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Prova 9 – Princípios Fundamentais do Direito Penal Brasileiro Introdução: Esta prova aborda os princípios fundamentais que regem o Direito Penal brasileiro, como a legalidade, a culpabilidade, a individualização da pena, entre outros. Esses princípios são essenciais para garantir justiça e segurança jurídica no sistema penal. Questões 1. O princípio da legalidade penal estabelece que: a) Todo crime deve ter previsão legal, mas a pena pode ser fixada pelo juiz conforme o caso. b) Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. c) Apenas os costumes podem definir condutas criminosas. d) A lei penal pode retroagir sempre que beneficiar o réu. e) O juiz pode criar tipos penais em casos excepcionais. 2. O princípio da individualização da pena garante que: a) Todos os crimes sejam punidos com penas fixas e uniformes. b) Cada condenado tenha sua pena aplicada de acordo com as circunstâncias do crime e sua personalidade. c) A lei penal seja aplicada de forma genérica, sem discricionariedade. d) Não haja distinção entre crimes dolosos e culposos. e) As penas sejam iguais para crimes semelhantes. 3. O princípio da culpabilidade implica que: a) A responsabilidade penal pode ser atribuída mesmo sem dolo ou culpa. b) Não há pena sem prova da culpabilidade do agente. c) A lei penal pode punir condutas que não causaram lesão efetiva. d) As penas podem ser aplicadas a título de prevenção geral. e) A culpa é irrelevante para a imposição de penas. 4. A vedação da analogia em Direito Penal é aplicável: a) Em casos de crimes hediondos. b) Sempre que houver lacunas na legislação. c) Apenas para prejudicar o réu, sendo permitida quando o beneficiar. d) A situações previstas expressamente na Constituição. e) Somente no âmbito do Direito Civil. 5. O princípio da insignificância é aplicado em qual situação abaixo? a) Crimes culposos sem vítimas. b) Infrações de menor potencial ofensivo, independentemente da conduta do agente. c) Quando a conduta não representa relevância social, jurídica ou econômica. d) Crimes dolosos com pequeno impacto financeiro. e) Infrações cometidas em âmbito doméstico. 6. O princípio do ne bis in idem garante que: a) Um mesmo agente não seja punido duas vezes pelo mesmo fato. b) Um crime seja punido apenas com penas restritivas de liberdade. c) A reincidência não seja considerada na aplicação da pena. d) A lei penal seja aplicada de forma retroativa em benefício do réu. e) O direito penal não interfira em relações civis. 7. O princípio da retroatividade da lei penal benéfica significa que: a) As leis penais sempre se aplicam de forma retroativa. b) Apenas crimes menores são atingidos pela retroatividade. c) As normas penais que beneficiam o réu aplicam-se aos casos anteriores a sua entrada em vigor. d) A retroatividade da lei penal depende da gravidade do crime. e) A lei penal benéfica pode ser aplicada exclusivamente em crimes culposos. 8. O princípio da proporcionalidade das penas exige que: a) Crimes de mesma natureza tenham penas idênticas. b) A pena seja proporcional à gravidade do delito e às circunstâncias do caso. c) Todas as penas sejam substituídas por restritivas de direitos. d) Crimes contra o patrimônio tenham penas superiores às contra a vida. e) Apenas crimes dolosos sejam punidos severamente. 9. O princípio da presunção de inocência implica que: a) O réu deve provar sua inocência. b) Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. c) A denúncia já é suficiente para caracterizar a culpa do acusado. d) A prisão preventiva pode ser aplicada sem fundamentos específicos. e) O ônus da prova recai exclusivamente sobre o réu. 10. O princípio da intervenção mínima significa que: a) O Direito Penal deve atuar somente em situações extremas, como última ratio. b) Todos os conflitos sociais devem ser resolvidos pelo Direito Penal. c) Apenas condutas dolosas devem ser criminalizadas. d) O Direito Penal deve substituir outros ramos do Direito. e) Infrações de menor potencial ofensivo não precisam ser punidas. Gabarito e Justificativas – Prova 9 1. b) Não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal. Esse princípio está consagrado no art. 5º, XXXIX da Constituição Federal e no art. 1º do Código Penal. 2. b) Cada condenado tenha sua pena aplicada de acordo com as circunstâncias do crime e sua personalidade. A individualização da pena está prevista no art. 5º, XLVI da Constituição Federal. 3. b) Não há pena sem prova da culpabilidade do agente. O princípio da culpabilidade exige dolo ou culpa para que a responsabilidade penal seja atribuída. 4. c) Apenas para prejudicar o réu, sendo permitida quando o beneficiar. A analogia em Direito Penal é vedada em prejuízo do réu, mas permitida para beneficiá-lo. 5. c) Quando a conduta não representa relevância social, jurídica ou econômica. O princípio da insignificância é aplicado conforme critérios do STF para excluir a tipicidade material. 6. a) Um mesmo agente não seja punido duas vezes pelo mesmo fato. O princípio do ne bis in idem é uma garantia constitucional implícita no ordenamento jurídico brasileiro. 7. c) As normas penais que beneficiam o réu aplicam-se aos casos anteriores a sua entrada em vigor. Conforme art. 2º, parágrafo único do Código Penal, a retroatividade benéfica é garantida. 8. b) A pena seja proporcional à gravidade do delito e às circunstâncias do caso. O princípio da proporcionalidade está relacionado à justiça no processo de aplicação da pena. 9. b) Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Esse princípio é garantido pelo art. 5º, LVII da Constituição Federal. 10. a) O Direito Penal deve atuar somente em situações extremas, como última ratio. O princípio da intervenção mínima orienta que o Direito Penal seja utilizado como último recurso.