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Antropologia Filosofia como atidude Existem diversas questões sobre o pensamento filosofico que se são feitas, seja imaginando o mesmo como um estilo de “autoajuda” ou como um campo de saber erudito e sem utilização no cotidiano “Uma primeira resposta à pergunta “O que é Filosofia?” poderia ser: a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido.” Assim, interessa à Filosofia questionar: o “que é o tempo?”, “o que é o belo?”, “o que é a verdade?” A Filosofia serviria, nesse sentido, como recurso que possibilita a não aceitação previa de situações ou fatos, posicionando-se diante dos contextos com espanto ao invés da familiaridade do já conhecido. Porém, esse tipo de questionamento não se é feito o tempo inteiro, geralmente sendo usado em momentos de crise ou quando certas questões se mantem tão confusas que acabam se tornando uma abertura para se questionar a realidade. Atitude filosófica Negação, ou suspensão dos pré-conceitos ou pré-juízos já instaurados na sociedade, a indagação voltada para o mundo e para a nossa volta. Sempre que se há uma atitude filosófica, se há questionamento sobre a realidade externa. Reflexão filosófica Significa movimento de volta sobre si mesmo ou movimento de retorno a si mesmo. A reflexão é o movimento pelo qual o pensamento volta-se para si mesmo, interrogando a si mesmo, é vista como mais apurada e podendo questionar até mesmo oque é a filosofia. Mário Sérgio Portela – O livro apresentado questiona sobre as novidades e sobre como a sociedade vem por crescer e se inovar nas últimas 5 décadas, a cada dia se há novas invenções, produtos e formas de se pensar, nos impondo um ritmo rápido para acompanharmos a elas, e, dessa forma, criamos uma ideia de insensibilização dos sentidos e sentimentos. A questão não é abandonar a tecnologia, sim sobre a perda de se sentir espantado, o famoso e ambíguo parar para pensar e admirar. FORMAS DE CONHECER O OLHAR O MUNDO Quatro tipos principais de conhecimento: O conhecimento de tipo popular se caracteriza por ser valorativo, pois as crenças, as tradições e os valores pessoais ou culturais determinam o conhecimento da realidade. Uma reflexão relativa dos valores pessoais e é um saber falho, por não ser algo que pode ser testado O conhecimento religioso ou teológico, é também valorativo, mas de forma mais específica. Sua especificidade valorativa consiste em valores sagrados e sobrenaturais, sendo, portanto, infalível e incontestável. Por ser incontestável, não pode ser verificado. O conhecimento científico não é valorativo, se fundamenta em fatos e fenômenos que podem ser observáveis pelos sentidos, portanto é de tipo factual e não valorativo. É um conhecimento sistemático e verificável, pois se estrutura como saber ordenado de ideias que podem ser verificadas e testadas por meio da experimentação. É falível e provisório, não tem uma verdade absoluta e última, devido ao seu conhecimento poder ser questionado e refutado O conhecimento filosófico é valorativo por seu início se dar pela experiência e vivência de mundo, aspectos que o fazem um conhecimento não verificável. É racional e sistemático, pois consiste em um conjunto de enunciados lógicos que visam representar coerentemente uma dada realidade. Finalmente, o conhecimento filosófico se caracteriza por ser infalível e exato, visto que não pode ser submetido à experimentação objetiva. Um contexto ou situação pode ser avaliado do ponto de vista do senso comum do conhecimento popular, da experimentação e testagem do conhecimento científico, do questionamento quanto à origem e destino no conhecimento filosófico e, ainda, da perspectiva dos registros sagrados do conhecimento religioso. A Filosofia não é visão de mundo, valores e costumes de determinado grupo ou coletividade, pois uma definição tão genérica e ampla iguala a Filosofia ao campo da cultura de um povo. A Filosofia não é sabedoria de vida, pois assim se dá enfoque apenas à contemplação da realidade e se corre o risco de a identificamos com a percepção individual da vida moral. A Filosofia não é o esforço racional para conceber o Universo como uma totalidade ordenada, pois essa ideia pode aproximá-la de outros conhecimentos que também explicam a realidade como, por exemplo, a ciência A filosofia é uma reflexão crítica sobre tudo que se volta o mundo, como os ensinamentos teologicos, a interpretação dos acontecimentos históricos, a visão critica sobre a arte e o seu significado. A filosofia é a base e, o fruto dessa base, é o conhecimento cientifico, ela é aquilo que da sustentação ao conhecimento, o momento em que se há uma analise critica sobre tudo, gerando “o conhecimento do conhecimento” O QUE É O HOMEM? Pode ser explicado de diversas formas, como o teologico, que daria a explicação de ser um ser feito a imagem do criado, já o biologico responderia que é a consequencia de um processo evolutivo extenso e a resposta filosófica diria que o homem é um ser feito a luz do seu contexto social e de suas interações Para responder isso, deve se levar em consideração as quatro questões Kantianas: 1- O que posso saber? Relativa à teoria do conhecimento chamada de epistemologia; 2- O que devo saber? Localizada na ética e na moralidade; 3- O que me é permitido saber? Ligada à religião; 4- O que é o homem? Objeto da Antropologia filosófica. Porem, o que é a Antropologia Filosofica? Essa é a área que pesquisa na trajetória do pensamento filosófico a história das concepções do humano, se dando apartir da ampliação das áreas cientificas, permitindo a classificação das características específicas de duas áreas cientificas, criando duas tendencias da antropologia filosofica: Da natureza e da cultura UNIDADE II Filosofia Clássica e a Concepção de Homem A filosofia nasce como uma cosmologia, ou seja, uma tentativa racional de se explicar a realidade no inicio desses questionamentos, como sobre a agua e o fogo ou estabilidade e movimentos da natureza e do mundo. ARKHÉ ou PYSYS: principio organizador e absoluto, algo que pudesse explicar todas as coisas Filosofos pré socraticos Marcam linha de transição de concepção do homem que tem as seguintes características: a) a equivalência do olhar humano e a ordem do cosmos b) a ideia do homem como estrutura corporal-espiritual c) a ênfase da educação grega (paideia) da qual os sofistas irão participar ativamente. OS SOFISTAS E SÓCRATES Segundo período da filosofia grega, inicia-se em uma atenas urbana que utiliza trabalho escravo. Esses princípios que orientavam a cultura grega serão estremecidos por um contexto histórico de transformações em muitos âmbitos da vida social Novos valores que vão enfrentar os privilégios da nobreza para estabelecer por meio da racionalidade a democracia grega. No novo contexto da política ateniense, a educação dos cidadãos vai ter o propósito de formar e educar para a direção, gestão e participação na vida de uma polis (cidade) que deve orientar se pelo bem comum. É uma educação política, ética e moral. Os sofistas Eram estrangeiros em Atenas, os primeiros professores pagos na educação. Ensinavam a arte de persuadir nos debates. Para um sofista a verdade seria sempre relativa a depender da capacidade de convencer do orador. Foram severamente criticados pela aristocracia que temia que outras classes sociais desenvolvessem habilidades de conversação e pudessem disputar o poder nas assembleias e tribunais. Tambem foram criticados por socráticos, porem, no contexto de que a educação sofista focava muito na oratoria e pouco na racionalidade, eram baseados em doxas (opinião ligada a crença) e estavam comprometidos pelas exigências e interesses daqueles que pagavam pelas aulas. image3.png image1.png image2.png