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ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO • Conceito - É o campo de conhecimento voltado à Gerência, isto é, ao planejamento, à organização e ao controle da produção industrial e da prestação de serviços. EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO • Pré-história - Função Produção. • Tempos depois – Produção Organizada. • Revolução Industrial – Operários se mudaram de oficinas particulares para as fábricas, com essa mudança apareceram algumas exigências; - Padronização do produto e de seus processos de elaboração; - Treinamento e habilitação de mão de obra direta; - Criação de quadros gerenciais e de supervisão; - Planejamento; - Técnicas de produção. • Padronização dos Componentes – Eli Whitney, 1790. • Produtividade - A procura incessante por melhores métodos de trabalho e processos de produção, visando obter a maior quantidade fabricada com o menor custo possível. • Produção em Massa – Henry Ford – 1910. Caracterizado por grandes volumes de produtos extremamente padronizados. SISTEMA DE PRODUÇÃO • INPUT – Mão de obra, capital, energia, outros insumos. • OUTPUT – Produtos e Serviços. • Composição Básica – INPUT e OUTPUT, exemplo é uma barbearia e uma montadora de automóveis, ou seja, os sistemas de produção podem ser diferenciados nos aspectos de sua composição. • Visão geral – Quanto maior o volume produzido menor será a variedade de produtos. Então, volume e variedade na produção apresentam antagonismo entre si. CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO • Sistemas de Produção por Projetos – Cada produto é único a um conjunto de especificações predefinidas. Não existem produtos iguais, mesmo partido das mesmas especificações. • Sistemas de Produção Intermitente – Subdivide-se em lotes por encomenda e produção em lotes para o mercado. É feito em lotes, ou seja, conjuntos de um msm produto que pode variar em poucas unidades até dezenas de milhares. Se o projeto do produto, isto é, suas especificações completas forem fornecidas por um cliente externo, a produção é chamada de intermitente por encomenda. As empresas desse sistema têm variedade de máquinas, para suportar especificações diferentes. • Sistemas de Produção Contínua – Sequencia linear de operações de produção. Padronização de nível alto, alta produtividade, baixa flexibilidade, é uma mecanização. Os volumes são grandes para justificar o custo dos equipamentos especializados. Resultado final de poucos produtos com pequena diferenciação, mas em grandes volumes. MEDIDAS DE EFICÁCIA EM SISTEMAS DE PRODUÇÃO • Gestão da Produção – Uso de sistemas de medida de desempenho, indicadores. Com intuito de comparar números ao longo do tempo para se ter melhoras. Indicadores como: A boa utilização do tempo; Rapidez na entrega do produto ao cliente; Confiabilidade na entrega dos produtos; Flexibilidade. PRODUTOS E SERVIÇOS • Até 1950 só se importava a Produção de Manufatura (Produção Industrial). A partir de 1970 que Operações foi acrescida a Adm da Produção, justamente para incluir os Serviços que tiveram grande evolução. • Produtos: São físicos e tangíveis; Podem ser mantidos em estoques; Não permitem contato com o cliente; Tem alta participação de máquinas; Permitem muito uso de capital; A resposta do cliente demora; Permitem alta padronização. • Serviços: São intangíveis; Não podem ser mantidos em estoques; Mantém grande contato com o cliente; Tem menor participação de máquinas; Exigem muito uso de mão de obra; A resposta do cliente é rápida; Não permitem muita padronização. PRODUTIVIDADE • Busca medir a utilização dos recursos de produção em função do quanto determinado insumo produziu, ao longo de um determinado período, que pode ser dia, mês ano, etc. • Produtividade Parcial – Relação entre o que foi produzido e o que foi consumido de um dos insumos(recursos) utilizados. Produtividade da mão de obra ou capital é uma medida de prod. Parcial. • Produtividade Total – Todos os insumos utilização na produção. • Fórmula – Parcial = Output/Input Total = Output/Imput Em suas condições. • Exemplos: MÉTRICAS - INDICADORES • Gestão da Produção – Métrica é o número resultante de uma contagem, uma medição, ou um cálculo por meio de critério previamente estabelecido para os casos em que o objeto de estudo não é mensurável. Definir o método de avaliação consiste na parte mais difícil para o estabelecimento e implantação de uma métrica ou indicador. Uma métrica deve ser, na medida do possível, uma razão ou relação entre duas medidas, isto é, uma fração com o denominador representando o universo de possibilidades, ou um referencial, e o numerador, uma situação específica. • Características de uma boa métrica: Estar alinhada com os objetivos estratégicos da empresa; Ser de fácil cálculo e compreensão dos colaboradores; Fornecer rápido feedback para ações corretivas; Ser tecnicamente consistente, isto é ordenar duas situações forma inequívoca; Ser relevante; Ter propósito bem definido; Facilitar melhoria nos processos e não somente monitorar. CLASSIFICAÇÃO DE PROCESSOS DE SERVIÇOS • Critérios: Foco nos equipamentos ou nas pessoas; Duração do tempo de contato com o cliente; Extensão na qual o serviço é oferecido sob medida; Extensão na qual o pessoal pode tomar decisões, sem consultor os superiores, para o atendimento da necessidade do cliente; Fonte do maior valor adicionado, se no balcão da frente ou se nos bastidores ou infraestrutura; Foco no produto ou no processo. CATEGORIA DE SERVIÇOS • Serviços Profissionais - Relativas poucas transações, tempo de contato relativamente alto, com maior parte do valor agregado sendo em contato com o cliente, satisfazendo suas necessidades. • Serviços de Massas – Muitas transações, pouco tempo de contato e bastante padronização, com maior parte do valor agregado ao produto e pouco julgamento das necessidades do cliente. • Lojas de Serviços - Categoria inserida entre os serviços profissionais e os serviços de massa. O PAPEL DOS ESTOQUES E O ESTOQUE MÍNIMO • Estoque é qualquer quantidade, de qualquer material, colocado à disposição para utilização futura. Havendo um tempo decorrido entre a sua obtenção e a sua utilização. TIPOS DE ESTOQUES • Matérias-primas - materiais comprados de outras empresas, que geralmente passarão por transformações físicas ou químicas, tornando- se peças ou produtos finais. • Componentes - peças isoladas ou subconjunto de peças que serão usadas para compor o produto final. • Material em processo - itens estocados em locais destinados a esse fim ou mesmo em postos de produção, para uso ou fabrico ou na composição de peças, produtos ou subconjuntos. • Produtos acabados - produtos prontos para a venda aos consumidores. Podem estar estocados nas próprias instalações principais da empresa ou em seus armazéns de distribuição • Estoque é capital e dinheiro empatado. Se temos uma grande quantidade de estoque parado significa que temos capital parado e isso, obviamente tem um preço. • A Lucratividade é a relação entre o LUCRO L e o CAPITAL K. Fórmula = L/K Gerenciar o volume de estoques influi diretamente na saúde financeira da organização. Outro aspecto é que ficando os materiais parado, devido a um estoque elevado, corre-se o risco da perda do capital por obsolescência do material, perdas físicas, mudanças nos processos de produção, nos modelos dos produtos, etc. CUSTO ASSOCIADOS AOS ESTOQUES – CUSTO UNITÁRIO DO MATERIAL – Corresponde à soma do preço com outros custos incorridos até ser o item devidamente estocado, como seguros, impostos etc. Caso o material seja produzido internamente, devem ser apropriadosos custos de matérias-primas e materiais, mão de obra direta, energia e custos indiretos de fábrica. Como sugere o nome, esse custo deve ser especificado por unidade do material. Expressa em unidade monetária/unidade do material. R$/unidade será representado pela letra p. – CUSTO DO PEDIDO – É o custo de se emitir um pedido da mercadoria para o fornecedor. Engloba basicamente três custos; Os custos administrativos de se manipular as informações (preparar, emitir, controlar e receber o pedido), Os custos com transporte do material do fornecedor até o local definitivo (fábrica, loja, armazém etc.) Os custos com a inspeção e o manuseio físico do material (descarregar e transportar) até o local definitivo de uso. Expressa em unidade monetária/unidade do pedido, ou R$ por pedido. Será representada pela notação Cp. • CUSTO UNITÁRIO DE MANUTENÇÃO – Ao serem estocados os materiais, produzem o custo de manutenção, que será tanto maior quanto maior for a quantidade estocada. Esse custo se subdivide em dois: O Custo de Capital empatado no estoque; Custo de estocagem e armazenagem. • O custo de capital empatado - Corresponde ao custo do dinheiro que se utiliza para estocar o material. É medida em termos de uma taxa de juros que o mercado remuneraria o capital que se empregou naquele material que fica parado no estoque. Corresponde ao Custo de Oportunidade relativo ao que se obteria de resultado caso o dinheiro fosse aplicado no Mercado Financeiro. Representamos essa fração pela letra i. Se forem mantidas, em média, M unidades do material durante o ano, o custo médio empatado será p*M, e o custo de capital será simplesmente i*p*M. • O custo de estocagem ou armazenagem - Corresponde aos custos envolvidos em virtude do simples fato de ter o material fisicamente em estoque. Seja, custo de espaço, seguro, imposto e funcionários para manutenção/cuidados. Outros custos são subclassificados como os custos de riscos que incluem perdas por deterioração, roubo, etc. O custo de estocagem pode ser expresso por uma fração do valor médio mantido num ano, normalmente indicado pela letra a. Se forem mantidas M unidades em média de estoque durante o ano ao preço unitário p, o custo de armazenagem será (a*p*M). Custo de Manutenção = i * p * M + a *p *M ou p *(i + a) * M (R$ por ano)