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GESTÃO DE PRODUÇÕES E OPERAÇÕES PROF – MARNON ESTEVAM AULA 1 – INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÃO Em qualquer empresa, independente do ramo de atividade, do resultado financeiro, do tamanho, do modelo adotado gerencialmente ou até mesmo se ela é uma empresa de produção de bens ou uma empresa de serviços, teremos sempre sistemas ou processos. Atualmente, o mundo dos negócios está cada vez mais globalizado e, portanto, as empresas estão cada vez mais, não só sujeitas a serem afetadas por qualquer motivo externo, como também precisam ser competitivas, se quiserem sobreviver nos negócios. Todas as empresas, em níveis distintos, possuem processos em seus sistemas de rotina e de funcionamento. O normal, inclusive, é que esses processos possuam divisões e até mesmo subdivisões, que deverão ser identificados, mapeados, estudados, aprimorados e monitorados. Empresas de Produção: Em uma empresa de produção, como uma indústria farmacêutica, nós teremos processos industriais, tipo fabricação de um determinado medicamento, onde é necessária uma linha de montagem e fabricação. Mas, não podemos deixar de lembrar que teremos diversos outros processos na mesma empresa, tais como: de comercialização, de vendas, de controle de qualidade, de fiscalização, ou seja, não exclusivamente de fabricação ou montagem. Empresas de Serviços: Já nesse tipo de empresa, como uma de terceirização de mão de obra, teremos processos de controles de horas para gerar pagamentos, mas teremos também processos de contratação, de entrevistas, dentre outros. É importante destacar que, nos dois tipos citados e em alguns dos seus processos exemplificados, teremos clientes externos ou internos, que são na verdade os responsáveis pela existência de determinada empresa ou setor. É nesse sentido que a Administração da Produção e Operações (APO) tem seu papel vital, lembrando sempre que precisamos constantemente melhorar e acompanhar nossos processos, seja no ponto de vista da qualidade, da tecnologia, operacional ou dos funcionários. Basicamente, toda empresa tem como pilares principais para seu funcionamento alguns departamentos ou áreas, que são: Produção/ Operações, Finanças e a de Marketing. Esses departamentos/áreas podem existir da forma tradicional, fáceis de identificar e separados, em alguns casos, até mesmo fisicamente dentro da instituição. Podem ser também completamente inseridos um dentro do outro. De qualquer forma, nos dois modelos, deverão ser inter-relacionado e superpostos: O sucesso de uma empresa depende diretamente de todos seus departamentos e que eles atuem de forma harmônica. De nada adianta um deles se destacar ou ser tremendamente eficiente se o outro não conseguir acompanhar esse desenvolvimento. EXEMPLO Empresa de Produção e Operações, uma refinaria desenvolve um novo lubrificante com desempenho especial e, se ninguém ficar sabendo, é claro que as vendas serão abaixo de esperado. Uma Prestadora de Serviço, como uma empresa de Telemarketing lança uma bela campanha pela TV e tem seu sistema de rede telefônica interna lenta, certamente ficará bloqueada e congestionada. FATORES QUE AFETAM A APO Em cada empresa, departamentos, áreas ou setores, existirão diversos fatores que irão afetar de uma forma ou de outra a nossa administração. É claro que não existirá uma formula mágica e nem um modelo único, pois tudo é muito dinâmico e cada caso deve ser estudado individualmente. É importante destacar os principais e observar que em cada um deles têm os seus próprios fatores, ainda mais específicos. Produtividade: Todos os gestores são cobrados em razão da Produtividade. Os resultados são hoje perseguidos como nunca foram. Em alguns casos, esses resultados ligados à produtividade é que servirão de parâmetro para pagamentos, royalties, contribuições e salários. Capacidade: É um dos fatores mais paradoxos, pois ao mesmo tempo em que os gestores possuem uma capacidade excelente ou não, são um problema, cada um com o seu grau dificuldade e com as suas consequências. Finanças: Todas as atividades de uma empresa passam necessariamente por essa necessidade. A saúde financeira pode viabilizar ou não os negócios, as atividades, os setores e até mesmo são decisivos para a sobrevivência no mercado, cada vez mais competitivo, além de serem o principal alvo nos negócios. Recursos Humanos: É imprescindível em qualquer atividade, quando temos um colaborador bem- preparado, bem-treinado, desempenhado a função ideal para ele, capacitado e feliz no seu posto de trabalho, o rendimento das suas funções certamente será positivo. Custos: Sejam custos de Produção/Operações, custos de Mão de obra, custo de Investimento, custo Financeiro, custo de Aquisição ou qualquer outro custo, são hoje o principal alvo dos gestores. Aqui é que se ganha ou perde um jogo, como se diz popularmente. Tecnologia: Em alguns ramos e atividades, ela é a peça-chave do negócio, mas, em alguns deles, manter esse desenvolvimento é tremendamente caro. A única certeza é que não existe mais nenhuma atividade que não seja suportada com o emprego da tecnologia. Localização: Pode e deve favorecer a logística de distribuição para alguns segmentos. Para outra empresa, ela pode ser fundamental em relação aos seus colaboradores. Pode existir ainda uma isenção de impostos que leve uma decisão quanto à localização, algo muito comum nos grandes empreendimentos (interesse do Governo). Layout: Os layouts internos de uma produção afetam diretamente o resultado final, podendo ser fundamental para o sucesso de uma empresa. Dentro de setores também são, pois devemos evitar cruzamentos entre produtos acabados, com resíduos ou contaminados. Eles afetam, inclusive, até o potencial risco de acidentes. Estoques: Podem ser transformar em um tremendo pesadelo, pois além do valor aplicado nas compras estarem ali parados, eles devem ser objeto de um tremendo esforço para controlarmos, pois, além de espaço físico, são utilizados equipamentos, termos seguros, vigilância, organização, limpeza, dentre outros.