Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

DIREITO 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 01 
 
No Direito, lei complementar é uma lei que tem 
como propósito, complementar, explicar e 
adicionar algo à Constituição. A lei complementar 
diferencia-se da lei ordinária desde o quórum para 
sua formação. A lei ordinária exige apenas maioria 
simples de votos para ser aceita; já a lei 
complementar exige maioria absoluta. No Direito 
Tributário, caberá à lei complementar: 
 
a) Dispor sobre possíveis conflitos de competência 
que possam surgir entre o Estado e o Município; 
b) Criar os tributos que cada político pode 
instituir, bem como dispor sobre conflito de 
competência, não necessitando regular as 
limitações ao poder de tributar, pois estas já 
constam na CF; 
c) Estabelecer apenas normas gerais sobre a 
definição de tributos e suas espécies, base de 
cálculo, fatos geradores, obrigação, lançamento, 
contribuintes, créditos, prescrição e decadência 
tributária; 
d) Dispor sobre conflito de competência entre 
União, Estado, Município e Distrito Federal; 
regular as limitações constitucionais ao poder de 
tributar e estabelecer normas gerais em matéria 
de legislação tributária;. 
 
e) Dispor sobre o conflito de competência 
tributária entre União e Município. 
 
 
QUESTÃO 02 
 
O art. 4º do CTN faz menção à natureza jurídica do 
tributo. De acordo com a teoria pentapartida, são 
cinco as espécies tributárias: impostos, taxas, 
contribuições de melhoria, empréstimos 
compulsórios e contribuições sociais. Mas como 
identificar em que espécie se enquadra um 
determinado tributo? É verdade que a própria lei 
que institui o tributo já lhe dá um nome: imposto 
sobre serviços de qualquer natureza, taxa de 
coleta de lixo etc. Entretanto, embora a lei dê um 
nome ao tributo, não podemos garantir que o que 
a lei chamou de taxa, por exemplo, é realmente 
uma taxa. Isso porque o CTN estabelece em seu 
art. 4º: “Art. 4º. A natureza jurídica específica do 
tributo é determinada pelo fato gerador da 
respectiva obrigação, sendo irrelevantes para 
qualificá-la: 
I – a denominação e demais características 
formais adotadas pela lei. 
II – a destinação legal do produto da sua 
arrecadação.” 
Observamos, portanto, que, embora a lei dê um 
nome de taxa a um tributo que está sendo criado, 
é pelo fato gerador que o identificamos. Portanto, 
fato gerador é o evento previsto na lei instituidora 
do tributo que, uma vez ocorrendo no caso em 
concreto, gera para o contribuinte o dever de 
pagar. Por exemplo, na lei está previsto que o fato 
gerador é a fiscalização da equipe de vigilância 
sanitária, após o requerimento do contribuinte, 
solicitando uma vistoria, visando à emissão do 
alvará de funcionamento da empresa. 
Acontecendo no mundo real a vistoria no 
estabelecimento do contribuinte, teremos então 
por ocorrido o fato gerador do tributo. 
 
Conforme exposto acima, o CTN define que é pelo 
fato gerador que se determina a natureza jurídica 
do tributo, não importando o nome que a lei lhe 
conferiu, nem a destinação do produto da 
arrecadação deste tributo. Assim, o que a lei 
chamou de taxa pode ser, na verdade, um 
imposto disfarçado, caso seu fato gerador seja 
típico de imposto. 
 
A natureza específica do tributo é determinada 
pelo (a): 
a) Base de cálculo, uma vez que a CF, em seu art. 
145, § 2º, proíbe que as taxas tenham base de 
cálculo própria de impostos; 
b) Fato gerador da respectiva obrigação; 
 
c) Tipo de lei que cria esse tributo; 
 
d) Fato gerador da respectiva obrigação, sendo 
relevante, para qualificá-la, a destinação legal do 
produto da arrecadação; 
e) Tipo de arrecadação do ente público. 
	QUESTÃO 01
	QUESTÃO 02

Mais conteúdos dessa disciplina