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ATUALIZAÇÃO DO CS DE EXECUÇÃO PENAL p. 25 → Inclusão do seguinte parágrafo: A Lei 14.843/2024 alterou a Lei de Execução Penal para determinar a obrigatoriedade de realização do exame criminológico para que o apenado progrida de regime. Art. 112, § 1º Em todos os casos, o apenado somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, e pelos resultados do exame criminológico, respeitadas as normas que vedam a progressão. p. 39 → Inclusão dos incisos VIII e IX ao art. 146-C, redação dada pela Lei 14.843/2024: VIII - a revogação do livramento condicional; (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024) IX - a conversão da pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade. (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024) p. 60→ Inclusão do seguinte parágrafo: A Lei 14.843/2024 tornou o exame criminológico obrigatório para a progressão de regime. p. 87→ alteração da tabela para inclusão da nova redação do §1º § 1º Em todos os casos, o apenado somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, e pelos resultados do exame criminológico, respeitadas as normas que vedam a progressão. (Redação dada pela Lei nº 14.843, de 2024) p. 93 → Inclusão do seguinte parágrafo: A Lei 14.843/2024 alterou a redação do §1º do art. 112 da LEP para determinar que deve ser realizado o exame criminológico. ANTES DA LEI 14.843/2024 APÓS A LEI 14.843/2024 § 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. § 1º Em todos os casos, o apenado somente terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, e pelos resultados do exame criminológico, respeitadas as normas que vedam a progressão. Por fim, o resultado desfavorável de exame criminológico justifica a negativa de progressão de regime por falta de requisito subjetivo. A progressão de regime prisional foi indeferida pelo juízo da execução penal, com base no resultado desfavorável do exame criminológico, segundo o qual o agravante "não demonstra possuir maturidade suficiente para o http://www.iceni.com/infix.htm cumprimento da pena no regime intermediário". Esta Corte possui o entendimento de que o resultado desfavorável de exame criminológico justifica a negativa de progressão de regime por falta de requisito subjetivo. STJ. 6ª Turma. AgRg no HC n. 848.737/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 2/10/2023. STJ. 5ª Turma. AgRg no HC n. 870.417/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 5/12/2023. p. 93 → reformulação dos itens c e d: c) Mostrar que irá ajustar-se ao novo regime A Lei 14.483/2024 alterou a redação do inciso II, do art. 114 da LEP para determinar que os resultados do exame criminológico também serão considerados. Portanto, sua realização passou a ser obrigatória. Art. 114 II - apresentar, pelos seus antecedentes e pelos resultados do exame criminológico, fundados indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina, baixa periculosidade e senso de responsabilidade, ao novo regime. (Redação dada pela Lei nº 14.843, de 2024). d) Cumprimento de condições especiais e gerais Art. 115. O juiz poderá estabelecer condições especiais para a concessão de regime aberto, entre as quais, a fiscalização por monitoramento eletrônico, sem prejuízo das seguintes condições gerais e obrigatórias: (Redação dada pela Lei nº 14.843, de 2024): I - permanecer no local que for designado, durante o repouso e nos dias de folga; II - sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; III - não se ausentar da cidade onde reside, sem autorização judicial; IV - comparecer a Juízo, para informar e justificar as suas atividades, quando for determinado. Vale salientar que a Lei 14.843/2024 alterou a redação do caput do art. 115 da LEP para incluir expressamente a fiscalização por monitoramento eletrônico como uma condição especial para a concessão do regime aberto. p. 87→ alteração da tabela para inclusão da nova redação do §2º, do art. 122: A Lei 14.843/2024 alterou o §2º do art. 122 da LEP para ampliar as hipóteses de vedação da saída temporária. Art. 122. (...). § 2º Não terá direito à saída temporária de que trata o caput deste artigo ou a trabalho externo sem vigilância direta o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa. p. 112 → Inclusão dos incisos §§ 2º e 3º, do art. 122 redação dada pela Lei 14.843/2024: § 2º Não terá direito à saída temporária de que trata o caput deste artigo ou a trabalho externo sem vigilância direta o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa. (Redação dada pela Lei nº 14.843, de 2024) http://www.iceni.com/infix.htm § 3º Quando se tratar de frequência a curso profissionalizante ou de instrução de ensino médio ou superior, o tempo de saída será o necessário para o cumprimento das atividades discentes. (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024). p. 115 → reformulação do item quantidade de saídas por ano e tempo de duração e do item impossibilidade de concessão Lei 14.843/2024: Quantidade de saídas por ano e tempo de duração Antes da Lei 14.843/2024 o art. 124 da LEP previa que: • Cada preso terá o máximo de 5 saídas temporárias por ano (1 mais 4 renovações). • Cada saída temporária tem duração máxima de 7 dias. Em outras palavras, o preso receberá a autorização para ficar 7 dias fora do estabelecimento prisional. • Entre uma saída temporária e outra deve haver um intervalo mínimo de 45 dias. Peculiaridade: no caso da saída temporária para estudo, o prazo da saída temporária seria igual ao necessário para as atividades discentes (ex: pode ser autorizada a saída temporária todos os dias). Entretanto, a Lei 14.843/2024 revogou expressamente o art. 124 da LEP, a nova lei não tratou sobre: a) o prazo da saída temporária (antes prevista no caput e § 3º do art. 124); e b) das condições da saída temporária (antes prevista no § 1º do art. 124). Segundo a doutrina (ainda minoritária), deve aplicado o art. 121 da LEP, por analogia. A permissão de saída e a saída temporária são espécie do mesmo gênero (autorizações de saída). É o instituto jurídico mais próximo que se encontra na matéria de Execução Penal. Portanto, cabe defender a seguinte solução, tendo em vista a falta de previsão legal específica que se instalou pela Lei 14.843/2024: a saída temporária terá duração necessária à finalidade da saída. Ficando a critério do juízo da execução, por discricionariedade, os prazos e condições, observando o dever de motivação (art. 93, IX, da CF/88)1. Impossibilidade de concessão Antes da Lei 14.843/2024, era vedada a concessão de saída temporária ao condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte. Depois da Lei 14.843/2024, as hipóteses de vedação foram ampliadas. Art. 122. (...). § 2º Não terá direito à saída temporária de que trata o caput deste artigo ou a trabalho externo sem vigilância direta o condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa. Vale destacar que não se trata de qualquer espécie crime hediondo do rol taxativo do art. 1º da Lei 8.072/1990, mas sim “crime hediondo ou com violência ou grave ameaça contra pessoa”. 1 https://www.buscadordizerodireito.com.br/download/verPdf/3b3189f76dfaea9f611807f57e4940de.pdf http://www.iceni.com/infix.htm Portanto, embora ampliado pela Lei 14.843/2024, o § 2º do art. 122 continua limitando a abrangência do que se entende por “crime hediondo”. . p. 139 → Inclusão da alínea “e” ao art.132, com redação dada pela Lei 14.843/2024: e) utilizar equipamento de monitoração eletrônica. (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024) p. 151 → Inclusão de um novo item: 17. MONITORAÇÃO ELETRÔNICA 17.1. CONCEITO É a utilização de dispositivo não ostensivo de monitoramento eletrônico, afixado no corpo da pessoa, a fim de que se saiba, permanentemente e à distância, a localização geográfica do agente, permitindo o controle de seus atos fora do cárcere. 17.2. COMPETÊNCIA E CABIMENTO Compete exclusivamente ao juízo da execução determinar a fiscalização por meio da monitoração eletrônica, nos casos de: 1) autorizar a saída temporária no regime semiaberto; 2) determinar a prisão domiciliar; 3) aplicar pena privativa de liberdade a ser cumprida nos regimes aberto ou semiaberto, ou conceder; 4) progressão para tais regimes; 5) aplicar pena restritiva de direitos que estabeleça limitação de frequência a lugares específicos; 6) conceder o livramento condicional. As hipóteses 4, 5 e 6 foram incluídas pela Lei 14.843/2024. 17.3. VIOLAÇÃO As consequências pela violação à monitoração eletrônica estão previstas no art. 146-C da LEP, e foram ampliadas pela Lei 14.843/2024. Art. 146-C. O condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e dos seguintes deveres: I - receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações; II - abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o faça; http://www.iceni.com/infix.htm Parágrafo único. A violação comprovada dos deveres previstos neste artigo poderá acarretar, a critério do juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa: I - a regressão do regime; II - a revogação da autorização de saída temporária; VI - a revogação da prisão domiciliar; VII - advertência, por escrito, para todos os casos em que o juiz da execução decida não aplicar alguma das medidas previstas nos incisos de I a VI deste parágrafo. VIII - a revogação do livramento condicional; (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024) IX - a conversão da pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade. (Incluído pela Lei nº 14.843, de 2024) Obs. As consequências de violação dos deveres à monitoração eletrônica (art. 319, IX, CPP) são diferentes no CPP (sistema front-door), aplicam-se as regras do art. 282, §4º e, em último caso, o art. 312 do CPP. Art. 282. (...). § 4º No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312 deste Código. Art. 312. (...). § 1º A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art. 282, § 4º). § 2º A decisão que decretar a prisão preventiva deve ser motivada e fundamentada em receio de perigo e existência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida adotada. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14843.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14843.htm#art2 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2024/Lei/L14843.htm#art1 http://www.iceni.com/infix.htm