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Aula 06
Carreira JurídicaCarreira Jurídica
- Legislação- Legislação
PenalPenal
2023 (Curso Regular)
Autor
Vitor De LucaVitor De Luca 11 de dezembro 2022
 
 
Sumário 
Dos órgãos de execução penal ........................................................................................................................... 5 
1 - Órgãos de execução penal ........................................................................................................................ 5 
1.1 - Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária ........................................................................................... 5 
1.2 - Juízo da Execução Penal ........................................................................................................................................... 6 
1.3 - Ministério Público ................................................................................................................................................... 10 
1.4 - Conselho Penitenciário ........................................................................................................................................... 11 
1.5 - Departamentos Penitenciários ............................................................................................................................... 11 
1.6 - Patronato ................................................................................................................................................................ 13 
1.7 - Conselho Da Comunidade ...................................................................................................................................... 13 
1.8 - Defensoria Pública .................................................................................................................................................. 14 
Estabelecimentos penais.................................................................................................................................. 15 
1 - Dos Estabelecimentos penais .................................................................................................................. 15 
1.1 - Disposições Gerais .................................................................................................................................................. 15 
1.2 - Penitenciária ........................................................................................................................................................... 21 
1.3 - Colônia Agrícola, Industrial ou Similar .................................................................................................................... 21 
1.4 - Casa de Albergado .................................................................................................................................................. 24 
1.5 - Centro de Observação ............................................................................................................................................ 24 
1.6 - Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico .................................................................................................... 25 
1.7 - Cadeia Pública......................................................................................................................................................... 26 
Guia de recolhimento ...................................................................................................................................... 27 
1 - Guia de recolhimento .............................................................................................................................. 27 
Fixação de regime e unificação de penas ........................................................................................................ 29 
Progressão e regressão de regime ................................................................................................................... 35 
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1 - Questões especiais de progressão de regime ........................................................................................ 41 
1.1 - Crime contra a Administração Pública ................................................................................................................... 41 
1.2 - Progressão de regime antes do trânsito em julgado .............................................................................................. 41 
1.3 - Progressão de regime envolvendo apenado estrangeiro ....................................................................................... 41 
1.4 - Progressão de regime e condenado em estabelecimento penal de segurança máxima (penitenciária federal) .. 42 
1.5 - Progressão per saltum ............................................................................................................................................ 42 
1.6 - Inadimplemento da pena de multa e progressão de regime ................................................................................. 44 
1.7 - Progressão de regime dos crimes hediondos antes da Lei nº 11.464/07 .............................................................. 44 
1.8 - Progressão de regime especial ............................................................................................................................... 45 
1.9 - Progressão de regime e organização criminosa ..................................................................................................... 45 
2 - Prisão albergue domiciliar ...................................................................................................................... 45 
2.1 - Regressão de regime .............................................................................................................................................. 46 
2.2 - Regressão Cautelar de Regime ............................................................................................................................... 47 
Autorização de saídas ...................................................................................................................................... 48 
Remição ............................................................................................................................................................ 52 
Livramento condicional .................................................................................................................................... 60 
1 - Procedimento do Livramento Condicional .............................................................................................. 63 
2 - Período de Prova Condições do Livramento Condicional ........................................................................ 63 
3 - Cerimônia do Livramento Condicional (Art. 137 Da LEP) ........................................................................ 65 
4 - Revogação Obrigatória do Livramento Condicional ............................................................................... 65 
5 - Revogação Facultativa do Livramento Condicional ................................................................................ 66 
7 - Suspensão ou Prorrogação do Livramento Condicional ......................................................................... 66 
8 - Extinção da Pena ..................................................................................................................................... 66 
Resumo ............................................................................................................................................................. 68 
Questões Comentadas ..................................................................................................................................... 71 
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de: I - condenado maior de 70 anos; II – condenado acometido de doença grave; III – condenada com filho menor ou deficiente 
físico ou mental; IV – condenada gestante. 
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E se não existir Centro de Observação? 
O legislador ordinário antevendo as dificuldades do gestor público em cumprir o estabelecido na LEP deu a 
solução, qual seja, na falta do Centro de Observação, os exames poderão ser realizados pela Comissão Técnica 
de Classificação. 
1.6 - Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico 
O Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, que também deve obedecer os critérios de salubridade 
(areação, insolação e temperatura) é destinado ao tratamento de pessoas que serão submetidas ao 
cumprimento de medida de segurança, ou seja, os inimputáveis (art. 26, caput, do CP7) e os semi-imputáveis 
(art. 26, parágrafo único, do CP8). Só lembrando que o legislador brasileiro, após a reforma penal de 1984, 
adotou o sistema vicariante ou unitário. Com isso, resta dizer que ao semi-imputável é aplicada pena ou 
medida de segurança, segundo a providência mais recomendada para o caso concreto, não existindo, em 
hipótese alguma, a possibilidade de cumular tais sanções penais (sistema do duplo binário). 
O Código Penal estabelece 2 medidas de segurança: 
1) Detentiva - consiste em internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou, à falta, em 
outro estabelecimento adequado (art. 96, I, do CP). Essa medida é prevista para os apenados com 
reclusão, independentemente de o agente ser imputável ou semi-imputável. 
2) Restritiva – consiste em submissão a tratamento ambulatorial. Nesse caso, o agente é submetido a 
tratamento em clínica psiquiátrica, mas permanece em liberdade. Se o fato for punível com detenção, 
o juiz poderá optar entre a internação e o tratamento ambulatorial. 
Professor, os internados ficam em celas individuais? 
Não há exigência de cela individual. Vejamos o item 99 da Exposição de Motivos da LEP: “a estrutura e a as 
divisões de tal unidade estão na dependência de planificação especializada, dirigida segundo os padrões da 
medicina psiquiátrica. Estabelecem-se, entretanto, as garantias mínimas de salubridade do ambiente e área 
física de cada aposento. 
Como já dita acima, na falta de hospital de custódia e tratamento psiquiátrico a internação ocorrerá em outro 
estabelecimento adequado, mas isso não significa dizer em locais destinados ao cumprimento de pena 
ou prisão provisória. Vejamos julgado do STJ. 
PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 
EXECUÇÃO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO IMPRÓPRIA. 
IMPOSIÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA DE INTERNAÇÃO. AUSÊNCIA DE 
 
 
7 Art. 26, caput, do CP: “É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, 
era, ao tempo da ação ou omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se com esse 
entendimento. 
8 Art. 26, §único, do CP: “A pena pode ser reduzida de 1(um) a 2/3 (dois terços), se o agente, em virtude de perturbação de saúde 
mental ou por desenvolvimento incompleto ou retardado não era inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de 
determinar-se com esse entendimento. 
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VAGA EM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO. CUSTÓDIA EM ESTABELECIMENTO 
PRISIONAL COMUM. DESVIO NA EXECUÇÃO. FLAGRANTE ILEGALIDADE. 
PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO PROVIDO. 
I - Sendo aplicada ao recorrente a medida de segurança de internação, constitui 
constrangimento ilegal sua manutenção em prisão comum, ainda que o motivo seja a 
alegada inexistência de vaga para o cumprimento da medida aplicada (precedentes). 
II - A manutenção de estabelecimentos adequados ao cumprimento da medida de 
segurança de internação é de responsabilidade do Estado, não podendo o paciente ser 
penalizado pela insuficiência de vagas. Recurso ordinário provido. (RHC 75.972/MG, Rel. 
Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 01/12/2016, DJe 14/12/2016) 
O exame psiquiátrico e os demais exames são obrigatórios para todos os internados. Não confundam o exame 
psiquiátrico com o exame de cessação de periculosidade. O primeiro tem a missão de controlar a enfermidade, 
objetivando a sua cura e é realizado a critério médico. Já o segundo é realizado anualmente, conforme art. 97, 
§2º, do CP, e visa verificar se houve, ou não, a cessação da periculosidade, fato que implica na 
liberação/desinternação ou na manutenção da medida de segurança. 
O tratamento ambulatorial, previsto no artigo 97, segunda parte, do Código Penal, será realizado no Hospital 
de Custódia e Tratamento Psiquiátrico ou em outro local com dependência médica adequada (público ou 
privado). 
Devo informar ainda que em qualquer fase do tratamento ambulatorial pode o juiz determinar sua conversão 
para internação quando essa medida for necessária para fins curativos (art. 97, §4º, do CP). 
O condenado a quem sobrevier doença mental será internado em Hospital de Custódia e Tratamento 
Psiquiátrico (art. 108 da LEP). 
1.7 - Cadeia Pública 
Cadeia pública é o estabelecimento penal destinado ao recolhimento de presos provisórios (aquele que ainda 
não apresenta em seu desfavor uma sentença penal condenatória transitada em julgado), equiparando-se ao 
regime fechado. Lembre-se que o preso provisório, no que couber, está sujeito aos deveres e direitos aplicáveis 
ao condenado definitivo, não sendo, no entanto, obrigado ao trabalho, que pode ser realizado apenas no interior 
do estabelecimento penal. Está sujeito à disciplina carcerária, podendo, inclusive, sofrer punição por falta 
grave. 
Com o trânsito em julgado, esse preso deve ser transferido ao estabelecimento penal adequado ao regime 
fixado na sentença condenatória (fechado, semiaberto e aberto). Todavia, na realidade, observamos preso 
definitivo cumprindo pena em cadeia pública! 
A Convenção Americana de Direitos Humanos (art. 5º, item 4) e as Regras Mínimas da ONU (regra nº 8, “b”) 
determina que o preso provisório ficará recolhido em cadeia pública, em ambiente separado dos presos 
definitivos. 
A Cadeia Pública é o lugar eleito pela LEP para o cumprimento de prisão civil (inadimplente de pensão 
alimentícia) e de prisão administrativa (exemplo: estrangeiro que aguarda expulsão), na falta de 
estabelecimento adequado (art. 201 da LEP e art. 528, §4º, do Novo CPC). 
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Cada comarca terá, pelo menos 1 (uma) cadeia pública a fim de resguardar o interesse da Administração 
da Justiça Criminal e a permanência do preso em local próximo ao seu meio social e familiar. Chamo a atenção 
de vocês para dizer que o preso não tem direito absoluto para permanecer próximo ao seu meio social e 
familiar, podendo o magistrado, com a devida fundamentação e calcada em razão de conveniência, transferi-
lo para localidade diversa. 
A Cadeia será instalada próxima de centro urbano, observando-se na construção as exigências do art. 88 da 
LEP (cela individual de 6 m² com dormitório, aparelho sanitário e lavatório), além dos critérios dos critérios 
de salubridade (areação, insolação e temperatura). 
OBS: Na aula seguinte ainda abordaremos alguns aspectos da LEP (remição, autorização de saídas, incidentes 
de execução, procedimento judicial) 
GUIA DE RECOLHIMENTO 
1 - GUIA DE RECOLHIMENTO 
Como já conversamos em aula passada, não há que se falar em execução penal sem o indispensável título 
executivo judicial. 
Pois bem. Transitando em julgado a sentença que aplicar pena privativa de liberdade, se o réu estiverou 
vier a ser preso, o Juiz ordenará a expedição de guia de recolhimento para a execução. Em outras palavras, 
o édito condenatório ganha força executiva após a ocorrência da coisa julgada, ocasião em que deverá ser 
confeccionado a guia de recolhimento, também conhecida como carta de guia. Em resumo, a confecção da 
guia de recolhimento exige 2 requisitos, quais sejam, trânsito em julgado e estar preso o condenado. 
Reparem que a guia de recolhimento é o documento que materializa o título executivo judicial, sendo 
imprescindível para a deflagração do processo de execução, pois conterá os dados principais da pena a ser 
cumprida. Nesse sentido, devo destacar a importância desse documento para a execução penal, conforme se 
vê no art. 107, caput, da LEP: Ninguém será recolhido, para cumprimento de pena privativa de liberdade, 
sem a guia expedida pela autoridade judiciária. 
Lembre-se, no entanto, segundo já vimos, que pode existir execução provisória da pena, podendo, assim, ser 
expedida guia de recolhimento provisória (arts. 8°/11 da Resolução nº 113/10 do CNJ), a fim de que o 
condenado goze de maneira antecipada dos benefícios da execução penal. Essa situação é cabível quando 
o agente já foi condenado em primeiro grau de jurisdição, mas aguarda preso de modo cautelar o julgamento 
do recurso exclusivo da defesa em 2º grau de jurisdição ou nos Tribunais Superiores. Com o advento da Lei 
nº 13.964/19, lembre-se que não corre a prescrição na pendência de embargos de declaração ou de recursos 
aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis (art. 116, III, do Código Penal). 
OBS: Não confunda o início do processo de execução penal como o início da execução da pena. Enquanto a 
primeira hipótese exige a coisa julgada da sentença, o segundo caso necessita do recolhimento do condenado 
à prisão. 
Professor, quais são os dados que deveram constar da guia de recolhimento? 
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A guia de recolhimento, extraída pelo escrivão, que a rubricará em todas as folhas e a assinará com o Juiz, 
será remetida à autoridade administrativa incumbida da execução e conterá: 
I - o nome do condenado; 
II - a sua qualificação civil e o número do registro geral no órgão oficial de identificação; 
III - o inteiro teor da denúncia e da sentença condenatória, bem como certidão do trânsito em 
julgado 
IV - a informação sobre os antecedentes e o grau de instrução; 
V - a data da terminação da pena; 
VI - outras peças do processo reputadas indispensáveis ao adequado tratamento penitenciário. 
A Resolução de nº 113, de 20 de abril de 2010, do CNJ regulamenta a expedição de guia de recolhimento e os 
documentos que instruem o processo de execução penal. Observem que o artigo 1º da citada resolução do CNJ 
menciona ainda outros documentos: interrogatório do executado na polícia e em juízo, informação sobre os 
endereços em que possa ser localizado, instrumentos de mandato, substabelecimentos, despachos de nomeação 
de defensores dativos ou de intimação da Defensoria Pública, cópia do mandado de prisão temporária e/ou 
preventiva, com a respectiva certidão da data do cumprimento, bem como com a cópia de eventual alvará de 
soltura, também com a certidão da data do cumprimento da ordem de soltura, para cômputo da detração penal, 
nome e endereço do curador, se houver, informações acerca do estabelecimento prisional em que o condenado 
encontra-se recolhido, cópias da decisão de pronúncia e da certidão de preclusão em se tratando de condenação 
em crime doloso contra a vida e certidão carcerária. 
 
Se o condenado ao tempo do crime era funcionário da Administração da Justiça Criminal (Exemplos: 
Policial, Juiz, Promotor de Justiça, etc...), tal fato deveria constar da guia de recolhimento. Motivo: Para 
preservar a integridade física e moral desse condenado, o diretor do estabelecimento penal deverá colocá-lo 
em dependência separada dos demais condenados. 
A quem compete expedir essa guia de recolhimento? Juízo da condenação ou Juízo da Execução Penal? 
Já falamos sobre isso na aula passada, porém devemos recordar que esse mister é do Juízo da condenação. 
Vale dizer, o Juízo da condenação que é encarregado da elaboração da guia de recolhimento. Destaco ainda 
que o artigo 2º, caput, da Resolução nº 113/10 do CNJ menciona que a guia de recolhimento para cumprimento 
de pena privativa de liberdade e a guia de internação para cumprimento de medida de segurança serão 
expedidas em 2 vias, uma endereçada à autoridade administrativa encarregada da custódia do condenado e a 
outra ao juízo da execução penal competente. 
A autoridade administrativa incumbida da execução passará recebido da guia de recolhimento para juntá-la 
aos autos do processo, e dará ciência dos seus termos ao condenado. 
Questão interessante: Se o juiz da condenação se recusar a expedir guia de recolhimento ou se omitir? 
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Comentários 
Em razão de estar caracterizado um error in procedendo, será possível a interposição de correição 
parcial. Afinal de contas, a guia de recolhimento é indispensável para a deflagração da execução penal. 
Ao Ministério Público se dará ciência da guia de recolhimento. Motivo: Cabe ao órgão ministerial, custos 
legis, verificar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internação (art. 68, I, da LEP), observando, 
principalmente, se há perfeita correspondência entre os dados contidos na guia em questão com os elementos 
extraídos do processo criminal. 
A guia de recolhimento será retificada sempre que sobrevier modificação quanto ao início da execução 
ou ao tempo da duração da pena. Exemplo: Quando o juiz da execução penal reconhece a remição da pena 
por trabalho. 
As guias de recolhimento serão registradas em livro especial, segundo a ordem cronológica do recebimento, e 
anexadas ao prontuário do condenado, aditando-se, no curso da execução, o cálculo das remições e de outras 
retificações posteriores. Todavia, isso não significa que a execução da pena obedecerá a ordem 
cronológica das guias de recolhimento, mas sim que o registro das guias obedecerá essa ordem. 
Não custa lembrar que existindo várias penas a cumprir o condenado cumprirá primeiramente a pena mais 
grave (art. 76 do CP9). Assim, conclui-se que primeiro executa a pena de reclusão, depois a de detenção e, por 
último, a de prisão simples. 
Ok, e se for penas da mesma espécie (reclusão, por exemplo)? Qual executa primeiro? 
O professor Júlio Fabbrini Mirabete ensina que, nesse caso, a precedência deve ser determinada pelo critério 
cronológico de acordo com as datas do trânsito em julgado de cada sentença, pois é a partir desse momento 
que a pena torna-se passível de ser executada e não das datas da expedição ou recebimento da guia de 
recolhimento10. 
 FIXAÇÃO DE REGIME E UNIFICAÇÃO DE PENAS 
Meus caros alunos, atenção total a esse tópico, pois é o assunto mais cobrado na seara da execução penal. 
O art. 33, §1º do Código Penal estabelece três regimes de cumprimento da pena privativa de liberdade, quais 
sejam, o aberto, o semiaberto e o fechado. 
Regime fechado – a execução da pena ocorre em estabelecimento de segurança máxima ou média 
Regime semiaberto – a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar 
Regime aberto – a execução da pena se dá em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
 
 
9 Art. 76 do CP: No concurso de infrações, executar-se-á primeiramente a pena mais grave. 
10 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Execução Penal. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2004, p. 319. 
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As penas privativas de liberdade deverão serexecutadas em forma progressiva, segundo o mérito do 
condenado, observados os seguintes critérios a) natureza da pena - detenção ou reclusão -, b) quantidade da 
pena privativa de liberdade aplicada, c) a reincidência ou não do condenado e d) as circunstâncias judiciais do 
art. 59 do CP. 
• Pena de reclusão: 
Reincidente: o regime inicial será o fechado. Todavia, é admissível a adoção do regime prisional semiaberto 
aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos, se favoráveis as circunstâncias judiciais 
(súmula 269 do STJ). 
Condenado não reincidente: 
Pena SUPERIOR a 8 anos: regime fechado. 
Pena SUPERIOR a 4 anos e NÃO SUPERIOR a 8 anos: regime semiaberto, exceto se as circunstâncias 
judiciais do art. 59 do CP impuserem a fixação do regime inicial fechado. 
Pena IGUAL ou INFERIOR a 4 anos: regime aberto, exceto se as circunstâncias judiciais do art. 59 do CP 
impuserem a fixação do regime inicial fechado ou semiaberto. 
• Pena de detenção: 
Reincidente: o regime inicial será o semiaberto, não sendo possível fixar o regime inaugural fechado. 
Condenado não reincidente: 
Pena SUPERIOR a 4 anos: regime semiaberto. 
Pena IGUAL ou INFERIOR a 4 anos: regime aberto. 
• Pena de prisão simples: É aplicável às contravenções penais. Será cumprida, sem rigor penitenciário, em 
estabelecimento especial ou seção especial de prisão comum, em regime semiaberto ou aberto (art. 6º da LCP). 
OBS: Reparem que mesmo a pena sendo inferior a 8 anos e o condenado não reincidente nada impede que o 
magistrado, no momento da sentença, fixe o regime carcerário mais gravoso (fechado) se as circunstâncias 
judiciais do art. 59 lhe forem desfavoráveis (art. 33, §3º, do CP11). 
OBS 2: O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime de 
cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito 
praticado, com os acréscimos legais (art. 33, §4º, do CP). 
 
 
11 Art. 33, §3º, da CP: A determinação do regime inicial de cumprimento de pena far-se-á com observância dos critérios previstos 
no art. 59 deste Código. 
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OBS 3: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a 
imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada (súmula 718 do STF). 
OBS 4: A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exigir motivação 
idônea (súmula 719 do STF). 
OBS 5: Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do 
que o cabível em razão de sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito (súmula 440 do 
STJ). 
OBS 6: O tempo de prisão provisória, de prisão administrativa ou de internação, no Brasil ou no estrangeiro, 
será computado para fins de determinação do regime inicial de pena privativa de liberdade (art. 387, §2º, do 
CPP). 
Sobre a regressão de regimes, desde já, vamos fixar algumas premissas: 
a) O condenado à pena de detenção em regime aberto ou semiaberto somente irá para o regime fechado em 
virtude de regressão. 
b) O condenado à pena de prisão simples (contravenção penal) em caso de regressão irá para o semiaberto ou 
aberto, mas nunca para o regime fechado. 
Professor, a quem compete fixar o regime inicial de cumprimento de pena privativa de liberdade? 
 
É o juiz da sentença que fixará o regime inicial de cumprimento de pena privativa de liberdade, observando 
para tanto os critérios do art. 33 e parágrafos únicos do CP. Lembre-se ainda que na hipótese de concurso de 
crimes, as penas deverão ser somadas (concurso material e concurso formal impróprio) ou exasperadas (crime 
continuado e concurso formal próprio) para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena. 
O juiz da ação penal (processo de conhecimento) não pode delegar ao juízo da execução a missão de fixar o 
regime carcerário. Diante da omissão na sentença, a parte deve opor embargos de declaração para sanar esse 
ponto omisso da decisão. E se não houver oposição de embargos declaratórios e a sentença transitar em 
julgado? O professor Mirabete leciona: Na ausência da sentença transitada em julgado quando ao regime 
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inicial de cumprimento da pena, aplica-se o regime mais brando, desde que compatível com o disposto no art. 
33, §2º, do CP12. 
 
Não custa lembrar a vocês que o art. 2º, §1º, da Lei dos Crimes Hediondos, que impõe o regime inicial fechado 
para o cumprimento da pena privativa de liberdade foi declarado inconstitucional pelo STF nos autos do HC 
111.840, pois retirava do Estado-Juiz a possibilidade de aplicar ao caso concreto o regime carcerário mais 
adequado e violava o princípio constitucional da individualização da pena. Vejamos o julgado do STF. 
Habeas corpus. Penal. Tráfico de entorpecentes. Crime praticado durante a vigência da Lei 
nº 11.464/07. Pena inferior a 8 anos de reclusão. Obrigatoriedade de imposição do regime 
inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei nº 
8.072/90. Ofensa à garantia constitucional da individualização da pena (inciso XLVI do art. 
5º da CF/88). Fundamentação necessária (CP, art. 33, § 3º, c/c o art. 59). Possibilidade de 
fixação, no caso em exame, do regime semiaberto para o início de cumprimento da pena 
privativa de liberdade. Ordem concedida. 
1. Verifica-se que o delito foi praticado em 10/10/09, já na vigência da Lei nº 11.464/07, a qual 
instituiu a obrigatoriedade da imposição do regime inicialmente fechado aos crimes hediondos e 
assemelhados. 
2. Se a Constituição Federal menciona que a lei regulará a individualização da pena, é 
natural que ela exista. Do mesmo modo, os critérios para a fixação do regime prisional inicial 
devem-se harmonizar com as garantias constitucionais, sendo necessário exigir-se sempre a 
fundamentação do regime imposto, ainda que se trate de crime hediondo ou equiparado. 
3. Na situação em análise, em que o paciente, condenado a cumprir pena de seis (6) anos de 
reclusão, ostenta circunstâncias subjetivas favoráveis, o regime prisional, à luz do art. 33, § 
2º, alínea b, deve ser o semiaberto. 
4. Tais circunstâncias não elidem a possibilidade de o magistrado, em eventual apreciação 
das condições subjetivas desfavoráveis, vir a estabelecer regime prisional mais severo, desde 
que o faça em razão de elementos concretos e individualizados, aptos a demonstrar a 
necessidade de maior rigor da medida privativa de liberdade do indivíduo, nos termos do § 
3º do art. 33, c/c o art. 59, do Código Penal. 5. Ordem concedida tão somente para remover 
 
 
12 MIRABETE, Júlio Fabbrini. Execução Penal. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2004, p. 326. 
 
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o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 
11.464/07, o qual determina que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida 
inicialmente em regime fechado“. Declaração incidental de inconstitucionalidade, com efeito 
ex nunc, da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para início do cumprimento de 
pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. (HC 111840, 
Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 27/06/2012) 
Destaco ainda que o STF ao apreciar a mesma questão envolvendo um crime equiparado ao hediondo (tortura), 
em momento posterior ao julgado acima, adotou um posicionamento distinto. Vejamos o julgado da 1ª Turma 
do STF. 
O condenado por crime de tortura iniciará o cumprimento da pena em regime fechado, nos 
termosdo disposto no § 7º do art. 1º da Lei 9.455/1997 - Lei de Tortura. Com base nessa 
orientação, a Primeira Turma denegou pedido formulado em “habeas corpus”, no qual se 
pretendia o reconhecimento de constrangimento ilegal consubstanciado na fixação, em 
sentença penal transitada em julgado, do cumprimento das penas impostas aos pacientes em 
regime inicialmente fechado. Alegavam os impetrantes a ocorrência de violação ao princípio 
da individualização da pena, uma vez que desrespeitados os artigos 33, § 3º, e 59 do CP. 
Apontavam a existência de similitude entre o disposto no artigo 1º, § 7º, da Lei de Tortura e 
o previsto no art. 2º, § 1º, da Lei de Crimes Hediondos, dispositivo legal que já teria sido 
declarado inconstitucional pelo STF no julgamento do HC 111.840/ES (DJe de 17.12.2013). 
Salientavam, por fim, afronta ao Enunciado 719 da Súmula do STF. O Ministro Marco 
Aurélio (relator) denegou a ordem. Considerou que, no caso, a dosimetria e o regime inicial 
de cumprimento das penas fixadas atenderiam aos ditames legais. Asseverou não caber 
articular com a Lei de Crimes Hediondos, pois a regência específica (Lei 9.455/1997) prevê 
expressamente que o condenado por crime de tortura iniciará o cumprimento da pena em 
regime fechado, o que não se confundiria com a imposição de regime de cumprimento da 
pena integralmente fechado. Assinalou que o legislador ordinário, em consonância com a 
CF/1988, teria feito uma opção válida, ao prever que, considerada a gravidade do crime de 
tortura, a execução da pena, ainda que fixada no mínimo legal, deveria ser cumprida 
inicialmente em regime fechado, sem prejuízo de posterior progressão. Os Ministros Roberto 
Barroso e Rosa Weber acompanharam o relator, com a ressalva de seus entendimentos 
pessoais no sentido do não conhecimento do “writ”. O Ministro Luiz Fux, não obstante 
entender que o presente “habeas corpus” faria as vezes de revisão criminal, ante o trânsito 
em julgado da decisão impugnada, acompanhou o relator. 
HC 123316/SE, rel. Min. Marco Aurélio, 9.6.2015. (HC-123316) (Informativo 789 do STF) 
Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos distintos, a 
determinação do regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou unificação das penas, 
observada, quando for o caso, a detração penal ou a remição (art.111 da LEP). Reparem que para a fixação do 
regime inicial de cumprimento de pena não se levará em conta as penas isoladas para cada crime, mas sim a 
pena unificada. 
Questão interessante: E se ocorrer condenação posterior ao início da execução? 
Comentários 
Nesse caso, sobrevindo condenação no curso da execução, será feita nova unificação da pena, somando-
se o restante da pena a cumprir da execução em andamento com a nova pena aplicada na sentença 
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http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=123316&classe=HC&origem=AP&recurso=0&tipoJulgamento=M
 
 
 
 
 
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transitada em julgado. É indiferente, no entanto, se o novo crime tenha sido perpetrado antes ou início 
do cumprimento da pena. Exemplo: Pedro foi condenado a pena de 4 anos de reclusão em regime aberto. 
Já havia cumprido 2 anos de reclusão. Aporta no Juízo da Execução nova condenação com pena de 3 
anos de reclusão. O Juiz da Execução somará a pena restante (2 anos) + nova condenação (3 anos) e 
fixará o regime semiaberto (a pena ultrapassa 4 anos). 
Com a superveniência dessa condenação nova, o prazo para concessão de novos benefícios na seara da 
execução penal passa a ser a soma dessas penas que ainda devem ser cumpridas. Na linha da orientação 
jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça, sobrevindo nova condenação no curso da execução, deverá o 
Juízo da execução realizar a unificação das penas impostas ao sentenciado, no entanto, não poderá, diante da 
ausência de previsão legal, considerar o trânsito em julgado dessa nova condenação ou a data da última 
sentença penal condenatória como marco inicial para novos benefícios, devendo, em casos como o 
presente, observar, como estabelecido pela Terceira Seção (REsp n. 1.557.461/SC), a data da última prisão ou 
da última falta disciplinar. 
RECURSO ESPECIAL. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. RECURSO 
REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. EXECUÇÃO PENAL. UNIFICAÇÃO DE 
PENAS. SUPERVENIÊNCIA DO TRÂNSITO EM JULGADO DE SENTENÇA 
CONDENATÓRIA. TERMO A QUO PARA CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS. 
AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA ALTERAÇÃO DA DATA-BASE. ACÓRDÃO 
MANTIDO. RECURSO NÃO PROVIDO. 
1. A superveniência de nova condenação no curso da execução penal enseja a unificação das 
reprimendas impostas ao reeducando. Caso o quantum obtido após o somatório torne incabível o 
regime atual, está o condenado sujeito a regressão a regime de cumprimento de pena mais gravoso, 
consoante inteligência dos arts. 111, parágrafo único, e 118, II, da Lei de Execução Penal. 
2. A alteração da data-base para concessão de novos benefícios executórios, em razão da 
unificação das penas, não encontra respaldo legal. Portanto, a desconsideração do período de 
cumprimento de pena desde a última prisão ou desde a última infração disciplinar, seja por delito 
ocorrido antes do início da execução da pena, seja por crime praticado depois e já apontado como 
falta disciplinar grave, configura excesso de execução. 
3. Caso o crime cometido no curso da execução tenha sido registrado como infração disciplinar, 
seus efeitos já repercutiram no bojo do cumprimento da pena, pois, segundo a jurisprudência 
consolidada do Superior Tribunal de Justiça, a prática de falta grave interrompe a data-base para 
concessão de novos benefícios executórios, à exceção do livramento condicional, da comutação 
de penas e do indulto. 
Portanto, a superveniência do trânsito em julgado da sentença condenatória não poderia servir de 
parâmetro para análise do mérito do apenado, sob pena de flagrante bis in idem. 
4. O delito praticado antes do início da execução da pena não constitui parâmetro idôneo de 
avaliação do mérito do apenado, porquanto evento anterior ao início do resgate das reprimendas 
impostas não desmerece hodiernamente o comportamento do sentenciado. 
As condenações por fatos pretéritos não se prestam a macular a avaliação do comportamento do 
sentenciado, visto que estranhas ao processo de resgate da pena. 
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5. Recurso especial representativo da controvérsia não provido, assentando-se a seguinte tese: a 
unificação de penas não enseja a alteração da data-base para concessão de novos benefícios 
executórios. (ProAfR no REsp 1753512/PR, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, 
TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 18/12/2018, DJe 11/03/2019) 
Vimos que no momento da unificação de pena (art. 111 da LEP) deverá existir o desconto da remição (instituto 
que falaremos adiante) e da detração penal (é o desconto na pena privativa de liberdade ou na medida de 
segurança do tempo de prisão de prisão ou de internação já cumprido pelo agente – art. 42 do CP). 
Vamos imaginar agora a seguinte situação: O réu é preso provisoriamente por um determinado processo, mas 
ao final do feito criminal é absolvido. Indaga-se: Esse tempo em que ele ficou preso pode ser empregado para 
outro processo criminal que ele responde? 
Depende. Haverá a detração penal se o outro crime por ele praticado for antecedente à prisão processual do 
crime por qual foi absolvido. Quanto ao crime praticado durante ou após a essa prisão processual, os 
Tribunais não têm aceitado, sob pena de constituir uma conta de crédito em favor do réu, o que é inadmissível. 
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. DETRAÇÃO DA PENA. FEITOS DIVERSOS. 
PRISÃO CAUTELAR DECORRENTE DE PROCESSO QUE RESULTOU EM 
ABSOLVIÇÃO. DELITO COMETIDO POSTERIORMENTEÀ SEGREGAÇÃO 
PROVISÓRIA. INADMISSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. INAPLICAÇÃO DO 42 
DO CP. ORDEM DENEGADA. 
1. A jurisprudência pacífica deste Tribunal Superior é no sentido de que a detração penal 
(art. 42 do CP) - embora possa se dar em feito diverso daquele em que o acusado permaneceu 
sob custódia cautelar e foi, ao final, absolvido - somente é permitida em processos relativos 
a delitos cometidos em data anterior à prisão processual; caso contrário, haverá a concessão 
de "crédito de pena cumprida" contra o Estado, a ser usado para a impunidade de 
posteriores infrações penais. 
2. Habeas corpus denegado. (HC 141.568/RS, Rel. Min. Vasco Della Giustina (Desembargador 
convocado do TJ/RS), Sexta Turma, DJe26/09/2011). 
 
Segundo entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, é possível considerar o tempo submetido à 
medida cautelar de recolhimento noturno, aos finais de semana e dias não úteis, supervisionados por 
monitoramento eletrônico, como tempo de pena efetivamente cumprido, para detração da pena. (STJ. 3ª Seção. 
HC 455.097/PR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 14/04/2021 - Informativo 693 do STJ). 
 
 PROGRESSÃO E REGRESSÃO DE REGIME 
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência 
para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos: 
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I - 16% (dezesseis por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem 
violência à pessoa ou grave ameaça; 
II - 20% (vinte por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência 
à pessoa ou grave ameaça; 
III - 25% (vinte e cinco por cento) da pena, se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido 
com violência à pessoa ou grave ameaça; 
IV - 30% (trinta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime cometido com violência 
à pessoa ou grave ameaça; 
V - 40% (quarenta por cento) da pena, se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo 
ou equiparado, se for primário; 
VI - 50% (cinquenta por cento) da pena, se o apenado for: 
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se for primário, 
vedado o livramento condicional; 
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada 
para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; 
VII - 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo 
ou equiparado; 
VIII - 70% (setenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente em crime hediondo ou 
equiparado com resultado morte, vedado o livramento condicional. 
§ 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de regime se ostentar boa conduta 
carcerária, comprovada pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a 
progressão. 
§ 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre motivada e precedida 
de manifestação do Ministério Público e do defensor, procedimento que também será adotado na 
concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos 
previstos nas normas vigentes. 
§ 3º No caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com 
deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: I - não ter cometido 
crime com violência ou grave ameaça a pessoa; II - não ter cometido o crime contra seu filho ou 
dependente; III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; IV - ser 
primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; V - 
não ter integrado organização criminosa. 
§ 4º O cometimento de novo crime doloso ou falta grave implicará a revogação do benefício 
previsto no § 3º deste artigo. 
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§ 5º Não se considera hediondo ou equiparado, para os fins deste artigo, o crime de tráfico de 
drogas previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006. 
§ 6º O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade interrompe 
o prazo para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício 
da contagem do requisito objetivo terá como base a pena remanescente. 
§ 7º O bom comportamento é readquirido após 1 (um) ano da ocorrência do fato, ou antes, após o 
cumprimento do requisito temporal exigível para a obtenção do direito. 
Como se vê, são 2 requisitos para a promoção carcerário: objetivo (tempo) e subjetivo (mérito). A ausência 
de qualquer dele inibe a progressão de regime. Vale dizer, deverá estar presente as duas condicionantes: 
tempo e mérito. 
a) Requisito objetivo: Diz respeito a um determinado de tempo de pena cumprida. Para os crimes praticados 
antes da Lei nº 13.964/19, segue a antiga redação dada ao art. 112 da LEP, para prestigiar o princípio da 
irretroatividade da norma penal mais gravosa (art. 5º, XL, da Constituição Federal), ou seja, aos delitos 
comuns, o art. 112 da LEP exigia o cumprimento de 1/6 da pena no regime em que se encontrar. Já para os 
crimes hediondos ou equiparados, o art. 2º, §2º, da Lei nº 8072/90 exigia do condenado o cumprimento de 2/5 
(dois quintos) da pena, se primário, ou 3/5 (três quintos), caso seja reincidente. 
A contar da data de 23 de janeiro de 2020, os crimes praticados após essa data, momento em que entrou em 
vigor a Lei nº 13.964/19, deve obediência ao seguinte requisito objetivo: 
16% se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou 
grave ameaça 
20% se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave 
ameaça 
25% se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou 
grave ameaça 
30% se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave 
ameaça 
40% se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for 
primário 
50% se o apenado for: 
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se 
for primário, vedado o livramento condicional; 
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização 
criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; 
60% se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado; 
70% se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, 
vedado o livramento condicional. 
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11343.htm#art33%C2%A74
 
 
 
 
 
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OBS: O art. 112, IV, da LEP exige a reincidência específica em crime com violência ou grave ameaça. Assim, 
se o apenado for reincidente, mas não específico (apenas um dos crimes for cometido com violência ou grave 
ameaça, pouco importando se foi o antecedente ou o presente), ante a lacuna na lei e, em prol do princípio do 
in dubio pro reo, deve ser aplicada a fração do reeducando primário, ou seja, 25% se violento ou 20% se não 
violento. Exemplo: O agente, condenado por crime de roubo, vem a se tornar reincidente pela prática de 
furto, a fração para a progressão de regime será de 20% (crime não violento). De outro giro, se o agente, 
condenado por crime de furto, vem a se tornar reincidente pelo cometimento do delito de roubo, a fração para 
a progressão de regime será de 25% (crime violento). 
OBS 2: Primário que é condenado por crime hediondo ou equiparado(art. 112, V, da LEP) – Nessa situação, 
o pacote anticrime manteve a fração anterior de 2/5 da pena (40%) em regime anterior. O requisito “não ter 
integrado organização criminosa” incluso no inciso V do § 3º do art. 112 da LEP, para progressão de regime 
da mulher gestante, mãe ou responsável por criança ou pessoa com deficiência, deve ser interpretado de acordo 
com a definição de organização criminosa da Lei nº 12.850/2013. (STJ, 6ª Turma. HC 522.651-SP, Rel. Min. 
Laurita Vaz, julgado em 04/08/2020 - Informativo 678). 
OBS3: É vedado o livramento condicional ao apenado por crime hediondo ou equiparado, com resultado 
morte (primário ou reincidente). 
OBS 4: Em relação aos apenados que foram condenados por crime hediondo mas que são reincidentes em 
razão da prática anterior de crimes comuns não há percentual previsto na Lei de Execuções Penais, em sua 
nova redação, para fins de progressão de regime, visto que os percentuais de 60% e 70% se destinam 
unicamente aos reincidentes específicos, não podendo a interpretação ser extensiva, vez que seria prejudicial 
ao apenado. Assim, por ausência de previsão legal, o julgador deve integrar a norma aplicando a analogia in 
bonam partem. 
No caso (condenado por crime hediondo com resultado morte, reincidente não específico), diante da lacuna 
na lei, deve ser observado o lapso temporal relativo ao primário. Impõe-se, assim, a aplicação do contido no 
inciso VI, a, do referido artigo da Lei de Execução Penal, exigindo-se, portanto, o cumprimento de 50% da 
pena para a progressão de regime." (STJ, HC 581.315-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, por 
unanimidade, julgado em 06/10/2020, DJe 19/10/2020 - Informativo 681). 
OBS 5: É reconhecida a retroatividade do patamar estabelecido no art. 112, V, da LEP, incluído pela Lei nº 
13.964/2019, àqueles apenados que, embora tenham cometido crime hediondo ou equiparado sem resultado 
morte, não sejam reincidentes em delito de natureza semelhante. (STJ. 3ª Seção. REsp 1.910.240-MG, Rel. 
Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 26/05/2021 (Recurso Repetitivo – Tema 1084 - Informativo 699). 
Aliás, esse entendimento foi reforçado pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do ARE 1327963/SP (Tema 
1169 da RG), julgado em 17 de setembro de 2021: “Tendo em vista a legalidade e a taxatividade da norma 
penal (art. 5º, XXXIX, CF) (1), a alteração promovida pela Lei 13.964/2019 no art. 112 da LEP (2) não 
autoriza a incidência do percentual de 60% (inc. VII) aos condenados reincidentes não específicos para o fim 
de progressão de regime. Diante da omissão legislativa, impõe-se a analogia in bonam partem, para 
aplicação, inclusive retroativa, do inciso V do artigo 112 da LEP (lapso temporal de 40%) ao condenado por 
crime hediondo ou equiparado sem resultado morte reincidente não específico”. (Informativo 1032 do STF) 
OBS 6: As lideranças de organizações criminosas armadas ou que tenham armas à disposição devem iniciar o 
cumprimento de sua reprimenda em estabelecimentos prisionais de segurança máxima. (art. 2º, §8º, da Lei nº 
12.850/13) 
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https://scon.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%27202001132676%27.REG.
 
 
 
 
 
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OBS 7: O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosa ou por crime praticado 
por meio de organização criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter 
livramento condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a 
manutenção do vínculo associativo. (art. 2º, §9º, da Lei nº 12.850/13). 
OBS 8: O cometimento de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, que se reinicia a contar do cometimento dessa infração, apresentando como base o 
tempo remanescente de pena, segundo aponta a súmula 534 do STJ e art. 112, §6º, da LEP. 
OBS 9: O Juízo da Execução pode promover a retificação do atestado de pena para constar a reincidência, 
com todos os consectários daí decorrentes, ainda que não esteja reconhecida expressamente na sentença penal 
condenatória transitada em julgado (STJ. 3ª Seção. EREsp 1.738.968-MG, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 
27/11/2019 (Informativo 662 do STJ). 
Por oportuno, lembre-se que o tráfico privilegiado de drogas não deve ser considerado como equiparado 
ao hediondo, segundo determina o art. 112, §5º, da LEP, com redação dada pela Lei nº 13.964/19 e o atual 
posicionamento firmado STF. 
HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL, PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO 
DE ENTORPECENTES. APLICAÇÃO DA LEI N. 8.072/90 AO TRÁFICO DE 
ENTORPECENTES PRIVILEGIADO: INVIABILIDADE. HEDIONDEZ NÃO 
CARACTERIZADA. ORDEM CONCEDIDA. 
1. O tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei n. 11.313/2006) não se 
harmoniza com a hediondez do tráfico de entorpecentes definido no caput e § 1º do art. 33 
da Lei de Tóxicos. 
2. O tratamento penal dirigido ao delito cometido sob o manto do privilégio apresenta contornos 
mais benignos, menos gravosos, notadamente porque são relevados o envolvimento ocasional do 
agente com o delito, a não reincidência, a ausência de maus antecedentes e a inexistência de 
vínculo com organização criminosa. 
3. Há evidente constrangimento ilegal ao se estipular ao tráfico de entorpecentes privilegiado os 
rigores da Lei n. 8.072/90. 
4. Ordem concedida. (HC 118533, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 
23/06/2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-199 DIVULG 16-09-2016 PUBLIC 19-09-2016) 
Importante ainda nesse tópico lembrarmos que a pena unificada para atender o limite de quarenta anos de 
cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, com redação dada pela Lei nº 13.964/19, não é 
considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento condicional ou o regime mais favorável 
de execução (súmula 715 do STF). Assim, se o condenado é condenado a uma pena superior a quarenta anos, 
é imprescindível cumprir o percentual do total da pena, e não dos quarenta anos (pena unificada). 
b) Requisito subjetivo: refere-se ao mérito para a progressão. Esse requisito é comprovado por atestado de 
boa conduta carcerária firmado pelo diretor do estabelecimento prisional em que se encontrar, respeitadas as 
normas que vedam a progressão de regime. 
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Além desses requisitos, o condenado para ser promovido ao regime aberto também deverá atender os 
requisitos do art. 114 do CP: a) deverá estar trabalhando ou demonstrar a possibilidade de trabalhar 
imediatamente; b) apresentar, pelos seus antecedentes ou pelo resultado dos exames a que foi submetido, 
fundados indícios de que irá ajustar-se, com autodisciplina e senso de responsabilidade, ao novo regime. OBS: 
Em razão de condições humanitárias, o art. 117 da LEP dispensa essas obrigações das seguintes pessoas: 
condenado maior de 70 anos; condenado acometido de doença grave; condenada gestante e condenada com 
filho menor ou deficiente físico ou mental. 
A LEP ainda estabelece condições para o apenado que cumpre pena em regime aberto. São condições gerais 
e obrigatórias descritas no art. 115 da LEP: a) permanecer no local que for designado, durante o repouso e 
nos dias de folga; b) sair para o trabalho e retornar, nos horários fixados; c) não se ausentar da cidade onde 
reside, sem autorização judicial; d) comparecer a juízo, para informar e justificar as suas atividades. 
Além dessas condições gerais e obrigatórias, o juiz ainda pode estabelecer condições facultativas 
(especificas) para os apenados em regime aberto, que deveram estar em perfeita sintonia com sua natureza e 
finalidade. Essas condições podem ser modificadas, conforme as peculiaridades do caso concreto, de ofício 
pelo magistrado, arequerimento do Ministério Público, da autoridade administrativa ou do condenado. 
Lembre-se que que o ingresso do condenado em regime aberto supõe aceitação do seu programa e das 
condições impostas pelo juiz (art. 113 da LEP). 
Chamo atenção de vocês para destacar que essas condições especiais impostas aos apenados do regime aberto 
tem o objetivo de complementar as condições obrigatórias (art. 115 da LEP), mas não poderá ser estipulada 
como condição algo já descrito como pena substitutiva (art. 44 do CP), sob pena de configurar o malfadado 
bis in idem, importando na aplicação dúplice de sanção. Aliás, é nesse sentido o teor da súmula 493 do STJ: 
É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. 
A legislação local poderá ainda estabelecer normas complementares para o cumprimento da pena privativa de 
liberdade em regime aberto (art. 36, §1º, do Código Penal). Por exemplo, o legislador local pode estipular 
atividades a serem praticadas na casa de albergado. 
Nos termos do art. 112, §2º, da LEP, a decisão do juiz que determinar a progressão de regime será sempre 
motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do defensor, procedimento que também será 
adotado na concessão de livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos 
nas normas vigentes. 
O cometimento de falta grave durante a execução da pena privativa de liberdade interrompe o prazo 
para a obtenção da progressão no regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem 
do requisito objetivo terá como base a pena remanescente, conforme determina o art. 112, §6º, da LEP. 
O bom comportamento é readquirido após 1 (um) ano da ocorrência do fato, ou antes, após o cumprimento do 
requisito temporal exigível para a obtenção do direito. 
Questão: Qual é a data-base para a promoção carcerária? 
Comentários 
O Supremo Tribunal Federal, no HC n. 115.254/SP, passou a adotar o posicionamento de que, por ter 
a decisão que concede a progressão de regime natureza meramente declaratória, o marco inicial 
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para a concessão do benefício é a data do preenchimento dos requisitos estabelecidos no art. 112 
da Lei de Execução Penal. 
1 - QUESTÕES ESPECIAIS DE PROGRESSÃO DE REGIME 
1.1 - Crime contra a Administração Pública 
Nos crimes contra a Administração Pública em que tenha ocorrido prejuízo ao erário ou locupletamento, é 
estipulado como condição para a progressão de regime a reparação integral do dano à devolução do 
produto do ilícito, com os acréscimos legais, na forma do art. 33, §4º, do Código Penal. Destaco a vocês que 
o Plenário do STF já declarou o art. 33, §4º, do CP como constitucional (Informativo 722 do STF). Vejamos. 
Progressão de regime e reparação do dano em crime contra a administração pública. É 
constitucional o § 4º do art. 33 do CP, que condiciona a progressão de regime de cumprimento da 
pena de condenado por crime contra a administração pública à reparação do dano que causou, ou 
à devolução do produto do ilícito praticado, facultado o parcelamento da dívida. (EP 22 ProgReg-
AgR/DF, Rel. Min. Roberto Barroso,17.12.14) 
1.2 - Progressão de regime antes do trânsito em julgado 
Já conversamos sobre isso ao tratar da execução penal provisória, mas devemos lembrar que é perfeitamente 
possível a progressão de regime antes do trânsito em julgado. Nesse caso é expedida guia de recolhimento 
provisória de forma a autorizar o preso a usufruir de benefícios em sede de execução penal, inclusive a 
promoção carcerária, em que pese pendente o trânsito em julgado da sentença condenatória. 
A progressão de regime antes do trânsito em julgado é tratado nas seguintes súmulas do STF: 
 Súmula 716 do STF: Admite-se a progressão de regime de cumprimento de pena ou a aplicação 
imediata de regime menos severo nela determinada, antes do trânsito em julgado da sentença 
condenatória. 
 Súmula 717 do STF: Não impede a progressão de regime de execução da pena, fixada em 
sentença não transitada em julgado, o fato e o réu se encontrar em prisão especial. 
1.3 - Progressão de regime envolvendo apenado estrangeiro 
O Supremo Tribunal Federal já se manifestou no sentido de que não constitui obstáculo para a progressão de 
regime o fato de o condenado ser estrangeiro, não ter domicílio em território nacional e ser objeto de processo 
de expulsão. 
EMENTA: EXECUÇÃO PENAL. Pena privativa de liberdade. Progressão de regime. 
Admissibilidade. Condenação por tráfico de drogas. Estrangeira sem domicílio no país e 
objeto de processo de expulsão. Irrelevância. HC concedido. Voto vencido. O fato de o 
condenado por tráfico de droga ser estrangeiro, estar preso, não ter domicílio no país e ser 
objeto de processo de expulsão, não constitui óbice à progressão de regime de cumprimento 
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da pena. (HC 97147, Relatora: Min. ELLEN GRACIE, Relatora p/ Acórdão: Min. CEZAR 
PELUSO, Segunda Turma, julgado em 04/08/2009) 
1.4 - Progressão de regime e condenado em estabelecimento penal de segurança máxima 
(penitenciária federal) 
O raciocínio a ser feito nessa questão é o seguinte: Por estar o condenado cumprindo parte da pena em 
estabelecimento prisional federal (estabelecimento penal de segurança máxima), podemos concluir que ele 
não apresentar o mérito necessário para progredir de regime, ou seja, não ostenta bom comportamento 
carcerário. Foi nesse sentido o entendimento do Supremo Tribunal Federal no HC 131649 (Informativo 838 
do STF). Vejamos. 
O cumprimento de pena em penitenciária federal de segurança máxima por motivo de 
segurança pública não é compatível com a progressão de regime prisional. STF. 2ª Turma. 
HC 131.649/RJ, rel. orig. Min. Cármen Lúcia, rel. p/ac. Min. Dias Toffoli, julgado em 6/9/2016 
(Info 838). 
No mesmo sentido é a posição do STJ: 
O Juízo competente para processar e julgar os incidentes da execução é o que detém a custódia do 
apenado, no caso, o Juízo responsável pelo presídio federal. Não lhe é permitido, contudo, 
conceder a progressão de regime prisional ao condenado que esteja recolhido em presídio 
federal de segurança máxima, uma vez que os motivos que justificaram sua transferência ou 
manutenção no sistema federal mostram-se totalmente incompatíveis com a concessão do 
benefício, ficando condicionado o deferimento da progressão à ausência dos motivos que 
justificaram a sua remoção para o estabelecimento federal. (STJ. 3ª Seção, CC 137.110/RJ, 
Rel. Min. Ericson Maranho (Desembargador Convocado do TJ/SP), julgado em 22/4/2015) 
1.5 - Progressão per saltum 
O nosso Código Penal não admite a progressão per saltum (por salto), ou seja, o condenado não pode progredir 
direto do regime fechado para o aberto, devendo necessariamente passar pelo regime intermediário 
(semiaberto) para atingir o aberto (mais brando). 
Súmula 491 do STJ: É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime prisional. 
Cálculo diferenciado do prazo no caso de concurso entre crimes hediondos e comuns 
Chamo a atenção de vocês para dizer que no concurso entre crimes hediondos e comuns, é indispensável 
muita cautela no momento da concessão da progressão de regime, porquanto os crimes hediondos exigem-se 
um cumprimento maior de pena para tal benefício, enquanto os crimes comuns esse percentual é menor. Essa 
premissa vale tanto para os fatos cometidos, quer antes, quer depois, da vigência da lei nº 13.964/19. 
Por exemplo, num concurso material de crimes entre o delito de extorsão mediante sequestro (hediondo) e o 
delito de lesão corporal grave, em que pelo primeiro crime foi condenado a 15 anos de reclusão e 2 anos de 
reclusão pelo segundo, seria desproporcionalcalcular 2/5 sobre as penas somadas (17 anos). O certo seria 
calcular 2/5 para o crime hediondo (acusado não reincidente) e 1/6 para o delito comum. Nesse sentido é o 
posicionamento do STJ. Vejamos. 
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HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. CONCESSÃO DE LIVRAMENTO 
CONDICIONAL. CONDENAÇÃO A CRIMES HEDIONDOS E COMUNS. 
CONTINUIDADE DELITIVA. ELABORAÇÃO DE CÁLCULO DIFERENCIADO. 
PRETENSÃO LEGÍTIMA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO NO 
CASO CONCRETO. ORDEM DENEGADA. 
1. Na execução simultânea de condenação por delito comum e outro hediondo, ainda que 
reconhecido o concurso material, formal ou mesmo a continuidade delitiva, é legítima a 
pretensão de elaboração de cálculo diferenciado para fins de verificação dos benefícios 
penais, não devendo ser aplicada qualquer outra interpretação que possa ser desfavorável 
ao paciente. 
2. No caso concreto, embora legítima a pretensão do impetrante, não se verifica o alegado 
constrangimento ilegal na elaboração do cálculo da pena sem a devida diferenciação das 
sanções aplicadas, por ser esta a situação mais favorável ao paciente. 
3. Habeas corpus denegado. (HC 134868/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, 
QUINTA TURMA, julgado em 15/03/2012) 
(UFPR/Defensor Público do Paraná/2014). Em 26.06.2013, Paulo, primário, foi preso em flagrante 
sob a acusação de venda de drogas, em estável associação com outros quatro indivíduos, estando 
incursos nos crimes de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06, sem a diminuição 
prevista no §4º do mesmo artigo) e associação para o tráfico (art. 35 da lei nº 11343/06). Na data 
de hoje, foi simultaneamente condenado, em decisão definitiva, por ambos os delitos. Você, 
defensor público em exercício junto à Vara de Execuções Penais, atuando na defesa dos interesses 
de Paulo, deverá requer a concessão da progressão de regime após o cumprimento de: 
a) 2/5 do total da pena aplicada; 
b) 3/5 do total da pena aplicada; 
c) 2/5 pela associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo crime 
de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei 11343/06). 
d) 1/4 do total da pena aplicada; 
e) 2/5 da pena pelo crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo 
crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06). 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. A grande questão desse exercício era saber quais são os crimes 
equiparados aos delitos hediondos. Tráfico de drogas é crime equiparado ao hediondo, razão pela qual 
o requisito objetivo para a progressão de regime é o transcurso de 2/5 do total da pena quando o 
condenado não é reincidente (como no caso do Paulo). Já a associação para o tráfico, por não ser um 
delito equiparado ao hediondo, adota o requisito objetivo previsto para os crimes comuns, qual seja, o 
transcurso de 1/6 do total da pena. 
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As alternativas A, B, C e D estão erradas. Motivo: Essas alternativas estão em descompasso com o art. 
112 da LEP e art. 2º, §2º, da Lei nº 8072/90. 
OBS: Esse exercício foi aplicado antes da vigência da Lei nº 13.964/19 
1.6 - Inadimplemento da pena de multa e progressão de regime 
De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o inadimplemento deliberado da pena de 
multa cumulativamente aplicada ao sentenciado obsta a progressão de regime. Tal regra somente seria 
excepcionada pela comprovação da absoluta impossibilidade do apenado em pagar o valor, ainda que 
parceladamente (EP 12 ProgReg-AgR/DF, rel. Min. Roberto Barroso, 8. 4.2015). 
1.7 - Progressão de regime dos crimes hediondos antes da Lei nº 11.464/07 
A Lei nº 11.464/07 trouxe uma importante inovação no tocante ao temário progressão de regime envolvendo 
os crimes hediondos e equiparados, porquanto alterou a Lei nº 8072/90 para permitir a promoção carcerária 
desses delitos com a exigência do cumprimento de 2/5 da pena, se o apenado for primário, e de 3/5, se 
reincidente. 
E os delitos hediondos praticados antes dessa Lei nº 11464/07? Qual é o percentual exigido para a progressão 
de regime? 
Em virtude da irretroatividade da lei penal mais gravosa, aos citados delitos aplicam-se as regras do art. 112 
da LEP, conforme determina a súmula 471 do STJ. Vejamos um julgado do STJ sobre o tema. 
CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS IMPETRADO EM 
SUBSTITUIÇÃO A RECURSO PRÓPRIO. PROGRESSÃO DE REGIME 
PRISIONAL.INDEFERIMENTO. AUSÊNCIA DO REQUISITO OBJETIVO. CRIME 
HEDIONDO COMETIDO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N. 11.464/2007. 
APLICABILIDADE DO ART. 112 DA LEP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL 
CONFIGURADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. ORDEM CONCEDIDA DE 
OFÍCIO. 
1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe 
habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não 
conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no 
ato judicial impugnado, a justificar a concessão da ordem, de ofício. 
2. Aos condenados por crimes hediondos ou equiparados cometidos antes da vigência da 
Lei n. 11.464/2007, aplica-se o disposto no art. 112 da Lei n. 7.210/1984 para a progressão 
de regime prisional (Súmula 471 do Superior Tribunal de Justiça). 
3. Habeas corpus não conhecido. Ordem concedida, de ofício, para determinar ao Tribunal de 
origem que reaprecie o pedido de progressão de regime, afastando-se a aplicação da Lei n. 
11.464/2007, baseando-se, tão somente, em dados concretos relativos à execução da pena. (HC 
310.065/SP, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 04/08/2016, DJe 
15/08/2016) 
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1.8 - Progressão de regime especial 
Questão: Como é progressão de regime de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças 
ou pessoas com deficiência? 
Comentários 
Com o advento da Lei 13.769/18 surge uma progressão especial para mulher gestante ou que for mãe 
ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, segundo determina o art. 112, §3º, da LEP. 
Cuida-se de promoção carcerária que exige requisitos mais brandos e destinada exclusivamente a mulher 
gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, ainda que se trata de 
crimes hediondos. São esses os requisitos para essa progressão especial de regime: a) não ter cometido 
crime com violência ou grave ameaça a pessoa; b) não ter cometido o crime contra seu filho ou 
dependente; c) ter cumprido ao menos 1/8 da pena no regime anterior; d) ser primária e ter bom 
comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional; e) não ter integrado 
organização criminosa. Estamos diante de requisitos cumulativos, ou seja, a ausência de qualquer desses 
requisitos inibe a concessão desse benefício em sede de execução penal. De acordo com o art. 72, VII, 
da LEP, com redação dada pela lei 13769/18, caberá ao Departamento Penitenciário Nacional 
acompanhar a execução das penas das mulheres beneficiadas com a progressão especial, monitorando 
sua integração social e a ocorrência da reincidência, específica ou não, mediante a realização de 
avaliações periódicas e de estatísticas criminais. 
 
Questão: Essa progressão especial admite revogação? 
Comentários 
Os casos de revogação estão delineados no art. 112, §4º, da LEP: cometimento de novo crime doloso ou 
a prática de falta grave. Com isso, a apenada sofrerá regressão de regime (art. 118, I, da LEP) e estará 
impossibilitada de obter essa progressão especial.1.9 - Progressão de regime e organização criminosa 
O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosa ou por crime praticado por meio 
de organização criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter livramento 
condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a manutenção 
do vínculo associativo, conforme determinação imposta no art. 2º, §9º, da Lei 12850/13, com redação dada 
pela Lei nº 13.964/19. 
2 - PRISÃO ALBERGUE DOMICILIAR 
Prisão albergue domiciliar nada mais é do que permitir o cumprimento da pena em regime aberto, em 
residência particular. Essa situação somente é permitida nos casos expressos em lei. 
Professor, quais são esses casos descritos em lei? 
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A resposta está no art. 117 da LEP. O apenado deve estar cumprindo pena no regime aberto e encontrar-se 
numa das seguintes situações: 
I – condenado maior de 70 anos de idade; 
II - condenado acometido de doença grave; 
III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
IV – condenada gestante. 
De acordo com o artigo 146-B, da LEP, com dispositivo inserido pela Lei nº 12258/10, o juiz poderá definir a 
fiscalização por meio de monitoração eletrônica quando determinar a prisão domiciliar. 
Não custa lembrar que, em aula passada, ressaltamos que o condenado em regime aberto terá direito a prisão 
domiciliar quando não existir vaga em casa de albergado ou estabelecimento similar. Trata-se de um exemplo 
de mitigação do art. 117 da LEP. 
Não confunda a prisão albergue domiciliar com a prisão domiciliar substitutiva da prisão preventiva, eis que 
essa última terá natureza cautelar e será regida pelos artigos 317 e 318 do Código de Processo Penal13. 
2.1 - Regressão de regime 
A LEP também cuidou da regressão de regime, que é justamente a transferência do apenado de um regime 
mais brando para outro mais rigoroso. 
Chamo atenção de vocês para destacar que a execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma 
regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos. Vale dizer, a regressão pode ser 
em salto, transferindo o apenado do regime aberto para o fechado. 
Professor, quando é cabível a regressão? 
Nas hipóteses delineadas nos artigos 118 e 146-C da LEP: 
a) Praticar fato definido como crime doloso ou falta grave: Reparem que é causa de regressão a 
prática de fato definido como crime doloso (detenção/reclusão) ou como falta grave. Notem que 
que a LEP não exige o trânsito em julgado da condenação, basta a prática do fato. Vou repetir, 
pois isso é importante! Não há que se falar em violação ao princípio do estado de inocência, pois a 
 
 
13 Art. 317 do CPP: A prisão domiciliar consiste no recolhimento do indiciado ou acusado em sua residência, só podendo dela 
ausentar-se com autorização judicial. 
Art. 318 do CPP: Poderá o juiz substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando o agente for: 
I – maior de 80 (oitenta) anos; 
II – extremamente debilitado por motivo de doença grave; 
III – imprescindível aos cuidados especiais de pessoa menor de 6 (seis) anos de idade ou com deficiência; 
IV – gestante; 
V - mulher com filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos; 
VI - homem, caso seja o único responsável pelos cuidados do filho de até 12 (doze) anos de idade incompletos. 
Parágrafo único. Para substituição, o juiz exigirá prova idônea dos requisitos estabelecidos neste artigo. 
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lei exigiu apenas a prática do fato. Nesse sentido, destaca-se o teor da súmula 526 do STJ: O 
reconhecimento de falta grave decorrente do cometimento do fato definido como crime doloso no 
cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de sentença condenatória no processo penal 
instaurado para apuração do fato. A prática de crime preterdoloso (ou preterintencional) também 
autoriza a regressão, eis que estamos diante de um crime com dolo na conduta (antecedente) e 
culpa no resultado. OBS 1: A data-base para o cálculo de período aquisitivo de novos benefícios 
executórios é o da prática da falta grave e, em caso de fuga, da recaptura. OBS 2: Para o deferimento 
da regressão nessa hipótese, a lei exige a prévia oitiva do condenado (art. 118, §1º, da LEP), ou 
seja, haverá audiência de justificação não só na prática de fato definido como crime doloso como 
também em caso de falta grave. 
 
b) Sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena em execução, 
torne incabível o regime: Nesse caso, durante a execução da pena, o apenado sofre novas 
condenações que, somadas, não admite mais o regime em que ele se encontra cumprindo pena. 
Exemplo: João está cumprindo pena no regime semiaberto. Sobrevindo novas condenações, que 
serão somadas com o restante de pena a cumprir, nota-se que a pena unificada ultrapassa a 8 anos 
de reclusão. Consequência: João sofrerá regressão para o regime fechado. 
 
c) Frustar os fins da execução: Essa hipótese refere-se ao regime aberto. O acusado frustra os fins 
da execução quando não atua com senso de responsabilidade e autodisciplina. Cabe ainda apontar 
que a multa, após a vigência da Lei n. 9.268/96, não pode mais ser convertida em pena privativa de 
liberdade e deve ser vista como dívida de valor. Em razão disso, não é admissível a regressão de 
regime prisional com base no inadimplemento. OBS: A prática de crime culposo e contravenção 
penal não geram, por si só, a regressão, porém tais situações apontam que o condenado frustra os 
fins da execução. OBS 2: Para o deferimento da regressão nessa hipótese, a lei exige a prévia 
oitiva do condenado (art. 118, §1º, da LEP). 
 
d) A violação de deveres relacionados com o monitoriamento eletrônico. O monitoramento 
eletrônico foi previsto para a prisão domiciliar e a saída temporária no regime semi-aberto. Pois 
bem, o condenado será instruído dos cuidados que deverá adotar com o equipamento eletrônico e 
deverá adotar os seguintes deveres: receber visitas do servidor responsável pela monitoração 
eletrônica, responder os seus contatos e cumprir suas orientações e, ainda, abster-se de remover, de 
violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de monitoração eletrônica ou de 
permitir que outrem o faça. O não atendimento desses deveres poderá acarretar, a critério do 
juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a defesa, a regressão de regime, caso o juiz não 
opte por aplicar, por escrito, a advertência. 
2.2 - Regressão Cautelar de Regime 
A regressão cautelar não tem previsão legal, mas deriva do poder de cautela e é indicado para hipóteses de 
cometimento de falta grave pelo apenado e de descumprimento das condições do regime. Reparem que nesse 
caso há uma suspensão judicial do regime aberto ou semiaberto, com o imediato regresso do apenado para o 
regime mais rigoroso até que ele (condenado) apresente sua versão na audiência de justificação (art. 118, §2º, 
da LEP). Exemplo de aplicação dessa regressão cautelar de regime: motim e fuga de preso. 
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Em resumo, na regressão cautelar o juiz regride o condenado e depois ouve a sua versão na audiência de 
justificação. Já na regressão definitiva há a exigência da prévia audiência de justificação, facultando ao 
condenado a apresentação de sua versão antes de regredi-lo. 
AUTORIZAÇÃO DE SAÍDAS 
De acordo com o item 127 de exposição de motivos da LEP, essa autorização de saída visa atenuar o rigor da 
execução contínua da pena de prisão. Primeiramente, devo informar a vocês que a autorização de saída é 
gênero,que comporta 2 espécies: permissão de saída (art. 120 e 121 da LEP) e saída temporária (arts. 
122/125 da LEP). 
 
PERMISSÃO DE SAÍDA. A permissão de saída pode ser concedida aos presos definitivos, que estiverem 
no regime fechado ou semiaberto, e aos presos provisórios (prisão temporária e preventiva). É cabível por 
razões humanitárias, que será deferida pelo diretor do estabelecimento, mediante escolta, quando presente 
uma das seguintes hipóteses a seguir: 
 • falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão; 
 • necessidade de tratamento médico. Inclui também atendimento odontológico de urgência. Essa 
hipótese está em harmonia com o art. 14, §2º, da LEP14. Não há que se falar em permissão de saída se o 
estabelecimento prisional reunir condições necessárias para dar o tratamento adequado ao preso!! 
Professor, qual é o prazo da permissão de saída? 
A LEP não estipulou o prazo, porém a permissão de saída é ligada ao motivo que autorizou a sua saída do 
estabelecimento penal. Vale dizer, encerrou o motivo, o apenado deve retornar ao estabelecimento penal15. 
Reparem também que não há necessidade de autorização judicial. É o diretor do estabelecimento penal 
(autoridade administrativa) que concede a permissão de saída. Caso a negativa da autoridade administrativa 
não encontre respaldo legal, o juiz da execução pode ser acionado para resolver a questão. 
 
 
14 Art. 14, §2º, da LEP: Quando o estabelecimento penal não estiver aparelhado para prover a assistência médica necessária, esta 
será prestada em outro local, mediante autorização da direção de estabelecimento. 
15 Art. 121 da LEP: A permanência do preso fora do estabelecimento terá a duração necessária à finalidade da saída. 
Autorização de 
saída
Permissão de saída
Saída Temporária
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OBS: Na permissão de saída haverá a existência de escolta. 
SAÍDA TEMPORÁRIA. De modo diverso da permissão de saída, a saída temporária necessita de 
autorização judicial, que será tomada após prévia manifestação do Ministério Público e do diretor do 
estabelecimento penal. Nesse sentido existe a súmula 520 do STJ: O benefício da saída temporária no 
âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do 
estabelecimento prisional. 
É um benefício previsto apenas para os apenados que cumprem pena no regime semiaberto. A saída 
temporária, que será concedida sem vigilância direta (sem escolta policial), será admitida nos seguintes 
casos: 
 • visita à família; 
 • frequência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do segundo grau ou 
superior, na comarca do juízo da execução; 
 • participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social; 
Em que pese não exista escolta policial, vale destacar a vocês que o Juízo da Execução pode fiscalizar essa 
saída temporária por meio da monitoração eletrônica (art. 146-B, inciso II, da LEP). Deferido o benefício 
em questão pelo juiz, o condenado será instruído acerca dos cuidados que deverá adotar com o equipamento 
eletrônico e dos seguintes deveres: 
I – receber visitas do servidor responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos 
e cumprir suas orientações; 
II – abster-se de remover, de violar, de modificar, de danificar de qualquer forma o dispositivo de 
monitoração eletrônica ou de permitir que outrem o faça. 
Ok..., mas se o condenado não cumprir esses deveres? 
A violação comprovada dos deveres previstos para a monitoração eletrônica poderá acarretar, a critério do juiz 
da execução penal, ouvidos previamente o Ministério Público e a defesa, a revogação da autorização de saída 
temporária, caso a advertência, por escrito, não for suficiente na situação concreta (art. 146-C, VII, da LEP). 
Quais são os requisitos necessários para se obter a saída temporária? 
A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da Execução, ouvidos Ministério Público e a 
administração penitenciária, se presentes os seguintes requisitos: 
 • comportamento adequado; 
 • cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um quarto), 
se reincidente; 
 • compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 
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Acerca da condicionante atinente ao tempo de cumprimento da pena, vale destacar a vocês o teor da súmula 
40 do STJ: Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de 
cumprimento da pena no regime fechado”. Reparem que é um benefício concedido aos apenados em regime 
semiaberto, porém o tempo de cumprimento de pena em regime fechado é empregado para verificar o tempo 
mínimo de pena exigido pela LEP para a concessão desse benefício. 
De modo diverso do que ocorre com a permissão de saída, o prazo na saída temporária é por tempo 
determinado. Diz a LEP que o prazo não pode ser superior a 7 dias, podendo a concessão desse benefício 
ser de 5 (cinco) vezes ao ano, com intervalo mínimo de 45 dias entre uma e outra. 
Questão interessante: Pode ser estabelecido por decisão judicial um calendário anual de saídas 
temporárias? Pode o juiz num despacho estabelecer saídas temporárias automatizadas? 
Comentários 
Já adianto que a questão é polêmica e existe divergência entre o STJ e o STF sobre o tema. 
Para o Superior Tribunal de Justiça não é certo num único despacho conceder as 5 saídas temporárias 
cabíveis ao longo do ano, ou seja, o correto é analisar a cada saída temporária se houve o preenchimento 
dos requisitos legais. Vejamos. 
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. SAÍDAS 
TEMPORÁRIAS AUTOMATIZADAS. IMPOSSIBILIDADE. RECURSOS 
REPRESENTATIVOS DE CONTROVÉRSIA. INCIDÊNCIA. SÚMULA 520/STJ. AGRAVO 
DESPROVIDO. 
1. Este Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos REsp's n.1.166.251/RJ e 1.176.264/RJ, 
firmou compreensão de que é descabida a concessão automática de saídas temporárias pelo Juízo 
da Execução, devendo cada pedido ser apreciado de forma individualizada. 
2. Inteligência do enunciado sumular n. 520 desta Corte (O benefício de saída temporária no 
âmbito da execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade 
administrativa do estabelecimento prisional). 
3. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no HC 356.927/SC, Rel. Ministro ANTONIO 
SALDANHA PALHEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 09/08/2016, DJe 24/08/2016) 
Já para o Supremo Tribunal Federal é legítima a decisão judicial que estabelece calendário anual de saídas 
temporárias para visita à família do preso. Vejamos. 
Habeas corpus. Direito Penal. Processo Penal. Execução penal. Saída temporária. Visita 
periódica à família. 
2. Um único ato judicial que analisa o histórico do sentenciado e estabelece um calendário de 
saídas temporárias, com a expressa ressalva de que as autorizações poderão ser revistas em 
caso de cometimento de falta, é suficiente para fundamentar a saída mais próxima e as 
futuras. A decisão única permite participação suficiente do Ministério Público, que poderá 
falar sobre seu cabimento e, caso alterada a situação fática, pugnar por sua revisão. 
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3. Ameaça concreta de lesão ao direito do paciente. Dificuldades operacionais na Vara de 
Execuções Penais do Rio de Janeiro. Muito provavelmente, se cada condenado tiver que 
solicitar cada saída, muitas serão despachadas apenas após perderem o objeto. 
4. Ordem concedida. Expedição do ofício ao Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente do 
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e à Corregedoria-GeralDe Luca
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Magistratura ................................................................................................................................................................... 71 
Promotor ........................................................................................................................................................................ 77 
Defensor ......................................................................................................................................................................... 86 
Procurador ...................................................................................................................................................................... 90 
Delgado de Polícia .......................................................................................................................................................... 91 
Outros ............................................................................................................................................................................. 92 
Lista de Questões ............................................................................................................................................. 94 
Magistratura ................................................................................................................................................................... 94 
Promotor ........................................................................................................................................................................ 96 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 100 
Procurador .................................................................................................................................................................... 102 
Delgado de Polícia ........................................................................................................................................................ 102 
Outros ........................................................................................................................................................................... 102 
Gabarito.......................................................................................................................................................... 104 
Magistratura ................................................................................................................................................................. 104 
Promotor ...................................................................................................................................................................... 104 
Defensor ....................................................................................................................................................................... 105 
Procurador .................................................................................................................................................................... 105 
Delegado de Polícia ...................................................................................................................................................... 105 
Outros ........................................................................................................................................................................... 105 
 
 
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DOS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO PENAL 
1 - ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO PENAL 
A LEP, em seu art. 61, elenca 8 órgãos de execução penal: 
1) Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (arts.62/64 da LEP); 
2) Juízo da Execução (arts. 65/66 da LEP); 
3) Ministério Público (arts.67 e 68 da LEP); 
4) Conselho Penitenciário (arts. 69 e 70 da LEP) 
5) Departamentos Penitenciários ( arts. 71/77 da LEP) 
6) Patronato (arts. 78/79 da LEP) 
7) Conselho da Comunidade (arts. 80 e 81 da LEP) 
8) Defensoria Pública (arts. 81-A e 81-B da LEP) 
1.1 - Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária 
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), com sede na capital da República, é 
órgão subordinado ao Ministério da Justiça, composto por 13 (treze) membros titulares e 5 (cinco) 
suplentes, designados pelo Ministro da Justiça para mandato de 2 (dois) anos. A cada ano é renovado 1/3 de 
seus componentes. 
Em razão da interdisciplinaridade dos assuntos que tramitam nesse Conselho, seus integrantes serão escolhidos 
dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências 
correlatas, além de representantes da comunidade e dos Ministérios da área social. 
De acordo com o art. 64 da LEP, incumbe ao CNPCP, em âmbito federal ou estadual: 
 I – propor diretrizes da política criminal quanto à prevenção do delito, administração da Justiça 
Criminal e execução das penas e das medidas de segurança; 
 II – contribuir na elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo as metas e 
prioridades da política criminal e penitenciária; 
 III – promover a avaliação periódica do sistema criminal para a sua adequação às necessidades 
do País; 
 IV – estimular e promover a pesquisa criminológica; 
 V – elaborar programa nacional penitenciário de formação e aperfeiçoamento do servidor; 
 
 VI – estabelecer regras sobre a arquitetura e construção de estabelecimentos penais e casas 
de albergados; 
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 VII – estabelecer os critérios para a elaboração da estatística criminal; 
 VIII – inspecionar e fiscalizar os estabelecimentos penais, bem assim informar-se, mediante 
relatórios do Conselho Penitenciário, requisições, visitas ou outros meios, acerca do 
desenvolvimento da execução penal nos Estados, Territórios e Distrito Federal, propondo às 
autoridades dela incumbida as medidas necessárias ao seu aprimoramento; 
 IX – representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de 
sindicância ou procedimento administrativo, em caso de violação das normas referentes à 
execução penal; 
 X – representar à autoridade competente para a interdição, no todo ou em parte, de 
estabelecimento penal. 
 Segundo consta do item 187 da Exposição de Motivos da LEP, a implantação do Conselho 
Nacional de Política Criminal e Penitenciária tem proporcionado “valioso contingente de 
informações de análises, de deliberações e de estímulo intelectual e material às atividades de 
prevenção da criminalidade.” 
1.2 - Juízo da Execução Penal 
O ponto de partida desse assunto é saber qual o juízo competente no campo da execução penal. A execução 
penal competirá ao juiz indicado na lei de organização judiciária. Na ausência dessa previsão na citada lei, 
figurará como competente o juízo da sentença. 
Segundo o Superior Tribunal de Justiça, a execução cabe ao Juízo do local da condenação, sendo 
deprecada ao Juízo do domicílio do apenado somente a supervisão e acompanhamento do cumprimento da 
pena determinada, não existindo deslocamento de competência. (Conflito de d Competência de nº 
113.112/SC, Min. Rel. Ministro Gilson Dipp, Terceira Seção, DJe 17/11/2011) 
 
Vamos imaginar a seguinte situação: Um condenado ao regime semiaberto durante que cumpre pena em 
Curitiba/PR, durante uma saída temporária, é preso em flagrante delito em Londrina/PR. Qual é o Juízo 
competente para cuidar da execução Penal? Prevalece o entendimento de que a fixação da competência para 
execução da pena é a do local em que o apenado cumprede Justiça do Rio de Janeiro, para 
que avaliem e tomem providências quanto à situação da execução penal no Estado do Rio de 
Janeiro. 
5. Expedição de ofício ao Superior Tribunal de Justiça e à Procuradoria-Geral de Justiça do Rio 
de Janeiro, dando notícia do julgamento. (HC 128763, Relator: Min. GILMAR MENDES, 
Segunda Turma, julgado em 04/08/2015) 
Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao beneficiário as seguintes condições, entre outras que entender 
compatíveis com as circunstâncias do caso e situação pessoal do condenado: 
 I – fornecimento do endereço onde reside a família a ser visitada ou onde poderá ser encontrada 
durante o gozo do benefício; 
 II – recolhimento à residência visitada, no período noturno; 
 III – proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos congêneres. 
 
Quando se tratar de frequência a curso (profissionalizante, de ensino médio ou superior), o tempo de saída 
será o necessário para o cumprimento das atividades discentes. 
O artigo 125 da LEP estabelece hipóteses de revogação automática da saída temporária, ou seja, verificadas 
as situações legais a seguir o juiz revoga o benefício, sem a necessidade de prévia oitiva do condenado. As 
hipóteses são: 
 • praticar fato definido como crime doloso (não se exige o trânsito em julgado); 
 • for punido por falta grave (o diretor do estabelecimento penal representará ao juiz da execução para 
revogar o benefício – art. 48, parágrafo único, da LEP); 
 • desatender as condições impostas na autorização; 
 • revelar baixo grau de aproveitamento do curso. 
Todavia, o condenado tem o direito de recuperar à saída temporária. A recuperação do direito à saída 
temporária dependerá da absolvição no processo penal (na hipótese de fato definido como crime), do 
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cancelamento da punição disciplinar (no caso de ter sido punido por falta grave) ou da demonstração do 
merecimento do condenado (para os casos de desatender as condições impostas na autorização de saída e de 
revelar baixo grau de aproveitamento do curso). 
 
A Lei nº 13.964/19 acrescentou o §2º no art. 122 da Lei de Execução Penal para afirmar que não terá direito 
à saída temporária o condenado que cumpre pena por crime hediondo com resultado morte. Repare que, 
por cochilo, o legislador não vedou a saída temporária ao crime equiparado ao hediondo, com resultado morte 
(exemplo: tortura com resultado qualificador morte). Logo, pensamento diverso representaria verdadeira 
analogia in malam partem, o que é vedado em Direito Penal. 
REMIÇÃO 
Primeiramente, chamo a atenção de vocês para dizer que a Lei nº 12433/11 resolveu inúmeras divergências 
existentes acerca do instituto da remição. 
Remição, em linhas gerais, significa a possibilidade conferida ao reeducando de reduzir o tempo de 
cumprimento da pena se desenvolver atividade ligada ao trabalho e/ou ao estudo. 
O condenado que cumpre pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, 
parte do tempo de execução da pena, o que se aplica também aos presos provisórios. 
Devo informar a vocês não há que se falar em remição de pena por trabalho ao apenado no regime aberto 
ou em gozo de livramento condicional. Motivo: O trabalho é motivo de ingresso no regime aberto (art. 114, 
I da LEP) e condição para o livramento condicional (art. 132, §1º, “a”, da LEP). 
Todavia, o condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto ou em gozo de livramento 
condicional poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de educação profissional, parte 
do tempo de execução da pena ou do período de prova (no caso de livramento condicional). 
Professor, como é feita a contagem para a remição por trabalho e por estudo? 
Para trabalho – Para cada 3 dias de trabalho regular, nos termos do art. 33 da LEP16, o preso fará jus ao 
desconto de 1 dia de pena. Tanto faz se esse trabalho ocorrer no interior do estabelecimento penal ou fora dele, 
 
 
16 Art. 33 da LEP: A jornada normal de trabalho não será inferior a 6 (seis), nem superior a 8 (oito) horas, com descanso nos 
domingos e feriados. 
Parágrafo único. Poderá ser atribuído horário especial de trabalho aos presos designados para os serviços de conservação e 
manutenção do estabelecimento penal. 
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conforme autoriza a súmula 562 do STJ (É possível a remição de parte do tempo de execução da pena quando 
o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade laborativa, ainda que extramuros). A 
comprovação do trabalho deve ser feita através de atestado do diretor do estabelecimento. 
Para o estudo – Para cada 12 horas de frequência escolar divididas, no mínimo, em 3 (três) dias, o preso fará 
jus ao desconto de 1 dia de pena. As atividades de estudo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou 
por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes 
dos cursos frequentados. 
Antes da edição da lei nº 12433, a remição por estudo era uma construção jurisprudencial consagrada na 
súmula 341 do STJ: A frequência a curso de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução 
de pena sob regime fechado ou semiaberto. Reparem que a citada lei alargou a hipótese para os condenados 
em regime aberto e em gozo de livramento condicional. 
Vamos deixar claro também que a remição também tem aplicação ao preso provisório (art. 126, §7º, da LEP). 
Professor, e se o preso estiver impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou no estudo? 
Em razão de expressa previsão legal, o preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos 
estudos continuará a beneficiar-se pela remição (art. 126, §4º, da LEP). 
Outra questão: É possível cumular remição por trabalho ou por estudo? 
A resposta é afirmativa. É possível a cumulação dos casos de remição por trabalho e por estudo, desde que 
exista compatibilidade entre as horas diárias de trabalho e de estudo. Assim, por exemplo, se o apenado 
estudar 4 horas diárias e trabalhar 8 horas diárias, ele fará jus ao abate de 1 dia de pena se apresentar 12 horas 
de estudo diluídas em 3 dias e ainda terá direito ao desconto de 1 dia da pena a 3 dias de trabalho. 
Para incentivar o estudo, a LEP ainda previu um bônus para aquele que concluir o ensino fundamental, 
médio ou superior durante o cumprimento da pena, qual seja, será acrescido o percentual de 1/3 (um terço) 
no tempo a remir em função das horas de estudo se houver tal conclusão. 
Questão interessante: Para ter direito a remição por estudo a atividade estudantil deve se desenvolver 
apenas em dias úteis? 
Comentários 
 PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. REMIÇÃO DA PENA. 
ESTUDO. ART. 126 DA LEI N. 7.210/1984. CURSO À DISTÂNCIA. RESTRIÇÃO DAS 
ATIVIDADES ESTUDANTIS APENAS A DIAS ÚTEIS. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. 
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 
- O art. 126 da Lei n. 7.210/1984 dispõe que a contagem de tempo para remição da pena, pelo 
estudo, deve ocorrer à razão de 1 (um) dia de pena para cada 12 (doze) horas de frequência escolar, 
não havendo qualquer ressalva sobre a consideração apenas dos dias úteis para realização da 
referida contagem. 
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Agravo regimental desprovido. (AgRg no REsp 1487218/DF, Rel. Ministro ERICSON MARANHO 
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP), SEXTA TURMA, julgado em 05/02/2015, DJe 
24/02/2015) 
Chamo a atenção de vocês para destacar que o STJ invocando a analogia in bonam partem tem aceitado a 
remição por leitura não só nos estabelecimentos penais que não ofertam trabalho ou cursos(estudo), mas 
também naqueles em que tais situações são oferecidas. Vejamos. 
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO POR LEITURA. ART. 126 DA LEI DE 
EXECUÇÕES PENAIS. CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES ADMINISTRATIVAS 
NO ÂMBITO DO PROJETO. RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 
PENITENCIÁRIA E DE SEUS SERVIDORES. IMPOSSIBILIDADE DE PREJUÍZO AO 
APENADO DE BOA-FÉ. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. ORDEM 
CONCEDIDA PARA RESTABELECER A DECISÃO DO MAGISTRADO DAS EXECUÇÕES. 
A possibilidade de remição de dias de pena por meio da leitura foi confirmada no âmbito 
deste Superior Tribunal de Justiça, adotando a Corte o entendimento de que se trata de 
analogia in bonam partem da remição por estudo, expressamente prevista no art. 126 da 
Lei de Execuções Penais. 
O simples fato de o estabelecimento prisional contar com oferta de trabalho e estudo não 
impede que a leitura seja fonte de remição de dias de pena. Com efeito, a Recomendação 
n. 44/13 do Conselho Nacional de Justiça, em seu art. 1º, inciso V, limita-se a propor que 
os Tribunais estimulem a remição por leitura notadamente aos presos sem acesso a 
trabalho e estudo, não erigindo óbice a que tal prática também seja implementada em 
unidades penitenciárias que já oferecem as demais espécie de atividades ensejadoras de 
remição. 
Os vícios administrativos identificados pelo Tribunal de origem não têm o condão de 
obstar o direito do apenado à remição. Uma vez implementado o projeto de remição por 
leitura na unidade prisional em que cumpre pena o paciente, não comprovada má-fé do 
apenado e ausente dúvida fundada a respeito da efetiva leitura e absorção da obra literária 
pelo sentenciado, impõe-se a concessão do direito ao apenado. 
Eventuais irregularidades formais identificadas, atinentes ao número e à qualificação dos 
avaliadores, bem como a notícia de que não foi produzida uma escala de compatibilização 
de horários de leitura com os de trabalho e estudo formais, reputam-se insuficientes para 
anular ou descaracterizar a remição pretendida. Cumpre salientar que, à luz do art. 
130 da Lei de Execuções Penais, "constitui o crime do artigo 299 do Código Penal declarar 
ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido de remição", de 
modo que a constatação de irregularidades no procedimento de apuração de trabalho, 
estudo ou leitura do apenado gera responsabilidade no âmbito da administração e de 
seus servidores, não repercutindo no direito legalmente assegurado ao sentenciado de boa 
fé. 
Ordem concedida, em consonância com o parecer ministerial, para restabelecer a decisão de primeiro grau 
que deferira a remição de 4 (quatro) dias de pena ao paciente. (HC 349.239/SP, Rel. Ministro JOEL ILAN 
PACIORNIK, QUINTA TURMA, julgado em 04/10/2016, DJe 14/10/2016) 
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Por oportuno, devemos lembrar do teor da Recomendação de nº 44/2013 do CNJ, que dispõe sobre atividades 
educacionais complementares para fins de remição da pena pelo estudo e estabelece critérios para a admissão 
pela leitura. Vejamos. 
Art. 1º Recomendar aos Tribunais que: 
I - para fins de remição pelo estudo (Lei nº 12.433/2011), sejam valoradas e consideradas as 
atividades de caráter complementar, assim entendidas aquelas que ampliam as possibilidades de 
educação nas prisões, tais como as de natureza cultural, esportiva, de capacitação profissional, de 
saúde, entre outras, conquanto integradas ao projeto político-pedagógico (PPP) da unidade ou do 
sistema prisional local e sejam oferecidas por instituição devidamente autorizada ou conveniada 
com o poder público para esse fim; 
II - para serem reconhecidos como atividades de caráter complementar e, assim, possibilitar a 
remição pelo estudo, os projetos desenvolvidos pelas autoridades competentes podem conter, 
sempre que possível: 
a) disposições a respeito do tipo de modalidade de oferta (presencial ou a distância); 
b) indicação da instituição responsável por sua execução e dos educadores e/ou tutores, que 
acompanharão as atividades desenvolvidas; 
c) fixação dos objetivos a serem perseguidos; 
d) referenciais teóricos e metodológicos a serem observados; 
e) carga horária a ser ministrada e respectivo conteúdo programático; 
f) forma de realização dos processos avaliativos; 
III - considerem, para fins de remição pelo estudo, o número de horas correspondente à efetiva 
participação do apenado nas atividades educacionais, independentemente de aproveitamento, 
exceto, neste último aspecto (aproveitamento), quando o condenado for autorizado a estudar fora 
do estabelecimento penal (LEP, art. 129, § 1º), ocasião em que terá de comprovar, mensalmente, 
por meio de autoridade educacional competente, tanto a frequência, como o aproveitamento 
escolar. 
IV - na hipótese de o apenado não estar, circunstancialmente, vinculado a atividades regulares de 
ensino no interior do estabelecimento penal e realizar estudos por conta própria, ou com simples 
acompanhamento pedagógico, logrando, com isso, obter aprovação nos exames nacionais que 
certificam a conclusão do ensino fundamental Exame Nacional para Certificação de Competências 
de Jovens e Adultos (ENCCEJA) ou médio Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a fim de 
se dar plena aplicação ao disposto no § 5º do art. 126 da LEP (Lei n. 7.210/84), considerar, como 
base de cálculo para fins de cômputo das horas, visando à remição da pena pelo estudo, 50% 
(cinquenta por cento) da carga horária definida legalmente para cada nível de ensino [fundamental 
ou médio - art. 4º, incisos II, III e seu parágrafo único, todos da Resolução n. 03/2010, do CNE], 
isto é, 1600 (mil e seiscentas) horas para os anos finais do ensino fundamental e 1200 (mil e 
duzentas) horas para o ensino médio ou educação profissional técnica de nível médio; 
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V - estimular, no âmbito das unidades prisionais estaduais e federais, como forma de atividade 
complementar, a remição pela leitura, notadamente para apenados aos quais não sejam assegurados 
os direitos ao trabalho, educação e qualificação profissional, nos termos da Lei n. 7.210/84 (LEP 
- arts. 17, 28, 31, 36 e 41, incisos II, VI e VII), observando-se os seguintes aspectos: 
a) necessidade de constituição, por parte da autoridade penitenciária estadual ou federal, de projeto 
específico visando à remição pela leitura, atendendo a pressupostos de ordem objetiva e outros de 
ordem subjetiva; 
b) assegurar que a participação do preso se dê de forma voluntária, disponibilizando-se ao 
participante 1 (um) exemplar de obra literária, clássica, científica ou filosófica, dentre outras, de 
acordo com o acervo disponível na unidade, adquiridas pelo Poder Judiciário, pelo DEPEN, 
Secretarias Estaduais/Superintendências de Administração Penitenciária dos Estados ou outros 
órgãos de execução penal e doadas aos respectivos estabelecimentos prisionais; 
c) assegurar, o quanto possível, a participação no projeto de presos nacionais e estrangeiros 
submetidos à prisão cautelar; 
d) para que haja a efetivação dos projetos, garantir que nos acervos das bibliotecas existam, no 
mínimo, 20 (vinte) exemplares de cada obra a ser trabalhada no desenvolvimento de atividades; 
e) procurar estabelecer, como critério objetivo, que o preso terá o prazo de 21 (vinte e um) a 30 
(trinta) dias para a leitura da obra, apresentando ao final do período resenha a respeito do assunto, 
possibilitando, segundo critério legal de avaliação, a remição de 4 (quatro) dias de sua pena e ao 
final de até 12 (doze) obras efetivamente lidas e avaliadas, a possibilidade de remir 48 (quarenta e 
oito) dias,no prazo de 12 (doze) meses, de acordo com a capacidade gerencial da unidade 
prisional; 
f) assegurar que a comissão organizadora do projeto analise, em prazo razoável, os trabalhos 
produzidos, observando aspectos relacionados à compreensão e compatibilidade do texto com o 
livro trabalhado. O resultado da avaliação deverá ser enviado, por ofício, ao Juiz de Execução 
Penal competente, a fim de que este decida sobre o aproveitamento da leitura realizada, 
contabilizando-se 4 (quatro) dias de remição de pena para os que alcançarem os objetivos 
propostos; 
g) cientificar, sempre que necessário, os integrantes da comissão referida na alínea anterior, nos 
termos do art. 130 da Lei n. 7.210/84, acerca da possibilidade de constituir crime a conduta de 
atestar falsamente pedido de remição de pena; 
h) a remição deverá ser aferida e declarada pelo juízo da execução penal competente, ouvidos o 
Ministério Público e a defesa; 
i) fazer com que o diretor do estabelecimento penal, estadual ou federal, encaminhe mensalmente 
ao juízo da execução cópia do registro de todos os presos participantes do projeto, com 
informações sobre o item de leitura de cada um deles, conforme indicado acima; 
j) fornecer ao apenado a relação dos dias remidos por meio da leitura. 
 
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É importante ainda destacar que “ a ineficiência do Estado em fiscalizar as horas de estudo realizadas a 
distância pelo condenado não pode obstaculizar o seu direito de remição da pena, sendo suficiente para 
comprová-las a certificação fornecida pela entidade educacional” (Informativo 1061 do STF – RHC 
203.546, relatora Ministra Cármen Lúcia, julgado em 28.06.2022). Nesse contexto, constando do atestado 
emitido pelo Sistema de Informações Penitenciárias que o sentenciado concluiu o aprendizado das disciplinas, 
a inércia estatal em acompanhar e fiscalizar o estudo a distância não deve ser a ele imputada, sob pena de 
prejudicá-lo pelo descumprimento de uma obrigação que não é sua. Em respeito ao princípio da igualdade, 
notadamente em situações precárias, é necessário sobrevalorizar a remição da pena, de modo que não se 
pode presumir que o condenado não tenha efetivamente se dedicado aos estudos na cela. 
Ainda sobre o assunto, vale destacar o entendimento do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que “a 
remição de pena em virtude de curso profissionalizante, realizado pelo apenado na modalidade à 
distância (EaD), exige a apresentação de certificado emitido por entidade educacional devidamente 
credenciada perante o Ministério da Educação (MEC)” (AgRg no HC 722.388-SP, Rel. Min. Olindo 
Menezes -Desembargador convocado do TRF 1ª Região-, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 
09/08/2022, DJe 15/08/2022 – Informativo 748 do STJ). 
 
 
 
Antes da edição da lei 12.433/11, predominava nos Tribunais Superiores de que, em caso de falta grave, o juiz 
poderia revogar integralmente os dias remidos, com reinício do novo período aquisitivo a contar da falta grave. 
Motivo: A remição por trabalho ou estudo era vista como mera expectativa de direito, ou seja, era submetida 
à cláusula rebus sic stantibus, porquanto sua concessão ficava condicionada à conduta futura do condenado. 
O STF até editou uma súmula vinculante sobre o assunto. Estamos falando da súmula vinculante de nº 9: O 
disposto no art. 127 da Lei nº 7210/1984 (Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem constitucional 
vigente, e não se aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58. 
Pois bem. Hoje o art. 127 da LEP, com redação dada pela Lei nº 12.433/11, resolveu essa questão ao determinar 
que a prática de falta grave autoriza o juiz revogar até 1/3 do tempo remido (limite máximo), observado 
o art. 57 da LEP17, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. Assim, levando 
 
 
17 Art. 57 da LEP: Na aplicação das sanções disciplinares, levar-se-ão em conta a natureza, os motivos, as circunstâncias e as 
consequências do fato, bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão. 
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https://processo.stj.jus.br/SCON/jurisprudencia/toc.jsp?livre=%28%28AGRHC.clas.+ou+%22AgRg+no+HC%22.clap.%29+e+%40num%3D%22722388%22%29+ou+%28%28AGRHC+ou+%22AgRg+no+HC%22%29+adj+%22722388%22%29.suce.
 
 
 
 
 
58 
104 
em conta a natureza, os motivos, as circunstâncias e as consequências do fato, bem como a pessoa do faltoso 
e seu tempo de prisão, o magistrado pode revogar no máximo até 1/3 do tempo remido em caso de falta grave. 
Antes da Lei nº 12.433/11 havia também discussão quanto à forma de contagem dos dias remidos. Havia 2 
posições: a) a pena remida deveria ser considerada como pena cumprida (posição do STJ); b) o tempo remido 
deveria ser abatido do total da pena aplicada. Hoje, com a redação dado ao artigo 128 da LEP, acabou essa 
controvérsia. O tempo remido será computado como pena cumprida, para todos os efeitos. 
A autoridade administrativa encaminhará mensalmente ao juízo da execução cópia do registro de todos 
os condenados que estejam trabalhando ou estudando, com informação dos dias de trabalho ou das horas de 
frequência escolar ou de atividades de ensino de cada um deles. 
O condenado autorizado a estudar fora do estabelecimento penal deverá comprovar mensalmente, por meio 
de declaração da respectiva unidade de ensino, a frequência e o aproveitamento escolar. 
Ao condenado será dado a relação de seus dias remidos. 
Ainda sobre remição, cabe apontar que o art. 130 da LEP estabelece que constitui crime do artigo 299 do 
Código Penal (falsidade ideológica) declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir 
pedido de remição. Lembre-se ainda que a pena será de reclusão de 1 a 5 anos, e multa, se o documento é 
público, e se o documento for particular a pena será de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Já se a falsidade é 
cometida por funcionário público, prevalecendo-se do cargo, a pena é aumentada de sexta parte. 
Questão: É possível a remição pelo trabalho antes do início da execução da pena? 
Comentários 
A resposta é positiva, ou seja, é possível a remição do tempo de trabalho realizado antes do início da 
execução da pena, desde que em data posterior à prática do delito. Essa é a posição do STJ: 
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO PELO TRABALHO EM PERÍODO 
ANTERIOR AO INÍCIO DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE SE POSTERIOR À PRÁTICA DO 
DELITO. ORDEM CONCEDIDA. 
1. Não se desconhece que este Superior Tribunal de Justiça firmou orientação quanto à 
impossibilidade de remição do tempo de trabalho executado em momento anterior à prática do 
delito da pena a ser remida. 
2. Nos casos, no entanto, em que o labor tenha sido realizado em data posterior à prática do delito 
cuja condenação se executa, ainda que anterior ao início da execução, é possível a aplicação do 
instituto. 
3. Ordem concedida, relativamente ao delito praticado anteriormente. (HC 420.257/RS, Rel. Ministro 
NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 19/04/2018, DJe 11/05/2018) 
 
Questão: É admitida a figura da remição ficta? 
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Comentários 
A resposta é negativa, segundo posição do Superior Tribunal de Justiça: 
PENAL E PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO FICTA. 
IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. EXIGÊNCIA DE EFETIVA 
DEDICAÇÃO A TRABALHO OU ESTUDO. BENEFÍCIO QUE NÃO PODE SER CONCEDIDO 
EM RAZÃO DAS CONDIÇÕES PRECÁRIAS DO ESTABELECIMENTO PRISIONAL. 
ORDEM DENEGADA. 
1. O benefício da remição da pena pelo trabalho ou pelo estudo, consoante se denota do art. 126 da LEP, 
pressupõe que os reeducandos demonstrem a efetiva dedicação a trabalho ou estudo,com 
finalidade, portanto, produtiva ou educativa, dada a sua finalidade ressocializadora. 
2. A suposta omissão estatal em propiciar ao apenado padrões mínimos previstos no ordenamento 
jurídico não pode ser utilizada como causa a ensejar a concessão ficta de um benefício que depende 
de um real envolvimento da pessoa do apenado em seu progresso educativo e ressocializador. (...) 
A indenização de presos em situação degradante não deve ser feita por meio de um instituto criado 
para servir de contrapartida ao efetivo trabalho ou estudo do reeducando, em um contexto de 
ressocialização de disciplina e de merecimento. 
(HC 415.068/MG, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 23/11/2017, DJe 
28/11/2017). 
3. Ordem denegada. (HC 425.155/MG, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 
06/03/2018, DJe 14/03/2018) 
 
Questão: É válida como remição se a jornada de trabalho determinada pela direção do presídio for 
inferior ao mínimo legal de 6 horas? 
Comentários 
O STF entendeu que essa jornada de trabalho pode ser utilizada como remição. Vejamos. 
Recurso ordinário constitucional. Habeas corpus. Execução Penal. Remição (arts. 33 e 126 da Lei 
de Execução Penal). Trabalho do preso. Jornada diária de 4 (quatro) horas. Cômputo para fins 
de remição de pena. Admissibilidade. Jornada atribuída pela própria administração 
penitenciária. Inexistência de ato de insubmissão ou de indisciplina do preso. Impossibilidade de 
se desprezarem as horas trabalhadas pelo só fato de serem inferiores ao mínimo legal de 6 (seis) 
horas. Princípio da proteção da confiança. Recurso provido. Ordem de habeas corpus concedida 
para que seja considerado, para fins de remição de pena, o total de horas trabalhadas pelo 
recorrente em jornada diária inferior a 6 (seis) horas. 
1. O direito à remição pressupõe o efetivo exercício de atividades laborais ou estudantis por parte do 
preso, o qual deve comprovar, de modo inequívoco, seu real envolvimento no processo ressocializador. 
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2. É obrigatório o cômputo de tempo de trabalho nas hipóteses em que o sentenciado, por 
determinação da administração penitenciária, cumpra jornada inferior ao mínimo legal de 6 (seis) 
horas, vale dizer, em que essa jornada não derive de ato insubmissão ou de indisciplina do preso. 
3. Os princípios da segurança jurídica e da proteção da confiança tornam indeclinável o dever 
estatal de honrar o compromisso de remir a pena do sentenciado, legítima contraprestação ao 
trabalho prestado por ele na forma estipulada pela administração penitenciária, sob pena de 
desestímulo ao trabalho e à ressocialização. 
4. Recurso provido. Ordem de habeas corpus concedida para que seja considerado, para fins de 
remição de pena, o total de horas trabalhadas pelo recorrente em jornada diária inferior a 6 (seis) 
horas. (RHC 136509, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 04/04/2017) 
LIVRAMENTO CONDICIONAL 
O livramento condicional é um benefício previsto em sede de execução penal consistente em uma antecipação 
provisória da liberdade do acusado, após o cumprimento de determinada parcela da pena, mediante condições 
fixadas pelo Juiz da Vara de Execuções Penais. 
Percebam que é um benefício que decorre do sistema progressivo de cumprimento de pena, mas não se exige 
a passagem por todos os regimes prisionais para a sua concessão. Vale dizer, o reeducando não necessita 
passar por todos os regimes carcerários (fechado, semiaberto e aberto) para fazer jus ao livramento 
condicional. Com isso, é possível o agente estar no regime semiaberto e já ter direito ao livramento 
condicional. 
É, sem dúvida, um mecanismo de política criminal ao reduzir o tempo de encarceramento do reeducando, com 
a antecipação provisória da liberdade do acusado, mediante condições. Preenchidos os requisitos legais, o 
magistrado deve conceder tal benesse, pois estamos diante de um direito subjetivo do executado. 
É uma medida concedida pelo Juiz da Vara de Execuções Penais, após prévia manifestação do Ministério 
Público e da defesa (art. 112, §2º, da LEP). Após a edição da Lei 10792/03, o parecer do Conselho 
Penitenciário deixou de ser obrigatório para o deferimento do livramento condicional (art. 131 da LEP). 
Professor, qual é a diferença entre sursis e livramento condicional? 
Destaca-se 3 diferenças: 
a) No sursis, o condenado não chega a cumprir a pena, ou seja, o benefício é concedido antes do início 
do cumprimento da pena. Já no livramento condicional é necessário o cumprimento de uma parcela 
da pena para a sua concessão. 
 
b) O período de prova no sursis, em regra, é estabelecido, entre 2 e 4 anos. Já no livramento 
condicional, o período de prova tem a duração do restante da pena imposta. 
 
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c) O sursis é concedido, em regra, na sentença (processo de conhecimento) e de sua decisão é cabível 
apelação. Já o livramento condicional é deferido pelo Juízo da Execução Penal, que pode ser 
impugnada por meio de agravo em execução. 
Quais são os requisitos previstos para a concessão do livramento condicional? 
Os requisitos são de natureza objetiva e subjetiva. 
 
Os requisitos objetivos são referentes à qualidade da pena e à reparação do dano. Já o requisito subjetivo 
diz respeito ao aspecto pessoal do condenado. Observem que para a concessão do livramento condicional é 
necessária a presença de todos os requisitos (objetivos e subjetivos). 
Requisitos objetivos 
A) A pena imposta deve ser privativa de liberdade (reclusão, detenção e prisão simples). 
Lembre-se que a pena de prisão simples se refere à contravenção penal. 
B) A pena de reclusão ou de detenção deve ser igual ou superior a 2 anos. 
Professor, e no caso de concurso de crimes? 
No caso de condenação por crimes em concurso, deve ser levado em conta a pena unificada (somada), na 
forma do art. 84 do Código Penal. Vale ainda destacar que a pena unificada para atender ao limite de 30 anos 
de cumprimento, determinado pelo artigo 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão de outros 
benefícios, como o livramento condicional ou regime mais favorável de execução (súmula 715 do STF). 
C) Cumprimento de parcela da pena. 
Se o condenado for reincidente em crime doloso, ele deverá cumprir mais de metade da pena (livramento 
condicional ordinário). 
Se o condenado não for reincidente, ele deverá cumprir mais de 1/3 da pena (livramento condicional especial). 
E se o agente não é reincidente, mas tem em seu desfavor uma sentença condenatória? 
Na omissão do Código Penal sobre o assunto e por ser proibido a analogia in malam partem, o reeducando 
deve cumprir mais de 1/3 da pena para obter o livramento condicional. Registre-se que o professor Mirabete 
entende que, no caso citado, o agente deveria cumprir mais de metade da pena, por entender estar implícito no 
dispositivo legal o portador de maus antecedentes. 
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Por fim, se o reeducando não for reincidente específico em crime hediondo ou equiparado e tráfico de pessoas, 
ele deverá cumprir mais de 2/3 da pena (livramento condicional qualificado). 
D) Reparação do dano causado, salvo impossibilidade de fazê-lo. 
OBS: O requisito referente ao tempo exigido para a concessão do livramento condicional diz respeito à 
quantidade de pena efetivamente cumprida, que sofre alteração em caso de prática de falta grave, em razão da 
nova redação dada ao art. 83, III, “b”, do Código Penal. Vale dizer, nos termos do art. 83, III, “b”, do Código 
Penal, o livramento condicional não deve ser concedido caso haja o cometimentode falta grave nos últimos 
12 meses. Ante a ausência de previsão legal, a falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento 
condicional (súmula 441 do STJ). Com isso, é forçoso concluir que não há incompatibilidade entre a súmula 
441 do STJ e a nova redação do art. 83, III, “b”, do CP. Assim, o condenado não fará jus ao livramento 
condicional se houver cometido falta grave nos últimos 12 meses, porém o prazo do citado benefício de 
execução penal não volta a correr do início quando praticada a falta grave. 
Requisitos subjetivos 
A) Comportamento satisfatório do reeducando durante a execução da pena. Tal requisito é 
demonstrado mediante atestado de bom comportamento elaborado pelo diretor do presídio. 
 
B) Não ter cometido falta grave nos últimos 12 (doze) meses. Esse requisito foi imposto pela Lei 
nº 13.964/19. 
C) Bom desempenhado no trabalho que lhe for atribuído. Tal requisito é demonstrado mediante 
atestado de bom comportamento elaborado pelo diretor do presídio. 
D) Aptidão para prover a própria subsistência mediante trabalho honesto. Exemplo: proposta de 
emprego. 
E) No caso de crime doloso praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, é imprescindível 
a constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinquir. Para 
aferir o cumprimento desse requisito, o magistrado pode solicitar a realização de exame criminológico, 
devendo, porém, fundamentar tal necessidade. 
OBS: Apenado, primário ou reincidente, que tiver praticado crime hediondo ou equiparado, com resultado 
morte, não fará jus ao livramento condicional, segundo preconiza o art. 112, VI,”a”, e VIII, da Lei de 
Execução Penal, com redação dada pela Lei nº 13.964/19. 
OBS 2: O condenado expressamente em sentença por integrar organização criminosa ou por crime praticado 
por meio de organização criminosa não poderá progredir de regime de cumprimento de pena ou obter 
livramento condicional ou outros benefícios prisionais se houver elementos probatórios que indiquem a 
manutenção do vínculo associativo, conforme determinação imposta no art. 2º, §9º, da Lei 12850/13, com 
redação dada pela Lei nº 13.964/19. 
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1 - PROCEDIMENTO DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
O pedido de concessão de livramento condicional é endereçado ao Juízo da Execução Penal e pode ser 
formulado pelo reeducando (ou seu familiar), MP, Defesa ou proposta do Diretor do Estabelecimento Penal. 
Reparem que tal pedido pode ser feito por quem não é advogado. 
O Juízo da Execução Penal antes de decidir, ouve o MP e a Defesa (art. 112, §2º, da LEP). 
Deferido o benefício, o Juízo da Execução designa audiência admonitória, na qual especificará as condições 
para o cumprimento do livramento condicional (art. 132 da LEP). 
2 - PERÍODO DE PROVA CONDIÇÕES DO LIVRAMENTO 
CONDICIONAL 
Primeiramente, devemos lembrar que período de prova corresponde ao lapso temporal em que o reeducando 
ficará em liberdade antecipada mediante condições. No caso do livramento condicional, o período de prova 
perdurará até o restante da pena privativa de liberdade. 
E quando tem início o período de prova? 
O período de prova tem início com a realização da audiência admonitória, que é realizada no estabelecimento 
penal em que o reeducando cumpre pena, ocasião em que receberá rol de condições que deve observar. Tal 
audiência é conhecida como cerimônia do livramento condicional. De acordo com o art. 137 da LEP, essa 
audiência será presidida pelo Presidente do Conselho Penitenciário ou por membro por ele designado. Na 
ausência do presidente do Conselho Penitenciário ou membro por ele designado, tal missão será do Juiz. 
Professor, e se o liberando não aceitar as condições impostas no livramento condicional? 
Nesse caso, a autoridade administrativa deverá comunicar ao Juiz da Execução a fim de que o torne sem efeito 
e determine que o condenado volte ao regime em que se encontrava. Todavia, diante das justificativas 
apresentadas pelo reeducando para negar tal benefício, o juiz pode modificar as condições facultativas 
eventualmente impostas, expedindo nova carta de livramento, em substituição a anterior, designando outra 
cerimônia, conforme o previsto no art. 144 da LEP18. 
Em caso de concessão do livramento condicional, a decisão especificará as condições a que ficará subordinado 
o livramento, durante o período de prova. 
 
 
18 Art. 144 da LEP: O juiz, de ofício, a requerimento do Ministério Público, da Defensoria Pública ou mediante representação do 
Conselho Penitenciário, e ouvido o liberado, poderá modificar as condições especificadas na sentença, devendo o respectivo ato 
decisório ser lido ao liberado por uma das autoridades ou funcionários indicados no inciso I do caput do art. 137 desta Lei, observado 
o disposto nos incisos II e III e §§ 1º e 2º do mesmo artigo. 
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As normas obrigatórias a serem impostas ao sentenciado que obtiver o livramento condicional estão descritas 
no art. 132 da LEP. Vale dizer, as normas obrigatórias são aquelas descritas em lei. Vejamos: 
a) Obter ocupação lícita, dentro de prazo razoável se for apto para o trabalho (art. 132, §1º, “a”, da LEP); Essa 
condição abarca o trabalho ou frequência escolar. 
b) Comunicar periodicamente ao juiz a sua ocupação (art. 132, §1º, “b”, da LEP); O período dessa 
comunicação fica a critério do magistrado. 
c) Não mudar da comarca sem prévia autorização do Juízo. 
Além dessas condições legais, o magistrado pode fixar outras que são denominadas de judiciais e previstas 
em rol exemplificativo do art. 132, §2º, da LEP: 
Não mudar de residência sem comunicação ao Juiz e à autoridade incumbida da observação cautelar e de 
proteção; 
1) Recolher-se à habitação em hora fixada; 
 
2) Não frequentar determinados lugares. 
Como já disse, o rol do art. 132, §2º, da LEP que cuida das condições judiciais é exemplificativo. Com isso, 
é possível a fixação de outras condições judiciais desde que adequadas ao fato e a situação pessoal do 
condenado. 
Lembre-se também que se o juiz denegar a concessão do livramento condicional o recurso cabível será o 
agravo em execução (art. 197 da LEP). Reformada a sentença denegatória do livramento, os autos baixarão 
ao Juízo da Execução para as providências cabíveis (audiência admonitória, expedição de carta de livramento, 
etc...) 
Se for permitido ao liberado residir fora da Comarca do Juízo da execução, será remetida cópia da sentença 
do livramento ao Juízo do lugar para onde ele se for transferido e à autoridade administrativa encarregada da 
observação cautelar e de proteção. O liberado será advertido da obrigação de apresentar-se imediatamente ao 
juízo do lugar em que for residir, bem como às demais autoridades responsáveis pela observação do regular 
cumprimento do benefício. 
Concedido o benefício, será expedida a carta de livramento com a cópia integral da sentença em 2 (duas) vias, 
remetendo-se uma à autoridade administrativa incumbida da execução e outra ao Conselho Penitenciário. 
Qual é a finalidade dessa carta de livramento? 
São duas as finalidades: a) dar ciência ao acusado das condições impostas no benefício; b) tem o mesmo 
peso do alvará de soltura, estabelecendo, ao final, que o condenado seja posto em liberdade, se por outro 
motivo não estiver preso. 
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3 - CERIMÔNIA DO LIVRAMENTO CONDICIONAL (ART. 137 DA LEP) 
A cerimônia do livramento condicional será realizada solenemente no dia marcado pelo Presidente do 
Conselho Penitenciário, no estabelecimento onde está sendo cumprida a pena, observando-se oseguinte: 
a) A sentença será lida ao liberando, na presença dos demais presos, pelo presidente do Conselho 
Penitenciário ou membro por ele designado, ou, na falta, pelo Juiz; 
 
b) A autoridade administrativa chamará a atenção do liberando para as condições impostas na 
sentença de livramento; 
 
c) O liberando declarará se aceita as condições. 
De tudo em livro próprio, será lavrado termo subscrito por quem presidir a cerimônia e pelo liberando, ou 
alguém a seu rogo, se não souber ou não puder escrever. 
Cópia desse termo deverá ser remetida ao Juiz da execução. 
Ao sair o liberado do estabelecimento ser-lhe-á entregue, além do saldo de seu pecúlio e do que lhe pertencer, 
uma caderneta, que exibirá a autoridade judiciária ou administrativa, sempre que lhe for exigida. 
A caderneta conterá: 
a) A identificação do liberado; 
b) O texto impresso do presente capítulo; 
c) As condições impostas. 
Na falta de caderneta, será entregue ao liberado um salvo-conduto, em que consistem as condições do 
livramento, podendo substituir-se a ficha de identificação ou o seu retrato pela descrição dos sinais que possam 
identificá-lo. 
Na caderneta e no salvo-conduto deverá haver espaço para consignar-se o cumprimento das condições legais 
e judiciais. 
A vigilância discreta (observação cautelar) e a proteção do liberado (auxílio e orientação) serão de 
responsabilidade do Serviço Social Penitenciário, Patronato ou Conselho da Comunidade. 
A entidade encarregada da observação cautelar e da apresentação do liberado apresentará relatório ao Conselho 
Penitenciário, para efeito de representação prevista nos artigos 143 e 144 da LEP. 
4 - REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
O livramento condicional será obrigatoriamente revogado se o liberado vem a ser condenado, em sentença 
irrecorrível, a pena privativa de liberdade por crime cometido durante a vigência do benefício. Nessa 
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situação, revogado o livramento, não pode ser novamente concedido esse benefício e não se desconta na pena 
o tempo em que esteve solto o condenado (durante o período de prova) 
Outra hipótese de revogação obrigatória do livramento condicional se dá quando sobrevém condenação 
por crime anterior e a nova unificação torna incompatível o benefício. Percebam que nessa situação o período 
de prova transcorrido é considerado como pena já cumprida e não há impedimento para concessão de outro 
livramento condicional baseado na nova pena unificada. 
5 - REVOGAÇÃO FACULTATIVA DO LIVRAMENTO CONDICIONAL 
Será caso de revogação facultativa do livramento condicional se o liberado deixar de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença ou é irrecorrivelmente condenado, por motivo de crime ou contravenção, a 
pena que não seja privativa de liberdade. 
No caso da revogação facultativa, o juiz poderá revogar o livramento, alterar suas condições ou, apenas, 
advertir o condenado (art. 140 da LEP) 
Professor, quem pode pleitear a revogação do livramento condicional? 
A revogação será decretada a requerimento do Ministério Público, mediante representação do Conselho 
Penitenciário, ou, de oficio, pelo Juiz, ouvido o liberado. Vale dizer, antes de revogar o benefício, o Juiz da 
Execução dará oportunidade ao liberado de apresentar as suas razões para o não cumprimento do livramento 
condicional em audiência de justificação. 
7 - SUSPENSÃO OU PRORROGAÇÃO DO LIVRAMENTO 
CONDICIONAL 
Com base no art. 89 do Código Penal19, o livramento condicional pode ser suspenso com a prática de outra 
infração penal no curso do benefício, aguardando-se a decisão final para decretar a revogação desse 
benefício, ou seja, o período de prova será prorrogado até essa decisão final. 
8 - EXTINÇÃO DA PENA 
Transcorrido o período de prova no livramento condicional sem que tenha ocorrido qualquer causa de 
revogação, considera-se extinta a pena privativa de liberdade, na forma do art. 146 da LEP20. 
 
 
19 Art. 89 do CP: “ O juiz não poderá declarar extinta a pena, enquanto não passar em julgado a sentença em processo a que responde 
o liberado, por crime cometido na vigência do livramento. 
20 Art. 146 da LEP: O juiz, de ofício, a requerimento do interessado, do Ministério Público ou mediante representação do Conselho 
Penitenciário, julgará extinta a pena privativa de liberdade, se expirar o prazo do livramento sem revogação. 
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Cabe ainda destacar a súmula 617 do Superior Tribunal de Justiça: A ausência de suspensão ou revogação 
do livramento condicional antes do término do período de prova enseja a extinção da punibilidade pelo integral 
cumprimento da pena. 
 
Questão: O período de prova no livramento condicional deve ser encerrado se atingir o limite temporal 
previsto no art. 75 do Código Penal? 
 
A resposta é afirmativa, segundo posição firmada pelo Superior Tribunal de Justiça: 
 
PENAL. EXECUÇÃO PENAL. LEI DE EXECUÇÃO PENAL – LEP. RECURSO ESPECIAL DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO. 1) VIOLAÇÃO AO ART. 75 DO CÓDIGO PENAL – CP. 
INOCORRÊNCIA. PERÍODO DE PROVA DO LIVRAMENTO CONDICIONAL QUE DEVE SE 
ENCERRAR E SER COMPUTADO COMO CUMPRIMENTO DE PENA PRIVATIVA DE 
LIBERDADE CASO ATINGIDO O LIMITE TEMPORAL DO ART. 75 DO CP. PRINCÍPIOS DA 
ISONOMIA E DA RAZOABILIDADE. 1.1.) ANÁLISE TOPOGRÁFICA. 2) DURAÇÃO DO 
LIVRAMENTO CONDICIONAL QUE NÃO SE CONFUNDE COM REQUISITO OBJETIVO PARA 
CONCESSÃO DO REFERIDO INSTITUTO. 3) RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. 
1. Com o norte dos princípios da isonomia e da razoabilidade, pode-se afirmar que o instituto do livramento 
condicional deve produzir os mesmos efeitos para quaisquer dos apenados que nele ingressem e tais 
efeitos ao apenado não devem ser alterados no decorrer do período de prova, ressalvado o regramento 
legal a respeito da revogação, devendo o término do prazo do livramento condicional coincidir com o 
alcance do limite do art. 75 do CP. Um dia em livramento condicional corresponde a um dia em 
cumprimento de pena privativa de liberdade, exceto em hipótese de revogação, observado o disposto no 
art. 88 do CP e 141 da LEP. 
1.1. Uma análise topográfica da LEP ampara uma interpretação no sentido de que o livramento condicional 
configura forma de cumprimento das penas privativas de liberdade, embora as condicionantes sejam restritivas 
de liberdade. 
2. Cumpre ressaltar que a consideração do período de prova para alcance do limite do art. 75 do CP não se 
confunde com o requisito objetivo para obtenção do direito ao livramento condicional. Em termos práticos, o 
Juiz da Execução Penal, para conceder o livramento condicional, observará a pena privativa de liberdade 
resultante de sentença(s) condenatória(s) (Súmula n. 715 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – STF). 
Alcançado o requisito objetivo para fins de concessão do livramento condicional, a duração dele (o período 
de prova) será correspondente ao restante de pena privativa de liberdade a cumprir, limitada ao disposto no 
art. 75 do CP. 
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3. Recurso especial desprovido. (REsp 1922012/RS, Rel. Ministro JOEL ILAN PACIORNIK, QUINTA 
TURMA, julgado em 05/10/2021, DJe 08/10/2021) 
RESUMO 
EXECUÇÃO PENAL 
Órgãos de Execução Penal. A LEP, em seu art. 61, elenca 8 órgãos de execução penal: 
1) Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (arts.62/64 da LEP); 
2) Juízo da Execução (arts. 65/66 da LEP); 
3) Ministério Público (arts.67 e 68 da LEP); 
4) Conselho Penitenciário (arts. 69 e 70 da LEP) 
5) Departamentos Penitenciários ( arts. 71/77 da LEP) 
6) Patronato (arts. 78/79 da LEP) 
7) Conselho da Comunidade (arts. 80 e 81 da LEP) 
8) DefensoriaPública (arts. 81-A e 81-B da LEP) 
A execução penal competirá ao juiz indicado na lei de organização judiciária. Na ausência dessa previsão 
na citada lei, figurará como competente o juízo da sentença. 
Estabelecimentos. Os estabelecimentos, em linhas gerais, são os seguintes: 
Penitenciária: é o local previsto para o cumprimento da pena em regime fechado 
Colônia Agrícola, Industrial ou Similar é o local previsto para cumprimento da pena em regime 
semiaberto 
Casa de Albergado é o local previsto ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime 
aberto e para o cumprimento da pena de limitação de fim de semana (pena restritiva de direito) 
Centro de Observação é o local onde se realiza os exames gerais e o criminológico. 
Hospital de Custódia e Tratamento é o local previsto para os inimputáveis e os imputáveis 
descritos no artigo 26, caput e parágrafo único do CP. 
Cadeia Pública é o local previsto para os presos provisórios. 
Guia de recolhimento: é o documento que materializa o título executivo judicial, sendo imprescindível para 
a deflagração do processo de execução, pois conterá os dados principais da pena a ser cumprida. Nesse sentido, 
devo destacar a importância desse documento para a execução penal, conforme se vê no art. 107, caput, da 
LEP: Ninguém será recolhido, para cumprimento de pena privativa de liberdade, sem a guia expedida pela 
autoridade judiciária. Lembre-se, no entanto, segundo já vimos, que pode existir execução provisória da 
pena, podendo, assim, ser expedida guia de recolhimento provisória (arts. 8°/11 da Resolução nº 113/10 do 
CNJ), a fim de que o condenado goze de maneira antecipada dos benefícios da execução penal. Essa 
situação é cabível quando o agente já foi condenado em primeiro grau de jurisdição, mas aguarda preso de 
modo cautelar o julgamento do recurso exclusivo da defesa em 2º grau de jurisdição ou nos Tribunais 
Superiores. Com o advento da Lei nº 13.964/19, lembre-se que não corre a prescrição na pendência de 
embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis (art. 116, III, do 
Código Penal). 
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Regimes de cumprimento de pena privativa de liberdade: O art. 33, §1º do Código Penal estabelece três 
regimes de cumprimento da pena privativa de liberdade, quais sejam, o aberto, o semiaberto e o fechado. 
 
Unificação de penas - Quando houver condenação por mais de um crime, no mesmo processo ou em processos 
distintos, a determinação do regime de cumprimento será feita pelo resultado da soma ou unificação das 
penas, observada, quando for o caso, a detração penal ou a remição (art.111 da LEP). 
Progressão de regime – A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a 
transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido 
determinado tempo de cumprimento de pena fixado em lei (requisito objetivo) e ostentar bom comportamento 
carcerário (requisito subjetivo), comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que 
vedam a progressão. É inadmissível a progressão per saltum de regime prisional. 
Regressão de regime – A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma regressiva, com a 
transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos, quando o condenado: I - praticar o fato definido como 
crime doloso ou falta grave; II – sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da pena 
em execução, torne incabível o regime. O condenado do regime aberto também sofrerá regressão se frustrar 
os fins da execução. O não atendimento das regras previstas para a monitoração eletrônica (cabível para a 
prisão domiciliar e para a saída temporária no regime semiaberto) também autoriza a regressão de regimes. 
Autorização de saída – A autorização de saída é gênero que comporta duas espécies: permissão de saída e 
saída temporária. 
Remição – O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou 
por estudo, parte do tempo de execução da pena. Ao condenado em regime aberto e ao que está em gozo de 
livramento condicional apenas pode se valer da remição por estudo. Em caso de falta grave, o juiz poderá 
revogar até 1/3 do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a contagem a partir da data 
da infração disciplinar. 
Livramento condicional - O livramento condicional é um benefício previsto em sede de execução penal 
consistente em uma antecipação provisória da liberdade do acusado, após o cumprimento de determinada 
parcela da pena, mediante condições fixadas pelo Juiz da Vara de Execuções Penais. É um benefício que 
decorre do sistema progressivo de cumprimento de pena, mas não se exige a passagem por todos os regimes 
prisionais para a sua concessão. 
Monitoração eletrônica – O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando 
autorizar a saída temporária no regime semiaberto ou determinar a prisão domiciliar. 
 
➢ SÚMULAS: 
 
Súmula 40 do Superior Tribunal de Justiça: Para obtenção dos benefícios de saída temporária 
e trabalho externo, considera-se o tempo de cumprimento da pena no regime fechado. 
Regime fechado – a execução da pena ocorre em estabelecimento de segurança máxima ou média 
Regime semiaberto – a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar 
Regime aberto – a execução da pena se dá em casa de albergado ou estabelecimento adequado. 
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Súmula 269 do Superior Tribunal de Justiça → é admissível a adoção do regime prisional 
semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a quatro anos, se favoráveis as 
circunstâncias judiciais 
Súmula 439 do Superior Tribunal de Justiça → Admite-se o exame criminológico pelas 
peculiaridades do caso, desde que em decisão fundamentada. 
Súmula 440 do Superior Tribunal de Justiça →Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado 
o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão de sanção imposta, 
com base apenas na gravidade abstrata do delito. 
Súmula 441 do Superior Tribunal de Justiça → A falta grave não interrompe o prazo para 
obtenção de livramento condicional. 
Súmula 471 do Superior Tribunal de Justiça → Os condenados por crimes hediondos ou 
assemelhados cometidos antes da vigência da Lei n. 11.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. 
112 da Lei n. 7.210/1984 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional. 
Súmula 491 do Superior Tribunal de Justiça →É inadmissível a chamada progressão per saltum 
de regime prisional. 
Súmula 493 do Superior Tribunal de Justiça: É inadmissível a fixação de pena substitutiva 
como condição especial ao regime aberto. 
Súmula 520 do Superior Tribunal de Justiça: O benefício da saída temporária no âmbito da 
execução penal é ato jurisdicional insuscetível de delegação à autoridade administrativa do 
estabelecimento prisional. 
Súmula 526 do Superior Tribunal de Justiça → O reconhecimento de falta grave decorrente de 
fato definido como crime doloso no cumprimento da pena prescinde do trânsito em julgado de 
sentença penal condenatória no processo penal instaurado para a apuração do fato. 
Súmula 533 do Superior Tribunal de Justiça →Para o reconhecimento da prática de falta 
disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento 
administrativo pelo diretor do estabelecimento prisional, assegurado o direito de defesa, a ser 
realizado por advogado constituído ou defensor público nomeado. 
Súmula 534 do Superior Tribunal de Justiça A prática de falta grave interrompe a contagem do 
prazo para progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reiniciaa partir do 
cometimento dessa infração. 
Súmula 535 do Superior Tribunal de Justiça → A prática de falta grave não interrompe o prazo 
para fim de comutação de pena ou indulto. 
Súmula 562 do Superior Tribunal de Justiça → É possível a remição de parte do tempo de 
execução da pena quando o condenado, em regime fechado ou semiaberto, desempenha atividade 
laborativa, ainda que extramuros. 
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Súmula 617 do Superior Tribunal de Justiça: A ausência de suspensão ou revogação do 
livramento condicional antes do término do período de prova enseja a extinção da punibilidade 
pelo integral cumprimento da pena. 
Súmula 700 do Supremo Tribunal Federal → É de cinco dias o prazo para interposição de 
agravo contra decisão do juiz da execução penal. 
Súmula 715 do Supremo Tribunal Federal → a pena unificada para atender ao limite de 30 anos 
de cumprimento, determinado pelo art. 75 do Código Penal, não é considerada para a concessão 
de outros benefícios, como o livramento condicional. 
Súmula 716 do Supremo Tribunal Federal → Admite-se a progressão de regime de 
cumprimento de pena ou a aplicação imediata de regime menos severo nela determinada, antes do 
trânsito em julgado da sentença condenatória. 
Súmula 717 do Supremo Tribunal Federal → Não impede a progressão de regime de execução 
da pena, fixada em sentença não transitada em julgado, o fato de o réu se encontrar em prisão 
especial. 
Súmula 718 do Supremo Tribunal Federal → A opinião do julgador sobre a gravidade em 
abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que 
o permitido segundo a pena aplicada. 
Súmula 719 do Supremo Tribunal Federal → A imposição do regime de cumprimento mais 
severo do que a pena aplicada permitir exigir motivação idônea. 
Súmula vinculante 9 do Supremo Tribunal Federal: O disposto no art. 127 da Lei nº 7210/1984 
(Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente, e não se aplica o limite 
temporal previsto no caput do artigo 58. 
 Súmula vinculante 26 do Supremo Tribunal Federal → Para efeito de progressão de regime 
no cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da execução observará a 
inconstitucionalidade do art. 2º da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se 
o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo 
determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico. 
Súmula vinculante 35 do Supremo Tribunal Federal → A homologação da transação penal 
prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas 
cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a continuidade da 
persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial. 
QUESTÕES COMENTADAS 
Magistratura 
 (FCC/Juiz de Direito do Amapá/2009). No tocante ao livramento condicional, 
a) não se somam as penas correspondentes a infrações diversas. 
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b) A revogação será decretada a requerimento do Ministério Público, dispensada a oitiva do liberado. 
c) É obrigatória a revogação se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença. 
d) Poderá ser concedido ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a dois anos. 
e) O condenado reincidente em crime doloso ou culposo deverá cumprir mais de dois terços da pena. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. O magistrado pode conceder livramento condicional ao condenado a 
pena privativa de liberdade igual ou superior a dois anos, segundo o artigo 83 do Código Penal. 
A alternativa A está errada. Motivo: Para o efeito do livramento condicional as penas correspondentes a 
infrações diversas devem ser somadas, conforme exigência do art. 84 do Código Penal. 
A alternativa B está errada. Motivo: A alternativa está em descompasso com o artigo 143 da LEP. Vale dizer, 
a revogação do livramento condicional será decretada a requerimento do Ministério Público, mediante 
representação do Conselho Penitenciário, ou de ofício, pelo Juiz, ouvido o liberado em audiência de 
justificação. 
A alternativa C está errada. Motivo: A hipótese narrada na alternativa diz respeito à revogação facultativa. Em 
outras palavras, o juiz pode revogar o livramento condicional se o liberado deixar de cumprir qualquer das 
obrigações constantes da sentença (art. 87 do CP). 
A alternativa E está errada. Motivo: O requisito temporal para os reincidentes em crime doloso é o 
cumprimento de mais da metade da pena. Já para os reincidentes em crime culposo basta o cumprimento de 
um 1/3 (um terço) da pena. 
 (CESPE/Juiz de Direito de Sergipe/2008) Analise o item a seguir: 
Entre outros, ao juiz da execução compete declarar extinta a punibilidade, converter pena de multa em 
pena privativa de liberdade e decidir sobre regressão de regime. 
Comentários 
O item está errado. Estamos diante de uma pegadinha. Embora o art. 65, V “b”, da LEP estabeleça a 
competência ao Juízo da Execução para converter a pena de multa em pena privativa de liberdade, instar 
destacar que o art. 51 do Código Penal não admite mais a conversão da pena de multa em privativa de 
liberdade. Com o trânsito em julgado, a multa é considerada dívida de valor, sendo regida pelas normas 
relativas à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no tocante às causas interruptivas e suspensivas da 
prescrição. 
 (CESPE/Juiz Federal Substituto/2011 – Adaptada). Analise o item a seguir: 
A inclusão de presos no sistema penitenciário federal dar-se-á de forma excepcional, temporária e 
provisória, com prazo máximo de 360 dias, autorizando a lei uma única e extraordinária renovação, a 
ser decidida pelo juízo federal, desde que requerida antes do encerramento do prazo da inclusão. 
Comentários 
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O item está errado. A inclusão de presos no sistema penitenciário federal é uma medida marcada pela 
transitoriedade e excepcionalidade, aplicada a presos definitivos e provisórios, com período de permanência 
de até 3 (três) anos, renovável por iguais períodos, quando solicitado motivadamente pelo juízo de origem, 
observados os requisitos da transferência, e se persistirem os motivos que a determinaram (art. 10, §1º, da Lei 
nº 11.671/08, com redação dada pela Lei nº 13.964/19). Esse pedido de transferência para a penitenciária 
federal pode ser formulado pela autoridade administrativa, Ministério Público, Defensoria Pública e o próprio 
preso, sendo baseado no interesse da sociedade ou da segurança pública, bem como questões de ordem 
pessoal, visando à segurança do detento. A admissão do preso, condenado ou provisório, dependerá de decisão 
prévia e fundamentada do juízo federal competente, após receber os autos de transferência enviados pelo 
juízo responsável pela execução penal ou pela prisão provisória. 
 (CESPE/Juiz Federal Substituto do TRF da 5ª Região/2009) Analise o item a seguir: 
A decisão que rejeite a transferência de preso, proferida por juiz federal que desenvolva a atividade 
jurisdicional de execução penal no estabelecimento penal federal, é definitiva, não comportando recurso 
ou conflito. 
Comentários 
O item está errado. Rejeitada a transferência, o juízo de origem poderá suscitar o conflito de competência 
perante o tribunal competente, que o apreciará em caráter prioritário (art. 9º da Lei 11671/08). 
 (EJEF/Juiz de Direito de Minas Gerais/2007) Na condição de órgão da execução penal, incumbe 
ao Conselho Penitenciário, exceto: 
a) emitirparecer sobre comutação da pena; 
b) supervisionar os patronatos; 
c) emitir parecer sobre indulto com base no estado de saúde do preso. 
d) apresentar, no primeiro semestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, 
relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior. 
Comentários 
A alternativa a ser assinalada é a letra C. Incumbe ao Conselho Penitenciário emitir parecer sobre indulto 
e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do preso (art. 
70, I, da LEP). 
As alternativas B, C, D e E não devem ser assinaladas. Motivo: Essas afirmativas estão em conformidade com 
o art. 70 da LEP. 
 (TJ-SC/Juiz de Direito de Santa Catarina/2015) De acordo com previsão na Lei de Execução 
Penal, somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular 
quando se tratar de condenado(a): 
a) maior de 70 (setenta) anos; não reincidente em crime doloso; que tenha reparado o dano. 
b) maior de 70 (setenta) anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
gestante. 
c) maior de 60 (sessenta) anos; acometido de doença grave; não reincidente em crime doloso. 
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d) acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; gestante; não reincidente em 
crime doloso. 
e) maior de 70 (setenta) anos; mulher acometida de doença grave; gestante; que tenha reparado o dano. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. A questão versa sobre a prisão–albergue domiciliar. De acordo com o art. 
117 da LEP, é permitido o recolhimento do beneficiário do regime aberto em residência particular quando 
estivermos diante de uma das seguintes situações: condenado maior de 70 anos, condenado acometido de 
doença grave, condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental, condenada gestante. 
A alternativa A está errada. Motivo: O art. 117 da LEP não contemplou o não reincidente em crime doloso e 
nem quem tenha reparado o dano. 
A alternativa C está errada. Motivo: O art. 117 da LEP não contemplou o não reincidente em crime doloso e 
nem o maior de 60 anos de idade. A LEP prevê a prisão-albergue domiciliar apenas para o maior de 70 anos 
de idade (art. 117, I, da LEP). 
A alternativa D está errada. Motivo: O art. 117 da LEP não contemplou o não reincidente em crime doloso. 
A alternativa E está errada. Motivo: O art. 117 da LEP não contemplou quem tenha reparado o dano. 
 (FCC/Juiz de Direito de Roraima/2015) Em matéria de penas privativas de liberdade, correto 
afirmar que 
a) possível a fixação do regime inicial fechado para o condenado a pena de detenção, se reincidente. 
b) o condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão de regime do cumprimento de 
pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os 
acréscimos legais. 
c) a determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos mesmos critérios 
previstos para a fixação da pena-base, mas nada impede a opção por regime mais gravoso do que o cabível em 
razão da pena imposta, se a gravidade abstrata do delito assim o justificar. 
d) inadmissível a adoção do regime inicial semiaberto para o condenado reincidente. 
e) os condenados por crimes hediondos ou assemelhados, independentemente da data em que praticado o 
delito, só poderão progredir de regime após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se primários, e de 
3/5 (três quintos), se reincidentes. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. O condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão 
de regime do cumprimento de pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto 
do ilícito praticado, com os acréscimos legais. (art.33, §4º, do CP). 
A alternativa A está errada. Motivo: O regime inicial para condenado por pena de detenção será o aberto 
ou semiaberto, ainda que reincidente. Todavia, é possível a regressão para o regime fechado. 
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A alternativa C está errada. Motivo: A alternativa destoa da súmula 718 do STF: A opinião do julgador sobre 
a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do 
que o permitido segundo a pena aplicada. 
A alternativa D está errada. Motivo: A alternativa está em descompasso com a súmula 269 do STJ: É 
admissível a adoção do regime prisional semiaberto aos reincidentes condenados a pena igual ou inferior a 4 
(quatro) anos se favoráveis as circunstâncias judiciais. 
A alternativa E está errada. Motivo: Aos condenados por crimes hediondos ou assemelhados depois da Lei nº 
11.464/07 (que deu nova redação ao art. 2º, §2º, da Lei dos Crimes Hediondos) e antes da vigência da Lei nº 
13.964/19 só poderão progredir de regime após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se primários, e 
de 3/5 (três quintos), se reincidentes. Já para aqueles condenados antes da Lei 11464/07, a progressão de 
regime se dá pelo cumprimento de 1/6 da pena, na forma do art. 112 da LEP (súmula 471 do STJ). Contudo, 
para os condenados após a entrada em vigor da Lei nº 13.964/19 haverá a necessidade da observância do 
seguinte requisito objetivo para a progressão de regime: 
16% se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido sem violência à pessoa ou 
grave ameaça 
20% se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave 
ameaça 
25% se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou 
grave ameaça 
30% se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave 
ameaça 
40% se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for 
primário 
50% se o apenado for: 
a) condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, se 
for primário, vedado o livramento condicional; 
b) condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização 
criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado; ou 
c) condenado pela prática do crime de constituição de milícia privada; 
60% se o apenado for reincidente na prática de crime hediondo ou equiparado; 
70% se o apenado for reincidente em crime hediondo ou equiparado com resultado morte, 
vedado o livramento condicional. 
 (TRF da 4ª Região/ Juiz Federal Substituto/2014) A pessoa condenada em regime aberto e que 
exerce atividade em trabalho externo: 
a) pode descontar a pena aplicada dos dias de trabalho. 
b) não tem direito à assistência médica. 
c) tem, depois de seis meses, direito à prisão domiciliar. 
d) não pode obter a remição da pena pelos dias de trabalho. 
e) somente será beneficiário do desconto da pena se a jornada ultrapassar oito horas de trabalho externo. 
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Comentários 
A alternativa correta é a letra D. O apenado em regime aberto somente pode se valer da remição por estudo, 
ou seja, a remição por trabalho não tem incidência no condenado do regime aberto. Afinal de contas, o trabalho 
é motivo de ingresso no regime aberto (art. 114, I da LEP). 
As alternativas A, B, C e E estão erradas Motivo: Estão em descompasso com o art. 126 da LEP. 
 (FCC/ Juiz de Direito de Goiás/2012). No que concerne ao livramento condicional, é correto 
afirmar que 
a) somente poderá ser concedido ao condenado a pena de reclusão igual ou superior a dois anos; 
b) a prática de falta grave não interrompe o prazo para a sua concessão, segundo entendimento sumulado; 
c) é cabível a revogação, mas não a suspensão. 
d) a condenaçãoirrecorrível por crime ou contravenção, independente da pena imposta, constitui causa de 
revogação obrigatória. 
e) é inadmissível, para a sua concessão, a determinação de prévia realização de exame criminológico, 
independentemente das peculiaridades do caso. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. O Superior Tribunal de Justiça editou a súmula 441: A falta grave não 
interrompe o prazo para a obtenção de livramento condicional. Com advento da Lei nº 13.964/19, não será 
concedido tal benefício caso haja o cometimento de falta grave nos últimos 12 (doze) meses, conforme 
aponta o art. 83, III, “b”, do Código Penal. 
A alternativa A está errada. Essa alternativa é uma pegadinha! A alternativa está errada, pois o art. 83 do CP 
autoriza a concessão de livramento condicional não só para penas de reclusão igual ou superior a 2 anos, mas 
sim às penas de privativas de liberdade (reclusão, detenção e prisão simples) igual ou superior a 2 anos. 
A alternativa C está errada. Motivo: O art. 145 da LEP autoriza a suspensão do livramento condicional com a 
prática de outra infração penal, ficando, porém, a revogação dependendo da decisão final. 
A alternativa D está errada. Motivo: A revogação do livramento condicional é obrigatória se o liberado é 
condenado a pena privativa de liberdade em decisão transitada em julgado: por crime cometido durante a 
vigência do benefício (durante o período de prova) ou por crime anterior se a soma das infrações penais for 
superior ao requisito temporal previsto para o livramento condicional (art. 84 do CP). 
A alternativa E está errada. Motivo: Após a edição da Lei 10.792/03, o parecer do Conselho Penitenciário 
deixou de ser obrigatório para o deferimento do livramento condicional (art. 131 da LEP). Todavia, de forma 
fundamentada, o magistrado pode solicitar a realização de tal exame para apreciar o livramento condicional, 
levando em conta as peculiaridades do caso concreto. 
 (VUNESP/Juiz de Direito do RJ/2011) Caio, reincidente em crime de estupro, também é 
reincidente em crime de roubo. Diante disso, para obter o livramento condicional, de acordo com o 
disposto no art. 83, do Código Penal, deverá cumprir: 
a) mais de três quintos da pena do crime hediondo e mais de um terço da pena do crime de roubo. 
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b) mais da metade da pena do crime hediondo e mais de dois terços da pena do crime de roubo. 
c) integralmente a pena do crime hediondo e mais de dois terços da pena do crime de roubo. 
d) integralmente a pena do crime hediondo e mais da metade do crime de roubo. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. A grande questão desse exercício é saber quais dos delitos mencionados 
são hediondos. Caio é reincidente nos crimes de roubo (não hediondo) e de estupro (hediondo). Por ser 
reincidente específico em crime hediondo, Caio deverá cumprir integralmente a pena do crime hediondo 
(estupro). Por derradeiro, por ser reincidente em crime de roubo (delito doloso e não hediondo), Caio deverá 
cumprir mais da metade da pena do crime de roubo para fazer jus ao livramento condicional. O livramento 
condicional somente é vedado para os crimes hediondos ou equiparados com resultado morte, 
independentemente de o agente ser primário ou reincidente. 
As alternativas A, B, C estão erradas. Essas alternativas estão em descompasso com o art. 83, incisos II e V, 
do Código Penal. 
Promotor 
 (MP/MG/Promotor de Justiça de Minas Gerais/2010) Nos termos do que dispõe a Lei de 
Execução Penal (Lei nº 7210/1984), compete ao Conselho Penitenciário emitir parecer sobre os pedidos 
de 
a) saídas temporárias. 
b) comutação de pena. 
c) anistia. 
d) regressão no regime prisional. 
e) detração penal. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. Como vimos, o Conselho Penitenciário apresenta funções consultiva e 
fiscalizatória. Da função consultiva, destaca-se a emissão de parecer sobre indulto e comutação da pena, 
excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do preso (art. 70, I, da LEP). 
As alternativas A, C, D e E estão erradas. Motivo: Essas alternativas estão em descompasso com o art. 70 da 
LEP. 
 (MP/SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2013) Analise o item a seguir: 
Uma das incumbências da Defensoria Pública no processo de execução penal é requerer à autoridade 
competente a interdição, no todo ou em parte, do estabelecimento penal. 
Comentários 
O item está correto. Com o advento da Lei nº 12.313/10, que incluiu dispositivos legais na LEP, a Defensoria 
Pública passou a figurar expressamente como Órgão de Execução Penal. Uma das incumbências da Defensoria 
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104 
Pública na execução penal foi justamente a possibilidade de requerer a interdição, no todo ou em parte, do 
estabelecimento penal (art. 81-B, VI, da LEP). 
 (MP/SC/ Promotor de Justiça de Santa Catarina/2016) Analise o item a seguir: 
Importante e legítimo órgão da execução penal é o Conselho da Comunidade, com atribuições 
conferidas pela própria Lei n. 7.210/84, dentre as quais: visitar semestralmente os estabelecimentos 
penais existentes na comarca; apresentar relatórios das visitações ao Promotor de Justiça com 
atribuição na área de execução penal; diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para 
melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento. 
Comentários 
O item está errado. De acordo com o art. 81 da LEP, são atribuições do Conselho da Comunidade: I - visitar, 
pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II - entrevistar presos; III - 
apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário; IV - diligenciar a obtenção 
de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a 
direção do estabelecimento. 
 (MP/SC/ Promotor de Justiça de Santa Catarina/2016) Analise o item a seguir: 
Determina a Lei n. 7.210/84 que o preso provisório ficará separado do condenado por sentença 
transitada em julgado. Os presos condenados, da mesma forma, serão entre si separados de acordo com 
critérios como a reincidência e a gravidade do crime a que foram condenados. A legislação, contudo, 
não previu critérios de separação entre presos provisórios. 
Comentários 
O item está errado. A LEP estabeleceu a separação entre os presos condenados, bem como entre os presos 
provisórios. Os presos provisórios ficarão separados de acordo com os seguintes critérios: I - acusados pela 
prática de crimes hediondos ou equiparados; II - acusados pela prática de crimes cometidos com violência ou 
grave ameaça à pessoa; III - acusados pela prática de outros crimes ou contravenções diversos dos apontados 
nos incisos I e II. O preso que, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará 
em dependência separada. 
 (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2009-Adaptada) Na ausência de juiz indicado na 
lei local de organização judiciária, a execução penal compete ao juiz prolator da sentença penal 
condenatória, com competência para autorizar saídas temporárias dos sentenciados e para compor e 
instalar o conselho da comunidade. 
Comentários 
O item está correto. De acordo com o art. 65 da LEP, a execução penal competirá ao Juiz indicado na lei 
local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da sentença. 
 (FCC/Promotor de Justiça do Ceará/2011) Incumbe ao Conselho Penitenciário emitir parecer 
sobre 
a) progressão de regime nas condenações por crimes hediondos. 
b) comutação de pena. 
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c) permissãopena em caráter permanente, ou seja, Curitiba (STJ, 
CC nº 83962, Rel. Min Maria Thereza Assis de Moura, julgado em 14 de maio de 2008). 
O rol do art. 66 da LEP apresenta um rol exemplificativo de medidas tomadas pelo Juízo no curso da 
execução penal. Vamos lá. 
 I – aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer modo favorecer o condenado; 
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Nesse sentido, deve-se ser lembrado o teor da súmula 611 do Supremo Tribunal Federal: 
Súmula 611 do STF: Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das 
execuções a aplicação de lei mais benigna. 
Percebam que essa competência dada ao juízo da execução penal é a aplicação retroativa de lei penal benéfica 
(art. 5º, XL, da CF1). 
 II – declarar extinta a punibilidade; 
Vamos deixar claro que a extinção da punibilidade pode ocorrer antes ou depois do trânsito em julgado. Se 
ocorrer a extinção da punibilidade antes do trânsito em julgado, essa declaração competirá ao juiz do processo 
de conhecimento ou o Tribunal, se o feito estiver em grau de recursal. Todavia, após o trânsito em julgado, 
a extinção da punibilidade será feita pelo Juízo da Execução (art. 66, II, da LEP). 
 III – Decidir sobre: 
Soma ou unificação de penas. Essa atuação do juízo da execução ganha grande importância para os fins do 
art. 75 do CP, com redação dada pela Lei nº 13.964/19, ou seja, para verificar a observância do limite máximo 
de 40 anos de cumprimento de pena. É interessante ainda destacar que no momento de analisar a concessão 
de benefícios executórios é levado em conta a penal total e não a pena unificada. Esse é o teor da súmula 
715 do STF: a pena unificada para atender ao limite de 30 anos de cumprimento, determinado pelo art. 75 do 
Código Penal, não é considerada para a concessão de outros benefícios, como o livramento 
condicional.Progressão ou regressão nos regimes. O nosso CP adotou o sistema progressivo para a execução 
das penas privativas de liberdade, ou seja, o condenado migra do regime carcerário mais gravoso para 
imediatamente menos severo (fechado→semiaberto→aberto). Defere-se tal benefício com o preenchimento 
dos requisitos objetivo (tempo de cumprimento de pena) e subjetivo (bom comportamento carcerário, 
comprovado por atestado emitido pelo diretor do estabelecimento prisional). Para o condenado por crime 
contra a administração pública, a progressão de regime prisional também está condicionada à reparação do 
dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais (CP, art. 33, § 4º). 
Chamo ainda a atenção para dizer que não há progressão per saltum, ou seja, diretamente do regime fechado 
para o aberto. A regressão de regimes também é incumbência do juízo da execução se não cumprir as 
condicionantes legais. Nesse caso, é perfeitamente possível a regressão por salto, ou seja, diretamente do 
regime aberto para o fechado. 
Detração e remição da pena. A detração penal foi muito bem definida no art. 42 do CP: Computam-se, na 
pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no 
estrangeiro, o de prisão administrativa e o de internação em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo 
anterior. A remição, por sua vez, em linhas gerais, autoriza o desconto de uma parte da pena em razão de 
trabalho ou estudo realizado durante o cárcere. (art. 126, caput, da LEP). Segundo jurisprudência do STF, 
compete ao juízo das execuções criminais apreciar o pedido de detração da pena formulado pelo sentenciado 
(HC 71119, min. Rel. Celso de Mello, DJ de 63-03-1998). 
 
 
1 Art. 5º, XL, da CF: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu. 
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Suspensão condicional da pena. É um benefício que suspende a execução da pena privativa de liberdade, por 
um lapso (período de prova), mediante condições. Se durante o período de prova verificar o cumprimento de 
todas as condições, será declarada extinta a punibilidade. O Juiz ou Tribunal que conceder o sursis deverá 
pronunciar-se motivadamente sobre ele, quer o conceda, quer o denegue. O Tribunal poderá conceder o sursis 
e deixar para o Juiz da execução a fixação das condições (art. 159, §2º). 
Livramento condicional. É um benefício incidente em sede de execução da pena privativa de liberdade pelo 
qual o indivíduo, após cumprir determinados pressupostos e mediante determinadas condições, obtém a 
antecipação provisória de sua liberdade. Ficará a cargo do Juízo da execução decidir sobre a concessão, 
revogação, o agravamento das condições do livramento na hipótese de sua revogação facultativa (art. 140, 
parágrafo único, da LEP) e a modificação das condições especificadas na sentença (veja art. 144 da LEP) 
Incidentes de execução. Por incidentes da execução devemos entender as conversões (arts. 180 a 184), o 
excesso ou o desvio (arts. 185 e 186) e da anistia e do indulto (arts. 187 a 193). Também pode ser encarado 
como incidentes da execução em sentido lato as demais ocorrências tratadas ao longo da Lei de Execução 
Penal e que interferem na execução da pena ou da medida de segurança, acarretando a sua redução, substituição 
ou extinção. Exemplos: unificação de penas, remição, progressão e regressão de regime prisional, livramento 
condicional, etc... 
 IV – Autorizar saídas temporárias. Foi prevista pela LEP as denominadas autorizações de 
saída que são divididas em 2 espécies, quais sejam, permissões de saída e saída temporária. 
A permissão de saída tem fundamento em questões humanitárias e consiste em uma autorização dada ao 
preso para sair do estabelecimento, mediante escolta, em virtude de falecimento ou doença grave do cônjuge, 
companheiro, ascendente ou irmão, ou para tratamento médico. A permanência do preso fora do 
estabelecimento terá a duração necessária para atender à finalidade dessa saída, ou seja, o prazo é bem reduzido 
e vinculado necessariamente ao motivo da saída. Essa permissão de saída decorre de ato administrativo do 
Diretor do presídio. 
Já a saída temporária é uma autorização dada aos presos em regime semiaberto quando preenchem os 
requisitos legais. Essa saída temporária será sem vigilância e terá por finalidade visita à família, frequentar 
curso supletivo profissionalizante, de instrução de 2º grau ou superior ou para participar de atividades 
importantes para o seu retorno ao convívio social. Essa autorização será concedida por ato motivado do Juiz 
da Execução Penal, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação 
dos seguintes requisitos: a) comportamento adequado; b) cumprimento de 1/6 (um sexto) da pena, se o 
condenado for primário, e ¼, se reincidente; c) compatibilidade do benefício com os objetivos da pena. 
 V – determinar: 
A forma de cumprimento da pena restritiva de direitos e fiscalizar sua execução; De plano, devo informar 
que a LEP não cuidou de 2 penas restritivas de direitos: prestação pecuniária (art. 43, I, da LEP) e perda de 
bens e valores (art. 43, II, do CP). Todavia, caberá ao Juiz da Execução Penal indicar a entidade ou o programa 
e os respectivos dias e horários de cumprimento da pena de prestação de serviço à comunidade ou à entidade 
pública, sem prejudicar a jornada normal de trabalho (art. 149 da LEP). Na pena de interdição de direitos, o 
Juízo da Execução terá a missão de comunicar à autoridade competente a imposição dessa pena, determinado, 
se for o caso, a apreensão dos documentos que legitimam o exercício do direito interditado (art. 154 da LEP). 
Na limitação de fim de semana, é tarefa do Juízo da Execução Penal determinar a intimação do condenado 
quanto ao local, dias e horários em que o condenado deverá cumprir ade saída e saída temporária. 
d) indulto, ainda que fundado o pedido no estado de saúde do preso. 
e) regressão de regime. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. De acordo com o art. 81 da LEP, são atribuições do Conselho da 
Comunidade: I - visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II - 
entrevistar presos; III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário; IV 
- diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, 
em harmonia com a direção do estabelecimento. 
As alternativas A, C, D e E estão erradas. Motivo: Não estão em sintonia com o previsto no artigo 81 da LEP. 
 (MP/SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2014) Segundo a LEP, compete somente ao Juiz 
da Execução Penal inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na sua comarca de 
atuação, encaminhando relatório ao representante do Ministério Público, o qual, constatando alguma 
irregularidade deverá se deslocar até o ergástulo para checar a situação e tomar as medidas legais 
pertinentes. 
Comentários 
O item está errado. A atribuição de inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais não é exclusiva 
do magistrado. O MP e o Conselho da Comunidade também têm essa tarefa mensal (arts. 68, parágrafo único 
e 81, ambos da LEP). Além do mais, incumbe também à Defensoria realizar visitas periódicas (art. 81-B, 
parágrafo único, da LEP), bem como ao Conselho Penitenciário e o Departamento Penitenciário Nacional 
inspecionar os estabelecimentos penais (art. 70, II e 72, II, ambos da LEP). 
 (MP/RN/ Promotor de Justiça do Rio Grande do Norte/2001) Analise o item a seguir: 
A execução penal se desenvolve interligando os planos jurisdicional e administrativo. Nos termos da Lei 
de Execução Penal (Lei 7210/84) pode-se dizer que compete ao juiz da execução decidir sobre detração, 
suspensão condicional do processo, livramento condicional e, na hipótese de causas extintivas de 
punibilidade ocorridas após o trânsito em julgado da sentença, extinção da punibilidade. 
Comentários 
O item está errado. É certo que o Juízo da Execução Penal tem competência para decidir sobre detração 
penal, livramento condicional, remição, conforme determina o artigo 66 da LEP. Todavia, a suspensão 
condicional do processo não é atribuição do Juízo da Execução, mas sim do juízo do processo de 
conhecimento. 
 (MPGO/Promotor de Justiça de Goiás/2010 – Adaptada) Os estabelecimentos penais destinados 
a mulheres deverão possuir, exclusivamente, agentes do sexo feminino na segurança de suas 
dependências internas. 
Comentários 
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O item está correto. Os estabelecimentos penais destinados a mulheres serão dotados de berçário, onde as 
condenadas possam cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los, no mínimo, até 6 (seis) meses de idade 
(art.83, §2º, da LEP). Cumpre ainda alertá-los que esse direito previsto na LEP decorre de um direito 
constitucional consagrado no art. 5º, L, do Texto Maior, qual seja, às presidiárias serão asseguradas 
condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. 
 (MPSC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2014). Segundo dispõe a Lei nº 7210/84, a 
Penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, cumpri-la nos regimes fechado e semiaberto, 
sendo vedado expressamente para o cumprimento do regime aberto. 
Comentários 
O item está errado. A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado. A 
Colônia Agrícola, Industrial ou Similar destina-se ao cumprimento da pena em regime semiaberto. A Cadeia 
Pública destina-se ao recolhimento de presos provisório. 
 (MP/PR/Promotor de Justiça do Paraná/2008-Adaptada) Analise o item a seguir: 
A Cadeia Pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios. 
Comentários 
O item está correto. De acordo com o artigo 102 da LEP, a cadeia pública destina-se ao recolhimento de 
presos provisórios. Além disso, a Cadeia Pública também é o lugar eleito pela LEP para o cumprimento de 
prisão civil (inadimplente de pensão alimentícia) e de prisão administrativa (exemplo: estrangeiro que aguarda 
expulsão), na falta de estabelecimento adequado (art. 201 da LEP e art. 528, §4º, do Novo CPC). Cada 
comarca terá, pelo menos 1 (uma) cadeia pública a fim de resguardar o interesse da Administração da Justiça 
Criminal e a permanência do preso em local próximo ao seu meio social e familiar. Chamo ainda a atenção 
de vocês para dizer que o preso não tem direito absoluto para permanecer próximo ao seu meio social e 
familiar, podendo o magistrado, com a devida fundamentação e calcada em razão de conveniência, transferi-
lo para localidade diversa. 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
a) O tempo remido pelo trabalho ou pelo estudo do preso são descontados do total da pena, não integrando o 
lapso necessário à obtenção da progressão; 
b) O juiz da execução pode, fundamentadamente, determinar a realização de exame criminológico para a 
avaliação do preenchimento dos requisitos exigidos do condenado para a progressão de seu regime; 
c) Os crimes hediondos e assemelhados admitem a progressão de regime; 
d) É vedada a progressão per saltum de regime prisional; 
e) É vedada a fixação de pena substitutiva como condição especial ao regime aberto. 
Comentários 
A alternativa incorreta é a letra A. Motivo: Antes da Lei nº 12.433/11 havia discussão quanto à forma de 
contagem dos dias remidos. Havia 2 posições: a) a pena remida deveria ser considerada como pena cumprida 
(posição do STJ); b) o tempo remido deveria ser abatido do total da pena aplicada. Hoje, com a redação dado 
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ao artigo 128 da LEP, acabou essa controvérsia. O tempo remido será computado como pena cumprida, 
para todos os efeitos. 
Alternativa B está correta: Está em sintonia com a Súmula 439 do STJ (Admite-se o exame criminológico 
pelas peculiaridades do caso, desde que em decisão fundamentada). 
Alternativa C está correta: Os crimes hediondos e assemelhados admitem a progressão de regime (art. 2º, §2º, 
da Lei nº 8072/90 e súmula 471 do STJ). 
Alternativa D está correta: A alternativa está em conformidade com a súmula 491 do STJ (É inadmissível a 
chamada progressão per saltum de regime prisional). 
Alternativa E está correta: A alternativa está em sintonia com a súmula 493 do STJ (É inadmissível a fixação 
de pena substitutiva como condição especial ao regime aberto). 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
a)Parte superior do formulário A0 O preso que presta oito horas de trabalho durante o dia e estuda no período 
noturno por quatro horas terá remidos dois dias de sua pena a cada três dias do exercício conjunto das referidas 
atividades; 
b) Em caso de falta grave devidamente reconhecida, o condenado perderá a totalidade dos dias remidos, 
recomeçando a contagem do novo período de trabalho ou estudo para fins de remição a partir da data da 
infração disciplinar; 
c) A remição da pena pelo estudo ocorre na proporção de 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de 
frequência escolar, divididas em no mínimo 3 (três) dias; 
d) O estudo por doze horas em apenas um dia não permite a remição de um dia da pena; 
e) O estudo por duas horas diárias durante seis dias autoriza o abatimento de um dia da pena. 
Comentários 
A alternativa incorreta é a letra B. Motivo: De acordo com o art. 127 da LEP, em caso de falta grave, o 
juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido, observado o disposto no art. 57, recomeçando a 
contagem a partir da data da infraçãodisciplinar. 
Alternativa A está correta: Está em sintonia com o art. 126, §1º, incisos I e II e §3º da LEP. 
Alternativa C está correta: Está em conformidade com o art. 126, §1º, inciso I, da LEP: 1 dia de pena a cada 
12 horas de estudo divididas, no mínimo, em 3 dias. 
Alternativa D está correta: O estudo de 12 horas deve ser diluído, no mínimo, em 3 dias. 
Alternativa E está correta: A alternativa está em sintonia com o art. 126, §1º, inciso I, da LEP. 
 (MPRN/ Promotor de Justiça do Rio Grande do Norte/2001). Analise o item a seguir: 
A execução penal se desenvolve interligando os planos jurisdicional e administrativo. Nos termos da Lei 
de Execução Penal (Lei nº 7210/84) pode-se dizer que a expedição de guia de recolhimento para execução 
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constitui exigência para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade no regime estabelecido 
na sentença condenatória transitada em julgado. 
Comentários 
O item está correto. Motivo: A guia de recolhimento é o documento que materializa o título executivo 
judicial, sendo imprescindível para a deflagração do processo de execução, pois conterá os dados principais 
da pena a ser cumprida. Nesse sentido, devo destacar a importância desse documento para a execução penal, 
conforme se vê no art. 107, caput, da LEP: Ninguém será recolhido, para cumprimento de pena privativa de 
liberdade, sem a guia expedida pela autoridade judiciária. 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/ 2009-Adaptada) Analise o item a seguir: 
Revoga-se, obrigatoriamente, o livramento condicional se o sentenciado é condenado a pena privativa 
de liberdade, por crime cometido durante a vigência do benefício, ainda que exista a apelação interposta 
contra a condenação pelo segundo crime. 
Comentários 
O item está errado. Vamos relembrar esse assunto, pois é importantíssimo. Para que exista a revogação 
obrigatória do livramento condicional é imprescindível a ocorrência do trânsito em julgado, conforme 
exigência do artigo 86 do Código Penal. No caso em comento, caberia ao Juízo da Execução Penal determinar 
a suspensão do livramento condicional e prorrogar o período de prova até a decisão final, em perfeita sintonia 
com o art. 89 do Código Penal. 
 (MPMG/ Promotor de Justiça de Minas Gerais/2014) No que tange a permissão de saída, assinale 
a resposta INCORRETA: 
a) Pode ser concedida em caso de falecimento da companheira. 
b) Pode ser concedida em caso de doença grave de ascendente. 
c) Pode ser concedida para tratamento médico. 
d) Pode ser concedida para estudo em estabelecimento fora do presídio. 
Comentários 
A alternativa incorreta é a letra D. A medida cabível no caso é a saída temporária e não a permissão de 
saída, segundo se infere no art. 122, II, da LEP. 
Alternativas A, B e C estão corretas: Estão em sintonia com o art. 120 da LEP. 
 (MPE/CE/Promotor de Justiça do Ceará/2020) De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), 
o órgão da execução penal destinado especificamente a prestar assistência aos albergados e aos egressos 
é 
a) o patronato. 
b) a casa de albergado. 
c) o conselho penitenciário. 
d) o conselho da comunidade. 
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e) o departamento penitenciário. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. De acordo com o art. 78 da Lei de Execução Penal, o patronato público 
ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados e aos egressos. 
A alternativa B está errada. Dispõe o art. 93 da LEP que a Casa do Albergado destina-se ao cumprimento de 
pena privativa de liberdade, em regime aberto, e da pena de limitação de fim de semana. 
A alternativa C está errada. Na forma do art. 79 da LEP, incumbe ao Conselho Penitenciário: I - emitir parecer 
sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto com base no estado de saúde do 
preso; II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de 
cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no 
exercício anterior; IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. 
A alternativa D está errada. Nos termos do art. 81 da LEP, incumbe ao Conselho da Comunidade: I - visitar, 
pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; II - entrevistar presos; III - 
apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário; IV - diligenciar a obtenção de 
recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do 
estabelecimento. 
A alternativa E está errada. Conforme estabelece o art. 71 da LEP, o Departamento Penitenciário Nacional, 
subordinado ao Ministério da Justiça, é órgão executivo da Política Penitenciária Nacional e de apoio 
administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. 
 (MPE/PR/Promotor de Justiça do Paraná/2019) Analise as assertivas abaixo e assinale 
a incorreta: 
a) Incumbe à Defensoria Pública visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado 
funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
b) Incumbe ao Conselho da Comunidade, visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais 
existentes na comarca. 
c) Incumbe ao Patronato visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado 
funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
d) Incumbe ao Ministério Público visitar mensalmente os estabelecimentos penais, registrando sua presença 
em livro próprio. 
e) Compete ao Juiz da Execução inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências 
para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
Comentários 
A alternativa incorreta é a letra C. Nos moldes do art. 78 da Lei de Execução Penal, o patronato público 
ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados e aos egressos. 
A alternativa A está correta. Incumbe à Defensoria Pública visitar os estabelecimentos penais, tomando 
providências para o adequado funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade 
(art. 81-B, V, da Lei de Execução Penal). 
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A alternativa B está correta. Incumbe ao Conselho da Comunidade, visitar, pelo menos mensalmente, os 
estabelecimentos penais existentes na comarca (art. 81, I, da LEP). 
A alternativa D está correta. Incumbe ao Ministério Público visitar mensalmente os estabelecimentos penais, 
registrando sua presença em livro próprio (art. 68, parágrafo único, da LEP). 
A alternativa E está correta. Compete ao Juiz da Execução inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos 
penais, tomando providências para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração 
de responsabilidade (art. 66, VII, da LEP). 
 (CESPE/Promotor de Justiça do Ceará/2020) Mário e Tiago estão em regime semiaberto, têm 
bom comportamento e já cumpriram mais da metade da pena. Mário foi comunicado do falecimento de 
sua irmã e deseja ir ao funeral dela. Tiago deseja visitar a família e participar do casamento de uma 
prima. Ambos preenchem os demais requisitos legais para a saída. 
Nessa situação, deve-se 
a) negar a ambos os condenados os pedidos, porque não cabe autorização de saída nas hipóteses indicadas. 
b) permitir a saída temporária, sem escolta, de ambos os condenados. 
c) permitir a saída, com escolta, de ambos os condenados. 
d) permitir a saída, sem escolta, de Mário; e a saída temporária, com escolta, de Tiago. 
e) permitira saída, com escolta, de Mário; e a saída temporária, sem escolta, de Tiago. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. Mário faz jus ao benefício da permissão de saída, nos termos do art. 
120, I, da LEP. A permissão de saída pode ser concedida aos presos definitivos, que estiverem no regime 
fechado ou semiaberto, e aos presos provisórios (prisão temporária e preventiva). De outro giro, Tiago tem 
direito à saída temporária, nos termos do art. 122, I, da LEP. A saída temporária será sem vigilância e terá por 
finalidade visita à família, frequentar curso supletivo profissionalizante, de instrução de 2º grau ou superior 
ou para participar de atividades importantes para o seu retorno ao convívio social. Essa autorização será 
concedida por ato motivado do Juiz da Execução Penal, ouvidos o Ministério Público e a administração 
penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: a) comportamento adequado; b) cumprimento 
de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e ¼, se reincidente; c) compatibilidade do benefício 
com os objetivos da pena. 
As alternativas A, B, C e D estão erradas. Mário faz jus ao benefício da permissão de saída (art. 120. I, da 
LEP). Tiago tem direito à saída temporária (art. 122, I, da LEP). 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Segundo os termos da Súmula n. 534 do 
STJ, a prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. Por sua vez, dispõe a 
Súmula n. 535 do STJ que a prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de 
pena ou indulto. 
Comentários 
O item está correto. Nos termos da súmula 534 do Superior Tribunal de Justiça, a prática de falta grave 
interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de cumprimento de pena, o qual se reinicia a 
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partir do cometimento dessa infração. A súmula 535 do Superior Tribunal de Justiça preconiza que a prática 
de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de pena ou indulto. 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Dispõe a Lei n. 7.210/1984 que o 
condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por 
estudo, parte do tempo de execução da pena. A contagem de tempo referida será feita à razão de: 1 (um) 
dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, 
inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, 
em 3 (três) dias; e 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. 
Comentários 
O item está correto. Dispõe o art. 126, §§ 1º e 2º, da Lei de Execução Penal, in verbis: 
Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por 
trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. 
§ 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: 
I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino 
fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação 
profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias. 
II - 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. 
§ 2º - As atividades de estudo a que se refere o § 1º deste artigo poderão ser desenvolvidas de 
forma presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas 
autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados. 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Nos termos da Lei de Execução Penal, 
no caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças, adolescentes ou pessoas com 
deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: não ter cometido crime com 
violência ou grave ameaça a pessoa; não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; ter 
cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; ser primária e ter bom comportamento 
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; e não ter integrado organização criminosa. 
Comentários 
 O item está errado. Com o advento da Lei 13.769/18 surge uma progressão especial para mulher gestante 
ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, segundo determina o art. 112, §3º, 
da LEP. Cuida-se de promoção carcerária que exige requisitos mais brandos e destinada exclusivamente a 
mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, ainda que se trata 
de crimes hediondos. São esses os requisitos para essa progressão especial de regime: a) não ter cometido 
crime com violência ou grave ameaça a pessoa; b) não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; 
c) ter cumprido ao menos 1/8 da pena no regime anterior; d) ser primária e ter bom comportamento carcerário, 
comprovado pelo diretor do estabelecimento prisional; e) não ter integrado organização criminosa. Estamos 
diante de requisitos cumulativos, ou seja, a ausência de qualquer desses requisitos inibe a concessão desse 
benefício em sede de execução penal. De acordo com o art. 72, VII, da LEP, com redação dada pela lei 
13.769/18, caberá ao Departamento Penitenciário Nacional acompanhar a execução das penas das mulheres 
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beneficiadas com a progressão especial, monitorando sua integração social e a ocorrência da reincidência, 
específica ou não, mediante a realização de avaliações periódicas e de estatísticas criminais. Repare que esse 
benefício não se aplica a mãe ou responsável por adolescentes. 
Defensor 
 (CESPE/Defensor Público do Tocantins/2013) Assinale a opção correta no que concerne à 
remição penal, de acordo com a LEP. 
a) Os presos custodiados em decorrência do cumprimento de medida cautelar privativa de liberdade poderão 
remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo da execução provisória da pena. 
b) O sentenciado que sofrer acidente no trabalho e, consequentemente, ficar impossibilitado de prosseguir 
trabalhando e estudando continuará a se beneficiar com a remição apenas pelo trabalho. 
c) A remição, de acordo com preceito expresso na LEP, será declarada mensalmente pelo juiz da execução, 
com base nos registros do condenado acerca dos dias trabalhados e (ou) de estudo, ouvidos MP e a defesa. 
d) A remição pelo trabalho e pelo estudo contempla os condenados que cumpram pena em regime fechado, 
semiaberto e aberto, não se estendendo aos que estejam em gozo de liberdade condicional. 
e) A LEP veda, de forma expressa, a cumulação de horas diárias de trabalho e de estudo para idêntica finalidade 
de remição, definindo, no mínimo, três dias por semana para estudo e o restante para o trabalho, de forma a se 
compatibilizarem. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. Os presos provisórios também podem se valer da remição por trabalho ou 
por estudo, conforme determina o artigo 126, §7º, da LEP. 
A alternativa B está errada. Motivo: O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos 
estudos continuará a beneficiar-se com a remição (art. 126, §4º, da LEP). 
A alternativa C está errada. Motivo: A remição, de acordo com preceito expresso na LEP, será encaminhada 
mensalmente pela autoridade administrativa ao juiz da execução (art. 129 da LEP). 
A alternativa D está errada. Motivo: A remição por estudo contempla os condenados do regime aberto, 
semiaberto e fechado, bem com os que estão em gozo de livramento condicional. Já a remição por trabalho 
abrange apenas os condenados em regime fechado ou semiaberto. 
A alternativa E está errada. Motivo: A LEP autoriza a cumulação dos casos de remição por estudoe por 
trabalho, desde que haja compatibilidade (art. 126, §3º, da LEP). 
 (FCC/Defensor Público de São Paulo/2009) Abzuilson, em razão de progressão de regime de 
cumprimento de pena, cumpria pena em regime aberto quando foi autuada ao processo de execução 
nova condenação pela prática de crime cometido antes de ser progredido. O juiz da execução penal deve 
 a) ouvi-lo nos termos do art. 118, § 2o da Lei de Execução Penal e regredi-lo para o regime fechado. 
b) ouvi-lo nos termos do art. 118, § 2o da Lei de Execução Penal e regredi-lo para o regime semi-aberto, 
porque não há regressão por salto. 
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 c) regredi-lo com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, que diz que a prática de fato previsto 
como crime doloso é falta grave. 
d) aplicar o art. 111 da Lei de Execução Penal para determinar que a pena mais grave seja cumprida primeiro. 
 e) aplicar o art. 111 da Lei de Execução Penal e fixar o regime de cumprimento de acordo com o resultado 
das penas somadas, descontadas a remição e a detração. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. Sobrevindo condenação no curso da execução, será somada a pena 
ao restante da que está sendo cumprida, para determinação do regime (art. 111, § único, da LEP). 
As alternativas A, B, C e D estão erradas. No caso é necessário a realização da unificação de penas para 
posterior determinação do regime carcerário. Lembrando que nessa situação não há que se falar em audiência 
de justificação do art. 118 da LEP, em caso de regressão de regime prisional. 
 (UFPR/Defensor Público do Paraná/2014). Em 26.06.2013, Paulo, primário, foi preso em 
flagrante sob a acusação de venda de drogas, em estável associação com outros quatro indivíduos, 
estando incursos nos crimes de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06, sem a diminuição 
prevista no §4º do mesmo artigo) e associação para o tráfico (art. 35 da lei nº 11343/06). Na data de hoje, 
foi simultaneamente condenado, em decisão definitiva, por ambos os delitos. Você, defensor público em 
exercício junto à Vara de Execuções Penais, atuando na defesa dos interesses de Paulo, deverá requer a 
concessão da progressão de regime após o cumprimento de: 
a) 2/5 do total da pena aplicada; 
b) 3/5 do total da pena aplicada; 
c) 2/5 pela associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo crime de 
tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei 11343/06). 
d) 1/4 do total da pena aplicada; 
e) 2/5 da pena pelo crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo crime 
de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06). 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. A grande questão desse exercício era saber quais são os crimes equiparados 
aos delitos hediondos. Tráfico de drogas é crime equiparado ao hediondo, razão pela qual o requisito objetivo 
para a progressão de regime é o transcurso de 2/5 do total da pena quando o condenado não é reincidente 
(como no caso do Paulo). Já a associação para o tráfico, por não ser um delito equiparado ao hediondo, adota 
o requisito objetivo previsto para os crimes comuns, qual seja, o transcurso de 1/6 do total da pena. 
As alternativas A, B, C e D estão erradas. Motivo: Essas alternativas estão em descompasso com a antiga 
redação do art. 112 da LEP, ou seja, antes da vigência da Lei nº 13.964/19. 
 (DPPB/Defensor Público da Paraíba/2014) Segundo a Lei de Execução Penal, são órgãos da 
execução penal: 
a) o Conselho da comunidade e a direção do estabelecimento penal. 
b) a Defensoria Pública e o Patronato, mas não o Ministério Público. 
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c) o Juízo da Execução Penal e o Conselho Penitenciário. 
d) o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mas não o Patronato. 
e) a direção do estabelecimento prisional e os Departamentos Penitenciários, mas não a Defensoria Pública. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra C. De acordo com o art. 61 da LEP, os órgãos da execução penal são: I – O 
Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária; II – O Juízo da Execução; III – O Ministério Público; 
IV – O Conselho Penitenciário; V – Os Departamentos Penitenciário; VI – O Conselho da Comunidade; VIII 
– A Defensoria Pública. 
As alternativas A, B, D e E estão erradas. Motivo: Essas alternativas estão em descompasso com o art. 61 da 
LEP. 
 (DPGO/ Defensor Público de Goiás/2014) Nos termos da lei nº7.210/84, a Defensoria Pública 
velará pela regular execução da pena e da medida de segurança, oficiando, no processo executivo e nos 
incidentes da execução, para a defesa dos necessitados em todos os graus e instâncias, de forma 
individual e coletiva, incumbe, ainda, à Defensoria Pública: 
a) fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento. 
b) supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. 
c) estimular e promover a pesquisa criminológica. 
d) compor e instalar o Conselho da Comunidade. 
e) requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra E. É atribuição da Defensoria Pública requerer a emissão anual do atestado 
de pena a cumprir (art. 81-B, II, da LEP). 
A alternativa A está errada. Motivo: fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de 
internamento é atribuição do MP (art. 68, I, da LEP). 
A alternativa B está errada. Motivo: supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos é 
atribuição do Conselho Penitenciário (art. 70, IV, da LEP). 
A alternativa C está errada. Motivo: estimular e promover a pesquisa criminológica é atribuição do Conselho 
Nacional de Política Criminal e Penitenciária (art. 64, IV, da LEP). 
A alternativa D está errada. Motivo: Compor e instalar o Conselho da Comunidade é atribuição do Juiz da 
Execução Penal (art. 66, IX, da LEP). 
 (FCC/ Defensor Público do Espírito Santo/2016) Sobre as autorizações de saída, 
 a) somente poderão ser concedidas com prazo mínimo de quarenta e cinco dias de intervalo entre uma e outra. 
 b) são cabíveis apenas no regime semiaberto. 
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 c) a saída temporária será concedida pelo diretor do estabelecimento prisional. 
 d) o lapso temporal para deferimento da saída temporária ao reincidente é de um quarto. 
e) o Decreto natalino de saída temporária é de competência exclusiva do Presidente da República. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. O lapso temporal para deferimento da saída temporária será de 1/6 se 
o condenado for primário e de ¼ se ele for reincidente. Lembre-se ainda do teor da súmula 40 do STJ: 
Para obtenção dos benefícios de saída temporária e trabalho externo, considera-se o tempo de 
cumprimento da pena no regime fechado. 
Alternativa A está errada. Motivo: A autorização de saída é gênero, sendo a permissão de saída e a saída 
temporária suas espécies. Enquanto a primeira é deferida pelo diretor do estabelecimento (autoridade 
administrativa) e tem a sua duração vinculada à finalidade de sua saída, a segunda é concedida pelo Juízo da 
Execução e tem prazo determinado. Notem que na saída temporária não há necessidade de observar o intervalo 
mínimo de 45 dias entre uma e outra quando for para frequentar curso profissionalizante, de instrução de 
ensino médio ou superior, ocasião em que o tempo da saída será o necessário para o cumprimento das 
atividades discentes (art.124, §2º, da LEP). 
A alternativa B está errada. Motivo: A permissão de saída pode ser deferida aos condenados em regime 
fechado/semiaberto e aos presos provisórios.Já a saída temporária apenas aos presos em regime semiaberto. 
Alternativa C está errada: A saída temporária necessita de autorização judicial (art. 123 da LEP). 
Alternativa E está errada: A concessão de saída temporária não é ato de competência do chefe do Poder 
Executivo Federal e sim do Juízo da Execução (art. 123 da LEP) 
 (FCC/Defensor Público do Espírito Santo/2016) O juiz poderá definir a fiscalização por meio da 
monitoração eletrônica quando conceder 
Parte superior do formulário 
a)indulto. 
b)comutação. 
c)livramento condicional. 
d) prisão domiciliar. 
e)progressão ao regime semiaberto. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra D. O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica 
quando autorizar a saída temporária no regime semiaberto ou determinar a prisão domiciliar. 
Alternativas A, B, C e E estão erradas: As alternativas estão em descompasso com o art. 146 da LEP. 
 (FCC/Defensor Público da Bahia/2016) Considerando as disposições constantes na Lei de 
Execuções Penais, no que toca às saídas dos condenados do estabelecimento prisional, 
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a) a permissão de saída pode ser deferida para os condenados dos regimes fechado e semiaberto, bem como 
aos presos provisórios. 
b) para que o condenado conquiste o direito às saídas temporárias, é necessário que atinja 1/6 da pena, se 
primário, e 1/2, se reincidente. 
c) as saídas temporárias poderão ser deferidas aos presos do regime fechado, mediante escolta, caso exista 
efetivo de servidores na comarca, para frequência a curso supletivo profissionalizante. 
d) as saídas temporárias serão deferidas pelo diretor da casa prisional. 
e) a permissão de saída não pode ser concedida pelo diretor do estabelecimento prisional para os condenados 
do regime fechado, pois nesse caso deverá haver autorização judicial. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. A permissão de saída pode ser deferida aos condenados dos regimes 
fechado e semiaberto, bem como aos presos provisórios. Esse benefício será concedido pelo diretor do 
estabelecimento onde se encontra o preso (art.120 da LEP). 
A alternativa B está errada. Motivo: O lapso temporal para deferimento da saída temporária será de 1/6 se 
o condenado for primário e de ¼ se ele for reincidente (art. 123, II, da LEP). 
A alternativa C está errada. Motivo: Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto poderão obter 
autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta (art. 122 da LEP). 
A alternativa D está errada. Motivo: As saídas temporárias dependem de ato motivado do Juiz da Execução 
Penal. 
A alternativa E está errada. Motivo: A permissão de saída é concedida pelo diretor do estabelecimento 
prisional, ainda que o condenado cumpra pena em regime fechado. 
Procurador 
 (FGV/ Procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso/2013) De acordo com 
entendimentos firmados em enunciados de súmulas elaborados pelos Tribunais Superiores sobre 
aplicação e execução de pena, assinale a afirmativa correta. 
a) É inadmissível a fixação de pena substitutiva (Art. 44, CP) como condição especial ao regime aberto. 
b) Assim como a regressão, a progressão de regime pode ocorrerper saltum. 
c) O condenado por crime hediondo cometido no ano de 2006, sendo primário, deverá cumprir pelo menos 
2/5 da pena privativa de liberdade para obter progressão de regime. 
d) A opinião pessoal do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime praticado é fundamento suficiente 
para aplicação de regime mais severo do que o quantum da pena permite. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. É inadmissível a fixação de pena substitutiva (Art. 44, CP) como condição 
especial ao regime aberto. (súmula 493 do STJ). 
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A alternativa B está errada. Embora possa existir regressão per saltum, é inadmissível a chamada progressão 
per saltum de regime prisional (súmula 491 do STJ) 
A alternativa C está errada. Motivo: Destoa da súmula 471 do STJ: Os condenados por crimes hediondos ou 
assemelhados cometidos antes da vigência da Lei 11464/07 sujeitam-se ao disposto no art. 112 da Lei 
7210/1984 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional. 
A alternativa D está errada. Motivo: A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não 
constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena 
aplicada (súmula 718 do STF). 
Delgado de Polícia 
 (CESPE/Delegado de Polícia da Bahia/2013) Analise o item a seguir: 
O indivíduo penalmente imputável condenado em 2013 à pena privativa de liberdade de vinte e três 
anos de reclusão pela prática do crime de extorsão seguido de morte poderá ser beneficiado, no decorrer 
da execução da pena, pela progressão de regime após o cumprimento de dois quintos da pena, se for réu 
primário, ou de três quintos, se reincidente. 
Comentários 
O item está correto. Motivo: O delito de extorsão mediante sequestro, por ser um crime hediondo (art. 
1º, III, da Lei nº 8072/90), só admitirá progressão de regime se houver o cumprimento de 2/5 da pena se 
o condenado for primário ou de 3/5 se for reincidente. Se tal fato fosse cometido após a data de 23 de 
janeiro de 2020, ocasião em que entrou em vigência a Lei 13964/19, o agente deveria ter que cumprir 
50% da pena, se primário (art. 112, VI, “a”, da LEP), ou 70% da pena se reincidente em crime hediondo 
ou equiparado com resultado morte (art. 112, VIII, da LEP) 
 (CESPE/ Delegado de Polícia da Bahia/2013-Discursiva) Antônio foi condenado a cumprir pena 
em regime semiaberto e, após o trânsito em julgado da sentença que determinou o imediato 
cumprimento da pena, foi encaminhado a uma cadeia pública pelo delegado responsável, sob o 
argumento de que não havia vaga disponível no estabelecimento apropriado ao cumprimento do regime 
semiaberto. Interpelado pela defesa do condenado, o delegado informou que, assim que surgisse uma 
vaga, Antônio seria imediatamente transferido da cadeia pública para estabelecimento apropriado. Em 
face dessa situação hipotética, esclareça, de forma justificada, com base na legislação e na 
jurisprudência, se a conduta do delegado foi adequada e se violou algum preceito constitucional. Aponte, 
ainda, o que deveria ter sido feito quanto ao cumprimento da pena. 
Comentários 
A conduta do delegado foi inadequada. Com efeito, a jurisprudência tem entendido que não havendo vaga no 
regime fixado na sentença, deve ser permitido ao acusado cumprir a pena em regime mas benéfico, No caso, 
não havendo vaga no estabelecimento adequado para cumprimento da pena em regime semiaberto, ao 
acusado deve ser concedida a possibilidade de cumprimento de pena em regime aberto ou em prisão 
domiciliar, até o surgimento de vaga. Considera-se, inclusive, constrangimento ilegal a permanência do 
condenado em regime prisional mais gravoso do que aquele fixado na sentença ou depois que lhe foi 
concedida a progressão para o regime mais brando. Um dos dispositivos constitucionais violados na situação 
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foi o art. 5º, XLVIII, que determina que a pena deve ser cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo 
com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado. 
Outros 
 (CEPERJ/Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária da SEAP do RJ/2012). O 
ocupante do cargo de diretor de estabelecimento deverá satisfazer como requisito, nos termos da Lei de 
Execução Penal ser portador de diploma de nível superior em Direito ou em: 
a) Pedagogia; 
b) Filosofia; 
c) Contabilidade; 
d) Engenharia;e) Letras. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra A. O ocupante do cargo de diretor de estabelecimento deverá satisfazer os 
seguintes requisitos: I – ser portador de diploma de nível superior de Direito, ou Psicologia, ou Ciências 
Sociais, ou Pedagogia, ou Serviços Sociais; II – possuir experiência administrativa na área; III – ter idoneidade 
moral e reconhecida aptidão para o desempenho da função. O diretor deverá residir no estabelecimento, ou 
nas proximidades, e dedicará tempo integral à sua função (art. 75 da LEP). 
As alternativas B, C, D e E estão erradas. Motivo: Não estão em sintonia com o previsto no artigo 75 da LEP. 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espírito Santo/2013) No estabelecimento para mulheres, 
somente se permitirá o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo quando tratar-se de 
a) ocupante do cargo de diretor. 
b) pessoal técnico especializado. 
c) portador de diploma de nível superior em Psicologia. 
d) portador de diploma de nível superior em Direito. 
e) ocupante do cargo de vistoriador. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra B. No estabelecimento para mulheres, somente se permitirá o trabalho de 
pessoal do sexo feminino, salvo quando tratar-se de pessoal técnico especializado. Com isso, evita-se o risco 
de relacionamentos afetivos e sexuais entre agentes penitenciários e presas. 
As alternativas A, C, D e E estão erradas. Motivo: Não estão em sintonia com o previsto no artigo 77, §2º da 
LEP. 
 (CEPERJ/Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária/2012) Dentre as competências 
do Juízo da Execução, nos termos da Lei de Execução Penal, não se inclui decidir sobre: 
a) aplicação de pena disciplinar de isolamento; 
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104 
b) detração da pena; 
c) suspensão condicional da pena; 
d) livramento condicional; 
e) incidentes da execução; 
Comentários 
A alternativa a ser assinalada é a letra A. A aplicação de pena disciplinar de isolamento é atribuição do 
diretor do estabelecimento penal (art. 54, caput da LEP). 
As alternativas B, C, D e E não devem ser assinaladas. Motivo: A detração da pena, a suspensão condicional 
da pena, o livramento condicional e os incidentes de execução penal estão no rol exemplificativo do art. 66 da 
LEP, que elenca algumas competências do Juízo de Execução. 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espirito Santo/2013). A Casa do Albergado destina-se ao 
cumprimento de pena privativa de liberdade em regime aberto, e a pena de 
a) detenção; 
b) reclusão; 
c) limitação de fim de semana; 
d) interdição temporária de direitos; 
e) multa. 
Comentários 
A alternativa a ser assinalada é a letra C. A Casa do Albergado destina-se ao cumprimento de pena privativa 
de liberdade em regime aberto, e a pena de limitação de fim de semana (art. 93 da LEP). 
As alternativas B, C, D e E não devem ser assinaladas. Motivo: Essas afirmativas estão em descompasso com 
o art. 93 da LEP. 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espirito Santo/2013). No Centro de Observação realizar-se-
ão os exames gerais e o criminológico, cujos resultados serão encaminhados 
a) ao defensor público do preso primário; 
b) ao defensor particular do preso provisório; 
c) ao Juiz da condenação; 
d) à Comissão Técnica de Classificação; 
e) ao Diretor do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. 
Comentários 
A alternativa a ser assinalada é a letra D. No Centro de Observação realizar-se-ão os exames gerais e o 
criminológico, cujos resultados serão encaminhados à Comissão Técnica de Classificação. No Centro poderão 
ser realizadas pesquisas criminológicas. Esse Centro de Observação será instalado em unidade autônoma ou 
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104 
em anexo a estabelecimento penal. Na falta do Centro de Observação, os exames poderão ser realizados pela 
Comissão Técnica de Classificação. 
As alternativas A, B, C e E não devem ser assinaladas. Motivo: Essas afirmativas estão em descompasso com 
o art. 96 da LEP. 
 (VUNESP/Analista de Promotoria do Ministério Público de São Paulo/2015). Sobre as espécies 
de pena e regime previstos no Código Penal, tem-se que: 
 a) se condenado ao cumprimento de pena maior que 4 anos e menor que 8 anos, tem direito o réu, em qualquer 
hipótese, de iniciá-la no regime semiaberto. 
 b) as penas de reclusão e detenção podem ter cumprimento iniciado no regime aberto, semiaberto e fechado, 
conforme o caso. 
 c) para a determinação do regime inicial de cumprimento, devem ser considerados os critérios previstos no 
artigo 59, do Código Penal. 
 d) tem o condenado o direito de não ter agravado o seu regime de pena (regressão), podendo, no máximo, ter 
indeferida a sua progressão de regime. 
Comentários 
A alternativa correta é a letra C. A determinação do regime inicial de cumprimento da pena levará em 
conta os critérios descritos no art. 59 do CP (art. 33, §3º,do CP). 
A alternativa A está errada. A alternativa está errada, pois o condenado a pena superior a 4 anos e inferior 
cumprirá a pena em regime fechado se for reincidente. 
A alternativa B está errada. Motivo: A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou 
aberto. A de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. 
A alternativa D está errada. Motivo: O condenado pode regredir para qualquer regime de cumprimento de 
pena. Assim, pode saltar do regime aberto para o fechado. 
 LISTA DE QUESTÕES 
Magistratura 
 (FCC/Juiz de Direito do Amapá/2009). No tocante ao livramento condicional, 
a) não se somam as penas correspondentes a infrações diversas. 
b) A revogação será decretada a requerimento do Ministério Público, dispensada a oitiva do liberado. 
c) É obrigatória a revogação se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença. 
d) Poderá ser concedido ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a dois anos. 
e) O condenado reincidente em crime doloso ou culposo deverá cumprir mais de dois terços da pena. 
 (CESPE/Juiz de Direito de Sergipe/2008) Analise o item a seguir: 
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Entre outros, ao juiz da execução compete declarar extinta a punibilidade, converter pena de multa em 
pena privativa de liberdade e decidir sobre regressão de regime. 
 (CESPE/Juiz Federal Substituto/2011 – Adaptada). Analise o item a seguir: 
A inclusão de presos no sistema penitenciário federal dar-se-á de forma excepcional, temporária e 
provisória, com prazo máximo de 360 dias, autorizando a lei uma única e extraordinária renovação, a 
ser decidida pelo juízo federal, desde que requerida antes do encerramento do prazo da inclusão. 
 (CESPE/Juiz Federal Substituto do TRF da 5ª Região/2009) Analise o item a seguir: 
A decisão que rejeite a transferência de preso, proferida por juiz federal que desenvolva a atividade 
jurisdicional de execução penal no estabelecimento penal federal, é definitiva, não comportando recurso 
ou conflito. 
 (EJEF/Juiz de Direito de Minas Gerais/2007) Na condição de órgão da execução penal, incumbe 
ao Conselho Penitenciário, exceto: 
a) emitir parecer sobre comutação da pena; 
b) supervisionar os patronatos; 
c) emitir parecer sobre indulto com base no estado de saúde do preso. 
d) apresentar, no primeiro semestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, 
relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior. 
 (TJ-SC/Juiz de Direito de Santa Catarina/2015) De acordo com previsão na Lei de Execução 
Penal, somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular 
quando se tratarde condenado(a): 
a) maior de 70 (setenta) anos; não reincidente em crime doloso; que tenha reparado o dano. 
b) maior de 70 (setenta) anos; acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; 
gestante. 
c) maior de 60 (sessenta) anos; acometido de doença grave; não reincidente em crime doloso. 
d) acometido de doença grave; com filho menor ou deficiente físico ou mental; gestante; não reincidente em 
crime doloso. 
e) maior de 70 (setenta) anos; mulher acometida de doença grave; gestante; que tenha reparado o dano. 
 (FCC/Juiz de Direito de Roraima/2015) Em matéria de penas privativas de liberdade, correto 
afirmar que 
a) possível a fixação do regime inicial fechado para o condenado a pena de detenção, se reincidente. 
b) o condenado por crime contra a Administração pública terá a progressão de regime do cumprimento de 
pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à devolução do produto do ilícito praticado, com os 
acréscimos legais. 
c) a determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos mesmos critérios 
previstos para a fixação da pena-base, mas nada impede a opção por regime mais gravoso do que o cabível em 
razão da pena imposta, se a gravidade abstrata do delito assim o justificar. 
d) inadmissível a adoção do regime inicial semiaberto para o condenado reincidente. 
e) os condenados por crimes hediondos ou assemelhados, independentemente da data em que praticado o 
delito, só poderão progredir de regime após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se primários, e de 
3/5 (três quintos), se reincidentes. 
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 (TRF da 4ª Região/ Juiz Federal Substituto/2014) A pessoa condenada em regime aberto e que 
exerce atividade em trabalho externo: 
a) pode descontar a pena aplicada dos dias de trabalho. 
b) não tem direito à assistência médica. 
c) tem, depois de seis meses, direito à prisão domiciliar. 
d) não pode obter a remição da pena pelos dias de trabalho. 
e) somente será beneficiário do desconto da pena se a jornada ultrapassar oito horas de trabalho externo. 
 (FCC/ Juiz de Direito de Goiás/2012). No que concerne ao livramento condicional, é correto 
afirmar que 
a) somente poderá ser concedido ao condenado a pena de reclusão igual ou superior a dois anos; 
b) a prática de falta grave não interrompe o prazo para a sua concessão, segundo entendimento sumulado; 
c) é cabível a revogação, mas não a suspensão. 
d) a condenação irrecorrível por crime ou contravenção, independente da pena imposta, constitui causa de 
revogação obrigatória. 
e) é inadmissível, para a sua concessão, a determinação de prévia realização de exame criminológico, 
independentemente das peculiaridades do caso. 
 (VUNESP/Juiz de Direito do RJ/2011) Caio, reincidente em crime de estupro, também é 
reincidente em crime de roubo. Diante disso, para obter o livramento condicional, de acordo com o 
disposto no art. 83, do Código Penal, deverá cumprir: 
a) mais de três quintos da pena do crime hediondo e mais de um terço da pena do crime de roubo. 
b) mais da metade da pena do crime hediondo e mais de dois terços da pena do crime de roubo. 
c) integralmente a pena do crime hediondo e mais de dois terços da pena do crime de roubo. 
d) integralmente a pena do crime hediondo e mais da metade do crime de roubo. 
Promotor 
 (MP/MG/Promotor de Justiça de Minas Gerais/2010) Nos termos do que dispõe a Lei de 
Execução Penal (Lei nº 7210/1984), compete ao Conselho Penitenciário emitir parecer sobre os pedidos 
de 
a) saídas temporárias. 
b) comutação de pena. 
c) anistia. 
d) regressão no regime prisional. 
e) detração penal. 
 (MP/SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2013) Analise o item a seguir: 
Uma das incumbências da Defensoria Pública no processo de execução penal é requerer à autoridade 
competente a interdição, no todo ou em parte, do estabelecimento penal. 
 (MP/SC/ Promotor de Justiça de Santa Catarina/2016) Analise o item a seguir: 
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104 
Importante e legítimo órgão da execução penal é o Conselho da Comunidade, com atribuições 
conferidas pela própria Lei n. 7.210/84, dentre as quais: visitar semestralmente os estabelecimentos 
penais existentes na comarca; apresentar relatórios das visitações ao Promotor de Justiça com 
atribuição na área de execução penal; diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para 
melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento. 
 (MP/SC/ Promotor de Justiça de Santa Catarina/2016) Analise o item a seguir: 
Determina a Lei n. 7.210/84 que o preso provisório ficará separado do condenado por sentença 
transitada em julgado. Os presos condenados, da mesma forma, serão entre si separados de acordo com 
critérios como a reincidência e a gravidade do crime a que foram condenados. A legislação, contudo, 
não previu critérios de separação entre presos provisórios. 
 (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2009-Adaptada) Na ausência de juiz indicado na 
lei local de organização judiciária, a execução penal compete ao juiz prolator da sentença penal 
condenatória, com competência para autorizar saídas temporárias dos sentenciados e para compor e 
instalar o conselho da comunidade. 
 (FCC/Promotor de Justiça do Ceará/2011) Incumbe ao Conselho Penitenciário emitir parecer 
sobre 
a) progressão de regime nas condenações por crimes hediondos. 
b) comutação de pena. 
c) permissão de saída e saída temporária. 
d) indulto, ainda que fundado o pedido no estado de saúde do preso. 
e) regressão de regime. 
 (MP/SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2014) Segundo a LEP, compete somente ao Juiz 
da Execução Penal inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na sua comarca de 
atuação, encaminhando relatório ao representante do Ministério Público, o qual, constatando alguma 
irregularidade deverá se deslocar até o ergástulo para checar a situação e tomar as medidas legais 
pertinentes. 
 (MP/RN/ Promotor de Justiça do Rio Grande do Norte/2001) Analise o item a seguir: 
A execução penal se desenvolve interligando os planos jurisdicional e administrativo. Nos termos da Lei 
de Execução Penal (Lei 7210/84) pode-se dizer que compete ao juiz da execução decidir sobre detração, 
suspensão condicional do processo, livramento condicional e, na hipótese de causas extintivas de 
punibilidade ocorridas após o trânsito em julgado da sentença, extinção da punibilidade. 
 (MPGO/Promotor de Justiça de Goiás/2010 – Adaptada) Os estabelecimentos penais destinados 
a mulheres deverão possuir, exclusivamente, agentes do sexo feminino na segurança de suas 
dependências internas. 
 (MPSC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2014). Segundo dispõe a Lei nº 7210/84, a 
Penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, cumpri-la nos regimes fechado e semiaberto, 
sendo vedado expressamente para o cumprimento do regime aberto. 
 (MP/PR/Promotor de Justiça do Paraná/2008-Adaptada) Analise o item a seguir: 
A Cadeia Pública destina-se ao recolhimento de presos provisórios. 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
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a) O tempo remido pelo trabalho ou pelo estudo do preso são descontados do total da pena, não integrando o 
lapso necessário à obtenção da progressão; 
b) O juiz da execução pode, fundamentadamente, determinar a realização de exame criminológico para a 
avaliação do preenchimento dos requisitos exigidos do condenado para a progressão de seu regime; 
c) Os crimes hediondos e assemelhados admitema progressão de regime; 
d) É vedada a progressão per saltum de regime prisional; 
e) É vedada a fixação de pena substitutiva como condição especial ao regime aberto. 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/2016) Assinale a alternativa incorreta: 
a)Parte superior do formulário A0 O preso que presta oito horas de trabalho durante o dia e estuda no período 
noturno por quatro horas terá remidos dois dias de sua pena a cada três dias do exercício conjunto das referidas 
atividades; 
b) Em caso de falta grave devidamente reconhecida, o condenado perderá a totalidade dos dias remidos, 
recomeçando a contagem do novo período de trabalho ou estudo para fins de remição a partir da data da 
infração disciplinar; 
c) A remição da pena pelo estudo ocorre na proporção de 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de 
frequência escolar, divididas em no mínimo 3 (três) dias; 
d) O estudo por doze horas em apenas um dia não permite a remição de um dia da pena; 
e) O estudo por duas horas diárias durante seis dias autoriza o abatimento de um dia da pena. 
 (MPRN/ Promotor de Justiça do Rio Grande do Norte/2001). Analise o item a seguir: 
A execução penal se desenvolve interligando os planos jurisdicional e administrativo. Nos termos da Lei 
de Execução Penal (Lei nº 7210/84) pode-se dizer que a expedição de guia de recolhimento para execução 
constitui exigência para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade no regime estabelecido 
na sentença condenatória transitada em julgado. 
 (MPPR/Promotor de Justiça do Paraná/ 2009-Adaptada) Analise o item a seguir: 
Revoga-se, obrigatoriamente, o livramento condicional se o sentenciado é condenado a pena privativa 
de liberdade, por crime cometido durante a vigência do benefício, ainda que exista a apelação interposta 
contra a condenação pelo segundo crime. 
 (MPMG/ Promotor de Justiça de Minas Gerais/2014) No que tange a permissão de saída, assinale 
a resposta INCORRETA: 
a) Pode ser concedida em caso de falecimento da companheira. 
b) Pode ser concedida em caso de doença grave de ascendente. 
c) Pode ser concedida para tratamento médico. 
d) Pode ser concedida para estudo em estabelecimento fora do presídio. 
 (MPE/CE/Promotor de Justiça do Ceará/2020) De acordo com a Lei de Execução Penal (LEP), 
o órgão da execução penal destinado especificamente a prestar assistência aos albergados e aos egressos 
é 
a) o patronato. 
b) a casa de albergado. 
c) o conselho penitenciário. 
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d) o conselho da comunidade. 
e) o departamento penitenciário. 
 (MPE/PR/Promotor de Justiça do Paraná/2019) Analise as assertivas abaixo e assinale 
a incorreta: 
a) Incumbe à Defensoria Pública visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado 
funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
b) Incumbe ao Conselho da Comunidade, visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais 
existentes na comarca. 
c) Incumbe ao Patronato visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado 
funcionamento, e requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
d) Incumbe ao Ministério Público visitar mensalmente os estabelecimentos penais, registrando sua presença 
em livro próprio. 
e) Compete ao Juiz da Execução inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providências 
para o adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, a apuração de responsabilidade. 
 (CESPE/Promotor de Justiça do Ceará/2020) Mário e Tiago estão em regime semiaberto, têm 
bom comportamento e já cumpriram mais da metade da pena. Mário foi comunicado do falecimento de 
sua irmã e deseja ir ao funeral dela. Tiago deseja visitar a família e participar do casamento de uma 
prima. Ambos preenchem os demais requisitos legais para a saída. 
Nessa situação, deve-se 
a) negar a ambos os condenados os pedidos, porque não cabe autorização de saída nas hipóteses indicadas. 
b) permitir a saída temporária, sem escolta, de ambos os condenados. 
c) permitir a saída, com escolta, de ambos os condenados. 
d) permitir a saída, sem escolta, de Mário; e a saída temporária, com escolta, de Tiago. 
e) permitir a saída, com escolta, de Mário; e a saída temporária, sem escolta, de Tiago. 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Segundo os termos da Súmula n. 534 do 
STJ, a prática de falta grave interrompe a contagem do prazo para a progressão de regime de 
cumprimento de pena, o qual se reinicia a partir do cometimento dessa infração. Por sua vez, dispõe a 
Súmula n. 535 do STJ que a prática de falta grave não interrompe o prazo para fim de comutação de 
pena ou indulto. 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Dispõe a Lei n. 7.210/1984 que o 
condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por 
estudo, parte do tempo de execução da pena. A contagem de tempo referida será feita à razão de: 1 (um) 
dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar – atividade de ensino fundamental, médio, 
inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional – divididas, no mínimo, 
em 3 (três) dias; e 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho. 
 (MPE-SC/Promotor de Justiça de Santa Catarina/2019) Nos termos da Lei de Execução Penal, 
no caso de mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças, adolescentes ou pessoas com 
deficiência, os requisitos para progressão de regime são, cumulativamente: não ter cometido crime com 
violência ou grave ameaça a pessoa; não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente; ter 
cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior; ser primária e ter bom comportamento 
carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento; e não ter integrado organização criminosa. 
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Defensor 
 (CESPE/Defensor Público do Tocantins/2013) Assinale a opção correta no que concerne à 
remição penal, de acordo com a LEP. 
a) Os presos custodiados em decorrência do cumprimento de medida cautelar privativa de liberdade poderão 
remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo da execução provisória da pena. 
b) O sentenciado que sofrer acidente no trabalho e, consequentemente, ficar impossibilitado de prosseguir 
trabalhando e estudando continuará a se beneficiar com a remição apenas pelo trabalho. 
c) A remição, de acordo com preceito expresso na LEP, será declarada mensalmente pelo juiz da execução, 
com base nos registros do condenado acerca dos dias trabalhados e (ou) de estudo, ouvidos MP e a defesa. 
d) A remição pelo trabalho e pelo estudo contempla os condenados que cumpram pena em regime fechado, 
semiaberto e aberto, não se estendendo aos que estejam em gozo de liberdade condicional. 
e) A LEP veda, de forma expressa, a cumulação de horas diárias de trabalho e de estudo para idêntica finalidade 
de remição, definindo, no mínimo, três dias por semana para estudo e o restante para o trabalho, de forma a se 
compatibilizarem. 
 (FCC/Defensor Público de São Paulo/2009) Abzuilson, em razão de progressão de regime de 
cumprimento de pena, cumpria pena em regime aberto quando foi autuada ao processo de execução 
nova condenação pela prática de crime cometido antes de ser progredido. O juiz da execução penal deve 
 a) ouvi-lo nos termos do art. 118, § 2o da Lei de Execução Penal e regredi-lo para o regime fechado. 
b) ouvi-lo nos termos do art. 118, § 2o da Lei de Execução Penal e regredi-lo para o regime semi-aberto, 
porque não há regressão por salto. 
 c) regredi-lo com fundamento no art. 52 da Lei de Execução Penal, que diz que a prática de fato previsto 
como crime doloso é falta grave. 
d) aplicaro art. 111 da Lei de Execução Penal para determinar que a pena mais grave seja cumprida primeiro. 
 e) aplicar o art. 111 da Lei de Execução Penal e fixar o regime de cumprimento de acordo com o resultado 
das penas somadas, descontadas a remição e a detração. 
 (UFPR/Defensor Público do Paraná/2014). Em 26.06.2013, Paulo, primário, foi preso em 
flagrante sob a acusação de venda de drogas, em estável associação com outros quatro indivíduos, 
estando incursos nos crimes de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06, sem a diminuição 
prevista no §4º do mesmo artigo) e associação para o tráfico (art. 35 da lei nº 11343/06). Na data de hoje, 
foi simultaneamente condenado, em decisão definitiva, por ambos os delitos. Você, defensor público em 
exercício junto à Vara de Execuções Penais, atuando na defesa dos interesses de Paulo, deverá requer a 
concessão da progressão de regime após o cumprimento de: 
a) 2/5 do total da pena aplicada; 
b) 3/5 do total da pena aplicada; 
c) 2/5 pela associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo crime de 
tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei 11343/06). 
d) 1/4 do total da pena aplicada; 
e) 2/5 da pena pelo crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11343/06), mais 1/6 da pena pelo crime 
de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11343/06). 
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 (DPPB/Defensor Público da Paraíba/2014) Segundo a Lei de Execução Penal, são órgãos da 
execução penal: 
a) o Conselho da comunidade e a direção do estabelecimento penal. 
b) a Defensoria Pública e o Patronato, mas não o Ministério Público. 
c) o Juízo da Execução Penal e o Conselho Penitenciário. 
d) o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, mas não o Patronato. 
e) a direção do estabelecimento prisional e os Departamentos Penitenciários, mas não a Defensoria Pública. 
 (DPGO/ Defensor Público de Goiás/2014) Nos termos da lei nº7.210/84, a Defensoria Pública 
velará pela regular execução da pena e da medida de segurança, oficiando, no processo executivo e nos 
incidentes da execução, para a defesa dos necessitados em todos os graus e instâncias, de forma 
individual e coletiva, incumbe, ainda, à Defensoria Pública: 
a) fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento. 
b) supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. 
c) estimular e promover a pesquisa criminológica. 
d) compor e instalar o Conselho da Comunidade. 
e) requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir. 
 (FCC/ Defensor Público do Espírito Santo/2016) Sobre as autorizações de saída, 
 a) somente poderão ser concedidas com prazo mínimo de quarenta e cinco dias de intervalo entre uma e outra. 
 b) são cabíveis apenas no regime semiaberto. 
 c) a saída temporária será concedida pelo diretor do estabelecimento prisional. 
 d) o lapso temporal para deferimento da saída temporária ao reincidente é de um quarto. 
e) o Decreto natalino de saída temporária é de competência exclusiva do Presidente da República. 
 (FCC/Defensor Público do Espírito Santo/2016) O juiz poderá definir a fiscalização por meio da 
monitoração eletrônica quando conceder 
Parte superior do formulário 
a)indulto. 
b)comutação. 
c)livramento condicional. 
d) prisão domiciliar. 
e)progressão ao regime semiaberto. 
 (FCC/Defensor Público da Bahia/2016) Considerando as disposições constantes na Lei de 
Execuções Penais, no que toca às saídas dos condenados do estabelecimento prisional, 
a) a permissão de saída pode ser deferida para os condenados dos regimes fechado e semiaberto, bem como 
aos presos provisórios. 
b) para que o condenado conquiste o direito às saídas temporárias, é necessário que atinja 1/6 da pena, se 
primário, e 1/2, se reincidente. 
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c) as saídas temporárias poderão ser deferidas aos presos do regime fechado, mediante escolta, caso exista 
efetivo de servidores na comarca, para frequência a curso supletivo profissionalizante. 
d) as saídas temporárias serão deferidas pelo diretor da casa prisional. 
e) a permissão de saída não pode ser concedida pelo diretor do estabelecimento prisional para os condenados 
do regime fechado, pois nesse caso deverá haver autorização judicial. 
Procurador 
 (FGV/ Procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso/2013) De acordo com 
entendimentos firmados em enunciados de súmulas elaborados pelos Tribunais Superiores sobre 
aplicação e execução de pena, assinale a afirmativa correta. 
a) É inadmissível a fixação de pena substitutiva (Art. 44, CP) como condição especial ao regime aberto. 
b) Assim como a regressão, a progressão de regime pode ocorrerper saltum. 
c) O condenado por crime hediondo cometido no ano de 2006, sendo primário, deverá cumprir pelo menos 
2/5 da pena privativa de liberdade para obter progressão de regime. 
d) A opinião pessoal do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime praticado é fundamento suficiente 
para aplicação de regime mais severo do que o quantum da pena permite. 
Delgado de Polícia 
 (CESPE/Delegado de Polícia da Bahia/2013) Analise o item a seguir: 
O indivíduo penalmente imputável condenado em 2013 à pena privativa de liberdade de vinte e três 
anos de reclusão pela prática do crime de extorsão seguido de morte poderá ser beneficiado, no decorrer 
da execução da pena, pela progressão de regime após o cumprimento de dois quintos da pena, se for réu 
primário, ou de três quintos, se reincidente. 
 (CESPE/ Delegado de Polícia da Bahia/2013-Discursiva) Antônio foi condenado a cumprir pena 
em regime semiaberto e, após o trânsito em julgado da sentença que determinou o imediato 
cumprimento da pena, foi encaminhado a uma cadeia pública pelo delegado responsável, sob o 
argumento de que não havia vaga disponível no estabelecimento apropriado ao cumprimento do regime 
semiaberto. Interpelado pela defesa do condenado, o delegado informou que, assim que surgisse uma 
vaga, Antônio seria imediatamente transferido da cadeia pública para estabelecimento apropriado. Em 
face dessa situação hipotética, esclareça, de forma justificada, com base na legislação e na 
jurisprudência, se a conduta do delegado foi adequada e se violou algum preceito constitucional. Aponte, 
ainda, o que deveria ter sido feito quanto ao cumprimento da pena. 
Outros 
 (CEPERJ/Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária da SEAP do RJ/2012). O 
ocupante do cargo de diretor de estabelecimento deverá satisfazer como requisito, nos termos da Lei de 
Execução Penal ser portador de diploma de nível superior em Direito ou em: 
a) Pedagogia; 
b) Filosofia; 
c) Contabilidade; 
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104 
d) Engenharia; 
e) Letras. 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espírito Santo/2013) No estabelecimento para mulheres, 
somente se permitirá o trabalho de pessoal do sexo feminino, salvo quando tratar-se de 
a) ocupante do cargo de diretor. 
b) pessoal técnico especializado. 
c) portador de diploma de nível superior em Psicologia. 
d) portador de diploma de nível superior em Direito. 
e) ocupante do cargo de vistoriador. 
 (CEPERJ/Inspetor de Segurança e Administração Penitenciária/2012) Dentre as competências 
do Juízo da Execução, nos termos da Lei de Execução Penal, não se inclui decidir sobre: 
a) aplicação de pena disciplinar de isolamento; 
b) detração da pena; 
c) suspensão condicional da pena; 
d) livramento condicional; 
e) incidentes da execução; 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espirito Santo/2013). A Casa do Albergado destina-se ao 
cumprimento depena privativa de liberdade em regime aberto, e a pena de 
a) detenção; 
b) reclusão; 
c) limitação de fim de semana; 
d) interdição temporária de direitos; 
e) multa. 
 (VUNESP/Agente Penitenciário do Espirito Santo/2013). No Centro de Observação realizar-se-
ão os exames gerais e o criminológico, cujos resultados serão encaminhados 
a) ao defensor público do preso primário; 
b) ao defensor particular do preso provisório; 
c) ao Juiz da condenação; 
d) à Comissão Técnica de Classificação; 
e) ao Diretor do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico. 
 (VUNESP/Analista de Promotoria do Ministério Público de São Paulo/2015). Sobre as espécies 
de pena e regime previstos no Código Penal, tem-se que: 
 a) se condenado ao cumprimento de pena maior que 4 anos e menor que 8 anos, tem direito o réu, em qualquer 
hipótese, de iniciá-la no regime semiaberto. 
 b) as penas de reclusão e detenção podem ter cumprimento iniciado no regime aberto, semiaberto e fechado, 
conforme o caso. 
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 c) para a determinação do regime inicial de cumprimento, devem ser considerados os critérios previstos no 
artigo 59, do Código Penal. 
 d) tem o condenado o direito de não ter agravado o seu regime de pena (regressão), podendo, no máximo, ter 
indeferida a sua progressão de regime. 
GABARITO 
Magistratura 
1. D 
2. INCORRETA 
3. INCORRETA 
4. INCORRETA 
5. C 
6. B 
7. B 
8. D 
9. B 
10. D 
Promotor 
11. B 
12. CORRETA 
13. INCORRETA 
14. INCORRETA 
15. CORRETA 
16. B 
17. INCORRETA 
18. INCORRETA 
19. CORRETA 
20. INCORRETA 
21. CORRETA 
22. A 
23. B 
24. CORRETA 
25. INCORRETA 
26. D 
27. A 
28. C 
29. E 
30. CORRETA 
31. CORRETA 
32. INCORRETA 
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Defensor 
33. A 
34. E 
35. E 
36. C 
37. E 
38. D 
39. D 
40. A 
Procurador 
41. A 
Delegado de Polícia 
42. CORRETA 
43. DISCURSIVA 
Outros 
44. A 
45. B 
46. A 
47. C 
48. D 
49. C 
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cj.estrategia.com | 105pena (art. 151 da LEP). 
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A conversão da pena restritiva de direitos e de multa em privativa de liberdade; Primeiramente, devemos 
lembrar que não há mais possibilidade de conversão da pena de multa em pena privativa de liberdade em razão 
da nova redação do art. 51 do CP dada pela Lei 9296/96, ou seja, nessa parte houve uma revogação tácita pela 
nova redação do art. 51 do CP. Assim, a multa é considerada dívida de valor e sua execução se fará pela lei nº 
6830/80 (execução fiscal). Só lembrando que o não pagamento da multa estipulada em transação penal autoriza 
a continuidade da persecução penal, conforme súmula vinculante 35 do STF, nos seguintes termos: A 
homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material 
e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior, possibilitando-se ao Ministério Público a 
continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito 
policial. A pena restritiva de direitos converte-se em pena privativa de liberdade quando ocorrer o 
descumprimento injustificado da restrição imposta ou se surgir condenação a pena privativa de liberdade por 
outro crime (art. 44, §§ 4º e 5º, do CP). 
A conversão da pena privativa de liberdade em restritivas de direitos: Essa matéria está regulamentada 
no art. 180 da LEP. A pena privativa de liberdade não superior a 2 anos, poderá ser convertida em restritivas 
de direitos, desde que: I – o condenado a esteja cumprindo em regime aberto; II – tenha sido cumprido pelo 
menos ¼ da pena; III – os antecedentes e a personalidade do condenado indiquem ser a conversão 
recomendável. 
A aplicação da medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de segurança; 
A revogação da medida de segurança. 
A desinternação e o restabelecimento da situação anterior; 
O cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca. Essa hipótese nada mais é do que a 
transferência de preso ou paciente judiciário (aquele que cumpre medida de segurança). 
A remoção do condenado na hipótese prevista no §1º, do artigo 86, desta Lei. Essa hipótese versa sobre 
a Lei n. 11.671/2008, que regula a transferência e a inclusão de presos em estabelecimentos penais federais de 
segurança máxima, que se dará no interesse da segurança pública ou do próprio preso, condenado ou 
provisória. 
 VI – zelar pelo cumprimento da pena e da medida de segurança. Vale dizer, o Juízo da 
Execução Penal deve zelar pelo cumprimento das disposições da sentença ou decisão judicial no 
tocante à execução penal. 
 VII – inspecionar, mensalmente, os estabelecimentos penais, tomando providência para o 
adequado funcionamento e promovendo, quando for o caso, apuração de responsabilidade. 
O juiz vistoriar mensalmente os estabelecimentos penais para verificar o seu adequado 
funcionamento. A Resolução 47/2007 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também prevê que 
os Juízes das Varas de Execuções Penais realizem inspeções mensais aos estabelecimentos penais 
sob sua responsabilidade. 
 VIII – interditar, no todo ou em parte, estabelecimento penal que estiver funcionando em 
condições inadequadas ou com infringência aos dispositivos da LEP. 
 IX – compor e instalar o Conselho da Comunidade. A matéria está regulada nos artigos 80 e 
81 da LEP. 
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 X – emitir anualmente atestado de pena a cumprir. A expedição desse atestado anual foi 
regulamentada pelos arts. 12 e 13 da Resolução de nº 113 do CNJ2. Lembre-se que é direito do 
preso receber anualmente esse atestado, sob pena de responsabilidade do juiz competente (art.41, 
XVI, da LEP). Afinal de contas, ao menos uma vez por ano, o preso deve receber esse documento 
para saber o saldo de pena a cumprir. 
1.3 - Ministério Público 
O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a 
defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art. 127, 
caput, da CF). 
Pois bem. Durante o processo de conhecimento, nas ações penais públicas, o Ministério Público se revela de 
modo preponderante como parte na relação jurídica processual, ou seja, como sujeito parcial. Já em sede de 
execução penal, o MP é enxergado como custos legis, ou seja, fiscalizará a execução da pena e da medida 
de segurança a fim de verificar o cumprimento integral do título executivo judicial formado, oficiará 
ainda no processo executivo e nos incidentes da execução (art. 67 da LEP). 
O artigo 68 da LEP apresenta um rol exemplificativo das atribuições do MP. Vejamos: 
I - fiscalizar a regularidade formal das guias de recolhimento e de internamento; 
II - requerer: 
a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo; 
b) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução. Haverá excesso ou desvio de 
execução sempre que algum ato for praticado além dos limites fixados na sentença, em normas 
legais ou regulamentares; 
c) a aplicação de medida de segurança, bem como a substituição da pena por medida de 
segurança; 
d) a revogação da medida de segurança; 
 
 
2 Resolução de nº 113 do CNJ: Art. 112. A emissão de atestado de pena a cumprir e a respectiva entrega ao apenado, mediante 
recibo, deverão ocorrer: 
I – no prazo de sessenta dias, a contar da data do início da execução da pena privativa de liberdade; II – no prazo de sessenta dias, a 
contar da data do reinício do cumprimento da pena privativa de liberdade; III – para o apenado que já estiver cumprindo pena 
privativa de liberdade, até o último dia útil do mês de janeiro de cada ano; 
Art. 113. Deverão constar do atestado anual de cumprimento de pena, dentre outras informações consideradas relevantes, as 
seguintes: 
I – o montante da pena privativa de liberdade; 
II – o regime prisional de cumprimento de pena; 
III – a data do início do cumprimento da pena e a data, em tese, do término do cumprimento integral da pena; 
IV – a data a partir da qual o apenado, em tese, poderá postular a progressão do regime prisional e o livramento condicional. 
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e) a conversão de penas, a progressão ou regressão nos regimes e a revogação da suspensão 
condicional da pena e do livramento condicional; 
f) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior. 
III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária, durante a execução. 
O órgão do Ministério Público visitará mensalmente os estabelecimentos penais, registrando a sua presença 
em livro próprio. 
1.4 - Conselho Penitenciário 
O Conselho Penitenciário é órgão consultivo e fiscalizador da execução da pena. São funções consultiva e 
fiscalizatória. 
Professor, qual é a composição do Conselho Penitenciário? 
O Conselho será integrado por membros nomeados pelo Governador do Estado, do Distrito Federal e dos 
Territórios, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário 
e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade. A legislação federal e estadual regulará 
o seu funcionamento. O mandato dos membros do Conselho Penitenciário terá a duração de 4 (quatro) anos. 
Quais são as atribuições do Conselho Penitenciário? 
I - emitir parecer sobre indulto e comutação de pena, excetuada a hipótese de pedido de indulto 
com base no estado de saúde do preso. Atualmente não há mais necessidade de confecção de 
parecer do Conselho Penitenciário para a concessão de livramento condicional em razão da 
vigência da lei 10792/03II - inspecionar os estabelecimentos e serviços penais; 
III - apresentar, no 1º (primeiro) trimestre de cada ano, ao Conselho Nacional de Política 
Criminal e Penitenciária, relatório dos trabalhos efetuados no exercício anterior; 
IV - supervisionar os patronatos, bem como a assistência aos egressos. 
OBS: O rol de atribuições do art. 70 da LEP não é taxativo, haja vista que há outras atividades a ser 
desempenhadas por esse Conselho. Ex: art. 143 da LEP 
1.5 - Departamentos Penitenciários 
Primeiramente devemos destacar que existe o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), assim como 
há os Departamentos Penitenciário criados por leis locais. 
O Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), vinculado ao Ministério da Justiça, é um órgão executivo 
de Política Penitenciária Nacional e de apoio administrativo e financeiro do Conselho Nacional de Política 
Pública Criminal e Penitenciária. O DEPEN é o gestor e fiscalizador das penitenciárias federais. 
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Quais são as atribuições do DEPEN? 
I - acompanhar a fiel aplicação das normas de execução penal em todo o Território Nacional; 
II - inspecionar e fiscalizar periodicamente os estabelecimentos e serviços penais; 
III - assistir tecnicamente as Unidades Federativas na implementação dos princípios e regras 
estabelecidos nesta Lei; 
IV - colaborar com as Unidades Federativas mediante convênios, na implantação de 
estabelecimentos e serviços penais; 
V - colaborar com as Unidades Federativas para a realização de cursos de formação de pessoal 
penitenciário e de ensino profissionalizante do condenado e do internado. 
VI – estabelecer, mediante convênios com as unidades federativas, o cadastro nacional das vagas 
existentes em estabelecimentos locais destinadas ao cumprimento de penas privativas de 
liberdade aplicadas pela justiça de outra unidade federativa, em especial para presos sujeitos a 
regime disciplinar. Esse cadastro nacional das vagas tem relevância para o governo ter uma ideia 
das vagas ocupadas no sistema penitenciário. 
VII - acompanhar a execução da pena das mulheres beneficiadas pela progressão especial de 
que trata o § 3º do art. 112 da LEP, monitorando sua integração social e a ocorrência de 
reincidência, específica ou não, mediante a realização de avaliações periódicas e de estatísticas 
criminais. 
Incumbem também ao DEPEN a coordenação e supervisão dos estabelecimentos penais e de internamento 
federais e os resultados obtidos por meio do monitoramento e das avaliações periódicas, em função da 
efetividade da progressão especial para a ressocialização das mulheres de que trata o § 3º do art. 112 da LEP, 
avaliar eventual desnecessidade do regime fechado de cumprimento de pena para essas mulheres nos casos de 
crimes cometidos sem violência ou grave ameaça. 
Os Estados podem, por lei própria, criar Departamento Penitenciário ou órgão similar (ex: Secretaria de 
Administração Penitenciária), com as atribuições que estabelecer. Esse órgão deverá supervisionar e coordenar 
os estabelecimentos penais estaduais. 
Professor, quais são os requisitos para alguém figurar como diretor do estabelecimento penal? 
Segundo as Regras mínimas da ONU, o diretor do estabelecimento penal deverá ser qualificado pela função, 
por seu caráter, capacidade administrativa, formação adequada e experiência na matéria (regra nº 50.1). Em 
conformidade com esses parâmetros, a LEP fixou as seguintes condições para o ocupante do cargo de diretor 
de estabelecimento: 
I - ser portador de diploma de nível superior de Direito, ou Psicologia, ou Ciências Sociais, ou 
Pedagogia, ou Serviços Sociais; 
II - possuir experiência administrativa na área; 
III - ter idoneidade moral e reconhecida aptidão para o desempenho da função. 
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O diretor deverá residir no estabelecimento, ou nas proximidades, e dedicará tempo integral à sua função. 
O Quadro do Pessoal Penitenciário será organizado em diferentes categorias funcionais, segundo as 
necessidades do serviço, com especificação de atribuições relativas às funções de direção, chefia e 
assessoramento do estabelecimento e às demais funções. 
A escolha do pessoal administrativo, especializado, de instrução técnica e de vigilância atenderá a vocação, 
preparação profissional e antecedentes pessoais do candidato. O ingresso do pessoal penitenciário, bem como 
a progressão ou a ascensão social funcional dependerão de cursos específicos de formação, procedendo-se à 
reciclagem periódica dos servidores em exercício. 
No estabelecimento para mulheres somente se permitirá o trabalho do pessoal do sexo feminino, salvo quando 
se tratar de pessoal técnico especializado. Com isso, evita-se o risco de relacionamentos afetivos e sexuais 
entre agentes penitenciários e presas. 
1.6 - Patronato 
O patronato público ou particular destina-se a prestar assistência aos albergados (condenado em regime 
aberto) e aos egressos (o liberado definitivo, pelo prazo de 1 ano a contar da saída do estabelecimento e o 
liberado condicional, durante o período de prova). 
Além dessa função de assistência aos albergados e aos egressos, o patronato também tem atribuições sociais 
e fiscalizadoras: a) orientar os condenados à pena restritiva de direitos; b) fiscalizar o cumprimento das 
penas de prestação de serviço à comunidade e de limitação de fim de semana; c) colaborar na fiscalização do 
cumprimento das condições da suspensão e do livramento condicional. 
O patronato é um importante instrumento de participação da sociedade na execução das penas! 
 
OBS: O Conselho Penitenciário supervisiona os patronatos (art. 70, IV, da LEP). 
1.7 - Conselho Da Comunidade 
Haverá, em cada comarca, um Conselho da Comunidade composto, no mínimo, por 1 (um) representante 
de associação comercial ou industrial, 1 (um) advogado indicado pela Seção da Ordem dos Advogados do 
Brasil, 1 (um) Defensor Público indicado pelo Defensor Público Geral e 1 (um) assistente social escolhido 
pela Delegacia Seccional do Conselho Nacional de Assistentes Sociais. Na falta de representação prevista no 
art. 80 da LEP, ficará a critério do Juiz da execução a escolha dos integrantes do Conselho. Lembre-se que 
compete ao Juiz da Execução Penal compor e instalar o Conselho da Comunidade (art. 66, IX, da LEP). 
 São atribuições do Conselho da Comunidade: 
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I - visitar, pelo menos mensalmente, os estabelecimentos penais existentes na comarca; 
II - entrevistar presos; 
III - apresentar relatórios mensais ao Juiz da execução e ao Conselho Penitenciário; 
IV - diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso 
ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento. 
1.8 - Defensoria Pública 
 
Defensoria Pública foi incluída como órgão de execução na LEP por meio da Lei nº 12.313/2010, de forma 
a assegurar o amplo acesso à Justiça pelos presos, egressos e seus familiares, desde que não tenham condições 
de custear os serviços de um advogado. Afinal de contas, a Defensoria Pública é instituição permanente, 
essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime 
democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em 
todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos 
necessitados, assim considerados na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. 
O artigo 81-B da LEP apresenta um rol exemplificativo das atribuições da Defensoria Pública. Vejamos: 
I - requerer:a) todas as providências necessárias ao desenvolvimento do processo executivo; 
b) a aplicação aos casos julgados de lei posterior que de qualquer modo favorecer o 
condenado; 
c) a declaração de extinção da punibilidade; 
d) a unificação de penas; 
e) a detração e remição da pena; 
f) a instauração dos incidentes de excesso ou desvio de execução; 
g) a aplicação de medida de segurança e sua revogação, bem como a substituição da pena por 
medida de segurança; 
h) a conversão de penas, a progressão nos regimes, a suspensão condicional da pena, o 
livramento condicional, a comutação de pena e o indulto; 
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i) a autorização de saídas temporárias; 
j) a internação, a desinternação e o restabelecimento da situação anterior; 
k) o cumprimento de pena ou medida de segurança em outra comarca; 
l) a remoção do condenado na hipótese prevista no § 1o do art. 86 desta Lei; 
II - requerer a emissão anual do atestado de pena a cumprir; 
III - interpor recursos de decisões proferidas pela autoridade judiciária ou administrativa durante 
a execução; 
IV - representar ao Juiz da execução ou à autoridade administrativa para instauração de 
sindicância ou procedimento administrativo em caso de violação das normas referentes à execução 
penal; 
V - visitar os estabelecimentos penais, tomando providências para o adequado funcionamento, e 
requerer, quando for o caso, a apuração de responsabilidade; 
VI - requerer à autoridade competente a interdição, no todo ou em parte, de estabelecimento 
penal. 
O órgão da Defensoria Pública visitará periodicamente os estabelecimentos penais, registrando a sua 
presença em livro próprio. 
ESTABELECIMENTOS PENAIS 
1 - DOS ESTABELECIMENTOS PENAIS 
1.1 - Disposições Gerais 
Os estabelecimentos penais destinam-se ao condenado (fechado, semiaberto e aberto), ao paciente judiciário 
(aquele submetido à medida de segurança), ao preso provisório e ao egresso. 
Os estabelecimentos, em linhas gerais, são os seguintes: 
Penitenciária: é o local previsto para o cumprimento da pena em regime fechado 
Colônia Agrícola, Industrial ou Similar é o local previsto para cumprimento da pena em regime 
semiaberto 
Casa de Albergado é o local previsto ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime aberto e 
para o cumprimento da pena de limitação de fim de semana (pena restritiva de direito) 
Centro de Observação é o local onde se realiza os exames gerais e o criminológico. 
Hospital de Custódia e Tratamento é o local previsto para os inimputáveis e os imputáveis descritos no 
artigo 26, caput e parágrafo único do CP. 
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Cadeia Pública é o local previsto para os presos provisórios. 
Não custa lembrar que o art. 5º, XLVIII, da CF estabelece que a pena será cumprida em estabelecimentos 
distintos de acordo com a natureza do delito, a idade o sexo do apenado. Em razão disso, a mulher (visando 
protegê-la de abusos sexuais) e o idoso (em virtude de sua notória fragilidade física) serão recolhidos, 
separadamente, em estabelecimento próprio e adequado à sua condição pessoal. 
Reparem ainda que no mesmo espaço pode existir distintos estabelecimentos (art. 82, §2º, da LEP). Todavia, 
é necessário que haja o indispensável isolamento desse local para que abrigue apenados com as mesmas 
características. O que eu quero dizer é que, devidos aos inúmeros problemas financeiros, o Estado pode num 
único lugar criar vários estabelecimentos, ou seja, prédios específicos para mulheres, idosos, presos 
provisórios, condenados com alta periculosidade. 
Professor, qual será a estrutura do estabelecimento penal? 
O estabelecimento penal, conforme a sua natureza, deverá contar em suas dependências com áreas e serviços 
destinados a dar assistência, educação, trabalho, recreação e prática esportiva. Haverá instalação destinada a 
estágio de estudantes universitários. Serão instaladas salas de aulas destinadas a cursos de ensino básico e 
profissionalizante (instrumento importante para a ressocialização do preso, bem como para a remição da pena) 
e, ainda, haverá uma instalação para a prestação de assistência jurídica pela Defensoria Pública. 
 
Os estabelecimentos penais destinados a mulheres serão dotados de berçário, onde as condenadas possam 
cuidar de seus filhos, inclusive amamentá-los, no mínimo, até 6 (seis) meses de idade (art.83, §2º, da 
LEP). Cumpre ainda alertá-los que esse direito previsto na LEP decorre de um direito constitucional 
consagrado no art. 5º, L, do Texto Maior, qual seja, às presidiárias serão asseguradas condições para que 
possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. 
Nesses estabelecimentos penais destinados ao atendimento de presidiárias, os agentes incumbidos da 
segurança de suas dependências internas serão, exclusivamente, do sexo feminino. 
Poderão ser objeto de execução indireta as atividades materiais acessórias, instrumentais ou 
complementares desenvolvidas em estabelecimentos penais, tais como: serviços de conservação, limpeza, 
informática, copeiragem, portaria, recepção, reprografia, telecomunicações, lavanderia e manutenção de 
prédios, instalações e equipamentos internos e externos; serviços relacionados à execução de trabalho pelo 
preso. Na execução desses serviços pode compreender o fornecimento de materiais, equipamentos, máquinas 
e profissionais. A execução indireta será realizada sob supervisão e fiscalização do Poder Público. 
São indelegáveis as funções de direção, chefia e coordenação no âmbito do sistema penal, bem como todas 
as atividades que exijam o exercício do poder de polícia, tais como: classificação de condenados; aplicação 
de sanções disciplinares; controle de rebeliões; transporte de presos para órgãos do Poder Judiciário, hospitais 
e outros locais externos aos estabelecimentos penais. 
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O preso provisório ficará separado do condenado por sentença transitada em julgado. Essa exigência, 
além de estar prevista nas Regras mínimas da ONU para tratamento de reclusos (regra de nº 8, “b”3) e na 
Convenção Americana de Direitos Humanos (art.5º, item 44), estar prevista expressamente na LEP (art. 84, 
caput). Também haverá separação entre preso primário e o reincidente, evitando, assim, a influência do 
criminoso contumaz com aquele iniciante no mundo do crime. 
Os presos provisórios ficarão separados de acordo com os seguintes critérios: 
I - acusados pela prática de crimes hediondos ou equiparados; 
II - acusados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa; 
III - acusados pela prática de outros crimes ou contravenções diversos dos apontados nos incisos 
I e II. 
O preso que, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará em dependência 
separada. 
Os presos condenados ficarão separados de acordo com os seguintes critérios: 
I - condenados pela prática de crimes hediondos ou equiparados; 
II - reincidentes condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa; 
III - primários condenados pela prática de crimes cometidos com violência ou grave ameaça à 
pessoa; 
IV - demais condenados pela prática de outros crimes ou contravenções em situação diversa das 
previstas nos incisos I, II e III. 
O preso que tiver sua integridade física, moral ou psicológica ameaçada pela convivência com os demais 
presos ficarásegregado em local próprio. 
 
 
3 Regra de nº 8, “b”, das Regras Mínimas da ONU para tratamento de reclusos (1955): As pessoas presas preventivamente deverão 
ser mantidas separadas dos presos condenados; 
4 Art. 5º, item 4, da Convenção Americana de Direitos Humanos: Os processados devem ficar separados dos condenados, salvo em 
circunstâncias excepcionais, e ser submetidos a tratamento adequado à sua condição de pessoas não condenadas. 
 
 
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O preso que, ao tempo do fato, era funcionário da Administração da Justiça Criminal ficará em 
dependência separada. Motivo: Essa medida é indispensável para garantir a segurança desse preso, evitando 
assim eventuais represálias de outros detentos. 
 
O estabelecimento penal deverá ter lotação compatível com a sua estrutura e finalidade (Art. 
85, caput, da LEP - regra longe de ser obedecida no Brasil) 
O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária determinará o limite máximo de 
capacidade do estabelecimento, atendendo a sua natureza e peculiaridades. 
Em regra, a execução da pena se dá em lugar próximo à família e ao meio social do apenado, conforme 
determina o art. 103 da LEP. Todavia, esse direito do apenado não é inflexível. Vale dizer, com a devida 
fundamentação, as penas privativas de liberdade aplicadas pela Justiça de uma Unidade Federativa 
podem ser executadas em outra unidade, em estabelecimento local ou da União. 
EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM 
HABEAS CORPUS. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. POSSIBILIDADE. 
JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO STJ. DIREITO DOS REEDUCANDOS DE 
CUMPRIREM PENA EM LOCAL PRÓXIMO AO SEU MEIO SOCIAL E FAMILIAR. 
TRANSFERÊNCIA INDEFERIDA ANTE A INEXISTÊNCIA DE ESTABELECIMENTO 
PENAL COMPATÍVEL COM O REGIME INTERMEDIÁRIO NO LUGAR DE 
DESTINO. CONVENIÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA. AGRAVO 
DESPROVIDO. 
I - Há jurisprudência dominante, deste Superior Tribunal de Justiça, no sentido de que o 
direito do apenado a cumprir pena em local próximo ao seu meio social e familiar não é 
absoluto, podendo o juiz da execução indeferir pleito nesse sentido se houver fundadas razões 
para tanto. Está autorizado, portanto, o julgamento monocrático da matéria, nos termos do art. 
34, inciso XVIII, alínea 'b', do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (Redação dada 
pela Emenda Regimental n. 22, de 2016 - Em vigor desde 18/3/2016). 
II - Quando houver, nos autos, a informação da inexistência de lotação ou mesmo da completa 
ausência de estabelecimento penal adequado ao regime de cumprimento da pena na comarca onde 
moram os familiares do preso, não haveria flagrante constrangimento ilegal na manutenção do 
apenado em unidade penitenciária distante de sua família. (Precedentes). 
III - In casu, a eg. Corte estadual consignou que não existiria, no sul do Estado do Espírito Santo, 
estabelecimento penal apto a receber reeducandos que descontam a reprimenda no regime 
intermediário. 
Agravo regimental desprovido. (AgRg no RHC 75.591/ES, Rel. Ministro FELIX FISCHER, 
QUINTA TURMA, julgado em 15/12/2016, DJe 10/02/2017) 
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Conforme a natureza do estabelecimento, nele poderão trabalhar os liberados ou egressos que se dediquem 
a obras públicas ou ao aproveitamento de terras ociosas. 
Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa, definir o estabelecimento prisional 
adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos. 
A LEP estabeleceu em art. 85, §1º que a União Federal poderá construir estabelecimento penal em local 
distante da condenação para recolher os condenados, quando a medida se justifique no interesse da 
segurança pública ou do próprio condenado. A inclusão de preso em estabelecimento penal de segurança 
máxima, de responsabilidade da União, restou prevista pela lei nº 11.671/08. Essa inclusão de preso no sistema 
penitenciário federal se desenvolve em duas etapas. A primeira parte ocorre com a admissibilidade pelo juiz 
da origem da necessidade da transferência do preso para estabelecimento penal federal de segurança máxima. 
(arts. 3º e 4º da Lei 11.671/08). A segunda parte se dá com a admissão do preso mediante decisão 
fundamentada do juízo federal. Instruído os autos do processo de transferência, serão ouvidos, no prazo de 5 
(cinco) dias cada, quando não requerentes, a autoridade administrativa, o Ministério Público e a defesa, bem 
com o Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN, a quem é facultado indicar o estabelecimento penal 
federal mais adequado. A decisão que admitir o preso no estabelecimento penal federal de segurança máxima 
indicará o período de permanência. Havendo extrema necessidade, o juiz federal poderá autorizar a imediata 
transferência do preso e, após a instrução dos autos, decidir pela manutenção ou revogação da medida adotada. 
Professor, qual é o prazo máximo de permanência no presídio federal? 
O período de permanência será de até 3 (três) anos, renovável por iguais períodos, quando solicitado 
motivadamente pelo juízo de origem, observados os requisitos da transferência, e se persistirem os 
motivos que a determinaram (art. 10, §1º, da Lei 11.671/08, com redação dada pela Lei nº 13.964/19). De 
acordo com o art. 11-A da Lei nº 11.671/08, as decisões relativas à transferência ou à prorrogação da 
permanência do preso em estabelecimento penal federal de segurança máxima, à concessão ou à denegação 
de benefícios prisionais ou à imposição de sanções ao preso federal poderão ser tomadas por órgão colegiado 
de juízes, na forma das normas de organização interna dos tribunais.” 
Quem é o juízo competente para cuidar da execução penal em presídio federal? 
A atividade jurisdicional da execução penal nos estabelecimentos penais federais será desenvolvida pelo juízo 
federal da seção ou subseção judiciária em que estiver localizado o estabelecimento penal federal de 
segurança máxima ao qual for recolhido o preso5. Caberá à Defensoria Pública da União a assistência jurídica 
ao preso que estiver nos estabelecimentos penais federais de segurança máxima. 
Apenas a fiscalização da prisão provisória será deprecada, mediante carta precatória, pelo juízo de origem 
ao juízo federal competente, mantendo aquele juízo a competência para o processo de conhecimento e para os 
respectivos incidentes. 
Vamos imaginar a seguinte situação agora: O juiz de origem entende ser o caso de transferência do preso para 
o sistema penitenciário federal, porém o juízo federal rejeita tal transferência. O que fazer nessa situação? 
 
 
5 Art. 2º, parágrafo único, da Lei 11.671/08: O juízo federal de execução penal será competente para as ações de natureza penal que 
tenham por objeto fatos ou incidentes relacionados à execução da pena ou infrações penais ocorridas no estabelecimento penal 
federal. (redação dada pela Lei nº 13.964/19) 
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Nesse caso, o juiz de origem deverá suscitar conflito de competência perante o tribunal competente, que o 
apreciará em caráter prioritário. O mesmo procedimento deverá ser adotado quando rejeitada a permanência 
do preso em penitenciária de segurança máxima pelo Juízo Federal, porém o preso permanecerá no 
estabelecimento prisional federal enquanto não solucionado o conflito de competência. 
Destaco ainda a vocês a posição do STJ acerca da impossibilidade de o juízo Federal realizar juízo de valor 
acerca dos motivos dados pelo juízo Estadual para a manutenção do preso em presídio de segurança máxima 
(federal). Vejamos. 
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EMCONFLITO NEGATIVO DE 
COMPETÊNCIA. 1. TRANSFERÊNCIA PARA PRESÍDIO FEDERAL. RENOVAÇÃO 
REJEITADA. ART. 10, § 5º, DA LEI N. 11.671/2008. 2. PERMANÊNCIA DAS RAZÕES 
QUE ENSEJARAM O PEDIDO INICIAL. NECESSIDADE DE GARANTIA DA ORDEM 
PÚBLICA. POSIÇÃO DE LIDERANÇA DO DETENTO NO "COMANDO 
VERMELHO". MOTIVAÇÃO LEGAL. ARTS. 3º E 10, § 1º, DA LEI N.11.671/2008. 
3. IMPOSSIBILIDADE DE JUÍZO DE VALOR DO MAGISTRADO FEDERAL. MERA 
AFERIÇÃO DA LEGALIDADE DA MEDIDA. 4. PROGRESSÃO DE REGIME. 5. 
COMPETÊNCIA DO JUÍZO FEDERAL. 
1. A rejeição da renovação de permanência do apenado em presídio federal autoriza seja 
suscitado conflito de competência, nos termos do art. 10, § 5º, da Lei n. 11.671/2008. 
2. Persistindo as razões que ensejaram a transferência do preso para o presídio federal de 
segurança máxima, como afirmado pelo Juízo de Direito da Vara de Execuções Penais do Estado 
do Rio de Janeiro/RJ, a renovação da permanência do apenado é providência indeclinável, como 
medida excepcional e adequada para resguardar a ordem pública. Incidência do art. 3º do Decreto 
6.877/2009, que regulamenta a Lei supramencionada. 
3. Prevalece no Superior Tribunal de Justiça o entendimento no sentido de que, acaso 
devidamente motivado pelo Juízo estadual o pedido de manutenção do preso em presídio 
federal, não cabe ao Magistrado Federal exercer juízo de valor sobre a fundamentação 
apresentada, mas apenas aferir a legalidade da medida. Ressalva do ponto de vista do 
Relator. 
4. "A concessão do benefício da progressão de regime ao apenado em presídio federal de 
segurança máxima fica condicionada à ausência dos motivos que justificaram a transferência 
originária para esse sistema ou, ainda, à superação de eventual conflito de competência suscitado. 
Tal entendimento jurisprudencial deriva da interpretação sistemática dos dispositivos legais que 
norteiam o ingresso no Sistema Penitenciário Federal, os quais demonstram a absoluta 
incompatibilidade entre os motivos que autorizam a inclusão do preso e os benefícios liberatórios 
da execução" (CC n. 125.871/RJ, Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Seção, DJe 
7/6/2013)" (AgRg no CC 131.887/RJ, Terceira Seção, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe de 
3.4.2014). 
5. Situação em que a posição de liderança e a influência do apenado na organização criminosa 
conhecida como "Comando Vermelho - CV" aliadas à facilidade de comunicação com a 
organização criminosa acaso permanecesse recolhido num presídio do Estado do Rio de 
Janeiro recomendam a manutenção da segregação do apenado em presídio federal de segurança 
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máxima, reconhecendo-se a competência do Juízo Federal Corregedor da Penitenciária Federal 
de Mossoró - SJ/RN, ora suscitado, para prosseguir na execução da pena. 
6. Agravo regimental a que se nega provimento.(AgRg no CC 146.418/RJ, Rel. Ministro 
REYNALDO SOARES DA FONSECA, TERCEIRA SEÇÃO, julgado em 08/06/2016, DJe 
14/06/2016) 
1.2 - Penitenciária 
Esse estabelecimento penal, também denominado de presídio, destina-se ao condenado à pena de reclusão, 
em regime fechado. 
A LEP ainda menciona que União, Estados, DF e municípios poderão construir penitenciárias destinadas, 
exclusivamente, aos presos provisórios e condenados que estejam em regime disciplinar diferenciado. 
 
As penitenciárias devem ser compostas de celas individuais com área mínima de 6 m², com dormitório, 
aparelho sanitário e lavatório aeração, insolação e condicionamento térmico que garantam condições de 
salubridade. 
Percebam ainda que as penitenciárias femininas, além de terem os requisitos acima, também devem contar 
com uma seção para gestante e parturiente e de creche para abrigar crianças entre 6 meses e 7 anos, com a 
finalidade de assistir a criança desamparada cuja responsável estiver presa, sendo dado atendimento por 
pessoal qualificado e funcionamento em horários que proporcione melhor assistência à criança e à sua mãe. 
Já a penitenciária masculina, por razões de segurança, deve ser construída em locais afastado do centro 
urbano, mas não que impossibilite a visitação, medida importante para a finalidade ressocializadora da pena. 
1.3 - Colônia Agrícola, Industrial ou Similar 
O condenado a pena privativa de liberdade em regime semiaberto deve ser recolhido em colônia agrícola, 
industrial ou similar. 
Observada a seleção adequada e o limite de capacidade máxima para a satisfação da finalidade 
individualizadora da pena, os presos habitarão alojamentos coletivos, observando-se às condições mínimas de 
salubridade (insolação, aeração e temperatura). 
Questão interessante: O condenado cumpriu todas as condicionantes para a progressão do regime 
fechado para o semiaberto. Indaga-se: E se não existir vaga em colônia agrícola/industrial/similar? 
Comentários 
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O apenado não pode deixar de exercer um direito quanto ao regime carcerário por absoluta deficiência 
estrutural do Estado. Vale dizer, ele não pode permanecer no regime fechado se deveria estar no aberto. 
Para tanto, a jurisprudência do STJ entende que esse condenado pode cumprir pena no regime aberto ou, 
na falta de casa de albergado ou similar, em prisão domiciliar, até o surgimento de vaga em 
estabelecimento adequado. 
EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE 
RELATOR INDEFERITÓRIA DE LIMINAR. FLAGRANTE ILEGALIDADE. SUPERAÇÃO 
DA SÚMULA 691 DO STF. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. PERMANÊNCIA 
DO APENADO EM REGIME MAIS GRAVOSO POR AUSÊNCIA DE VAGAS EM 
ESTABELECIMENTO ADEQUADO. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. 
1. Esta Superior Corte de Justiça consolidou entendimento no sentido de não caber habeas corpus contra 
decisão que indefere liminar, nos termos do enunciado n. 691 da Súmula do STF, a menos que fique 
demonstrada flagrante ilegalidade, hipótese que justificaria a concessão da ordem de ofício. 
2. Na espécie, constata-se constrangimento legal evidente. Com efeito, firmou-se nesta Corte Superior 
de Justiça entendimento de que a inexistência de vaga em estabelecimento prisional compatível com o 
regime determinado no título condenatório, ou decorrente de progressão, permite ao condenado o 
cumprimento da reprimenda no modo menos gravoso. 
3. Assim, ante a deficiência do Estado em viabilizar a implementação da devida política carcerária, 
deve-se conceder ao paciente, em caráter excepcional, o cumprimento da pena em regime aberto ou, 
na falta de casa de albergado ou similar, em prisão domiciliar, até o surgimento de vaga em 
estabelecimento adequado. 
4. Habeas corpus não conhecido. Contudo, ordem concedida de ofício, para, confirmando a liminar 
anteriormente deferida, determinar que o paciente seja transferido para estabelecimento destinado 
ao cumprimento da pena no regime semiaberto ou, na ausência de vaga, aguarde, em regime aberto 
ou domiciliar, com monitoramento eletrônico, o surgimento de vaga. (HC 367.340/SP, Rel. Ministro 
REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 17/11/2016, DJe 25/11/2016) 
O STF, por sua vez, em sede de recurso extraordinário, ratificou a impossibilidade de alguém ser mantido em 
estabelecimento prisional mais gravoso em razão da falta de estrutura do sistema prisional brasileiro e ainda 
traçou critérios para colocação dos presos em regime carcerário mais brando quando não há vagas no 
estabelecimento penal adequado. Vejamos. 
Constitucional. Direito Penal. Execução penal. Repercussão geral. Recurso extraordinário 
representativo da controvérsia. 2. Cumprimento de pena em regime fechado, na hipótese deinexistir vaga em estabelecimento adequado a seu regime. Violação aos princípios da 
individualização da pena (art. 5º, XLVI) e da legalidade (art. 5º, XXXIX). A falta de 
estabelecimento penal adequado não autoriza a manutenção do condenado em regime 
prisional mais gravoso. 3. Os juízes da execução penal poderão avaliar os estabelecimentos 
destinados aos regimes semiaberto e aberto, para qualificação como adequados a tais 
regimes. São aceitáveis estabelecimentos que não se qualifiquem como “colônia agrícola, 
industrial” (regime semiaberto) ou “casa de albergado ou estabelecimento adequado” 
(regime aberto) (art. 33, § 1º, alíneas “b” e “c”). No entanto, não deverá haver alojamento 
conjunto de presos dos regimes semiaberto e aberto com presos do regime fechado. 4. 
Havendo déficit de vagas, deverão ser determinados: (i) a saída antecipada de sentenciado 
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no regime com falta de vagas; (ii) a liberdade eletronicamente monitorada ao sentenciado 
que sai antecipadamente ou é posto em prisão domiciliar por falta de vagas; (iii) o 
cumprimento de penas restritivas de direito e/ou estudo ao sentenciado que progride ao 
regime aberto. Até que sejam estruturadas as medidas alternativas propostas, poderá ser 
deferida a prisão domiciliar ao sentenciado. 5. Apelo ao legislador. A legislação sobre execução 
penal atende aos direitos fundamentais dos sentenciados. No entanto, o plano legislativo está tão 
distante da realidade que sua concretização é absolutamente inviável. Apelo ao legislador para que 
avalie a possibilidade de reformular a execução penal e a legislação correlata, para: (i) reformular 
a legislação de execução penal, adequando-a à realidade, sem abrir mão de parâmetros rígidos de 
respeito aos direitos fundamentais; (ii) compatibilizar os estabelecimentos penais à atual realidade; 
(iii) impedir o contingenciamento do FUNPEN; (iv) facilitar a construção de unidades 
funcionalmente adequadas – pequenas, capilarizadas; (v) permitir o aproveitamento da mão-de-
obra dos presos nas obras de civis em estabelecimentos penais; (vi) limitar o número máximo de 
presos por habitante, em cada unidade da federação, e revisar a escala penal, especialmente para o 
tráfico de pequenas quantidades de droga, para permitir o planejamento da gestão da massa 
carcerária e a destinação dos recursos necessários e suficientes para tanto, sob pena de 
responsabilidade dos administradores públicos; (vii) fomentar o trabalho e estudo do preso, 
mediante envolvimento de entidades que recebem recursos públicos, notadamente os serviços 
sociais autônomos; (viii) destinar as verbas decorrentes da prestação pecuniária para criação de 
postos de trabalho e estudo no sistema prisional. 6. Decisão de caráter aditivo. Determinação que 
o Conselho Nacional de Justiça apresente: (i) projeto de estruturação do Cadastro Nacional de 
Presos, com etapas e prazos de implementação, devendo o banco de dados conter informações 
suficientes para identificar os mais próximos da progressão ou extinção da pena; (ii) relatório sobre 
a implantação das centrais de monitoração e penas alternativas, acompanhado, se for o caso, de 
projeto de medidas ulteriores para desenvolvimento dessas estruturas; (iii) projeto para reduzir ou 
eliminar o tempo de análise de progressões de regime ou outros benefícios que possam levar à 
liberdade; (iv) relatório deverá avaliar (a) a adoção de estabelecimentos penais alternativos; (b) o 
fomento à oferta de trabalho e o estudo para os sentenciados; (c) a facilitação da tarefa das unidades 
da Federação na obtenção e acompanhamento dos financiamentos com recursos do FUNPEN; (d) 
a adoção de melhorias da administração judiciária ligada à execução penal. 7. Estabelecimento de 
interpretação conforme a Constituição para (a) excluir qualquer interpretação que permita o 
contingenciamento do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), criado pela Lei Complementar 
79/94; b) estabelecer que a utilização de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) 
para financiar centrais de monitoração eletrônica e penas alternativas é compatível com a 
interpretação do art. 3º da Lei Complementar 79/94. 8. Caso concreto: o Tribunal de Justiça 
reconheceu, em sede de apelação em ação penal, a inexistência de estabelecimento adequado 
ao cumprimento de pena privativa de liberdade no regime semiaberto e, como consequência, 
determinou o cumprimento da pena em prisão domiciliar, até que disponibilizada vaga. 
Recurso extraordinário provido em parte, apenas para determinar que, havendo viabilidade, 
ao invés da prisão domiciliar, sejam observados (i) a saída antecipada de sentenciado no 
regime com falta de vagas; (ii) a liberdade eletronicamente monitorada do recorrido, 
enquanto em regime semiaberto; (iii) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou 
estudo ao sentenciado após progressão ao regime aberto.(RE 641320, Relator: Min. GILMAR 
MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 11/05/2016, ACÓRDÃO ELETRÔNICO 
REPERCUSSÃO GERAL) 
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1.4 - Casa de Albergado 
A Casa do Albergado destina-se ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime aberto, e da pena 
de limitação de fim de semana (pena restritiva de direitos – art. 43, VI, do CP). 
Reparem que modo diverso da penitenciária, o prédio deverá situar-se em centro urbano, separado dos 
demais estabelecimentos, para facilitar o acesso ao trabalho e à escola e caracteriza-se pela ausência de 
obstáculos físicos contra a fuga. Afinal de contas, o regime aberto baseia-se na autodisciplina e senso de 
responsabilidade do condenado. 
No regime aberto, o condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso 
ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga. 
Em cada região (Comarca) haverá, pelo menos, uma Casa do Albergado, a qual deverá conter, além dos 
aposentos para acomodar os presos, local adequado para cursos e palestras, devendo o estabelecimento 
conter instalações para os serviços de fiscalização e orientação dos condenados. 
Questão interessante: O condenado cumpriu todas as condicionantes para a progressão do regime 
semiaberto para o aberto. Indaga-se: E se não existir vaga em Casa de Albergado? 
Comentários 
Nesse caso, a jurisprudência dos Tribunais Superiores é no sentido de que esse condenado cumpra 
pena em prisão domiciliar até o surgimento de vagas no regime aberto, ainda que não presentes 
qualquer circunstância do art. 117 da LEP6. Vejamos um julgado do STF sobre o assunto: 
PENA - CUMPRIMENTO - REGIME ABERTO - CASA DO ALBERGADO. A concretude do 
regime aberto pressupõe casa do albergado estrita aos que estejam submetidos a essa espécie de 
cumprimento da pena, havendo de dispor o local de condições a assegurarem a integridade física 
e moral do preso - dever do Estado, consoante disposto no inciso XLIX do artigo 5º da Constituição 
Federal. PRISÃO DOMICILIAR - CASA DO ALBERGADO INEXISTENTE OU IMPRÓPRIA. 
O rol normativo de situações viabilizadoras da prisão domiciliar não é exaustivo, cabendo observá-
la, se houver falha do aparelho estatal quanto a requisitos a revelarem a casa do albergado. (HC 
95334, Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator p/ Acórdão: Min. MARCO AURÉLIO, 
Primeira Turma, julgado em 03/03/2009) 
1.5 - Centro de Observação 
No Centro de Observação, que será instalado em unidade autônoma ou em anexo a estabelecimento penal, 
serão realizados os exames gerais e o criminológico, cujos resultados serão enviados à Comissão Técnica de 
Classificação. 
 
 
6 Art. 117 da LEP: Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se

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