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MICROBIOLOGIA - MICROBIOTA A microbiota normal é o conjunto de microrganismos que habitam em várias partes do nosso corpo, entre eles: bactérias e fungos. Estes evoluíram por meio de uma relação simbiótica com o hospedeiro e uma relação competitiva (por exemplo na região vaginal, onde temos a presença dos lactobaccilus e da candida que vivem em uma luta química produzindo produtos fundamentais para manter a homeostase e o pH local) com outras espécies, na qual o hospedeiro fornece um local para colonizar, além de nutrientes e os microrganismos fornecem funções metabólicas necessárias, sendo elas: ● Estimulam a imunidade inata e regulatória; ● Impedem a colonização por patógenos indesejáveis; ● Auxiliam na homeostase. A distribuição das bactérias na pele varia de acordo com o microbioma do sítio, nesse caso divididos em: sebáceo ou oleoso, úmido e seco. Composição da microbiota A composição da microbiota é influenciada pela higiene pessoal, (por exemplo: uso de sabonete, desodorantes, enxaguantes bucais, descamação da pele, enemas, duchas vaginais), dieta, medicamentos (principalmente antimicrobianos) e exposição a toxinas ambientais. Obs: o uso excessivo de duchas vaginais e sabonetes pode causar um desvio da flora vaginal, resultando em uma vaginose bacteriana (ocorre uma redução nos níveis dos lactobacillus, que são importantes para manter um ambiente ácido na vagina, e um aumento no crescimento de outras bactérias) ou fúngica (também conhecida como candidíase vaginal, é uma infecção vaginal causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans na vagina). Os sintomas nesses casos podem variar, mas geralmente incluem: 1. Corrimento vaginal espesso, branco e semelhante a coalhada; 2. Odor; 3. Coceira ou irritação vaginal; 4. Desconforto durante a micção ou relação sexual; Determinantes da microbiota Existem vários mecanismos que determinam a composição e a diversidade do microbioma, incluindo: ● Nascimento: A composição inicial do microbioma é influenciada pelos microrganismos transmitidos da mãe para o filho durante o parto e a amamentação. ➔ Parto normal: durante o parto normal, o bebê passa pelo canal vaginal da mãe, onde é exposto a uma variedade de microrganismos, incluindo bactérias benéficas como Lactobacillus. Essas bactérias formam uma parte importante do microbioma inicial do bebê. ➔ Parto cesárea: bebês nascidos por cesariana não são expostos aos microrganismos do canal vaginal da mãe, sendo seu primeiro contato geralmente com microrganismos encontrados na pele da mãe resultando em uma colonização inicial do microbioma por bactérias do gênero Staphylococcus, que são mais comuns na pele. ➔ Aleitamento materno: O leite materno é uma fonte rica de nutrientes e bioativos que promovem o crescimento de microrganismos benéficos no trato gastrointestinal do bebê. Além disso, o leite materno contém uma grande quantidade de bactérias vivas, sendo elas: Bifidobacterium e Lactobacillus, que são importantes para o desenvolvimento do microbioma intestinal do bebê. O leite materno também contém fatores imunológicos, como anticorpos e células imunológicas, que ajudam a modular a resposta imunológica do bebê e a protegê-lo contra infecções. Obs: as fórmulas infantis são projetadas para fornecer uma nutrição adequada para o bebê, mas não possui a mesma composição do leite materno, conferindo nenhuma imunidade e queda na microbiota inicial do bebê. ● Genética do hospedeiro: o perfil genético do hospedeiro pode influenciar a composição do microbioma. Alguns genes podem predispor uma pessoa a ter certos tipos de microrganismos em seu microbioma. ● Ambiente: Fatores ambientais como dieta, estilo de vida, exposição a agentes antimicrobianos, e até mesmo o ambiente físico em que uma pessoa vive, desempenham um papel crucial na determinação do microbioma. Ex: uma dieta rica em fibras tende a promover o crescimento de certos tipos de bactérias benéficas no intestino. ● Idade: o microbioma humano passa por mudanças significativas ao longo da vida. Por exemplo, o microbioma de um recém-nascido é bastante diferente do microbioma de um adulto, e essas mudanças podem ser influenciadas por diversos fatores. ● Interações microbianas: os próprios microrganismos no microbioma interagem entre si de várias maneiras. Algumas bactérias produzem metabólitos que podem beneficiar outras espécies, enquanto outras competem por recursos limitados. Essas interações afetam a composição do microbioma ao longo do tempo. ● Sistema imunológico: o sistema imunológico do hospedeiro desempenha um papel fundamental na regulação do microbioma, ajudando a manter um equilíbrio entre os microrganismos benéficos e patogênicos, e a resposta imune pode influenciar quais microrganismos serão capazes de colonizar o intestino. Tipos de microbiota ● Microbiota residente (autóctone): é composta pelos microrganismos que residem normalmente no corpo humano por períodos prolongados, às vezes durante toda a vida. Esses microrganismos estabelecem uma relação de simbiose com o hospedeiro, onde ambos se beneficiam mutuamente. Ex: a microbiota residente do trato gastrointestinal é composta por bactérias que ajudam na digestão de alimentos e sintetizam vitaminas essenciais. ● Microbiota transitória (alóctone): consiste em microrganismos que habitam temporariamente um ambiente do corpo humano, mas não se estabelecem permanentemente. Esses microrganismos podem ser adquiridos por meio do contato com o ambiente externo, outros indivíduos ou alimentos. Ex: ao entrar em contato com superfícies contaminadas, podemos adquirir temporariamente microrganismos em nossas mãos que serão removidos após a lavagem. Essa microbiota transitória pode ser facilmente alterada e removida por medidas simples, como a higienização adequada. ● Oportunista: refere-se a microrganismos que normalmente residem no corpo humano sem causar doenças, mas que podem vir a se tornar patogênicos em determinadas condições, como quando o sistema imunológico está comprometido ou quando ocorre um desequilíbrio na microbiota normal. Ex: algumas bactérias da microbiota cutânea podem se tornar oportunistas e causar infecções da pele se houver ferimentos ou danos na barreira cutânea. Da mesma forma, certas bactérias que normalmente residem no trato gastrointestinal podem se tornar oportunistas e causar infecções se houver uma queda na imunidade do hospedeiro ou um desequilíbrio na microbiota intestinal. Funções do microbioma ● Função de barreira: o microbioma atua como uma barreira protetora contra patógenos invasores, competindo por nutrientes e espaço nos sítios de colonização. Ex: no intestino humano, a microbiota residente impede a colonização de bactérias patogênicas, formando uma barreira física que dificulta sua aderência e crescimento. ➔ Produção de mucinas: As mucinas são proteínas gelatinosas produzidas pelas células epiteliais dos órgãos mucosos, como o intestino, e formam uma camada protetora que reveste esses tecidos. O microbioma intestinal estimula as células epiteliais a produzirem mucinas, que ajudam a proteger a mucosa contra os agentes patogênicos. ➔ Expressão de tight-junctions: ou junções oclusivas, são estruturas especializadas localizadas entre as células epiteliais que revestem os órgãos mucosos. Elas atuam como uma "barreira seletiva", controlando o trânsito de moléculas e microrganismos através do tecido epitelial. O microbioma intestinal age aumentando a expressão e a integridade das tight junctions, fortalecendo assim essa barreira mucosa e reduzindo a passagem de bactérias e toxinas do lúmen intestinal para a corrente sanguínea (um fenômeno conhecido como translocação bacteriana). ● Redução de Mediadores Inflamatórios: o microbioma pode modular a resposta inflamatória do organismo, reduzindo a produção de mediadores inflamatórios. Ex: microrganismos na microbiota intestinal, podem induzir a produção de citocinas anti-inflamatórias, dessa maneira, a microbiota age ajudando a prevenir a inflamação excessiva e a resposta imunológicadesregulada. ● Estimulação do Sistema GALT a Produzir Linfócitos: o tecido linfóide associado ao intestino (GALT) é responsável pela produção de linfócitos, células essenciais do sistema imunológico. O microbioma intestinal age estimulando o desenvolvimento adequado do GALT, promovendo a maturação de linfócitos e a resposta imunológica adaptativa. ● Secreção Antimicrobiana: o microbioma produz uma variedade de substâncias antimicrobianas que ajudam a controlar o crescimento de bactérias patogênicas. Ex: certas bactérias na microbiota intestinal produzem peptídeos antimicrobianos que podem inibir o crescimento de patógenos, contribuindo para a proteção contra infecções. ➔ Produção de Substâncias Antibacterianas pelas Células de Paneth: As células de Paneth são células secretoras localizadas nas criptas intestinais, especialmente no intestino delgado, elas produzem e secretam várias substâncias antimicrobianas, contendo lisozimas e peptídeos antimicrobianos, que têm a capacidade de matar ou inibir o crescimento de bactérias patogênicas. ➔ Modulação Genética e de Drogas: a microbiota intestinal possui uma ampla variedade de enzimas metabólicas que podem modificar a estrutura química de certas drogas. Esse processo, conhecido como biotransformação, pode resultar na ativação, inativação ou modificação das propriedades farmacológicas das drogas. Ex: alguns microrganismos podem metabolizar pró-fármacos (drogas inativas que precisam ser ativadas no corpo). Eixo intestino-cérebro: a comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, é influenciada pela microbiota. Microrganismos no intestino podem modular a função do sistema nervoso central, afetando o humor, o comportamento e até mesmo condições neurológicas como a ansiedade e a depressão (através dos neurotransmissores). Obs: é uma relação ecossistêmica, quando o nosso cérebro entende que algo pode causar efeito ao ser ingerido, mesmo não estando contaminado, o cérebro age estimulando a microbiota causando um desvio da flora intestinal e consequentemente diarreia. Esse eixo inclui: 1. Microbiota intestinal: o conjunto de microrganismos que habitam o trato gastrointestinal interagem com o sistema nervoso entérico e produzem uma variedade de metabólitos, como neurotransmissores, ácidos graxos de cadeia curta (butirato, propionato e acetato) e hormônios, que podem afetar a função cerebral e o comportamento. 2. Sistema nervoso entérico (SNE): (controla as funções de peristaltismo, secreção de substâncias e atividades endócrinas independente do SNC) o sistema nervoso entérico é uma rede complexa de neurônios que se estende ao longo do trato gastrointestinal e regula várias funções digestivas. Ele atua como um "cérebro" independente do sistema nervoso central e pode receber e enviar sinais para o cérebro. 3. Sistema nervoso central (SNC): o sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal, recebe e interpreta sinais do sistema nervoso entérico e da microbiota intestinal. Esses sinais podem influenciar a função cerebral e o comportamento, afetando o humor, o estresse, a ansiedade e até mesmo a cognição. ● Digestão e metabolismo de nutrientes: a microbiota desempenha um papel fundamental na digestão de certos alimentos, especialmente fibras vegetais complexas e carboidratos. Microrganismos no intestino fermentam esses substratos, produzindo ácidos graxos de cadeia curta, como o butirato, que são importantes fontes de energia para as células intestinais e contribuem para a regulação do metabolismo. ● Síntese de vitaminas: certas bactérias da microbiota têm a capacidade de sintetizar vitaminas essenciais, como a vitamina K e algumas vitaminas do complexo B, que desempenham papéis fundamentais em várias funções do organismo, como: coagulação sanguínea, saúde óssea e função nervosa. ● Regulação do sistema imunológico; ● Proteção contra patógenos: uma microbiota saudável pode competir com patógenos invasores por nutrientes e espaço no intestino, dificultando sua colonização e crescimento. Além disso, alguns microrganismos na microbiota produzem substâncias antimicrobianas que podem inibir o crescimento de bactérias patogênicas, contribuindo para a proteção contra infecções. (I) a microbiota é capaz de formar uma barreira protegendo contra patógenos invasores; (II) A microbiota prepara a imunidade inata pela estimulação da produção de mucina, imunoglobulina e secreção de substâncias antimicrobianas; Microbiota Normal do Corpo Humano (M.N.C.H): ● Migração para Novos Locais no Corpo Humano: em situações como cirurgias ou perfurações, microrganismos da microbiota normal podem ser deslocados de seus sítios normais e migrarem para novas áreas do corpo. Ex: durante uma cirurgia abdominal, bactérias intestinais podem ser introduzidas na cavidade abdominal, onde podem causar infecções oportunistas, como peritonite. Da mesma forma, lesões na pele podem permitir que microrganismos da microbiota normal entrem na corrente sanguínea, causando bacteremia ou sepse. ● Uso de Antibióticos e Imunossupressores: o uso prolongado ou indiscriminado de antibióticos pode resultar em um desequilíbrio na microbiota, conhecido como disbiose, que pode permitir que microrganismos patogênicos prosperem e causem infecções. ● Pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI): pacientes na UTI frequentemente apresentam condições médicas graves que podem predispor a disbiose e infecções relacionadas à microbiota. Além disso, esses pacientes muitas vezes recebem tratamentos invasivos, como intubação e cateterização que podem facilitar a entrada de microrganismos e causar infecções hospitalares. Simbiose X Disbiose ● Simbiose: refere-se a uma relação de convivência benéfica e mutualística entre os microrganismos e o hospedeiro humano. A microbiota normal, composta por bactérias, fungos, vírus e outros microrganismos, estabelece uma relação simbiótica com o corpo humano. Por exemplo, as bactérias intestinais que realizam diversas funções capazes de promover a saúde e o bem-estar do hospedeiro. ● Disbiose: refere-se a um desequilíbrio na composição, diversidade ou função da microbiota normal, que pode levar a efeitos adversos na saúde do hospedeiro. Neste caso, as interações entre os microrganismos e o hospedeiro podem se tornar prejudiciais, resultando em inflamação, doenças ou condições patológicas. A disbiose pode ocorrer de várias formas, como: ➔ Redução da diversidade microbiana; ➔ O crescimento excessivo de microrganismos patogênicos; ➔ Disfunção metabólica; ➔ Resposta imunológica desregulada; ➔ Uso de antibióticos, dieta inadequada; ➔ Estresse; ➔ Doenças crônicas e outras condições. O tratamento da disbiose geralmente envolve a restauração do equilíbrio da microbiota, por meio de intervenções como o uso de probióticos, prebióticos, dieta saudável, redução do uso de antibióticos e tratamento de outras condições que estejam contribuindo para o desequilíbrio microbiano. Microbioma e seus sítios Microbiota intestinal: é composta principalmente por bactérias, mas também inclui fungos, vírus e arqueias. As bactérias representam a maioria dos microrganismos, incluindo espécies dos filos Firmicutes, Bacteroidetes, Actinobacteria e Proteobacteria. ● Funções: ➔ Digestão de alimentos; ➔ Síntese de vitaminas; ➔ Metabolismo de nutrientes; ➔ Modulação do sistema imunológico; ➔ Proteção contra patógenos hospedeiros. Microbioma cutâneo: A microbiota cutânea refere-se aos microrganismos que colonizam a superfície da pele e suas estruturas anexas, como glândulas sebáceas e folículos pilosos. É composto principalmente por bactérias, mas também inclui fungos e outros microrganismos. As bactérias predominantes incluem espécies dos gêneros Staphylococcus, Propionibacterium, Corynebacterium e Streptococcus. ● Funções: ➔ Proteção contra patógenos; ➔ Regulação do sistema imunológico local; ➔ Manutenção do pH; ➔ Hidratação da pele. Obs: além disso, pode influenciar a saúde da pele, incluindo a prevenção de doenças como dermatite atópica e acne. Microbiotada cavidade oral: as bactérias predominantes incluem espécies dos gêneros Streptococcus, Veillonella, Prevotella e Actinomyces. ● Funções: ➔ Digestão de alimentos; ➔ Proteção contra patógenos orais; ➔ Manutenção da integridade dos tecidos bucais; ➔ Modulação da resposta imunológica local; ➔ Prevenção da cárie e doenças periodontais. Microbiota vaginal: é composta principalmente por bactérias, mas também inclui fungos e outros microrganismos. As bactérias predominantes incluem espécies dos gêneros Lactobacillus, Gardnerella, Prevotella e Streptococcus. ● Funções: ➔ Proteção contra patógenos genitais; ➔ Manutenção do pH vaginal ácido; ➔ Prevenção de infecções do trato genital; ➔ Modulação da resposta imunológica local contra patógenos sexualmente transmissíveis. Obs: muda de acordo com a idade, pH e secreção hormonal. Microbiota da uretra: a microbiota da uretra é menos diversa em comparação com outras áreas do corpo, mas também inclui bactérias, fungos e outros microrganismos. As bactérias predominantes incluem espécies dos gêneros Corynebacterium, Staphylococcus, Streptococcus e Neisseria. ● Funções: ➔ Proteção contra patógenos urogenitais; ➔ Manutenção da integridade dos tecidos uretrais; ➔ Modulação da resposta imunológica local. Obs: existem diferenças na composição da microbiota entre homens e mulheres, principalmente devido às diferenças anatômicas, hormonais (o estrogênio pode promover o crescimento de certos tipos de bactérias na vagina, como lactobacilos, que ajudam a manter um ambiente ácido e saudável.) e comportamentais. Influência do microbioma no câncer Situações de desequilíbrio da composição da microbiota intestinal, conhecidas por disbiose, podem favorecer a carcinogênese (ou seja, surgimento do câncer) por induzir inflamação, promover o crescimento e proliferação celular, enfraquecer a vigilância imunológica, e alterar funções bioquímicas do indivíduo. Mas, nem sempre a microbiota favorece a carcinogênese. Existem vários mecanismos pelos quais a microbiota intestinal pode auxiliar na luta contra o câncer. Esses mecanismos incluem: ● Mimetismo antigênico: ocorre quando microrganismos na microbiota expressam antígenos semelhantes aos presentes em células tumorais, desencadeando uma resposta imune antitumoral. Essa semelhança antigênica pode levar à ativação do sistema imunológico contra as células tumorais, resultando na eliminação do câncer. ● Biotransformação de agentes quimioterápicos: o microbioma intestinal pode influenciar a eficácia e a toxicidade dos agentes quimioterápicos através da biotransformação de fármacos. Algumas bactérias na microbiota têm enzimas que podem metabolizar ou modificar os agentes quimioterápicos, alterando sua biodisponibilidade e atividade farmacológica. Obs: essas modificações podem aumentar ou diminuir a eficácia dos agentes quimioterápicos, bem como influenciar a ocorrência de efeitos colaterais associados ao tratamento. ● Modulação do sistema imunológico: certas bactérias na microbiota têm a capacidade de modular a atividade das células imunes, aumentando assim a resposta imune antitumoral. ● Promoção da apoptose: microrganismos na microbiota podem induzir a morte programada das células tumorais, contribuindo assim para a redução do tumor. A apoptose é um processo natural de morte celular programada que ocorre no organismo como parte do desenvolvimento normal, da manutenção da saúde dos tecidos e da resposta a danos celulares. Durante a apoptose, as células ativam uma série de vias internas que levam à ativação de enzimas chamadas caspases, resultando em alterações morfológicas e bioquímicas nas células apoptóticas ● Redução da inflamação: uma microbiota saudável pode ajudar a controlar a inflamação crônica, que está associada a um maior risco de desenvolvimento e progressão do câncer. No entanto, ainda não está claro qual composição específica da microbiota intestinal é a mais propícia para obtermos a melhor resposta imune antitumoral e qual seria a melhor estratégia de modular a microbiota intestinal