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Como avaliar a efetividade da terapia 
antipsicótica?
A avaliação da efetividade da terapia antipsicótica de ação prolongada é um componente crucial do 
cuidado de enfermagem, representando um processo complexo e multifacetado que requer atenção 
contínua e sistemática. Ela envolve a monitorização detalhada da resposta do paciente à medicação, 
buscando identificar sinais de melhora clínica, efeitos colaterais e a necessidade de ajustes no 
tratamento. Os enfermeiros desempenham um papel fundamental nesse processo, coletando dados 
sobre o estado mental, comportamento e funcionalidade do paciente, além de observar os efeitos da 
medicação tanto a curto quanto a longo prazo.
Monitorização dos sintomas: Avaliação frequente dos sintomas psicóticos, como delírios, 
alucinações, pensamento desorganizado, agitação e humor, para verificar a redução ou eliminação 
dos mesmos. Esta avaliação deve incluir o uso de escalas padronizadas como a PANSS (Positive and 
Negative Syndrome Scale) ou BPRS (Brief Psychiatric Rating Scale), permitindo uma medição 
objetiva da evolução dos sintomas ao longo do tempo. É importante documentar tanto as 
mudanças positivas quanto as negativas no quadro clínico.
Observação de efeitos colaterais: Identificar e documentar possíveis efeitos colaterais da 
medicação, como sonolência, tremor, rigidez muscular, boca seca, ganho de peso, alterações no 
ciclo menstrual e disfunção sexual. O monitoramento deve incluir a aplicação da escala AIMS 
(Abnormal Involuntary Movement Scale) para avaliar discinesia tardia e outros movimentos 
involuntários. É fundamental realizar avaliações físicas regulares, incluindo medição de peso, 
pressão arterial e outros parâmetros vitais.
Avaliação da adesão ao tratamento: Verificar a regularidade da administração da medicação pelo 
paciente, utilizando ferramentas de auto-relato, entrevistas com familiares ou registros de 
dispensação de medicamentos. Implementar estratégias como o uso de diários de medicação, 
aplicativos de monitoramento ou contatos telefônicos regulares para acompanhar a adesão. 
Identificar barreiras específicas que possam interferir na adesão, como custos, efeitos colaterais 
ou crenças sobre a medicação.
Comunicação com a equipe médica: Compartilhar as observações e avaliações com o médico 
responsável, fornecendo informações relevantes para a tomada de decisão sobre a continuidade, 
ajuste ou mudança da terapia. Estabelecer protocolos claros de comunicação, incluindo relatórios 
estruturados e reuniões regulares de equipe. Documentar todas as intervenções e mudanças no 
plano terapêutico.
Educação em saúde: Ensinar o paciente sobre os benefícios e os efeitos colaterais da medicação, 
esclarecendo dúvidas e incentivando a adesão ao tratamento. Desenvolver materiais educativos 
adaptados ao nível de compreensão do paciente, incluindo recursos visuais e práticos. Realizar 
sessões educativas regulares, tanto individuais quanto em grupo, abordando temas como manejo 
de sintomas, importância da medicação e estratégias de autocuidado.
A avaliação da efetividade da terapia deve ser um processo contínuo, com acompanhamento regular 
do paciente para monitorar a evolução clínica e ajustar o tratamento de forma personalizada, 
garantindo a melhor qualidade de vida possível para o paciente com terapia antipsicótica de ação 
prolongada. Este processo deve incluir avaliações periódicas do funcionamento social e ocupacional 
do paciente, sua qualidade de vida e satisfação com o tratamento.
Para garantir uma avaliação abrangente, é importante estabelecer marcos temporais específicos para 
reavaliações completas, geralmente a cada 3-6 meses, onde todos os aspectos do tratamento são 
revisados em detalhes. Isso inclui não apenas a resposta à medicação, mas também o impacto do 
tratamento na vida familiar, social e profissional do paciente. A documentação detalhada dessas 
avaliações permite acompanhar a trajetória do tratamento ao longo do tempo e fazer ajustes baseados 
em evidências concretas.

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