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FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE-FAVENI
LUCIANA DOS SANTOS MIRANDA
GESTÃO EM SEGURANÇA PUBLICA
PATRULHA ESCOLAR
SEGURANÇA PUBLICA E SUAS FORMAS DE GESTÃO
LONDRINA – PR 2020
LUCIANA DOS SANTOS MIRANDA
PATRULHA ESCOLAR
SEGURANÇA PUBLICA E SUAS FORMAS DE GESTÃO
Trabalho de Graduação apresentado ao Conselho do Curso de Pós-Graduação em Gestão em Segurança Pública a Faculdade Venda Nova do Imigrante-FAVENI, como parte dos requisitos para obtenção do diploma de Graduação Gestão Comercial.
Orientadora: Profa. Liliane Soares Silva 
LONDRINA – PR 2020
RESUMO
A realização do presente estudo em sua pesquisa abrangera de forma conteudistas e informativa o processo existente sobre a patrulha escolar no contexto da segurança publica e suas formas de gestão, direcionando conhecimento, com intuito de propiciar informações, sentido e senso critico a sociedade. Na execução propõe-se a discutir as políticas de segurança pública pela perspectiva da gestão pública, destacando, para tanto importantes aspectos sobre o tema, buscando analisar e fazer uma compreensão sobre a segurança na figura da patrulha escolar. O trabalho abordara o processo histórico do referido tema, trazendo a abrangência do cenário atual, assim compactuando desde o principio da existência, terá forma de conceituar, descrever, ponderar e informar sobre formas, métodos e desenvolvimentos, no ambiente que o mesmo se caracteriza e se classifica de sua existência. Assim se realizara sobre metodologia de pesquisa de revisão bibliográfica, descreve como ponto objetivo demonstrar todo conhecimento sobre o tema, justificando seu processo de execução e concluirá sobre os conteúdos aqui demonstrados e pesquisados.
Palavras-chave: Escolar. Gestão. Patrulha. Pública. Segurança. 
1. INTRODUÇÃO
Inicialmente apresentar a dinâmica político-administrativa das políticas de segurança pública no Brasil e promover o debate a respeito dos desafios apresentados para seu fortalecimento e consolidação, tratando de questões ideológicas e operacionais presentes no cotidiano, Segurança Pública pode ser compreendida como a estabilidade de expectativas com relação à ordem pública englobando o aspecto social-cooperativo. (SAPORI, 2007).
Partindo do ponto de vista de que o lançamento do primeiro Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP) em 2000, justamente por ter sido apresentado como resposta reativa a um episódio de violência de grande repercussão nacional, era um documento político do que estratégico.
A sensação de insegurança é reforçada pelo distanciamento entre os cidadãos e politicas de segurança, em forma de rompimento das relações verticais de comunicação, com o abandono dos espaços sociais e pela constante desconfiança dos cidadãos, uns em relação aos outros e destes com as instituições oficiais, instituições que se tem mostrado incapazes de responder aos anseios da população de desfrutar uma maior qualidade de vida, idealizada através do conceito de segurança. (VELOSO, 2008).
Segurança Pública, assim sendo, não é uma atividade exclusiva do Estado e sim da sociedade em seu conjunto, compreendendo por uma condição de percepção e sensação por parte do elemento social, as bases da criminalidade e a violência são vistas como fenômenos sócio-político-histórico-culturais, e não como patologias, desta maneira assim a sensação de insegurança pode ser reduzida, porém, jamais totalmente eliminada do meio social já que a criminalidade é um fenômeno social. 
O processo de formação e busca ao combate à criminalidade através de leis com penas severas, prisões, e maior número de policiais está defasada. Esta deve ser combatida através da aliança entre poder público e sociedade civil dimensionando os riscos e traçando os objetivos que se almejam alcançar, influência que esta exerce sobre os cidadãos e classificá-los determinando prioridades claras e objetivas ao combate. (BEATO, 2008).
A verdade é que a população necessita conhecer mais profundamente o trabalho de profissionais de segurança que treinam exaustivamente e se arriscam por pessoas que nem conhecem, para os cidadãos e a sociedade de forma geral, além do Poder Público prover assistencialismo na saúde e na educação, tem que promover também serviços que garantam o bem estar social, garantam a integridade física das pessoas e protejam seus patrimônios.
1.1 Problema de pesquisa
A problemática que descreve a pesquisa se faz sobre a temática qua abrange a gestão em segurança publica no contexto da patrulha escolar e dos processos da segurança publica e suas formas de gestão.
1.2 Justificativa
O tema pesquisado é originário das discussões em planejamentos escolares, nos cursos de graduação, pós-graduação e mestrado e, da observação do fazer pedagógico do educador no seu cotidiano escolar, no qual se percebe a divisão entre a teoria e a prática.
A execução do trabalho apresentado busca dialogar sobre a gestão em segurança publica no contexto da patrulha escolar e dos processos da segurança publica e suas formas de gestão, medidas restaurativas que contribuam na mediação dos conflitos, atuando e se desenvolvendo com os próprios atores que formam uma sociedade.
Assim o estudo em sua realização e execução se justificou por tentar sinalizar a importância da temática orientação, pois deste modo acredita-se que os resultados avaliativos das condições, pois se remete à necessidade de sua compreensão e discussão, constituindo-se como um interessante campo de pesquisa de ações externas aos programas ou de diretrizes revogadas pelos órgãos competentes, faz-se necessária á conscientização, seriedade, comprometimento e dedicação.
2. DESENVOLVIMENTO
A criminologia contemporânea, desde os anos trinta em diante, se caracteriza pela tendência a superar as teorias patológicas da criminalidade, ou seja, aquelas que se baseiam nas características biológicas e psicológicas que diferenciariam os sujeitos ‘criminosos’ dos indivíduos ‘normais’, e na negociação do livre arbítrio mediante um rígido determinismo, assim o que se deve buscar é um elenco de medidas úteis, tendentes a confinar a criminalidade dentro de um patamar preestabelecido como objetivo atingível, e que esse patamar seja considerado aceitável pelas autoridades públicas e seja suficientemente baixo para não despertar o medo generalizado no seio da população. (SILVA, 2003). 
Assim a criminalidade não pode ser enfrentada apenas pelo sistema repressivo do Estado e sim por toda a sociedade de tal maneira que a melhoria da organização policial e do sistema prisional dentro de parâmetros democráticos e respeito aos direitos humanos, visando objetivamente diminuir os elevados índices de criminalidade. 
A variedade de crimes é bastante extensa envolvendo crimes em todos os níveis sociais, aspecto importante de salientar é que deve haver um entrosamento bem organizado dos vários órgãos que são responsáveis pelo combate a a criminalidade, como por exemplo, a polícia, o setor judiciário e legislativo, dentro deste diversificado universo da criminalidade uma coisa é certa, geralmente todos os tipos de crimes estão relacionados, direta ou indiretamente. (SAPORI, 2007).
A criminalidade brasileira é evidente que há a necessidade do desenvolvimento de políticas de segurança públicas eficazes e capazes de amenizar as diversas frentes criminais da sociedade. (SOARES, 2006, p. 39).
Dentro do contexto atual se faz importante haver a integração de toda a sociedade e não apenas de responsabilidade do governo, considerando a grande dimensão e complexidade de uma política de segurança pública do Estado, é evidente que é fundamental a contribuição da sociedade. (SILVA; CARVALHO, 2011).
2.1 Patrulha escolar e segurança publica
A patrulha escolar é uma modalidade de policiamento da Policia Militar, visando a prevenção e o combate a crimes/ato infracionais dentro das escolas e no entorno da comunidade escolar, estando suas ações alicerçadas na filosofia de polícia comunitária, criado em novembro de 1989, pelo Decreto nº11.958, com a missão de executar o policiamento ostensivo nos estabelecimentos de ensino do Distrito Federal. (VASCONCELOS, 2008)
O acionamento do patrulhamento escolar se faz por meio do número de telefone 190, sendo direcionada para o Centro Integrado de Operações Policiais (CIOP), a mesma deve ser acionada em algumas situações como: prevenção, rondas e casos de alteração na sensação de segurança.
Segundo Sapori (2007, p. 19), o seguimento do policial contemporâneo tem que ser um cidadão altamente qualificado, voltado para a defesa e garantia de seus direitos, sendo que os paradigmas contemporâneos na área da educação nos obrigam a repensar o agente educacional de forma mais includente, assim o policial na forma de patrulheiro escolar tem esse papel.
Na descrição da lei toda e qualquer unidade de ensino, mesmo que não acompanhada de forma direta e que precise do patrulhamento escolar, pode solicitar a presença dos policiais na instituição, o que tem objetivo de propagar a redução das ocorrências no perímetro escolar. Desta forma desenvolvendo a figiura policial presente na escola e com uma característica de prevenção da comunidade escolar. (BRANDÃO, 2008, p. 22).
A polícia militar no ato de policiamento comunitário, por meio do policiamento escolar, se caracteriza sendo fundamental e de suma importância para a prevenção e repressão dos atos antissociais que acometem no ambiente escolar, assim a efetivação da mediação escolar em todo o país com a participação da comunidade escolar e de um policiamento preventivo e aproximado ao cidadão da violência nas escolas. (PRADO, 2009).
Visa assim garantir a descrição das funções escolares, que por meio do policiamento preventivo se apresenta sendo uma alternativa eficaz para o combate da violência nas escolas, fazendo com que as escolas consigam, de maneira plena, trabalhar sua função social.
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de IX - Promover medidas de conscientização, de prevenção e de combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying), no âmbito das escolas;
X - Estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz nas escolas. (BRASIL, 2018, p. 09)
Art. 42. Aplica-se esta Lei, no que couber, às outras formas consensuais de resolução de conflitos, tais como mediações comunitárias e escolares, e àquelas levadas a efeito nas serventias extrajudiciais, desde que no âmbito de suas competências. (BRASIL, 2015, p. 30)
A descrição se faz sobre onde que cada escola tem sua realidade, é importante a análise dos gestores para que se defina se é possível a utilização da mediação em sua escola, onde que dentro da legalidade, tem autonomia para decidirem o alcance da mediação.
No Brasil, as experiências de mediação escolar são mais isoladas ainda, pois pouco se conhece se informa e se propicia ao desenvolvimento, assim se descreve a necessidade de forma ativa no quesito da participação da comunidade e a mediação de conflitos. (MATIAS, 2008).
2.2 Política de plano nacional de segurança pública
A proposta do Plano Nacional de Segurança Pública lançada pelo Governo Federal pretende mirar na integração, coordenação e cooperação entre governo federal, estados e sociedade, pontos principais da proposta, está a modernização do sistema penitenciário e o combate integrado às organizações criminosas, a diminuição de homicídios dolosos e o combate integrado ao tráfico de drogas e armas, assim tudo será realizado em conjunto para que a União possa auxiliar na obtenção desses objetivos. (BEATO, 2008).
O plano, no entanto, não fixava os recursos nem as metas para ações. “Ao mesmo tempo, não estavam estabelecidos quais seriam os mecanismos de gestão, acompanhamento e avaliação do plano” (SALLA, 2003, p. 22). 
O fator segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, exige o trabalho conjunto de todos os entes federativos, no sentido da implementação de políticas para a manutenção da ordem pública, garantia da incolumidade das pessoas, preservação do patrimônio e o enfrentamento à criminalidade, se deve produzir condições objetivas para o acesso, por parte dos cidadãos, à prerrogativa constitucional indisponível de direito à segurança pública. (LIMA, 2006).
Pontos determinantes: seguintes princípios: 
· Respeito á ordem jurídica, direitos e garantias individuais e coletivas; 
· Valorização e proteção dos profissionais de segurança pública; 
· Garantia dos direitos humanos e proteção dos direitos fundamentais; 
· Integração, cooperação e respeito ao pacto federativo; eficiência na prevenção e no enfrentamento à criminalidade e à violência; 
· Resolução pacífica de conflitos uso diferenciado da força; 
· Proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente; 
· Participação da sociedade e transparência e publicidade; 
· Promoção da produção de conhecimento sobre a segurança pública; 
O plano deverá promover a melhora da qualidade da gestão das políticas sobre segurança pública, contribuindo para a organização e assegurando a produção de conhecimento, deverá conter as ações, os resultados esperados e os respectivos indicadores necessários para a implementação desta Política no enfrentamento à criminalidade e à violência, as metas para a implementação desta Política serão estabelecidas no Plano Nacional de Segurança Pública, a ser consolidado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. (PRADO, 2009).
Diversas são as formas da criminalidade e suas peculiaridades mudam conforme os aspectos específicos das regiões do país e dos estados, sendo que o Brasil um país muito grande de dimensões territoriais e grandes centros urbanos pode-se deduzir que as manifestações de violência são muitas, de diferentes formas e aspectos.
Assim a necessidade de consolidação de um sistema de segurança pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, a implementação e o acompanhamento das políticas, programas e projetos de segurança pública, Decreto nº 9150, de 04 de setembro de 2017. 
Analisando os dados dos principais índices de violência no Brasil, os crimes que mais se destacam são o tráfico de armas e drogas, sendo que existem diversas outras formas, desde a violência doméstica até crimes de maior gravidade, em mais de 60% dos casos observados, nas pesquisas e nos diversos levantamentos realizados no país, quem perpetra a violência é conhecido da vítima, assim se apresenta uma necessidade urgente de melhorar a implantação de políticas específicas para atender a segurança pública da sociedade. (MATIAS, 2008).
Esta consistência e observações de eficiência dependem diretamente do conhecimento de cada bairro, região da cidade, praça ou rua, assim analisar a violência, significa ir bem mais além, preciso atacar as causas fundamentais que produzem ou estimulam o surgimento dos ditos pessoas à margem da sociedade. (SOARES, 2006, p. 01).
No Brasil, a reconstrução da sociedade e do Estado democráticos, após 20 anos do regime autoritário, não foi suficientemente profunda para conter o arbítrio das agências responsáveis pelo controle da ordem pública, sistema de segurança público brasileiro atual que é baseado na Constituição Federal de 1988 demonstra ter um compromisso legal com a segurança individual e coletiva.
Necessário direcionar o olhar para as transformações profundas da nossa sociedade, exige o nosso comprometimento em favor das mudanças estruturais da sociedade na direção de mais igualdade ou da inclusão social, onde a solução definitiva seria construirmos uma sociedade que acolha todos os indivíduos, dando-lhes oportunidades de vida digna desde o seu nascimento. (LIMA, 2006).
2.3 Gestão em segurança pública
A importância da eficiência e eficácia na gestão pública tem como vertente o desenvolvimento social que afeta diretamente a sociedade como um todo, contribuindo na melhoria dos serviços públicos prestados a sociedade.
[…] liderança é a capacidade de inspirar, motivar e movimentar pessoas a atingirem e superarem suas metas, ultrapassandoaquilo que aparentava serem seus limites. É a habilidade de tornar a visão do futuro clara e atraente para todos. Finalmente, é a qualidade de inspirar confiança ‘cega’, nos seus seguidores (DINIZ, 2004, p. 21).
Segundo Lima (2006, p. 39), gestão pública é focada em resultados e orientada para o cidadão. A melhoria da qualidade ofertada pelos serviços públicos também é de responsabilidade da gestão pública que deve sempre estar elencada para uma devida contribuição à competitividade do país.
Dentro de uma gestão pública clara e objetiva não se pode esquecer a capacidade de se atentar e permanecer no posicionamento da organização planejada, para que assim, a missão possa ser cumprida, que neste caso primordial é o desenvolvimento da cidade em benefício ao povo que nela reside. (MATIAS, 2008).
Na gestão pública o princípio da eficiência como veículo de desenvolvimento esta relacionado juntamente com o impacto social, que procura identificar os efeitos produzidos sobre uma população, pública e mais estrutural, pesquisa mais estruturas e conteúdos mais clássicos ligados à administração geral. (PRADO, 2009).
Na teoria, a distinção entre os dois é que o termo gestão pública inclui práticas contemporâneas, além dos aprendizados ligados ao ato de administrar, como empreendedorismo e busca por eficiência, o que faz com que a diferenciação não seja tão evidente, na prática, já na realidade, os profissionais formados em cada um deles têm um escopo de atuação bem similar, basicamente parecidas. 
Métodos e ações que buscam eficiência, efetividade e produtividade, na esfera pública, com auxílio de técnicas e orientações já utilizadas na gestão empresarial, ou seja, governança corporativa como base para se criar a governança pública. (MATIAS PEREIRA, 2008, p. 30).
A gestão pública constitui, também, um conjunto de mecanismos através dos quais investidores de outros setores, incluindo impostos pagos por cidadãos, protegem-se contra desvios de ativos por indivíduos que têm poder de influenciar ou tomar decisões em nome do que se acredita e administrada, para obtenção de informações sobre o que leva à ausência de transparência no momento que o orçamento participativo é aplicado, bem como, o desinteresse por parte da população. (PRADO, 2009).
Sendo os princípios constitucionais da legalidade e da eficiência na prática diária do gestor público, é necessário que antes se possa determinar o conceito de governança e descrever a importância desta para a Administração Pública, pois, muitos aspectos da governança estão ligados aos princípios constitucionais da administração pública.
A sistematicidade constitucional é mais que a soma das regras. Com oi devido cuidado, mister considerar que um dos maiores males da gestão pública brasileira consiste em tomar como irrelevante o juízo do agente público, como se se tratasse de robótico aparato de subsunção. Não, o agente público é subjetivamente responsável; logo, não pode ser extraviada a sua humanidade, na lembrança de que também precisa ser guardião da Constituição e dos seus objetivos fundamentais. (LIMA, 2006).
Em outro dizer, inaceitáveis a indiferença e a recusa da importância do julgamento, causas de “banalidade do mal”, bem apontadas por Hannah Arendt. Não deve fazer, pois leitura distorcida do princípio da legalidade, que inviabiliza a resistência motivada com procedimentos próprios. (DA SILVA, 2015, p. 30).
A ideia de obediência, por mais reflexiva que pareça, às vezes está em conúbio com o servilismo. Ainda convém evocar Hannah Arendt, Muito seria ganho se pudéssemos eliminar essa perniciosa palavra, obediência poderíamos recuperar um pouco de autoconfiança e até orgulho, isto é, recuperar o que os tempos antigos chamavam de dignidade ou honra do homem: não talvez a humanidade, status do ser humano. (BEATO, 2008).
As informações sobre a criminalidade são de fato muito importante, não apenas para auxiliar os órgãos executivos de segurança, mas também, para viabilizar o desenvolvimento de políticas de segurança pública, percebe-se que o foco central consiste na conscientização de toda a sociedade a respeito da importância e urgência das inovações pertinentes a segurança pública nacional. (VELOSO, 2008, p. 14).
Desta forma capacita para o planejamento, gestão, operação e controle da segurança privada e patrimonial, a partir de modernas técnicas de gestão e cumprimento das ações em segurança reguladas pelo universo jurídico, Segurança Pública prepara o profissional para lidar com situações complexas, riscos e conflitos de forma a promover a paz, respeitando os direitos humanos. 
3. METODOLOGIA DE PESQUISA
A execução da pesquisa se iniciou com o levantamento bibliográfico sobre o tema, que consiste em uma analise de fonte de dados, onde se explora artigos, livros, revistas, e sites especializados, dados e notícias atualizadas com o intuito de se obter maior conhecimento sobre o tema, em forma de auxilio ao desenvolvimento e ao estabelecimento dos objetivos.
Deste modo os métodos de pesquisa qualitativa se fazem voltados á auxiliar o processo de pesquisa, sobre a forma de compreender pessoas e seus contextos sociais, culturais e institucionais, assim orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir um novo tipo de enfoque para o assunto.
A pesquisa classifica-se como descritiva, por tratar de descrever as características e classificações existentes sobre, buscando demonstrar, os fatos são observados, registrados e interpretados, sem que o pesquisador interfira, no sentido de descrever características de uma determinada população, estabelecendo relações entre variáveis.
Desta forma a pesquisa obteve o levantamento na forma de revisão bibliográfica sobre o tema abordado, que permitiu utilizar se de fontes de dados, podendo assim direcionar conhecimento e informações sobre a temática de forma clara e direta.
No processo de execução e produção dos conteúdos a forma metodológica utilizada no processo de execução do projeto será na forma de revisão bibliográfica de conteúdo, onde deste modo abrangera processos históricos e atuais que remetem estudos sobre a temática descrita.
4. CONCLUSÃO
Conclui-se que existem visões divergentes sobre estas causas, o que determina as estratégias políticas adotadas para a solução do problema, buscando compreender as causas e propor soluções para a violência em nosso país, sendo que a solução definitiva do problema, consequentemente, também é social e precisa da participação da sociedade.
Assim fazer com que de forma clara e objetiva se tenha participação e faça-se estimular e facilitar a participação da sociedade, promovendo campanhas e audiências públicas, periodicamente, com a presença de cidadãos, especialistas em segurança pública, representantes da sociedade civil e do Ministério Público, para a apresentação das propostas governamentais, captação de sugestões populares. 
Assim fica claro que se procurou evidenciar que a eficácia da relação social dentro da comunidade depende da confiança da sociedade, ficando claro que todas as pessoas são iguais em direitos e deveres e veda qualquer forma de distinção. 
Desta maneira chegamos a conclusão de que a eficiência dos serviços de segurança pública pode ser controlada judicialmente, com o uso de razoabilidade e proporcionalidade, para que o Poder Público proceda à adequada prestação do serviço de segurança pública e atenda às necessidades do cidadão e da sociedade. 
A violência algo que deve ser encarada como algo que está sempre presente na vida, no cotidiano diário da sociedade, sendo ela existente por inúmeros fatores, a solução de problemas de segurança pública não está afeta unicamente às polícias, mas a todos os segmentos da sociedade precisam estar envolvidos e se envolverem nas questões tendo a consciência de sua importância no processo de mudança. 
REFERÊNCIAS
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BRASIL. LEI nº 9.307, de 23 de setembro de 1996. Dispõe sobre a arbitragem. Disponível em:.Acesso em: 25/10/2018.
BRASIL. LEI nº 13.105, de 16 de março de 2015. Institui o Código de Processo Civil. Disponível em:. Acesso em: 25/10/2018.
BRASIL. LEI Nº 13.140, de 26 de junho de 2015.. Dispõe sobre a mediação. Disponível em:. Acesso em: 25/10/2017
BEATO, Claudio. Compreendendo e avaliando: projetos de segurança pública. Minas Gerais: Editora UFMG, 2008. 
DA SILVA, Jorge. Segurança pública e polícia: criminologia crítica aplicada. Rio de Janeiro – 2015. 
LIMA, Paulo Daniel Barreto. Excelência em Gestão Pública. Recife: Fórum Nacional de Qualidade, 2006.
MATIAS-PEREIRA, José. Curso de Administração Pública: foco nas instituições e ações governamentais. São Paulo. Atlas, 2008.
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA - DECRETO Nº N.NNN, DE DD DE MÊS DE 2018. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição.
PRADO, M. A. (2009,). Segurança Pública e o Estudo de indicadores urbanos: Diagnóstico para gestão contemporânea de polícia ostensiva. 01 (1). São Paulo: CAES/PMES.
POLÍTICA E SEGURANÇA PÚBLICA: uma vontade de sujeição. Rio de Janeiro: Contraponto, 2009. Janeiro: Forense, 2003. p. 638.
SAPORI, L. F. Segurança pública no Brasil: desafios e perspectivas. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2007. 
SOARES, Luiz Eduardo. Legalidade libertária. Rio de Janeiro: Lumen Júris, 2006.
VASCONCELOS, Carlos Eduardo. Mediação de conflitos e práticas restaurativas, São Paulo, Editora Método, 2008.
VELOSO, F.; FERREIRA, S. G. (orgs.). É possível: gestão da segurança pública e redução da violência. Rio de Janeiro, Contracapa, 2008. 
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