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QUESTIONÁRIO AULA PRÁTICA N°10- TESTES BIOQUIMICOS Aluna: Leticia Camilly 1. Qual a importância da realização dos testes bioquímicos de identificação microbiana? R: Os testes bioquímicos de identificação microbiana são importantes porque permitem a diferenciação entre diferentes tipos de microrganismos com base em suas características bioquímicas, como metabolismo de carboidratos, produção de enzimas e utilização de substratos específicos. Isso é importante para o diagnóstico de infecções, controle de qualidade de alimentos e água, e seleção de tratamentos adequados, contribuindo para a saúde pública e prevenção de doenças. Como por exemplo o que fizemos na aula prática em Salmonella, onde os testes bioquímicos nos permitiram identificar características específicas desse microrganismo, como sua capacidade de fermentar lactose e produzir gás e ácido sulfídrico. Essas informações são cruciais para distinguir Salmonella de outras bactérias. 2. Explique como é realizado o teste de catalase e o princípio do teste. A bactéria S. aureus é catalase positiva ou negativa? R: O teste de catalase é realizado colocando uma pequena quantidade da bactéria em uma lâmina e é adicionado algumas gotas de peróxido de hidrogênio (H2O2). O princípio do teste é que a enzima catalase presente em algumas bactérias é capaz de quebrar o peróxido de hidrogênio em água (H2O) e oxigênio (O2). Se a bactéria produzir catalase, ocorrerá a liberação de bolhas de oxigênio, indicando um resultado positivo para o teste de catalase. A bactéria Staphylococcus aureus é catalase positiva. Quando a S. aureus é testada com peróxido de hidrogênio, ocorre a liberação de bolhas de oxigênio devido à atividade da enzima catalase presente nesta bactéria. Isso faz com que o teste de catalase seja uma característica distintiva importante para diferenciar S. aureus de outras bactérias, como Streptococcus, que é catalase negativa. 3. Explique o princípio do teste do indol e o resultado encontrado. R: O teste do indol é baseado na capacidade de certas bactérias produzir a enzima triptofanase, que converte o triptofano em indol, piruvato e amônia. O princípio do teste é que quando as bactérias são inoculadas em meio contendo triptofano, se elas possuírem a enzima triptofanase, irão metabolizar o triptofano em indol. Para detectar a presença de indol, adiciona-se o reagente de Kovac, que contém ácido clorídrico, p-dimetilaminobenzaldeído e ácido sulfúrico concentrado. Se ocorrer a formação de um anel vermelho no topo do meio após a adição do reagente, o teste é considerado positivo para indol, indicando a presença da enzima triptofanase e a capacidade da bactéria de produzir indol. Os resultados obtidos no teste do indol para as bactérias mencionadas são os seguintes: - Salmonella: Resultado negativo para indol. Isso significa que Salmonella não possui a enzima triptofanase para converter triptofano em indol. - E. coli: Resultado positivo para indol. Isso indica que E. coli possui a enzima triptofanase e é capaz de produzir indol a partir do triptofano. - S. aureus: Resultado negativo para indol. Isso significa que S. aureus não possui a enzima triptofanase e, portanto, não produz indol a partir do triptofano. Esses resultados nos ajudam na identificação e diferenciação desses tipos de bactérias com base em suas características bioquímicas. E. coli positiva Salmonela negativa S. aureus negativo 4. O ágar LIA e TSI é bastante utilizado para diferenciação de enterobactérias. Explique o metabolismo envolvido no teste e compare os resultados encontrados para Salmonella e E.coli. R: O ágar LIA e o TSI são meios de cultura utilizados para diferenciar entre as enterobactérias com base em seu metabolismo de açúcares e aminoácidos. - Ágar LIA: Este meio contém lisina, uma fonte de carbono e nitrogênio, bem como sacarose e lactose como fontes de carboidratos. As enterobactérias capazes de metabolizar a lisina produzem indol e, quando há degradação da lisina, o pH do meio aumenta, levando a um alcalinizamento. Se a cepa também fermentar a sacarose ou lactose, há produção de ácido e a placa se torna amarela. Se não fermentar esses açúcares, o meio permanece vermelho. A presença de H2S (sulfeto de hidrogênio) é detectada pela formação de um precipitado escuro de sulfeto ferroso. - TSI: No TSI, a glicose é fermentada primeiro, resultando em uma acidez inicial. Em seguida, se houver fermentação da lactose ou sacarose, há produção adicional de ácido, mantendo o meio amarelo. Se a bactéria pode produzir H2S, ocorre a formação de um precipitado escuro. O meio também contém uma quantidade significativa de ferro, o que permite observar alterações causadas pela produção de gás (rachaduras no meio) e pela produção de ácido ou alcalinização ao redor da linha de inoculação (rampa). Resultados da aula prática: - Salmonella (LIA): Coloração escura no precipitado devido à produção de H2S. Pode não fermentar lactose ou sacarose, mantendo o meio vermelho, e pode não produzir indol. - E. coli (TSI): Alterações causadas no fundo em rampa devido à fermentação da glicose inicialmente, seguida pela fermentação da lactose ou sacarose, mantendo o meio amarelo. A ausência de oxigênio no fundo indica que a bactéria utilizou todo o oxigênio disponível no meio para crescer, o que é típico de enterobactérias como a E. 5. Quais são os principais testes bioquímicos utilizados para diferenciação de enterobactérias? Os principais testes bioquímicos utilizados para diferenciação de enterobactérias são: ● Teste de Produção de Indol: Baseado na capacidade de algumas bactérias de produzir indol a partir do triptofano. ● Ágar LIA: Teste que verifica a capacidade da bactéria de degradar a lisina e produzir H2S. ● TSI: Este teste avalia a fermentação de açúcares (glicose, lactose, sacarose) e produção de H2S, além de indicar alterações no meio devido à produção de gás e mudanças de pH. ● Catalase: Verifica a presença da enzima catalase, importante para a diferenciação entre bactérias catalase positivas e negativas. ● Urease: Alguns gêneros de enterobactérias são capazes de produzir a enzima urease, que quebra a ureia em amônia e dióxido de carbono. Esses são alguns testes mais comuns utilizados para testes bioquímicos.