Prévia do material em texto
Resumo sobre o Procedimento Operacional Padrão da Fisioterapia em Lesões Ortopédicas nos Membros Inferiores O Procedimento Operacional Padrão (POP) da Unidade de Reabilitação do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) estabelece diretrizes para a atuação da fisioterapia em pacientes com lesões ortopédicas nos membros inferiores (MMII). O objetivo principal deste protocolo é padronizar o tratamento fisioterapêutico, garantindo uma abordagem sistemática e eficaz para a reabilitação desses pacientes. O documento é dividido em várias seções que abordam desde a introdução e objetivos gerais da fisioterapia até a descrição detalhada das tarefas e intervenções específicas para diferentes tipos de lesões. Contexto e Importância da Fisioterapia As lesões ortopédicas, especialmente aquelas resultantes de traumas, têm se tornado uma preocupação crescente na saúde pública, refletindo o aumento da violência urbana e do tráfego de veículos. Dados de 2005 a 2009 mostram um aumento significativo no número de óbitos e internações hospitalares devido a acidentes de trânsito, com uma predominância de casos entre a população masculina e em faixas etárias produtivas. A fisioterapia desempenha um papel crucial na recuperação desses pacientes, visando restaurar a amplitude de movimento (ADM), força muscular, e prevenir complicações como edemas e perda funcional. Os objetivos gerais da fisioterapia incluem: Restaurar e manter a ADM : Fundamental para a recuperação funcional. Melhorar a força muscular : Essencial para a reabilitação e prevenção de novas lesões. Reduzir e/ou prevenir edemas : Importante para a recuperação do fluxo sanguíneo e redução da dor. Manter a função do sistema nervoso e respiratório : Crucial para a saúde geral do paciente. Intervenções Fisioterapêuticas Específicas O protocolo detalha intervenções específicas para diferentes tipos de lesões, como fraturas e artroplastias. Cada fase do tratamento é cuidadosamente delineada, com recomendações sobre exercícios e cuidados a serem tomados em cada etapa do pós-operatório. Por exemplo, no caso de artroplastia de quadril, as fases de reabilitação incluem: Fase 1 (1º PO) : Envolve o posicionamento adequado do membro operado, exercícios isométricos e orientações sobre precauções a serem seguidas pelo paciente. Fase 2 (2º ao 5º PO) : Introduz exercícios ativos de flexão e extensão, além de treinamento de mobilidade. Fase 3 (6º ao 10º PO) : Foca na marcha com carga progressiva e na continuidade dos exercícios de fortalecimento. Além disso, o protocolo aborda a fisioterapia em casos de fraturas específicas, como a fratura diafisária de fêmur e fraturas de tornozelo, cada uma com suas particularidades e cuidados específicos. A abordagem é sempre gradual, respeitando as limitações do paciente e as orientações médicas. Conclusão e Implicações A implementação deste POP é fundamental para garantir que os pacientes com lesões ortopédicas recebam um tratamento fisioterapêutico de qualidade, que não apenas acelere a recuperação, mas também minimize o risco de complicações a longo prazo. A padronização das práticas fisioterapêuticas contribui para a eficiência do serviço de saúde, promovendo uma recuperação mais rápida e eficaz dos pacientes. A continuidade do acompanhamento e a educação do paciente sobre cuidados domiciliares são igualmente importantes para o sucesso do tratamento. Destaques O POP visa padronizar o tratamento fisioterapêutico para lesões ortopédicas nos MMII. A fisioterapia é crucial para a recuperação funcional, restaurando ADM e força muscular. O protocolo detalha intervenções específicas para diferentes tipos de lesões, com fases de tratamento bem definidas. A abordagem gradual respeita as limitações do paciente e as orientações médicas. A educação do paciente e o acompanhamento contínuo são essenciais para o sucesso da reabilitação.