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BENEFÍ CI O DE PRESTAÇÃO 
CONTI NUADA (bpc - l o as )
O QUE É ? 
O BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA, POPULARMENTE CONHECIDO 
COMO "BPC LOAS" É UM BENEFÍCIO ASSISTENCIAL OFERECIDO ÀS PESSOAS 
IDOSAS E COM DEFICIÊNCIA QUE COMPROVEM NÃO POSSUIR MEIOS PARA 
PROVER A MANUTENÇÃO DA VIDA DIGNA.
REQUI SI TOS PARA A CONCESSÃO
BPC CONCEDIDO ÀS 
PESSOAS IDOSAS
BPC CONCEDIDO 
ÀS PESSOAS COM 
DEFICIÊNCIA
POSSUIR IDADE MÍNIMA DE 65 ANOS
AUFERIR RENDA PER CAPITA INFERIOR A 1/4 DO S.M. VIGENTE
Compr ovação do não r ecebiment o de out r os benef ícios
SER BRASILEIRO, NATO OU NATURALIZADO, OU 
ESTRANGEIRO RESIDENTE NO PAÍS
O STF decl ar ou a inconst it ucional idade par cial do ar t . 20 , § 3º, da Lei nº 
8.742/1993, que exige r enda mensal per capit a inf er ior a 1/4 do S.M. Passou- se, ent ão, a 
apl icar o § 11 do ar t . 20 da Lei nº 8.742/93, o qual pr evê a possibil idade de ut il ização 
out r os el ement os pr obat ór ios da condição de miser abil idade do gr upo f amil iar e da 
sit uação de vul ner abil idade, conf or me r egul ament o, que poder á el evar a r enda per 
capit a at é 1/2 S.M.
exist ência de impediment os de l ongo pr azo de 
nat ur eza f ísica, ment al , int el ect ual ou sensor ial , os 
quais, em int er ação com diver sas bar r eir as, obst r uam 
sua par t icipação pl ena e ef et iva na sociedade em 
igual dade de condições com as demais pessoas
AUFERIR RENDA PER CAPITA INFERIOR A 1/4 DO S.M. VIGENTE
Compr ovação do não r ecebiment o de out r os benef ícios
SER BRASILEIRO, NATO OU NATURALIZADO, OU 
ESTRANGEIRO RESIDENTE NO PAÍS
O STF decl ar ou a inconst it ucional idade par cial do ar t . 20 , § 3º, da Lei nº 
8.742/1993, que exige r enda mensal per capit a inf er ior a 1/4 do S.M. Passou- se, ent ão, a 
apl icar o § 11 do ar t . 20 da Lei nº 8.742/93, o qual pr evê a possibil idade de ut il ização 
out r os el ement os pr obat ór ios da condição de miser abil idade do gr upo f amil iar e da 
sit uação de vul ner abil idade, conf or me r egul ament o, que poder á el evar a r enda per 
capit a at é 1/2 S.M.
CURI OSI DADES
O BPC pode ser um por t ão de ent r ada par a 
out r os benef ícios e ser viços sociais, como 
at endiment o médico especial izado, t r anspor t e 
públ ico gr at uit o e isenções f iscais.
CARÁTER ASSISTENCIAL: SUA CONCESSÃO DISPENSA 
A CONTRIBUIÇÃO
Ao cont r ár io de out r os benef ícios que podem ser passados 
par a her deir os em caso de f al eciment o do benef iciár io 
(como pensões), o BPC LOAS não é t r ansf er ível . Caso o 
benef iciár io venha a f al ecer , o benef ício é encer r ado e não 
pode ser passado par a out r os membr os da f amíl ia.
BENEFI CI ÁRI OS 
- IDOSOS 
- PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 
- TRABALHADORES AVULSOS
O STF, ao j ul gar r ecur so ext r aor dinár io com r eper cussão ger al , assent ou que ?Os 
est r angeir os r esident es no País são benef iciár ios da assist ência social pr evist a no 
ar t igo 203, inciso V, da Const it uição Feder al , uma vez at endidos os r equisit os 
const it ucionais e l egais? (Tema 173).
O STF, ao j ul gar r ecur so ext r aor dinár io com r eper cussão ger al , assent ou que ?Os 
est r angeir os r esident es no País são benef iciár ios da assist ência social pr evist a no 
ar t igo 203, inciso V, da Const it uição Feder al , uma vez at endidos os r equisit os 
const it ucionais e l egais? (Tema 173).
BpC CONCEDIDO 
AO TRABALHADOR 
PORTUÁRIO
POSSUIR IDADE MÍNIMA DE 60 ANOS
 Renda média mensal individual inf er ior ao val or de um 
sal ár io mínimo mensal , cal cul ada com base na média 
ar it mét ica simpl es dos úl t imos doze meses ant er ior es 
ao r equer iment o
Quinze anos, no mínimo, de cadast r o ou r egist r o at ivo 
como t r abal hador por t uár io avul so
POSSUIR DOMICÍLIO NO BRASIL
Compar eciment o, no mínimo, a 80% das chamadas 
r eal izadas pel o r espect ivo ór gão de gest ão de mão 
de obr a
Compar eciment o, no mínimo, a 80% dos t ur nos de 
t r abal ho par a os quais t enha sido escal ado no 
per íodo
Cuida- se de uma modal idade cr iada pel a Lei nº 12.815, de 2013, que 
acr escent ou o ar t . 10- A à Lei 9.719/1998, cr iando um novo benef ício 
assist encial não pr evist o na LOAS
Pode ser pago a mais de um membr o da 
f amíl ia, desde que compr ovadas t odas as 
condições exigidas.
o benef ício Pode ser pago a mais 
de um membr o da f amíl ia, desde 
que compr ovadas t odas as 
condições exigidas.
? A condição de acol himent o em inst it uições 
de l onga per manência não pr ej udica o dir eit o 
do idoso ou da pessoa com def iciência ao 
benef ício de pr est ação cont inuada (ar t . 20 , § 
5º, da LOAS).
A concessão do benef ício de pr est ação 
cont inuada independe da int er dição 
j udicial do idoso ou da pessoa com 
def iciência.
a incl usÃO DOS TRABALHADORES AVULSOS 
SOMENTE SE DEU COM PUBLICAÇÃO DA Lei nº 
12.815, de 2013, que acr escent ou o ar t . 10- A à 
Lei 9.719/1998, cr iando um novo benef ício 
assist encial não pr evist o na LOAS
COMO SE DÁ A CARACTERI ZAÇÃO DA Def iciênciA 
PARA FI NS DE CONCESSÃO DO BENEFÍCI O? 
Par a que uma pessoa sej a el egível ao BPC, é necessár io compr ovar que 
possui impediment os de l ongo pr azo, def inidos como aquel es que 
incapacit am a pessoa par a a vida independent e e par a o t r abal ho por um 
per íodo mínimo de dois anos. Est a compr ovação é r eal izada at r avés de duas 
aval iações: uma médica e out r a social . 
A aval iação médica é conduzida por per it os do INSS, que ver if icam a pr esença 
de impediment os f ísicos, ment ais, int el ect uais ou sensor iais signif icat ivos. 
Par al el ament e, a aval iação social é r eal izada por assist ent es sociais do 
INSS, que anal isam o impact o da def iciência na vida diár ia do r equer ent e, 
consider ando o cont ext o socioeconômico e f amil iar . A Lei nº 13.146, de 
2015, f acil it ou a concessão do benef ício ao al t er ar a exigência de 
?diver sas bar r eir as? par a ?uma ou mais bar r eir as?. a NORMATIVA 
ESTABELECEU, AINDA, que a aval iação da def iciência deve ser 
biopsicossocial , r eal izada por uma equipe mul t ipr of issional e 
int er discipl inar .
As l imit ações f ísica, ment al , int el ect ual e 
sensor ial agor a devem ser conj ugadas com f at or es 
sociais, com o cont ext o em que vive a pessoa com def iciência, 
devendo f icar compr ovado que suas l imit ações a impedem de 
se int egr ar pl enament e na vida em sociedade, dif icul t ando sua 
convivência com os demais. Nesse aspect o, a l ei agor a se apr oxima 
do conceit o de incapacidade f ixado pel o Decr et o n. 3.298/99 (ar t . 
3º, I I I): ?(? ) uma r edução ef et iva e acent uada da capacidade de 
int egr ação social , com necessidade de equipament os, adapt ações, 
meios ou r ecur sos especiais par a que a pessoa por t ador a 
de def iciência possa r eceber ou t r ansmit ir inf or mações 
necessár ias ao seu bem- est ar pessoal e ao desempenho 
de f unção ou at ividade a ser exer cida?
Se o benef ício f or r equer ido j udicial ment e, t ambém 
ser ão necessár ias as per ícias médica e social , f eit as por 
per it os e assist ent es sociais nomeados pel o j uiz.
A per ícia médica, administ r at iva ou j udicial , dever á det er minar o 
início do impediment o e o pr ognóst ico de sua dur ação, se inf er ior 
ou super ior a 2 anos.
Também o assist ent e social dever á ir al ém de mer as inf or maçõessobr e a composição da r enda f amil iar do int er essado e da 
descr ição de suas condições de vida. Dever á aval iar , t ambém, o 
gr au de dif icul dade de sua int egr ação à vida social , 
consider ando a comunidade em que est iver inser ido.
Tr at a- se de aval iação biopsicossocial , que, 
al ém da condição de miser abil idade e da 
vul ner abil idade, dever á consider ar o gr au de 
def iciência, a dependência de t er ceir os par a as 
at ividades básicas da vida diár ia, e a r eper cussão 
dos t r at ament os de saúde no or çament o 
f amil iar (ar t . 20- B).
HI V como f at or de impediment o à 
ampl a par t icipaçã social em igual dade de 
condições 
A cont aminação pel o HIV, mesmo que assint omát ica, 
é f at or de discr iminação social , que, quando não 
impede, dif icul t a a int egr ação na vida comunit ár ia, 
em r azão do pr econceit o que ainda pr edomina. Al ém 
do mais, o cont aminado pel o vír us não consegue 
esconder sua condição no exame admissional par a 
vaga de empr ego, sendo cer t o que sua 
ver if icação conduz à possibil idade de 
r ecebiment o do bpc- l oas. 
SUSPENSÃO DO BENEFÍCI O A 
SUSPENÃO DO BENEFício se dar á quando,, , dent r e out r as hipót eses, f or 
ver if icada: 
- A super ação das condições que l he der am or igem;
- mor t e do benef iciár io;
- A f al t a de compar eciment o do benef iciár io por t ador de def iciência ao 
exame médico- per icial , por ocasião de r evisão do benef ício;
- f al t a de apr esent ação pel o benef iciár io da decl ar ação de composição do 
gr upo f amil iar por ocasião da r evisão do benef ício.
- inscr ição ou a at ual ização no CadÚnico, t er á o seu benef ício suspenso. 
- A super ação das condições que l he der am or igem 
- O EXERCÍCIO DE at ividade r emuner ada, incl usive na condição de 
micr oempr eendedor individual 
CANCELAMENTO DO BENEFÍCI O 
Ser á cancel ado o benef ício quando se const at ar 
ir r egul ar idade na sua concessão ou ut il ização.
A cessação do benef ício não impede nova 
concessão do benef ício, desde que at endidos os 
r equisit os def inidos em r egul ament o (ar t . 21, § 
4º da Lei nº 8.742/1993 ? r edação dada pel a Lei nº 
12.470/2011).
A cont r at ação de pessoa com def iciência como apr endiz 
não acar r et a a suspensão do benef ício, l imit ado a 2 anos 
o r ecebiment o concomit ant e da r emuner ação e do 
benef ício (ar t . 21- A, § 2º, da LOAS).
O benef ício deve ser r evist o a cada dois anos 
par a aval iação da cont inuidade das condições 
que l he der am or igem (ar t . 21 da LOAS).
OBJETI VO Gar ant ir dignidade e 
sobr evivência a idosos (65 anos ou mais) e pessoas com def iciência em 
sit uação de vul ner abil idade social , por meio de um benef ício 
assist encial de um sal ár io mínimo mensal . O BPC visa incl usão social , 
r edução das desigual dades econômicas, e o acesso a dir eit os básicos, 
pr opor cionando condições mínimas par a a par t icipação pl ena na 
sociedade, enquant o combat e a excl usão social e pr omove a j ust iça 
social . 
cumul at ividade COM OUTROS BENEFÍCI OS 
O Benef ício de Pr est ação Cont inuada (BPC) não pode ser cumul ado com qual quer 
out r o benef ício pecuniár io no âmbit o da Segur idade Social ou de qual quer out r o 
r egime, incl uindo o segur o- desempr ego, excet uando- se a assist ência médica e a 
pensão especial de nat ur eza indenizat ór ia.
A cumul ação do BPC com a r emuner ação or iunda do cont r at o de apr endizagem par a 
pessoas com def iciência est á l imit ada ao pr azo máximo de 2 anos, conf or me 
dispost o no ar t . 5º, par ágr af o único, do Anexo ao Regul ament o do BPC.
O Benef ício de Pr est ação Cont inuada não est á suj eit o a descont os de 
cont r ibuições e não ger a dir eit o ao pagament o de abono anual . 
O STF, r eput ou inconst it ucional o par ágr af o único 
do ar t . 34 do Est at ut o do Idoso por viol ar o 
pr incípio da isonomia, ao abr ir exceção par a o 
r ecebiment o de dois benef ícios assist enciais de 
idoso, mas não per mit ir a per cepção conj unt a de 
benef ício de idoso com o de pessoa com def iciência ou 
de qual quer out r o pr evidenciár io
I nício do benef ício 
O benef ício começa a ser pago a par t ir da dat a de apr esent ação do r equer iment o, 
sendo devido enquant o per sist ir em as condições que j ust if icar am a concessão.
Mesmo quando concedido por decisão j udicial , seus ef eit os devem r et r oagir à dat a 
do pedido administ r at ivo, desde que compr ovado que, naquel e moment o, o 
r equer ent e j á at endia aos r equisit os, conf or me a Súmul a nº 22 da TNU, que 
est abel ece:
"Se a pr ova per icial r eal izada em j uízo demonst r ar que a incapacidade j á exist ia 
na dat a do r equer iment o administ r at ivo, est a ser á o t er mo inicial do benef ício 
assist encial ."
(I N) TRANSMI SSI BI LI DADE DO BENEFÍCI O 
O BPC é i é int r ansf er ível em r ezão de seu car át er assist encial 
e, por t ant o, não ger a pensão por mor t e. No ent ant o, o val or 
do r esíduo não r ecebido em vida pel o benef iciár io ser á pago 
aos seus her deir os ou sucessor es, na f or ma da l ei civil .
O desenvol viment o das 
capacidades cognit ivas, mot or as ou 
educacionais e a r eal ização de at ividades não 
r emuner adas de habil it ação e r eabil it ação, ent r e 
out r as, não const it uem mot ivo de suspensão ou 
cessação do benef ício da pessoa com 
def iciência (ar t . 21, § 3º, da LOAS).
a Lei nº 13.985, de 07.04.2020, inst it uiu pensão especial dest inada a cr ianças com 
Síndr ome Congênit a do Zika Vír us, nascidas ent r e 01.01.2015 e 31.12.2019, benef iciár ias do 
Benef ício de Pr est ação Cont inuada (BPC). A pensão especial ser á devida a par t ir do dia 
post er ior à cessação do BPC, não podendo ser cumul ada com o BPC ou com out r os benef ícios 
que t enham o mesmo f at o ger ador .
VAl or do benef ício: 
O vaor do bpc, conf or me ar t . 20 da l oas, é de um 
sal ár io mínimo vigent e 
O ar t . 20- B da LOAS (int r oduzido pel a Lei nº 14.176/2021) t r at a da aval iação dos 
out r os el ement os pr obat ór ios da condição de miser abil idade e da sit uação de 
vul ner abil idade, e est abel ece que ser ão consider ados os seguint es aspect os par a 
ampl iação do cr it ér io de af er ição da r enda f amil iar mensal per capit a, o que ir á ocor r er de 
f or ma gr adat iva em f ace das quest ões or çament ár ias:
I ? o gr au da def iciência, af er ido por meio de inst r ument o de aval iação biopsicossocial ;
I I ? a dependência de t er ceir os par a o desempenho de at ividades básicas da vida diár ia; e
II ? o compr omet iment o do or çament o do núcl eo f amil iar excl usivament e com gast os médicos, 
com t r at ament os de saúde, com f r al das, com al iment os especiais e com medicament os do idoso 
ou da pessoa com def iciência não disponibil izados gr at uit ament e pel o SUS, ou com 
ser viços não pr est ados pel o Suas, desde que compr ovadament e necessár ios à 
pr eser vação da saúde e da vida.
Est ar inscr it o no Cadast r o de Pessoas Físicas ? 
CPF e noCadast r o Único par a Pr ogr amas Sociais 
do Gover no Feder al ? CadÚnico.
Est ar inscr it o no Cadast r o de Pessoas Físicas ? 
CPF e no Cadast r o Único par a Pr ogr amas Sociais 
do Gover no Feder al ? CadÚnico.
Assim como pr evist o na LOAS, a 
gr at if icação nat al ina não é devida no benef ício 
assist encial mensal ao t r abal hador por t uár io. 
Também t em a car act er íst ica de ser pessoal e 
int r ansf er ível e não ger ar dir eit o à pensão 
por mor t e aos her deir os ou sucessor es.
essa pr est ação dever á ser r evist a a cada ano par a 
aval iação do cr it ér io r ef er ent e à subsist ência do 
benef iciár io e t em as seguint es causas de cessação 
Sem 13º Sal ár io: Os benef iciár ios do 
BPC/LOAS não r ecebem o 13º sal ár io
o BPC/LOAS pode ser concedido a pessoas 
em sit uação de r ua, desde que compr ovem a 
condição de vul ner abil idade e incapacidade 
par a o t r abal ho, mesmo sem um ender eço 
f ixo.
	Pesquisa e concepção
	P�gina 1

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