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MÓDULO V Tutorial 8 1 – Discorrer sobre a PA, destacando a PS e a PD. Pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra qualquer unidade de área da parede vascular, refletindo a pressão de propulsão criada pela ação do bombeamento do coração. Sendo assim, para sua aferição é necessário determinar duas pressões: Pressão Sistólica→ pressão maior que ocorre na aorta e resulta da contração do ventrículo esquerdo. Pressão Diastólica→ pressão mínima, correspondente ao momento em que o ventrículo esquerdo volta a encher-se para retomar todo o processo da circulação. A pressão arterial média é a pressão média existente na árvore arterial durante um ciclo cardíaco. A pressão média não representa a média aritmética entre a pressão sistólica e a diastólica, em virtude do formato da onda de pulso; ela está mais próxima da pressão diastólica que da sistólica, porque a diástole dura o dobro de tempo da sístole, e seu valor aproximado é de 92 mmHg. A PA é um balanço entre o fluxo sanguíneo para dentro das artérias e o fluxo sanguíneo para fora das fora das artérias. Se dentro > fora→ o sangue se acumula nas artérias e PAM aumenta. Se fora > dentro→ PAM cai. Sendo que o fluxo sanguíneo para fora da aorta = débito cardíaco e ele é influenciado pela resistência periférica, definida como a resistência ao fluxo oferecida pelas arteríolas. A diferença entre a pressão sistólica e a pressão diastólica é chamada pressão de pulso. Seu valor é de 40 mmHg no adulto médio. A pressão de pulso depende diretamente do volume de ejeção sistólica e do volume de sangue existente no sistema arterial. Pressão sanguínea nas artérias > pressão sanguínea nas veias→ porque é perdida energia em conseqüência a resistência ao fluxo oferecida pelos vasos e ela também resulta do atrito entre as células sanguíneas. Embora a pressão nos ventrículos caia a quase o mmHg durante a diástole ventricular, a pressão diastólica nas grandes artérias permanece relativamente alta, isso porque esses vasos possuem a capacidade de capturar e armazenar energia nas suas paredes elásticas. A multiplicidade de fatores que influenciam a pressão arterial cria a necessidade de existirem mecanismos reguladores – capazes de integrar e harmonizar a atuação dos vários elementos que agem por via neurogênica ou humoral, que podem ser a curto ou a longo prazo. Os mecanismos de regulação da pressão arterial a longo prazo são mecanismos hormonais e fundamentalmente ligados à volemia. Os mecanismos a curto prazo estão diretamente ligados a reflexos neurais, que modificam as variáveis hemodinâmicas que determinam a pressão, então o órgão-alvo nesse caso é o próprio coração. Os mecanismos a longo prazo têm ação direta na volemia, então o órgão-alvo normalmente é o rim, o responsável pela regulação da perda hídrica e um dos sistemas mais estudados é o da renina-angiotensina-aldosterona. A manutenção dos níveis pressóricos dentro de uma faixa de normalidade depende de variações ou do débito cardíaco ou da resistência periférica ou de ambos. Diferentes mecanismos de controle estão envolvidos não só na manutenção como na variação momento a momento da pressão arterial, regulando o calibre e a reatividade vascular, a distribuição de fluido dentro e fora dos vasos e o débito cardíaco. Além das rápidas respostas neurais (segundos), os pressorreceptores controlam também a liberação de vários hormônios que participam na manutenção dos valores basais da PA. Durante quedas sustentadas da PA, por exemplo, ocorre maior liberação de epinefrina e norepinefrina pela medula adrenal, maior liberação de vasopressina pela neuro-hipófise e aumento dos níveis plasmáticos de renina. Esses sistemas hormonais prolongam por minutos ou até mesmo horas as respostas cardiovasculares comandadas pelos pressorreceptores. Sendo que ajustes para o volume aumentado são responsabilidade primárias dos rins. Se o volume aumenta, os rins restauram o volume normal excretando o excesso de água. Mas a compensação para a diminuição do volume necessita de uma resposta integrada dos rins e do sistema circulatório, uma vez que se os volumes sanguíneos diminuírem os rins não podem restaurar o liquido perdido, eles podem tentar conservar o volume de sangue e assim evitar uma diminuição adicional. E ainda, a distribuição relativa de sangue entre o lado arterial e o lado venoso pode ser um fator importante na manutenção da PA. Assim, as veias atuam como reservatório de volume, contendo sangue que pode ser redistribuído para as artérias caso necessário. ↓PA ↑atividade simpática contraindo as veias ↓sua capacidade e redistribuindo o sangue para o lado arterial da circulação. 2 – Caracterizar o controle da temperatura, enfatizando a ação da hipotermia sobre os órgãos e sistemas. Hipotermia - A hipotermia ocorre quando há a diminuição excessiva da temperatura normal do corpo, ou seja, perda excessiva de calor, de forma não intencional. A hipotermia é normalmente causada pela longa permanência num ambiente frio. A hipotermia é muitas vezes desencadeada pela exposição prolongada à chuva, ao vento, à neve ou a imersão em água fria. Durante uma exposição prolongada ao frio, o mecanismo de defesa do organismo tenta evitar a continuação da perda de calor. Os sintomas mais leves de hipotermia incluem tremores, pés e mãos frios, dormência nos membros, perda de destreza e pouca energia. Sensação de frio, tremor, diminuição da atividade motora (letargia ou prostração), espasmos musculares. A pele fica fria, as extremidades (ponta dos dedos, lábios, nariz, orelhas) mostram tonalidade cinzenta ou cianótica (levemente arroxeada). A vítima mostra sinais de confusão mental. Nessa fase, o diagnóstico de hipotermia muitas vezes nem é lembrado, pois o quadro pode sugerir uma exaustão física ou um distúrbio hidro-eletrolítico (desequilíbrio envolvendo hidratação e "sais minerais").Tremores violentos e incontroláveis, discurso tremido e lento, respiração superficial e pulsação fraca são sintomas moderados de hipotermia. Os tremores tendem a ir desaparecendo. O atleta começa a ficar muito prostrado, sonolento, quase inconsciente. Há mudança do humor (irritabilidade, agressividade, depressão). Algumas vezes pode ocorrer inclusive euforia e perda da auto-crítica. Tudo isso confunde quem examina pois pode parecer que o atleta "deu uma melhorada", mas na realidade está piorando gravemente Fica desorientado, com rigidez muscular, alterações da fala e da memória. A freqüência cardíaca fica mais lenta ou irregular.Torna-se difícil pensar e prestar atenção ao que se passa em seu redor. Poderá ter dificuldade em controlar os seus movimentos. Também poderá ter sensações de medo ou irracionalidade, perda de memória e sonolência. Os sintomas graves de hipotermia passam por perder o controle dos pés, das mãos e dos membros. Os tremores param e pode perder os sentidos. A pessoa fica inconsciente e imóvel. As pupilas tendem a dilatar e a freqüência cardíaca e respiratória são quase imperceptíveis. A manipulação do atleta deve ser muito delicada, pois do contrário, podem ser desencadeadas arritmias cardíacas graves. Se não for controlada a situação, a morte é inevitável. Detalhe: a vítima em hipotermia grave tem uma depressão tão importante da consciência, da respiração e dos batimentos cardíacos que pode parecer estar morta. Tanto assim que é importante reaquecer o paciente. A respiração torna-se superficial e poderá até parar, e a pulsação se tornará irregular ou inexistente. Também poderá sentir os músculos presos e as pupilas dilatadas. CONSEQUÊNCIAS CARDIOVASCULAR Isquemia do miocárdio, hipertensão, trombose venosa, taquicardia. HEMATOPOIÉTICO Ativação plaquetária, coagulopatias. IMUNOLÓGICO Imunossupressão. ENDÓCRINO Redução da concentração de insulina, aumento da RPT à insulina, aumento da concentração do h. estimulante da tireóide, hiperglicemia. ALTERAÇÕES ELETROLÍTICAS Hipocalemia, magnesemia, fosfatemia. ● Desequilíbrio entre a demanda e o consumoenergético pelo miocárdio. Isto pode levar ao infarto agudo do miocárdio. ● Até mesmo a hipotermia leve aumenta o nível sérico de catecolaminas, levando à taquicardia, hipertensão arterial, vasoconstrição sistêmica e ao desequilíbrio entre a demanda e a oferta de oxigênio ao miocárdio, além de aumentar a irritabilidade miocárdica. ● Há redução na velocidade das reações enzimáticas da cascata de coagulação. ● A hipotermia possui efeito direto sobre a imunidade celular e humoral e efeito indireto através da diminuição da oferta de O2 aos tecidos periféricos. ● Há inibição da liberação e redução da atividade da insulina, diminuição da perda renal de glicose e aumento da secreção de catecolaminas, resultando em hiperglicemia. Podendo haver depois uma hipoglicemia. 3 – Discutir a respeito da conduta ética do médico em recusar atendimento a pacientes carentes. Os conceitos usualmente empregados nas discussões éticas ligadas à assistência médica passam por diferenças culturais, econômicas e sociais, onde quer que sejam considerados. Capítulo 1 → I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza. Então o médico não estará atendendo Joaquim, um andarilho, mas sim um ser humano (uma vida) que precisa de alguém para sobreviver. VII - O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente. Capítulo 4 → Art. 23. Tratar o ser humano sem civilidade ou consideração, desrespeitar sua dignidade ou discriminá-lo de qualquer forma ou sob qualquer pretexto. Todos os pacientes em volta consentiram com a humilhação, porque no fundo, ali ninguém estava em condições de confrontar aquele que agrega em si “o poder maior de controlar a vida”, e que possui tamanha autoridade e prestígio. A grande maioria dos pacientes advém das classes mais pobres enquanto que os médicos geralmente vêm das classes privilegiadas, o que gera o sentimento de hierarquia e preconceitos. A grande questão é a inexistência das classes baixas como cidadãs portadoras de direitos. Dessa forma, o esquecimento da “ralé” enquanto classe se reflete nas falhas dos serviços públicos dos quais é dependente, como os hospitais. Assim reitera-se cotidianamente a desigualdade social dentro dessas instituições, onde as elites insensíveis, representadas pelos médicos, fazem da indiferença ou da brutalidade a sua arma contra as classes baixas. O art. 135 do Código Penal define omissão de socorro como “deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo, ou em grave e iminente perigo; ou não pedir nestes casos o socorro da autoridade pública”. Sendo um crime omissivo próprio, são aqueles que se consumam com um simples “não fazer”, não se ligando, via de regra, a um resultado, ou seja, à relação de causalidade naturalística. Evidente que a omissão gera responsabilidade civil, na forma do art. 186 do Código Civil. O não atender o enfermo poderá abreviar a morte, agravar a doença, apressar a necessidade de mutilação de um órgão, inutilizar funções de membros, provocar sequelas irreversíveis. Todos esses e tantos outros prejuízos que podem decorrer da omissão do médico são considerados danos à pessoa e indenizáveis como materiais, lucros cessantes, danos morais pela perda de uma chance e por deformidades. 4 – Discutir os aspectos socioeconômicos e os programas de assistência aos menos favorecidos. De acordo com o texto constitucional, deveria caber ao Estado a tarefa de garantir a saúde para todos, através de políticas sociais e econômicas voltadas tanto para a “redução do risco de doença e de outros agravos”, quanto “ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. É nessa segunda perspectiva que a Constituição reconhece a relevância pública das ações e serviços de saúde, e delineia um sistema único (o SUS), integrado pelas ações e serviços públicos de saúde, mas do qual também podem participar, em caráter complementar, instituições privadas. A Constituição Federal, ao prever a saúde como direito social e dever do Estado, criou o Sistema Único de Saúde, com uma característica que o torna um dos maiores e mais ambiciosos programas sociais do mundo: a universalidade de cobertura (art. 196 e seguintes da Constituição Federal). O art. 2º da Lei 8.080/1990 também prevê a universalidade de acesso ao SUS. Vale dizer, não se pode impor qualquer tipo de obstáculo ao acesso ao SUS, seja relativo a cidadania, renda, classe social e titularização de plano privado de assistência médica. O SUS se destina, pois, ao atendimento de toda a população brasileira, aí incluídos os estrangeiros. O conceito de saúde assegurado na legislação brasileira constitui-se como um direito da cidadania a ser garantido pelo Estado e a universalidade da atenção implica, necessariamente, a formulação de um modelo social ético e equânime norteado pela inclusão social e solidariedade humana. Nesse sentido, o impasse vivenciado com a concretização do acesso universal aos serviços de saúde requer uma luta constante pelo fortalecimento da saúde como um bem público, e da edificação de uma utopia social igualitária, tendo a saúde como direito individual e coletivo que deve ser fortalecido com o redimensionamento de uma nova prática construída a partir de uma gestão democrática e participativa. A omissão de socorro agride a consciência social (crime do art. 135 do CP) e a política do sistema da Lei n. 8.080/90, que, em seu artigo 1º, estabelece metas de redução de riscos de doenças e de condições para acesso de todos aos serviços médicos. http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10623219/artigo-135-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1033702/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10718759/artigo-186-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1035419/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1036143/lei-8080-90 http://www.jusbrasil.com.br/topicos/11678510/artigo-1-da-lei-n-8080-de-19-de-setembro-de-1990