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1. Qual a diferença entre hiperplasia e displasia em citologia clínica? Hiperplasia: Aumento no número de células de forma organizada, geralmente benigno. Displasia: Alteração na organização e aparência celular, podendo ser precursora de neoplasias. 2. O que é um coilócito e qual sua importância? Coilócitos são células escamosas com núcleo aumentado, irregular e halo perinuclear claro. São marcadores citológicos típicos de infecção por HPV. 3. Quais são as limitações do exame citológico? Baixa sensibilidade em algumas condições. Dependência de uma coleta e fixação adequadas. Não substitui biópsia em casos de suspeita diagnóstica mais complexa. 4. O que é a classificação de Bethesda? É um sistema padrão usado na citologia cervical para relatar achados citológicos, incluindo categorias como ASC-US, LSIL, HSIL, AGC e carcinoma. 5. Quais fatores interferem na qualidade do exame de Papanicolau? Coleta inadequada. Presença excessiva de sangue ou muco. Fixação insuficiente ou atraso na fixação. Uso de duchas vaginais ou medicamentos antes do exame. 6. O que são células de "ferrugem" em líquidos corporais? São macrófagos com hemossiderina, encontrados em efusões crônicas (ex.: derrame pleural), indicando hemorragia antiga. 7. Quais alterações são observadas em amostras de pacientes com candidíase? Presença de hifas ou pseudohifas fúngicas. Fundo inflamatório com neutrófilos. Alterações reativas nas células epiteliais. 8. O que diferencia carcinoma in situ de carcinoma invasivo na citologia? Carcinoma in situ: Alterações restritas ao epitélio, sem invasão do tecido subjacente. Carcinoma invasivo: Crescimento que ultrapassa a membrana basal, invadindo tecidos adjacentes. 9. O que é a citologia de urina e para que é utilizada? É o exame de células presentes na urina, usado para diagnosticar infecções, inflamações e cânceres do trato urinário, como carcinoma de bexiga. 10. Como são interpretados achados de inflamação no exame citológico? Presença de neutrófilos, linfócitos ou eosinófilos indica inflamação. Pode ser inespecífica ou associada a infecções bacterianas, virais ou fúngicas, dependendo do contexto clínico.