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369RFO, Passo Fundo, v. 21, n. 3, p. 369-373, set./dez. 2016 * Especialista em Prótese Dentária pela AORP. Mestre e doutor em Reabilitação Oral pela FORP-USP. Docente da Faculdade de Odontologia de Rio Verde, Universidade de Rio Verde (FORV/UniRV), Rio Verde, GO, Brasil. ** Doutoranda em Ciências da Saúde na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, FMRP/USP. Docente da Faculdade de Odontologia de Rio Verde, Universidade de Rio Verde (FORV/UniRV), Rio Verde, GO, Brasil. *** Dermatologista pelo Hospital das Clínicas e Clínica Dermatológica de Strasbourg, França. http://dx.doi.org/10.5335/rfo.v21i3.6430 Celulite facial em lábio inferior oriunda de acne inflamada: relato de caso Facial cellulitis in lower lip caused by inflamed acne: case report Marcelo Bighetti Toniollo* Andrea Sayuri Silveira Dias Terada** Enzo Melchior Junior*** Introdução: a celulite facial é a difusão de processo in- flamatório por planos subcutâneos em tecidos moles, podendo ter sua etiologia oriunda de variados fatores, sendo, dentre eles, a origem odontogênica a mais co- mumente encontrada. Entretanto, a celulite facial pode também estar relacionada a causas menos comuns, como processos infecciosos de origem não odontogê- nica. Objetivo: o presente relato de caso vem a elu- cidar o início de um processo infeccioso gerado por acne inflamada na borda inferior do lábio, a qual foi a porta de entrada para bactérias, o que gerou a difu- são do processo inflamatório para planos subcutâne- os e originou uma celulite facial. Relato de caso: pelo fato de não haver agente causal específico, como as originadas por causa odontogênica, foi estabelecido tratamento com antibióticoterapia de amplo espectro, associado à meticulosa higienização e terapia com ca- lor, a fim de induzir abscedação espontânea. Exames específicos laboratoriais também foram solicitados para maior segurança e diagnóstico preciso do profissional. A evolução do caso transcorreu em oito dias, de for- ma rápida e aguda, principalmente nos primeiros cinco dias. Considerações finais: conforme relatado no caso, a interação entre o cirurgião-dentista e o médico bem como a presença da interdisciplinaridade foram fatores fundamentais no tratamento como um todo e para a resolução do caso de forma satisfatória, uma vez que a ocorrência de celulite facial nessa área não é geralmen- te presenciada. Palavras-chave: Celulite facial. Drenagem. Infecção. Lábio inferior. Introdução A celulite facial é um processo inflamatório agudo difuso nos tecidos subcutâneos. Trata-se de uma espécie de abscesso que não drena via extra ou intrabucal, o que gera aumento de volume pela sua difusão através dos planos faciais dos tecidos moles1. Geralmente, é causada por bactérias do tipo estreptococos ou estafilococos, as quais se infiltram nas camadas subcutâneas por possíveis portas de entrada2. Quando tal infecção evolui e toma forma de Angina de Ludwig, Trombose do Seio Cavernoso, Mediastinite ou mesmo se aproxima das meninges e do cérebro, o paciente corre riscos mais elevados, podendo gerar septicemia e chegar à morte1,3,4. É sabido que pacientes imunodeprimidos, alco- ólatras e/ou diabéticos apresentam maior suscepti- bilidade a variadas doenças e infecções, inclusive à celulite facial e suas complicações, que tem maior incidência em crianças e adultos jovens5,6. Além dis- so, dependendo da área afetada pela celulite facial, os tecidos loco-regionais apresentam dilatação e ex- tensão variadas, de acordo com a resistência mus- cular e do tecido ósseo7,8. Variados são os casos de relato de celulite facial associados à origem odontogênica, causa mais co- mum1,6. No entanto, tal inflamação pode advir de outras fontes, correlatas ou distintas, tais como: foco de infecção dentária, como cáries ou periodon- tites, infecção em procedimentos cirúrgicos, cortes e RFO, Passo Fundo, v. 21, n. 3, p. 369-373, set./dez. 2016370 machucados em geral, arranhões e até mesmo, po- rém de forma menos frequente, acnes inflamadas9. Independentemente do tipo de porta de entrada para a infecção, os sintomas são os mesmos: verme- lhidão, inchaço e elevação de temperatura local ou febre. O problema também pode levar à formação de grande coleção purulenta e, em caso mais avançado, absceder de forma espontânea. A avaliação clínica do caso é de fundamental importância para o correto diagnóstico. Em casos de maiores proporções, é necessário analisar os si- nais vitais do paciente, como temperatura corporal, pressão arterial, frequ ência cardíaca e respiratória. A inspeção e a palpação na região são fundamen- tais, assim como a avaliação da eventual presença de trismo, dispneia, sialorreia, disfagia e disfonia. Associados a isso, estão os exames por imagem para avaliação do complexo maxilomandibular, a locali- zação do agente causador da infecção e o planeja- mento da eventual cirurgia10. E, também, os exa- mes laboratoriais são importantes auxiliares para a melhor conduta, devendo sempre estar disponível o hemograma para análise geral da série vermelha e branca11. O tratamento típico utilizado para casos de celu- lite facial é a antibióticoterapia, associada à terapia com calor, além da eliminação do foco de infecção e eventual incisão e drenagem na área afetada. Além disso, em casos mais graves, a internação é necessá- ria, além de tratamento com corticosteroides6. A prevenção é por meio de cuidados básicos de higiene, tanto intrabucais como extraorais. Para isso, a consulta rotineira ao cirurgião-dentista se faz imprescindível, além de atenção a qualquer tipo de alteração tecidual. Também, o ato de apertar espi- nhas é risco potencial para originar a celulite facial. Dessa forma, a interação bem ajustada entre profis- sionais da área da saúde, como o cirurgião-dentista e o médico, é fundamental para o adequado desfe- cho do caso, já que pode haver variação por parte do paciente em procurar um ou outro profissional. No presente caso clínico, é apresentada a ocor- rência de celulite facial no lábio inferior oriunda, provavelmente, de uma acne inflamada, a qual foi a via de entrada das bactérias para os tecidos sub- cutâneos. Relato de caso Paciente do gênero masculino, 29 anos de ida- de, compareceu ao profissional cirurgião-dentista com relato de certo inchaço e desconforto no lábio inferior (Figura 1, T0). No exame clínico, foi obser- vada, na área central da borda inferior do lábio, le- são semelhante a uma espinha infeccionada. Houve relato do paciente de tentativa de expelir uma acne naquela área dias antes. No exame clínico, também foi notado relativo edemaciamento da região central do lábio inferior, de consistência firme e com regis- tro de leve dor ao ser pressionado. O profissional cirurgião-dentista optou pelo encaminhamento ao médico dermatologista, uma vez suspeitada a pos- sibilidade de celulite facial. Sob análise do médico dermatologista, no mes- mo T0, foram solicitados exames laboratoriais (He- mograma, Antiestreptolisina O e Proteína C Reati- va) e iniciada antibióticoterapia imediata com Cefa- lexina 500mg, de 8 em 8 horas, por 10 dias, sendo solicitado retorno após 3 dias. A evolução nos 3 dias subsequentes foi de abrup- ta piora do quadro clínico (Figura 1, T1 e T3), com piora na capacidade de fala e maior sensibilidade dolorosa ao tato. Na consulta de retorno, foi reali- zado novo exame clínico, mas optou-se em manter a mesma terapia, acrescentando o uso de um regene- rador labial a base de dexpantenol e vitamina E, a fim de evitar ressecamento labial. No quarto dia após T0 (Figura 1, T4), o caso apresentou-se em seu pico de evolução. O lábio infe- rior estava altamente edemaciado e desconfigurado, já com áreas de nítidas formações purulentas intra- dérmicas. A sensibilidade dolorosa ao tato era alta, com queixa de dificuldade da fala e em se alimentar. Apesar de o lábio inferior ainda estar todo incha- do, notou-se o início de certa concentração purulen- ta intradérmica, aparentandouma organização do processo infeccioso. Na transição entre o quarto para o quinto dia após T0, tendo sido feita, frequentemente, a terapia com calor, notou-se dois pontos de drenagem, um na parte superior do lábio inferior (local de aparente concentração purulenta intradérmica) e outro na parte central inferior do lábio inferior (local referen- te à espinha inflamada, provável porta de entrada da infecção) (Figura 1, T5). O paciente relatou que, no momento da compressa térmica, e sob leve pres- são, havia expulsão bastante evidente de coleção purulenta com sangue. Foi mantida a mesma terapia medicamentosa e, nos 3 dias subsequentes (Figura 1, T6, T7 e T8), foi observada gradativa melhora. O antibiótico foi mantido até completar os 10 dias estipulados ini- cialmente. A total e completa melhora do quadro, com ausência total de sensibilidade dolorosa e volta da consistência normal do lábio inferior, foi regis- trada após 30 dias de T0. Os resultados dos exames solicitados foram nor- mais para o Hemograma e para a Antiestreptolisina O, no entanto, para a Proteína C Reativa o resulta- do deu alterado, o que evidencia a presença de in- fecção no organismo, porém de origem diferente do grupo dos estreptococos (Tabela 1). 371RFO, Passo Fundo, v. 21, n. 3, p. 369-373, set./dez. 2016 T0 a T8, sendo T0 (procura ao profissional e aspecto inicial), T1 a T3 (3 dias subsequentes a T0 com abrupta piora), T4 (pico de evolução, 4 dias após T0), T5 (ponto de drenagem, 5 dias após T0), T6 a T8 (gradativa melhora com expulsão da coleção purulenta e retardo do inchaço, de 6 até 8 dias após T0). Figura 1 – Evolução clínica geral do caso Tabela 1 – Exames solicitados, valores de referência e resultados obtidos Exames Valor de referência Resultado Antiestreptolisina O Proteína C Reativa Até 200 UI/mL Até 6 mg/L 32 UI/mL 22.8 mg/L Hemograma Eritrócitos 4.5 a 5.5 milhões/mm3 4.95 milhões/mm3 Hemoglobina 14 a 18 g/dl 14.6 g/dl Vol. Globular 40 a 52% 44.4% VGM 82 a 92 n 89.7 n HGM 27 a 31 pg 29.5 pg CHGM 32 a 36 g/dl 32.9 g/dl RDW – CV 11 a 15% 12.4% Leucócitos 4.300 a 10.000 /mm3 4.850 /mm3 Neutrófilos 1.076 a 7.300 /mm3 2.842 /mm3 Eosinófilos 60 a 700 /mm3 39 /mm3 Basófilos 0 a 200 /mm3 29 /mm3 Monócitos 86 a 1.200 /mm3 558 /mm3 Linfócitos 1.000 a 5.2000 /mm3 1.382 /mm3 Linfócitos atípicos 0 /mm3 0 /mm3 Plasmócitos 0 /mm3 0 /mm3 Plaquetas 120.000 a 420.000 /mm3 271.000 /mm3 RFO, Passo Fundo, v. 21, n. 3, p. 369-373, set./dez. 2016372 Discussão As celulites faciais são infecções graves de ca- racterísticas agu das, com rápida progressão (2 a 4 dias), localização difusa, ausência de secreção pu- rulenta, em alguns casos, consistência endurecida, área hiperêmica e causada por bactérias mistas, apresentando potencial risco à saúde do indivíduo1. Diferentes trabalhos já apresentaram situa- ções de infecções graves de origem dentária, que culmina ram em infecções graves. Uma vez consta- tada origem odontogênica e abscesso dentoalveo- lar, deve-se tentar, inicialmente, a preservação do elemento dental e adequação do meio bucal, mas, quando não for possível, a exodontia do elemento envolvido deve ser realizada. A eliminação do fator causador permite melhora dos sinais e sintomas do quadro de infecção, e a drenagem da coleção puru- lenta também é recomendada1,9. Porém, quando se trata de celulite facial sem origem dentária, como foi o caso relatado na pre- sente pesquisa, adequação do meio e extrações não se justificam. Como relatado, outras vias de infec- ção são totalmente possíveis, e a acne ou espinha infeccionada pode gerar uma infecção local que se dissemina nos planos subcutâneos. Quando tal fato ocorre em área de tecido mole vascular frouxo, tal como no lábio inferior, o edema se torna bastante evidente devido à maior flacidez do local, o que gera uma evolução extremamente rá- pida do caso e consequente incômodo ao paciente. Caso haja geração de abscesso e drenagem es- pontânea, estando o paciente coberto por terapia medicamentosa, a resolução do caso, geralmente, é feita de forma mais acelerada, tal como ocorreu no presente caso. Os exames laboratoriais também são capazes de nortear a decisão do profissional por qual conduta tomar. Por isso, exames como Hemograma, Proteína C Reativa (substância presente no sangue que indica inflamação ou infecção no organismo) e Antiestreptolisina O (indicador de infecções estrep- tocócicas) são fundamentais para a correta conduta do caso. No relato em questão, em que este último exame não apresentou alterações, imagina-se que a infecção teria origem microbiológica por estafiloco- cos (Tabela 1). Por isso, é importante também que se opte por tratamento com antibióticos de largo es- pectro. Azenha et al.1 (2012) relatam que a antibióti- coterapia é uma grande aliada no tratamento das infecções faciais, porém, tem papel coadjuvante no tratamento, pois deve sempre ser associada à dre- nagem e à remoção da causa. Os autores ainda afir- mam que a simples administração não causa efeito algum, podendo, em alguns casos, exacerbar e in- tensificar a gravidade da infecção após o período de administração. No entanto, é notório que a afirmação desses autores se justifica em casos de celulite facial com origem etiológica definida, como a odontogênica, em que há um agente causal específico. Entretanto, casos como o relatado no presente artigo, em que houve uma via de entrada definida (acne inflama- da), porém, não há agente etiológico possível de ser removido, é indicada, sim, apenas a correta higie- nização acompanhada da antibióticoterapia, que pode ser bem sucedida, como citado por Calzadilla12 (1997). O acompanhamento da evolução do caso de forma criteriosa e cautelosa é também imprescin- dível. Fato é que o profissional envolvido deve estar atento à evolução do caso, munido de todos os exa- mes necessários e informado da forma mais viável e eficaz para tratamento do caso. Além disso, é de suma importância a interdisciplinaridade entre os profissionais, tanto da área odontológica quanto da médica, já que, muitas vezes, o paciente procu- ra pelo profissional que lhe gera maior confiança, mas não necessariamente sua área de atuação será a mais adequada para resolução do caso. Conclusões As celulites faciais são infecções graves que, se não corretamente tratadas, podem gerar complica- ções indesejadas. Em casos de origem definida, em que há agente causal determinado, faz-se necessá- ria sua remoção, associada à drenagem e à antibió- ticoterapia. Já em casos como o relatado neste tra- balho, em que não há fator etiológico a ser removido, o acompanhamento associado à antibióticoterapia é fundamental, junto de meticulosa higienização da área afetada. É importante ressaltar que, além do correto exame clínico, é fundamental o diagnóstico por meio de exames de imagem e/ou exames labora- toriais, para uma correta análise microbiológica e um tratamento direcionado. Abstract Introduction: facial cellulitis is the diffusion of inflam- matory process by subcutaneous planes in soft tissues; its etiology potentially comes from several factors and the odontogenic origin is the one most commonly found. However, facial cellulitis may also be related to less common causes, such as infectious processes from non-odontogenic origin. Objective: the present case report clarifies the beginning of an infectious process generated by inflamed acne lesions on the lower lip border, which was the gateway to bacteria, producing the diffusion of inflammatory process to subcutaneous planes and originating facial cellulitis. Case report: be- cause there is no specific causal agent such as those produced by odontogenic causes, the treatment with broad-spectrum antibiotic therapy has been established, associated with meticulous hygiene and heat therapy to induce spontaneous abscessation. Specific laboratory tests were also requested for higher safety and accurate diagnosis of the professional. The evolutionof the case 373RFO, Passo Fundo, v. 21, n. 3, p. 369-373, set./dez. 2016 occurred in the course of 8 days, quickly and acutely, especially in the first 5 days. Final considerations: as reported in the case, the intimate interaction between the dentist and the physician, and the presence of inter- disciplinarity were fundamental factors in the treatment as a whole to solve the case satisfactorily, considering the occurrence of facial cellulitis in such areas are not usually witnessed. Keywords: Facial cellulitis. Drainage. Infection. Lower lip. Referências 1. Azenha MR, de Lacerda AS, Bim AL, Caliente R, Guzman S. Celulite facial de origem odontogênica. Apresentação de 5 casos. Rev Cir Traumatol Buco-Maxilo-Fac Camaragibe 2012; 12(3):41-8. 2. Calzadilla O. Diagnóstico y tratamiento de la celulitis facial odontódena. Act Odont Venez 2001; 39:1-10. 3. Dice W, Pryor EJ, Kilpatrick W. Facial cellulitis following dental injury in child. Ann Emerg Med 1982; 11:541-5. 4. Schusterman S. Pediatric dental update. Pediatr Rev 1994; 15:311-8. 5. Hodges T, Cohen DA, Deck D. Odontogenic sinus tracts. Am Fam Psysician 1989; 40:113-6. 6. 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