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**Resumo Detalhado: Revelia no Processo Civil**
**4.1. Introdução:**
- Após a citação, o réu faz parte da relação processual.
O réu tem o ônus de se defender, mas não é obrigado a contestar.
- A falta de contestação pode ter consequências graves para o réu.
**4.2. Revelia e Contumácia:**
- Revelia é a omissão do réu em se opor ao pedido da inicial.	
- Contumácia é a inércia de qualquer das partes em cumprir um ato processual.
**4.3. Efeitos da Revelia:**
- Presunção de veracidade dos fatos narrados na petição inicial.
- Desnecessidade de intimação do revel para os demais atos do processo.
**4.3.1. Presunção de Veracidade dos Fatos:**
- O réu revel, ao não contestar, tem os fatos presumidos como verdadeiros.
- A presunção não é absoluta e sofre atenuações.
- Não se aplica à Fazenda Pública, casos de litígios sobre interesses indisponíveis e quando a petição inicial carece de instrumento público.
**4.3.1.1. Hipóteses de Exclusão da Presunção:**
- Pluralidade de réus: Se um contesta, os demais não são revels.
- Litígio sobre interesse indisponível: Não há presunção de veracidade.
- Ausência de instrumento público: Quando a lei exige, não há presunção.
- Fato inverossímil ou em contradição com a prova: Não há presunção.
**4.3.1.2. Hipóteses sem Presunção de Veracidade:**
- Não há presunção quando o réu contesta especificamente alguns fatos.
- Certos entes (defensor público, advogado dativo, curador especial) não têm ônus de impugnação especificada.
**4.3.2. Desnecessidade de Intimação do Revel:**
- Prazos para o revel fluem a partir da publicação do ato decisório no órgão oficial.
- Revel sem advogado não é intimado, mas pode intervir a qualquer momento.
- Pode ocorrer intimação por carta em fase de cumprimento de sentença.
**4.3.3. Revelia em Processo de Execução e Tutela Cautelar Antecedente:**
- Em execução, não há revelia, pois não há contestação, mas sim oposição de embargos.
- Na tutela cautelar antecedente, não contestar implica revelia e presunção de aceitação dos fatos alegados pelo autor.
O réu revel pode produzir provas se comparecer em tempo oportuno. No processo de execução, não há revelia, e na tutela cautelar antecedente, a falta de contestação implica presunção de aceitação dos fatos.
**Resumo Detalhado: Resposta do Réu nos Embargos à Execução**
**10.4.8. Resposta do Réu:**
- O prazo para apresentação da contestação nos embargos à execução é de quinze dias, conforme o artigo 679 do CPC.
- Se houver litisconsortes com advogados diferentes e o processo não for digital, o prazo dobra.
- Não é permitida a reconvenção, uma vez que os embargos têm como única finalidade encerrar a constrição judicial no processo principal.
- A ausência de contestação resultará na aplicação dos efeitos da revelia aos embargados.
**10.4.9. Após a Resposta:**
- O procedimento subsequente é o comum, seguindo as regras do processo.
- O juiz analisará a necessidade de produção de provas.
- Caso não haja necessidade de provas, o juiz poderá realizar o julgamento antecipado.
- Se houver necessidade de provas, o juiz as determinará e, em seguida, proferirá a sentença.
- Se os embargos forem julgados procedentes, o juiz ordenará o término da constrição judicial no processo principal.
5. Providências preliminares 
5.1. Objetivo Findo o prazo para contestação, com ou sem a sua apresentação (e eventual reconvenção), inicia-se a fase de saneamento do processo, com as providências preliminares que serão adotadas, a depender das reações esboçadas pelo réu, o que, inclusive, pode gerar um certo prolongamento concomitante da fase postulatória. Visam as providências preliminares a preparar o desenvolvimento do processo, encaminhando-o aos estágios posteriores da relação processual, desde que essa esteja hígida para prosseguir, razão pela qual pode ocorrer o abrupto encerramento do processo. Essa fase conta com a preponderância da atividade do juiz, que, ao exercer os poderes/deveres de direção do processo (art. 139), deverá examinar o entrechoque de condutas processuais apresentadas, a fim de 3 conduzir a relação processual para o seu destino adequado: resolução sem exame de mérito, resolução com exame de mérito com ou sem necessidade de instrução processual
**Resumo Detalhado: Organização e Saneamento do Processo**
**1. Introdução:**
O saneamento do processo é uma correção contínua de defeitos e organização do curso do processo, com dever permanente do juiz e colaboração das partes (art. 6º). Dois momentos específicos são dedicados a essas atividades: providências preliminares e julgamento conforme o estado do processo.
**2. Hipótese de ocorrência:**
O julgamento conforme o estado do processo envolve uma decisão de saneamento quando não há extinção da fase cognitiva, e a resolução do mérito é inviável de imediato, exigindo produção de provas (arts. 354 e 355). Se houver decisão de impossibilidade parcial de julgamento ou de julgamento imediato parcial, a parcela remanescente também passa pelo saneamento.
**3. Terminologia:**
A antiga denominação "despacho saneador" é substituída por "decisão de saneamento e organização do processo." Destaca-se que é uma decisão interlocutória e que a sua função principal é declarar que o processo está saneado e organizar as próximas providências.
**4. Funções:**
O CPC enfatiza a função organizatória da decisão de saneamento, ressaltando a cooperação entre juiz e partes. Essa cooperação é crucial para atingir uma decisão justa e efetiva em tempo razoável, promovendo eficiência, economia processual, segurança jurídica e qualificação do debate.
**5. Conteúdo:**
A decisão de saneamento e organização abrange diversas providências:
- Resolver questões processuais pendentes.
- Delimitar questões de fato para a atividade probatória.
- Especificar os meios de prova admitidos.
- Definir a distribuição do ônus da prova.
- Delimitar questões de direito relevantes para a decisão do mérito.
- Designar perito e estabelecer prazos para perícia, se necessário.
- Designar audiência de instrução e julgamento.
**6. Audiência de Saneamento Compartilhado:**
Em casos mais complexos, o § 3.º do art. 357 prevê a audiência de saneamento compartilhado. Essa audiência promove o contato direto do juiz com as partes, buscando soluções consensuais para as questões controvertidas. O juiz pode provocar as partes para esclarecer suas alegações.
**7. Delimitação Consensual e Negócios Processuais:**
O § 2.º do art. 357 permite que as partes apresentem ao juiz uma delimitação consensual das questões de fato e de direito, promovendo a cooperação. Além disso, as partes podem propor negócios processuais, sujeitos à homologação do juiz, para estabelecer limites e instrumentos para a instrução probatória.
O saneamento do processo, marcado pela decisão de saneamento e organização, visa à eficiência, cooperação entre as partes e o juiz, e uma solução justa e efetiva em tempo razoável, contribuindo para a qualidade do debate e a segurança jurídica.
**Resumo Detalhado - Audiência de Instrução e Julgamento:**
**22.1. Introdução:**
- A audiência de instrução e julgamento é a última etapa do processo de conhecimento, necessária quando há prova oral.
- Dispensada se não há necessidade de perito, depoimentos pessoais ou testemunhas.
- Antes da prova oral, tentativa de conciliação.
- O juiz ouve perito, assistentes técnicos, depoimentos pessoais e testemunhas.
- Alegações finais são apresentadas, e a sentença é proferida.
**22.2. Procedimento da Audiência:**
- O juiz designa a data da audiência e intima advogados e testemunhas.
- Audiência é pública, salvo em casos de segredo de justiça.
- O juiz mantém ordem na audiência.
- Abertura da audiência, apregoamento das partes, e prática de atos processuais.
**22.2.1. Tentativa de Conciliação:**
- O juiz tenta a conciliação novamente, ressalvadas as ações sobre interesses indisponíveis.
- Mesmo sem advogados ou partes presentes, a conciliação é tentada.
**22.2.2. Prova Oral:**
- Etapas da prova oral: ouvida do perito e assistentes técnicos, depoimentos pessoais e testemunhas.
**22.2.2.1. Ouvir Peritoe Assistentes Técnicos:**
- As partes podem pedir para ouvir perito e assistentes técnicos se tiverem dúvidas sobre o laudo.
- Procedimento conforme art. 477, §§ 3º e 4º do CPC.
**22.2.2.2. Depoimentos Pessoais:**
- Após perito, juiz colhe depoimentos pessoais do autor e réu.
**22.2.2.3. Ouvir Testemunhas:**
- Testemunhas são ouvidas após depoimentos pessoais, seguindo a ordem estabelecida pelas partes.
**22.2.3. Debates:**
- Após a prova oral, as partes apresentam alegações finais orais na própria audiência.
- Prazo de vinte minutos para cada parte, podendo ser prorrogado por mais dez.
**22.2.4. Sentença:**
- O juiz pode proferir a sentença na audiência.
- Caso contrário, os autos são conclusos para julgamento, e a sentença deve ser proferida em trinta dias.
- Se proferida na audiência, as partes são intimadas imediatamente.
**22.2.5. Decisões na Audiência:**
- Decisões interlocutórias podem ser proferidas antes da sentença.
- Recurso de agravo de instrumento contra decisões passíveis desse recurso.
**22.2.6. Termo de Audiência:**
- Todas as informações relevantes da audiência são registradas em um termo, assinado por juiz, Ministério Público, advogados e escrivão.
**22.3. Adiamento da Audiência:**
- Adiamento possível por convenção das partes (uma vez), atraso injustificado superior a 30 minutos, ou ausência justificada de pessoa essencial à audiência.
- Sanções pela ausência injustificada do advogado, como dispensa de provas requeridas por ele.
- Ausência do perito e testemunhas enseja adiamento ou condução coercitiva com custas para o ausente.
- Hipóteses de adiamento não são taxativas, e outras causas podem ser consideradas, como a não observância do prazo mínimo para entrega de laudo pericial.
PROVA
Podemos considerar prova como o meio pelo qual se procura demonstrar que certos fatos, expostos no processo, ocorreram conforme o descrito.
Desta forma, ao julgar o mérito de determinada ação, o juiz examina o aspecto legal, ou seja, o direito e o aspecto fático. Assim, a interpretação do direito somente é possível mediante análise de uma situação fática trazida ao conhecimento do juiz, ficando as partes sujeitas a demonstrar que se encontram em uma posição que permite a aplicação de uma determinada norma, ou seja, autor e réu é que produzem as provas de suas alegações.
Vale ressaltar que, na produção de provas, os meios devem ser formalmente corretos, idôneos e adequados; caso contrários, as provas não serão levadas em consideração na apreciação do mérito da ação.
OBJETO DA PROVA
Os objetos da prova são os fatos pertinentes e relevantes ao processo, ou seja, são aqueles que influenciarão na sentença final.
É necessário ressaltar que os fatos notórios, aqueles fatos que são de conhecimento geral, não estão sujeitos a provas, assim como, os fatos que possuem presunção de legalidade.
Excepcionalmente, o direito pode ser também objeto de prova. Tratando-se de direito federal, nunca. Assim, “apenas se tratar de direito municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinário o juiz pode determinar que a parte a que aproveita lhe faça a prova do teor e da vigência (Art. 337 CPC)” [1]
Concluímos que o objeto da prova é o fato controvertido contido em determinado processo.
MEIOS DE PROVA
Os elementos trazidos ao processo para orientar o juiz na busca da verdade dos fatos são chamados de meios de prova.
O Código de Processo Civil elenca como meios de prova o depoimento pessoal (Art. 342 a 347), exibição de documentos ou coisa (Art. 355 a 363), prova documental (Art. 364 a 399), confissão (Art. 348 a 354), prova testemunhal (Art. 400 a 419), inspeção judicial (Art. 440 a 443) e prova pericial (Art. 420 a 439).
Porém, os meios de provas citados pelo Código de Processo Civil não são os únicos possíveis, como elucida o Art. 332 do CPC:
“Art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa”.
Os meios de provas devem estar revestidos dos princípios da moralidade e lealdade, além de existir a necessidade de serem obtidos de forma legal. Pois, caso não possuam os requisitos expostos, as provas serão consideradas ilegítimas e conseqüentemente não serão aproveitadas no julgamento do mérito da ação, os seja, não poderão ser objeto de fundamentação na sentença proferida pelo juiz.
ÔNUS DA PROVA
“Ônus da prova é o encargo, atribuído pela lei a cada uma das partes, de demonstrar a ocorrência dos fatos de seu próprio interesse para as decisões a serem proferidas no processo”. [2]
O Artigo 333 do Código de Processo Civil institui as regras gerais de caráter genérico sobre a distribuição do encargo probatório as partes:
“Art. 333. O ônus da prova incumbe:
I. ao autor, quanto ao fato constitutivo do seu direito;
II. ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor.
Parágrafo único – É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando:
I. recair sobre direito indisponível das partes;
II. tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito”.
O instituto do ônus da prova possui três princípios prévios:
O juiz não pode deixar de proferir uma decisão;
As partes possuem a iniciativa da ação da prova, ou seja, possuem o encargo de produzir as provas para o julgamento do juiz;
O juiz deve decidir segundo o princípio da persuasão racional, ou seja, segundo o alegado e comprovado nos autos e não segundo sua convicção pessoal.
Percebemos que os incisos I e II do Art. 333 do CPC instituem o ônus da prova para autor e réu, respectivamente. Enquanto o parágrafo único do mesmo artigo institui regras para disposição entre as partes do ônus da prova.
Assim sendo, fatos constitutivos são os fatos afirmados na Petição Inicial pelo autor, cabendo a ele prová-los. Em contrapartida, ao réu cabe provar a existência de fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor.
O parágrafo único do mesmo Art. 333 do CPC permite as partes disporem o ônus da prova, exceto para direito indisponível de determinada parte, ou quando é excessivamente difícil a uma parte provar seu direito, cabendo, neste caso, a inversão do ônus da prova a parte contrária, caso essa tenha mais facilidade para provar ou repudiar determinada alegação. Nesse sentido, podemos citar o Art. 6º, VIII do Código de Defesa do Consumidor que permite a inversão do ônus da prova em benefício do consumidor “quando, a critério do juiz, por verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente segundo as regras ordinárias da experiência”. Percebemos, neste caso, que o objetivo norteador do juiz é à busca de quem mais facilmente pode fazer a prova.
Finalmente, quanto ao ônus da prova, consideramos o fato provado independentemente de que provou, pois cada parte deve provar os fatos relacionados com seu direito, sendo indiferente a sua posição no processo.
MOMENTOS DA PROVA
De modo geral, podemos considerar como três os momentos da prova:
REQUERIMENTO: A princípio a Petição Inicial (por parte do autor) e a Contestação (por parte do réu);
DEFERIMENTO: No saneamento do processo o juiz decidirá sobre a realização de exame pericial e deferirá as provas que deverão ser produzidas na audiência de instrução e julgamento;
PRODUÇÃO: A prova oral é produzida na audiência de instrução e julgamento, porém provas documentais, por exemplo, podem ser produzidas desde a Petição Inicial.
PRESUNÇÕES
“Presunção é um processo racional do intelecto, pelo qual do conhecimento de um fato infere-se com razoável probabilidade a existência de outro ou o estado de uma pessoa ou coisa”. [3]
Desta forma, podemos classificar presunções como:
PRESUNÇÃO RELATIVA (“júris tantum”) – São aquelas que podem ser desfeitas pela prova em contrário, ou seja, admitem contra-prova. Assim, o interessado no reconhecimento do fato tem o ônus de provar o indício, ou seja, possui o encargo de provar o fato contrário ao presumido;
PRESUNÇÃO ABSOLUTA (“jure et de jure”) – O juiz aceita o fato presumido, desconsiderandoqualquer prova em contrário. Assim, o fato não é objeto de prova. A presunção absoluta é uma ficção legal;
PRESUNÇÃO LEGAL – É aquela expressa e determinada pelo próprio texto legal.
PRESUNÇÃO “hominus” – Parte de um raciocínio humano, ou seja, parte de um indício e chega a um fato relevante. É necessário prova técnica quando o fato depender de conhecimentos específicos ou especializados.
Concluímos, desta forma, que a presunção legal liga o fato conhecido ao fato que servirá de fundamento a decisão.
VALORAÇÃO DA PROVA
O sistema adotado pelo legislador brasileiro é o Sistema da Persuasão Racional do juiz. Sendo o convencimento do magistrado livre. Porém, ainda que livre, deve ser racional conforme as provas descritas nos autos processuais.
O material de valoração da prova deve encontrar-se, necessariamente, contido nos autos do processo, onde o juiz tem o dever de justificá-los e motivar sua decisão. Isso permite às partes conferirem que a convicção foi extraída dos autos e que os motivos que o levaram a determinada sentença chegam racionalmente à conclusão exposta pelo magistrado.
É importante lembrar que as provas não possuem valor determinado, sendo apreciadas no contexto e conjuntamente com as demais provas, ou seja, seu peso é considerado única e exclusivamente pelo juiz.
Concluímos que, ao examinar a prova, o juiz busca, através de atividade intelectual, nos elementos probatórios, conclusões sobre os fatos relevantes ao julgamento do processo.
PROVAS EM ESPECIE
**Prova Documental:**
- Segundo Carnelutti, documento é algo capaz de representar um fato, resultante de uma obra humana com o objetivo de fixar ou retratar materialmente um acontecimento.
- Documento abrange não apenas escritos, mas qualquer coisa que transmita um registro físico do fato, como desenhos, fotografias, gravações sonoras, filmes, etc.
- Na prova documental, refere-se especificamente a documentos escritos, onde o fato é registrado por palavras escritas em papel ou outro material adequado.
- Documentos autênticos têm grande prestígio na prova, mas no sistema processual brasileiro não há hierarquia fixa de provas.
- Documentos públicos fazem prova não apenas de sua formação, mas também dos fatos declarados por seus responsáveis.
- A presunção de autenticidade em documentos públicos pode ser contestada judicialmente.
- Documentos particulares têm presunção legal de autenticidade em algumas situações, mas essa presunção é menor que a dos documentos públicos.
- A fé do documento particular cessa quando sua autenticidade é impugnada, cabendo à parte que o produziu o ônus da prova.
**Documentos Viciados em Sua Forma:**
- O juiz avalia a fé que o documento merece quando há entrelinhas, emendas, borrões ou cancelamentos substanciais.
**Falsidade Documental:**
- O documento é idôneo quando a declaração é verdadeira e a assinatura autêntica.
- A falsidade documental pode ser declarada judicialmente, cessando a fé do documento.
- A falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou alterar documento verdadeiro.
**Caminhos para Reconhecimento Judicial de Falsidade:**
- Ação declaratória autônoma ou incidente de falsidade.
- A falsidade deve ser suscitada na contestação, réplica ou até 15 dias após a intimação da juntada do documento aos autos.
Novos Documentos:**
- Prova documental deve ser apresentada na petição inicial e contestação.
- Exceções permitem a juntada de documentos novos a qualquer tempo, para fatos ocorridos após os articulados ou como contraprova.
**Documento Eletrônico:**
- O documento eletrônico tem força de documento particular autêntico se verificada sua autenticidade.
- A utilização de documentos eletrônicos depende de conversão à forma impressa e verificação de autenticidade.
- Certificado digital é relevante para documentos eletrônicos.
**Ata Notarial:**
- Instrumento público lavrado por oficial tabelião.
- Atesta ou documenta a existência e modo de existir de um fato, especialmente útil para fatos em meios digitais.
- Pode incluir dados representados por imagem ou som gravados em arquivos eletrônicos.
**Confissão:**
- Judicial ou extrajudicial, ocorre quando a parte admite a verdade de um fato contrário ao seu interesse.
- Não se confunde com presunção de veracidade.
- Pode ser espontânea (na petição) ou provocada (durante depoimento).
- Irrevogável, indivisível, e não vale sobre direitos indisponíveis.
- Pode ser anulada se decorrer de erro de fato ou coação.
- Indivisível, exceto quando o confitente aduzir fatos novos.
**Vícios de Consentimento na Confissão:**
- Ação anulatória pode ser proposta para anular a confissão em caso de vícios de consentimento.
**Prova Oral no Processo Civil Brasileiro: Resumo**
A prova oral no processo civil envolve o depoimento pessoal das partes e a oitiva de testemunhas. O depoimento pessoal é a inquirição da parte interessada, realizada na audiência de instrução e julgamento (AIJ), podendo ser solicitado pela parte contrária ou determinado pelo juiz. Em casos de parte residindo fora, é permitida a utilização de videoconferência.
As testemunhas, terceiros desinteressados, prestam depoimento também na AIJ, comprometendo-se a dizer a verdade sob pena de crime de falso testemunho. Partes e testemunhas podem fazer uso de notas breves durante os depoimentos, mas o juiz deve verificar se estão dentro dos limites adequados.
**Depoimento Pessoal:**
- **Requerimento:** Deve ser solicitado pela parte contrária ou determinado de ofício pelo juiz.
-Intimação:** Pessoal, com mandado que inclui advertência sobre as consequências da não comparecência.
- **Recusa/Evasivas:** A recusa ou evasivas sem justificativa podem levar à aplicação das penas de confissão.
- **Vícios de Consentimento:** Pode ser anulado se decorrer de erro de fato ou coação.
- **Indivisibilidade:** Deve ser aceito ou rejeitado como um todo.
**Prova Testemunhal:**
- **Admissibilidade:** Sempre é admitida, a menos que a lei disponha de modo diverso.
- **Testemunhas Incapazes, Impedidas ou Suspeitas:** São limitações para depor.
- **Conteúdo:** As testemunhas relatam fatos que conhecem.
- **Rol de Testemunhas:** Deve ser apresentado pelas partes, incluindo dados específicos.
- **Ordem de Inquirição:** Primeiro as do autor, depois as do réu, mas pode ser alterada por acordo.
- **Intimação das Testemunhas:** Responsabilidade do advogado da parte.
- **Inquirição:** Feita pelo juiz, seguindo a ordem estabelecida, com qualificação, compromisso e possibilidade de contradita.
- **Perguntas:** Devem ser formuladas pelas partes, sem induzir respostas, e o juiz pode inquirir a testemunha antes ou depois.
- **Registro:** O depoimento pode ser documentado por meio de gravação.
**Prova Pericial no Processo Civil Brasileiro: Resumo Detalhado**
**Tipos de Perícia:**
1. **Perícia Complexa:** Era o único tipo previsto no CPC/73.
2. **Perícia Simplificada:** Inovação do CPC/15, mais rápida e menos complexa, substituindo a perícia complexa em casos de menor complexidade.
**Formas de Prova:**
- **Exame:** Geralmente realizado por autoridade particular.
- **Vistoria:** Prerrogativa de autoridade pública, conferindo fé pública.
**Procedimento:**
1. **Perícia Simplificada:**
 - Pode ser determinada de ofício ou a requerimento das partes.
 - Realizada por inquirição de um especialista sobre pontos de menor complexidade.
 - Uso de recursos tecnológicos é permitido.
2. **Perícia Complexa:**
 - Nomeação do perito pelo juiz no saneamento.
 - As partes podem impugnar o perito.
 - Apresentação de quesitos, indicação de assistente técnico e proposta de honorários pelo perito.
 - Manifestação das partes sobre a proposta.
 - Juiz homologa a proposta ou decide sobre o valor.
 - Designação da data de início da perícia.
 - Em caso de perícia inconclusiva ou deficiente, o juiz pode reduzir a remuneração.
 - Substituição do perito em casos específicos.
**Nova Perícia:**
- Determinada quando a matéria não está suficientemente esclarecida.
- Associada à ideia de perícia inconclusiva ou deficiente.
**Pareceres Técnicos:**
- O juiz podedispensar a prova pericial se as partes apresentarem, na inicial e na contestação, pareceres técnicos ou documentos elucidativos considerados suficientes.
**Requisitos do Laudo Pericial:**
- Exposição do objeto da perícia.
- Análise técnica ou científica realizada pelo perito.
- Indicação do método utilizado.
- Resposta conclusiva a todos os quesitos.
**Impugnação do Laudo:**
- As partes podem manifestar-se sobre o laudo no prazo de 15 dias.
- O assistente técnico de cada parte também pode apresentar seu parecer.
**Esclarecimentos:**
- Oral é raro, ocorrendo principalmente em perícias simplificadas.
- Escrito é mais comum, e o perito tem o dever de esclarecer pontos divergentes ou duvidosos.
**Encerramento da Fase Instrutória:**
- Após a apresentação do laudo, a fase instrutória se encerra com a realização da audiência de instrução e julgamento (AIJ), onde ocorre a oitiva das partes e testemunhas.
**4.2.1. Sentenças:**
- **Definição:** De acordo com o CPC, art. 203, § 1º, a sentença é o pronunciamento pelo qual o juiz, com base nos arts. 485 e 487, encerra a fase cognitiva do procedimento comum e extingue a execução.
- **Conteúdo:** Art. 485 trata da extinção do processo sem resolução de mérito, enquanto o art. 487 aborda situações de resolução de mérito.
- **Conceito:** O conceito de sentença é determinado pela capacidade de encerrar o processo ou sua fase cognitiva, independente do conteúdo específico.
- **Julgamento Antecipado Parcial do Mérito:** Admite decisões interlocutórias de mérito, mas elas não são confundidas com sentenças, pois não encerram o processo.
- **Prazo:** O juiz tem 30 dias para proferir sentença (art. 226, III, do CPC).
**Resumo sobre Sentença com Base no CPC (Código de Processo Civil):**
**Definição:**
 A sentença, conforme o CPC (Código de Processo Civil), é um pronunciamento do juiz que põe fim à fase cognitiva do procedimento comum e extingue a execução.
**Conteúdo e Fundamento Legal:**
- A sentença pode ser de extinção do processo sem resolução de mérito (art. 485) ou de resolução de mérito (art. 487).
- Baseia-se nos arts. 485 e 487 do CPC, sendo o primeiro sobre a extinção sem resolução do mérito e o segundo sobre a resolução de mérito.
**Conceito e Características:**
- O conceito de sentença é determinado pela capacidade de encerrar o processo ou sua fase cognitiva, não sendo estritamente definido pelo conteúdo específico do pronunciamento.
- A admissão do julgamento antecipado parcial do mérito permite decisões interlocutórias de mérito, mas estas não devem ser confundidas com a sentença.
**Prazo:**
- O juiz tem um prazo de 30 dias para proferir a sentença, conforme estabelecido pelo art. 226, III, do CPC.
**Julgamento Antecipado Parcial do Mérito:**
- Possibilita decisões interlocutórias de mérito, as quais não encerram o processo, mas devem ser diferenciadas das sentenças.
**Importância da Sentença:**
- Representa o momento crucial em que o juiz decide sobre a resolução ou extinção do processo, tendo impacto direto nas partes envolvidas.
**Conclusão da Fase Cognitiva:**
- A sentença, ao pôr fim à fase cognitiva, determina os rumos seguintes do processo, seja pela extinção ou pela resolução de mérito.
Esse resumo visa fornecer uma compreensão geral sobre a sentença com base no CPC, destacando sua definição, conteúdo, conceito, prazo e sua importância no contexto do processo judicial.
**Resumo Detalhado: Remessa Necessária, Princípios e Duplo Grau de Jurisdição em Relação à Fazenda Pública**
**1. Conceito e Justificativa da Remessa Necessária:**
 - A remessa necessária, no contexto do CPC, refere-se ao mecanismo que garante o duplo grau de jurisdição para revisão de decisões desfavoráveis à fazenda pública, conforme previsto em lei.
 - Funciona como condição para a eficácia da decisão, impedindo a coisa julgada até que haja reexame pelo tribunal.
 - A justificativa principiológica da remessa necessária reside na proteção constitucional à fazenda pública, considerando a indisponibilidade de seus interesses.
**2. Proteção Constitucional à Fazenda Pública:**
 - A proteção aos interesses da fazenda pública implica na indisponibilidade de seus direitos, refletida em mecanismos como a exigência de licitação e a submissão dos credores ao sistema de precatórios, conforme a Constituição (art. 37 e art. 100).
 - Dispositivos processuais relacionados à revelia e à confissão ficta não atingem os interesses da fazenda pública devido à indisponibilidade de seus direitos.
**3. Princípios Envolvidos:**
 - Além do princípio da indisponibilidade do interesse público, o CPC/15 incorpora outros princípios como primazia do mérito, duração razoável do processo e eficiência (arts. 4o, 6o e 8o).
 - A ponderação de princípios é essencial para interpretar a remessa necessária, considerando a supremacia e a indisponibilidade dos interesses da fazenda pública em contraponto à eficiência e à duração razoável do processo.
**4. Características da Remessa Necessária:**
 - A remessa necessária não é um recurso, pois não decorre de ato da parte vencida, sendo um ato do juízo.
 - Independentemente da vontade da parte sucumbente, a decisão está sujeita ao reexame pelo tribunal nas situações legais que demandam remessa necessária.
**Resumo Detalhado: Coisa Julgada**
**1. Conceito e Justificativa:**
 - A coisa julgada está associada à sentença judicial e representa sua irrecorribilidade, tornando-a imutável.
 - Tem como objetivo proporcionar segurança jurídica às decisões e evitar a perpetuação de conflitos ao longo do tempo.
 - A origem da coisa julgada remonta ao direito romano, conhecido como "res judicata," buscando pacificação social e segurança jurídica.
**2. Garantia Constitucional:**
 - A coisa julgada é uma garantia constitucional, respaldada pelo artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, que afirma: "A Lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada."
**3. Tipos da Coisa Julgada:**
 - *Coisa Julgada Material:*
 - Torna a sentença imutável e indiscutível em casos de resolução do mérito, acolhimento ou rejeição do pedido, transação entre as partes, pronunciamento de decadência ou prescrição, ou renúncia do autor ao direito da ação.
 - Impede a mesma demanda judicial sobre a mesma questão.
 - *Coisa Julgada Formal:*
 - Impossibilidade de modificar a sentença no mesmo processo, resultando da preclusão dos recursos.
 - Limita-se ao processo em que surgiu, não impedindo que o tema seja reapresentado em uma nova relação processual.
**4. Definições Importantes:**
 -Petição Inicial:* Documento que inicia o processo, apresentando fatos constitutivos do direito, fundamentos jurídicos e pedido ao Juiz-Estado.
 - *Perempção:* Perda do direito de ação quando o autor abandona o processo por três vezes.
 - *Litispendência:* Ocorre quando duas causas são idênticas quanto às partes, pedido e causa de pedir, evitando que uma nova ação repita outra já ajuizada.
**5. Limites da Coisa Julgada:**
 - *Objetivos:* Pode ser estendida a uma questão de direito material, por meio de ação declaratória incidental, se uma das partes solicitar.
 - *Subjetivos:* Restringe-se às partes envolvidas no processo, devido às garantias constitucionais do contraditório e ampla defesa.

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