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LINGUAGEM VISUAL 
AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Marcia Boroski 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
Nosso objetivo aqui é retomar algumas discussões já realizadas acerca 
dos processos de produção de sentido de uma fotografia. Dessa forma, vamos 
aprofundar alguns dos conhecimentos técnico-teóricos acerca da linguagem 
visual. 
Assim, a estrutura seguirá a seguinte organização: 
• Tópico 1 – Geração de sentido; 
• Tópico 2 – Teorias da imagem; 
• Tópico 3 – Teoria de Boris Kossoy; 
• Tópico 4 – Teoria de Henri Cartier-Bresson; 
• Tópico 5 – Teoria de Roland Barthes. 
CONTEXTUALIZANDO 
Aqui, exploraremos a leitura de imagens. Isso porque as teorias das 
imagens são recursos que temos para compreender as imagens e estudá-las 
como objetos de pesquisa, buscando entender seus significados e impactos 
sociais, técnicos e estéticos. Vamos aprofundar nossas experiências na 
interpretação de imagens. Só para pensar, rapidamente, recorramos à forma do 
círculo. 
 
Créditos: Dmitriy Rybin/Shutterstock. 
 
 
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O círculo é um exemplo interessante porque pode representar um infinito 
e contínuo movimento. Quando levamos para a prática material, se traduz em 
uma aliança de ouro que une um casal, simbolizando sua ligação eterna, por 
exemplo. 
Outra referência, essa de tempos mais antigos, é a que associa o círculo 
à representação do Deus Sol — no caso da civilização egípcia. Essas, e tantas 
outras, múltiplas significações nos mostram a riqueza da interpretação das 
imagens. 
TEMA 1 – GERAÇÃO DE SENTIDO 
Nós já sabemos que nenhuma imagem faz sentido por si só, há um 
processo. Vimos isso em outros momentos. Há um processo de criação, de 
geração de significado. 
Assim, vamos explorar a imagem como uma criadora de significados. A 
análise de uma imagem vai se constituir, no mínimo, a partir de duas vias a serem 
consideradas. A via de construção do sentido conotativo e a do sentido 
denotativo. 
A denotação é o sentido literal. Trata-se da interpretação direta dos 
elementos visíveis na imagem, por exemplo, sem recorrer a significados 
figurativos ou subjetivos. É um tipo de apreensão objetiva dos elementos visuais, 
considerando apenas suas características visíveis e concretas. 
Já o sentido conotativo é aquele metafórico. É a camada de efeito de 
sentido subjetivo presente na imagem, revelando mensagens implícitas, 
figuradas. Trata-se da interpretação não direta dos elementos visuais, 
abrangendo significados simbólicos e subentendidos. O sentido conotativo é a 
geração que vai além do seu sentido imediato e concreto. 
É importante pontuar que um mesmo material fotográfico pode gerar os 
dois sentidos — e que muitas e tantas vezes é justamente isso que acontece. 
Além disso, esse processo pode ocorrer de forma simultânea, imediata e 
imperceptível de ser dissociado. 
Vale reiterar ainda que tanto o sentido conotativo quanto o denotativo não 
são exclusivos da imagem, podem ocorrer em qualquer sistema de linguagem 
— tanto que os conceitos de conotação e denotação são ministrados em 
disciplinas no Ensino Fundamental e Médio. 
 
 
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Seguindo na área da linguagem visual, vamos aplicar isso na prática para 
compreender de que forma esse processo se dá. 
 
Créditos: anek.soowannaphoom/Shutterstock. 
Em uma primeira tomada de vista, se vê a bola, a trave, o gramado verde, 
o goleiro — congelado no ar —, a rede, parte das arquibancadas do estádio, 
linhas do campo. Isso tudo é uma leitura que podemos apontar que constitui o 
sentido denotativo. 
Indo adiante, é ainda possível ter a compreensão da cena como um gol 
ou ainda como uma comemoração do gol, o que só é possível quando cada 
elemento é percebido em conjunto, os quais contribuem para criar significados, 
gerando diferentes emoções e experiências para quem vê a imagem. A 
interpretação da imagem é rica e multifacetada, oferecendo diferentes 
experiências para cada pessoa que a observa. Essa complexidade torna a leitura 
da imagem uma atividade interessante e subjetiva, permitindo que cada 
indivíduo faça suas próprias conexões e interpretações. É nesse universo de 
possibilidades que a fotografia e sua linguagem visual ganham vida. 
Esse segundo caminho é uma leitura que podemos apontar que constitui 
o sentido conotativo, aquele metafórico. 
 
 
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TEMA 2 – TEORIAS DA IMAGEM 
Há vários teóricos que se dedicam às teorias da imagem. Entre eles, 
vamos entender alguns sistemas, ao menos de forma introdutória, para 
compreensão das formas de interpretação da imagem. Os autores Baitello Jr. e 
Klein (2014) compreendem as teorias das imagens como um arcabouço teórico 
que vai ser desenvolvido a partir dos estudos das imagens e que vai dar sustento 
para elas. 
De acordo com Baitello Jr. e Klein (2014), 
A proliferação exponencial da imagem midiática (que se apropria de 
suas congêneres artísticas e daquelas que anteriormente se 
prestavam aos diversos cultos) tem resultado em uma crescente 
atenção para o tema da imagem em geral, e produzido uma série de 
estudos trans e multidisciplinares, nos quais duas áreas têm oferecido 
contribuições significativas, as artes e a comunicação. (Baitello Junior; 
Klein, 2014, p. 486) 
Aqui, vimos várias marcas do consumo crescendo e, lado a lado a ele, as 
pesquisas também crescem; tentando compreender, ler, sustentar, elucidar. 
“Muitos projetos de estudos e pesquisa em comunicação, nesse aspecto, 
apontam este momento de viragem da imagem midiática, viabilizando trabalhos 
em que a imagem em si sobressai como tema” (Baitello Jr.; Klein, 2014, p. 486). 
Quando pensamos em imagem e comunicação, acabamos nos voltando 
para aspectos mais formais e de linguagem. Disso, os estudos e pesquisas 
acabam enfocando o meio em si (a foto, o cinema, a televisão ou os suportes 
digitais). 
Por outro lado, a dimensão midiática da imagem pode também assumir 
uma ampla diversidade de abordagens que evidenciam a natureza 
complexa de seu estudo: sua produção, construção de sentido, 
disseminação, recepção e consumo, visibilidade e disponibilidade em 
um ambiente comunicacional e seu uso estratégico nas guerras de 
todos os tipos, nas quais a guerra das imagens possui a função de uma 
poderosa arma. (Baitello Jr.; Klein, 2014, p. 490) 
Ou seja, é uma abordagem que busca enfocar os efeitos de sentido. Outra 
que ainda incide, de acordo com os autores, especialmente no campo da 
comunicação e cultura, são as ligadas à imagem técnica. Nessa perspectiva, 
retomam-se autores como Walter Benjamin, por meio da noção da 
reprodutibilidade. 
Em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica (1955), 
Benjamin apresenta o conceito de valor de exposição 
(Ausstellungswert) — em oposição ao de valor de culto —, que 
 
 
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caracteriza a obra de arte depois do advento de técnicas de reprodução 
massiva das imagens, mas, sobretudo, desenvolve o uso disseminado 
de imagens para todos os fins que não apenas o estético. (Baitello Jr.; 
Klein, p. 490) 
Na sequência, vamos trabalhar mais especificamente com três 
pensadores que contribuíram com as teorias da imagem e que possibilitaram 
ricas discussões sobre a linguagem visual no âmbito da comunicação. 
TEMA 3 – TEORIA DE BORIS KOSSOY 
A fotografia sempre vai guardar um paradoxo em si, uma dualidade que 
possui uma dualidade um tanto mágica: ela transmite um efeito de verdade, mas 
também abre espaço para elementos ficcionais. 
Essa interseção destaca o suporte da imagem — aquele da imagem 
técnica — e influencia sua interpretação. Ao tornar fenômenos visíveis, a 
fotografia busca compreender a condição humana. 
Cada um dos caminhos desse paradoxo tem um lugar de circulação e 
consumo. Nos jornais, as fotos acabam tomando um espaço de credibilidade, 
induzindo a esse efeito de verdade. Nesse caso, há uma mescla de fotografia 
com a subjetividade da realidade. Afinal, a realidade é justamente a diversidade 
de como o homem se relaciona com o mundo.Embora frequentemente associemos a fotografia à noção de realidade, 
um autor chamado Boris Kossoy (1999) conceitua o termo de um modo um 
pouco distinto. 
A fotografia tem uma realidade própria que não corresponde 
necessariamente à realidade que envolveu o assunto, objeto de 
registro, no contexto da vida passada. Trata-se da realidade do 
documento, da representação, uma segunda realidade, construída, 
codificada, sedutora em sua montagem, em sua estética, de forma 
alguma ingênua, inocente, mas que é, todavia, o elo material do tempo 
e espaço representado, pista decisiva para desvendarmos o passado. 
(Kossoy, 1999, p. 22) 
O autor destaca a importância de considerar vários aspectos na análise e 
leitura de fotografias. A fotografia cria uma segunda realidade ao representar o 
mundo real. Compreender essa representação é fundamental para interpretar as 
imagens adequadamente. 
A compreensão da imagem como documento fotográfico requer a análise 
do que Kossoy denomina de elementos constitutivos e de coordenadas de 
situação — que é o que a tornam visível e materializada. O autor enfatiza o 
 
 
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momento e as circunstâncias que envolvem o ato fotográfico. Vejamos o 
esquema a seguir. 
 
Esse método demonstra seu poder de conectar imagens e suas 
representações, seja ao longo do tempo, através das marcas históricas ou das 
imagens que significam a nossa sociedade. 
A fotografia torna temas visíveis, materializando interesses do fotógrafo, 
mediados pela tecnologia, no espaço-tempo específico. Essa construção revela 
uma realidade subjetiva, em que as imagens do mundo estruturam e restituem a 
memória, possibilitando interpretações variadas. 
A fotografia apresenta cenários constituídos por objetos imóveis, 
inanimados, paisagens urbanas ou naturais ou então que abrigam 
situações; servem de fundo para ações, fatos que têm o elemento 
humano como personagem. […] Qualquer que seja o foco de nossa 
atenção, os elementos que comporão a imagem são transpostos para 
a sua nova realidade: o retângulo eterno que os abrigarão. Estamos 
diante de uma nova realidade, uma segunda realidade cujo conteúdo 
arquitetado em função do novo espaço carrega em si, na longa 
duração, a visão de mundo de seu operador. (Kossoy, 1994, p. 45) 
Para o autor, portanto, no processo fotográfico que vai do interesse de se 
fazer a foto até a materialização da fotografia em si, há duas realidades em si: a 
realidade do assunto e a realidade do assunto representado. Vejamos o exemplo 
da figura a seguir. 
 
 
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Créditos: Sviatlana Zyhmantovic/Shutterstock. 
Essa teoria poderia ser aplicada em qualquer fotografia, mas foquemos 
nesta figura, uma imagem de uma escada em meio a árvores — que pode gerar 
diversas interpretações. 
Se, porventura, grande parte das pessoas vai identificar facilmente a 
escada, não necessariamente todos vão relacionar as mesmas lembranças. Isso 
significa dizer que: a fotografia (e o assunto principal, a escada) não vai 
representar a mesma coisa para todos. 
Ela pode evocar lembranças traumáticas de infância (como quedas ou 
vertigens); ou servir como acesso a novas perspectivas, alcançando lugares 
mais altos; entre outras experiências individuais únicas e singulares. 
Para Kossoy, a segunda realidade da fotografia, essa teoria da imagem 
da qual falamos nesse tópico, são justamente essas representações suscitadas. 
São efeitos singulares, que vão modular a interpretação decorrentes daquela 
fotografia. 
Saiba mais 
As teorias da imagem, de modo geral, são conteúdos que se exigem mais 
leituras. Por isso, segue aqui uma indicação complementar da segunda 
realidade, proposta por Boris Kossoy. O texto chama-se “O paradigma da 
fotografia” e foi escrito em 1994. Disponível em: . Acesso em: 7 ago. 2023. 
 
 
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TEMA 4 – TEORIA DE HENRI CARTIER-BRESSON 
Henri Cartier-Bresson foi um fotógrafo francês considerado um dos mais 
importantes na história da fotografia e o pai do fotojornalismo. Ele é reconhecido 
por seu trabalho retratando momentos espontâneos e significativos da vida 
cotidiana, criando narrativas visuais que refletiam a essência do momento 
capturado. 
Além disso, foi cofundador da Magnum Photos: Cartier-Bresson foi um 
dos cofundadores da Magnum Photos, uma das mais influentes e respeitadas 
agências de fotografia do mundo, que reúne fotógrafos renomados que 
trabalham em prol da fotografia documental. 
Boa parte de suas fotos tem o que ele nomeou — e desenvolveu como 
conceito e prática — de momento decisivo. Esse conceito refere-se a “um 
instante no qual todos os elementos que se movem ficam em equilíbrio. A 
fotografia deve intervir neste instante, tornando o equilíbrio imóvel […], aquele 
instante no qual todos os elementos que se movem ficam em equilíbrio” (Cartier-
Bresson, 1952, p. 1). 
Cartier-Bresson, pela relevância de seu trabalho, influenciou gerações no 
século XX e XXI. Então vemos reflexos do momento decisivo em fotos de outros 
fotógrafos que não Cartier-Bresson, bem como podemos utilizar o conceito por 
ele desenvolvido para ler imagens, ou seja, como uma teoria da imagem, tal 
como é possível de ver na figura a seguir. 
 
Créditos: Evgeny_V/Shutterstock. 
 
 
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Nessa foto, uma bailarina dança em uma praça em São Petersburgo, na 
Rússia, e um reflexo se forma em uma poça d’água. O fotógrafo parece que 
captou um instante em que todos os elementos enquadrados, em movimento — 
e que se relacionam com o movimento — encontram equilíbrio, congelando esse 
momento e tornando-o imóvel, construindo a harmonia da cena. 
Saiba mais 
Quer conhecer o trabalho do grande fotógrafo Henri Cartier-Bresson? 
Acesse o acervo do francês disponibilizado pela Agência Magnum. Disponível 
em: . 
Acesso em: 7 ago. 2023. 
TEMA 5 – TEORIA DE ROLAND BARTHES 
Considerando os aspectos técnicos da fotografia, Barthes (2017) busca 
compreender o noema da imagem — uma palavra para definir sua essência. 
Num gesto fenomenológico, ele afirma que a essência da fotografia reside na 
conexão intrínseca com o referente, permitindo afirmar que o objeto realmente 
esteve lá. Sua essência, seu noema, é, portanto, o ‘Isto-foi’. 
A fotografia não diz (forçosamente) aquilo que já não é, mas apenas e 
de certeza aquilo que foi. Esta sutileza é decisiva. Diante de uma foto, 
a consciência não segue necessariamente a via nostálgica da 
recordação […], mas, para toda a fotografia existente no mundo, a via 
da certeza: a essência da fotografia é ratificar aquilo que representa. 
(Barthes, 2017, p. 95) 
Explorando a análise de outras características fundamentais, o escritor 
assume diretamente a perturbação que algumas imagens lhe causavam: 
algumas o tocavam profundamente, enquanto outras não. Dessa forma, ele 
identificou e nomeou duas abordagens distintas em uma fotografia: o studium e 
o punctum. 
O interesse no studium abrange a imagem como um todo, 
compreendendo sua linguagem fotográfica, contextos culturais, históricos, 
subversões, reflexões, bem como escolhas técnicas, geometria, narrativa e 
representações, tanto em aspectos diretos quanto simbólicos. O campo do 
studium poderia ser reconhecido como “uma emoção que passa pelo circuito 
razoável de uma cultura moral e política” (Barthes, 2017, p. 34). 
 
 
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O punctum se refere a algo que atravessa o observador e emana da 
imagem, envolvendo elementos da trajetória individual que afetam a forma como 
se conecta com a fotografia, indo além de sua materialidade. 
Refere-se a algo que causa feridas, deslocamento e desconforto, 
podendo não estar diretamente presente no elemento destacado na fotografia 
(como a lógica dos terços, por exemplo), configurando-se, no fim, como um 
elemento que estimula ampliação, na qual “ponho de lado todo o saber, toda a 
cultura, abstenho-me de ser um herdeiro de outroolhar” (Barthes, 2017, p. 60). 
Assim, todas as imagens fotográficas estariam investidas de studium, mas nem 
todas de punctum. 
A investida campo do punctum tem potencial de evocar a consciência 
afetiva, criando uma sobrevida da imagem, pois “é um suplemento; é aquilo que 
acrescento à foto e que, no entanto, já está lá” (Barthes, 2017, p. 65). 
Esse espaço oculto desperta o anseio além do que é revelado, persistindo 
apesar do que é mostrado. 
A fotografia é considerada um registro de um objeto real em um espaço-
tempo específico. Ela traz notícias (no sentido de mostrar) de algo que já passou, 
por meio de uma aparição viva — premissa para a melancolia da fotografia e 
expressão de sua condição paradoxal com a morte. 
Veja o caso da figura a seguir. Construída com uma linguagem fotográfica, 
obviamente com uma abordagem do studium, é estruturada para contar o ‘Isto-
foi’. Todavia, está sujeita ao elemento punctum. 
 
Créditos: Paradise studio/Shutterstock. 
 
 
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As declarações de Barthes (2017) aplicam-se a qualquer tipo de 
fotografia, pois sempre existe uma forte conexão com o referente, capturando 
um momento específico no espaço-tempo, o que requer uma compreensão de 
suas possibilidades linguísticas. 
Entendemos a linguagem fotográfica como um sistema de códigos ou 
signos para expressar ideias, cujos elementos são manipulados pelo fotógrafo. 
É importante destacar que sua natureza visual e relação com o referente sempre 
permitem alguma interpretação figurativa (inerente à imagem técnica) — um 
nível que pode variar de acordo com o envolvimento e habilidades do 
observador. 
Dois outros conceitos presentes na teoria da imagem elaborada por 
Roland Barthes (2017) são o óbvio e o obtuso. Eles contribuem para distinguir 
as diversas modalidades de reconhecimento e interpretação dos símbolos. A 
partir do uso deles como operadores, a imagem seria marcada por dois prismas 
de leitura. 
Inicialmente, o leitor, ao realizar uma análise “inocente”, identifica os 
elementos que compõem a narrativa, iluminando a possível mensagem: é a fase 
de leitura óbvia, que envolve o reconhecimento dos componentes. 
Em seguida, ocorre a fase de leitura obtusa: o leitor decodifica os 
elementos atribuindo-lhes significados conotativos, ao desviar a leitura com base 
em seus conhecimentos culturais e incorporando a eles sua compreensão e 
interpretação fundamentadas em experiências anteriores. É nessa fase que 
surge a diversidade de interpretações da imagem de forma geral. 
TROCANDO IDEIAS 
Neste tópico, vamos trabalhar com a proposta de um Fórum. Tendo em 
vista as discussões que fizemos sobre o Momento decisivo, retome o acervo de 
Henri Cartier-Bresson e percorra-o com calma e atenção. Disponível em: 
. Acesso 
em: 7 ago. 2023. 
Feito isso, como você percebe os modos como o fotógrafo aplica o 
Momento decisivo em suas fotografias? 
Em rascunho próprio, você pode desenvolver suas impressões acerca da 
questão levantada. Bom trabalho! 
 
 
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NA PRÁTICA 
Chegou a hora de aplicar o que aprendemos. Veja a figura a seguir. 
 
Créditos: Pheelings media/Shutterstock. 
Aplique cada uma das três teorias da imagem que vimos aqui, sendo elas 
a segunda realidade (Kossoy), o momento decisivo (Cartier-Bresson) e o 
Studium/Punctum (Barthes). 
FINALIZANDO 
Aprendemos sobre teorias das imagens e como elas auxiliam na 
sistematização da geração de sentido das fotografias em nossa sociedade. 
Estudamos o processo de geração de sentido e o conceito de teorias da imagem. 
Além disso, trabalhamos com três teorias, de forma conceitual e aplicada, 
desenvolvidas por Boris Kossoy, Henri Cartier-Bresson e Roland Barthes. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BAITELLO JR., N.; KLEIN, A. Teorias da Imagem. In: CITELLI, A. et al. (Orgs.). 
Dicionário de Comunicação: escolas, teorias e autores. São Paulo: Contexto, 
2014. p. 484-493. 
BARTHES, R. A câmara clara: nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Edições 
70, 2017. 
CARTIER-BRESSON, H. The Decisive Moment. Tradução livre e informal de 
Paulo Thiago Mello. New York, 1952. Disponível em: 
. Acesso em : 7 ago. 2023. 
KOSSOY, B. Realidades e ficções na trama fotográfica. Cotia: Ateliê Editorial, 
1999. 
 
	CONVERSA INICIAL
	CONTEXTUALIZANDO
	TEMA 1 – GERAÇÃO DE SENTIDO
	TEMA 2 – TEORIAS DA IMAGEM
	TEMA 3 – TEORIA DE BORIS KOSSOY
	TEMA 4 – TEORIA DE HENRI CARTIER-BRESSON
	TEMA 5 – TEORIA DE ROLAND BARTHES
	TROCANDO IDEIAS
	NA PRÁTICA
	FINALIZANDO
	REFERÊNCIAS