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FORMAÇÃO DE PROFESSORES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL A referida capacitação trata-se de uma formação constituída por reflexões teóricas e sugestões de atividades práticas voltadas para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Dessa forma, propomos um estudo articulado às competências específicas desses componentes curriculares e suas respectivas habilidades, conforme preconiza a BNCC, visando ampliar os saberes disciplinares e pedagógicos e contribuir para o seu agir docente. Caracterizado por possuir uma gama de conteúdos essenciais para a formação em Pedagogia, o referido curso foi de suma importância para complementar os conhecimentos obtidos no decorrer das aulas teóricas e práticas realizadas durante a formação. Através de uma ampla variedade de aspectos que foram norteados dentro das seguintes temáticas dos conteúdos do curso, que foram eles: As Ciências Humanas nas séries iniciais do Ensino Fundamental; Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: Competências e Habilidades segundo a BNCC; Ensino Religioso: formação para o respeito às diferenças; O ensino de Ciências da Natureza no contexto da BNCC; Formação em Linguagens e BNCC: os eixos organizadores do conhecimento nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Módulo 1 - As Ciências Humanas nos anos iniciais do Ensino Fundamental: Enfatiza o ensino-aprendizagem de História e Geografia, dois componentes que integram o currículo escolar nessa etapa de escolarização. O Módulo também evidencia a importância do desenvolvimento do raciocínio histórico e geográfico para a formação das crianças e a construção de práticas pedagógicas para as mesmas. Todo o processo formativo está ancorado nos princípios da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Módulo 2 – Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental: competências e habilidades segundo a BNCC: Discute o trabalho pedagógico na área de Matemática, segundo as orientações da BNCC, compreendendo o conhecimento matemático como uma elaboração histórica e humana. A partir de reflexões e sugestões de atividades práticas, é evidenciado o ensino-aprendizagem de Matemática na escola, com destaque para o planejamento e a avaliação de situações didáticas. Módulo 3 - Ensino Religioso: formação para o respeito às diferenças: À luz da BNCC, o módulo debate o trabalho pedagógico nos anos iniciais do Ensino Fundamental na área de Ensino Religioso. A abordagem visa a compreensão do conhecimento religioso como objeto de estudo que remete ao respeito à diversidade cultural, religiosa e espiritual. A partir de discussões teóricas e sugestões de atividades práticas, é evidenciado o ensino-aprendizagem do Ensino Religioso na escola, com destaque para o planejamento, para o uso de metodologias ativas e para a avaliação da aprendizagem. Módulo 4 – O Ensino de Ciências da Natureza no contexto da BNCC: Apresenta a relevância do letramento científico e sugere atividades práticas sobre o ensino de Ciências da Natureza nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Com foco interdisciplinar e seguindo as prerrogativas da BNCC, o módulo foi organizado de modo a considerar e a desenvolver tópicos relacionados às três unidades temáticas para o Ensino Fundamental: Matéria e energia; Vida e evolução; Terra e universo. Módulo 5 – Formação em Linguagens e BNCC: os eixos organizadores do conhecimento nos anos iniciais do Ensino Fundamental: Focando no ensino e na aprendizagem de Língua Portuguesa, Arte e Educação Física - componentes que integram a Área de Linguagens nessa etapa de escolarização -, o módulo sugere caminhos para a ampliação das capacidades expressivas dos alunos, visando a inserção dos mesmos na cultura letrada, a partir das diretrizes propostas pela BNCC em relação aos eixos de leitura/escuta, produção de texto, oralidade e análise linguística/semiótica, sem perder de vista a interdisciplinaridade e os processos avaliativos, ao longo do trabalho, com as práticas de linguagens. No decorrer das abordagens temáticas do curso, foi possível perceber que ao longo da Educação Infantil até o final da primeira etapa do Ensino Fundamental (EF), as crianças convivem com o professor polivalente, presente em todos os momentos na sala de aula e fora dela, dentro da escola. Essa proximidade cria um vínculo profundo entre a criança e seu professor e elas acreditam que será sempre assim. Entretanto, a passagem das crianças da Educação Infantil para os anos iniciais do Ensino Fundamental constitui uma mudança drástica na vida delas. Os momentos de brincadeiras e cantigas na sala de aula serão gradualmente substituídos por uma rotina mais estruturada de conteúdos e outros tipos de avaliações. Por isso, assegurar a adaptação das crianças nessa faixa etária é uma tarefa complexa, mas que pode garantir-lhes o bem-estar na sala de aula no novo nível de ensino, uma vez que instituição escolar e professores procuram entender o contexto de onde elas provêm, ou seja, se estão chegando de outra escola, da mesma escola ou se estão iniciando naquele momento sua escolaridade. Um outro ponto significativo dentre os contextos explanados foi o de que a relação lugar-mundo é importante para a Geografia e mostra que nós todos não só construímos uma história pessoal, mas essa história é construída na relação com “outros” e se faz em um lugar. Não há história deslocalizada, nem geografia atemporal. Espaço e tempo são noções articuladas que nos acompanham no cotidiano, são vivas e vividas. As concepções espaciais das crianças, que vivenciam a globalização, não se constroem de maneira linear, partindo do espaço próximo para o espaço distante. As relações próximo/distante e lugar/mundo estão sendo profundamente redimensionadas. Temos nas escolas uma geração de crianças com acesso constante ao fluxo informacional. Assim, viver em um lugar é participar da complexidade do mundo, é ter de enfrentar a tarefa de percebê-lo de forma contextualizada e significativa, é participar da complexa relação lugar/mundo. Em relação à BNCC, o ensino de Matemática está proposto em torno de cinco unidades temáticas que se repetem ano a ano ao longo de todo o ensino fundamental, são elas: Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas e Probabilidade e estatística. Cada unidade é estruturada em um conjunto de habilidades cuja complexidade cresce progressivamente ao longo do tempo. Quanto ao Ensino Religioso, enfatiza-se que para que se possa ampliar os conhecimentos acerca da prática pedagógica em Ensino Religioso, alinhada com as orientações da BNCC, devem ser criadas situações de aprendizagem baseadas em questionamentos, proposição de sequências didáticas, dicas de materiais para aprofundamento de estudos e (re)criação de alternativas metodológicas. Além disso, propor uma variedade de atividades que podem integrar seus planejamentos de ensino, culminando com seu desenvolvimento junto aos estudantes. A escola é uma instituição que tem se destacado na contemporaneidade como fundamental pela função social que ocupa: sistematização e transmissão dos conhecimentos historicamente acumulados pela humanidade. Portanto, essa instituição tem como objetivos primordiais o ensino, a aprendizagem e a socialização das novas gerações. Ou seja, está em jogo a formação humana dos indivíduos a partir do desenvolvimento de saberes e fazeres que contribuem para a justiça social, a inclusão e o exercício da cidadania. É preciso que possamos refletir inclusive sobre a questão de que A escola, na contemporaneidade, adquiriu tanta importância que é difícil pensar a sociedade sem a sua existência. Por isso, as práticas que se desenvolvem em seu contexto devem ser sistematicamente planejadas e avaliadas visando o desenvolvimento integral dos estudantes para uma atuação responsável na sociedade. Logo, o Ensino Religioso como área de conhecimento trabalhada no dia a dia da escola pode contribuir para a materialização dos ideais de democracia, inclusão social e educação integral, conforme descrito na BNCC. Enquanto componente curricular de oferta obrigatória nas escolas públicas de EnsinoFundamental, embora com matrícula facultativa em diferentes regiões do país, o Ensino Religioso não deve ser pensado a partir das crenças ou religiões individuais, mas como o estudo do fenômeno religioso nas suas diferentes manifestações. Por esse caminho, a prática em Ensino Religioso deve ser voltada para a superação do preconceito religioso, abandonando seu caráter histórico confessional catequético. O que essa área visa é a construção e consolidação do respeito à diversidade cultural, religiosa e espiritual. Além disso, é importante que o conhecimento religioso contribua para que os estudantes encontrem perspectivas para repensar a vida social e adquiriram uma responsável e respeitosa convivência coletiva. Na escola, há um variado repertório cultural que precisa ser conhecido e considerado no trabalho pedagógico. Uma prática contextualizada sobre cultura requer a observância das culturas que estão enraizadas no cotidiano pessoal, familiar e social dos estudantes. Na sala de aula, o professor de Ensino Religioso pode propor atividades que evidenciem essa diversidade cultural promovendo momentos de diálogo com os estudantes, de modo que cada um compreenda que sua cultura não é superior nem inferior às culturas dos demais. As culturas apenas se diferenciam porque há, no mundo, diferentes visões e modos de vida. Quanto ao ensino de Ciências da Natureza, enfatizamos que o ensino de Ciências da Natureza se coloca como uma possibilidade de promover a alfabetização científica já nos anos iniciais, de modo que o educando possa refletir sobre o conhecimento científico. Uma estratégia para atingir esse propósito é incentivar o aluno a pensar sobre problemas de seu interesse e, a partir de então, analisar como ele pode resolvê-los. Entendemos que no Ensino Fundamental, desde os anos iniciais, deve-se construir uma base sólida de noções, ideias, habilidades, conceitos e princípios científicos, garantindo que o aluno se familiarize com o mundo natural, reconheça sua diversidade e a sua unidade e possa identificar e analisar processos tecnológicos implementados pela humanidade, nesse mundo natural. Em outras palavras, a ciência é um tipo de conhecimento que possui sua abrangência, suas limitações e também um sentido histórico. Como os demais conhecimentos, ela é produzida pelo homem e está em constante evolução. Então, não devemos tomar a ciência como uma verdade absoluta, pois o que é cientificamente aceitável hoje, amanhã pode não ser mais, pois a ciência não é um processo acabado e estático, mas está sempre em constante transformação na busca do conhecimento. No componente curricular de Língua Portuguesa, os eixos das práticas de linguagens estão presentes nos campos de atuação. A área de Linguagens nos anos iniciais do ensino fundamental é formada pela junção de três componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte e Educação Física. Esses três componentes têm em comum o trabalho com as linguagens verbal (oral, visual-motora, escrita), corporal, visual e sonora, além da linguagem digital - própria dos gêneros dessa esfera - fator que amplia as possibilidades de trabalho interdisciplinar.