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2 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 3 
2 PAISAGISMO ...................................................................................................... 4 
3 HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO .............................................................................. 8 
4 CONCEITOS ....................................................................................................... 9 
5 TIPOS DE LAMPADAS ..................................................................................... 17 
6 LUMINÁRIAS .................................................................................................... 22 
6.1 Tipos de luminária ................................................................................ 23 
7 SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ........................................................................... 29 
8 ILUMINAÇÃO EXTERNA .................................................................................. 30 
9 ILUMINAÇÃO NO PAISAGISMO - LIGHTING DESIGN ................................... 35 
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 41 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão 
a resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as 
perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão 
respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da 
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à 
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da 
semana e a hora que lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
2 PAISAGISMO 
Desde o início dos assentamentos urbanos, o paisagismo responde à 
necessidade humana de contato com a natureza. O crescimento das cidades tornou 
necessária a criação de grandes espaços onde os habitantes pudessem circular 
entre árvores e conviver com elementos não edificados em seu dia a dia. Para tanto, 
se desenvolveu a disciplina do paisagismo, que utiliza elementos vegetais, como 
árvores e arbustos, e elementos não vegetais, como rochas e produtos 
industrializados, de maneira a tornar os espaços abertos agradáveis e habitáveis. 
(GALINATTI, 2019) 
Os projetos de paisagismo são compostos pela conjunção de elementos 
vegetais com elementos não vegetais. Estes últimos podem ser tanto produzidos 
pelo homem, como o mobiliário urbano e os diferentes tipos de piso, quanto 
naturais, como as rochas. Segundo Abbud (2006, p. 16), essa conjunção confere 
ao paisagismo a condição de “[...] única expressão artística em que participam os 
cinco sentidos humanos [...]”. Diferente da pintura, em que a visão é predominante, 
ou até mesmo da escultura, em que se pode incluir o tato, o paisagismo, por 
trabalhar com elementos vivos, têm a capacidade de estimular todos os sentidos. 
(Apud GALINATTI, 2019) 
Imagine que você está caminhando em um jardim e começa a ouvir o canto 
dos pássaros em uma árvore; ao se aproximar um pouco mais, você sente o aroma 
vindo de um arbusto plantado ao pé daquela árvore; quando você toca nesse 
arbusto, encontra frutas comestíveis. Esse contexto, que estimula todos os sentidos, 
pode ser obtido por meio de um projeto de paisagismo. (GALINATTI, 2019) 
Desde a Revolução Industrial, no século XVIII, a população tem se deslocado 
do campo para as cidades. Com o crescimento da população urbana, tornou-se 
necessário que as cidades tivessem planos de arborização e previsão de espaços 
abertos para que as pessoas pudessem ter contato com a natureza. (GALINATTI, 
2019) 
Esse fenômeno levou à criação dos parques urbanos, grandes glebas, 
localizadas geralmente no coração das cidades, onde não é permitido o loteamento 
 
5 
 
e a venda de terrenos e onde as únicas edificações permitidas são aquelas que 
atendem ao próprio parque, como museus e auditórios. Para Waterman (2010), a 
criação de parques nacionais e jardins urbanos e a necessidade de planejamento 
urbano de larga escala geraram muitas oportunidades para os paisagistas. (Apud 
GALINATTI, 2019) 
Um dos parques urbanos mais conhecidos é o Central Park, que fica na ilha 
de Manhattan, em Nova Iorque. O parque foi proposto na primeira metade do século 
XIX, período no qual a população de Nova Iorque quadruplicou. Durante esse 
período, já havia sido aprovado o projeto de traçado urbano da ilha, conhecido como 
Plano do Comissário, que dividiu toda a extensão ainda não ocupada de Manhattan 
em uma grelha de quarteirões medindo 274 × 80 m. (GALINATTI, 2019) 
Portanto, quando se iniciou a discussão sobre a criação de um parque 
urbano, foi tomada a decisão de encaixar esse espaço à malha urbana prevista. O 
resultado foi um retângulo medindo 4 km × 800 m, totalizando 3,4 ha. O interior do 
parque foi projetado com um traçado orgânico, que contrasta com a rigidez da malha 
do Plano do Comissário e recria — ao estilo dos jardins ingleses — uma paisagem 
natural que nunca existiu em Manhattan daquela maneira. (GALINATTI, 2019) 
 
 
Fonte: soniarabello.com.br 
 
6 
 
No Brasil, destaca-se o Parque Ibirapuera, em São Paulo. Ele foi planejado 
desde o início do século XX — período de maior crescimento demográfico da capital 
paulista — e executado finalmente nos anos 1950. O Ibirapuera contempla, além do 
projeto paisagístico de Roberto Burle Marx, com lagos e vegetação abundantes, um 
conjunto edificado projetado por Oscar Niemeyer. Tal conjunto é unido por uma 
generosa marquise que serve como espaço de sombra e ponto de referência para 
os visitantes, mostrando o potencial da união entre arquitetura e paisagismo. 
(GALINATTI, 2019) 
 
 
 
Fonte: parqueibirapuera.org 
 
O paisagismo ainda está presente em espaços privados, como conjuntos 
residenciais, ou semiprivados, como galerias comerciais e edifícios de escritórios. 
Tal fenômeno também é uma resposta à necessidade humana de contato com a 
natureza, fruto da densificação urbana e do crescimento descontrolado das grandes 
cidades. Os arquitetos paisagistas criam plantas de vegetação para as construções 
usando os mesmos princípios de projeto aplicados aos elementos secos, como 
parede e pisos (WATERMAN, 2010, Apud GALINATTI, 2019). 
 
7 
 
A arquitetura moderna brasileira traz diversos exemplos de projetos de 
paisagismo em espaços privados, frutos inicialmente da associação entre os 
arquitetos e o paisagista Roberto Burle Marx. Muitos dos palácios de Brasília, por 
exemplo, possuem jardins privativos projetados por Burle Marx. É o caso do Palácio 
do Itamaraty. (GALINATTI, 2019) 
 
 
 
Fonte: casavogue.globo.com 
O paisagismo também é realizado em uma escala menor, para atender ao 
uso de residências, por exemplo. Ainda tratando das casas da arquitetura moderna 
brasileira, pode-se destacar a casa que Niemeyer projetou para Juscelino 
Kubitschek em Belo Horizonte. (GALINATTI, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
 
Fonte: arquitetandorotas.wordpress.com 
3 HISTÓRIA DA ILUMINAÇÃO 
O homem primitivo, através de descobertas intuitivas, desenvolveu o 
conhecimento de um princípio físico básico: de que a temperatura é intimamente 
associada à luz. Com isso, o fogo que servia de ferramenta para o preparo de 
refeições e como fogueiras e archotes,tornou-se também elemento para iluminação 
das moradias primitivas. Evoluindo mais tarde com a criação da lamparina a óleo, 
um combustível de origem animal e vegetal, o homem aperfeiçoou as formas de 
iluminação. Essas descobertas se tornariam a forma mais comum de iluminação 
durante a antiguidade. (FEIDEN et al., 2018) 
Mais tarde na história, desenvolveu-se a vela, a partir de um experimento 
com alguns fios retorcidos acrescentados a um derramamento de sebo derretido em 
um canudo, que foi posteriormente substituído pela cera ou estearina. Essa foi a 
fonte de luz mais utilizada até o século XII, quando surgiu o lampião a querosene. 
“Em 1820, vencidas as dificuldades de distribuição e o receio da população com os 
estrondos dos lampiões, várias cidades dos Estados Unidos e na Europa tiveram 
suas ruas iluminadas com a chama do gás.” (MANCUSO, 1999, Apud FEIDEN et 
al., 2018). 
 
9 
 
Antes disso, em 1802, iniciavam-se os testes para a criação de luz artificial 
por meio da eletricidade. Sir Humphry Davy utilizou a corrente produzida por uma 
bateria - já criada por volta do século XII - para aquecer um fio de platina até a 
incandescência. Da primitiva forma de uma resistência incandescente, a lâmpada 
evoluiu para uma grande ampola de vidro com um filamento em seu interior, 
geralmente de carvão. (FEIDEN et al., 2018) 
Apesar de as lâmpadas já haverem sido inventadas anteriormente, foi em 
dezembro de 1879 que aconteceu sua consolidação. As lâmpadas com filamento 
de carvão de Thomas Alva Edison (1847-1931) foram apresentadas à população e 
ficaram acesas durante 45 horas em Nova Iorque. Seu principal feito foi criar uma 
lâmpada que se apresentasse eficiente e, ao mesmo tempo, econômica, com 
potencial de industrialização. No mesmo momento, o laboratório Edison - Swan 
Company já se preparava para começar a fabricação das primeiras lâmpadas 
elétricas. (FEIDEN et al., 2018) 
A partir de novos estudos e evolução dos conceitos de conforto e segurança, 
o tungstênio passou a ser adotado para o filamento das “lâmpadas de ½ watt” e de 
todas as incandescentes que se seguiram. Além disso, injetaram-se gases na 
ampola para evitar a vaporização com a temperatura. (FEIDEN et al., 2018) 
Na década de 30, surge a lâmpada de descarga, que transmite corrente 
elétrica por um meio gasoso. Dessa lâmpada descendem as fluorescentes comuns, 
a lâmpada de vapor de mercúrio e a de vapor de sódio, usadas na iluminação 
comercial, industrial e pública. E assim, se deu a implantação da iluminação artificial 
pelo homem para as atividades diárias, associada ao bem-estar e a valorização dos 
ambientes através da sensação de conforto e segurança daqueles que ocupam o 
espaço. (FEIDEN et al., 2018) 
 
4 CONCEITOS 
1.1 A luz 
 
 
10 
 
De acordo com MICHAELIS (2008), a luz pode ser definida como uma onda 
eletromagnética, na qual o comprimento de ondas possui intervalos, tornando-se 
sensível aos olhos e atuando nos órgãos visuais, produzindo a sensação da visão. 
Ela é emitida por objetos energéticos ou quentes como, por exemplo, o Sol e o fogo, 
e é refletida por objetos não luminosos. (Apud SOUZA, 2019) 
Um psicólogo que estude a sensação visual não apenas examinaria a 
estrutura física do olho e suas reações à energia luminosa, mas também tentaria 
estabelecer de que maneira as experiências sensoriais se relacionam tanto ao 
estímulo da luz ambiental quanto ao funcionamento do olho (SCHIFFMAN, 2005, 
Apud SOUZA, 2019). 
 
Luz natural e artificial 
 
A luz natural como o próprio nome diz, é gerada naturalmente sem influências 
do homem. É uma luz benéfica e saudável ao ser humano, pois faz com que o 
organismo produza vitamina D, além disso, é ela que aumenta a energia e regulariza 
o metabolismo. Isso tudo depende de que se tenha uma exposição moderada a ela, 
pois uma exposição em excesso à luz solar causa prejuízos, podendo acarretar em 
câncer de pele, danos aos olhos, resultando em cataratas. (SOUZA, 2019) 
A luz solar, diferente da luz artificial, não pode ser regulada conforme as 
necessidades humanas e sua intensidade e variação de radiação são difíceis de 
simular com iluminação artificial. (SOUZA, 2019) 
“O Sol ilumina a vida e deve ser usado como tal na concepção de qualquer 
casa” (WRIGHT, 1943, Apud SOUZA, 2019). 
Por outro lado, a luz artificial é gerada por fontes de energia não naturais e 
ao contrário da luz natural não possui o mesmo espectro de cores e os 
comprimentos de onda. Com isso ela se torna menos benéfica, fazendo com que 
seus efeitos causem danos nas plantas e animais, pois possui uma qualidade 
inferior. Portanto, os seres vivos que ficarem muito tempo expostos a essa luz irão 
sofrer degeneração ou morte celular com mais frequência e intensidade do que as 
plantas e animais que ficarem expostos apenas à luz natural. (SOUZA, 2019) 
 
11 
 
O homem tornou-se dependente das fontes alternativas de luz, pois sem elas 
a maioria das atividades não seria possível. O ponto positivo para essa luz é a 
facilidade de ser controlada conforme as necessidades diárias, podendo alterar sua 
intensidade, quantidade e qualidade da luz, conforme a situação. (SOUZA, 2019) 
 
Técnicas de iluminação artificial 
 
Em ambientes nos quais se desenvolvem funções não laborativas, a 
iluminação pode assumir formas mais cênicas, valendo-se de princípios de 
percepção para gerar efeitos visuais que contribuam na criação de ambiências e 
identidade dos espaços. A interação entre a luz e os materiais que compõem os 
ambientes pode criar efeitos bem distintos entre si. Superfícies opacas foscas 
dependem apenas da iluminância sobre elas incidente; já as superfícies lustrosas 
ganham maior realce quando iluminadas por fontes de luz puntiformes brilhantes e 
perdem o destaque sob iluminação difusa (TREGENZA; LOE, 2015, Apud SOUZA, 
2019). 
A iluminação artificial pode criar diversos efeitos visuais quando aplicada aos 
ambientes. O direcionamento, foco ou difusão, a abertura de fachos, a temperatura 
de cor são variáveis que o projetista deve manipular no projeto de iluminação. 
Algumas formas usuais foram classificadas de forma genérica, como (BIGONI, 
2009; TORRES, 2009; TREGENZA; LOE, 2015, Apud SOUZA, 2019): 
 
o Downlight: luz direcionada de cima para baixo. É a técnica mais recorrente, 
podendo ser mais focada ou difusa. 
o Uplight: luz direcionada de baixo para cima; frequentemente utilizada para 
valorização de elementos verticais, como pilares, ou criação de ritmo em 
elementos verticais contínuos mais extensos; tem grande 
efeito cênico e pode ser trabalhada com diferentes aberturas de facho. 
o Wallwash ou lavagem de parede: é o direcionamento da luz uniforme para 
uma superfície vertical. Cria a sensação de amplitude do espaço e pode ser 
simétrica ou assimétrica, conforme a distribuição de luz da luminária. 
 
12 
 
o Grazing: é também uma lavagem de luz da superfície vertical, mas com a 
intenção de salientar texturas dos materiais, portanto, não uniforme. Em 
geral, a luminária ou o sistema de iluminação é localizado bem próximo à 
superfície vertical para gerar as sombras necessárias. 
o Backlight: é o efeito causado pela luz quando instalada em cavidade com 
difusores translúcidos (acrílicos, policarbonatos, vidros, tecidos, etc). Cria um 
plano de luz de fundo e os objetos sobrepostos a ele têm sua silhueta 
valorizada pelo efeito contraluz. 
 
É importante avaliar as formas de integração da luz natural e artificial 
ponderando aspectos funcionais, construtivos e tecnológicos visando uma solução 
projetual. A busca pela integração dos projetos objetiva que as características da 
luz natural possam ser complementadas pela artificial nos interiores, mantendo a 
qualidade visual. Tanto as diferentes formas de iluminação natural quanto as 
técnicas de iluminação artificial podem ser associadas no projeto de iluminação, e 
diferentes sistemas de iluminação naturalpodem funcionar conjuntamente para 
atender a requisitos de uniformidade. (SOUZA, 2019) 
Nesse sentido, a inovação tecnológica dos materiais e sistemas de 
iluminação representa a ampliação da gama de alternativas de projeto que podem, 
e devem, contribuir para qualificar a arquitetura. (SOUZA, 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
1.2 Temperatura cor 
 
 
Fonte: plugdesign.com.br 
É a característica que indica a aparência da cor da luz. As lâmpadas mais 
amareladas possuem baixa temperatura de cor, abaixo de 3000K. Já as lâmpadas 
com aparência tendendo ao azul violeta são de alta temperatura de cor, sendo 
superior a 6000K. (FIORINI, 2006) 
Na prática, as lâmpadas com baixa temperatura de cor, também chamadas 
de lâmpadas quentes, são associadas ao nascer e ao pôr do sol. São relacionadas, 
portanto, com atividades do início e fim do dia. Esse tipo de iluminação torna o 
ambiente mais aconchegante, sendo utilizada em ambientes como quartos e salas 
de estar. (FIORINI, 2006) 
As lâmpadas com alta temperatura de cor, também chamadas de lâmpadas 
frias, são associadas à iluminação do meio dia, sendo relacionadas, por isso, a 
períodos de maior produção. Esse tipo de iluminação é utilizado em ambientes onde 
se deseja estimular alguma atividade, como, por exemplo, escritórios e cozinha. 
(FIORINI, 2006) 
Na Europa já existem escritórios que utilizam uma composição de lâmpadas 
halógenas e fluorescentes. Elas funcionam simultaneamente pela manhã. O dimmer 
diminui gradativamente a halógena até ficar somente a luz branca. No final do dia, 
 
14 
 
a halógena volta a funcionar. Esse procedimento proporciona ao usuário a sensação 
do decorrer do dia e por isso uma sensação de conforto, melhorando assim o seu 
rendimento profissional. (FIORINI, 2006) 
Segundo a projetista de iluminação Rosane Haron, as lanchonetes 
costumam ter, intencionalmente, iluminação mais fria, o que induz o cliente a fazer 
sua refeição rapidamente e sair do local. Um restaurante com iluminação 
ambarizada, mais cênica e aconchegante, estimula o bate-papo, a descontração e, 
portanto, a permanência. Com isso acabam consumindo mais. (FIORINI, 2006) 
 
1.3 Índice de Reprodução de cor 
 
A tonalidade da cor apresentada por objetos sob luz natural nem sempre é 
igual ao tom apresentado sob uma iluminação artificial. Dessa forma, adotou-se uma 
escala. Essa escala relaciona a fidelidade das cores apresentadas por um objeto 
iluminado por uma fonte luminosa qualquer em relação à cor apresentada sob a luz 
natural. Tal relação foi denominada Índice de Reprodução de Cores (IRC). (FIORINI, 
2006) 
Quanto mais alto o IRC de uma lâmpada, mais similar à natural a cor vai 
parecer aos olhos humanos. Lâmpadas de IRC máximo, ou seja 100%, 
normalmente apresentam alto consumo de energia, baixa eficiência luminosa e 
grande dissipação de calor. (FIORINI, 2006) 
 
 
Fonte: cliquearquitetura.com.br 
 
15 
 
 
1.4 Fluxo Luminoso 
 
O fluxo luminoso é uma das unidades fundamentais em engenharia de 
iluminação, dada como a quantidade total de luz emitida por uma fonte luminosa em 
todas as direções do espaço. Sua unidade de medida é o lúmen. (FIORINI, 2006) 
O lúmen é a quantidade de luz irradiada através de uma abertura de 1m2 em 
uma esfera de 1m de raio. Como referência, considera-se que uma fonte luminosa 
uniforme de intensidade de 1 candela emite 12,56 lúmens, ou seja, 4πR lúmens, 
sendo 1 lúmen para cada área de 1m2 na superfície dessa esfera. (FIORINI, 2006) 
 
1.5 Iluminância 
 
Também conhecida como nível de iluminamento, é definida como o fluxo 
luminoso que incide sobre uma superfície situada a certa distância da fonte, ou seja, 
é a quantidade de luz que está chegando em um ponto. A unidade de medida da 
iluminância é expressa em lux e pode ser medida através de um aparelho chamado 
luxímetro. (FIORINI, 2006) 
Como as fontes luminosas não apresentam uma distribuição uniforme, a 
iluminância não será a mesma em todos os pontos do recinto sendo considerada 
na prática a iluminância média. (FIORINI, 2006) 
A NBR 5413, que trata da Iluminância de interiores, define os níveis mínimos 
de iluminância média para um determinado recinto em função das tarefas a ser 
executadas no local, de forma que seja obtido um conforto visual. Esse conforto 
depende também da iluminância no restante do ambiente, que não deve ser inferior 
a 1/10 da adotada para o campo de trabalho, mesmo que haja recomendações para 
valor menor. Recomenda-se ainda que a iluminância de qualquer ponto do plano de 
trabalho não seja inferior a 70% da iluminância média. (Apud FIORINI, 2006) 
 
 
 
16 
 
1.6 Luminância 
 
É a medida de sensação de claridade provocada por uma fonte de luz ou 
superfície iluminada e avaliada pelo cérebro. A luminância depende tanto do nível 
de iluminamento, quanto das características de reflexão das superfícies e é dada 
em candela/m2. (FIORINI, 2006) 
Também podemos definir luminância como sendo a intensidade luminosa 
emanada de uma superfície, pela sua superfície aparente. 
Convém ressaltar que o olho humano distingue luminância e não iluminância. 
Entretanto, devido à prática, foi consagrada a medida de iluminância para 
determinar se a iluminação está adequada ao funcionamento de um determinado 
ambiente. (FIORINI, 2006) 
 
1.7 Intensidade Luminosa 
 
É a quantidade de luz que uma fonte emite em uma determinada direção. O 
seu valor está diretamente relacionado à direção dessa fonte de luz, pois pode-se 
perceber que fontes luminosas normalmente não emitem a mesma quantidade de 
luz em todas as direções. A sua unidade é dada em Candela (cd) ou em algumas 
situações candela/1000 lúmens, e é avaliada utilizando-se como fonte de luz um 
corpo negro aquecido a temperatura de solidificação da platina, que é de 1.773°C, 
à pressão constante de 101.325 13 N/m2 , e cuja intensidade luminosa incide 
perpendicularmente sobre uma área plana igual a 1/600.000 m2. (FIORINI, 2006) 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
 
 
Fonte: semanaacademica.org.br 
5 TIPOS DE LAMPADAS 
Encontram-se no mercado diversas opções de lâmpadas, que podem ser 
definidas para compor um projeto luminotécnico, conforme as necessidades a 
serem atendidas em cada ambiente. Confira a seguir os tipos de lâmpadas mais 
utilizados. (GRABASCK, 2019) 
 
Lâmpadas incandescentes 
 
 
Fonte: sveletrica.com 
 
18 
 
As lâmpadas incandescentes têm uma vida útil curta e temperatura elevada 
durante a sua utilização. Entretanto, não necessitam de aparelhagem adicional, 
podendo ser utilizadas logo que adquiridas. Devido à sua alta refletância, podem 
gerar ofuscamento. Utilizadas em residências e ambientes comerciais, são 
classificadas como incandescentes comuns, refletoras e alógenas (LAMBERTS; 
DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019). As incandescentes comuns 
apresentam as seguintes características: 
 
o alta temperatura no filamento, o que resulta no escurecimento do bulbo; 
o depreciação do fluxo luminoso; 
o curta vida útil. 
 
As lâmpadas espelhadas apresentam um refletor interno que possibilita um 
melhor direcionamento da luz, funcionando como se fossem uma luminária 
(LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019). Já as lâmpadas 
halógenas apresentam as seguintes características: 
 
 
 
o necessidade de transformadores para a sua utilização; 
o decaimento do seu fluxo luminoso, que é muito baixo; 
o maior eficiência energética, chegando a atingir 2.000 horas de vida útil; 
o dimensões reduzidas (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013 Apud 
GRABASCK, 2019). 
 
Entretanto, quando se opta por lâmpadas halógenas com refletor 
multifacetado, obtém-se uma luz extremamente fria, em função de o refletor ser 
coberto por uma película dicroica (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud 
GRABASCK, 2019). 
 
 
 
19 
 
 
 
Lâmpadas de descarga 
 
 
Fonte: cliquearquitetura.com.br 
As lâmpadas de descarga gasosapodem ser utilizadas tanto em residências 
como em edificações comerciais. Essas lâmpadas classificam-se em fluorescentes 
comuns, fluorescentes compactas e lâmpadas de vapor de mercúrio. (GRABASCK, 
2019) 
Devido ao seu funcionamento, essas lâmpadas necessitam de dispositivos 
como reatores e starters (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud 
GRABASCK, 2019). As lâmpadas fluorescentes normalmente são tubulares, com 
ampla utilização em ambientes comerciais, sendo definidas pelas seguintes 
características: 
 
o boa eficiência luminosa; 
o vida útil média a alta; 
o baixa luminância; 
o possibilidade reduzida de ofuscamentos (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 
2013, Apud GRABASCK, 2019). 
 
 
20 
 
Já algumas lâmpadas fluorescentes compactas apresentam o dispositivo de 
partida incorporado no seu invólucro. Devido à sua boa eficiência energética, 
tendem a ser utilizadas em substituição às lâmpadas incandescentes. As lâmpadas 
de vapor de mercúrio são mais indicadas para utilização em grandes áreas internas 
e externas, apresentando as seguintes características (LAMBERTS; DUTRA; 
PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019): 
 
o boa eficiência luminosa; 
o aparência branca azulada; 
o alta durabilidade; 
o luminância média, evitando ofuscamento; 
o volume pequeno; 
o potência elevada; 
o baixa qualidade na reprodução de cores; 
o custo inicial elevado; 
o após o acionamento, leva de 4 a 5 minutos para atingir o seu fluxo 
luminoso máximo. 
 
Além das lâmpadas de vapor de mercúrio, encontram-se no mercado 
também as de vapor de sódio, que podem ser classificadas como de baixa ou alta 
pressão (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019). As 
lâmpadas de baixa pressão são recomendadas para áreas externas, sendo 
definidas pelas seguintes características: 
 
o radiação monocromática; 
o predominância da cor amarela; 
o elevada eficiência luminosa; 
o longa vida útil; 
o baixa reprodução de cores. 
 
 
21 
 
Já as de alta pressão podem ser utilizadas em iluminação externa e industrial, 
principalmente em locais que apresentem um pé-direito elevado. As suas principais 
características são as seguintes (LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud 
GRABASCK, 2019): 
 
o reprodução de cores razoável; 
o boa eficiência luminosa; 
o aparência alaranjada. 
 
Lâmpadas especiais 
 
 
Fonte: savioengenharia.com.br 
As lâmpadas a micro-ondas emitem uma luz de excelente qualidade, com 
espectro semelhante à luz solar e grande eficiência energética. A sua aplicabilidade 
é indicada tanto para iluminação externa como para grandes edificações, como 
armazéns, fábricas, shoppings, mercados e teatros (LAMBERTS; DUTRA; 
PEREIRA, 2013). Outra inovação tecnológica é a lâmpada denominada Endura: é 
uma fluorescente de indução que não utiliza filamentos elétricos, resultando no 
aumento da sua vida útil, que pode atingir até 60.000 horas (LAMBERTS; DUTRA; 
PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019). 
As lâmpadas de LED, muito utilizadas atualmente, apresentam alta vida útil, 
eficiência energética, ampla variedade de cores, pequena dissipação de calor e alta 
durabilidade (em torno de 100.000 horas), consumindo muito pouca energia. Essas 
lâmpadas podem ser utilizadas nos mais diversos ambientes, desde a iluminação 
 
22 
 
geral, sinalização de emergência, iluminação de letreiros, iluminação de destaque, 
sinalização de degraus e assentos de cinemas, além de serem excelentes 
substitutas ao néon. Além disso, podem ser usadas com dimmers especiais, que 
controlam a sua luminosidade e possibilitam uma variação de cores, que pode 
chegar até 27 milhões de tonalidades diferentes, utilizando o sistema RGB 
(LAMBERTS; DUTRA; PEREIRA, 2013, Apud GRABASCK, 2019). 
 
 
Fonte: www.retecjr.com 
6 LUMINÁRIAS 
As luminárias são equipamentos que recebem a fonte de luz (lâmpada) e 
modificam a distribuição espacial do fluxo luminoso produzido pela mesma. Suas 
partes principais são: 
o O receptáculo para a fonte luminosa; 
o Os dispositivos para modificar a distribuição espacial do fluxo luminoso 
emitido (refletores, refratores, difusores, colméias, etc...); 
o A carcaça, órgãos acessórios e de complementação. 
 
A luminária eficiente otimiza o desempenho do sistema de iluminação 
artificial. Ao avaliar uma luminária, sua eficiência e suas características de emissão 
 
23 
 
são de considerável importância. A eficiência de uma luminária pode ser obtida pela 
relação entre a luz emitida pela mesma e a luz emitida pela lâmpada. Isto se explica 
pelo fato de uma parte da luz emitida pela lâmpada ser absorvida pela luminária, 
enquanto a restante é emitida ao espaço. O valor da fração de emissão da luz da 
luminária depende dos materiais empregados na sua construção, da refletância das 
suas superfícies, de sua forma, dos dispositivos usados para proteger as lâmpadas 
e do seu estado de conservação. Quando se avalia a distribuição da luz a partir da 
luminária, deve-se considerar como ela controla o brilho, assim como a proporção 
dos lumens da Lâmpada que chegam ao campo de trabalho. A luminária pode 
modificar (controlar, distribuir e filtrar), o fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas: 
desviá-lo para certas direções (defletores), ou reduzir a quantidade de luz em certas 
direções para diminuir o ofuscamento (difusores). 
6.1 Tipos de luminária 
Na execução de um projeto de interiores em ambientes, pensa-se nos 
móveis, nas cores e nos elementos que farão parte desses espaços. Porém, uma 
etapa importante a ser lembrada é a do projeto luminotécnico, que, além de 
especificar como será a iluminação nos ambientes, é usado para destacar algum 
elemento específico, esconder algum defeito ou dar vida a um local por meio da 
determinação dos pontos de luz, dos efeitos luminosos e dos tipos de luminárias 
que farão parte desses espaços. (RODRIGUES, 2019) 
A etapa de iluminação requer atenção e tempo, porque é nesse momento 
que são escolhidos os lugares em que as luminárias e lâmpadas serão colocadas e 
que são selecionados os tipos de luminárias, considerando sempre as mais 
adequadas para cada ambiente. Conforme Ching e Binggeli (2017), é fundamental 
que o projeto luminotécnico esteja contemplado no projeto de instalações elétricas 
para assegurar as instalações das luminárias. (Apud RODRIGUES, 2019) 
Tregenza e Loe (2015) definem luminárias como aparelhos com lâmpadas 
que possuem a finalidade de proteger as lâmpadas, direcionar ou focar um feixe de 
luz, difundi-lo e diminuir o ofuscamento, além de proporcionar a composição na 
 
24 
 
decoração. Elas existem em diversos tipos para atender às diferentes propostas de 
projetos. Quando aliadas aos vários estilos, compõem um ambiente conforme o 
design definido e as características dos usuários. Veja, a seguir, os tipos de 
luminárias, classificadas de acordo com Ching e Binggeli (2017). Conforme o local 
que são instaladas, podem ser de teto, de mesa, de piso e externas. (Apud 
RODRIGUES, 2019) 
Luminárias de teto são aquelas que proporcionam uma iluminação uniforme, 
a partir do alto, em todo o espaço. Podem ser de sobrepor ou embutidas. 
 
- As de sobrepor são luminárias fixadas no forro ou na laje, ficando expostas. 
Conforme Ching e Binggeli (2017), existem quatro tipos de luminárias de sobrepor: 
spots, pendentes, lustres e plafons. Confira as definições de cada uma delas 
segundo os autores. (Apud RODRIGUES, 2019) 
 
o Spots: luminária de teto com característica funcional, é uma peça 
direcionável. É utilizada para iluminar algum objeto específico, como um 
canto do ambiente, quadros ou objetos de arte, criando um ponto focal. Às 
vezes, os spots são utilizados em trilhos eletrificados, permitindo a 
movimentação e o direcionamento das lâmpadas 
. 
 
25 
 
 
Fonte: avantlux.com.br 
 
 
o Pendente: é uma luminária de teto com característica funcional, também 
utilizada como peça decorativa. As luminárias pendentes são presas no teto 
porfios elétricos ou cabos. 
 
 
Fonte: casaeconstrucao.org 
http://avantlux.com.br/
 
26 
 
o Lustre: luminária de teto com característica decorativa, é o centro de 
interesse de algum espaço. A depender do modelo escolhido, pode ser 
utilizado para a iluminação geral. Geralmente, é formada por múltiplas 
ramificações para variadas lâmpadas. Os lustres podem variar entre peças 
muito antigas, feitas de metais pesados e cristais importados, a peças 
simples (CHING; BINGGELI 2017, Apud RODRIGUES, 2019)). 
o Plafon: luminária de teto com característica funcional, instalada próxima ao 
teto e destaque do ambiente. Pode causar dois efeitos de iluminação: luz 
indireta ou difusa. Na iluminação indireta, o plafon irradia luz em direção ao 
teto, refletindo-a para o espaço. Já o plafon com luz difusa proporciona uma 
iluminação mais direta (CHING; BINGGELI 2017, (Apud RODRIGUES, 
2019). 
 
- As luminárias de embutir são aquelas encaixadas em forros de gesso, paredes e 
lambris de madeira, por exemplo (Figura 6). São muito utilizadas para destacar 
algum elemento em um ambiente por oferecer uma iluminação focal. Os tipos de 
embutidos são variados, existem com fechamento em vidro ou acrílico, embutidos 
sem fechamento e embutidos direcionáveis ou não (CHING; BINGGELI,2017). 
Existem vários formatos de luminárias de embutir, e a escolha do tipo a ser utilizado 
deve ser feita em função das especificações do cliente e do tamanho do espaço em 
que serão usadas as luminárias. O tamanho do produto é diretamente proporcional 
ao tamanho do ambiente ou local em que ele será instalado (CHING; BINGGELI, 
2017, Apud RODRIGUES, 2019). 
 
As luminárias de mesa, de acordo com Ching e Binggeli (2017), têm 
característica funcional e design variado. Elas servem para fornecer uma iluminação 
de leitura, apoiadas, geralmente, em mesas de leitura, mesas de centro ou mesas 
laterais de sofá. Também têm a função de suavizar a iluminação do ambiente, 
criando uma sensação de aconchego. Podem ser de dois tipos: abajures ou foco 
dirigível. (Apud RODRIGUES, 2019) 
 
 
27 
 
o Abajures: a origem da palavra vem do francês abat-jour (e significa “abaixar 
a luz”). Ching e Binggeli (2017) comentam que, no abajur, a luz vista é 
“quebrada” por uma cúpula. (Apud RODRIGUES, 2019) 
o Luminária de foco dirigível: Ching e Binggeli (2017) definem esse tipo como 
luminárias que emitem luz direta e que são utilizadas, geralmente, em 
bancadas de estudos ou de trabalho. (Apud RODRIGUES, 2019) 
 
As luminárias de piso, segundo Ching e Binggeli (2017), são luminárias funcionais 
e similares às de mesa, mas que são apoiadas no chão. Servem como facilitadores 
de leituras ou decoração (Apud RODRIGUES, 2019) 
 
As luminárias externas são luminárias utilizadas para a iluminação de áreas 
externas e podem ser arandelas externas ou refletores. Ainda assim, há luminárias 
com especificações de proteção determinadas pelos Índices de Proteção, como o 
IP65, IP66 e IP67, importantes para as luminárias externas, que estarão expostas 
às intempéries externas, de acordo com Ching e Binggeli (2017, Apud 
RODRIGUES, 2019)). 
 
o Arandela: luminária que se instala em paredes e que produz efeitos 
diferentes a depender do material com que é fabricada. As arandelas, 
comumente utilizadas em áreas externas, podem ser encontradas em alguns 
ambientes internos. Por exemplo, elaborada com cúpula, a arandela torna o 
ambiente mais aconchegante; fabricada em vidro ou policarbonato, a luz que 
emite será mais difusa, de acordo com Ching e Binggeli (2017, Apud 
RODRIGUES, 2019). 
 
 
28 
 
 
Fonte: casaeconstrucao.org 
o Refletor: trata-se de uma luminária técnica, utilizada em jardins, fachadas ou 
como elemento de segurança. Reflete, a depender do tipo de lâmpada 
utilizada e da potência, uma luz forte e incide em uma área ampla, de acordo 
com Ching e Binggeli (2017, Apud RODRIGUES, 2019). 
 
 
 
Fonte: vivadecora.com.br 
 
29 
 
7 SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO 
Segundo OSRAM (2014), basicamente existem dois tipos de sistema de 
iluminação: o sistema principal, para as necessidades funcionais, e o sistema 
secundário que evidencia a personalidade do ambiente e seu design. (Apud 
MARTINS et al., 2014) 
 
Sistema principal: é dividido em iluminação geral e iluminação localizada. 
 
- Iluminação geral: é a distribuição regular das luminárias pelo teto, apesar 
de oferecer uma maior flexibilidade na disposição interna do ambiente, essa não 
atende as necessidades específicas de locais que requerem níveis de iluminância 
elevados, apresentando um grande consumo de energia e em certos casos 
desfavorecendo o controle de ofuscamento - cegueira momentânea causada pelo 
excesso de luz em nossos olhos - este sistema se emprega geralmente em salas 
de aula, fábricas, oficinas. supermercados ou mesmo em ambientes residenciais. 
(MARTINS et al., 2014) 
- Iluminação localizada: concentração da luminária em locais de principal 
interesse, esse tipo de iluminação é útil para áreas restritas em trabalho em fabricas, 
devendo ser instaladas altas o suficiente para cobrir a superfície adjacente, para 
que seja possível um alto nível de iluminância sobre o plano de trabalho, oferecendo 
uma maior economia de energia, com um posicionamento que evite o ofuscamento. 
Iluminação de tarefa: luminária posicionada próxima à tarefa visual, iluminando uma 
área muito pequena, possibilitando maio controle do efeito da iluminação e também 
uma maior economia de energia. (MARTINS et al., 2014) 
 
Sistema secundário: divide-se em luz de destaque, luz de efeito e luz decorativa. 
 
- Luz de destaque: a iluminação chama atenção do olhar para um objeto ou 
uma superfície, esse efeito geralmente é obtido com o uso de spots ou com o 
 
30 
 
posicionamento da luz muito próximo à superfície a ser iluminada. Pode ser usada 
em paredes, gôndolas, quadros etc. (MARTINS et al., 2014) 
- Luz de efeito: o objeto de interesse é a própria luz. Contraste de luz e 
sombras, fachos nas paredes, luz colorida, etc. (MARTINS et al., 2014) 
- Luz decorativa: o principal objetivo dessa iluminação é destacar o objeto 
que a emite como, por exemplo: lustres, arandelas, velas,etc (MARTINS et al., 2014) 
 
8 ILUMINAÇÃO EXTERNA 
No projeto de iluminação de paisagismo externo, é possível melhorar a 
segurança do local e permitir a utilização por mais tempo do espaço. Para isso, é 
importante iluminar os acessos, as áreas de circulação em geral e os espaços 
destinados a esporte e lazer. Sobre a segurança, a iluminação ajuda na questão 
física e patrimonial e quanto ao bem-estar dos usuários. (OTTE, 2019) 
 
 
31 
 
 
Fonte: OTTE, 2019. 
Contudo, a iluminação não precisa ser somente funcional e de segurança, 
ajudando o caminhar e o entendimento do espaço pelo pedestre, pode também 
estar direcionada para os elementos compositivos. O entorno das áreas de 
circulação possui elementos que podem ser destacados, entre eles plantas, objetos, 
fachadas de edificações. (OTTE, 2019) 
Segundo OTTE (2019) além das questões de segurança e funcionais, os 
jardins têm efeito decorativo, assim como sua iluminação. As fontes de luz podem 
ter esse efeito decorativo, fazer o efeito funcional ou, ainda, serem tanto decorativas 
como funcionais, veja os exemplos a seguir. 
 
 
32 
 
- Cordões de luz: são fios com lâmpadas penduradas, muitas vezes usados em 
pergolados ou presos entre árvores e elementos arquitetônicos. Dão um ar 
romântico ao espaço, trazem uma atmosfera boho e são uma iluminação decorativa. 
 
- Lareiras ecológicas: embora sua função principal seja aquecer, têm sido um 
recurso muito usado como iluminação decorativa com efeito intimista, o fogo tem 
forte atração visual e dá aconchego ao local. O elemento assume, portanto, função 
tanto decorativa como funcional. 
 
- Lanternas: de inspiração oriental, podem ser facilmente transportadas e colocadas 
no chão, sobre objetosou penduradas, o efeito principal é decorativo. Existem 
modelos com uso de velas, lamparinas ecológicas ou lâmpadas de LED a bateria. 
 
- Postes: para os jardins particulares se usam os modelos de altura média ou baixa, 
alguns funcionam com energia solar e podem ser de diversos materiais. O efeito é 
uma iluminação geral ao redor dele. Os mais baixos assumem caráter funcional 
quando demarcam caminhos, no meio do jardim têm a função decorativa. 
 
- Balizadores: podem ter formato de um poste curto, ou modelos embutidos, 
podendo estar no piso ou na parede. Ajudam a marcar o caminho para os pedestres 
e destacar desníveis, o efeito estético é bonito e ajudam na segurança. 
 
- Espetos: podem ser “fincados” na terra, por meio deles se cria um facho 
direcionado e é possível criar diversos efeitos de frontlight, uplight e backlight. 
 
- Refletores: tem luz forte e geralmente são usados para direcionar a luz sobre 
plantas maiores, detalhes construtivos e objetos. 
 
- Embutidos de solo: ficam rente ao solo ou aos pisos, disposição dos fios deve ser 
bem planejada. Podem ter uma iluminação apenas decorativa ou assumir o papel 
de balizadores. 
 
33 
 
 
- Luminárias decorativas: em formatos diferenciados, são também elementos de 
composição do jardim, por exemplo, as de formato esférico. 
 
- Arandelas: são as luminárias que ficam nas paredes. Fornecem um efeito 
decorativo com diversas possibilidades, o facho de luz pode ser em toda a extensão, 
somente para cima, somente para baixo, para os lados, ou mais de um ao mesmo 
tempo. 
 
O facho de luz pode ter diversos posicionamentos da fonte em relação ao 
elemento a ser iluminado. A partir desses posicionamentos, pode-se alcançar as 
diferentes tipologias de iluminação. Por exemplo, o downlight, que é a luz direta 
emitida para baixo; o uplight, luz direta emitida para cima; o frontlight, luz frontal; o 
backlight, refletores atrás do elemento; e o sidelighting, iluminação nas laterais. Com 
a implantação dos sistemas de fibra ótica e LED, basta direcionar na mesma 
posição em que se instalariam os refletores comuns (TREVISAN, 2012, p. 82). Os 
usos dos termos na língua inglesa se popularizaram e são utilizados sem a tradução 
no Brasil. (Apud OTTE, 2019) 
Quanto às características técnicas das lâmpadas, o índice de reprodução de 
cores exigido para a iluminação externa depende de cada caso. Se o local não 
precisa de um bom IRC, as luzes monocromáticas, como as geradas por lâmpadas 
de sódio à baixa pressão, são suficientes. Uma boa reprodução de cores é possível 
com as lâmpadas de sódio à alta pressão, que costumam ser utilizadas de modo 
satisfatório. Já existe uma necessidade de perfeição na reprodução de cores, como 
na transmissão de jogos à noite em áreas externas, em que o mais indicado são as 
lâmpadas de halogeneto metálico (TREGENZA; LOE, 2015, Apud OTTE, 2019). 
Deve-se atentar à segurança, conforme destaca Tregenza e Loe (2014, Apud 
OTTE, 2019): 
Os equipamentos de iluminação externa devem ser 
projetados para operar sob condições climáticas severas e 
durante muitos anos. O grau de vedação de uma luminária 
é chamado de classificação IP (ingress protection). As 
 
34 
 
luminárias, para que tenham desempenho satisfatório 
durante um longo período, devem ser regularmente limpas 
e ter suas lâmpadas queimadas substituídas. Para que isso 
seja possível, as seguintes recomendações precisam ser 
respeitadas. 
 
A segurança envolve o ofuscamento, que ocorre com mais frequência em 
jardins externos e deve ser evitado, em bora também seja possível verificar essa 
possibilidade internamente. O ofuscamento acontece quando uma fonte de luz é 
direcionada diretamente aos olhos do usuário, fazendo ele não enxergar 
com clareza o espaço. (OTTE, 2019) 
Outro item de segurança se refere à energia. Prefira utilizar a fonte de energia 
dentro de um espaço construído fora do alcance de intempéries, pois, partir dela, 
sairão os condutores em baixa voltagem até as luminárias. Deve-se ter cuidado 
especial em jardins que tem animais, por exemplo, se um cachorro roer um fio, pode 
levar um choque fatal. (OTTE, 2019) 
Conferir os índices pluviométricos da região, também é um fator importante, 
caso seja um local com períodos de intensa chuva, evite embutidos no solo e dê 
preferência a postes e espetos. Existe a opção de luminárias que funcionam a partir 
da energia solar, elas têm receptores que armazenam durante o dia a energia e a 
noite a transformam em iluminação. Em todos os casos, opte por lâmpadas ou 
luminárias que comumente são chamadas de “blindadas”, pois são preparadas para 
uso em áreas externas e mais dificilmente entrará umidade dentro delas. (OTTE, 
2019) 
Lembre-se que, durante o dia, existe a iluminação natural, de cima para baixo 
e, junto dela, a irradiação solar. Algumas plantas precisam ser protegidas dessa 
radiação por outras. Isso pode se tornar muito interessante, pois será possível ter 
dois jardins completamente diferentes, o do dia e o da noite. Uma planta protegida 
do sol de dia não chamará tanta atenção, mas a noite pode ganhar destaque com 
um facho de luz a destacando. (OTTE, 2019) 
 
 
 
35 
 
 
 
Fonte: dicaverde.com.br 
9 ILUMINAÇÃO NO PAISAGISMO - LIGHTING DESIGN 
O objetivo do lighting design é o de criar ambientes esteticamente 
agradáveis, eficientes e sãos, proporcionando bem-estar aos seus utilizadores. Os 
níveis de iluminação e as luminâncias devem ser adequados para a execução das 
tarefas. Deve-se ter um controlo dos limiares aceitáveis do brilho, evitando a 
monotonia e criando efeitos de perspectiva (Binggeli, 2010, Apud DARÉ et al., 
2014). 
Os sistemas de iluminação - naturais e artificiais -, deverão ser 
energeticamente eficientes e sustentáveis, minimizando eventuais impactos 
negativos. (DARÉ et al., 2014) 
O projeto de lighting design não deve ir além de um exercício puramente 
formal na tentativa de proporcionar uma iluminação suficiente, seja esta natural e/ou 
artificial, mas que permita aos seus utilizadores desempenhar as suas tarefas 
visuais com conforto e segurança, bem como proporcionar uma visão do ambiente 
interior agradável e que contribua para ter-se satisfação e bem-estar (Santos & 
Vasquez, 2007, Apud DARÉ et al., 2014). 
 
36 
 
Segundo Lam (1977), o lighting design é um projeto de ambiência e não de 
engenharia. A escolha das luminárias e os cálculos pertencem a fase final... Tem 
de se entender a luz e o seu comportamento físico, mas, principalmente trata-se de 
aprender a ver. A iluminação tem de ser compreendida através da psicologia da 
percepção... Tem de se entender os seus princípios e a relação que faz com que se 
percebe se está claro ou escuro, alegre ou sombrio, permitindo que um ambiente 
tenha uma boa luminosidade. (Apud DARÉ et al., 2014) 
 
A luz nos permite ver. O lighting design nos permite ver o que 
desejamos que se veja. (Brandston, 2010, Apud DARÉ et al., 2014) 
 
Segundo Santos e Vasquez (2007, apud DARÉ et al., 2014), a perspectiva 
do conforto e da eficiência energética é desejável se, preferencialmente, a 
iluminação dos espaços interiores for efetuada com o recurso à luz natural, 
devendo, no entanto, ter por suplemento os sistemas de iluminação elétrica, 
eficazes e flexíveis quando e/ou onde as necessidades de iluminação não possam 
ser satisfeitos apenas pela iluminação natural. Portanto, os principais objetivos a 
serem alcançados no desenvolvimento desse projeto serão: 
 
• Proporcionar as iluminâncias necessárias ao desempenho das diferentes 
tarefas visuais; 
•Garantir condições de conforto visual, eliminando os problemas decorrentes 
do encandeamento, atenuando diferenças excessivas de contrastes, melhorando 
as uniformidades, etc.; 
• Assegurar que o aproveitamento de iluminação natural não se refletirá 
negativamente noutros aspetos do ambiente interior, tais como o desconforto 
térmico ou o consumoenergético, isto é, a energia a ser produzida para 
aquecimento e/ou arrefecimento do ambiente; 
• Optar por sistemas de iluminação artificial energeticamente eficientes e 
flexíveis, sem prejuízo das necessidades quantitativas e qualitativas da iluminação; 
 
37 
 
•Assegurar a mais adequada condição de articulação e complementaridade 
entre os sistemas de iluminação natural e artificial, de modo a que o recurso ao 
último só tenha lugar quando as necessidades de iluminação não possam ser 
satisfeitas apenas pela luz natural. Essa articulação deverá ser concretizada 
mediante uma escolha criteriosa dos sistemas de controle da iluminação artificial. 
 
Aos profissionais da iluminação cabe estar sempre atentos a tudo que ocorre 
no mercado, conhecer as novidades tecnológicas e nunca esquecer a velha e boa 
sensibilidade de artista. Numa área em que detalhes podem fazer a diferença, isso 
é o que vai diferir um bom projeto dos demais. (DARÉ et al., 2014) 
Isso, sabemos, vale tanto para o bem quanto para o mal: um fio de luz que 
pode surpreender e alegrar corações pode também ofuscar, causar desconforto, 
irritação e outras sensações desagradáveis. (DARÉ et al., 2014) 
 
 
O alicerce do projeto 
 
Para se desenvolver um projeto de uma área verde, a sugestão é estudar a 
área, antes de começar a pensar no que será feito. Aconselha-se ao projetista ir ao 
local: isto pode parecer uma coisa tola, mas na verdade é fundamental, pois é nessa 
visita que ele vai observar o movimento do dia. Se tiver a sorte de ir ao amanhecer, 
passear pela propriedade por volta do meio-dia e só sair quando o Sol também se 
for; essa será uma experiência a ser levada consigo para a vida toda. (LOPES, 
2010) 
Além disso, o lighting designer tem de ter um contato estreito com o 
paisagista. É preciso perguntar tudo a ele, ser curioso e chato, mesmo, para, com 
isso, desenvolver o projeto em comum acordo com o sonho dele. Nesse tipo de 
conversa, é possível encontrar pistas de como será a composição da palheta de 
cores do projeto, quais as folhagens que ele quer que sejam ressaltadas... Ou seja: 
conhecer a expectativa do criador da paisagem em relação à iluminação. (LOPES, 
2010) 
 
38 
 
Lembre-se, também, de que para iluminações provisórias, existem 
segredinhos nas plantas que só o paisagista pode contar: pode ser que surja um 
enorme defeito em uma vegetação naquela determinada época do ano, que jamais 
deve ser demonstrado, ou o florescimento de espécie por cerca de poucas horas, 
que deve ser revelado... E assim por diante. (LOPES, 2010) 
 
 
Estudo do local: necessidades fundamentais 
 
O cálculo do projeto, somado aos métodos e ao amor a natureza. Isso 
resume quais são as necessidades essenciais de um projeto. Nada de agredir a 
mãe natureza! Deste modo, nunca se deve usar lâmpadas com radiação muito 
próxima ao objeto a ser iluminado. Vale lembrar que o calor deve ser afastado 
também. (LOPES, 2010) 
Na iluminação para paisagismo, é fundamental combinar radiação com o 
calor, para não comprometer a vegetação escolhida pelo arquiteto-paisagista. Além 
disso, é importante lembrar que a luz deve acentuar a beleza do cenário e eliminar 
áreas escuras. (LOPES, 2010) 
 
 
O que iluminar 
 
A iluminação de um parque ou jardim envolve quase as mesmas coisas de 
um paisagismo de grande porte: árvores, arbustos, canteiros de flores e 
provavelmente lagos e fontes. – Lagos e fontes? Alguém pode perguntar. – Sim, 
lagos e fontes. E na maioria deve-se ter cuidado extremo para iluminá-los, pois a 
água com luz vira espelho. (LOPES, 2010) 
Para realçar lagos rasos, por exemplo, é preciso realizar um estudo 
cuidadoso com fibra óptica ou com os famosos LEDs subaquáticos, que são duas 
opções bem diferentes. Há que prefira o uso de LEDs subaquáticos, pois carecem 
 
39 
 
de menos manutenção, economizam mais energia e têm maior durabilidade. 
(LOPES, 2010) 
Lagos com trechos – em corte – de 20 centímetros são complicados para se 
iluminar – ainda não evoluímos o suficiente para resolver isso. A luz dos LEDs 
subaquáticos, na minha experiência, não os ilumina de forma adequada, porque o 
seu ângulo de abertura não atinge o fundo, causando rasgos e desuniformidade. Já 
na beira, a fonte de luz – devido à angulação – causa ofuscamento. (LOPES, 2010) 
O azul-claro, que envolve a maioria das piscinas, é bem melhor de se 
trabalhar. Neste caso, utiliza-se um número de pontos menor e a saída da luz é bem 
mais uniforme. Já na cor escura é necessária quantidade muito maior de pontos e 
eles ficam muito mais evidentes. (LOPES, 2010) 
 
 
Fonte: www.tuacasa.com.br 
Detalhes que fazem a diferença 
 
Para que o projeto saia a contento, é aconselhável e adequado esconder a 
instalação do campo visual do usuário final. Sabemos que esta medida pode elevar 
os custos, mas é necessário. Cabos enterrados, cabos modelo PP, tudo em prol da 
segurança das pessoas que vão transitar pelo local. (LOPES, 2010) 
Além disso, note que o efeito dramático – normalmente elogiado pelos 
usuários – é aumentado quando as fontes de luz não são visíveis. Os equipamentos 
http://www.tuacasa.com.br/
 
40 
 
poderão iluminar a folhagem a certa distância ou ser colocados na base do tronco. 
Bonitos efeitos poderão ser obtidos usando luz de diversas cores. (LOPES, 2010) 
 
 
Fonte: www.tuacasa.com.br 
Iluminar com lâmpadas a vapor de sódio pode ser ótimo para prefeituras, mas 
para um cliente particular não deve ser usada. Pobre em índice de reprodução de 
cor (IRC), ela transforma a vegetação verde em marrom. Porém, folhagens 
amarelas pode ser uma exceção à regra. Folhas com uma cor predominantemente 
amarela ou verde poderão ser iluminadas com luz de sódio amarela de alta pressão 
ou luz incandescente, respectivamente. É preferível usar lâmpadas de vapor de 
mercúrio ou fluorescentes de cor verde para iluminar árvores com folhagens verde-
escuras ou verde-azuladas. (LOPES, 2010) 
 
 
 
 
 
41 
 
10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
DARÉ, Ana Cristina et al. Lighting Design: O Significado da Luz no Design de 
Ineriores e na Qualidade de Vida dos Idosos. Orientador: Cristina Maria Santos 
Nunes Pires Caramelo Gomes. 2014. 298 p. Tese (Doutorado em Design) - 
Universidade de Lisboa, Lisboa, 2014. 
 
FEIDEN, Alessandra Cristina et al. CONFORTO VISUAL ATRAVÉS DA 
ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL. XXIII Seminário Interinstitucional de Ensino, 
Pesquisa e Extensão. Rio Grande do Sul, 2018. 
 
FIORINI, THIAGO MORAIS SIRIO. PROJETO DE ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES 
INTERNOS ESPECIAIS. Orientador: Wilson Correia Pinto de Aragão Filho. 2006. 
128 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Engenharia Elétrica) - 
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