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DISCIPLINA: Conexões Jurídicas do Direito Imobiliário MÓDULO: Fevereiro/2024 
TIPO: Avaliação Regular 
NOME DO ALUNO: Marivaldo de lima guerreiro Souza júnior 
 
FOLHA DE RESPOSTA 
 
Em qual situação o licenciamento ambiental deverá ser precedido de estudo 
prévio de impacto ambiental (EIA)? 
RESPOSTA 1 – 
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 225, § 1º, IV, afirma que o Estudo de Impacto Ambiental 
deve ser exigido quando se referir à atividade potencialmente poluidora ou que possa degradar o 
meio ambiente. Ademais, A definição como atividade potencialmente poluidora pode ser realizada 
através do critério da seletividade. 
 
Pela seletividade, o enquadramento das ações potencialmente causadoras de degradação do meio 
ambiente pode ser realizado com base no histórico de projetos e revisões já desenvolvidas 
anteriormente para a mesma atividade ou atividade semelhante, em razão da natureza ou porte do 
projeto a ser licenciado, entre outros itens. 
 
Portanto, através da seletividade para que se proceda o licenciamento ambiental será exigido o estudo 
prévio do impacto ambiental, que há muito foi previsto no artigo 10 da Lei 6.938/81 (Lei de Política 
Nacional do Meio Ambiente): Art. 10. A construção, instalação, ampliação e funcionamento de 
estabelecimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, efetiva ou potencialmente 
poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental dependerão de prévio 
licenciamento ambiental. 
 
Dessa forma, qualquer atividade que tiver potencial de degradação do meio ambiente deverá ser 
precedida de estudo prévio de impacto ambiental (EIA). 
 
Quais são os requisitos básicos para a configuração da responsabilidade civil? Na 
incorporação imobiliária, em regra, a responsabilidade civil será a objetiva ou a 
subjetiva? 
RESPOSTA 2 – 
 
Para a responsabilização civil de alguém é necessário que se demonstre basicamente três pressupostos, 
conduta; dano e nexo de causalidade. A conduta, nada mais é do que uma ação ou omissão ou, uma 
conduta humana, que produz consequências jurídicas. 
 
Já, para a caracterização da responsabilidade civil e, por consequência, do dever de indenizar, a 
consequência de tal ação ou omissão - ato ilícito - deve ser o dano. Sem o dano, não há dever de 
indenizar, não se caracteriza a responsabilidade civil. E o que liga a conduta ao dano é justamente o 
nexo de causalidade, ou nexo causal. Se há apenas conduta, sem dano, não se fala em responsabilidade 
civil. E se há dano, por si só, sem que se comprove uma conduta causadora, igualmente. Quando uma 
conduta se conecta a um dano, está ocorrendo o nexo de causalidade, a confirmação da causa e da 
consequência, da ação e do efeito. 
 
	
Doutrinariamente, há divergência quanto à necessidade da configuração de culpa para a 
responsabilidade civil, principalmente quando se adentra na discussão acerca da responsabilidade 
objetiva e subjetiva. Ao analisarmos o caso concreto, onde a responsabilidade civil de um 
incorporador, podemos dizer que a responsabilidade do incorporador é objetiva segundo a (Lei n. 
4.591/1964, inc. II do art. 43 e Código Civil, parágrafo único do art. 927). 
 
Além disso O incorporador tem a obrigação de entregar o empreendimento exatamente como descrito 
no projeto de construção e no memorial da incorporação, em primeiro lugar porque só pode realizar a 
venda das unidades a partir do arquivamento no Registro de Imóveis do projeto de construção 
devidamente aprovado pelas autoridades competentes e do memorial descritivo das especificações da 
obra projetada, segundo o modelo determinado pelo inciso IV do artigo 54 da Lei 4.591/64. 
 
A responsabilidade do incorporador é objetiva seguindo a linha de raciocínio dos pensadores franceses 
Sailelles e Josserand, que no final do século XIX propuseram que se atenuasse a importância da culpa 
ao substituir a teoria da causalidade pela teoria do risco.

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