, L ou NE) • Época de plantio: Muda de raiz nua x Mudas com torrão Escolha do espaçamento: Variedade-copa /porta-enxerto. Características físico-químicas do solo. Uso de máquinas (tratos culturais e colheita). Uso de podas. Espaçamentos adensados e ultraadensados Produção por árvore ou = Produção por unidade de área Produção Inicial Investimentos: mudas, insumos e serviços (poda) Rápido retorno de investimentos Aproveitamento de insumos e serviços (fertilizantes/defensivos) Necessidade de replantios CompetiçãoFormas de alinhamento de plantio Terrenos planos ou de inclinação uniforme: Quadrado – Retângulo – Triângulo – Quincôncio Distribuição das plantas: Terrenos planos ou de inclinação uniforme. Retângulo → mais comum Distribuição das plantas: Terrenos inclinados. Plantio seguindo linhas de nível. Plantio em Terraços SISTEMAS DE PRODUÇÃO EM FRUTICULTURA - Prof. Maristela Sistemas de produção: São compostos pelo conjunto de sistemas de cultivo e/ou de criação no âmbito de uma propriedade rural, definidos a partir dos fatores de produção (terra, capital e mão-de-obra) e interligados por um processo de gestão. • Complexidade (isolado ou monocultura, sucessão, rotação, consórcio, integrados) • Interação: ausente ou presente (no espaço ou tempo). 1. Sistema convencional • Geralmente é baseado na monocultura e no uso intensivo de produtos químicos (fertilizantes e agrotóxicos); • Cultivo de uma única espécie; • Adubação química (maioria), mas com mudanças recentes no uso de fontes orgânicas; • Controle químico de pragas, doenças e plantas daninhas. • Fruticultura intensiva • Prevalece no Brasil. 2. Produção Integrada de Frutas (PIF) • Surgiu na década de 1970, no Norte da Itália, por iniciativa dos produtores de maçã em função da ocorrência de resistência de pragas (ácaro) aos agrotóxicos. • Crescente exigência dos consumidores por produtos menos agressivos ao meio ambiente e principalmente com menos riscos à saúde dos consumidores. Evolução do manejo integrado de pragas (MIP) • Capacitação contínua • Racionalização do uso de insumos • Cumprimento da legislação vigente • Adesão voluntária dos produtores • Manejo Integrado; • Proteção de cultura; • Boas práticas agrícolas; • Manejo e conservação dos solos; • Monitoramento ambiental; • Irrigação; • Nutrição; • Monitoramento e auditagem. 3. Sistemas orgânicos de produção de frutas • Sistema de produção – várias técnicas que trabalham juntas formando um ORGANIsmo Sistemas Agroflorestais com fruteiras (SAFs) • São sistemas de usos da terra e de tecnologias onde as plantas lenhosas perenes (árvores, arbustos, palmeiras, bambus etc.) são deliberadamente utilizadas na mesma unidade de manejo dos cultivos agrícolas e/ou animais de alguma forma com arranjo espacial ou sequência temporal (Nair, 1993); • São sistemas baseados em interações, em que as condições climáticas, ambientais e fisiológicas são determinantes para o crescimento e o desenvolvimento de culturas. Interações ecológicas e econômicas, entre os diferentes componentes • Envolvem duas ou mais espécies de plantas (ou animais) • Uma espécie lenhosa (perene) • Duas ou mais saídas (produtos) • Ciclos maiores de um ano • Mais complexo que o sistema em monocultivo, pois envolve processos físicos, químicos e biológicos. Sistemas Silvipastoris • Árvores de rápido crescimento e com arquitetura de copa compatível com a consorciação com outras culturas e animais; • Frutíferas com crescimento mais rápido = entrada antecipada dos animais • Cajá, mangueira e goiabeira (Michetti et al. 2017) • Mangueira irrigada (Guimarães Filho e Soares, 2000) – sem prejuízo pelo consumo da folhagem e reduziu plantas daninhas. • Entrada dos animais: DAP de 6 a 8 cm; • Animais leves (bezerros, novilhas, ovinos) • Alternativa: cercas eletrificadas distantes um metro das árvores Sistema Filho (Embrapa): fruticultura (F) integrada(I) com lavouras (L) e hortaliças (HO) • Modalidade de SAF; • Arbóreo (Fruteiras) – linhas paralelas e equidistantes • Agrícola (Culturas) - entrelinhas • Adoção de três estratégias: • Aumento da área dedicada à agricultura; • Aumento da produção por unidade de área; e • Aumento do número de cultivos por ano, na mesma área. PROPAGAÇÃO DE MUDAS E PLANTAS FRUTÍFERAS - Prof. Diego LEI Nº 10.711 / 2003 - CAPÍTULO 2 - DO SNSM Art. 4o Compete ao Mapa promover, coordenar, normatizar, supervisionar, auditar e fiscalizar as ações decorrentes desta Lei e de seu regulamento. Art. 5o Compete aos Estados e ao Distrito Federal elaborar normas e procedimentos complementares relativos à produção de sementes e mudas, bem como exercer a fiscalização do comércio estadual. Parágrafo único. A fiscalização do comércio estadual de sementes e mudas poderá ser exercida pelo Mapa, quando solicitado pela unidade da Federação. Art. 6o Compete privativamente ao Mapa a fiscalização do comércio interestadual e internacional de sementes e mudas. LEI Nº 10.711 / 2003 - CAPÍTULO 3 - DO RENASEM O Renasem é o registro único, válido em todo o território nacional, cuja finalidade é habilitar perante o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pessoas físicas ou jurídicas que exerçam as atividades relacionadas a cadeia produtiva de sementes e mudas. LEI Nº 10.711 / 2003 - CAPÍTULO 4 - DO RNC Registro Nacional de Cultivares (RNC) – visa habilitar cultivares previamente para produção, comercialização e utilização de sementes e mudas em todo território nacional. Com o estabelecimento do RNC, o agricultor brasileiro passou a contar com um novo instrumento de proteção contra a venda indiscriminada de sementes e mudas de cultivares não testadas ou validadas para as diversas condições de solo e clima, sob as quais a agricultura brasileira é explorada. DECRETO Nº 10.586 / 2020 Cap. 2 - Art. 6º A inscrição e o credenciamento no Renasem terão validade de cinco anos e poderão ser renovados por períodos iguais sucessivamente, desde que solicitado e atendidas as exigências previstas neste Decreto e em norma complementar Cap. 3 - Art. 22. A inscrição da cultivar no RNC terá validade de quinze anos e poderá ser renovada, sucessivamente, por iguais períodos, desde que solicitada e atendidas as exigências previstas - MUDA CERTIFICADA: muda que tenha sido submetida ao processo de certificação, proveniente de planta matriz; registrada e formada sobre controle do órgão fiscalizador; O padrão de uma muda, por sua vez, é definido pelos seguintes parâmetros: - Sanidade; - Altura; - Diâmetro de Caule; - Número de Ramos; - Tipo de enxertia; - Tipo de embalagem; - Estado vegetativo; - Entre outros aspectos definidos segundo as normas estabelecidas para a espécie. QUANTO A DURAÇÃO - Viveiros Temporários ou Viveiros Permanentes QUANTO À ESTRUTURA - Viveiros ao ar livre ou Viveiros fechados As mudas de plantas frutíferas podem ser produzidas de duas formas básicas: 1. Diretamente no solo: Eficiência baixa, com perdas de até 30% das mudas; Uso de maior área e insumos (adubos, defensivos etc.) Quando produzidas em torrão, as mudas são mais pesadas, o que encarece o seu transporte; Mudas de menor qualidade. Porém é mais econômico 2. Em recipientes: As mudas apresentam desenvolvimento radicular limitado ao tamanho e à forma do recipiente; Manejo mais criterioso, especialmente com irrigação e adubação; Custos mais elevados. Vantagens: Permite a utilização de áreas que, normalmente, não se prestam ao cultivo convencional; é possível produzir, em áreas menores, um número maior de mudas; Melhor aproveitamento de água, adubos e defensivos Não há necessidade de escavação do solo para a retirada dos torrões; Favorece a linha de produção mecanizada VIVEIRO: É uma área onde são concentradas todas as atividades de produção de mudas. É um processo de multiplicação ou aumento do número de plantas de uma mesma espécie de maneira controlada perpetuando suas características. PROPAGAÇÃO POR SEMENTES (SEXUADA): Envolve união de gametas masculino (presente no grão de pólen) e feminino (presente no óvulo) para formar sementes. Vantagens: Maior vigor e longevidade. Obtenção de novos cultivares. Sistema radicular mais vigoroso e profundo. Menor disseminação de patógenos. Desvantagens: Longo período de juvenilidade; Vigor elevado; Variabilidade Genética; Produto não-padronizado e manejo dificultado Finalidades da propagação por sementes: Obtenção de porta-enxerto; Propagação de plantas que não podem ser propagadas por outro meio ou que suportam a propagação sexuada; Propagação de espécies em fase inicial de exploração (domesticação). Melhoramento genético PROPAGAÇÃOVEGETATIVA (ASSEXUADA): Não envolve recombinação genética. Esse tipo de propagação dá origem a clones. CLONE = Material geneticamente uniforme derivado de um só indivíduo e que se propaga de modo exclusivo, por meios vegetativos. Vantagens: Manutenção dos caracteres da planta-mãe; Uniformidade de produção (clones); Facilitação do manejo; Precocidade de produção Desvantagens: Transmissão de doenças bacterianas, fungos, virus; Menor longevidade clones; Mão de obra qualificada. 1- PROPAGAÇÃO VEGETATIVA NATURAL: Baseia-se em estruturas vegetativas especializadas como rizomas ou rebentos (filhotes). Ex: banana e abacaxi. 2 – REPRODUÇÃO ASSEXUADA POR SEMENTES: Apomixia. Desregulação (tempo e espaço) do programa sexual: Mudanças no destino de células e omissão de eventos críticos no processo sexual. 3- PROPAGAÇÃO VEGETATIVA ARTIFICIAL: ESTAQUIA. Propagação a partir de uma parte destacada da planta que, quando colocada em um ambiente adequado, irá regenerar suas partes vegetativas ausentes. Método mais comum. Vantagens: Propagação clonal - As mudas terão a mesma genética da planta mãe. Método de propagação com ótimo desempenho em relação a outros. Não apresenta problemas de incompatibilidade. Produção de muitas plantas oriundas de uma única planta-matriz com curto espaço de tempo; Técnica de baixo custo. Desvantagens: Nem todas as espécies podem ser propagadas por este método (baixo potencial genético de enraizamento); Desenvolvimento pode ser insuficiente e percentual baixo de sobrevivência devendo-se preferir outros métodos. Sistema radicular pode apresentar-se menos vigoroso, em comparação a propagação sexuada. Uso direto de estaquia direta não permite o uso de porta enxertos adaptados ao ambiente ou a pragas e doenças de solo. ESTACAS HERBÁCEAS - Provenientes de ramos de plantas herbáceas ou de ramos novos de plantas semilenhosas ou lenhosas - Podem ter 8 a 16 cm de comprimento; - Possuem diâmetro variado. Retira-se as folhas do terço inferior e as demais podem ser reduzidas. É comum deixar um par de folhas - Em geral, são coletadas no período de crescimento vegetativo (primavera/verão). ESTACAS SEMILENHOSAS - Provenientes de ramos em crescimento de plantas lenhosas (Parte intermediária do ramo); - Em geral, são retiradas do ponto médio de um caule e podem ter 8 a 16 cm de comprimento; - Possuem diâmetro variado. Retira-se as folhas do terço inferior e as demais podem ser reduzidas. -Ramos retirados no final da primavera e início do outono, quando a madeira amadureceu, mas ainda não é amadeirado. ESTACAS LENHOSAS - Proveniente de ramo maduro, completamente lignificado (1 ano ou mais de idade). Ex.: figueira, videira, pereira, Mangueira - Em geral, são retiradas do ponto médio de um caule e podem ter 15 a 30 cm de comprimento; - Possuem diâmetro de haste igual ou maior que um lápis e contém pelo menos três gemas; - Ramos retirados no final do inverno ou início da primavera; quando as estacas estão com maior taxa de regeneração e são altamente lignificadas FATORES QUE INTERFEREM O ENRAIZAMENTO DE ESTACAS: Auxinas. Substâncias que tem um espectro de atividades biológicas similar, porém, não necessariamente, idêntico àquele do Ácido indol-3-acético (AIA). MERGULHIA Processo de propagação vegetativa artificial que consiste em enraizar um ramo estando ele ainda ligado à planta mãe. Mínimo distúrbio à planta mãe; - Durante a propagação, mãe e filha continuam crescendo; - Permite enraizá-la sem destacar da planta-mãe; - Suprimento de água, reservas e hormônios da planta-mãe; - Os mergulhos não são tão sensíveis às variações de umidade, temperatura e umidade Tipos: Solo: feita no solo, ou em vaso, quando ramos (mergulhos) são flexíveis e de fácil manejo. Aérea: feita no ramo aéreo por não possuir comprimento suficiente ou por não ser flexível para ser levado até o solo. Em qualquer um dos processos de mergulhia devem ser anelado e pode ser tratado com auxina para acelerar a emissão de raízes ALPORQUIA: Utilizada quando o ramo não possui comprimento suficiente ou não é flexível para ser levado até o solo. Nesse caso, transporta-se o solo ao ramo. Tipo de mergulhia mais comum, apresentando alto rendimento em relação aos outros tipos de mergulhia, dependendo da espécie. ENXERTIA Refere-se à fusão natural ou deliberada de partes da planta para que a continuidade vascular seja estabelecida entre eles e a unidade composta resultante funcione como uma única planta. MICROPROPAGAÇÃO Consiste na propagação em larga escala de plantas em curto período de tempo e com a obtenção de plantas geneticamente idênticas utilizando técnicas de cultura de tecidos. Vantagens: Produção em grande escala, durante todo o ano; Propagação de espécies de difícil propagação seminífera; Propagação clonal de plantas com alta qualidade fitossanitária; Regeneração de plantas transformadas geneticamente; ECOFISIOLOGIA DE PLANTAS FRUTÍFERAS - Prof. Jackson Estratégias de manejo: Poda, material reflexivo, tratos culturais, sistema de condução, ambiente protegido, ensacamento, protetores, irrigação. Cobertura morta, plantas de cobertura, ressecamento parcial da zona radicular, seleção de cultivares resistentes a déficit hídrico.