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Como Monitorar os Sinais e Sintomas da
Úlcera Gástrica?
O monitoramento minucioso dos sinais e sintomas do paciente com úlcera gástrica é crucial para o
sucesso do tratamento e a prevenção de complicações. A enfermagem desempenha um papel
fundamental neste processo, realizando avaliações regulares e documentando todas as alterações
observadas.
Dor abdominal: A dor é um sintoma comum de úlcera gástrica e pode ser localizada na região do
epigástrio, ou seja, a parte superior do abdômen, abaixo do esterno. A dor pode ser mais intensa
após as refeições ou quando o estômago está vazio. O enfermeiro deve avaliar a localização,
intensidade, frequência, duração e fatores que aliviam ou agravam a dor, como a ingestão de
alimentos ou medicamentos. É importante utilizar escalas de dor padronizadas para quantificar a
intensidade e monitorar a evolução do sintoma ao longo do tratamento.
Náuseas e vômitos: A úlcera gástrica pode causar náuseas e vômitos, que podem ser
acompanhados de sangue. A presença de sangue nos vômitos (hematêmese) é um sinal de alerta e
exige avaliação médica imediata. O enfermeiro deve monitorar a frequência e a intensidade dos
vômitos, observando a presença de sangue, bile ou alimentos não digeridos. É fundamental avaliar
também o risco de desidratação e desequilíbrio eletrolítico causado pelos vômitos frequentes.
Perda de peso: A úlcera gástrica pode levar à perda de peso involuntária, pois a dor abdominal e as
náuseas podem diminuir o apetite e a absorção de nutrientes. O enfermeiro deve monitorar o peso
do paciente, observando alterações significativas e buscando informações sobre a ingestão
alimentar e os hábitos alimentares. É importante realizar uma avaliação nutricional completa,
incluindo medidas antropométricas e análise do consumo alimentar.
Anemia: A perda de sangue crônica devido à úlcera gástrica pode levar à anemia, um problema que
causa fadiga, fraqueza e palidez. O enfermeiro deve monitorar os níveis de hemoglobina e
hematócrito do paciente, além de avaliar a presença de sintomas relacionados à anemia. A avaliação
deve incluir sinais vitais, coloração da pele e mucosas, níveis de energia e capacidade para realizar
atividades diárias.
Alterações nas eliminações intestinais: O enfermeiro deve monitorar as características das fezes,
especialmente a presença de melena (fezes escuras e fétidas devido à presença de sangue
digerido), que pode indicar sangramento gastrointestinal. A frequência e consistência das
evacuações também devem ser avaliadas.
Sinais vitais: O monitoramento regular dos sinais vitais é essencial, pois alterações na pressão
arterial, frequência cardíaca e temperatura podem indicar complicações. Hipotensão e taquicardia
podem sugerir sangramento ativo, enquanto febre pode indicar processo infeccioso.
O enfermeiro também deve estar atento a outros sinais e sintomas, como febre, mal-estar generalizado,
indigestão, azia, arrotos e distensão abdominal. A identificação precoce de complicações é fundamental
para o tratamento adequado e a prevenção de sequelas graves.
As principais complicações que requerem atenção imediata incluem:
Hemorragia digestiva: Caracterizada por hematêmese, melena ou ambos, pode levar a choque
hipovolêmico se não tratada rapidamente.
Perfuração da úlcera: Causa dor súbita e intensa, com rigidez abdominal e sinais de peritonite.
Obstrução do trato digestivo: Pode ocorrer devido à cicatrização e estreitamento do tecido,
causando vômitos persistentes e dificuldade de alimentação.
Penetração para órgãos adjacentes: A úlcera pode penetrar em estruturas próximas, como o
pâncreas ou o fígado, causando sintomas específicos que devem ser monitorados.
O enfermeiro deve manter uma comunicação constante com o médico, registrar todas as observações
no prontuário do paciente e educar o paciente e seus familiares sobre os sinais de alerta que requerem
avaliação médica imediata. A documentação precisa e detalhada é essencial para garantir a
continuidade do cuidado e a segurança do paciente.

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