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Resumo 4.2 Aluna: Erica O'Que é o exame de hemoglobina? O exame de hemoglobina (ou hemograma completo) mede a quantidade de hemoglobina no sangue. A hemoglobina é uma proteína encontrada nos glóbulos vermelhos responsável por transportar o oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo e devolver o dióxido de carbono para ser exalado. Tipos de exames relacionados à hemoglobina Existem dois exames principais relacionados à hemoglobina: 1. Hemoglobina no hemograma completo ● Mede o nível total de hemoglobina no sangue, avaliado como parte do hemograma completo. ● É usado para diagnosticar e monitorar condições como: ○ Anemia (níveis baixos de hemoglobina). ○ Policitemia (níveis altos de hemoglobina). ○ Distúrbios relacionados ao sangue. Valores normais de hemoglobina Os valores de referência podem variar, mas geralmente são: ● Homens: 13,8 a 17,2 g/dL. ● Mulheres: 12,1 a 15,1 g/dL. ● Crianças: 11 a 16 g/dL. ● Gestantes: Os valores podem ser ligeiramente mais baixos. Alterações nos níveis podem indicar: ● Hemoglobina baixa: ○ Anemia (deficiência de ferro, vitamina B12 ou ácido fólico). ○ Sangramentos. ○ Doenças crônicas (insuficiência renal, câncer, etc.). ● Hemoglobina alta: ○ Policitemia vera. ○ Exposição crônica a altas altitudes. ○ Doenças pulmonares ou cardíacas. Exame de colesterol total sua função,composição e metabolismo O exame de colesterol total é uma análise laboratorial usada para medir a quantidade total de colesterol presente no sangue. O colesterol é uma substância gordurosa essencial para várias funções no corpo, mas níveis elevados podem estar associados ao risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Função do colesterol no organismo O colesterol tem diversas funções vitais no corpo, sendo fundamental para: 1. Composição das membranas celulares: O colesterol é um componente essencial das membranas celulares, ajudando a manter a fluidez e a integridade estrutural. 2. Produção de hormônios: É precursor de hormônios esteroides, como os hormônios sexuais (estrogênio, testosterona), cortisol e aldosterona. 3. Produção de vitamina D: O colesterol é usado na produção da vitamina D, fundamental para a saúde óssea e o sistema imunológico. 4. Produção de bile: O colesterol é necessário para a síntese dos ácidos biliares, que ajudam na digestão e absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis. Composição do colesterol total O colesterol no sangue é composto por diferentes tipos, que têm funções e impactos variados na saúde: 1. Colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade): ○ Conhecido como "colesterol ruim". ○ É responsável por transportar o colesterol do fígado para as células do corpo. ○ Quando presente em níveis elevados, pode se depositar nas paredes das artérias, formando placas de ateroma e aumentando o risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose. 2. Colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade): ○ Conhecido como "colesterol bom". ○ Transporta o colesterol das artérias de volta para o fígado, onde é processado e eliminado do corpo. ○ Níveis elevados de HDL ajudam a proteger contra doenças cardíacas, removendo o excesso de colesterol das artérias. 3. Colesterol VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa) e IDL (lipoproteína de densidade intermediária): ○ São lipoproteínas que transportam triglicerídeos e colesterol. ○ O VLDL é considerado prejudicial à saúde quando presente em níveis elevados, pois pode contribuir para o acúmulo de gordura nas artérias. 4. Triglicerídeos: ○ Embora não sejam tecnicamente colesterol, os triglicerídeos são outra forma de gordura presente no exame de colesterol total. ○ Níveis elevados de triglicerídeos estão associados ao aumento do risco cardiovascular. Metabolismo do colesterol O colesterol é produzido principalmente pelo fígado, mas também é obtido por meio da dieta (principalmente alimentos de origem animal). O metabolismo do colesterol envolve várias etapas: 1. Absorção intestinal: ○ O colesterol presente nos alimentos é absorvido no intestino delgado. ○ Após a absorção, ele é transportado para o fígado através das quilomícrons (lipoproteínas que carregam as gorduras da alimentação). 2. Síntese hepática: ○ O fígado produz colesterol a partir de gorduras, carboidratos e proteínas, um processo controlado por uma enzima chamada HMG-CoA redutase. ○ O colesterol produzido no fígado é distribuído pelo corpo através das lipoproteínas. 3. Transporte pelo sangue: ○ O colesterol é transportado pelo sangue nas lipoproteínas (LDL, HDL, VLDL, etc.). ○ O LDL entrega o colesterol para as células, enquanto o HDL retira o excesso das células e das artérias, levando-o de volta ao fígado. 4. Eliminação: ○ O fígado elimina o excesso de colesterol na bile, que é liberada no intestino para ajudar na digestão das gorduras. Parte desse colesterol é excretado pelas fezes. Valores de referência do colesterol total ● Valores normais: ○ Colesterol total: Menor que 200 mg/dL. ○ Colesterol LDL (ruim): Menor que 100 mg/dL (para pessoas com risco de doenças cardiovasculares). ○ Colesterol HDL (bom): Maior que 60 mg/dL (valores mais altos são protetores). ○ Triglicerídeos: Menor que 150 mg/dL. ● Valores limítrofes ou elevados: ○ Colesterol total: 200-239 mg/dL (limítrofe) e 240 mg/dL ou mais (elevado). ○ Colesterol LDL: 100-129 mg/dL (limítrofe), 130-159 mg/dL (moderadamente elevado), 160 mg/dL ou mais (elevado). ○ Colesterol HDL: Menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres é considerado baixo. ○ Triglicerídeos: 150-199 mg/dL (limítrofe), 200 mg/dL ou mais (elevado). Ciclo endógeno de transporte e absorção do colesterol: O fígado sintetiza lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL, pela sigla em inglês), que contém Apo B-100. Na circulação, a Apo C-II e a Apo E são trocados entre a VLDL e a lipoproteína de alta densidade (HDL, pela sigla em inglês). A apo C-II ativa a LPL, que degrada os TGs. Na circulação, a proteína de transferência de éster de colesteril (CETP, pela sigla em inglês) facilita a troca de TGs e ésteres de colesteril entre a HDL e a VLDL. O remanescente de VLDL designa-se lipoproteína de densidade intermédia (IDL, pela sigla em inglês). É absorvido pelo fígado, onde é degradado ou libertado como LDL. Contém Apo B-100, que se liga ao recetor LDL nos tecidos periféricos e facilita a sua absorção. As HDL são partículas formadas no sangue. Contêm Apo A-I, que é feita por hepatócitos ou células entéricas. A HDL nascente contém apenas apolipoproteínas. Absorve o colesterol dos tecidos não hepáticos (tecidos periféricos). Para reter o colesterol dentro da HDL, a enzima sanguínea lecitina colesterol acetiltransferase (LCAT, pela sigla em inglês) facilita a sua esterificação. A LCAT é sintetizada e secretada pelo fígado. O HDL devolve os ésteres de colesterol ao fígado. Excreção • O corpo não consegue degradar a estrutura do anel de colesterol → este deve ser excretado como ácidos biliares nas fezes • Os ácidos biliares primários (ácido cólico, ácido desoxicólico) são sintetizados a partir do colesterol no fígado: o 7-alfa-hidroxilase converte colesterol → 7-alfa-hidroxicolesterol o São necessárias várias etapas para produzir: ▪ Ácido cólico ▪ Ácido quenodesoxicólico o Pode posteriormente ser conjugado com: ▪ Glicina → ácido glicocólico ou ácido glicoquenocólico ▪ Taurina → ácido taurocólico ou ácido tauroquenocólico • Armazenado na vesícula biliar • Secretado no lúmen intestinal → ajuda na digestão e absorção de lípidos o A maioria é reabsorvida no íleo → regressa ao fígado através do circulação entero-hepática → inibe a síntese de ácidos biliares o Alguns são modificados por bactérias → ácidos biliares secundários → podem regressarà circulação entero-hepática o Aproximadamente 5% são excretados nas fezes https://cdn.lecturio.com/assets/Chemical-structure-of-bile-acids.png Alterações hormonais que acontece no jejum O jejum, seja em curto ou longo prazo, provoca uma série de alterações hormonais no corpo. Essas mudanças são parte de um processo de adaptação do organismo para preservar energia e funcionar de forma eficiente durante períodos de ausência de alimento. Aqui estão as principais alterações hormonais que ocorrem durante o jejum: 1. Insulina ● Diminuição da insulina: Durante o jejum, os níveis de insulina caem significativamente. Isso ocorre porque, em jejum, o corpo não recebe alimentos, principalmente carboidratos, que estimulam a liberação de insulina. ○ A insulina é o principal hormônio responsável por armazenar a glicose nas células para uso energético. ○ Quando a insulina diminui, o corpo passa a utilizar as reservas de gordura como fonte primária de energia. 2. Glucagon ● Aumento do glucagon: O glucagon é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem efeito oposto ao da insulina. Quando os níveis de glicose no sangue caem, como ocorre no jejum, o glucagon é liberado para sinalizar o fígado a liberar glicose armazenada (glicogênio) ou produzir glicose nova (gliconeogênese). ○ Esse processo ajuda a manter níveis adequados de glicose no sangue durante o jejum. 3. Cortisol ● Aumento do cortisol: O cortisol, conhecido como o "hormônio do estresse", tende a aumentar durante o jejum, especialmente se ele for prolongado. ○ O aumento do cortisol ajuda o corpo a mobilizar reservas de energia, estimulando a liberação de glicose e ácidos graxos para que o corpo tenha combustível suficiente. ○ Se o jejum for muito longo ou estressante, níveis elevados de cortisol podem prejudicar a função imunológica e levar à perda de massa muscular. 4. Hormônio do crescimento (GH) ● Aumento do hormônio do crescimento: O hormônio do crescimento (GH) é liberado pela glândula pituitária e tem um papel importante no crescimento e reparação celular. Durante o jejum, os níveis de GH aumentam. ○ O GH promove a utilização de gordura como fonte de energia e ajuda a preservar a massa muscular, o que é crucial em períodos sem ingestão alimentar. 5. Leptina ● Diminuição da leptina: A leptina é um hormônio produzido pelas células adiposas e está envolvida no controle do apetite e no metabolismo. Durante o jejum, os níveis de leptina diminuem. ○ A redução da leptina envia um sinal ao cérebro para aumentar o apetite e diminuir o gasto energético, ajudando o corpo a conservar energia quando os alimentos estão escassos. 6. Ghrelina ● Aumento da ghrelina: A grelina, conhecida como o "hormônio da fome", aumenta durante o jejum. ○ Esse aumento provoca a sensação de fome, incentivando a ingestão de alimentos quando o corpo necessita de nutrientes. Por que a alta e feita em jejum? 1. Avaliação do estado geral: Quando o paciente está em jejum, é possível avaliar melhor sua capacidade de tolerar alimentos e líquidos, especialmente após procedimentos ou cirurgias. Isso ajuda os médicos a verificar se o sistema digestivo está funcionando corretamente. 2. Prevenção de complicações: Em alguns casos, como após cirurgias abdominais ou em pacientes com risco de vômitos, a ingestão precoce de alimentos pode causar desconforto ou até complicações, como aspiração de alimentos nos pulmões. 3. Testes laboratoriais: Em alguns casos, antes da alta, o médico pode solicitar exames de sangue, os quais devem ser feitos em jejum para garantir resultados precisos, principalmente quando se mede níveis de glicose ou lipídios. Cada caso é avaliado individualmente pelo médico responsável, levando em conta o tipo de tratamento, cirurgia ou condição clínica do paciente. Classes de medicamentos para tratar diabetes 1. Insulina ● Uso: Principalmente para o tratamento de diabetes tipo 1 e também para alguns casos de tipo 2 que não controlam a glicose com outros medicamentos. ● Função: A insulina substitui a insulina natural que o corpo não consegue produzir (no caso do tipo 1) ou ajuda a melhorar o controle da glicose no sangue em pessoas com diabetes tipo 2. ● Tipos: ○ Insulina de ação curta (ex: insulina regular) ○ Insulina de ação longa (ex: insulina glargina) ○ Insulina de ação ultrarrápida (ex: insulina lispro, aspart) 2. Metformina ● Uso: Tratamento de primeira linha para diabetes tipo 2. ● Função: Reduz a produção de glicose no fígado e melhora a sensibilidade das células à insulina. ● Efeitos colaterais comuns: Distúrbios gastrointestinais, como diarreia e náusea. 3. Sulfonilureias ● Exemplos: Glibenclamida, glimepirida, gliclazida. ● Uso: Ajudam a aumentar a produção de insulina pelo pâncreas. ● Função: Estimulam as células beta do pâncreas a liberarem mais insulina. ● Efeitos colaterais: Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) e ganho de peso. 4. Inibidores da DPP-4 (Gliptinas) ● Exemplos: Sitagliptina, saxagliptina, linagliptina. ● Uso: Tratamento de diabetes tipo 2. ● Função: Aumentam a secreção de insulina e diminuem a produção de glicose pelo fígado. ● Efeitos colaterais: Menos risco de hipoglicemia, mas podem causar infecções respiratórias. 5. Agonistas do GLP-1 ● Exemplos: Liraglutida, semaglutida, exenatida. ● Uso: Para diabetes tipo 2, muitas vezes como opção quando outros medicamentos não são suficientes. ● Função: Estimulam a liberação de insulina, inibem a produção de glicose pelo fígado e retardam o esvaziamento gástrico, o que ajuda a controlar a saciedade. ● Efeitos colaterais: Náuseas, perda de peso, e risco de pancreatite. 6. Inibidores do SGLT-2 ● Exemplos: Empagliflozina, canagliflozina, dapagliflozina. ● Uso: Tratamento de diabetes tipo 2, também podem ser usados para proteção renal. ● Função: Impedem a reabsorção de glicose nos rins, fazendo com que a glicose seja excretada pela urina. ● Efeitos colaterais: Infecções urinárias, desidratação e aumento do risco de cetoacidose diabética. 7. Tiazolidinedionas (Glitazonas) ● Exemplos: Pioglitazona, rosiglitazona. ● Uso: Para diabetes tipo 2, principalmente em pessoas com resistência à insulina. ● Função: Melhoram a sensibilidade das células à insulina. ● Efeitos colaterais: Ganho de peso, retenção de líquidos e risco de problemas cardíacos. 8. Inibidores da Alfa-glucosidase ● Exemplos: Acarbose, miglitol. ● Uso: Para diabetes tipo 2. ● Função: Retardam a absorção de carboidratos no intestino, ajudando a controlar os picos de glicose após as refeições. ● Efeitos colaterais: Distúrbios gastrointestinais, como flatulência e diarreia. Analisar as alterações metabólicas e fisiopatologia envolvidas na diabetes mellitus tipo 1 e 2 Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) Fisiopatologia A DM1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Como resultado, o corpo não consegue mais produzir insulina suficiente para regular os níveis de glicose no sangue. A insulina é crucial para o transporte de glicose para as células, principalmente células musculares, adiposas e hepáticas. Sem insulina, a glicose se acumula no sangue, causando hiperglicemia. ● Destruição das células beta: A principal característica da DM1 é a destruição autoimune das células beta nas ilhotas de Langerhans do pâncreas. Isso impede a secreção de insulina, essencial para a captação de glicose pelas células. ● Falta de insulina: Sem insulina, a glicose não pode ser transportada para dentro das células, resultando em níveis elevados de glicose no sangue (hiperglicemia). ● Quebra de gordura e proteína: Como as células não podem usar glicose, o corpo começa a quebrar gordura (lipólise) e proteínas (proteólise) para obter energia, o que leva à produção excessiva de corpos cetônicos e à cetoacidose.Alterações Metabólicas ● Hiperglicemia: A glicose não entra nas células, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. ● Cetoacidose: A falta de glicose nas células leva à mobilização das reservas de gordura, o que resulta na produção excessiva de corpos cetônicos. Esses corpos cetônicos podem acumular-se no sangue, levando à acidose metabólica. ● Aumento da lipólise e proteólise: A falta de glicose faz com que o corpo quebre gordura e proteínas para gerar energia, levando à perda de peso e desidratação. ● Desidratação: O aumento da glicose no sangue leva ao aumento da diurese (produção excessiva de urina), o que pode resultar em desidratação, além de desequilíbrio eletrolítico. Sintomas Comuns ● Poliúria (aumento da produção de urina) ● Polidipsia (sede excessiva) ● Polifagia (fome excessiva) ● Perda de peso ● Fadiga ● Cetoacidose diabética (quando não controlada) Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) Fisiopatologia A DM2 é caracterizada pela resistência à insulina e pela disfunção das células beta do pâncreas. No início da doença, as células do corpo se tornam resistentes aos efeitos da insulina, o que significa que a insulina não consegue efetivamente facilitar a entrada de glicose nas células. Em resposta, o pâncreas tenta compensar aumentando a produção de insulina. Com o tempo, as células beta se desgastam e não conseguem produzir insulina suficiente. ● Resistência à insulina: As células do corpo, especialmente no fígado, músculos e tecido adiposo, tornam-se menos sensíveis à insulina, o que dificulta a captação de glicose. Como resultado, a glicose se acumula no sangue. ● Disfunção das células beta: Com o tempo, as células beta do pâncreas tornam-se incapazes de produzir insulina suficiente para superar a resistência. Isso piora a hiperglicemia. ● Disfunção do fígado: No DM2, o fígado continua a produzir glicose (gluconeogênese) mesmo quando os níveis de glicose no sangue estão elevados, agravando a hiperglicemia. Alterações Metabólicas ● Hiperglicemia: Embora a resistência à insulina não seja tão grave quanto na DM1, ela ainda resulta em níveis elevados de glicose no sangue. Com o tempo, a função das células beta se deteriora, o que agrava o quadro. ● Dislipidemia: A resistência à insulina também afeta o metabolismo lipídico, resultando em níveis elevados de triglicerídeos e colesterol LDL (mau colesterol), com redução do colesterol HDL (bom colesterol). ● Hiperuricemia: A resistência à insulina também pode causar níveis elevados de ácido úrico no sangue, aumentando o risco de gota e problemas renais. ● Alterações no metabolismo das proteínas e do sódio: Embora a DM2 seja mais associada a distúrbios do metabolismo da glicose, ela também pode levar a alterações nos níveis de sódio e proteínas. Sintomas Comuns ● Poliúria ● Polidipsia ● Fadiga ● Visão turva ● Cicatrização lenta de feridas ● Infecções recorrentes ● Pode ser assintomática nos estágios iniciais Relevância Clínica • Estatinas: inibidores competitivos da HMG-CoA redutase no fígado. A inibição resulta na diminuição da formação de colesterol intra-hepatocitário, resultando na regulação positiva dos recetores de LDL e, em última análise, na redução dos níveis séricos de LDL e triglicerídeos. As indicações para prescrição incluem prevenção de doença cardiovascular primária ou secundária em indivíduos com dislipidemia. • Inibidores de PCSK9: anticorpos monoclonais contra a PCSK9, que bloqueiam a ligação desta enzima aos recetores de LDL. Esta ligação previne a degradação dos recetores de LDL, permitindo o aumento da captação celular de LDL e a sua eliminação da corrente sanguínea. Por esse motivo, os inibidores de PCSK9 são prescritos para a hiperlipidemia. • Dislipidemia: frequentemente ocorre como elevação do colesterol plasmático e/ou triglicerídeos. Existem diversas potenciais etiologias, incluindo genética, ingestão alimentar, fármacos e condições médicas (e.g., diabetes, DRC, hipotiroidismo). As consequências podem incluir doença cardiovascular, acidente vascular cerebral, pancreatite e esteatose hepática. • Aterosclerose: forma comum de doença arterial na qual a deposição de lípidos forma uma placa nas paredes dos vasos sanguíneos. A aterosclerose manifesta-se como estenose do vaso e é uma fonte de doença tromboembólica. As manifestações clínicas dependem dos vasos específicos afetados e incluem, principalmente, doença arterial coronariana, doença carotídea e doença vascular periférica. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Botham KM, Mayes PA. (2018). Cholesterol synthesis, transport, & excretion. Chapter 26 of Rodwell BW, Bender DA, Botham KM, Kennelly PJ, Weil PA (Eds.), Harper’s Illustrated Biochemistry, 31st ed. McGraw-Hill Education. Retrieved from accessmedicine.mhmedical.com/content.aspx?aid=1160189958 2. Chumsri S, Howes T, Bao T, Sabnis G, Brodie A. (2011). Aromatase, aromatase inhibitors, and breast cancer. 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