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VIDEO UN 02 Bem-vindos à unidade 2. Eu sou a professora Maria Luisa. Nós estamos tratando da disciplina de gestão de projeto. Especificamente nesta unidade, nós vamos falar sobre a gestão do escopo do projeto. A gestão do escopo do projeto tem como objetivo dar garantia aos envolvidos de que todas as expectativas quanto ao produto final sejam plenamente atendidas. O escopo do projeto é então um documento que ele relaciona os seus objetivos, impõe a sua execução e define quais são os critérios para o seu sucesso. Ele pode ser definido como as regras do jogo. É claro que para que se possa concluir um projeto, é preciso que seja feito um planejamento da atribuição de recursos. Para que a gestão de projeto seja realmente efetivada, é importante estar atento à realização das tarefas e das atividades. Nós podemos dizer que existem diversos tipos de tarefa. Nós vamos falar aqui principalmente sobre três tipos que estão presentes em cada projeto. É claro que em certos casos, algumas tarefas são realizadas concomitantemente ou conjuntamente. São elas. O primeiro tipo de tarefa é a tarefa de duração fixa. O tempo de duração da tarefa, ele assume um valor fixo e não deve ser alterado em função da ocorrência de quaisquer alterações. Mudanças no esforço ou nos recursos atribuídos não impactam o tempo de duração da tarefa e, por consequente, o prazo de entrega do projeto permanece também inalterado. O segundo tipo de tarefa é a tarefa de esforço fixo. Neste caso, o trabalho total para a realização da tarefa permanece fixo de forma que quaisquer alterações envolvendo o tempo de duração da tarefa ou os recursos alocados também não trarão impacto no trabalho realizado. E o terceiro tipo de tarefa é a tarefa de recurso fixo. Aqui, a quantidade de recursos alocados para a tarefa é fixa e as alterações ou mudanças que eventualmente ocorrerem no esforço empregado para a realização da tarefa ou no tempo de execução da tarefa também não vão afetar os recursos alocados. Quando a gente fala de recursos alocados, é preciso também fazer uma estimativa dos recursos das atividades. Atividade é um sinônimo de tarefa e também estima os recursos das atividades, significa alocar mão de obra, materiais e equipamentos para a execução de uma determinada tarefa. O grande sucesso de um projeto está na relação entre o tempo despendido para a execução de uma atividade e a alocação adequada dos recursos para realizá-la. Um projeto, ele é formado então de tarefas e as tarefas são os processos que se repetem. É possível também definir tarefa como a quantidade de trabalho realizado ou a realizar dentro de um período determinado. Num outro conceito, a gente pode também abordar a tarefa como uma relação entre o esforço, entre o trabalho e os recursos alocados e o tempo de duração. Matematicamente, pode-se medir a duração de uma tarefa através de uma fórmula bastante simples. A duração de uma tarefa é igual, o esforço total dividido pelos recursos alocados. Por exemplo, para a instalação de uma antena foram utilizados dois funcionários de uma empresa que trabalharam por 16 horas. Considerando que o esforço total é de 16 horas e que os recursos alocados foram dois funcionários, podemos concluir que a duração da tarefa é de 8 horas, porque 16 dividido por 2 é igual a 8. Na literatura sobre gestão de projetos, nós encontramos algumas definições importantes. Por exemplo, duração desrespeito ao tempo total dispendido para a execução de um trabalho por unidade de recurso empregado. Esforço total é a quantidade total de tempo que será utilizada para a execução de um determinado trabalho e unidades de recursos é a quantidade de respeito de recurso utilizado para a realização de um trabalho. É claro que quando a gente fala em horas, em unidades de esforço, a unidade de esforço ou a unidade de trabalho é sempre produto de uma medida de tempo por uma unidade de recurso. Assim, se nós adotarmos horas como unidade de tempo e uma pessoa como recurso, teremos a unidade de esforço representado por homem-hora. Por exemplo, caso você queira saber a jornada de trabalho de uma pessoa em um mês, é necessário transformar pessoas mês em homens-hora. Considerando uma jornada de trabalho de 8 horas por dia, que uma semana tem 5 dias, em que o mês computa-se em média 4,5 semanas, para calcular uma pessoa mês, é você fazer a multiplicação. 8 vezes 5 vezes 4,5 é igual a 180 horas homem. A gente sabe que o ser humano nasce e enfrenta a primeira frase de sua vida, a infância, e à medida que o tempo passa, ele chega à juventude, depois à maturidade e finalmente à velhice, completando o seu ciclo de vida. Os projetos também obedecem, de uma certa maneira, a essa mesma ordem. Assim como as pessoas, um projeto é dividido em fases de desenvolvimento. As fases do ciclo de vida de um projeto, bem como o tempo de duração de cada fase, eles variam de um projeto para outro. Em geral, um projeto parte de uma ideia para a solução de um problema ou uma oportunidade, e pode ser objeto de uma solicitação de um cliente, de identificação da necessidade pela área de marketing da empresa, ou até mesmo de uma oportunidade que a empresa identifica de empreender. Alguém do grupo de pessoas ligadas à empresa pode dar uma sugestão, os projetos eles são formados basicamente de quatro fases. A primeira fase é a fase de concepção e seleção ou iniciação, a segunda fase é a fase de planejamento do projeto, a terceira fase é a implementação ou a execução, e a quarta fase é a conclusão ou encerramento. Alguns autores consideram a existência de uma quinta fase denominada de controle. Esta fase ocorre desde o início do planejamento até o encerramento, e ela atinge o seu ápice durante a fase de execução. É importante que cada fase do projeto defina o trabalho técnico que será realizado e quem são os envolvidos a cada uma dessas fases. A fase de iniciação, como o próprio nome diz, ela é a fase inicial do projeto, quando as necessidades são identificadas, o problema é estruturado e a decisão de levar adiante ou não o projeto é tomada. Nesta fase define-se o objetivo e a missão do projeto e é feito um estudo da viabilidade técnico-econômica do investimento, ou seja, verifica-se aí se existe alguma possibilidade do projeto se tornar uma realidade, principalmente oferecendo retorno para o investimento, seja esse investimento financeiro ou social. A fase de planejamento é a fase na qual se detalha o que será realizado e é desenvolvida a possível solução do problema. Nesta fase os cronogramas são elaborados, os recursos são atribuídos, os custos são analisados, as inter-relações entre as atividades são explicitadas, os controles e as entregas são definidos e os riscos também estão identificados. Lembre-se de que maiores esforços nesta fase, elas representam também maiores facilidades na próxima fase, que é a fase de execução. A fase de execução é a fase em que se consome a maior parte dos recursos do projeto, sejam eles financeiros, humanos, materiais ou insumos. É na fase de execução que o projeto se transforma em solução para o problema do cliente ou em que se materializa tudo aquilo que foi planejado. A fase de controle, que é utilizada apenas por alguns, ocorre concomitantemente com a fase de execução e ela tem como objetivo garantir que aquilo que foi planejado está sendo realmente executado. Se algo acontecer e o rumo da execução do projeto estiver sendo desviado, o controle serve para identificar rapidamente as causas desse desvio e propor ações corretivas para que se possa alinhar novamente a execução com o que foi planejado. A fase de encerramento é a última fase do ciclo de vida de um projeto. É quando o resultado dos trabalhos é avaliado, geralmente por uma equipe de auditoria, os documentos e contratos são encerrados e os pagamentos são finalizados. Nesta fase, os erros e os acertos são discutidos entre toda a equipe do projeto e servirão como lições aprendidas dentro de um contexto de gestão de conhecimento. Existe também uma estrutura analítica de projeto. Esse conceito de estrutura analítica deprojeto é utilizado para definir o escopo do projeto ou para definir o trabalho a ser realizado. Não existe uma estratégia única para a elaboração de uma estrutura analítica do projeto. Porém, as boas práticas orientam para que a coleta, a armazenagem e a disponibilização de dados históricos de outros projetos são pontos importantes para a viabilização de futuras estruturas. Assim, um projeto encerrado deverá servir de base inicial para a estrutura analítica de outros projetos que ainda poderão vir, facilitando dessa forma sempre a elaboração dos projetos e também a padronização de uma estrutura analítica adequada, que é também chamada de WBS. Nós vamos falar um pouco sobre a estrutura organizacional. A estrutura organizacional é a forma como a empresa se organiza para realizar as suas atividades. A estrutura organizacional é considerada também um fator ambiental que pode influir decisivamente na disponibilidade de recursos, na tomada de decisões e, consequentemente, na forma como os projetos são ou serão executados. Em alguns casos, existe a necessidade da criação de uma organização especialmente voltada para a execução de um determinado projeto. Com hierarquia e orçamentos independentes do restante da organização ou da organização principal. Nesses casos, fica a cargo da organização do projeto tomar algumas decisões. Primeiro, definir quais serão os critérios de divisão das responsabilidades e também qual é a autoridade que terão ou que caberá a cada membro da equipe de projetos. Uma segunda definição refere-se à forma de alojar a organização de projetos dentro da estrutura permanente da empresa. Isto é, dentro da estrutura que já existe na empresa. Na estrutura organizacional funcional, os funcionários possuem individualmente apenas um supervisor, que é claramente definido e eles são agrupados por especialidades ou por áreas. Isso faz com que cada departamento trabalhe de forma independente. Quando a gente utiliza a estrutura funcional, a gente tem também algumas vantagens. As maiores vantagens ao fazer uso da organização funcional para o gerenciamento de projetos são Primeira, os membros de equipe já se conhecem e eles estão acostumados a trabalhar juntos. Uma vez que as funções são previamente definidas ou que eles trabalham em áreas próximas. Uma outra vantagem da estrutura funcional é que o grupo compreende as políticas administrativas. Por quê? Porque elas já estão sedimentadas nas suas áreas ou nos seus departamentos. Uma terceira vantagem é que o gerente funcional, o gerente da estrutura organizacional funcional, ele controla a disponibilidade do pessoal e ele também já está acostumado a fazer isso no seu dia a dia, o que reduz os conflitos com as outras áreas, com os outros departamentos. Uma outra vantagem é que a estrutura funcional traz uma maior eficiência no controle e na utilização dos recursos. Uma vez que os funcionários podem trabalhar ao mesmo tempo em atividades rotineiras e em projetos, distribuindo o tempo de trabalho ou a jornada de trabalho entre as necessidades de cada atividade, ou seja, entre as suas atividades cotidianas e a participação no projeto. Uma vantagem importante também é que a hierarquia funcional define claramente os níveis de hierarquia. Porém, é claro, muitas empresas optam por utilizar não uma estrutura funcional, mas um outro tipo de estrutura que é chamada de estrutura funcional projetizada. Nas organizações que utilizam a estrutura projetizada, ocorre praticamente o oposto da organização funcional, pois os recursos estão envolvidos diretamente no projeto. Os gerentes de projetos são independentes de outras áreas ou de outras atribuições e eles podem oferecer serviços de suporte a vários projetos simultaneamente. E também podem atender as demandas de mais de um projeto que esteja acontecendo na empresa. Nas empresas com estrutura organizacional projetizada, os projetos são a razão da existência da empresa e os gerentes de projeto dedicam a sua jornada de trabalho ou seu tempo integral de trabalho, especificamente a gestão de projeto. As maiores vantagens desse tipo de estrutura ou da estrutura funcional projetizada são que o gerente de projetos possui uma autoridade que é claramente definida, que todas as pessoas envolvidas com o projeto, elas vão se reportar ao mesmo gerente e dessa forma o processo de comunicação fica bastante facilitado. Uma outra vantagem é que depois de gerenciar vários projetos, a equipe aprende pela experiência e dessa forma ela acumula conhecimentos e desenvolve cada vez mais especialidades. Uma vantagem relevante é que o foco e as prioridades da empresa estão voltados exclusivamente para os projetos, melhorando as possibilidades de atingir as metas e os objetivos presentes em cada um dos projetos. Existem também as estruturas matriciais. As estruturas matriciais, elas podem ser consideradas como uma combinação das características das estruturas organizacionais projetizadas com as estruturas funcionais. Esse tipo de estrutura surgiu para minimizar as diferenças entre uma e outra e beneficiar-se dos pontos fortes e fracos das estruturas funcionais e também das estruturas projetizadas. As estruturas matriciais, elas podem ser classificadas em matriz fraca, uma estrutura matricial fraca é aquela que mantém muito das características de uma organização funcional, sendo que o gerente de projetos faz o papel de um facilitador entre as áreas ou entre as empresas. É possível também você ter uma estrutura matricial considerada de matriz forte, é aquela que possui muitas das características de uma organização projetizada, porém, ela apresenta gerente e pessoal de apoio trabalhando em tempo integral e com certa autoridade atribuída. E é claro, para equilibrar aí essas duas, existe também a matriz balanceada. Uma matriz balanceada é aquela que reconhece a necessidade de ter um gerente de projetos, mas ela não fornece autoridade total para esse gerente sobre o projeto e sobre o orçamento do projeto. As principais vantagens da estrutura matricial são, o foco é bem definido e claro no projeto, devido a um conjunto de atividades que são direcionadas a vários projetos simultaneamente e de forma independente. Uma outra vantagem é que o uso de recursos, ele se torna flexível entre um projeto e outro, o que provoca ganhos de eficiência. Os gerentes, nesse tipo de estrutura, eles vão adaptando a sua autoridade de acordo com as prioridades da empresa e de acordo também com as suas equipes de trabalho e os recursos que eles têm sob a sua base, sob a sua conduta. Como vários projetos são desenvolvidos a mesmo tempo, uma outra vantagem nesse tipo de estrutura é que se torna mais fácil desenvolver a capacitação e as habilidades das pessoas que integram o time. Esse tipo de estrutura, ele apresenta também uma adaptabilidade maior ao ambiente de negócios. Nós vamos falar agora sobre o objetivo do projeto. O objetivo é um resultado abrangente com o qual as partes interessadas no projeto assumem um compromisso definitivo. As diretrizes básicas para a formulação do objetivo do projeto são o objetivo deve ser específico, ou seja, ele precisa ser bastante claro em seu conteúdo, pois somente dessa forma, todas as pessoas envolvidas com o projeto saberão identificar do que é que estão falando. Um a outro aspecto importante é que sempre que possível, seja associado os objetivos aos números que serão utilizados para verificar se o objetivo foi atingido. Os resultados quantitativos, eles facilitam bastante. Por outro lado, o objetivo precisa permitir verificar de tempos em tempos se as ações estão levando o trabalho realmente para um resultado final positivo, como que foi traçado, como que foi planejado. O objetivo, ele precisa ser possível de ser atingido, mas ele deve demandar tanto um esforço adicional, pois se não, ele vai perder o valor motivacional que a equipe tem para alcançar o objetivo, para realizar o projeto. O objetivo do projeto, ele deve estar sempre associado a um prazo, porque o fator tempo, ele dá uma ideia bastante claro de como deverá ser o planejamentodas ações. Quando a gente fala de objetivos em projetos, os objetivos eles podem ser classificados como objetivos raros, que são aqueles que estão relacionados a custos, prazos, tempos de duração e até mesmo a qualidade do projeto. Ou uma segunda nomenclatura, que são os denominados objetivos softs, que são relacionados à forma utilizada para atingir os objetivos, incluindo aí o envolvimento e o comprometimento das pessoas, as atitudes e comportamentos dos membros da equipe, as expectativas e também os meios e os canais de comunicação. Quando a gente fala de um projeto e após a definição do seu objetivo, esse projeto ele é construído em etapas. As etapas que fazem parte da iniciação do projeto é o que nós vamos comentar agora. A primeira etapa é a indicação de um líder. Na fase inicial do projeto, deve-se nomear uma pessoa que será responsável pelos estudos iniciais, ou seja, pela transformação da ideia em algo que seja realmente um projeto. O segundo aspecto importante é a identificação do patrocinador. O patrocinador é quem deve assegurar ou prover os recursos e dar a prioridade ao projeto. A gente diz que o patrocinador é a pessoa que possui o maior grau de autoridade entre todas as pessoas envolvidas no projeto. E é o patrocinador que deve tomar a decisão em casos de divergência. Ele também dá apoio à equipe de projetos e vai aprovar as entregas intermediárias, as entregas de cada fase, dando aval para a continuidade do projeto ou para que se possa passar para uma próxima etapa, para uma próxima fase. É importante que haja a definição da necessidade. Uma ideia, ela somente se transformará em um projeto se apresentar a solução para um problema ou a partir de uma necessidade que tenha sido identificada. As atividades do projeto estão diretamente ligadas à identificação da necessidade ou a identificação de um problema a ser solucionado. É preciso também fazer a definição do escopo do projeto. O escopo do projeto trata da redação de um texto resumido, mas que explique de maneira bastante clara aquilo que o projeto se propõe. O nível de aprofundamento e de detalhamento desse texto deve ser tal que possibilite o desenvolvimento da declaração do escopo. Quando a gente fala de definição dos objetivos do projeto, é importante lembrar que os objetivos são também utilizados para medir a performance do projeto, permitindo o estabelecimento de uma relação entre aquilo que foi planejado e aquilo que foi efetivamente implementado. Neste caminho, é preciso também fazer a identificação das premissas e das restrições. As restrições de um projeto dizem respeito aqueles fatores que limitam as opções da equipe. Por exemplo, cláusulas contratuais, que podem trazer algum tipo de restrição às atividades do projeto. Já as premissas são alguns fatores que são assumidos pela equipe como verdadeiros, reais e certos. Um exemplo de uma premissa de um projeto é você assumir que um determinado recurso vai estar disponível num determinado momento. Isto é uma premissa. É importante também que sejam identificados os stakeholders. Os stakeholders são aquelas pessoas ou organizações ou empresas que são interessadas no projeto. A sua identificação pode contribuir de uma forma decisiva para o estabelecimento do escopo do projeto, além de definir o direcionamento do projeto. Ao determinar as necessidades e as expectativas dos stakeholders, é possível identificar a influência deles nas decisões sobre o projeto e trabalhar de forma a assegurar que se tenha realmente o sucesso, o êxito aí no projeto. É importante, para garantir ou para assegurar o sucesso do projeto, a identificação dos riscos potenciais. Geralmente, os riscos estão também previstos em contrato. Nós podemos dizer que a gestão de um contrato envolve risco para todas as partes envolvidas. E é claro, quando a gente fala em riscos, uma outra estimativa que se faz bastante presente também é a estimativa de prazo. Um dos principais indicadores de sucesso dos projetos é o cumprimento dos prazos. Dessa forma, é importante que inicialmente se divida o projeto em etapas. Estabelecer uma sequência entre as atividades fundamentais para a complementação do projeto e estimar o tempo para as suas execução, para a execução dessas etapas. Além disso, é importante fazer uma estimativa de custos. De acordo com o cronograma elaborado, deve-se determinar os custos para a realização de cada etapa ou de cada atividade, incluindo aí todos os tipos de recursos que possam ser necessários para a realização da atividade. Depois de determinar também o custo por fase do projeto, é necessário e é importante também que você defina qual é o custo total do projeto ou qual é o custo total estimado, como também se denomina, para que se possa ter uma ideia dos recursos necessários para a execução do projeto. Agora nós vamos conversar um pouco a respeito do gerenciamento do escopo do projeto. O escopo de um projeto é sempre dividido em dois elementos principais. Esses elementos são denominados escopo do produto e o escopo do projeto propriamente dito. O escopo do produto é composto pela especificação técnica que vai descrever o conjunto de funcionalidades e o desempenho desejado do produto. Já o escopo do projeto, ele define o conjunto de trabalhos que serão executados para construir e entregar o produto, podendo incluir também aí o escopo do próprio produto. O principal objetivo da gestão do escopo é definir e controlar as atividades que serão realizadas durante o desenvolvimento do projeto, de tal forma que o projeto ou o serviço do projeto seja alcançado com o investimento da menor quantidade de recursos possíveis, conservando, é claro, aquelas premissas que já foram estabelecidas. O manual de gerenciamento de projetos, ele divide o escopo do projeto em cinco processos que podem facilitar o seu gerenciamento. O primeiro é a iniciação, que começa com a identificação de uma necessidade de mercado, a necessidade do negócio, ou uma solicitação do cliente, ou a identificação de uma oportunidade para ocorrer um avanço tecnológico, ou até mesmo uma exigência legal, uma nova legislação que saiu aí. A iniciação do projeto, ela acontece com o termo de referência ou termo de abertura. Existe também o planejamento do escopo, que se baseia na declaração do escopo, que vai servir como base para a tomada de decisões no projeto e definições sobre os critérios de avaliação para julgar se o desempenho do projeto realmente atende aquilo que foi pretendido, aquilo que foi planejado. Os limites das atividades do projeto são estabelecidos a partir do planejamento do escopo. Definição do escopo é o processo de subdivisão das entregas do projeto e entregas menores. Quando você faz a definição do escopo, é possível que a precisão das estimativas de custos, tempo e recursos seja mais acurada. É aí que se determina também as responsabilidades de cada envolvido e traça aí o que nós chamamos de uma linha base da medição da performance do projeto. A verificação do escopo é o processo de revisão dos produtos do projeto, que formaliza aí a aprovação do escopo. A verificação do escopo ocorre durante a execução do projeto. E é possível ainda se pensar em controle de mudanças. Controle de mudanças é o processo que vai garantir a implementação de alterações do escopo de projeto Além de confirmar se as alterações implementadas são benéficas e carregam realmente a ciência das partes envolvidas. Se todos os envolvidos estão inclusive de acordo com aquelas mudanças ou aquelas alterações. Feito tudo isso, é importante documentar o projeto. Nós temos alguns documentos que são importantes para o projeto. O primeiro é o TAP ou termo de abertura do projeto. O termo de abertura do projeto é um documento que reúne o que se sabe até então sobre o projeto. E ele vai servir como referência para o processo de escolha e priorização dos projetos. No caso de existir, é claro, mais de um projeto para solucionar o mesmo problema. Esse termo é utilizado para autorizar formalmente o início de um projeto. Fazem parte do conteúdo deste termo. O título do projeto,o contexto ou como surgiu o projeto, qual foi a necessidade, qual foi a legislação. O objetivo ou a justificativa para a existência deste projeto. Os requisitos adicionais e específicos do cliente ou do usuário daquele produto, daquele projeto. O cronograma com os marcos principais devidamente summarizados. A definição de parceiros, fornecedores ou outras organizações pertinentes ao projeto. As premissas e restrições e os riscos que já foram identificados. Quem será o gerente de projetos designados e outras informações adicionais que sejam específicas daquele projeto. Um outro documento importante é a declaração de escopo. A declaração de escopo do projeto, ela vai determinar, como nós já dissemos, as regras do jogo. É nessa declaração que são listados os objetivos, as restrições, as premissas e os critérios de avaliação do desempenho do projeto. Trata-se de uma descrição feita na forma narrativa do trabalho que deverá ser efetuado durante a execução do projeto. É essa declaração que vai fornecer uma base documentada que justifique decisões futuras acerca do projeto. A declaração de escopo deve garantir que as expectativas de todos os stakeholders estejam contempladas no projeto e estejam também documentadas. Fazem parte do conteúdo da declaração de escopo do projeto, também o título do projeto, o seu contexto, as partes envolvidas, a justificativa para a realização daquele projeto, os seus objetivos, quais serão os produtos resultantes, qual será a entrega final, quais serão as metas atingidas, se haverão subprodutos ou produtos intermediários também entregues, as premissas, limitações ou restrições existentes para a realização do projeto, as estratégias adotadas, a metodologia, a equipe que será responsável ou a organização responsável e a responsabilidade pelo cliente ou outros envolvidos. É importante também que haja o controle do projeto. O controle do projeto envolve uma atividade constante de coletar informações sobre o desempenho do projeto. A comparação entre o desempenho que foi planejado e o desempenho realizado ela toma por base este documento e fornece material para que o gerente de projetos possa decidir pela ação que ele achar, que ele julgar mais adequado. Esse processo vai se repetir por todas as fases do projeto com frequência bastante regular e um nível de detalhamento de acordo com o que for necessário. É importante estabelecer um período de emissão dos relatórios de acompanhamento e de desempenho do projeto. Estes períodos poderão ser diários, quinzenais, mensais, de acordo com a organização, o gestor ou os stakeholders, entenderem adequados. O período de emissão dos relatórios será definido em função do tempo de duração do projeto. Então, se o projeto é semestral, eu posso dividir em mês, em semana, em quinzena. O gerenciamento de projetos precisa assumir uma postura bastante proativa e controlar o projeto de tal forma que se consiga antecipar aos problemas ou que se consiga assegurar realmente o alcance do objetivo, mesmo diante de divergências daquilo que foi planejado originalmente. A gente costuma dizer que o bom gerente de projetos possui sempre planos alternativos, planos de contingência para fazer com que o cliente fique satisfeito, que os requisitos do projeto sejam cumpridos e também para que o objetivo final seja realmente alcançado. E é claro, a gente não pode esquecer também da gestão das partes interessadas. São identificados como stakeholders de um projeto, as pessoas, as instituições, que possuem pelo menos um dos seguintes atributos. Primeiro, as pessoas ou instituições que possuem poder sobre o projeto. É aquele grupo que domina os meios coercitivos ou que domina os meios utilitários e normativos e utiliza estes meios para impor sua vontade nas decisões do projeto. A gente tem um segundo grupo de stakeholders que também tem um poder em relação à legitimidade, ou seja, existe uma percepção entre os envolvidos no projeto de que as suas vontades, que as vontades deste grupo são desejáveis ou legais e são reconhecidas pelos sistemas sociais constituídos de normas, valores, crenças e outras definições. E uma terceira variável é a urgência. A urgência diz respeito à capacidade de uma pessoa ou de instituição chamar para si a atenção dos demais, impondo necessidades quanto a prioridade que a gente diz de urgência em relação ao tempo. Quando a gente fala de gestão de projetos, a gente tem também aí a gestão da integração. O gerenciamento da integração tem o objetivo de garantir que todas as áreas de um projeto sejam integradas em um corpo único. O processo de gerenciamento da integração se divide em três processos de mesma importância. Primeiro, o desenvolvimento do plano global do projeto, que é formado pelos planos de escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, risco, comunicação e suprimentos. E este plano global deve ser utilizado como um guia para a execução e para o controle do projeto. O segundo é a execução do plano global do projeto, que é o principal processo de execução e ele é um grande consumidor do orçamento de projeto. O produto do projeto é gerado com base no resultado deste processo. O controle global de mudanças é o responsável pela integridade do plano de projeto ao longo da execução do projeto. E é ele que vai garantir que o produto obtido esteja de acordo com aquilo que consta no plano do escopo, considerando as eventuais mudanças que podem se fazer necessárias durante a execução do projeto. Para gerenciar a integração, é importante estar atento a alguns pontos. Primeiro, verificar se todas as áreas possuem processos de controle de mudanças específicos e se as áreas fornecem informações para o processo de controle de mudanças global do projeto. Segundo, mantenha sempre todos os registros de desempenho para garantir o melhor monitoramento e também o histórico do projeto para uma futura gestão do conhecimento. Terceiro, avalie sempre se as metas e os objetivos do projeto estão sendo atingidos. Quarto, avalie de maneira integrada todas as necessidades de mudança e os respectivos planejamentos. Quinto, garanta que todas as informações relativas à execução do projeto e às mudanças necessárias estejam à disposição de todas as áreas do projeto. Esta foi a nossa segunda unidade. Nós falamos sobre o escopo de projeto e outras atribuições e nós vamos continuar conhecendo um pouquinho mais a respeito de gerenciamento de projetos. Até mais!