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Quais são os direitos das crianças e 
adolescentes em situação de violência 
doméstica?
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante proteção integral a crianças e adolescentes em 
situação de violência doméstica, reconhecendo-a como uma violação grave de seus direitos 
fundamentais. A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) também se aplica a essa situação, 
complementando o ECA e estabelecendo medidas específicas para a proteção da mulher em situação 
de violência doméstica, incluindo crianças e adolescentes que convivem com ela.
Em caso de violência doméstica, a criança ou adolescente tem direito à proteção imediata, com 
medidas para cessar a violência, prevenir novas agressões e garantir sua segurança física e emocional. 
O Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA) atua de forma integrada para 
assegurar essa proteção.
Medidas de proteção:
Acolhimento em instituição especializada, caso haja risco iminente de vida ou integridade física;
Acompanhamento psicológico e social para lidar com as consequências da violência;
Orientação e apoio para a família, visando prevenir a reincidência da violência;
Medida protetiva de urgência, como a proibição de aproximação do agressor, para garantir a 
segurança da criança ou adolescente;
Denúncia à autoridade policial, para que o agressor seja responsabilizado criminalmente;
Inclusão em programas de auxílio e assistência social, quando necessário;
Matrícula e acompanhamento escolar prioritários, garantindo a continuidade dos estudos;
Atendimento médico especializado para tratamento de possíveis sequelas físicas.
Canais de Denúncia:
Disque 100 - Disque Direitos Humanos (ligação gratuita e sigilosa);
Conselho Tutelar do município;
Delegacias especializadas em proteção à criança e ao adolescente;
Ministério Público;
Defensoria Pública.
Além dessas medidas, o ECA garante o direito da criança ou adolescente à escuta especializada, para 
que possa relatar sua experiência de violência sem constrangimento ou intimidação. O relato da 
criança ou adolescente é fundamental para a investigação e responsabilização do agressor, e para a 
formulação de medidas adequadas à sua proteção e reabilitação.
O impacto psicológico da violência doméstica pode ser profundo e duradouro, podendo manifestar-se 
através de:
Problemas de comportamento e dificuldades de aprendizagem;
Depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático;
Dificuldades nos relacionamentos interpessoais;
Baixa autoestima e sentimentos de culpa;
Comportamentos agressivos ou extremamente passivos.
É importante lembrar que a violência doméstica pode ter consequências graves para a saúde física e 
mental da criança ou adolescente, comprometendo seu desenvolvimento e bem-estar. Por isso, é 
fundamental que a sociedade como um todo esteja atenta a essa realidade e que os direitos das 
crianças e adolescentes em situação de violência sejam garantidos e respeitados.
O processo de recuperação de uma criança ou adolescente vítima de violência doméstica requer um 
trabalho multidisciplinar, envolvendo profissionais da saúde, assistência social, educação e justiça. É 
essencial que esse atendimento seja continuado e que considere não apenas a superação do trauma, 
mas também o fortalecimento dos vínculos familiares saudáveis e o desenvolvimento de habilidades 
socioemocionais que contribuam para sua resiliência.

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