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1 XVI SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE CIÊNCIA INTEGRADA DA UNAERP CAMPUS GUARUJÁ Intervenção fisioterapêutica para ombro doloroso em indivíduos pós Acidente Vascular Encefálico Joyce Lopes dos Santos Discente do Curso de fisioterapia Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP Campus Guarujá joycebertioga@hotmail.com Renata Morales Banjai Docente do Curso de fisioterapia Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP Campus Guarujá renatabanjai@hotmail.com Este simpósio tem o apoio da Fundação Fernando Eduardo Lee Linha de pesquisa: fisioterapia- fisioterapia neurofuncional adulto Apresentação: Oral Resumo Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (ave) é uma doença de alta incidência, caracterizada pelo dano da função neurológica. Com sinais e sintomas superiores há 24 horas. Umas das limitações presentes nesses pacientes é o ombro doloroso, afetando cerca de 34 a 85% dos pacientes.objetivo: O objetivo do presente estudo é identificar formas de tratamento eficazes para o ombro doloroso. Metodologia: foram selecionados ensaios clínicos aleatorizados, referente ao tratamento fisioterapêutico para ombro doloroso em pacientes com AVE, encontrados na base de dados PEDro. Considerações finais: Com base nos artigos consultados, somente algumas das intervenções apresentaram ser benéficas para o tratamento. Palavras chaves: tratamento; ombro doloroso; AVE. Abstract Introduction: Stroke is a disease of high incidence, characterized by damage to neurological function. With superior signs and symptoms for 24 hours. One of the limitations present in these patients is the painful shoulder, affecting about 34 to 85% of the patients. Objective: The aim of the present study is to identify forms of treatment that are effective for the painful shoulder. Methodology: Randomized clinical trials regarding the physiotherapy treatment for painful shoulder in stroke patients were found in the PEDro database. Final considerations: Based on the articles consulted, the pain interventions presented in this study are beneficial for the treatment of the painful shoulder. Key-words: treatment; painful shoulder; stroke. 2 1. Introdução Segundo Klotz; Borges, et al.(2006). O Acidente Vascular Encefálico é uma síndrome de evolução rápida, com uma variedade de manifestações clinicas relativa com a área encefálica acometida. Segundo Mozaffarian; et al.(2015). Nos últimos 40 anos a incidência do AVE sofreu transformações entre os países de diversas áreas de andamento. Nos países de rendas maiores ocorreu uma diminuição em 42% na incidência, entretanto nos países de pouca renda destacou-se um crescimento superior a 100%, excedendo em 20% a incidência em relação ao países de alta renda. Entre 2001 a 2011 a taxa referente de atuais casos de AVE despencou para 35,1%. A todo ano, nos EUA, há cerca de 795.000 novos casos ou usuais, destes 610.000 são os primeiros episódios. Segundo Castro; Epstein, et al. (2007).Como fatores de risco para o AVE temos a hipertensão, diabetes, tabagismo, dislipidemia, obesidade, alcoolismo, falta de atividade física, doenças do coração (infarto, endocardite e fibrilação). Sendo assim o AVE é a terceira causa mais comum de morte, perdendo apenas para o câncer e a doença coronariana. Segundo Mozaffarian; et al.(2015). A prevalência do AVE decorrente da idade também vem sofrendo alterações nos últimos anos, em consequência dos vícios habituais, elevando a regularidade de acometimento em adultos jovens, devido 33% dos adultos acima de 20 anos de idade apresentam ter hipertensão arterial. A forma isquêmica é a mais comum entre esse grupo. Segundo Sacco R, L; et al. (2012). O encéfalo apresenta uma complexa rede anastomótica extra e intracraniana, que procura inventar meios diferentes para uma vascularização eficaz, mesmo em condições incomuns. O sistema de vascularização anterior que atinge duas artérias primordiais, artéria cerebral média e anterior é acometido na ocorrência do dano isquêmico, em 51% e 5%,respectivamente. Em contra partida a posterior é encarregado por 7%. Segundo Fabio S; (2006). A hemiplegia pode afetar os princípios da biomecânica do ombro e sua estabilidade,devido ausência do controle motor e tipos diferentes de movimento. Segundo Ejnismann; Monteiro, ET AL (2008). O ombro doloroso ocorre devido um desalinhamento na articulação do ombro, devido às alterações presentes nos pacientes. No começo a dor se apresenta moderadamente, e com o passar do tempo começa a piorar, podendo acarretar na diminuição de movimento. 2. Objetivo O objetivo do presente estudo é identificar formas de tratamento que sejam eficazes para o ombro doloroso, com grande foco na diminuição da dor, através da base de dados PEDro, onde serão lecionados estudos com pontuação acima de 7. 3. Revisão da Literatura Segundo Chaves, (2000). O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma doença de alta incidência, caracterizada pelo dano da função neurológica. Com sinais e sintomas superiores há 24 horas ou a morte, devido uma 3 interrupção, ou extravazamento do fluxo sanguíneo para o cérebro. Segundo Polese; Tonial, et al. (2008). O AVE pode ser classificado de duas formas, Isquêmico que é a interrupção da passagem de sangue. Responsável por afetar cerca de 80 a 90% dos pacientes. Mais da metade desses indivíduos tem o acometimento da artéria cerebral media. Como causa principal temos a aterosclerose, em seguida a trombose (arterial e venosa), embolia e doenças vasculares. O AVE isquêmico pode acontecer devido dois mecanismos, um trombo composto por uma anexação plaquetaria, causada pela fragilização de uma placa de ateroma, que ira bloquear parcialmente ou totalmente a área que ele se formou. Ou algum fragmento de trombo que se deslocou da parede de algum vaso formando êmbolos, que por via hematogênica obstruem alguma artéria. A segunda forma é o AVE hemorrágico causado pela ruptura de algum vaso localizado na cavidade craniana. Como principal causa apresenta o aneurisma, que produz escape de sangue no parênquima com foco irritativo e edema, com aumento do volume de sangue intracraniano. O AVE isquêmico possui uma classificação de acordo com a duração dos sinais e sintomas. O primeiro é chamado de ataque isquêmico transitório, em que a duração dos sinais é inferior a 24 horas. O segundo é o déficit neurológico isquêmico reversível onde a duração é em media ate 3 semanas. O terceiro é ave isquêmico (com comprometimentos) 72 horas para aparecer, é preciso a análise da neuroimagem, onde ira aparecer uma área de hiposinal,escura com edema/ necrose tecidual. 3.1 Comprometimentos neuroligo com relação às áreas de lesão: Artéria cerebral media, quando lesionada o membro superior é o mais afetado. Hemiplegia/paresia contralateral, déficit sensorial contralateral, hemianopsia (perda da visão de um hemicampo), distúrbio de linguagem ou alteração da percepção espacial. Artéria cerebral anterior, hemiplegia/paresia contralateral com predomínio de membros inferiores, déficit sensorial, déficit de controle de esfíncter, herações do comportamento (perda do limite social), apraxia. Artéria cerebral posterior, déficit visual, déficit sensorial contralateral, dor talâmica, distúrbio de controle de movimento, hemiplegia/paresia. Segundo Lavor; Agra, et al. (2011). O diagnostico pode ser feito de diversas formas, coleta do histórico do paciente, exame clinico, tomografia, punção lombar e a ressonância magnética. Segundo Cesário; Penasso, et al. (2006). A hemiparesia é o sinal clinico mais comum nesses pacientes, ela faz com que eles entrem em uma postura de assimetria postural, ocorrendo uma menor distribuição de peso para o lado afetado, e com isso a transferência de peso fica para o outro lado. A fase de evolução clinica desses pacientes, se inicia com a faseaguda (período de choque cerebral), subaguda período de 2 meses e crônica total de 6 meses. Para o tratamento fisioterapeutico é preciso compreender as fases de evolução, no período de choque cerebral que são as primeiras 24 horas, o fisioterapeuta devera realizar o posicionamento no leito e mobilização articular de maneira limitada. De 48 horas a 72 horas poderá ser realizada movimentação ativa reduzindo o tempo de sessão. Após as 72 horas 4 mobilização funcional com trocas de decúbito para sentado. Depois da alta hospitalar o fisioterapeuta terá como objetivo melhorar a mobilidade funcional, função motora e a capacidade funcional de membros superiores e inferiores, e prevenindo complicações decorrentes a espasticidade e inatividade cardiorespiratorio. Segundo Silva; Riberto, ET AL (2014). A espasticidade é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da dor no ombro no hemiplégico. Causando um desalinhamento na articulação do ombro, devido à limitação de ADM causada pela mesma. Segundo Santana; Guerra, ET AL (2015). A incidência do ombro doloroso é de 34 a 85% dos pacientes, sexo e a idade são fatores que não interferem. A dor aparece em torno da segunda semana após o AVE. Está entre um dos problemas responsáveis pelo alto grau de incapacidade funcional e aflição dos pacientes. Segundo Ejnismann; Monteiro, ET AL (2008). O ombro dispõe de quatro articulações, glenoumeral, acromioclavicular, esterno-clavicular e escapulo- toracia. As articulações trabalham em conjunto em movimento regular, o que possibilita a movimentação de todo o ombro. O mecanismo que produz a dor no ombro pode ser devido a diversas alterações como, subluxação escápulo- umeral, capsulite do ombro, síndrome do impacto, síndrome complexa de dor regional, tendinite bicipital, neuropatia por tração do plexo braquial, espasticidade,mobilização do membro, lesões de partes moles, dor central, distrofia simpático reflexa,síndrome dolorosa miofascial. É preciso ter cuidado com a manipulação do membro afetado, a fim de evitar as dores ou complicação. O braço do lado afetado deve ser posicionado com abdução da articulação gleno-umeral, com rotação externa. Qualquer movimento fora desse padrão produzira dor ao paciente. 4. Materiais e Métodos Este estudo é uma revisão bibliográfica. Para o presente estudo foram selecionados ensaios clínicos aleatorizados, referente ao tratamento fisioterapêutico para ombro doloroso em pacientes com AVE, encontrados na base de dados PEDro. Os estudos são avaliados de acordo com 11 critérios, em que a pontuação só será atribuída quando o critério for claramente satisfeito. A pontuação é concedida de 0 a 10, quanto maior o escore, melhor a qualidade metodológica do estudo. Para busca bibliográfica foram utilizadas as palavras pain em problem, upper arm, shoulder or shoulder girdle em body part, neurology em subdiscipline, Clinical Trial em method. Foram extraídos dados quanto às características dos participantes dos estudos e das intervenções, os desfechos avaliados e os resultados da intervenção. 5. Resultados A partir da busca inicial foram selecionados 17 estudos com alta qualidade metodológica (escore acima de 7 pontos). Foram excluídos duplicatas e estudos que abordavam tratamento para dor em pacientes com lesão medular. Ao termino da analise inicial dos títulos e resumos foram incluídos 6 estudos na presente pesquisa. Os selecionados seguem abaixo: Tabela 1. Intervenções Fisioterapêuticas Para Dor no Ombro. 5 Titulo Ano e autores Amostra Intervenção Medidas de avaliação Resultado Avaliar efeito da estimulação elétrica neuromuscular de superfície no ombro após AVE Ano: 2006 Autores: -Church C - -Huntley S -Rodgers H -Pandyan AD Participantes: 176 Intervenção: 80 Controle: 86 Fase: agudo Estimulação elétrica Tempo: 3 vezes ao dia,1 hora durante 4 semanas. -Escala visual analógica para dor (0 a 10) - índice de motricidade (MMSS) -teste de afasia -Grupo intervenção recebeu um programa de 4 semanas de estimulação no ombro (supraespinhal e deltoide) e o cotrole houve uma desconexão interna. -Ambos os grupos receberam menos tratamento do que o prescrito -Dor semelhante entre os grupos - estimulação elétrica na fase aguda não melhora o resultado funcional e pode piorar a função do braço. Estimulação elétrica intramuscular para dor no ombro na hemiplegia: o tempo desde o inicio do AVE prediz o sucesso no tratamento? Ano: 2007 Autores: -John chae - Alan Ng Participantes: 61 Intervenção: 32 Controle: 29 Fase: crônico Estimulação intramuscular Tempo:6 horas por dia, durante 6 semanas -Fugl-Meyer - Escala de Ashworth Modificada - Medida Independente Funciona -teste de capacidade do motor do braço -O grupo intervenção recebeu eletrodos intramusculares para o trapézio superior, supraespinhal, deltoide médio e posterior através de um procedimento minimamente invasivo sobre anestesia local. -O grupo controle recebeu uma tipoia - Foi eficaz na redução da dor no ombro no grupo intervenção Ortese funcional na subluxação da articulação do ombro após AVE isquêmico para evitar a síndrome pós hemiplegia de ombro e mão Ano:2012 Autores: -hartuting,M -gotz gelbrich Participantes: 41 Intervenção: 20 Controle: 21 Fase:*** - suporte por órtese funcional -Tempo: 4 semanas -escore síndrome ombro e mão ( 0 a 14) - grupo controle teve cuidados usuais isoladamente e o controle cuidados usuais de acordo com as diretrizes atuais -O escore síndrome mão e ombro foram menores no grupo intervenção em comparação ao controle - nenhum desconforto na ortese em 15 pacientes -Somente 1 sentiu dor. O estudo demonstrou sucesso em reduzir e prevenir o desenvolvimento de sintomas clínicos Tabela 1. Intervenções Fisioterapêuticas Para Dor no Ombro. 6 Legenda: *AVE: Acidente Vascular Encefálico * ADM: Amplitude De Movimento Fonte: Pesquisa aplicada (2019) Efeito da estimulação por acupuntura quente de waiguan na síndrome pós AVE Ano: 2014 Autores: -meng fy - wen j Participantes: 60 Intervenção: 30 Controle: 30 Fase:***** -Acupuntura aquecida com moxa - exercícios passivos e ativos MMSS -Tempo: 1 vez por dia, 30 min, 5 vezes por semana, durante 2 semanas -Escala visual analógica para dor ( 0 a10) - escore da gravidade do edema (0 normal- 2 leve- 4 moderado – 6 grave) - escala de avaliação motora de Fugl- Meyer - Após o tratamento o escore EVA e gravidade diminuíram significativamente e o Fuge Meyer aumentou sugerindo melhora, tratamento foi eficaz. Efeitos do kinesio taping para pacientes com AVE com dor no ombro hemiplegico Ano: 2017 Autores: -huang yc -Chang kh -Liou th -Cheng cw Participantes: 21 Intervenção: 11 Controle: 10 Fase: crônico Kinesio taping Tempo: 3 semanas -escala visual analógica para dor -índice de incapacidade -ADM passiva e ativa -Ambos os grupos apresentaram melhora na ADM passiva do ombro e dor. -não houve diferença significativa entre os grupos no escore da escala de classificação analógica e ADM passiva livre. Suporte de braço modificado para cadeira de rodas para reduzir a dor no ombro em pacientes com AVE Ano: 2017 Autores: -Ruihuan pan -mingchão zhou -hao cai Participantes: 120 Intervenção: 58 Controle: 56 Fase: aguda Tratamento conservador com suporte na cadeira de rodas Grupo tratamento: 60 min por dia,6 dias na semana, por 4 semanas -escala visual analógica para dor -escala de avaliação Fuge Meyer - índice de qualidade de vida - Grupo intervenção recebeu um suporte modificado - em 4 semanas a intensidade da dor foi maior no grupo controle em relação ao grupo de intervenção que recebeu o suporte. 7 6. Discussão Todos os artigos selecionados no presente estudo utilizaramalgum tipo de recurso para diminuir a dor no ombro, como a estimulação elétrica superficial e intramuscular, órtese funcional, acupuntura, kinesio taping e um suporte de braço. Como medidas de avaliação foram utilizadas a escala visual analógica para dor, Fugl Meyer, teste de afasia, índice de motricidade, escala de Ashworth, medida independente funcional, teste de capacidade motora do braço, escore da gravidade do edema, índice de qualidade de vida, índice de incapacidade, escore síndrome mão e ombro. Os estudos selecionados na tabela, elegeram pacientes que se encontravam na fase aguda ou crônica do AVE. Segundo Stinear,et al a classificação é dividida em aguda, subaguda e crônica. É considerada a fase aguda ate três meses do inicio do episodio, esse período é o mais importante e delicado, pois acontece o processo de restauração tecidual, expressa pela absorção do edema e inflamação, que colabora para a resolução da necrose tecidual. No trabalho de Church C, et al, o tratamento realizado consiste na aplicação da estimulação elétrica superficial no ombro, em pacientes na fase aguda. Porém não houve melhora, os grupos selecionados receberam menos tratamento do que o previsto, consequentemente a estimulação elétrica na fase aguda não melhora o resultado funcional e pode piorar a função do membro superior. Klotz T, et al, relatam que a estimulação elétrica possui uma importante ação terapêutica, por proporcionar um bom alinhamento articular e uma melhor adequação do membro lesionado e que há probabilidade de recuperação motora espontânea correspondendo com o período da estimulação elétrica, sendo que outros estudos alegam ser impossível. Entretanto, cabe destacar que o estudo de Church C, et al, não foi adequada pois não esclarece a conduta realizada com o grupo controle depois da desconexão interna, alem de não proporcionar o tempo determinado de tratamento a os pacientes. No estudo de Huang yc, et al,foi utilizado a kinesio taping em pacientes na fase crônica, relatando melhora da dor e ADM passiva. Já o estudo Klotz T et al, relatou que a bandagem se posicionada corretamente trás grandes benefícios como estimulação sensorial, redução da subluxação de ombro e movimentação ativa do membro. No artigo de Giorgetti et al, um sujeito apresentou alergia devido a cola da kinesio, e por isso só aplicou a fita uma única vez, entretanto foi destacado que houve melhora e que a utilização da mesma pode ter efeito imediato. No estudo de Meng et al, não foi relatado em que fase os pacientes se encontravam, como intervenção foi utilizado a acupuntura aquecida com moxa e exercícios ativos e passivos de membro superior, ouve melhora na dor e da função sensório-motora,medida pela escala de Fugl Meyer. Já no estudo de Leme et al, chegou a conclusão que embora diversos artigos abordem a melhora da dor com acupuntura, as evidências são fracas. E que para ter melhora rápida é preciso associar com outras técnicas. Já no estudo de Maik et al, foi utilizado uma órtese funcional em dois grupos, o grupo que utilizou a mesma apresentou melhora na redução dos sinais clínicos. E no estudo de Ruihuan et al, um suporte de braço para cadeira de rodas e o grupo que utilizou o suporte apresentou diminuição da dor. No 8 artigo de Junior et al, foi considerado que a utilização de imobilização é um dos principais fatores de dor. A recuperação de um paciente com hemiplegia é um grande desafio, devido às funções perdidas, que acaba acarretando em padrões anormais durante o movimento, prejudicando a biomecânica do ombro. Devido à falta de estabilidade esses pacientes desenvolvem a dor no ombro, responsável pelo alto grau de incapacidade funcional, gerando um impacto negativo durante o processo de reabilitação. Segundo Vilela et al, os pacientes não conseguem se concentrar ao realizar movimentos, pois são impedidos pela dor no ombro. O processo de reabilitação é lento, devido dor e rigidez articular estarem sempre presentes durante os movimentos mais simples. É importante destacar a importância de estudos com melhor qualidade metodológica, voltados para a intervenção do ombro doloroso, pois durante a pesquisa foram encontrados artigos com baixa qualidade. Faz-se importante já que se trata de uma patologia tão evidente em clinicas e hospitais. 7. Considerações Finais Conclui-se que, há muitos artigos sobre a estimulação elétrica como intervenção para a dor no ombro, porém os resultados são inconsistentes. Já o kinesio taping mostrou ser um bom recurso para esses pacientes, desde que haja adequação da técnica. O suporte de braço quando posicionado incorretamente e mantido por um longo período se torna prejudicial a esses pacientes. No presente estudo não foi identificado formas de tratamento com eficácia na resolução do quadro doloroso de ombro pós AVE. 9 7.Rerefência CASTRO,J.A.B;EPSTEIN, M.G.Estudo dos principais fatores de risco para acidente vascular encefálico.rev bras clin med, universidade de são paulo,p.1-3,03,fev/abri.2009. Disponível em:http://files.bvs.br/upload/S/1679- 1010/2009/v7n3/a171-173.pdf. Acesso em: 01 nov.2018 CESARIO,C.M.M;PENASSO,P. Impacto na disfunção motora na qualidade de vida em pacientes com acidente vascul ar encefálico. Neurociências, universidade de franca, p.1-4,jan/mar.200 6. Dis ponível em: https://periodicos.unifesp.br/index.php/neurociencias/article/view/8 780/6314. Acesso em: 01 nov. 2018. 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