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Tecnicas cirurgicas
Indicações para a extração dentária
Cáries
Necrose pulpar
Doença periodontal
Razões ortodônticas
Dentes mal posicionados
Dentes fraturados
Dentes inclusos
Dentes supranumerários
Dentes associados a lesões patológicas
Radioterapia
Dentes envolvidos em fraturas
Questões financeiras
extração de um dente combina os princípios de cirurgia e de mecânica da física elementar.
Durante o planejamento pré-extração, avalia-se previamente o grau de dificuldade para a remoção de um dente específico. Se tal avaliação levar o cirurgião a acreditar que o grau de dificuldade será alto ou se as tentativas iniciais de remoção do dente confirmarem essa hipótese, uma abordagem cirúrgica intencional – não uma aplicação excessiva de força – deve ser efetuada.
Avaliação pré-operatória
planejamento
Avaliação radiográfica
Avaliação anatomia radicular
Avaliação mobilidade dental
Avaliação da relação com as estruturas anatômicas adjacentes
Situação da coroa do dente
Posicionamento do dente a ser extraído
Presença de lesões periapicais
A, Radioluscência unilocular se estendendo do corpo mandibular
até a incisura sigmoide.
 B, Fotografia pré-operatória demonstrando a ausência do
dente 46. 
C, Exposição inicial da lesão
D, Abertura da lesão e exposição do
dente 47. 
E, Defeito cirúrgico após enucleação e curetagem da lesão. 
F, Radiografia panorâmica de 6 semanas após a enucleação e curetagem da lesão.
G, Radiografia panorâmica de 16 semanas após a enucleação e curetagem da
lesão.
Reabsorção interna no dente 35
Cáries
Talvez a razão mais comum e amplamente aceita para remover um dente é que ele esteja tão cariado que não possa ser restaurado. A dimensão de até onde o dente está cariado e seja considerado não restaurável é uma decisão a ser tomada entre o dentista e o paciente
Necrose pulpar
Pulpite irreversível, necrose pulpar ou reabsorção interna do canal radicular no qual os procedimentos endodônticos não são possíveis ou fracassaram são, por vezes, outras indicações para a extração dentária
Doença periodontal
perda óssea e de inserção grave e hipermobilidade dentária irreversível
Razões ortodônticas
A extração dentária às vezes é necessária para criar espaço, a fim de realizar o tratamento ortodôntico planejado
Dentes mal posicionados
Caso traumatizem tecido mole e não possam ser reposicionados por tratamento ortodôntico, devem ser extraídos.
dentes mal posicionados que estão extruídos devido à perda dos dentes noarco oposto
Dentes fraturados
Fraturas de coroa, coroa-raiz e raiz após um traumatismo podem, com frequência, ser tratadas com sucesso, por isso a extração deve ser evitada. Contudo, existem outras situações nas quais essas fraturas não possibilitam êxito na terapia restauradora; então, a extração é a única alternativa
Dentes inclusos
Devem ser avaliados e considerados para exodontia por desenvolvimento de doenças no futuro. Essas condições podem incluir risco de reabsorção radicular dos dentes adjacentes, perda de osso ao redor das raízes adjacentes ou desenvolvimento de outras condições patológicas como cistos
Dentes supranumerários
Os dentes supranumerários são normalmente inclusos e devem ser removidos. Um dente supranumerário pode interferir com a erupção dos dentes que o sucedem e tem o potencial de causar reabsorção e fazer com que fiquem mal posicionados
São fontes potenciais de doença futura
Dentes associados a lesões patológicas
Isso costuma ser visto em cistos odontogênicos
Entretanto, se a manutenção do dente comprometer a completa remoção cirúrgica da lesão quando ela for fundamental, o dente então deve ser removido
Radioterapia
Pacientes que estão recebendo radioterapia para câncer bucal, na cabeça ou no pescoço devem considerar a remoção dos dentes que estão na direção da radiação, sobretudo se estes estiverem comprometidos de alguma maneira.
Existe alto risco de osteorradionecrose se as extrações forem realizadas após a radioterapia, principalmente com altas doses de radiação (> 60 Gray). Esse risco persiste por toda a vida do paciente.
Dentes envolvidos em fraturas
Às vezes, pacientes que sofrem fratura de mandíbula ou do processo alveolar precisam ter dentes removidos. Em algumas situações, o dente envolvido na linha de fratura pode ser mantido, mas se o dente estiver comprometido ou infectado ou gravemente luxado no tecido ósseo circundante ou interferir na redução e na fixação da fratura, indica-se sua remoção.
Questões financeiras
A indicação final para a remoção dentária está relacionada com a situação financeira do paciente
implantes tem normalmente uma relação custo-benefício mais eficaz para o paciente do que a manutenção de um dente comprometido.
Contraindicações para a extração dentária
O cirurgião deve também considerar as contraindicações para a extração dentária, avaliando, por exemplo, a saúde geral do paciente ou as condições locais na região da extração.
Contraindicações sistêmicas
São constituídas por todos os fatores de saúde geral e mentais que influenciam a capacidade de o paciente suportar o procedi-mento cirúrgico
O profissional deve atentar, sobretudo, para os que fazem uso de fármacos anticoagulantes, medicamentos para tratamento contra o câncer, glicocorticoides, imunossupressores e bifosfonatos
Contraindicações locais
A contraindicação local mais comum é um processo infeccioso ou inflamatório agudo vigente.
A mais importante e mais crítica é a história de radiação terapêutica por câncer
Dentes localizados em uma área de tumor, especialmente um tumor maligno, não devem ser extraídos
abscesso dentoalveolar agudo deve ser mencionado
Avaliação clínica dos dentes para remoção
Acesso ao dente
Mobilidade do dente
Condição da coroa
Hipercementose da raiz mesial do primeiro molar inferior esquerdo indicaria a necessidade de extração cirúrgica desse dente. A não cirúrgica, nesse caso, é impossível. O segundo molar tem uma restauração grande e pode ser frágil, acarretando fratura. A opção de extração cirúrgica deve ser considerada. 
A extensão da reabsorção externa da raiz torna a extração do canino quase impossível em razão do risco de fratura. A extração cirúrgica deve ser considerada. 
A configuração radicular do segundo molar inferior direito torna impossível a remoção desse dente sem procedimento cirúrgico.
O primeiro molar inferior direito apresenta raízes estreitas que se tornam mais afiladas na região apical. Além disso, a porção cervical da raiz mesial é mais estreita do que a parte apical. Isso tornará a extração difícil, e a extração cirúrgica terá de ser considerada
Exame radiográfico do dente a ser removido
Tomograma mostrando a relação do canal mandibular com os ápices dos dentes 37 e 38. A anatomia radicular torna altamente provável a necessidade de extração cirúrgica do terceiro molar. A posição do canal mandibular deve ser determinada antes da extração.
B e C. O terceiro molar angulado distalmente e a configuração da raiz tornam muito difícil uma extração que evite fratura radicular. Observe a posição do canal mandibular em estreita proximidade com as raízes
Dentes com grandes lesões de cárie são mais suscetíveis à fratura durante a extração, tornando sua remoção mais difícil.
Dente com doença periodontal grave com perda óssea e espaço do ligamento periodontal alargado. Esse tipo de dente é fácil de ser extraído.
Segundo molar inferior decíduo retido sem o respectivo dente permanente. O molar está parcialmente submerso, e a probabilidade de anquilose das raízes mostra-se grande.
Relação com estruturas vitais
O dente molar superior imediata-mente adjacente ao seio apresenta perigo maior de exposição sinusal
Dentes molares inferiores próximos ao canal alveolar inferior.
Antes da extração de pré-molares que necessitam de um retalho cirúrgico, é essencial saber a relação entre o forame mentoniano e os ápices das
raízes. Observe a área radiolúcida no ápice do segundo pré-molar, que representa o forame mentoniano
Configuração das raízesFator a se avaliar é o número de raízes do dente a ser extraído
Se o número de raízes for conhecido antes da extração dentária, uma alteração no plano pode ser feita para evitar a fratura de alguma raiz adicional
O cirurgião deve conhecer a curvatura das raízes e o grau de divergência delas para planejar adequadamente o procedimento de extração.
Canino inferior com duas raízes. O conhecimento desse fato no pré-operatório pode resultar em uma extração menos traumática
As raízes amplamente divergentes desse primeiro molar superior tornam a extração mais difícil.
A curvatura das raízes deste dente é inesperada. Radiografias préo-peratórias
ajudam o cirurgião a planejar a extração mais cuidadosamente
A hipercementose aumenta a dificuldade dessas extrações, pois as raízes são maiores no ápice que na região cervical
A reabsorção interna da raiz torna a extração fechada quase impossível porque é quase certo que ocorra fratura de raiz
Radiolucidez periapical. O cirurgião deve estar atento a tal fato antes da extração para o manejo correto.
A radiolucidez periapical ao redor do pré-molar inferior representa o forame mentoniano. O cirurgião deve estar ciente de que isso não é uma condição patológica. Uma lâmina dura intacta em B, mas não em A.
Preparação para a extração
A melhor posição é a que seja
confortável para o paciente e o profissional e possibilite que o cirurgião-dentista tenha máximo controle da força exercida no dente do indivíduo por meio das alavancas e do fórceps. A posição correta gera estabilidade e suporte. Isso também faz com que o cirurgião-dentista mantenha os pulsos retos o bastante para fazer a força com o braço e os ombros, e não com os dedos ou as mãos.
O erro mais comum que cirurgiões-dentistas cometem no posicio-namento da cadeira odontológica para extrações é mantê-la muito alta. Isso os obriga a operar com os ombros levantados, tornando difícil exercer a quantidade certa de força para que o dente seja extraído de maneira correta.
Outro problema de posicionamento frequente é o dentista se inclinar sobre o paciente e colocar seu rosto perto da boca do indivíduo.
Para a extração de dentes supe-riores, a cadeira deve ser inclinada para trás, a fim de que o plano oclusal dos dentes superiores esteja em um ângulo de 60° com o chão. Levantar as pernas do paciente ao mesmo tempo ajuda a
melhorar seu conforto. A altura da cadeira deve ser tal que a boca do
paciente esteja levemente abaixo do nível do cotovelo do dentista
Extração do dente no quadrante superior direito. Nota se que a cabeça do paciente está voltada para a direção do cirurgião
Extração de dentes superiores anteriores. O paciente olha para a
frente.
Princípios de extração simples, fechada ou não cirúrgica
Os princípios de alavanca, cunha , eixo e roda giratória são considerados para elevadores e fórceps
A extração de um dente necessita da expansão do osso alveolar e da separação da inserção dos tecidos periodontais e tecidos moles da gengiva inserida.
O dente tem de seguir determinado trajeto ao sair de seu alvéolo.
Alguns cirurgiões preferem iniciar rebatendo suavemente o tecido gengival ao redor do colo do dente com um descolador periosteal, para preparar espaço para as extremidades do fórceps e minimizar a lesão dos tecidos moles
Rompimento da parte coronal do ligamen-
Mento periodontal E (SINDESMOTOMIA), facili-
Tando assim o descolamento das papilas.
Tambem pode ser realizado com bisturi
Descolamento das papilas
Necessario quando da utilização de alavancas
Alavancas 
Os elevadores são utilizados, principalmente, como alavancas.
Uma alavanca é um mecanismo para transmitir uma força modesta – com a vantagem mecânica de um braço de potência longo e um braço de resistência curto – em um pequeno movimento contra uma grande resistência
cunha
é útil em diversas maneiras para a extração dos dentes
As pontas dos fórceps de extração são normalmente estreitas; elas se alargam conforme vão subindo
como as pontas do fórceps são pressionadas apicalmente na raiz, vão ajudar a forçar o dente para fora da cavidade
Coloca-se um pequeno elevador dentro do espaço do ligamento periodontal, que desloca a raiz na direção oclusal e, assim, para fora do alvéolo
A Roda e o eixo
identificado com o elevador triangular ou em forma de bandeira
Quando uma raiz de um dente com várias raízes é deixada no processo alveolar, posiciona-se e gira-se um elevador em forma de flâmula
O cabo serve, então, como eixo; a ponta do elevador triangular age como roda e encaixa-se e levanta a raiz do dente para fora do alvéolo
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