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IFB - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília
Ensino médio Integrado em química
Laboratório de Química 3
Relatório da aula prática nº 16
Preparo de essência por esterificação
Alunos: Ana Clara da Paz Pereira e Gustavo Menezes Santos
Matrícula: 201022620032 - 201022620028
Prof.: Breno Cunha Pinto Coelho
Gama-DF
2023
INTRODUÇÃO
A reação de esterificação é aquela que ocorre entre um ácido carboxílico e um álcool,
originando os produtos água e o próprio éster; por isso essa reação é denominada
esterificação. Essas combinações originam grupos específicos de ésteres. Consideradas
reações reversíveis, os ésteres formados reagem com a água, por meio do processo de
hidrólise, recuperando as moléculas de álcool e ácido. (L.W. Bieber. Química Orgânica
Experimental: Integração de Teoria, Experimento e Análise. Química Nova. 1999;)
Muitas substâncias importantes são obtidas a partir das reações de esterificação, uma delas
são os ésteres chamados de flavorizantes. Esses compostos são largamente utilizados como
aditivos químicos pelas indústrias, principalmente de gêneros alimentícios. (L.W. Bieber.
Química Orgânica Experimental: Integração de Teoria, Experimento e Análise. Química
Nova. 1999;)
Os flavorizantes são tipos de ésteres com a capacidade de atribuir ou intensificar o sabor ou
aroma de determinados alimentos, além de acentuar o cheiro de perfumes e outros produtos.
A produção de ésteres flavorizantes para utilização no ramo alimentício é feita através da
elevação de temperatura dos ácidos carboxílicos e o álcool com o auxílio do catalisador, em
um processo de aceleração da esterificação, chamado de esterificação de Fischer. (L.W.
Bieber. Química Orgânica Experimental: Integração de Teoria, Experimento e Análise.
Química Nova. 1999)
OBJETIVOS
● Sintetizar essência no aroma de algumas frutas.
MATERIAIS E REAGENTES
Materiais:
● Balão de fundo redondo;
● Agitador Magnético;
● Pipeta;
● Béquer;
● Pedra de ebulição;
Reagentes:
● Ácido metanóico;
● Etanol;
● Ácido sulfúrico;
METODOLOGIA
Primeiramente, em um balão de fundo redondo de 100 mL equipado com agitador
magnético e pedras de ebulição adicionou-se 0,10 mol do ácido carboxílico e 0,20 mol do
álcool, seguindo a ordem Disposta na Tabela 1. Em seguida, agitou-se suavemente o conjunto
reacional e adicionou-se lentamente 1 mL de ácido sulfúrico concentrado (realizando este
procedimento na capela!). Após a adição do catalisador, manteve o conjunto sob refluxo
brando durante 20 minutos e após o refluxo, deixou-se o sistema resfriado à temperatura
ambiente, para por fim fazer o teste odorífico a fim de verificar a correlação do éster e seu
aroma.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para saber o volume necessário de ácido carboxílico e de álcool, foram feitos os
seguintes cálculos:
Ácido Carboxílico
V=MM. n . d
V = 46,07g/mol . 0,20 mol . 0,789 g/mL
V = 7,27 mL
(com rendimento)
7,27 mL - 100%
X - 99,5%
X = 7,23 mL
Álcool
V=MM. n . d
V = 46,02g/mol . 0,10 mol . 1,22g/mL
V=3,77 mL
3,77 mL - 100%
X - 88%
X = 3,31 mL
Como foi realizado o procedimento com o objetivo do produto do aroma ser pêssego,
o ácido carboxílico usado foi ácido metanóico e o álcool, foi o etanol. Após os cálculos, foi
feito o procedimento pedido, adicionou-se 7,23 mL de ácido metanóico, 3,31 mL de etanol e
1 mL de ácido sulfúrico no balão, então tudo foi mantido sob refluxo por aproximadamente
20 minutos.
Pode-se observar logo após os 20 minutos que o resultado do grupo não foi
satisfatório, já que o aroma obtido não correspondia com o aroma de pêssego, o resultado
pode-se dar pela o tempo não ter sido suficiente ou o volume dos reagentes usados não terem
sido corretos. Diferente, o grupo que realizou a obtenção de aroma de banana teve sucesso,
sendo o único grupo a atingir o objetivo da aula.
Por fim, a equação que representa a prática é a seguinte: Ácido Carboxílico + Álcool
↔ Éster + H2O. Então, observa-se que é uma reação reversível, ou seja, a reação inversa se
chama hidrólise, que se ocorrer em meio ácido, formam ácido e álcool, porém se ocorrer em
meio básico, forma um sal de ácido carboxílico e álcool.
CONCLUSÃO
Concluímos então sobre a prática a complexidade e ao mesmo tempo a facilidade da
esterificação assim como suas reações em constante equilíbrio e as diversidades de aromas e
substâncias formadas com diferentes reagentes.
A prática foi concluída com sucesso e os objetivos teóricos foram alcançados com êxito.
BIBLIOGRAFIAS
- L.W. Bieber. Química Orgânica Experimental: Integração de Teoria, Experimento e
Análise. Química Nova. 1999;
CONTRIBUIÇÕES DE CADA AUTOR
1 – Gustavo: pesquisou e escreveu a introdução teórica. Apoiou desde o planejamento da
pesquisa e na coleta de dados, bem como nas análises laboratoriais e dos dados, assim como
na redação do artigo. Colaborou na redação dos “materiais e reagentes" e na “metadologia”.
2 – Ana Clara da Paz Pereira: Escreveu os “objetivos” e listou os “materiais e reagentes”.
Além de escrever a “metodologia” e os”resultados e discussões”.

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