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Vestibulares Idade Contemporânea H0939 - (Cps) No ano de 1945, bombas nucleares destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, impressionando o mundo pelo seu poder de devastação. Assinale a alterna�va que corresponde, de forma correta e respec�vamente, a guerra em questão e ao país que lançou as bombas. a) Segunda Guerra Mundial e Estados Unidos. b) Guerra dos Cem Anos e Inglaterra. c) Guerra da Síria e Ira. d) Guerra Fria e União Sovié�ca. e) Primeira Guerra Mundial e Franca. H0695 - (Upe) Observe a imagem a seguir: O herói das histórias em quadrinho, na capa da primeira edição de 1941, representou o imaginário sociopolí�co norte-americano do período. Sobre isso, assinale a alterna�va CORRETA. a) As cores e o uniforme u�lizados por esse personagem demonstram seu caráter an�nacionalista. b) Steve Rogers, nome original desse personagem, foi representado como an�-herói, pois não agia em nome do governo norte-americano para derrotar os nazistas. c) Esse personagem foi criado para representar o imperialismo norte-americano e demonstrar que era possível uma aliança com os nazistas num plano macro polí�co. d) O herói em questão apresentava todas as virtudes defendidas pelos americanos, tais como patrio�smo, coragem, liderança e hones�dade, sendo o representante do ideal capitalista. e) O sen�nela da liberdade, outro nome dado ao herói da imagem, tornou públicos todos os problemas do mundo capitalista, sendo um crí�co ao modelo de vida norte-americano. H0678 - (Ifpe) O que a chamada imprensa liberal fez antes da Guerra foi cavar um túmulo para a nação alemã e para o Reich. Não precisamos dizer nada sobre os men�rosos jornais marxistas. Para eles, o men�r é tão necessário como, para os gatos, o miar. Seu único obje�vo é quebrar as forças de resistência da nação, preparando-a para a escravidão do capitalismo internacional e dos seus senhores, os judeus. Que fez o Governo para resis�r a esse envenenamento em massa do povo alemão? Nada, absolutamente nada! Alguns fracos decretos, algumas multas por ofensas tão graves que não podiam ser desprezadas, e nada mais! Esperava-se conquistar as simpa�as desses pes�lentos através de lisonjas, do reconhecimento do “valor” da imprensa, de sua “significação”, da sua “missão educadora” e outras 1@professorferretto @prof_ferretto imbecilidades. Os judeus, porém, recebiam essas demonstrações com um sorriso de raposa e retribuíam com um astucioso agradecimento. A razão para essa ignominiosa renúncia do Governo não estava no desconhecimento do perigo, mas em uma covardia que gritava aos céus e na indecisão que, em consequência disso, caracterizava todas as resoluções tomadas. Ninguém �nha a coragem de “empregar meios radicais”, ao contrário disso, todos porfiavam em prescrever receitas homeopá�cas e, em vez de dar-se um golpe certeiro na víbora, aumentava-se a sua capacidade de envenenar. O resultado é que não só tudo ficou pior do que dantes como a ins�tuição que se deveria combater tomou cada dia maior vulto. HITLER, Adolf. Minha Luta, pp. 107-108. Disponível em: h�ps://docs.google.com/viewer? a=v&pid= sites&srcid=dGFyZGluLm5ldHxmaXNpY2F8Z3g6MWE1MTdkOTNlZjcxMTVkMw. Acesso em: 04 out. 2018. O Par�do Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais conhecido como Par�do Nacional-Socialista ou Nazista, cresceu nos anos 1920 e assumiu o poder na Alemanha na década seguinte. Surgia com o obje�vo máximo de “resgatar a dignidade do povo alemão”, como disse o historiador Ronaldo Vainfas em sua obra “História: o mundo por um fio – do século XX ao XXI”. A par�r do texto e de seus conhecimentos sobre princípios e prá�cas nazistas, é CORRETO afirmar que a) o discurso hitlerista, construído no período de crise da democracia liberal, foi marcado pelo extremismo de direita, pelo racismo e pela eugenia, e lançou as bases da violência futura contra judeus e demais minorias. b) os judeus, por sua própria corrupção moral, envenenavam o povo alemão com ideias que não pertenciam à cultura verdadeiramente alemã, o que despertou o clima de perseguição polí�ca que culminou com o Holocausto. c) o principal líder do Par�do Nazista, Adolf Hitler, desejava uma imprensa imparcial e justa, livre de men�ras e de falso intelectualismo, o que explica a escolha do Ministro da Propaganda Joseph Goebbels. d) o an�ssemis�smo foi provocado pela própria imprensa judaica e marxista, que men�a para o povo alemão, já cansado da crise econômica e das humilhantes imposições do Tratado de Versalhes. e) os membros do Par�do Nazista, pelo menos no início, conscientes que eram do valor da imprensa liberal e das liberdades de expressão nos anos 1920, tentaram negociar com a imprensa judaica. H1112 - (Ifce) “A crise de 1929 consis�u, acima de tudo, numa queda generalizada da produção em quase todo o mundo industrializado (com exceção da URSS e do Japão). Convém primeiro entendê-la a par�r desse aspecto, u�lizando para isso os grandes indicadores da a�vidade econômica, que são índices de produção e de trocas comerciais, bem como as taxas de desemprego”. (2010, p.09). GAZIER, B. A crise de 1929.) A grande crise do capitalismo nas décadas de 20 e 30 repercu�u diretamente no Brasil impactando na exportação do principal produto de exportação da época que era a) café. b) trigo. c) soja. d) algodão. e) petróleo. H0634 - (Uece) O período que abrange os úl�mos anos do século XIX até o ano de 1914 apresenta inúmeros acontecimentos que contribuíram para criar, na Europa, um clima de tensão e rivalidade entre vários países, como a Áustria, a Sérvia, a Alemanha, a Rússia, a França e a Inglaterra. Mas foi uma questão territorialmente delimitada o estopim do maior conflito nunca antes visto na história da humanidade – a Primeira Guerra Mundial. Assinale a opção que corresponde ao evento que marcou o início desse conflito. a) Obrigação da França de devolver os territórios da Alsácia e Lorena para a Inglaterra. b) Assassinato do herdeiro do trono do Império Austro- Húngaro, gerando rivalidade entre a Áustria e a Sérvia. c) Invasão Russa às regiões de população eslava (Bósnia, Croácia e Eslovênia). d) Aliança entre a Áustria e a Rússia por expansão territorial mútua. H0681 - (C�mg) Leia a descrição deste personagem: “Hans. Alemão. Amigo ín�mo de Curto Chivito. Conhece- o faz tempo. Fala pouco. Come pouco. Mas bebe um bocado. Anda sempre com uma garrafinha de Steinhäger no bolso do blazer, perto do coração. Dada a atual situação de seu país, decidiu ir embora. Aceitou o convite de Curto Chivito para viver no Uruguai e juntos tocarem o museu. No futuro, talvez se casem.” 2@professorferretto @prof_ferretto STTIGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo, Sesi, 2018, p. 73. A situação aludida no texto refere-se à conjuntura polí�ca da Alemanha a par�r de 1933. Hans buscava escapar da a) polí�ca cultural do ministério de Himmler que definia manifestações ar�s�cas do Roman�smo como arte degenerada. b) ascensão do par�do nazista e suas leis discriminatórias que legalizava a violência contra judeus, comunistas e homossexuais. c) campanha moralista promovida pelo ministério de Goebbels que tornava o alcoolismo um crime contra a pátria. d) doutrina racista defendida pelo regime alemão que dificultava a permanência de imigrantes la�nos no país. H1103 - (Integrado) Leia os textos apresentados. Texto 1 Até 1932, 5 mil bancos americanos haviam falido, a produção industrial caíra 46%, o Produto interno Bruto (PIB) diminuíra um terço e os preços, a metade. [...] Indústrias e comerciantes reduziram preços, produção e, mais importante, emprego. Texto 2 Programas de planejamento regional, obras públicas e subsídios à construção civil tentaram animar a economia enquanto diversos esquemas de previdência e empregos públicos foram implementados para mi�gar o desemprego. KARNAL, Leandro. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São Paulo: Contexto, 2016. Assinale a alterna�va que iden�fica, RESPECTIVAMENTE,sofis�cados, nos sinos das velhas igrejas, no pulsar do coração e da pressão das artérias, a expressão do tempo se confunde com a evidência mesma do que é vivo. No �c-tac da pêndula de um relógio de sala, na casa da avó, os ne�nhos ouvem inconscientemente o tempo passar. O Big Ben londrino marcou horas terríveis sob o bombardeio nazista. Na passagem de um ano para outro, contamos os úl�mos dez segundos cantando e festejando, na esperança de um novo tempo, de um ano melhor. (Péricles Alcântara, inédito) Considere a figura abaixo: Pode-se associar aos bombardeiros que a figura retrata a) o projeto de expansão da Alemanha nazista, baseado na ideia do espaço vital, obstaculizado pela Inglaterra e seus aliados. b) o rompimento do Tratado de Versalhes, em que as cláusulas impostas aos alemães reforçaram o germanismo e mergulharam a população no caos econômico, favorecendo o desenvolvimento de ideais e prá�cas socialistas. c) o fracasso da Liga das Nações, que reunia representantes de várias nações, como os Estados Unidos e Alemanha, com direito a voto nas decisões da Assembleia para resolver as disputas e evitar a ocorrência de novos conflitos. d) o Pacto Germano-Sovié�co, que permi�a à Alemanha conquistar as regiões petrolíferas da Europa e retomar as disputas imperialistas nos con�nentes africano e asiá�co para barrar as pretensões de conquista inglesa na região. e) a teoria do “socialismo cien�fico”, defendida pelos nazistas, segundo a qual a economia capitalista seria subs�tuída por uma cole�va, numa sociedade supranacional e governada por uma ditadura do proletariado. H0688 - (Mackenzie) “(...) A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais. Os telegramas de Moscou repetem Homero. Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo que nós, na escuridão, ignorávamos. Fomos encontrá-lo em �, cidade destruída, na paz de tuas ruas mortas, mas não conformadas, no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas, na tua fria vontade de resis�r.” (Carlos Drummond de Andrade. Carta a Stalingrado do livro "Rosa do Povo". Em Poesia e Prosa. Rio de janeiro, Editora Nova Aguilar, 1983) O trecho acima relata, poe�camente, uma das maiores batalhas da Segunda Guerra Mundial, a batalha de Stalingrado, em 1943, na União Sovié�ca. Stalingrado tornou-se sinônimo mundial do heroísmo e da luta pela pátria. A respeito desse episódio histórico e suas consequências é correto assinalar que 23@professorferretto @prof_ferretto a) Hitler, ao ordenar a invasão da União Sovié�ca, em julho de 1941, aproveitou-se do espírito an�comunista presente nos Estados Unidos que, mesmo descontente com os rumos da guerra, não saiu do seu isolamento polí�co tradicional. b) os alemães, ao adotarem a tá�ca de “terra arrasada”, acabaram por infligir enormes perdas humanas e materiais à União Sovié�ca, a qual, apesar do heroísmo demonstrado nessa batalha, é obrigada a recapitular junto ao Terceiro Reich. c) a Operação Barbarossa, nome dado ao plano de guerra alemão contra os russos, a fim de conquistar os poços de petróleo do Cáucaso e a cidade de Stalingrado, foi um fracasso. Essa batalha foi o marco do início da derrota alemã. d) os sovié�cos �veram expressiva ajuda norte- americana nesse episódio de guerra, pois sem a contribuição dos Estados Unidos, seria impossível vencer o exército alemão, mais bem equipado e com maior número de combatentes. e) foram u�lizadas, na batalha de Stalingrado, novas armas de guerra na ofensiva alemã sobre os sovié�cos, o que garan�u o rápido avanço das tropas nazistas e o quase aniquilamento da cidade, que foi salva graças à ação dos aviões bombardeiros americanos. H0937 - (Ueg) Leia o texto a seguir. No atual estado da técnica militar, precisa-se de uma centena de viaturas e mais de cem toneladas de obuses para romper de modo certeiro a resistência oferecida em um único quilômetro, por um único batalhão bem entrincheirado e com cobertura de arame. SARTRE, Jean-Paul. Diário de uma guerra estranha. São Paulo: Círculo do Livro, s/d. p. 97. A Segunda Guerra Mundial foi marcada por grandes batalhas, envolvendo o exército dos Aliados e do Eixo. Nem sempre a quan�dade de armamentos e tropas representava o fator determinante. Dessas batalhas, aquela em que as condições climá�cas foram decisivas para a vitória militar foi a Batalha a) de Berlim, na qual os sovié�cos derrotaram defini�vamente os alemães. b) de Pearl Harbour, na qual os japoneses atacaram de surpresa uma base norte-americana. c) de Stalingrado, na qual o Exército Vermelho conseguiu derrotar a Wehrmacht. d) da Inglaterra, na qual a Royal Air Force britânica resis�u eficazmente ao poderio da Lu�waffe. e) da França, na qual a Blitzkrieg alemã rompeu facilmente a Linha Maginot. H0696 - (Unicamp) Era o dia 6 de agosto de 1945. O avião B-29, Enola Gay, comandado pelo coronel Paul Tibbets, sobrevoou Hiroshima a 9.448 metros de al�tude e, quando os ponteiros do relógio indicaram 8h16, bombardeou-a com uma bomba de fissão nuclear de urânio, com 3 m de comprimento e 71,1 cen�metros de diâmetro e 4,4 toneladas de peso. A bomba foi detonada a 576 metros do solo. Um colossal cogumelo de fumaça envolveu a região. Corpos carbonizados jaziam por toda parte. Atônitos, sobreviventes vagavam pelos escombros à procura de comida, água e abrigo. Seus corpos estavam dilacerados, queimados, mu�lados. Cerca de 40 minutos após a explosão, caiu uma chuva radioa�va. Muitos se banharam e beberam dessa água. Seus des�nos foram selados. Adaptado de Sidnei J. Munhoz, “O pior dos fins”. Revista de História da Biblioteca Nacional, maio 2015. Disponível em: h�p://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/o- pior-dos-fins. Acessado em:23/08/2016. A explosão da bomba mencionada no texto 24@professorferretto @prof_ferretto a) ocorre a par�r da desintegração espontânea do núcleo de urânio enriquecido em núcleos mais leves, liberando uma enorme quan�dade de energia. Esse bombardeio significou o início da corrida armamen�sta entre EUA e União Sovié�ca. b) ocorre devido à desintegração do núcleo de urânio em núcleos mais leves, a par�r do bombardeamento com nêutrons, liberando uma enorme quan�dade de energia. Esse ataque é considerado um símbolo do final da II Guerra Mundial. c) ocorre a par�r da combinação de núcleos de urânio enriquecido com nêutrons, formando núcleos mais pesados e liberando uma enorme quan�dade de energia. Esse bombardeio foi uma resposta aos ataques do Japão a Pearl Harbor. d) ocorre devido à desintegração do núcleo de urânio em núcleos mais leves, a par�r do bombardeamento com nêutrons, liberando uma enorme quan�dade de energia. Esse ataque causou perplexidade por ser desferido contra um país que havia permanecido neutro na II Guerra Mundial. H1118 - (Integrado) Observe a fotografia a seguir, um registro das "Marchas da Fome", ocorridas nos Estados Unidos em decorrência da Crise de 1929. Sobre os fatores que levaram à Grande Depressão na década de 1930, assinale a proposição CORRETA. a) Apesar de ser uma catástrofe iniciada no mundo financeiro, a Grande Depressão afetou de maneira muito mais concreta as massas que se viram miseráveis em um piscar de olhos. Homens de negócios, economistas e polí�cos conseguiram manter seus inves�mentos no exterior intactos. b) O que tornava a situação mais dramá�ca nos Estados Unidos era a inexistência de polí�cas de segurança social, como auxílio-desemprego. Assim, desempregados rapidamente engrossaram as filas das "Marchas da Fome". c) O cenário devastador de fome nos países industrializados após a quebra da bolsa em 1929 não foi verificado, contudo, nos países agroexportadores, uma vez que não foi detectada queda significa�va na importação de produtos básicos como açúcar, farinha e arroz. d) É notável que, mesmo diante dos grandes estragos causados pela quebra da bolsa de Nova York em 1929, a maior parte dos Estados industrializados se negaram a erguer barreiras mais altas para proteger seus mercados e moedasnacionais. e) A recusa dos países industrializados em abandonar o padrão-ouro como base para as trocas internacionais a par�r de 1930 contribuiu para a rápida deterioração das condições de vida dos trabalhadores, que passaram a ser assolados pelo desemprego e a fome. H0952 - (Puccamp) Deve ter sido importante para Drummond o poema do escritor chileno Pablo Neruda, lido na cidade do México em 1942 e logo depois afixado em cartazes nas ruas da cidade: “Canto a Stalingrado”. O poema de Neruda não fala de vitória, e sim de resistência, além de clamar de modo indignado pela abertura da Segunda Frente que viria aliviar a União Sovié�ca da pressão nazista. Já na “Carta a Stalingrado”, de Drummond, o núcleo propriamente do poema se espraia tanto para o lado épico, que relaciona a vitória de Stalingrado aos des�nos da humanidade, como para o lado lírico, em que a batalha é vista a par�r das suas ressonâncias no “eu”. (MOURA, Murilo Marcondes de. O mundo si�ado. São Paulo: Editora 34, 2016, p. 128) A batalha de Stalingrado foi um evento significa�vo da par�cipação da União Sovié�ca (URSS) na II Guerra. A respeito da posição e das alianças desse país nesse conflito mundial, é correto afirmar que 25@professorferretto @prof_ferretto a) a Alemanha e a URSS firmaram inicialmente um pacto de não agressão, não cumprido por Hitler, resultando em uma grande mobilização russa para conter o avanço nazista, que repercu�u, em outros países, na adesão de grupos de resistência formado por comunistas. b) os Estados Unidos e a URSS agiram conjuntamente em diversos episódios ao longo da II Guerra, rompendo sua aliança somente ao fim do conflito, momento em que a URSS se recusa par�cipar da Organização das Nações Unidas, iniciando a Guerra Fria. c) a Inglaterra e a URSS empenharam grandes esforços bélicos para impedir as ocupações nazistas, dentre as quais Stalingrado é exemplo, mas foram sucessivamente derrotadas até a entrada dos Estados Unidos na II Guerra, cujas tropas conquistaram Berlim, provocando a reviravolta no conflito. d) a URSS possuía relações estreitas com o Império Japonês e o apoiou até o episódio do ataque à base de Pearl Harbor, em 1941, momento em que adere aos Aliados, influenciando a China comunista a fazer o mesmo. e) a Itália e a Espanha se uniram ao Eixo e se empenharam em atacar a URSS, uma vez que Mussolini e Franco já haviam derrotado poli�camente e eliminado os focos de resistência comunista em seus territórios ao assumirem o poder, antes do início da guerra. H0744 - (Ueg) Leia o texto a seguir. Em 1949, os Estados Unidos lideraram uma organização que reuniria os países europeus do sistema capitalista em um pacto de auxílio militar mútuo. No dia 4 de abril daquele ano foi criada em Washington a Organização do Atlân�co Norte (OTAN). Ficava estabelecido que os países envolvidos se comprome�am na colaboração militar mútua em caso de ataques oriundos dos países referentes ao bloco socialista. Disponível em: . Acesso em: 15 mar. 2019. No contexto geopolí�co após o fim da Guerra Fria, a OTAN a) foi ex�nta, após a queda do Muro de Berlim, uma vez que o socialismo não mais representava uma ameaça à Europa. b) teve a�va par�cipação nos conflitos mundiais contemporâneos, como a invasão do Afeganistão após o 11 de Setembro. c) manteve o seu caráter de aliança militar, mas sem a presença dos Estados Unidos, após a criação da União Europeia. d) transformou-se numa ins�tuição de regulação de armamentos e a�vidade nuclear, após o acidente de Chernobyl. e) tornou-se uma agência de inteligência, uma vez que perdeu a razão de ser com o fim da União Sovié�ca em 1991. H0955 - (Ueg) “Os olhos do mundo estão sobre vocês” (Dwight Eisenhower) A frase acima foi dita pelo comandante das tropas aliadas durante o chamado “Dia D”. No dia 6 de junho de 2014, comemoraram-se os 70 anos do Desembarque da Normandia, um dos episódios mais conhecidos da II Guerra Mundial. A importância desse acontecimento se deve ao fato de que ele a) possibilitou que os exércitos britânico e americano apressadamente evitassem a conquista da Europa Ocidental pelo exército sovié�co. b) permi�u a abertura de uma nova frente de batalha pelo exército Aliado e iniciou a libertação da Europa do jugo nazista. c) demonstrou a superioridade técnica do exército nazista, que, liderado por Romell, antecipou o local do desembarque e infligiu pesadas baixas aos aliados. d) viabilizou a libertação de Paris pelo exército da resistência francesa, liderado pelo experiente herói de guerra, Charles de Gaule. H0589 - (Fmp) A tabela abaixo contabiliza a expansão dos transportes de mercadorias e pessoas na segunda metade do século XIX. km de estradas de ferro Toneladas de navios a vapor 1831 332 32.000 1856 68.148 575.928 1861 106.886 803.003 1866 145.114 1.423.232 26@professorferretto @prof_ferretto 1871 235.375 1.939.089 1876 309.641 3.293.072 HOBSBAWM, E. J. A Era do Capital,1848-1875. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 427. As informações explicitadas são compa�veis com um componente importante do processo histórico conhecido como imperialismo, especificamente a(o) a) modelo fordista de industrialização na 2ª Revolução Industrial b) exploração de novos mercados na 2ª Revolução Industrial c) descoberta da máquina a vapor na 1ª Revolução Industrial d) u�lização da robó�ca na 3ª Revolução Industrial e) método de vulcanização na 1ª Revolução Industrial H0590 - (Unicamp) Os viajantes, missionários, administradores coloniais e etnógrafos europeus, no passado, tenderam a fundir múl�plas iden�dades em um único conceito de tribo. O uso da palavra tribo para descrever as sociedades africanas surgiu de um desejo de enaltecer o Estado- nação, ao mesmo tempo em que sugeria a inferioridade inerente de outros. Em resumo, conotava polí�cas primi�vas que eram menos desenvolvidas do que as polí�cas dos Estados-nação. (Adaptado de John Parker e Richard Rathbone, “A ideia de África”, em História da África. Lisboa: Quimera, 2016, p. 56-58.) Baseado no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta. a) A formação e a difusão do conceito de tribo no pensamento europeu acompanharam os avanços do colonialismo na África no século XIX, legi�mando o domínio de seus povos por agentes oriundos de nações que se consideravam civilizadas e superiores. b) O conceito de tribo ganhou força no pensamento ocidental, porque na África não havia formações polí�cas que cobriam grandes extensões territoriais como na Europa. Ou seja, os europeus não encontraram estruturas polí�cas acima das unidades tribais. c) As sociedades africanas eram organizadas a par�r de pequenas tribos lideradas por chefes guerreiros, o que gerava fragmentação polí�ca e guerras, inviabilizando nesse con�nente a formação de unidades polí�cas complexas nos moldes europeus. d) Em razão das tradições milenares e do respeito aos ancestrais, as tribos eram unidades sociais e polí�cas está�cas assentadas em uma iden�dade homogênea. Os europeus comumente desrespeitavam todas essas caracterís�cas na colonização. H0946 - (Upe) Durante a Segunda Guerra Mundial, o es�lo chamado ready-to-wear (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas de qualidade em grande escala, realmente se desenvolveu. Por meio dos catálogos de venda por correspondência, com os úl�mos modelos, os pedidos podiam ser feitos de qualquer lugar e entregues em 24 horas pelos fabricantes. CALADO, Selma Copiano. A moda na Segunda Guerra Mundial. Salvador: Unisal, p. 26. (Adaptado). A principal causa socioeconômica para a proliferação desse es�lo foi a a) progressão do esforço de guerra. b) instauração de uma moda alemã. c) pressão polí�ca das elites europeias. d) compe�ção entre americanos e franceses. e) imposição da cultura do luxo e do glamour. H0587 - (Fac. Albert Einstein) Analise os mapas. 27@professorferretto @prof_ferretto A par�rde seus conhecimentos e da comparação entre os dois mapas, pode-se afirmar que a) a par�lha do con�nente africano ocorreu no início do século XIX, assegurando o equilíbrio entre as áreas territoriais controladas pelas potências europeias. b) o processo de libertação da África do domínio colonial europeu desenvolveu-se no decorrer do século XIX, a par�r de acordos diplomá�cos com as potências europeias. c) a ocupação do centro africano ocorreu no decorrer do século XIX e reafirmou a hegemonia das mesmas potências europeias que já colonizavam o litoral do con�nente. d) a ocupação principal da África ocorreu no decorrer do século XIX, culminando com a par�lha do con�nente pelas potências europeias. e) o avanço da ocupação europeia para o centro do con�nente africano foi pacífico e de natureza semelhante à dominação do litoral no princípio do século XIX. 28@professorferretto @prof_ferretto H0685 - (Fgv) Uma complexa trama de alianças distribuiu os principais Estados europeus nas duas grandes guerras do século XX. A esse respeito é correto afirmar: a) França, Inglaterra e Estados Unidos es�veram do mesmo lado nos dois conflitos mundiais. b) Nas duas guerras, a caracterís�ca principal foi a polarização entre Estados capitalistas e Estados socialistas. c) A Itália foi aliada da Alemanha durante as duas guerras, apesar de suas vinculações históricas com o Estado francês. d) A Espanha manteve-se neutra na Primeira Guerra mas par�cipou a�vamente da Segunda Guerra, aliada à Alemanha nazista. e) A exaltação dos sen�mentos nacionalistas mo�vou a Primeira Guerra mas foi subs�tuída por mo�vações econômicas na Segunda Guerra. H0745 - (Ifpe) No centro do mapa acima, está a península da Coreia, dividida poli�camente em: Coreia do Norte e Coreia do Sul. A linha que separa os dois países é composta por uma zona desmilitarizada e foi traçada a par�r do paralelo 38º. Entre as alterna�vas abaixo, assinale aquela que apresenta, CORRETAMENTE, uma das causas para o surgimento de dois Estados dis�ntos na península. a) Polí�ca de apaziguamento imposta pelas Nações Unidas. b) Conflitos imperialistas europeus ao longo da Guerra Fria. c) Lutas étnicas durante o processo de independência. d) Guerra civil posterior à descolonização chinesa e japonesa. e) Disputas ideológicas após a Segunda Guerra Mundial. H0664 - (Unesp) A glorificação da guerra e do heroísmo já era tema constante na literatura nacionalista […]; os escritores nazistas só vieram repe�r os clichês já surrados de exaltação dos valores militares, do sacri�cio, da força da guerra como fator de soerguimento do orgulho nacional. […] Para o nazismo, a guerra era o cume de uma decisão de cuja verdade não se poderia escapar. Sabiam que tudo estava sendo jogado nela. (Alcir Lenharo. Nazismo: o triunfo da vontade, 1986.) No contexto histórico descrito, a) os nazistas acreditavam que “a guerra era o cume de uma decisão de cuja verdade não se poderia escapar”, pois defendiam, nos seus textos teóricos, que os humanos são, no estado de natureza, bons selvagens. b) os nazistas reproduziram a “exaltação dos valores militares” da literatura nacionalista, pois iden�ficavam-se aos valores e princípios socialistas dos principais autores alemães do século XIX. c) o “soerguimento do orgulho nacional” associa-se à necessidade de recuperar os territórios perdidos pela Alemanha na Guerra Franco-Prussiana e ao sucesso da ocupação militar nazista da Polônia e da União Sovié�ca. d) a “glorificação da guerra” relaciona-se ao enaltecimento das campanhas militares dos alemães na História e à sustentação, pela ideologia nazista, da centralidade do conflito como hierarquizador de pessoas e nações. e) a “glorificação do heroísmo” relaciona-se à mi�ficação de ações de guerreiros individuais, que atuam no campo de batalha mesmo em condição de inferioridade numérica e de armamentos. H0743 - (Acafe) Passados 66 anos da Guerra da Coreia (1950-1953). A região onde localizam-se a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, apresenta uma instabilidade polí�ca e militar no contexto atual. Ameaças, reuniões, visitas de presidentes 29@professorferretto @prof_ferretto e tenta�vas de uma polí�ca de apaziguamento marcam as relações entre estes dois países nos úl�mos anos. Acerca da Guerra da Coreia, todas as afirmações estão corretas, exceto a alterna�va: a) Em 1953, ocorreu um armis�cio e a guerra não teve um vencedor. A península da Coreia con�nua dividida em dois países. b) A Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul com o obje�vo de impor seu regime a toda região. c) O governo chinês chegou a enviar reforços para ajudar os norte-coreanos na guerra. O exército sul-coreano recebia o apoio de tropas estadunidenses. d) A Coreia do Norte, aliada do Japão, e com o apoio do Conselho de Segurança da ONU, buscava unificar as duas Coreias sob um regime socialista-democrá�co. H0663 - (Unicamp) Pode-se dizer que o fascismo italiano foi a primeira ditadura de direita que dominou um país europeu: ele era uma colagem de diversas ideias polí�cas e filosóficas. É possível conceber um movimento totalitário que consiga juntar monarquia e revolução, exército real e milícia pessoal de Mussolini, os privilégios concedidos à Igreja e uma educação estatal que exaltava a violência e o livre mercado? (Adaptado de Umberto Eco, “O Fascismo Eterno”, em Cinco Escritos Morais. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 29-38.) A par�r da leitura do texto do escritor italiano Umberto Eco (1932-2016), é correto afirmar que o fascismo italiano a) era marcado pela polí�ca de integração europeia, eliminação de fronteiras nacionais e produção regulada pelo Estado. b) resultou da combinação de ideários polí�co-filosóficos inicialmente incompa�veis, valendo-se da violência como instrumento polí�co. c) era uma ditadura de direita que serviu de modelo para países como Espanha, Portugal, Brasil e Estados Unidos. d) �nha como centro a figura de Mussolini, um homem carismá�co que assumia o papel de líder religioso e polí�co. H0736 - (Ufrgs) Em agosto de 1969, foi realizado, no estado de Nova Iorque, um grande fes�val de música e arte que ficou conhecido como “Woodstock”, considerado marco e expressão do movimento de contracultura. A respeito dos obje�vos desse movimento, é correto afirmar que a) era composto, majoritariamente, por jovens apoiadores da expansão imperialista dos Estados Unidos no Oriente Médio. b) representou os ideais conservadores de ar�stas e intelectuais do Par�do Republicano, contrários à expansão de uma nova cultura juvenil que pregava a liberdade sexual. c) foi um movimento engajado na luta pacifista e contrário à par�cipação dos Estados Unidos na guerra do Vietnã. d) foi um movimento que, fundado por jovens oriundos do sul do con�nente, pregava a valorização do folclore e da cultura da América La�na. e) foi liderado por ar�stas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joan Baez e Bob Dylan, defensores do caráter neutro da cultura em relação aos assuntos polí�cos. H1108 - (Fac. Pequeno Príncipe) Considere o texto a seguir. "Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos consolidam sua posição como primeira potência econômica, a Alemanha reconstrói sua capacidade industrial, a Inglaterra e a França procuram manter um lugar de destaque no cenário internacional contando com um vasto império como respaldo, e a União Sovié�ca inicia um enorme esforço de industrialização." AYERBE, Luis Fernando. Estados Unidos e América La�na. São Paulo: Editora Unesp, 2002, p. 63. O texto trata de um tempo de rápidas transformações na História Ocidental, o chamado Período Entreguerras (1918-1939). Acerca desse momento histórico, é CORRETO afirmar que 30@professorferretto @prof_ferretto a) o Período Entreguerras é, conforme aponta o trecho, um momento de reorganização do cenário internacional, com os países fortalecendo-se internamente e acabando com laços de dependência entre europeus e norte-americanos. b) o momentohistórico de que trata o texto se refere a um período de grande paz social, sobretudo na Europa em reconstrução, ou seja, ainda superando os efeitos de um conflito mundial que custou a vida de milhares de pessoas. c) conforme aponta o texto, o Período Entreguerras foi próspero para as potências coloniais que par�ciparam da Primeira Guerra, pois esses países conseguiram se reconstruir sem colocar em xeque governos liberais. d) para as grandes potências coloniais europeias e para os Estados Unidos, o início do Período Entreguerras foi caracterizado por uma grande euforia econômica, derivada da alta no consumo de bens industrializados. e) apesar da consolidação da hegemonia dos Estados Unidos logo após o término da Primeira Guerra, o Período Entreguerras foi marcado por uma profunda crise do liberalismo. H1099 - (Unesp) Um dos mo�vos que contribuíram para a crise econômico-financeira do final da década de 1920 foi o a) descompasso entre a alta do valor real e a queda do valor nominal das ações de empresas europeias e norte-americanas comercializadas na Bolsa de Nova York. b) contraste entre a expansão da oferta de mercadorias norte-americanas desde a Primeira Guerra Mundial e a gradual retração do mercado europeu de importação. c) deslocamento de capitais do setor industrial para o agrícola, gerando um desequilíbrio na economia norte- americana e a redução dos empregos nas áreas urbanas. d) declínio da produção de produtos primários na América La�na, que provocou a falta de fornecedores de insumos e a queda da capacidade produ�va da indústria norte-americana. e) intervencionismo do Estado na economia norte- americana, em contraposição à defesa da livre- inicia�va e ao autogerenciamento do mercado. H1100 - (Unichristus) Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica o risco que corremos: “A quebra dessa empresa pode impactar em um dos setores mais importantes da economia chinesa como um todo. Provavelmente o nível de importação da China também deve cair e isso impacta diretamente o Brasil, já que a China é o maior parceiro comercial do Brasil nesses úl�mos anos”. Disponível em: h�ps://g1.globo.com/jornal- nacional/no�cia. Acesso em: 22 set. 2021 (adaptado). Considerando o contexto econômico citado na no�cia, é possível relembrar a histórica Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. Sobre a gradual recuperação econômica estadunidense com o New Deal, pode-se inferir que ocorreu a par�r a) de medidas tomadas no sen�do de gerar emprego por meio das denominadas PPP’s (Parcerias Público- Privadas). b) de programa econômico estabelecido por decisão unilateral do Congresso estadunidense, à revelia da polí�ca liberal adotada pelo presidente Franklin Delano Roosevelt. c) da criação de uma frente de trabalho patrocinada por empresas privadas junto a subsídios governamentais. d) de inves�mentos governamentais em vários setores visando à geração de emprego e renda que, por consequência, reavivaram a economia por meio do consumo. e) da intervenção do Estado na economia, embora sem contar com a par�cipação da sociedade civil. H0628 - (Espm) Em junho de 1919, o Tratado de Versa lhes fixava as penas a serem impostas aos vencidos. Assim, encerrada a Primeira Guer ra Mundial, selada a paz, em 10 de janeiro de 1920, foi ins�tuída a Liga das Nações ou Sociedade das Nações, composta por 32 países fundadores, além de 13 convidados (neutros). (Carlos Guilherme Mota. História Moderna e Contemporânea) A respeito da Liga das Nações, é correto as sinalar que: a) expressava a visão de relações interna cionais de Lenin, líder fundador da União Sovié�ca; b) expressava a visão de relações interna cionais de Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, que a incluiu nos seus 14 pontos de paz, em 1918; c) nasceu com sede em Nova York e pode ser considerado como um retumbante su cesso; d) foi, desde o início, uma ferramenta mani pulada pelo governo dos Estados Unidos, que controlou suas instâncias de tomada de decisões; e) Alemanha e União Sovié�ca foram margi nalizadas da Liga das Nações, na qual ja mais foram admi�das. H0626 - (Ifsul) 31@professorferretto @prof_ferretto No final da Primeira Guerra Mundial, o con�nente europeu somava cerca de oito milhões de mortos e vinte milhões de mu�lados. Seu território estava totalmente transformado, assim como as relações entre as nações. Pela primeira vez, a ciência e a tecnologia �nham sido amplamente u�lizadas na máquina de guerra. Observe as afirma�vas acerca dos resultados da Primeira Guerra Mundial para o quadro de nações I. Os Estados Unidos despontaram como potência internacional. II. A Rússia vivia os efeitos de uma revolução socialista. III. Na África e na Ásia, a maioria das possessões coloniais europeias adquiriram independência. IV. No Oriente, o Japão e a China foram subme�dos aos interesses do capitalismo europeu e norte-americano. Estão corretas apenas as afirma�vas a) I e II. b) III e IV. c) II e III. d) I e IV. H1101 - (Fuvest) A Grande Depressão foi um período de recessão econômica que teve início em 1929 e se estendeu ao longo dos anos 1930, primeiramente nos Estados Unidos e, em seguida, em diversas outras partes do mundo. Entre os principais antecedentes desse período de crise, é correto indicar: a) O conjunto de reformas econômicas e sociais implementadas durante o governo do presidente F. D. Roosevelt nos Estados Unidos. b) A ascensão de regimes totalitários na Europa, como o fascismo na Itália ou o nazismo na Alemanha. c) O endividamento da União Sovié�ca, que havia tomado vultosos emprés�mos dos Estados Unidos e se via em situação de insolvência. d) A adoção de polí�cas econômicas de inspiração keynesiana, o que levou os Estados Unidos a um aumento dos gastos públicos e ao colapso econômico. e) A facilidade de obtenção de crédito nos Estados Unidos ao longo dos anos 1920, que contribuiu para um aumento injus�ficado das ações negociadas na bolsa de valores de Nova York. H0933 - (Fcm) Enquanto os entusiastas fascistas falavam de par�cipação dos trabalhadores na indústria, os alemães despachavam sem misericórdia trabalhadores italianos para atuar na Alemanha; enquanto a retórica nacionalista da astuta máquina de propaganda de Saló con�nuava incansavelmente, a Alemanha [...] anexava o território italiano ganho do Império Austro-Húngaro em 1918- 1919. (Mar�n Blinkhorn. Mussolini e a Itália fascista, 2009.) Benito Mussolini foi deposto do governo italiano em 1943. Com a ajuda militar da Alemanha nazista, os fascistas italianos instalaram uma República na cidade de Saló, no norte da Itália. O excerto refere-se a) à ex�nção das polí�cas nacionalistas no con�nente europeu como consequência das derrotas militares dos regimes totalitários. b) à diferença da organização do Estado fascista italiano para com o regime an�democrá�co de par�do único do nazismo alemão. c) à cons�tuição de uma organização fascista internacionalista de ajuda ao esforço de guerra da Alemanha nazista contra os bolchevistas. d) à situação de momento de alianças polí�co-militares de sistemas governamentais ideologicamente semelhantes. e) à aproximação do governo fascista com grupos armados contrários às anexações de territórios italianos pelos alemães. H0629 - (Uerj) Tratado de Versalhes (1919) PARTE VII Sanções Ar�go 227 As Potências aliadas ou associadas acusam publicamente a Guilherme II de Hohenzollern, ex-Imperador da Alemanha, por ofensa suprema contra a moral internacional e a autoridade sagrada dos Tratados. PARTE VIII Reparações Ar�go 231 Os Governos aliados e associados declaram e a Alemanha reconhece que ela e seus aliados são responsáveis por haver causado todas as perdas e todos os prejuízos que sofreram os Governos aliados e associados e seus cidadãos, como consequência da guerra que foi imposta pela agressão da Alemanha e de seus aliados. Adaptado de cervantesvirtual.com. O Tratado de Versalhes foi elaborado no contexto das negociações de paz apóso fim da Primeira Guerra 32@professorferretto @prof_ferretto Mundial (1914-1918). A par�r do texto, observa-se que no tratado foram ins�tuídas cláusulas para o governo alemão com base no seguinte princípio: a) belicismo b) revanchismo c) integracionismo d) colaboracionismo H0625 - (Famerp) As guerras de 1914-1918 e 1939-1945 foram caracterizadas como “mundiais”, pois a) envolveram apenas as grandes potências econômicas europeias, mas os combates impediram a con�nuidade do comércio internacional. b) originaram-se do confronto ideológico entre Estados Unidos e União Sovié�ca que, juntos, man�nham hegemonia sobre países de todos os con�nentes. c) os seus impactos e efeitos polí�cos e comerciais alcançaram todos os con�nentes, embora os combates tenham transcorrido predominantemente no Hemisfério Norte. d) resultaram de movimentações expansionistas e de confrontos armados entre os países europeus nos territórios coloniais na África, América, Ásia e Oceania. e) os países de todos os con�nentes acompanharam o desenrolar das lutas e apoiaram um dos lados da disputa, embora os combates tenham se resumido ao território europeu. H0689 - (C�mg) Na obra Opisanie Świata, Opalka é surpreendido, ao chegar a Manaus, pela seguinte informação: O senhor ouviu as úl�mas no�cias? A Polônia acabou. Anunciaram hoje. Acabou. Foi tomada. Daqui a pouco, toda a Europa não vai exis�r mais, se é que ainda existe. STTIGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo, Sesi, 2018, p.127. O Pacto de Não Agressão, assinado entre a Alemanha Nazista e a União Sovié�ca, em agosto de 1939, oficializou a par�lha da Polônia entre os dois países, sendo considerado um dos eventos mais polêmicos da Segunda Guerra Mundial. Dentre suas possíveis explicações, é INCORRETO incluir a) o desprezo tradicional que alemães e russos nutriam pelos poloneses, vistos como povos subalternos e incompetentes. b) o plano nazista de priorizar a conquista da Europa Ocidental, �da como necessária para evitar uma guerra em duas frentes. c) a importância estratégica do território polonês para ambos os países, devido à riqueza de recursos minerais e à fer�lidade das terras. d) a proximidade entre o Nacional Socialismo Alemão e o Socialismo Sovié�co, tratados como manifestações de uma mesma ideologia. H0738 - (Ifmg) Em 8 de junho de 1972, o fotógrafo Nick Ut registrou a fuga de várias crianças após bombas de napalm terem sido lançadas sobre sua aldeia nos arredores de Trang Bang, durante a Guerra do Vietnã (1964-1975). No centro da imagem, encontra-se uma menina chamada Phan Thi Kim Phúc, que estava nua em função do incêndio que queimou 30% do seu corpo. A criança foi socorrida pelo fotógrafo e sobreviveu, tornando-se atual embaixadora da Boa Vontade da Unesco. A imagem teve uma grande repercussão na época e é considerada uma referência do fotojornalismo. Sobre a relação da imagem com a Guerra do Vietnã, é INCORRETO afirmar que 33@professorferretto @prof_ferretto a) o movimento an�guerra usou a fotografia como símbolo para influenciar a opinião pública mundial. b) o uso de armas químicas pelos Estados Unidos começou a ser ques�onado em função da crueldade de seus efeitos. c) a imagem das crianças na fotografia contrapõe-se à jus�fica�va ideológica u�lizada para a intervenção estadunidense. d) o empenho em ajudar as ví�mas do ataque de napalm levou os soldados a serem condecorados como heróis de guerra. H0733 - (Unicamp) A imagem anterior circulou em 1964 e faz parte de um conjunto de propagandas do governo de Mao Tsé-Tung (1893-1976). Sobre o cartaz e o contexto, é correto afirmar: a) A imagem do líder próximo à população camponesa e da fartura no campo era recorrente no Par�do sob liderança de Mao Tsé-Tung e contrastava com a realidade marcada pela baixa produ�vidade e pela fome. b) A Revolução Cultural na China, liderada por Mao Tsé- Tung, garan�u a alfabe�zação da população chinesa e a abertura econômica. A imagem retrata o apoio popular ao líder. c) A imagem é uma propaganda que buscava valorizar a tradição dos saberes do campo, conciliada com o Grande Salto para Frente, que visava a transformar a China em uma potência tecnológica. d) A Revolução Cultural deu início a uma ditadura que funcionava sobre os princípios dos comitês locais. Na propaganda, Mao Tsé-Tung consulta um conselho do povo sobre a produção de arroz. H0633 - (Acafe) Completam-se cem anos do término da Grande Guerra (1914-1918). A Primeira Guerra começa europeia e termina como um conflito mundial. No contexto desta guerra, e acerca de seus antecedentes, todas as alterna�vas estão corretas, exceto a: a) As rivalidades imperialistas originárias desde o século XIX entre ingleses e alemães também contribuíram para a formação de alianças militares dis�ntas. b) Os russos, que faziam parte da Tríplice Entente, assinaram um armis�cio com os alemães e re�raram- se da guerra por causa da revolução que acontecia em seu território. c) A Questão da Bósnia-Herzegovina, que �nha os sérvios e austríacos como aliados, desencadeou a Questão Balcânica quando os alemães invadiram Sarajevo. d) Os Estados Unidos da América entraram militarmente na guerra em 1917, ao lado da Tríplice Entente. Esta par�cipação estadunidense foi determinante para o término da guerra em 1918. H0737 - (Uece) Em abril de 1966, Mao Tsé Tung declarou a necessidade de banir da China os intelectuais dissidentes e suas ideias, porque muitas autoridades do próprio Par�do Comunista protegiam aqueles que divergiam, bem como outros inimigos de classe. Essas pessoas eram definidas como “pessoas que estavam no poder, mas que seguiam a estrada capitalista”. Assim, Mao Tsé Tung, lançou formalmente a campanha 34@professorferretto @prof_ferretto a) de neutralização da oposição, conhecida como Revolução Cultural. b) de expulsão dos ingleses da cidade de Hong Kong, por considerá-los traidores da Revolução. c) de destruição da polí�ca ideológica divulgada pelo jornal Diário do Povo. d) de contenção dos excessos da Guarda Vermelha na proteção do regime maoísta. H0947 - (Fgv) O filme O jogo da imitação (2014) apresentou para o grande público a vida do matemá�co inglês Alan Turing, cujo trabalho, em missão confidencial junto ao comando de guerra britânico, foi fundamental para a vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Turing, usando um equipamento precursor do computador, a) coordenou o Projeto Manhatan, que deu origem à primeira bomba atômica. b) localizou a base de Penemonde, onde os alemães desenvolviam projetos de foguetes intercon�nentais. c) decifrou o código Enigma, sistema criptográfico usado pelas forças alemãs. d) iden�ficou o Bunker, base estratégica das forças armadas da Alemanha. e) criou o sistema de radiotelemetria, com o obje�vo de detectar a aproximação de navios alemães. H0940 - (Acafe) Em 1945 terminava a Segunda Guerra Mundial. Em 2015, completaram-se setenta anos do fim desse conflito, que trouxe consequências econômicas, polí�cas e sociais para o con�nente europeu. Nesse contexto (o fim da guerra), todas as alterna�vas estão corretas, exceto a: a) Mesmo após a rendição alemã, a guerra con�nuava no Pacífico entre os aliados, liderados pelos Estados Unidos - EUA contra os japoneses. A possibilidade do prolongamento do conflito fez com que o governo estadunidense decidisse pelo uso de bombas atômicas contra os japoneses. b) O Brasil, aliado dos EUA no conflito, enviou a FEB (Força Expedicionária Brasileira) para combater na Europa. O Brasil par�cipou até o fim do conflito na Europa, contribuindo para a tomada de Berlim e as negociações para a rendição alemã. c) Após a guerra, a Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação. A zona sovié�ca, posteriormente, deu origem à República Democrá�ca Alemã (Alemanha Oriental). d) Uma das grandes heranças da Segunda Guerra Mundial foram as disputas polí�cas, ideológicas e militares entre os Estados Unidos ea União Sovié�ca, criando a Guerra Fria e bipolarizando o mundo entre capitalistas e socialistas. H0581 - (Famema) As conquistas coloniais impuseram fronteiras territoriais às redes comerciais de longa distância em África e criaram monopólios sobre o que então era um comércio externo em crescimento [...]. Os africanos foram integrados à força em sistemas econômicos imperiais centrados numa única metrópole europeia. (Frederick Cooper. Histórias de África: capitalismo, modernidade e globalização, 2016.) O autor apresenta um aspecto relevante da colonização europeia no con�nente africano a par�r, sobretudo, da segunda metade do século XIX, a saber: a) a reorganização dos povos africanos em comunidades nacionais caracterizadas pelo emprego de um mesmo idioma na�vo. b) a transferência para as economias coloniais de processos de industrialização em curso nas economias metropolitanas. c) a interrupção das redes de comércio de mão de obra escrava para as economias emergentes transoceânicas. d) a formação de dirigentes africanos com o obje�vo de garan�r a influência da metrópole nos futuros Estados independentes. e) a circunscrição de espaços polí�co-geográficos em oposição aos padrões históricos tradicionais das sociedades locais. H0929 - (Unesp) 35@professorferretto @prof_ferretto Observe as imagens. A primeira é de um cartaz sovié�co, de autoria desconhecida, divulgado em 1941. A segunda é uma charge do cartunista brasileiro Belmonte, publicada em 7 de outubro de 1943. As duas imagens a) assumem percepções crí�cas do nazismo, sendo que a primeira mostra a derrota das tropas alemãs que invadiram a União Sovié�ca e a segunda destaca o esforço de Hitler para convencer Stalin a apoiar a Alemanha na Segunda Guerra Mundial. b) associam o nazismo ao comunismo, sendo que a primeira compara o avanço russo contra as tropas napoleônicas ao avanço alemão na Segunda Guerra Mundial e a segunda destaca a amizade pessoal entre os líderes polí�cos da Alemanha e da União Sovié�ca. c) expõem a semelhança entre as guerras mundiais, sendo que a primeira demonstra o pacto germano- sovié�co na Primeira Guerra Mundial e a segunda destaca a retomada da aliança estratégica entre os países na Segunda Guerra Mundial. d) estabelecem diálogos entre temporalidades, sendo que a primeira compara o avanço militar alemão sobre a União Sovié�ca com a tenta�va napoleônica de ocupar a Rússia e a segunda ironiza a passagem do pacto germano-sovié�co para a condição de guerra. e) exploram o conceito de totalitarismo, sendo que a primeira destaca os aspectos bélicos do poder absoluto de Alemanha e União Sovié�ca e a segunda ressalta as ações diplomá�cas e o controle do aparato repressivo pelos regimes nazista e comunista. H0935 - (Upe-ssa) É ISTO UM HOMEM? Vocês que vivem seguros em suas casas, vocês que voltando à noite, encontram comida quente e rostos amigos, pensem bem se isto é um homem, que trabalha no meio do barro, que não conhece paz, que luta por um pedaço de pão, que morre por um sim ou por um não. Pensem bem se isto é uma mulher, sem cabelos e sem nome, sem mais força para lembrar, vazios os olhos, frio o ventre, como um sapo no inverno. Pensem que isto aconteceu: eu lhes mando estas palavras. Gravem-nas em seus corações, estando em casa, andando na rua, ao deitar, ao levantar, repitam-na a seus filhos. Ou, senão, desmorone-se a sua casa, a doença os torne inválidos, os seus filhos virem o rosto para não vê-los. 36@professorferretto @prof_ferretto LEVI, Primo. É isto um homem? Rio de Janeiro: Ed. Rocco. Esse poema é um testemunho do Holocausto, que se transformou num ícone dos direitos humanos por defender a a) culpa do Estado nos traumas cole�vos. b) liberdade de expressão dos intelectuais. c) importância da preservação da memória. d) necessidade do esquecimento das ditaduras. e) responsabilidade da sociedade civil no nazismo. H0662 - (Fuvest) A ascensão dos regimes totalitários na Europa das primeiras décadas do século XX teve o amparo de milícias que arregimentaram uma legião de indivíduos de ordem social heterogênea. Dentre esses grupos, destacam-se a) a tropa de proteção (SS), que foi uma organização paramilitar incumbida de organizar as manifestações de massa em apoio ao nazismo. b) os camisas negras, que organizavam ações violentas, in�midação e assassinatos contra opositores de Mussolini. c) a seção de assalto (SA), que foi uma organização paramilitar responsável por assegurar os interesses nazistas nos territórios ocupados. d) as falanges espanholas, que foram empregadas na realização de atentados contra monarquistas e membros da comunidade judaica. e) as milícias salazaristas que atuavam para garan�r a resistência contra os interesses portugueses na Ásia. H0591 - (Famema) No século XIX, o movimento mais amplo é a Revolução Industrial, cuja força-motora é a Grã-Bretanha, que passa a ocupar, sem o menor esforço, o lugar da Espanha e de Portugal na América do Sul, tanto para escoar seus produtos industriais como para controlar os circuitos comerciais. Os novos Estados endividam-se para comprar as maravilhas da indústria inglesa e os ingleses contentam-se em fazer negócios. Em Cuba, as companhias norte-americanas apropriam-se das terras açucareiras. Pouco depois, as planícies da América Central são atacadas: está nascendo o império bananeiro, controlado por Boston. (Marc Ferro. Histórias das colonizações, 1996. Adaptado.) O excerto alude a) à crise da polí�ca colonialista de Portugal e Espanha, marcada pelo liberalismo, diante do triunfo de prá�cas mercan�listas. b) ao pioneirismo industrial da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, financiado pelos lucros do monopólio sobre suas colônias sul-americanas. c) ao imperialismo britânico e estadunidense na América La�na, baseado nas relações mercan�s e na intervenção militar. d) à polí�ca de boa vizinhança estadunidense, responsável por sua hegemonia econômica na América La�na em prejuízo dos países ibéricos. e) ao processo de emancipação das Américas Espanhola e Portuguesa, com a intervenção militar britânica e estadunidense no con�nente. H0592 - (Uefs) Com o início da anexação do Marrocos pela França, uma crise violenta eclode entre a França e a Alemanha, que, em 1911, coloca uma canhoneira diante de Agadir, para demonstrar sua decisão de par�r para o confronto. A prova de força se resolve com a devolução à Alemanha de parte de Camarões. Em 1912, o sultão do Marrocos decide assinar um tratado de protetorado que põe seu país sob a tutela francesa. (Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017. Adaptado.) O historiador descreve as relações de força presentes nos processos de anexação de territórios e mercados pelos países imperialistas europeus. São exemplos dessas relações: a) oposições culturais entre os povos expansionistas e decisões arbitradas por organizações polí�cas supranacionais. b) disputas entre economias industrializadas e acordos em prejuízo de sociedades colonizadas. c) divergências de sistemas sociais entre nações colonizadoras e missões civilizadoras dos povos cristãos nos países afro-asiá�cos. d) guerras mundiais desencadeadas nas áreas colonizadas e desindustrialização das nações dominadoras. e) divisões dos conquistadores em exploradores e favoráveis aos povos colonizados e formação da liga internacional de nações dominadas. H0572 - (C�mg) Mantos ou condecorações em brasões Nós os tecemos para vós, grandes da terra, E nós, pobres operários, sem roupa, somos enterrados. 37@professorferretto @prof_ferretto Somos nós os canuts [operários] Nós estamos nus. Porém, quando chegar nosso reino, Quando vosso reino terminar, Então nós teceremos a 1mortalha do velho mundo. Porque já se percebe a revolta que troa. Somos nós os canuts [operários] Não estaremos mais nus. Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2017. Vocabuláriode apoio: 1mortalha: ves�menta de defuntos Essa canção, entoada pelos tecelões franceses na década de 1830, expressa um crescente sen�mento entre trabalhadores durante a industrialização, o qual NÃO mo�vou o(a) a) surgimento de tendências anarquistas. b) emergência da defesa dos princípios do liberalismo. c) afloramento de ideias socialistas e de oposição à burguesia. d) eclosão de greves, protestos violentos e reivindicações de direitos. H0735 - (Ucs) A Revolução Industrial e as duas Grandes Guerras Mundiais levaram a ciência, de uma maneira geral, e os aviões e foguetes, em par�cular, a um extraordinário avanço. Após a Segunda Guerra Mundial, deu-se início à Guerra Fria, que levou à Corrida Espacial, cabendo ao norte-americano Neil Armstrong concre�zar, em 20 de julho de 1969, o sonho da humanidade de pisar no solo lunar. Com a queda do Muro de Berlim (símbolo da Guerra Fria), em 1989, russos e americanos, ex- adversários na Corrida Espacial, tornaram-se os principais responsáveis pela construção e montagem da Estação Espacial Internacional. Na Corrida Espacial, não houve perdedores: a humanidade foi a grande vencedora e, desde então, as portas do Universo se abriram. Disponível em: h�ps://api-assets- produc�on.s3.dualstack.us-east- 1.amazonaws.com/2010/10/ijespacial_03_corrida_espacial_p1.pdf. Acesso em: 19 set. 2019. (Adaptado.) Sobre o contexto da Guerra Fria, é correto afirmar que a) a Liga das Nações pode ser considerada bem-sucedida, por ter conseguido manter a rivalidade pós-Segunda Guerra sob controle. b) os países, antes unidos contra o nazismo, com o final da Segunda Guerra Mundial, viram reaparecer suas diferenças ideológicas. c) a Corrida Espacial �nha o obje�vo de estabelecer superioridade bélica em relação à potência oponente, sem, contudo, usá-la para fins polí�cos. d) o Muro de Berlim visava impedir um ataque militar das potências capitalistas contra a zona de ocupação sovié�ca. e) a conquista da Lua implicou em grandes inves�mentos por parte do governo norte-americano, não se convertendo em desenvolvimento para a sociedade em geral. H0942 - (U�pr) Com a invasão da Polônia pelos nazistas, em setembro de 1939, e na sequência, a declaração de guerra da Inglaterra e da França contra a Alemanha, teve início a 2ª Guerra Mundial. Depois de dominar a Dinamarca, a Noruega, a Holanda e a Bélgica, Hitler se voltou para a França e logo dominou o norte e todo o litoral atlân�co francês. Muitos franceses, buscando impedir o avanço nazista, uniram-se ao coronel Charles de Gaulle, que passou a chefiar a Resistência. No sul, o marechal Pétain, colaborador do nazismo, organizou um governo fantoche chamado de: a) França de Hitler. b) Área Neutra. c) Cidade franco alemã. d) França Totalitária. e) França de Vichy. H0931 - (Fuvest) 38@professorferretto @prof_ferretto As fotos de Robert Capa e de Yevgeny Khaldei foram produzidas para documentar eventos da Segunda Guerra Mundial. Referem-se, respec�vamente, a) ao desembarque dos Aliados para libertar a França da ocupação nazista e ao avanço decisivo das forças Aliadas frente à Alemanha. b) aos conflitos no Canal da Mancha, que deram início à Primeira Guerra Mundial, e à tomada de Berlim pelas tropas sovié�cas. c) à fuga de membros da Resistência francesa para a Inglaterra após a invasão nazista e ao início da construção do Muro de Berlim. d) às batalhas no Mediterrâneo, que deram início à Segunda Guerra Mundial, e à incorporação da Alemanha à “cor�na de ferro”. e) ao confronto entre a República de Vichy e a Resistência francesa e à vitória da União Sovié�ca sobre os Aliados. H1109 - (Unicamp) Na Era da Catástrofe (1914-1945), com a Grande Depressão desencadeada pela crise de 1929, tornava-se cada vez mais claro que a paz, a estabilidade social, a economia, as ins�tuições polí�cas e os valores intelectuais da sociedade liberal burguesa entraram em decadência ou colapso. (Adaptado de E. J. Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 112.) A par�r do excerto acima e dos conhecimentos sobre o período histórico que vai de 1914 a 1945, é correto afirmar: a) A crise de 1929 e as guerras mundiais levaram ao colapso do liberalismo polí�co e econômico na Europa e, ao mesmo tempo, à expansão das democracias liberais em países africanos e do Oriente Médio. b) As soluções para a crise de 1929 centraram-se em um aprofundamento das polí�cas liberais do New Deal, que promoviam responsabilidade fiscal e diminuição do papel do Estado como motor de desenvolvimento. c) São marcos da crise do liberalismo na Europa: o colapso das principais democracias, a ascensão de governos totalitários e autoritários e a descrença no livre-mercado após a crise de 1929. d) Verificou-se nesse período o colapso das democracias liberais, com a ascensão do totalitarismo na Europa, e o aumento das liberdades econômicas, com a diminuição do papel do Estado como solução para a crise de 1929. H0938 - (Imed) São causas da Segunda Guerra Mundial: I. O fracasso da Liga das Nações diante do expansionismo alemão na Europa. II. A anexação da Áustria à Alemanha, acontecimento que ficou conhecido como Questão de Anschluss. III. A invasão da Tchecoslováquia pela Alemanha, com o obje�vo de conquistar a região dos Sudetos. IV. A formação do Eixo, aliança integrada pela Alemanha, Itália e Japão. Quais estão corretas? a) Apenas I e II. b) Apenas III e IV. c) Apenas I, II e III. d) Apenas II, III e IV. e) I, II, III e IV. H0596 - (Uerj) O Canal do Panamá é uma obra de engenharia das mais grandiosas. Tem 77 quilômetros de extensão e liga o oceano Atlân�co ao Pacífico. Suas eclusas, que são uma espécie de elevador, levantam as embarcações até o lago 39@professorferretto @prof_ferretto Gatún, de onde se pode ir para um ou outro lado do con�nente. A construção dessa passagem que encurtaria as viagens, evitando as rotas mor�feras que passavam pelo cabo Horn ou pelo estreito de Magalhães, começou em 1881, mas os trabalhadores morriam como moscas por conta das febres tropicais, houve problemas de engenharia, e o projeto foi abandonado. Os Estados Unidos resolveram retomar o trabalho em 1904 e em dez anos terminaram as obras. O Canal foi inaugurado em 15 de agosto de 1914. Adaptado de sindprevs-sc.org.br. Passados mais de cem anos, o Canal do Panamá ainda impressiona os que observam seu funcionamento. No contexto de sua inauguração, essa obra possuía o seguinte caráter estratégico: a) desenvolvimento da indústria naval b) globalização das economias nacionais c) monopólio das vias mundiais de transportes d) integração capitalista do comércio internacional H1102 - (Uea) A redução brutal da renda dos produtores de café foi evitada pela ação do governo nos anos 30: ao verificar o impacto da crise sobre o setor cafeeiro, o governo iniciou um programa de compra dos estoques excedentes de café, para evitar que a colheita do produto fosse interrompida. Uma parte desses excedentes foi adquirida para ser destruída. A operação, aparentemente absurda, �nha sua lógica: esse café não �nha nenhuma possiblidade de ser exportado, sua compra garan�a a renda de cafeicultores e de seus trabalhadores e dos comerciantes e produtores que vendiam mercadorias para o setor cafeeiro. (Flávio A. M. de Saes. “O estado de São Paulo no século XX: café, indústria e finanças na dinâmica da economia paulista”. In: Nilo Odalia e João Ricardo C. Caldeira (orgs.). História do estado de São Paulo, vol. 2, 2010. Adaptado.) O excerto refere-se à Crise de 1929 e à Grande Depressão econômica dos anos 30. No Brasil, a crise e a depressão conjugadas com as medidas governamentais implicaram a) o processo de êxodo urbano devido à cares�a dos gêneros alimen�cios de primeira necessidade. b) a internacionalização dos ramos industriais estratégicos para o crescimento da economia do país. c) o desenvolvimento industrial por meio de subs�tuições de produtosacabados importados. d) o controle do governo federal pelas oligarquias dos estados economicamente desenvolvidos. e) a desorganização da economia de exportação em grande escala de produtos agrícolas. H0684 - (Fgv) Com a vitória do general Francisco Franco na Guerra Civil espanhola (1936-1939), milhares de refugiados espanhóis procuraram asilo no território francês. Os jornais da extrema direita francesa comentaram a chegada dos republicanos espanhóis. [...] na extrema direita, a publicação do Par�do Social Francês, Le Pe�t Journal, [afirma] que “a derrocada dos marxistas espanhóis” impõe a proteção do território. “O exército do crime está na França. O que você fará a respeito?” é a manchete do semanário an�ssemita Gringoire. No dia 8 de fevereiro, o jornal literário Candide tocou o alarme: “Toda a escória, toda a gentalha de Barcelona, todos os assassinos, os comunistas, os carrascos, os profanadores, todos os ladrões, todos os hereges saqueadores, todos os amo�nados sem escrúpulos explodiram em nosso solo”. [...] O Ac�on Française, uma “publicação do nacionalismo integral”, pragueja: “A França real não quer servir de depósito para criminosos e assassinos”. (Anne Mathieu. “Em 1939, mergulhados nos campos de refugiados espanhóis na França”. Le monde diploma�que Brasil, agosto de 2019.) A reação violenta da extrema direita francesa demonstra 40@professorferretto @prof_ferretto a) a crí�ca das organizações conservadoras à par�cipação de tropas francesas na Guerra Civil e a iminente ascensão dos par�dos fascistas ao governo francês. b) o isolamento da ditadura espanhola em uma Europa democrá�ca e o fechamento da fronteira francesa com a Espanha franquista. c) a restrição à liberdade de expressão na França e a censura governamental às publicações de natureza extremista. d) o conteúdo internacionalizante da guerra civil e a existência de par�dos polí�cos nacionais simpa�zantes com governos autoritários europeus. e) a propagação de guerras civis nos países da Europa Ocidental e o enfraquecimento da economia capitalista no con�nente. H0951 - (Puccamp) No fim de 1944 estávamos em regime de ditadura no Brasil, como todos sabem. Uma ditadura que já se ia dissolvendo, porque o ditador de então começara a acertar o passo com as chamadas Potências do Eixo; mas quando os Estados Unidos entraram na guerra e pressionaram no mesmo sen�do os seus dependentes, ele não só passou para o outro lado, como teve de concordar que o país interviesse efe�vamente na luta, como aliás pedia a opinião pública, às vezes em manifestações de massa que foram as primeiras a quebrar a ro�na disciplinada de tranquilidade aparente nas grandes cidades. (CÂNDIDO, Antonio. Teresina etc. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, p. 107-108) A entrada do país norte-americano na II Guerra Mundial, a que o texto de Antonio Cândido se refere, pode ser explicada, entre outras razões, a) pela ascensão de regimes totalitários na Europa, que passaram a ameaçar o domínio comercial dos Estados Unidos na região. b) pelo acelerado aumento da população norte- americana em áreas de disputa entre os países Aliados e os países do Eixo. c) pela disputa imperialista travada entre os Estados Unidos e o Japão pelas ilhas e rotas de comércio do Oceano Pacífico. d) pela tenta�va dos Estados Unidos em mediar o conflito entre os países de regime democrá�co e os países nazifascistas. e) pelo acidente aéreo envolvendo caças americanos e sovié�cos provocado pelos bombardeios japoneses no Pacífico. H0586 - (Unesp) O mapa representa a divisão da África no final do século XIX. Essa divisão a) persis�u até a vitória dos movimentos de descolonização da África, ocorridos nas duas primeiras décadas do século XX. b) foi rejeitada pelos países par�cipantes da Conferência de Berlim, em 1885, por considerarem que privilegiava os interesses britânicos. c) incluiu áreas conquistadas por europeus tanto durante a expansão marí�ma dos séculos XV-XVI quanto no expansionismo dos séculos XVIII-XIX. d) foi determinada após negociação entre povos africanos e países europeus, durante o Congresso Pan- Africano de Londres, em 1890. e) restabeleceu a divisão original dos povos africanos, que havia sido desrespeitada durante a colonização europeia dos séculos XV-XVIII. H0927 - (Uerj) 41@professorferretto @prof_ferretto Os mapas cons�tuem uma representação da realidade. Observe, na imagem abaixo, dois mapas presentes na reportagem in�tulada Um estudo sobre impérios, publicada em 1940. O uso da cartografia nessa reportagem evidencia uma interpretação acerca da Segunda Guerra Mundial. Naquele contexto é possível reconhecer que essa representação cartográfica �nha como finalidade: a) cri�car o nacionalismo alemão b) jus�ficar o expansionismo alemão c) enfraquecer o colonialismo britânico d) destacar o mul�culturalismo britânico H0740 - (Ufms) Leia a frase a seguir. “Esse é um pequeno passo para um homem, um salto gigante para a humanidade” (Neil Armstrong). A frase dita por Neil Armstrong em 20 de julho de 1969, quando o norte-americano foi o primeiro homem a pisar na Lua, se tornou uma das mais simbólicas do período denominado Guerra Fria, um conflito polí�co-ideológico que polarizou o mundo na segunda metade do século XX. Em relação à corrida espacial, assinale a alterna�va correta. a) Foi um período de intensa corrida bélica entre os países que compunham a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança, já que havia um clima de tensões e animosidades, podendo desencadear uma guerra a qualquer momento. b) Foi um acordo assinado entre Estados Unidos e União Sovié�ca para não transferir a tecnologia espacial aos demais países. A ideia era promover um uso racional do espaço. c) Foi uma corrida tecnológica entre Estados Unidos e União Sovié�ca a par�r de 1957. Os Estados Unidos logo ob�veram vantagem quando inauguraram em 1961, a Estação Espacial Modular, que permi�u avanços significa�vos na tecnologia aeroespacial. d) Foi uma corrida tecnológica entre Estados Unidos e União Sovié�ca a par�r de 1957. A ideia era desenvolver tecnologia para a construção de aeronaves espaciais e satélites que ajudassem na exploração do espaço. e) Foi uma corrida tecnológica desenvolvida em parceria entre Estados Unidos e União Sovié�ca a par�r de 1945, para a construção de aeronaves espaciais e satélites que ajudassem na exploração do espaço. H0687 - (Fmj) Entre as causas da Segunda Guerra Mundial, é possível apontar a) os sen�mentos revanchistas franceses associados às perdas territoriais e ao pagamento de indenizações, decorrentes da derrota na Guerra Franco-Prussiana. b) a disputa por áreas de influência entre as potências mundiais, que esteve presente no processo de descolonização da Ásia e da África. c) a polí�ca de apaziguamento dos governos da Inglaterra e da França, que favoreceu o expansionismo nazista. d) as lutas ocorridas no interior do processo de unificação da península itálica e da Confederação Germânica. e) os sistemas de aliança entre as potências europeias, que deram origem a dois blocos antagônicos, chamados de Tríplice Aliança e Tríplice Entente. H1116 - (Pucrj) Em 1929, a economia americana entrou em colapso com a chamada “quebra” da Bolsa de Novas York. Sobre essa crise, considere as afirma�vas abaixo: I. A integração das economias nacionais no núcleo do capitalismo desenvolvido fez da crise um evento internacional. II. O fechamento de indústrias e empresas produziu uma 42@professorferretto @prof_ferretto situação persistente de desemprego em muitos países. III. As prá�cas do liberalismo foram ques�onadas permi�ndo, em muitos países, a afirmação das ideias econômicas do socialismo. IV. O aumento dos preços das matérias-primas transformou os países exportadores desses insumos em economias desenvolvidas. ASSINALE: a) Se todas as afirma�vas es�verem corretas. b) Se somente as afirma�vas I e III es�verem corretas. c) Se somente as afirma�vasII e IV es�verem corretas. d) Se somente as afirma�vas I e II es�verem corretas. e) Se somente as afirma�vas I e IV es�verem corretas. H0680 - (Uerj) O cartaz acima, divulgado no aeroporto, nas ruas e nos ônibus de Yerevan, capital da Armênia, faz alusão ao líder otomano Talaat Pasha e a Adolf Hitler. A imagem é uma das muitas espalhadas pela cidade para lembrar o centenário do massacre de até 1,5 milhão de armênios nas mãos dos turcos-otomanos, cujo império estava se desintegrando em meio à Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Muitos eram civis deportados a regiões desér�cas, onde morreram de fome e sede. Outros milhares foram massacrados. No centro da cidade, muitos pontos de ônibus exibem fotos de sobreviventes. Adaptado de bbc.com, 24/04/2015. Através da lembrança do massacre dos armênios, em 1915, é possível comparar experiências históricas com o obje�vo de fomentar, na atualidade, prá�cas sociais de reconhecimento de: a) atos de genocídio e reparação das famílias vi�madas b) ações de expansionismo e con�nuidade das disputas territoriais c) projetos do totalitarismo e permanência de regimes autocrá�cos d) estratégias de conquista e convocação de tribunais internacionais H0574 - (Fgv) “(...) os homens que naquele momento estavam encarregados de pôr termo à Revolução de 1848 eram precisamente os mesmos que fizeram a de 30. (...) O que a dis�nguia ainda, entre todos os acontecimentos que se sucederam nos úl�mos sessenta anos na França, foi que ela não teve por obje�vo mudar a forma, mas alterar a ordem da sociedade. Não foi, para dizer a verdade, uma luta polí�ca (...), mas um embate de classe (...). Havia se assegurado às pessoas pobres que o bem dos ricos era de alguma maneira o produto de um roubo cujas ví�mas eram elas (...). É preciso assinalar ainda que essa insurreição terrível não foi fruto da ação de certo número de conspiradores, mas a sublevação de toda uma população contra outra (...).” (Alexis de Tocqueville, Lembranças de 1848. 1991) A par�r do texto, é correto afirmar que 43@professorferretto @prof_ferretto a) a revolução limitou-se, em 1848, a apelos polí�cos, no sen�do de a classe burguesa, líder do movimento, atrair as classes populares para a luta, contra o absolu�smo de Carlos X, usando as ideias liberais como combus�vel para a implantação do Estado liberal. b) a revolução de 1848, liderada pelos homens de 1830, isto é, a classe burguesa, �nha como maiores obje�vos a queda de Luís Bonaparte e a vitória das ideias socialistas, pregadas nos banquetes e nas barricadas contra o rei e contra a nobreza. c) a revolução de 1848, influenciada pelo socialismo utópico, significou a luta entre a classe burguesa, líder da revolução de 1830, e as classes populares que, cada vez mais organizadas na campanha dos banquetes e nas barricadas, forçaram a queda do rei Luís Felipe. d) os líderes revolucionários de 1848, os mesmos da revolução de 1830, sob forte propaganda das ideias liberais e influenciados pela luta polí�ca, convocaram e ob�veram o apoio das classes populares, no Parlamento, contra o rei Luís Felipe. e) o rei Luís Felipe, no trono francês entre 1830 e 1848, foi derrubado por uma bem orquestrada luta polí�ca no Parlamento, que uniu liberais e socialistas, vitoriosa para essa aliança, que formou o governo provisório e elegeu o presidente Luís Bonaparte. H0576 - (Ufu) Tem havido um bom número de grandes revoluções na história do mundo moderno, e certamente a maioria bem-sucedida. Mas nunca houve uma que �vesse se espalhado tão rápida e amplamente, se alastrando como fogo na palha por sobre fronteiras, países e mesmo oceanos. 1848 foi a primeira revolução potencialmente global, cuja influência direta pode ser detectada na insurreição de 1848 em Pernambuco (Brasil) e poucos anos depois na remota Colômbia. HOBSBAWM, Eric. A era do capital: 1848-1875. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982, p. 30. (Adaptado) A onda revolucionária de 1848 estava ligada, inicialmente, à delicada conjuntura sociopolí�ca da França que, entre outros aspectos, caracterizava-se a) pela consolidação, durante o reinado de Luís Felipe, das conquistas burguesas, o que gerou a revolta do proletariado. b) pela instabilidade ins�tucional, resultante das promessas não cumpridas do republicanismo francês e da ascensão das camadas populares. c) pelo protagonismo polí�co do movimento operário que, apesar de sua importância, ainda se mostrava desorganizado e sem lideranças expressivas. d) pela aliança polí�ca entre os setores conservadores e a Igreja Protestante, principal força religiosa da França, para conter o crescimento do proletariado. H0732 - (Upf) Neste mês de julho de 2021, o Par�do Comunista da China está comemorando o centenário de sua fundação. Em 1949, este par�do liderado por Mao Tse-Tung, através de uma ofensiva polí�co militar, venceu o governo chinês nacionalista dirigido por Chiang Kai-Shek, que era apoiado pelos Estados Unidos. Os comunistas entraram em Pequim em janeiro de 1949 e, no dia 1º de outubro, proclamaram a República Popular da China. Entre as especificidades da Revolução Chinesa, é correto apontar: a) O apoio da burguesia chinesa ao Par�do Comunista, a neutralidade das principais potências mundiais e o apoio decisivo do exército sovié�co aos revolucionários. b) A organização nacional deficiente do Par�do Comunista, o apoio decisivo do governo comunista de Cuba e a defesa da implantação do socialismo através da via parlamentar. c) A construção de um modelo socialista associado a preceitos capitalistas, a presença das brigadas internacionais e o apoio militar da Coréia do Norte comunista. d) A existência de uma guerra civil de longa duração, a progressão lenta do poder local ao poder central e a decisiva par�cipação dos camponeses na construção de uma ordem socialista. e) A manutenção da propriedade privada como incen�vo à construção da ordem socialista, a restauração do Império na China e a presença de tropas revolucionárias da União Sovié�ca. H0943 - (Unisc) A remoção de alemães no fim da guerra teve outra dimensão, que costuma ser negligenciada: a perda da iden�dade e não num vago sen�do metafórico. Milhões de pessoas que foram removidas, que fugiram ou foram 44@professorferretto @prof_ferretto expulsas do leste do Oder-Neisse se viram, em geral, sem qualquer documento que pudesse confirmar sua iden�dade. A destruição da guerra, sobretudo nos terríveis úl�mos meses, a perda do an�go leste da Alemanha (e, com ele, a perda de acesso a documentos oficiais) e as barreiras administra�vas criadas pela divisão da Alemanha em quatro zonas de ocupação significavam que era muitas vezes impossível verificar a iden�dade ou as a�vidades pregressas de milhões de alemães. Para muitos, isso criou enormes problemas na hora de comprovar a iden�dade e qualificações, para reclamar a posse de bens e para lidar com burocratas. Para outros, no entanto, o caos do pós-guerra criou oportunidades de adulteração, engano e fraudes. Em razão da dificuldade de se confirmar a iden�dade dos alemães, houve, depois da guerra, urna onda de crimes documentais. BESSEL, Richard. Alemanha, 1945. São Paulo: Cia das Letras, 2010, p. 263. Além disso, há também que enfrentar um problema que se alastra por toda a parte: a “depuração” provocada pelas divisões profundas que se instalam nas relações polí�cas. Esta “depuração” sumária dos “colaboradores” dos alemães a�nge também os representantes das classes dirigentes. Os esforços dos governos de união de ex�rpar a vingança dos tribunais populares e fazer exercer a “jus�ça” pelos tribunais regulares são muito mal recebidos e percebidos, visto que o corpo dos magistrados se mantém intacto. Na Itália e Alemanha, os an�gos fascistas e nazistas encontraram um apoio e até mesmo um refúgio na administração militar aliada. BROUÉ, Pierre. “O fim da Segunda Guerra e a contenção da revolução”. In: COGGIOLA, Osvaldo. (org.) Segunda Guerra Mundial: um balanço histórico. São Paulo: Xamã, Universidadede São Paulo, 1995, p. 394. A respeito desse cenário de fim de Guerra, considere as afirma�vas. I. Parte da elite dirigente da Alemanha e empresários que colaboraram com Hitler passaram por um processo conhecido como de “desnazificação”, ou seja, foram parcialmente desresponsabilizados dessa ligação com o Estado nazista. II. O Tribunal de Nüremberg julgou e condenou os cinco mil alemães entre militares e empresários que pertenceram ao alto escalão nazista. III. Na reconstrução do pós-guerra milhares de europeus, sobretudo alemães, se viram privados da sua iden�dade formal, tamanho o rastro de destruição gerado pelo conflito mundial. IV. Os tribunais populares, incorporando magistrados e juízes, fizeram jus�ça com as próprias mãos executando a grande maioria dos colaboracionistas de Hitler. Assinale a alterna�va correta. a) Todas as afirma�vas estão corretas. b) Somente as afirma�vas pares estão corretas. c) Somente as afirma�vas I e III estão corretas. d) As afirma�vas I, II e III estão incorretas. e) Todas as afirma�vas estão incorretas. H0627 - (Espm) A 8 de janeiro de 1918, o presidente Wilson num discurso ao Congresso dos Es tados Unidos, estabeleceu um programa de paz para a Europa baseado em catorze pon - tos, na aparência democrá�cos e liberais. (Mar�n Gilbert. A Primeira Guerra Mundial) Leia os quatro itens abaixo e depois assina le, de acordo com as alterna�vas apresen tadas, quais constavam do Programa de Paz do presidente Wilson: I. Liberdade de navegação nos mares. II. Remoção de barreiras econômicas e es tabelecimento de condições de igualda de de comércio entre todas as nações. III. Devolução dos territórios da Alsácia-Lo rena à França. IV. Criação do Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). a) Todos os itens; b) Apenas os itens III e IV; c) Apenas os itens I e II; d) Os itens I, II e III; e) Nenhum dos itens. H0635 - (Uerj) O patrio�smo é o amor pelos seus; o nacionalismo é o ódio pelos outros. GARY, Romain (1914-1980). Citado por Henri Deleersnijder. O Globo, 28/07/2014 A frase do escritor francês Romain Gary ajuda a compreender como reivindicações de autonomia de povos e sociedades variadas acabam por ocasionar disputas territoriais e polí�cas. Um exemplo dessa situação é a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), para a qual contribuiu o seguinte fator: a) difusão do domínio sovié�co b) expansão do ideal pangermânico c) agravamento das crises balcânicas d) crescimento das ações an�ssemitas 45@professorferretto @prof_ferretto H0630 - (Mackenzie) Pierre A. Renoir, ar�sta francês, ao realizar seu trabalho, Baile no Moulin de la Galete, em 1876, registrou a alegria, o�mismo e a intensa movimentação em Paris, no final do século XIX: a Belle Époque. Esse período, marcado por um intenso progresso cien�fico e tecnológico que, de forma acelerada, apontava para um período de prosperidade e paz. Todavia, sob a aparente tranquilidade e segurança desse cenário, desenrolavam-se inúmeros fatores de insa�sfação, que acabaram por levar à Grande Guerra de 1914. A respeito dos precedentes que levaram ao conflito mundial, é incorreto afirmar que a) a Alemanha, para combater a concorrência comercial, adotou uma polí�ca de expansão pelo uso da força militar, fechando-se perante qualquer solução diplomá�ca, provocando inúmeros atritos com os demais países, que só foram solucionados por meio da guerra. b) apesar de persis�rem an�gas rugas, entre Inglaterra e França, os mesmos se aliaram, junto com a Rússia, em 1907, formando a Tríplice Entente, com o obje�vo de combater os interesses imperialistas alemães, sobre os mercados chineses e africanos. c) mesmo apresentando um cenário tranquilo, várias nações europeias se dedicaram em fortalecer o exército, marinha, e adotar o serviço militar obrigatório. Esse período, de corrida armamen�sta e ausência de guerras, ficou conhecido como Paz Armada (1870-1914). d) os países europeus �nham necessidade de expandirem seus mercados consumidores e, na disputa pelos mesmos, fizeram surgir diversas zonas de tensão, além de despertarem o sen�mento cívico e patrió�co, nas regiões sob o domínio estrangeiro. e) o atentado de Sarajevo acabou se tornando o estopim para o início da guerra, não tanto pela gravidade do fato em si, mas, sobretudo, devido à série de acordos e alianças, que foram estabelecidos entre vários países, que se comprome�am a se auxiliarem mutuamente. H0930 - (Espcex) Até o início de 1942, na II Guerra Mundial, as tropas do Eixo Roma-Berlim-Tóquio dominaram a guerra. A par�r daí, iniciou-se sua derrocada, com sucessivas derrotas e avanço dos aliados, retomando e libertando territórios conquistados pelo Eixo. Sobre esse assunto, analise as asser�vas abaixo: I. A primeira frente de luta dos aliados, que marcharia pouco a pouco em direção a Berlim, foi possibilitada pela derrota nazista na Batalha de Stalingrado, na União Sovié�ca. II. A segunda frente aliada foi criada a par�r do desembarque na Normandia, no “Dia D”. III. A terceira frente, avançando pela Itália, iniciou-se após a vitória aliada na Batalha de El Alamein, no Egito. IV. A primeira grande derrota da Marinha japonesa aconteceu na Batalha de Midway. Assinale a alterna�va que apresenta somente asser�vas corretas, dentre as apresentadas. 46@professorferretto @prof_ferretto a) I, II e III b) II, III e IV c) II e III d) I e IV e) I, II, III e IV H0666 - (Fgv) Lenin �nha como única fonte de informação os jornais estrangeiros, mas, lendo as entrelinhas de suas matérias imprecisas e tendenciosas, pôde apreender os dados fundamentais. [...] O Soviete era o porta-voz do povo, que queria paz, pão, liberdade e terra. O Governo Provisório [...] representava uma burguesia cujas tendências liberais se limitavam à intenção de livrar-se dos Romanov. (Edmund Wilson. Rumo à estação Finlândia, 2013.) O excerto refere-se à análise feita por Lenin, líder do Par�do Bolchevista, do movimento social que derrubou o czar Nicolau II, em março de 1917. No seu entender, havia a) uma possiblidade de restauração da monarquia e o Governo Provisório deveria ser apoiado pela população. b) uma revolução camponesa em marcha no país e a classe operária estaria ausente das agitações sociais. c) uma iminente intervenção militar dos países imperialistas e os movimentos populares precisariam sustentar o exército russo. d) uma revolução fortemente nacionalista e os par�dos revolucionários encabeçariam esse movimento transformador. e) uma dualidade de poder em disputa e o Governo Provisório manteria a Rússia na Guerra Mundial. H0575 - (Udesc) “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Me�ernich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha. Que par�do de oposição não foi acusado de comunista por seus adversários no poder? Que par�do de oposição, por sua vez, não lançou a seus adversários de direita ou de esquerda a pecha infamante de comunista: Duas conclusões decorrente desses fatos: 1. O comunismo já é reconhecido como força por todas as potências da Europa; 2. É tempo de os comunistas exporem, abertamente, ao mundo inteiro, seu modo de ver, seus obje�vos e suas tendências, opondo um manifesto do próprio par�do à lenda do espectro do comunismo.” (Edição completa: Manifesto Comunista de Marx e Engels.) Com base no Manifesto Comunista de 1848, analise as proposições. I. Existem ao menos dois �pos de comunismo, um defendido pelos trabalhadores como ideologia com projeto polí�co alterna�vo, e outro o comunismo como espectro inventado por ins�tuições religiosas, polí�cas e militares para desqualificar a luta dos trabalhadores. II. O espectro do comunismo conseguiu unificar as forças mais conservadoras – “o papa e o czar, Me�ernich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha” – em prol da democracia e do liberalismo.a crise e o plano econômico apresentados nos fragmentos. a) Crise do Encilhamento e o Funding Loan. b) A Grande Depressão e o New Deal. c) Crise das Tulipas e o Plano Cruzado. d) Crise do Subprime e o Plano Marshall. e) Crise do Petróleo e o Convênio de Taubaté. H0584 - (Fgv) [...] no final do século XIX [...] discursos “cien�ficos” estabelecem, a par�r de caracterís�cas �sicas e culturais, uma classificação dos povos e uma desigualdade das raças. [...] Mas são sobretudo as revistas de geografia e de etnografia que influenciam os colonos, ao refle�r sobre os melhores métodos para “civilizar nossos negros”. Considera-se, de fato, que os povos que não pertencem à “raça” branca são atrasados, infan�lizados. (Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017.) Considerando o texto e conhecimentos sobre a história europeia do final do século XIX, pode-se concluir que a) as argumentações ideológicas procuravam legi�mar socialmente projetos expansionistas. b) as afirmações da antropologia cien�fica refutavam os ar�gos dos periódicos de grande circulação. c) as anexações de territórios estavam desvinculadas de interesses econômicos dos Estados conquistadores. d) as trocas culturais entre as nações eram vistas como a comprovação da diversidade social da humanidade. e) as potências pretendiam fortalecer militarmente os povos dominados por meio da medicina tropical. H0585 - (Cps) Oficialmente, a Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, na Alemanha, serviria para garan�r a livre circulação e comércio na bacia do rio do Congo e no rio Níger, bem como o compromisso das potências europeias de lutar pelo fim da escravidão no Con�nente. Entretanto, o maior obje�vo das negociações era a) garan�r os direitos portugueses de colonização sobre toda a área que se estende entre Angola e Moçambique, na África Austral, já que Portugal foi o primeiro país a se instalar nos territórios africanos. b) resolver os conflitos entre as potências europeias, que �nham interesse em adquirir a maior extensão de territórios e possessões na África, con�nente rico em recursos naturais e em matérias-primas. c) concre�zar os planos de Mar�nho Lutero que, no contexto da Reforma Protestante, preconizou a conversão dos povos africanos ao cris�anismo evangélico. d) apoiar a expansão do Par�do Nazista alemão com a anexação de novos territórios e, consequentemente, de novos cidadãos para a formação do III Reich. e) impedir a par�cipação dos países emergentes da América do Sul no comércio de longa distância de produtos como ouro, diamantes e marfim. H0941 - (Ifpe) Atente para o texto abaixo: A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi a maior catástrofe provocada pelo homem em toda a sua longa história. Envolveu setenta e duas nações e foi travada em 3@professorferretto @prof_ferretto todos os con�nentes, de forma direta ou indireta. O número de mortos superou os cinquenta milhões, havendo ainda uns vinte e oito milhões de mu�lados. Sobre o conflito em questão, assinale a alterna�va correta. a) A Segunda Guerra foi um conflito limitado à Europa, com poucos combates em outras regiões, o que �ra dela a caracterís�ca de mundial. b) A razão do sucesso do exército alemão foi a ausência de preconceito racial na composição de suas tropas, pois era cons�tuído por várias nacionalidades. c) Comunistas e nazistas se uniram durante todo o conflito, provocando o pior massacre de vidas civis e militares de toda a história da humanidade. d) A Segunda Guerra é considerada como uma verdadeira guerra mundial, sendo uma consequência de um conjunto de con�nuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. e) Ao invadir a União Sovié�ca, em 1942, os alemães só foram derrotados graças ao rigoroso inverno russo, que inviabilizou seu maquinário de guerra. H0639 - (Uece) O ano de 2014 será marcado pelos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, conflito que envolveu, inicialmente, as maiores potências europeias e trouxe, ao final, mais de 9 milhões de combatentes mortos e outros tantos incapacitados e feridos; ainda hoje é di�cil precisar o número de mortes em virtude de doenças e da fome que se espalharam por todos os países envolvidos no conflito. Sobre este conflito armado que pôs fim à época da “Belle époque” europeia, pode-se afirmar corretamente que a) foi desencadeado pela Anschluss, a anexação da Áustria pela Alemanha, em 1938. b) teve como fator causador a tomada do poder na Rússia pelos Bolcheviques, em 1917. c) se deu como consequência das disputas imperialistas e da formação de alianças polí�cas na Europa, desde o séc. XIX. d) resultou da acirrada disputa por influência polí�ca e econômica entre as duas superpotências: EUA e URSS. H0746 - (Uerj) Na esfera das relações internacionais, o contexto histórico ao qual a personagem faz referência era marcado por uma divisão do mundo decorrente sobretudo do seguinte fator: a) disputa religioso-cultural b) antagonismo étnico-linguís�co c) bipolaridade polí�co-ideológica d) rivalidade financeiro-comercial H0675 - (Famerp) Dentro e fora dos campos [de concentração], as SS levaram até as úl�mas consequências a polí�ca racista e expansionista do nazismo. A princípio, os presos polí�cos eram os mais visados para serem enviados aos campos. Esse tratamento era também dispensado aos grevistas, sabotadores e adeptos da resistência, mesmo nos territórios estrangeiros. O leque de perseguidos abriu-se na direção de judeus, ciganos, presos comuns, doentes mentais, padres e clérigos, homossexuais. (Alcir Lenharo. Nazismo, o triunfo da vontade, 1986.) O trecho analisa a atuação das SS, tropas nazistas, e estabelece um vínculo entre sua a) concepção de militarização da sociedade alemã e a disposição de aliar-se a grupos polí�cos de esquerda. b) ação de controle polí�co e social e o conjunto de valores e princípios excludentes que movia o nazismo. c) proposta de disciplinarização da sociedade alemã e o respeito às prá�cas econômicas e polí�cas liberais. d) intenção de implantar uma ditadura na Alemanha e a ideologia marxista que servia de base ao pensamento nazista. e) ar�culação com sindicatos de trabalhadores e o posicionamento polí�co direi�sta que caracterizava o nazismo. 4@professorferretto @prof_ferretto H0631 - (Ufrgs) Observe a imagem abaixo. Considere as seguintes afirmações sobre o Tratado de Versalhes. I. O acordo pressupunha a divisão igualitária dos custos da guerra entre as potências beligerantes, sem responsabilizar militar e materialmente apenas uma das partes envolvidas no conflito. II. O Tratado previa a desmilitarização mútua da França e da Alemanha, com o intuito de preservar um equilíbrio de poder mínimo no con�nente europeu. III. O documento impunha à Alemanha a perda de suas colônias africanas, a entrega de uma parte de seu território para os países fronteiriços e a redução do exército e do poder bélico. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. H0593 - (Upe) O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da teoria da seleção natural de Darwin na vida e na sociedade humanas. Seu grande mentor foi o filósofo inglês Herbert Spencer, criador da expressão “sobrevivência dos mais aptos”, que, mais tarde, também seria u�lizada por Darwin. Fonte: BOLSANELLO, Maria Augusta. Darwinismos social, eugenia e racismo cien�fico: sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras. Disponível em: h�ps://api-assets-produc�on.s3.us-east- 1.amazonaws.com/pdf/er/n12/n12a14.pdf /Adaptado. Essa teoria foi u�lizada no século XIX pelas nações europeias para jus�ficar a a) independência da Oceania. b) colonização dos Estados Unidos. c) dominação imperialista na Ásia e África. d) supremacia racial das nações la�no-americanas. e) inferioridade dos Estados Unidos frente ao Japão.III. A mul�plicação das fábricas nacionais e dos instrumentos de produção, o arroteamento das terras incultas e o melhoramento das terras cul�vadas são partes do programa original do Manifesto Comunista. IV. O Manifesto Comunista inclui em seu programa – a centralização de todos os meios de comunicação e de transporte sob a responsabilidade do Estado. V. Consta, no programa do Manifesto Comunista, a supressão da família burguesa centralizada na figura autoritária do pai. Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas II, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirma�vas I, II e III são verdadeiras. c) Somente a afirma�va V é verdadeira. d) Somente as afirma�vas I, III e IV são verdadeiras. e) Todas as afirma�vas são verdadeiras. H1432 - (Fuvest) 47@professorferretto @prof_ferretto Yevgeny Khaldei. Berlim, maio de 1945. In: Le�cia Yazbek, Aventuras da História. Disponível em h�ps://aventurasnahistoria.uol.com.br/no�cias/historia- hoje/. As fotos de Robert Capa e de Yevgeny Khaldei foram produzidas para documentar eventos da Segunda Guerra Mundial. Referem- se, respec�vamente: a) ao desembarque dos Aliados para libertar a França da ocupação nazista e ao avanço decisivo das forças Aliadas frente à Alemanha. b) aos conflitos no Canal da Mancha, que deram início à Primeira Guerra Mundial, e à tomada de Berlim pelas tropas sovié�cas. c) à fuga de membros da Resistência francesa para a Inglaterra após a invasão nazista e ao início da construção do Muro de Berlim. d) às batalhas no Mediterrâneo, que deram início à Segunda Guerra Mundial, e à incorporação da Alemanha à “cor�na de ferro. e) ao confronto entre a República de Vichy e a Resistência francesa e à vitória da União Sovié�ca sobre os Aliados. H1438 - (Fuvest) “Quatro anos atrás, neste dia, a esta mesma hora, chegava ao Panteão, em Roma, o carro fúnebre que levava o cadáver de Vi�orio Emanuele II, primeiro rei da Itália, morto depois de 29 anos de reinado, durante os quais a grande pátria italiana, antes despedaçada em sete estados e oprimida por estrangeiros e �ranos, �nha renascido como um só país, independente e livre (...)”. AMICIS, Edmondo de. Coração: um livro para jovens. São Paulo: CosacNaify, 2011. Esse livro foi publicado pela primeira vez na Itália em 1886. Obteve grande sucesso entre os jovens leitores e foi, desde cedo, amplamente u�lizado como livro de leitura nas escolas do país. O texto mobiliza representações que iam ao encontro do culto a) à nação na Itália recém-unificada. b) à divisão da Itália por Vi�orio Emanuele II. c) aos ideais republicanos que deram origem ao país. d) aos an�gos reinos e ao domínio estrangeiro. e) à reconstrução do an�go Império romano. H1442 - (Fuvest) “Nos países bál�cos, na Ásia central, no Cáucaso, até mesmo na Rússia e nas duas outras nações eslavas (Ucrânia e Bielo- Rússia [ou Belarus]), consideradas o núcleo básico de sustentação da União Sovié�ca, [em 1990] os parlamentos nacionais proclamavam a própria soberania em relação ao poder central da União, ou seja, a primazia das leis nacionais sobre as leis sovié�cas. Num contexto de predomínio de forças centrífugas, qual seria o des�no do poder central?”. REIS FILHO, Daniel Aarão. As Revoluções Russas e o Socialismo Sovié�co. São Paulo: Editoria Unesp, 2003. Considerando a relação com a charge, o texto apresenta 48@professorferretto @prof_ferretto a) uma situação de tranquilidade polí�ca na União Sovié�ca, enquanto a charge faz alusão à mudança deste cenário. b) o momento pós-independência das repúblicas que compunham a União Sovié�ca, enquanto a charge representa o momento inicial de sua reconstrução. c) uma projeção o�mista quanto ao futuro da União Sovié�ca, enquanto a charge nega esse prognós�co. d) uma crí�ca ao nacionalismo das repúblicas sovié�cas, enquanto a charge celebra o esfacelamento do poder central. e) uma conjuntura de crise no governo de Gorbachev, enquanto a charge representa o subsequente colapso da União Sovié�ca. H1443 - (Fuvest) Com base na peça publicitária da Anis�a Internacional, é correto afirmar que a) a correlação verbo-visual, reforçada pela polissemia do verbo “desligar”, contrapõe quem vive e quem observa a guerra. b) os pronomes “você” e “eles” indicam compa�bilidade ideológica entre grupos de regiões diferentes. c) a linguagem visual impede a conscien�zação acerca das realidades das zonas de guerra. d) a omissão do verbo no segundo período do texto coloca o leitor como par�cipante da guerra. e) os recursos visuais possuem independência da expressão linguís�ca na interpretação da publicidade. H1444 - (Fuvest) O mapa do con�nente africano a seguir reproduz as fronteiras étnicas anteriores ao processo de colonização europeu (linhas pretas) e as fronteiras dos Estados Nacionais africanos, que surgiram após a emancipação no século XX (linhas vermelhas): Com base na leitura do mapa, assinale a alterna�va correta. a) A diversidade étnica observada na região sul africana foi objeto de cobiça do tráfico transatlân�co de escravizados para as Américas. b) O Chifre da África foi uma área marcada por guerras travadas entre diferentes grupos étnicos, as quais impediram a construção de unidades polí�cas nacionais. c) A porção norte da África teve menor diversidade étnica, com o predomínio de população branca, religião islâmica e língua árabe. d) Após o processo de emancipação, a quan�dade de Estados Nacionais africanos ultrapassou numericamente as configurações territoriais anteriores à colonização. e) As fronteiras dos Estados Nacionais africanos foram traçadas a par�r de solidariedades étnicas, e não por critérios geopolí�cos decorrentes da colonização. H1448 - (Fuvest) “Em uma onda sem precedentes de medo, confusão e pânico, hoje quase 13 milhões de ações mudaram de mãos na Bolsa de Valores de Nova York. Corretores atordoados atravessaram um mar de papel segurando ordens de inves�dores assustados para ‘vender a qualquer preço’.” “Wall Street cai”. The Guardian (Londres), 24/10/1929, p.1. “O mercado esteve ontem numa situação de verdadeiro pânico. Em São Paulo pedem-se a moratória e 49@professorferretto @prof_ferretto a emissão de papel-moeda. O presidente da República receberá hoje uma comissão do comércio de Santos.” “A crise do café”. Correio da Manhã (Rio de Janeiro), 29/10/1929, p.1. Os excertos, extraídos de matérias jornalís�cas publicadas à época, relatam reações ante a Crise de 1929. Essa crise a) a�ngiu as a�vidades agrícolas, incen�vou a mecanização do processo produ�vo e a absorção dos trabalhadores pelo setor industrial. b) afetou as bases do liberalismo econômico, obrigando a intervenção do Estado por meio de regulações e inves�mentos. c) impulsionou a indústria do entretenimento, responsável por forjar comportamentos que se opunham ao pessimismo. d) favoreceu a subs�tuição do dólar pela libra esterlina enquanto moeda empregada no comércio internacional. e) contribuiu para o desenvolvimento industrial com a subs�tuição de importações e a ampliação do crédito para inves�mentos. H1451 - (Fuvest) “O plano dos Estados Unidos de derrubarem a Revolução já estava esboçado na ocasião em que Mikoyan [vice-líder no governo sovié�co de Nikita Kruschev] visitou Havana, em fevereiro de 1960 (...). A CIA propunha a sabotagem das refinarias de açúcar de Cuba, a principal fonte de riqueza da ilha. (...) Como prome�do, Fidel Castro reagiu contra os Estados Unidos (...). Ele anunciou a nacionalização de todas as propriedades norte-americanas importantes da ilha. (...) Numa frase sinistra (...), Castro salientou que a Cuba revolucionária �nha agora o apoio militar de fora do con�nente. Cuba ‘aceitaria com gra�dão’, disse ele, ‘a ajuda dos foguetes da União Sovié�ca (...)’. Naquele mês, a lenha fora jogada na fogueira, quando Castro chegou a Nova York para falar na Assembleia Geral da ONU, instalando-se no Harlem. (...) Castro ficou no [hotel] Theresa, cercado por um grupo de admiradores (...) e numa tarde memorável foi visitadopelo líder sovié�co. (...) Kruschev escreveu nas suas memórias que ‘indo a um hotel negro num bairro negro, nós estávamos fazendo uma dupla demonstração contra as polí�cas discriminatórias dos Estados Unidos em relação aos negros, assim como em relação a Cuba’”. GOTT, Richard. Cuba: uma nova história. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. p.210-213. Adaptado. As tensões polí�cas abordadas no texto referem-se a) à indecisão de Fidel Castro sobre o alinhamento polí�co de Cuba na Guerra Fria e ao isolamento da ilha em relação a outros debates polí�cos da época. b) às garan�as do governo revolucionário em Cuba aos capitais norte-americanos e à salvaguarda dos direitos civis da população negra na ilha. c) à aliança entre Cuba e URSS selada na origem da guerrilha em Sierra Maestra e à consequente oposição dos EUA ao movimento insurgente. d) ao gradual alinhamento entre Cuba e a URSS e ao aceno dos dois governantes de apoio ao movimento negro norte-americano. e) à ar�culação entre os governos da URSS e dos EUA para enfraquecer Fidel Castro e os movimentos sociais no Harlem. H1452 - (Fuvest) “Desde os anos 20 governado pela dinas�a Pahlevi, o Irã vinha sendo modernizado e ocidentalizado pelas sucessivas gerações de xás, que viam na observância estrita da religião um atraso a ser superado. País de numerosa população xiita, no entanto, o regime modernizante sempre precisou contar com uma grande dose de repressão, para conter a oposição dos grupos religiosos, que se fazia cada vez mais popular. Na década de 1970, este movimento conheceu um líder, que, refugiado na França, preparava-se para voltar ao país: era o aiatolá Khomeini, que apelava aos muçulmanos para que restaurassem a autoridade do islã na sociedade.” GRINBERG, Keila. O mundo árabe e as guerras árabe- israelenses. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (orgs.). O século XX: o tempo das dúvidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p.116. O texto descreve o contexto histórico que antecedeu a) uma intervenção norte-americana em território iraniano. b) a integração do Irã aos países do bloco socialista sovié�co. c) a laicização integral do Estado iraniano. d) o estabelecimento de uma república teocrá�ca no Irã. e) uma cooperação militar entre Irã e Iraque contra o Ocidente. H1461 - (Unesp) O verdadeiro horror dos campos de concentração e de extermínio reside no fato de os internados, mesmo que consigam manter-se vivos, estarem mais isolados do mundo dos vivos do que se �vessem morrido, porque o horror compele ao esquecimento. No mundo 50@professorferretto @prof_ferretto concentracionário, mata-se um homem tão impessoalmente como se mata um mosquito. Uma pessoa pode morrer em consequência de tortura ou de fome sistemá�ca, ou porque o campo está superpovoado e há necessidade de liquidar o material humano supérfluo. (Hannah Arendt. O sistema totalitário, 1978.) Ao caracterizar a peculiaridade das ações nazistas nos campos de concentração e de extermínio, o excerto refere-se diretamente a) à ausência de condições básicas de higiene. b) à coisificação dos prisioneiros. c) ao respeito aos direitos humanos. d) ao prevalecimento do nacionalismo. e) à escravização dos prisioneiros. H1470 - (Unesp) Os únicos países africanos não colonizados por potências europeias no século XIX foram a) a África do Sul, que vivia sob forte regime de segregação racial, e a Síria, que se manteve livre graças à forte mobilização militar dos grupos muçulmanos. b) a Libéria, criada na metade do século XIX por inicia�va norte-americana, e a E�ópia, que uniu cristãos e islâmicos na luta de resistência às inves�das armadas italianas. c) a Argélia, que obteve sua autonomia em troca de acordos comerciais com países mediterrânicos, e Gana, onde o poderoso Império Axân� conseguiu impedir o avanço britânico. d) o Marrocos, ocupado pela França apenas no século XX, e Madagascar, que conseguiu evitar invasões por meio da estruturação de um forte aparato militar marí�mo. e) o Egito, que se valeu de sua tradição histórica de autonomia e hegemonia regional, e Angola, que obteve sua independência de Portugal no final do século XVIII. H1472 - (Unesp) Gerações inteiras criaram-se à sombra de batalhas nucleares globais que, acreditava-se firmemente, podiam estourar a qualquer momento, e devastar a humanidade. [...] A peculiaridade da Guerra Fria era a de que, em termos obje�vos, não exis�a perigo iminente de guerra mundial. (Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995.) A contradição entre os dois parágrafos do excerto jus�fica-se, pois havia a) uma retórica belicosa das duas superpotências, mas ambas auxiliaram-se mutuamente na preservação da neutralidade dos países que pertenciam às suas áreas de influência. b) discordâncias de ordem polí�ca entre Estados Unidos e União Sovié�ca, mas os dois países desenvolveram conjuntamente com a ONU projetos de exploração espacial. c) divergências ideológicas entre Estados Unidos e União Sovié�ca, mas os dois países unificaram seus serviços de inteligência e man�veram estreita colaboração diplomá�ca. d) tensões entre os setores militares dos Estados Unidos e da União Sovié�ca, mas os dois países obedeciam às determinações e decisões pacificistas da OTAN e do Pacto de Varsóvia. e) um clima de con�nuo medo, mas as duas superpotências evitaram tomar decisão que pudesse provocar um conflito bélico direto e concreto. H1474 - (Unesp) O terrorismo não tem outra ideologia que não seja a exaltação da morte, uma mentalidade legionária de múl�plas encarnações. Na Espanha, sofremos o do ETA [Pátria Basca e Liberdade] e o dos GAL [Grupos An�terroristas de Libertação]; na Colômbia, o de guerrilheiros e paramilitares; no México, o dos cartéis criminosos e do narcoestado; no Chile, o dos sicários de Pinochet; no Oriente Médio, o de pales�nos e israelenses. E tantos outros. Mas o que se instalou no âmbito global e transformou a vida polí�ca é o terrorismo de origem islâmico-fundamentalista e o contraterrorismo dos Estados, que fizeram do planeta um campo de batalha onde sobretudo morrem civis [...]. (Manuel Castells. Ruptura: a crise da democracia liberal, 2018.) O excerto iden�fica o terrorismo contemporâneo como um fenômeno 51@professorferretto @prof_ferretto a) mundial, pra�cado tanto por grupos externos ao controle estatal, quanto por regimes polí�cos ins�tucionalizados. b) regional, presente nas dis�ntas partes do planeta, mas sempre resultante de disputas restritas a interesses locais e par�culares. c) relacionado ao crime organizado, que se manifesta tanto por meio de estratégias clandes�nas quanto através de corporações legalizadas. d) associado a ideologias extremistas de direita ou de esquerda, que agem para obter o controle de aparatos polí�cos estatais. e) étnico e religioso, por resultar de ações de grupos perseguidos, que recorrem à ação armada para reivindicar seus direitos. H1475 - (Unesp) Para enfrentar a crise da pandemia, a intervenção estatal está agora sendo solicitada e elogiada pelos comentaristas conservadores que anteriormente a cri�cavam. O capitalismo de Estado está sendo visto como solução. Nos EUA, os despejos de inquilinos estão sendo adiados, a folha de pagamento de algumas empresas vai ser garan�da pelo Estado, e o governo, entre outras medidas, obrigou a General Motors a fabricar respiradores. No Reino Unido, já estão discu�ndo renacionalizar companhias aéreas em dificuldades e outras empresas. (www.cartamaior.com.br, 29.03.2020. Adaptado.) As ações descritas no excerto contradizem a a) polí�ca keynesiana. b) polí�ca de subsídios. c) ação protecionista de mercado. d) doutrina neoliberal. e) lei da oferta e da procura. H1482 - (Unesp) Se eu �vesse que responder à seguinte pergunta: O que é a escravatura? e respondesse sem hesitar: É o assassínio, o meu pensamento ficaria perfeitamente expresso. Não precisarei de fazer um grande discurso para mostrar que o poder de privar o homem do pensamento, da vontade e da personalidade,é um poder de vida e morte e que fazer de um homem escravo equivale a assassiná-lo. Por que, então, a essa outra pergunta: O que é a propriedade?não posso responder simplesmente: É o roubo, ficando com a certeza de que me entendem, embora esta segunda proposição não seja mais que a primeira, transformada? (Pierre Joseph Proudhon. O que é a propriedade?, 1975.) O texto, escrito em 1840, expressa uma posição a) anarquista, de crí�ca ao direito de propriedade e de defesa do valor supremo da liberdade. b) comunista, de crí�ca à burguesia e de defesa da revolução social como forma de construir um Estado proletário. c) liberal, de defesa do direito de propriedade e de crí�ca às desigualdades sociais. d) posi�vista, de crí�ca à falta de ordem social e de defesa de ações voltadas ao progresso. e) marxista, de defesa da eliminação da propriedade priva- da e de crí�ca ao regime de trabalho assalariado. H1484 - (Unesp) Um dos mo�vos que contribuíram para a crise econômico-financeira do final da década de 1920 foi o a) descompasso entre a alta do valor real e a queda do valor nominal das ações de empresas europeias e norte-americanas comercializadas na Bolsa de Nova York. b) contraste entre a expansão da oferta de mercadorias norte-americanas desde a Primeira Guerra Mundial e a gradual retração do mercado europeu de importação. c) deslocamento de capitais do setor industrial para o agrícola, gerando um desequilíbrio na economia norte- americana e a redução dos empregos nas áreas urbanas. d) declínio da produção de produtos primários na América La�na, que provocou a falta de fornecedores de insumos e a queda da capacidade produ�va da indústria norte-americana. e) intervencionismo do Estado na economia norte- americana, em contraposição à defesa da livre- inicia�va e ao autogerenciamento do mercado. H1493 - (Unesp) Observe o anúncio do sabonete Pears, difundido em 1887. 52@professorferretto @prof_ferretto O anúncio revela a) o esforço britânico de obter apoio polí�co, por meio da oferta de alimentos às populações africanas carentes. b) a exploração imperialista britânica, que re�rava minérios e frutas tropicais das possessões coloniais na África e na Ásia. c) a ausência de recursos sanitários nas áreas mais afastadas do Império britânico, o qual promoveu ações de es�mulo à higiene pessoal. d) o sen�do religioso impresso na conquista britânica da África, gerado pela crença na�va de que os colonizadores teriam origem divina. e) a dimensão mercan�l da expansão imperialista britânica, que implicava a expansão do comércio com regiões da Ásia e da África. H1494 - (Unesp) A Revolução Mexicana só pode ser entendida considerando-se as par�cularidades da sociedade mexicana dentro de um processo global existente num determinado estágio do desenvolvimento do capitalismo em nível mundial. (Anna Maria Mar�nez Corrêa. A Revolução mexicana: 1910-1917, 1983.) A afirmação do excerto jus�fica-se, pois a Revolução Mexicana de 1910 envolveu a) rompimento do México em relação aos organismos internacionais, que condenaram esse país por seu apoio à Tríplice Aliança na Primeira Guerra Mundial. b) reformulação do modelo econômico agroexportador mexicano, em meio a um processo de cole�vização das terras improdu�vas. c) reivindicações de populações indígenas e de setores operários, em meio a um processo de modernização econômica por que o México passava. d) par�cipação a�va dos Estados Unidos e de potências europeias, que procuravam conter o avanço dos grupos comunistas mexicanos. e) disputas entre grupos na�vos rivais, em meio à apropriação de parte do território mexicano pelos Estados Unidos. H1512 - (Unicamp) É correto afirmar que a fotografia anterior 53@professorferretto @prof_ferretto a) foi produzida durante a Guerra Fria e documenta o sequestro, no sudeste asiá�co, da parte dos soldados norte-americanos, de mulheres. O estupro e a pros�tuição forçada são aceitos pelas cortes internacionais como estratégia de guerra, já que os crimes de guerra referem-se apenas às armas usadas nos campos. b) comprova a ação dos soldados norte-americanos, durante a Guerra do Vietnã, em relação às mulheres e às crianças fotografadas. A pros�tuição consensual era usada como estratégia de criação de novos laços sociais e o povoamento dos territórios conquistados. c) traz a imagem de mulheres enfileiradas, capturadas e obrigadas a se pros�tuírem durante a II Guerra Mundial. A violação sexual tem sido usada historicamente como arma para fragilizar os supostos inimigos, já que as ví�mas da violência sexual trazem marcas da humilhação e da limpeza étnica e tem os laços sociais destruídos. d) registra mulheres que, durante a Guerra das Coreias, escolheram se casar e migrar com os soldados japoneses. A violação sexual é uma das marcas dos conflitos entre nações, a�ngindo em especial mulheres e crianças que, entendidas como vulneráveis, se tornam ví�mas do domínio masculino. H1516 - (Fuvest) Entre os fatores que permitem associar o contexto histórico de Portugal, na década de 1970, às independências de suas colônias na África, encontram-se a) o Salazarismo, que dominou Portugal desde a década de 1930, e a intensificação dos laços coloniais com Cabo Verde e Guiné-Bissau, 40 anos depois. b) a influência polí�ca e militar do Pacto de Varsóvia, no norte do con�nente africano, e o surgimento de movimentos contra o apartheid nas colônias portuguesas. c) o não cumprimento, por Portugal, da exigência internacional de que libertasse suas colônias africanas e sua exclusão da Comunidade Europeia, no princípio da década de 1970. d) a Revolução dos Cravos, de 1974, que encerrou o longo período ditatorial português, e a ampliação dos movimentos de libertação nacional, como os de Angola e Moçambique. e) o imediato cessar-fogo estabelecido pelo regime democrá�co português, implantado em 1974, e o fim dos conflitos internos nas colônias portuguesas da África. H1517 - (Fuvest) A fotografia acima, �rada em Beijing, China, em 1989, pode ser iden�ficada, corretamente, como a) reveladora do sucateamento do exército chinês, sinal mais visível da crise econômica que então se abateu sobre aquela potência comunista. b) emblema do conflito cultural entre Ocidente e Oriente, que resultou na recuperação de valores religiosos ancestrais na China. c) demonstração da incapacidade do Par�do Comunista Chinês de impor sua polí�ca pela força, já que o levante daquele ano derrubou o regime. d) montagem jornalís�ca, logo desmascarada pela revelação de que o homem que nela aparece é chinês, enquanto os tanques são sovié�cos. e) símbolo do confronto entre liberdade de expressão e autoritarismo polí�co, ainda hoje marcante naquele país. H1524 - (Fuvest) Examine a seguinte imagem, que foi inspirada pela situação da Índia de 1946. 54@professorferretto @prof_ferretto Legenda: MOSLEM: muçulmano; NEW CONSTITUTION: nova Cons�tuição; CIVIL WAR: guerra civil; FAMINE: fome. A leitura correta da imagem permite concluir que ela cons�tui uma crí�ca a) à passividade da ONU e dos países do chamado Terceiro Mundo diante do avanço do fundamentalismo hindu no sudeste asiá�co. b) à oficialização da religião muçulmana na Índia, diante da qual seria preferível sua manutenção como Estado cristão. c) ao colonialismo britânico, metaforicamente representado por animais ferozes prontos a destruir a liberdade do povo hindu. d) aos polí�cos que, distanciados da realidade da maioria da população, não seriam capazes de enfrentar os maiores desafios que se impunham à união do país. e) à desesperança do povo hindu, que deveria, não obstante as dificuldades pelas quais passara durante anos de dominação britânica, ser mais o�mista. H1533 - (Fuvest) A exploração da mão de obra escrava, o tráfico negreiro e o imperialismo criaram confli�vas e duradouras relações de aproximação entre os con�nentes africano e europeu. Muitos países da África, mesmo depois de terem se tornado independentes, con�nuaram usando a língua dos colonizadores.O português, por exemplo, é língua oficial de a) Camarões, Angola e África do Sul. b) Serra Leoa, Nigéria e África do Sul. c) Angola, Moçambique e Cabo Verde. d) Cabo Verde, Serra Leoa e Sudão. e) Camarões, Congo e Zimbábue. H1535 - (Fuvest) Somos produto de 500 anos de luta: primeiro, contra a escravidão, na Guerra de Independência contra a Espanha, encabeçada pelos insurgentes; depois, para evitar sermos absorvidos pelo expansionismo norte americano; em seguida, para promulgar nossa Cons�tuição e expulsar o Império Francês de nosso solo; depois, a ditadura porfirista nos negou a aplicação justa das leis de Reforma e o povo se rebelou criando seus próprios líderes; assim surgiram Villa e Zapata, homens pobres como nós, a quem se negou a preparação mais elementar, para assim u�lizar nos como bucha de canhão e saquear as riquezas de nossa pátria, sem importar que estejamos morrendo de fome e enfermidades curáveis, sem importar que não tenhamos nada, absolutamente nada, nem um teto digno, nem terra, nem trabalho, nem saúde, nem alimentação, nem educação, sem ter direito a eleger livre e democra�camente nossas autoridades, sem independência dos estrangeiros, sem paz nem jus�ça para nós e nossos filhos. “Primeira declaração da Selva Lacandona” (janeiro de 1994), in Massimo di Felice e Cristoval Muñoz (orgs.). A revolução invencível. Subcomandante Marcos e Exército Zapa�sta de Libertação Nacional. Cartas e comunicados. São Paulo: Boitempo, 1998. Adaptado. O documento, divulgado no início de 1994 pelo Exército Zapa�sta de Libertação Nacional, refere se, entre outros processos históricos, à a) luta de independência contra a Espanha, no início do século XIX, que erradicou o trabalho livre indígena e fundou a primeira república na América. b) colonização francesa do território mexicano, entre os séculos XVI e XIX, que implantou o trabalho escravo indígena na mineração. c) reforma liberal, na metade do século XX, quando a Igreja Católica passou a controlar quase todo o território mexicano. d) guerra entre Estados Unidos e México, em meados do século XIX, em que o México perdeu quase metade de seu território. e) ditadura militar, no final do século XIX, que devolveu às comunidades indígenas do México as terras expropriadas e rompeu com o capitalismo internacional. H1547 - (Fuvest) No que se refere à crise do colonialismo português na África na segunda metade do século XX, 55@professorferretto @prof_ferretto a) a Era das Revoluções, ao implicar a abolição do tráfico transatlân�co de escravos para as Américas, erodiu as bases do domínio de Portugal sobre Angola e Moçambique. b) Portugal, com um poder de segunda ordem no concerto europeu, se viu alijado das deliberações da Conferência de Berlim, perdendo assim o domínio sobre suas colônias. c) as independências de Angola e de Moçambique foram marcadas por um processo rela�vamente pacífico, que envolveu ampla negociação com os poderes metropolitanos em Portugal. d) o processo de independência das colônias portuguesas, ao contrário do que ocorreu nas colônias inglesas e francesas, não se relacionou às polarizações geopolí�cas da Guerra Fria. e) o movimento de independência colonial foi decisivo para o processo de transformação polí�ca em Portugal, ao acelerar a crise do regime autoritário nascido no período entre guerras. H1548 - (Fuvest) [...] a Declaração Universal representa um fato novo na história, na medida em que, pela primeira vez, um sistema de princípios fundamentais da conduta humana foi livre e expressamente aceito, através de seus respec�vos governos, pela maioria dos homens que vive na Terra. Com essa declaração, um sistema de valores é – pela primeira vez na história – universal, não em princípio, mas de fato, na medida em que o consenso sobre sua validade e sua capacidade de reger os des�nos da comunidade futura de todos os homens foi explicitamente declarado. [...] Somente depois da Declaração Universal é que podemos ter a certeza histórica de que a humanidade – toda a humanidade – par�lha alguns valores comuns; e podemos, finalmente, crer na universalidade dos valores, no único sen�do em que tal crença é historicamente legí�ma, ou seja, no sen�do em que universal significa não algo dado obje�vamente, mas algo subje�vamente acolhido pelo universo dos homens. N. Bobbio. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992. A Declaração Universal mencionada no texto a) foi ins�tuída no processo da Revolução Francesa e norteou os movimentos feministas, sufragistas e operários no decorrer do século XIX. b) assemelhou se ao universalismo cristão, que também resultou no estabelecimento de um conjunto de valores par�lhado pela humanidade. c) desenvolveu se com a inclusão de princípios universais pelos legisladores norte americanos e influenciou o abolicionismo nos Estados Unidos. d) foi aprovada pela Organização das Nações Unidas e serviu como referência para grupos que lutaram pelos direitos de negros, mulheres e homossexuais na década de 1960. e) originou se do jusnaturalismo moderno e consolidou se com o movimento ilustrado e o despo�smo esclarecido ao longo do século XVIII. H1549 - (Fuvest) Aqui no Chile estava se construindo, entre imensas dificuldades, uma sociedade verdadeiramente justa, erguida sobre a base de nossa soberania, de nosso orgulho nacional, do heroísmo dos melhores habitantes do Chile. Do nosso lado, do lado da revolução chilena, estavam a cons�tuição e a lei, a democracia e a esperança. Pablo Neruda. Confesso que vivi. Memórias. Rio de Janeiro: Difel, 1980. Nesse texto, a) “soberania” está relacionada às campanhas de priva�zação das minas de estanho e salitre, que até então eram man�das por capitais anglo americanos. b) “heroísmo” refere se aos embates armados, travados com setores da democracia cristã e com as comunidades indígenas dos araucanos. c) “a cons�tuição e a lei” é uma referência ao novo ordenamento jurídico implantado após o golpe promovido pela Unidade Popular. d) “democracia” alude a um traço peculiar da via chilena para o socialismo, pois o presidente Salvador Allende chegou ao poder pelo voto. e) “esperança” traduz a expecta�va resultante do apoio econômico e estratégico que havia sido ob�do junto aos Estados Unidos e França. H1550 - (Fuvest) O futurismo de Marine� e o fascismo de Benito Mussolini têm em comum 56@professorferretto @prof_ferretto a) a constatação da falência cultural da Itália, que se agarrou ao passado romano e ignorou os grandes avanços da Primeira Revolução Industrial. b) o desejo de proporcionar aos cidadãos italianos o acesso aos bens de consumo e a implantação do Estado de bem-estar social. c) o esforço de modernização cultural e a tenta�va de demolir as edificações que restaram do passado romano. d) a valorização e a adoção das bases e dos princípios das teorias revolucionárias anarquistas e socialistas. e) a glorificação da ideologia da guerra e da velocidade proporcionada pelos avanços técnicos e militares. H1551 - (Fuvest) A operação era um pouco dolorosa e não durava mais que um minuto, mas era traumá�ca. Seu significado simbólico estava claro para todos: este é um sinal indelével, daqui não sairão mais; esta é a marca que se imprime nos escravos e nos animais des�nados ao matadouro, e vocês se tornaram isso. Vocês não têm mais nome: este é o seu nome. A violência da tatuagem era gratuita, um fim em si mesmo, pura ofensa: não bastavam os três números de pano costurados nas calças, no casaco e no agasalho de inverno? Primo Levi. Os afogados e os sobreviventes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990. Está de acordo com o texto a seguinte afirmação: a) A tatuagem era uma forma de tortura e uma mensagem não verbal, que inscrevia a condenação no corpo do prisioneiro. b) O uso de tatuagens era perturbador apenas para ciganos e judeus ortodoxos, pois violava o código moral e as leis religiosas dessas comunidades. c) O recurso de tatuar o prisioneiro, além de impor um sofrimento �sico e moral, discriminava o �po de remuneração. d) O empregodas tatuagens funcionava como um código esté�co e de classificação dos prisioneiros nos campos de concentração. e) A tatuagem, assim como o trabalho voluntário, não �nham finalidade produ�va, mas contribuíam para o entendimento entre os prisioneiros. H1554 - (Fuvest) Esta imagem é a representação de a) uma pintura impressionista, marcada por pinceladas soltas e pela temá�ca da emigração americana para o con�nente europeu. b) um mosaico cubista, caracterizado pelas formas geométricas que procuram salientar a esperança daqueles que se dirigem para terras estrangeiras. c) uma pintura expressionista, que reforça o sofrimento dos que se deslocavam em um contexto de perseguições e intolerâncias. d) um painel surrealista, que procurava destacar o subconsciente atormentado daqueles que deixavam seus locais de origem. e) uma pintura futurista, influenciada pelas referências de modernização tecnológica caracterís�cas da primeira metade do século XX. H1555 - (Fuvest) Sobre a revolução cultural ocorrida na China, a par�r de 1966, é correto afirmar que se tratou de 57@professorferretto @prof_ferretto a) movimento dirigido por intelectuais e estudantes contra o governo ditatorial de Mao Tsé-Tung. b) proposta encaminhada pelos camponeses em busca da retomada das raízes xintoístas da China imperial. c) reação dos intelectuais refratários ao regime comunista que pretendia restaurar o mandarinato. d) expurgo de cunho an�-intelectualista que recusava as influências ocidental e sovié�ca. e) um processo que culminou nas reivindicações de livre- pensamento e na abertura da China para o mercado. H1557 - (Fuvest) A história do século XIX foi marcada pela tensão entre tradições polí�cas e intelectuais que apelava, ora para a força do nacionalismo, ora para o vigor das ideias internacionalistas. Indique a alterna�va que traduz uma destas tradições. a) A formulação de alianças militares, a união de forças monárquicas e abolição das fronteiras polí�cas contribuíram para minar o poder dos Estados- Nacionais. b) O 1º de Maio e os rituais trabalhistas manifestavam a ascensão de par�dos e de movimentos de massa, expressão do nacionalismo da classe trabalhadora. c) As guerras de caráter religioso que eclodiram na Europa demonstram um enfraquecimento do poder universal da Igreja Católica e a ascensão de tradições religiosas nacionais. d) O apelo ao direito de autodeterminação dos povos ques�onou o poder das casas dinás�cas e contribuiu para a posterior fragmentação dos grandes impérios europeus. e) O culto do progresso e da liberdade despertou os ideais republicanos e democrá�cos que contribuíram para o estabelecimento de federações supranacionais. H1561 - (Fuvest) Documentos da Agência Central de Inteligência Americana (CIA) mostram que o Brasil quis liderar a Operação Condor e só não conseguiu porque enfrentou resistência dos outros países membros – Argen�na, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia. (...) Os documentos da CIA fazem parte do Projeto de Desclassificação Argen�na (The Dirty War, 1976-1983), do governo americano, e incluem mais de 40 mil páginas. Duas dezenas delas fazem menções ao Brasil (...). Marcelo Godoy, O Estado de São Paulo. Abril/2019. A respeito da Operação Condor, é correto afirmar: a) Ainda que �vesse um alvo comum de repressão polí�ca, ela não implicava o alinhamento automá�co dos regimes ditatoriais de cada país. b) Ao encontrar resistência dos demais países que dela par�cipavam, o Brasil passou a cri�car publicamente suas ações. c) Em vista da oposição norte-americana à inicia�va, a cooperação entre os países membros não foi implantada. d) O governo ditatorial paraguaio assumiu a posição de liderança no acordo firmado entre seus países fundadores. e) Limitou-se à troca de informações sobre os opositores polí�cos que buscaram exílio em cada um desses países. H1562 - (Fuvest) De acordo com o historiador Martyn Lyons, “nos temores contemporâneos em relação ao acesso ilimitado a sites perigosos da Internet, e às dificuldades enfrentadas por governos de diversos países no policiamento da distribuição da informação, ouve-se o eco do pânico causado pela invenção da imprensa”. Martyn Lyons, A história da leitura de Gutenberg a Bill Gates, RJ: Casa da Palavra, 1999. Escolha a alterna�va que demonstre corretamente os elementos de con�nuidade e de descon�nuidade entre a “revolução do impresso” e a “revolução eletrônica” apontados pelo autor. 58@professorferretto @prof_ferretto a) As chamadas “revolução do impresso” e “revolução eletrônica” não somente favoreceram a mul�plicação e democra�zação do acesso à informação como também auxiliaram a formação de um público mais vasto e mais crí�co. b) A implementação das novas tecnologias de comunicação eliminou a diferença entre os usuários e os excluídos do universo da cultura escrita, tal como se prometera no início de sua adoção. c) A manutenção de índices elevados de circulação de fake news nas redes sociais demonstra que a “revolução da comunicação” depende de quem domina e de quem usa as tecnologias. d) Diferentemente do Index Librorum Prohibitorum promulgado para a atuação da Inquisição no controle da expansão do Protestan�smo durante o século XVI, os atuais marcos regulatórios da Internet limitam-se ao controle da pornografia. e) O advento da �pografia não foi necessariamente revolucionário, pois não mudou a natureza nem o assunto dos livros; já a tecnologia digital suprimiu todas as formas anteriores de comunicação, da oral à impressa. 59@professorferretto @prof_ferrettoH0671 - (Espcex) O ano de 1930 foi di�cil para os cafeicultores brasileiros. De acordo com o historiador Boris Fausto, o volume de vendas do café caiu mais de 35% naquele ano. O mo�vo fundamental para a queda nas exportações do produto foi a crise mundial do capitalismo. A principal causa dessa crise mundial foi a) a desindustrialização da economia norte-americana, que acabou por desabastecer o mercado internacional. b) a superprodução da indústria dos Estados Unidos da América, que cresceu além das necessidades dos mercados interno e internacional. c) a vigorosa industrialização da União Sovié�ca, que supriu sa�sfatoriamente os mercados interno e internacional. d) o excesso do capital financeiro na Europa, que afetou diretamente o surgimento de governos democrá�cos na Península Ibérica. e) a quebra da Bolsa de Moscou, que acabou por induzir falências de empresas e de bancos e milhões de desempregados nos Estados Unidos. H0595 - (Uece) Observe o que diz o historiador Luiz Koshiba: “Entre 1840 e 1880, uma vigorosa corrida rumo à industrialização havia tomado conta da Europa e se estendido também aos EUA e ao Japão. [...] Com a 5@professorferretto @prof_ferretto emergência de novas potências industrialmente mais bem equipadas, a concorrência foi acirrada e acabou resultando em concentrações e centralizações de capital, o que gerou empresas de grande porte, com poder suficiente para monopolizar segmentos inteiros do mercado. [...] Os grandes grupos empresariais capazes de monopolizar ramos inteiros da economia precisavam de fornecimentos estáveis e baratos de matérias-primas. [...] Em pouco tempo, os países capitalistas centrais repar�ram entre si os territórios e os mercados da África e da Ásia.”. KOSHIBA, Luiz. História: Origens, estruturas e processos. São Paulo: Atual, 2000, p. 382-3. O trecho acima narra fatos rela�vos ao período a) do renascimento cultural e da expansão ultramarina, que foi responsável pela colonização do novo mundo. b) da crise do capitalismo liberal e da implantação dos governos totalitários na Europa e na Ásia. c) da crise do socialismo real e do predomínio hegemônico do capitalismo liderado pelos EUA. d) da segunda revolução industrial e do imperialismo que conduziria as potências capitalistas à Primeira Grande Guerra Mundial. H0945 - (Espm) No total, cerca de 250 mil homens e mu lheres foram convocados para trabalhar no projeto. A esmagadora maioria dessas pes soas, por força do sigilo militar, não �nha a menor ideia do obje�vo do seu trabalho. Em 1945, o custo do empreendimento ultrapas sou os dois bilhões de dólares em valores da época. O Projeto Manha�an, como foi cha mado em código, foi o programa cien�fico isolado mais caro de todos os tempos. (José Augusto Dias Júnior e Rafael Roubicek. O Brilho de Mil Sóis) O Projeto Manha�an abordado no texto tratou: a) da preparação da intervenção militar nor te-americana no norte da África; b) da invasão aliada na Normandia que li bertou a França; c) da invasão aliada na Sicília que iniciou a libertação da Itália; d) do projeto desenvolvido pelo governo norte- americano que originou a bomba atômica; e) do projeto desenvolvido pelo governo norte- americano que originou a bomba de hidrogênio. H0638 - (Upf) Leia alguns dos ar�gos do Tratado de Versalhes: Art. 45 – (...) a Alemanha cede à França a propriedade absoluta, com direitos exclusivos de exploração, desimpedidos e livres de todas as dívidas e despesas de qualquer �po, as minas de carvão situadas na bacia do rio Sarre. Art. 119 – A Alemanha renuncia em favor do Principal Aliado e das Potências Associadas todos os seus direitos e �tulos sobre as possessões de ultramar. Art. 198 – As forças armadas da Alemanha não devem incluir quaisquer forças militares ou navais. Art. 232 – Os Governos Aliados e Associados exigem e a Alemanha promete que fará compensações por todos os danos causados à população civil das Potências Aliadas e Associadas e a sua propriedade durante o período de beligerância de cada uma. (MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio; FARIA, Ricardo. História Contemporânea através de textos. São Paulo: Contexto, 2008, p. 115-117) A par�r da leitura dos ar�gos transcritos, é correto afirmar que o Tratado de Versalhes: a) encerrou a Segunda Guerra Mundial, fazendo com que a Alemanha perdesse as colônias ultramarinas para os países Aliados. b) ex�nguiu a Liga das Nações, propondo a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, com o obje�vo de preservar a paz mundial. c) es�mulou a compe�ção econômica e colonial entre os países europeus, resultando na Primeira Guerra Mundial. d) permi�u que as potências aliadas dividissem a Alemanha, no fim da Segunda Guerra Mundial, em quatro zonas de ocupação: francesa, britânica, americana e sovié�ca. e) impôs duras sanções à Alemanha, no final da Primeira Guerra Mundial, fazendo ressurgir um nacionalismo exacerbado e reorganizando as forças polí�cas do país. H0954 - (Unisc) “Rapazes delicados, que certamente não teriam desejado enfiar uma baioneta na barriga de uma jovem aldeã grávida, podiam com muito mais facilidade jogar altos explosivos sobre Londres ou Berlim, ou bombas nucleares em Nagasaki. Diligentes burocratas alemães, que certamente teriam achado repugnante tanger eles próprios judeus mortos de fome para abatedouros, podiam organizar os horários de trem para o abastecimento regular de comboios da morte para os campos de extermínio poloneses, com menos senso de envolvimento pessoal. As maiores crueldades de nosso 6@professorferretto @prof_ferretto século foram as crueldades impessoais decididas a distância, de sistema e ro�na, sobretudo quando podiam ser jus�ficadas como lamentáveis necessidades operacionais”. HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). 2.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 57 São afirma�vas corretas sobre a Segunda Guerra Mundial. I. O apertar de um botão ou o manuseio de uma alavanca distanciaram o ato de matar de um envolvimento pessoal, pois as crueldades tornaram-se impessoais quando jus�ficadas em atos operacionais. II. O grande número de mortes possui relação somente com o ódio aos judeus propagado pelo governo alemão. III. A larga u�lização de recursos tecnológicos e de sistemas eficientes de organização certamente �veram pouca ou nenhuma influência na destruição de vidas humanas durante o conflito. IV. Teve como caracterís�ca a destruição racionalizada de vidas humanas, de maneira sistemá�ca e eficiente, nos campos de extermínio alemães. Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas I e IV estão corretas. b) Somente a afirma�va III está correta. c) Somente as afirma�vas II e III estão corretas. d) Somente a afirma�va II está correta. e) Todas as afirma�vas estão corretas. H0949 - (Uece) No ano de 2015, completam-se setenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Assinale a opção que corresponde aos episódios que marcaram o início e o fim desse conflito respec�vamente. a) Declaração de guerra do império Austro-Húngaro ao Reino da Sérvia e o dia do Armis�cio em que a Alemanha entregou suas armas. b) A invasão da Polônia por Hitler e a explosão das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. c) A Revolução de Outubro na Rússia e a declaração de vitória dos aliados por parte da ONU. d) O assassinato de um negociante judeu-polonês no porto do Mar Bál�co de Danzing em janeiro de 1939 e a reunião de Roosevelt, Churchill e Stalin. H0690 - (Fatec) As condições ideais para o triunfo do nazifascismo foram um Estado com os seus mecanismos dirigentes não mais funcionando; uma massa de cidadãos desencantados, desorientados e descontentes, não mais sabendo a quem ser leais; a possibilidade de uma revolução social e movimentos socialistas fortes, mas que não estavam de fato em posição de realizá-la; e uma inclinação do ressen�mento nacionalista contra os tratados de paz de 1918-1920. Sob essas condições,as velhas elites governantes sen�ram-se tentadas a aliar-se aos ultrarradicais: os liberais italianos se aliaram aos fascistas de Mussolini e os alemães aos nazistas de Hitler. HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX (1914-1991). 2a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.130. Adaptado. De acordo com o texto e com o contexto ao qual o autor se refere, é correto afirmar que a) as economias europeias viveram um período de prosperidade após os tratados de paz que puseram fim à Primeira Guerra Mundial. b) os grupos ultranacionalistas nazistas e fascistas aliaram-se a socialistas e comunistas para governar Alemanha e Itália. c) a chamada “grande depressão” foi causada pelo descontentamento da sociedade com os grupos de ultradireita. d) o pleno funcionamento das ins�tuições fortaleceu o nacionalismo alemão e contribuiu para a queda do nazismo. e) a Segunda Guerra Mundial e o holocausto estão entre as principais consequências do processo descrito. H0580 - (Unesp) O reconhecimento do território africano empreendido pelas campanhas de exploração e pelas missões religiosas foi facilitador de uma verdadeira invasão de mercadores europeus nas caravanas e rotas de comércio que ligavam diferentes pontos do con�nente. Muitos desses mercadores começaram a controlar algumas redes de comércio, criando novos sistemas de autoridade que não passavam mais por líderes africanos. De início, isso não representou nenhum �po de perigo para as elites africanas, que já estavam acostumadas a negociar com árabes, indianos e com os próprios europeus. No entanto, no decorrer do século, os europeus se tornaram senhores das principais rotas comerciais do litoral africano, inclusive as que ligavam as cidades orientais com o con�nente asiá�co. (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.) Ao avaliar a presença europeia no con�nente africano ao longo do século XIX, o texto caracteriza 7@professorferretto @prof_ferretto a) um movimento de intensificação do comércio internacional, realizado a par�r da difusão de valores universais como o cris�anismo e a democracia. b) o respeito europeu à mul�plicidade de crenças e manifestações culturais e a insistência africana em manter formas arcaicas de organização polí�ca. c) um esforço consciente e planejado de integração entre os con�nentes, por meio da cons�tuição de ligações terrestres e marí�mas. d) um processo de interferência gradual e profunda nos padrões culturais africanos, de organização social e dinâmica polí�ca das sociedades locais. e) a disposição europeia de colaborar para o progresso de países subdesenvolvidos, ampliando a capacidade produ�va das economias locais. H0956 - (Upf) A imagem mostra os resultados de um combate da Segunda Guerra Mundial. Dentre as afirma�vas abaixo, assinale aquela que indica a razão pela qual o ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o desfecho da Segunda Guerra Mundial. a) Fortaleceu o nazifascismo, tendo em vista a vitória esmagadora das forças alemãs sobre o exército sovié�co e de outros países do leste europeu. b) Representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a u�lizar armas atômicas contra cidades asiá�cas, porque estas atacavam o nazifascismo. c) Foi um fato histórico decisivo para a entrada dos Estados Unidos da América na guerra, o que criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazifascistas. d) Contribuiu para o significa�vo aumento do poderio estratégico e militar alemão, devido ao aniquilamento quase total das forças norte-americanas e de seus aliados no leste europeu. e) Marcou a derrota final dos países que faziam parte do bloco nazifascista, tornando-se o símbolo da restauração da democracia e do liberalismo em toda a Europa. H0682 - (Upf) Vinicius de Morais escreveu e Nei Matogrosso, da banda Secos & Molhados, cantou: Pensem nas crianças // Mudas telepá�cas Pensem nas meninas // Cegas inexatas Pensem nas mulheres // Rotas alteradas Pensem nas feridas // Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam... Da rosa, da rosa Da rosa de Hiroshima // A rosa hereditária A rosa radioa�va // Estúpida, inválida A rosa com cirrose // A an�-rosa atômica Sem cor e sem perfume // Sem rosa, sem nada. O poema faz referência a um acontecimento relacionado à Segunda Guerra Mundial. Qual? 8@professorferretto @prof_ferretto a) O ataque japonês às bases militares norte-americanas de Pearl Harbor, onde se desenvolviam armas químicas e nucleares. b) A invasão alemã na União Sovié�ca, que provocou a reação do regime stalinista, fazendo com que as tropas de Adolf Hitler sofressem o primeiro revés na guerra. c) O ataque norte-americano a cidades do úl�mo país do Eixo que ainda prosseguia na guerra contra os aliados, provocando a rendição e o consequente final da guerra. d) A ofensiva oriental sobre a Europa, fazendo com que a maioria dos países reagissem, resultando na vitória dos Aliados sobre os países do Eixo. e) Destruição dos arsenais nucleares japoneses, que já estavam prontos para serem u�lizados no conflito. H0579 - (Fgv) Observe as fotos �radas no Congo em 1904 e 1905. Os registros fotográficos foram feitos pela missionária inglesa Alice Seeley Harris no Congo, propriedade par�cular do rei Leopoldo II da Bélgica. As fotografias, de grande circulação nas sociedades europeias no início do século passado, revelaram a) o abandono das sociedades na�vas pelos colonizadores europeus. b) a u�lização de armas de fogo pelas tribos permanentemente rebeladas. c) a sujeição �sica de indivíduos em condições de penúria social. d) o desinteresse das potências imperialistas por um território sem recursos naturais. e) a difusão de produtos de consumo da indústria europeia entre os habitantes. H0692 - (Upf) A charge a seguir apresenta uma caricatura que retrata Adolf Hitler e Josef Stalin e a pergunta “Quanto será que essa lua de mel vai durar?” (tradução). A que importante episódio histórico a charge faz alusão? a) O acordo que sela a aliança entre Alemanha e Itália, visando isolar a União Sovié�ca no concerto europeu, para dar início à Segunda Guerra Mundial. b) O pacto de não agressão firmado entre Alemanha e União Sovié�ca, em 1939, e que dividia a Polônia entre os dois países, o que possibilitou que Hitler ordenasse a invasão do território polonês, dando início à Segunda Guerra Mundial. c) A aliança entre Alemanha e União Sovié�ca, obje�vando fazer com que os Estados Unidos retardassem ao máximo sua entrada na Segunda Guerra mundial, o que vai acabar acontecendo com o ataque japonês à base americana de Pearl Harbor. d) O acordo entre Alemanha e Estados Unidos para impedir o avanço na Europa da doutrina comunista, patrocinada pela União Sovié�ca. e) A aliança entre Alemanha e União Sovié�ca, visando fortalecer o apoio bélico dos dois países aos fascistas na Guerra Civil Espanhola e que ampliou a influência polí�ca alemã no Leste Europeu. H0665 - (Unicamp) 9@professorferretto @prof_ferretto O quadro O Bolchevique foi pintado pelo ar�sta russo Boris Kustodiev (1878-1927). Ele faz referências à Revolução de 1917 e tem em seu centro a figura de um proletário segurando uma bandeira pintada na cor vermelha. A par�r da leitura do quadro e do seu contexto histórico, assinale a alterna�va correta. a) A movimentação social de 1917 resultou na saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial e resolveu os problemas econômicos do país. O quadro retrata a pouca adesão popular ao movimento bolchevique. b) A Rússia recém-industrializada foi palco do movimento bolchevique, que culminou na ascensão de um regime democrá�co ao poder. O quadro retrata o amplo apoio popular à bandeira bolchevique. c) A nobreza russa �nha amplo apoio da monarquia e dos operários durante o processo de industrialização do país. O quadro foi recebido pelo czar como uma afirmação da lealdadepopular. d) A Revolução Russa foi responsável pela queda da monarquia e ascensão do Par�do Bolchevique ao poder. O quadro foi visto pelo governo revolucionário sovié�co como afirmação de sua ideologia. H1106 - (Ufu) A chamada Crise de 1929, sem precedentes na história do capitalismo, alcançou boa parte do planeta e afetou todas as esferas do sistema econômico, não somente um setor em especial. Eleito em 1932, o presidente Franklin D. Roosevelt aplicou um programa de recuperação econômica de matriz keynesiana que ficou conhecida como New Deal. Assinale a alterna�va que cons�tui uma das medidas tomadas por Roosevelt para minimizar a crise de 1929. a) Incen�vo à construção de obras públicas e forte intervenção estatal na economia. b) Venda de empresas estatais e priva�zação das previdências. c) Redução dos salários para a contenção de despesas e fim do seguro-desemprego. d) Aumento da jornada de trabalho e proibição da fixação dos preços dos produtos básicos. H0670 - (Ufrgs) Sobre a crise econômica de 1929, que iniciou com a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque, considere as seguintes afirmações. I. A causa principal da crise foi o alto endividamento dos Estados Unidos, após o fim da Primeira Guerra Mundial. II. A economia mundial foi rapidamente afetada pela crise, devido à redução das importações dos Estados Unidos e ao repatriamento de capitais norte-americanos que estavam em outros países. III. A economia brasileira manteve-se estável, graças à valorização do café no mercado mundial. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. H0594 - (Famerp) Os europeus estavam convencidos de que a África seria um grande mercado para os produtos de sua indústria a par�r do momento que se civilizasse, isto é, que adotasse as crenças, os valores e os modos de vida dominantes na Europa. Contavam para isso com a ação dos missionários cristãos e dos comerciantes europeus. Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008. O texto expõe a combinação de estratégias e interesses europeus na colonização da África, a par�r do final do século XVIII. Entre essas estratégias, é correto citar 10@professorferretto @prof_ferretto a) o respeito às tradições locais e a assimilação de princípios é�cos e morais dos na�vos. b) a negociação com os líderes locais e a defesa da democracia polí�ca. c) a catequização e a difusão de discursos de supremacia racial e cultural. d) a militarização dos conflitos e o emprego sistemá�co de armas de destruição em massa. e) o endosso ao sincre�smo religioso e o estabelecimento de laços diplomá�cos. H0672 - (C�mg) No trecho abaixo, Adolf Hitler declara qual é o papel da propaganda polí�ca no seu projeto de Estado. Toda propaganda deve ser popular e deve adaptar seu nível intelectual à capacidade recep�va do menos intelectual daqueles a quem se deseja abordar. Assim, deve afundar sua elevação mental em proporção aos números da massa que deseja agarrar [...]. A capacidade recep�va das massas é muito limitada, e sua compreensão é pequena; por outro lado, elas têm um grande poder de esquecer. Sendo assim, toda propaganda eficaz deve limitar-se a pouquíssimos pontos que devem ser destacados na forma de slogans. Adolf Hitler. Meim Kampf, (My Ba�le). Boston; New York: Houghton Mifflin Company, The Riverside Press Cambridge, 1933, p. 76-7. Apud STANLEY, Jason. Como funciona o fascismo. A polí�ca “nós” e “eles”. L&PM, 2018, p. 63-64. Baseando-se nessa definição, é INCORRETO afirmar que a propaganda nazista visava à a) eliminação do espaço de divergências polí�cas. b) simplificação da comunicação oficial para as massas. c) construção do debate sobre polí�cas governamentais. d) u�lização da linguagem como ferramenta de persuasão. H0953 - (Cps) Em 1940, o cineasta e ator Charles Chaplin lançou um filme de grande sucesso chamado O Grande Ditador, que discute temas importantes da época em que foi feito. Leia um trecho do discurso pronunciado pelo personagem de Chaplin, ao final do filme. Neste mesmo instante, a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... ví�mas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim a ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam a ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos! (h�p://�nyurl.com/pv2pm5c Acesso em: 01.07.2014. Adaptado) É correto concluir que o discurso do personagem de Chaplin a) incen�va jovens soldados para que se alistem nas fileiras do Exército alemão. b) evidencia que os Estados Unidos estavam prestes a apoiar os países do Eixo. c) cri�ca o modelo polí�co totalitário que vigorava durante a Segunda Guerra. d) apoia o imperialismo defendido pela Tríplice Aliança na Primeira Guerra. e) defende a democracia, apresentando argumentos do an�ssemi�smo. H0583 - (Ufrgs) Leia o seguinte texto. Durante anos [...], os quenianos foram educados em inglês, desde a creche até a universidade. Não é complicado imaginar o quão di�cil que deve ter sido para todas aquelas crianças. Sua educação em inglês provocava uma fratura entre a língua que usavam em suas casas e a língua que usavam nas escolas, com a qual conceitualizavam o mundo. Na atualidade, há toda uma geração de jovens quenianos que vivem entre dois mundos. Têm um domínio perfeito do inglês, mas a cultura majoritária do Quênia pós-colonial, na qual vivem e trabalham, não é de fala inglesa. Ngūgī wa Thiong’o. Desplazar el centro. La lucha por las libertades culturales. Barcelona: Rayo Verde, 2017. p. 164. Assinale a alterna�va que, segundo o texto, indica uma das principais consequências do colonialismo europeu no con�nente africano. 11@professorferretto @prof_ferretto a) A imposição do conhecimento de várias línguas para a inserção de africanos no mundo globalizado. b) A precarização da educação formal que impossibilita a correta formação para o mercado de trabalho. c) A negação, por parte dos africanos, de conceitualizar o mundo, a par�r das línguas na�vas, no contexto pós- colonial. d) A experiência de intercâmbio promovida pelas an�gas colônias, permi�ndo que os africanos tenham dupla cidadania. e) A distância entre as formas culturais das sociedades africanas e o caráter eurocêntrico da formação escolar colonial. H0578 - (Unesp) Entre as tensões anteriores à Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que contribuíram para o desgaste das relações diplomá�cas e para o início do conflito armado, é possível citar: a) o acirramento das disputas geoestratégicas entre Estados Unidos e União Sovié�ca. b) o expansionismo territorial e polí�co japonês no con�nente asiá�co e nas ilhas do Oceano Pacífico. c) os esforços dos países capitalistas para conter o avanço do socialismo no Leste europeu. d) as disputas, entre as potências europeias, por áreas coloniais no con�nente africano. e) a incapacidade da Sociedade das Nações de coordenar as negociações entre os países membros. H0632 - (Fgv) Observe os dois mapas. 12@professorferretto @prof_ferretto No que diz respeito aos mapas, é correto afirmar que o Mapa 1 representa a) a Europa no início do século XIX, no momento da expansão do Império Napoleônico, que se estende até a Rússia; o Mapa 2 mostra a Europa pós-Segunda Guerra, isto é, em plena Guerra Fria, com o aumento do poder da URSS e de seus satélites. b) a Europa no início do século XX, com os impérios Russo, Austro-Húngaro, Alemão e Otomano e as potências como a França e Reino Unido; o Mapa 2 mostra a divisão polí�ca após a Primeira Guerra, com surgimento de novos países a par�r do fim desses impérios. c) todos os países envolvidos na Guerra dos 7 anos, entre 1756 e 1763, na Europa:França e Espanha de um lado e, Inglaterra e Portugal, de outro; Mapa 2 mostra os países da OTAN e do Pacto de Varsóvia, blocos militares surgidos no contexto da Guerra Fria. d) as transformações geopolí�cas das decisões do Congresso de Viena em 1814-1815, reduzindo os territórios dos perdedores, como a França; o Mapa 2 mostra o resultado polí�co da vitória dos Aliados na Segunda Guerra, como a URSS, a Inglaterra, a França e a Polônia. e) o momento final do processo de unificação da Alemanha, na segunda metade do século XIX, com a formação do Segundo Reich; o Mapa 2 mostra a Europa no final dos anos 1970, com a queda do Muro de Berlim e as repercussões do fim do avanço sovié�co. H0588 - (C�mg) Tanto a par�lha como a ocupação efe�va do con�nente africano foram impulsionadas pela concorrência entre várias economias industriais, buscando obter e preservar mercados, e pela pressão econômica de 1880, que desencadeou o expansionismo europeu. HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula. São Paulo: Editora Selo Negro, 2005. p. 71. (Adaptado). O trecho refere-se à etapa de expansão do capitalismo pelo mundo marcada pela(o) a) acumulação de ouro e prata para financiar o desenvolvimento industrial europeu. b) incen�vo aos inves�mentos financeiros para especular nas economias europeias. c) ampliação das inicia�vas imperialistas para assegurar maiores lucros às empresas europeias. d) crescimento do tráfico atlân�co de escravos para garan�r a ocupação de territórios não europeus. H0936 - (Uece) 13@professorferretto @prof_ferretto Atente ao seguinte excerto: “Temos de apresentar ao Imperador um plano para alcançar a vitória [...] Se formos resolutos e se es�vermos preparados para sacrificar vinte milhões de japoneses num esforço kamikase, a vitória será nossa!” (Almirante Takajiro Obnishi, agosto de 1945.) O almirante Takajiro Obnishi, do alto comando da Marinha Imperial Japonesa, em outubro de 1944, aprovou o uso da tá�ca de mergulho de choque contra os alvos da frota naval norte-americana; para ele, tratava-se de u�lizar, com eficiência máxima, os parcos efe�vos das forças japonesas. Os aviadores deveriam lançar aviões caças carregados de bombas diretamente contra os navios inimigos. Essa tá�ca revelou uma nova modalidade de ação militar conhecida como a) incursão su�l. b) velódromo. c) ataque suicida. d) inves�dura. H0573 - (U�f) Observe o documento abaixo: Com relação à Comuna de Paris assinale a alterna�va CORRETA: a) Fortaleceu a posição dos militares diante da sociedade francesa. b) Baseou-se no ideal centralizador do absolu�smo. c) Es�mulou os privilégios e a hierarquização da sociedade. d) Ins�tuiu o ensino religioso em toda França. e) Foi uma fonte de inspiração para o movimento operário. H0691 - (Udesc) Leia as citações seguintes. “Vejo-o apenas como um século de massacres e guerras”. (René Dumont, ecologista francês) “Não posso deixar de pensar que este foi o século mais violento da história humana”, (Willian Golding, escritor inglês) “Nós, que sobrevivemos aos Campos, não somos verdadeiras testemunhas. (...) Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras”. (Primo Levi, escritor italiano) (Hobsbawn, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia das Letras, 1995) As citações acima transcritas, referem-se à(s)/ao(s): a) eventos ocorridos em um tempo anterior a 1914. b) Segunda Guerra Mundial, exclusivamente. c) Primeira Guerra Mundial, exclusivamente. d) revoluções violentas, ocorridas entre 1870 e 1895. e) caráter violento atribuído ao século XX, especialmente em função da experiência das duas grandes guerras. H0739 - (Upf) Leia o poema “Muro de Berlim” Pela tevê assisto a queda do muro de Berlim e as picaretas trabalham em mim. Cai o muro de Berlim. A utopia chega ao fim. Desmorona, se esfacela, �jolo por �jolo um sonho implode, por fim. Não. Não sou a favor do muro. É o que o que com ele chega ao fim. 14@professorferretto @prof_ferretto Já agonizava, bem sabia, mas a morte anunciada não te alivia quando se vê a morte, enfim. E tantos sonharam com a utopia. Por ela tantos lutaram no dia-a-dia e agora morta assim. Não lamentarei mais que a morte não volta atrás. Um sonho está morto. Os erros foram tantos. É o fim? (Radamés) O poeta registra um dos mais importantes episódios da História Contemporânea, ocorrido em 10 de novembro de 1989. Sobre a queda do Muro de Berlim, é correto afirmar: a) Foi o resultado dos esforços da ONU que, através de acordos bilaterais, conseguiu reunificar a cidade de Berlim, dividida pelos aliados ao final da Segunda Guerra Mundial. b) Cons�tuiu-se num dos grandes símbolos do final da Guerra Fria, disputa polí�ca que dominou as relações internacionais após a Segunda Guerra Mundial. c) O fato acirrou as tensões entre Oriente e Ocidente, exemplificadas na permanência da divisão da Alemanha. d) A queda foi o resultado de uma tensa disputa diplomá�ca, resultando na entrada da Alemanha no grupo militar chamado de Pacto de Varsóvia. e) Representou a vitória dos princípios liberais e democrá�cos contra os princípios absolu�stas e conservadores. H0679 - (U�f) Observe a tabela e o texto abaixo: A Siemens diz ter usado o trabalho forçado de pelo menos 80 mil pessoas entre 1940 e 1945, sendo 5.000 vindas de campos de concentração, como os de Ravensbrück, Auschwitz-Bobrek, Flossenbürg, Buchenwald e Gross-Rosen. Ao final de 1944, no auge da Segunda Guerra, a companhia �nha 244 mil trabalhadores. Desse número, 50 mil eram forçados... (Disponível em: UOL Economia, set. 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2018.) Observando os dados apontados, é possível afirmar que: 15@professorferretto @prof_ferretto a) Tanto o nazismo na Alemanha quanto o fascismo italiano representaram doutrinas de base socialista, responsáveis pela par�lha dos bens econômicos e lucros entre a população, razão pela qual sua derrocada corresponde ao fim do socialismo real. b) As empresas citadas na tabela passaram por processos de falência e dissolução após o fim da Segunda Guerra Mundial em virtude dos efeitos nega�vos que seu apoio ao regime nazista provocou sobre a imagem de suas marcas. c) O nazismo estabeleceu parcerias decisivas com grandes grupos capitalistas que, além de receberem bene�cios por parte do Estado que lhe permi�ram incrementar a acumulação de capitais, �veram acesso à dinâmica direta da guerra e dos campos de concentração. d) O nazismo e especialmente o Holocausto �veram sua estrutura de apoio baseada exclusivamente nas forças militares, não encontrando ressonância em setores diversos da sociedade. e) Os principais grupos empresariais alemães lideraram a resistência às prá�cas de racismo e xenofobia, contrariando as orientações do Par�do Nazista. H1104 - (Puccamp) Entre as caracterís�cas da polí�ca econômica norte- americana denominada New Deal deve-se ressaltar: a) O combate à concentração de riqueza, aos oligopólios e ao lucro, em nome do Estado de bem-estar social e da distribuição de renda visando o aumento do consumo global no país e um desenvolvimento econômico mais seguro. b) A ampliação do papel regulador do Estado na economia, pois, no contexto da grande depressão, economistas concluíram que o liberalismo econômico desenfreado e a grande desigualdade social poderiam ser nefastos para a estabilidade econômica. c) A adoção do planejamento econômico quinquenal e o estabelecimento de metas de crescimento, a exemplo do que ocorria em regimes socialistas, pois os Estados Unidos passam a se sen�r ameaçados pelo rápido desenvolvimento da URSS e da China, após a II Guerra Mundial. d) O aperfeiçoamento do sistema polí�co, por meio do voto obrigatório e de medidas contraa discriminação racial, pois a Grande Depressão levou a uma reavaliação profunda dos problemas da democracia americana e da crise, levando à proposta de refundação de uma Nova América. e) A guinada nos princípios vigentes do liberalismo para o chamado keynesianismo, nome da teoria formulada por Franklin D. Roosevelt baseada em um capitalismo menos individualista e compe��vo, por meio do fortalecimento de sindicatos, esta�zação dos bancos e incen�vo à produção agrícola familiar. H1113 - (Espcex) O ano de 1930 foi di�cil para os cafeicultores brasileiros. De acordo com o historiador Boris Fausto, o volume de vendas do café caiu mais de 35% naquele ano. O mo�vo fundamental para a queda nas exportações do produto foi a crise mundial do capitalismo. A principal causa dessa crise mundial foi a) a desindustrialização da economia norte-americana, que acabou por desabastecer o mercado internacional. b) a superprodução da indústria dos Estados Unidos da América, que cresceu além das necessidades dos mercados interno e internacional. c) a vigorosa industrialização da União Sovié�ca, que supriu sa�sfatoriamente os mercados interno e internacional. d) o excesso do capital financeiro na Europa, que afetou diretamente o surgimento de governos democrá�cos na Península Ibérica. e) a quebra da Bolsa de Moscou, que acabou por induzir falências de empresas e de bancos e milhões de desempregados nos Estados Unidos. 16@professorferretto @prof_ferretto H0734 - (Unesp) Leia o texto. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos se viram numa situação privilegiada, como a mais forte, coesa e próspera economia mundial. O governo americano coordenou um vasto plano de apoio para recuperar as economias capitalistas da Europa Ocidental, já no contexto da Guerra Fria. As agitações revolucionárias na Ásia, África e América La�na forçariam desdobramentos dos inves�mentos americanos também para essas áreas. O resultado desse conjunto de medidas foi um crescimento econômico sem precedentes das economias industriais. Entre 1953 e 1975 a taxa de produção industrial cresceu na escala extraordinária de seis por cento ao ano. O crescimento da riqueza foi de cerca de quatro por cento per capita em todo esse período. Mesmo com a crise do petróleo, que a�ngiu e abateu os mercados entre 1973 e 1980, o crescimento con�nuou, embora reduzido a cerca de dois e meio por cento ao ano, o que ainda era uma escala notável. (Nicolau Sevcenko. A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa, 2001. Adaptado.) O apoio à recuperação das economias capitalistas da Europa Ocidental e os inves�mentos na Ásia, na África e na América La�na, mencionados no texto, correspondem à atuação dos Estados Unidos a) na defesa de posições polí�cas e ideológicas de caráter globalista e mul�cultural, após a onda nacionalista trazida pela Segunda Guerra. b) na disputa pelos mercados internos dos países do centro e oriente da Europa e dos países do Hemisfério Sul. c) no cenário geopolí�co do pós-Segunda Guerra, em meio às disputas de caráter econômico, militar e ideológico com o bloco socialista. d) na cons�tuição de uma hegemonia mundial unilateral, favorecida pelo declínio econômico e militar dos países do centro e do ocidente europeus. e) no esforço de reconstrução dos países afetados diretamente pelos bombardeios e pelas invasões territoriais durante a Segunda Guerra. H0577 - (Unesp) A classificação das raças em “superiores” e “inferiores”, recorrente desde o século XVII, ganha uma falsa legi�midade baseada no mito iluminista do saber cien�fico, coincidindo com a necessária jus�fica�va de que a dominação e a exploração da África, mais do que “naturais” e inevitáveis, eram “necessárias” para desenvolver os “selvagens” africanos, de acordo com as normas e os valores da civilização ocidental. (Leila Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à história contemporânea, 2005.) As teorias raciais u�lizadas durante o processo de colonização da África no século XIX eram a) desdobramentos do pensamento ilustrado, que valorizava a liberdade e a igualdade social e de natureza. b) manifestações ideológicas que buscavam jus�ficar a exploração e o domínio europeus sobre o con�nente africano. c) baseadas no pensamento lamarckista, que explicava a transmissão gené�ca de caracterís�cas fisiológicas e intelectuais adquiridas. d) validadas pela defesa darwinista do direito dos superiores se imporem aos demais seres vivos. e) sustentadas pelo pensamento antropológico, que tratava as diferenças culturais dos diversos povos como posi�vas e necessárias. H1105 - (Espcex) O “New Deal”, de 1933, foi um plano posto em prá�ca pelo Presidente dos Estados Unidos da América – Franklin Delano Roosevelt –, que ar�culava as ações do governo com os da inicia�va privada. Para tanto, foram adotadas as seguintes medidas: I. Supervalorização do dólar para tornar as importações mais compe��vas. II. Emprés�mo do governo aos bancos para evitar mais falências. III. Implantação de um sistema de seguridade social, com a criação do seguro-desemprego. IV. Não intervenção na economia, pois o próprio mercado resolveria a crise. V. Criação de um vasto programa de obras públicas, com o intuito de gerar novos empregos. Assinale a alterna�va que apresenta todas as medidas corretas, dentre as listadas acima. a) Somente a I. b) I e IV. c) II, III e V. d) IV e V. e) Somente a IV. H0944 - (Udesc) 17@professorferretto @prof_ferretto Com base no conhecimento sobre a história do século XX, pode-se afirmar que a imagem fotográfica: a) registra o primeiro grupo de jovens da força armada norte americana simpa�zantes da causa gay durante a Guerra do Vietnã. b) retrata a imagem do avião responsável por lançar a bomba atômica na cidade de Hiroshima, causando a morte de milhares de pessoas no período da Segunda Guerra Mundial. c) registra a tripulação responsável por realizar a primeira viagem internacional no roteiro EUA/URSS no ano de 1945. d) trata do registro histórico sobre o avião e a tripulação norte-americana responsável por lançar gases venenosos sobre a população civil durante a Guerra do Vietnã. e) retrata a imagem do avião u�lizado pelos EUA para efetuar o desembarque das tropas norte-americanas na Normandia, durante a segunda-guerra Mundial. H0948 - (Fatec) Os dias 06 e 09 de agosto de 2015 marcaram os 70 anos dos ataques com bombas atômicas às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, respec�vamente, nos momentos finais da II Guerra Mundial. Sobre esses ataques é correto afirmar que a) eram parte da ofensiva final dos países do Eixo para pressionar os Aliados a assinar o acordo de rendição. b) foram realizados por bombardeiros alemães e italianos em represália à ocupação da China pelos exércitos japoneses. c) foram uma resposta estadunidense à recusa à rendição do imperador Hirohito, mesmo após a derrota da Alemanha. d) encerraram séculos de disputas entre os líderes das dinas�as Ashikaga e Tokugawa, o que permi�u a unificação do Japão. e) eram parte da estratégia sovié�ca de in�midação dos Estados Unidos, que emergiram como potência mundial durante a guerra. H0934 - (Famerp) Observe as duas imagens a seguir. A imagem 1 mostra os destroços da cidade japonesa de Hiroshima, em 1945. A explosão da bomba atômica 18@professorferretto @prof_ferretto a) definiu a hegemonia militar dos Estados Unidos no Oceano Pacífico e a centralidade norte-americana no panorama unilateral do pós-guerra. b) resultou da disputa entre Estados Unidos e União Sovié�ca pelo domínio de zonas de influência durante a Segunda Guerra Mundial. c) evitou o domínio da tecnologia nuclear pelo Japão e o predomínio polí�co-militar japonês no con�nente asiá�co. d) impediu a adesão do Japão à aliança estratégica dos países do Eixo no contexto da Segunda Guerra Mundial. e) consolidou a vitória dos Estados Unidos no conflito contra o Japão e a posição norte-americana no cenáriogeoestratégico do pós-guerra. H0683 - (Acafe) Em 2020 completou-se 81 anos do início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Acerca dos eventos que antecederam a guerra, é correto afirmar: a) Na Conferência de Munique, em 1938, com a presença das diplomacias inglesa e francesa, os alemães ganharam um ul�mato para sair da região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, ocupada por tropas nazistas. b) Os alemães assinaram com os sovié�cos um pacto de não agressão. O obje�vo da Alemanha era garan�r que a União Sovié�ca não iria interferir em uma possível invasão à Polônia. c) A Áustria resis�u a sua anexação pelos alemães e obteve o apoio do governo dos Estado Unidos, que exigiram a re�rada das tropas alemãs do território austríaco. Os alemães recuaram e desocuparam o país. d) Para evitar uma nova guerra, a França cedeu aos alemães a região da Alsácia Lorena. Este ato foi comba�do pela diplomacia estadunidense, que não tolerou concessões ao regime nazista. H1115 - (Acafe) Quase noventa anos já se passaram da Crise mundial de 1929. Seu início ocorreu nos Estados Unidos e seus reflexos a�ngiram muitos países. Nesse contexto, todas as alterna�vas estão corretas, exceto a: a) O início da crise nos Estados Unidos está ligado diretamente aos gastos militares após a par�cipação na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). b) A diminuição das exportações gerou uma superprodução, produzindo-se mais do que os mercados consumiam, tendo como resultados: desemprego e falências de empresas. c) As especulações na Bolsa de Valores de Nova York aumentavam. Em 1929 os inves�dores tentavam vender suas ações. Muita gente vendendo e ninguém comprando, essa situação causou o “crash” (quebra) da bolsa. d) O Brasil foi a�ngido principalmente nas suas exportações de café. Os Estados Unidos eram um dos principais compradores e diminuíram muito a importação do café brasileiro. H0673 - (Ufrgs) Considere as seguintes afirmações sobre as condições históricas para a ascensão do nazismo na Alemanha. I. Um nacionalismo radical ocasionado pelo clima de revanche, após a derrota alemã na Primeira Guerra, e pelas sanções a que foi subme�do o país. II. Uma profunda crise social e econômica, intensificada após 1929, com a redução da a�vidade industrial e o aumento no número de desempregados. III. Um disseminado sen�mento an�comunista, apoiado por grupos de extrema-direita e por setores das camadas conservadoras da sociedade. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) I, II e III. H0741 - (Uerj) 1970: BRANDT DE JOELHOS EM VARSÓVIA 19@professorferretto @prof_ferretto Ao se ajoelhar diante do Memorial aos Heróis do Gueto de Varsóvia, em 7 de dezembro de 1970, o então chanceler federal alemão, Willy Brandt (1913-1992), protagonizou um gesto que entraria para a história como um símbolo da busca alemã pela reconciliação no pós- Guerra. Os nazistas haviam encurralado meio milhão de judeus no Gueto de Varsóvia. Em abril de 1943, aconteceu o levante, reprimido violentamente pelas tropas de Hitler. O cair de joelhos do chefe de governo Willy Brandt e o silêncio que se seguiu repercu�ram no mundo como um símbolo de arrependimento, pedido de perdão e tenta�va de reconciliação da Alemanha. Dentro do país, entretanto, Brandt foi até xingado. Vinte e cinco anos depois do final da Segunda Guerra, a viagem de Brandt à Polônia de regime comunista foi um tema extremamente controver�do na Alemanha. O obje�vo era a assinatura do tratado de normalização das relações entre os dois países, que seria seguido de um acordo no mesmo sen�do entre a Alemanha e a União Sovié�ca. A coragem e a espontaneidade de Willy Brandt naquele 7 de dezembro de 1970 foram apenas um dos mo�vos que lhe valeram o Prêmio Nobel da Paz do ano seguinte. Adaptado de dw.com. A foto e o episódio relatado na reportagem indicam transformações que afetaram a sociedade alemã entre as décadas de 1930 e 1970. Uma dessas transformações, no âmbito das relações internacionais, está associada à seguinte mudança de orientação: a) do isolacionismo territorial à neutralidade militar b) do expansionismo comercial à proteção alfandegária c) do colaboracionismo migratório à discriminação étnica d) do nacionalismo totalitário à mul�lateralidade diplomá�ca H0928 - (Ufrgs) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre a par�cipação dos Estados Unidos na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais. (__) A entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial deveu-se à necessidade de reforçar o bloco capitalista perante a eclosão da Revolução Russa. (__) Os Estados Unidos contribuíram financeira e logis�camente com a Tríplice Entente, no combate à Tríplice Aliança. (__) O ataque japonês à base militar de Pearl Harbor marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. (__) A par�cipação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial restringiu-se à Guerra do Pacífico, em função das limitações orçamentárias decorrentes da crise de 1929. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) V – F – F – V. b) V – V – F – F. c) F – V – V – F. d) F – F – V – V. e) F – V – F – V. H0693 - (Uel) Durante a II Guerra Mundial, o número de pessoas exterminadas por mo�vos raciais nos campos de concentração nazistas eleva-se a milhões. Sobre esse tema, Eric Hobsbawm, no livro Era dos Extremos, fez o seguinte ques�onamento: Seria menor o horror do Holocausto se os historiadores concluíssem que exterminou não 6 milhões [...], mas 5 ou mesmo 4 milhões? (HOBSBAWM, E. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 50.) Em relação à polí�ca eugenista pra�cada pelos nazistas, considere as afirma�vas a seguir. I. A polí�ca de seleção racial a�ngiu os prisioneiros russos que foram enviados aos campos de concentração e guetos. II. Judeus que apresentavam caracterís�cas �sicas arianas foram poupados dos campos de concentração. III. O isolamento nos guetos somou-se aos campos de concentração como formas de extermínio da população 20@professorferretto @prof_ferretto não ariana. IV. Populações ciganas que viviam nos territórios ocupados pelos alemães foram enviadas aos campos de concentração. Assinale a alterna�va correta. a) Somente as afirma�vas I e II são corretas. b) Somente as afirma�vas I e IV são corretas. c) Somente as afirma�vas III e IV são corretas. d) Somente as afirma�vas I, II e III são corretas. e) Somente as afirma�vas II, III e IV são corretas. H0932 - (Uece) No dia primeiro de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia dando início à Segunda Guerra Mundial. A guerra durou 6 anos e custou a vida de mais ou menos 50 milhões de pessoas. Sobre a Segunda Guerra Mundial, é correto dizer que a) a polí�ca de apaziguamento pra�cada pela França e pela Inglaterra ajudaram a impedir o conflito por vários anos. b) o apoio da França e da Inglaterra ao General Franco durante a Guerra Civil Espanhola irritou profundamente os nazistas. c) a conquista do espaço vital, defendido pelos nazistas em seu programa, foi o que levou à eclosão do conflito. d) o Tratado de Munique, apoiado por Churchill e pelos Franceses, não foi bem aceito pelos nazistas. H0582 - (Famerp) Os protestos an�rracismo iniciados nos Estados Unidos após a morte de George Floyd por um policial colocaram o mundo em polvorosa no final de maio. Além dos protestos em solo americano, cidadãos de diversas nações intensificaram a discussão acerca do racismo e resolveram pôr as mãos na massa – literalmente. No úl�mo dia 7, em Bristol, Inglaterra, uma mul�dão enfurecida derrubou de seu pedestal a estátua do traficante de escravos Edward Colston e a jogou no rio da cidade. O ato foi um protesto contra a reverência a personalidades históricas cuja conduta é atualmente considerada condenável. Na Bélgica, os moradores da cidade de Antuérpia agiram de forma parecida. Na semana passada,os belgas vandalizaram e removeram a estatua do rei Leopoldo II, lembrado sobretudo por ter colonizado o Congo Belga. […] O Brasil não ficou para trás na discussão – e nem poderia, diante do fato de ter sido o país das Américas que mais recebeu escravos entre os séculos XVI e XIX. Aqui, estátuas de personalidades históricas que atualmente seriam julgadas pelos mais diversos crimes habitam cidades de todos os tamanhos. (Sabrina Brito. “Derrubada de estátuas: vandalismo ou reparação histórica?” h�ps://veja.abril.com.br, 09.06.2020.) Os protestos ocorridos na Bélgica colocam em questão a colonização europeia na África, ocorrida a) nos séculos XVI e XVII e voltada prioritariamente à obtenção de escravizados e ao controle de postos comerciais nos litorais atlân�co e índico do con�nente. b) nos séculos XIX e XX e marcada principalmente pela concorrência entre as potências europeias e os Estados Unidos pela hegemonia nas áreas ao Norte e ao centro da África. c) nos séculos XVI e XVII e voltada ao estabelecimento de rotas marí�mas na direção das Índias e à abertura de caminhos terrestres de travessia do Saara em direção ao centro do con�nente. d) nos séculos XIX e XX e marcada pela difusão de teorias raciais que afirmavam a superioridade branca sobre os africanos e pela disposição de obter minérios, matérias primas e recursos energé�cos. e) nos séculos XVI e XVII e voltada à afirmação do controle europeu do comércio na região mediterrânica e ao esforço de ampliação da circulação de mercadorias através do Oceano Atlân�co. H0674 - (C�mg) [Os nazistas] acreditavam que o movimento das mulheres fazia parte de uma conspiração judaica internacional para subverter a família alemã e, assim, destruir a raça alemã. O movimento, alegavam, encorajava as mulheres a afirmar sua independência econômica e a negligenciar sua tarefa de produzir filhos. Difundia as doutrinas femininas de pacifismo, democracia e “materialismo”. Ao incen�var a contracepção e o aborto para diminuir o índice de natalidade, atacava a própria existência do povo alemão. GUPTA, Charu. Poli�cs of Gender: Woman in Nazi Germany. Economic and Poli�cal Weekly, v. 26, n. 17, abr. 1991. Apud STANLEY, Jason. Como funciona o fascismo. A polí�ca do “nós” e “eles”. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 55. Com base nesse texto, a condição feminina na doutrina nazista se caracterizava pela 21@professorferretto @prof_ferretto a) propaganda de conscien�zação sobre os direitos civis e polí�cos das mulheres. b) valorização da maternidade como instrumento de crescimento da população ariana. c) ampliação de ins�tuições femininas de educação profissional criadas pelo governo. d) organização administra�va restri�va à presença de mulheres em postos de trabalho. H0636 - (Uepa) Leia o texto para responder à questão. A humanidade sobreviveu. Contudo o grande edi�cio da civilização desmoronou nas chamas da guerra [...] Para os que cresceram em 1914 o contraste foi tão impressionante que se recusaram a ver qualquer con�nuidade com o passado. Paz significava “antes de 1914”. [...] depois disso veio algo que não merecia esse nome. Era compreensível. Em 1914, não havia grande guerra fazia um século. (HOBSBAWM, Eric. A Era dos extremos: o breve século XX(1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 2ª Edição, 1995, p.30-31.) Do conjunto de mudanças mundiais decorrente do conflito mencionado no texto, destaca-se a/o: a) transformação do mapa-múndi, que incorporou ao desenho da Europa uma nova geopolí�ca, fruto das deliberações e dos tratados dos países vencedores. b) concepção de fronteira, que se tornou sinônimo de conflito armado em regiões onde o sen�mento de orgulho étnico e de revanchismo foi superado. c) conceito de humanidade, que passou a associar a ideia corrente de superioridade racial aos projetos nacionalistas de regimes totalitários. d) ideia de civilização, que incorporou o conceito cristão de igualdade, pelo qual a paz pressupunha a não intervenção nas nações amigas. e) definição de Estado, que abandonou as prá�cas autoritárias de regimes totalitários rejeitando possíveis comparações com o passado imperialista. H0950 - (Puccamp) O tempo e suas medidas 1O homem vive dentro do tempo, o tempo que ele preenche, mede, avalia, ama e teme. Para marcar a passagem e as medidas do tempo, inventou o relógio. A palavra vem do la�m horologium, e 2se refere a um quadrante do céu que os an�gos aprenderam a observar para se orientarem no tempo e no espaço. 3Os artefatos construídos para medir a passagem do tempo sofreram ao longo dos séculos uma grande evolução. No início 4o Sol era a referência natural para a separação entre o dia e a noite, mas depois os relógios solares foram seguidos de outros que vieram a u�lizar o escoamento de líquidos, de areia, ou a queima de fluidos, até chegar aos disposi�vos mecânicos que originaram as pêndulas. 5Com a eletrônica, surgiram os relógios de quartzo e de césio, aposentando os chamados “relógios de corda”. O mostrador digital que está no seu pulso ou no seu celular tem muita história: tudo teria começado com a haste ver�cal ao sol, que projetava sua sombra num plano horizontal demarcado. 6A ampulheta e a clepsidra são as simpá�cas bisavós das atuais engenhocas eletrônicas, e até hoje intrigam e divertem crianças de todas as idades. 7Mas a evolução dos maquinismos humanos 8que dividem e medem as horas não suprimiu nem diminuiu a preocupação dos homens com o Tempo, 9essa en�dade implacável, sempre a lembrar a condição da nossa mortalidade. Na mitologia grega, o deus Chronos era o senhor do tempo que se podia medir, por isso chamado “cronológico”, 10a fluir incessantemente. No entanto, 11a memória e a imaginação humanas criam tempos outros: uma autobiografia recupera o passado, a ficção cien�fica pretende vislumbrar o futuro. No Brasil, muito da força de um 12José Lins do Rego, de um Manuel Bandeira ou de um Pedro Nava vem do memorialismo ar�s�camente trabalhado. A própria história nacional 13sofre os efeitos de uma intervenção no passado: escritores român�cos, logo depois da Independência, sen�ram necessidade de emprestar ao país um passado glorioso, e recorreram às idealizações do Indianismo. No cinema, uma das homenagens mais bonitas ao tempo passado é a do filme Amarcord (“eu me recordo”, em dialeto italiano), do cineasta Federico Fellini. São lembranças pessoais de uma época dura, quando o fascismo crescia e dominava a Itália. Já um tempo futuro terrivelmente sombrio é projetado no filme “Blade Runner, o caçador de androides”, do diretor Ridley Sco�, no cenário futurista de uma metrópole caó�ca. Se o relógio da História marca tempos sinistros, o tempo construído pela arte abre-se para a poesia: o tempo do sonho e da fantasia arrebatou mul�dões nofilme O mágico de Oz estrelado por Judy Garland e eternizado pelo tema da canção Além do arco-íris. Aliás, a arte da música é, sempre, uma habitação especial do tempo: as notas combinam-se, ritmam e produzem melodias, adensando as horas com seu envolvimento. São diferentes as qualidades do tempo e as circunstâncias de seus respec�vos relógios: há o “relógio biológico”, que regula o ritmo do nosso corpo; há o “relógio de ponto”, que controla a presença do trabalhador numa empresa; e há a necessidade de “acertar os relógios”, para combinar uma ação em grupo; 22@professorferretto @prof_ferretto há o desafio de “correr contra o relógio”, obrigando-nos à pressa; e há quem “seja como um relógio”, quando extremamente pontual. 14Por vezes barateamos o sen�do do tempo, 15tornando- o uma espécie de vazio a preencher: é quando fazemos algo para “passar o tempo”, e apelamos para um jogo, uma brincadeira, um “passatempo” como as palavras cruzadas. Em compensação, nas horas de grande expecta�va, queixamo-nos de que “o tempo não passa”. “Tempo é dinheiro” é o lema dos capitalistas e inves�dores e dos operadores da Bolsa; e é uma obsessão para os atletas olímpicos em busca de recordes. Nos relógios primi�vos, nos cronômetros