Prévia do material em texto
TÓPICOS GRAMATICAIS – ASPECTOS MORFOLÓGICOS E SINTÁTICOS AULA 3 Profª Yara Oneida Reis da Silva 2 CONVERSA INICIAL Em uma oração, há a presença de termos obrigatórios, ou seja, os termos essenciais sujeito e predicado. Dependendo do tipo de verbo, pode haver também a presença de termos integrantes, que são termos necessários no caso de termos transitivos, aqueles que não têm sentido completo. Assim, chamam- se termos integrantes os que completam a significação transitiva dos verbos, mas também de nomes. Eles são responsáveis por complementar o sentido da oração, sendo, pois, indispensáveis à compreensão do enunciado. São complementos verbais os objetos direto e indireto. Além deles, há dois outros termos integrantes, o complemento nominal e o agente da passiva. Continuando os estudos dos termos da oração, conheceremos também o adjunto adverbial, que é um elemento acessório, ou seja, sua presença não é obrigatória na oração para que ela tenha sentido completo, no entanto pode servir como um termo que acrescenta uma circunstância ao que está sendo apresentado. TEMA 1 – COMPLEMENTO NOMINAL Na estruturação de uma oração, há o complemento nominal, que é o termo que completa o sentido de um nome (um não verbo), ligando-se a ele por meio de preposição. Ele representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um nome. Semanticamente, o complemento nominal não se distingue dos outros termos integrantes, pois completa necessariamente a significação de outro termo, da mesma forma que o objeto direto, o objeto indireto e do agente da passiva. Ele é considerado um termo essencial da oração, porque, assim como o objeto, sua presença é indispensável para o sentido completo da sentença, já que, assim como há verbos que precisam de complemento, também há nomes que dele necessitam. 1.1 Conceituação Cunha e Cintra (2007) dividem os termos da oração em essenciais, integrantes e acessórios, e classificam o complemento nominal (CN) como termo integrante, indispensável no contexto oracional. Para Rocha Lima (2011, p. 296), “complemento nominal é o termo que integra a significação transitiva do núcleo”. 3 É interessante lembrar que o CN é apresentado como palavra que integra ou limita o sentido de nomes e que se liga a eles por meio de preposição. Morfologicamente, o CN pode ser um substantivo, um pronome, um numeral, uma palavra ou expressão substantivada, ou uma oração. Bechara (2009, p. 58-59) assevera que o complemento nominal é “o complemento preposicionado exigido por um substantivo resultante da nominalização de um verbo, de um adjetivo ou de um advérbio”. Cegalla (2005, p. 348) classifica os CNs como termos integrantes que, conforme o autor, “completam a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, completam) o sentido da oração, sendo, por isso, indispensáveis à compreensão do enunciado”. Cegalla (2005, p. 355) ainda conceitua o complemento nominal como “termo complementar reclamado pela significação transitiva incompleta, de certos substantivos, adjetivos, advérbios. Vem sempre regido de preposição”. O gramático traz como exemplo “o respeito às leis”. Nesse caso, há que se considerar que quem tem respeito, tem respeito a algo. Assim, por ser complemento de um nome, o termo “às leis” é chamado de complemento nominal. Ainda, o autor menciona que o CN é paciente, alvo do que declara o nome que complementa. De acordo com Cunha e Cintra, o complemento nominal pode aparecer integrando o sentido do sujeito, do predicativo, do objeto direto, do objeto indireto, do agente da passiva, do adjunto adverbial, do aposto e do vocativo; integra um nome que geralmente corresponde a um verbo transitivo de radical semelhante. (Cunha; Cintra, 2007, p. 140) 1.2 Exemplos Sabemos que o verbo – sozinho – muitas vezes não é capaz de formar o predicado, necessitando, assim, de um complemento verbal. Da mesma forma, o nome, também, pode ter uma significação incompleta, necessitando, por isso, de um complemento. Observe as frases e compare: Crer na humanidade* conforta a alma. *Complemento do verbo “crer” A crença na humanidade** conforta a alma”. ** Complemento do nome (substantivo) “crença” 4 Se pensarmos que “crença na humanidade” está para “crer na humanidade”, perceberemos que a expressão “na humanidade” (em relação ao verbo crer) é complemento verbal e que a mesma expressão (em relação ao nome crença) também será um complemento, no caso, complemento nominal. O complemento nominal pode aparecer complementando substantivos, adjetivos ou advérbios: Exemplo 1 A construção do pensamento antropológico precisa de um olhar mais humanizado. O substantivo “construção” foi complementado pela locução “do pensamento antropológico”. Logo, “do pensamento antropológico” é complemento nominal do substantivo abstrato “construção”. Exemplo 2 Alimentação inadequada é prejudicial à saúde. O adjetivo “prejudicial” foi complementado pela locução “à saúde”. Logo, “à saúde” é complemento nominal do adjetivo (nome) “prejudicial”. Exemplo 3 Independentemente do dinheiro, viajarei. O advérbio “independentemente” foi complementado pela locução “do dinheiro”. Portanto, “do dinheiro” é complemento nominal do advérbio (nome) “independentemente”. Há, também, casos em que o complemento nominal é representado por uma oração. Isso acontece nos períodos compostos, em que há a necessidade de um complemento para um nome da oração principal. Nesses casos, não o classificamos “complemento nominal”, mas oração substantiva completiva nominal, visto que se o núcleo do complemento nominal tem como base um substantivo, como vemos no exemplo a seguir: Tenho medo de que haja uma Terceira Guerra Mundial. Oração subordinada substantiva completiva nominal O substantivo “medo” foi complementado pela oração “de que haja uma Terceira Guerra Mundial”. Esta, por sua vez, é uma oração subordinada substantiva completiva nominal. 5 Saiba mais Complemento nominal • É termo integrante; • Não pode ser apagado • Obrigatoriamente indireto (preposicionado ou representado por uma forma pronominal indireta) • Completa substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio; • Representa a extensão do sentido do referente; • No teste (agente/paciente), costuma ser o paciente; • Geralmente, não pode ser reduzido a um adjetivo. TEMA 2 – VOZES VERBAIS Antes de iniciarmos os estudos sobre o próximo termo essencial, o agente da passiva, é importante rever as construções oracionais no que diz respeito à voz verbal. Trata-se de uma flexão do verbo que tem como principal intenção evidenciar o sujeito ou o verbo. Algumas ações verbais permitem estruturas com diferentes atuações do sujeito. São os casos em que o verbo sofre flexão de voz. Assim, voz verbal é a indicação de como o sujeito atua em alguns tipos de ações expressas pelo verbo. As vozes verbais são classificadas em ativa, passiva e reflexiva. O conceito de voz verbal só se aplica a verbos que exprimem ação e, nessas orações, é possível estabelecer entre eles e o sujeito certas correlações de sentido, que determinam a classificação das vozes verbais. 2.1 Voz ativa Na voz ativa, o fato expresso é praticado pelo sujeito, conforme o exemplo: O professor adiou a prova. Sujeito agente Verbo Objeto direto 6 2.2 Voz passiva Na voz passiva, o fato expresso pelo verbo é sofrido pelo sujeito, como vemos em: A prova foi adiada pelo professor. Sujeito paciente Locução verbal Agente da passiva No exemplo acima, podemos notar que o termo que funciona como objeto direto na voz ativa corresponderá ao sujeito na voz passiva, razão pela qual somente os verbos que pedem complementos diretos (verbos transitivosdiretos e transitivos diretos e indiretos) admitem transformação de voz. Sujeito agente Verbo Objeto direto O estudante resolveu os exercícios. Os exercícios foram resolvidos pelo estudante. Sujeito paciente Locução verbal Agente da passiva Há duas maneiras de se expressar a voz passiva. A saber: 2.2.1 Voz passiva analítica Formada por um verbo auxiliar, geralmente o verbo ser, seguido do particípio do verbo que exprime o fato. Os livros foram lidos pelo estudante. Sujeito paciente Locução verbal Agente da passiva Analisemos a construção do enunciado: há um verbo auxiliar conjugado, nesse caso, “foram”, seguido de um verbo transitivo direto ou bitransitivo, expresso no particípio “lidos”. Nesse contexto oracional, percebemos que o “estudante” é quem executa a ação do processo verbal – o de “ler o livro”, motivo pelo qual é chamado de agente da passiva. Em resumo, para que ocorra a voz passiva analítica, há necessidade, respectivamente, dos seguintes termos: 7 • Sujeito paciente; • Verbo auxiliar conjugado; • Verbo principal na forma nominal particípio; • Preposição; • Agente da passiva. É importante mencionar que, na voz passiva analítica, a nomeação do agente (agente da passiva) não é obrigatória. 2.2.2 Voz passiva sintética (ou pronominal) Nesse tipo de construção, o verbo exprime o fato na terceira pessoa (singular ou plural, dependendo do número do sujeito) mais o pronome apassivador se: Vendem-se livros usados. Sujeito paciente Pronome apassivador Perceba que, na passiva sintética, não se declara o agente da ação. Isso porque não há agente da passiva sintética. Também em relação à voz passiva pronominal, é importante observar que existe uma equivalência entre esse tipo de passiva e a passiva analítica. Veja um exemplo: Vendem-se livros usados. Livros usados são vendidos. Verbo no plural Sujeito no plural Sujeito no plural Verbo no plural Perceba que, nos dois casos, o verbo foi empregado no plural para concordar com o sujeito, que é o mesmo nas duas frases. 2.3 Voz reflexiva A chamada voz reflexiva, por meio de um pronome (me, nos, se etc.) associado ao verbo, indica que o sujeito pratica e, ao mesmo tempo, recebe a ação verbal. Assim, o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. Observe os exemplos: 8 O menino cortou-se. Sujeito agente Pronome reflexivo e paciente Eu me cortei com uma faca Pronome reflexivo Sujeito agente e paciente Na voz reflexiva, os verbos vêm acompanhados de um pronome oblíquo átono que funciona como complemento e que estará sempre na mesma pessoa que o sujeito. Esses verbos são chamados de verbos reflexivos. Serão sempre verbos transitivos: cortar-se, lavar-se, pentear-se, ferir-se. São reflexivos os pronomes pessoais átonos (objeto direto e indireto) quando pertencem à mesma pessoa do sujeito da oração – o agente e o paciente são um só, porque o sujeito executa um ato reversivo sobre si mesmo. De acordo com Rocha Lima (2011, p. 320, grifo nosso), quando, porém, “o ato não emana do sujeito, que é apenas o paciente, temos, no pronome que o representa, a partícula apassivadora, conforme: ‘Despediram-se os empregados faltosos e admitiram-se alguns dos antigos candidatos’”. 2.3.1 Voz reflexiva recíproca A voz reflexiva ainda pode representar reciprocidade. Observe: Maria e José se beijaram. Pronome reflexivo No exemplo apresentado, Maria e José beijaram um ao outro. Assim, a ação do verbo é reflexiva, além de apresentar ideia de reciprocidade. 9 2.4 Síntese das vozes verbais Quadro 1 – Síntese das vozes verbais TEMA 3 – AGENTE DA PASSIVA Ao analisar as vozes verbais, percebemos que cada uma delas apresenta características próprias. No caso da voz passiva analítica, a presença do agente da passiva, que não é obrigatória, é uma delas. 3.1 Conceituação O agente da passiva é o complemento de um verbo na voz passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. Comumente, vem regido da preposição por e, menos frequentemente, da preposição de. Para analisar sua utilização na frase, retomemos o exemplo: Sujeito agente Verbo Objeto direto Oração 1: O estudante resolveu os exercícios. Oração 2: Os exercícios foram resolvidos pelo estudante. Sujeito paciente Locução verbal Agente da passiva Observe que • o objeto direto da voz ativa, na passiva, torna-se sujeito paciente; • o sujeito da voz ativa, na passiva, torna-se agente da passiva. Veja que, ao transformar a oração da voz passiva para a ativa, ele figurará como sujeito. Nota-se, portanto, que o agente da passiva é o verdadeiro agente da ação verbal. Função do sujeito Classificação da voz verbal Exemplo Classificação da voz verbal Sujeito agente ativa A chuva inundou a cidade. Sujeito paciente passiva O indivíduo foi preso ontem. Sujeito agente e paciente reflexiva Ele se cortou com a faca. 10 Na oração apresentada, a expressão “pelo estudante” exerce a função de agente da passiva. Entretanto, essa é uma informação que pode ser omitida quando considerada sem importância. Observe: Os exercícios foram resolvidos. Sujeito paciente Locução verbal Se a informação a ser dada é sobre os exercícios que foram resolvidos, não interessa ao emissor apresentar quem foi o responsável pela ação. Rocha Lima (2011) menciona que o agente da passiva pode ser chamado de passiva analítica e pode declinar de importância a ponto de ser omitido. Ao transpor uma oração na voz analítica sem agente da passiva para a ativa, terá sujeito indeterminado e o verbo na 3ª pessoa do plural. Exemplo: Ele foi preso. Prenderam-no. Sujeito paciente Locução verbal Sujeito indeterminado Sujeito paciente 3ª pessoa do plural 3.2 Representações do agente da passiva O agente da passiva pode ser representado por: a. Substantivo ou palavra substantivada: Exemplos: As flores são umedecidas pelo orvalho. Era conhecida de todo mundo. b. Pronomes: Exemplos: A carga foi cuidadosamente levada por mim. Ele foi denunciado por quem? c. Numeral: Exemplo: Esse tema já foi abordado pelos quatro. 11 d. Oração reduzida de particípio: Exemplos: Reduzida: A pressão feita pelos médicos surtiu efeito. Desenvolvida: A pressão que os médicos fizeram surtiu efeito. (O termo em destaque é pronome relativo). TEMA 4 – ADJUNTO ADVERBIAL A cada tópico, conseguimos aprofundar nossos estudos sobre os termos que formam as orações. Já conhecemos os termos essenciais e os integrantes. A partir de agora, conheceremos os termos acessórios, que desempenham, na oração, uma função secundária, seja caracterizar um ser, seja para determinar os substantivos ou exprimir alguma circunstância. São três os termos acessórios: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto. O primeiro que estudaremos é o adjunto adverbial. 4.1 Conceituação O adjunto adverbial é o termo que se junta principalmente ao verbo para indicar determinadas circunstâncias (tempo, causa, lugar, modo etc.). Rocha Lima (2011, p. 287) conceitua o adjunto adverbial como “termo que modifica o verbo, exprimindo as particularidades que cercam ou precisam o fato por este indicado”. Dessa forma, podemos entender que os adjuntos adverbiais não são termos exigidos pelo verbo, mas podem acrescentar informações, circunstâncias, que podem,então, modificá-lo. Observe: Ninguém saiu. Sujeito Verbo intransitivo Tal mensagem é compreendida de maneira clara e completa pelo interlocutor. Mesmo assim, é possível deixar o enunciado mais completo, apresentando outras circunstâncias a quem recebe a informação. Veja: 12 Ontem à noite, ninguém saiu de casa devido ao frio. Perceba que os adjuntos adverbiais podem modificar transformar uma frase inteira. Para tanto, é preciso ter um olhar especial quanto à sua aplicabilidade no seu contexto frasal. Perceba que o adjunto adverbial pode, inclusive, servir como marcador de opinião. Confira nos exemplos abaixo: • Fez muito frio. • Acordaram de madrugada. • Não consegui passar no vestibular, felizmente. Perceba, também, que os adjuntos adverbiais podem ser expressos por advérbio ou expressão adverbial, sendo esta formada por mais de duas palavras, sempre iniciando por preposição. Geralmente, a palavra que segue é um substantivo, mas também pode ser um numeral ou um adjetivo. Observe as frases retiradas de Rocha Lima (2011): Tempo: Lerei seu romance na próxima semana. Assunto: Falar da vida alheia. Causa: Morreu de sede. Meio: Vive do trabalho. Assunto: Conversamos a respeito de literatura. Por ser classificado como um elemento acessório, pode-se entender, muitas vezes, o adjunto adverbial como uma informação adicional apresentada à oração. Todavia, nem sempre, pois há circunstâncias que são necessárias à sentença para que haja clareza e completude à ideia, contribuindo para a eficácia da comunicação. Como defende Nascentes (1960, p. 17-18), “tratando-se de verbos intransitivos de movimento, o complemento de direção não pode ser considerado meramente acessório”. De acordo com Rocha Lima (2011), se o verbo for intransitivo e houver necessidade de um termo preposicionado para que sua significação seja completa, esse será complemento circunstancial. Nesse caso, sua presença é obrigatória, dada a necessidade do verbo. Caso contrário, a compreensão da frase será prejudicada. Veja o exemplo: Tempo Lugar Causa Tempo 13 Nós fomos. Verbo intransitivo Sujeito Quem vai, vai a algum lugar. Nesse caso, a informação ficaria incompleta se não houvesse a presença do elemento que indique o lugar para onde se foi. Assim, além de expressar uma circunstância, o termo é indispensável para a construção do sentido. Perceba: Nós fomos a um badalado evento. Verbo intransitivo Complemento circunstancial Com a informação completa, há eficácia na mensagem enunciada. Além de acompanhar o verbo, o adjunto adverbial de intensidade pode referir-se também a um adjetivo ou a um advérbio. Exemplos: O professor falava muito. (intensifica o verbo) O professor falava muito alto. (intensifica o adjetivo alto) Adjunto adverbial de intensidade O professor falava muito bem. (intensifica o advérbio bem) Adjunto adverbial de intensidade TEMA 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS ADJUNTOS ADVERBIAIS Os adjuntos adverbiais são classificados de acordo com as circunstâncias que indicam. Eles representam todas as circunstâncias do advérbio e outras. 5.1 Sentidos expressos pelas circunstâncias Observe algumas circunstâncias expressas pelos adjuntos adverbiais. Adjunto adverbial de intensidade 14 • Morreu de fome. (causa) • No mês passado, não houve participação do grupo. (tempo/negação) • Talvez ele entregue o trabalho a tempo. (dúvida) • Juarez foi ao teatro com os amigos. (lugar/companhia) • José se machucou com a faca. (instrumento) • O delegado levou os delinquentes à força. (modo) • Falar da vida alheia. (assunto) • Apesar de tudo, ainda somos amigos. (concessão) • Acordei ao estampido da explosão. (concomitância) • Brigar pelo time. (favor – em favor de, em prol de, em benefício de etc.). NA PRÁTICA Para colocar em prática o que foi aprendido nesta aula, analise manchetes de jornais. Sua tarefa é observar a intencionalidade discursiva do autor ao apresentar orações na ativa ou passiva, sendo esta com ou sem agente da passiva expresso. Além disso, observe o uso de adjuntos adverbiais nas manchetes. Qual é a necessidade ou importância de eles aparecerem nos enunciados já que é um elemento acessório da oração? FINALIZANDO Por mais que a análise sintática seja vista maus olhos, muitas vezes compreender a função dos elementos sintáticos entendendo o que significa cada um dos nomes ajuda muito! Primeiramente, compreender quais são os elementos essenciais, integrantes e acessórios já nos dá um bom entendimento sobre o tema. Nesta aula, você pôde conferir que o complemento nominal completa o nome, que o agente da passiva marca o agente na voz passiva, e que o adjunto adverbial está junto com o verbo. Com isso, pudemos conhecer um pouco mais sobre o processo de construção das orações. 15 REFERÊNCIAS BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro, Lucerna, 2009. CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. 46. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 4. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008. NASCENTES, A. O problema da regência. 2. ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1960. PASCHOALIN, M. A.; SPADOTO, N. T. Gramática: teoria e exercícios. São Paulo: FTD, 2018. ROCHA LIMA, C. H. Gramática normativa da língua portuguesa. 49. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.